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Cetose

Etiologia:

A Cetose ocorre devido a um distúrbio metabólico que acontece com as vacas no período que
antecedem o parto, elas ingerem menos alimento devido ao tamanho do bezerro, utero
comprime o rumen e nas 4 semanas pós parto, quando estão com balanço energético negativo
e as reservas energéticas do corpo são utilizadas para apoiar a produção de leite. No início do
período de lactação, as vacas passam a mobilizar as suas reservas de gordura corporal que é
composta do tecido adiposo sobre forma de triglicerídeos que são liberados para o sangue na
forma de ácidos graxos voláteis que chegam até o fígado, onde são oxidados, gerando energia
que resultando em níveis mais elevados de cetona no sangue, urina e leite ou ainda podem
voltar à circulação após a passagem pelo fígado na forma de VLDL. A taxa de absorção da
gordura pelo fígado pode ser maior do que a velocidade de oxidação e o transporte para fora
do fígado. Isso pode levar a um acúmulo de gordura no fígado.

Prevenção:

Manejo adequado de forma a evitar obesidade pré parto, aumentar com moderação a
ingestão de concentrados no Peri parto, fornecer volumosos de boa qualidade, evitar
mudanças bruscas na dieta, evitar silagem rica em ácido butílico.

Intoxicação por uréia

Etiologia:

A uréia é utilizada como aditivo alimentar para ruminantes como fonte protéica, porem seu
consumo exagerado gera um grande risco de intoxicação e pode levar a morte, a intoxicação
nos ruminantes não é pela ureia, mas sim pela amônia gerada do primeiro composto através da
fermentação ruminal. A uréia se torna tóxica quando consumida por animais em grandes
quantidades e quando há uma falta de adaptação ou inadequada homogeneidade da mistura.
Outros fatores que podem causar a intoxicação são a deficiência de carboidratos digestíveis na
ração, a baixa qualidade da forragem consumida ou a debilidade orgânica do animal por
fraqueza ou jejum.

Prevenção:

A uréia deve ser introduzida gradativamente de forma a adaptar o animal, o período


recomendado é de 2 a 4 semanas com função do nível e forma da uréia. O total não deve
exceder 3% do concentrado ou 1% de matéria seca da ração. A mistura deve ser
homogeneizada para evitar maior consumo do produto por animais de lote. Deve-se evitar o
uso da uréia em dietas com deficiência de carboidratos fermentáveis no rúmen. Animais muito
fracos, depauperados e em jejum não devem ter acesso a dieta com uréia. Deve-se ter controle
com aplicação de fertilizantes a base de uréia para evitar intoxicação em bovinos a pasto.