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FACULDADE DE TECNOLOGIA DE GUARATINGUETÁ

TOUR SYSTEM:

Solução tecnológica para instituições culturais

Ana Carolina Martins de Oliveira Caio Henrique Gonçalves Erica Andreza Coelho Eúde Weber Pereira Juliano Henrique de Lima Taian Matheus de Souza

Projeto Interdisciplinar do 6º Semestre apresentado à Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá, para conclusão do Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação.

Guaratinguetá - SP

2016

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE GUARATINGUETÁ

TOUR SYSTEM:

Solução tecnológica para instituições culturais

Ana Carolina Martins de Oliveira Caio Henrique Gonçalves Erica Andreza Coelho Eúde Weber Pereira Juliano Henrique de Lima Taian Matheus de Souza

Projeto Interdisciplinar do 6º Semestre apresentado à Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá, para conclusão do Curso Superior de Tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação. Área de Concentração: Tecnologia da Informação Orientador: André Ricardo Soares Amarante Orientador: Sérgio A. Siqueira

Guaratinguetá - SP

2016

COELHO, E. A; GONÇALVES, C. H; LIMA, J. H.; OLIVEIRA, A. C. M.; PEREIRA, E. W.; SOUZA, T. M. TOUR SYSTEM: Solução tecnológica para instituições culturais. Guaratinguetá, 2016. 199 páginas. Relatório Técnico-científico, Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá.

COELHO, E. A; GONÇALVES, C. H; LIMA, J. H.; OLIVEIRA, A. C. M.; PEREIRA, E. W.; SOUZA, T. M. TOUR SYSTEM: Solução tecnológica para instituições culturais. Guaratinguetá, 2016. 199 páginas. Relatório Técnico-científico, Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá.

Resumo

Esse projeto tem como objetivo apresentar uma solução tecnológica que fornecerá uma melhor interatividade e acessibilidade para os visitantes de instituições ou companhias culturais e a possível inclusão de deficientes visuais e auditivos, assim como pessoas de outras nacionalidades. A base teórica foi realizada através de uma pesquisa bibliográfica, documental e um questionário quantitativo. Esse documento apresentará um plano de negócios da empresa Tour System, uma solução web e um aplicativo para dispositivos móveis (inicialmente na plataforma Android) com um leitor QR Code, que permitirá aos visitantes acesso a informações contidas no local. Esse projeto também proverá uma ferramenta para a organização que ajudará na gestão do negócio. Com base nos dados coletados durante a pesquisa, entende-se que essa solução e a aplicação podem ser um diferencial no atendimento ao visitante, tornando a visitação mais agradável e eficiente.

Palavras-chave: Solução web, Aplicativo, QR-Code.

COELHO, E. A; GONÇALVES, C. H; LIMA, J. H.; OLIVEIRA, A. C. M.; PEREIRA, E. W.; SOUZA, T. M. TOUR SYSTEM: Technology solution for cultural institutions. Guaratinguetá, 2016. 199 pages. Technical report, Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá.

Abstract

This work aims to present a technological solution to provide greater interactivity and accessibility for visitors to cultural institutions or companies and for the possible inclusion of the visual and hearing impaired, as well as people of other nationalities. The theoretical basis was accomplished through bibliographical research, documentary and a quantitative questionnaire. This paper will present a business plan for the enterprise Tour System, a web solution and a mobile phone application (initially on the Android OS) with QR Code Reader, that will allow visitors access to the information contained locally. This project also provides a tool for the organization that helps with business management. Based on the data collected from the survey, it is understood that this solution and the application may be differentials in visitors' attendance, making the visitation more pleasant and efficient.

Keywords: Web solution, Application, QR-Code.

Listas de ilustrações

Figura 1: Organograma Organizacional

18

Figura 2: Diagrama físico de redes

22

Figura 3: Diagrama lógico de redes

22

Figura 4: Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte

24

Figura 5: Aplicativo Museu Afro Brasil

30

Figura 6: Pesquisa de campo

35

Figura 7: Modelo de forças competitivas de Porter

36

Figura 8:Transmissão de dados via Beacon

39

Figura 9: Planos de Hospedagem

41

Figura 10: Dispositivos móveis mais utilizados pelos brasileiros (em % de respondentes)

48

Figura 11: Um dia Tipicamente conectado

49

Figura 12: Leitura QR Code

55

Figura 13: Diagrama de Caso de Uso Ator Administrador

60

Figura 14: Diagrama de Caso de Uso Ator Cliente

61

Figura 15: Diagrama de Caso de Uso Ator Usuário

62

Figura 16: Diagrama de Classes

63

Figura 17: Modelo de entidade-relacionamento

81

Figura 18: Tela Administrativa

84

Figura 19: Integração - Google Analytics

84

Figura 20: Integração - Google Analytics

85

Figura 21: Página de redirecionamento as Mídias Sociais

85

Figura 22: Aplicativo - Aba de redirecionamento as Midias Sociais

86

Figura

23:

Logotipo Tour System

95

Figura 24: Simulador BNDES

104

Figura 25: Resultado da Simulação do Custo Efetivo total

105

Figura 26: Burndown Sprint #1

128

Figura 27: Burndown Sprint #2

128

Lista de tabelas

Tabela 1: Recursos físicos

21

Tabela 2: Planos de Contratação

54

Tabela 3: Projeção de vendas 3 anos

54

Tabela 4: Investimento Fixo

101

Tabela 5: Investimento Operacional

101

Tabela 6: Desenvolvimento da Solução

102

Tabela 7: Capital de Giro

102

Tabela 8: Investimento Inicial

102

Tabela 9: Taxa Markup

106

Tabela 10: Rentabilidade

107

Tabela 11: Lucratividade

107

Tabela 12: Taxa Mínima de Atratividade

108

Tabela 13: Payback

110

Lista de quadros

Quadro 1: Definição dos Cargos

19

Quadro 2: Instituições culturais no Vale do Paraíba

32

Quadro 3: Matriz SWOT

42

Quadro 4: User Stories

64

Quadro 5: Documentação - Diagrama Caso de Uso

69

Quadro 6: Cronograma geral

125

Quadro 7: Matriz RACI

129

Quadro

8:

Cronograma de Implantação

133

Lista de Abreviaturas e Siglas

ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações

API - Application Programming Interface

APK - Android Package

APPCI - Alvará de Prevenção e Proteção Contra Incêndio

B2B - Business to Business

B2C - Business to Consumers

BI - Business Intelligence

BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

CNAE - Classificação Nacional de Atividades Econômicas

CNDL - Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas

CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas

Cofins - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.

CPP - Contribuição Patronal Previdenciária

CRM - Customer Relation Management

CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido

DHCP - Dynamic Host Configuration Protocol

ERP - Enterprise Resourse Planning

FNC - Fundo Nacional da Cultura

FTP - File Transfer Protocol

HTTP - Hypertext Transfer Protocol

HTTPS - Hyper Text Transfer Protocol Secure

IaaS - Infrastructure as a Service

IBM - International Business Machines

IMAP - Internet Message Access Protocol

IP - Internet Protocol

IRPJ - Imposto de Renda Pessoa Jurídica

ISS - Imposto Sobre Serviço

KPI - Key Performance Indicator

LTDA - Empresa de responsabilidade limitada

MDAP - Mobile Application Development Platform

MER - Modelo Entidade-Relacionamento)

NIRE - Número de Identificação do Registro de Empresas

OSI - Open Systems Interconnection

PaaS - Plataform as a Service

Pasep - Programa de Formação do Patrimônio do Servidor

PIS - Programa de Integração Social

POP3 - Post Office Protocol

RACI - Responsible, Accountable, Consulted e Informed

RH - Recursos Humanos

SaaS - Software as a Service

SEADE - Sistema Estadual de Análise de Dados

SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

SCM - Supply Chain Management

SGBD - Sistema Gerenciador de Banco de Dados

SMTP - Simple Mail Transfer Protocol

SQL - Structured Query Language

SSL - Secure Socket Layer

SSH - Secure Shell

SWOT - Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats

TCP - Transmission Control Protocol

TELNET - Protocolo de acesso remoto

TIR - Taxa Interna de Retorno

TMA - Taxa Mínima de Atratividade

UML - Unified Modeling Language

VPL - Valor Presente Líquido

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

 

13

1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO NEGÓCIO

16

1.1

Dados da Empresa

16

1.1.1

Missão, visão e valores

17

1.2 Estrutura organizacional

 

17

1.3 Recursos Humanos

18

1.4 Definição e Modalidade do Negócio Eletrônico

19

1.5 Recursos Físicos (infraestrutura, equipamentos, etc)

21

2. ANÁLISE MERCADOLÓGICA E ESTRATÉGICA

23

2.1

Análise de Ambientes (Macro e Micro Ambientes)

23

2.1.1.1 Ambiente

Econômico e

Demográfico

24

2.1.1.2 Ambiente Tecnológico

25

2.1.1.3 Ambiente político-legal

26

2.1.1.4 Ambiente Sociocultural

27

2.1.2 Análise do Micro Ambiente

28

2.1.2.1 Análise de Fornecedores

28

2.1.2.2 Análise da Concorrência

29

2.1.2.3 Análise de Distribuidores

31

2.2 Identificação do Público Alvo - Análise de Clientes

31

2.3 Análise de Porter

 

36

2.3.1 Rivalidade entre os concorrentes

36

2.3.2 Ameaça de novos entrantes

 

37

2.3.3 Ameaça de produtos e serviços substitutos

38

2.3.4 Poder de barganha dos clientes

 

39

2.3.5 Poder de barganha dos fornecedores

40

2.4 Análise SWOT

 

41

2.5 Tendências

43

2.5.1 Cloud Computing

43

2.5.2 Virtualização

45

2.5.3 TI Verde

46

2.5.4 Big Data/Business Intelligence

46

2.5.5 Dispositivos Móveis

48

3. PRODUTO/SERVIÇO

51

3.1

Descrição e diferenciais do Produto/Serviço

51

3.1.1 Fontes de Receita

 

53

3.1.2 Programação do Site/Plano de operações

55

3.2 Processos de qualidade

 

56

3.3 Engenharia de software

58

3.3.1 Diagramas de Caso de Uso

59

3.3.2 Diagrama de Classes

62

3.3.3 Análise de Requisitos ou User Stories

63

3.3.4 Documentação (UML)

 

68

3.3.5 Metodologia de desenvolvimento de software utilizada

79

3.4 Banco de dados a ser utilizado

 

80

3.5 Modelo de Entidade e Relacionamento

80

3.6 Protótipo

 

82

4. INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS

83

4.1

Soluções para a integração de sistemas: ERP, CRM, SCM, integração com redes

 

83

5. SEGURANÇA

 

87

5.1.1

Segurança de níveis físicos

88

5.1.2

Autenticação

89

5.1.3

Integridade

89

5.1.4

Criptografia

90

5.1.5

Protocolos

90

5.1.7

Políticas de Backup

91

6. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

92

6.1 Alternativas para entrega do produto ou serviço ao cliente

92

6.2 Disponibilização via lojas virtuais (Play Stores)

93

6.3 Relacionamento com os clientes

93

6.4 Armazenamento de Produtos (se produtos)

94

7. COMUNICAÇÃO

95

7.1 Propaganda

96

7.2 Promoção de Vendas

96

 

7.3 Publicidade

97

7.4 Relações Públicas

98

7.5 Marketing Direto

98

7.6 Patrocínio (parcerias possíveis)

99

8. ANÁLISE FINANCEIRA

100

8.1 Investimento Inicial

100

8.2 Fontes de Recursos para o Investimento

103

8.3 Precificação

106

 

8.4 Indicadores

106

8.4.1 Rentabilidade

107

8.4.2 Lucratividade

107

8.4.3 Taxa Interna de Retorno

107

8.4.4 Valor Presente Líquido

109

8.4.5 Payback

109

9. MEIOS DE PAGAMENTO

112

9.1 Como receberá pelo serviço prestado/produto vendido

112

9.2 Modalidades de pagamentos adotados pelo tipo de negócio

112

9.3 Custos com processos de pagamentos pelos serviço/produto vendido

113

10.

