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CAPITULO 1 Introdugao a Engenharia e Ciéncia dos Materiais ‘Ao final deste capitulo, aluna ser capaz de: 1. Entender a engenhara ciéncia dos materials ‘come uma srea do conhecimento cientifico, 2. Enumerar a classfcagao bésica dos materia sido. 3. Relacionar as caracteriticasesserciis de cada grupo de materais © Phoente Mars Lander € 0 “robé-cientista” por tris da ‘mais recente empreitada cientifica da NASA, o Programa de Exploragao de Marte. Os dois principais objetivos cien- tificas da missio Phoenix sio deferminar se de fato nun cea houve vida em Marte, ¢ entender o clima marciano, A. aeronave € uma obra-prima da engenharia, representando 0 desejo humano de obter conheeimento. Imaginem os de- safios em engenharia e eigneia dos materiais ao se projetar luma nave para resistir e operar de maneira elieaz sob uma variedade de condigies extremas, Durante o langamento, por exemplo, a aeronave e seus sensives instrumentos $20 ssubmetidos a eargas colossais, jd ao longo da etapa de eru zeiro, a neronave deve resistr a tempestades solares & ao Impacto de micrometcoros, na fase de reentrada, descida e aterrissagem, por sua vez, a temperatura sobe milhares de graus, e a seronave ¢ sujeta ainda a uma tremenda forga de desaceleragdo quando o paraquedas ¢ aberto, finalmen- te, durante a operagdo em Marte, a aeronave deve suportar as temperaturas extremamente baixas do drtico marciano, npestades de arc, alg das 4. Citar um material de cada grupo e rélacionaralgumas aplicagies dos diferentes tipos de materi, '5.-Avallar 0 quanto sabe e 0 quanto nio sabe sobre materials, 6. Estabelacer a importincia da engenara eciincia dos ‘materiais na slegdo de matriais para varias apicagdes. (© Lander ¢ equipado com uma série de ferramentas de engenharia ¢ de instrumentos cientificas. Os prin trumentes a bord so: (1) um brago de robd dado de u filmadora (construido pelo Jet Propulsion Laboratory [IPL] University of Arizona, ¢ Max Planck Institute, na Alemanha), (@) instrumentos para andlise microsespica, eletroquimica & de condutividade (JPL), (3) um analisador de gazes liberados poraquecimento da amostra (University of Arizona e Univer- sity of Texas, em Dallas), (4) virios sistemas de obtengdo de imagens, ¢ (5) uma estagao moteoroldgica (Canadian Space Agency) As principais eategorias de materiais (metas, poli- eros, cerimicas, compésitos e materiaiseletrinicos) foram utlizadas na statu ‘A missto Phoenix Mars Lander usa as mais avanga- «das teenologias, conhecimentos ¢ experiénciasna érea de engenboria ¢ cigncia dos materiais para gerar novos co- nhecimentos sobre Marte, os quais podem abrir eaminho para a exploragio humana do espago e o povoamento de outros planetas, ido Lander e em seus instrumentos, Fundamentos de Engenharia e Cléneia dos Materia Tabela 1.1 Materia mats com fem porcentagem, em eto « em volume 1.1 MATERIAIS E ENGENHARIA A humanidade, os materiais e a engenharia evoluiram com 0 decorrer do tempo e ainda continuam 8 fazé-lo. Vivemos em um mundo em constante evolugdo, ¢ 0s materiais ndo sio exceedes. Historicamen- te, 0 avango das eivilizagdes dependeu do aperfeigoamento dos materiais com que trabalhar. O homem pré-historico estava restrito aos materiais disponiveis na natureza, como pedras, madeiras, ossos epeles Com o tempo, cles evoluiram dos materiais da Idade da Pedra para as subsequentes [dades do Ferro € do Cobre (Bronze). Deve-se observar, porém, que estes avangos nfo aconteceram de maneira uniforme em toda parte — veremos que isto também ocorre na natureza, inclusive em escala microse6pica, Mes- mo nos dias atuais, estamos restritos a materiais que podemos obter da crosta terrestre e da atmosfera (Tabela 1.1), Segundo o diciondrio Webster's, materiais podem ser definidos como substincias das quai qualquer coisa ¢ constituida ou feita. Embora genérica, do