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PPRA CW CONSTRUCAO CIVIL LTDA

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

PPRA
PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

MARIO LEAO CAVALCANTE 65246403149


M&M ENCANAMENTOS
27.153.040/0001-20

ATUALIZAÇÃO 2019

Dourados/MS

Setembro – 2019

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PPRA CW CONSTRUCAO CIVIL LTDA
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

Sumário
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 3
2. IDENTIFICAÇÕES DA EMPRESA ................................................................................. 4
3. ELABORAÇÃO .................................................................................................................. 4
4. ESTRUTURA DO PPRA.................................................................................................... 5
5. DESENVOLVIMENTO DO PPRA ................................................................................... 7
6. RELAÇÃO DE CARGOS/FUNÇÕES .............................................................................. 8
7. DAS RESPONSABILIDADES........................................................................................... 8
8. AVALIAÇÕES QUALITATIVAS E QUANTITATIVAS .............................................. 9
9. CLASSIFICAÇÕES DE RICO ........................................................................................ 12
10. AVALIAÇÕES AMBIENTAIS ................................................................................... 13
11. MEDIDAS DE CONTROLE........................................................................................ 22
12. EPI (EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL) ........................................ 27
13. DO NÍVEL DE AÇÃO .................................................................................................. 30
14. EXTINTORES DE INCÊNDIO ................................................................................... 30
15. SINALIZAÇÃO ............................................................................................................. 33
16. CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES) ................... 34
17. SESMT (SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA
E EM MEDICINA DO TRABALHO) .................................................................................... 35
18. PCMSO (PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE
OCUPACIONAL) ..................................................................................................................... 36
19. PLANEJAMENTO ANUAL E METAS. .................................................................... 37
20. DISPOSIÇÕES FINAIS. .............................................................................................. 39
21. ANEXOS ........................................................................................................................ 39

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Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

1. INTRODUÇÃO

Este documento base foi elaborado com base na NR-9 (Programa de Prevenção
de Riscos Ambientais), fundamentado pela Portaria MTE Nº. 3.214/78 de 08/06/78 e
atualizado pela Portaria SSST Nº. 25 de 29/12/94.
O PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais visa à preservação da
Saúde e da Integridade dos Trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento,
avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que
venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio
ambiente e dos recursos naturais.
O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no
campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar
articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO previsto na NR-7.
Deverá ser efetuada, sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano, uma
análise global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento e realização dos ajustes
necessários ao estabelecimento de novas metas e prioridades. Este cronograma deverá
indicar claramente os prazos para o desenvolvimento das etapas e cumprimento das metas
do PPRA.
Para efeitos da NR-9, consideram-se riscos ambientais os agentes físicos (ruído,
vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não
ionizantes, bem como o infra-som e ultra-som), químicos (poeiras, fumos, névoas,
neblinas, gases ou vapores que podem penetrar no organismo pela via respiratória, pele
ou por ingestão) e biológicos (bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus,
entre outros) existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza,
concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde
do trabalhador.
Comentário 1: Pelas considerações da NR-9, os riscos ergonômicos e os riscos de
acidentes não são considerados riscos ambientais.

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2. IDENTIFICAÇÕES DA EMPRESA

RAZÃO SOCIAL: MARIO LEAO CAVALCANTE 65246403149


FANTASIA: M&M ENCANAMENTOS
CNPJ: 27.153.040/0001-20
ATIVIDADE INSTALAÇÕES HIDRAULICAS, SANITARIAS E DE GAS
CNAE 43.22-3-01
ENDEREÇO: RUA JOÃO PAULO GARCETE, 4925
BAIRRO: VILA ROSA
CIDADE / ESTADO: DOURADOS – MS
CEP: 79.831-070
GRAU DE RISCO: 03 (três)
N. º FUNCIONÁRIOS: 01 (hum)
JORNADA 220 (duzentos e vinte) horas mensais
REVISÃO Fevereiro 2017

Endereço da obra (conjunto residencial)

ENDEREÇO DA OBRA: Rua Bahia esquina com Rua São Pedro


BAIRRO: Distrito Vila São Pedro
CIDADE / ESTADO: Dourados/MS

3. ELABORAÇÃO

Por solicitação da empresa, através do profissional abaixo relacionado, foi revisado e


atualizado o PPRA 2018/2019, devendo esta empresa dar continuidade ao cronograma
proposta e medidas de controle dos risco apontados no documento, bem como o seu
monitoramento, conforme preceitua a NR 9 (Portaria No 3.214 do Ministério do
Trabalho).

Giuliano Arzamendia Gomes


Técnico em Segurança do Trabalho
Registro – 9984/MS – MTE
Contato (67) 9 9605-4748 – giu.avalos@gmail.com

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4. ESTRUTURA DO PPRA

A NR-9 estabelece que O PPRA deva conter no mínimo a seguinte estrutura:

 Planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma;


 Estratégia e metodologia de ação;
 Forma de registro, manutenção e divulgação dos dados;
 Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA.

Planejamento Anual, Metas, Prioridades e Cronograma de Execução.

O PPRA da empresa deverá a partir de maio de 2020 ser realizado uma análise
global do programa, ou por ocasião de alterações significativas no processo, como por
exemplo, a inclusão ou retirada de máquinas ruidosas do ambiente de trabalho não
considerados no momento da elaboração do documento.
A execução das ações previstas deverá ser feita pela empresa, respeitando os
prazos determinados no cronograma, que foi elaborado com base na sequência de ações
citadas no parágrafo anterior.
O monitoramento deverá ser realizado periodicamente através de inspeções nos
ambientes de trabalho, para observar as condições de exposição aos riscos e dar ciência
para os responsáveis e trabalhadores sobre os riscos encontrados e os cuidados que
deverão ser tomados para evitar acidentes e doenças no trabalho.

Estratégia e Metodologia de Ação

A estratégia e metodologia de ação visam garantir a adoção de medidas de controle


nos ambientes de trabalho, para a efetiva proteção dos trabalhadores, obedecendo
hierarquicamente o seguinte:
√. Identificar os agentes nocivos e suas fontes geradoras, bem como os meios de
propagação no ambiente de trabalho;
√. Relacionar o número de trabalhadores expostos aos agentes nocivos
identificados, o seu tipo de exposição e descrever as medidas de controle já existentes;
√. Eliminar ou reduzir a utilização ou formação de agentes prejudiciais à saúde
ou à integridade física dos trabalhadores;
√. Prevenir o aparecimento, a liberação ou disseminação de agentes prejudiciais
à saúde no ambiente de trabalho;
√. Reduzir os níveis ou a concentração de agentes nocivos prejudiciais à saúde
no ambiente de trabalho;
√. Treinar os trabalhadores, informando-os sobre a agressividade dos riscos
identificados (físicos, químicos e biológicos), e seus possíveis efeitos sobre o organismo.

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A avaliação quantitativa e qualitativa dos riscos e exposição dos trabalhadores


deverá ser realizada sempre que necessário para:
 Comprovar o controle, a exposição ou a existência dos riscos identificados na
etapa de reconhecimento;
 Dimensionar a exposição dos trabalhadores;
 Subsidiar o equacionamento das medidas de controle.

Toda medida de controle implantada deverá vir acompanhada de ações educativas,


sem as quais, corre-se o risco de fracasso. As ações educativas incluem palestras, cursos,
sinalização visual (cartazes e folders) e outros.

