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1. SOBRE AS AUTORAS

ENEM

2. 2019

NÃO 3. FALE MAL DO GOVERNO

4. MODELOS DE REDAÇÃO

5. TEMAS? NÓS TE DAMOS 14

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MODELOS DE REDAÇÃO 5. TEMAS? NÓS TE DAMOS 14 3 4 5 6 7 índice O

índice

DE REDAÇÃO 5. TEMAS? NÓS TE DAMOS 14 3 4 5 6 7 índice O SALTO
DE REDAÇÃO 5. TEMAS? NÓS TE DAMOS 14 3 4 5 6 7 índice O SALTO

O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS PARA O ENEM 2019

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Sobre as autoras

1 Sobre as autoras A m a n d a K i m i e Amanda
1 Sobre as autoras A m a n d a K i m i e Amanda
1 Sobre as autoras A m a n d a K i m i e Amanda

Amanda Kimie

Amanda é formada em Letras pela UFMG. Já trabalhou com correção de textos, monitorias individualizadas e, atualmente, leciona como professora de redação em seu próprio cursinho pré-ENEM, a salinha CONTEXTO. Desde o início da carreira, Amanda sempre acreditou que o próprio conhecimento do aluno deve ser explorado em sala de aula, desmistificando a ideia de que só filosofia e história são importantes nas redações de vestibular. Não é à toa que ela ensina aos alunos como tirar 1.000 na redação do ENEM utilizando repertórios pops, como animações, super-heróis e quadrinhos de todos os tipos. Você também quer aprender isso? Então, com certeza, vai amar este e-book.

aprender isso? Então, com certeza, vai amar este e-book. Alina Layoun Redatora publicitária, roteirista e co-

Alina Layoun

Redatora publicitária, roteirista e co- idealizadora da plataforma de ensino @osalto. Ela adora literatura, bossa nova, programa de culinária e é a loka dos gatos. Além disso, Aline saca tudo de língua portuguesa, escreve redações-modelo e comanda o quadro Salte em 1 minuto na plataforma. Quer mais? Então, não deixe de acompanhar as enquetes que ela faz pelo instagram.com/osalto. Lá, você vai aprender um monte de coisas para dar um show na redação do ENEM, e na vida!

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2 Redação do ENEM 2019 O Brasil mudou, o governo mudou e até o diretor do
2 Redação do ENEM 2019 O Brasil mudou, o governo mudou e até o diretor do

Redação do ENEM 2019

O Brasil mudou, o governo mudou e até o

diretor do INEP (Instituto Nacional de Estudos

e Pesquisas Educacionais) já não é mais o

mesmo. Agora, temos um general doutorado

em Estudos Militares e sem nenhuma experiência em avaliação educacional no

comando do ENEM. Além disso, o presidente Bolsonaro afirmou que quer fiscalizar a prova

e o nível das questões antes da aplicação. Pode isso, produção?

das questões antes da aplicação. Pode isso, produção? O que esperar quando você não estava esperando?

O que esperar quando você não estava esperando?

Vamos supor que nosso presidente consiga, de fato, interferir no conteúdo da prova do ENEM 2019. Nesse caso, o que deveríamos esperar? Provavelmente, uma prova mais conservadora e com menos viés inclusivo. Ainda assim, não dá pra dizer ao certo o que vai cair, mas dá pra supor sobre o que não vai.

É provável que não caia:

- ideologia de gênero, porque segundo o

presidente “isso não tem importância”

- questões indígenas, porque Bolsonaro é contra as demarcações;

- mudança de clima, devido às últimas polêmicas envolvendo a Amazônia;

- xenofobia no Brasil, já que o próprio

presidente afirmou encarar os imigrantes como uma ameaça;

- direito dos idosos, devido às pautas

levantadas pela reforma da previdência;

- efeitos das fake news na política, por motivos óbvios.

O governo

não quer

que você fale mal dele

Todo mundo sabe que o ENEM (olha, vejam só) é do governo. Então, o que se espera é que você lembre, ao longo da sua prova, apenas das coisas boas que ele fez durante o ano. Assim, você irá citar dados “pró-governo” no repertório sociocultural da sua redação.

É provável que caia:

- importância da vacinação, porque o governo bateu muito nessa tecla ao longo do ano;

- gravidez precoce, devido à criação da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência;

- a importância da família, porque Bolsonaro se elegeu a partir desse discurso;

consequência do bullying nas escolas, porque esse é um problema social, e não necessariamente da falta de ações mais efetivas do governo.

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da falta de ações mais efetivas do governo. - 3 O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS
da falta de ações mais efetivas do governo. - 3 O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS

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4 Vamos ver redações- modelo de alguns temas? Nesse e-book, utilizamos muito repertório pop nas redações-modelo.
4 Vamos ver redações- modelo de alguns temas? Nesse e-book, utilizamos muito repertório pop nas redações-modelo.

Vamos ver

redações-

modelo de alguns temas?

Nesse e-book, utilizamos muito repertório pop nas redações-modelo. Você também pode utilizá-los no seu texto, desde que saiba contextualizar e extrair dele os melhores argumentos para o seu desenvolvimento. Bora lá?

os melhores argumentos para o seu desenvolvimento. Bora lá? O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS PARA
os melhores argumentos para o seu desenvolvimento. Bora lá? O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS PARA

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5 1. O papel da família na construção da dignidade de um cidadão. 2. A questão
5 1. O papel da família na construção da dignidade de um cidadão. 2. A questão

1.

O papel da família na construção da dignidade de um cidadão.

2.

A questão da gordofobia no Brasil: como combater essa

realidade?

3.

A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa

realidade na construção da criança.

4.

Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil

5.

O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil.

6.

O impacto das notícias falsas na área da saúde brasileira

7.

A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras.

8.

Adequação do jovem ao futuro do mercado de trabalho.

9.

O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil

10.

Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros

11.

Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil

12.

A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil.

13.

A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira.

14.

O esporte como ferramenta de transformação social no

cenário brasileiro.

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5 1. O papel da família na construção da dignidade de um cidadão. TEXTOS MOTIVADORES TEXTO
5 1. O papel da família na construção da dignidade de um cidadão. TEXTOS MOTIVADORES TEXTO

1. O papel da família na construção da dignidade de um cidadão.

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

De acordo com Telma Vinha, Professora de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em nossa sociedade, escola e família são as duas principais instituições responsáveis pela formação do ser humano. A Educação informal (não sistematizada ou não intencional), também chamada de socialização primária, é proporcionada pela família e começa quando nós nascemos, no âmbito privado. Nela, a criança aprende a diferenciar o certo do errado, de acordo com o núcleo em que está inserida.

Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/8553/o-papel-da-escola-e-da-familia-na-formacao-das-criancas#

TEXTO II

Para o UNICEF, as famílias são o espaço natural e privilegiado para garantir que cada criança tenha assegurados seus direitos à saúde, à educação de qualidade, à igualdade, à proteção e à participação, com a absoluta prioridade determinada pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Desenvolvimento infantil

No seus primeiros 1.000 dias de vida, as crianças respondem mais rapidamente às intervenções do que em qualquer outra fase. É um momento único para focar na atenção integral. Durante essa janela crucial de oportunidades, as células cerebrais podem fazer até 1.000 novas conexões neuronais a cada segundo – uma velocidade única na vida. Essas conexões formam a base das

estruturas cerebrais, contribuem para o funcionamento do cérebro, pra a aprendizagem das crianças

e criam as condições para a saúde delas no presente e no futuro. A falta de atenção integral – que

inclui acesso à saúde, nutrição adequada, estímulos, amor e proteção contra o estresse e a violência – pode impedir o desenvolvimento das estruturas cerebrais.

Avanços na neurociência provaram que quando as crianças passam seus primeiros anos em um

ambiente estimulante e acolhedor, novas conexões neuronais se formam na velocidade ideal. Essas conexões neurais ajudam a determinar a capacidade cognitiva de uma criança, como elas aprendem

e pensam, sua capacidade de lidar com o estresse, e podem até influenciar o quanto elas ganharão quando adultas.

Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/desenvolvimento-infantil

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5 1. O papel da família na construção da dignidade de um cidadão. TEXTO III Agressões
5 1. O papel da família na construção da dignidade de um cidadão. TEXTO III Agressões

1. O papel da família na construção da dignidade de um cidadão.

TEXTO III

Agressões físicas comprometem a formação da personalidade e provocam danos à saúde mental da criança

O psicanalista do Hospital Nove de Julho de São Paulo, Catulo César Barros explica que a criança pode ser imatura, mas é uma esponja emocional. Na visão do médico, essa capacidade dá a ela um entendimento agudo do que ocorre a sua volta e provoca desdobramentos na fase adulta. “Se estiver inserida em um ambiente de carinho e acolhimento, a criança tem totais condições de entender que uma palmada não é agressão, é repressão a uma atitude errada, correção. Agora, quando vive em uma realidade crua, os danos de uma agressão física desmedida podem desenvolver um adulto violento, depressivo e medroso.”

Segundo dados da Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância (Sipani), 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no Brasil.

Disponível em: https://www.geledes.org.br/os-impactos-da-violencia-domestica-infantil/

TEXTO IV

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita

formal da língua portuguesa sobre o tema

O papel da família

na construção da dignidade de um cidadão

. Apresente

propostas de ações que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS

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Redação-modelo

Tema

5 Redação-modelo Tema O papel da família na construção da dignidade de um cidadão A animação
5 Redação-modelo Tema O papel da família na construção da dignidade de um cidadão A animação

O papel da família na construção da dignidade de um cidadão

A animação “O Rei Leão”, da Disney, apresenta a relação familiar do

protagonista Simba, que recebe ensinamentos de seu pai Mufasa sobre a importância de valores sociais como a solidariedade. Essa obra ficcional representa o papel fundamental da família na construção de princípios dignos capazes de formar um cidadão. Entretanto, apesar desse benefício do núcleo familiar, muitos pais não proporcionam um ambiente saudável para o desenvolvimento da criança, o que prejudica a real cidadania de tais indivíduos.

o que prejudica a real cidadania de tais indivíduos. Diante do cenário apresentado, é possível afirmar
o que prejudica a real cidadania de tais indivíduos. Diante do cenário apresentado, é possível afirmar
o que prejudica a real cidadania de tais indivíduos. Diante do cenário apresentado, é possível afirmar
o que prejudica a real cidadania de tais indivíduos. Diante do cenário apresentado, é possível afirmar

Diante do cenário apresentado, é possível afirmar que a família é imprescindível na formação da dignidade dos filhos ao transmitir-lhes experiências que envolvam valores sociais, como honestidade e respeito. Isso ocorre tendo em vista que, a partir de exemplos, as figuras familiares são capazes de influenciar o caráter das crianças. Tal realidade é comprovada pela teoria do filósofo John Locke, o qual afirma que os indivíduos nascem como folhas em branco, ou seja, sem criticidade, e, ao longo da vida, adquirem vivências capazes de moldar quem eles serão no futuro. Por isso, nota-se que a família é essencial na construção desse futuro cidadão, já que ela é o primeiro contato social das crianças.

No entanto, muitas famílias não proporcionam um ambiente adequado para que o indivíduo se desenvolva. Um exemplo disso são as agressões domésticas cometidas pelos pais que veem na violência uma forma de disciplinar.

A realidade em questão é negativa, pois fere o Estatuto da Criança e do

Adolescente, o qual defende que toda criança deve ter o direito a uma vida

digna assegurado com absoluta prioridade pela família. Desse modo, percebe- se que as infantes vítimas de violência são, na realidade, cidadãos de papel, assim como na teoria do jornalista Gilberto Dimenstein, uma vez que eles possuem os direitos garantidos apenas no plano teórico. Em suma, quando

a instituição familiar não cumpre seu papel constitucional, ela torna-se um entrave para a cidadania infantil.

