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MAQUIAGEM

&

Professora:

FIGURINO
Mara Veloso de Oliveira Barros
Oficina de Maquiagem e Figurino

PALAVRA INICIAL
Cabe a nós, enquanto artistas evangélicos, analisar o figurino e a maquiagem,
enquanto agente modificador da expressão facial verificando as características
peculiares de alto impacto, não apenas visual, mas também espiritual. Tendo
sempre sensibilidade, coerência e bom senso ao desenvolvê-Ios, e para tanto,
buscando incessantemente a direção do Espírito Santo de Deus, que consagra-
nos, capacita-nos e supre-nos.

NEM TUDO É O QUE PARECE

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Professora: MARA VELOSO DE OLIVEIRA BARROS
Email: maravel77@hotmail.com
Oficina de Maquiagem e Figurino

EMENTA:

A oficina pretende estimular a criatividade, possibilitando ao participante a ampliação de


seus recursos. Tem como proposta dar noções básicas dos aspectos práticos e teóricos para a
composição de figurinos e maquiagens. Auxiliando no processo de criação, concretização e
confecção de figurinos e adereços para o espetáculo.

PRÉ-REQUISITOS:
Pessoas que já atuam nesta área, bem como os interessados em trabalhar na composição de
figurinos e maquiagens.

CONTEÚDO:
 Breve histórico, figurino e maquiagem;
 A importância, utilidade e influência do figurino e da maquiagem no espetáculo;
 Cores, suas influências e combinações;
 Relações de efeito;
 Forma e volume;
 Materiais possíveis para a composição de um figurino;
 Cuidados necessários para concretização e confecção de figurinos e adereços;
 Maquiagem social;
 Maquiagem teatral;
 Truques de maquiagem;
 Análise de figurinos e maquiagens;

IMPORTANTE:
Levar material para anotação e material para a maquiagem pessoal / auto-maquiagem: base,
lápis de olho, sombras e etc.;

Opcional: levar material para a maquiagem teatral (se já tiver) e figurinos para serem
analisados (caso queira).

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Professora: MARA VELOSO DE OLIVEIRA BARROS
Email: maravel77@hotmail.com
Oficina de Maquiagem e Figurino
1.Maquiagem
Um breve histórico:

Os primeiros indícios da arte da maquiagem estão em registros datados de 3300 a.C.. O ato de enfeitar as faces e
o corpo, em seus primórdios, era profundamente ligado à religião. Com a intenção de prestar uma homenagem
mais vibrante aos seus deuses os homens, que habitavam o Oriente Médio na Antiguidade, usavam pinturas
durante seus rituais. As cores rudimentares usadas eram principalmente o ocre e o negro, tirados de minerais
moídos e diluídos em água.

Mais tarde, os homens que viviam entre os rios Nilo e Eufrates começaram a se preocupar com a proteção de seus
corpos dos rigores de um clima caracterizado pela intensidade do sol e da grande quantidade de insetos. Foi neste
período que surgiram óleos perfumados, destinados, por um lado a dar suavidade a peles ressecadas pelo sol, e
por outro, a manter os mosquitos à distância.

Foi por causa dos insetos também que surgiu o costume de se pintar os olhos. Há cerca de cinco mil anos se
descobriu que é possível afastar os bichinhos irritantes e causadores de infecções, espalhando-se certos
ungüentos ao redor dos olhos. Não demorou muito para que as mulheres percebessem que o negro ou o verde
sobre as pálpebras provocavam um efeito de "profundidade".

Falar sobre maquilagem é rever a busca pelo enaltecimento das formas desde tempos muitíssimo remotos.
Homens e mulheres viveram momentos históricos bem conhecidos em que os coloridos traços artificialmente
feitos no rosto ficaram gravados em desenhos e obras artísticas para sempre. Sem dúvida alguma pintar o corpo
sempre se traduziu como ferramenta poderosa com diferentes significados e objetivos.

As fórmulas cosméticas evoluíram muito nos últimos anos, tornando os produtos para maquilagem verdadeiros
arsenais coadjuvantes para tratar e proteger a pele e seus anexos. Foi-se o tempo em que pintar o rosto era
sinônimo de correr risco de envelhecer precocemente ou sensibilizar os tecidos cutâneos.

A maquiagem pode ser classificada em normal ou teatral. A primeira não altera os traços do ator, apenas os realça.
A segunda, ao contrário, pode transformar a aparência da pessoa, como, por exemplo, envelhecendo-a,
rejuvenescendo ou mesmo tornando-a feia, podendo transformar completamente um rosto, chegando ao ponto
de deixá-lo irreconhecível. Por isso, esse recurso é tão importante no teatro e cinema. Ele é essencial para a
caracterização da personagem. Um rosto pode indicar a idade, o estado de saúde, a ocupação e a personalidade
básica dos atores nas cenas. Pode recorrer apenas à pintura ou também a acessórios postiços, como barbas,
bigodes, narizes, cicatrizes falsas etc. Além disso, a maquiagem serve também para restaurar a cor e a forma do
rosto sob a luz forte dos refletores.

