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00 20/08/2019 REVISADO CONFORME COMENTÁRIOS AFAPLAN LFS JA FP

0A 23/07/2019 EMISSÃO INICIAL LFS JA FP


REV. DATA DESCRIÇÃO PROJETO CONFERE APROVA
REVISÕES
PROJETO: CLIENTE:

RESP. TÉCNICOS
PROJETO: LEIVAS FELIX DATA: 22/08/2019 FABIO PISANO
Eng. Eletricista CREA: 260604246-8
CONFERE: ANDRÉ BATISTA DATA: 22/08/2019 FABIO PISANO
Eng. Eletricista CREA: 260604246-8
APROVA: JÔNATAS LEANDRO DATA: 22/08/2019 FABIO PISANO
Eng. Eletricista CREA: 260604246-8

CAMPO LARGO II
PROJETO EXECUTIVO
TABELA DE LOCAÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
CAMPO LARGO CL17
ESCALA: Nº SIMM: REV:
SIMM-CL17-RM-EX-EM-TB-204 00
S/ESCALA Nº CLIENTE: FOL:
CL17-E-E-SI-MT-ES-M-LI-0001 1/5
FUNDAÇÕES ESTAIS - MEMÓRIA DE CÁLCULO

REDE DE MÉDIA TENSÃO 34,5 kV

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO ........................................................................... 3
2. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA ................................................. 3
3. DESCRIÇÃO TÉCNICA................................................................ 3
4. MÉTODO DE CÁLCULO ............................................................... 4
5. RESULTADOS ............................................................................ 7
6. ARMADURA ............................................................................... 7
7. CONCLUSÃO ............................................................................. 8
8. REFERÊNCIAS ........................................................................... 9

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FUNDAÇÕES ESTAIS - MEMÓRIA DE CÁLCULO

REDE DE MÉDIA TENSÃO 34,5 kV

1. INTRODUÇÃO

O presente memorial tem como objetivo apresentar o


dimensionamento das fundações dos estais a serem implantadas para a
Rede de Média Tensão de 34,5 kV do Parque Eólico Campo Largo 17 (CL-
17), do Complexo Eólico Campo Largo II, localizado no município de
Umburanas, no estado do da Bahia.

2. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

Para o cálculo das fundações dos estais foram levados em


consideração os seguintes documentos de referência:

 CL17-E-E-SI-MT-PP-M-DE-0001 – Planta Traçado RMTA e RMTS -


CL17;
 CL17-E-E-SI-MT-ES-M-MC-0001 – Memorial de Cálculo Mecânico de
Estruturas de Concreto - CL17;
 CL17-E-E-SI-MT-ES-M-LI-0001 – Tabela de Locação de Estruturas de
Concreto - CL17;
 CL17-E-E-SI-MT-LC-M-LM-0001 – Lista de Material - CL17.

Já o detalhamento das fundações é apresentado no documento:

 CL17-E-E-SI-MT-FU-C-DE-0002 – Fundações Estais – Arranjo,


Detalhes, Forma e Armadura - CL17.

Considera-se a revisão mais recente de cada documento.

3. DESCRIÇÃO TÉCNICA

O estai de âncora é composto por uma haste de aço fixada a uma


âncora de concreto armado, enterrada no solo a uma determinada
profundidade.
Para a fundação do estai, é utilizada uma âncora de concreto armado
quadrada, com 0,50 metros de lado e 0,15 metros de altura, posicionada a
1,70 metros de profundidade, a partir do nível do terreno natural, formando
um ângulo de 45º com a horizontal.
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O concreto utilizado deve ter resistência característica aos 28 dias


igual a 20 MPa.
Para implantação da âncora já com a haste fixada é realizada uma
escavação mecanizada.
As valas escavadas deverão ser preenchidas com solo natural,
devendo o material ser compactado em camadas. Deve ser utilizado
material predominantemente arenoso, isento de matéria orgânica e grandes
pedregulhos.
A compactação será realizada através de compactadores pneumáticos
manuais, em camadas de até 30 centímetros de material solto, devendo-se
atingir, pelo menos, 95% de grau de compactação no ensaio de Proctor
Normal.
A determinação da massa específica do reaterro in situ deverá ser
realizada por meio do emprego do Frasco de Areia e a determinação da
umidade através do método do Speedy Test.
Alternativamente, devido à dificuldade de compactação em áreas
confinadas, o solo local poderá ser substituído por areia artificial
devidamente umedecida e vibrada através de vibrador manual, cuja
compacidade relativa deverá ser superior à 70%.

4. MÉTODO DE CÁLCULO

Como critério adotado no projeto eletromecânico, o esforço máximo


que pode ser aplicado ao estai deve ser inferior a 40% do suportado pela
haste de aço para que não sofra ruptura.
A haste de aço utilizado possui carga de ruptura de 4900 daN, sendo
de alta resistência, em conformidade com a NBR.
Além disso, esse esforço deve ser inferior ao suportado pelo conjunto
haste e âncora para que não sofra arrancamento.
O esforço máximo contra o arrancamento pode ser obtido pelo
somatório do peso da âncora de concreto e o peso do solo contido num
tronco de pirâmide de bases quadradas, cuja geratriz forma um ângulo θ
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com a vertical. A base menor do tronco de pirâmide corresponde à base da


âncora e a base maior à interseção da superfície lateral com o nível do
terreno, considerando, para facilidade de cálculos, a âncora horizontal.
O volume do solo, em m³, contido no tronco de pirâmide é dado por:

