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Como dimensionar o disjuntor


geral
O disjuntor é o dispositivo eletromecânico que tem a função de proteger a
instalação elétrica de danos que se originam em curtos circuitos e ou
sobrecargas. Quando falamos em disjuntor geral, estamos falando do
disjuntor principal de uma instalação elétrica que protege outros disjuntores
parciais dos circuitos de uma instalação, ou seja é o disjuntor a montante
dos disjuntores parciais.
Em elétrica é comum usarmos os termas montante e jusante para definirmos a posição de
um componentes em relação a outros componentes, desta forma podemos dizer que o
disjuntor geral é o disjuntor a montante dos disjuntores parciais e podemos ainda afirmar
que os disjuntores parciais são os disjuntores a jusante do disjuntor geral.

 um componente estar a montante significa que ele está antes do outro em questão,
mais perto da fonte de energia.
 um componente estar a jusante significa que ele está depois do outro em questão, mais
perto da carga final.

Quando falamos de disjuntores parciais e disjuntor geral em uma instalação precisamos


entender a importância de dimensionarmos corretamente os disjuntores, tanto parciais
quanto o geral, e este correto dimensionamento tem a função de garantir o que em elétrica
chamamos de seletividade.

Seletividade
Seletividade é a propriedade que uma instalação possui de que em caso de falta, somente
abrir o dispositivo de proteção contra curto circuito, neste caso o disjuntor que estiver mais
próximo do ponto de falta, isso garante que a parte do circuito que ficará desligada e
inoperante seja a menor possível.
Em nossa casa quando ocorre um curto em uma tomada, o ideal é que apenas o circuito
da tomada seja desligado e o resto da instalação continue em funcionamento, isto é a
seletividade. Para que que ocorra a seletividade é necessário que os disjuntores estejam
corretamente dimensionados.
Conhecendo a carga instalada
O primeiro passo para dimensionar o disjuntor geral do quadro de distribuição de uma
instalação, é ter as potências instaladas em cada circuito e quais os tipos de cargas. É
importante que as cargas estejam divididas em circuitos, e que as cargas que possuam
uma corrente nominal maior que 10A estejam em circuitos separados, como solicita a
NBR5410 – Instalações elétricas de baixa tensão.
Veja o exemplo das cargas de uma instalação.

Esquema 1: Divisão de circuitos da instalação

Fator de demanda
Conhecendo os circuitos e as cargas agora é hora de entendermos o que é o fator de
demanda.
Em um circuito de tomadas de uso geral, por exemplo, que tenha 1100W de potência total
e este circuito tenha 10 tomadas, entendemos que cada tomada tem 110W para ser
utilizada se todas as tomadas forem utilizadas ao mesmo tempo na potência máxima, mas
sabemos que em uma instalação residencial dificilmente isso vai acontecer. Nestes casos
utilizamos o fator de demanda adequado, para aproximar a potência que realmente é
utilizada de forma a dimensionar o disjuntor para uma corrente mais próxima da média de
utilização, garantindo assim uma melhor proteção e seletividade.
Os fatores de demanda são calculados e disponibilizados em tabelas pelas
concessionárias em suas normas de distribuição.
Para instalações residenciais usaremos dois fatores de demanda, um que agrupe os
circuitos de tomada de uso geral (TUG) e circuitos de iluminação, e um segundo fator de
demanda para os circuitos de tomadas de uso especial (TUE).
Esquema 2: Fatores de demanda por tipo de circuito elétrico
Agora é hora de somar os valores de potência dos circuitos para cada tipo de fator de
demanda que será aplicado. No primeiro caso os circuitos TUG e iluminação.

Esquema 3: 1º Passo – Fator de demanda para circuitos TUG e iluminação


Em nosso exemplo vemos que o total de potência é 3100W, esta seria a potência no caso
de todas as tomadas e pontos de iluminação estarem sendo utilizados simultaneamente, o
que já vimos lá atrás que é bem improvável que aconteça, por isso devemos aplicar o fator
de demanda. O fator de demanda para circuitos TUG e iluminação é baseado na faixa de
potência instalada, neste caso uma faixa entre 3001W até 4000W, como podemos ver na
tabela abaixo:

Esquema 4: 2º passo – Tabela fator de demanda, circuitos TUG e iluminação


Para esta faixa, o fator de potência indicado pela concessionária como mais adequado é
0,59, este valor não tem unidade mas em forma percentual representa 59% da potência
instalada, ou seja a concessionária me indica que de toda a potência instalada em média
apenas 59% será utilizada. Devemos multiplicar o valor original de potência pelo fator
indicado, que em nosso exemplo nos dá um total de 1829W.
Agora temos a potência de circuitos TUG e Iluminação adequados e vamos fazer o ajuste
da potência para os circuitos TUE.
Neste caso devemos proceder com a soma de potência dos circuitos TUE.

