Você está na página 1de 168

Dr. Lair Ribeiro

Dr. Lair Ribeiro
Dr. Lair Ribeiro
Dr. Lair Ribeiro
Dr. Lair Ribeiro

CORAÇÃO ANTI-INFARTO © 2018 Copyright by Suporte Internacional Promoções Ltda.

Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Editor

Lair Ribeiro

Supervisão editorial Fernanda Aranda

Edição de texto Mariane Zendron :: Aria Park

Capa

Fernando Cruz

Projeto gráfico

Vanderlucio Vieira

Ilustrações Thiago Carvalho :: Fernando Cruz

Revisão de texto Nívia de Souza :: Mirela Leme :: Ligia Molina

Colaboração Camila Sayuri :: Natália Santos

R484c

CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)

Ribeiro, Lair Coração anti-infarto / Lair Ribeiro. 1. ed. — São Paulo : Grupo Sintonia, 2018. 168 p.

ISBN: 978-85-66809-11-4

1. Infarto do miocárdio - Prevenção 2. Coração - Doenças I. Título.

CDD 616.1237

Elaboração: Cleide A. Fernandes CRB6/2334

Impresso no Brasil EGB - Editora Gráfica Bernardi Ltda.

1 a edição - São Paulo, maio de 2018

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida sem a prévia autorização do autor, por escrito, sob pena de constituir violação do copyright (Lei 5.988)

Todos os direitos reservados à

© GRUPO SINTONIA Rua José Maria Lisboa, 445 CEP 01423-000 - Fone (11) 3889-0038 gruposintonia@lairribeiro.com.br www.lairribeiro.com.br

“Se você não tem tempo para cuidar da sua saúde hoje, terá de achar tempo para cuidar da sua doença amanhã”.

Lair Ribeiro

Sumário

Semana 1

Saindo do alvo do infarto e do AVC

.09

Introdução 1 o mito - O sal é o vilão absoluto dos 2 o mito - Todos os óleos vegetais são bons para a saúde 3 o mito - Alto consumo de gordura causa infarto 4 o mito - Devemos evitar o consumo do ovo

.11

13

18

21

23

Semana 2

A Dieta Cetogênica e a reversão dos problemas cardiovasculares

25

Padrão alimentar do brasileiro

27

Açúcar

28

Sal

28

Cúrcuma

29

Dieta Cetogênica

30

O mito de comer de 3 em 3 horas

35

Mirtilo

37

39

Semana 3

Os suplementos essenciais do Dr. Lair Ribeiro

41

 

43

Vitamina K2

46

Vitamina D3

49

Vitamina C

52

Ômega 3

54

Semana 4

De volta ao 12 por 8

59

Semana 5

Desentupindo as veias e retomando a batida certa

67

As causas da angina e arritmia

69

As razões da aterosclerose

71

O

que deixa o seu coração

71

O

vinho e a

73

Recomendação especial para largar o cigarro

Semana 6

Diabesidade, a doença mais perigosa para o seu coração

O crescimento avassalador

Os tipos de diabetes

Os fatores decisivos

Alimentação e

Vitamina B12 e ácido fólico Vitamina B3

A verdade sobre o glúten

Semana 7

Colesterol, a grande farsa

75

79

82

83

84

87

87

88

88

93

Um remédio e 130 mil mortes

99

O

delicioso alimento gorduroso

102

A

origem da maior farsa da cardiologia

103

O

foro privilegiado do alimento

104

A verdade científica sobre a gordura

106

Mulheres também ficam protegidas com gordura

106

Menos colesterol e mais

107

Estatinas: usar ou não usar ?

Os riscos de baixar o colesterol

108

109

Mais estatina, mais

112

5 estudos que nada provam sobre os benefícios das estatinas

113

O

escândalo de um estudo paralisado

117

4 caminhos naturais em vez de estatina

119

1. Mediterrâneo e água

.119

2. A niacina – vitamina

120

3. A pantetina – vitamina B5

121

4. Gorduras saturadas

121

Semana 8

Otimização cerebral

125

A

formação do cérebro

.127

Experiências científicas

128

Os 6 pilares do cérebro anti-AVC

136

O

funcionamento do cérebro

.137

Cuidado com o uso do celular

.141

Investindo em neurotransmissores Níveis de homocisteína e aumento de risco

149

para doença

.161

Direto ao ponto

165

Semana 1 SAINDO DO ALVO DO INFARTO E DO AVC

Semana 1

SAINDO DO ALVO DO INFARTO E DO AVC

Semana 1 SAINDO DO ALVO DO INFARTO E DO AVC

INTRODUÇÃO

Paira no Brasil uma estatística estarrecedora, engrossada diaria- mente por histórias de famílias impactadas pelos ataques cardíacos.

Enquanto bebo meu café e escrevo essas primeiras palavras, 12 brasileiros – D – O – Z – E – são internados por infarto, uma das piores sequelas de um coração adoecido.

É o número de pacientes que, por hora, dão entrada nos hos-

pitais brasileiros (111.414 mil apenas em 2017, segundo consulta no

banco de dados do Ministério da Saúde).

O maior assassino em países ricos e emergentes são as doenças

cardiovasculares. Em todo o mundo, 17 milhões de pessoas sofrem de problemas no coração.

E no Brasil, ainda de acordo com dados do Ministério da Saúde,

ocorre uma morte a cada dois minutos em decorrência das doenças cardiovasculares.

O infarto foi responsável por 9% dos óbitos nos últimos 10 anos,

segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Esse número, infelizmente, não para de crescer. Em 2006, foram registrados pouco mais de 302 mil casos. Em 2016, esse número pulou para mais de 349 mil.

Para se ter uma ideia, as doenças cardiovasculares são respon- sáveis por 6,5 vezes mais mortes por infecções, incluindo a AIDS.

De forma direta ou indireta, essas estatísticas são influenciadas pelos mitos da saúde.

Nosso músculo cardíaco é uma das grandes vítimas de uma me- dicina baseada na doença, que insiste em negar qualquer ponto de vista contrário ao que vem sido “pregado” e disseminado há anos.

Eu não trabalho com dogmas. Não se trata do que eu acredito. E, sim, do que pode ser provado.

Observe os dados do gráfico abaixo.

Nesse caso, minha pergunta é: você não concorda que é preciso abandonar as velhas crenças para investir no que realmente funciona?

O crescimento de número de internações por infarto entre 2008 e 2017

de número de internações por infarto entre 2008 e 2017 Os mitos que vamos apresentar são

Os mitos que vamos apresentar são aqueles que pautam as suas escolhas de alimentos e tratamentos. Escolhas que te levam a per- correr um caminho nem sempre exitoso.

Para mudar a rota, preciso te apresentar algumas verdades que descobri nessas minhas cerca de 10 horas de estudos por dia.

Peço agora que você me acompanhe:

1º MITO

“O SAL É O VILÃO ABSOLUTO DOS HIPERTENSOS”

De fato, a hipertensão é uma condição silenciosa, letal e que está de mãos dadas com as doenças mais perigosas da atualidade.

Em situação de pressão alta, os vasos sanguíneos, por motivos variados, não conseguem dar conta do fluxo de sangue.

Em decorrência disso, ocorrem espécies de “vazamentos”, capa- zes de acometer órgãos diferentes:

No coração: infarto“vazamentos”, capa- zes de acometer órgãos diferentes: No cérebro: AVC, derrame ou trombose Nas panturrilhas:

No cérebro: AVC, derrame ou trombosezes de acometer órgãos diferentes: No coração: infarto Nas panturrilhas: trombose Além desses efeitos colaterais,

Nas panturrilhas: tromboseNo coração: infarto No cérebro: AVC, derrame ou trombose Além desses efeitos colaterais, a pressão alta

Além desses efeitos colaterais, a pressão alta por si só já é uma condição de perigo, que resulta em internações.

Por hora, nove pessoas, com mais de 30 anos de idade são hos- pitalizadas por não estarem com a medição na casa dos 12x8.

Veja no gráfico como se apresentam esses casos:

Internações por hipertensão entre fevereiro de 2016 e fevereiro de 2017

no gráfico como se apresentam esses casos: Internações por hipertensão entre fevereiro de 2016 e fevereiro
no gráfico como se apresentam esses casos: Internações por hipertensão entre fevereiro de 2016 e fevereiro

Olhando os dados acima, é possível concluir que todos estamos vulneráveis a essa condição, independentemente da nossa idade.

E pelo fato de ser tão incidente, a pressão alta esteve, e ainda está,

no alvo de variadas políticas públicas e programas de saúde específicos.

Porém, em minha avaliação, tais políticas não são efetivas, pois partem de uma única e errada premissa: a de que o sal é o vilão absoluto dos hipertensos.

Se isso fosse uma verdade absoluta, como explicar o fato de os japoneses – os maiores consumidores de sal do mundo – também serem considerados um dos povos mais saudáveis e longevos do planeta.

Qual é a origem do mito do sal?

O

erro começou devido a dois motivos principais:

O

primeiro refere-se a estudos que afirmam que o aumento na

ingestão de sal provoca a elevação da pressão arterial. O que poucos sabem é que essas pesquisas foram realizados em animais, utilizan-

do de 10 a 20 vezes a mais do que as doses de sal recomendadas.

Além disso, outro erro crucial: foi utilizado sal refinado, não in- tegral. E já não há mais dúvida de que o problema que acarreta danos pressóricos é proporcionado pelo refinamento.

Existe uma grande diferença entre o sal refinado e o sal integral.

No primeiro, a composição de sódio (Na) e cloreto (Cl) é maior do que a do sal integral, além de contar com a presença de substân- cias químicas (branqueadores) usadas para remover as “impurezas”

e deixar somente NaCl.

Essas substâncias nocivas são: ferrocianeto de alumínio, citrato

de amônia, silicato de alumínio, ácido sulfúrico e dextrose (glicose

– açúcar refinado).

O irônico é que a retirada de minerais oligoelementos ou mi-

crominerais essenciais para o organismo é chamada de “purifica-

ção”. Tem como objetivo principal fazer com a durabilidade do sal na gôndola dos supermercados seja maior.

Ocorre que os minerais retirados “para purificar” são alcalinizan- tes (capazes de controlar a acidez no organismo).

A versão integral também contém menos sódio e cloreto, con-

tando ainda com muitos oligoelementos, necessários à manuten-

ção da homeostase (equilíbrio fisiológico).

A homeostase é o que garante que nosso organismo vai reagir e

nos proteger em caso de situação adversa.

Trocando em miúdos, é ela que fará com a pessoa mantenha a pressão adequada, independentemente do que ocorra em seu meio externo e interno.

Com tudo isso, é preciso ressaltar que há alguma vantagem te- rapêutica no uso do sal e, principalmente, do sal integral (não refina- do) na prevenção e tratamento de doenças.

Isso exige uma mudança de paradigma.

O Sistema de Informações Cochrane – que concentra os princi-

pais dados médicos do mundo, em uma única plataforma – analisou 57 ensaios clínicos sobre dieta baixa em sal (hipossódica), em um período de 25 anos.

A principal conclusão do estudo é que a redução dos níveis pres-

sóricos foi quase insignificante.

O efeito foi de 1,27 mmHg para a pressão sistólica e 0,54 mmHg

para a pressão diastólica.

Isso significa que uma pressão arterial de 18,0x9,5 por exemplo “caiu” para 17,9x9,4.

Reduzir a ingestão de sal na dieta não é a solução e tudo indica que pode causar problemas adicionais de saúde.

Mas a recomendação mais importante é que você retire o sal refinado da sua vida e inclua as versões integrais.

Quais são elas?

Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto
Quais são elas? 16 Coração Anti-Infarto

Flor de Sal: é uma fina camada de cristais de sal mari- nho que se forma na cobertura é uma fina camada de cristais de sal mari- nho que se forma na cobertura das salinas na superfície da água do mar. É considerada um condimento de culiná- ria gourmet, conhecido também como o “caviar marinho”, sendo utilizado na preparação e finalização de receitas sofisticadas. Sua extração artesanal faz com que contenha e concentre mais nutrientes, como ferro, zinco, iodo, po- tássio e cálcio.

Sal Marinho: esse tipo de sal é obtido por meio da evapora - ção da água do esse tipo de sal é obtido por meio da evapora- ção da água do mar e, geralmente, preserva uma certa quan- tidade de minerais, como potássio, ferro e zinco. Contudo, no processo de evaporação grande parte de iodo é perdida, por isso, o sal marinho também é iodado.

Sal Rosa do Himalaia: vem da Ásia, encontrado nos pés das montanhas do Himalaia. Seu tom rosado se deve vem da Ásia, encontrado nos pés das montanhas do Himalaia. Seu tom rosado se deve aos mine- rais presentes, principalmente o ferro. Possui um custo mais elevado, mas é considerado mais saudável e puro do que o sal de cozinha comum. Mas cuidado! Já existem muitos relatos espalhados pela internet de pessoas que compraram versões falsas do produto e foram enganadas.

Sal Negro: também conhecido como Kala Namak, é obtido em reservas naturais da Índia. Devido aos compostos também conhecido como Kala Namak, é obtido em reservas naturais da Índia. Devido aos compostos de en- xofre presentes em sua composição, ele tem um forte sabor sulfuroso. O sal negro é um tipo de sal vulcânico de colora- ção negra, riquíssimo em ferro, cloreto de sódio, cloreto de potássio.

Sal Vermelho Havaiano: de coloração avermelhada, rico em ferro e com sabor suave, pode ser acrescentado em molhos, de coloração avermelhada, rico em ferro e com sabor suave, pode ser acrescentado em molhos, saladas, vegetais e grelhados de carne vermelha. Cada gra- ma desse sal possui em média 390 mg de sódio, por isso não abuse na hora de temperar.

2º MITO

“TODOS OS ÓLEOS VEGETAIS SÃO BONS PARA A SAÚDE”

Se para ter saúde e atacar a pressão você precisa modificar a sua relação com o sal, a mesma recomendação também se faz neces- sária para os óleos de cozinha.

Inicialmente, é preciso esclarecer que todos os óleos vegetais comumente consumidos, de milho, de girassol, soja, de amendoim etc, são poli-insaturados, têm ômega 6 e são pró-inflamatórios, sen- do associados a muitos problemas de saúde.

Um dos mais prejudiciais é justamente um dos mais recomen- dados, o óleo canola.

O óleo canola é derivado da Colza, planta considerada venenosa até mesmo para os animais.

No início, a Colza era usada apenas para produzir lubrificante, sen- do então modificada geneticamente pelo governo canadense para que tivesse outras finalidades, a exemplo do uso na culinária.

Ocorre que a Colza é composta por ácido erúcico que, quando hi- drogenado parcialmente para aumentar a vida do óleo na gôndola do supermercado,setransformaemumagorduratrans(ácidobrassídico). Duas curiosidades sobre esse tipo de óleo valem ser ressaltadas:

1. A primeira é que como não existe uma planta chamada cano- la, também não existe óleo de canola. CANOLA é apenas uma sigla: Canadian Oil Low Acid.

2. A segunda é que, em inglês, a planta colza é conhecida como rapeseed (a semente que estupra).

Adicionalmente às características negativas do óleo canola há o fato de que nenhum dos óleos vegetais, comumente usados, rea- gem bem às altas temperaturas.

1. Você decide utilizar um óleo vegetal

2. Quando coloca esse produto na frigideira ou no forno, ele é elevado em uma temperatura superior a 180 graus

3. Se for submetido a essa temperatura por mais de 20 minu- tos, o óleo forma um aldeído tóxico

4. A comida frita ou feita em óleo vegetal torna-se prejudicial para o corpo, comprometendo em longo prazo a circulação do sangue, coração e cérebro

5. Óleos vegetais ainda são compostos por gordura trans, uti- lizadas para aumentar a sobrevida do produto nas gôndolas do mercado.

Em meio a todas estas ressalvas existentes, há um óleo vegetal que se destaca: o óleo de coco.

Sempre fui um defensor do considerado Superalimento Fun- cional.

Entretanto, tal defesa e explanação sobre os benefícios do pro- duto tornaram-se ainda mais necessária após manifestos inconse- quentes e levianos sobre o óleo de coco, feitos por entidades mé- dicas que – infelizmente – contribuíram para deixar a população confusa e insegura sobre a ingestão desse superalimento.

Assim sendo, vale então destacar algumas de suas vantagens terapêuticas e nutricionais:

1. Facilita a absorção de outros nutrientes tais como vitaminas

e minerais, não é armazenado nos adipócitos na forma de triglicé- rides, sendo menos calórico do que os outros óleos e não requer

insulina para o seu metabolismo.

2. É um alimento benéfico tanto para recém-nascidos – utilizado

em fórmulas infantis – como para os idosos doentes submetidos à nutrição parenteral. A pessoa em estado de coma, por exemplo, por

muitos dias, sem poder se alimentar, recebe na veia triglicérides de cadeia média advindos do óleo do coco.

A literatura científica médica permite afirmar que o óleo de coco é benéfico em inúmeras patologias, tais como doença de Alzhei- mer, HIV/AIDS, doenças cardiovasculares, câncer, diabesidade, in- fecções e infestações.

Utilize o óleo de coco para:

Cozinhar os alimentos, visto que ele não é transformado em gordura trans;in- fecções e infestações. Utilize o óleo de coco para: Hidratar cabelos, corpo e unhas; Proteger

Hidratar cabelos, corpo e unhas;visto que ele não é transformado em gordura trans; Proteger a pele antes da exposição solar

Proteger a pele antes da exposição solar e contra picadas de mosquitos;em gordura trans; Hidratar cabelos, corpo e unhas; No preparo de vitaminas e sucos de couve.

No preparo de vitaminas e sucos de couve.antes da exposição solar e contra picadas de mosquitos; COMO EU CONSUMO: Todos os dias pela

COMO EU CONSUMO: Todos os dias pela manhã, tomo meu café preto com uma colher de sopa de óleo de coco. A bebida fica com um gosto adocicado e ainda ajuda o cérebro a ficar preparado para as tarefas do dia.

RECOMENDAÇÃO DE USO:

Duas a três colheres de sopa cheias de óleo de coco devem ser consumidas diariamente. É a quantidade ideal para a proteção cérebrovascular.

DESAFIO DOS 15 DIAS: Consuma essa quantidade por duas se- manas, elimine os outros óleos vegetais e avalie os resultados positivos. Você percebe de imediato uma melhora no cansaço, na capacidade cognitiva e no funcionamento do intestino.

Já são mais de 300 mil referências científicas sobre o óleo de coco. Um dos estudos mais impressionantes foi feito pela médica americana Mary Newport. Ao ver seu marido, Steven, diagnosticado com doença de Alzheimer, Mary decidiu incluir o alimento na dieta dele. Em alguns meses, Steven retomou atividades que havia perdido, como leitura e corrida. A melhora do marido fez com que Mary escrevesse um livro “Alzheimer di- sease: what if there is a cure? (Doença de Alzheimer: e se existir uma cura?, em tradução livre).”

3º MITO

“O ALTO CONSUMO DE GORDURA CAUSA INFARTO”

Sim, caro leitor. Gordura não faz mal para o seu coração e vamos falar mais sobre isso na semana 7 deste programa.

Esse mito começou com um estudo do fisiologista Ancel Keys. A publicação foi o gatilho de uma demonização do consumo da gor- dura saturada.

