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UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ - UNOPAR

GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA

KELE CHAIANE, ROBERTO IANCOSKI, KATIA SILVA, LUIZ ANTONIO,


CAROLINA COMIN

IRRIGAÇÂO E DRENAGEM

PONTA GROSSA-PR
2019
UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ - UNOPAR
GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA

KELE CHAIANE, ROBERTO IANCOSKI, KATIA SILVA, LUIZ ANTONIO,


CAROLINA COMIN

PROJETO IRRIGAÇÂO

Trabalho apresentado com objetivo


de obtenção de nota parcial da
disciplina de irrigação e drenagem,
do 5º período do curso de
Agronomia. Prof .: Ingrid Gomes

PONTA GROSSA-PR
2019
Das tecnologias utilizadas para a produção de alimentos a mais conhecida e
importante é a irrigação. O objetivo da irrigação é suprir de água as plantas na
quantidade necessária e no momento apropriado, para obter níveis adequados
de produção e melhor qualidade do produto.
Um adequado sistema de irrigação deverá ser capaz de propiciar ao produtor a
possibilidade de fazer uso do recurso água com a máxima eficiência,
aumentando a produtividade das culturas, reduzindo os custos de produção e,
consequentemente, maximizando o retorno dos investimentos.

Diversos métodos podem ser utilizados para aplicar água às plantas, devendo
sofrer adaptações para atender às diferentes situações que podem ocorrer na
prática. O certo é que não existe um método ideal. Cada situação em particular
deve ser estudada, sugerindo-se soluções em que as vantagens inerentes
possam compensar as limitações naturais dos métodos de irrigação.
Portanto, a escolha adequada e criteriosa do método e sistema de aplicação de
água é importante para o sucesso do empreendimento com agricultura irrigada,
e nessa escolha, todos os fatores devem ser considerados.

Existem basicamente quatro métodos de aplicação de água às plantas, dos


quais derivam os principais sistemas de irrigação: aquele que utiliza a
superfície do solo para promover o escoamento e a infiltração da água; o que
utiliza de aspersores para aplicar água à área total em forma de chuva; o que
localiza a aplicação de água a áreas de interesse e o que utiliza o perfil do solo
para a ascensão capilar da água até a zona das raízes.

SISTEMA E IRRIGAÇAO POR ASPERSÃO


Na irrigação por aspersão a aplicação de água ao solo resulta da fragmentação
de um jato de água lançado sob pressão no ar atmosférico, por meio de
simples orifícios ou bocais de aspersores. De forma geral, os sistemas de
irrigação apresentam vantagens e limitações que devem ser analisadas quando
da seleção do sistema a ser utilizado.
Vantagens da irrigação por aspersão:
  Dispensa o preparo ou sistematização do terreno;
  Permite um bom controle da lâmina de água a ser aplicada;
  Possibilita a economia de mão-de-obra;
  Possibilita a economia de água (maior eficiência);
  Permite a aplicação de fertilizantes e tratamentos fitossanitários.

Desvantagem da irrigação por aspersão:



 Elevados custos iniciais, de operação e manutenção;
 Distribuição de água muito afetada pelos fatores climáticos,

principalmente, o vento;

 Favorece o desenvolvimento de algumas doenças;

 Risco de selamento da superfície do solo;
 Imprópria para água com alto teor de sais.

SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO CONVENCIONAL


Os sistemas convencionais podem ser apresentados em diferentes tipos. De
forma geral, são constituídos por linhas principal, secundárias e laterais. A
mobilidade dessas linhas definem os diferentes tipos de sistemas.
- Sistema portátil: Todas as linhas e componentes deslocam-se na área
irrigada. A superfície total a ser irrigada pode ser dividida em parcela e o
sistema é desmontado após a irrigação de uma parcela e montado em uma
outra. Até mesmo a unidade de bombeamento pode ser desmontada;

apresenta menor custo inicial de aquisição do equipamento, porém, o custo
operacional é maior devido à quantidade de mão-de-obra requerida no
deslocamento das tubulações.
- Sistema semi-portátil (ou semifixo):As linhas principais e secundárias
permanecem fixas e as linhas laterais se deslocam nas diferentes posições da
área irrigada. As linhas principais e secundárias podem ou não ser enterradas.
Assim como no sistema portátil, as tubulações, conexões e acessórios são
leves, facilitando o deslocamento manual.
- Sistema fixo permanente: Todas as tubulações do sistema na área irrigada
são enterradas e apenas os registro e as hastes dos aspersores afloram à
superfície do terreno. Este sistema apresenta alto custo de aquisição,
justificando-se para irrigação de áreas pequenas, culturas de elevada valor
econômico e mão-de-obra escassa ou cara. São utilizados para irrigação de
gramados e jardins.
- Sistema fixo temporário: As tubulações (linhas principal, secundárias e
laterais) não são enterradas e sim dispostas sobre o terreno e permanecem
fixas durante o ciclo da cultura, podendo ser deslocadas para outras áreas no
final do ciclo.

