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Família Vespidae

Ordem Hymenoptera

As vespas ou marimbondos são insetos abundantes, que apresentam um alto grau


de sinantropismo, ou seja, de associação com o homem. Compõem uma matriz
extremamente diversificada de insetos, com cerca de 75.000 espécies
identificadas.
É muito comum encontrar ninhos de vespas construídos ao redor de edificações
humanas. Numa colônia de vespas existe uma rainha e várias operárias e machos,
sendo que estes últimos não tem ferrão. Em geral a rainha só tem por função botar
os ovos, ficando a cargo das outras fêmeas a fabricação do vespeiro, defesa e
alimentação das larvas.
Embora todo o conhecimento popular sobre as vespas gire em torno de suas
dolorosas ferroadas e do seu grande número de indivíduos, que saem do ninho
para atacar, cabe dizer que a ação nociva desses insetos é extremamente
irrelevante quando levamos em conta a contribuição deles tanto no aspecto
ecológico quanto no econômico.
A grande maioria das vespas é predadora de inúmeras pragas agrícolas e,
consequentemente, agentes valiosos no controle biológico destas. São predadoras
de pragas como algumas lagartas.
As vespas são distinguíveis das abelhas por seus abdomens pontas mais baixas e
da “cintura”, estreito chamado de pecíolo, que separa o abdome do tórax.
Elas vêm em todas as cores imagináveis, desde o amarelo familiar para marrom,
azul metálico e vermelho brilhante.
As vespas são divididas em dois subgrupos (Tipo) principais: sociais e solitárias.
Vespas sociais são responsáveis por apenas cerca de mil espécies e incluem
formidáveis colônia de construtores, como jaquetas amarelas e vespas.
Vespas solitárias, de longe, o maior subgrupo, não formam colônias. Este grupo
inclui alguns dos maiores membros da família vespa, como assassinos de cigarra
e as marcantes falcões do tarantula azul e laranja, que tanto pode chegar a 1,5
polegadas (3,8 centímetros) de comprimento. Considerando vespas sociais usam
seus ferrões apenas para defesa, vespas solitárias urticantes contar com seu
veneno para caçar.
Os vespoídeos subdividem-se em três famílias: masarídeos, eumenídeos e
vespídeos.
No Brasil, é representante dos vespídeos a caçununga (Stelopolybia vicina), com
imensos e populosos ninhos.
A maioria das vespas, de cor azul-metálica, preta, amarela ou avermelhada, com
faixas transversais no abdome, tem corpo delgado e quatro asas que, nos
vespídeos, tendem a dobrar-se em repouso.
Na extremidade traseira do abdome, as fêmeas têm um ferrão, cuja picada é
dolorosa. Na primavera, cada rainha deixa o abrigo em que hibernou, fabrica uma
pequena colônia e em cada célula desta deposita um ovo. Por fim, as larvas tecem
casulos, dos quais eclodem em dez dias, já completamente desenvolvidas como
operárias aladas. No fim do verão, a rainha põe mais alguns ovos, que darão
origem a machos e novas rainhas.
Depois de picar um inseto, ou aranha, com o ferrão e paralisá-lo, a vespa leva sua
vítima para o ninho, deposita um ovo em seu corpo e veda o ninho. Em poucos
dias, a larva eclode e encontra abundante suprimento de alimento no corpo ainda
vivo do inseto.
Nutre-se dele até atingir a fase de pupa. Tece então seu próprio casulo e nele
permanece de duas semanas a quatro meses, ao fim dos quais corrói o casulo e
abandona o ninho. Muitas espécies contribuem para a polinização de muitas
espécies de plantas, tanto potencialmente como efetivamente, sendo
comprovadamente vetores de pólen. A grande maioria das vespas são parasitas
(ou melhor, parasitóides ) ou predatórias. Isto dá-lhes um papel chave na ecologia
da biótipos, e levou ao seu uso no controle biológico das pragas. As vespas são
insetos benéficos para o ambiente, tendo funções polinizadoras e são também
predadoras de pragas como algumas lagartas. Algumas vespas polinizadoras têm
funções que podem ser muito específicas, tal como no caso da figueira, cujas
flores são fertilizadas pelo vespa figo (Blastophaga psenes).
Ciclo de Vida

As vespas tendem a ter ciclos anuais, começando no inverno com a hibernação da


rainha num local protegido.
Quando a Primavera chega, as rainhas iniciam a postura dos ovos para dar origem
a uma nova colónia, o pico da população é atingido no verão. A colônia morre no
inverno, mas a Rainha hiberna em local seguro para gerar nova gestação na
primavera e reiniciar o ciclo.
As vespas são holometabólicas, existindo as fases de ovo, larva, pupa e individuo
adulto (ímago). Metamorfose completa. Só os indivíduos adultos têm asas (dois
pares de asas membranosas).

Onde moram?
Regra geral vivem em colônias, de maior ou menor dimensão, dependendo da
espécie. As fêmeas adultas iniciam a construção da colónia (vespeiro), com a
postura de uma pequena quantidade de ovos. Depois dos primeiros descendentes
nascerem, estes ajudam na construção da colónia, atingindo esta, por vezes,
dimensão muito significativa. A forma dos ninhos é muito variável, podem
constituir-se de um único favo exposto fixado a alguma superfície por um
pedúnculo, ou um ou mais favos envolvidos por uma cobertura denominada
envelope, entre outros.
Os vespeiros são construídos no solo, cavernas, buracos abandonados, árvores,
arbustos, saliências em telhados ou terraços, em volta de janelas ou caixas de
estores, garagens, etc.
Os vespeiros são construídos com fibras obtidas de madeira decomposta, sendo
essas fibras intensamente mastigadas e misturadas com saliva, que dão aparência
de papel.

Alimentação
As vespas adultas alimentam-se de líquidos como néctar, melaço ou sucos
internos dos corpos de insetos ou aracnídeos que atacam. As crias (larvas)
alimentam-se de carne de minhocas, lagartas ou outros insetos ou aracnídeos
capturados pelas vespas adultas.

Picadas de vespa
As vespas têm um ferrão no término do abdómen, injetando desta forma o
veneno. Podem picar mais do que uma vez, ao contrário das abelhas que só picam
uma vez. O veneno é uma arma defensiva que é usado para afastar os intrusos que
estão perto dos ninhos ou para se defenderem quando se sentem atacados. As
picadas produzem dor intensa, podendo causar reações alérgicas. Felizmente,
estima-se que menos de 1% da população é alérgica a estas picadas.

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