Portanto, com intuito de construir cidadãos com dignidade, as ONGs de defesa da criança necessitam evidenciar para a família, por intermédio de campanhas educativas, o papel que ela possui em relação a uma educação sem violência. Essas campanhas devem ser realizadas nas mídias sociais, no formato de vídeos, feitos com auxílio de psicólogos e advogados, que vão explicitar para os pais as bases do ECA e a relevância de transmitir às crianças valores humanos dignos. Assim, será possível garantir que mais famílias da realidade ajam como o Mufasa da ficção.

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5 2. A questão da gordofobia no Brasil: como combater essa realidade? TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I
5 2. A questão da gordofobia no Brasil: como combater essa realidade? TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I

2. A questão da gordofobia no Brasil:

como combater essa realidade?

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

Gordofobia cresce no Brasil e prejudica vida profissional das vítimas

Mais que afetar a autoestima de quem sofre com os ataques de preconceito, a gordofobia tem efeitos mais graves do que se imagina. Eles podem ser sentidos na vida emocional e profissional da pessoa obesa. Uma pesquisa da Universidade Cornell aponta consequências especialmente para as mulheres. As obesas em geral têm 50% menos chances de frequentar o ensino superior, 20% menos chances de se casar, sete vez mais chances de ter depressão e recebem 9% a menos que mulheres não obesas.

A psicóloga Fabiana Cerqueira endossa: “A infância, sabemos, é um momento de formação, na qual as experiências vivenciadas podem deixar marcas no decorrer da vida. E alimentar essa coisa do padrão magro, vamos colocar assim, pode ter consequências trágicas, nefastas”. A Universidade da Pensilvânia, aliás, divulgou, no início do ano, um estudo que atesta que o preconceito sofrido pelas pessoas gordas é mais maléfico à saúde delas do que a obesidade em si.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30% dos obesos podem ter perfil metabólico e cardiovascular dentro da normalidade.

Disponível em: https://www.otempo.com.br/pampulha/gordofobia-cresce-no-brasil-e-prejudica-vida-profissional-das-

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TEXTO II

v%C3%ADtimas-1.1531001 TEXTO II O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS PARA O ENEM 2019

O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS PARA O ENEM 2019

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5 2. A questão da gordofobia no Brasil: como combater essa realidade? TEXTO III Muitos dos
5 2. A questão da gordofobia no Brasil: como combater essa realidade? TEXTO III Muitos dos

2. A questão da gordofobia no Brasil:

como combater essa realidade?

TEXTO III

Muitos dos mitos relacionados com o peso ocorrem devido à ideia de que a obesidade é controlável — portanto, representa negligência. Porém o excesso de peso não é necessariamente resultado de comer demais. Vários outros fatores podem contribuir, como falta de sono, condições socioeconômicas, medicamentos, desequilíbrio hormonal, genética, problemas de saúde mental e até mesmo a poluição do ar. Ou seja, segundo a nutricionista Paola Altheia, dizer que uma pessoa é obesa porque ela come demais e não se exercita muito é fazer uma generalização.

Essas tentativas de definir e categorizar pessoas entre normais e anormais estão fortemente associadas à eugenia, ciência que tenta determinar quais seriam os seres humanos com o melhor patrimônio genético — e que já serviu de justificativa para genocídio, escravidão e colonização.

TEXTO IV

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2017/05/ gordofobia-por-que-esse-preconceito-e-mais-grave-do-que-voce-pensa.html

“Estou sofrendo muita pressão. As pessoas vivem dizendo que eu estou obesa e acabada. Que minha gula vai acabar fazendo mal para o meu filho. Isso me incomoda muita”, admite a Juliana Barreto, 36. Muitas pessoas ainda veem as pessoas gordas como desleixadas e doentes. O que a população não entende é que é exatamente o estigma que cerca os gordos que pode deixá-los doentes. Um estudo publicado na edição de junho de 2015 da Social & Personality Psychology Compass indica que pessoas que sofrem gordofobia têm maior probabilidade de desenvolver depressão, ansiedade, dependência química e baixa autoestima. “Sofrer esse tipo de preconceito ainda pode fazer com que a pessoa pratique auto sabotagem, isole-se ou desenvolva desinteresse social, profissional e até intelectual”, adverte o psiquiatra Antônio Guinho, 74. “Outra consequência comum é a auto depreciação. Mulheres gordas começam a se ver não apenas como inadequadas fisicamente, mas também como burras, desajeitas”.

Disponível em: http://www.unicap.br/webjornalismo/asgordastambemamam/site/index.php/as-consequencias-da-gordofobia/

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa

sobre o tema

ações que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

A questão da gordofobia no Brasil: como combater essa realidade?

Apresente propostas de

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Redação-modelo

5 Redação-modelo Tema A questão da gordofobia no Brasil: como combater essa realidade? A música “All
5 Redação-modelo Tema A questão da gordofobia no Brasil: como combater essa realidade? A música “All

Tema

A questão da gordofobia no Brasil: como combater essa realidade?

A música “All about the bass”, da cantora Meghan Trainor, critica o padrão de beleza associado à magreza e apresenta uma valorização do corpo gordo, independentemente da visão preconceituosa da sociedade. Porém, infelizmente, tal valorização não ocorre no Brasil, já que a gordofobia inferioriza a pessoa gorda, prejudicando essa parcela social. Por isso, é evidente a necessidade de combater a problemática.

Diante desse contexto, pode-se mencionar que muitas pessoas próximas do

padrão de beleza inferiorizam os indivíduos gordos por associarem a magreza

à superioridade. A inferiorização em questão se manifesta, por exemplo, por

inferiorização em questão se manifesta, por exemplo, por meio de apelidos pejorativos, como “elefante” e
inferiorização em questão se manifesta, por exemplo, por meio de apelidos pejorativos, como “elefante” e
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inferiorização em questão se manifesta, por exemplo, por meio de apelidos pejorativos, como “elefante” e

meio de apelidos pejorativos, como “elefante” e “baleia”, os quais animalizam

a pessoa acima do peso. Esse fato inaceitável pode ser relacionado à metáfora

elaborada por Machado de Assis, na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, na qual o narrador afirma que os seres humanos fixam-se na ponta do próprio nariz, representando de forma figurada a crença de superioridade. Assim, nota- se que, ao olhar para o próprio nariz, os gordofóbicos diminuem as pessoas em função da estética, conduta negativa, que deve ser mitigada.

Ademais, é possível ressaltar que, segundo a Constituição Federal, todos devem ser tratados de forma igualitária, sem qualquer discriminação. No entanto, muitos indivíduos preconceituosos associam gordos a preguiçosos – devido à ideia de que a questão corporal está associada apenas ao sedentarismo. Diante disso, consequências negativas são geradas; como exemplo, relata-se que os gordos são discriminados e acabam recebendo menores salários: 9% a menos, de acordo com o jornal “O Tempo”. Percebe-se, desse modo, que as pessoas acima do peso são cidadãs de papel, assim como na teoria do jornalista Gilberto Dimenstein, uma vez que esses indivíduos possuem o direito à igualdade garantido apenas na Constituição. Em suma, a gordofobia é prejudicial à cidadania, logo deve ser erradicada.

Portanto, com intuito de combater o problema, as escolas necessitam levantar debates sobre a cidadania de indivíduos gordos, por meio de palestras, a fim

de evidenciar a igualdade e evitar a inferiorização das vítimas. Tais palestras devem ser feitas por pessoas acima do peso, as quais deixarão explícita

a gravidade do preconceito, já que a autoestima e a profissionalização

desse grupo social podem ser prejudicadas. A partir disso, espera-se que a valorização proposta por Meghan Trainor não fique apenas no âmbito musical.

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5 3. A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa realidade na construção da
5 3. A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa realidade na construção da

3. A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa realidade na construção da criança.

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

Usar filhos como instrumento de vingança pelo fim da vida conjugal é crime. E não importa se são os pais, avós e até mesmo os novos parceiros quem manipula psicologicamente a criança contra o

pai ou a mãe, seja voluntariamente ou não, bem como dificulta o convívio familiar. De acordo com

a advogada Edwirges Rodrigues, professora de direito de família na Unesp e membro do IBDFAM, a

lei 13.431/2017, em vigor desde abril deste ano [2018], considera os atos de alienação parental como violência psicológica e assegura ao genitor alienado o direito de pleitear medidas protetivas contra o autor da violência.

O alienador não pode ser preso, mas pode receber punições como uma advertência, pagamento de multa e modificação da guarda para compartilhada ou sua inversão. Quando descumprida a medida protetiva que assegure, por exemplo, o exercício da guarda compartilhada, além de o juiz decretar a prisão preventiva do infrator – pai, mãe ou responsável –, ele fica sujeito a processo criminal.

Outra novidade nesta área é que, em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a síndrome da alienação parental como uma

doença dentro da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, mais conhecida como CID. “Agora que o problema é literalmente tido como uma doença, pode ser que os profissionais envolvidos,

e até mesmo os pais, passem a ter maior

conhecimento, cuidado e atenção com a prática de tais atos, a fim de impedi-los”, diz o advogado Lucas Marshall Santos

Amaral, do departamento de Direito de Família e Sucessões do Braga Nascimento e Zilio Advogados (SP).

A alienação parental pode deixar a criança com baixa autoestima, por achar que o que está acontecendo é culpa dela. Por isso, por mais que os pais estejam magoados um com o outro, não devem expor seus problemas mal resolvidos para os filhos, nem usá-los como moeda de troca.

TEXTO II

para os filhos, nem usá-los como moeda de troca. TEXTO II Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Familia/

Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Familia/

noticia/2018/09/alienacao-parental-e-crime.html

O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS PARA O ENEM 2019

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5 3. A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa realidade na construção da
5 3. A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa realidade na construção da

3. A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa realidade na construção da criança.

TEXTO III

Gabriela Dias, psiquiatra, especialista em saúde mental e desenvolvimento infantil pela Santa Casa e autora do livro “O menino que nunca sorriu e outras histórias” recebe casos de crianças vítimas da Síndrome da Alienação Parental em seu consultório.

Muitas vezes são ditas inverdades ou coisas que não deviam ser ditas para crianças, como envolvê- las na questão da pensão. Ou pedem que tome partido. A alienação mais frequente ocorre de forma indireta: “a gente não pode fazer tal coisa porque o papai/a mamãe não deixa” ou “você vai para a casa da mamãe/do papai justo hoje que eu posso oferecer um passeio?”.

Pouco a pouco, a criança começa a se voltar contra o outro, seja pai ou mãe.

Os pequenos vão construindo um sentimento de raiva e começam a se afastar, a não querer falar, não querer a visita e isso pode chegar a uma ruptura. A criança pode criar falsas ideias de que em algum momento foi maltratada e começar a fantasiar. Uma bronca comum vira algo muito maior — afirma Gabriela.

Disponível em: https://oglobo.globo.com/celina/

alienacao-parental-como-proteger-as-criancas-das-disputas-entre-os-pais-23689207

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da

língua portuguesa sobre o tema

A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa

realidade na construção da criança

. Apresente propostas de ações que respeitem os direitos

humanos.

Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

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Redação-modelo

5 Redação-modelo Tema A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa realidade na construção
5 Redação-modelo Tema A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa realidade na construção

Tema

A síndrome da alienação parental e os possíveis impactos dessa realidade na construção da criança.

impactos dessa realidade na construção da criança. Manipular a visão de uma criança sobre a figura
impactos dessa realidade na construção da criança. Manipular a visão de uma criança sobre a figura
impactos dessa realidade na construção da criança. Manipular a visão de uma criança sobre a figura
impactos dessa realidade na construção da criança. Manipular a visão de uma criança sobre a figura

Manipular a visão de uma criança sobre a figura materna ou paterna consiste em um ato ilegal, segundo a lei 13.431, de 2017, e infelizmente pode provocar uma condição chamada de síndrome da alienação parental. Tal situação possivelmente ocasionará impactos negativos na vida da criança. Por isso, é evidente a necessidade de debater sobre o assunto com objetivo de garantir a cidadania plena dos infantes.

Nessa perpectiva, é relevante mencionar que, de acordo com o filósofo John Locke, as pessoas nascem como folhas em branco, ou seja, sem senso crítico, e as experiências adquiridas ao longo da vida são responsáveis por moldar o indivíduo. A teoria filosófica em questão associa-se ao fato de que muitas crianças, ao serem vítimas de alienação parental, podem desenvolver, como consequência da síndrome, raiva de um dos responsáveis. Isso ocorre tendo em vista que o pai ou a mãe alienante tende a criar histórias que prejudicam a figura do outro familiar, afirmando, por exemplo, ter sofrido agressões do parente alvo da alienação. Assim, fica claro que as experiências de alienação parental podem ser infelizmente formadoras de um senso crítico comprometido em relação ao parente alienado, o que pode desencadear sentimentos negativos, como a raiva.

Ademais, os pais, ao manipularem a criança, por exemplo, afastando-a do outro genitor, provocam a síndrome da alienação parental – que é uma doença – e retiram o direito ao contato com o responsável. Esse fato é negativo, pois fere o Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual determina que é dever da família garantir à criança o direito à saúde e à convivência familiar. Diante do exposto, é possível afirmar que os filhos vítimas de alienação são cidadãos de papel, assim como na teoria do jornalista Gilberto Dimenstein, uma vez que eles têm os direitos negligenciados, garantidos apenas no papel, e não na prática. Logo, nota-se que controlar a visão da criança sobre a figura paterna ou materna é um prejuízo para a cidadania, o que deve ser modificado.

Portanto, a fim de combater os impactos da síndrome da alienação parental, a mídia televisiva deve proporcionar debates acerca do tema por meio da criação de programas de entretenimento sobre o assunto. Tais programas, como novelas, precisam ser transmitidos em horários de grande audiência e devem dar ênfase às consequências negativas da alienação parental para a construção da criança. Com isso, a folha de papel em branco - que representa, conforme Locke, as primeiras etapas da vida social - poderá ser moldada a partir de uma cidadania plena.

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5 4. Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I
5 4. Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I

4. Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

A cada 40 segundos, um suicídio ocorre no mundo. Ao todo, são 800 mil registros anuais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Embora tenha forte componente individual, determinantes sociais – como questões econômicas – também têm influência em diversos casos investigados.

Episódios de suicídio são registrados em todos os países, mas segundo dados da OMS, 75% dos episódios ocorreram em nações de baixa e média renda em 2012.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre austeridade e saúde diagnosticou, a partir da análise de diferentes estudos, que as crises econômicas e o consequente aumento do desemprego aumentam o risco de suicídio e de mortes decorrentes do abuso de álcool.

Falta de esperança, dificuldades de se enquadrar no ambiente social e econômico são problemas apontados pela autora da análise e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/brasil/crise-desemprego-e-preconceito- aumentam-o-risco-de-suicidio/

TEXTO II

Segundo o relatório, intitulado “Suicídio nas redes em 2018”, ficou claro que tirar a própria vida é um tema sério — em 2017, 34,2% dos comentários sobre esta medida drástica eram piadas. Em 2018, apenas 9,3% seguem esta linha. Já as menções de teor opinativo aumentaram de 24,4% para 51,3%.

— Foram mudanças provocadas principalmente pelo jogo da Baleia Azul (uma série de 50 desafios cujo objetivo é acabar com a própria vida) e a série “13 reasons why” (que aborda o suicídio de uma adolescente americana) — explica Bia Pereira, coordenadora geral do CQM. — Até então, não se falava sobre suicídio, nem mesmo na imprensa, ou era visto como uma frescura. Agora, sabe-se como é importante reparar que as pessoas estão sofrendo.

TEXTO III

Disponível em: https://glo.bo/2lHESU4

Setembro é o mês mundial de prevenção do suicídio, chamado também de Setembro Amarelo. O assunto que já foi um tabu muito maior, ainda enfrenta grandes dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação.

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5 4. Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil O ano de 2017
5 4. Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil O ano de 2017

4. Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil

O ano de 2017 foi um marco nacional nesse quesito com a ocorrência de alguns fatores que colaboraram

a população como um todo a dar mais atenção ao tema e procurar informações. Em 2018, o CVV, uma das

entidades mobilizadoras do Setembro Amarelo no Brasil, programou diversas atividades em todas as cidades nas quais possui um de seus mais de 90 postos de atendimento. Alguns exemplos são caminhadas, palestras, balões amarelos, pontos turísticos e edifícios públicos iluminados, distribuição de folhetos e atendimentos em locais públicos.

Carlos Correia, voluntário e porta-voz do CVV comenta que é o período mais intenso para todos os voluntários da instituição. “Nos preparamos desde o início do ano para aproveitar esse importante momento de falar sobre prevenção do suicídio e, aos poucos, quebrar alguns tabus”, comenta.

Disponível em: https://www.cvv.org.br/blog/setembro-amarelo-mes-de-prevencao-do-suicidio/

TEXTO IV

TEXTO IV Disponível em: https://www.cvv.org.br/ PROPOSTA DE

Disponível em: https://www.cvv.org.br/

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecidos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre

o tema tema

intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

“Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil”

, apresentando proposta de

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Redação-modelo

Tema

5 Redação-modelo Tema Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil A série “13
5 Redação-modelo Tema Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil A série “13

Suicídio entre os jovens, uma questão pouco discutida no Brasil

A série “13 Reasons Why”, exibida pela plataforma de streaming Netflix, foi alvo

de inúmeras críticas na mídia por romantizar o suicídio e apresentá-lo como válvula de escape à realidade. Contudo, o alto índice de audiência do seriado promoveu o debate sobre o autoextermínio entre jovens – efeito relevante, sobretudo na realidade do Brasil, onde o assunto em questão até então era

negligenciado e tratado como tabu. A partir desses fatos, é possível afirmar que entre os motivos para que a sociedade negligencie o tema estão o preconceito

e a desinformação.

negligencie o tema estão o preconceito e a desinformação. Em primeira análise, observa-se que o suicídio
negligencie o tema estão o preconceito e a desinformação. Em primeira análise, observa-se que o suicídio
negligencie o tema estão o preconceito e a desinformação. Em primeira análise, observa-se que o suicídio
negligencie o tema estão o preconceito e a desinformação. Em primeira análise, observa-se que o suicídio

Em primeira análise, observa-se que o suicídio ainda é, para muitos, motivo de vergonha ou condenação, mesmo que se caracterize como um grave problema de saúde pública. Dessa forma, o medo de falar sobre o assunto faz com que o problema não seja discutido, de modo que medidas interventivas são dificultadas. Tal contexto é preocupante em um cenário de ascensão de diferentes transtornos psicossomáticos, como a depressão, uma vez que eles estão ligados ao ato em questão. Esse fato pode ser comprovado por meio do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o qual demonstrou que

o número de suicídios no Brasil aumentou cerca de 12% de 2011 a 2015. Em

suma, fica claro que, infelizmente, a pouca discussão acerca da gravidade do

problema intensifica a realidade de suicídios entre os jovens brasileiros.

Em segunda análise, é preciso combater a falta de informação com mais diálogo e com campanhas de prevenção. Nesse sentido, ainda que incipientes, já existem no Brasil alguns movimentos em prol da vida, como o Setembro Amarelo, um mês inteiro pautado na prevenção ao suicídio e no amparo emocional a pessoas em extremo sofrimento emocional. Essa ação foi desenvolvida pelo CVV, Centro de Valorização da Vida, que dedica todo o mês de setembro a estampar o amarelo em múltiplas resoluções, garantindo mais visibilidade à causa. Apesar disso, para o Brasil reverter o quadro crítico em que se encontra, ainda há muito para ser feito.

Logo, o Ministério da Saúde deve ampliar as campanhas nacionais de combate ao suicídio por meio do compartilhamento de informações sobre a prevenção, já que é fundamental que a população conheça as principais formas de ajudar indivíduos em estado de sofrimento mental. Essa iniciativa é primordial para que haja uma interrupção no ciclo de autodestruição entre os jovens brasileiros. Desse modo, cada vez mais pessoas em risco buscarão ajuda, e situações como a descrita pela série ”13 Reasons Why” serão reduzidas.

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5 5. O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I LEI
5 5. O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I LEI

5. O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

LEI 11.259/2005 30 de Dezembro de 2005

Acrescenta dispositivo à Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente, para determinar investigação imediata em caso de desaparecimento de criança ou adolescente.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a

seguinte Lei:

Art. 1 o O art. 208 da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 passa a vigorar acrescido do seguinte § 2 o , convertendo-se o atual parágrafo único em § 1 o :

“Art.

§ 1 o As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses individuais, difusos ou coletivos, próprios da infância e da adolescência, protegidos pela Constituição e pela Lei.

§ 2 o A investigação do desaparecimento de crianças ou adolescentes será realizada imediatamente

após notificação aos órgãos competentes, que deverão comunicar o fato aos portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e companhias de transporte interestaduais e internacionais, fornecendo-lhes

todos os dados necessários à identificação do desaparecido." (NR)

Art. 2 o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 30 de dezembro de 2005; 184 o da Independência e 117 o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004- 2006/2005/Lei/L11259.html

TEXTO II

O filme Procurando Dory estreou nos cinemas brasileiros no dia 30 de junho e retrata a história de

Dory, que se perdeu de sua família e tenta reencontrá- la. Infelizmente, esse triste fato não existe só na ficção: já são mais de 9 mil crianças desaparecidas no Brasil.

Por conta disso, a ONG Mães da Sé, em parceria com 20 salas de cinema em diversas cidades do país, realizou uma campanha para conscientizar os espectadores sobre esse problema. Num vídeo intitulado “Procurando Nossos Filhos”, que está sendo exibido antes do filme, o nome de Dory é substituído pelo nome das crianças desaparecidas, com fotos e informações sobre elas. Além disso, a dubladora de Dory, Maíra Góes, narra o vídeo.

Disponível em: https://emais.estadao.com.br/noticias/ comportamento,ong-faz- campanha-sobre-criancas-desaparecidas-inspirada-em-procurando-dory,10000061284

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5 5. O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil TEXTO III A cada hora,
5 5. O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil TEXTO III A cada hora,

5. O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil

TEXTO III

A cada hora, o Brasil registra oito desaparecimentos de pessoas. De 2007 a 2016, foram 693.076

boletins de ocorrência por desaparecimentos. Os dados, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em estudo feito a pedido do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, mostram uma realidade triste e ignorada pela população e pelos órgãos públicos.

Em 2016, o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid), dos ministérios públicos de São Paulo e Rio de Janeiro, fez uma pesquisa inédita na qual constatou que, a cada

dez pessoas desaparecidas no Estado de São Paulo nos últimos três anos, quatro são crianças ou adolescentes. Ao todo, são 4.012 menores de 18 anos que não voltaram para casa neste período

e que em sua maioria são moradores de regiões pobres da Grande São Paulo. O Plid é o principal

banco de dados do país sobre desparecidos. Segundo a ONG Mães da Sé, em todo o Brasil, 40 mil crianças e adolescentes desaparecem anualmente.