Todos os envolvidos nas atividades da empresa (Empregador, trabalhadores,


terceirizados e usuários) deverão colaborar com a aplicação do PPRA, visando a
preservação da saúde e da integridade de todos, a proteção do meio ambiente e dos
recursos naturais.

Forma de Registro, Manutenção e Divulgação de Dados.

Deverá ser mantido pela empresa um registro de dados, estruturado de forma a


constituir um histórico técnico e administrativo do desenvolvimento do PPRA neste
documento (Documento-base PPRA 2019/2020).
O documento-base do PPRA e suas alterações e complementações deverão ser
apresentados e discutidos com o responsável pelo designado da CIPA, sendo sua cópia
anexada ao livro de atas desta comissão.
A empresa deverá providenciar uma pasta exclusiva para todos os assuntos
referentes à segurança do trabalho. Nesta pasta, deverão constar a ficha de distribuição
dos EPI’s, relatórios específicos, notas fiscais, livros de atas e outros documentos
importantes.
Os trabalhadores interessados terão o direito de apresentar propostas e receber
informações e orientações a fim de assegurar a proteção aos riscos ambientais
identificados na execução do PPRA.
Os dados deverão ser mantidos por um período mínimo de 20 anos, estando
sempre disponível aos trabalhadores interessados ou seus representantes e para as
autoridades competentes.

A divulgação dos dados poderá ser feita de diversas maneiras:


 Treinamentos específicos
 Reuniões setoriais
 Programa de integração
 Palestras avulsas.

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Periodicidade e Forma de Avaliação do Desenvolvimento do PPRA

A revisão do Programa deverá ser feita sempre que necessária, e pelo menos uma
vez ao ano deverá ser realizada uma análise global do PPRA, para avaliação de seu
desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e o estabelecimento de novas metas
e prioridades.
Fica eleito como responsável pelo gerenciamento de todas as propostas sugeridas
neste PPRA, o indicado pela empresa.
O designado deverá emitir relatórios, fazer a entrega dos EPI’s, organizar as fichas
de EPI’s e outros documentos, além de guardá-los em segurança em uma pasta específica
para este fim. Qualquer alteração ou irregularidade constatada ao longo do processo
deverá ser comunicada ao proprietário da empresa e/ou serviço de Assessoria em
Segurança do Trabalho.

5. DESENVOLVIMENTO DO PPRA

A NR-9 estabelece que o PPRA deve incluir obrigatoriamente as seguintes etapas:

A. Antecipação e reconhecimento dos riscos;


B. Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
C. Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
D. Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
E. Monitoramento da exposição aos riscos;
F. Registro e divulgação dos dados.

A elaboração do PPRA é de responsabilidade do profissional anteriormente


identificado no item 03 deste documento base.
A implantação e aplicação do cronograma proposto, acompanhamento e avaliação
do PPRA previstos no cronograma deste documento ficarão a critério da empresa.
Em caso de projetos de novas instalações, métodos ou processos de trabalho, ou
de modificação dos já existentes, sugere-se a contratação de serviços de Assessoria em
Segurança do Trabalho visando à identificação antecipada (ANTECIPAÇÃO – item:
9.3.2 da NR-9) dos riscos potenciais e introdução de medidas de proteção para sua
redução ou eliminação.
A Assessoria em Segurança do Trabalho contratada deverá discutir os projetos
citados com o responsável pela Empresa.
Item 9.1.2.1 – NR-9: Quando não forem identificados riscos ambientais nas fases
de antecipação ou reconhecimento, o PPRA poderá resumir-se às etapas previstas nas
alíneas a e f acima do subitem 9.3.1 da NR-9.

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6. RELAÇÃO DE CARGOS/FUNÇÕES

Cargo Quantidade Carga horária semanal


Oficial de manutenção 01 220 horas

Mestre de obras 01 220 horas

Pedreiro 03 220 horas

Servente de obras 03 220 horas

TOTAL 08
Observação: 2 horas de intervalo para almoço.

7. DAS RESPONSABILIDADES

Do Empregador

Estabelecer, implantar e assegurar o cumprimento do PPRA, como atividade


permanente da empresa.
Obs. Também assegurar e implantar outros documentos inerentes à Segurança do
Trabalho e meio ambiente conforme legislação vigente.

Dos Trabalhadores

1. Colaborar e participar na implantação e execução do PPRA;


2. Seguir as orientações recebidas nos treinamentos oferecidos dentro do
PPRA;
3. Informar ao seu superior hierárquico direto das ocorrências que, a seu
julgamento, possam implicar riscos à saúde dos trabalhadores.

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8. AVALIAÇÕES QUALITATIVAS E QUANTITATIVAS

Definições

A NR-9 estabelece que avaliação quantitativa deva ser realizada sempre que
necessária para comprovar o controle da exposição ou a inexistência dos riscos
identificados na etapa de reconhecimento, dimensionar a exposição dos trabalhadores e
subsidiar o equacionamento das medidas de controle.

A NR-15 (Atividades e Operações Insalubres) define como atividades insalubres:


1. Acima dos Limites de Tolerância (LT) previstos nos anexos: 1, 2, 3, 5,
11 e 12;
2. Nas atividades mencionadas nos anexos: 06, 13 e 14;
3. Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho,
constantes dos anexos: 7, 8, 9 e 10.
Entende-se por LT para os fins da NR-15, a concentração ou intensidade máxima
ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará
danos à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.
O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador
a percepção de adicional incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a: 40%
(insalubridade de grau máximo), 20% (insalubridade de grau médio) e 10%
(insalubridade de grau mínimo).

A NR-16 (Atividades e Operações Perigosas) define como atividades


periculosas:
1. Nas atividades mencionadas nos anexos: 1, 2, 3, 4 e 5 desta NR.
O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador
a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os
acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa.

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Metodologia de Avaliação.

A avaliação “in loco” deverá ser solicitada quando os funcionários estiverem


lotados na obra. Deverá estar ocorrendo todas as atividades cotidianas para precisão das
medições, obedecendo às metodologias propostas pelas Normas de Higiene Ocupacional
da Fundacentro e também das Normas Regulamentadores do MTE.

Aparelhos utilizados.

DESCRIÇÃO: Decibelímetro
Modelo 2100, de resposta lenta e rápida da marca Quest Technologies devidamente calibrado.
DESCRIÇÃO: Luxímetro
Modelo LDR-206, da marca Instrutherm devidamente calibrado.

Resultados da Avaliação Quantitativa:

Planilha de Ruídos:

Ponto Resultado Tipo de Exposição


Posto de Trabalho LT** Comparação
medição (LEQ) *
Oficial de manutenção Z. A 64 a 84 dB(A) 85dB (A) LEQ < LT Intermitente
Mestre de obras Z. A 64 a 84 dB(A) 85dB (A) LEQ < LT Intermitente
Pedreiro Z. A 64 a 84 dB(A) 85dB (A) LEQ < LT Intermitente
Servente de obras Z. A 64 a 88 dB(A) 85dB (A) LEQ > LT Intermitente

LEGENDA:
*LEQ – Nível de Exposição Equivalente;
**LT – Limite de Tolerância para 08 horas diárias de exposição ao ruído
***ZA – Zona Auditiva

Limites de Tolerância – NR-15 (Atividades e Operações Insalubres):


Limite de Tolerância Ruído Contínuo ou Intermitente.