Depois de realizar um estudo incluindo populações de 22 países, Keys escolheu sete – Japão, Itália, País de Gales, Inglaterra, Austrá- lia, Canadá e Estados Unidos – para divulgar os resultados.

A seleção não foi aleatória.

Nessas sete nações, de fato, havia correlação – e não relação de causa e efeito, vale dizer – entre o aumento no consumo de caloria advinda de gordura e o de mortes por doença cardíaca.

Já está consolidado também que pessoas que fazem uso, du- rante muitos anos, de dietas com baixa quantidade de gordura e alta de carboidratos têm o perfil hormonal esteroidal comprometi-

do e um desequilíbrio dos neurotransmissores, que pode levá-las à compulsão alimentar.

Tal crescimento da utilização do açúcar e carboidrato ajudou a impulsionar a atual e permanentemente crescente epidemia de obesidade e doenças crônicas.

Por isso, a recomendação praxe para ter saúde:

Reduza o consumo de carboidratos;crônicas. Por isso, a recomendação praxe para ter saúde: Aumente o consumo de gorduras boas (como

Aumente o consumo de gorduras boas (como é o caso de gorduras monossaturadas-ômega-9, ômega 3 e gorduras saturadas).praxe para ter saúde: Reduza o consumo de carboidratos; Uma comparação entre populações do norte e

Uma comparação entre populações do norte e do sul da Índia revelou um padrão semelhante. As pessoas do norte consomem 17 vezes mais gordura animal, porém apresen- tam uma incidência de doenças cardiocoronárias sete ve- zes menor do que as pessoas do sul da Índia. O estudo⁵ foi publicado no zes menor do que as pessoas do sul da Índia. O estudo⁵ foi publicado no Indian Journal of International Medicine.

E essa é só uma das muitas pesquisas já publicadas:

Em 2010, um estudo meta-análise, publicado no American Journal of Clinical Nutrition , com 347.747 pacientes ameri- canos concluiu que não há American Journal of Clinical Nutrition, com 347.747 pacientes ameri- canos concluiu que não há nenhuma relação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares.

Outro estudo, feito pela Price-Pottenger Nutrition Founda- tion , na Califórnia, mostrou que os esquimós ingerem quan- tidades generosas Price-Pottenger Nutrition Founda- tion, na Califórnia, mostrou que os esquimós ingerem quan- tidades generosas de gordura animal, de peixes e animais marinhos e geralmente estão livres de doenças do coração.

Em 2014, uma pesquisa publicada no Annal of Internal Medi- cine não constatou que pessoas que consomem mais gor- dura saturada Annal of Internal Medi- cine não constatou que pessoas que consomem mais gor- dura saturada têm grau mais alto de doenças cardíacas do que aquelas que consomem menos.

O ideal é que suas refeições tenham:

70% de gorduraO ideal é que suas refeições tenham: 20% de proteína 10% de carboidrato Vamos nos aprofundar

20% de proteínaO ideal é que suas refeições tenham: 70% de gordura 10% de carboidrato Vamos nos aprofundar

10% de carboidratoque suas refeições tenham: 70% de gordura 20% de proteína Vamos nos aprofundar sobre a sugestão

Vamos nos aprofundar sobre a sugestão de consumo. Para o seu co- ração, o ideal é seguir a Dieta Cetogênica. Chegaremos neste capítulo.

4º MITO

“DEVEMOS EVITAR O CONSUMO DO OVO”

Talvez esse seja o alimento que mais foi debatido, condenado e absolvido pela medicina e nutrição.

Tanto que, além de serem um símbolo de fertilidade e vida, os ovos passaram a figurar como arquétipos das incoerências científi- cas, ora sendo taxados de vilão, ora de mocinho.

Em minhas aulas de pós-graduação, costumo desafiar os mé- dicos alunos: “Tragam-me um estudo de qualidade, que não seja ovo frito em óleos vegetais poli-insaturados, que associa o ovo ao aumento do colesterol e eu rasgo o meu diploma”.

Agora, além de sempre defender esse alimento com unhas, dentes e um arsenal de pesquisas científicas para embasar suas escolhas, também acabo de publicar meu próprio ensaio científico sobre o tema.

científicas para embasar suas escolhas, também acabo de publicar meu próprio ensaio científico sobre o tema.

Nesse trabalho, o Dr. Rubison Olivo e eu avaliamos 15 pesquisas

já feitas sobre o ovo e encontramos subsídios suficientes para afir-

mar que o alimento é eficiente para:

Controle do peso;suficientes para afir- mar que o alimento é eficiente para: Câncer; Sarcopenia (perda degenerativa de massa

Câncer;mar que o alimento é eficiente para: Controle do peso; Sarcopenia (perda degenerativa de massa muscular);

Sarcopenia (perda degenerativa de massa muscular);que o alimento é eficiente para: Controle do peso; Câncer; Prevenção de doença cardiovascular; Saúde ocular.

Prevenção de doença cardiovascular;Câncer; Sarcopenia (perda degenerativa de massa muscular); Saúde ocular. Sabendo que o ovo tem muitos nutrientes

Saúde ocular.de massa muscular); Prevenção de doença cardiovascular; Sabendo que o ovo tem muitos nutrientes e sais

Sabendo que o ovo tem muitos nutrientes e sais minerais que

o corpo precisa, agora é hora de conservá-lo e prepará-lo correta- mente.

Pelo mesmo motivo, não recomendo a ingestão do ovo cru. O ideal é que eles sejam cozidos, mas se você quiser fritá-lo, faça isso no óleo de coco.

Dica de consumo: ovos cozidos no café da manhã. É a melhor forma de garantir a sua energia ao longo do dia, sem sobrecarregar seu pâncreas. Tirar o carboidrato da refeição matinal é fundamental para ampliar a proteção cardiovascular.

Semana 2 A DIETA CETOGÊNICA E A REVERSÃO DOS PROBLEMAS CARDIOVASCULARES

Semana 2

A DIETA CETOGÊNICA E A REVERSÃO DOS PROBLEMAS CARDIOVASCULARES

Semana 2 A DIETA CETOGÊNICA E A REVERSÃO DOS PROBLEMAS CARDIOVASCULARES

Padrão alimentar do brasileiro

Leitor, neste módulo, revelaremos um hábito muito definitivo para que boa saúde se estabeleça e seja plena.

Ele é determinante para as nossas 100 trilhões de células e inter- fere diretamente no seu estado de saúde físico, mental e emocional. Sua condição osteoarticular também depende dele.

O nome desse hábito é alimentação. É o que você come. São as suas preferências.

Mesmo com a pauta da alimentação natural bastante em voga nos últimos anos, o brasileiro continua nas mãos da indústria ali- mentícia, que traveste de saudável os itens nem tão saudáveis as- sim, que lotam as prateleiras dos supermercados e vão diretamente para a dispensa das famílias.

O resultado disso é a nossa deficiência de nutrientes que garan- tem e beneficiam o bom funcionamento do organismo.

Em razão disso, vamos apresentar aqui os primeiros passos para uma nutrição de verdade e com qualidade.

– Açúcar

O açúcar não tem nenhuma propriedade nutricional.

Quanto mais branco for o açúcar, mais refinado ele foi e mais aditivos químicos ele recebeu.

Por estimular a dopamina e a serotonina, o açúcar é altamente viciante. Além disso, prejudica o sistema imune, a microbiota intes- tinal e provoca cáries.

Nossa proposta aqui é reduzir ao máximo a quantidade de açú- car até zerar.

Adoçantes artificiais são compostos altamente tóxicos, exceto a stevia pura.

Nessa linha, também é possível usar parcimoniosamente o xili- tol, um aditivo natural produzido industrialmente a partir de fontes renováveis, como casca de árvores, entre outros.

– Sal

Como você já viu na 1ª semana, o sal refinado tem substâncias nocivas. Prefira os sais orgânicos integrais.

O excesso de sódio é um dos maiores problemas para o orga- nismo. Novamente, os responsáveis por causarem essa quantidade despropositada de sódio são os processados e ultraprocessados.

Um exemplo? Os temperos prontos. Todos os aditivos químicos usados para compô-los têm sua base em sódio, como, por exem- plo, cloreto de sódio (sal), glutamato de sódio, citrato de sódio, me- tabissulfito sódico, benzoato de sódio, nitrato de sódio, nitrito de sódio, ortofenilfenato de sódio, fosfato monossódico e outros.

Cúrcuma

Cúrcuma Uma alternativa é o uso da cúrcuma no tempero de carnes, fran- gos, ovos, arroz,

Uma alternativa é o uso da cúrcuma no tempero de carnes, fran- gos, ovos, arroz, feijão e outras refeições.

A indicação é para que você consuma cúrcuma diariamente, usando-a como condimento no preparo de todos os alimentos.

Além de dar mais sabor, a cúrcuma, também chamada de aça- frão da terra, também atua na prevenção e reversão das doenças degenerativas.

De acordo com as informações presentes no Annals of Indian Academy of Neurology e University of California, a curcumina tem um poder antioxidante e anti-inflamatório tão potente que é até ca- paz de agir contra a oxidação e a inflamação das células nervosas.

Como ela age?

Pesquisadores já identificaram que no cérebro dos pacientes com Alzheimer há maior concentração da proteína beta-amiloide, sendo ela a responsável pela destruição da capacidade de lembrar.

Segundo os ensaios científicos, a curcumina age justamente nesse ponto, bloqueando a formação de placas da proteína beta-a- miloide e, caso ela já tenha se formado, consegue quebrá-la, reali- zando uma espécie de “faxina”.

Por essa razão, vários estudos apontaram que na Índia, onde o curry – um tempero feito principalmente com a cúrcuma – é um dos principais componentes da dieta, a incidência e prevalência do Alzheimer é muito menor do que em outros países.

Seu efeito protetor é muito significativo, conforme dados de um estudo epidemiológico que promoveu uma revisão bibliográfica com mais de 35 pesquisas já veiculadas sobre o tema.

Os achados publicados nos arquivos de neuropsiquiatria da Re- vista de Saúde Pública indicam que a prevalência média de demên- cia, em pessoas acima dos 65 anos de idade, foi 7% na América do Sul. Já na Índia, a taxa média foi em torno de 1% – a menor média mundial.

Especiarias e condimentos como canela, orégano, cravo, noz moscada, gengibre, alecrim e hortelã também dão sabor aos ali- mentos e são fonte de inúmeros fitoquímicos e antioxidantes – au- xiliando no controle do açúcar e das gorduras no sangue.

DIETA CETOGÊNICA

Agora vamos falar do único padrão alimentar que acarreta o emagrecimento com saúde, além de ser uma arma eficiente de pro- teção contra doenças de alto potencial letal, entre elas o diabetes e o câncer: A Dieta Cetogênica.

A visão focada na estética privou as pessoas de encararem essa dieta como um caminho sério e efetivo para a fuga de obesidade.

A grande diferença entre o estilo de alimentação cetogênica e as outras dietas que só se propõem a cortar calorias é que a pro- posta nutricional da cetogênica consegue “solucionar” o excesso de peso de maneira global.

Para isso, você precisa saber o que está por trás dos algarismos que aparecem no visor da sua balança:

trás dos algarismos que aparecem no visor da sua balança: É justamente por não focar somente

É justamente por não focar somente no peso e, sim, em tudo

que compõe os números que aparecem na sua pesagem que a Die- ta Cetogênica se diferencia.

Esse padrão alimentar possibilita que você elimine os quilos ex- tras sem perder saúde.

Isso porque, em uma inversão necessária do que é pregado por aí, com a Dieta Cetogênica primeiro você fica saudável e depois emagrece. E não o contrário.

É preciso saber que uma dieta rica em carboidratos é uma das principais causas das doenças cardiovasculares.

Por que tem esse nome?

Dieta Cetogênica tem esse nome por estimular a cetogênese, formação dos corpos cetônicos.

Os corpos cetônicos são importante fonte de energia e em je- jum prolongado, 75% das necessidades energéticas do cérebro são atendidas pelo beta-hidroxibutirato.

As Dietas Cetogênicas (keto) pregam um constante estado de cetose (ketones) como fonte de energia ao invés da glicose (açúcar). Esses corpos cetônicos são acetona, acetoacetato e beta-hidroxi- butirato.

A partir da adoção dessa dieta ocorre o controle da hipoglicemia

reativa (hipoglicemia rápida acompanhada de hiperglicemia), nor- malizando-se os níveis glicêmicos, prevenindo o hiperinsulinismo, a hipercolesterolmia e a hipertensão arterial. O resultando é a melho- ra dos problemas cardiovasculares e endócrinos, além do combate à obesidade.

A rápida perda de peso entre os seguidores da Dieta Cetogênica

poderia ser explicada pela diminuição da resistência à insulina e

pela regulação dos controladores de apetite a curto prazo.

O objetivo de um trabalho de revisão realizado por pesquisa- dores suíços, publicado na revista Nutrients em maio de 2017, foi discutir o papel da Dieta Cetogênica em diferentes fatores de risco cardiovascular, tanto em animais quanto em seres humanos com base em evidências disponíveis.

A Dieta Cetogênica pode estar associada a algumas melhorias

em alguns fatores de risco cardiovascular, como obesidade, diabe- tes tipo 2 e níveis de colesterol HDL.

Como fazer a dieta?

A Dieta Cetogênica é um método alimentar que indica a redução

drástica dos carboidratos, aumentando a ingesta do consumo de gorduras boas.

Por isso, a distribuição dos alimentos deve ser feita da seguinte maneira: 70% de gordura, 20% de proteína e 10% de carboidrato.

Por que reduzir o carboidrato? Hoje, a principal fonte de energia do organismo, são os

Por que reduzir o carboidrato?

Hoje, a principal fonte de energia do organismo, são os carboi- dratos. Quando reduzimos bruscamente o consumo desse grupo de alimentos, o organismo precisa encontrar outra fonte energética.

Naturalmente, o corpo começa a usar a energia que estava esto- cada em forma de gordura no corpo. Paulatinamente, aquela placa gordurosa tóxica existente em volta do seu fígado, ou no seu pân- creas por exemplo, vai sendo transformada em combustível.

Com a diminuição dessa gordura armazenada, os hormônios – como a insulina e a testosterona – voltam a funcionar de forma ple- na. O processo de emagrecimento, portanto, é acompanhado por uma melhora impressionante dos outros indicadores de saúde.

Daí você pode me perguntar: e quando acabar esse estoque de gordura armazenada no corpo, de onde virá a energia?

É aí que está o pulo do gato. Diferentemente do que é prega- do por aí, o corpo tem sim a habilidade de transformar proteína em energia e gordura em capital energético.

E quando isso é feito, sem o glicerol resultante do consumo de carboidrato, não há formação de triglicerídeos. Sendo assim, a Dieta Cetogênica, que prioriza o consumo de gordura em vez de carboi- drato, proporciona:

emagrecimento seguro e saudável;o consumo de gordura em vez de carboi- drato, proporciona: claridade mental; reduz ansiedade (ação sedativa);

claridade mental;drato, proporciona: emagrecimento seguro e saudável; reduz ansiedade (ação sedativa); melhora o humor

reduz ansiedade (ação sedativa);emagrecimento seguro e saudável; claridade mental; melhora o humor anticonvulsante; elimina a compulsão; não

melhora o humor anticonvulsante;claridade mental; reduz ansiedade (ação sedativa); elimina a compulsão; não sobrecarrega o sistema

elimina a compulsão;(ação sedativa); melhora o humor anticonvulsante; não sobrecarrega o sistema cardiovascular; reduz a

não sobrecarrega o sistema cardiovascular;melhora o humor anticonvulsante; elimina a compulsão; reduz a inflamação, sendo anticancerígena. São tantos os

reduz a inflamação, sendo anticancerígena.a compulsão; não sobrecarrega o sistema cardiovascular; São tantos os benefícios que, após 15 dias de

São tantos os benefícios que, após 15 dias de dieta, você não vai querer trocá-la por outra.

Como começar a Dieta Cetogênica?

Para realizar a Dieta Cetogênica é preciso ir além da diminuição de pães e massas. O amazon.com conta com mais de 1.000 livros sobre o assunto, todos falando bem sobre essa abordagem.

Você precisa diminuir:

1.000 livros sobre o assunto, todos falando bem sobre essa abordagem. Você precisa diminuir: 34 Coração

Dieta Cetogênica por três dias

Para quem tem interesse em saber como começar a Dieta Ce- togênica, aqui vai uma sugestão de cardápio das três principais re- feições do dia.

de cardápio das três principais re- feições do dia. O mito de comer de 3 em

O mito de comer de 3 em 3 horas

Juntamente com a Dieta Cetogênica, proponho que você saiba que existe mais um mito nutricional. Sim, mais um!

Aposto que você já tenha ouvido falar sobre a história de comer 3 em 3 horas.

E acredito também que você conhece aquela fórmula “tomar café da manhã como um rei; almoçar como um príncipe; jantar como um pobre”. Pois é.

Estudos recentes mostram que, quanto mais tempo você passa sem comer, estimulando a autofagia das células, mais você contri- bui para o processo de saúde como um todo.

Quem comprovou a eficiência desse processo foi o cientista Dr. Yoshinori Ohsumi que, em 2016, ganhou o Prêmio Nobel de Medici- na pelos seus trabalhos na área de autofagia

Do que se trata?

O conceito de autofagia, que em grego significa “comer a si mesmo”, é um mecanismo de faxina que as próprias células fazem para jogar fora todo o “lixo” celular.

Caso as células não consigam realizar essa autolimpeza, tirando a concentração de resíduos, o resultado pode ser morte celular e surgimento de doenças, como Alzheimer, Parkinson, câncer, diabe- tes, entre outras.

Por isso é muito importante que o nosso corpo não tenha o pro- cesso de autofagia desregulado.

E como estimular a autofagia? Por meio de uma prática chama- da jejum intermitente.

Jejuar é um verbo ligado ao sofrimento, mas se tirarmos a car- ga negativa que ele remete, podemos encontrar uma boa forma de fazer com que nossas células enfrentem um pequeno momento de estresse, passando a se alimentar de suas partes internas para so- breviver, limpando os resíduos.

A fórmula mais conhecida de jejum intermitente é o “16/8”, cria-

do pelo sueco Martin Berkhan.

A recomendação do Berkhan:

Alimente-se ao longo de 8 horas;do pelo sueco Martin Berkhan. A recomendação do Berkhan: Jejue 16 horas para os homens e

Jejue 16 horas para os homens e 10 a 14 horas para as mulheres.do pelo sueco Martin Berkhan. A recomendação do Berkhan: Alimente-se ao longo de 8 horas; 36

Permitido o consumo de água, café, chá e/ou suco de limão sem açúcar durante o período de jejum, recomenda-se aos seus adeptos que não consumam nada após o jantar e que só comecem

a se alimentar no horário do almoço do dia seguinte, pulando o café da manhã.

Assim, o jejum intermitente, além de estimular autofagia, acelera

o metabolismo e ajuda na queima de gorduras.

Acredito que o jejum intermitente é a melhor coisa que você po- deria fazer para a sua saúde.

E atenção diabéticos: quanto mais tempo você fica sem comer,

mais a sua insulina e glicemia podem baixar. Isso a longo prazo vai ser de grande benefício para quem pratica o jejum intermitente.