COMPONENTES DE UM SISTEMA DE IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO


Um sistema de irrigação por aspersão geralmente é constituído de tubulações,
aspersores, motobomba e acessórios.
Tubulações: Normalmente são de alumínio, aço zincado, aço galvanizado ou
PVC rígido, com comprimento padrão de 6 metros e diâmetro variando entre 2"
e 8". Outros materiais, tais como, ferro fundido e cimento amianto, podem ser
utilizados em linhas fixas enterradas. Com a função de conduzir a vazão
necessária desde a motobomba até os aspersores, as tubulações, segundo a
disposição no terreno, classificam-se em: linhas laterais - geralmente são
providas de acoplamentos rápidos, conduzem a água até os aspersores; linhas
secundárias - de alumínio, PVC ou aço zincado, alimentam as linhas laterais a
partir da linha principal; linha principal - em PVC, aço zincado ou alumínio,
conduz a água da moto bomba até as linhas secundárias.

Aspersores: Constituem as peças principais do sistema, responsáveis pela


distribuição da água sob o terreno na forma de chuva. Os aspersores rotativos
podem ser de giro completo (3600) ou do tipo setorial, sendo estes últimos
utilizados em áreas periféricas do campo ou sob condições especiais. Quanto
ao ângulo de inclinação, apresentam jato de inclinação normal entre 250 e 300
e, 60 no caso de subcopa; apresentam-se com um, dois ou três bocais cujo
diâmetro varia de 2 a 30 mm. Os aspersores de média pressão constituem os
mais utilizados e apresentam raio de alcance de 12 a 36 metros. A disposição
no campo mais comum é a retangular, podendo ser quadrada ou triangular. O
espaçamento (múltiplo de 6 metros) no campo pode ser definido pelas
condições de velocidade do vento, sendo na linha de 30% a 50% do diâmetro
do círculo molhado e de até 65% entre linhas.

Motobomba: Em geral, em irrigação por aspersão convencional, as bombas


centrífugas de eixo horizontal são as mais utilizadas. Tem a função de captar a
água na fonte e suprir o sistema de aspersores. Acoplado a bomba existe um
motor, normalmente elétrico ou diesel, para transferir potência. O conjunto
deverá ser dimensionado para fornecer vazão suficiente ao sistema à altura
manométrica requerida. A altura de elevação da água, desde o manancial até
a área irrigada, constitui um dos principais fatores envolvidos no consumo de
energia e, a medida que aumenta essa altura mais elevados deverão ser os
níveis de eficiência dos sistemas de irrigação para resultar em um consumo
energético satisfatório.

DISPOSIÇÃO DO SISTEMA NO CAMPO


A disposição do sistema de irrigação no campo pode assumir diferentes
formas, dada a diversidade das condições topográficas, de manejo e de vento.
As linhas de aspersores devem ser dispostas perpendicularmente à direção do
vento; no que se refere a disposição das tubulações no campo devem ser
observadas entre outros, a localização da fonte de água, tamanho e forma da
área, topografia do terreno, direção e comprimento das linhas principal,
secundária e laterais. As linhas laterais, quando possível, devem ser
instaladas em nível, a fim de limitar as variações de pressão e vazão e, as
linhas principais e secundárias devem ser dispostas perpendicularmente às
curvas de nível, isto é, subindo ou descendo no terreno. É importante que a
fonte de água esteja o mais próximo possível da área para minimizar a
distância de bombeamento. O número de laterais funcionando
simultaneamente dependerá da capacidade para a qual o projeto foi
dimensionado.