ponto de vista das aplicagdes em engenharia, cesta definigio abrange quase todas as situagbies A produgio ¢ o processamento de materia em prexlutos acabaudos constituem uma grande parte da e20- hhomia stual. Os engenheiros projelam a maioria dos produlos manufaturados, bem como os sistemas de processamento necessirios & sua produgao. Uma vez. que os produtos requerem materiais para sua fabrica- ‘slo, o engenheiro deve conhecer a estruturaintema & as propriedades dos materiais objetivando escolher os ‘materiais mais adequados a eada aplicago € ao desenvolvimento dos melhores métodos de processamento. Os engenheiras de pesquisa e desenvolvimento criam novos materiais ou modificam as proprieda- des de materials existentes, Os engenheiros de projeto (projetistas) utilizam tanto materials ja existen- tes quanto materiais modificados ou novos para projetar ¢ criar outros produtos e sistemas. Algumas vezes, estes engenheiros encontram um problema em seu projeto que demanda # eriagio de um novo material por parte dos engenheiros de pesquisa e desenvolvimento. £ 0 caso, por exemplo, do projeto de um transporte civil de alta velocidade (high-speed civil transport — HSTC) (Figura 1.1), que exige ‘0 desenvolvimento de materiais para altas temperaturas capazes de suportar até 1800 °C (3.272 *), possibilitando velocidades do ar na faixa de Mach 12 a 23 de matriz, ceramic! Visando esta aplicagio e outras similae res, atualmente vem sendo realizadas uns na cross e na atmosferatercestes Onigio (0) Silicio (Si) Aluminio (Al) Ferro (Fe) Calcio (Ca) Seo (Na) Potassio (K) Magnéso (Ma) Total oa Nitragénio (Si) Oxigénio (02) silos de matriz cerimica, compostos in- termetilicos refratarios © superligas de m7 cristal nico. ‘A esploraglo espacial € uma irea 46,60 a que exige 0 maximo de engenheiros € 5,00 pesquisadores em materiais O-projeto 58 © consirugio da Estagdo Espacial In- ternacional (Intemational Space Sta- 2/83 lion — ISS) e do Téicwlo Explorador de Marte (Mars Exploration Rover ~ MER) aa so exemplos de atividades em pesquisa 2,09 exploragio espacial que demandam 0 ara maximo de engenheiros € cientistas na firea de materiais. Para a construgio da seco ISS, um grande laboratério de pesquisa movendo-se pelo espago a velocidade de 27,000 km/h, foi necessirio a sel 20,95 ‘de materiais para operagio em um am- biente muito distinto do que eonhecemos ar 78,08 Aerio) Ba Ferra (Figura 1.2) Eles devem ser Dibnido de carbone (C03) 0,03 ves a fim de se minimizar o peso itil du- rante o langamento, O involuero extemo ‘Mach 1 igual a velocidade do som no a. Capitulo + Intodugio & Engenharia e Ciéncla dos Materials 3 eve oferecer protesao contra o impacto de minisculos meteoros e do lixo espacial. A pressto intema do ar, de aproximadamente 15 psi (uma atmosfera), esté continuamen- te tensionando os médulos. Além disso, os médulos devem suportar tensies imensas durante o langamento, A selegdo de materiais para o MER também representa um desafio, rincipalmente ao se considerar que durante ‘A noite o veiculo estaré sujeito a temperatu- ras que podem cair a -96 °C, Estas e outras restrigdes requerem novas possibilidades de selegio de materiais durante 0 projeto de sis- temas complexos, Deve-se ter em mente que a uilizagdo de materiais eos projetos de engenharia mudam continuamente ¢ que o ritmo desta mudanga se acclera, Nio ha como prever os avangos de longo prazo nesta area, Em 1043, a pre- visto era de que pessoas ricas nos Estados Figura 1.1 ‘Unidos teriam seus prépries girocépteros. vista do transporte civil de alta velocidad mostra o Hyper-X com Mach 7 e motores Quio errada estava esta previsio! Enquanto emoperagio: Or ands indicam a veociade do escoamenta na superce, 1580, 0 transistor, © circuito integrado e a te- (© Thm Conan) levisio (incluindo-se ai a televisio colorida © de alta definigao) cram menosprez los, Trinta anos