O jejum também ensina o corpo a queimar as reservas de gordu-

ra que já estão disponíveis para serem utilizadas pelo corpo, resul-

tando em emagrecimento.

Agora que já falamos sobre o poder da nutrição, gostaria de res- saltar dois alimentos que podem fazer uma grande diferença na sua saúde.

Mirtilo

que podem fazer uma grande diferença na sua saúde. Mirtilo Esse alimento conta com poderosas substâncias

Esse alimento conta com poderosas substâncias que protegem o organismo contra os fungos, bactérias e parasitas. Temos como exemplo as antocianinas e o resveratrol.

E pelo seu poder de defesa comprovado nas plantas e no orga-

nismo humano, o resveratrol ganhou destaque em diversas pesqui- sas científicas.

O que sabemos até agora é que, além do efeito antibacteriano,

esse composto tem outras ações que podem proteger e garantir a nossa saúde.

Universidades como Harvard, nos Estados Unidos, comprova- ram que o resveratrol pode contribuir para a prevenção de doenças cardiovasculares e retardar o envelhecimento.

Uma investigação brasileira, feita pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), também afirmou que o resveratrol reprime a produção de proteínas com efeitos danosos ao organismo, como beta-amilóide – responsável pelos primeiros sinais de Alzheimer – e pode reduzir a atividade dos tumores ma- lignos.

A substância também se mostrou eficaz para tratar dermatites,

gonorreia, pé de atleta e hiperlipdemia.

E não acaba por aí: O resveratrol pode ser usado para diminuir

as dores na articulação, coluna e inflamação do tendão (tendinite). Além do mirtilo, a substância pode ser encontrada em uvas escuras e cacau (o ideal é o chocolate amargo a partir de 75%).

PARA SUPLEMENTAR

A quantidade para suplementar é de no mínimo 30 mg. É o valor mínimo para começar a ter alguns benefícios com a subs- tância.

O ideal é que adultos consumam de 100 a 200 mg. Entretanto, oriento você a conversar com o seu médico e/ou nutricionista para definir a sua dosagem correta.

Abacate

Por último, um dos melhores alimentos funcionais: o abacate.

A fruta é riquíssima em gordura boa, como o ômega 9. Melhora a circulação sanguínea, atua como antioxidante, pode prevenir contra doenças cardíacas, como aterosclerose, e câncer. E, por ser rico em vitaminas, ainda fortalece o seu sistema imunológico.

Ele ainda pode melhorar a capacidade de memória já que o ômega 9-monoinssaturado ácido oleico melhora o funcionamento do cérebro por estimular a circulação sanguínea e aumentar a capa- cidade de concentração.

O abacate ainda pode ajudar no controle do peso. Por ser rico em fibras, ele também ajuda na sensação de estômago cheio, contro- lando a fome e o consumo excessivo de alimentos. Por isso, temos de sempre lembrar que um alimento supercalórico rico em vitami- nas e gorduras boas não é igual a um alimento calórico e industria- lizado, que geralmente é pobre em nutrientes.

Semana 3 OS SUPLEMENTOS ESSENCIAIS DO DR. LAIR RIBEIRO

Semana 3

OS SUPLEMENTOS ESSENCIAIS DO DR. LAIR RIBEIRO

Semana 3 OS SUPLEMENTOS ESSENCIAIS DO DR. LAIR RIBEIRO

Com o organismo mais equilibrado, você conhece agora os cin- co nutrientes que agem de forma mágica em seu corpo.

Esse verdadeiro arsenal é vital para prevenir o infarto e AVC, re- duzir sua pressão alta, limpar as placas de gordura e o acúmulo de cálcio das suas artérias.

Você saberá, inclusive, como, com algumas gotas de um óleo ao dia, é possível baixar rapidamente a sua pressão alta.

Magnésio

Em todo o organismo, a atuação do magnésio é de extrema im- portância, porém o coração é um músculo extremamente depen- dente dessa substância.

Segundo estudo publicado na Magnesium-Bulletim, curiosa- mente músculos dispõem de reserva de magnésio, mas o coração é carente de reserva. Ele necessita de 18 vezes mais magnésio do que a musculatura estriada.

Ainda assim, infelizmente, a maior parte dos médicos desco- nhece os mecanismos fisiológicos que fazem a ciência atestar que

o magnésio é um dos melhores antiarrítmicos e anti-hipertensivos que existe, considerando-se as opções farmacológicas.

Diversos estudos realizados desde a década de 1950 demons- traram que a infusão intravenosa de magnésio durante o IMA (Infarto do Miocárdio Agudo) é capaz de reduzir a mortalidade e melhorar as sequelas do evento cardíaco.

De maneira resumida, podemos dizer que o sistema cardiovas- cular funciona da seguinte forma:

1. O cálcio é responsável por contrair o coração.

2. Já o magnésio tem uma ação de relaxar o músculo cardíaco.

3. O mesmo processo de contração/relaxamento, o cálcio e o magnésio promovem nos vasos sanguíneos.

4. Em caso de pressão alta, os vasos se contraem e têm mais dificuldade de se expandir.

5. Por isso, a presença do magnésio é importante para evitar que a hipertensão cause algum dano na circulação, permi- tindo a livre passagem no vaso.

De acordo com o pesquisador Arnoldo Velloso da Costa – um dos principais estudiosos mundiais sobre esse nutriente – 80% da população brasileira têm deficiência em magnésio.

Não bastasse isso, naturalmente, após os 55 anos as reservas naturais de magnésio do corpo começam a cair. Aos 70 de idade, só absorvemos 2/3 do que absorvíamos aos 30.

Tal situação coloca na ordem do dia a necessidade de aumentar

o consumo desse nutriente.

Faz-se necessário ainda adotar estratégias que facilitam sua ab- sorção e, ao mesmo tempo, barrar hábitos que contribuem ainda mais para sua deficiência.

O ideal é que você consuma diariamente, em todas as refeições,

vegetais de cor verde escura. Couve, brócolis, couve de bruxelas, por exemplo, contam com a presença marcante de magnésio.

Entretanto, de todos eles, o mais rico em magnésio é o espina- fre. Em cada 100 gramas de espinafre, existem 83g de magnésio. Outra sugestão é o consumo diário de nozes (entre 5 a 6 unidades por dia).

Porém, a melhor e maior fonte natural de magnésio é o cacau, na forma de chocolate amargo. Quem dá o status ao chocolate de superalimento é o cacau.

A presença de leite, açúcar branco refinado, xarope de milho e

outras substâncias ANULA o efeito terapêutico desse alimento.

Não adianta, portanto, se enganar.

A recomendação é do consumo diário, de no máximo 60 gra-

mas, de chocolate que tenha teor superior a 75% de cacau.

Um estudo, também relatado pelo Dr. Velloso da Costa, apontou que a administração diária de 600mg de magnésio em 21 indivíduos hipertensos apresentou eficaz ação anti-hipertensiva.

De acordo com o estudo da Universidade de Harvard, nos Esta- dos Unidos, pessoas que consomem pelo menos 300mg de mag- nésio diariamente têm 37% menor risco de morte súbita.

Caso você, em comum acordo com seu médico, ateste a necessi- dade de suplementar, fique atento às seguintes opções:

Cloreto de magnésio: é o mais comum e acessível. Toda dosagem é individual, mas você pode, caso tenha o aval médico, diluir 33 gramas de cloreto de magnésio em

Toda dosagem é individual, mas você pode, caso tenha o aval médico, diluir 33 gramas de

1 litro de água. Colocar na geladeira e tomar dois cálices de 30ml por dia.

Magnésio Glicina: a dosagem definida é sempre individual, mas em geral os especialistas trabalham com 600 mg a dosagem definida é sempre individual, mas em geral os especialistas trabalham com 600 mg diários.

Sulfato de magnésio: utilizado principalmente em ambien- te hospitalar para tratar gestantes hipertensas ou situações de pré-eclâmpsia e utilizado principalmente em ambien- te hospitalar para tratar gestantes hipertensas ou situações de pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

Magnésio Dimalato: também acessível e em dosagem a ser discutida individualmente. também acessível e em dosagem a ser discutida individualmente.

Outro ponto de atenção é que, sozinho, o magnésio não é um operador de milagres. É preciso sempre balancear o organismo e preparar o corpo para que ele trabalhe adequadamente acompa- nhado de outros nutrientes.

A importância do magnésio para o coração é tão grande que

voltaremos a falar dele nas próximas semanas, já que se trata de um poderoso aliado para quem tem pressão alta.

Vitamina K2

Existem 15 proteínas que dependem de vitamina K para funcio- nar, chamados de VKDPs, VitaminK-Dependent Proteins, em tradu- ção literal, proteínas dependentes de vitamina K.

Os que respondem a K1, são aqueles ligados à coagulação san- guínea.

E os que respondem a K2, são aqueles que guiam o cálcio, por

exemplo a proteína MGP (Matriz Gla Protein), um descalcificante na-

tural e potente para tecidos moles.

Essa proteína tem a função de tirar o cálcio que está no lugar errado e endireita para os ossos e dentes.

A proteína osteocalcina presente nos ossos, que também é ati-

vada pelo K2, abraça o cálcio e não deixa ele fugir mais dos ossos

e dos dentes.

É desta forma que acontece a descalcificação dos tecidos moles.

De acordo com uma pesquisa de 2007 feita em ratos de labora- tório, publicada também no US National Institute of Health, a adição de K2 na dieta desses animais se mostrou eficiente ao reduzir em 37% a calcificação arterial no período de 6 semanas.

Da mesma forma, outros estudos mostraram que a pessoa que consome vitamina K2, após 14 semanas, já nota o total desaparecimen- to do cálcio nas artérias, podendo haver reversão da aterosclerose.

Outra investigação de The Rotterdam Study, em 2004, mostrou que a administração da vitamina K2 diminuiu em 57% o risco de doenças cardiovasculares e em 26% na mortalidade geral.

Por melhor que seja, nenhum remédio faz isso, não é mesmo?

Antes de ir para as recomendações sobre suas fontes, queria advertir que, na maioria das vezes, a deficiência de vitamina K2 é ocasionada por nossos hábitos alimentares.

Se você é aquela pessoa que gosta de produtos industrializa- dos, gosta de fast-foods e congelados, provavelmente tem vitamina K2 faltando.

Esses produtos alimentícios não carregam o nutriente e nem fa- zem bem para sua saúde.

Então largue os industrializados e aposte na comida de verdade! Ok?

– Folhas e verduras verdes

Para suplementar a substância “antidoença”, é preciso recorrer aos vegetais orgânicos verdes como brócolis, couve-flor, agrião, rú- cula, repolho, nabo, alface e principalmente, como já falamos, o es- pinafre que, além de rico em magnésio, também é rico em vitamina K2. Pode até apostar na suplementação de Kanakion Fitomenadiona (vitamina K1).

– Mantenha a sua microbiota saudável

– Mantenha a sua microbiota saudável A vitamina K2 também pode ser obtida naturalmente pela nossa

A vitamina K2 também pode ser obtida naturalmente pela nossa microbiota. As bactérias do intestino têm o poder de transformar as vitaminas K1 em K2, mas em pequena quantidade. Por isso, é ótimo apostar nos alimentos probióticos que podem melhorar o funcio- namento do órgão: iogurte natural, kefir, kombucha e kimchi. Outra opção interessante são os alimentos fermentados (como por exem- plo, natto – resultado de fermentação de soja e uma boa fonte de antioxidantes e proteínas também) ou vegetais fermentados usando uma cultura de bactérias produtoras de vitamina K2.

PARA SUPLEMENTAR

A vitamina K2, também denominada menaquinona, tem 13 sub-

tipos. Dois importantes sendo o MK4 e MK7. No Brasil, é mais

comum encontrar MK7 TRANS – que por sua vez, é até melhor

e tem vida útil de 72 horas. Encontramos dois tipos de suple-

mentos: a natural e a sintética. A sintética não tem nenhum pro-

blema pode ser igual à endógena. Mas para fazer a utilização, sempre é válido repetir, procure o profissional de saúde que esteja por dentro do assunto.

Vitamina D3

Vitamina D3 Com certeza não é novidade para você que o maior benefício para a saúde

Com certeza não é novidade para você que o maior benefício para a saúde que nós, seres humanos (na realidade, os seres vi- vos), temos a partir da exposição solar é a produção de vitamina D3, um hormônio esteroidal fundamental para a vida no planeta e que quando descoberto foi denominado erroneamente de vitamina.

Sim, apesar do nome, a vitamina D3 é considerada um hormô- nio, pois é produzida pelo nosso próprio organismo, a partir do con- tato da radiação solar com a pele, ao contrário de outras vitaminas.

Milhares de estudos mostram que a deficiência de vitamina D3 pode estar associada a um amplo espectro de doenças e de proble- mas de saúde. A lista é extensa.

De pré-eclâmpsia à asma, de problemas pulmonares ao Alzhei- mer. Estão na conta ainda diabetes, depressão, acidentes vascula- res cerebrais (AVCs), doenças autoimunes, infecciosas e cardiovas- culares, além de muitas outras.

Por vezes, a suplementação de vitamina D3 pode ser necessária para as pessoas que estão com índices insatisfatórios e para aque- las que não conseguem a exposição solar constante e suficiente.

O preconizado atualmente pelas entidades canadenses de me- dicina é que o adulto deve receber, em média, 5 mil UI (unidades de medida da vitamina D3 o que corresponde a 0,125mg) por dia.

Se assustou com 5.000? Calma. Diferentemente de outras vita- minas, a vitamina D não é medida em mg.

O motivo da manutenção da utilização da unidade de medida UI

não é claro. Mas é inegável que a utilização causa ruídos na comu- nicação.

Mas para você ter ideia, 40 mil UI de vitamina D3 é igual a 1 mg. Portanto, 5 mil UI é igual 0,125 mg.

Sou totalmente contra a automedicação!

Isso não significa que você pode tomar essa dosagem por conta própria. É sempre bom encontrar um médico que esteja atualizado sobre os conhecimentos da vitamina D3.

Até porque, a melhor suplementação é a personalizada, que leva em conta características e necessidades individuais.

À medida em que você envelhece, por exemplo, aumenta a sua

necessidade de vitamina D3 e, caso você tenha uma doença crônica ou autoimune, isso também precisa ser ajustado.

O mais importante é deixar para trás a ideia de que o sol é nosso

inimigo. A helioterapia é o uso inteligente da luz solar.

Se você ficou doente, pode ter certeza que o uso inteligente do sol pode ser um dos fatores que estava faltando no seu estilo de vida!

O exame de sangue utilizado para medir a concentração de vita-

mina D3 no sangue é o 25(OH)D3.

Pois é, você não precisa ter um medo absoluto do sol. Confira as orientações do Dr. Michael Holick, especialista no assunto, para obter níveis adequados de vitamina D3:

1) Exposição solar

Calcule o tempo necessário, nas condições particulares em que você toma sol, que o faça conseguir uma cor levemente rosada (co- nhecida como uma dose eritematosa mínima=1MED).

Depois, sem aplicar o protetor solar, exponha braços, pernas e tronco (se possível) por, aproximadamente, 50% do tempo calcula- do. O protetor solar absorve a radiação ultravioleta, a mesma que é necessária para produzir vitamina D3. Então, se você usar um prote- tor de fator 30, ele vai absorver aproximadamente 98% da radiação, reduzindo a habilidade do seu organismo em produzir vitamina D3 de 95 a 98%.

Essa exposição, de 2 a 3 vezes por semana, seria suficiente para produzir a quantidade de vitamina D3 que necessitamos para nos manter saudáveis.

2) Alimentação

Além da exposição solar 1 , é possível obter um pouco da vitami- na D3 por meio da alimentação. Mas só um pouco.

Gema de ovo: 20 UI / gema Leite: 100 UI / 200ml Salmão selvagem: 600 UI / 100g Cogumelos desidratados no sol: 1600 UI / 100g

O sol, leitor, auxilia na produção de vitamina D3, um dos compo- nentes mais essenciais do seu corpo.

1 Exposição solar: De 10 a 20 mil UI, com cerca de 15 minutos de exposição, dependendo de uma série de fatores como latitude, estação do ano, tipo de pele, etc.

Essa vitamina é tão importante que pode ser uma das saídas para as doenças crônicas e autoimunes, que são muito incidentes nas pessoas com faixa de idade avançada.

O mais importante é: deixe para trás a ideia de que o sol é o nosso inimigo! Ele nunca foi e nunca será um vilão, se soubermos utilizá-lo com segurança.

Enfim, aqui vão as recomendações gerais.

Um banho de sol perfeito precisa ser com mais de 80% do corpo desnudo. Os primeiros 15 a 20 minutos, fique no sol sem nenhuma proteção solar. Caso vá continuar exposto ao sol, utilize um filtro solar que realmente consiga proteger a sua pele. Precisa ser um filtro solar que, além de FPS, tenha também PPD (pelo menos 1/3 do FPS).

Essa exposição, de 2 a 3 vezes por semana, seria suficiente para produzir a quantidade de vitamina D3 que necessitamos para nos manter saudáveis.

Anote essas dicas num bloquinho e lembre-se delas quando for se expor ao sol.

Vitamina C

Vitamina C, ou ácido ascórbico, é encontrada de forma natural em frutas e verduras como acerola, goiaba, kiwi, laranja, pimentão, brócolis, couve de bruxelas.

Um dos resultados da deficiência de vitamina C, é o escorbuto, uma doença frequente nas navegações do século XVI, devido à fal- ta de consumo de frutas frescas e outras fontes da substância.

As pessoas apresentavam fraqueza imunológica, hemorragia, perda de dentes, sangramento nas gengivas, hematomas e dores articulares.

Por outro lado, estudos recentes revelam que pessoas com defi- ciência dessa vitamina têm uma tendência maior a doenças cardio- vasculares, pressão sanguínea elevada, diabetes e até alguns tipos de câncer, como de próstata, de estômago, de pulmão e de boca.

Segundo estudo conduzido pela Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, apresentado na 14ª Conferência Internacional da Sociedade Americana de Fisiologia, os suplementos diários de vita- mina C podem ser benéficos para a saúde cardiovascular.

Os pesquisadores descobriram que ingerir o equivalente a 500mg de vitamina C por dia ajuda a reduzir a atividade da endote- lina-1 (ET-1), uma proteína que causa vasoconstrição, tanto quanto a prática de exercícios.

Vasoconstrição, por sua vez, aumenta a pressão arterial e, por- tanto, o risco de doenças cardiovasculares.

Participaram do estudo 35 adultos sedentários, com sobrepeso ou obesos. Ao longo de três meses, os voluntários foram divididos em dois grupos: o primeiro, com 20 participantes, tomou suplemen- tos diários de vitamina C; o segundo, com 15 integrantes, realizou um treinamento diário de exercícios aeróbicos.

Os resultados mostraram que o grupo que tomou uma dose diá- ria de 500mg de vitamina C conseguiu reduzir a atividade da endo- letina-1 tanto quanto a equipe da caminhada.

Os pesquisadores ressaltam que, embora os suplementos de vi- tamina C não devam ser considerados uma alternativa à atividade física, sua ingestão regular já é um começo para ajudar na redução do risco de doenças.

Eles também ressaltam que tomar 500mg de vitamina C diaria- mente é uma dose alta que pode causar alguns efeitos colaterais, como cólica abdominal, diarreia e náusea. Por isso, o acompanha- mento médico é fundamental.

