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Uma breve contextualização

São Cristóvão é um município brasileiro do estado de Sergipe, localizado na Região


Metropolitana de Aracaju no leste do estado. Limita-se com os municípios
de Aracaju a leste, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras e Areia Branca ao norte,
e Itaporanga d'Ajuda a oeste e sul.
O município está localizado no setor leste do estado de Sergipe. A área municipal
ocupa 432,4km, contidos nas folhas topográficas SC.24-Z-B-IV (Aracaju) e SC.24-ZD-
I (Estância), escala 1:100.000, editadas pelo MINTER/SUDENE em 1974. Os limites
do município podem ser observados no Mapa Rodoviário do Estado de Sergipe,
escala 1:400.000 (DER-SE, 2001). A sede municipal tem uma altitude de 30 metros e
coordenadas geográficas de 11o 01’03” de latitude sul e 37o 12’00” de longitude oeste.
Fundada em 1º de janeiro de 1590 pelo capitão português Cristóvão de Barros, foi a
primeira cidade de Sergipe e a quarta surgida no Brasil, depois de Salvador, Rio de
Janeiro e João Pessoa.
A atual sede municipal está na terceira localização — A cidade mudou de lugar duas
vezes ao longo da história! A princípio, São Cristóvão foi erguida mais próxima ao
litoral, perto da foz do Rio Vaza-Barris.
Entre 1595 e 1596, foi transferida como medida de segurança contra uma possível
invasão da França. Os franceses, que já haviam ocupado aquele território, pretendiam
reconquistá-lo — e o fato de já o conhecerem poderia facilitar um ataque ao povoado.
Assim, a cidade se mudou para uma elevação próxima à barra do Rio Poxim.
A segunda transferência ocorreu antes de 1607, mas não há um consenso sobre os
motivos. Fato é que São Cristóvão se instalou à beira do Rio Paramopama (afluente
do Vaza-Barris) e a 23 quilômetros da atual capital Aracaju.
Após perder a condição de capital da província do Sergipe, São Cristóvão passou por
um período de crise e despovoamento. A situação iria melhorar no começo do século
20, momento de crescimento das fábricas de tecido e de estabelecimento da via
férrea.
Essas transformações tornaram a economia local muito mais dinâmica e modificaram
a paisagem urbana da cidade. Ainda que as construções dos séculos passados
tenham sido, em boa parte, preservadas, a cidade passou a abrigar novas casas e
modernos prédios.
O município seguiu se transformando nos anos 1950, quando São Cristóvão perdeu
sua área litorânea para Aracaju — o prefeito Lourival Baptista cedeu o terreno em
troca de um gerador elétrico para a cidade, o que causou muita polêmica.
Nos anos seguintes, São Cristóvão passou por importantes acontecimentos,
fundamentais para sua expansão urbana. Em 1980, o novo campus da Universidade
Federal de Sergipe foi construído às margens do Rio Poxim, atraindo profissionais e
estudantes do estado e de todo o país. Mais recentemente, por sinal, os arredores da
universidade têm se tornado um grande centro habitacional, o que vem transformando
a cidade histórica.
Na mesma época, a partir do crescimento do Rosa Elze e da inauguração do Conjunto
Eduardo Gomes, ocorreu o processo de conurbação entre São Cristóvão e Aracaju.
Dessa forma, surgiram novos conjuntos e loteamentos na região, como o Jardim
Universitário, o Luiz Alves e o Rosa Maria. Atualmente, essa é a área mais urbanizada
e populosa de São Cristóvão, estando a apenas 10 km do centro de Aracaju.
Em 1938, São Cristóvão foi elevada à categoria de Cidade Histórica. Já em 1967, seu
conjunto arquitetônico foi tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional). Em 2010, mais um reconhecimento, de nível internacional: a praça
São Francisco (a principal da cidade) foi eleita pela Unesco (Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) um Patrimônio Cultural da
Humanidade.
Atualmente, São Cristóvão possui em torno de 85 mil habitantes. E, com tanta história
boa para contar, é um importante polo turístico do Nordeste! Tanto é que o turismo se
tornou uma de suas principais atividades econômicas, e a cidade recebe vários
