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ESTRATÉGIAS PARA A ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL

CIRCULANTE

Adilson dos Reis ¹

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo abordar a importância da gestão do capital


de giro enfocando as respectivas estratégias para a sua administração dentro do
contexto organizacional. Buscou-se compreender a relevância de cada estratégia a
partir da sua aplicação em um estudo de caso. Segundo Estudos realizados pelo
SEGeT por Fábio do Egito Pedrosa, Sídia Fonseca Almeida e Paoline Levy Pereira
Almeida, para identificar como o capital de giro é gerenciado, verificou-se que, como
na maioria das pequenas empresas do vestuário, a atividade financeira ainda
encontra-se bastante centralizada na figura de seu proprietário e de seus diretores
ou gerentes que respondem por todas as áreas da empresa. A pesquisa evidenciou
que a maioria dos responsáveis pela área financeira da empresa dispõe de
conhecimentos adequados acerca da gestão do capital de giro, na maior parte das
vezes essa administração é realizada de forma empírica devido à falta de
formalização das políticas de gestão de curto prazo e dos processos administrativos.
No mesmo estudo, foi apresentado que mesmo em se tratando das empresas
em boa situação no tocante ao caixa e ao capital de giro, as principais
necessidades observadas referem-se à formalização de suas políticas de
gestão de curto prazo e de implementação de um planejamento financeiro
mais efetivo e adequado às suas características operacionais.

Palavra chave: Capital de giro. Financiamento a curto prazo

¹ PÓS-GRADUANDO em NEGÓCIOS DO VESTUÁRIO. E-mail – areis@terra.com.br


INTRODUÇÃO

A administração do capital de giro é importante para as pequenas empresas,


principalmente, pela dificuldade de acesso ao crédito que esse tipo de empresa
enfrenta, conforme Machado (20002). As pequenas empresas são pequenos
patrimônios que movimentam um volume baixo de recursos, mas considerando-se o
conjunto, tornam-se relevantes na economia nacional. O controle financeiro é
exercido, basicamente, sobre os recursos que recebe e aqueles que aplicam,
preocupando-se em proteger o disponível contra desvios, perdas e más aplicações.

O capital de giro refere-se aos ativos circulantes que sustentam as operações


do dia-a-dia das empresas. Conforme Gitman (1997), um estudo da revista Fortune
revelou que até 60% do tempo dos administradores financeiros era dedicado às
atividades de administração financeira de curto prazo, ou seja, mais da metade do
tempo ocupados com a administração dos ativos e passivos circulantes. Tal
envolvimento mostra a importância da gestão do capital de giro. O objetivo deste
trabalho não será a discussão sobre qual é o melhor nível de ativos e passivos
circulantes que uma empresa deve ter. Segundo Gitman (1997), essa é uma
questão ainda sem solução na literatura de finanças. Possivelmente por se tratar de
uma decisão particular de cada organização.

O objetivo desse trabalho é apresentar o conceito de capital de giro e as


respectivas estratégias para a sua administração, não será abordado à gestão dos
ativos circulantes (caixa, títulos negociáveis, duplicatas a receber e estoques) e os
passivos circulantes (duplicatas a pagar, títulos a pagar e contas a pagar).

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O CAPITAL DE GIRO

O capital de giro é à base de todo negócio financeiro. Para Gitman (1997), o


capital de giro, representa o montante de recursos de curto prazo necessário para o
financiamento do ciclo operacional de uma empresa, que compreende o período que
vai desde a compra de matérias-primas até o retorno dos recursos provenientes das
vendas dos produtos fabricados com aquelas matérias-primas.

Segundo Gitman (1997), o objetivo da administração financeira a curto prazo


é gerir um dos ativos circulantes (caixa, títulos negociáveis, duplicatas a receber e
estoques) e passivos circulantes (duplicatas a pagar, títulos a pagar e contas a
pagar) a fim de alcançar um equilíbrio entre lucratividade e risco que contribua
positivamente para o valor da empresa. O mesmo autor afirma que, um investimento
alto demais em ativos circulantes reduz a lucratividade, enquanto um investimento
baixo demais aumento o risco de a empresa não poder honrar suas obrigações nos
prazos estipulados.

Machado (2002), afirma que, a administração ineficiente do capital de giro


afetará dramaticamente o fluxo de caixa das empresas. Uma má administração das
duplicatas a pagar pode resultar no pagamento de fornecedores em épocas
indevidas, drenando recursos de caixa da empresa.