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1. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de


Limites de Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto.
2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB)
com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação
"A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas
ao ouvido do trabalhador.
3. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de
tolerância fixados no Quadro deste anexo.
4. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a
máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais
elevado.
5. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos
que não estejam adequadamente protegidos.
6. Se durante a jornada de trabalho ocorrer dois ou mais períodos de exposição a
ruído de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, de
forma que, se a soma das seguintes frações:

C1 + C2 + C3 ____________________ + Cn T1 T2 T3 Tn

Exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância.

Na equação acima, Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um


nível de ruído específico, e Tn indica a máxima exposição diária permissível a
este nível, segundo o Quadro deste Anexo.
As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído, contínuo
ou intermitente, superiores a 115 dB(A), sem proteção adequada, oferecerão risco grave
e iminente.
Planilha de Iluminâncias:

ILUMINÂNCIA (LUX)
POSTO DE TRABALHO
Medição Recomendação

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(NBR 5413 da ABNT)


Oficial de manutenção - 500 – 750 - 1000
Mestre de obras - 500 – 750 - 1000
Pedreiro - 500 – 750 - 1000
Servente de obras - 500 – 750 - 1000
Nota: Com a revogação do Anexo n.º 4 da NR 15, através da Portaria n.º3751 de 23 /11/90,
passamos a mencionar os valores de Iluminâncias para fins de ergonomia, onde N = iluminação
natural, A = artificial, C/Aux. = com iluminação auxiliar e N + A = natural + artificial.
Obs.: Não foi realizado avaliação quantitativa, devido ao canteiro de obras ser totalmente
aberto com iluminação natural e as atividades acontecerem em horário comercial.

Tabela lux.

9. CLASSIFICAÇÕES DE RICO

Classificação dos riscos ocupacionais em grupos de acordo com sua natureza:

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10. AVALIAÇÕES AMBIENTAIS

DESCRIÇÃO DA OBRA --- Construção de um conjunto de casas, ambiente em fase


de alvenaria, caixaria, pintura, armação, e acabamento, trabalho a céu aberto até a fase
das coberturas das casas da laje.
Canteiro de obras com diversas atividades ocorrendo ao mesmo tempo.

OBSERVAÇÃO: os colaboradores farão uso de EPI’S fornecido pela construtora, o local


de trabalho nas áreas onde oferecem riscos de queda de altura deve possuir proteções
coletivas, o local de trabalho está de acordo com as exigências sanitárias, possui local
para refeição, banheiros e água potável e projeto elétrico provisório e aterramento.

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CARGO / FUNÇÃO: SETOR


OFICIAL DE MANUTENÇÃO OBRA
Carga horária mensal:
N.º de trabalhadores nesta função: 1
220 horas
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Executam serviços de instalação e manutenção elétrica, hidráulica, substituindo, trocando, limpando,
reparando e instalando peças, componentes e equipamentos. Trabalham seguindo normas de segurança,
higiene, qualidade e proteção ao meio ambiente. Executa trabalho em altura. Utiliza andaimes, escadas tipo
marinheiro, plataformas de trabalho.
AGENTES NOCIVOS
FONTE TEMPO DE
RISCOS AGENTES NOCIVOS QUANTIFICAÇÃO
GERADORA EXPOSIÇÃO
Físicos Radiação não ionizante Qualitativa Radiação solar Intermitente
Recomendações: A melhor estratégia para reduzir a exposição natural à radiação UV é evitar o sol no
meio do dia, quando a intensidade de radiação é maior. Realizar os exames médicos indicados no PCMSO.
Utilização. Recomenda – se: Utilizar protetor solar diariamente.

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Movimentação
Álcalis cáusticos (Pós e poeiras) de cimento e
Químicos – derivados de cimentos e Qualitativa argamassa Intermitente
argamassas. Corte de
paredes,
Recomendações: Utilização máscaras PFF1 e óculos de proteção, além de vestimentas adequadas –
resistentes – à atividade. Recomenda-se ainda, a implementação de PPR – programa de proteção respiratória.
Receber treinamento periodicamente os funcionários sobre a forma correta de uso, manutenção e substituição
dos EPI´s quando necessário.
Receber orientações quanto ao uso de produtos químicos e utilização da FISPQ.
Biológicos Não evidenciado - - -
Recomendações:
OUTROS AGENTES (Não previstos na NR-9)
Ergonômicos: A atividade pode oferecer risco ergonômico devido a levantamento de peso e esforço físico.
Porém, para um levantamento mais especifico é recomendado a elaboração AET – Anelise ergonômica de
trabalho. Recomenda-se intervalo para descanso.

Acidentes: Pode ocorrer queda em altura, choque elétrico na energização da rede.


Recomenda-se: Treinamento de NR 35, treinamento de NR 10, integração NR 18.
MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES
EPC: Extintores de incêndio, sinalização de segurança, treinamentos.
EPIs: Mascara PFF1, Capacete, Luva de Raspa ou vaqueta, Óculos de proteção, Botina de segurança,
Protetor auricular, Cinto de segurança com talabarte duplo. Para trabalhos com rede energizada utilizar EPI´s
isolantes.
MEDIDAS DE CONTROLE RECOMENDADAS
Contra Riscos Ambientais e de Acidentes: manter as medidas de proteção já adotadas. Manter portas e
janelas abertas para manter a aeração do ambiente. Fazer uso de calçados fechados antiderrapantes (sapato
ou botina), luvas, capacete, protetor auricular (quando estiver próximo a atividades com ruídos) e óculos
contra incidência de partículas volantes. A distribuição de EPI’s deverá obedecer a NR-6 (Equipamentos de
Proteção Individual) do MTE.
Contra Riscos Ergonômicos: Fazer pausas, visando o descanso das pernas; para melhores resultados
visando a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador.
Exames médicos: Observar a realização de exames médicos (admissionais, periódicos e demissionais),
conforme recomendação do PCMSO, a ser elaborado por Médico do Trabalho.

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CARGO / FUNÇÃO: SETOR


MESTRE DE OBRAS OBRA
Carga horária mensal:
N.º de trabalhadores nesta função: 1
220 horas
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Coordenar e supervisionar equipes de trabalho, controlar padrões produtivos da obra, administrar
cronograma da obra. Executa os trabalhos de recebimento, estocagem, distribuição, registro de matérias-
primas, materiais e mercadorias compradas, observando normas e instruções ou dando orientações a respeito
do desenvolvimento desses trabalhos, para manter o estoque em condições de atender a produção. Distribui
materiais e equipamentos aos colaboradores conforme a necessidade e requisição dos mesmos, anotando tal
movimentação em registro próprio. Organizar e manter limpo o espaço destinado. Realiza construção,
montagem e transporte, das formas e caixaria de madeira para a estrutura (vigas, colunas, sapatas, pilares),
utilizando processos e ferramentas manuais e mecânicas, para compor tesouras, armações de telhado,
andaimes e outros materiais afins. Executa trabalhos de carpintaria, com, desbaste e armação de portas,
janelas, caixilhos e outros em esquadrias de madeira. Realiza montagem de estruturas, enchimento de lajes
em altura.
AGENTES NOCIVOS

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FONTE TEMPO DE
RISCOS AGENTES NOCIVOS QUANTIFICAÇÃO
GERADORA EXPOSIÇÃO
Físicos Radiação não ionizante Qualitativa Radiação solar Intermitente
Recomendações: A melhor estratégia para reduzir a exposição natural à radiação UV é evitar o sol no
meio do dia, quando a intensidade de radiação é maior. Realizar os exames médicos indicados no PCMSO.
Utilização. Recomenda – se: Utilizar protetor solar diariamente.
Movimentação
Álcalis cáusticos (Pós e poeiras de cimento e
Químicos decorrentes do cimento, Qualitativa argamassa Intermitente
argamassa, cal e areia) Corte de
paredes,
Recomendações: Utilização máscaras PFF1 e óculos de proteção, além de vestimentas adequadas –
resistentes – à atividade. Recomenda-se ainda, a implementação de PPR – programa de proteção respiratória.
Receber treinamento periodicamente os funcionários sobre a forma correta de uso, manutenção e substituição
dos EPI´s quando necessário.
Receber orientações quanto ao uso de produtos químicos e utilização da FISPQ.
Utilização de luva látex para trabalhos com massa pronta.
Biológicos Não evidenciado - - -
Recomendações:
OUTROS AGENTES (Não previstos na NR-9)
Ergonômicos: A atividade pode oferecer risco ergonômico devido a levantamento de peso e esforço físico.
Porém, para um levantamento mais especifico é recomendado a elaboração AET – Anelise ergonômica de
trabalho. Recomenda-se intervalo para descanso.