Esquema 5: 3º passo – Fator de demanda para circuitos de tomadas de uso especial TUE
Diferente do fator de demanda para circuitos TUG e iluminação, o fator de demanda para
circuitos TUE é indicado pela quantidades de circuitos e não por faixa de potência. É
interessante perceber que devido a natureza dos circuitos serem os equipamentos com
potência específica, este fator de demanda atenua menos a faixa de potência que o fator
anterior.

Esquema 6: 4º passo – Tabela de fator de demanda para tomadas de uso especial TUE.
O valor do fator de demanda indicado pela concessionária para 3 circuitos de uso especial
é 0,84, ou seja, de toda a potência instalada para estes circuitos em média 84% realmente
será utilizado no dia a dia.
Com o valor do fator de demanda devemos multiplicar pela potência instalada, em nosso
exemplo vamos obter um resultado de 6132W.
A potência de nossa instalação já está adequada aos fatores de demanda e o próximo
passo é somar a potência com fatores aplicados.
Esquema 7: Valor final de potência da instalação

Calculando o disjuntor geral


Com a potência instalada adequada com os fatores de demanda respectivos já podemos
calcular a corrente do disjuntor geral de nossa instalação, esta corrente será calculada
através da Lei de Ohm.

F´rmula 1: Cálculo da corrente para o disjuntor geral.


O disjuntor geral para nosso exemplo deve ser de no mínimo 63A para uma tensão de
127V. A escolha da faixa de corrente depende da disponibilidade dos fabricantes.
O fabricante Schneider Electric possui a linha Easy9 de disjuntores e outros componentes,
o catalogo de produtos da linha Easy9 é completo e rico em informações, na tabela abaixo
para disjuntores é possível ver as faixas que esta linha disponibiliza para disjuntores
monopolares, bipolares e tripolares.
Quadro 1 : Tabela para disjuntores linha Easy9 Schneider.

Curva do disjuntor geral


A última informação sobre o disjuntor geral é a curva de ruptura em caso de disjuntores de
norma DIN. Com relação a curva do disjuntor geral temos que considerar as curvas dos
disjuntores parciais, a escolha da curva será sempre a curva maior entre os parciais.
No caso de nosso exemplo teríamos a seguinte tabela para os disjuntores parciais:

Quadro 2: Tabela de disjuntores parciais da instalação


Temos neste caso disjuntores curva B e curva C e seguindo a regra das curvas, temos que
selecionar um disjuntor de 63A de curva C como sendo o disjuntor geral.
Nem todos os profissionais de eletricidade sabem efetivamente como realizar o correto
dimensionamento do disjuntor geral, alguns fazem um simples somatório dos disjuntores
parciais, que no caso do exemplo que usamos para circuitos, nos daria um disjuntor geral
de 100A que estaria completamente fora da que realizada nesta instalação.
Seguindo as etapas aqui descritas, o disjuntor será dimensionado atendendo o critério da
seletividade garantindo segurança para instalação e usuários, e a operação correta em
caso de falta. É importante entender que não existe instalação padrão ou residência
comum e este cálculo vai mudar sempre de acordo com as cargas instaladas em cada
residência.

AUTOR: Henrique Mattede - Professor de Eletrotécnica e entusiasta de tecnologia. Cria


vídeos e artigos sobre elétrica na internet para levar conhecimento gratuito a quem o
procura.
FONTE: Mundo da elétrica

LINKS

 FONTE: Mundo da elétrica


Como fazer o dimensionamento de
cabos numa instalação elétrica?
Quando um engenheiro projeta a instalação elétrica de um prédio,
conhecendo a corrente que vai passar em cada aparelho, e
consequentemente a corrente total na ligação principal, ele deverá
escolher adequadamente o fio condutor que irá usar.

