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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA – LEI N° 4320/64

Conceito: é lei ordinária = aprovada por maioria simples / é lei especial = assunto específico e tem prazo
definido

Possui caráter formal = autorizativo / temporária = 1 exercício financeiro

Princípios explícitos:

Unidade = totalidade

Universalidade = globalização

Anualidade = periodicidade

UNIDADE: LOA

Conterá 3 esferas: Orçamento Fiscal, da Seguridade Social e de Investimento

UNIVERSALIDADE: Globalização

1 LOA - contém todas as receitas e todas as despesas

É de iniciativa privativa do poder EXECUTIVO, mas como não pode ser delegada, pode ser considerada
também exclusiva

Deverá conter todos os orçamentos: judiciário, MPU, DPU, ADM Indireta

EXCEÇÂO: empresas controladas independentes

Empresas Controladas Dependentes: Estatais cuja maioria do capital social com direito a voto pertençam à
União e dependem da UNIÂO para pagamento de pessoal e despesas de custeio.

ANUALIDADE: Periodicidade

Anualidade fala sobre vigência da lei. O orçamento tem vigência de 1 exercício financeiro, que corresponde
ao ano civil. 01 janeiro a 31 de dezembro.

EXCEÇÂO: créditos adicionais – ESPECIAIS: novos programas, despesas não previstas na LOA

EXTRAORDINÀRIOS: despesas emergenciais, imprevisíveis

Se abertos (autorizados, promulgado) até 04 meses antes de findo o exercício financeiro, ou seja, a partir
de 01 de setembro, caso o saldo não seja todo utilizado, poderá ser incorporado ao orçamento do exercício
seguinte.

EXCLUSIVIDADE: Pureza

Proíbe matéria estranha à estimativa de receitas e à fixação de despesas.


EXCEÇÂO:

1) Autorização para abertura de créditos suplementares


2) Autorização para contratação de operação de crédito
3) Inclusive por antecipação de receita orçamentária – ARO

EXCLUSIVIDADE: Pureza

Proibido ter no orçamento dotações globais. Tudo deve ser discriminado e especificado.

EXCEÇÂO:

1) RESERVA DE CONTINGÊNCIA: dotação global destinada a atender passivos contingentes, riscos


fiscais e outros eventos fiscais não previstos no orçamento.
2) PROGRAMAS ESPECIAIS DE TRABALHO – TED: serão considerados como despesas de capital e
serão lançados como dotação global. Ex. Programa de Proteção à Testemunha.

PRINCÍPIO DO ORÇAMENTO BRUTO: Art. 6° da Lei 4320/64

Todos os orçamentos (valores) devem ser lançados por seus totais, proibido qualquer tipo de dedução.

LEGALIDADE:

Por meio de lei será possível autorizar receitas e despesas.

PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE: DOU ou jornal de grande circulação

Princípio de eficácia: o orçamento somente tem validade quando levado ao conhecimento público.

PRINCÍPIO DA CLAREZA:

O orçamento deve ter linguagem clara e inteligível.

PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE:

Padrão na estrutura dos orçamentos anuais do mesmo ente.

Busca possibilitar comparações entre os orçamentos dos exercícios financeiros e/ou mandatos no âmbito
do mesmo ente da esfera.

PRINCÍPIO DA NÃO AFETAÇÃO DA RECEITA:

É proibido vincular receitas de impostos:

 Órgãos
 Fundos
 Despesas

Salvo, exceções previstas na CF 88

PRINCÍPIO DO EQUILIBRIO:

As despesas fixadas não podem superar as receitas previstas.

PRINCÍPIO DA UNIDADE DE CAIXA = Tesouraria

é obedecido em virtude da existência de uma conta específica do tesouro para cada ente da federação.

Ex. Conta Única do Tesouro Nacional

FUNÇÕES DO ORÇAMENTO

ALOCATIVA: Ex. manter as forças armadas, alocar recursos visando oferecer bens e serviços,
infraestrutura. (bens públicos e meritórios).

DISTRIBUTIVA: distribuir melhor os recurso para diminuir a desigualdade social.

ESTABILIZADORA: estabilidade na economia, taxas, empregos.