Devido a particularidades das atividades empresariais, a necessidade de


capital de giro e as estratégias de gerenciamento não são iguais. De acordo com
Gitman (1997), as necessidades de uma empresa de serviços de contabilidade são
diferentes daquelas de uma empresa fabricante de computadores. Uma indústria
possui uma maior proporção de ativos permanentes em relação aos ativos totais, e
tende a concentrar-se nas necessidades de caixa a longo prazo, as operações de
distribuição geram maior porcentagem de capital de giro e concentram-se nas
duplicatas a receber, estoques e duplicatas a pagar. Uma empresa de serviços
possui poucos ativos permanentes e enfoca basicamente as contas a receber.

O capital de giro e representado pelas contas que compõem o ativo circulante


de uma empresa, que durante a condução normal dos negócios constituem o que se
costuma chamar de Ciclo das Operações Circulantes.

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O ciclo das operações circulantes é formado pela movimentação dos itens do
ativo circulante, que se inicia com a saída dos recursos financeiros do disponível e
se encerra coma sua volta após a realização das vendas.

O quadro abaixo mostra como ocorre esta transformação.

CICLO DAS OPERAÇÕES CIRCULANTES

O ponto mais importante no ciclo das operações circulantes, é que toda vez
que ele se completa e retorna ao disponível, traz uma parcela adicional de recursos
que é o lucro auferido na operação de venda

Machado (2002) diz que, a preocupação do gestor financeiro na


administração do ciclo das operações circulantes, deve concentrar-se na velocidade
com que ele se completa, pois, como vimos, esse fato é o determinante da maior ou
menor rentabilidade na empresa.

Outra característica do capital circulante de acordo com Machado (2002) é a


sua baixa rentabilidade, o que a principio deve fazer com que o administrador
financeiro minimize o investimento nesse tipo de ativo.

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Capital circulante liquido – CCL
No exemplo simplificado de Balanço Patrimonial abaixo, podemos visualizar
as principais contas do ativo circulante e do passivo circulante, que compõem os
investimentos e financiamentos de curto prazo de uma empresa – até um ano

O ativo circulante é representado pelo disponível, que são os recursos


financeiros à disposição da empresa, pelas duplicatas a Receber, que são os
direitos a serem recebidos provenientes das vendas de produtos a prazo e pelos
estoques que são os insumos utilizados pela empresa no processo produtivo.

No passivo circulante temos: as Duplicatas a Pagar, oriundas de compras de


insumos a prazo, as Contas a Pagar, originárias de serviços recebidos e ainda não
pagos, e os Empréstimos Bancários efetuados pela empresa.

A característica básica do ativo circulante e do passivo circulante é que são


contas e curto prazo – realização de até um ano do encerramento do exercício fiscal.

O capital circulante liquido (CCL) normalmente é definido como, a diferença


entre o ativo circulante e o passivo circulante.

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O CCL pode ser:

Positivo – quando o ativo circulante for maior que o passivo circulante, nesse caso
o CCL será a parcela do investimento de curto prazo, financiada por passivos de
longo prazo (exigível a longo prazo e patrimônio liquido).

Negativo – quando o ativo circulante for menor que o passivo circulante, situação
em que o CCL representa a parcela de ativos de longo prazo, financiada através de
passivos de curto prazo.

Nulo – quando o ativo circulante for igual ao passivo circulante e então, estará
sendo financiado totalmente por recursos de curto prazo.

Visualização do capital circulante líquido

Podemos observar que, quanto maior for o CCL de uma empresa, menor será
o seu risco de não poder pagar seus compromissos nos prazos estipulados.
Entretanto, vale ressaltar que, quando o CCL é positivo, significa que partes dos
investimentos estão sendo financiado por recursos de longo prazo e
caracteristicamente de custo maior, o que afeta a rentabilidade.

Por outro lado, mesmo no caso de um CCL positivo, a empresa não tem
nenhuma garantia de não se tornar insolvente, pois os desembolsos de recursos são
relativamente previsíveis enquanto que, as entradas de caixa são mais difíceis de
prever. No caso das duplicatas a receber, podem ocorrer atrasos nos pagamentos

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dos clientes, e temos ainda os estoques, ativos sem data definida de realização, que
dependem das vendas e posterior recebimento.

Machado (2002) afirma que, mesmo assim, como é difícil a conciliação entre
as entradas e saídas de caixa é aconselhável um CCL positivo para a maioria das
empresas.

INVESTIMENTO EM CAPITAL CIRCULANTE

Para Gitman (1997), a quantidade dos recursos alocados nos itens circulantes
da empresa deve destinar-se somente a sustentação de sua atividade operacional,
visto que o ativo circulante é pouco rentável.

Desta forma, voltamos ao dilema do administrador financeiro no que se refere


à busca de maior rentabilidade envolvendo menor risco. A determinação do volume
adequado de ativos circulantes segundo Machado (2002) deverá atender ao objetivo
básico da administração, ou seja, maximizar o retorno dos proprietários minimizando
seu risco.