Acidentes: Pode ocorrer queda em altura.


Recomenda-se: Treinamento de NR 35, integração NR 18.
MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES
EPC: Extintores de incêndio, sinalização de segurança, treinamentos.
EPIs: Mascara PFF1, Capacete, Luva de Raspa ou vaqueta, Óculos de proteção, Botina de segurança,
Protetor auricular, Cinto de segurança com talabarte duplo.
MEDIDAS DE CONTROLE RECOMENDADAS
Contra Riscos Ambientais e de Acidentes: manter as medidas de proteção já adotadas. Manter portas e
janelas abertas para manter a aeração do ambiente. Fazer uso de calçados fechados antiderrapantes (sapato
ou botina), luvas, capacete, protetor auricular (quando estiver próximo a atividades com ruídos) e óculos
contra incidência de partículas volantes. A distribuição de EPI’s deverá obedecer a NR-6 (Equipamentos de
Proteção Individual) do MTE.
Contra Riscos Ergonômicos: Fazer pausas, visando o descanso das pernas; para melhores resultados
visando a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador.
Exames médicos: Observar a realização de exames médicos (admissionais, periódicos e demissionais),
conforme recomendação do PCMSO, a ser elaborado por Médico do Trabalho.

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CARGO / FUNÇÃO: SETOR


PEDREIRO OBRA
Carga horária mensal:
N.º de trabalhadores nesta função: 3
220 horas
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Constrói e repara fundações e paredes das obras, utilizando tijolos, ladrilhos e pedras; reveste as paredes tetos e pisos
dos edifícios com argamassa de reboco e chapisco. Assenta pisos e tijolos de vários tipos utilizando argamassa de cal,
cimento e areia e/ou saibro, obedecendo o prumo e nivelamento das mesmas.
Fixa marcos e contra marcos nos batentes das aberturas, desempena contra pisos e verifica o esquadramento das peças.
Corta, dobra, amarra vergalhões e barras de ferro, monta armações de ferro para estruturas (vigas, colunas e fundações)
conforme projeto, em bancada própria.
Realiza construção, montagem e transporte, das formas e caixaria de madeira para a estrutura (vigas, colunas, sapatas,
pilares), utilizando processos e ferramentas manuais e mecânicas, para compor tesouras, armações de telhado,
andaimes e outros materiais afins. Executa trabalhos de carpintaria, com, desbaste e armação de portas, janelas,
caixilhos e outros em esquadrias de madeira. Realiza montagem de estruturas, enchimento de lajes em altura.
AGENTES NOCIVOS

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FONTE TEMPO DE
RISCOS AGENTES NOCIVOS QUANTIFICAÇÃO
GERADORA EXPOSIÇÃO
Físicos Radiação não ionizante Qualitativa Radiação solar Intermitente
Recomendações: A melhor estratégia para reduzir a exposição natural à radiação UV é evitar o sol no meio do dia,
quando a intensidade de radiação é maior. Realizar os exames médicos indicados no PCMSO. Utilização.
Recomenda – se: Utilizar protetor solar diariamente.
Movimentação
Álcalis cáusticos (Pós e poeiras de cimento e
Químicos decorrentes do cimento, argamassa, Qualitativa argamassa Intermitente
cal e areia) Corte de
paredes,
Recomendações: Utilização máscaras PFF1 e óculos de proteção, além de vestimentas adequadas – resistentes – à
atividade. Recomenda-se ainda, a implementação de PPR – programa de proteção respiratória.
Receber treinamento periodicamente os funcionários sobre a forma correta de uso, manutenção e substituição dos
EPI´s quando necessário.
Receber orientações quanto ao uso de produtos químicos e utilização da FISPQ.
Utilização de luva látex para trabalhos com massa pronta.
Biológicos Não evidenciado - - -
Recomendações:
OUTROS AGENTES (Não previstos na NR-9)
Ergonômicos: A atividade pode oferecer risco ergonômico devido a levantamento de peso e esforço físico. Porém,
para um levantamento mais especifico é recomendado a elaboração AET – Anelise ergonômica de trabalho.
Recomenda-se intervalo para descanso.

Acidentes: Pode ocorrer queda em altura.


Recomenda-se: Treinamento de NR 35, integração NR 18.
MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES
EPC: Extintores de incêndio, sinalização de segurança, treinamentos.
EPIs: Mascara PFF1, Capacete, Luva de Raspa ou vaqueta, Óculos de proteção, Botina de segurança, Protetor
auricular, Cinto de segurança com talabarte duplo.
MEDIDAS DE CONTROLE RECOMENDADAS
Contra Riscos Ambientais e de Acidentes: manter as medidas de proteção já adotadas. Manter portas e janelas
abertas para manter a aeração do ambiente. Fazer uso de calçados fechados antiderrapantes (sapato ou botina), luvas,
capacete, protetor auricular (quando estiver próximo a atividades com ruídos) e óculos contra incidência de partículas
volantes. A distribuição de EPI’s deverá obedecer a NR-6 (Equipamentos de Proteção Individual) do MTE.
Contra Riscos Ergonômicos: Fazer pausas, visando o descanso das pernas; para melhores resultados visando a
adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador.
Exames médicos: Observar a realização de exames médicos (admissionais, periódicos e demissionais), conforme
recomendação do PCMSO, a ser elaborado por Médico do Trabalho.

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CARGO / FUNÇÃO: SETOR


SERVENTE DE OBRAS OBRA
Carga horária mensal:
N.º de trabalhadores nesta função: 3
220 horas
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Auxilia na execução dos trabalhos de escavação, apiloamento, mistura da argamassa, concreto, reposição de
materiais quando necessários, armação, fechamento em alvenaria, execução de caixaria, auxilio na
concretagem das estruturas. Opera betoneira e preparação de massas para os pedreiros e mestre de obras.
AGENTES NOCIVOS
FONTE TEMPO DE
RISCOS AGENTES NOCIVOS QUANTIFICAÇÃO
GERADORA EXPOSIÇÃO
Ruído Quantitativa
Betoneira
Físicos 64 a 88 dB(A) Intermitente
Radiação solar
Radiação não ionizante Qualitativa
Recomendações:
Realizar manutenções preventivas nas máquinas, com o intuito de reduzir o ruído desnecessário na fonte ou
substituição das mesmas;
Enclausurar as fontes geradoras (máquina ou setor de trabalho) de ruído;

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Receber treinamento periodicamente os funcionários sobre a forma correta de uso, manutenção e substituição dos
Protetores Auriculares quando necessário.