𝑉𝑠 = . (𝐴 + 𝐴′ + √𝐴. 𝐴′)
3

Com:
𝐴 = 𝑎²

𝐴′ = (𝑎 + 2. ℎ. tan 𝜃)2

Onde:
ℎ = Profundidade de engastamento da âncora para estai, em m;
𝐴 = Área da base inferior do tronco de pirâmide, em m²;
𝐴′ = Área da base superior do tronco de pirâmide, em m².
𝑎 = Comprimento e largura da base inferior do tronco de pirâmide,
em m;

O volume de concreto, também em m³, utilizado na fabricação da


âncora é dado por:

𝑉𝑎 = 𝐴. 𝑒

Onde:
𝑒 = Espessura da âncora, em metros;

A partir dos volumes, calcula-se o peso da âncora e do solo, em kg,


dados por:

𝑃𝑎 = 𝑉𝑎 . 𝛾𝑐

𝑃𝑠 = 𝑉𝑠 . 𝛾𝑠

Onde:
𝛾𝑐 = Peso específico do concreto, em kg/m³;
𝛾𝑠 = Peso específico do solo, em kg/m³

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O esforço máximo contra o arrancamento, a 45º, em kg, é dado,


portanto, por:

𝑃𝑎 + 𝑃𝑠
𝐹=( )
sin 45

Após algumas substituições, temos que o esforço máximo é:


𝐹 = √2. [(𝑎2 . 𝑒). 𝛾𝑐 + . (𝑎2 + (𝑎 + 2. ℎ. tan 𝜃)² + √𝑎2 . (𝑎 + 2. ℎ. tan 𝜃)²) . 𝛾𝑠 ]
3

Portanto, o esforço máximo suportável para que não ocorra o


arrancamento é função da profundidade de engastamento da âncora, das
dimensões desta e dos parâmetros do terreno.
Se a força atribuída ao estai no cálculo mecânico dos postes,
majorada por um coeficiente de 1,4, for menor que o esforço máximo contra
o arrancamento, minorado por um coeficiente também igual a 1,4,
conforme NBR 6122 para verificações à tração, tem-se uma fundação
segura, que não sofrerá arrancamento.
Ou seja, o critério para validação da fundação é:

𝑅𝑑 > 𝐴𝑑 ∴ 𝑂𝐾

Sendo:

𝐹
𝑅𝑑 =
𝛾𝑚

𝐴𝑑 = 𝛾𝑓 ∙ 𝐹𝑒

Onde:
𝐹 = Força máxima suportável para que não ocorra arrancamento;
𝐹𝑒 = Força atribuída ao estai;
𝛾𝑚 = Coeficiente de minoração da resistência, igual a 1,4;
𝛾𝑓 = Coeficiente de majoração da ação, igual a 1,4.

Para fins de cálculo, a fim de padronizar as dimensões da âncora e a


profundidade de implantação desta, indo sempre a favor da segurança, fez-

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se uma verificação para implantação desta há 1,70 metros de profundidade,


nos solos mais desfavoráveis arenosos e argilosos, com as dimensões de
0,50 metros de lado e 0,15 metros de espessura.

5. RESULTADOS

A partir das sondagens à percussão realizadas para a rede aérea,


verifica-se a presença de solos arenosos, e para o dimensionamento da
fundação dos estais considerou-se uma areia fofa, com peso esécífico igual
a 1500 kg/m³ e ângulo θ igual a 20º.
Para estes valores, tem-se que:

𝐹 = √2 [(0,502 ∙ 0,15) ∙ 2500

1,70
+ (0,502 + (0,50 + 2. 1,70 tan 20)2 + √0,502 . (0,50 + 2. 1,7 tan 20)2 ) 1500]
3

𝐹 = 5106,38 𝑘𝑔

A haste de aço, de acordo com o fabricante, suporta 4900 Kg. Como


o máximo esforço que pode ser atribuído ao estai é de 40% desse valor,
tem-se 1960 kg. Logo:

5106,38
> 1,4 ∙ 1960 = 3647,41 > 2744 ∴ 𝑂𝐾
1,4

6. ARMADURA

Optou-se pela colocação de uma armadura mínima, nas duas direções,


dada por:

𝐴𝑠 = 0,15%. 𝑏𝑤 . ℎ

Onde:
𝑏𝑤 = Largura ou comprimento da âncora;
ℎ = Espessura da âncora.

Logo, tem-se que:

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𝐴𝑠 = 0,0015 . 50 . 15 = 1,13 𝑐𝑚²

Opta-se, portanto, por colocar 4 barras de 8,0 mm, equivalente a 2,0


cm², nas duas direções e nas duas faces.

7. CONCLUSÃO

Para todos os tipos de solos arenosos, a implantação do estai na


profundidade de 1,70 metros, a 45º, atende aos critérios de segurança, ou
seja, não provoca arrancamento.
Para lodos, turfas, aterros com matérias orgânicas e argilas a
implantação do estai com estes parâmetros não pode ser executada,
devendo, caso se encontre algum desses tipos de solo, o projetista ser
consultado para tomar providências.
No entanto, de acordo com as sondagens realizadas, não se verifica
a presença de nenhum destes tipos de solos, havendo sempre a presença
de solos arenosos nas profundidades de implantação dos estais.
As verificações realizadas, no entanto, são conservadoras, já que foi
utilizada a máxima força que pode ser aplicada ao estai, 1960 kg, quando
na verdade esta força não passa de 1000 kg, de acordo com o cálculo
mecânico das estruturas de concreto.

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8. REFERÊNCIAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6118: Projeto


de estruturas de concreto – Procedimentos. Rio de Janeiro, 2014.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6122: Projeto


e execução de fundações. Rio de Janeiro, 2010.

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