ASPECTOS LEGAIS

114

10.1

Análise do Negócio Jurídico

114

10.1.1 Gestão de Contratos (Fornecedor, Parceiros entre outros)

116

10.2

Análise conforme o Código de Defesa do Consumidor

122

11.

CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO (Gantt e/ou Sprints)

124

11.1 Cronograma de desenvolvimento do projeto

124

11.2 Cronograma de implantação

132

CONSIDERAÇÕES FINAIS

134

REFERÊNCIAS

136

ANEXOS

145

ANEXO A MODELO DE CONTRATO MÚTUO CONVERSÍVEL

145

APÊNDICES

166

APÊNDICE A CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

166

APÊNDICE B TERMOS E CONDIÇÕES

172

APÊNDICE C MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO APLICATIVO

180

APÊNDICE D MANUAL DE UTILIZAÇÃO DO SISTEMA ADMINISTRATIVO

184

APÊNDICE E BALANÇO PATRIMONIAL INICIAL

192

APÊNDICE F BALANÇO PATRIMONIAL ANO 1

193

APÊNDICE G BALANÇO PATRIMONIAL ANO 2

194

APÊNDICE H BALANÇO PATRIMONIAL ANO 3

195

APÊNDICE I FLUXO DE CAIXA ANO 1

196

APÊNDICE J FLUXO DE CAIXA ANO 2

197

APÊNDICE K FLUXO DE CAIXA ANO 3

198

APÊNDICE L DRE ANO 1, 2 e 3

199

INTRODUÇÃO

O setor cultural é importante para a promoção da inclusão e coesão social, sendo

imprescindível manter um diálogo aberto no sentido de incorporar a cultura como elemento

estratégico das políticas públicas e de desenvolvimento, de forma cooperativa, para que

seja preservada a pluralidade de identidades e manifestações culturais.

Diante deste contexto, com o advento das tecnologias a sociedade contemporânea

passa a viver de modo acelerado, "começa-se a discutir que a cultura que ascende após o

surgimento da internet tem algumas características próprias. Para definir esse tipo de

conhecimento que é especifico na internet surge o termo cibercultura". (MARINHO, F. H.,

s.d., p.8).

De acordo com Léia Andrade (s.d., p.4),

Com a tecnologia, a informação torna-se fluídica e passa a ser disseminada pelos quatros cantos do mundo e o comportamento estabelecido entre a sociedade e essas relações tecnológicas chamamos de cibercultura. Segundo Pierre Lévy (2003), cibercultura é uma nova forma de cultura que nos leva à copresença das mensagens dentro do seu contexto próprio. Para Lemos (2005), cibercultura é uma nova relação entre a técnica e a vida social, entre a sociedade contemporânea e as tecnologias de base microeletrônica.

Além

deste

fenômeno

da

cibercultura

surge

também

o

termo

cultura

da

convergência, ou seja, "uma transformação cultural, à medida que consumidores são

incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos de mídia

dispersos". (JENKINS, 2008, p. 29-30).

Quando se fala em convergência, o autor refere-se ao:

] [

cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam. Convergência é uma palavra que consegue definir transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais, dependendo de quem está falando e do que imaginam estar falando (JENKINS, 2008, p. 29).

fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, à

É nesse cenário que a tecnologia surge como importante ferramenta de auxílio ao

acesso cultural, com o objetivo de garantir interatividade e acessibilidade, além de ser

tendência de mercado.

Desta forma, visando atender o público frequentador de museus e

demais instituições culturais, a empresa Tour System pretende iniciar suas operações

oferecendo uma solução web e aplicativo mobile para plataforma Android, pois segundo a

ANATEL (2016), foram registradas no Brasil, em fevereiro de 2016, 258,06 milhões de linhas

ativas na telefonia móvel, sendo constatado pela Venture Beat (2016) que o Brasil é líder

comparado a outros países quanto ao uso de aplicativos. Já o sistema operacional mais

utilizado é o Android, de acordo com informações do Kantar World Panel (2016), no Brasil,

aproximadamente 92,4% dos smartphones utilizam a plataforma como sistema operacional.

Assim a utilização de aplicativos suportados pela internet podem ser um diferencial que

permita com que as instituições culturais se tornem mais atrativas ao público em geral.

No início das operações a empresa Tour System trabalhará com a região do Vale do

Paraíba, dando especial atenção ao potencial do turismo religioso, visando oferecer

soluções

tecnológicas

ao

público

frequentador

das

instituições

culturais

da

região.

Posteriormente, a empresa pretende expandir sua área de atuação às outras regiões.

PROBLEMATIZAÇÃO

Embora algumas cidades do Vale do Paraíba ofereçam opções interessantes e

gratuitas para visitação, alguns espaços culturais ainda são pouco frequentados, devido à

falta de divulgação e interatividade com o público. Entretanto, mesmo as instituições com

grande fluxo de visitação, apresentam problemas para fornecer informações e acessibilidade

aos seus visitantes.

Como estudo de caso para o desenvolvimento do projeto, foram considerados alguns

fatores de um museu de grande circulação na região, muito semelhantes aos que ocorrem

em outras instituições culturais com

espaços expositivos no Vale do Paraíba.

Para

contextualizar, este museu está situado em um local de peregrinação, que recebe mais de

12 milhões de visitantes ao ano (A12, 2016). Após análise no local, foram consideradas as

grandes filas de espera para entrada no museu, além do enorme fluxo de visitação, que

registra aproximadamente 4 mil visitantes em dias de grande movimento e muitos não

conseguem ter acesso a todas as informações contidas nos ambientes expositivos, além de

não oferecer recursos aos portadores de deficiência auditiva e visual nas exposições. Estes

fatores

dificultam

o

acesso

aos

textos

de

consequentemente, a visitação.

JUSTIFICATIVA

apoio

e

etiquetas

explicativas

e,

Levando em consideração as grandes filas de espera para entrada em instituições

culturais, além do fluxo de visitação em dias de grande movimento, bem como a falta de

recursos inclusivos aos deficientes auditivos e visuais, muitos visitantes não conseguem ter

acesso a todas as informações contidas nos ambientes expositivos da instituição, o que

pode frustrar a visitação.

Com base nesses fatores, observou-se a necessidade de ferramentas tecnológicas,

que proporcionem maior facilidade na recepção de informações do ambiente expositivo.

Tendo em vista que a tecnologia está gerando modelos de negócios alternativos no campo

cultural, através de produções inovadoras e inclusivas, que buscam ampliar o acesso às

produções culturais.

OBJETIVOS

Objetivo Geral

Desenvolver uma solução web e um aplicativo mobile para a plataforma Android,

voltados ao setor cultural, bem como, realizar o estudo da viabilidade do projeto a partir das

análises mercadológicas, técnicas e financeiras.

Objetivos Específicos

Realizar análises mercadológicas e de viabilidade financeira;

Estabelecer estratégias de negócio;

Levantar os requisitos da solução web e o aplicativo;

Desenvolver e apresentar o protótipo da solução web e aplicativo;

Integrar a solução as principais mídias sócias;

Utilizar o conceito de e-business para venda da solução;

Desenvolver o plano de comunicação e marketing.

1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO NEGÓCIO

1.1 Dados da Empresa

A empresa Erica Andreza Coelho e Cia. LTDA

- ME, ainda em fase de criação,

possui nome fantasia Tour System e proposta de sede um estabelecimento comercial

situado na Avenida Juscelino Kubistchek de Oliveira, 520 Ap. 03 Campo do Galvão,

Guaratinguetá-SP CEP: 12505-300.

O Contrato Social para constituição da empresa, disponível no item 10 - Aspectos

Jurídicos deste documento, aborda os aspectos legais e descreve o tipo de sociedade e as

quotas, levando em consideração um grupo de seis sócios e um investidor considerado

como "parte beneficiária", sendo um dos integrantes do grupo o representante legal e

administrador da empresa, que ainda não está devidamente registrada no Cadastro

Nacional de Pessoas Jurídicas CNPJ.

De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE IBGE,

2016), a empresa Tour System se enquadra no ramo de Atividades dos Serviços de

Tecnologia da Informação, na classe 6202-3 Desenvolvimento e Licenciamento de

Programas de Computador Customizáveis, que compreende:

O desenvolvimento de sistemas ou programas de computador (software)

que permitem a realização de customizações (adaptações às necessidades

específicas de um cliente ou mercado particular);

O licenciamento ou a outorga de autorização de uso dos programas de

informática (software) customizáveis; este licenciamento é frequentemente

obtido através da própria empresa que os desenvolveu ou de seus representantes.

A concepção da empresa Tour System surgiu a partir da ideia do desenvolvimento

de uma solução web e aplicativo mobile de mesmo nome, apresentada à Faculdade de

Tecnologia

de

Guaratinguetá,

no

início

de

2016,

como

Projeto

Interdisciplinar

para

conclusão do 5º semestre do curso de Gestão da Tecnologia da Informação. Tour System

visa atender empresas do setor cultural, como por exemplo, Museus, Galerias de Arte,

Aquários, Zoológicos e Exposições em geral, oferecendo soluções tecnológicas com o

objetivo

de

tornar

a

experiência

do

visitante

mais

interativa

e

eficiente.

17

1.1.1 Missão, visão e valores

A missão, visão e os valores de uma empresa mostram o objetivo que a empresa

tem, e a maneira como ela atingirá esse objetivo, o futuro que a empresa deseja chegar, e

também, os princípios em que a empresa se guiará.

De acordo com Knapik (2012, p.27) "a missão, a visão e os valores da empresa

estão interligados com o ambiente e obedecem a um processo contínuo de adaptação. A

definição desses conceitos norteia as ações e os objetivos organizacionais".

Segundo

Kotler

e

Keller

(2006),

para

que

uma

declaração

de

missão

seja

considerada boa ela deve ter três características principais, em primeiro, a declaração deve

ter um número limitado de metas. Em segundo, a declaração deve focar nas principais

políticas e valores que a empresa seguirá. Em terceiro lugar, definir os principais setores,

produtos, tecnologias, tipo de mercado, canais e regiões.