Vale lembrar que o teatro desde sempre explora o potencial da aparência forjada, construída por meio de
máscara, maquiagem, figurino, cenário, iluminação e sonoplastia, na busca da imagem ideal para o personagem
no palco. Hoje, entretanto, ele pode se beneficiar amplamente do avanço tecnológico, que oferece perspectivas
ilimitadas para a construção de uma imagem ideal, “maquiada”.

CONHECER SUA PELE É O PRIMEIRO PASSO:

PELE NORMAL

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Não brilha, nem repuxa. Possui uma textura aveludada.

PELE OLEOSA

Brilha em o todo rosto, tem poros dilatados e tendência a cravos e espinhas.

PELE MISTA-OLEOSA
Brilha na faixa mediana (testa, nariz e queixo), onde tem tendência a cravos e é normal nas bochechas.

PELE MISTA-SECA

Brilha levemente na faixa mediana do rosto e é seca nas bochechas, repuxando.

PELE SECA

Não apresenta brilho. É seca em todo o rosto e as bochechas repuxam. A pele é fina e com tendência a
enrugar mais facilmente.

PELE SENSÍVEL
Pele delicada que manifesta, esporadicamente, reação irritativa. A pele normal ou mista pode ser
sensível, assim como a oleosa e a seca. Fatores como sol, estresse, poluição e idade podem estimular a
sensibilidade.

 Identificando o seu tom de pele:


 Frio: Você tem fundo de pele rosada, olhos azuis, cabelos loiros, negros ou castanhos.
 Quente: Você tem fundo de pele amarela, olhos castanhos, negros ou verdes, cabelos loiros, castanhos, ruivos
ou negros.

Para cada mulher se pede um tipo de maquiagem com uma infinidade de marcas e cores, siga alguns conselhos na
hora de fazer sua maquiagem de acordo com seu tom de pele.

 LOURAS
As louras pedem uma maquiagem sutil, por causa do tom de pele conferida por nuances cobre, marrom clarinho e
caramelo. Os olhos, são marcantes então capriche na máscara para cílios, sombra e delineador. Nos lábios, evitar
laranja, dourado e metalizados.
 MORENAS
Morenas claras tem destaque para as tonalidades marrom, café, dourado e outras cintilantes. O vermelho da boca
e azuis e verdes das sombras em excesso podem vulgarizar o visual. Não use também rosa, pink ou fúcsia.
 MORENAS ESCURAS
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Para elas a maquiagem deve ser em nuances quentes, como laranja, fúcsia, vermelho, vinho e rosa. Não use
tonalidades fortes nos lábios e olhos ao mesmo tempo. Destaque um ou outro.
 NEGRAS
As mulheres negras tem o privilégio de usar e abusar do dourado. Terracota, cobre, preto e marrom também são
liberados. Diga não as nuances mais claras do que a pele e lápis branco ou bege dentro dos olhos.

 Opção de cores:
 Cores Frias: rosas e azuis pastel, cinza, ameixa, lilás e violeta.
 Cores Quentes: cacau, dourado, bronze, laranja, caramelo e café.
 Cores Neutras: creme, pérola, pêssego e marrom.

 Para uma aparência:


 Natural: use tons neutros para qualquer tipo de pele.
 Marcante: use tons contrastantes com seu tom de pele: cores frias em peles de tom quente cores quentes
em peles de tom frio.
 Harmônica: use cores complementares ao seu tom de pele: cores frias em peles de tom frio cores quentes
em peles de tom quente.

PASSOS BÁSICOS PARA UMA MAQUILAGEM BEM FEITA:


O início da aplicação da maquiagem tem como ponto fundamental a preparação da área a ser trabalhada, assim
como acontece em diversos outros campos. Nas artes plásticas, por exemplo, antes de começar a esboçar um
quadro, o pintor prepara a tela com uma camada de gesso e cola, para dar sustentação às diversas camadas de
tinta que irá aplicar sobre ela. No campo da maquiagem, importa — antes de tudo — resguardar a pele do rosto,
que será exposta à ação de elementos químicos e de forte luminosidade e calor. Nesse sentido, ela deve ser limpa,
hidratada e protegida com uma camada uniforme de base, adequada ao tipo específico de pele do ator, ao gênero
e ao objetivo do espetáculo.
 Higienização da pele:
O ritual diário de limpeza, tonificação e hidratação deve ser feito também antes da maquiagem para evitar
manchas na hora de passar a base ou pó. Escolha produtos indicados para o seu tipo de pele. Se ela for oleosa,
prefira cosméticos em gel; se for seca, use cremes; se for normal, escolha loções e emulsões. Passe o leite de
limpeza em todo o rosto e no pescoço e retire o excesso com papel absorvente ou enxágüe o rosto com água fria.
Depois, embeba um chumaço de algodão com loção tônica, que retira os resíduos do leite de limpeza,
completando a higienização, e passe suavemente no rosto e no pescoço. Por último, use o hidratante.
 Conservando a maquiagem:
Antes de aplicar a maquiagem, aplique na pele uma pedra de gelo envolta em gaze. O gelo fecha os poros da pele
e a maquiagem dura mais tempo. Se sua pele for oleosa, troque o gelo por loção adstringente e aplique uma
camada fina de vaselina antes da base. Depois de se maquiar, use uma esponjinha umedecida em água gelada
para pressionar levemente o rosto. “Um produto de má qualidade pode provocar alergias”
 Corretivos:
Depois da higienização para pele, comece a maquiagem passando o corretivo, que ajuda a disfarçar olheiras,
manchas e acne, a suavizar vincos e pequenas depressões da pele. Para que o efeito seja satisfatório, o corretivo
precisa ser um tom mais claro do que a cor natural da pele. Evite passar pó facial por cima do corretivo, que pode
fazer os olhos parecerem inchados. Corretivos de tom levemente verde corrigem melhor, as olheiras e espinhas.
Se sua pele tiver marcas de expressão, evite o corretivo, pois, quando você passar a base, os produtos vão se
acumulando nas ruguinhas, acentuando-as.
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 Base ou pancake:
A base líquida (ou cremosa) ou o pancake (base compacta que se dilui com água) têm o mesmo objetivo:
proporcionam uniformidade à pele e cobrem pequenas imperfeições. As bases líquidas, que espalham melhor
(passe com a mão ou com esponjinha seca e macia), são mais adequadas para peles ressecadas e com sinais de
envelhecimento. Os pancakes, que devem ser passados com uma esponja umedecida, são indicados para peles
mais jovens, oleosas ou normais. Acerte a tonalidade, testando um pouco do produto no pescoço ou no colo,
onde a pele geralmente é mais clara do que a pele do rosto. Deve ser espalhada com esponja, inclusive no
pescoço. Aplique uma base mais clara que sua pele na testa, laterais do nariz, da boca e do queixo, para suavizar
os traços e "iluminar" o rosto. Tipos existentes de base e suas respectivas funções:
 Base líquida e translúcida presta-se à execução de uma maquiagem suave, aplicável nos espetáculos
realizados em locais onde o público está muito próximo dos atores e a concepção de encenação não exige
traços fortes.
 Base cremosa serve para sustentar uma maquiagem mais pesada, com traços marcantes.
 Pancake, maquiagem compacta de fixação eficiente e resistente à transpiração, funciona como auxiliar de
mudanças radicais, por alterar a textura natural da pele.
 Pó facial ou compacto:
Proporciona textura aveludada à pele, ameniza a oleosidade combatendo o brilho, prolonga o efeito da
maquiagem, enfim, é um forte aliado. O pó facial deve ser da mesma tonalidade da base ou do pancake,ou seja,
na tonalidade de sua pele. Aplique-o com uma esponja apropriada e retire o excesso com um pincel macio. O pó
fica melhor aplicado se você usar um pincel grande e redondo ao invés das tradicionais esponjinhas. Se estiver
bronzeada deve usar pó translúcido sem coloração, aplicado apenas na área do "T", zona oleosa do rosto, para
retirar o brilho.
 Olhos:
Eles são os pontos mais fortes do rosto. Por serem tão especiais merecem todo o destaque do mundo,
independente de sua cor ou formato. Sombras escuras diminuem os olhos, sombras claras aumentam os olhos.
Para diminuir os olhos, passe lápis na parte interna dos olhos junto aos cílios. Para aumentá-los, passe o lápis na
parte externa dos olhos junto aos cílios. O contorno dos olhos durante o dia deve ser bem fino e de preferência
em tom marrom. Lápis branco ou rosa-claro dão a ilusão de que os olhos são maiores se passados em todo o
contorno interno.
 Sombras:
Aplicá-las com aplicador próprio, em uma ou mais cores, dependendo da ocasião e depois esfumaçá-las com
pincel para dar acabamento degradê. Para fazer a sombra durar, passe-a com pincel umedecido.
 Sobrancelhas:
Aumentam e valorizam expressão do olhar se estão bem definidas. Só usar lápis nas sobrancelhas nos lugares
onde houver falha ou necessidade de correção. Não use o lápis nas sobrancelhas em riscos contínuos, mas sim em
pequenos traços imitando pêlos.
 Cílios:
Para alongá-los, aplique o rímel e use um curvex (um aparelho que é encaixado sobre os cílios e os deixa mais
curvados) e passe mais rímel na parte externa dos cílios A seguir passe mais uma camada de rímel. Se você optar
por cílios postiços, passe uma camada de rímel depois de colocá-los, para que se confundam com os cílios
naturais.
 Delineador:

