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GABARITO

1) O autor relaciona a enorme extensão territorial do Brasil com a grande quantidade


de contrastes do país, sejam eles de ordem natural, geográfica, econômica, políticas
ou sociais.

2) O autor define a Amazônia como uma região abundante em água e floresta; o


nordeste como o “polígono das secas”, no qual os períodos de seca castigam a região
e como o litoral dos canaviais; e a região sul do país com os “capinzais”, ou as
chamadas pradarias.

3) Ele cita os engenhos de cana de açúcar, com seus trabalhadores escravos, e os


povoamentos no sul do Brasil, nos quais a pecuária era não só fonte de alimentação
mas estratégia de povoar e manter o domínio dessa região.

4)
a) A partir da década de 1950 o Brasil vive um período de intensa
industrialização, contudo, concentrada em alguns pólos econômicos do país,
como na região Sudeste, por exemplo. Este tipo de modernização produziu a
concentração das riquezas nestes locais e uma disparidade regional em
relação ao desenvolvimento econômico do país.
b) Dentre os projetos que podem ser citados estão a criação das
superintendências de desenvolvimento econômico regionais (SUDENE, para o
desenvolvimento do Nordeste; SUDAM para o desenvolvimento da Amazônia;
SUDECO para o Centro-Oeste e SUFRAMA para a criação da Zona Franca de
Manaus). A intenção do desenvolvimento de projetos que promovessem uma
integração nacional era a de diversificar a produção espacial industrial do
país, diminuindo a desigualdade socioeconômica e o desequilíbrio na
produção de bens e serviços existente entre as regiões brasileiras.

5) Alternativa [e]
Como mencionado corretamente na alternativa [e], o país divide-se segundo o IBGE
em cinco regiões macroeconômicas: norte, nordeste, sudeste, centro-oeste e sul,
sendo o norte a mais extensa.

6) Resposta: 01 + 02 + 08 + 16 = 27.
[01] CORRETA: A exploração da borracha na Amazônia no século XIX adicionou a
região à economia de arquipelago do país.
[02] CORRETA: Em razão da produção canavieira na Zona da Mata nordestina, a
pecuária avançou sobre o interior seguindo pelo vale do São Francisco.
[04] INCORRETA: A ocupação do norte do Paraná foi feita com a produção cafeeira já
com diversos núcleos de imigrantes.
[08] CORRETA: Nas últimas décadas tem se registrado o avanço de monoculturas de
exportação, como é o caso da soja no centro-oeste.
[16] CORRETA: O desenvolvimento da cafeicultura em meados do século XIX,
inicialmente no Vale do Paraíba, expandiu-se para o oeste paulista e norte do Paraná
e, portanto, a lavoura foi a responsável pela expansão da fronteira agrícola no
período.

7)a) Os focos econômicos em ascensão e os novos centros com as respectivas áreas


de atração são definidos no século XVI pela produção canavieira na zona da mata
nordestina e a migração da população formando cidades como Salvador; no século
XVII e XVIII pela mineração em Minas Gerais e expansão para Rio de Janeiro, principal
porto para o produto; no século XIX pela cafeicultura e definição do Vale do Paraíba
(Rio de Janeiro e São Paulo) como centro econômico.
b) Os principais avanços territoriais caracterizam: no primeiro mapa, a pecuária pelo
Vale do Rio São Francisco; no segundo mapa, a exploração das drogas do sertão na
Amazônia e as bandeiras no interior do Sudeste e Centro-Oeste; no terceiro mapa, a
cafeicultura no norte do Paraná e a exploração da borracha na Amazônia.

8) Alternativa [b]
Como mencionado corretamente na alternativa [b], o autor associa a ocupação do
nordeste brasileiro por meio da produção canavieira com o forte impacto ambiental
trazido por ela, caracterizando dessa forma, a contradição.

9)a) A regionalização do espaço brasileiro, a partir de 1940, veio da necessidade de


identificar os diferentes espaços existentes no país com seus respectivos potenciais
de recursos e aspectos socioeconômicos, para promover uma melhor inserção no
mercado nacional emergente.
b) O estado do Tocantins, criado em 1988, desmembrou-se a partir do norte de
Goiás. Passou a fazer parte da região Norte em função de interesses de ordem
econômica que possibilitaram acesso aos incentivos fiscais da Sudam.

10) Alternativa [b]


Como mencionado corretamente na alternativa [B], os números: 1 corresponde ao
antigo território federal que em 1988 passou a ser o atual estado de Roraima; 2
corresponde ao atual estado de Goiás que até 1988 englobava também o território
que hoje pertence à Tocantins; 3 corresponde ao atual estado do Mato Grosso que
até 1988 abrangia também o território de Mato Grosso do Sul.

11) Alternativa [a]


A Amazônia se constitui em área de difícil acesso e uso por suas condições naturais
de floresta fechada e de restrição de ocupação. Portanto, sua ocupação histórica está
muito associada ao estágio de desenvolvimento social e econômico. Nesse sentido, a
sequência de elementos de sua ocupação se dá a partir da extração de látex no surto
ou ciclo da borracha, seguida pela criação da SUDAM, exploração mineral da Serra
dos Carajás e a implantação do Projeto Calha Norte.

12) Alternativa [c]


Durante o regime militar, o governo brasileiro adotou uma política de integração
econômica da Amazônia ao restante do país com estímulos para atividades como
agropecuária, mineração, exploração de madeira, rodovias e indústria, inclusive
através de incentivos fiscais para a iniciativa privada concedidos por agências como a
SUDAM e a SUFRAMA.
13) Alternativa [c]
A região Centro-Oeste constituiu-se em área de expansão da fronteira agropecuária,
com rápido crescimento a partir dos anos 1980 em diante. Suas cidades, em geral,
são novas e se valeram do boom do agronegócio, tornando-se prósperas, construídas
e reformadas a pouco tempo.

14) Alternativa [e]


A alternativa [e] está incorreta porque a Amazônia já foi apropriada pelo Estado
Nacional e pelo capital como ultima fronteira agrícola e mais recentemente como
ultima fronteira energética. Estão corretas as alternativas: [a], porque o governo
Vargas iniciou a marcha para o oeste buscando a integração do território nacional;
[b] e [d], porque embora haja diferenciação na ocupação do território nacional, este
representa hoje um mercado integrado; [c], porque as últimas fronteiras naturais do
território estão sendo incorporadas pelo capital.