Para Gitman (1997) a dificuldade encontrada para a definição do montante


adequado de investimento em ativos circulantes, é o grau de incerteza que se
apresenta pelo fato da análise ser feita através de projeções futuras, o que nem
sempre vai coincidir com o desejado.

Diante de tantas incertezas Machado sugere que o administrador financeiro


quando for determinar os investimentos em capital circulante, tenha em mente os
seguintes aspectos:

• Os recursos aplicados em caixa devem ser suficientes para fazer frente aos
desembolsos previstos e alguns não previstos
• Adotar uma política de duplicatas a receber que permita o crescimento ou, a
manutenção das vendas sem aumento dos níveis de inadimplência.
• Manter estoques mínimos, porém, sem correr riscos de perder vendas ou
provocar atrasos no processo produtivo

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Efeitos de Variações nos Índices sobre o Risco e a Lucratividade

Índice Variação no Efeito sobre o Efeito sobre o


Índice Lucro Risco
Ativos Circulantes Aumento Redução Redução
Ativos Totais Redução Aumento Aumento
Passivos Aumento Aumento Aumento
Circulantes
Passivos Totais Redução Redução Redução

ESTRATÉGIAS PARA A ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE

Para os investimentos necessários à manutenção de sua atividade, uma


empresa tem necessidade de financiamentos que podem ser divididos em:

Necessidade permanente:

São as necessidades de financiamentos que se mantém fixas ao longo do


ano, e são representadas pelos ativos permanentes somados à parte do ativo
circulante que não representa alterações durante o período.

Necessidades sazonais

São necessidades de financiamento referentes à parcela dos ativos


circulantes que apresentam alterações no decorrer do período. Gitman (1997) diz
que, cabe ao administrador financeiro, determinar o montante dos financiamentos
adequados a cada situação e para isso, dispõe de algumas estratégias.

ESTRATÉGIA AGRESSIVA

É a estratégia que utiliza basicamente recursos de curto prazo para o


financiamento de todas as necessidades sazonais e ainda uma parcela das
necessidades permanentes

Implicações

Quando a empresa mantém esse tipo de postura, reduz seu custo, pelo fato
dos recursos de curto prazo serem mais baratos que os de longo prazo. Porém o
risco tende a aumentar em função da empresa se, nesse tipo de estratégia, trabalhar
com um CCL muito pequeno e em alguns casos até nulo.

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ESTRATÉGIA CONSERVADORA

É a que consiste em financiar todas as suas necessidades de recursos


através de financiamentos de longo prazo.

Implicações

Normalmente, essa estratégia é utilizada para minimizar o risco, devido ao


fato de a empresa trabalhar com alto nível de CCL. Por outro lado, essa estratégia
faz com que a empresa arque com despesas financeiras sobre recursos em excesso
e de maior custo afetando, inevitavelmente, sua rentabilidade.

Machado (2002) afirma que,a maioria das empresas, quando elabora sua
estratégia para administrar o capital circulante, utiliza-se de uma situação
intermediária entre a conservadora e a agressiva, buscando um custo de dimensões
que não comprometa sua rentabilidade, e um nível de risco que não prejudique sua
estabilidade, conseguindo assim, um equilíbrio aceitável no dilema RISCO x
RETORNO

ESTUDO DE CASO – CIA. TEXTIL XYZ

A Cia. Têxtil XYZ preparou uma projeção de suas necessidades de


financiamentos para o próximo ano e solicitou aos administradores financeiros da
empresa uma análise do custo desses financiamentos através das estratégias
agressivas e conservadora

PROJEÇÃO DAS NECESSIDADES DE FINANCIAMENTO

Necessidades permanentes = R$ 1.500.000 mensais

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Os custos estimados referente aos financiamentos são os seguintes:

Curto prazo = 15%


Longo Prazo = 20%

Solução

Estratégia Agressiva

Necessidades sazonais médias

R$ 5.500.000,00 / 12 = R$ 458.333
Custo das necessidades sazonais médias

R$ 458.333 x 15% = R$ 68.750

Necessidades permanentes médias

R$ 25.200.000 / 12 = R$ 2.100.000

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Custo das necessidades permanentes médias

R$ 2.100.000 x 20% = R$ 420.000

Custo total das necessidades

R$ 68.750 + R$ 420.000 = R$ 488.750

Estratégia conservadora

Necessidades totais de financiamento

Maior necessidade junho = R$ 3.400.000


Custo das necessidades de financiamento

R$ 3.400.000 x 20% = R$ 680.000

ANÁLISE

Custos

Estratégia agressiva = R$ 488.750


Estratégia conservadora = R$ 680.000

CCL
Ativos circulantes financiados com recursos de longo prazo

Estratégia agressiva

Financiamentos de longo prazo R$ 2.100.000


(-) Ativos permanentes R$ 1.500.000
CCL R$ 600.000

Estratégia conservadora

Financiamentos de longo prazo R$ 3.400.000


(-) Ativos permanentes R$ 1.500.000
CCL R$ 1.900.000

Na estratégia agressiva o CCL é menor R$ 600.000, e o custo também é


menor R$ 488.750. Porém, o risco é maior.