Ainda segundo Knapik (2012), a visão proposta por uma empresa, seria mostrar o

ponto de vista futuro do que ela pretende alcançar. Já os valores são os elementos que o

grupo empresarial encontra em meio as suas crenças e ideais.

Seguem as definições estabelecidas para a empresa Tour System:

Missão: Garantir a satisfação do cliente com soluções tecnológicas, oferecendo

ideias inovadoras ao setor cultural, bem como serviços de qualidade que não apenas

atendam suas necessidades, mas que superem suas expectativas.

Visão: Ser referência em soluções web e mobile do gênero cultural, reconhecida

pela qualidade e inovação.

Valores: Qualidade, Inovação, Criatividade, Ética, Integridade, Responsabilidade

Social e Melhoria contínua.

1.2 Estrutura organizacional

Existem vários modos de uma empresa se estruturar, e é de extrema importância

definir os setores e funções organizacionais, desta forma, será possível ter uma boa

18

organização dentro dos projetos e seu desenvolvimento.

De acordo com Patah (2009), a

escolha adequada da estrutura organizacional de projetos deve estar conectada com a

estratégia da empresa, este é um fator crítico de sucesso de uma implementação bem

sucedida.

Para o desenvolvimento do projeto, que resultará na criação de um negócio

eletrônico, será utilizada uma estrutura organizacional linear, onde será possível identificar

os colaboradores através de um organograma (Figura 1), no qual todos participam do

desenvolvimento do projeto, sendo que parte equipe é responsável pela programação e a

outra parte é responsável pela documentação do sistema e do projeto como um todo.

Administrador
Administrador
Administrador Analista Financeiro Analista de Marketing Desenvolvedor web (Back-end) Desenvolvedor web (Front-end)
Administrador Analista Financeiro Analista de Marketing Desenvolvedor web (Back-end) Desenvolvedor web (Front-end)
Administrador Analista Financeiro Analista de Marketing Desenvolvedor web (Back-end) Desenvolvedor web (Front-end)
Administrador Analista Financeiro Analista de Marketing Desenvolvedor web (Back-end) Desenvolvedor web (Front-end)
Administrador Analista Financeiro Analista de Marketing Desenvolvedor web (Back-end) Desenvolvedor web (Front-end)
Administrador Analista Financeiro Analista de Marketing Desenvolvedor web (Back-end) Desenvolvedor web (Front-end)
Analista Financeiro
Analista
Financeiro
Analista de Marketing
Analista de
Marketing
Desenvolvedor web (Back-end)
Desenvolvedor
web (Back-end)
Desenvolvedor web (Front-end)
Desenvolvedor
web (Front-end)
Analista de Projetos
Analista de
Projetos
Desenvolvedor Android
Desenvolvedor
Android

Figura 1: Organograma Organizacional Fonte: Elaborado pelos autores

A gestão da empresa será realizada de forma colaborativa, de acordo com cada

projeto, no qual analistas e desenvolvedores trabalharão em conjunto e utilizarão algumas

práticas da metodologia ágil Scrum para o desenvolvimento. Embora cada integrante

possua uma função específica, há grande comunicação entre a equipe para tomada de

decisões com maior chance de acerto.

1.3 Recursos Humanos

A estruturação da empresa quando refere-se aos recursos humanos é bem simples,

como serão distribuídos os cargos entre os próprios sócios, a análise das funções será

desencadeada por cada um, de acordo com seus respectivos níveis de conhecimentos e

habilidades.

De acordo com Ivancevich (2011, p.1), "Gestão de Recursos Humanos consiste na

efetiva gestão de pessoas no trabalho. A gestão de RH estuda o que pode ou deve ser feito

19

para tornar o trabalhador mais produtivo e mais satisfeito". Com isso, serão analisadas as

funções de cada colaborador da empresa, definindo seus respectivos cargos e atividades, a

fim de estabelecê-los de acordo com as habilidades e conhecimentos de cada integrante da

equipe, como exemplificado no Quadro 1.

Quadro 1: Definição dos Cargos

NOME

CARGO

Erica Coelho

Analista de Projetos e Administradora

Ana Carolina Oliveira

Analista Financeira

Eúde Weber

Analista de Marketing

Taian Souza

Desenvolvedor Web (Back-end)

Caio Gonçalves

Desenvolvedor Web (Front-end)

Juliano Lima

Desenvolvedor Android

Fonte: Elaborado pelos autores

O analista de projetos planeja e controla as atividades da empresa, acompanha os

processos gerenciais, elabora estratégias, define as tomadas de decisões, participa das

negociações e venda final do produto/serviço.

O analista financeiro é responsável por gerenciar e analisar as finanças e possíveis

investimentos. Elabora os planos e entrega relatórios para a melhoria contínua da situação

econômica da empresa.

Os desenvolvedores web são responsáveis por toda programação do sistema na

plataforma web. Planejam e trabalham com a metodologia Scrum, realizando reuniões a fim

de obter o resultado escolhido pelo cliente. A programação é dividida em Front-end e Back-

end, mas há também um desenvolvedor Android, e todos trabalham em conjunto. O

desenvolvedor Android é responsável pelo desenvolvimento do aplicativo.

O analista de marketing cria e executa campanhas de divulgação, analisando o

mercado e verificando possíveis estratégias para aumentar a audiência tanto do produto

quanto da empresa.

O

suporte

será

realizado

pelos

próprios

desenvolvedores,

diagnosticando

os

problemas, abrindo e fechando chamados relacionados ao sistema web e aplicativo Android.

20

O negócio eletrônico já é utilizado atualmente na maioria das empresas, pois

promove fácil acesso e maior pesquisa de mercado. Definir o tipo de modalidade de negócio

eletrônico exige certo conhecimento em comércio, pois existem diversas conceituações

nesse ramo.

De acordo com Diniz et al. (2011, p.2), “muitos ramos da economia são ligados a

esse tipo de comércio, algo que motiva as empresas a investirem um pouco nesse tipo de

estratégia”.

De maneira geral, através do comércio eletrônico ocorrem as transações de compra

e venda de produtos. Assim sendo, há uma nova forma de fazer negócios, ou seja, ao

relacionar os recursos computacionais que a maioria das empresas já possuem, com o

alcance que a internet oferece, pode-se identificar novas modalidades de negócio eletrônico,

geralmente classificadas como B2B (business to business), B2C (business to consumers),

C2B (consumers to business) e C2C (consumers to consumers).

Segundo O’Connel (2002 apud Lima, 2012, p. 1-2) o B2B são as “trocas de produtos,

serviços ou informações entre as diferentes empresas”, já o B2C

é a “troca de produtos,

serviços ou informações entre as empresas e os consumidores”. E de acordo com Felipini

(2015), “o comércio eletrônico C2C, no qual a compra e venda é realizada entre pessoas

físicas, é uma das formas de negociação realizadas pela Internet que vem tendo grande

sucesso”.

Como a empresa Tour System tem como principal público alvo outras empresas,

oferecendo serviços eletrônicos que visam melhorar processos e tentar garantir maior

disseminação das informações, determina-se que a modalidade em que ela melhor se

encaixa é o B2B.

Neste contexto, como parte do desenvolvimento do projeto, haverá uma página web

para

comercialização

dos

produtos

da

empresa

Tour

System,

contento

todas

as

especificações técnicas do aplicativo e solução web, bem como os valores diferenciados

para os planos de adesão, de acordo com a quantidade de páginas que o cliente se

interessar.

21

1.5 Recursos Físicos (infraestrutura, equipamentos, etc)

Na tabela 1 estão descritos todos os recursos físicos que serão necessários para a

empresa funcionar, com suas respectivas especificações e quantidade de itens. Os itens

relacionados deverão ser adquiridos pela empresa, exceto os notebooks que deverão ser

levados à empresa por cada sócio, sendo equipamentos próprios onde cada um será

responsável pelo seu. De acordo com a Cisco (2012), “cada vez mais as pessoas estão

levando esses dispositivos para o trabalho e os integrando no fluxo de trabalho diário. Esta

tendência é conhecida frequentemente como bring your own device” (BYOD).

Tabela 1: Recursos físicos

Equipamento

Especificações

Quantidade

Notebook

HP, 4GB RAM, 500GB HD, Core i3, Windows 10

2

Notebook

Dell, 8GB RAM, 1TB HD, Core i7 Windows 10

2

Notebook

Samsung, 8GB RAM, 1TB HD, Core i7, Windows 10

1

Notebook

Samsung, 4GB RAM, 500GB HD, Core i3, Windows 10

1

Impressora

HP Deskjet Ink Advantage 1015

1

Mesa

Oval, 200x90 cm

1

Mesa

Escritório Tecnomobili ME-4107

1

Cadeira

Escritório, giratória, Assentex

6

Cadeira

Plástica, fixa, preta 1350

2

Ar condicionado

Elgin Compact 7000 Btus

1

Mini Projetor

Lumens, USB, LED, HD

1

Frigobar

Philco PH85 70L

1

Microondas

Philco PMS24 20 Litros

1

Aparelho telefônico

Intelbrás, sem fio, TS40, DECT 6.0 Digital

1

Armário Multiuso

Tecnomobili Me-4103

1

Purificador de Água

Acqua Bella Lorenzetti

1

Cafeteira

Cadence Single CAF111 Vermelha

1

Quadro Branco

Cortiart 60x40

1

Material de Escritório

Materiais em geral

-

Material de Limpeza

Materiais em geral

-

Extintor de Incêndio

Shopfire

1

Ponto comercial

Estabelecimento alugado

1

Fonte: Elaborado pelos autores

Na Figura 2 está representado o diagrama físico do ambiente, no qual estarão os

equipamentos necessários para a infraestrutura de redes.

22

22 Figura 2: Diagrama físico de redes Fonte: Elaborado pelos autores A Figura 3 demonstra a

Figura 2: Diagrama físico de redes Fonte: Elaborado pelos autores

A Figura 3 demonstra a configuração lógica de redes com suas conexões, formando

uma rede local interna e externa com a internet.

formando uma rede local interna e externa com a internet. Figura 3: Diagrama lógico de redes

Figura 3: Diagrama lógico de redes Fonte: Elaborado pelos autores

2. ANÁLISE MERCADOLÓGICA E ESTRATÉGICA

No marketing, a análise mercadológica e análise estratégica são termos chaves para

o sucesso das organizações, ter uma visão ampla e correta do mercado que se atua e

elaborar

estratégias para se obter

administradores.

De

acordo

com

sucesso são fatores de grande desafio para os

Honorato

(2009,

p.4),

“ao

realizar

uma

análise

mercadológica, planejam-se, identificam-se e definem-se mercados-alvos, criando ofertas do

composto mercadológico para atender necessidades não satisfeitas”.