Disponível em: https://observatorio3setor.org.br/noticias/onde-elas-estao-40-mil- criancas-desaparecem-por-ano-no-brasil/

TEXTO IV

criancas-desaparecem-por-ano-no-brasil/ TEXTO IV Disponível em: http://diegonovaes.blogspot.

Disponível em: http://diegonovaes.blogspot. com/2009/11/vez-da-solidariedade.html

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecidos construídos ao longo

de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua

portuguesa sobre o tema tema

apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. “ O drama das crianças

O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil”,

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Redação-modelo

Tema

5 Redação-modelo Tema O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil A Constituição Cidadã de
5 Redação-modelo Tema O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil A Constituição Cidadã de

O drama das crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil

A Constituição Cidadã de 1988 prevê a segurança e o bem-estar dos infantes.

Entretanto, tal proteção ainda não se tornou totalmente efetiva, dado o problema das crianças cujo paradeiro é desconhecido no Brasil. Tal questão tende a se agravar, seja pela facilidade dos raptores em enganar os pequenos, seja pela falta de políticas eficazes voltadas para a elucidação de sumiços.

eficazes voltadas para a elucidação de sumiços. Em primeira análise, cabe pontuar a propensão das
eficazes voltadas para a elucidação de sumiços. Em primeira análise, cabe pontuar a propensão das
eficazes voltadas para a elucidação de sumiços. Em primeira análise, cabe pontuar a propensão das
eficazes voltadas para a elucidação de sumiços. Em primeira análise, cabe pontuar a propensão das

Em primeira análise, cabe pontuar a propensão das crianças em acreditar em desconhecidos. Nesse aspecto, o filósofo John Locke afirma que a mente humana é uma tábula rasa, na qual, ao passar dos anos, consolidam-se os conhecimentos acerca do mundo. Analogamente, os indivíduos de idade tenra têm seu senso crítico menos apurado, o que os leva a confiar em palavras amigáveis de qualquer pessoa. Tal característica pueril é usada por criminosos para raptar crianças mais facilmente, fato agravado pelo descuido dos pais, motivado, muitas vezes, pela falta de informação sobre a elevada incidência dos desaparecimentos e sobre como preveni-los. Diante desse cenário, fica evidente a necessidade de ampliar a discussão sobre o problema no Brasil.

Em segunda análise, é importante salientar a ineficiência governamental na

resolução dos casos de desaparecimento infantil no Brasil. Nesse contexto,

o Estado criou um sistema eletrônico on-line de cadastro de desaparecidos,

a fim de levantar dados sobre o desaparecimento de pessoas em geral. No entanto, tal sistema não está atualizado e permite o livre registro de casos por qualquer pessoa, o que, por falta de discernimento dos usuários ou por má fé, contribui para gerar dados que não representam a realidade. Dessa forma,

o poder público enfrenta dificuldades na apuração de casos verídicos, o que

torna o processo ainda mais moroso.

Logo, a questão de crianças desaparecidas no país carece de medidas efetivas. Desse modo, cabe ao Ministério da Justiça melhorar a busca de menores cujo paradeiro não se sabe, por meio da atualização do sistema on-line de cadastro de desaparecidos e da criação de delegacias especializadas, a fim de agilizar o processo de resolução desses casos. Ademais, o Ministério da Educação deve incentivar o autocuidado às crianças, por meio da criação, nas escolas, da Semana da Criança Desaparecida, com vistas a formar um maior senso crítico nos infantes quanto aos riscos iminentes à sua segurança, de modo que as premissas do texto constitucional se tornem mais concretas.

Redação adaptada de Roberta Magalhães, aluna do Salto em 2018

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6. O impacto das notícias falsas na área da saúde brasileira

TEXTOS MOTIVADORES

falsas na área da saúde brasileira TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I As fake news, como o boato
falsas na área da saúde brasileira TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I As fake news, como o boato

TEXTO I

As fake news, como o boato de que uma receita natural poderia garantir proteção contra a febre amarela, podem ter influenciado as metas de vacinação no Brasil. Essa é a opinião da epidemiologista franco-americana Laurence Cibrelus, chefe da estratégia de combate à doença dentro da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com a técnica da OMS, o ideal seria que atualmente cerca de 80% da população brasileira estivesse vacinada. O número, contudo, está em torno de 55%. Segundo a epidemiologista, as fake news podem ser um dos fatores que influenciaram essa meta.

Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/ fake-news-tiveram-influencia-na-vacinacao-contra-a-febre-amarela-no-brasil-diz-chefe-da-oms.ghtml

TEXTO II

Vendida como cura milagrosa para autismo, ‘MMS’ gera alerta entre pais e governo Mães criam rede de alerta sobre riscos do alvejante vendido como cura

Uma substância usada em produtos de limpeza como alvejante, conhecida como MMS (sigla em inglês para “solução mineral milagrosa”), tem sido vendida e indicada, de forma enganosa, como cura do autismo à revelia das autoridades sanitárias, de entidades médicas e de alertas internacionais sobre seus riscos.

Sites como o Mercado Livre, vídeos nas redes sociais e grupos no WhatsApp atrelam o dióxido de cloro a promessas de supostas curas para ludibriar pais que estão desesperados para ajudar seus filhos. Em muitos casos, as mães são apontadas como culpadas pelo transtorno –que não tem cura– como estratégia de venda.

Para ajudar a conter a disseminação de notícias falsas a respeito do autismo e da MMS, um grupo de mães de filhos com autismo se organizou para denunciar vendas irregulares, livros e vídeos com informações falaciosas e também orientar outros pais que já caíram ou ainda podem cair no conto da MMS.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/05/ vendida-como-cura-milagrosa-para-autismo-mms-gera-alerta-entre-pais-e-governo.shtml

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6. O impacto das notícias falsas na área da saúde brasileira

TEXTO III

das notícias falsas na área da saúde brasileira TEXTO III Para combater as Fake News sobre
das notícias falsas na área da saúde brasileira TEXTO III Para combater as Fake News sobre
das notícias falsas na área da saúde brasileira TEXTO III Para combater as Fake News sobre

Para combater as Fake News sobre saúde, o Ministério da Saúde, de forma inovadora, está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é

(61)99289-4640

Disponível em: http://saude.gov.br/fakenews

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua

formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa

sobre o tema

respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

O impacto das notícias falsas na área da saúde brasileira

. Apresente propostas de ações que

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Redação-modelo

Tema

O impacto das notícias falsas na saúde brasileira

Tema O impacto das notícias falsas na saúde brasileira As notícias falsas relacionadas à área da
Tema O impacto das notícias falsas na saúde brasileira As notícias falsas relacionadas à área da

As notícias falsas relacionadas à área da saúde causam graves impactos para a população brasileira. Tal fato é afirmado tendo em vista que conteúdos sem veracidade transformam o brasileiro em um cidadão alienado e irresponsável com a saúde, prejudicando até mesmo o Estado. Logo, é evidente a necessidade de debater sobre o problema com intuito de evitá-lo.

de debater sobre o problema com intuito de evitá-lo. Em primeira análise, é relevante mencionar a
de debater sobre o problema com intuito de evitá-lo. Em primeira análise, é relevante mencionar a
de debater sobre o problema com intuito de evitá-lo. Em primeira análise, é relevante mencionar a
de debater sobre o problema com intuito de evitá-lo. Em primeira análise, é relevante mencionar a

Em primeira análise, é relevante mencionar a Alegoria da Caverna, elaborada pelo filósofo Platão, o qual desenvolveu a história de prisioneiros acorrentados no fundo de uma caverna que só têm acesso a sombras do mundo externo, e não à realidade de fato, sendo, pois, alienados. A metáfora de Platão relaciona- se ao fato de que informações inverídicas associadas à saúde podem tornar a população alienada e negligente. Isso foi observado diante do caso do médico que publicou um artigo cujo conteúdo afirmava que as vacinas contra sarampo causavam autismo. O fato em questão infelizmente fez com que diversas mães deixassem de imunizar seus filhos. Em suma, fica claro que as notícias falsas são como as sombras da caverna, que distorcem a realidade e deixam as pessoas presas em sua ignorância.

Em segunda análise, cabe afirmar que a irresponsabilidade da população que confia em informações falsas pode aumentar a probabilidade de surgirem epidemias capazes de prejudicar a verba governamental. Esse cenário ocorre, já que, sem vacinação, por exemplo, doenças como rubéola e sarampo serão facilmente espalhadas entre os brasileiros, o que provavelmente exigirá um gasto elevado para tratar as pessoas enfermas. A partir do contexto mencionado, é importante citar que, de acordo com o médico Drauzio Varella, em uma entrevista publicada pelo YouTube, os indivíduos devem ter mais responsabilidade sobre o próprio corpo, não sendo a saúde apenas uma preocupação do Estado. Nesse sentido, percebe-se a necessidade de a sociedade buscar informações de qualidade sobre saúde e agir conforme a fala de Drauzio.

Portanto, a fim de combater as notícias falsas na área da saúde, médicos voluntários – devido à responsabilidade que o profissional da saúde possui com a qualidade de vida populacional – necessitam proporcionar debates sobre o tema por meio de campanhas, as quais devem ocorrer nas redes sociais e precisam desmentir as informações sem veracidade, com apoio de referências, como o médico Drauzio Varella. Assim, será possível evitar que mais brasileiros sejam aprisionados à caverna da ignorância.

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5 7. A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I Entre os problemas
5 7. A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I Entre os problemas

7. A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

Entre os problemas ambientais existentes em todas as cidades do mundo, principalmente nas grandes metrópoles, a poluição do ar ocupa um lugar de destaque e deve ser levada em consideração pela comunidade científica, população e órgãos públicos e privados. Emissões de veículos automotores, além daquelas originárias de indústrias, de centrais termelétricas e outras fontes, deixam o ar do ambiente poluído e com potencial para causar problemas diversos, principalmente, à saúde humana.

Disponível em: http://www.coluni.ufv.br/revista/docs/volume05/consideracoesPoluicao.pdf

TEXTO II

Dados do Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, avaliou o impacto das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), como câncer de pulmão, em decorrência da poluição do ar

No Brasil, as mortes em decorrência da poluição atmosférica aumentaram 14% em dez anos. Nesse período, o número de óbitos por Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) passou de 38.782 em 2006 para 44.228 mortes em 2016. A constatação é do estudo Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, que utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). O número de mortes evitáveis por essas doenças cresceu, assim como a exposição ao O3 (poluição) em todo o país, com destaque para os grandes centros urbanos e estados castigados pelas queimadas.

TEXTO III

Disponível em: http://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/

45500-mortes-devido-a-poluicao-aumentam-14-em-dez-anos-no-brasil

A poluição do ar provoca a morte de 600.000 crianças com menos de 15 anos a cada ano em

razão de graves infecções respiratórias, alertou a OMS nesta segunda-feira. A poluição do ar é o “novo cigarro”, afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Tedros Adhanom Ghebreyesus no site da organização, que realiza entre hoje e quinta-feira a primeira conferência mundial sobre “a poluição do ar e a saúde”.

A OMS publicou um relatório em que alerta que 93% dos menores de 15 anos no mundo (1,8 milhão

de crianças) respiram diariamente um ar contaminado que prejudica sua saúde e crescimento.

https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/10/29/interna_internacional,1001239/

oms-alerta-que-poluicao-do-ar-mata-600-000-criancas-ao-ano.shtml

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5 7. A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras TEXTO IV
5 7. A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras TEXTO IV

7. A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras

TEXTO IV

https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/10/29/
https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2018/10/29/
interna_internacional,1001239/oms-alerta-que-poluicao-do-ar-mata-600-000-criancas-ao-ano.shtml

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da

língua portuguesa sobre o tema

A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras.