A melhor estratégia para reduzir a exposição natural à radiação UV é evitar o sol no meio do dia, quando a intensidade
de radiação é maior. Realizar os exames médicos indicados no PCMSO. Utilização. Recomenda – se: Utilizar protetor
solar diariamente.
Movimentação
Álcalis cáusticos (Pós e poeiras de cimento e
Químicos decorrentes do cimento, Qualitativa argamassa Intermitente
argamassa, cal e areia) Corte de
paredes,
Recomendações: Utilização máscaras PFF1 e óculos de proteção, além de vestimentas adequadas –
resistentes – à atividade. Recomenda-se ainda, a implementação de PPR – programa de proteção respiratória.
Receber treinamento periodicamente os funcionários sobre a forma correta de uso, manutenção e substituição
dos EPI´s quando necessário.
Receber orientações quanto ao uso de produtos químicos e utilização da FISPQ.
Utilização de luva látex para trabalhos com massa pronta.
Biológicos Não evidenciado - - -
Recomendações:
OUTROS AGENTES (Não previstos na NR-9)
Ergonômicos: A atividade pode oferecer risco ergonômico devido a levantamento de peso e esforço físico.
Porém, para um levantamento mais especifico é recomendado a elaboração AET – Anelise ergonômica de
trabalho. Recomenda-se intervalo para descanso.

Acidentes: Pode ocorrer queda em altura.


Recomenda-se: Treinamento de NR 35, integração NR 18.
MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES
EPC: Extintores de incêndio, sinalização de segurança, treinamentos.
EPIs: Mascara PFF1, Capacete, Luva de Raspa ou vaqueta, Óculos de proteção, Botina de segurança,
Protetor auricular, Cinto de segurança com talabarte duplo.

MEDIDAS DE CONTROLE RECOMENDADAS


Contra Riscos Ambientais e de Acidentes: manter as medidas de proteção já adotadas. Manter portas e
janelas abertas para manter a aeração do ambiente. Fazer uso de calçados fechados antiderrapantes (sapato
ou botina), luvas, capacete, protetor auricular (quando estiver próximo a atividades com ruídos) e óculos
contra incidência de partículas volantes. A distribuição de EPI’s deverá obedecer a NR-6 (Equipamentos de
Proteção Individual) do MTE.
Contra Riscos Ergonômicos: Fazer pausas, visando o descanso das pernas; para melhores resultados
visando a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador.
Exames médicos: Observar a realização de exames médicos (admissionais, periódicos e demissionais),
conforme recomendação do PCMSO, a ser elaborado por Médico do Trabalho.

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11. MEDIDAS DE CONTROLE

Eliminação, minimização ou o controle dos riscos ambientais:

A NR-9 estabelece que devam ser adotadas medidas necessárias suficientes para
a eliminação, a minimização ou o controle dos riscos ambientais sempre que forem
verificadas uma ou mais das seguintes situações:
a) Identificação, na fase de antecipação, de risco potencial à saúde;
b) Constatação na fase de reconhecimento, de risco evidente à saúde;
c) Quando os resultados das avaliações quantitativas da exposição dos trabalhadores
excederem os valores dos limites previstos na NR-15 ou, na ausência destes, os valores
dos limites previstos na ACGIH – American Conference of Governnmental Industrial
Higyenists, ou aqueles que venham a ser estabelecidos em negociação coletiva de
trabalho, desde que mais rigorosos do que os critérios técnico-legais estabelecidos;

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d) Quando através do controle médico da saúde, ficar caracterizado o nexo causal


entre danos observados na saúde dos trabalhadores e a situação de trabalho a que eles
ficam expostos.

Hierarquia de implantação das medidas de controle dos riscos ambientais:

O estudo, desenvolvimento e implantação de medidas de proteção coletiva


deverão obedecer à seguinte hierarquia:

a) Medidas que eliminam ou reduzam a utilização ou a formação de agentes


prejudiciais à saúde;
b) Medidas que previnam a liberação ou disposição desses agentes no ambiente de
trabalho;
c) Medidas que reduzam os níveis ou a concentração desses agentes no ambiente de
trabalho.
Item 9.3.5.3 – NR-9: A implantação de medidas de caráter coletivo deverá ser
acompanhada de treinamento dos trabalhadores quanto aos procedimentos que assegurem
a sua eficiência e de informação sobre as eventuais limitações de proteção que ofereçam.

Item 9.3.5.4 – NR-9: Se ficar comprovado a inviabilidade técnica da adoção de


medidas de proteção coletiva, ou quando estas não forem suficientes ou encontrarem-se
em fase de estudo, planejamento ou implantação, ou ainda em caráter complementar ou
emergencial, deverão ser adotadas outras medidas, obedecendo-se a seguinte hierarquia:

i. Medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho que atenuará a


exposição;
ii. Utilização de equipamento de proteção individual – EPI.

Item 9.3.5.6 – NR-9: O PPRA deve estabelecer critérios e mecanismos de avaliação


da eficácia das medidas de proteção implantadas considerando os dados obtidos nas
avaliações realizadas e no controle médico de saúde previsto na NR-7.

Recomendação Geral quanto às Medidas de Controle para Proteção Coletiva


e/ou Individual:

Ordens de Serviço:

Redação Alínea b, item 1.7 da NR-1 (Disposições Gerais): “Elaborar ordens de


serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos empregados por
comunicados, cartazes ou meios eletrônicos. ”

EPI – Equipamento de Proteção Individual:

As informações detalhadas sobre EPI’s podem ser encontradas neste documento


no item 11 – EPI – Equipamento de Proteção Individual.

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Ergonomia:

A NR-17 (Ergonomia) visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das


condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a
proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento,


transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições
ambientais do posto de trabalho, e à própria organização do trabalho.

Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características


psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a Análise Ergonômica
do Trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo as condições de trabalho, conforme
estabelecido na NR-17.

Os agentes ergonômicos são caracterizados pela falta de adaptação das condições


de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador, sendo os mais comuns:

 Trabalho físico pesado;


 Posturas inadequadas e/ou incorretas;
 Repetitividade e monotonia;
 Ritmo excessivo;
 Trabalho noturno;
 Jornada prolongada.
Obviamente que tais agentes ergonômicos constituem riscos à saúde e aumentam
as possibilidades de acidentes:

 Trabalho físico pesado, posturas incorretas e/ou incômodas: provocam cansaço,


dores musculares e fraqueza, além de doenças como hipertensão arterial, diabetes,
úlceras, moléstias nervosas, alterações no sono, problemas de coluna, etc.;
 Ritmo excessivo, monotonia, trabalho noturno, jornada prolongada: provocam
desconforto, cansaço, ansiedade, doenças do aparelho digestivo (gastrite, úlcera), dores
musculares, fraqueza, alterações no sono e na vida social, taquicardia, etc.:
Para melhor estilo de vida, algumas sugestões:

 Exercícios aeróbicos ajudam a manter a forma física, aumentam a resistência


cardiovascular;
 As tarefas com exigência de longo tempo em pé devem ser intercaladas com
tarefas que possam ser executadas na posição sentada ou andando, a fim de evitar a fadiga
nas costas e pernas e prevenir o aparecimento de varizes.

Medidas de controle do calor:

A propagação do calor pode-se dar por condução, convecção e radiação.

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Em locais de temperaturas muito elevadas em boa parte do ano, como é o caso da


região da Dourados/MS, sugere-se duas medidas a fim de reduzir os efeitos do calor:
controle ambiental e de caráter pessoal.