atrss, muilas pessoas ndo acreditariam que um dia os computadores se tornariam um produto de uso doméstico to comum quanto um telefone ou um refrigerador. E, mesmo hoje, ainda achamos diffeil de aereditar que um dia as viagens espaciais estartio Aisponiveis comereialmente e que seri possivel colonizar Marte, Contudo, a cigneia e a engenharia expandem e transformam em realidade nossos sonhos mai impossiveis, ‘A bulsca por novos materiais prossegue continuamente, Como tm exemnplo, destaquemos o fato de que engenheiros mecinicos buscam novos materiais para altas temperaturas, a fim de que 0s avives a jato possam operar com maior endimento. Por sua vez, en- genbeiros elericas também procuram desenvolver novos ma- leriais para que dispositives eletrinicos possam operar mais rapidamente ea temperatura mais altas. Engenbeiros expacia procuram desenvolver materiis eom maior razto resistencia! peso para a construgdo de veiculos espaciais Engenheiros guimicos ¢ de materias procuram materais mais resistentes cortosio. Muitos setores da industria t&m em vista materias, dispositives e sistemas mictoeletromecinicos (MEMs) para serem usados como sensores ¢ atuadores em suas aplicagbes. ‘Mais recentemente, 0 campo dos nanomateriais vem atraindo a atengio de muitos eientistas e engenheiros em todo o mundo. Propriedaces estruturas, quimicas e mecfinicas singulares dos rnanomatariais abriram nowas e impressionantes possibilidades de aplicagdo em uma série de problemas de engenhariae med cina, Estes sfo apenas alguns exemplos da busca de engenbi mntistas por materais e processos novos e aperfeigoados para uma vasta gama de aplicag®es. Em muitos cass, 0 que ‘ontem era impossivel, hoje € reahidade! Engeneiros de todas as areasdevem ter algum conhesimen- tobisicoe aplicado de materiis para engenbaria, de modo que 20 utilizes, sejam mais eficazes em seu trabalho. O propSsito deste livro ¢ servir como uma introdugao ao estudo da estrutura inlema, das propriedades, do processamento e das aplicagSes Figura 1.2 {Estado Espacial internacional (18) (@ tain sec) 4 Fundamentos de Engenharia € Ciéncla dos Materials de materiais para engenharia. Devido & enorme quantidade de informaydes disponiveis sobre este unto e, em vista das limitagdes deste livro, procedeu-se a uma selegio do conteixlo a ser apresentado, 1.2 ENGENHARIA E CIENCIA DOS MATERIAIS A cigneia dos materiais tem como objetivo principal a oblengdo de eonhecimentos bisicos sobre a estrutura interna, as propriedades e o provessamento de materiais. A engenharia dos materials volta-se principalmente para a ulilizagio de conhecimentos basicos e aplicados acerca dos materia de tal forma que estes possam ser transformados em produtos necessarios ou desejados pela sociedade. O termo engenharia e ciéncia dos materiais engloba tanto a exéneia como a engenharia dos materiais e constitu ‘ assunto deste livro, No espectro do conhecimento sobre materials, a iéncia dos materia localiza-se no extremo do conhecimento basico, enquanto a engenharia dos materiais se encontra no limite do conhe- ceimento aplicado, nfo havendo entre elas uma linha diviséria Engenharia ecicia Cencia dos materia ‘os materiis Figura 1.3), A Figura 1.4 mostra um diagra- timido por trés circulos irivos que estabelecem a ngentaria dos materiis th estrus propriedades, Conbecimenta relaglo entre as eigncias basicas (e amatemitica), aengenharia e cién- cia dos materiais ¢ as outras éreas dda engenharia. As eigncias bisicas localizam-se no interior do cireulo Contecimesto aplicado his seine fe] petamentoe J] Coscia ‘ates pars nati Figura 1.3 Espectio do conhecimento sabre mates. © emprego simultane de informagdesoriundas da cgnea eda engenharia dos materials permite os engenherosranslormar mates em produtosnecessros a sociedade. Engenharia > Mecinica Mosiina Ciencias ae acs ia Glee. Metts visas ‘mien Ciencias otdgias Mecca ee \ \euini een Pains Sa ‘mins, mineral e gegen Figura 1.4 Exe dlagrama lustra coma a engenhaiaeclncia dos materia estabelece una ponte entre as Informagoes das clnclas biskase as Sreas da engentaria eaharaad ‘mais intemo, ou niileo do diagra ‘ma, a0 passo que as muilas dreas dda engenharia (mi ‘quimica etc.) se localizam no tereciro circulo, mais extern. As eigneias aplicadas, como a lurgia, a cerdimica ¢ a ciéneia dos polimeros, situam-se n0 anel central. Vé-se, entdo, que a engenharia ea ciéncia dos, materiais formam uma ponte entre as informagées sobre ‘materiais oriundas das ciéncias hésicas (¢ da matemitica) ‘reas da engenharia. ica, elétrica, neta 1.3 TIPOS DE MATERIAIS Por questties de convenigneia, amaioria dos materiais para ‘engenharia 6 dividida em trés categoris basicas principais: poliméricos e mate ‘cerdmicos. Neste capitulo serio feitas as distingdes entre «estas calegorias com base em algumas de suas importantes propriedades mecdnieas,eléricas efisicas. Nos capitulos subsequentes, sero estudadas as diferengas entte a estru- tura interna destes tipos de materiais. Serdo consideradas também duascategorias segundo o prccessamento ea apie (0, dos materials compasitos ¢ a dos materials ele- trénicos, devido 4 sua grande importancia na engenharia. 1.3.1 Materiais metalicos Esses materiais sio substincias inorganicas compostas de uum ou mais elementos metilicos, podendo também con- ter alguns elementos nao metilicos, Alguns exemplos de Capitulo 1+ introdugao a Engenharia e Ciéncia dos Materiais elementos metilicas sto o ferro, 0 cobre, © aluminio, o niquel ¢ o titinio, Elementos nfo metilives, ‘como carbono, nitrogénto e oxigénio, também podem estar presentes em materiais metilicos. Os metas ppossuem uma estrutura cristalina na qual os dtomos esto dispostos de maneia ordenada, Sto em geral bons condutores térmicos eeléiricos, Muitos deles slo relativamente resistentes e dicteis a temperatura ambiente, sendo que varios se mantém bastante resistentes mesmo a alta emperaturas. (Os metais eas ligas? sto comumente divididos em duas classes: as ligas e metals ferrosos, que con 1ém uma grande porcentagem de ferro, como, por exemplo, agos ¢ ferros fundidos, ¢ as ligas e metal nko ferrosos, que mio contém ferro ou que o contém apenas em pequena quantidade, Alguns exemplos de metais nfo ferr0s0s So 0 aluuminio, o cobre, o 7ineo, o titinio ¢ 6 niquel. A distingao enire ligas fer- ross e nfo ferrosas deve-se ao fato de que agos ¢ ferros Tundidos slo proxuzidos em quantidades muito aiores ¢ so muito mais usados do que outras liga. (Os metais, em sua forma pura ou em ligas, so usados em vérios ramos da indiistria, ineluindo-se seroespacial, biomédica, semicondutores, eletrOnica, energia, construgao civil transportes. Nos Esta- ddos Unides, « produgdo dos principais metais, tals como aluminio, cobre, zinco ¢ magnésio, acompanha de perto o crescimento da economia, Eniretanto, a produgdo de ferro € ago tem sido menor do que @ ssperada devido ii competigao no mereado global ¢ a razdes econémicas, sempre prementes. Os eng heiros ¢ pesquisadores em materiais esto continuamente tentando aprimorar as propriedades de ligas jd existentes ou projetar e produzir novas ligas mais resistentes, inclusive a altas temperaturas, e com, ‘melhores propriedades de fluéncia (ver Segdo 7.4) e fadiga (ver Segdo 7.2). As ligas existentes podem ser aperleigoadas pelo aprimoramento de sua quimiea, pelo controle da composigdo e por téenicas de processamento. Por volta de 1961, por exemplo, superligas novas ou aprimoradas a base de nique! ou de ferro-niquel-cobalto estavam ja disponiveis para uso nas palhetas de alta pressdo de turbinas a gas de aeronaves, O termo superliga foi cunhado em vista do desempenho superior destas ligas a tempera- turas elevadas, aproximadamente 540 °C (000 °F), ¢ sob altos niveis de tensio. As Figuras 1.5 ¢ 1.6 ‘mostram