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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DA VARA CIVIL DA

COMARCA “X” (OU AINDA, VARA DA FAZENDA PÚBLICA


DA COMARCA “X”;

O PARTIDO POLÍTICO W – PPW ¸ por seu


Presidente da Comissão Executiva Nacional, o Senhor Jaílson Dario Afonso,
vem, à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seus advogados
infraassinados, com instrumento procuratório específico incluso e endereço para
intimações no Setor de Grandes Áreas Sul 915 - Asa Sul, Brasília - DF, com
base no art. 5°, inciso LXX, b; da Constituição Federal e no art. 21§1°, da Lei
nº 12.016/2009, propor o seguinte

MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO


CUMULADO COM PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR

Em face do Comandante da Policia Militar ,brasileiro,


divorciado, portador do RG n° 00.909.484-9 e CPF sob o n°123.452.589/78,
pelos seguintes fundamentos:

1- DA LEGITIMIDADE PARA PROPOR A AÇÃO

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Anteriormente à questão de mérito da ação ser
apontada, é válido aqui pontuar a legitimidade da parte propositora do presente
Mandado de Segurança. A legitimidade se dá pelo art. 21 da lei 12.016/2009,
que dispõe:

“Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado


por partido político com representação no Congresso Nacional,
na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus
integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização
sindical, entidade de classe ou associação legalmente
constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em
defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte,
dos seus membros ou associados, na forma dos seus estatutos e
desde que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para
tanto, autorização especial”

Cabe ressaltar também que existe a representação do Partido


Político W no Congresso Nacional, possuindo três deputados na Câmara dos
Deputados. Sendo assim, cumpriram-se os requisitos legais da legitimidade para
propor o presente mandado de segurança.

2- DO ATO DA AUTORIDADE COATORA

O Impetrante, buscando resolver as necessidade de seus


representados, buscou uma forma de agendar reuniões e passeatas para
impactarem o meio em que vivem e, assim, ganharem notoriedade e respostas
positivas diante de suas exigências.

Agendaram as reuniões, confeccionaram panfletos, faixas e


bandeiras. Ansiosos por seu direito de livre manifestação, para obterem as

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devidas melhorias buscada, obtiveram a ingrata surpresa de uma negativa do
Impetrado para a realização de suas reuniões e passeatas, as quais aconteceriam
de forma pacífica e ordeira, de acordo com os termos de compromisso assinados
por cada participante (DOC. 24).

A proibição de reunião sem motivos explícitos legais impedem


fruição de direitos constitucionais.

Mesmo com as precauções legais tomadas, o Impetrante fora


negligenciado e seu direito, transgredido.

Dessa forma, é necessário tal remédio constitucional.

3- DO DIREITO LÍQUIDO E CERTO

O direito líquido e certo é aqui verificado pelos


documentos aqui anexados (DOC. 1 / DOC. 27). Os documentos versam
sobre a legitimidade e pacificidade do partido político, da tentativa de
aviso ao órgão competente e apresentação da pauta de reunião prevista,
com agenda de trajetos a serem percorridos pela passeata.
O direito líquido e certo também é percebido nos
dispositivos constitucionais violados pela atitude transgressora de direitos
do Impetrado.
O art. 5° da Constituição Federal dispõe, em seus
incisos que:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o
anonimato;
(...)

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IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística,
científica e de comunicação, independentemente de censura
ou licença;
(...)
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em
locais abertos ao público, independentemente de autorização,
desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada
para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente;

É importante notar que um simples ato, lesionou todos


os direitos acima assegurados, a saber: LIVRE MANIFESTAÇÃO DO
PENSAMENTO, LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DIREITO DE
REUNIÃO PACÍFICA.
O último inciso violado demonstra o abuso de
autoridade, haja visto que é necessária somente a comunicação anterior ao
órgão competente e independe de autorização para realização de reuniões.
Claramente ocorreu violação de direito líquido e certo
diante do exposto.

4- DA MEDIDA CAUTELAR

Se faz necessária a concessão de tutela em caráter


liminar pelo fato de, dada a demora no processo de julgamento, o movimento
perderia força e tal remédio constitucional se faria ineficaz.

Dada a garantia constitucional do direito de reunião e


os documentos aqui anexados, a fumaça do bom direito se faz também
presente.

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Ante o exposto, resta concluso a concessão de medida
liminar, como caráter de antecipação da segurança a ser confirmada ao longo
da instrução processual.

5- DOS PEDIDOS

Isto posto requer:

a) MEDIDA CAUTELAR para que seja realizada a reunião e as


passeatas e para que a autoridade coatora se abstenha de adotar qualquer medida
que impeça a realização das reuniões e das passeatas. Os motivos para a
concessão de medida cautelar são: i) a inconstitucionalidade do ato coator (
fumus boni iuris) e, ii) a impossibilidade da prática cidadã e constitucional por
parte do partido violado pela morosidade processual( periculum in mora).

b) A Notificação da autoridade coatora para assim sendo


prestar esclarecimentos no prazo de 10 dias, nos termos do art. 7º, I, da Lei.
12.016/2009;

c) Notificação ao órgão de representação judicial da pessoa


jurídica interessada, considerando-se a mesma citada para que ingresse no feito,
conforme art. 7º, II, da Lei. 12.016/09;

d) Intimação do Ministério Público, conforme a Lei.


12.016/2009

5
e) A PROCEDÊNCIA DO PEDIDO PARA QUE SEJA
CONCEDIDA A SEGURANÇA e, consequentemente, confirmação da liminar
concedida

f) A Condenação da impetrada ao pagamento de custas


processuais.

Não se atribui valor a causa por ser impossível o cálculo;

Termos em que, cumpridas as formalidades legais,

Pede deferimento

Brasília/DF, 03 de Abril de 2019.

Jaílson Dario Afonso (Fictício)


Presidente da Comissão Executiva Nacional do Partido Político W