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Os delineadores são contra-indicados para quem tem olhos pequenos, pois os diminuem ainda mais. Para aplicar
mais facilmente o delineador, use um espelho sobre a mesa, olhe para o espelho e aplique o delineador primeiro
da metade da pálpebra para os cantos externos e depois aplique um traço mais fino do centro da pálpebra para o
canto interno. Nesta posição, as pálpebras não formam dobras, que geralmente borram o delineador. Para
substituir o efeito do delineador, umedeça o pincel, passe na sombra e faça o contorno bem rente aos cílios.
Quanto mais grosso for o traço, mais os olhos parecerão menores.
 Rímel:
Usa-se durante o dia nos cílios superiores (uma só camada). À noite, aplicar várias camadas nos cílios superiores,
enquanto que nos inferiores uma só camada nas pontas. A aplicação deve ir do canto interno dos olhos, em
direção ao externo. A escovinha deve ser movimentada da raiz à ponta dos cílios.O rímel apenas nos cílios
superiores deixa o olhar natural e não "carrega" a maquiagem. Para não borrar o rímel, seque os cílios com
secador, mantendo uma distância mínima de 15 cm, de olhos fechados, para não irritá-los. Se o rímel estiver
ressecado, aplique algumas gotas de soro fisiológico, assim ele poderá ser usado mais algumas vezes.
Dependendo da escovinha do rímel, os cílios ficam longos, espessos ou arredondados.
 Em curva: facilita a aplicação nos cantos.
 Reta: as cerdas aproximadas alongam os cílios.
 Triangular: indicada para cílios regulares e do mesmo tamanho, pois espalha o rímel por igual.
 Com cerdas desiguais: as curtas devem ser usadas secas, para pentear e separar os fios ; as cerdas longas
aplicam o produto e dão maior curvatura.
 Arredondadas: própria para quem tem poucos fios , porque deposita maior quantidade de rímel no
centro dos cílios, aumentando o volume.
 Blush:
O blush pode ser aplicado levemente no rosto todo, para finalizar a maquiagem e deixar o tom da pele uniforme.
Evite marcar demais as maçãs do rosto, o blush deve ser usado apenas para colorir levemente e dar uma
impressão mais saudável. Podendo ainda ser utilizado para eventuais correções, como por exemplo:
 Testa grande: Esfumaçar blush amarronzado em direção as temporas bem de leve.
 Rosto comprido: Aplique o blush sobre o rosto até as orelhas. Na testa e no queixo, uma pincelada bem
leve.
 Rosto quadrado: Aplique o blush terminando paralelo à linha das sobrancelhas. Use um blush mais escuro
na parte inferior do rosto para suavizar seu formato.
 Rosto oval: O blush é aplicado no centro da face e espalhando em direção às temporas
 Rosto redondo: Espalhar blush marrom ou laranja fazendo um sombreado nas laterais do rosto. Esfumaçar
bem em direção às têmporas e de leve nas bochechas.
 Se quiser "alargar" seu rosto, aplique blush na altura das orelhas, puxando o pincel em direção às maçãs
do rosto.
 Se quiser deixá-lo mais fino, aplique nas têmporas (entre a sobrancelha e a maçã do rosto) e puxe para as
maçãs do rosto.
 Lábios:
Faça o contorno com um pincel próprio aumentado ou diminuindo os lábios, conforme a necessidade, depois com
o auxílio de um pincel apropriado, espalhe o batom de maneira uniforme por todo o lábio. Para aumentar seus
lábios, desenhe o contorno natural deles com um lápis um pouco mais escuro que o batom, do lado de fora dos
lábios, esfumace o traço com um pincel e aplique o batom. Use um batom mais claro e cintilante apenas na parte
central dos lábios inferiores. Para diminuir os lábios, desenhe o contorno pela parte interna dos lábios, com um
lápis mais claro que o batom que irá usar. Tons escuros de batom diminuem os lábios. Se os lábios estiverem

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ressecados, passar sobre eles uma escova macia para remover as células mortas e depois aplique baton com
hidratante.
 Batom:
Aplique um hidratante nos lábios antes de passar o batom, deixe 15 minutos. Retire com algodão e água morna.
Faça o contorno com um pincel próprio aumentado ou diminuindo os lábios, conforme a necessidade, depois com
o auxílio de um pincel apropriado, espalhe o batom de maneira uniforme por todo o lábio, retire o excesso com
papel absorvente, passe uma camada de pó compacto e aplique outra camada de batom. O batom irá durar muito
mais.
 Retirando a maquiagem:
Não esqueça de retirar bem a maquiagem antes de dormir, para que a pele respire. Evite produtos à base de
álcool, pois ressecam a pele. Se você não tiver demaquilante, pode usar um creme hidratante. Depois de passar o
produto, lave com água morna o rosto para retirar o excesso. Dormir maquiada é uma agressão para a pele. As
bases líquidas e os pancakes obstruem os poros, aumentando as chances de aparecer cravos e miliuns, bolinhas
esbranquiçadas, do tamanho de uma cabeça de alfinete, que contêm material gorduroso. Mesmo que você use só
o pó facial, sua pele corre o risco de ficar ressecada. Até os olhos são prejudicados: os resíduos da maquiagem
podem irritá-los e deixá-los avermelhados. E mais: o rímel endurece e acaba quebrando os cílios. Para retirá-lo,
passe um cotonete com óleo mineral, sem esfregar.
Para tirar a maquiagem existem produtos específicos, os demaquiantes, à base de água, de óleo mineral e de
outras substâncias que limpam o rosto. Eles precisam ser adequados ao seu tipo de pele. Se ela for oleosa e você
escolher um produto muito gorduroso, a oleosidade vai piorar, favorecendo a acne.
Você pode usar o demaquiante colocando o produto na palma das mãos umedecidas e esfregando suavemente no
rosto (evite a região dos olhos), ou usando disco de algodão.
Como a região dos olhos é sensível e mais ressecada, o ideal é usar demaquiantes cremosos. Embeba o disco de
algodão e passe delicadamente sobre os olhos, em movimentos de fora para dentro e de dentro para fora.
Enxágüe e seque a pele, passe a loção tônica e o hidratante.