Se o fio escolhido para a linha principal for muito fino terá grande resistência a
passagem de eletricidade.
Quando a corrente que por ele passa aumentar em virtude de vários aparelhos
estarem ligados à rede, a queda de tensão neste fio poderá não ser desprezível.
Isto costuma acarretar um mau funcionamento daqueles aparelhos, pois eles
ficarão submetidos a uma voltagem inferior àquela para a qual foram projetados.
Isto pode ser observado, em uma residência, quando o brilho das lâmpadas
diminui ao ser ligado um chuveiro elétrico, por exemplo.
Quando a escolha é bem feita, sendo usado um fio de ligação com seção maior
(menor resistência elétrica), a queda de tensão nele torna-se desprezível, e não há
alteração sensível em um aparelho quando outros são ligados à rede.
Evidentemente esses cuidados devem ser tomados em qualquer instalação
elétrica, inclusive nos fios que ligam uma residência à rede elétrica da rua.

O que é a capacidade de corrente de um


cabo?
É a maior corrente, em regime permanente, que um condutor suporta sem que a
temperatura do mesmo ultrapasse a temperatura máxima suportada pela isolação
(temperatura de trabalho).
Depende do material do condutor, do material da isolação, da construção do cabo,
da temperatura ambiente e da forma como está instalado.
A NBR 5410 apresenta tabelas de capacidade de corrente para vários métodos de
instalação de baixa tensão.

Como dimensionar o condutor a ser


utilizado em circuitos com longa distância
entre a caixa de disjuntores e os
equipamentos que estarão em
funcionamento?
Em nenhum caso a queda de tensão nos circuitos terminais pode ser superior a
4%, mas quedas de tensão maiores são permitidas para equipamentos com
corrente de partida elevada, durante o período de partida, desde que dentro dos
limites permitidos em suas normas respectivas.
Abaixo está a tabela de queda de tensão para produtos isolados em PVC 70 °C e
temperatura ambiente de 30 °C, instalados conforme método de referência B1.

Queda de tensão (V) = queda de tensão tabelada (v/a.km) X corrente do circuito


(A) X comprimento (km)
Queda de tensão em % = Queda de tensão (V) / Tensão do circuito (V) X 100
Dimensionamento de circuitos
elétricos e cálculo de curto-
circuito
As instalações elétricas estão tornando-se cada vez mais complexas,
frequentemente com mais de uma fonte no circuito elétrico sendo
capaz de garantir confiabilidade e continuidade do serviço em caso de
falha. Neste cenário exigente, o dimensionamento elétrico do circuito e
o cálculo correto das correntes de curto-circuito em cada nível da
planta e em cada configuração possível de trabalho é fundamental para
a especificação e coordenação correta de cabos, barramentos e
dispositivos de proteção. Calcular manualmente sistemas complexos
requer muito tempo e há grande risco de erros. O software de
dimensionamento elétrico DOC 2.0 é gratuito, confiável e rápido. É uma
ferramenta capaz de rezalizar cálculos elétricos de redes radiais ou em
malha. O artigo a seguir analisa os cálculos de curto-circuito de acordo
com a norma IEC realizada pelo software DOC, com a utilização de um
exemplo de MT / BT.
Cálculo de curto-circuito de acordo com a norma IEC
O correto planejamento da instalação elétrica deve ser baseado na avaliação
detalhada dos fins de instalação, confiabilidade de serviço e nível de segurança
exigido. Utilizando as normas internacionais e nacionais as mesmas podem nos
ajudar a projetar um sistema com alto nível de segurança e eficiência. A IEC
60909-0 é a norma técnica que estabelece um processo de resultados com
precisão aceitável para o cálculo das correntes de curto-circuito nas três fases do
sistema AC (exceto a bordo de navios e aviões). Nesses padrões são definidos
diferentes valores de corrente de curto-circuito que podem ser calculadas.
Corrente de curto-circuito presumida = corrente que surgiria se o curto-circuito
fosse substituído por uma ligação ideal de impedância desprezível, sem qualquer
alteração da alimentação da entrada.
Corrente de curto-circuito simétrica = valor eficaz da componente AC simétrico
de uma corrente de curto-circuito presumida.