Uma maneira de ingerir a vitamina C todos os dias e ainda con- quistar outros benefícios, como proteger seu estômago e se prote- ger de alergias, é espremer um limão em um copo d’água e tomar em jejum.

Mas o limão não é ácido para o estômago? O limão é ácido no momento em que você o coloca na boca, mas ele se torna alcalino quando é absorvido pelo organismo.

Ômega 3

O ômega 3 não é um elemento, mas uma família de ácidos-

graxos essenciais, chamados de ALA, EPA e DHA com os seus me- tabólitos.

Eles são essenciais, pois são indispensáveis para a boa saúde. O corpo humano, porém, não consegue produzi-los em quantidade necessária para a otimização da saúde.

Assim, é preciso obtê-los de outras formas. Eles podem ser en- contrados em diferentes tipos de alimentos.

O EPA e o DHA vêm dos peixes e de outros animais. Em linhas

gerais, os ácidos graxos EPA e DHA são encontrados em grandes quantidades nos peixes de águas frias e profundas, em função da tendência de reter gorduras no corpo.

E a alta concentração desses nutrientes no pescado é a conse- quência da sua dieta baseada no consumo de fitoplâncton, que é, por excelência, rico em ômega 3.

Por isso, prefira os peixes selvagens, pois os de criação são po- bres das substâncias nutritivas devido à sua alimentação carente.

O salmão vendido no Brasil costuma vir do Chile ou de criação

de salmão em locais em que o peixe se alimenta de rações pobres em ômega 3 e riquíssimas em ômega 6, que tem efeito inflamató- rio. Além disso, são adicionados corantes na água para que o peixe

possa ficar com a carne avermelhada, parecendo que é rico em as- taxantina. Em vista disso, a opção mais segura é usar e abusar das sardinhas.

Por estarem mais abaixo na cadeia alimentar, as sardinhas se ali- mentam diretamente dos fitoplânctons e ficam mais protegidas de contaminação por mercúrio, como é o caso dos peixes maiores como

o atum. Sem contar que é uma escolha muito mais barata!

Fora os mencionados, outros peixes recomendados são cavala

e arenque. De acordo com as pesquisas, o consumo diário de pelo menos 35g de peixe indicou uma redução do risco de morte por infarto.

Ainda mais, um outro estudo realizado com mais de 20 mil mé- dicos dos Estados Unidos acompanhados durante 11 anos, observou uma correlação positiva entre a ingestão semanal de peixe e a redu- ção do risco de mortalidade por doenças cardiovasculares.

Uma outra fonte interessante de ômega 3 é o óleo de krill. O krill

é um tipo de crustáceo, que se alimenta de fitoplânctons, muito en- contrado no continente Antártico.

Ele é famoso por possuir alto valor nutricional: rico em vitaminas como A, B, C, D e E, contém também minerais como cálcio, zinco, sódio, cobre, selênio, manganês, potássio, magnésio, entre outros.

O ALA (ácido alfa-linolênico) pode ser obtido em alguns tipos de plantas e sementes. As sementes de chia e linhaça são muito ricas em ômega 3, na forma de ALA.

A quantidade diária recomendada de linhaça, 10 gramas, possui 0,54 gramas do ácido graxo e pode ser consumida no café da ma- nhã, adicionando-a em vitaminas, iogurte e sucos, por exemplo.

Porém, uma observação: para que seu corpo possa fazer uma conversão adequada do ácido alfa-linolênico em demais ácidos

graxos do ômega 3, ele precisa da ajuda de zinco, vitamina B3, B6,

C e magnésio.

É importante, portanto, ter uma alimentação balanceada. Caso haja déficits destes elementos, seu corpo terá dificuldades em fazer essa modificação.

Evite também a ingestão de bebidas alcóolicas, pois, também inibe a transformação de alfa-linolênico em EPA e DHA.

Pesquisadores do renomado estudo italiano GISSI acompanha- ram 11.324 infartados por três anos e meio. Eles comprovaram que os pacientes que tomaram cápsulas diárias desse nutriente essen- cial reduziram significativamente o risco de ter outro ataque cardía- co (prevenção secundária) e AVC e também diminuíram em 50% o risco de morte súbita.

Os participantes cortaram pela METADE as chances de um in- farto só tomando uma substância natural – sem efeitos colaterais – diariamente.

Se o seu coração já deu os primeiros sinais de pane ou se você não consegue controlar o seu colesterol, triglicérides, pressão, infla- mação, a resposta pode estar na falta do nutriente essencial que o seu corpo DESESPERADAMENTE precisa.

Além disso, outros benefícios do ômega 3 são:

1. Manutenção do cérebro mais jovem e ágil;

2. Alívio das dores da artrite;

3. Melhora da sua visão sem que você precise de óculos novos;

4. Fortalecimento dos ossos e risco reduzido de osteoporose.

Esse nutriente é tão fundamental para o corpo que o Institute of Health Metrics and Evaluation estimou que a cada minuto uma pes- soa morre desnecessariamente por deficiência de ômega 3.

Para aqueles que não conseguem obter a “gordura do bem” por meio das refeições, com a ingestão de peixes, linhaça ou chia, a suplementação acaba sendo um caminho necessário.

Existem várias formas de suplemento de ômega 3 disponíveis no mercado. Porém, o mais importante é observar se o produto é de boa qualidade, de procedência confiável.

Um bom ômega 3 deve seguir as seguintes premissas:

Ser ultrafiltrado;Um bom ômega 3 deve seguir as seguintes premissas: Livre de mercúrio; Armazenado em vidro escuro;

Livre de mercúrio;3 deve seguir as seguintes premissas: Ser ultrafiltrado; Armazenado em vidro escuro; Ter uma boa concentração

Armazenado em vidro escuro;seguintes premissas: Ser ultrafiltrado; Livre de mercúrio; Ter uma boa concentração de DHA e EPA. Sobre

Ter uma boa concentração de DHA e EPA.Livre de mercúrio; Armazenado em vidro escuro; Sobre a quantidade diária aconselhada de ômega 3, ela

Sobre a quantidade diária aconselhada de ômega 3, ela ainda não é um consenso dentro da comunidade médica.

Porém, a boa parte dos especialistas defendem como segura uma porção que varia de 1 a 3 gramas ao dia.

É importante, no entanto, ressaltar que não indicamos a autome- dicação. Antes de tudo, converse com o seu médico de confiança para saber a dosagem certa para o seu organismo.

Semana 4 DE VOLTA AO 12 POR 8

Semana 4

DE VOLTA AO 12 POR 8

Semana 4 DE VOLTA AO 12 POR 8

A hipertensão é a condição responsável por quatro em 10 infar- tos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais e 25% dos registros de insuficiências renais graves, conforme o último registro da Socieda- de Brasileira de Hipertensão.

Ela é responsável por ser o gatilho silencioso e perigoso das doenças cardiovasculares, que mais matam no Brasil.

Apesar de sua incidência avassaladora (estima-se que aos 66 anos, 66% das pessoas estão com os níveis pressóricos alterados, índice que sobe para 77% na faixa-etária dos 77 anos), a maioria dos casos de hipertensão não se trata de uma doença em si. E, sim, de um sintoma.

Quando o diagnosticado de pressão alta chega, a maioria dos pacientes fica com a impressão que vai ser hipertenso e tomará re- médio pelo resto da vida. E isso não é verdade.

Existem muitas causas de pressão alta que podem ser tratadas e curadas. Pressão alta muitas vezes não é doença, mas uma ma- nifestação de que alguma coisa está errada no seu sistema cardio- vascular.

Uma causa específica pode ser, por exemplo, deficiência de magnésio. Depois de fazer a suplementação, é confirmado que era só um estado.

Hipotireoidismo é um outro exemplo. A pessoa com essa condi- ção começa a produzir mucina nas artérias. Essa substância vai en- tupindo os vasos e aumentando a resistência periférica. Com isso, o coração aumenta a pressão, pois o caminho vai ficando mais difícil. Nesse caso, um remédio pode diminuir a pressão desse paciente, mas sem que o problema seja resolvido.

Isso pode acontecer com o paciente com diabetes, que tem re- sistência insulínica. A insulina retém sódio, o sódio retém água, o volume de sangue aumenta e aumenta a pressão.

Você sabia que o mal do infarto também pode começar pela boca? De acordo com a American Medical Association, diversos estudos in- ternacionais já foram realizados para investigar esta conexão.

O ponto defendido pelas pesquisas é que a gengivite, uma in-

flamação nas gengivas causada pelo acúmulo de placa bacteriana (que também é chamada de biofilme), e sua variação mais agrava- da, a periodontite, implicam em um maior risco de infarto.

O perigo de ser surpreendido por um problema cardiovascular

aumenta em pessoas que falham mais na higiene bucal, pois es- sas bactérias podem migrar para o coração. Quando essa migração ocorre pode surgir uma endocardite infecciosa, que atinge as válvu- las cardíacas.

A desidratação também pode estar ligada a sua pressão alta. Ela diminui os fluxos do oxigênio no corpo e, podendo, inclusive, causar danos no coração por não desempenhar sua função direito.

A deficiência de vitamina D3 também pode estar atrapalhando

seu coração. Vários estudos já relacionam a falta dela– cuja produ- ção está associada à exposição ao sol – com a insuficiência e outros problemas cardíacos.

Em 2016, a Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, realizou um experimento com 160 pacientes com insuficiência cardíaca, que já estavam sob algum tratamento com inúmeros remédios.

Durante o período de um ano, os participantes foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu doses diárias da vitamina, en- quanto o segundo tomou um placebo.

O grupo que recebeu as doses de vitamina D3 apresentou uma melhora considerável na fração de ejeção – quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada batimento. Enquanto o grupo de controle não registrou nenhuma mudança.

São essas as condições que comumente elevam a pressão:

São essas as condições que comumente elevam a pressão: Além disso, alguns medicamentos também são responsáveis

Além disso, alguns medicamentos também são responsáveis por elevar a pressão, sendo eles:

Remédios para a gripe;são responsáveis por elevar a pressão, sendo eles: Descongestionante nasal; Pílula anticoncepcional;

Descongestionante nasal;responsáveis por elevar a pressão, sendo eles: Remédios para a gripe; Pílula anticoncepcional; Anti-inflamatórios. 63

Pílula anticoncepcional;responsáveis por elevar a pressão, sendo eles: Remédios para a gripe; Descongestionante nasal; Anti-inflamatórios. 63

Anti-inflamatórios.por elevar a pressão, sendo eles: Remédios para a gripe; Descongestionante nasal; Pílula anticoncepcional; 63

Vale ressaltar que, como todo o remédio patenteado, os anti-hi- pertensivos também são marcados por efeitos colaterais não dese- jáveis, entre eles:

taquicardia;por efeitos colaterais não dese- jáveis, entre eles: espoliação do magnésio (um baita paradoxo!); disfunção

espoliação do magnésio (um baita paradoxo!);colaterais não dese- jáveis, entre eles: taquicardia; disfunção erétil; angiodema; tosse seca; fadiga muscular;

disfunção erétil;taquicardia; espoliação do magnésio (um baita paradoxo!); angiodema; tosse seca; fadiga muscular; asma; queda de

angiodema;do magnésio (um baita paradoxo!); disfunção erétil; tosse seca; fadiga muscular; asma; queda de cabelo;

tosse seca;(um baita paradoxo!); disfunção erétil; angiodema; fadiga muscular; asma; queda de cabelo; depressão. Percebeu

fadiga muscular;paradoxo!); disfunção erétil; angiodema; tosse seca; asma; queda de cabelo; depressão. Percebeu quantas causas

asma;disfunção erétil; angiodema; tosse seca; fadiga muscular; queda de cabelo; depressão. Percebeu quantas causas podem

queda de cabelo;erétil; angiodema; tosse seca; fadiga muscular; asma; depressão. Percebeu quantas causas podem ocasionar a

depressão.tosse seca; fadiga muscular; asma; queda de cabelo; Percebeu quantas causas podem ocasionar a hipertensão? Mui-

Percebeu quantas causas podem ocasionar a hipertensão? Mui- tas vezes, a preocupação está mais em diminuir os números, sem tratar a causa. Precisamos lembrar, que muitas vezes remédios para a hipertensão são usados mais ou menos aleatoriamente.

Em hipótese nenhuma, no entanto, você deve parar de tomar os medicamentos por conta própria, sem que isso seja feito em parce- ria com o profissional de saúde que te acompanha.

COMO MEDIR A PRESSÃO EM CASA

Por fim, é importante que você saiba fazer o monitoramento da sua pressão em casa, tanto para que consiga identificar quais são os gatilhos que despertam a sua hipertensão, além de atestar a interferência da suplementação de produtos naturais no controle desse sintoma.

A melhor forma para medir a pressão é a seguinte: Faça 5 respirações profundas antes

A melhor forma para medir a pressão é a seguinte:

Faça 5 respirações profundas antes de medir a pressão.

Certifique-se de que você está sentado, com os pés apoia- dos no chão.

Utilize sempre um aparelho que tenha manguito de braço e medidor automático e que seja adequado para o seu porte físico.

Preste atenção para sempre utilizar o mesmo braço nas medições.

Meça três vezes em sequência, descartando a primeira me- dição.

Faça a medição somente duas vezes por semana e, para o seu controle, utilize a média do mês.

Caso o aparelho seja automático, não se esqueça de perio- dicamente fazer a manutenção da calibração na rede auto- rizada para evitar desperdícios.

Semana 5 DESENTUPINDO AS VEIAS E RETOMANDO A BATIDA CERTA

Semana 5

DESENTUPINDO AS VEIAS E RETOMANDO A BATIDA CERTA

Semana 5 DESENTUPINDO AS VEIAS E RETOMANDO A BATIDA CERTA

Com a pressão equilibrada, você chega à 5ª semana do progra- ma. Nela, você saberá como limpar as suas artérias e veias de ver- dade.

É como se você pudesse esfregar os depósitos de cálcio e as

placas de gordura das paredes para o sangue fluir sem bloqueios.

Você terá acesso à melhor forma para prevenir e reverter a temi- da aterosclerose.

E para isso, você precisa saber quais os hábitos que você precisa

se livrar de vez, qual será seu principal aliado e qual é o outro mito que atrapalha nessa missão.

As causas da angina e arritmia

Quando seu coração é robusto e funciona plenamente, ele não sai do compasso. As batidas são certeiras. As dores, inexistentes.

Nesse cenário, a arritmia (alteração do ritmo dos batimentos) e a angina (dor no peito causada por isquemia do músculo cardíaco) são mensageiras.

Esses dois problemas que tanto perturbam o brasileiro indicam que algo não vai bem.

Algumas palpitações são bastante incômodas, causam até cala- frios, mas são benignas por serem supraventricular. Outras, as ven- triculares, podem levar à morte.

Já a angina também pode irradiar para braços, mandíbula, cos- tas e pescoço. A causa principal é a falta de oxigenação do músculo cardíaco.

As barreiras para que o oxigênio trafegue plenamente se dá em decorrência da obstrução das artérias coronárias por uma placa ate- rosclerótica ou por um espasmo da artéria coronária.

São essas artérias que irrigam o músculo, permitindo que ele “dance no ritmo certo”. E, na maioria das vezes, a desnutrição é a grande responsável por esse processo ruim.

Já a dor, geralmente, é a ponta do iceberg. É o sintoma e não a doença!

Sentida após a vivência de uma situação estressante ou a reali- zação de um esforço físico.

Se a pessoa já tem uma obstrução da coronária, um fator a mais para desencadear angina, também é a desidratação. Sim, a falta de água.

O ciclo então está formado:

O sangue fica muito espesso e não circula bem.

O

sangue fica muito espesso e não circula bem.

Não leva oxigênio ao coração que passa a não ter o mesmo desempenho.

Não leva oxigênio ao coração que passa a não ter o mesmo desempenho.

O músculo cardíaco fica sobrecarregado e a angina é mani-

O

músculo cardíaco fica sobrecarregado e a angina é mani-

festada.

A angina não tratada pode evoluir para infarto e morte.

A

angina não tratada pode evoluir para infarto e morte.

As razões da aterosclerose

A aterosclerose coronariana é a grande responsável pela angina, infarto do miocárdio e as arritmias cardíacas.

Uma inflamação na parede das artérias do coração causada por placas e resíduos (entre eles o cálcio, daí o nome calcificação).

Com o passar do tempo, essa obstrução pode ser completa, res- tringindo o fluxo sanguíneo na região ou pode haver uma ruptura da placa aterosclerótica que também pode levar a uma obstrução total da artéria.

A área afetada recebe uma quantidade menor de oxigênio e nu- trientes, tendo suas funções comprometidas.

Essa complicação é a causa de diversas doenças cardiovascula- res, como o infarto quando ocorre nas artérias coronárias e acidente vascular cerebral quando ocorre nas artérias cerebrais.

A aterosclerose é uma doença perigosa, pois muitas vezes a evolução é silenciosa.

Um dos parâmetros que pode indicar que as coisas não estão bem é a elevação da pressão arterial, levando a um quadro clínico de hipertensão.

Nos últimos anos surgiu uma nova causa que pode estar presen- te em muitos casos de infarto, por exemplo, que é a deficiência da vitamina K2. Essa vitamina é capaz de ativar uma série de proteínas no corpo, entre elas uma que é capaz de remover o cálcio dos teci- dos moles e levá-lo para os dentes e os ossos.

O que deixa o seu coração vulnerável?

As causas para que ocorra aterosclerose, levando a angina, in- farto do miocárdio e arritmias cardíacas são inúmeras como você vem aprendendo até aqui.

Um fator muito importante para estes quadros é a desnutrição (como vimos na semana 1 e 2) e também o estresse.

Não há mais dúvida de que os fatos estressantes afetam em cheio o funcionamento cardiovascular.

Pesquisas, como a publicada no The European Journal of Epi- demiology, já constataram que as segundas-feiras são os dias da semana que mais reúnem infartos do miocárdio.

Uma lâmpada costuma queimar quando acende. A mesma ana- logia pode ser aplicada ao coração.

Eu sei que é impossível viver em um mundo onde não há estresse. Entretanto, a falta de gerenciamento do estresse contribui sobrema- neira para que os corações adoeçam.

Veja só o que mostrou um estudo publicado no The Lancet, um dos principais veículos científicos médicos do mundo.

Segundo o ranking divulgado nesse periódico, as emoções ne- gativas são responsáveis diretas por 3,9% dos casos de infarto ava- liados. Até mesmo as emoções positivas deixam sequelas e somam 2,4% dos casos.

Obviamente, não é a alegria sozinha ou a tristeza isolada que prejudicam o seu coração.

Vamos nos aprofundar mais na necessidade de tratar os aspec- tos emocionais, mas esse dado só mostra que você precisa criar um plano para não ficar vulnerável aos gatilhos de uma pane cardíaca.

Elenquei, então, os 3 principais gatilhos e como combatê-los:

1º GATILHO

REDUZA AO MÁXIMO CONSUMO DE ÁLCOOL… E A VERDADE SOBRE O VINHO

O Brasil supera a média mundial quando o assunto é consumo

de álcool.

Se ingerido em grande quantidade e em curto período, a subs- tância pode causar danos irreversíveis ao órgão e até a morte.

O álcool causa enfraquecimento das células musculares cardía-

cas, levando a uma doença chamada miocardiopatia alcoólica.