TIPOS DO ORÇAMENTO

CLÁSSICO OU TRADICIONAL:

 Instrumento Contábil para apurar receitas de despesas


 Não há objetivos sociais
 Foco no objeto do gasto R$
 Busca atender demandas das unidades organizacionais (órgãos)
 Mera planilha de FUNÇÕES DO ORÇAMENTO

ORÇAMENTO DE DESEMPENHO:

 Por resultados
 Por realizações
 2 perspectivas: objeto de gasto e programa de gasto (trabalho)
 Não há forte vinculação com o planejamento

ORÇAMENTO PROGRAMA:

 Vigora no Brasil
 Forte vinculação com um sistema de planejamento
 Integra planejamento com orçamento
 Foco no objetivo
 Visa atender às demandas sociais
ORÇAMENTO BASE ZERO – POR ESTRATÉGIA:

Busca principalmente:

 Ser auxílio na tomada de decisão


 Realizar análise crítica
 Não há direito adquirido
 Questiona todas as despesas, inclusive, aquelas que não ultrapassam o gasto. Nível de gasto
existente
 Exige uma nova autorização para todas as despesas quando encerra o ciclo

ORÇAMENTO INCREMENTAL: Estático

Tem como base o orçamento anterior, com projeção da inflação

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO:

Previsto: União, Estados, DF e Municípios. Aplicado efetivamente nos municípios.

CRÉDITOS ORDINÁRIOS:

Referentes às despesas que constam no orçamento inicialmente aprovado.

CRÉDITOS ADICIONAIS:

Autorização de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na LOA.

SUPLEMENTARES: dotação insuficiente

Requisitos: Prévia autorização; exposição de justificativa; indicação da fonte de recursos.

Vigência restrita ao exercício que foi aprovado. SEM EXCEÇÃO.

Autorização na LOA (genérica)

Lei específica (específica)

Abertura: Decreto do Executivo

ESPECIAIS:

Caso o ato de autorização seja promulgado dentro dos últimos 04 meses (01 set a 31 dez), caso o saldo não
tenha sido totalmente utilizado, poderá ser incorporado ao orçamento seguinte.

Destinados às despesas para as quais o orçamento não consignava crédito próprio.


Requisitos: Prévia autorização; exposição de justificativa; indicação da fonte de recursos.

Abertura: Decreto do Executivo

EXTRAORDINARIOS:

Para despesas urgentes e imprevisíveis. Ex. Guerra, comoção interna, calamidade, etc.

NÃO EXIGE: Prévia autorização; exposição de justificativa; indicação da fonte de recursos.

Abertura: Se dá por meio decreto do poder executivo

Será dada ciência imediata ao Legislativo

Não exige a existência de dotação

FONTES DE RECURSOS PARA CREDITOS SUPLEMENTARES ESPECIAIS

1) Superavit apurado em balanço patrimonial do exercício anterior. Diferença positiva entre ativo e
passivo financeiro, conjugando-se os saldos dos créditos adicionais e das operações de crédito a ela
relacionadas.
2) Reserva de contingência: dotação global destinada ao atendimento de passivos contingen

ORÇAMENTO PÚBLICO NA CF/88

PPA – Plano Plurianual


LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA – Lei Orçamentária Anual

PPA – Plano Plurianual:

DOM = Despesas de Capital


Outras delas decorrentes
Programas de duração continuada

DE FORMA REGIONALIZADA = não definido

LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias:

PM = Prioridades
Metas * PARA DESPESAS DE CAPITAL DO EXERCÍCIO SEGUINTE

Segundo a CF:

- orienta a elaboração da LOA


- dispõe sobre alterações na legislação tributária
- define a política de aplicação das agências oficiais de fomento (ex. BNDS, CNPq)

Na LRF:

- Dispõe sobre equilíbrio entre receitas e despesas


- Dispõe sobre limitação de empenho
- Contém anexo de metas fiscais e riscos fiscais
- Controle de custos e avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos do orçamento

LOA – Lei Orçamentária Anual:

Conterá 03 orçamentos:

Fiscal (todas as demais despesas)


Seguridade Social (Previdência Social, Assistência Social, Saúde)
Investimento (empreses estatais não dependentes, ex. Petrobrás)

OBSERVAÇÃO: é proibido utilizar recursos do ORÇAMENTO FISCAL e da SEGURIDADE SOCIAL para


cobrir déficit de empresas, fundos e fundação sem prévia autorização legislativa.