visitantes interessados em conhecer suas ruas, ladeiras e construções que datam de
séculos passados.
O município tem como principais fontes de receita a agricultura, pecuária, avicultura e
mineração. A agricultura possui como principais produtos a cana de açúcar, coco,
laranja e mandioca. Os rebanhos têm como principais efetivos os bovinos, suínos e
eqüinos. Na avicultura sobressaem os galináceos. Na mineração registra-se a
exploração e lavra de argilas, areias e saibros, bem como a produção de petróleo e
gás. São Cristóvão, pela Lei Complementar Estadual nº 25, de 29 de dezembro de
1995, passou a fazer parte da região Metropolitana de Aracaju, que
possui população estimada de 912.647 habitantes.
Levando em consideração todos os outros municípios limítrofes, São Cristóvão está
inserido numa região que comporta aproximadamente 50% da população do estado
de Sergipe. Dado que, na referida área, está localizado o Aeroporto Internacional
Santa Maria, o Porto de Sergipe, a Ferrovia Leste além de uma das principais rodovias
do Brasil - BR 101, São Cristóvão está interligada a todo o mercado consumidor
mundial.
O contexto geológico do município compreende sedimentos cenozóicos (Formações
Superficiais Continentais), bacia sedimentar mesozóica/paleozóica (Bacia de Sergipe)
e litótipos neo a mesoproterozóicas da Faixa de Dobramentos Sergipana (Figura 2).
Mais de 90% do território, é ocupado por sedimentos do Grupo Barreiras (areias finas
e grossas com níveis argilosos a conglomeráticos), ao lado de depósitos aluvionares
e coluvionares arenosos, depósitos de pântanos e mangues, depósitos flúvio-
lagunares e terraços marinhos mais recentes.
A sudoeste e noroeste, afloram argilitos, folhelhos, arenitos, calcilutitos, siltitos,
calcários, calcarenitos e calcirruditos pertencentes às Formações Calumbi (Grupo
Piaçabuçu), Cotinguiba e Riachuelo (Grupo Sergipe). A Faixa de Dobramentos
Sergipana está representada em pequena porção, no extremo noroeste, onde
ocorrem filitos, metarenitos e metarritmitos da Formação Frei Paulo (Grupo Simão
Dias).
O município está inserido em duas bacias hidrográficas, a do rio Vaza-Barris e a do
Sergipe. Constituem a drenagem principal, além do rio Vaza-Barris, os rios Comprido,
Pitanga, Poxim-mirim, Poxim-açu, Pratal e Pramopama.
No município pode-se distinguir três domínios hidrogeológicos: Formações
Superficiais Cenozóicas, Bacias Sedimentares (Figuras 3), o primeiro ocupando
aproximadamente 80% do território municipal.
As Formações Superficiais Cenozóicas, são constituídas por pacotes de rochas
sedimentares que recobrem as rochas mais antigas das Bacias Sedimentares, da
Faixa de Dobramentos Sergipana e do Embasamento Gnáissico. Em termos
hidrogeológicos, tem um comportamento de “aqüífero granular”, caracterizado por
possuir uma porosidade primária, e nos terrenos arenosos uma elevada
permeabilidade, o que lhe confere, no geral, excelentes condições de armazenamento
e fornecimento d’água. Na área do município este domínio está representado pelo
Grupo Barreiras e por depósitos flúvio-lagunares, terraços marinhos, depósitos de
pântanos e mangues e depósitos aluvionares e coluvionares que, a depender da
espessura e da razão areia/argila das suas litologias, pode produzir vazões
significativas. Em grande parte dos casos, poços tubulares perfurados neste domínio,
vão captar água do aquífero subjacente.
As Bacias Sedimentares são constituídas por rochas sedimentares bastante
diversificadas, e representam os mais importantes reservatórios de água subterrânea,
formando o denominado aqüífero do tipo granular. Em termos hidrogeológicos, estas
bacias tem alto potencial, em decorrência da grande espessura de sedimentos e da
alta permeabilidade de suas litologias, que permite a explotação de vazões
significativas. Em regiões semi-áridas, a perfuração de poços profundos nestas áreas,
com expectativas de grandes vazões, pode ser a alternativa para viabilizar o
abastecimento de água das comunidades assentadas tanto no seu interior quanto no
seu entorno.