Apresente propostas de ações que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

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Redação-modelo

5 Redação-modelo Tema A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras. De acordo com o Artigo 225
5 Redação-modelo Tema A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras. De acordo com o Artigo 225

Tema

A poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras.

De acordo com o Artigo 225 da Constituição Federal Brasileira, o meio

ambiente ecologicamente equilibrado deve ser preservado para as presentes

e futuras gerações. Entretanto, o crescimento desordenado das cidades é

responsável, infelizmente, pelo desmatamento e pela poluição atmosférica, situações prejudiciais para a saúde populacional do Brasil.

Diante dos fatos, é relevante mencionar a obra cinematográfica “Interestelar”,

mencionar a obra cinematográfica “Interestelar”, a qual apresenta um cenário distópico em que a péssima
mencionar a obra cinematográfica “Interestelar”, a qual apresenta um cenário distópico em que a péssima
mencionar a obra cinematográfica “Interestelar”, a qual apresenta um cenário distópico em que a péssima
mencionar a obra cinematográfica “Interestelar”, a qual apresenta um cenário distópico em que a péssima

a qual apresenta um cenário distópico em que a péssima qualidade do ar

provoca sérias complicações respiratórias em boa parte dos seres humanos, fazendo com que as personagens busquem outro planeta habitável. Apesar de ser ficção, o filme assemelha-se à realidade, pois a evidente emissão de gás carbônico nas grandes metrópoles é responsável pela morte de 8 milhões de pessoas por ano devido a doenças respiratórias, segundo a Organização Mundial de Saúde. Tal realidade tem como causa a grande quantidade de veículos que utilizam combustíveis fósseis para locomoverem- se nas cidades. Assim, nota-se que, diferentemente da ficção científica, na prática a solução do problema deve ser menos fantasiosa e mais preocupada

com o planeta Terra.

Além disso, para agravar a situação, a construção desenfreada de prédios urbanos ocasiona a necessidade de desmatar a área verde. O desmatamento em questão piora ainda mais a qualidade do ar, já que as árvores são responsáveis por filtrar 28 kg de poluentes atmosféricos, conforme o site Vida Sustentável. A partir disso, é importante salientar a teoria do princípio da responsabilidade, desenvolvida pelo filósofo Hans Jonas, o qual afirma que os homens devem atuar de forma que os efeitos de suas ações sejam compatíveis com a permanência da vida humana. Em suma, fica evidente que os cidadãos das grandes cidades devem agir ao encontro da teoria de Jonas com intuito de evitar o sofrimento das novas gerações.

Portanto, a fim de impulsionar os indivíduos a seguirem o proposto pelo

princípio da responsabilidade, o Ministério do Meio Ambiente deve incentivar

a comunidade, por meio de campanhas, a praticar ações sustentáveis.

Tais campanhas necessitam trazer as consequências do desmatamento e da poluição, além de dicas sobre como agir preocupando-se com o meio ambiente, por exemplo utilizar o transporte público e contribuir para o plantio de árvores em meios urbanos. Desse modo, será possível preservar o equilíbrio ambiental, como proposto no Artigo 225.

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8. Adequação do jovem ao futuro do mercado de trabalho

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

ao futuro do mercado de trabalho TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I TEXTO II O crescimento acelerado da
ao futuro do mercado de trabalho TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I TEXTO II O crescimento acelerado da
ao futuro do mercado de trabalho TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I TEXTO II O crescimento acelerado da

TEXTO II

O crescimento acelerado da tecnologia tem provocado mudanças radicais em fábricas de todo o mundo. Das linhas de montagem saem produtos inovadores e customizados em curtos períodos de tempo. É o avanço da indústria 4.0, em que as atividades recorrentes começam a ser realizadas por máquinas, enquanto aparece a demanda por um novo tipo de profissional. Um estudo feito pelo SENAI aponta o surgimento de pelo menos 30 novas carreiras – como técnico em impressão de alimentos ou projetista para tecnologias 3D – em um período de cinco a dez anos, em oito áreas diferentes.

Todos esses especialistas deverão ser capazes de ir além e desenvolver habilidades como inovação, empreendedorismo, agilidade na resolução dos problemas e capacidade de tirar proveito da tecnologia. “A tendência é que as novas ferramentas poupem as pessoas do trabalho

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8. Adequação do jovem ao futuro do mercado de trabalho

5 8. Adequação do jovem ao futuro do mercado de trabalho com repetição, o que cria
5 8. Adequação do jovem ao futuro do mercado de trabalho com repetição, o que cria

com repetição, o que cria oportunidades para interpretação de dados e tomada de decisões mais avançadas a partir de inteligência artificial. Tudo isso vai propiciar novas formas de ocupação”, diz Rafael Lucchesi, diretor-geral do SENAI.

Disponível em: https://veja.abril.com.br/economia/como-sera-o-mercado-de-trabalho-da-proximo-decada/

TEXTO III

Segundo levantamento do Institute for the Future, 85% das profissões que teremos em 2030 ainda nem existem. A escola atua com o desafio de preparar o aluno para as competências do século 21, mas ainda perpetua um modelo de trabalho baseado nas habilidades necessárias na época da Revolução Industrial do século 19. No cerne do desafio de preparar os jovens para o mercado de trabalho do futuro está a necessidade de questionar o sistema educacional.

Esse sistema se propõe a desenvolver habilidades – basicamente, memorização e preparação para um exame vestibular– que nada têm a ver com as competências que o mercado de trabalho exige como criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipe e comunicação. Ou seja, o oposto do que o modelo tradicional executa ao manter o aluno sentado em uma carteira, em postura passiva, copiando textos e estudando sozinho para a prova. Se o Brasil quiser ser um país competitivo, precisamos que todas as crianças tenham uma educação de qualidade. Nesse processo, devemos considerar a importância de usar a tecnologia para desenvolver competências para o futuro: criatividade, comunicação, empatia. O primeiro passo da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) é direcionar o ensino para habilidades e competências, mas para que isso aconteça tem um longo caminho. E esse caminho tem muito a ver com levar inovação, tecnologia e empreendedorismo para dentro da sala de aula.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/colunas/2018/03/ 1961365-escolas-devem-preparar-alunos-para-demandas-do-futuro-do-trabalho.shtml [adaptado]

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema:

em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema: Adequação do jovem ao futuro do

Adequação do jovem ao futuro do mercado de trabalho. Apresente uma proposta de intervenção que

respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defender o seu ponto de vista.

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Redação-modelo

5 Redação-modelo Tema Adequação do jovem ao futuro do mercado de trabalho No período da Segunda
5 Redação-modelo Tema Adequação do jovem ao futuro do mercado de trabalho No período da Segunda

Tema

Adequação do jovem ao futuro do mercado de trabalho

No período da Segunda Revolução Industrial, os sistemas de produção Fordista e Taylorista visavam a um trabalhador especializado em apenas uma função dentro da empresa, o qual realizava a mesma tarefa de forma

padronizada e repetitiva. Diferentemente desse período da história, o futuro do mercado de trabalho contará com máquinas para realizar tais tarefas, e as empresas, de acordo com o podcast do canal “Mamilos”, tenderão a exigir

a multifuncionalidade do profissional. Nesse cenário, o jovem que não se adequar ao futuro do mercado pode sofrer consequências negativas.

ao futuro do mercado pode sofrer consequências negativas. Em primeiro lugar, pode-se afirmar que é um
ao futuro do mercado pode sofrer consequências negativas. Em primeiro lugar, pode-se afirmar que é um
ao futuro do mercado pode sofrer consequências negativas. Em primeiro lugar, pode-se afirmar que é um
ao futuro do mercado pode sofrer consequências negativas. Em primeiro lugar, pode-se afirmar que é um

Em primeiro lugar, pode-se afirmar que é um desafio para os jovens adaptarem-se ao que é incerto e desconhecido, como o futuro do mercado laboral. Isso ocorre, pois, conforme o Institute for the Future, mais de 80% dos postos e trabalho no ano de 2030 ainda não foram criados. Tal realidade associa-se à teoria da modernidade líquida, proposta por Zygmunt Bauman, o qual defende que a sociedade contemporânea é incerta e está em constante transformação, o que provoca inseguranças. Em vista das inovações tecnológicas, a perspectiva de Bauman se aplica também ao mercado, o que pode gerar angústia na nova geração de trabalhadores. Logo, para evitar a insegurança do jovem, é essencial propor cursos profissionalizantes à medida que novos empregos forem surgindo.

Em segundo lugar, umas das competências exigidas pelo mercado de trabalho

é a flexibilidade cognitiva, ou seja, a capacidade de aprender e de realizar

diferentes funções por meio da multifuncionalidade, o que, para o profissional

despreparado, pode ser uma grande exigência. No contexto apresentado, se

o jovem não se adequar à multifuncionalidade, existe a possibilidade de ele

sentir-se sobrecarregado e estressado. O fato em questão está relacionado ao estudo do psicanalista francês Dejours, o qual desenvolve a tese de que as tensões psicológicas do mercado de trabalho estão relacionadas à exigência por produtividade. Diante do exposto, é fundamental a adaptação do jovem para que ele não sofra com a falta de flexibilidade cognitiva.

Portanto, a fim de ajudar o jovem a se preparar para o futuro do mercado de trabalho, o governo deve disponibilizar periodicamente cursos profissionalizantes, por meio do destino de parte do PIB para essa ação. Tais cursos devem ser ministrados por grandes empresários e também por psicólogos, visto a necessidade de controlar o estresse e a insegurança. A partir disso, será possível evitar que o jovem fique estagnado ao tipo de trabalho estabelecido pela Segunda Revolução Industrial.

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5 9. O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil. TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I Até
5 9. O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil. TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I Até

9. O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil.

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

Até a geração de nossas avós, as mulheres casavam cedo, geralmente antes de entrar na fase reprodutiva. Mais tarde, menstruavam e vinham os filhos, um atrás do outro, até a menopausa. Na era da informática, ao contrário, o investimento na educação de uma ou duas crianças consome tanta energia, que os casais responsáveis planejam com extremo cuidado o tamanho de suas famílias.

Nas camadas de nível educacional mais alto, as mulheres brasileiras seguem de perto a tendência internacional de completar os estudos, conseguir trabalho e independência financeira antes de pensar em filhos. Paradoxalmente, no entanto, ao lado dessa característica dos novos tempos, convivemos com o antigo problema da gravidez na adolescência, agravado agora pelo início mais precoce da fase fértil das mulheres.

Como não poderia deixar de ser, a situação é especialmente grave nas regiões mais pobres do país:

no Norte e no Nordeste, de cada três partos, uma das mães tem de 10 a 19 anos. Mesmo no Sul e no Sudeste, o número de parturientes nessa faixa etária é inaceitável: cerca de 25%.

Grande parte das crianças assim nascidas são filhas de homens que não assumem os deveres inerentes à paternidade. Impunes à lei, simplesmente abandonam os filhos aos cuidados da mãe despreparada, com a conivência silenciosa

da sociedade machista e discriminatória em relação às mulheres. Ficar grávida ainda criança é uma das consequências mais perversas da incompetência de nosso sistema educacional. A menina pobre, sem instrução, que começa a vida com um bebê no colo, dificilmente conseguirá mudar seu destino de miséria e ignorância.

No Carandiru, conheci um ladrão conhecido como Latrô, condenado a 47 anos, que começou a assaltar de revólver em punho ao completar 12 anos. “A idade que minha mãe tinha, quando eu nasci”, contava. A coincidência não era motivo de orgulho ou vergonha para ele, apenas constatação de um acontecimento familiar.

Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/ artigos/gravidez-na-adolescencia-artigo/

TEXTO II

artigos/gravidez-na-adolescencia-artigo/ TEXTO II O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS PARA O ENEM 2019

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5 9. O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil. TEXTO III A probabilidade de
5 9. O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil. TEXTO III A probabilidade de

9. O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil.

TEXTO III

A probabilidade de uma mãe adolescente ser negra na cidade de São Paulo aumentou nos últimos

anos, segundo análise do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), realizada com base em dados do SUS e da prefeitura. A proporção de bebês nascidos de meninas negras, entre 15 e 19 anos, passou de 56%, vem 2012, para 62% em 2017, último ano com dados disponíveis.

Luna (nome fictício), grávida aos 17 anos, tem sentimentos divergentes com a gravidez. “É legal

e é ruim. A pior parte é que as pessoas te julgam”. Essa culpabilização da mulher é comum, diz

a socióloga Nicole Campos, gerente técnica da Plan International Brasil, ONG que trabalha com direitos sexuais e reprodutivos.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/05/ cresce-proporcao-de-bebes-nascidos-de-adolescentes-na-periferia-de-sp.shtml [adaptado]

TEXTO IV

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei nº 13.798, que acrescenta ao Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990) artigo instituindo a data de 1º de fevereiro para início da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. Segundo a lei, nesse período, atividades de cunho preventivo e educativo deverão ser desenvolvidas conjuntamente pelo poder público e por organizações da sociedade civil. O Estatuto da Criança e do Adolescente define como criança quem tem até 12 anos incompletos e como adolescente, quem tem idade entre 12 e 18 anos.

Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2019-01/ lei-fixa-data-da-semana-de-prevencao-da-gravidez-na-adolescencia

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo

da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da

língua portuguesa sobre o tema

Apresente propostas de ações que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil.

5

Redação-modelo

Tema

5 Redação-modelo Tema O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil No filme “Preciosa”, a
5 Redação-modelo Tema O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil No filme “Preciosa”, a

O planejamento familiar e a maternidade precoce no Brasil

No filme “Preciosa”, a protagonista sofre com a maternidade precoce, concebida em um cenário de extrema vulnerabilidade social. Assim como na ficção, no Brasil, muitas jovens de classe baixa enfrentam a difícil realidade de serem mães muito cedo. Nesse contexto, torna-se evidente que a falta de informação e de um núcleo familiar estável contribuem para um quadro cada vez mais alarmante de saúde pública.

para um quadro cada vez mais alarmante de saúde pública. A princípio, é indubitável que o
para um quadro cada vez mais alarmante de saúde pública. A princípio, é indubitável que o
para um quadro cada vez mais alarmante de saúde pública. A princípio, é indubitável que o
para um quadro cada vez mais alarmante de saúde pública. A princípio, é indubitável que o

A princípio, é indubitável que o acesso restrito a programas de educação sexual

nas escolas favorece a ocorrência de quadros de gravidez indesejada. Nesse sentido, destaca-se um estudo de 2019 da Fundação Abrinq, que comprovou que quase 30% das mães adolescentes, com até 19 anos, não concluíram o ensino fundamental, o que sugere que o contato com conteúdos relacionados à prevenção da gravidez precoce – normalmente ministrados na escola - não ocorreu, de modo a favorecer esse quadro. Como desdobramento, essas jovens terão condições limitadas de ascensão social – posto que a escolarização contínua é pré-requisito para diversas vagas de emprego -, o que leva a um ciclo de perpetuação da pobreza, exclusão e desigualdade social.

Além disso, a falta de suporte familiar leva muitas meninas a se sujeitar

a relacionamentos abusivos, por medo de não conseguirem se manter

financeiramente sozinhas ou de precisarem recorrer à prostituição. Como consequência disso, casam-se muito novas, enfrentando a difícil realidade de serem mães e esposas muito antes do que sonhavam, o que resulta na dependência financeira do companheiro. Em consequência disso, o Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em números absolutos de mulheres casadas antes dos 15 anos, como pode comprovar uma pesquisa da UNICEF, realizada em 2011. Sob tal ótica, atividades de caráter preventivo e educativo tornam-se cada vez mais necessárias para combater essa difícil situação.

Logo, cabe às escolas garantir o acesso de adolescentes e de jovens a disciplinas voltadas para a educação sexual e para o planejamento familiar. Essa conquista pode ser viabilizada ao se pressionar o Ministério da Educação para inclusão na grade curricular de conteúdos relacionados à saúde, como ações que promovam os direitos, a autonomia e o empoderamento dos

estudantes frente ao planejamento familiar, para que se possa, assim, reduzir

o índice de gravidezes não planejadas. Cabe também identificar os fatores

que levam à evasão escolar de adolescentes, a fim de mitigá-la e garantir que estas tenham acesso aos conteúdos voltados à educação sexual. Desse modo,

o Brasil não terá tantas jovens de até 19 anos enfrentando o mesmo problema

que a protagonista do filme “Preciosa”.

O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS PARA O ENEM 2019

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5 10. Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I Ir ao
5 10. Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I Ir ao

10. Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

Ir ao supermercado e acabar comprando mais do que deveria é um hábito comum, seja porque o produto está mais barato, ou porque a pessoa não se planejou. O problema é que muitas vezes a compra é feita sem necessidade. Uma pesquisa conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 33,2% das compras feitas por impulso e sem planejamento acontecem no supermercado, seguidas das compras de roupas (19,2%) e de eletrônicos (13,2%).

Considerando apenas as cinco últimas compras de supermercado, 43% foram feitas por impulso, sendo que o índice é maior entre as mulheres (46,4%), as pessoas mais jovens (51,2%) e os pertencentes a classes C, D e E (44,6%).

Disponível em: https://www.spcbrasil.org.br/uploads/st_imprensa/release_ compras_por_impulso2.pdf

TEXTO II

compras_por_impulso2.pdf TEXTO II Disponível em: https://meu-cantinho2014.blogspot.

Disponível em: https://meu-cantinho2014.blogspot. com/2016/05/consumo-e-sustentabilidade.html

TEXTO III

Quem tem filho sabe que, na infância, as crianças enjoam rápido de qualquer brinquedo. Para os pais, além do peso no bolso, fica o desafio de evitar o acúmulo de tantos produtos e driblar o impulso consumista das crianças. Então, por que não incentivar a troca e a prática do consumo compartilhado? Essa é a proposta da loja virtual Joanninha. Lançada em 2011 pelas brasileiras Piu

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5 10. Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros Sevzatian e Anna Fauaz, ela não
5 10. Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros Sevzatian e Anna Fauaz, ela não

10. Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros

Sevzatian e Anna Fauaz, ela não vende brinquedos, só aluga, afinal “o que importa não é o produto e sim o momento da brincadeira”.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/tecnologia/13-iniciativas- para-refletir-sobre-consumo-consciente/

TEXTO IV

para-refletir-sobre-consumo-consciente/ TEXTO IV Disponível em: https://www.assisramalho.com.br/2017/10/15-

Disponível em: https://www.assisramalho.com.br/2017/10/15- de-outubro-dia-do-consumo-consciente.html

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa

sobre o tema

respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros

. Apresente propostas de ações que

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Redação-modelo

Tema

5 Redação-modelo Tema Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros “ Gosto de gastar, isso
5 Redação-modelo Tema Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros “ Gosto de gastar, isso

Os impactos da cultura de consumo dos brasileiros

Gosto de gastar, isso não é novidade, hoje eu já torrei mais de 10 mil com a minha vaidade.” Esse trecho pertence a uma música da MC Pocahontas, que reflete um incentivo da cultura de massa ao consumo desenfreado da população. Tal comportamento acarreta prejuízos ao meio ambiente e a formação de uma sociedade cada vez mais alienada, cenário que demanda modificações.

Em primeira análise, é inegável que a cultura do consumo promove impactos ambientais preocupantes. Nesse sentido, a demanda constante por novos

bens de consumo implica aumento contínuo da produção industrial, associada

aumento contínuo da produção industrial, associada à emissão excessiva de gases poluentes na atmosfera. Esse
aumento contínuo da produção industrial, associada à emissão excessiva de gases poluentes na atmosfera. Esse
aumento contínuo da produção industrial, associada à emissão excessiva de gases poluentes na atmosfera. Esse
aumento contínuo da produção industrial, associada à emissão excessiva de gases poluentes na atmosfera. Esse

à emissão excessiva de gases poluentes na atmosfera. Esse comportamento

marcado falta de preocupação generalizada com a produção de gases poluentes é exemplificada pelo filme infantil “Lorax - em busca da trúfula

perdida”, que se passa em uma cidade onde as árvores são feitas de plástico,

e o ar puro é comercializado em galões. Apesar de a situação ser absurda

e hipotética, ela alerta a população sobre as consequências do consumo irresponsável, de modo que a prevenção de tais problemas perpassa necessariamente uma redução do consumo na sociedade.

Em segunda análise, é possível perceber que as pessoas estão cada vez mais impulsivas em suas compras, incentivadas pelo apelo midiático das vitrines

e dos lançamentos. Tal comportamento é explicitado no documentário “A

história da obsolescência programada”, que demonstra como as grandes marcas já projetam seus produtos para durarem pouco, estimulando o descarte prematuro e o consumo irresponsável. Nesse contexto, a marca Apple se destaca, criando uma legião de fãs fiéis e ansiosos por novidades antes mesmo que seus produtos possam chegar, de fato, ao final da sua vida útil. Diante do exposto, fica claro que a manipulação das indústrias é um grave motivo para a perpetuação da cultura consumista.

Logo, medidas precisam ser tomadas para evitar que a população se torne ainda mais alheia aos impactos do consumo desmoderado. Nesse sentido, o Ministério da Educação necessita estimular o pensamento crítico na sociedade desde os primeiros anos da vida escolar, por meio de palestras nas escolas e criação de uma disciplina, a qual deve ser voltada para a educação financeira e para o consumo consciente. Assim, será possível formar um senso consciente de cidadania e impedir a entrada da população num mundo cada vez mais consumista. A partir disso, funks com apologia à ostentação, como a letra criada por MC Pocahontas, não serão mais um retrato de uma sociedade responsável e consciente dos seus atos.

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5 11. Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I Ficar sem ação
5 11. Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I Ficar sem ação

11. Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

Ficar sem ação ao tomar conhecimento de um caso de maus-tratos contra animais é ser conivente com o crime. Nessas situações, não há outra saída a não ser denunciar. Pode ser um cachorro que vive acorrentado na casa vizinha, um pet shop que mantém animais em gaiolas minúsculas ou até um cavalo que é explorado até o seu limite na rua. Todas essas situações ou qualquer outra que configure maus-tratos devem ser levadas a conhecimento da polícia e de entidades ambientais. A Lei Federal prevê prisão de três meses a um ano para quem pratica maus-tratos, além de multa. Em caso de morte do animal, a punição pode ser aumentada de um sexto a um terço. E a lei vale para todos, segundo a advogada Mônica Grimaldi, especializada em legislação de animais e área pet. “Seja criador, protetor, médico-veterinário ou detentor de animal, qualquer dessas circunstâncias é considerada crime de maus-tratos, sim”.

Se você ainda tem dúvidas, veja o que é considerado maus-tratos:

– Abandonar

– Ferir, mutilar ou envenenar

– Manter preso permanentemente em correntes

– Manter em locais pequenos e sem higiene

– Não abrigar do sol, da chuva e do frio

– Deixar sem ventilação ou luz solar

– Não dar comida e água diariamente

– Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido

– Obrigar a trabalho excessivo ou superior à sua força

– Utilizar animais em shows que possam lhe causar pânico ou estresse

– Capturar animais silvestres

– Promover violência como rinhas, farra-do-boi, entre outros

Outros exemplos estão descritos no Decreto Lei 24.645/1934, de Getúlio Vargas.