Orçamento FISCAL e de INVESTIMENTOS buscam reduzir desigualdade segundo critérios populacionais.

DATAS:

Executivo envia: Legislativo devolve:

PPA: 31/08 PPA: 22/12

LDO: 15/04 LDO: 17/07

LOA: 31/08 LOA: 22/12

CICLO ORÇAMENTÁRIO

Processo Contínuo, Dinâmico e Flexível: não é autossuficiente, exige iniciativa, que é privativa/exclusiva do
poder executivo, ou seja, não pode ser delegado.

ELABORAÇÃO (programação)

DISCUSSÃO (aprovação)

EXECUÇÃO

CONTROLE/FISCALIZAÇÃO

Secretaria de Orçamento Federal - SOF

Responsável por elaborar:


PLDO

PLOA: os orçamentos fiscal e seguridade social

CEST: elabora o orçamento de investimentos

PPA: Secretaria de Planejamento

Unidade Administrativa Unidade Orçamentária Órgão Setorial

Batalhão Exército Comando do Exercito Ministério da Defesa

SOF CONSOLIDA TUDO = PLOA

APROVAÇÃO

1) O Presidente encaminha a proposta de lei na forma de mensagem presidencial.

2) A proposta é recebida por uma comissão mista de orçamento (permanente: formada por 30 deputados e
10 senadores e suplentes).

3) Recebe as emendas dos parlamentares (deputados e senadores), que devem ser compatíveis com o PPA e
a LDO, devem indicar a fonte das receitas, admitidas apenas as receitas provenientes de anulação de
despesas.

4) Será aprovada pela poder executivo em sessão conjunta, votação bicameral (maioria simples de deputados
e maioria de senadores)

OBS: O PPA pode ser revisado anualmente; Pode haver emenda à LDO, desde que compatível com o PPA; Pode
haver emenda à LOA, desde que compatível com o PPA e LDO e com indicação da fonte e ainda, provenientes
de anulação de despesas, exceto dotação de pessoal e seus encargos, serviços da dívida, transferências
constitucionais obrigatórias aos estados, DF e municípios e ainda, para correções para que o texto fique mais
claro.

Depois de votado o Presidente da República pode sancionar com ou sem veto, e em caso de veto será apreciado
em até 30 dias no congresso, que poderá derrubar o veto do presidente, com maioria absoluta.
DESCENTRALIZAÇÃO FINANCEIRA

(recursos)

REPASSE: Externa. Entre organizações ou unidades diferentes. Ex. MEC ao MS

SUB REPASSE: Dentro de uma mesma estrutura. Ex. Ministério da Segurança Pública para a Polícia Federal

DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA

(créditos)

DESTAQUE: externa entre estruturas orçamentárias diferentes. Ex. STJ e MPU

PROVISÂO: Interna. Ex. Ministério da Defesa para o Comando da Marinha

RECEITA PÙBLICA

SENTIDO AMPLO: todo e qualquer ingresso

SENTIDO ESTRITO: somente ingressos que pertencem ao estado

Receita Orçamentária: São ingressos que pertencem ao estado (disponibilidades). Ex. impostos, doação. Pode
constar no orçamento ou não.

Receita Extraorçamentária: São ingressos temporários (não são disponibilidades). Ex. Emissão de papel
moeda, caução, ARO, fiança, outras entradas compensatórias no ativo e passivo.

Receita Efetiva: aumenta a situação líquida do PL no momento que ocorre

Receita não efetiva: não altera a situação liquida patrimonial no momento que ocorre

Receita Originária: nasce sem relação de caráter coercitivo do estado. Ex alienação de bens (venda),
patrimonial (aluguel),

Receita Derivada: decorre do poder coercitivo do estado. Ex. IPVA, impostos taxas.

ORIGINARIA E DERIVADA NÃO SÃO CLASSIFICAÇÕES OFICIAS, SÃO APENAS ACADÊMICAS.