Em resumo, o município não possui os melhores solos do estado, mas devido sua alta
disponibilidade de recursos hídricos e localização geográfica, com a técnica correta é
possível desenvolver variadas atividades econômicas. Essas atividades podem ser
desde o particionamento de terrenos em lotes para fins imobiliários residenciais,
comerciais e industriais até para utilização agrícola fazendo-se uso de técnicas
modernas.
Uma Oportunidade de Negócio
Em qualquer crise financeira, o último item a ter cortes é a alimentação. Aquisição de
roupas e calçados, equipamentos eletrônicos, troca do carro ou aquisição de imóveis
e afins são itens que podem facilmente, em qualquer crise financeira, ser deixado para
outro momento. Mas com a alimentação não ocorre do mesmo jeito. Assim sendo,
investir na produção de alimentos, pode ser um bom negócio para quem está atrás de
uma oportunidade de negócio que não possui riscos muito elevados.
Existe uma tendência mundial, que já se mostra bastante sólida no Leste Europeu,
Japão, Coréia do Sul e tantos outros países ao redor do mundo e com excelente
crescimento no Brasil que é o consumo de alimentos saldáveis. E se tem pessoas
interessadas em consumir esses alimentos, é necessário que tenha quem os produza.
E quanto maior a escala da produção, menor o custo a ser repassado ao cliente final
com consequente aumento de demanda, visto ser uma tendência bastante sólida.

Frango caipira (Oportunidade)


A produção de frangos orgânica é uma boa oportunidade de negócio a ser
implementada no município de São Cristóvão. Estando dentro do maior mercado
consumidor do estado de Sergipe, com boa disponibilidade de água (essencial para a
atividade) e com bons acessos para escoamento dos produtos, se torna uma boa
oportunidade a ser avaliada por qualquer investidor.
O frango caipira é aquele criado em sítios, de forma natural, ou seja, criada em seu
habitat natural, sem ter sido submetido a nenhum tratamento para crescimento rápido.
Um frango caipira leva no mínimo 120 dias para estar pronto para o abate, bem longe
dos 30 dias médios de um frango de granja convencional.
Mesmo com essa diferença de tempo, é possível ter lucro com esta atividade. Para
tanto é preciso seguir algumas diretrizes básicas.
- Escolher um terreno que tenha disponibilidade de água e energia
- Construir um galpão para criação das aves que tenha as dimensões de no máximo
05 aves por metro quadrado.
- Separar um espaço externo para pastagem das galinhas na proporção de uma ave
para no mínimo 03 metros quadrados (plantar gramíneas nesta área diminui
significativamente o custo com alimentação).
- Fazer a cobertura do galpão com forragem para diminuir a umidade.
- Adquirir animais de boa linhagem e origem comprovada.
Essas e outras diretrizes mais específicas são necessárias. Seguir todas as regras de
manejo será a garantia de produção sem maiores prejuízos.
O lucro pode vir pela produção de ovos e comercialização da carne.

A Oportunidade em Números
Uma granja no sistema caipira semi intensivo produz frangos para o abate entre 120
e 125 dias. Na comercialização de ovos, a produção se inicia neste período e dura de
12 a 14 meses com a comercialização da ave ao termino do período.
A produção é escoada com boa aceitação em supermercados, frigoríficos e
restaurantes além do consumidor final.
Aqui vai serão expostos os números genéricos de um empreendimento com a mesma
proposta que foi implantado no estado do Piauí (produção de frangos para abate) e
outro no Mato Grosso (produção de ovos).