Mantendo sua maquiagem em ordem:


O lápis conserva-se mais se antes de apontá-lo, você o colocar na geladeira por alguns minutos. Assim, evita-se
quebrar a ponta do apontador.
Os microorganismos adoram restos de maquilagem, portanto pincéis e esponjas devem ser periodicamente
lavados com água morna e xampu (ou sabonete líquido suave) e secos completamente antes de serem guardados.
Obedeça sempre o prazo de validade orientado pelo fabricante.

Truques de maquiagem
Com produtos certos e alguns truques a maquiagem pode trasformar uma mulher em um passe de mágica
fazendo sumir manchas e espinhas, iluminando os olhos, e etc. Para isso não é necessário ficar horas na frente de
um espelho usando técnicas e produtos caríssimos.Acompanhe alguns truques importantes para uma maquiagem
fácil:
 O corretivo é ideal para esconder olheiras, marcas de espinhas, manchas e cicatrizes. O certo é usar o que
mais se aproxime do tom da sua pele e cubra as imperfeições aplique com suaves batidinhas com os
dedos.
 Escolha certa do corretivo: em bastão é para disfarçar pequenas manchas e espinhas; porém, se aplicado
na região dos olhos, pode acentuar as linhas de expressão. Por isso, nessa área prefira a versão cremosa

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do produto. Mais fácil de aplicar, ele garante uma textura bem natural. Já os lápis funcionam bem em
áreas pequenas, como espinhas e manchas.
 Tipos de base: as bases líquidas não são recomendadas para peles manchadas. As cremosas, mais
espessas, cobrem qualquer imperfeição, mas não são indicadas para peles oleosas e mistas. O pó-base
oferece cobertura de base e acabamento de pó e é perfeito para peles oleosas e mistas. Já o pancake
(base em pó) garante 100% de cobertura; entretanto, ressalta as marcas de expressão.
 Cor da base: teste-a na mandíbula, bem naquela linha divisória entre o rosto e o pescoço.
 O pó compacto: tira a oleosidade e o brilho da pele e ajuda a fixar a maquiagem.
 Para olhos caídos: aplique sombras escuras rente à raiz dos cílios, dando ênfase no canto externo dos
olhos. Tons ideais: preto, marrom, verde-escuro e azul-petróleo. E dispense o lápis nos cílios inferiores.
 Para aumentar olhos pequenos: nas pálpebras, passe sombras claras e lápis do lado externo dos cílios
superiores e inferiores. Isso dá a ilusão de que são maiores.
 Para diminuir olhos grandes: aplique sombras e lápis em tons escuros na parte interna dos cílios
superiores e inferiores.
 Para aproximar olhos separados: esfume o canto interno com uma sombra escura. Por fim, passe lápis
marrom ou preto rente aos cílios superiores e inferiores – mas somente da parte interna para o centro do
olho.
 Para separar olhos muito próximos: escureça os cantos externos superiores e inferiores com uma sombra
preta ou marrom e use um lápis da mesma cor rente aos cílios superiores e inferiores mas só do centro
para o lado de fora.
 Para fixar melhor a sombra: passe corretivo nas pálpebras superiores.
 O curvex: esquente-o com o secador. Isso faz com que modele ainda melhor os cílios.
 O rímel: entorte a haste da máscara. Isso facilita a aplicação e evita sobras, que formam feias bolinhas
entre os cílios.
 Para apagar borrão de rímel: espere secar e, com um cotonete embebido em demaquilante, tire a
mancha.
 Para pentear a sobrancelha: use escova de dente e aplique rímel incolor. Assim, os pêlos não desalinham
ao longo do dia.
 Para quem usa óculos: aplique uma camada leve de corretivo na base do nariz em direção à região abaixo
dos olhos para um olhar mais sutil.
 Para aumentar os lábios: desenhe um novo contorno com um lápis labial rente à boca. Aplique um batom
do mesmo tom do lápis, sem deixar o traço visível. Finalize com gloss.
 Para diminuir lábios carnudos: aplique corretivo nos lábios para apagar o contorno natural. Depois,
preencha os lábios com o batom.
 O batom durar mais: passe o produto e “morda” um lenço de papel para tirar o excesso. Aplique uma
camada de pó facial nos lábios e finalize com outra camada de batom.
 Para afinar: passe um blush mais escuro que o tom da sua pele nas laterais, do canto interno das
sobrancelhas até as abas.
 Para fixar os cílios postiços, jogue o jato frio do secador a dois palmos da face.
 O delineador bem marcado, desde o canto interno ao externo, destaque menos os lábios.
 Use pó compacto embaixo dos olhos para retirar os pozinhos de sombra que caem.
 Sorria na hora de aplicar o gloss, assim o pincel desliza mais.