Já o planejamento estratégico pode ser definido como “o processo de desenvolver e

manter alinhamento estratégico dos objetivos e habilidades de uma organização com as

oportunidades de marketing em uma mercado em mutação”. (KOTLER; ARMSTRONG,

2007, p.30).

2.1 Análise de Ambientes (Macro e Micro Ambientes)

Quando se fala em marketing é imprescindível para as organizações uma análise

minuciosa do mercado em que se atua, para isso as empresas costumam analisar o

mercado sob duas perspectivas diferentes chamadas de ambiente externo ou macro

ambiente, e ambiente interno conhecido como o micro ambiente. De acordo com Kotler

Keller (2006, p.50):

e

Uma unidade de negócios tem de monitorar importantes forças macro ambientais (econômicas, demográficas, tecnológicas, político-legais e socioculturais) e significativos agentes micro ambientais (cliente, concorrentes, distribuidores, fornecedores) que afetam sua capacidade de obter lucros. Ela deve estabelecer um sistema de inteligência de marketing para acompanhar tendências e mudanças importantes. Já a administração precisa identificar as oportunidades e as ameaças associadas a cada tendência ou acontecimento.

Tendo em vista os conceitos já apresentados e afim de identificar o cenário

econômico, cultural e tecnológico em que a empresa Tour System se encontra, foi elaborada

a análise de Macro e o Microambiente da organização.

24

2.1.1 Análise do Macro Ambiente

Para se obter uma visão mais ampla dos fatores externos que interferem direta

e indiretamente para o sucesso da empresa Tour System, a análise do macro ambiente

pode ser dividida em:

Sócio Cultural.

Ambiente Econômico e Demográfico, Tecnológico, Político

2.1.1.1 Ambiente Econômico e Demográfico

Legal, e

De acordo com o Portal do Governo do Estado de São Paulo informações divulgadas

pelo site Saopaulo (2016), o estado localizado no sul da região Sudeste, ocupa uma área de

248.808,8 quilômetros quadrados. O estado tem a maior população do Brasil são cerca de mais

de 43 milhões de habitantes distribuídos em 645 municípios, além de ser o estado com a maior

população também tem o maior PIB do país (28,7%). São Paulo é considerado o grande motor

econômico do Brasil por possuir melhor infraestrutura, mão de obra qualificada, fabricar produtos

de alta tecnologia, além de abrigar o maior parque industrial e a maior produção econômica.

Já a região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (Figura 4) criada em

2012, segundo o Portal do Governo do Estado de São Paulo (informação divulgadas pelo

site Emplasa (2016), a região é integrada por 39 municípios, divididos em cinco sub-regiões

no total e concentra 2,4 milhões de habitantes. Ela está estrategicamente situada entre duas

das mais importantes cidades do país (São Paulo e Rio de Janeiro) e é reconhecida como

um polo industrial altamente desenvolvido, sendo seu (PIB) 5% do estado paulista.

desenvolvido, sendo seu (PIB) 5% do estado paulista. Figura 4: Região Metropolitana do Vale do Paraíba

Figura 4: Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte Fonte: Site emplasa

25

Além dos benefícios de localização os cidadão do estado paulista contam com um

salario mínimo bem maior que a media nacional de R$ 880,00 mensais, de acordo com a

Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho - Emprego.sp (2016), com a aprovação da

Lei 16.162 de 14 de março de 2016 os cidadãos paulistas tem como base salarial o valor

estipulado de R$ 1.000,00 mensais.

Mesmo sendo um dos motores do país o Estado de São Paulo vem sofrendo

significativos impactos com a crise Politica/Financeira do Brasil. Segundo a Seade - Portal

de Estatísticas do Estado de São Paulo (2016), o nível de desemprego no Estado subiu no

mês de agosto (17,2%) para (17,5%) em setembro, cenário que se reflete em todo território

nacional. De acordo com o site da CNDL (2016), a crise econômica vem forçando os

brasileiros a mudarem seus hábitos de consumo, pesquisas feitas em todas as capitais e em

cidades do interior revelam que 85,9% dos brasileiros se viram obrigados a ajustar o

orçamento doméstico para se defender dos efeitos da crise. Em virtude do agravamento da

situação econômica do país, 87% dos entrevistados admitiram que agora gastam mais

tempo para pesquisa de preços.

2.1.1.2 Ambiente Tecnológico

O cenário tecnológico brasileiro a cada ano vem se tornando cada vez mais favorável

aos brasileiros, o investimento em novas tecnologias e o aumento da velocidade da internet

banda larga tem conectado grande parte do país. De acordo com o Portal Brasil - Brasil.gov

(2016), mais de 100 milhões de brasileiros tem acesso a internet, sendo que os aparelhos

celulares são os principais meios de acesso.

Segundo o site do Ministério das Comunicações (2016), pela primeira vez no Brasil

foi constatado que o acesso à internet via telefone celular nos domicílios ultrapassou o

acesso

via

microcomputador. O resultado

se

deu

a

partir

da

comparação entre

as

pesquisas

realizadas

nos

anos

de

2013

para

2014,

entre

os

domicílios

que

acessaram a internet, em 2014, 80,4% o fizeram por celular, 76,6% via microcomputador,

21,9% por tablet, 4,9% por TV e 0,9% por outros equipamentos. Além disso, segundo o site

26

da Anatel (2015), “o Brasil registrou, em maio de 2015, 284,15 milhões de linhas ativas na

telefonia móvel e densidade de 139,16 acessos por 100 habitantes.

No

quinto

mês

de

2015, os acessos pré-pagos totalizavam 213,59 milhões (75,17% do total) e os pós-

pagos 70,56 milhões (24,83%)”.

Sendo assim os dados apresentado mostram um ambiente favorável à solução Tour

System, além do aumento do uso da internet em todo o país e o crescimento no uso de

celulares, os aplicativos móveis tem se destacado em todo o território nacional. Segundo os

dados apresentados pela Venture Beat (2016), o Brasil é líder comparado a outros países

quanto ao uso de aplicativos.

2.1.1.3 Ambiente político-legal

Hoje as organizações já têm em mente que não só a percepção cultural antes de

lançar um produto no mercado é importante, mas o investimento em ações de incentivo

cultural são formas de demostrar ao mercado responsabilidade social, além da obtenção de

incentivos fiscais.

De acordo com o Ministério da Cultura (2016), a Lei Rouanet sancionada em 1991,

(Lei Nº 8.313) prevê formas de como o Governo Federal deve disponibilizar recursos para

incentivar o setor cultural do país. A lei se resume a oferecer ferramentas para que a

sociedade possa aplicar parte do dinheiro de seus impostos em ações que beneficiem o

setor cultural, “o incentivo é um mecanismo em que a União faculta às pessoas físicas ou

jurídicas a opção pela aplicação de parcelas do Imposto sobre a Renda, a título de doações

ou patrocínios, no apoio direto a projetos culturais ou em contribuições ao Fundo Nacional

da Cultura (FNC)”. Em todo o país várias empresas tem investido no setor cultural e se

beneficiado com os incentivos fiscais, mas o principal segundo o SEBRAE (2016), é que

apoiar ações culturais não são apenas uma forma para redução de impostos ou tributos,

mas podem ser destacadas como forma de incentivar e reconhecer as criações artísticas do

país.

27

É nesse cenário que a empresa Tour System encontra uma oportunidade de buscar

parcerias com instituições privadas ou governamentais através da Lei Rouanet (tópico que

será abordado melhor no item 7.6 Patrocínio - parcerias possíveis).

2.1.1.4 Ambiente Sociocultural

A cultura deve ser analisada como fator chave de sucesso para as organizações,

pois os consumidores são diariamente influenciados por suas crenças e valores quando

optam por adquirir um determinado produto ou serviço.

Segundo Kotler e Armstrong (2007, p.73):

O ambiente cultural é composto de instituições e outras forças que afetam os valores, as percepções, as preferências e os comportamentos básicos da sociedade. As pessoas crescem em determinada sociedade, que molda suas crenças e seus valores básicos.

Nesse contexto a região do Vale do Paraíba e Litoral Norte, formadas por 39

municípios, é reconhecida em todo território nacional por sua diversidade cultural, o turismo

marcado principalmente pela grande influência religiosa, tem atraído milhões de turistas de

todo o Brasil, um grande exemplo é a cidade de Aparecida que de acordo com o site A12

(2016), é apontada como município parte "A", categoria máxima no ranking de cidades com

maior potencial turístico do país. Por causa da grande predominância religiosa no Vale do

Paraíba são encontradas diversas instituições culturais e expositivas voltadas à mostras

religiosas como o Museu Nossa Senhora Aparecida, o recém inaugurado Memorial da

Devoção (com nome inicial “Museu de Cera Nossa Senhora de Aparecida”), bem como o

Museu e Casa de Frei Galvão localizado na cidade de Guaratinguetá, entre outros.

Outro fator que afeta a cultura na região do Vale do Paraíba é a chamada “cultura

popular”, o folclore está presente em grande parte das cidades da região, e pode ser

considerado, segundo site Bibliotecavirtual de SP (2015), uma maneira de compreender

melhor o povo daquela localidade, além de ser parte de sua história. Um grande exemplo de

instituição desse nicho encontrada na região é o Museu do Folclore de São José dos

Campos que tem como missão segundo o site Museudofolclore (2016) “desenvolver ações

28

de salvaguarda, divulgação, formação e informação, valorizando o folclore da região de São

Jose do Campos, Vale do Paraíba e Litoral Norte”.

Além da cultura popular e religiosa o Vale do Paraíba é reconhecido por preservar

sua história e estimular o público a conhece-la através de exposições culturais artísticas,

exemplo disso é o Museu Mazzaropi que segundo site Museumazzaropi (2014), abriga um

acervo com mais de 20.000 itens entre fotos, filmes, documentos, objetos cênicos, móveis e

equipamentos que “contam” boa parte da carreira do artista.

Levando em consideração todo o cenário apresentado e o tópico 2.2 Identificação

do

Público

Alvo

que

será

abordado

posteriormente,

Tour

System

encontra

uma

oportunidade de mercado na região pois o mesmo apresenta várias instituições culturais.

2.1.2 Análise do Micro Ambiente

Para se obter uma visão mais ampla dos fatores internos que interferem direta

e indiretamente para o sucesso da empresa Tour System, a análise do microambiente pode

ser dividida em:

Clientes.

Análise dos Fornecedores, Concorrência, Distribuidores e Análise dos

2.1.2.1 Análise de Fornecedores

Os fornecedores são importantes agentes para o sucesso de uma empresa estando

ligados diretamente na produção, pois fornecem insumos (matéria prima ou informação) que

garantem o bom andamento da mesma. Segundo Kotler e Armstrong (2007, p.57),

“fornecedores constituem um elo importante no sistema geral de entrega de valor para o

cliente da empresa. Eles oferecem os recursos necessários para a empresa produzir seus

bens e serviços”.