Disponível em: https://catracalivre.com.br/parceiros-catraca/carrefour/como-denunciar-maus-tratos-contra-animais/

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5 11. Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil TEXTO II TEXTO III Em espaço curto
5 11. Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil TEXTO II TEXTO III Em espaço curto

11. Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil

TEXTO II

5 11. Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil TEXTO II TEXTO III Em espaço curto

TEXTO III

Em espaço curto de dias, um animal foi espancado e morto e outro ferido por disparo de arma de fogo em São Paulo. Os dois casos registrados em dezembro engrossam as estatísticas referentes

a maus-tratos contra animais abandonados. Dados levantados pela Globo Rural junto à Secretaria

da Segurança Pública do Estado (SSP), mostram que o número de denúncias só vem crescendo desde a data da criação da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA), em 2016. De janeiro a 10 de dezembro deste ano (2018), a quantidade de denúncias só na cidade de São Paulo superou o total registrado em 2017. Foram 8.693 denúncias, 6% mais que as 8.193 ocorrências anotadas em todo o ano passado.

Disponível em: https://revistagloborural.globo.com/Colunas/planeta-bicho/noticia/

2018/12/crescem-denuncias-de-maus-tratos-contra-animais-abandonados-em-sao-paulo.html

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo da

sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua

em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Os maus-tratos a animais domésticos

portuguesa sobre o tema

Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil. Apresente propostas de

ações que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos

e fatos para defesa de seu ponto de vista.

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Redação-modelo

Tema

Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil

Tema Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil A animação “101 Dálmatas”, da Disney, apresenta a
Tema Os maus-tratos a animais domésticos no Brasil A animação “101 Dálmatas”, da Disney, apresenta a

A animação “101 Dálmatas”, da Disney, apresenta a personagem Cruella

De Vil, que objetifica os cães da obra, pois pretende transformá-los em um casaco de pele. Durante todo o filme, a vilã não considera que os animais podem sofrer, já que ela pensa apenas nos seus próprios interesses. Apesar de ficcional, a obra representa parte da realidade na medida em que há pessoas que enxergam seus animais domésticos como objetos, principalmente por acreditarem que são superiores a eles. Logo, esses seres são maltratados, situação que deve ser combatida.

seres são maltratados, situação que deve ser combatida. Um problema relacionado aos maus-tratos a animais
seres são maltratados, situação que deve ser combatida. Um problema relacionado aos maus-tratos a animais
seres são maltratados, situação que deve ser combatida. Um problema relacionado aos maus-tratos a animais
seres são maltratados, situação que deve ser combatida. Um problema relacionado aos maus-tratos a animais

Um problema relacionado aos maus-tratos a animais domésticos é a objetificação que eles sofrem por parte da sociedade. Isso ocorre tendo em vista que muitas pessoas, por associarem cães e gatos, por exemplo, a objetos, ou seja, destituídos de sentimentos, abandonam ou agridem o animal sem refletirem sobre a ação maldosa. O fato em questão relaciona-se à teoria da banalidade do mal, da filósofa Hannah Arentd, a qual defende que, quando uma atitude violenta ocorre com frequência e sem questionamento, ela passa a ser encarada como trivial. Nessa perspectiva, os elevados índices de maus-tratos aos animais evidenciam uma banalização desse ato na sociedade brasileira. Em suma, fica claro que objetificar o animal doméstico, infelizmente, banaliza os maus-tratos, o que precisa ser modificado.

Em adição, Machado de Assis, em sua obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, trabalha a metáfora da ponta do nariz, segundo a qual os homens fixam-se no próprio nariz, uma representação figurada da crença de superioridade dos seres humanos. Analogamente, pode-se afirmar que os indivíduos os quais se sentem mais desenvolvidos racionalmente do que animais domésticos acabam agredindo-os devido à crença de superioridade. Tais pessoas, entretanto, ignoram que, de acordo com a lei, os cães, por exemplo, podem ser considerados seres passíveis de sofrimento, ou seja, podem ser defendidos pelo Estado tal qual os seres humanos. Diante do exposto, é evidente que fixação pelo próprio nariz motiva atos de maus-tratos aos animais, conjuntura negativa que deve ser reduzida.

Portanto, com objetivo de mitigar os maus-tratos aos animais domésticos,

a mídia televisiva precisa proporcionar debates sobre o tema por meio da

criação de um programa voltado para esse assunto. Tal programa deve ser comandado por personalidades famosas que defendem a causa, como a Luísa Mell – ativista dos direitos dos animais -, e devem explicitar as leis que criminalizam o ato de maltratar tais seres. Assim, será possível fazer com que

pessoas que são semelhantes à personagem Cruella mudem de postura.

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5 12. A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I
5 12. A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I

12. A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

A advogada catarinense Perla Duarte Moraes, de 40 anos, sempre quis adotar uma criança, apesar de

poder ter filhos biológicos. Em 2016, o plano se concretizou, e a adoção fugiu do padrão brasileiro:

a escolha foi por um menino de nove anos de idade.

O Cadastro Nacional de Adoção (CNA) aponta que apenas 5% dos cerca de 43 mil candidatos a pai e mãe adotivos aceitam crianças de nove anos de idade ou mais. No entanto, é nesse grupo que estão mais de 60% das crianças aptas a serem adotadas em abrigos no Brasil.

“As crianças pequenas de até três ou quatro anos de idade são adotadas de imediato, pois esse é

o perfil preferidos dos adotantes. As crianças maiores encontram certa resistência”, afirma Halia

Pauliv de Souza, que há mais de 20 anos ministra cursos e escreve livros sobre preparação para pais

e

mães que pretendem adotar. Esse descompasso é um dos fatores que mais contribuem para que

o

número de crianças em abrigos só cresça no país. Hoje, são cerca de 8 mil crianças aptas para

adoção, ou seja, o número de pais na fila para adotar é cinco vezes maior.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-descompasso-que-trava-a-adocao-no-brasil

TEXTO II

TEXTO II O SALTO • 14 REDAÇÕES-MODELO INÉDITAS PARA O ENEM 2019

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5 12. A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil TEXTO III A burocracia
5 12. A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil TEXTO III A burocracia

12. A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil

TEXTO III

A burocracia ainda é o principal entrave ao processo de adoção no Brasil, cuja demora muitas vezes resulta

nos chamados “filhos de abrigo”, ou seja, crianças que acabam passando sua infância inteira em unidades de acolhimento até atingir a maioridade. As regiões Nordeste e Sudeste apresentam processos de habilitação à adoção com menor tempo, enquanto no Centro-Oeste e Sul os processos de habilitação são mais demorados, atingindo tempos médios maiores do que dois anos. Esse é um dos principais resultados obtidos na pesquisa “Tempo dos processos relacionados à adoção no Brasil – uma análise sobre os impactos da atuação do Poder Judiciário”, encomendada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ).

O principal objetivo da pesquisa foi identificar o tempo médio total e por fases dos processos de guarda, desconstituição do poder familiar, medidas protetivas de acolhimento e adoção. Os resultados levam em conta a peculiaridade de cada estado. Em Brasília, por exemplo, o tempo médio de destituição familiar é de quase quatro anos. De acordo com os pesquisadores, um motivo que explicaria a demora seria o envio frequente de cartas precatórias aos municípios satélites de Brasília, que demoravam muito para retornar.

Disponível em: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/79750-processos-de-adocao-sao-mais-lentos-no-centro-oeste-e-sul

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua

formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa

sobre o tema

que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil

. Apresente propostas de ações

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Redação-modelo

5 Redação-modelo Tema A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil Os números do
5 Redação-modelo Tema A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil Os números do

Tema

A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil

A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil Os números do Conselho Nacional de
A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil Os números do Conselho Nacional de
A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil Os números do Conselho Nacional de
A adoção de crianças e adolescentes em debate no Brasil Os números do Conselho Nacional de

Os números do Conselho Nacional de Justiça relativos aos processos de adoção mostram que, no Brasil, há uma quantidade muito maior de candidatos querendo adotar do que crianças e adolescentes para serem adotados. Apesar de esses dados aparentarem que não há problemas relacionados ao acolhimento infanto-juvenil no Brasil, o que se observa é um número excessivo de menores sem lar. Dentre os fatores que explicam essa realidade, destacam-se a incompatibilidade entre o perfil exigido pelos adotandos e o perfil dos possíveis adotados, bem como a burocracia relativa aos processos de adoção, que, no Brasil, mostra-se morosa.

Em primeira análise, verifica-se que a maioria das pessoas interessadas em adotar não manifestam interesse em acolher crianças e adolescentes com as características mais comuns dentre aqueles que estão em situação de abandono. Essa situação é evidenciada por dados do Cadastro Nacional de Adoção de Crianças e Adolescentes, registrados em 2016, os candidatos mais recorrentes rejeitam a possibilidade de perfilhar negros, pardos e crianças acima de 5 anos. Esse fato pode ser exemplificado no filme nacional “O contador de histórias”, em que o protagonista, Roberto Carlos, é considerado um caso perdido no orfanato em que vive, situação agravada pela sua cor e pela sua idade. Logo, é evidente que as exigências dos adotandos são um entrave ao acolhimento dos jovens em questão.

Em segunda análise, observa-se que há uma grande demora na conclusão dos processos de adoção. Apesar de o governo ter aprovado a lei nº 13.509/07, que reduz prazos e burocracias próprias ao processo de perfilhação, a finalização dos procedimentos ainda é lenta, especialmente em função do exorbitante número de processos que tramitam nas Varas da Criança e da Juventude. Da mesma forma, a ausência ou a insuficiência de profissionais indispensáveis no acompanhamento dos processos, como assistentes sociais ou psicólogos, contribuem para que a situação se torne ainda mais alarmante. Em suma, é inegável que mais ações precisam ser realizadas para combater essa infeliz realidade.

Portanto, para mitigar o problema do número excessivo de crianças na fila da adoção, é premente que o Poder Judiciário destaque novos juízes para deliberar processos dessa natureza e reserve maior orçamento para a contratação de profissionais voltados para o procedimento de acolhimento. Além disso, faz- se necessário que o Poder Executivo, em conjunto com ONGs envolvidas na solução do problema, promova campanhas sazonais de incentivo à adoção, por meio de postagens em mídias sociais que informem à população a situação dos processos de adoção no Brasil e o perfil dos jovens em situação de abandono. Dessa maneira, haverá considerável diminuição do excedente de crianças sem lar, apontado pela pesquisa do Conselho Nacional de Justiça.

Adaptação de redação de Gustavo Moura, aluno do Salto em 2018

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5 13. A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira. TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I A
5 13. A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira. TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I A

13. A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira.

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

A mobilidade urbana se apresenta como um desafio nos centros urbanos do Brasil. O deslocamento

de pessoas, em busca de bens e serviços de qualidade, oportunidades de qualificação e empregos, acarreta, nas regiões metropolitanas e grandes capitais, localidades de concentração populacional.

O notório inchaço urbano obriga com urgência a harmonia e agilidade do deslocamento de bens e pessoas com eficiência, conforto e segurança além de mitigar os impactos ambientais, visuais e de poluição sonora e atmosférica.