2.Figurino
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

"O hábito fala pelo monge, o vestuário é comunicação além de cobrir o corpo da nudez, ela tem outras
finalidades". Umberto Eco

Princípios básicos do figurino

 O que é um figurino

É o traje usado por um personagem de uma produção artística (cinema, teatro ou vídeo) e o figurinista é o
profissional que idealiza ou cria o figurino.O figurino é composto por todas as roupas e os acessórios dos
personagens, projetados e/ou escolhidos pelo figurinista, de acordo com as necessidades do roteiro, personagem,
da direção do filme e as possibilidades do orçamento.
Ele é mais que uma simples veste, mais que uma roupa, pois ele possui uma carga, um depoimento, uma lista de
mensagens implícitas visíveis e subliminares sobre todo o panorama do espetáculo e possui funções específicas
dentro do contexto e perante o público, ora com grau maior ora menor.
Mas não esqueçamos de diferenciar os termos figurino, indumentária e vestimenta: Denominamos que
indumentárias seriam todo o vestuário em relação a uma determinada época e povos. Vestuário, um conjunto de
peças de roupas que se veste e o figurino seria o traje usado por um personagem criado.
O figurinista que cuida da criação dos figurinos, os interpreta, idealiza, desenvolve a pesquisa, criação dos croquis,
pode reelaborar figurinos já existentes, coordena a equipe de produção e organização do guarda-roupa. É
responsável enfim, por toda e qualquer produção necessária, seja delegando funções a terceiros ou produzindo
ele mesmo, dentro desta concepção de totalidade, é necessário que tenha noções de cenografia, teatro,
expressão corporal, iluminação, noções de espaço, arte, além de como se criar um traje, como história do
vestuário, desenvolvimento de croquis, desenho técnico, modelagem, conhecimento sobre tecidos, acessórios,
costura, e onde pode encontrar materiais e pessoal especializado.

 Função de um figurino
“Marcar a própria presença, chamar a atenção, pôr ênfase em determinadas partes do corpo, denotar com uma
imagem clara e muitas vezes mesmo codificada com precisão alguns significados, e dar a conhecer outros de
maneira explícita, mas, sempre sensível, eis o objetivo principal do vestuário.” 4
Como anteriormente dito, um figurino não é apenas uma vestimenta ele possui significados e variantes embutidos
e com funções simples ou complexas, comunicações que são passadas a outrem e que devem ser salientadas e
reforçadas em uma apresentação artística por ser esta uma arte de mostrar e exibir mensagens.
A roupa faz transparecer sentimentos, vida, estética, movimento, posição social, épocas e lugares através de suas
formas, cores e texturas. Estabelecido isso, o espectador ao olhar o conjunto faz a identificação imediata da
situação ou do simbolismo da personagem dentro da peça junto com os outros elementos cênicos e assim o
espectador pode captar a cena sem que os sons estejam anunciados. Eles influem e contribuem juntamente com
o cenário e iluminação e sua linguagem pode alterar-se ou manter-se de acordo com estes outros elementos
visuais.
Os acessórios com seus significados simbólicos ajudam a acentuar os objetivos e linguagens que o todo quer
passar.
"Estudando a história da indumentária podemos observar que a simbologia sempre foi intensa na construção dos
trajes, tem significados perante a sociedade, perante a personalidade, perante uma forte distinção de classes,
exploração de artifícios sexuais ou até ocultação destes artifícios. No teatro ou qualquer outra representação
artística, temos a representação destes significados e caracterização subliminar ou exagerada através das roupas
e acessórios, os quais se encarregam se passar as mensagens sugeridas". 4
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Se a mensagem (história) do espetáculo não causar efeito e não atingir o público então ele não vai entender a
mensagem, não se emociona, não ri nem chora, não reflete sobre o que está vendo e ouvindo, e nada lhe altera
nos sentimentos, então podemos concluir que não houve comunicação. Os signos reforçam-se uns aos outros, se
completam, e estas combinações e afinidades formam uma linguagem homogenia que deve ser transmitida. Os
signos teatrais são artifícios planejados e induzidos onde os atores e os outros elementos cênicos (cenários,
iluminação, figurino, atores, etc) são encarregados de passar.
Se por acaso um destes signos estiver em desarmonia, fora do contexto há uma quebra e o espectador pode ser
sugado da fantasia e volta à realidade, visualizando um teatro simples. Mesmo que o espectador tenha que ter o
trabalho de decifrar e questionar, pensar sobre o que os elementos e signos significam, para que possa
compreender a história, não podem ser demais, pois podem levar ao descaso e muitos são tão sutis e
subliminares, que passam desapercebidos, ainda que possuam uma missão importante para o contexto visual. Ou
seja, um figurino descuidado afeta a chamada “suspensão da descrença”, interferindo na verossimilhança da
narração:
Vale ressaltar que a “suspensão da descrença” ocorre com o figurino fora de contexto, coesão e vazio de sentido,
resultados de uma má pesquisa histórica, conceitual e falta de diálogo do figurinista com o ator, diretor, cenógrafo
e iluminador.
Figurinos também fazem uso dos clichês visuais, estereótipos e arquétipos para facilitar sua identificação no palco,
pois algumas roupas são usadas sempre para um mesmo fim, e assim socialmente começa a se criar uma
identificação automática, um canal de assimilação pela lógica.
"Hoje em dia os estereótipos estão mais camuflados, e quanto mais naturalista o espetáculo, os estereótipos
tendem a desaparecer em suas características marcantes. Estes estereótipos podem ser mudados com a intenção
do figurinista e do diretor, pois com a harmonia de idéias surgem os figurinos enchendo o palco de glamour e
trazendo um personagem com uma mensagem à passar e uma história a contar". 4
A linguagem do vestuário teatral é reforçada de acordo com a necessidade e a intenção, e realizada com atenção,
estudo e sabedoria ela consegue ter a capacidade de falar por si só, ela reforça a dramaticidade da cena, aumenta
o drama pelo que o ator está passando, aumenta o impacto visual junto com a iluminação, e causa o espanto, a
alegria, a emoção no nosso público.
Enfim, o figurino é parte de suma importante do espetáculo, pois através dele se cria uma linguagem através das
formas, cores, texturas, transmite a época, a situação econômica política e social, indica a região ou cultura, estilo
do personagem, estação climática, aspecto psicológico, ou seja, todos os elementos necessários para passar ao
espectador o sentido do espetáculo, devendo mostrar as relações entre todos os personagens e ser complementar
aos outros elementos da cena.
"O que um figurinista faz é um cruzamento entre magia e camuflagem. Nós criamos a ilusão de mudar os atores
em algo que eles não são. Nós pedimos ao público que acreditem que cada vez que eles vêem um ator no palco ele
se tornou uma pessoa diferente." Edith Head.