Como a empresa Tour System trabalhará no desenvolvimento de softwares e não

utilizará matéria prima para o desenvolvimento (no caso de produtos), os fornecedores não

têm grande impacto na aplicação. Porém, podem ser destacados os serviços de plano de

internet (NET Combo), hospedagem pela empresa Locaweb, que será melhor abordada no

29

item 2.3.5 Poder de barganha dos fornecedores, os equipamento de escritório e limpeza

(não tendo um fornecedor especifico), água pela empresa SAEG - Companhia de Serviço de

Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá, e energia elétrica pela companhia EDP

Bandeirantes.

2.1.2.2 Análise da Concorrência

A análise dos concorrentes e a obtenção de informações como suas forças e

fraquezas podem ser fatores chaves para a obtenção de um produto ou serviço com

diferencial no mercado, por isso antes, durante e posterior ao lançamento de um produto ou

serviço as organizações tendem a acompanhar de perto seus concorrentes.

De acordo com Kotler e Armstrong (2007, p.466):

Para planejar estratégias competitivas de marketing efetivas, a empresa precisa descobrir tudo o que puder sobre seus concorrentes. Deve- se comparar continuamente seus próprios produtos, estratégias de marketing, preço, canais e promoções com os de seus concorrentes mais próximos.

Afim

de

identificar

nossos

principais

concorrentes

realizou-se

uma

pesquisa

relacionando empresas que atendem no Vale do Paraíba e região oferecendo produtos

semelhantes ao da Tour System neste contexto a empresa It Art foi identificada como

possível concorrente direta de mercado.

It Art: a empresa é proprietária do aplicativo Cool Tours que segundo o site da

Play.Google (2015) “é um aplicativo que convida você a redescobrir sua cidade” e ainda

segundo a IT Art (2016) empresa desenvolvedora do mesmo “foi feito para ser colaborativo!

Toda a instituição cultural pode ter acesso ao painel administrativo de forma gratuita e expor

suas informações e programações”. Além do aplicativo Cool Tours a empresa trabalha no

desenvolvimento de aplicativos específicos para Museus e instituições culturais, são

exemplos o aplicativo do Museu Afro Brasil, Instituto Tomie Ohtake e Museu da Imagem e

do Som

De acordo com informações do Secretaria da Cultura de SP (2014), o aplicativo

(Figura 5) já disponível em Android e iOS apresenta informações do Museu como: horários

30

de funcionamento, endereço, telefone, informações de acesso e estacionamento, “como

chegar” através de geolocalização, informações sobre o fundador e curador, programação

de exposições atualizadas, eventos educativos um audioguia através de QR Code e

disponibilidade de dois idiomas (português e inglês).

e disponibilidade de dois idiomas (português e inglês). Figura 5: Aplicativo Museu Afro Brasil Fonte: Site

Figura 5: Aplicativo Museu Afro Brasil Fonte: Site Museu Afro Brasil

O mesmo sistema de audioguias pode ser encontrado no Museu da Imagem e do

Som e segundo o site Veja SP (2015), no Instituto Tomie Ohtake que realiza mostras de

artes plásticas, arquitetura e design, tem o seu aplicativo que traz informações sobre o

instituto. O audioguia, que funciona com a leitura de QR Codes espalhados pelas paredes

da mostra, quando ativados por smartphones, trazem informações das peças em exposição.

Segundo

o

site

IT.Art

(2016)

a

empresa

ainda

conta

com

outras

soluções

tecnológicas para museus como: gestão de filas de entrada através de senhas distribuídas,

agendamento de visitas online, loja virtual para venda de souvenirs, painéis interativos para

clientes, gestão de bilhetes tanto física como virtual, além de uma plataforma denominada

“gestão de sócios” que foi desenvolvida com intuito de fazer a captação de projetos culturais

e que posteriormente podem se enquadrar a Lei Rouanet.

31

2.1.2.3 Análise de Distribuidores

Os distribuidores são importantes elos de ligação entre o cliente e a empresa

produtora, pois são através deles que o produto ou serviço chega ao destinatário, questões

sobre tempo de entrega, qualidade no serviço entre outras, devem ser levadas em conta

para se obter uma maior satisfação no mercado.

De acordo com Kotler e Armstrong (2007), os fornecedores podem ajudar a empresa

em sua divulgação, venda e distribuição dos seus produtos ou serviços até os compradores

finais. Entre os fornecedores também chamados de intermediários de marketing estão

revendedores,

empresas

de

intermediários financeiros.

distribuição

física,

agência

de

serviço

de

marketing

e

Como a empresa Tour System será desenvolvedora de soluções tecnológicas a

distribuição será feita via internet (online). A venda da solução fica a cargo do site da

empresa e o produto, quando adquirido, será disponibilizado através de login e senha a

serem enviados por e-mails, para acesso à página administrativa fornecida ao cliente. Já o

aplicativo, será disponibilizado via Play Store. Demais informações detalhadas sobre a

distribuição estarão descritas no item 6. Canais de distribuição.

2.2 Identificação do Público Alvo - Análise de Clientes

A análise de público alvo é uma ferramenta muita usada pelos administradores para

se medir o potencial de clientes no mercado, através dela pode-se criar estratégias de

mercado que façam que o produto ou serviço em questão sejam atrativos ao cliente de

acordo com suas preferencias.

Segundo Kotler e Armstrong (2007), um público alvo pode consistir em variados

grupos de clientes que possam ter real ou potencial interesse pela empresa em questão e

que podem causar impactos em sua capacidade de atingir determinados objetivos. Sendo

assim o público alvo deve ser muito bem definido pois “afetará em muito as decisões do

32

comunicador sobre o que será dito, como será dito, quando será dito, onde será dito e quem

dirá”. (KOTLER, ARMSTRONG 2007, p.362).

A princípio, a empresa Tour System pretende atender a região do Vale do Paraíba e

Litoral Norte, tendo em vista que a mesma está situada na cidade de Guaratinguetá,

posteriormente, pretende expandir sua área de atuação a outras cidades do estado de São

Paulo e demais regiões do país. Para se identificar o público alvo foi feito um levantamento

inicial de todas as instituições localizadas apenas na região do Vale do Paraíba como

possíveis clientes apresentados no Quadro 2. As fontes de pesquisa foram o site regulador

de Museus no Brasil o Ibram - museus.gov (2016), serviço oferecido de localização de

Museus pelo Mapas Cultura (2016) e ferramenta de busca Google.

Quadro 2: Instituições culturais no Vale do Paraíba

Instituições culturais no Vale do Paraíba

Aparecida

Museu Nossa Senhora Aparecida

Memorial da Devoção NSA "Museu de Cera"

Memorial Redentorista

Aquário de Aparecida

Museu Municipal José Luiz Pasin (fechado no momento)

Arapeí

Não Encontrado

Areias

Não Encontrado

Bananal

Não Encontrado

Caçapava

Museu histórico e Pedagógico Ministro José de Moura Resende

Museu Ipiranga - 6º Batalhão de Infantaria Leve - regimento Ipiranga

Cachoeira Paulista

Museu histórico e Pedagógico dr. Costa Júnior

Campos do Jordão

Museu Felícia Leirner

Museu Casa da Xilogravura

Palácio Boa Vista - Palácio do Governo de SP

Museu da História, Imagem e som

Canas

Não Encontrado

Caraguatatuba

Continua

33

Continuação

Instituições culturais no Vale do Paraíba

Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba

Cruzeiro

Centro Cultural rotunda

Museu histórico e Pedagógico Major Novaes

Cunha

Museu Municipal Francisco Veloso (Centro de Cultura e tradição de Cunha)

Guaratinguetá

Museu Frei Galvão - arquivo Memória de Guaratinguetá

Casa de Frei Galvão

Igaratá

Não Encontrado

Ilhabela

Museu Náutico de Ilhabela

Aquário de Ilhabela

Jacareí

Museu de antropologia do Vale do Paraíba

Jambeiro

Não Encontrado

Lagoinha

Não Encontrado

Lavrinhas

Não Encontrado

Lorena

Museu Fragmentos da Revolução de 1932

Monteiro Lobato

Não Encontrado

Natividade da Serra

Não Encontrado

Paraibuna

Não Encontrado

Pindamonhangaba

Museu histórico e Pedagógico d. Pedro I e dona Leopoldina

Piquete

Museu Municipal Terezinha Generoso

Potim

Não Encontrado

Queluz

Centro Cultural Malba Tahan

Redenção da Serra

Não Encontrado

Roseira

eco Museu da Fazenda Boa Vista

Santa Branca

Continua

34

Conclusão

Instituições culturais no Vale do Paraíba

Não Encontrado

Santo Antônio do Pinhal

Não Encontrado

São Bento do Sapucaí

Não Encontrado

São José do Barreiro

Não Encontrado

São José dos Campos

Memorial Aeroespacial Brasileiro - CTA

Museu do Folclore

Museu de Arte Sacra

Museu de esportes

Museu Municipal de são José dos Campos (fechado no momento)

Museu e relicário do Padre Rodolfo Komórek

São Luis do Paraitinga

Museu histórico e Pedagógico Oswaldo Cruz

São Sebastião

Museu de Ciências, Tecnologia e Variedades Emília Lence Carluci

Fundação Museu de história Pesquisa e arqueologia do Mar

Museu de arte Sacra de São Sebastião

Centro de Biologia Marinha

Silveiras

Não Encontrado

Taubaté

Museu histórico e Pedagógico Monteiro Lobato - Sitio do Pica-Pau Amarelo

Museu Mazzaropi

Museu Histórico Natural de Taubaté

Museu de arte Sacra de Taubaté

Museu da agricultura

Museu de Imigração Italiana

Museu da Imagem e do som de Taubaté

Museu histórico Prof. Paulo Camilher Florençano

Museu de artes Plásticas Anderson Fabiano

Tremembé

Não Encontrado

Ubatuba

Museu histórico Washington de oliveira

Museu a Céu Aberto da tartaruga Marinha

Museu da vida Marinha

Museu Caiçara

Aquário de Ubatuba

Total: 51

Fonte: Elaborado pelos autores.

35

Como exemplificado no Quadro 2 foram identificados somente no Vale do Paraíba 51

instituições culturais entre Museus, aquários, zoológicos e exposições em geral, todavia

segundo o site do Ibram (2016) que faz o Cadastro Nacional de Museus podem ser

encontrados em todo o país cerca de 3.500 museus, ainda segundo a SZB Sociedade de

Zoológicos e Aquários do Brasil (2013) cerca de 106 zoológicos e 10 aquários podem ser

encontrados em todo território nacional. Como futuramente a empresa pretende expandir

suas atividades em todo o território nacional o mercado de potenciais clientes é bem

elevado.

Além da pesquisa de mercado para levantamento de possíveis clientes, foi elaborada

e aplicada uma pesquisa de campo, em abril de 2016, conforme os dados apresentados na

Figura 6. O questionário foi aplicado a uma mostra de 100 visitantes de um museu de

grande circulação, localizado no Vale do Paraíba. A intenção do questionário foi verificar a

aceitação do nosso produto por parte do público que estava frequentando a instituição na

ocasião da coleta dos dados.

a instituição na ocasião da coleta dos dados. Figura 6: Pesquisa de campo Fonte: Elaborado pelos

Figura 6: Pesquisa de campo Fonte: Elaborado pelos autores.