Corrente de curto-circuito inicial simétrica = é o valor eficaz da


componente simétrica AC de uma corrente de curto-circuito presumida, aplicável
no momento do curto-circuito.
Pico de curto-circuito ip = é o valor máximo possível da corrente de curto-circuito
presumida.
Queda da Componente idc da corrente de curto circuito = valor médio entre a
proteção superior e inferior de uma corrente de curto circuito decaindo a partir de
um valor inicial de zero.
Corrente curto-circuito simétrico Ib = valor eficaz de um ciclo integral da
componente AC simétrica da corrente de curto-circuito presumida no instante da
separação do contato do primeiro polo para abrir um dispositivo de comutação.
Estes valores também são calculados pelo software DOC, exibindo valores
mínimos e máximos para as correntes de curto-circuito, tal como antes de escolher
as proteções, é necessário fazer o cálculo exato dos valores da corrente de curto-
circuito em diferentes pontos da instalação, de modo a conter os custos e garantir
o nível de segurança.

Característica da instalação
O exemplo a seguir demonstra uma instalação alimentada por um transformador
MT / BT de um sistema de barramento que consiste em duas secções, que, em
caso de necessidade ou falha, o dispositivo pode ser isolado por meio de um
disjuntor. Isto assegura pelo menos metade da instalação funcionando, mesmo em
caso de uma falha grave.
Alimentador da Rede
Sk = 500MVA
UnMT = 20000V
UnBT = 380V

Dois enrolamentos de transformadores T1, T2


Sn = 500kVA
Un1 = 20kV
Un2 = 380V
Vcc% = 4,4%
Pk = 6kW

Sistema de distribuição BTS1 e BTS2


LBT = 2m
Iz0 = 1200A @40°C
N° de condutores = 4 (1 por fase)
rph =0,035 mW/m
xph =0,021 mW/m

Motor M1, M2
VnM = 380V
PnM =250kW
h= 0,955 <eficiência>
cosj =0,68
Ilr/In =6
Rm/Xm =0,5769

N° de condutores por fase = 4


rC = 0,191 mW/m @80°C
xC =0,074 mW/m
Condutor = cobre
Lc = 2,4m
Cabos C2, C3

O software calcula a corrente de curto-circuito no barramento de nível (ponto A), a


fim de selecionar corretamente os dispositivos de proteção MT / BT,
transformadores e os dispositivos acopladores.

Modelo de circuito elétrico


Para calcular as correntes de curto-circuito de um sistema eléctrico é necessário
criar um circuito equivalente no qual os elementos que contribuem para a corrente
de curto-circuito são modelados como fonte ideal com uma impedância em série
(elementos ativos como utilidade, geradores, motores...), sendo que elementos
que não contribuem para isso são modelados como impedância (elementos
passivos como o cabo, transformadores, barramentos ...).
Na tabela abaixo são apresentados os cálculos das impedâncias de curto-circuito
no local A.
Cálculo de curto-circuito das três fases no ponto A
Sabendo o valor máximo das impedâncias simétricas de curto-circuito do
equipamento, é possível calcular facilmente o curto-circuito inicial trifásico
simétrico da corrente de curto-circuito como:

Onde c é o fator de tensão imposta pela norma IEC, que assume valor igual a 1,1
para o máximo de cálculos de curto-circuito atuais de redes com abastecimento de
MT. O ZeqA é a impedância de curto-circuito equivalente no ponto A que se refere
a rede de sequência positiva na figura 1.
E, consequentemente,
A terceira fase da corrente de curto-circuito é a corrente sem a contribuição do
motor, de modo a ser calculado considerando a impedância equivalente igual a:

Então é possível calcular o valor de pico da corrente das três fases do curto
circuito como:

Onde k pode ser calculada a partir da razão entre a resistência e reatância da


impedância no ponto de falha no gráfico abaixo:
A máxima componente DC da corrente de curto-circuito pode ser calculada de
acordo com a seguinte equação:

A corrente de curto-circuito considerada para especificar o valor de interrupção de


um dispositivo de protecção é o curto-circuito simétrico de interrupção Ib, esta
corrente tem de ser calculada num instante definido, que pode ser, por exemplo,
20 ms de acordo com a seguinte equação:

Estes são apenas os valores máximos da corrente de curto-circuito em um ponto


da rede, para um trabalho de configuração de um sistema trifásico de curto-
circuito, obviamente, a seleção de dispositivos de proteção e do conjunto das
unidades de disparo exige também o cálculo dos valores máximos e mínimos das
correntes de curto-circuito em diferentes pontos da instalação para três fases, duas
fases, fase e neutro e de fase à terra.
O cálculo das correntes de curto-circuito em caso de duas fases e monofásico
requer o cálculo das componentes de sequência zero, por outro lado, para realizar
o cálculo do valor mínimo das correntes de curto-circuito é necessário realizar o
cálculo da resistência dos cabos e barramentos a uma temperatura de referência
superior a 20 °C, isso significa uma quantidade excessiva de cálculos que exigem
muito tempo.
Cálculo das correntes de curto-circuito com o
software DOC
O DOC calcula o valor mínimo e máximo de curto-circuito em todos os pontos da
rede, considerando uma ou mais condições de funcionamento de forma precisa.
Após o cálculo, é possível ver todas as correntes de curto-circuito definidas pelo
padrão IEC, como no exemplo abaixo, a corrente de curto-circuito trifásico
calculado pelo DOC no barramento considerando a mesma condição do primeiro
exemplo apresentado.

Como mostrado na foto acima, na mesma janela é possível selecionar e verificar


todas essas correntes de curto-circuito para duas fases e fase única de curto-
circuito, na opção avançada é possível definir os instantes para o cálculo da queda
da componente idc da corrente de curto-circuito e da interrupção da corrente de
curto circuito Ib (como padrão são sempre calculados em 10 ms, mas no exemplo
foi solicitado também o cálculo para 20ms).
O fator de tensão da IEC 60909 é definido igual a cmax = 1,1 mas a verificação do
valor mínimo da corrente de curto-circuito é calculada na base de linhas e
barramentos com o fator de tensão igual a cmin = 0,95, de acordo com o padrão
IEC, como precaução com a tolerância negativa na tensão nominal. Toda a
resistência de cabos e sistemas de barramento é calculada para a temperatura do
condutor, no final do período de curto-circuito.
Por exemplo, na figura abaixo são mostradas as correntes de curto-circuito para
sistemas de rede BTS1.
Todas as correntes de curto-circuito também são calculadas e visualizadas no
local de instalação de dispositivos de proteção, como descrito no quadro abaixo, a
corrente de interrupção máxima de curto-circuito simétrico é utilizada para a
seleção de interrupção da capacidade dos dispositivos de proteção e o valor do
pico é comparado com o curto-circuito definindo a capacidade do dispositivo de
Icm.
A contribuição do motor é automaticamente calculada para o máximo da corrente
de curto-circuito, somente quando superior a 5% da corrente de curto-circuito
calculada sem considerar os motores, como alternativa os motores são
considerados próximos de zero para o cálculo mínimo do curto-circuito, em
conformidade com a norma IEC.
O cálculo da rede em diferentes condições de operação está habilitado no DOC
pelo uso da opção “calcular” no menu "Ferramentas", onde é possível criar um
número ilimitado de condições de funcionamento, e nas opções de cálculo definir o
tipo de cálculo entre o cálculo de apenas a configuração de um sistema ou de um
dimensionamento considerando-se todas as condições de funcionamento
possíveis.
Estes dois comandos usados em conjunto permitem a seleção de seções de cabos
e dispositivos de proteção adequados para todas as configurações de operação
com uma redução de tempo incrível.
Modelo de diagrama do software DOC

Conclusão
O software DOC é uma ferramenta precisa para o projeto de sistema elétrico MT e
BT, os projetistas podem utilizar o desenho do diagrama como uma parte dos
cálculos de curto-circuito, ele executa a análise do fluxo de carga, discriminação,
dimensionamento de cabos e seleção automática dos componentes, respeitando
os requisitos da norma IEC.
Adicionalmente, o módulo de configuração permite o desenho de um painel de
forma rápida com uma vista frontal dos paineis de BT. O software possui a
possibilidade de impressão da documentação técnica completa e detalhada na
ferramenta "Gerenciamento de documentação do projeto".
Para qualquer informação adicional sobre o DOC visite o site www.abb.com.br e a
página do youtube "DOC Electrical calculations".
Tabela de dimensionamento de
eletroduto
Constituem uma parte relativamente barata da instalação elétrica sendo os
primeiros itens da instalação a serem instalados e comumente os primeiros da lista
de compras solicitada pelo eletricista.
A NBR 5410 deixa bem claro que caso seja necessário, a utilização de eletrodutos,
estes devem ser normatizados, existem diversas NBR’s específicas para cada
tipo de eletroduto, tanto para eletrodutos de embutir quanto para eletrodutos de
sobrepor. Existem basicamente três normas importantes sobre os eletrodutos:

 NBR 15465 Sistemas de eletrodutos plásticos para instalações elétricas de


baixa tensão – Requisitos de desempenho
 NBR 5597 Eletroduto de aço-carbono e acessórios, com revestimento protetor e
rosca NPT — Requisitos
 NBR 5598 Eletroduto de aço-carbono e acessórios, com revestimento protetor e
rosca BSP — Requisitos

Nas instalações elétricas residências o eletroduto mais comum é o tipo flexível


corrugado. Fabricados normalmente em material PVC ou similar eles possuem um
custo baixo e uma boa maleabilidade e são encontrados nas seguintes bitolas:

Quadro 1: Seções normatizadas para eletroduto corrugados


Dentro da NBR5444-Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais é
estipulado uma tabela para a conversão normatizada de polegadas para milimetro
embasada na NBR5626-Instalação predial de água fria.
Quadro 2: Tabela de equivalência entre polegadas e milímetros
É extremamente importante o uso desta tabela para conversão pois a grande
maioria dos eletrodutos são dimensionados em milimetro e em seguida devem ser
encontrada sua equivalência em polegadas pois é nesta unidade de medida que
os fabricantes disponibilizam os eletrodutos.
Existe um métodos matemático levando em consideração uma série de fatores
para dimensionamento correto de um eletroduto. Desse modo é importante que se
tenha os dados dos fabricantes dos condutores para um dimensionamento correto
dos eletrodutos o que é confuso devido a grande quantidade de variações em
fabricação de cabos.
No caso de instalações mais simples a tabela abaixo pode ser usada de modo a
referenciar e simplificar o dimensionamento dos eletrodutos, esta tabela não é
absoluta mas sua consulta é simplificada devido a facilidade de interpretação e
pouca margem de erro.

Quadro 3: Tabela de dimensionamento de eletroduto


Esta tabela leva em consideração dois critérios, a quantidade de cabos em um
eletroduto e a seção destes condutores. Para sua utilização basta selecionar a
coluna contendo o número de cabos dentro do eletroduto em questão em seguida
cruzar coma linha referente a seção dos cabos dentro deste eletroduto, a casa de
interseção entre coluna e linha resulta no valor em polegadas do eletroduto
adequado para comportar estes cabos.
Veja o exemplo:
Dois circuitos de tomadas de uso geral passando em um mesmo condutor, a
coluna selecionada será a de 6 cabos, dois fases, dois neutros e dois terras, sendo
um fase, um neutro e um terra para cada circuito. Os cabos utilizados para estes
circuitos de acordo com o projeto são de 2,5mm².

Quadro 4: Exemplo de utilização da tabela de dimensionamento de eletroduto


Observando a interseção entre coluna e linha nota-se que o eletroduto adequado
para suportar os dois circuitos do exemplo é um eletroduto de 1”.
Esta tabela já leva em consideração uma taxa adequada de ocupação para o
eletroduto, e esta taxa é importante para garantir a temperatura adequada dentro
do eletroduto bem como a facilidade de passagem de cabos e manutenção futura
destes circuitos dentro do eletroduto.

AUTOR: Henrique Mattede - Professor de Eletrotécnica e entusiasta de tecnologia.


Cria vídeos e artigos sobre elétrica na internet para levar conhecimento gratuito a
quem o procura.
FONTE: Mundo da elétrica

Como dimensionar cabos elétricos


residenciais
07.06.2017

Saber calcular quantos amperes um cabo deve suportar pode ajudar no


dimensionamento através da utilização das tabelas que são fornecida pelos
fabricantes. O dimensionamento correto de disjuntores em cada fase, circuito e
geral também tem relação com o dimensionamento dos condutores.
A norma NBR-5410 estipula alguns critérios que devem ser levados em
consideração ao se dimensionar um condutor elétrico. A primeira coisa que é
importante compreender é quais as sessões mínimas de cabos estipuladas dentro
das instalações, e é isso que mostra a tabela 47 a seguir:
Critério da seção mínima:
Qual o critério mínimo para dimensionar cabos elétricos?
É importante frisar que os valores apresentados na tabela são referentes ao
critério mínimo, ou seja, não podem ter cabos menores que estes para estas
determinadas funções.
Outro ponto importante é saber qual o método de instalação do cabo, no caso de
instalações residenciais, a maior parte destas instalações são em eletrodutos
embutidos em alvenaria. Segundo a tabela 33 da NBR-5410 o método de
instalação é o número 7 e a referência para instalação B1, como mostra na tabela
abaixo:
Método de instalação dos condutores:

Como escolher método de instalação dos condutores?