 Relação do figurino com elementos da narrativa


 Espaço-tempo

O figurino faz parte do conjunto de significantes que molda os elementos tempo e espaço: para nos convencer
que a narrativa se passa em determinado recorte de tempo, seja este um certo período da história (presente,
futuro possível, passado histórico etc.), do ano (estações, meses, feriados), do dia (noite, manhã, entardecer) e
pode também demonstrar a passagem desse tempo. Quanto ao espaço, o figurino ajuda a definir (ou tornar
imprecisa) a localidade geográfica onde a história se passa.
O tempo pode ser definido com auxílio do figurino de modo sincrônico ou diacrônico como afirma Costa. No
modo sincrônico, o figurino “molda o ponto histórico em que a narrativa se insere”: um figurino realista resgata
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com exatidão e cuidado as vestimentas da época cujo filme visa retratar; um figurino para-realista, enquanto
insere o filme em um determinado contexto histórico, procede a uma estilização que prevalece sobre a precisão,
criando uma atmosfera menos real e mais manipulável, atemporal.
No modo diacrônico, a passagem do tempo é mostrada com auxílio da troca de indumentária dos personagens em
meio à evolução da peça. Não são apenas os tempos distantes que são retratados pelo vestuário de um filme: o
figurino também serve para definir a contemporaneidade de um filme, e, eventualmente, serve como
documentação histórica da moda da época retratada, seja como relator, seja como inventor que influenciará a
moda de seu tempo.
 Personagem

O figurino serve à narrativa ao ajudar a diferenciar (ou tornar semelhante) os personagens, e ajuda a identificar
em que arquétipo (clichê e estereótipo) o personagem se encaixa. O figurino muitas vezes serve como elemento
para identificar o personagem e separá-lo da persona do ator que o interpreta.
Atores famosos têm presença constante na mídia, e se tornam familiares para a platéia – para fazê-los parecer
pessoas diferentes daquelas vistas em noticiários e colunas sociais, e papéis interpretados anteriormente seus
personagens devem parecer diferentes na tela de cinema neste ponto entra o figurino, criando elementos
próprios para cada personagem.
As roupas também podem servir para delinear a história de um personagem, seja através do estado em que elas
se encontram ou da significação que a peça, ou parte dela, tem dentro da estrutura do filme. Lembremos que o
figurino não pode ser visto independentemente de outros elementos de um filme: ele se insere em um contexto
que inclui a cenografia, a maquiagem, a iluminação, a fotografia, a atuação. Significa o ponto do espaço-tempo em
que a história se insere, marca passagens de tempo e também indica as características sociopsicológicas dos
personagens.