Controle Ambiental:
 Implantar meios para aumento da ventilação local responsável pela
evaporação do suor e controle da temperatura corporal;
 Procurar os ambientes de menor temperatura efetiva durante as pausas;
Caráter pessoal:
 Exames médicos (admissionais, periódicos e Demissionais).
 Ingestão diária de líquidos;

Medidas de Controle dos Agentes Químicos:

Os agentes químicos além de causarem contaminação ambiental, podem ser


nocivos ao organismo dos trabalhadores, via respiratória (inalação), cutânea ou por
ingestão.

A recomendação é que o manuseio de produtos químicos seja realizado em


ambientes bastante arejados, com portas e janelas abertas. Fazer uso dos EPI’s
recomendados no item 11 deste documento base. Qualquer que seja a medida implantada,
ela deve ser precedida de treinamentos visando a conscientização do trabalhador quanto
aos riscos existentes e as formas de prevenção.

Medidas de Controle dos Agentes Biológicos:

Diferentemente dos demais agentes, a prevenção de acidentes com agentes


biológicos é de difícil determinação.

Algumas medidas básicas de simples aplicação e de grande valia na prevenção


quanto aos riscos biológicos são:

 Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter
lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido,
toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual.
 Uso correto dos EPI’s;
 Ingestão de água filtrada ou fervida e alimentos previamente lavados e
esterilizados;
 Vacinação;

Medidas de Controle contra Acidentes:

Os riscos de acidentes podem ser de vários tipos:

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 Acidentes com materiais, perfuro-cortantes;


 Escadas inadequadas, Andaimes improvisados, instalações elétricas
improvisadas, escavações sem medidas de proteções adequadas.

Sugerem-se como medidas de prevenção:

 Pisos sempre secos;


 Identificação dos pisos escorregadios quando estes se encontrarem molhados;
 Utilizar andaimes de acordo com a norma NR-18.15;
 Para trabalhos em altura sempre fazer uso de cinto de segurança e talabarte duplo;
 Para trabalhos em altura o trabalhador deve estar com a saúde apta para esse tipo
de atividade;
 Organizar os postos de trabalho e realizar a higienização diária;
 Utilizar EPI’s fornecidos;
 Manusear os instrumentos cortantes com o máximo de atenção;
 Os extintores de incêndio deverão receber atenção especial: vencimento e recarga
da carga extintora. Os funcionários deverão receber treinamento quanto ao combate de
incêndio e pânico no seu início. Consultar maiores detalhes sobre prevenção de incêndio
e pânico no item 13;
 Em caso de exposição acidental ou incidental, medidas de proteção devem ser
adotadas imediatamente, mesmo que não previstas no PPRA. Recomenda-se que toda
medida adotada pela empresa seja discutida com a CIPA e com assistência de um
profissional do SESMT;
 Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros superiores só podem iniciar
suas atividades após avaliação médica obrigatória com emissão de documento de
liberação para o trabalho;
 Os trabalhadores devem comunicar imediatamente todo acidente ou incidente, ao
responsável pelo local de trabalho e a CIPA;
 ATENÇÃO: Em toda ocorrência de acidente envolvendo riscos ambientais, com
e sem afastamento do trabalhador, deve ser emitida a Comunicação de Acidente de
Trabalho – CAT, conforme determinação do MTE;
 O local diretamente relacionado ao acidente deve ser isolado, mantendo suas
características até sua liberação pela autoridade policial e pelo Ministério do Trabalho;
 A liberação do local poderá ser concebida após a investigação pelo órgão regional
do Ministério do Trabalho, que ocorrerá num prazo máximo de 72 horas, contando do
protocolo de recebimento da comunicação escrita a referido órgão;
 Todos os pontos de tomadas onde serão utilizados os equipamentos elétricos
envolvidos na obra devem ser aterrados e protegidos com DR-Dispositivo Residual.

O empregador deve vedar:

 A utilização de pias de trabalho para fins diversos dos previstos;


 O ato de fumar, o uso de adornos e o manuseio de lentes de contato nos postos de
trabalho;

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 O consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho (a não ser no refeitório);


 A guarda de alimentos em locais não destinados para este fim.

12. EPI (EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL)

Como comentado em 10.2 (Hierarquia de implantação das medidas de controle


dos riscos ambientais) acima, caso as medidas de controle não forem eficazes para a
proteção do trabalhador, a empresa deverá providenciar a aquisição dos EPI’s, conforme
o risco e a exposição do trabalhador.
A NR-6 (Equipamento de Proteção Individual) considera como Equipamento de
Proteção Individual – EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo
trabalhador, destinado à proteção de riscos susceptíveis de ameaçar a segurança e a saúde
no trabalho.

Cada trabalhador deverá ter o seu EPI, sendo PROIBIDO o seu empréstimo ao
colega!!!

A utilização de EPI, no âmbito da NR-9, deverá considerar as Normas Legais e


Administrativas em vigor e envolver no mínimo:

a) Seleção do EPI adequado tecnicamente ao risco a que o trabalhador está exposto


e à atividade exercida, considerando-se a eficiência necessária para o controle da
exposição ao risco e o conforto oferecido segundo avaliação do trabalhador usuário;

Item 6.5 da NR-6: Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e


em Medicina do Trabalho – SESMT, ouvida a Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes – CIPA e trabalhadores usuários, recomendar ao empregador o EPI
adequado ao risco existente em determinada atividade.
Item 6.5.1 da NR-6: Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao
empregador selecionar o EPI adequado ao risco, mediante orientação de profissional
tecnicamente habilitado, ouvida a CIPA, ou na falta desta, o designado e trabalhadores
usuários.

b) Programa de treinamento dos trabalhadores quanto a sua correta utilização e


orientação sobre as limitações de proteção que o EPI oferece;
c) Estabelecimento de normas ou procedimentos para promover o fornecimento, o
uso, a guarda, a higienização, a conservação, a manutenção e a reposição do EPI, visando
garantir as condições de proteção originalmente estabelecidas;
d) Caracterização das funções ou atividades dos trabalhadores, com a respectiva
identificação dos EPI’s utilizados para os riscos ambientais.

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A NR-6 estabelece que a empresa seja obrigada a fornecer aos empregados,


gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e
funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

a) Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os
riscos de acidentes de trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;
b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
c) Para atender a situações de emergência.

Responsabilidades do Empregador:

Cabe ao empregador quanto ao EPI:

a) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade;


b) Exigir seu uso;
c) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho;
d) Orientar e treinar o trabalhador, sobre o uso adequado, guarda e conservação;
e) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
f) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
g) Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada;
h) Registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas
ou sistema eletrônico.

Responsabilidades dos Trabalhadores:

Cabe ao empregado quanto ao EPI:

a) Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;


b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

De acordo com item 1.8.1 da NR-1 (Disposições Gerais), constitui ATO FALTOSO
a recusa injustificada do empregado quanto ao uso de EPI fornecido pelo empregador.

A distribuição de EPI’s ao trabalhador será controlada por meio de Ficha de


Entrega de EPI’s. A empresa contará com EPI’s reservas para substituição imediata
daqueles que se tornam impróprios para uso (perda, dano, defeitos de fabricação, etc.). A
guarda e a distribuição dos EPI’s ficarão sob responsabilidade do responsável pela CIPA.

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Após o registro de distribuição dos EPI’s por meio de assinaturas de cada


colaborador nas fichas de entrega de EPI’s, estas fichas serão guardadas pelo responsável
em locais previamente designados pelo empregador.

