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AULA DE LITERATURA

(parte II)
Laís Midori da Silva

INTENSIVÃO VUNESP/ENEM
KELVIN – UNIDADE DE FERNANDÓPOLIS
Recapitulando

ERA MEDIEVAL
• Trovadorismo – Cantigas Líricas e Cantigas Satíricas
• Humanismo – Teatro Vicentino
ERA CLÁSSICA
• Classicismo – Luís Vaz de Camões (Epopeia – Os Lusíadas)
• No Brasil – Literatura de informação e Padre José de Anchieta
• Barroco – Gregório de Matos Guerra e Padre Antônio Vieira
• Arcadismo – Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga,
Frei de Santa Rita Durão e Basílio da Gama.
Recapitulando
ERA MODERNA/ ERA NACIONAL
• ROMANTISMO – Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Casimiro de
Abreu e Castro Alves.
Na prosa – Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar,
Manuel Antônio de Almeida.
• REALISMO – Machado de Assis
• NATURALISMO – Aluísio de Azevedo
• PARNASIANISMO – Alberto Oliveira, Raimundo Correia e Olavo
Bilac
• SIMBOLISMO – Cruz e Souza
Recapitulando
• Pré – Modernismo - Euclides da Cunha (Os Sertões); Lima Barreto (Triste Fim de
Policarpo Quaresma); Monteiro Lobato (Urupês); Augusto dos Anjos (Eu – 1912).

• Vanguardas artísticas europeias


– Cubismo (1907) – Pablo Picasso (ESP)
- Futurismo (1909) – Marinetti (ITA)
- Dadaísmo (1916) – Duchamp (FRA)
- Surrealismo (1924) – Joan Miró (ESP), Salvador Dalí (ESP), René Magritte (BEL).
- Expressionismo (1912) - Edvard Munch.
Cubismo

PICASSO, Pablo. 1937.


Futurismo

BALLA, Giacomo. Velocidade do Automóvel, 1913.


Dadaísmo

DUCHAMP, Marcel. A fonte.1917.


Surrealismo

MIRÓ, Joan. O carnaval de arlequim, 1924-25.


Impressionismo

MUNCH, Edvard. O grito, 1893.


Recapitulando
MODERNISMO
- 1º GERAÇÃO – Oswald de Andrade, Mário de Andrade e
Manuel Bandeira.
- 2ª GERAÇÃO – Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, Jorge
de Lima, Murilo Mendes e Carlos Drummond de Andrade.
Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Érico Veríssimo e
Graciliano Ramos (Romance regionalista)
- 3º GERAÇÃO – João Cabral de Melo Neto, João
Guimarães Rosa e Clarice Lispector.
Carlos Drummond de Andrade
No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra


Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma
Tinha uma pedra [pedra
No meio do caminho tinha uma pedra.
No meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento (ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia


poética. Rio de Janeiro: Record, 2006)
Na vida de minhas retinas tão fatigadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Carlos Drummond de Andrade
SENTIMENTO DO MUNDO

Tenho apenas duas mãos


e o sentimento do mundo,
mas estou cheio escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu


estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.
Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,


eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer
(ANDRADE, Carlos Drummond
de. Antologia poética. Rio de
esse amanhecer Janeiro: Record, 2006).
mais noite que a noite.
Carlos Drummond de Andrade
Legado
Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
Que lembrança darei ao país que me deu e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?
Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu De tudo quanto foi meu passo caprichoso
minha incerta medalha, e a meu nome se ri. na vida, restará, pois o resto se esfuma,
uma pedra que havia em meio do caminho.
E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu, (ANDRADE, Carlos Drummond de. Claro Enigma.
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)