 Elementos de um figurino
 Estilo
Se é realista ou estilizado, como demonstra a classificação adotada por Marcel Martin e Gérard Betton:
1. Realistas: comportando todos os figurinos que retratam o vestuário da época retratada pelo filme com
precisão histórica;
1. Para-realistas: O figurinista inspira-se na moda da época para realizar seu trabalho, mas procedendo de
uma estilização onde a preocupação com o estilo e a beleza prevalece sobre a exatidão pura e simples;
1. Simbólicos: quando a exatidão histórica perde completamente a importância e cede espaço para a função
de traduzir simbolicamente caracteres, estados de alma, ou, ainda, de criar efeitos dramáticos ou
psicológicos.
 Cores
Cores expressam sensações e podem definir um contexto com muitos significados. Através das cores pode-se
detectar o estado de espírito (se está alegre, triste, de luto, se é recatada, clean, rebelde, etc) e o gênero no qual a
peça/filme está inserido (drama, comédia etc).
 Volume
Produções estilizadas pode ser utilizadas de formas exageradas ou pequenas demais para enfatizar uma cena.
Pode se utilizar para ressaltar aspectos do corpo do ator como, por exemplo, uma barriga saliente num
personagem com caráter cômico.
 Texturas

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Através das texturas pode se demonstrar algo sobre o personagem no relacionamento dele com os outros
personagens, ou de determinados grupos. A demonstração de classes sociais menos favorecidas geralmente é
visualizada fortemente em tecidos mais rústicos e sujos. A textura também expõe ocasiões.
 Contexto e ambiente
“Muitas vezes a escolha do vestuário muda de significado segundo o contexto em que se insere por exemplo, usar
camisola para dormir tem um significado, mas sair na rua com ela tem outro bem diferente. E todas estas
significações auxiliam na personificação de um personagem.”4
É de suma importância notar o figurino corresponde ao contexto pedido na cena, assim como observar a
ambientação culturalmente, temporalmente, se não há conflito entre o figurino, a cenografia e a iluminação para
que não haja uma descaracterização, ou sobreposição de sentidos que faça o figurino perder em conceito.
 Silhueta
A silhueta do figurino o insere temporalmente.
 Movimento da roupa e da personagem
O figurino deve não apenas possuir movimento próprio para assim prender o olhar do espectador ao traçar seu
caminho no palco como condizer com as necessidades de movimentação da personagem. Neste caso, acessórios
merecem especial atenção, uma vez que se a personagem segurar algo em suas mãos terá a movimentação de
certa forma limitada.
 Elemento de destaque
Para a construção da personagem muitas vezes se escolhe um elemento de destaque a ser priorizado na
construção do figurino, seja ele inerente à personalidade da personagem, a sua história ou seu contexto cultural.
Mas de fato o elemento de destaque é observado pelo espectador através de conceitos como:
 Contraste: entre cores, cenário, personagens, elementos antagônicos e muito discrepantes;
 Exagero: excesso de freqüência de certo elemento, excesso de volume etc;
 Ordem de aparição: primeiro objeto a ser notado pelo público;
 Ausência: a falta de certo elemento, como peças de roupa essenciais –a exemplo de nus- faz o público
sentir a estranheza pela quebra da convenção social e portanto notar a falta desse elemento;
 Deslocamento: Colocar um objeto do figurino que em condições normais, ou seja, na realidade, não
estaria presente nesse determinado local do ator, ou ele não o manejaria desta forma.

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Referências:
COSTA, Francisco Araujo da. O figurino como elemento essencial da narrativa. Porto Alegre. 2002.
GHISLERI, Janice. Linguagem do Vestuário Teatral
GHISLERI, Janice. Como entender a importância do figurino no espetáculo?
MOLINOS, D. Maquiagem: Estudos de uso. SENACE/SP, 7ª Ed. SP 2004.
SERRONI, J. C. Cenografia e figurinos. O avesso do palco. SESC/Vila Nova, SP. 1997.
Sites:
1. Maquiagem
http://books.google.com.br/books?id=iKqJw7gwkzkC&pg=PP1&dq=maquiagem#v=onepage&q=&f=false
http://books.google.com.br/books?id=jXngcI1xoVYC&pg=PP5&dq=maquiagem&lr=
http://books.google.com.br/books?id=9vJ4PgAACAAJ&dq=maquiagem&lr=
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http://www.abra.com.br/index.php?p=ofiver&id=129
http://www.fashionbubbles.com/2009/apredendo-sobre-maquiagem-com-a-natura/
http://www.abril.com.br/maquiagem/
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/mulher-maquiagem/historia-da-maquiagem.php
2. Figurino
http://books.google.com.br/books?id=8WJYY0vWOG4C&pg=RA1-PA296&dq=figurino
http://books.google.com.br/books?id=aTGQPQAACAAJ&dq=figurino&lr=
http://books.google.com.br/books?id=6H7_GwAACAAJ&dq=figurino&lr=
http://pt.wikipedia.org/wiki/Figurino
http://artes.com/sys/sections.php?op=view&artid=15&npage=3
http://www.co.terra.com/tecnologia/interna/0,,OI3566374-EI13419,00.html
http://anuncios-venda-vender.vivastreet.com.br/anuncios-compra-comprar+lapa-sp/figurinos--para-danca--
palco--teatro--cinema--video---outros/7601079
3. Cores
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cores
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cor_prim%C3%A1ria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cores_secund%C3%A1rias
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cor_terci%C3%A1ria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cores_complementares
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cores_neutras

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