O EPI, embora de uso individual do empregado, é de propriedade da empresa, devendo


o empregado ressarcir a empresa em caso de danos por mau uso e devolvê-lo ao
responsável pela CIPA por ocasião de desligamento do quadro de funcionários da
empresa. O uso do EPI para fins particulares e fora das atividades da empresa é
expressamente PROIBIDO.

Relação de EPI’s recomendados:

A empresa deverá adquirir os EPI’s com C.A (Certificado de Aprovação)


conforme a tabela:

CARGO/FUNÇÃO EPI’s RECOMENDADOS


Luvas de raspa ou vaqueta;
Botina de segurança;
Óculos de proteção;
Protetor auricular;
Oficia de manutenção
Capacete de proteção;
Cinto de segurança com Talabarte duplo;
Caso necessite trabalho com rede energizada
utilizar EPI´s isolantes.
Mascara PFF1.

Luvas de raspa ou vaqueta;


Mestre de obras
Botina de segurança;
Pedreiro
Óculos de proteção;
Servente de obras
Protetor auricular;
Capacete de proteção;

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Cinto de segurança com Talabarte duplo;


Mascara PFF1.

C.A (CERTIFICADO DE APROVAÇÃO)


É prudente que o empregador exija da empresa fornecedora de EPI uma cópia do C.A (Certificado de Aprovação),
garantindo que o EPI a ser adquirido esteja dentro dos prazos de validade estabelecidos pelo MTE. A compra e o
fornecimento de EPI sem C.A pode trazer sérias consequências ao empregador. Em casos de C.A fixados de forma
indelével no EPI, recomendamos verificar o registro na embalagem do produto.

Obs. Os equipamentos devem ser vistoriados periodicamente. Necessário que o check list dos
equipamentos referente a NR-35 fiquem devidamente preenchidos e arquivados para eventual fiscalização
do MTE.

13. DO NÍVEL DE AÇÃO

A NR-9 considera nível de ação o valor acima do qual devem ser iniciadas ações
preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes
ambientais ultrapassem os limites de exposição. As ações devem incluir o monitoramento
periódico da exposição à informação aos trabalhadores e controle médico.

A NR-9 determina ainda que devam ser objetos de controle sistemático as


situações que apresentem exposição ocupacional acima dos níveis de ação:

a) Para agentes químicos, a metade dos limites de exposição ocupacional


considerados na NR-15 e na ACGIH;
Para o ruído, a dose de 0,5 (dose superior a 50%), conforme critério estabelecido na NR
15, Anexo I, item 6.

14. EXTINTORES DE INCÊNDIO

Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em


conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.

Os equipamentos devem ser suficientes para combate do fogo em seu início e os


colaboradores deverão ser treinados no combate a incêndios.

A empresa deverá procurar o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul para


verificação das exigências do órgão. Seguir a orientação recomendada e contratar
profissional habilitado junto ao CREA, caso exigido.

Combate ao fogo:

Tão cedo o fogo se manifeste, deverá:

 Chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros;

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 Desligar máquinas e aparelhos elétricos, quando a operação do desligamento não


envolver riscos adicionais;
 Atacá-lo o mais rapidamente possível pelos meios adequados;
Máquinas e aparelhos elétricos, que não devem ser desligados em caso de
incêndio, deverão conter placas com aviso referente a este fato, próximo à chave de
interrupção.

Classes de fogo:

O fogo é classificado nas classes A, B, C e D:

 Classe A: são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em


superfície e profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibra, etc.;
 Classe B: são considerados inflamáveis os produtos que queimem somente em sua
superfície, não deixando resíduos, como óleos, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.;
 Classe C: quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores,
transformadores, quadros de distribuição, fios, etc;
 Classe D: elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio.

A água nunca será empregada:


 Nos fogos de classe B, salvo quando pulverizada sob a forma de neblina;
 Nos fogos de classe C, salvo quando se tratar de água pulverizada; e
 Nos fogos de classe D.

Tipos de extintores:

 Extintor Tipo Água: Devem ser usados em fogos de Classe A;


 Extintor Tipo Espuma: Devem ser usados nos fogos de Classes A e B;
 Extintor Tipo Dióxido de Carbono: Devem ser usados nos fogos de Classe B e C,
embora possam ser usados nos fogos de classe A em seu início;
 Extintor Tipo Químico Seco: Devem ser usados nos fogos de Classe B e C.
Também podem ser usados nos fogos de classe D, desde que o pó químico seja especial.
Comentário: O método de abafamento por meio de areia (balde de areia) poderá
ser usado como variante nos fogos das classes “B” e “D”. Esta opção é de custo zero, já
que a areia é um material disponível em larga escala na região.

Instalação dos Extintores:

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Todo extintor deverá ter uma ficha de controle de inspeção, devendo ser
inspecionado visualmente a cada mês (aspecto externo, lacres, manômetros se do tipo
pressurizado, bico e válvulas de alívio).

Os extintores deverão ser colocados em locais:

 De fácil visualização;
 De fácil acesso;
 Onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.

Estes locais deverão ser assinalados por um círculo vermelho ou por uma seta
larga, vermelha com bordas amarelas. A área imediatamente abaixo do extintor deverá
ser pintada em vermelho (área de 1m x 1m) e não poderá ser obstruída de forma nenhuma.

Os extintores deverão ter sua parte superior a mais de 1,60m acima do piso. Os
baldes não deverão ter seus rebordos a menos de 0,60m nem a mais de 1,50m acima do
piso.

 Os extintores não deverão ser localizados nas paredes de escadas.


 Os extintores não poderão ser encobertos por pilhas de materiais.

Sugestivo:

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Obs. Necessário realização de Projeto de adequação conforme bombeiros militar


do Estado.

15. SINALIZAÇÃO

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É de grande importância na prevenção quanto a exposição aos riscos ambientais e


também de acidentes e deverá ser aplicada nos setores de origem e também nos
equipamentos de incêndio.

Ver medidas sugestivas deste item. O empregador poderá utilizar outros modelos
conforme critérios administrativos da empresa.

Sinalização ou Ordem de Serviço em todos os acessos.

Sinalização para uso em instalações elétricas:

Sinalização para uso em área interna e externa:

Sinalização de indicação de SAÍDA PRINCIPAL:

16. CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES)

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A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA tem como objetivo a


prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível
permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do
trabalhador.

Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular


funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da
administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas,
cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como
empregados.

A empresa está classificada no grupo C-18ª. Diante do grau de risco e do número


atual de empregados, o estabelecimento se enquadra no quadro I (Dimensionamento de
CIPA) da NR-5, estando desobrigada a constituir CIPA, conforme determinação desta
Norma Regulamentadora do MTE, devendo apenas indicar um designado.

N° de
Acima de
Empregados no
10.000
Estabelecimento 0 20 30 51 81 101 121 141 301 501 1001 2501
*GRU- 5001 a para cada
a a a a a a a a a a a a
POS 10.000 grupo de
19 29 50 80 100 120 140 300 500 1000 2500 5000
2.500
N° de Membros
acrescentar
da CIPA
Efetivos 3 3 4 4 4 4 6 9 12 15 2
C-18a
Suplentes 3 3 3 3 3 4 5 7 9 12 2

17. SESMT (SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE


SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO)

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As empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da administração direta e


indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela
Consolidação das Leis de Trabalho – CLT manterão, obrigatoriamente, Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, com a
finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de
trabalho.