De maneira geral, o objetivo da pesquisa foi verificar se os visitantes utilizavam

smartphone com acesso à internet, qual o sistema operacional do aparelho, se utilizariam

aplicativos culturais, e se compartilhariam as informações nas mídias sociais.

Observa-se na Figura 6 que 80% dos visitantes entrevistados utilizam smartphone,

sendo a maioria destes com Sistema Operacional Android. Além disso, 85% dos visitantes

utilizariam e compartilhariam as informações nas mídias sociais.

36

2.3 Análise de Porter

A ferramenta conhecida como as cinco forças de Porter desenvolvida por Michael

Porter publicada em forma de artigo em 1979 é muito utilizada quando os administradores

querem medir e analisar a competição entre as empresas.

De acordo com Turban e Volonino (2013, p.17):

No modelo de forças competitivas de Porter existem cinco forças principais em um setor que afetam o grau de competitividade e causam impacto nas margens de lucro e, por fim na lucratividade, e a interação entre elas que determina o potencial de lucros de um setor.

Como exemplificado na Figura 7 o modelo de Porter é divido entre os fatores de

rivalidade entre os concorrentes, ameaça de novos entrantes, ameaça de produtos e

serviços substitutos, poder de barganha dos clientes e poder de barganha dos fornecedores.

barganha dos clientes e poder de barganha dos fornecedores. Figura 7: Modelo de forças competitivas de

Figura 7: Modelo de forças competitivas de Porter Fonte: Turban; Volonino, 2013, p.17

Com o intuito de verificar as 5 forças de Porter e seus possíveis impactos para a

empresa Tour System, foi elaborado a analise conforme abordado nos próximos tópicos.

2.3.1 Rivalidade entre os concorrentes

Levando em consideração o item 2.1.2.2 Análise da Concorrência, observou-se

que as empresas desenvolvedoras de softwares, web sites e aplicativos localizadas

37

principalmente na cidade de São Jose dos Campos, apesar de não terem um produto

especializado,

devem

ser

analisadas

como

possíveis

concorrentes.

Essas

empresas

geralmente trabalham por encomenda, o que costuma deixar o produto mais caro e o prazo

de entrega é muito maior.

Neste contexto, como o foco da empresa Tour System são instituições culturais e a

empresa pretende iniciar suas atividades em breve com o produto já desenvolvido, Tour

System acaba levando uma considerável vantagem em relação às demais empresas de

desenvolvimento de software. Todavia, como já mencionado no levantamento, se for

expandido para o todo o território paulista, principalmente na capital, a empresa IT Arts pode

ser definida como concorrente direta de mercado.

Segundo a It.art (2016), a empresa com uma marca já consolidada no mercado surgiu

em 2013 e tem vários aplicativos lançados para museus e instituições culturais, como por

exemplo:

Museu Afro Brasil;

Instituto Tomie Ohtake;

Museu da Imagem e do Som;

Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo;

Invento as revoluções que nos inventaram;

CRU comida, Arte e Transformação.

It.art tem apoio governamental da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São

Paulo e também da Secretaria do Estado do Rio de Janeiro, além de apoios como o da

Caixa Cultura e Itaú Cultural. De acordo com a Jucesponline (2016), a empresa é formada

por uma sociedade limitada (LTDA) e tem um capital social de R$ 4.000,00 (quatro mil reais)

não sendo encontradas informações de seu faturamento e custos.

2.3.2 Ameaça de novos entrantes

Empresas de desenvolvimento de software são encontradas em todo o território

nacional e segundo a Abessoftware (2016), que realizou um estudo de Mercado no Brasil

38

levando em consideração o aumento de Software e Serviços, constatou que houve aumento

de 30,2%, com investimentos de U$ 12,3 bilhões comparados ao ano de 2014. O principal

estado desse segmento é o estado de São Paulo, devido a alta conglomeração industrial

que possibilita maiores investimentos nesse nicho. A cidade de São Jose dos Campos

localizada no Vale do Paraíba, por exemplo, é considerada uma das mais desenvolvidas do

país e conhecida por seu complexo industrial e parque tecnológico, que segundo o site da

prefeitura de São Jose dos campos - Sjc.Sp (2013), abriga cerca de 1.863 indústrias e

emprega aproximadamente 46.600 pessoas.

Apesar de não haver na região do Vale do Paraíba demais empresas que possuam

um produto semelhante ao oferecido pela Tour System (foram encontradas empresas com

produtos semelhantes apenas nas demais regiões metropolitanas do estado de São Paulo),

o mercado possibilita fácil desenvolvimento de empresas desse segmento, principalmente

por haver um parque tecnológico na cidade de São José dos Campos com incubadora de

startups. Portanto, é fundamental que a Tour System busque maneiras de conquistar o

público alvo de maneira que quando esses possíveis concorrentes entrarem no mercado, a

Tour System já tenha sua marca difundida e esteja atendendo maior parcela do mercado

regional e procurando expandir para demais regiões do país.

2.3.3 Ameaça de produtos e serviços substitutos

Apesar da tecnologia QR Code utilizada pela empresa Tour System estar em uso no

mercado, é importante salientar que futuramente poderá ser substituída por uma melhor. Por

isso, é importante buscar inovações para que o produto da Tour System não seja substituído

facilmente pela concorrência. Nesse sentido, há como exemplo um possível produto

substitutivo denominado Beacon, que segundo a Endeavor Brasil (2015), “é um minúsculo

dispositivo que emite sinais por meio de tecnologia bluetooth low energy, também conhecida

como bluetooth 4.0”. Esses sinais são captados por aplicativos compatíveis instalados no

aparelho do cliente (smartphones, tablets, etc.) e posteriormente o Beacon emite ao

39

39 Figura 8: Transmissão de dados via Beacon Fonte: Site community.estimote Essa tecnologia é bem semelhante

Figura 8:Transmissão de dados via Beacon Fonte: Site community.estimote

Essa tecnologia é bem semelhante a leitura QR Code no quesito “exibir informações

com

praticidade

em

dispositivos

móveis”.

Além

disso,

a

tecnologia

envolve

maior

praticidade, pois o usuário não precisa abrir um aplicativo para realizar a leitura de um QR

Code, no caso dos Beacon, basta o usuário estar na proximidade que a informação será

exibida. Diante desta realidade, a Tour System pretende incorporar futuramente essa nova

tecnologia à sua solução, acompanhando os avanços tecnológicos e novas soluções que

poderão agregar valor aos seus serviços.

2.3.4 Poder de barganha dos clientes

As instituições culturais podem ser pertencentes ao setor público ou setor privado,

tais fatores são importantes para se estabelecer o nível de investimentos e o poder de

barganha, em relação à essas informações o Mapas.Cultura (2016) faz levantamento de

cada instituição classificando seu tipo como privada ou pública.

As instituições públicas são geridas pelo estado e recebem apoio governamental

para investir em melhorias em suas instalações permitindo inclusão social, acessibilidade e

maior interatividade para com o público frequentador, a maioria desses investimentos são

realizados através da Lei Rouanet que segundo o site do Ministério da Cultura - Cultura.gov

(2016) “apoia projetos culturais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº

8.313/91), a Lei Rouanet, da Lei do Audiovisual (Lei nº 8.685/93) e também por editais para

projetos específicos, lançados periodicamente”. Segundo o portal do IBRAM (2016), órgão

40

regulador de museus em todo o país, nas últimas pesquisas realizadas em 2014 houve

aumentos significativos de investimentos em instituições museológicas que em 2014

ultrapassaram R$300 milhões. Nesse sentido, as instituições públicas financiadas pelo

estado tem grande poder de barganha.

Já as instituições privadas encontradas no Vale do Paraíba geralmente estão ligadas

à grandes setores do mercado religioso, como por exemplo, o Museu Nossa Senhora

Aparecida pertencentes ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida,

e também o Museu de Cera Nossa Senhora de Aparecida, atualmente denominado

Memorial da Devoção, que segundo o site G1 Globo (2016), foi uma concessão de 20 anos

concedida à empresa Dreams Entertainment Group, responsável pelo investimento. Além de

outras instituições religiosas que também podem ser citados, como o Museu e a Casa de

Frei Galvão, localizados na cidade de Guaratinguetá/SP.

Outros museus privados também podem ser encontrados no Vale do Paraíba, como

Museu Didático do Corpo Humano pertencente a faculdade Unital, o Museu de Tecnologia e

Variedades Emília Lence Carluci na cidade de São Sebastião, Eco Museu Campos de São

José dos Campos, entre outros que são abordados mais detalhadamente no tópico 2.2

Identificação do Público Alvo - Análise de Clientes. Não são divulgadas informações

financeiras dessas instituições logo o poder de barganha é relativo.

2.3.5 Poder de barganha dos fornecedores

O mercado de fornecedores de serviços de hospedagem vem se tornando mais

amplo e diversificado a cada ano, neste contexto, novas empresas com planos mais

acessíveis e mais baratos vem surgindo no mercado brasileiro e internacional, o que

possibilita um maior poder de escolha por parte dos consumidores desse serviço.

Para verificar o poder de barganha dos fornecedores, três das principais empresas

desse mercado foram analisadas de acordo com seus respectivos planos, conforme

41

41 Figura 9: Planos de Hospedagem Fonte: : Sites Hostgator, Locaweb e Godaddy Existem várias outras

Figura 9: Planos de Hospedagem Fonte:: Sites Hostgator, Locaweb e Godaddy

Existem várias outras empresas desse segmento no Brasil, por isso, o poder de

barganha dos fornecedores em relação à Tour System é fraco e não sofre grandes

influências. Todavia, optou-se pelo serviço da Locaweb pela disponibilidade de espaço em

disco ilimitado.

2.4 Análise SWOT

Análise SWOT é um importante instrumento utilizado para planejamento estratégico

que consiste em recolher dados importantes que caracterizam o ambiente interno (forças e

fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) da empresa.

Segundo Kotler e Keller (2006, p.50), “a avaliação global das forças, fraquezas,

oportunidades e ameaças é denominada análise SWOT (dos termos em inglês strengths,

weaknesses, opportunities, threats)”.

A fim de identificar o ambiente interno e externo da empresa Tour System, foi

42

Quadro 3: Matriz SWOT

Matriz SWOT

Forças

Fraquezas

1 - Produto inovador uso de tecnologias interativas para facilitar a visitação em instituições culturais

A - Baixa maturidade da empresa.

B - Baixa maturidade do produto.

2 - Responsabilidade social - ferramenta que auxilia a visitação de pessoas com deficiências visuais ou auditivas.

Oportunidades

Ameaças

3 - Elevado número de instituições culturais na região e no Brasil (potenciais clientes);

C - Crise política e financeira.

4 - Ausência de ferramentas tecnológicas interativas nas instituições;

D - Política de proibição quanto ao uso de celulares em algumas instituições.