O próximo passo é descobrir qual a quantidade ideal de cabos do circuito são
carregados. Para isso, vamos seguir as indicações da tabela 46 também da NBR-
5410. Observe atentamente as especificações dos cabos, porque esta informação
será muito importante para o dimensionamento.
Critério da seção mínima:

Como determinar a quantidade de condutores carregados?


Em seguida você deve consultar a tabela de condução de corrente. Esta tabela
pode variar de acordo com o tipo de condutor, com o tipo de isolação, de acordo
com a temperatura do condutor e também com a temperatura ambiente. Para as
instalações residenciais, o cabo com isolação em PVC e condutor de cobre é o
mais utilizado, por isso vamos consultar a tabela 36 da NBR-5410 que está
aparecendo a seguir:
Como definir a tabela de dimensionamento de cabos?
Para dar sequência e para facilitar ainda mais a compreensão, vamos criar um
exemplo e aplicá-lo dentro das tabelas apresentadas. A corrente de projeto do
circuito que será dimensionado é de 18 amperes, o cabo utilizado tem isolação em
PVC, visando utilizar as tabelas apresentadas, o número de circuitos dentro do
eletroduto será 4 e o método de referência é o B1, que representa o embutido em
alvenaria.
Siga a coluna do método B1, observando a quantidade de cabos carregados que
neste caso citado são 2, fase e neutro. Em seguida você deve procurar o valor de
corrente mais próximo da quantidade de amperes do circuito, no exemplo são 18,
ou seja, procure o valor mais próximo, neste caso foi 24. É muito importante usar o
valor superior e nunca o inferior. Se a aplicação dos dados foi correta, a tabela de
dimensionamento vai mostrar que o cabo correto seria o de 2,5mm², como mostra
na imagem a seguir:

Como definir a amperagem correta no dimensionamento de cabos?


Mas o dimensionamento correto não termina aqui! É necessário levar em
consideração a quantidade de circuitos dentro do eletroduto. Cada quantidade de
circuitos requer um fator de correção diferente e é isso que mostra a tabela 42 da
NBR-5410 abaixo:
Como calcular o fator de correção de corrente?
Como o nosso exemplo utilizou 4 circuitos, o fator de correção neste caso é de
0,65. Agora você deve utilizar este fator de correção na capacidade de condução
do circuito de 2,5 mm² dentro de um eletroduto com 4 circuitos. Para isso você
deve utilizar a seguinte fórmula: Iz = Ic x Fc.

 Iz – (o valor da corrente de condução do condutor corrigida), ou seja, o valor


que queremos encontrar.
 Ic – (o valor da corrente de condução do condutor na tabela), ou seja, 24A.
 Fc – (fator de correção), ou seja, 0,65.

Neste caso temos Iz = 24A x 0,65, tendo como resultado, Iz = 15,6A, que é o
resultado apresentado na imagem abaixo:

Qual a fórmula do fator de correção de corrente?


É importante observar se o valor que encontrar, no caso 15,6A é condizente com a
condução necessária da corrente de projeto do circuito. No exemplo utilizado a
corrente é de 18A, ou seja, o cabo de 2,5 mm² não vai conseguir conduzir a
corrente correta, necessitando de um cabo mais grosso.
Voltando para a tabela de dimensionamento, o próximo valor dentro dos dados
apresentados no exemplo é de 32A. Jogando este novo valor na fórmula (Iz = Ic x
Fc), do fator de correção você encontra o seguinte: Iz= 32A x 0,65, tendo como
resultado, Iz = 20,8A. Portanto, o cabo ideal para este exemplo apresentado é o de
4,0 mm² que é o que mostra a imagem a seguir:
Considerações finais
A utilização do cabo de 2,5 mm² neste caso apresentado não significa que a
instalação irá apresentar um problema imediato. Mas certamente haverá um
aquecimento excessivo destes cabos, aumentando consideravelmente o consumo
de energia elétrica. Além disso, em longo prazo pode haver derretimento da capa
isolante do cabo acarretando em uma série de problemas.

FONTE: Mundo da elétrica