O SESMT é formado pelos seguintes profissionais:

 Auxiliar de Enfermagem do Trabalho;


 Enfermeiro do Trabalho;
 Engenheiro de Segurança do Trabalho;
 Médico do Trabalho;
 Técnico de Segurança do Trabalho.
O dimensionamento do SESMT vincula-se à gradação do risco de atividade
principal e ao número total de empregados do estabelecimento, constantes nos quadros I
e II da NR-4 (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do
Trabalho).

Após consulta aos quadros I e II da NR-4 e levando-se em conta o número atual


de empregados, conclui-se que a empresa está desobrigada de constituir o SESMT.

Mesmo a empresa estando desobrigada a constituir o SESMT, o levantamento de


riscos no ambiente de trabalho e a elaboração dos documentos correspondentes
(PPRA, LTCAT, PCMSO, PPP, etc.) deverão ser realizados periodicamente,
conforme determinado no PPRA e no PCMSO por profissionais habilitados na
área.

Grau 50 101 251 501 1.001 2.001 3.501 Acima de 5.000 para cada grupo
Nº de empregados no
de a a a a a a a de 4.000 ou fração acima de
estabelecimento
Risco 100 250 500 1.000 2.000 3.500 5.000 2.000**
Técnico Seg. Trabalho - 1 2 3 4 6 8 3
Engenheiro Seg. Trabalho - - - 1* 1 1 2 1
3 Aux. Enfermagem Trabalho
Enfermeiro do Trabalho
-
-
-
-
-
-
-
-
1
-
2
-
1
1
1
-
Médico do Trabalho - - - 1* 1 1 2 1

18. PCMSO (PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE


OCUPACIONAL)

36
PPRA CW CONSTRUCAO CIVIL LTDA
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

A NR-7 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) estabelece a


obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e
instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da
saúde do conjunto dos seus trabalhadores.

A NR-7 determina ainda que o PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo
de iniciativas da empresa no campo da saúde dos trabalhadores, devendo estar articulado
com o disposto nas demais Normas Regulamentadoras, levando-se em consideração as
questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores, privilegiando o
instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação entre sua saúde e o
trabalho.

O PCMSO deverá ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce


dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive de natureza subclínica, além da
constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde
dos trabalhadores.

19. PLANEJAMENTO ANUAL E METAS.

Item METAS Prioridade Prevista Realizado

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Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

Todas as instalações elétricas deverão estar devidamente


instaladas com quadro de distribuição geral, quadro de
01 distribuição individual, aterramento de todos os equipamentos, A
assim como a instalação de Dispositivo Diferencial Residual
(DR) para proteção contra choques elétricos.

Implantar ordens de serviço sobre segurança do trabalho, conf.


NR-1 a fim de informar e orientar os trabalhadores sobre os
02 riscos ambientais existentes nas atividades e nos locais de A
trabalho, bem como as medidas de controle existentes para
prevenir ou limitar a exposição a tais riscos ambientais;

Observar e atender as demais Normas de Segurança – NRs,


conforme o desenvolvimento das atividades e sempre que
03 A
necessário, de modo a evitar acidentes e garantir a integridade
física dos trabalhadores;

Promover capacitação continuada (reciclagem) aos


trabalhadores, com os temas: ergonomia, prevenção e combate
04 A
a princípio de incêndios, NR 18, NR 12, NR 05, NR 35 e
primeiros socorros.

Promover capacitação continuada sobre o uso correto de


05 extintores em princípios de incêndio, assim como vistoria do A
mesmo conforme NR 23.

Atender a NR17, Ergonomia item 17.3.2 alínea C: “os postos


de trabalho deverão ter características que possibilitem o
06 posicionamento de movimentação adequada aos segmentos A
corporais” e os demais itens da referida norma no que couber,
de acordo com a natureza da atividade exercida;

Monitorar a saúde dos trabalhadores através do PCMSO –


07 A
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – NR-7;

08 Avaliar o PPRA periodicamente; C

09 Atender a NR-6 – EPI- Fornecimento de EPI’s e treinamento A


quanto ao seu uso adequado;
A - Medidas executadas em prazo inferior a 01 meses;
PRIORIDADE SUGERIDA B - Medidas executadas em prazo inferior a 03meses;
C - Medidas executadas no período de um ano.

Nota:

38
PPRA CW CONSTRUCAO CIVIL LTDA
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

A implementação dos itens mencionados é de responsabilidade do


EMPREGADOR, conforme Lei 6.514 de 22/12/77, regulamentada pela Portaria 3.214
de 08/06/78.
As prioridades de execução do cronograma estão como sugestivas conforme
levantamento feito na unidade, ficando a empresa responsável pela adoção de datas para
a sua execução, conforme decisão da diretoria.

20. DISPOSIÇÕES FINAIS.

O cumprimento do cronograma proposto é de responsabilidade exclusiva da empresa,


ficando os profissionais responsáveis pela elaboração deste PPRA eximidos de quaisquer
responsabilidades quanto a sua execução.
Os demais serviços:
 CIPA;
 Treinamentos; e
 Outros exigidos pelos órgãos competentes deverão ser contratados à parte pela
empresa.

As recomendações sugeridas neste documento-base não esgotam o assunto, podendo


a empresa adotar outras medidas ou recomendações, além das especificadas neste
documento.

Dourados/MS, maio de 2019.

____________________________________
Giuliano Arzamendia Gomes
Técnico em Segurança do Trabalho
Reg. 9984/MS - MTE
21. ANEXOS

 Ergonomia
 Modelo de ficha de EPI´s

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Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

ERGONOMIA

LEVANTAMENTO MANUAL DE PESO

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CONDIÇÃO IDEAL PARA USO DO COMPUTADOR

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Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

FICHA DE FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)

NOME: FUNÇÃO:
DATA ADMISSÃO:

TERMO DE RESPONSABILIDADE
Declaro sob minha inteira responsabilidade a guarda e conservação dos equipamentos de proteção
individual constantes nesta ficha-controle. Assumo também a responsabilidade de devolvê-los
integralmente ou parcialmente, quando solicitado, ou por ocasião de eventual rescisão de contrato, na
data do respectivo aviso de qualquer das partes.

Também estou ciente que, na eventualidade de danificar ou extraviar o equipamento por ato doloso ou
culposo, estarei sujeito ao desconto do valor em meu salário, conforme parágrafo único do art. 158 da
CLT. Também me comprometo a utilizá-los de forma correta e de acordo com as instruções de
treinamento referentes ao uso correto, guarda, conservação e higienização dos EPI, recebidas na
presente data, fornecidas por profissional Técnico de Segurança do Trabalho. Estou ciente que a
não utilização dos mesmos em minhas atividades profissionais, é ato faltoso e passível de punições legais
e disciplinares de acordo com a Consolidação das leis do Trabalho (CLT) – Capítulo V – Seção I – Art.
158o. c/c Norma Regulamentadora (NR) - NR-1 e NR-6, alínea 6.7, disciplinadas pela Portaria MTb. nº
3.214/78 e artigo 191, itens I e II da CLT e súmula n. 80 do TST.

Além do referido treinamento, declaro ter recebido orientações sobre os danos da exposição ao
ruído intenso, comprometo-me a requisitar a reposição dos EPI’s, caso haja necessidade, ou com a
periodicidade normal requerida.

Data EPI’s - Tipo/Marca CA Ass. devolução Ass.


Recebimento

_____________________ Dourados/MS, ______de ______________de____________.


COLABORADOR

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