5 - Aumento do uso de celulares no Brasil;

E - Concorrência;

6 - Crescimento no acesso às redes sociais.

Fonte: Elaborado pelos autores

Política de proibição quanto ao uso de celulares em algumas instituições:

segundo o site A12 (2016) o uso da câmera com flash pode interferir na preservação do

acervo em exposição, por isso algumas instituições desse nicho optam pela proibição de

smartphones em seu estabelecimento.

Crescimento no acesso às redes sociais: Segundo a Forbes (2016) o Brasil é o

país com mais usuários de redes sociais da América Latina, com um total de 93,2 milhões

até o final do ano.

O estudo dos dados obtidos por meio da análise SWOT consiste em cruzar as

principais informações dos quadrantes, de forma a obter uma moldura que permita delinear

estratégias importantes para o futuro da empresa.

Alavancagem: Força (1, 2) x Oportunidades (3, 4):

Investir na divulgação do produto na região do vale do paraíba e posteriormente em

todo o território nacional, enfatizando seus respectivos benefícios de inclusão social

e tecnológicos, buscando atender a demanda já existente no mercado.

43

Elaborar estratégias de venda afim de realiza-las com maior número e frequência

possíveis, podendo obter como resultado a consolidação da marca e do produto no

mercado.

Vulnerabilidades: Forças (1,2) x Ameaças (C, D, E):

Maximizar a visão dos clientes em relação aos benefícios do uso da solução, bem

como disponibiliza-la a um preço acessível e competitivo.

Problemas: Fraquezas (A, B) x Ameaças (C, D, E):

Elaborar e monitorar estratégias de mercado disponibilizando ao mercado um

produto diferenciado em relação aos demais concorrentes, tanto em sua qualidade,

quanto no preço.

2.5 Tendências

2.5.1 Cloud Computing

A computação em nuvem do inglês Cloud Computing é um conceito cada vez mais

comum tanto na sociedade quanto nos ambientes corporativos. Velte (2012, p.21) define

computação em nuvem como: “ideia que nos permite utilizar as mais variadas aplicações via

internet, em qualquer lugar e independentemente da plataforma, com a mesma facilidade de

tê-las instaladas em nosso próprio computador". Já Veras (2013, p. 67-68) define essa

tendência como um modelo de:

Processar as aplicações e armazenar os dados fora do ambiente corporativo. A Virtualização é o elemento chave desta nova forma de computação. A ideia é que as máquinas virtuais possam rodar em qualquer parte da nuvem, buscando a otimização do ambiente com respeito ao uso de recursos.

"Em um sentido simples e topológico, uma solução de computação em nuvem é

composta de vários elementos: clientes, data center e servidores distribuídos. [

]

Cada

elemento tem uma finalidade e possui um papel específico em entregar um aplicativo

funcional baseado em nuvem". (VELTE, 2012, p.23).

44

Na computação em nuvem encontram-se três modelos diferentes de serviços. Os

modelos IaaS, PaaS e SaaS são definidos como:

Infrastructure as a Service IaaS: "Infraestrutura como um serviço é basicamente deixar de adquirir hardware e software básico e passar a desenvolver a aplicação em uma infraestrutura virtual baseada na internet e adquirida e paga na forma de serviço."(VERAS, 2012, p.143). Plataform as a Service PaaS: "O conceito de PaaS, menos conhecido, está vinculado ao uso de ferramentas de desenvolvimento de software oferecidas por provedores de serviços, onde os desenvolvedores criam as aplicações e as desenvolvem utilizando a internet como meio de acesso. Nesse caso, o provedor oferta a plataforma de desenvolvimento." (VERAS, 2012, p.169). Software as a Service SaaS: "Software-as-a-Service é um modelo disruptivo. Sua proposição de valor é funcionalidade oferecida e não a "propriedade" do produto. A ideia básica é que você na verdade não quer uma máquina de lavar roupa, mas quer a roupa lavada. SaaS oferece isso. Você não necessita instalar um pacote de CRM ou ERP, mas precisa das suas funcionalidades." (TAURION, 2009, p.102).

O IaaS estará presente em nosso projeto através da contratação da infraestrutura de

hospedagem pela empresa LocaWeb, e o SaaS pela venda da nossa solução ao cliente.

Olhando o modelo de computação em nuvem podemos verificar vários benefícios de

utilização como por exemplo a diminuição dos custos com servidores, o controle de

atualizações de softwares, redução de despesas, considerando que não será necessário

adquirir equipamentos e pagar pelos custos de energia para que funcionem.

Taurion (2009, p 24) aprofunda essa definição colocando a computação em nuvem

como “excelente alternativa para se criar um data center virtual, usando-se milhares de

servidores, internos e/ou externos à organização, interligados pela internet e redes de banda

larga, a um custo de propriedade bem menor, principalmente considerando-se a utilização

da

capacidade

ociosa,

adquirida".

Uma

grande

preocupação

é

em

relação

à

indisponibilidade ou problemas com o provedor de serviços da internet, não permitindo o

acesso aos dados que estão na nuvem.

Durante o desenvolvimento do projeto os conceitos de Cloud Computing serão

utilizados

através

de

algumas

ferramentas,

utilizaremos

a

plataforma

web

de

compartilhamento (OneDrive) para controle de versão do documento, com o relatório

exposto na nuvem, não se ocupará espaço em disco e também é possível acessar de

qualquer lugar e de quantos dispositivos forem necessários. Para o desenvolvimento da

45

solução será utilizada a ferramenta Trello para gerenciamento das funcionalidades a serem

desenvolvidas. E para o desenvolvimento

web, será utilizado o Visual Studio Online, afim

de compartilhar o código entre os desenvolvedores.

2.5.2 Virtualização

A virtualização pode ser entendida como diversas máquinas com suas características

rodando em uma mesma máquina. De acordo com Coulouris, et al. (2013), a técnica de

virtualização teve inicio na década de 70, com a arquitetura do IBM 370, apresentando

diferentes máquinas virtuais com vários programas em execução simultaneamente em um

mesmo computador. Ainda segundo o autor, o interesse pela virtualização cresceu durante

os anos e surgiram sistemas comerciais que fornecem soluções de virtualização para PCs e

servidores. De acordo com Oliveira, Carissimi e Toscani (2010) atualmente há diversas

ferramentas que fornecem suporte a virtualização entre elas estão Xen, VMware, VirtualBox,

Microsoft.

Segundo Velte (2012, p.26):

A virtualização completa é uma técnica em que uma instalação completa de

uma máquina é rodada em outra. O resultado é um sistema no qual todo o software que roda no servidor está dentro de uma máquina virtual. Este tipo de implementação permite não somente que as aplicações originais funcionem, mas que os diferentes sistemas operacionais também.

Turban e Volonino (2013, p.47), explica que:

Normalmente a virtualização separa as aplicações e os dados do negócio dos recursos de hardware em vez de dedicar servidores para as aplicações

e direcione esses recursos às aplicações quando isso é necessário. Os

principais tipos de virtualização são: virtualização de armazenamento,

virtualização de rede e virtualização de hardware.

De acordo com Prado e Souza (2014), o uso da virtualização traz diversas vantagens

como segurança, confiabilidade e disponibilidade, custo, capacidade de adaptação as

variações de carga de trabalho, balanceamento de carga, heranças de aplicações.

Apesar das vantagens e benefícios, no momento a virtualização não se enquadra no

projeto em execução. Pois, a princípio, não será abordada a infraestrutura necessária, que

ficará a cargo da empresa contratada que fornece o serviço de hospedagem no servidor, já

46

que a mesma realiza os testes de compatibilidade de sistemas operacionais. Desta forma, a

equipe ficará responsável somente pelo desenvolvimento da solução.

2.5.3 TI Verde

A TI verde entra na empresa como uma forma de amenizar os danos e ajudar na

sustentabilidade do negócio, tentando agredir cada vez menos o meio ambiente com o uso

da tecnologia, que é responsável por muitos dos problemas relacionados ao meio ambiente,

por exemplo, em relação ao consumo de energia usado durante o funcionamento dessas

tecnologias e também o descarte do lixo eletrônico. O que parece uma coisa simples se for

levado em conta, por exemplo, um único computador, mas que se somado com outros

milhares podem ser um grande problema ao meio ambiente.

Reisswitz (2012, p.54) explica a TI verde como:

Área da tecnologia da informação (TI) que liga sustentabilidade a utilização dos recursos computacionais com objetivo de reduzir o consumo de eletricidade, matéria-prima (Papéis, Tintas, Toners) e a emissão do Dióxido de carbono, bem como, o tratamento e encaminhamento do lixo eletrônico visando reduzir ao máximo os impactos gerados no meio ambiente.

Neste projeto, pretende-se colocar em prática a TI verde através do descarte correto

dos lixos eletrônicos, utilizando o sistema de doação de lixo eletrônico gratuito da empresa

Ecobraz, além de conscientizar os colaboradores com panfletos fixados no ambiente de

trabalho

com

regras

sobre

desligamento

dos

equipamentos

eletrônicos

quando

não

utilizados.

Para este projeto a empresa escolhida para a hospedagem do servidor também

conta com práticas sustentáveis como: um data center que foi projetado para reduzir o uso

da energia elétrica e também o consumo de água no sistema de refrigeração, e utilização de

gás ecologicamente correto em seus sistemas de ar condicionado.

2.5.4 Big Data/Business Intelligence

Armazenar dados sobre seus clientes sempre foi de interesse das empresas,

podendo ser observada a grande quantidade de dados que surgem nos dias de hoje, vindas

47

de e-mails, redes sociais e outros documentos eletrônicos. O termo Big Data entra neste

contexto de forma a encontrar e analisar dados importantes e relacionados a empresa

dentro dessa grande quantidade de dados e transformar isso a favor da organização, em

tomadas de decisões e também no relacionamento com o cliente.

O Big Data é definido por Hurwitz et al. (2016, p.16) como "a capacidade de

administrar um volume enorme de dados diferentes, na velocidade certa e dentro do prazo

certo para permitir análises e reações em tempo real". Ainda segundo o autor, o Big Data é

importante pois irá permitir que as organizações armazenem, administrem e manipulem as

informações de forma com que consigam utilizar essas informações para tomar decisões no

tempo certo.

Outro termo relacionado ao uso dos dados e informações pelas empresas é o

Business Intelligence, o que o difere do Big Data é o uso das informações já estruturadas,

ou seja, informações que já estão prontas e que apontam algo relacionado a empresa,

ajudando assim a ter uma melhor visão do caminho correto para tomar decisões que irão

beneficiar a empresa. Para Barbieri (2011, p.95) "o conceito de BI (Business Intelligence), de

forma mais ampla, pode ser entendido como a utilização de variadas fontes de informação

para definir estratégias de competitividade nos negócios da empresa".

De acordo com Turban et al. (2009, p.32), "o principal benefício do BI para uma

empresa é sua capacidade de fornecer informações precisas quando necessário, incluindo

uma visão em tempo real do desempenho corporativo geral e de suas partes individuais".