Produção de frangos
O nosso exemplo possui uma área total de 30 mil metros quadrados, vende 2000
frangos por semana a R$7,00 o quilograma. Cada frango pesa entre 03 e 04
quilogramas com cada frango saindo ao preço médio de R$25,00. O custo de
produção ronda os 40%.
São 04 funcionários. Um técnico e 03 cuidadores. São 03 fases: Nascimento,
crescimento e engorda. Cada cuidador fica responsável por uma fase. Para produção
de 2000 frangos por semana são necessários 15000 aves em tempo integral divididas
nas três fases.
A primeira fase se inicia com a eclosão dos ovos depois de 21 dias na chocadeira e
se estende até o trigésimo dia. Neste período as aves ficam confinadas em galpão
com alimentação e manejo específico. Neste período as aves são tratadas de forma
a desenvolver resistência imunológica necessárias paras as próximas fases.
A segunda fase é a de crescimento. Se estende do trigésimo ao octogésimo dia. Neste
período as aves são levadas para galpão com portas abertas dando total liberdade a
ave podendo ela escolher entre pastar na área externa ou se alimentar da ração
disponibilizada no galpão.
Na última fase que é a engorda, as aves são alimentadas com grãos sem
processamento e refugo frutas e verduras. O abate das aves ocorre no máximo até o
centésimo vigésimo dia.
No nosso modelo, com 2000 aves abatidas por semana, o faturamento bruto semanal
ronda os R$50.000,00 com R$120.000,00 em lucro líquido mensal.
Os custos de implantação diz respeito a produção do galpão e aquisição da
propriedade (ou aluguel), aquisição das aves, insumos e equipamentos.
Em são Cristóvão, após consulta na OLX, foi verificado a existência de terrenos a
partir de R$2,00 o metro quadrado. O preço do metro quadrado de um galpão
industrial custa aproximadamente R$200,00. Um galpão neste molde de 1000 m²
ronda os R$200.000,00. No entanto, com materiais alternativos, é possível construir
uma estrutura gastando apenas um percentual desse valor.
Com valor total de investimento rondando os R$400.00,00, o retorno do investimento
chega aproximadamente no décimo mês de funcionamento. Neste valor está incluso
aquisição da propriedade, construção de toda infraestrutura, aquisição das aves e
operação do sistema por no mínimo 04 meses além da reserva do capital de giro.

Produção de ovos
A produção de ovos caipiras segue o mesmo cronograma da produção da carne. No
entanto o abate do animal é feito 70 semanas após o nascimento e depois de posto
aproximadamente 300 ovos.
Os ovos são vendidos facilmente no atacado a R$5,00 a dúzia. Levando em
consideração que a ave durante seu período de postura coloca 25 dúzias, são
R$125,00 de lucro bruto mais R$22,00 da venda da galinha totalizando R$147,00
reais totais. Tendo em conta que 40% é o custo de produção, são R$98 reais de lucro
líquido ao final do ciclo de 70 semanas. Em uma granja com 5000 aves poedeiras, se
obtém um lucro líquido de R$490.000,00 em 16 meses.

Palavras finais
A produção de galinha e ovos caipiras é uma boa oportunidade de negócio. No entanto
o alto custo de instalação da produção pode ser um limitador para pequenos
investidores, mas é possível começar a produção com um número menor de aves.
Outros produtos também podem ser integrados a propriedade, a exemplo da criação
de peixes no sistema de recirculação de água e a produção orgânica de leguminosas
usando-se estufas. A água do sistema de recirculação que é rico em nutrientes podem
irrigar as plantas e as fezes das galinhas servem de adubação orgânica assim como
o refugo das plantas alimentam as aves. Ou seja, produção de alimentos integrados
com baixo custo e excelente lucratividade.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAS APLICADAS
DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE
INICIAÇÂO EMPRESARIAL

DIEGO DE ALEXANDRIA SANTOS

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO EM SÃO CRISTÓVÃO: GALINHA CAIPIRA

SÃO CRISTÓVÃO
2019
DIEGO DE ALEXANDRIA SANTOS

OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO EM SÃO CRISTÓVÃO: GALINHA CAIPIRA

Trabalho apresentado a disciplina de Iniciação


empresarial

Professora: Iracema

São Cristóvão
2019

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