Na estratégia conservadora temos um alto nível de CCL, R$ 1.900.000,


elevando o custo dos financiamentos para R$ 680.000, o que prejudicou a
rentabilidade, mas reduziu sensivelmente o risco.

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CONCLUSÃO:
A administração do capital de giro envolve um processo contínuo de tomada
de decisões voltada principalmente para a liquidez da empresa. A gestão
inadequada do capital de giro pode levar uma empresa à falência.

O objetivo da administração financeira à curto prazo segundo Gitmam (1997),


é gerir cada um dos ativos circulantes (caixa, títulos negociáveis, duplicatas a
receber e estoques e outros itens do ativo circulante) e passivos circulantes
(duplicatas a pagar, títulos a pagar e contas a pagar) a fim de alcançar um equilíbrio
entre lucratividade e risco que contribua positivamente para o valor da empresa.

Gitman (1997) afirma que, um investimento alto demais em ativos circulantes


reduz a lucratividade, enquanto um investimento baixo aumenta o risco de a
empresa não poder honrar suas obrigações nos prazos estipulados. Ambas as
situações levam à redução do valor da empresa.

De acordo com estudos realizados pelo SEGeT por Fábio do Egito Pedrosa,
Sídia Fonseca Almeida e Paoline Levy Pereira Almeida verificou-se que, como na
maioria das pequenas empresas, a atividade financeira ainda encontra-se bastante
centralizada na figura de seu proprietário e de seus diretores ou gerentes que
respondem por todas as áreas da empresa. Embora tenha sido evidenciado que a
maioria dos responsáveis pela área financeira da empresa dispõe de conhecimentos
adequados acerca da gestão do capital de giro, na maior parte das vezes essa
administração é realizada de forma empírica devido à falta de formalização das
políticas de gestão de curto prazo e dos processos administrativos.

Diante dos resultados obtidos na pesquisa, constatou-se em algumas


empresas problemas e dificuldades referentes à função financeira, à gestão do
capital de giro e à consecução de financiamento de curto prazo, que em sua maioria
podem ser minimizados ou até mesmo sanados com a adoção das seguintes
medidas: a descentralização da função financeira; a elaboração de demonstrações
do resultado e de balanços patrimoniais; a reavaliação e formalização de suas
políticas de gestão do capital de giro; a aquisição de softwares para a função

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financeira e gestão dos estoques; a definição de um saldo mínimo de caixa; o
planejamento do montante de material a ser adquirido; a negociação de melhores
prazos com seus fornecedores; relacionar-se de forma mais efetiva com alguma
instituição financeira e realizar um planejamento financeiro mais eficaz com a
utilização do orçamento de caixa. Gitman (1997) a gestão do capital de giro, é
assegurar que o capital da empresa esteja disponível nos montantes adequados, no
momento certo e ao menor custo, caso contrário a empresa não sobreviverá.

REFERÊNCIAS:

GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 6 ed. – São Paulo:


Harbra,1997. 838p.

Machado, Jose Roberto. Administração de Finanças Empresariais – Rio de Janeiro:


Qualitymark Ed. 2002. 244p.

Estudos realizados pelo SEGeT por Fábio do Egito Pedrosa, Sídia Fonseca Almeida
e Paoline Levy Pereira Almeida- http://www.aedb.br/seget/Result_pos.html acessado
em: 20/09/2010

Valdineide dos Santos Araújo1 e Márcio André Veras Machado2


http://neowww.unifor.br/joomla/images/pdfs/pdfs_notitia/2245.pdf acessado em:
20/09/2010

http://www.economia.aedb.br/seget/artigos08/358_GESTAO%20E
%20FINANCIAMENTO%20DO%20CAPITAL%20DE%20GIRO.pdf acessado em
21/09/2010

http://www.fiesp.com.br/competitividade/downloads/referencias_3.pdf acessado em
21/09/2010

http://www.dpaconsultoria.com.br/artigos/Artigo%20-%20A%20import%E2ncia
%20da%20administra%E7%E3o%20do%20capital%20de%20giro.pdf

www.ufpel.edu.br/cic/2005/arquivos/CH_01073.rtf - Similares acessado em


21/09/2010

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