uma turbina a gis PW4000 constraida prineipalmente com gas e superligas metalicas. Os metais usados nas partes intemas da turbina devem ser cupazes de suportar altas temperaturas e pressbes durante a sua operacio, Por volta de 1980, técnieas de fundicRo aprimoradas permitiram produzir gros colunares solidificados direcionalmente (ver Seed 4.2) e ligas fundidas a base de niquel de cristal nico (ver Sego 4.2), No inicio dos anos 1990, ligas fundidas de cristal inico solidifieadas direcionalmente ‘tomaram-se padi em muitas aplicagdes de turbinas a gas em aeronaves. O desempenho superior de superligas a temperaturas de operagio elevadas levou a uma melhora significativa no rendimento de turbinas de aeronaves Muitas ligas metélicas, como ligas de titinio, ago inoxidavel ¢ ligas a base de eobalto, sio também usadas em aplieagdes biomédieas, como em implantes ortopédicos, em valvulas para o corago, ou em di positives de fixagdo e parafusos, Esses materiais possuem major resistencia, igidez e biocompatibilidad esta ultima ¢ uma considerago importante, porque © ambiente no interior do corpo humano ¢ extrema- ‘mente corrosive ¢, portanto, os materials usados nesses aplicagSes devem ser insensiveis a esse ambient. ‘Além do aprimoramento quimico e do controle da composigio, pesquisadores e engenbieiros tam- ‘bem se concentram no methoramento de novas técnicas de processamento desses materiais. Processos como compactagio isostitica a quente (ver Segdo 11 4) ¢ forjamento isotérmico permitiram um aumen- to da resisténcia § fadiga de muitas ligas. Mais ainda, as téenicas da metalurgia do pé (ver Seeao 11 4) ccontinuaro sendo importantes, porque permitem a melhoria das propriedades de algumas ligas com um. custo reduzido do produto final 1.3.2 Materiais poliméricos ‘A maioria dos materiais poliméricos consiste em longas cadeias ou redes moleculares que normalmente ‘tm como base materiais organicos (precursores que contém carbono), Estruturalmente, a maior parte dos ‘materiais poliméricos ¢ nao cristalina, mas alguns apresentam uma mistura de regides eristalinas e no cristalinas. A resisténcia e a ductilidade dos materiais poliméricos variam muito. Devido & natureza de i, predominantemente, maus condutores de eletricidade. Alguns les so bons isolantes, usados em aplicages de isolamento elétrico, Uma das aplicagses mais recentes sua estrutura intema, estes materia 2Uma liga metilca¢ uma combinagio de dos ou mais metals, ou de um metal (ou metals) eum ndo metal ou ndo metas. 6 Fundamentos de Engenharia ¢ Ciénca dos Materials Figura 1.5 Figura 1.6 ‘Ntabina para aeronaves P¥4000) mostada acina¢fabrcada Vista em corte da turbina a gésPW4000, de 112 polegadas prnpalmente com igs metas As mals recentesIgas 3 base (284,48 a, moswando 0 techo de desvie do ventiadr. Be ngue de ata essence mecinica eats tempeatra, 80 (Cenesa deat wna) {atone em aun fabieagio. ss trtia far wo de mas teen logis avangadas¢comproxads pars aumentar seu desompenho ‘durabldade, Incue materia as paletas de ciel nico de Segunda gerago, discos dep meio eum contvoe eetrenico autSooma (Uf athany”aperteloado, (Coed ce Prat Whi C2) dos materiais poliméricos é na produglo de discos de video digitais (DVDs) (Figura 1.7), Em geral, estes, ‘materiais tem baixa densidade e se decompsem ou amolecem a temperaturas relativamente baixas Historicamente, nos Estados Unidos, os materais plésticos tém apresentado o maior erescimento entre (08 materiais basicos, com uma taxa anual de 9% em peso (Figura 1-14). Todavia, a taxa de erescimento dos plisticos em 1995 cain para menos de 5%, uma diminuigdo significativa, Tal queda era, entretanto, esperada, pois os plisticos jé haviam substituido os metais, o vidro € 6 papel na maioria dos mercados de grande volume em que atualmente eneontram aphicagdo, como o de embalagens e o da construgao, P “‘ Figura 1.7 Fabrcantes de resinas pista