Para compensar o enfraquecimento, o coração dilata suas câ- maras. Mas isso não resolve, pois o problema está nas células. Outra consequência é o fechamento das artérias.

O etanol tem a capacidade de liberar adrenalina na corrente san-

guínea. O hormônio causa o vasoespasmo – fechamento transitório da artéria, o que pode ser suficiente para causar infarto ou morte súbita.

O vinho e a uva

Aproveitando que você já está empenhado em proteger o seu coração, eu preciso desmistificar a ideia de que o vinho é um amigo do cardíaco.

A história de que o vinho faz bem para o coração não é bem do

jeito que que escutamos.

Muita gente acredita que ele tenha muito resveratrol, um antio- xidante que reduz danos nas artérias e coágulos no sangue.

No entanto, para ter a quantidade de resveratrol que faria bem para o seu coração, você teria que ingerir uma quantidade enorme de vinho, o que prejudicará o seu fígado. E uma grande quantidade de álcool, como já vimos, enfraquecerá as células do seu coração.

2º GATILHO

ABANDONE O CIGARRO E ACEITE A AJUDA DE UM PÓ “MÁGICO”

ABANDONE O CIGARRO E ACEITE A AJUDA DE UM PÓ “MÁGICO” Outro hábito que precisa ser

Outro hábito que precisa ser eliminado é o tabagismo. Além de estreitar veias e artérias, os compo- nentes do cigarro lesam o endoté- lio, a camada de revestimento inter- no dos vasos.

Essas lesões nos tubos são o lugar ideal para que a gordura se deposite e dê início à formação de placas.

Fumar acelera o processo co- nhecido como oxidação do coles- terol e favorece a formação da placa de aterosclerose.

A associação com outros fatores, como hipertensão e diabetes, eleva o risco ainda mais. E não há quantidade segura!

Uma única unidade pode provocar esses malefícios. Fumar pou- co ou esporadicamente também faz mal.

Importante lembrar que há o hábito e o vício em cigarro. São coisas diferentes.

O hábito é o que faz associarmos o tabaco a atividades, como beber socialmente, ter relações sexuais, tomar café.

Já o vício é provocado pela nicotina que vem acompanhada de outras milhares de substâncias químicas existentes no cigarro e que são liberadas com a sua combustão.

Vamos por etapas. Primeiro é necessário se livrar do hábito e para isso eu indico o rapé, uma espécie de pó magico para os tabagistas.

RECOMENDAÇÃO ESPECIAL PARA LARGAR O CIGARRO

Na primeiras cinco vezes que você cheirar essa substância, o rapé provocará espirros. Depois, isso não ocorrerá mais.

O rapé tem nicotina (em doses muito menores), que em três se-

gundos chegará ao seu cérebro. Por isso, logo você estará habitua- do a ele.

Nos 50 minutos seguintes ao uso do rapé, você terá aversão ao cigarro. Não vai conseguir fumar, mesmo que queira.

Depois, pode ser que a vontade de fumar volte. Nesse caso, é só repetir a operação.

Você agora ficará viciado em rapé – que não tem combustão, não libera mais de 4.000 substâncias deletérias à saúde e que não incomoda os que estão por perto.

Chegará então a hora do desmame do rapé que irá sendo grada- tivo, procurando espaçar cada vez mais seu uso.

Além disso, do ponto de vista de saúde, é muito mais inócuo que você utilize rapé do que fume cigarro. Então, reforço, é uma boa troca e vai te auxiliar bastante.

3º GATILHO

ELIMINE PESO COM 5 RECOMENDAÇÕES AVASSALADORAS

Por fim, no tripé que deixa o coração vulnerável, além do cigarro e do álcool, está o excesso de peso.

A obesidade afeta o coração porque, à medida em que há maior

sobrepeso, o coração realiza maior esforço.

Quanto maior o trabalho do coração, mais doença cardiovascu- lares podem ocorrer.

O excesso de peso contribui para alterar processos metabólicos

e funcionais e também afeta o funcionamento dos vasos sanguíneos.

Em meu livro “Emagreça Comendo, Desperte o Magro que exis- te dentro de você” ofereço um panorama completo de como você emagrecer com saúde e de forma definitiva.

Você, ao ingressar neste Programa Coração Anti-Infarto, tam- bém ganhou um exemplar do Emagreça, que está disponível aqui em sua área do assinante, na parte dos e-books.

Mas aqui neste espaço, vou adiantar as 5 melhores recomenda- ções para quem precisa eliminar os quilos extras.

a) Pare de inibir o hormônio da saciedade

Existe uma parte no nosso cérebro que regula o apetite, e outra regula a fome. A fome é a necessidade física, que independe da vontade. O apetite é desejo a ser saciado. Entre os seres humanos,

o desejo tende a mandar na necessidade.

Quando o centro do apetite se sente satisfeito, ele avisa ao cen- tro da fome para que a pessoa pare de comer. Por isso algumas pessoas comem mais do que precisam, outras menos.

Quando uma pessoa engorda, geralmente ela está com o que denominado resistência leptínica, o hormônio da saciedade. E ela quem regula a sua saciedade.

Há coisas que bloqueiam a leptina: o refrigerante e o suco de laranja, por exemplo.

Quem toma refrigerante antes do almoço, come mais do que quem tomou água.

No livro Emagreça Comendo, eu ofereço outras recomendações para que você aprenda a estimular a leptina.

Já adianto que uma das formas vencedoras é diminuir o consu- mo de carboidratos no café da manhã.

Por isso, recomendo:

Troque o pão com manteiga acompanhado por café com leite por água com limão em jejum, seguido de café com ovos cozidos. leite por água com limão em jejum, seguido de café com ovos cozidos.
leite por água com limão em jejum, seguido de café com ovos cozidos.Troque o pão com manteiga acompanhado por café com

Se você fizer o teste por cinco dias, tenho certeza, já sentirá a di- ferença.

b) Uma fruta cozida para investir em seu exército de bactérias

Hoje sabemos que muitas pessoas voltam a engordar porque elas têm uma microbiota intestinal de pessoas gordas. Os lactoba- cillus reuteri existem, por exemplo, no intestino dos magros.

Se há alteração na constituição dos probióticos (conhecidas também como bactérias do bem), a pessoa emagrece.

Porém, se as suas bactérias não te favorecem você terá muita dificuldade em vencer os quilos a mais. DICA de OURO para a mi- crobiota de magros

Uma ótima maneira de fortalecer a sua microbiota intestinal é por meio do consumo de uma maçã cozida. Pegue uma panela com água e cozinhe uma maçã, sem as sementes, por cerca de 7 minutos.

Coma a fruta todos os dias pela manhã, logo após ingerir um copo de água com limão espremido.

c) Tome um banho coreano

Já ouviu falar do “banho coreano”? Ele pode te ajudar a emagrecer.

Alterne a temperatura da água, primeiro com ducha fria, depois quente, novamente fria, quente, fria, quente e fria.

São sete vezes, um minuto a cada vez, começando e terminando com água fria.

Essa técnica, usada há milênios, mas até hoje quase desconheci- da no Ocidente, aumenta o metabolismo e estimula o sistema imune.

d) Use a sua mesa de jantar para sair do sedentarismo

imune. d) Use a sua mesa de jantar para sair do sedentarismo Mexer o corpo emagrece

Mexer o corpo emagrece e, de quebra, diminui os riscos de doenças cardíacas e estresse.

Quando praticamos exercícios, aumentamos a velocidade e a efetividade do metabolismo, ganhamos massa magra, contribuindo para diminuição da pressão arterial e do estresse. Além disso, libe- ramos no cérebro BDNF (Fator Neutrófico Derivado do Cérebro), que o mantém jovem.

A atividade física mantém seu metabolismo acelerado por 8 ho- ras. Isso vai estimular enzimas que estão adormecidas no corpo.

Então mesmo que você gaste poucas calorias durante o exercí- cio, seu metabolismo continuará alto pelas próximas horas.

O segredo é começar. Você não precisa necessariamente de academia.

Hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS) determina que para sair do sedentarismo você precisa 10.000 passos por dia. Em muitas lojas de esporte, você pode encontrar um pedômetro.

Caso não tenha dado os 10.000 passos, você pode caminhar em casa, em volta da mesa de jantar, até completar essa quantidade de passos protetores, antes de ir dormir.

Semana 6 DIABESIDADE, A DOENÇA MAIS PERIGOSA PARA O SEU CORAÇÃO

Semana 6

DIABESIDADE, A DOENÇA MAIS PERIGOSA PARA O SEU CORAÇÃO

Semana 6 DIABESIDADE, A DOENÇA MAIS PERIGOSA PARA O SEU CORAÇÃO

Neste exato momento em que escrevo, as duas doenças que estão entre as mais letais da atualidade são a obesidade e o diabe- tes tipo 2.

Elas andam tão próximas e íntimas que formaram uma terceira doença: a DIABESIDADE.

Como já deve ter imaginado, essa combinação é um grande ris- co ao seu coração. Então é necessário entendê-la e como curá-la.

Colocar em prática todas as recomendações nutricionais que re- cebeu até aqui são fundamentais para que você também ataque a diabesidade.

Mas é importante também que você conheça dois inimigos cru- ciais que ampliam a sua resistência à insulina e agravam o seu dia- betes tipo 2 (além de serem potenciais gatilhos para o que a nova ciência já chama de diabetes tipo 3).

Acompanhe:

O crescimento avassalador

A chance de um obeso desenvolver diabetes é 10 vezes superior ao risco dos não obesos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) descreveu a crescente pre- valência de obesidade e diabetes como a epidemia deste século. Em 2030, se nada for feito, haverá 438 milhões de diabéticos no planeta.

Na América Central e do Sul, o crescimento será ainda mais acentuado (65%). Isso significa que quase 30 milhões de pessoas terão a doença em nosso continente.

O cenário é desolador. Em seis anos, o aumento de obesos no Brasil foi de 35%, saindo de 11,6% para atuais 18%.

no Brasil foi de 35%, saindo de 11,6% para atuais 18%. Se considerarmos as pessoas que

Se considerarmos as pessoas que estão com excesso de peso, chegamos à marca atual de 52,5% da população.

Ou seja. A maioria de nós hoje está com peso em desacordo com a altura e em um patamar que já projeta risco cardiovascular.

Sobre o diabetes, os dados também são extremamente preocu- pantes. Hoje são 387 milhões de diabéticos no mundo, sendo que, nos últimos 20 anos, esse grupo foi integrado por 200 milhões de pessoas. No Brasil são 12 milhões de diabéticos.

A cada sete segundos alguém morre por causa desta doença. 50% dos pacientes descobrem o diabetes a partir de uma complica- ção no rim, nos olhos ou um infarto!

OS TIPOS DE DIABETES

O tipo de diabetes mais numeroso que existe no Brasil e o no mundo é o tipo 2. É ele que é muito ligado à obesidade, como falamos acima.

Segundo as pesquisas, diabetes tipo 2 costuma ser diagnosti- cado a partir dos 50 anos (o fato é que ele tem aparecido de forma mais precoce, afetando inclusive adolescentes). Está intimamente ligado ao alto consumo de carboidratos e também aos fatores que desencadeiam a resistência à insulina.

Já o tipo 1 do diabetes surge logo na infância ou início da ado- lescência. É considerado um problema autoimune, ou seja, o orga-

nismo, por algum motivo, cria anticorpos contra o próprio pâncreas

e termina por destruir a estrutura que produz insulina, gerando sua falta.

Alguns ensaios científicos já começam a desvendar a origem do

diabetes tipo 1 e, mais uma vez, os hábitos nada saudáveis vão para

a berlinda. Existem hipóteses de que o padrão alimentar das mães

na gravidez pode influenciar no nascimento de crianças que terão

diabetes tipo 1.

Além disso, não há mais dúvida de que o mesmo padrão ali-

mentar que tem potencial de curar o diabetes tipo 2 também ajuda

a controlar e prolongar a vida dos portadores do diabetes tipo 1.

Por fim, temos o diabetes tipo 3. Talvez você o conheça por ou- tro nome, uma vez que este tipo de diabetes é chamado comumen- te de doença de Alzheimer.

A doença de Alzheimer foi descrita pela primeira vez em 1906.

De lá para cá, o problema pairou como um mistério.

Pesquisadores já identificaram que no cérebro dos doentes há maior concentração da proteína beta-amiloide, sendo ela a respon- sável pela destruição da capacidade de lembrar.

É esta proteína que ajudou a apresentar um elo importante entre Alzheimer e diabetes.

As pesquisas mais recentes indicam que a glicose elevada no sangue pode aumentar rapidamente os níveis de beta-amiloide, abrindo o caminho para todos os fenômenos cerebrais que resultam na perda de memória e funções cognitivas.

Além disso, os ensaios científicos também mostraram outras co- nexões entre as doenças.

Partículas tóxicas típicas da doença de Alzheimer (as ADDLs) deixam os neurônios resistentes à insulina e isso prejudica a trans- missão de dados entre eles.

Tantas semelhanças entre excesso de glicose e resistência à in- sulina deram ao Alzheimer o codinome de diabetes tipo 3. Mais do que isso. Esses ensaios permitiram a abertura de uma estrada única.

O que protege as sequelas mais desastrosas do diabetes (e da

diabesidade) também vai prevenir o adoecimento cerebral.

Os fatores decisivos

O fato é que, nessas últimas décadas, não houve tempo suficien-

te para que mudanças genéticas justificassem tamanha explosão de casos da diabesidade e suas sequelas – incluindo aí as doenças cerebrais e degenerativas.

Porém, se as respostas não estão nos genes mutantes, a ex- plicação para ampliação tão potente de casos está nas mudanças comportamentais.

A primeira delas é, sem sombras de dúvidas, esta inversão de

lógica que tomou conta das sociedades ocidentais.

Porque o fato é que hoje remediar é um verbo mais imperativo do que prevenir.

As pessoas não seguem os ensinamentos de Hipócrates, pai da medicina, e fazem do alimento o seu melhor medicamento.

Preferem uma pílula mágica, um uso contínuo de medicações tóxicas.

Obviamente, existem casos em que as cirurgias e até a utiliza- ção de medicamentos são indicados. Mas sempre de forma pontual, com início, meio e fim.

A cura e as ferramentas para ajudar o seu organismo a encontrar a

rota de regeneração passam, como estamos vendo por outros pilares.

Um deles, sem dúvida, é o desmame medicamentoso.

O outro, com toda certeza, é no DETOX, dado que a intoxicação

é o que considero o segundo pilar comportamental, responsável pelo aumento avassalador da DIABESIDADE.

É providencial que você tome alguns cuidados como:

1. Nunca aqueça comida em plásticos no micro-ondas. Mes- mo que afirme que é próprio para utilizar no micro-ondas. Em vez disso utilize suportes de vidro;

2. Evite o Teflon e outros utensílios com propriedade anti-ade- rentes. Utensílios em aço são uma alternativa mais barata, duradoura e saudável;

3. Compre a água e outras bebidas engarrafadas em vidro ao invés de plástico;

4. Evite o consumo de alimentos enlatados;

5. Não beba líquidos em copos ou canecas de plástico;

6. Cuidado com a cerveja e o refrigerante em lata por conta do revestimento interno da embalagem;

7. Utilize produtos de limpeza mais “antigos”, tais como vina- gre e bicarbonato de sódio, sempre que possível;

8. Ventile de forma frequente a sua casa e evite o uso de am- bientadores, inseticidas e outros produtos que liberam quí- micos no ar;

9. Não utilizar cosméticos que no rótulo tiverem as siglas BDP, DEHP, DBP e DUP.

As mudanças nutricionais para vencer a diabesidade

Por fim, o terceiro pilar que sustenta a ampliação imensa de dia- besidade no Brasil e no mundo é o nutricional.

Se hoje os principais problemas de saúde são desencadeados pela nutrição falha, é evidente que a solução dos mesmos está na própria nutrição.

Na semana 1, já quebrei alguns mitos nutricionais, entre eles o da gordurofobia.

Já falamos que, com exceção da gordura trans e do excesso do ômega-6, consumir alimentos gordurosos constituídos de gordura boa, como peixe gorduroso, castanha, coco, abacate e carne de animais criados soltos, é fundamental para o seu sistema cardio- vascular.

Inverter a proporção de carboidratos que você come por gordura boa é uma excelente maneira de brigar contra a diabesidade.

ALIMENTAÇÃO E NUTRIENTES

Além de perder o medo da gordura, eu também sugiro que você amplie a ingesta de algumas vitaminas, sendo elas:

Vitamina B12 e ácido fólico

Começo as recomendações falando de duas substâncias extre- mamente importantes para a sua proteção cardiovascular, que são a vitamina B12 e o ácido fólico.

Ambos são essenciais para atuarem como “tijolos do seu DNA”. Eles também atuam para brigar de frente contra a homocisteína, uma substância inflamatória que, quando presente, é um marcador de infarto e acidente vascular cerebral.

Esses nutrientes são encontrados em especial nos vegetais ver- de-escuros (espinafre, brócolis) e nos alimentos de origem animal. As vísceras são as partes da carne mais ricas em B12

Caso você precise fazer a suplementação de vitamina B12 e áci- do fólico, converse com seu médico para ingerir as formas ativas destes nutrientes, meticobalaina (no caso da B12) e metilfolato (no caso do ácido fólico).

Isso porque, parte da população não tem capacidade para trans- formar B12 em metilcobalaina e ácido fólico em metilfolato devido a um polimorfismo genético. No caso das grávidas, isso é muito sério porque a ingesta de ácido fólico pode, inclusive, ser prejudicial.

As dosagens são individualizadas e dependem do estágio de deficiência.

O cansaço extremo, depressão e as dores são alguns indícios de déficit de B12 e ácido fólico.

Vitamina B3

Já a B3 também é da família do complexo B.

Ela é uma importante restauradora dos déficits cognitivos e está presente em grande parte dos legumes e das frutas, sendo as frutas secas, a batata doce e o abacate exemplos de fornecedores naturais.

O consumo destes nutrientes precisa ser diário. Todo o dia busque uma variedade nas refeições de ao menos três legumes e verduras.

Aposte ainda no bife de fígado. Eu consumo uma vez por sema- na esse alimento que é extremamente saudável e importante para o seu sistema cardiovascular.

Ovos, tomates e frutas secas também são outros exemplos de fontes de B3.

A verdade sobre o glúten

Se por um lado é importante que você amplie a ingesta de vita- minas do complexo B, por outro é fundamental que você diminua (e até elimine) o consumo de trigo.

De acordo com meu colega, o cardiologista William Davis, autor do livro Barriga de Trigo, o trigo que consumimos hoje passou por tantas alterações que ele se tornou quase irreconhecível quando comparado ao original. O trigo disponível hoje chega a ter 400% a mais de glúten que o trigo da antiguidade.

Ele constatou que não há um só sistema no organismo que não seja afetado pelo trigo de hoje. Da fadiga à artrite, do desconforto gastrointestinal ao ganho de peso, todos têm como gatilho o ali- mento aparentemente inocente que consumimos diariamente.

O glúten possui uma proteína de difícil digestão denominada gliadina. Além de estar presente no trigo, o glúten também é utili- zado como conservante pela indústria de alimentos, uma vez que é barato e, de quebra, deixa os alimentos mais macios.