Disponível em: http://educacao.globo.com/geografia/assunto/atualidades/mobilidade-urbana.html [adaptado]

TEXTO II

[adaptado] TEXTO II TEXTO III A falta de infraestrutura para suportar e receber

TEXTO III

A falta de infraestrutura para suportar e receber a nova demanda ocasiona recordes de

engarrafamentos em muitas cidades. Além da superlotação nas vias e estradas de acesso, há um

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5 13. A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira. problema ainda mais grave, que
5 13. A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira. problema ainda mais grave, que

13. A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira.

problema ainda mais grave, que é a violência no trânsito. O aumento de veículos nas rodovias, além de trazer transtornos, mata milhares de brasileiros, principalmente jovens.

No Brasil, o número de mortos em acidentes de trânsito cresceu 38,3% no período de 2002 a 2012, segundo dados do Mapa da Violência – levantamento baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

Disponível em: https://fortissima.com.br/2015/01/30/entenda-o-que-gera-violencia-transito-14688259/

TEXTO IV

Em 2017, a Polícia Rodoviária Federal registrou quase 90 mil acidentes graves em estradas federais, que provocaram a morte de 6.244 pessoas, conforme dados divulgados em fevereiro deste ano. O Brasil aparece em quinto lugar entre os recordistas em mortes no trânsito, atrás da Índia, China, Estados Unidos e Rússia. O trânsito é a terceira maior causa de mortes no mundo e no Brasil, ficando atrás somente das mortes por doenças cardíacas e por câncer.

Quem, numa cidade como São Paulo, nunca viu a cena de duas pessoas insultando-se pela janela do carro ou, até mesmo, descendo do veículo para iniciar uma confusão ou briga? O comportamento inadequado e violento é mais comum do que parece e, em alguns momentos, o carro pode ser usado como uma arma, se o condutor não tem o apropriado domínio de si e das suas emoções.

“Os seres humanos são indivíduos sociais, respaldados por regras de comportamento que se alteram dentro de cada cultura. Podemos dizer que a mudança de comportamento das pessoas quando estão dirigindo tem relação com a cultura, diretamente ligada à educação no trânsito. Com isso, é certo afirmar que as pessoas alteram seu comportamento dentro dos carros, pois têm influência da cultura do local em que vivem e de como foram educadas para isso”, explicou, ao O SÃO PAULO , Fernanda de Brito Dantas, Psicóloga Clínica e em Psicoterapia. Fernanda recordou que, nas grandes cidades, quanto mais carros, maior o trânsito, e os níveis de estresse também são maiores. “Estamos em uma sociedade em que ter um carro é poder se locomover, e todos querem chegar primeiro aos seus destinos.”

Disponível em: http://www.osaopaulo.org.br/noticias/violencia-no-transito-e-a-terceira-maior-causa-de-mortes-no-brasil

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão escrita da língua

portuguesa sobre o tema:

uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defender o seu ponto de vista.

A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira

. Apresente

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Redação-modelo

5 Redação-modelo Tema A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira De acordo com a
5 Redação-modelo Tema A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira De acordo com a

Tema

A mobilidade urbana e seus impactos na sociedade brasileira

De acordo com a Constituição Federal, o direito de ir e vir é uma das garantias fundamentais do cidadão. Lamentavelmente, esse direito não tem sido assegurado à população brasileira. Nesse sentido, o aumento desenfreado da frota de carros e a falta de políticas públicas eficientes no transporte de massa afetam a mobilidade urbana.

no transporte de massa afetam a mobilidade urbana. Em primeiro lugar, há cada vez mais veículos
no transporte de massa afetam a mobilidade urbana. Em primeiro lugar, há cada vez mais veículos
no transporte de massa afetam a mobilidade urbana. Em primeiro lugar, há cada vez mais veículos
no transporte de massa afetam a mobilidade urbana. Em primeiro lugar, há cada vez mais veículos

Em primeiro lugar, há cada vez mais veículos circulando nas ruas e, principalmente, nas metrópoles brasileiras, o que prejudica a mobilidade nos centros urbanos. A situação em questão é evidenciada por uma pesquisa da FGV de 2016, segundo a qual a frota de carros cresceu cerca de 400% nos últimos 10 anos. Em decorrência disso, as vias públicas ficaram mais congestionadas e passaram a não garantir a fluidez necessária ao trânsito. Por conseguinte, o tempo de deslocamento entre trechos tornou-se mais longo, cenário agravado pela falta de investimento em outros modais de transporte, como o ferroviário.

Em segundo lugar, falta ao Brasil um sistema inteligente e integrado de mobilidade urbana. Nesse contexto, Paul Hawken – ambientalista e empresário - foi assertivo quando afirmou que “tudo está conectado, nada pode mudar sozinho”. Sob tal ótica, é justificável que a greve dos caminhoneiros, ocorrida em 2018, tenha afetado tanto o país. Certamente, falta às pessoas um maior senso de coletividade e de cidadania, a fim de desafogar o trânsito no lugar onde vivem, seja por meio da adoção de caronas seja por meio do revezamento de veículos. Isso, somado à falta de investimento estatal na melhora da mobilidade urbana, evidencia que o Brasil só terá um planejamento urbano eficiente quando as pessoas e o poder público se unirem em prol de um trânsito melhor para todos.

Logo, o Governo deve aplicar as verbas destinadas à mobilidade na formação de cidades mais sustentáveis, com uma malha de transportes eficiente, por meio de medidas voltadas à adoção de formas de transporte que sejam alternativas ao veículo particular, como expansão das ciclovias, melhoria do transporte coletivo e incentivo à carona solidária. Desse modo, com o apoio da população, será possível garantir o bem-estar de todos sem prejudicar o futuro das próximas gerações e fazer valer o direito do indivíduo à locomoção, assegurado pela Constituição Federal.

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5 14. O esporte como ferramenta de transformação social no cenário brasileiro TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I
5 14. O esporte como ferramenta de transformação social no cenário brasileiro TEXTOS MOTIVADORES TEXTO I

14. O esporte como ferramenta de transformação social no cenário brasileiro

TEXTOS MOTIVADORES

TEXTO I

Com os avanços da neurociência, novas pesquisas científicas foram apresentadas e defendem que os benefícios da educação esportiva dentro das escolas vão além de uma vida saudável. Experimentos evidenciam relações positivas entre atividade física, funções cognitivas e o desempenho escolar dos alunos.

Provou-se que uma única sessão de exercício moderado de crianças com 9 e 10 anos de idade pode alterar a atividade eletroencefalográfica e melhorar o raciocínio em testes de desempenho acadêmico.

Além disso, a partir de estudos realizados pelo americano James Hillman, psicólogo com fama internacional e autor de diversos livros, o exercício físico aeróbico é capaz de aumentar o estado de atenção em avaliações, com melhores resultados nas tarefas e compreensão mais clara da leitura.

Disponível em: https://impulsiona.org.br/educacao-esportiva-a-importancia-do-esporte-no-desenvolvimento-escolar/

TEXTO II

TEXTO II Disponível em: http://www.brasil.gov.br/esporte/2016/05/

Disponível em: http://www.brasil.gov.br/esporte/2016/05/ selecao-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-faz-amistosos-contra-argentina/cbp.jpeg

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5 14. O esporte como ferramenta de transformação social no cenário brasileiro TEXTO III A prática
5 14. O esporte como ferramenta de transformação social no cenário brasileiro TEXTO III A prática

14. O esporte como ferramenta de transformação social no cenário brasileiro

TEXTO III

A prática do esporte pode transformar as vidas de muitas crianças e adolescentes, estimulando a superação

de barreiras e limitações e o crescimento das noções de solidariedade e respeito às diferenças. Quem pratica esportes tem a oportunidade de se tornar um cidadão melhor, porque treina também para a vida, para exercer os seus direitos e compreender os seus deveres com disciplina e determinação.

No esporte brasileiro são inúmeros os exemplos de superação, inclusão social e sucesso por meio do esporte. Se falarmos sobre futebol, logo lembramos de Ronaldo “Fenômeno”. Nascido na periferia do Rio de Janeiro numa família muito humilde, Ronaldo foi descoberto muito cedo e aos 17 anos já disputava sua primeira Copa do Mundo. (…) Outro ótimo exemplo é a pivô da seleção brasileira de basquete feminino, Bianca Araújo. A jovem de 18 anos era catadora de lixo nas ruas de Santo André, no ABC Paulista, desde os sete anos de idade, ao lado da mãe e do irmão. Aos 13 anos foi descoberta por acaso e viu sua vida mudar totalmente de rumo. Hoje, a menina de 1,91m de altura é uma das promessas do basquete brasileiro.

Disponível em: http://www.euamoobrasil.org.br/noticia/o-esporte-como-ferramenta-de-inclusao-social Acesso em: 14 jul. 2015

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo da sua

formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa

sobre o tema

propostas de ações que respeitem os direitos humanos. Selecione, organize e relacione coerentemente argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

O esporte como ferramenta de transformação social no cenário brasileiro

. Apresente

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Redação-modelo

Tema

O esporte como ferramenta de transformação social no cenário brasileiro

ferramenta de transformação social no cenário brasileiro O filme estadunidense “Menina de Ouro” apresenta a
ferramenta de transformação social no cenário brasileiro O filme estadunidense “Menina de Ouro” apresenta a

O filme estadunidense “Menina de Ouro” apresenta a história de uma lutadora de boxe que enfrenta o desafio de ser uma mulher em um ambiente

reconhecidamente masculino. Apesar disso, a protagonista se destaca no esporte

e é transformada por ele, mudando a mentalidade de seu treinador, que não

queria treinar uma figura feminina. Assim como na ficção, a prática esportiva também é uma ferramenta de transformação social na realidade. Deste modo, é essencial combater os desafios que prejudicam tal benefício no Brasil.

Diante da conjuntura, observa-se que o esporte é capaz de dar visibilidade

observa-se que o esporte é capaz de dar visibilidade a grupos sociais marginalizados, o que pode
observa-se que o esporte é capaz de dar visibilidade a grupos sociais marginalizados, o que pode
observa-se que o esporte é capaz de dar visibilidade a grupos sociais marginalizados, o que pode
observa-se que o esporte é capaz de dar visibilidade a grupos sociais marginalizados, o que pode

a grupos sociais marginalizados, o que pode ter um papel transformador ao

fomentar o senso crítico populacional. Um exemplo disso é a celebridade e jogadora de futebol Marta, que, em um jogo da Copa da França, exibiu uma chuteira com a bandeira da igualdade de gêneros, situação noticiada em diversos programas televisivos, como o Globo Esporte. O fato em questão foi importante, já que provocou um debate sobre a visão sexista de muitas pessoas em relação à capacidade da mulher. Em suma, é evidente a relevância do esporte para a transformação da mentalidade populacional.

No entanto, a atividade esportiva, infelizmente, é pouco incentivada em muitas instituições de ensino brasileiras. O documentário “Muito Além do Peso”, da documentarista Estela Renner, ilustra essa realidade. Nele são apresentas cenas de crianças que afirmam ter educação física nas escolas apenas no formato de aulas teóricas e em um curto período de tempo, ou seja, a prática não ocorre, diminuindo o contato e o interesse das crianças pelo esporte. Esse baixo incentivo, portanto, é um obstáculo para que mais meninas de ouro (como a lutadora, no filme, e a Marta, na realidade) continuem transformando

a realidade de preconceito.

Diante do exposto, com objetivo de garantir o papel transformador do esporte, o governo necessita incentivar a prática nas escolas por meio de eventos frequentes. Tais eventos devem ocorrer com auxílio de jogadoras e jogadores de futebol, por exemplo, os quais devem ensinar e impulsionar os jovens a conhecerem essa modalidade. Assim, será possível ter de fato a atividade esportiva nas instituições de ensino e evitar cenários como o das crianças do documentário de Renner.

Assista à série “Temas de Buenas” no Youtube! CLIQUE AQUI E CONFIRA Se você gostou
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