Apesar dos diversos benefícios que o Big Data e o BI podem trazer, no momento a

Tour System não faz uso de nenhuma ferramenta relacionada a Big Data e BI. Porém, como

projeto futuro há interesse pela implementação de uma ferramenta BI, pois atualmente

foram desenvolvidos relatórios que mostram ao cliente os QR Codes mais acessados e as

páginas web mais visitadas, podendo fazer assim o cruzamento com mais informações,

como o horário em que o QR Code foi acessado, meses de maior visitação, auxiliando na

tomada de decisões quanto ao melhor posicionamento do QR Code, melhorando o fluxo de

visitação.

48

2.5.5 Dispositivos Móveis

A computação móvel está relacionada ao acesso à internet independente do lugar

onde estiver, permitindo assim uma maior mobilidade. Furtado (2002, p.35), diz que

computação móvel "refere-se a redes de computadores que se ligam através de meios de

comunicação sem fio, assim permitindo o uso da informática em lugares em que a

computação tradicional não é possível".

A Tour System desenvolverá durante o projeto um aplicativo para dispositivos

móveis, como Tablets e Smartphones que geram diversos tipos de interatividades, tais

como, tirar fotos, ouvir músicas, jogos e também o gerenciamento de informações.

A Figura 10 representa por meio de um gráfico a pesquisa da Global Mobile

Consumer Survey realizada pela Deloitte no ano de 2016, com 53 mil consumidores em 31

países, na qual 2.005 dos entrevistados foram do Brasil.

31 países, na qual 2.005 dos entrevistados foram do Brasil. Figura 10: Dispositivos móveis mais utilizados

Figura 10: Dispositivos móveis mais utilizados pelos brasileiros (em % de respondentes) Fonte: Site deloitte

Pode-se observar que a porcentagem de pessoas que já possuem algum dispositivo

móvel é alta, principalmente com Smartphones, Laptops e Tablets, sendo o Smartphone o

mais utilizado por 80% das pessoas que responderam a pesquisa. Também é possível ver

49

as porcentagens da pessoas que pretendem adquirir algum tipo de dispositivo móvel, como

o Smartphone, onde 59% ainda pretendem adquirir.

Já a Figura 11 que está relacionado a mesma pesquisa, demonstra por meio de um

gráfico a porcentagem de pessoas e a forma em que elas utilizam em seu dia-a-dia o

Smartphone.

a forma em que elas utilizam em seu dia-a-dia o Smartphone . Figura 11: Um dia

Figura 11: Um dia Tipicamente conectado Fonte: Deloitte

O gráfico mostra que as pessoas estão ligadas praticamente o dia todo aos seus

dispositivos móveis, ao acordarem, durante o transporte público, ao caminhar, em seus

trabalhos, enquanto estão dirigindo, ao verem televisão, antes de dormir e até mesmo no

meio da noite. Pode-se ver nos dois gráficos que pela porcentagem de pessoas que

possuem um dispositivo móvel e a forma em que elas os utilizam em suas vidas, que esse é

um mercado que tende a crescer cada vez mais.

Segundo Baltzan (2016), os dispositivos móveis podem trazer vantagens tais como

a mobilidade, onde atividades que antes estavam limitadas a um determinado local possam

ser realizadas em qualquer lugar. Além do acesso imediato aos dados, como por exemplo, o

caso de um médico de emergência que espera os dados dos testes de laboratório. Bem

como,

a

melhora

do

fluxo

de

trabalho,

evitando

repetições

de

atividades

como

a

50

digitalização de documentos, e também a possibilidade de escolher a rede sem fio pra

lugares em que a rede com fio possua alguma limitação, tornando-a cara.

A aplicação a ser desenvolvida pela Tour System será feita para a plataforma

Android, existem diferenças entre as aplicações, por exemplo, uma aplicação web, como o

próprio nome diz refere-se a uma aplicação desenvolvida diretamente para a web, já a

aplicação nativa é desenvolvida para alguma plataforma, como por exemplo, o Android ou

iOS (sistema operacional da Apple para seus próprios dispositivos móveis).

De acordo com Murarolli (2015, p.22) "as aplicações web (ou WebApps) consistem

basicamente em uma aplicação web (hospedada em um servidor, como um site) que será

acessada através do navegador (browser) dos dispositivos móveis".

Murarolli (2015, p.23), explica que: "aplicações nativas são aquelas desenvolvidas

especificamente para serem executadas no sistema operacional do dispositivo móvel e

armazenadas localmente".

Para o desenvolvimento da aplicação será utilizado o Android Studio como MDAP

(Mobile Application Development Platform, em português, Plataforma de Desenvolvimento

de

Aplicações

Móveis),

que pode

ser

definido

como ferramentas que

auxiliarão

no

desenvolvimento das aplicações para os dispositivos móveis.

De acordo com o SEBRAE (s.d.) em sua publicação Como montar uma loja virtual, o

conceito de loja virtual é um site onde os clientes escolhem os produtos que comprarão,

realiza o pagamento através do sistema de pagamento que o site oferece e recebem estes

produtos no local em que o comprador escolheu durante a compra. Alguns exemplos de

lojas virtuais são a Google Play e a Apple Store que disponibilizam aplicativos pagos e

gratuitos para serem instalados nos dispositivos móveis.

A solução a ser desenvolvida pela Tour System possui total vínculo com o tema

dispositivos móveis. E para que o usuário final consiga utilizar a aplicação, será necessário

a instalação do aplicativo em um dispositivo móvel, que fará a leitura do QR Code e

disponibilizará informações sobre a instituição contratante, a partir do acesso às páginas

web.

51

3. PRODUTO/SERVIÇO

A

solução

web

e

o

aplicativo

Android

Tour

System,

tem

a

proposta

de

desenvolvimento

com

o intuito

de

oferecer

às

instituições

culturais

ferramentas

que

proporcionem maior facilidade na recepção de informações do ambiente expositivo, com o

objetivo de tornar a experiência do visitante mais interativa e eficiente.

No aplicativo mobile serão disponibilizadas informações sobre a instituição cultural,

contatos, endereço, integração com mídias sociais e Google Maps. O aplicativo contará com

um leitor de QR Codes, que segundo Turban e Volonino (2013), são etiquetas formadas por

pequenas faixas e pontos que desenham um padrão similar ao de uma matriz. Cada caixa

pequena ou ponto, contém determinadas informações, e quando o leitor executa a leitura do

QR Code, o aplicativo pode carregar uma página da web, uma instrução ou uma experiência

interativa, dependendo do que está gravado no QR Code.

3.1 Descrição e diferenciais do Produto/Serviço

O leitor QR Code do aplicativo Tour System direcionará o visitante às páginas web

da instituição cultural cliente, após confirmação de autenticidade do QR Code, que irá

garantir que os códigos são autênticos da página web. As páginas que serão constuídas

pelos próprios clientes conterão informações referentes aos itens, setores ou acervos,

informações essas que poderão ser visualizadas através de textos, fotos, vídeos, áudios e

mapas, proporcionando maior acessibilidade com tradução dos textos em Libras e tradução

opcional dos textos de forma instantânea em outros 104 idiomas.

Outro diferencial oferecido pela Tour System é uma solução web que proporciona o

gerenciamento através de dois painéis administrativos, o Módulo Administrador e o Módulo

Cliente. No Módulo Cliente a empresa que contratar os serviços terá à disposição os

recursos especiais para realizar o monitoramento e controle necessários dos dados de suas

páginas web, como sensores de visitação, dados estatísticos detalhados através de gráficos

52

e tabelas, contador de usuários, reimpressão e personalização dos QR Codes entre outras

funcionalidades.

Os clientes terão acesso a todas as ferramentas necessárias para que o mesmo

possa fazer a gestão sobre suas páginas e QR Codes correspondentes. Através de links

personalizados no painel administrativo do cliente, será possível obter informações como a

quantidade de pessoas que acessaram as páginas, onde estão essas pessoas, de qual

sistema operacional acessam, quantas acessaram por dia, mês, ano e assim por diante, e

ainda poderá refazer o download dos QR Codes caso os tenham perdido, em qualquer

dimensão e formato, bem como, saber quantas pessoas ao todo acessaram cada página e

quantas estão online em um determinado momento, e por fim, o construtor de páginas dará

o direito ao cliente de construir suas próprias páginas, a partir dos templates disponibilizados

pela Tour System, formatando-as conforme a necessidade de sua empresa.

O

Módulo

Administrador

será

restrito

à

empresa

Tour

System,

no

qual

o

administrador terá total controle de todos os clientes, funcionários, serviços, bem como

acesso aos dados estatísticos sobre a página de vendas.

Na página de vendas, o cliente poderá obter informações importantes sobre o serviço

oferecido, como por exemplo, todos os planos de adesão dos serviços disponíveis, onde o

mesmo poderá optar pelo plano que lhe for mais conveniente, a mudança de um para o

outro se dará pela quantidade de páginas que o cliente terá direito de construir no seu painel

construtor de páginas existente no Módulo Administrador de cada cliente. As demais

funcionalidades estarão inclusas em todos os pacotes.

Ainda na página de vendas o cliente encontrará exemplos de páginas prontas, além

de diversas ilustrações sobre as páginas, o aplicativo e os painéis administrativos dos

clientes. Poderá também usufruir de ferramentas de acessibilidade como tradutor em Libras

como

uma

demonstração

do

que

encontrará

em

suas

próprias

páginas,

e

por

fim

ferramentas para contato do cliente com a empresa Tour System como o “fale conosco”,

inserção de e-mail para envio de e-mail marketing e um chat offline e online instantâneo.

53

3.1.1 Fontes de Receita

A empresa Tour System terá duas principais fontes de receitas que serão geradas

pela comercialização do aplicativo Android e solução web, bem como o plano de adesão

mensal de manutenção, proporcional à quantidade de páginas web escolhida pelo cliente,

para construção de suas próprias páginas.

Venda do aplicativo e solução web

A empresa cliente irá adquirir o aplicativo e solução web uma única vez, e a

customização do aplicativo estará inclusa na compra. A forma de pagamento poderá ser à

vista ou parcelada, de acordo com os meios de pagamento oferecidos pelo mediador

financeiro, disponíveis nos site de vendas da empresa Tour System.

A princípio o valor de venda do aplicativo e solução web da Tour System foram

precificados em R$ 16.000,00, que será melhor abordado no item 8 - Análise Financeira,

entretanto,

haverá

um

reajuste

anual

inicialmente pelos sócios.

Plano de adesão mensal

para

acréscimo

de

10%

do

valor

estipulado

Ao adquirir o aplicativo, a empresa cliente deverá automaticamente contratar um

plano de adesão mensal para construção de páginas web, considerando que o cliente

precisará definir a quantidade de páginas que pretende desenvolver para o seu negócio.

Essa adesão é fundamental para o devido funcionamento do aplicativo, que fará a leitura

dos QR Codes.

A contratação de um plano mensal é necessária para manutenção das páginas, além

de ser uma maneira de manter uma receita mensal. Desta forma, a Tour System poderá