Ao comprar um produto industrializado, do molho de tomate ao café em cápsula, todos podem ter glúten em sua composição.

O problema é que esta proteína de difícil digestão, a gliadi- na, acaba irritando seu intestino e ele fica hiperpermeável. Com isso, a gliadina entra no sangue sem ser digerida. Seu corpo cria um anticorpo para combatê-la e o estrago é desencadeado.

A proteína da sua tireoide tem a mesma cadeia de aminoácidos

da gliadina. Você pode imaginar que seu corpo agora passa a com- bater as duas proteínas, considerando que a sua própria tireoide é

uma espécie de corpo estranho.

O problema pode levar à doença autoimune denominada tireoi-

dite de Hashimoto, que causa hipotireoidismo com todas as suas

consequências clínicas.

E não é só sua tireoide que pode sair prejudicada.

Um estudo da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, encontrou relação entre problemas neurológicos e sensibilidade ao glúten.

Entre elas, a chamada ataxia cerebelar, que está associada a uma degeneração no cerebelo.

Durante 13 anos, os cientistas acompanharam 500 pacientes que sofriam dessa doença. Um em cada cinco apresentava sensibilida- de ao glúten. Entre os casos mais graves, a porcentagem era de 45%.

A verdade é que todas as doenças autoimunes, como Chron,

psoríase, lúpus, esclerose múltipla e artrite reumatoide, têm uma relação de causa/efeito direta ou indireta com o glúten.

O mesmo ocorre com o diabetes tipo 1, a resistência à insulina

e o diabetes tipo 2. Faça o teste e comprove. Duas semanas sem glúten já é o suficiente para mostrar os efeitos positivos na melhora

dos quadros.

A mensagem é que faça todo o possível para se livrar da inges- tão de glúten. As seguintes abordagens ajudam no processo:

Muito além da farinha de trigo

Aposte na diversidade de farinhas para substituir a de trigo. Exis- tem as farinhas de arroz, de coco e de banana verde.

Isso é para que você consiga manter no cardápio alguns pratos que gosta e que levem farinha, como tortas e bolos, por exemplo.

Mais fibras

Ampliar a ingesta de água e o consumo de fibras também é ou- tra forma de deixar o corpo saciado por mais tempo.

As fibras são essenciais para o bom funcionamento do seu or- ganismo.

Uma forma bem eficiente de fazer isso é salpicar saladas, carnes e frutas com chia, linhaça, quinoa ou amaranto.

Com isso, a carga glicêmica dos alimentos é diminuída, o que exige menos insulina do seu organismo para a digestão.

Leite, não obrigado

Você já parou para pensar que o homem é o único animal que bebe leite mesmo depois de adulto, e de outra espécie?

Assim como o trigo, o leite da atualidade não é mais o mesmo.

Ao passar por um processo de pasteurização, o leite sofre uma desnaturação de suas proteínas. Além disso, há uma reação cruzada onde grande parte dos que têm sensibilidade ao glúten também têm problemas com o leite e derivados.

No Brasil, de acordo com uma pesquisa da Faculdade de Medici- na da USP, 57% dos brancos e mulatos, 80% de negros e 100% de des- cendentes de japoneses são intolerantes à lactose, o açúcar do leite.

A caseína, uma proteína do leite presente inclusive nas versões

zero lactose, também pode ser prejudicial e agregar um processo de adoecimento no organismo.

O envelhecimento ou lesões no intestino ao longo da vida tam-

bém contribuem para a diminuição da produção de enzima que

quebram a lactose. Estou me referindo à enzima lactase.

Quando a pessoa não consegue metabolizar direito esse açúcar, o resultado é gases, diarreia, cãibras.

A caseína é, ainda, um indutor inflamatório. E esses sintomas po- dem ser não só físicos, como também mentais ou emocionais.

Vale acrescentar que o mesmo perigo está no consumo dos de- rivados do leite, como os queijos, iogurte e coalhada.

O que fazer?

Nós já vimos que, quando o assunto é o aporte de cálcio, o leite pode ser facilmente substituído por folhas verdes-escuras.

Mas se você sentir muito a falta do ritual de beber o leite, a orientação é substituir por leites vegetais. Existem os leites de coco, amêndoa, inhame, quinoa e até aveia.

a orientação é substituir por leites vegetais. Existem os leites de coco, amêndoa, inhame, quinoa e

Você pode também utilizar o gergelim para fazer leite, um dos mais ricos em magnésio e cálcio.

COMO FAZER LEITE DE GERGELIM:

xícara de gergelim (pode ser integral com casca ou o bran- quinho sem casca) 1

xícara de gergelim (pode ser integral com casca ou o bran- quinho sem casca)

1

3 xícaras de água filtrada

3

xícaras de água filtrada

Modo de fazer:

Deixe o gergelim de molho na água de 8 a 11 horas.1 3 xícaras de água filtrada Modo de fazer: Depois desse tempo jogue a água fora.

Depois desse tempo jogue a água fora.fazer: Deixe o gergelim de molho na água de 8 a 11 horas. Bata no liquidificador

Bata no liquidificador com 3 xícaras de água filtrada.de 8 a 11 horas. Depois desse tempo jogue a água fora. Coe. A coagem pode

Coe. A coagem pode ser feita em uma peneira bem fininha ou em um pano de prato específico para coar leites vegetais.Bata no liquidificador com 3 xícaras de água filtrada. Coloque em uma garrafa de vidro com

Coloque em uma garrafa de vidro com tampa e guarde na ge- ladeira. Pode ser conservado na geladeira por um ou dois dias.

Definitivamente, o diabetes tipo 2 não é uma doença que exige remédio para vida toda sem que não haja saída.

E a obesidade não precisa continuar sendo um problema de

crescimento descontrolado em que a solução não está em suas

mãos.

A diabesidade é uma doença de solução simples.

Como eu sempre digo, simples não quer dizer que é fácil.

Mas não tenho dúvidas de que você é, sim, capaz de livrar-se desse rótulo imposto pelo adoecimento.

Semana 7 COLESTEROL, A GRANDE FARSA

Semana 7

COLESTEROL, A GRANDE FARSA

Semana 7 COLESTEROL, A GRANDE FARSA

Você chegou até aqui abastecido de informações e recomen- dações com potencial de restaurarem seu organismo e reestabele- cerem as funções do seu sistema cardiovascular. Tenho certeza de que agora você está pronto para conhecer a verdade sobre a maior farsa da cardiologia mundial. Fazer esse tipo de revelação tem seu custo. Um preço alto que eu decidi arcar. Não tenho dúvidas de que essa é a minha maior contribuição para a história da saúde. Alguns me chamam de audacioso, corajoso e até polêmico por colocar luz nesse assunto. Tenho respaldo da mais nobre ciência para bancar as próximas linhas que escrevi para você. Por isso, ao classificar o meu posicionamento com relação ao colesterol, eu só posso encontro uma palavra: missão.

João P, 57 anos, apresentou um apagão de memória e não consegue mais estar à frente das decisões , apresentou um apagão de memória e não consegue mais estar à frente das decisões da empresa.

Eduardo C, 68 anos, teve uma mudança brusca de compor- tamento e agora envergonha os familiares com intervenções , teve uma mudança brusca de compor- tamento e agora envergonha os familiares com intervenções sem escrúpulos e desmedidas nas reuniões com os parentes.

Ana G., 56 anos , passou a sofrer de dores generalizadas e incapacitantes, além de

Ana G., 56 anos, passou a sofrer de dores generalizadas e incapacitantes, além de fraqueza muscular generalizada.

Reginaldo S, 72 anos, controlava o colesterol fielmente com medicações. Infartou em uma segunda-feira pela manhã e ainda , controlava o colesterol fielmente com medicações. Infartou em uma segunda-feira pela manhã e ainda carrega as sequela da cirurgia das coronárias (uma cicatriz no peito que compromete o fluxo elétrico do corpo, declínio cognitivo pelas muitas horas de anestesia e os efei- tos colaterais da continuação da medicação, apesar da in- tervenção cirúrgica).

As quatro histórias acima, todas verídicas, carregam dois pontos em comum. São exemplos de pessoas que, assim como você, fo- ram convencidas de que o colesterol é um inimigo cardiovascular que necessita ser combatido a qualquer custo. Essas mesmas pes- soas, em decorrência deste combate, aceitaram a tomar estatina, uma classe de drogas terapêuticas que, apesar de deixar por onde passa um rastro de efeitos colaterais de toda sorte, foi alçada como a grande protetora dos corações.

O fato é que mais de 50% dos indivíduos que sofreram infarto agudo do miocárdio apresentavam níveis normais de colesterol- -LDL. Sendo assim, questiono: como é possível nos depararmos com uma hipótese ou uma teoria incapaz de explicar essas “ex- ceções”?

Além disso, as estatinas, essa suposta família milagrosa de dro- gas comercializada com o intuito de baixar seu colesterol drasti- camente e te salvar do risco do infarto, têm sido completamente ineficazes para mudar o rumo do adoecimento cardiovascular.

Meu propósito hoje aqui é te trazer um panorama histórico que aponta quais são os interesses por trás das pesquisas que falsa- mente legitimam as estatinas como medicamentos essenciais.

Objetivo ainda revelar quais são as estratégias naturais para que o colesterol permaneça sendo aliado e como você deve investir na gordura como a grande protetora dietética do seu sistema cardio- vascular. São muitas quebras de paradigma, eu sei.

Porém, passou da hora de alguém fazer alguma coisa.

Enquanto o mundo da saúde permanece bradando pelo con- trole absoluto do colesterol, as doenças cardiovasculares não dão trégua. Quarenta por cento das mortes registradas no mundo são ocasionadas por este tipo de adoecimento, um problema cada vez mais grave e, aparentemente, sem solução, mesmo diante de tan- tas opções medicamentosas e os bilhões de dólares investidos em pesquisas e tratamentos. Vamos lá.

Em relação à prevenção das doenças cardiovasculares, é possí- vel subdividi-las em dois grupos.

Existe a prevenção cardíaca primária, parcela integrada por pessoas que querem evitar o primeiro infarto. E prevenção cardíaca secundária, formado por pacientes com maiores possibilidades de infartar novamente após uma primeira ocorrência.

O maior fator de risco para se ter um infarto é já ter tido um. Quem teve um tem mais chance de ter outro do que quem nunca teve.

Uma referência para quem integra esses grupos é seguir o estilo de vida dos centenários. Há exemplos a serem seguidos nas regiões que concentram o maior número de pessoas com mais de 100 anos. É o caso de habitantes de Okinawa, no Japão (com o maior núme- ro de centenários per capta no mundo), da região da Sardenha na Itália, Vilcabamba no Equador, Península de Nicoya na Costa Rica, Icaria na Grecia assim como Loma Linda, região da Califórnia, nos Estados Unidos.

Nestes locais, fica evidenciado que o segredo da longevidade está apoiado em três pilares:

que o segredo da longevidade está apoiado em três pilares: O segredo para conseguir esse tripé
que o segredo da longevidade está apoiado em três pilares: O segredo para conseguir esse tripé
que o segredo da longevidade está apoiado em três pilares: O segredo para conseguir esse tripé

O segredo para conseguir esse tripé da longevidade não está

nos medicamentos. Está, principalmente, em uma atitude alimen- tar, com a redução drástica no consumo de açúcares e carboidratos que irão se transformar em açúcar no nosso organismo.

São elas as responsáveis pelo desenvolvimento da resistência insulínica, uma epidemia global, capaz de provocar, conjuntamen- te, doença cardiovascular, hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade

e AVC (AVE).

É preciso, primeiramente, ter em mente que o colesterol não é

uma gordura, mas sim um lipídio. Vale acrescentar que toda gordura

é um lipídio, mas nem todo lipídio é gordura.

A base do colesterol é o ciclopentanoperhidrofenantreno, que

dá origem aos esteróis. A gordura, por outro lado, é composta por ácidos graxos ligados à molécula do glicerol, que formam triglicéri- des, armazenados no tecido adiposo.

Cada ácido graxo conta com uma cadeia de carbono, um grupo carboxílico em uma de suas extremidades e um grupo metilo na ou- tra. O colesterol, por outro lado, é de um álcool policíclico (esterol), com 27 carbonos (C27H46O).

Colesterol, portanto, não tem ácido graxo, sendo produzido, prin- cipalmente, pelo fígado, a partir de, predominantemente, carboidratos.

Com isso, é preciso disseminar, de uma vez por todas que redu- zir ou simplesmente parar de ingerir carboidratos significa, na gran- de maioria das vezes, reduzir os níveis excessivos de colesterol no organismo.

O consumo de açúcares e carboidratos, substâncias que se transformam em glicose no sangue, é o responsável por desequili- brar o colesterol e pelo desenvolvimento da resistência insulínica. A resistência insulínica também alimenta uma epidemia global, capaz de provocar, conjuntamente, doença cardiovascular, hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade e AVC.

Todos esses problemas de saúde são de origem nutricional e, portanto, precisam de intervenções alimentares e no campo da su- plementação para serem resolvidos. Permanecer responsabilizando a gordura alimentar, sem o foco no carboidrato, e ter as medicações como principal alicerce da cultura é permanecer em risco.

É preciso uma mudança urgente na forma como os remédios são encarados e sustentados como estratégia eficaz de promoção de saúde. Da mesma forma, é emergencial que as diretrizes erradas sobre a alimentação caiam em desuso para dar lugar a recomenda- ções verdadeiramente científicas.

Um remédio e 130 mil mortes

Vamos primeiro explorar os remédios e seus efeitos colaterais em cascata.

Considerado uma das maiores autoridades mundiais sobre a aplicação do iodo na saúde humana, o Dr. David Brownstein tem uma frase emblemática, que deve ser levada à sério: “Não se pode bloquear uma enzima e/ou um receptor no organismo e esperar, a longo prazo, resultados favoráveis”.

Ou seja, bloqueadores de enzimas ou de receptores sempre ge- rarão efeitos colaterais indesejáveis, assim como ocorre com pa- cientes que usam estatinas e omeprazol, por exemplo.

Um dos maiores exemplos da história recente é o Rofecoxib (VIOXX), potente anti-inflamatório, bloqueador da cicloxigenase 2.

A droga foi responsável pela morte de mais de 130 mil pessoas, somente nos Estados Unidos, vítimas de arritmia cardíaca ou espas- mo coronariano.

Retirado do mercado, o VIOXX comprova que tentar bloquear a ação de uma enzima ou de um receptor pode resultar em enorme problema, imediato ou não.

receptor pode resultar em enorme problema, imediato ou não. Esse processo nada inócuo do uso de

Esse processo nada inócuo do uso de medicamentos voltados para bloquear algo é que precisa ser considerado quando se fala, especificamente, sobre a questão de baixar ou não os níveis de co- lesterol por meio de medicações.

Porque os remédios usados para baixar o colesterol, quando cumprem o que prometem, interferem de forma decisiva e perigosa na fisiologia.

Veja só quantos processos bioquímicos são comprometidos sem colesterol

Além do fígado, o colesterol é sintetizado por praticamente todos os tecidos humanos. Também é produzido pelo intes- tino, córtex adrenal e sistema reprodutor, incluindo ovários, testículos e placenta.processos bioquímicos são comprometidos sem colesterol Uma de suas funções fisiológicas é a de ser um

Uma de suas funções fisiológicas é a de ser um precursor de ácidos biliares (fundamental para a absorção de vitaminas A, D, E, K e sais minerais) e hormônios esteroides (pregnenolona, progesterona, cortisol, DHEA, testosterona, estradiol, etc.). O colesterol é também o precursor da vitamina D3. A vitamina D3 controla 2 mil dos 23 mil genes funcionais.reprodutor, incluindo ovários, testículos e placenta. Com colesterol abaixo de 140, não há produção adequada

Com colesterol abaixo de 140, não há produção adequada dessa vitamina, te deixando predisposto a desenvolver cân- cer e processos infecciosos de origem bacteriana, dessa vitamina, te deixando predisposto a desenvolver cân- cer e processos infecciosos de origem bacteriana, fúngica e virótica.

A deficiência da vitamina D3 também promove uma deficiên- cia da catelicidina (antibiótico natural de amplo espectro que mata vírus, bactéria e fungos).infecciosos de origem bacteriana, fúngica e virótica. Há algumas décadas, o colesterol foi julgado como vilão.

Há algumas décadas, o colesterol foi julgado como vilão.

Uma hipótese cuja veracidade nunca ninguém conseguiu provar e que desafio qualquer um a me mostrar um provar e que desafio qualquer um a me mostrar um
Uma hipótese cuja veracidade nunca ninguém conseguiu provar e que desafio qualquer um a me mostrar provar e que desafio qualquer um a me mostrar um

trabalho científico que comprove tal constatação.

O que o colesterol alto revela?

Se as células do corpo precisam de suplemento contínuo de co- lesterol, por quais motivos ele se eleva?

Isso pode ser explicado por 3 razões principais:

1. Hormônios abaixo dos níveis normais – o colesterol aumenta para auxiliar sua produção;

2. Toxidade por metais pesados, como mercúrio, chumbo, cád- mio (esse último especialmente entre fumantes) – devido à sua ação destoxificante, o colesterol se eleva para auxiliar o corpo a eliminar esses metais;

3. Distúrbio nutricional com dieta e suplementação inadequadas.

São esses os motivos que levam as pessoas a viver menos, sen- do o colesterol, portanto, um importante auxiliar na compensação de desequilíbrios.

Baixar o colesterol a todo custo, sem atacar essas causas citadas acima, é estar ainda mais vulnerável ao adoecimento crônico.

O delicioso alimento gorduroso

Na esteira da condenação do colesterol, está o mito de que a gordura também é nociva. Por décadas, persiste-se na falsa crença de que a gordura saturada entope as artérias, provocando doença cardíaca.

Sou enfático sobre essa questão ao dizer que ninguém, nunca, jamais, provou isso. Correlação não determina a causa. Bombeiros se correlacionam com incêndios, mas não são responsáveis por eles.

A ingestão de muita ou pouca gordura saturada não aumenta nem diminui o risco de doença cardiovascular (DCV/AVC). É o que endossam os dados da meta-análise Meta-analysis of prospective cohort studies evaluating the association of saturated fat with car- diovascular disease, de autoria de Siri-Tarino et al., publicada The American Journal of Clinical Nutrition, em 2010.

A revisão de estudos incluiu pesquisas promovidas com 347.747 indivíduos, acompanhados durante vários anos.

Conclusão idêntica foi obtida por Chowdhury et al., publicada no artigo intitulado Association of dietary, circulating, and supplement fatty acids with coronary risk: a systematic review and metaanalysis, do Annals of Internal Medicine, em 2014.

Esse trabalho, por sinal, tem dimensão significativa, incluindo 32 estudos com 530.525 participantes.

São ensaios científicos que alcançaram 878.272 pacientes e ambos registraram a mesma conclusão: gordura saturada não aumenta o risco de doença cardiovascular. e ambos registraram a mesma conclusão: gordura saturada não aumenta o risco de doença cardiovascular.
São ensaios científicos que alcançaram 878.272 pacientes e ambos registraram a mesma conclusão: gordura saturada não e ambos registraram a mesma conclusão: gordura saturada não aumenta o risco de doença cardiovascular.

Da mesma forma que a vilania da gordura não é uma constata- ção científica, a ciência também não condena o colesterol.