Dimensionamento do sistema: Uma vez feito o estudo dos recursos


disponíveis e estabelecida a disposição do sistema no campo, para o
dimensionamento propriamente dito faz-se a definição de alguns itens básicos
para o projeto hidráulico. Estes itens incluem: lâmina líquida, lâmina bruta,
turno de rega, período de irrigação, escolha do aspersor e seu espaçamento,
tempo de irrigação por posição, número de posições irrigadas por lateral, por
dia, número total de posições de lateral, número de posições a serem irrigadas
por dia e, número de laterais necessárias;
- Dimensionamento das linhas laterais: Com base no número de aspersores da
lateral e da vazão de cada aspersor, determina-se a vazão da lateral; com a
vazão e o comprimento da lateral determina-se a perda de carga para cada
diâmetro; O diâmetro a escolher deverá ser aquele que proporciona uma perda
de carga máxima de 20% entre os aspersores extremos da lateral, pois, com
isso tem-se uma variação de vazão de aproximadamente 10% ao longo da
lateral. Este critério permite uma adequada uniformidade de distribuição de
água ao longo da linha. A perda de carga poderá ser estimada a partir da
equação de Hazen-Willians, multiplicada por um fator F (função do número de
aspersores na linha), visto que a vazão diminui do início para o final da linha;
- Dimensionamento da linha principal: Para o dimensionamento da linha
principal tem-se que analisar todo o projeto para determinar o máximo
requerimento em vazão, de acordo com a posição e manejo das linhas laterais
na área irrigada. A distribuição de pressão na linha principal não é o somatório
das pressões das diversas linhas laterais, porém a distribuição das vazões é
aditiva. São dois os critérios utilizados para dimensionamento da linha
principal. O primeiro é o critério técnico que estabelece uma variação de
pressão no trecho compreendido entre a primeira e a última posições da
lateral, no máximo igual a 15% da pressão de serviço dos aspersores ou que a
velocidade da água na tubulação não exceda 2,0 m/s. O segundo, critério
econômico, consiste em minimizar a soma do custo fixo anual da tubulação
com o custo anual de perda de carga. Para este critério é necessário conhecer
os custos das tubulações de diferentes diâmetros e o custo de energia, entre
outros;
- Conjunto moto bomba: A seleção do conjunto moto bomba é feita com base
na vazão a ser recalcada e na altura manométrica requerida pelo sistema (a
altura manométrica é a soma das alturas geométricas de sucção e de
recalque, pressão requerida na entrada da linha lateral e perdas de carga nas
linhas principal e de sucção). De posse desses dados consultam-se as curvas
de seleção de bombas fornecidas pelos fabricantes, escolhendo-se o tipo e
modelo capaz de atender aos requisitos de funcionamento e, calcula-se em
seguida a potência do motor. Para evitar que o motor opere com sobrecarga,
deve-se admitir certa folga, ou margem de segurança, na potência instalada;
esta folga é função da potência calculada e encontra-se tabelada em manuais
e publicações específicas;
- Dimensionamento da tubulação de sucção: Na prática, escolhe-se para a
linha de sucção, um diâmetro imediatamente superior àquele calculado para a
linha de recalque. O comprimento deve ser o mais curto possível e a
velocidade da água na tubulação não deve ultrapassar 2,0 m/s. Para evitar
problemas de cavitação, a altura de sucção não deve ultrapassar certo limite,
cujo valor é função das características do local, da bomba e da própria linha de
sucção. Alguns fabricantes já fornecem um valor de altura de sucção
recomendado (NPSH), porém, este valor deve ser corrigido para as condições
em que a bomba vai funcionar.

SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO MECANIZADA


Os sistemas de irrigação por aspersão mecanizada foram desenvolvidos, a
princípio, com o objetivo de reduzir a mão-de-obra na movimentação das
tubulações. Estes sistemas possuem uns mecanismos de propulsão que
asseguram a movimentação enquanto aplica água no terreno. Atualmente
existem diversos tipos de sistemas mecanizados.
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GOTEJAMENTO E MICROASPERSÃO
No conceito geral de sistemas de irrigação localizada, ficam bem diferenciados
os sistemas gotejamento e micro aspersão. As diferenças fundamentais são: O
gotejamento aplica água em pontos, utilizando emissores denominados
gotejadores, a micro aspersão aplica água sobre uma pequena área circular
ou setorial, através de emissores denominados micro aspersores, em
gotejamento as vazões são de até 20 l/h em cada ponto de emissão, e em
micro aspersão de até 200 l/h; (c) a seção de saída da água nos emissores
varia em torno de 0,78 mm2 em micro aspersores e 0,12 mm2 em gotejadores,
os gotejadores operaram sob pressões inferiores a 10 mca e os micro
aspersores entre 10 e 20 mca, em micro aspersão, como a seção de saída da
água é um pouco maior que nos gotejadores, os sistema de filtragem é mais
simples.
Vantagens e limitações: A irrigação localizada oferece uma grande
potencialidade de benefícios à planta, entretanto, por ser um método mais
sofisticado de operação e manejo apresenta limitações operacionais e de
manejo, que dependem de fatores técnicos, econômicos e agronômicos.
Economia e eficiência de aplicação de água: As razões atribuídas à economia
de água incluem a irrigação de apenas uma fração da área cultivada
(principalmente em plantas arbóreas), a redução da evaporação na superfície
do solo, o reduzido risco de escoamento superficial e a controlada perda por
percolação profunda. Comparando com sistemas de aspersão e de superfície,
a economia de água pode atingir 20 a 30%, porém, fica claro que a quantidade
de água necessária a cultura é a mesma independentemente do processo de
aplicação ou sistema. Uma vez que permite um maior controle da lâmina de
água aplicada e serem bastante reduzidas as perdas, resulta em elevada
eficiência na aplicação e uso da água.
Representação espacial do projeto