A origem da maior farsa da cardiologia

Identificado pela primeira vez, em 1784, durante pesquisa sobre cálculos biliares, o colesterol é um esteroide não sendo hidrossolúvel.

Para que seja transportado no sangue, precisa de lipoproteínas, justificando a existência do LDL, do HDL e do VLDL.

O patologista Rudolph Virchow notou a presença de colesterol em placas ateroscleróticas, fato que o fez associar o colesterol ao desenvolvimento dessas placas.

Depois de avaliar coelhos e galinhas submetidos a dietas com altas concentrações de colesterol, o pesquisador russo Nicolai N. Anichkov, em 1912, demonstrou o desenvolvimento de placas ate- roscleróticas.

Fato curioso, não levado em conta, é que esses animais são her- bívoros.

Não produzem colesterol em sua dieta natural.

Não se alimenta um coelho com carne, considerando-se que esses animais, assim como as galinhas, não contam com metabo- lismo apropriado para utilizar colesterol.

O colesterol, repito, não existe no reino vegetal.

Estudos como esse, portanto, não poderiam ser referência para seres humanos, uma vez que o colesterol é uma substância perten- cente ao reino animal. Ainda assim, esse erro histórico permanece pautando as orientações clínicas do mundo todo.

O foro privilegiado do alimento

A Teoria da Dieta Cardíaca surgiu no final do século XIX, ganhan- do dimensão pública no século passado, mais precisamente nas décadas de 50 e 60.

Foi quando associações norte-americanas da área de cardiolo- gia receberam grandes verbas para pesquisa. A gordura foi conde- nada. O açúcar, em especial o escondido em carboidratos, ganhou foro privilegiado.

Nas décadas de 70 a 80, passou a ser um dogma médico, com aceitação do público em geral.

Principal responsável por essa teoria, o Dr. Ancel Keys apresen- tou, na década de 1950, um comparativo entre taxas de gordura ingeridas e mortalidade por doença cardíaca de 7 entre 22 países pesquisados: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra, País de Gales, Itália e Japão.

Em suas conclusões, se destacava uma correlação: os norte-a- mericanos ingeriam mais gordura, registrando mais morte cardía- ca, enquanto os japoneses ingeriam menos gordura, contabilizando menos morte cardíaca.

Uma correlação relativamente pobre, sem comprovação de causalidade, mas suficientemente cômoda para ser transformada em dogma. de causalidade, mas suficientemente cômoda para ser transformada em dogma.
Uma correlação relativamente pobre, sem comprovação de causalidade, mas suficientemente cômoda para ser transformada de causalidade, mas suficientemente cômoda para ser transformada em dogma.

A análise de regressão multivariada foi feita pelo Dr. Ancel Keys antes da era da informática. Os dados de sua pesquisa ficaram in- disponíveis para revisão. Ele faleceu em 2004. Lamentavelmente, 30 anos de educação nutricional e orientação alimentar foram ba- seados nesse estudo. Embora também tivesse correlacionado as doenças cardíacas ao consumo de açúcar, assinalando que gordura e açúcar caminham juntos, a questão da gordura prevaleceu.

Verificou-se, porém, que, em três países não citados no estudo de Keys – Finlândia, Grécia e Iugoslávia – a correlação não se estabelecia.

A região oriental da Finlândia, com um índice de consumo de gorduras saturadas idêntico ao da região ocidental, registrava cinco vezes mais ataques cardíacos fatais, sendo a incidência de doença cardiovascular duas vezes maior.

Em 1957, o Dr. Jacob Yerushalmy, professor de Berkeley-Califór- nia, publicou um artigo sobre as estatísticas obtidas nos 22 países, indicando que, se todos dados da pesquisa fossem utilizados, a hi- pótese da dieta cardíaca não se sustentaria.

Observou que México e Finlândia tinham o mesmo consumo de gorduras saturadas/per capita, sendo a incidência de doença car- díaca na Finlândia 24 vezes maior.

Mesmo enfrentando críticas da comunidade científica e da As- sociação Médica Americana, em 1977, o congresso americano insti- tuiu uma política governamental, recomendando a adoção de uma dieta reduzida em taxas de gordura.

a adoção de uma dieta reduzida em taxas de gordura. Embora a correlação não significasse necessariamente
a adoção de uma dieta reduzida em taxas de gordura. Embora a correlação não significasse necessariamente

Embora a correlação não significasse necessariamente causali- dade, a AHA – Associação Americana do Coração – e a mídia pro- moveram a hipótese da dieta cardíaca como verdadeira.

Foi instituída uma política governamental para recomendar uma dieta com taxa de gordura reduzida. A partir da campanha que modi- ficou a dieta dos norte-americanos, substituindo gordura por carboi- drato: os índices de obesidade e diabetes nos Estados Unidos cres- ceram assustadoramente e continuam crescendo até os dias atuais.

de obesidade e diabetes nos Estados Unidos cres- ceram assustadoramente e continuam crescendo até os dias
de obesidade e diabetes nos Estados Unidos cres- ceram assustadoramente e continuam crescendo até os dias

A VERDADE CIENTÍFICA SOBRE A GORDURA

Os primeiros quatro ensaios clínicos que comparam a incidência de doença cardíaca com a dieta baixa em gordura e alta em car- boidratos – Honolulu, Porto Rico, Chicago e Framingham (o mais importante estudo epidemiológico mundial) – não mostraram ne- nhuma evidência dos seus benefícios.

Em 2008, nos Estados Unidos, foram gastos 14 bilhões de dólares para reduzir colesterol da população, contabilizando 24 milhões de norte-americanos que consumiam estatina, de dólares para reduzir colesterol da população, contabilizando 24 milhões de norte-americanos que consumiam estatina,
de dólares para reduzir colesterol da população, contabilizando 24 milhões de norte-americanos que consumiam estatina, medicamento lançado no mercado em 1987.Em 2008, nos Estados Unidos, foram gastos 14 bilhões

Em meta-análise promovida pelo grupo Cochrane Collaboration (grupo internacional de cientistas) com base em 27 estudos, realizados com 18 mil participantes de mais de 100 países, conclui-se que “as dietas baixas em gorduras saturadas não tinham qualquer efeito sig- nificativo na mortalidade total ou mesmo na mortalidade cardíaca”.

Comparação entre populações do norte e sul da Índia, publicada no Indian Journal of Industrial Medicine, em 1968, revelou que indi- víduos do norte consomem 17 vezes mais gordura animal, apresen- tado uma incidência de doenças cardiovasculares sete vezes menor do que os habitantes do sul da Índia.

Mulheres também ficam protegidas com gordura

Um dos maiores estudos realizados até hoje é o Women’s Health Initiative (WHI) – promovido pelo NIH (Instituto Nacional de Saúde Americana), – com participação de 49 mil mulheres, com idade en- tre 50 e 79 anos, contabilizando um investimento de US$ 415 mi- lhões – concluiu que dieta baixa em gordura não diminui o risco de doença cardíaca, conforme publicado em artigo de Ottoboni et al., intitulado Low-Fat Diet and Chronic Disease Prevention: The Women’s

Health Initiative and its Reception, publicado no Journal of American Physicians and Surgeons em 2007.

Entre mulheres idosas, o colesterol sanguíneo abaixo de 155mg/ dl está associado a um aumento da mortalidade de 5,2 vezes, quan- do comparado ao de mulheres da mesma faixa etária, com níveis de colesterol de 272mg/dl.

Idosos com baixo nível colesterol registraram uma frequência duas vezes maior de ataque cardíaco em comparação aos que apre- sentam níveis de colesterol elevado, de acordo com Krumholz et al, em artigo Lack of association between cholesterol and coronary heart disease mortality and morbidity and all-cause mortality in per- sons older than 70 years, publicado no JAMA, em 1990.

Menos colesterol e mais câncer

Após 40 anos de acompanhamento, constatou-se em Fra- mingham que “as pessoas que ingeriam mais colesterol, mais gordura saturada e mais calorias eram as que pesavam menos e eram fisicamente mais ativas” (CASTELLI, W. Arch Int Med, Jul 1992,

152:7:1371-1372).

Os dados também revelam que a chance de morte por câncer aumenta 200%, no caso de queda substancial no colesterol, regis- trado durante um período de quatro anos de follow-up, conforme destaca Sharf, no artigo time trends in serum cholesterol before can- cer death, publicado no Epidemiology, em 1997.

Os benefícios do colesterol elevado foram amplamente demons- trados pelo médico dinamarquês Uffe Ravnskov – maior autoridade mundial nesse assunto – no livro The Cholesterol Myths.

Nesse caso, destaca-se o fato de o colesterol ajudar no combate a infecções, evitar progresso do HIV para que não se transforme em AIDS, diminuir insuficiência cardíaca e proteger o bom LDL (Existem 11 tipos de LDL dos quais 9 são benéficos ou neutros e 2 que são

partículas pequenas e densas do LDL e que são capazes se oxidar e de penetrar no endotélio dos vasos sanguíneos). Os interessados nesse tema podem consultar o site www.thincs.org, criado pelo Dr. Uffe Ravnskov e com a participação de inúmeros ganhadores de prêmio Nobel.

O Dr. Ravnskov também teve o cuidado de revisar os principais estudos sobre colesterol e sua relação com as doenças cardíacas, não hesitando em afirmar que “a gordura saturada na dieta não só não aumenta o colesterol como pode reduzi-lo”. Com base em todos os estudos que leu e realizou, ele obteve as seguintes conclusões:

que leu e realizou, ele obteve as seguintes conclusões: 1. Os níveis de colesterol dizem pou-

1. Os níveis de colesterol dizem pou- co a respeito da presença de doen- ça cardiovascular;

2. As taxas de colesterol sanguíneo não têm correlação com ateroscle- rose;

3. A dieta tem muito pouco a ver com as taxas de colesterol no sangue;

4. Baixar os níveis de colesterol pode até encurtar a vida.

ESTATINAS: USAR OU NÃO USAR?

Agora que você conheceu algumas verdades sobre os riscos de baixar o colesterol, eu preciso te apresentar como foi traçada a his- tória dos medicamentos vendidos com essa finalidade.

A primeira estatina foi lançada em 1959, sendo retirada do mer- cado no mesmo ano. Seu nome era Triparanol (MER29) e causava catarata, levando o paciente à cegueira.

Em 1987, o FDA aprovou o primeiro de uma série de um novo tipo de medicamentos, denominados estatinas, capaz de reduzir a produção de colesterol em 40% ou mais.

Em 2001, chegou ao mercado farmacêutico o Baychol-Cerivas- tatina, que depois de provocar 31 mortes foi rapidamente retirado do mercado.

Hoje, o grupo das estatinas movimenta por ano, apenas no mer- cado brasileiro, 2,1 bilhões de reais. Entre 2011 e 2015, o crescimento das vendas destas drogas mais do que dobrou. No mesmo período, não houve nenhuma redução no potencial letal das doenças cardio- vasculares.

Os riscos de baixar o colesterol

Não bastasse a interferência mínima na redução de mortalidade, as consequências da inibição enzimática na cascata da formação de colesterol são enormes.

O colesterol é tão importante para o organismo que entre 80% a 90% do total disponível é produzido pelo próprio corpo (principal- mente pelo fígado), sem depender de fonte externa (dieta). Cerca de 70% do cérebro é composto por lipídios, concentrando aproximada- mente 25% do colesterol corporal.

Barrar a existência do colesterol, por meio de medicações, pro- vocam deficiências importantes, especialmente das seguintes subs- tâncias:

coenzima Q10: necessária para que o coração, músculos e cérebro funcionem bem e para a produção de ATP, o capital energético da célula e essencial à vida.

músculos e cérebro funcionem bem e para a produção de ATP, o capital energético da célula

esqualeno: transforma em colesterol, absorvendo hidrogênio e liberando oxigênio, mecanismo fundamental no processo de transforma em colesterol, absorvendo hidrogênio e liberando oxigênio, mecanismo fundamental no processo de revitalização celular.

dolicóis: age na membrana do retículo endoplasmático, pre- sente nas organelas das células, sendo responsável pela age na membrana do retículo endoplasmático, pre- sente nas organelas das células, sendo responsável pela bio- gênese mitocondrial.

Além disso, a redução do colesterol compromete toda a cascata de hormônios esteroidais, fazendo com que a pessoa:

1. perca a energia;

2. comprometa sua sexualidade;

3. tenha a força muscular reduzida;

4. piore a sua capacidade de raciocinar tridimensionalmente.

Sem progesterona, hormônio proveniente do colesterol, a mu- lher não engravida e, caso engravide, não retém o feto até o final da gestação. O estrago é muito significante para o corpo humano.

Vale acrescentar que o colesterol proveniente da dieta alimentar exerce um importante papel na manutenção da saúde da parede intestinal, conforme demonstrando por Alfin-Slater et al., em artigo intitulado Modern Nutrititon in Health and Disease (1980).

Sem colesterol suficiente na dieta, começam os distúrbios in- testinais. Também se desenvolve a hiperpermeabilidade intestinal, origem de muitas doenças autoimunes. Hoje sabe-se que a disbio- se intestinal causa muitos problemas no organismo, podendo ser prevenida com a ingestão de gorduras saturadas.

Os chineses, por sua vez, já diziam: “Toda doença e toda saúde começa e termina no intestino”.

A ação desastrosa da estatina

Antes de baixar o colesterol, as estatinas já reduziram a coenzi- ma Q10 (CoQ10) e, consequentemente, toda a energia vital, capaci- dade cognitiva, Qi e disposição.

O músculo cardíaco registra a maior concentração de CoQ10 do organismo, sendo todas as células compostas por coenzima Q10 (essencial à formação de ATP), colesterol, receptor para vitamina D3, receptor de T3.

Uma pesquisa realizada com 14 pacientes que usavam Lipitor (Atorvastatina), durante o período de três a seis meses, constatou que 10 deles (71%) desenvolveram anormalidades diastólicas.

Disfunção diastólica é a principal causa de insuficiência cardíaca congestiva. Nove dos 10 pacientes com disfunção diastólica regis- traram melhora após ingestão de CoQ10, enquanto quatro reverte- ram completamente o quadro de disfunção diastólica.

Então, por que a CoQ10 não é recomendada para todos os pa- cientes fazendo uso de estatina?

Com base nessa pergunta, relembro outra frase mencionada pelo Dr. Uffe Ravnskov:

“É simplesmente um ato de estupidez pensar que se pode bloquear uma enzima metabólica importante por pode bloquear uma enzima metabólica importante por
pode bloquear uma enzima metabólica importante por“É simplesmente um ato de estupidez pensar que se

décadas, sem nenhuma consequência indesejável”.

Volto aos exemplos reais que citei na abertura deste texto e tra- go mais uma informação científica: após os primeiros anos de uso de estatinas, é possível destacar, como efeitos indesejáveis, como:

fraqueza muscular/fadiga;os primeiros anos de uso de estatinas, é possível destacar, como efeitos indesejáveis, como: rigidez muscular;

rigidez muscular;primeiros anos de uso de estatinas, é possível destacar, como efeitos indesejáveis, como: fraqueza muscular/fadiga; 111

dor muscular;miopatia (rabdomiólise ou destruição de fibra muscular); sarcopenia; câncer (comprovados em estudos animais);

miopatia (rabdomiólise ou destruição de fibra muscular);dor muscular; sarcopenia; câncer (comprovados em estudos animais); distúrbios hematológicos. Depois desse período de 5

sarcopenia;miopatia (rabdomiólise ou destruição de fibra muscular); câncer (comprovados em estudos animais); distúrbios

câncer (comprovados em estudos animais);ou destruição de fibra muscular); sarcopenia; distúrbios hematológicos. Depois desse período de 5 anos,

distúrbios hematológicos.sarcopenia; câncer (comprovados em estudos animais); Depois desse período de 5 anos, os efeitos cumulativos

Depois desse período de 5 anos, os efeitos cumulativos serão ainda maiores.

Ecoa a pergunta: a quem beneficia o uso dessa droga?

Mais estatina, mais câncer

A ciência de qualidade também não traz boas notícias quando o assunto é a associação desses medicamentos ao aparecimento de tumores malignos.

Todas as drogas anticolesterol (fibratos e estatinas) têm sido associadas com câncer. A incidência de câncer de mama registrou aumento de 1.500% entre pacientes que usam estatinas. Inúmeros estudos experimentais destacam essa correlação.

Além disso, quando submetidos à anestesia, pacientes que usam estatinas podem apresentar episódios de delírio no período pós- -operatório, conforme descrito por Redelmeier et al., no artigo De- lirium After Selective Surgery Among Elderly Patients Taking Statins, publicado no Canadian Medical Association Journal, em 2008, e por Marcantonio, no artigo Statins and Postoperative Delirium, publicado no mesmo veículo e ano.

Médico e astronauta da NASA, o Dr. Duane Graveline enfrentou

os efeitos indesejáveis provocados pela estatina, que deram origem

a

um livro e ao site www. spacedoc.net, um site de denúncias sobre

o

tema.

Ele recuperou sua saúde após uso de CoQ10. Dados da meta-análise de Alawi et al., intitulada Effect of the Magnitude of Lipid Lowering Dados da meta-análise de Alawi et al., intitulada Effect of the Magnitude of Lipid Lowering
Ele recuperou sua saúde após uso de CoQ10.

Dados da meta-análise de Alawi et al., intitulada Effect of the Magnitude of Lipid Lowering on Risks of Elevated Liver Enzymes, Rhabdomyolysis, and Cancer, publicada no Journal of the American College of Cardiology, em 2007, artigo com compila o resultado de 23 ensaios clínicos, promovidos com estatinas, nos permite concluir que o risco de câncer é significativamente associado com baixos níveis de LDL-colesterol, causado pelo uso de estatinas.

Os efeitos adversos das estatinas sobre os mecanismos mito- condriais das células estão relatados no trabalho Statin adverse ef- fects: a review of the literature and evidence for a mitocondrial me- chanism de autoria de Colomb et al., publicado no American Journal of Cardiovascular Drugs, em 2008.

5 estudos que nada provam sobre os benefícios das estatinas

Será que os efeitos positivos na prevenção cardíaca compen- sam todos estes riscos?

Quem acessa o mais importante site mundial de cardiologia – o www.americanheart.org – encontra cinco grandes estudos que bus- cam justificar os benefícios do uso de estatinas.

Vamos analisá-los, para verificar se esses dados de fato com- provam que as estatinas devem ser utilizadas, mesmo diante de to- dos seus efeitos colaterais:

1. Heart Protection Study (HPS) (2002) – prevenção secundária:

20.536 pacientes adultos (40-80 anos), portadores de Infarto do miocárdio/Diabetes, tomando 40mg/dia Zocor (sinvasta- tina) versus placebo, com follow-up de cinco anos. Resultado registrado pelo estudo: a sobrevivência no grupo tratado foi

de 87.1% contra 85.4% no grupo placebo. Houve uma redução, em cinco anos, de 1.7% em mortalidade no grupo Zocor, o que equivale 0,34% ao ano (1.7% / 5 = 0,34%). Importante: sem correlação com a diminuição dos níveis sanguíneos de coles- terol (MRC/HPS heart protection study of cholesterol lowering with simvastatin in 20.536 high-risk individuals: A randomized placebo-controlled trial, Lancet, 2002).

Nesse caso, a pergunta é: quem estaria interessado em tomar um medicamento que, para prevenir um infarto, teria de ser administrado em 294 pacientes tomar um medicamento que, para prevenir um infarto, teria de ser administrado em 294 pacientes
tomar um medicamento que, para prevenir um infarto, teria de ser administrado em 294 pacientes pelo período de um ano?Nesse caso, a pergunta é: quem estaria interessado em

2. Prosper (2002) – prevenção Secundária: 5.804 pacientes adul- tos tomaram 20 mg/dia de Pravachol (Pravastatina) versus placebo, com follow-up de três anos. A sobrevivência no gru- po tratado foi de 89,7% versus 89.5% no grupo placebo. Resul- tado: houve uma redução, em três anos, de 0.2% em mortali- dade no grupo Pravachol. Dividindo esse percentual em três anos, se verifica que a redução da mortalidade foi de (0,2% / 3) 0,067% ao ano. Conclusão: 1.492 pacientes devem ser tratados com Provachol, durante o período de ano, para que apenas um paciente evite infarto do miocárdio.

para que apenas um paciente evite infarto do miocárdio. Novamente a pergunta: quem estaria interessado em

Novamente a pergunta: quem estaria interessado em tomar um medicamento caso soubesse que teria de ser administrado por um ano em 1.492 pacientes, visando prevenir um único infarto naquele período? O que aconteceria com os outros 1.491 pacientes?

3. Allahat Study (2003) The Antihypertensive and Lipid-Lowe- ring Treatment to Prevent Heart Attack Trial 1994-2002. Pre- venção: Pravachol (Pravastatina) 20 mg/dia versus placebo, utilizados por 10.355 participantes adultos, com mais de 55 anos de idade, com aumento do LDL. Follow-up de seis anos. A sobrevivência no grupo tratado foi de 85,1% contra 84,7% no grupo placebo. Houve, portanto, uma redução em cinco anos de 0,4% em mortalidade no grupo tratado. Dividindo 0,4% /6 verifica-se que a redução da mortalidade anual foi de 0,067%. Conclusão: 1.492 pacientes devem ser tratados com Prova- chol, pelo período de um ano para que um não sofra infarto do miocárdio. Não foi verificada nenhuma diferença em relação à mortalidade total e cardiovascular ou por infarto do miocárdio.

Diante desse resultado, a pergunta deve novamente ser realizada: quem estaria interessado em tomar um medicamento caso soubesse que teria de ser ser realizada: quem estaria interessado em tomar um medicamento caso soubesse que teria de ser
ser realizada: quem estaria interessado em tomar um medicamento caso soubesse que teria de ser administrado durante o período de um ano em 1.492 pacientes para prevenir um único infarto naquele período?Diante desse resultado, a pergunta deve novamente

4. Ascot-LLA (2003) – 19.342 pacientes hipertensos (40-79 anos)

tomaram Lipitor (Atorvastatina), 40mg/dia versus placebo,

com follow-up de 3.3 anos. A sobrevivência no grupo tratado

foi de 96,7% versus 95.2% no grupo placebo. Houve, portan-

to, uma redução de 1,5 pontos percentuais na mortalidade no

grupo Lipitor.

de 1,5 pontos percentuais na mortalidade no grupo Lipitor. Se dividirmos 1,5 por 3,3, concluímos que

Se dividirmos 1,5 por 3,3, concluímos que a redução foi de 0,45% ao ano, ou seja, de cada 100 pacientes que são tratados a cada ano 0,45% se beneficia. Deve-se tratar 222 pacientes por um ano para beneficiar apenas um. Será

que vale a pena?

5. PROVE-IT (2002) – Estudo sem nenhuma utilidade. Selecionou 4.162 pacientes infartados ou com angina. Ministraram estati- na para todos: Lipitor versus Pravachol. Não houve grupo pla- cebo. Esse estudo não merece ter seus dados avaliados.

Não existe um grupo placebo para que haja a justa avaliação da eficácia do remédio. avaliação da eficácia do remédio.
Não existe um grupo placebo para que haja a justa avaliação da eficácia do remédio. avaliação da eficácia do remédio.

Ao consolidar os dados dos quatro primeiros estudos – Heart Protection, Prosper, Allhat e Ascot-LLA – que somaram 56.037 parti- cipantes, verifica-se que o uso de estatina promoveu uma redução média de 0,23% no número de infartos ao ano.

redução média de 0,23% no número de infartos ao ano. Sendo assim, será necessário, portanto, tratar

Sendo assim, será necessário, portanto, tratar 875 pacientes com estatina, durante um ano, para que um e apenas um não tenha novamente um infarto do miocárdio naquele ano. Os efeitos colate- rais durante esse período obviamente não foram abordados.

Reunindo dados dos trabalhos publicados sobre redução de mortalidade por meio do uso de estatinas até 2002, verifica-se uma diminuição de 0,23% dos casos de infarto, ou seja, seria necessário que 875 pacientes fossem tratados – enfrentando todos os efeitos colaterais – com estatina para que apenas um não sofra um infarto.

todos os efeitos colaterais – com estatina para que apenas um não sofra um infarto. 116
todos os efeitos colaterais – com estatina para que apenas um não sofra um infarto. 116

O escândalo de um estudo paralisado

Em 2008, foi realizado outro grande estudo, conhecido como Júpiter, derivado de Justification for the Use of Statins in Primary Prevention: An Intervention Trial Evaluating Rosuvastatin, para pa- cientes primários, ou seja que nunca haviam tido infarto do mio- cárdio, saudáveis, de 26 países, contando com a participação de 1.315 instituições.

Seu objetivo era provar que estatina devia ser utilizada de forma preventiva (prevenção primária) por indivíduos saudáveis, evitando, dessa forma, que ficassem doentes. Isso resultaria em aumento US$ 8 bilhões/ano nas vendas do medicamento/ano. Esse trabalho incluía morte atribuída a doença cardíaca, por in- farto do miocárdio (com ou sem evidência), por AVC, cirurgia co- ronariana, angioplastia /stent/ hospitalização e angina instável. Todos esses aspectos, diga-se de passagem, são apenas avalia- ções subjetivas. Mesmo assim eles foram usados para a avaliação da eficácia da droga.

Fabricante da rosuvastatina (CRESTOR), a empresa Astrazene- ca não apenas patrocinou como também comandou a realização desse estudo, selecionando homens com mais de 50 anos de idade (média de 63 anos) e mulheres de mais de 60 anos (média de 68), com LDL inferior a 130 e PCRus (Proteína C Reativa ultra sensível) superior a 2 (o foco saiu do colesterol e foi para a infla- mação), sem DCV (?) e sem diabetes (?). No total, foram escolhi- dos 17.801 indivíduos, com 38% de mulheres. Foi administrada a rosuvastatina, com vida média de 19 horas, versus placebo para prevenção primária.

O acompanhamento inicial correspondia a cinco anos. No en- tanto, em 2008, durante encontro da Associação Americana de Car- diologia, foi anunciado que o Júpiter foi interrompido após 1,9 anos (23 meses ou 38% do tempo previsto), em decorrência dos grandes resultados obtidos com a Rosuvastatina.

Justificaram para os participantes do Congresso que os resulta- dos eram tão positivos, que seria antiético continuar com o estudo, conforme planejado a princípio.

Sendo assim, os autores reportaram que a incidência de eventos foi de 0,77 (menos de 1%) por 100 pessoas/ano no grupo tratado (142 eventos), e de 1,36 por 100 pessoas/ano no grupo placebo (251 eventos, não mortes). No grupo tratado, a incidência de infarto do miocárdio foi de 0,9% versus 1,8% no grupo controle. Houve assim redução de 0,9 ponto percentual, em 22,8 meses.

O jornal The New York Times, por sua vez, publicou: Rosuvastati- na reduz em 50% a incidência de infartos em pessoas normais (com base na queda de infartos de 1,8% para 0,9%). Mas a verdadeira man- chete seria: 211 pacientes precisam ser tratados por 12 meses com medicação para que 1 seja beneficiado.

Imagine você que não é doente e com a finalidade de preven- ção irá tomar um medicamento caro, possível de causar inúmeros efeitos colaterais e que é capaz de beneficiar apenas 1 em 211 que esteja tomando. Você estaria interessado em tal droga?

E o que ocorre com os outros 210?

Isso, nem a matéria do NYT nem a pesquisa acharam importante retratar.

Ao final do período do estudo (1,9 anos ou 23 meses), 75% dos participantes ainda permaneciam. Verificou-se que nesse período 2,2% dos pacientes do grupo tratado morreram, assim como 2,7% do grupo placebo. Deveriam, portanto, ser tratados 380 pacientes por ano para salvar um.

Após análise meticulosa, o Dr. De Lorgeril criticou problemas metodológicos e a falta de informação sobre as razões para a inter- rupção do estudo 3,3 anos antes do previsto.

Apesar de não aparecer na publicação, ele concluiu por meio de cálculos que 12 mortes ocorreram em cada grupo (não mudou nada).

Baseando-se nisso, a relação de infartos fatal/não-fatal não é o que se conhece na literatura, levantando-se sérias dúvidas sobre os dados.

A mortalidade cardíaca, dependendo de como é feito o cálculo,

variou de 5 a 18%. Muito mais baixa do que a esperada de 40%, fa- zendo com que os dados sejam epidemiologicamente inconsisten- tes. Não foi descrito nenhum caso de morte súbita nesse estudo. Em geral, a morte súbita representa de 65% a 70% das mortes cardíacas (LORGERIL, et al. Cholesterol Lowering, Cardiovascular Diseases, and the Rosuvastatin. JUPITER Controversy Reappraisal. Archives of Inter-

nal Medicine, 2010).

Resumidamente, nenhum resultado obtido justifica a interrup- ção do estudo. Caso fosse mantido até o final, os resultados cumu- lativos do uso de estatinas talvez fossem contrários aos interesses dos patrocinadores e realizadores da pesquisa. Por todas essas ra- zões, assim como o Dr. M. De Logeril, não acredito no estudo Júpiter.

E você acredita?

4 CAMINHOS NATURAIS EM VEZ DA ESTATINA

1. Mediterrâneo e água

Se as estatinas estão comprovadas como uma maneira nada se- gura em controlar o colesterol, existem caminhos naturais que po- dem te ajudar nesta proteção cardiovascular.

O primeiro deles é o padrão alimentar chamado de dieta do me-

diterrâneo. Basicamente é um modelo que prioriza as substâncias naturais, em especial o consumo de vegetais e peixes.

Denominado 4s Trial, Lipid e HPS, o estudo de prevenção se- cundária, realizado com 33.994 pacientes, constatou uma mortali- dade menor em 1,3 ponto percentual (3.1% versus 1.8%). Sozinha, a Dieta do Mediterrâneo, conduzida em pesquisa do Lyon Diet Heart Study, diminuiu mortalidade em 70%, sem reduzir colesterol.

Já o Adventist Health Study selecionou mais de 20 mil homens e mulheres, sem doença cardíaca/AVC/diabetes. Solicitou aos par- ticipantes que fizessem dieta, ingerissem água e não fumassem, dividindo-os em três grupos: um que consumisse menos de dois copos de água dia, versus três a quatro copos, versus mais de cinco copos.

Veja os resultados relacionados à redução em risco relativo de morte cardíaca: três a quatro copos, menos 44%; mais de cinco co- pos, menos 52%. Estatinas, menos de 28% em termos relativos não absolutos (CHAN et al. Water, other Fluids and Fatal Coronary Heart Disease. American Journal of Epidemiology, 2002).

Conclusão desses dois últimos estudos: tomando baixas doses de aspirina (80mg/dia) ou bebendo três ou mais copos de água por dia, o efeito é igual (aspirina) ou superior (3 ou mais copos de água) às estatinas.

Quais os efeitos colaterais de quatro copos de água por dia? Nenhum. dia? Nenhum.
dia? Nenhum.Quais os efeitos colaterais de quatro copos de água por

2. A niacina – vitamina B3

Em quatro ensaios clínicos, verificou-se que niacina reduziu a progressão da doença cardíaca. (BROWN. Niaspan in the manage- ment of dyslipidaemia: The evidence. Eur Heart J Suppl, 2006).

As fontes naturais de B3 são o bife de fígado, as sementes de girassol e carboidratos complexos como abóbora e batata doce.

Em caso de suplementação acordada com o profissional de saú- de que te acompanha, basta ser ingerida após refeições.

3.

A pantetina – vitamina B5

Os estudos mostram que ela reduz colesterol (15,1%), LDL (20,1%)

e aumenta HDL (8,4%). Por essas razões, pode ser associada à nia-

cina (B3), para potencializar o efeito (PIGNONE et al. Primary Preven-

tion of CHD with Pharmacological Lipid-Lowering Therapy: A Meta-A- nalysis of Randomised Trials. BMJ, 2000).

As fontes naturais de vitamina B5 são as carnes, a gema do ovo

e o abacate.

Ptolomeu (90 a 168 d.C.) desenvolveu a teoria do sistema geo- cêntrico, acreditando que o sol girava em torno da Terra. Nicolau Copérnico descobriu que, na verdade, o sol era o centro do sistema

solar, teoria confirmada por Kepler e Galileu, dando origem ao sis- tema heliocêntrico. Precisamos parar de gravitar em torno do coles- terol, das LDL, e prestar mais atenção em LDLs densas e pequenas

e que se oxidam com mais facilidade e também passar a dar valor

a outros fatores de risco muito mais importante do que o colesterol como é o caso da homocisteína elevada. Não se pode achar o ob- jeto perdido procurando-o em lugar onde não o perdeu só porque esse lugar se encontra iluminado e o lugar onde o objeto perdido está em total escuridão.

4. Gorduras saturadas

Por fim, agora que você já perdeu o medo da gordura, listo algu- mas razões mais do que suficientes para ingerimos mais gorduras

saturadas:

Diminui as lipoproteínas (A) [Lp (a)] – associadas ao aumento do risco de infarto cerebral e do miocárdio e é um coadjuvante no processo de emagrecimento;do que suficientes para ingerimos mais gorduras saturadas: Ossos mais fortes, menos osteoporose, conforme demonstrou a

Ossos mais fortes, menos osteoporose, conforme demonstrou a Dra. Mary Enig, Ph.D. que foi uma das maiores especialistas em gorduras no mundo;associadas ao aumento do risco de infarto cerebral e do miocárdio e é um coadjuvante no

Hepatoprotetora – protege o fígado;Aumenta a saúde pulmonar – ácido graxo saturado tem pro- priedade surfactante; Cérebro mais saudável

Aumenta a saúde pulmonar – ácido graxo saturado tem pro- priedade surfactante;Hepatoprotetora – protege o fígado; Cérebro mais saudável – mais de 70% do cérebro é lipídio;

Cérebro mais saudável – mais de 70% do cérebro é lipídio;– ácido graxo saturado tem pro- priedade surfactante; Mielina – a sinalização neural adequada depende de

Mielina – a sinalização neural adequada depende de gordura saturada;mais saudável – mais de 70% do cérebro é lipídio; Fortalece o sistema imune – ele

Fortalece o sistema imune – ele não funciona sem gordura saturada.a sinalização neural adequada depende de gordura saturada; Obesidade tem como principais causas uma dieta com

Obesidade tem como principais causas uma dieta com frutose e óleos vegetais polinstaurados, que se não fossem hidrogeniza- dos parcialmente e transformados em gordura trans, durariam 10 dias na gôndola dos supermercados sem ficar rançoso.

Quem tiver dúvidas, leia apenas Fats are good for you como as gorduras saturadas e o colesterol podem ser benéficos para o corpo, do Dr. Jon J. Kabara, que dedicou praticamente toda a sua vida à pesquisa de gorduras saturadas e colesterol. Ele e a Dra. Mary Enig são os maiores especialistas mundiais em gorduras. Recomendo também Good Calories, Bad Calories, do Dr. Gary Taubes.

No momento em que se diminui a ingestão de gorduras, se di- minui também a ingestão de proteínas (as duas andam de “mãos dadas”). Com isso, aumenta automaticamente a ingestão de carboi- dratos. Dieta baixa em gordura é ao mesmo tempo dieta baixa em proteína e alta em carboidrato.

A dieta rica em gordura também é um antídoto aos 7 maiores er- ros, que eu chamo de demônios da dieta ocidental:

Alta carga-índice glicêmico;Micronutrientes inadequados (calorias vazias, sem nutrientes); Desequilíbrio acidobásico (ingerimos muito alimento

Micronutrientes inadequados (calorias vazias, sem nutrientes);Alta carga-índice glicêmico; Desequilíbrio acidobásico (ingerimos muito alimento ácido, que provocam envelhecimento

Desequilíbrio acidobásico (ingerimos muito alimento ácido, que provocam envelhecimento acelerado);inadequados (calorias vazias, sem nutrientes); Desequilíbrio na relação Na/K (sódio/potássio); Pouca

Desequilíbrio na relação Na/K (sódio/potássio);alimento ácido, que provocam envelhecimento acelerado); Pouca fibra (nossos antepassados na era paleolítica inge-

Pouca fibra (nossos antepassados na era paleolítica inge- riam média de 200 a 300 gramas por dia; hoje, ingerimos apenas 15 a 20g/dia);Desequilíbrio na relação Na/K (sódio/potássio); Desequilíbrio na relação ômega 3/ômega 6 (dieta atual

Desequilíbrio na relação ômega 3/ômega 6 (dieta atual se aproxima de 30 para 1, quando deveria ser apenas 3 para 1);a 300 gramas por dia; hoje, ingerimos apenas 15 a 20g/dia); Desequilíbrio de macronutrientes com a

Desequilíbrio de macronutrientes com a história de não co- mer gorduras. A gordurofobia domina a mente das pessoas no mundo de hoje!Desequilíbrio na relação ômega 3/ômega 6 (dieta atual se aproxima de 30 para 1, quando deveria

Daqui em diante

No momento em que se diminui a ingestão de gorduras, se di- minui também a ingestão de proteínas (as duas andam de “mãos dadas”). Com isso, aumenta automaticamente a ingestão de carboi- dratos. Dieta baixa em gordura é ao mesmo tempo dieta baixa em proteína e alta em carboidrato. Causam diabesidade (diabetes+obe- sidade), mal que só vem crescendo desde a década de 1980 em todo o mundo, e se tornou uma epidemia.

Mudança de paradigma ocorre não pela argumentação, mas, sim, por meio da observação (e de novas informações), como nos ensinou Will Rogers. Espero que toda essa quantidade de informa- ção e pesquisa, que exigiu muitas horas de trabalho, sejam sufi- cientes para não continuarmos errando apenas pela comodidade de continuarmos fazendo igual à maioria. Não somos boiada e não precisamos cair no buraco, levando junto os pobres dos pacientes.

Semana 8 OTIMIZAÇÃO CEREBRAL ANTI-AVC

Semana 8

OTIMIZAÇÃO CEREBRAL ANTI-AVC

Semana 8 OTIMIZAÇÃO CEREBRAL ANTI-AVC

A otimização do desempenho cerebral pode ser feita com

a utilização inteligente de suplementos que melhoram

a cognição. Você já aprendeu a proteger o seu sistema

cardíaco. Agora vai fazer com que os nutrientes também

construam uma camada protetora do seu cérebro

A formação do cérebro

O olhar pode ver maldade ou bondade, feiura ou beleza.