CATEGORIA ECONÔMICA

Receita Corrente: altera o patrimônio liquido

1) Impostos, taxas, contribuição de melhoria


2) Contribuição

3) Patrimonial – Ex. aluguel, royalties, fruição do patrimônio público, rendimentos de ativo permanente

4) Agropecuária

5) Industrial

6) Serviços

7) Transferências correntes

9) Outras receitas correntes: ingresso de dívida ativa

I, Ta, Co, Co, P, A, I, S, Trans, Ou

Exceção: pagamento de dívida ativa, que não alteram o patrimônio liquido

Receitas de Capital: NÃO altera o patrimônio liquido

1) Operações de Crédito

2) Alienação de bens

3) Amortização de empréstimo

4) Transferência de capital

5) Outras receitas de capital

Opera, Ali, Amor, Trans, Ou

ESTÁGIOS DA RECEITA: P. L. A. R.

Previsão: Estimativa de arrecadação que consta na LOA

Lançamento: Identifica o devedor ou a pessoas do contribuinte, bem como valor devido

Arrecadação: valores pagos às unidades de arrecadações

Recolhimento: ingressos nos cofres públicos

Lançamento:

Tipos de lançamento

1) De Ofício: IPVA - sem a participação do contribuinte


2) Por Declaração: Imposto Exportação - contribuinte informa estado calcula e cobra
3) Por Homologação: IRPF – agente passivo informa e calcula, paga antecipadamente.

DESPESA PÙBLICA
CONCEITO: reconhecimento do empenho. Considera-se do exercício a despesa nele empenhada.

EMPENHO: ato emanado da autoridade competente que cria par o Estado uma obrigação de pagamento
pendente ou não de implemento de condição.

DESPESA ORÇAMENTÁRIA: consta na LOA vigente ou leis que alterem.

DESPESA SOBRE O ENFOQUE PATRIMONIAL: considerada quando há mutação patrimonial.

DESPESA EFETIVA: diminuiu o patrimônio liquido, Ex. pagamento de pessoal

DESPESA NÃO EFETIVA: não altera o patrimônio liquido. Ex. compra de imóvel

DESPESA EXTRAORÇAMENTÀRIA: não existe no orçamento; não depende de aprovação legislativa. Ex.
Pensão Alimentícia, Cont. Sindical, ARO, Restos a Pagar, Devolução de Caução, empréstimo consignado.

CLASSIFICAÇÃO QUANTO À NATUREZA:

CORRENTES: não contribuem para formar ou adquirir bens de capital, são despesas para manutenção.

1) Pessoal e encargos sociais

2) Juros e encargos da dívida

3) outras despesas correntes

CAPITAL: contribuem para formar ou adquirir bens de capital.

4) Investimento

5) Inversão Financeira

6) Amortização da Dívida

PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS:

Pagamento de:

1. Servidores ativos, inativos e pensionistas


2. Hora extra
3. Gratificações
4. Parcelas individuais
5. Ex presidentes
6. Mandatos eletivos
7. Terceirizados em substituição a servidores
OUTRAS DESPESAS CORRENTES:

1. Auxílios: alimentação, fardamento, creche


2. Indenizações
3. Reembolso de despesas medicas
4. Diárias pagas ao servidores
5. Obras de conservação
6. Aquisição de material de consumo
7. Terceirizados que NÃO substituem servidores

INVESTIMENTO: (novo)

1. Obra
2. Aquisição de imóvel em virtude de obra
3. Aquisição de material permanente

INVERSÃO FINANCEIRA: (usado)

1. Aquisição de imóvel
2. Bens de capital já em utilização
3. Aquisição de títulos representativos das empresas

ETAPAS/ESTÁGIOS DA DESPESA

1) Planejamento

Fixação da despesa (autorização)


Descentralização (movimentação)
Programação (ex. licitação)

2) Execução

Empenho
Liquidação
Pagamento

EMPENHO: ato emanado da autoridade competente que cria par o Estado uma obrigação de pagamento
pendente ou não de implemento de condição.

TIPOS DE EMPENHO:

Global: valor previamente conhecido – pagamento parcelado – ex. salario de servidor = 13 parcelas

Ordinário: valor previamente conhecido – pagamento de uma só vez

Estimativo: valor não conhecido – ex. conta de luz


LIQUIDAÇÃO:

Confere o direito adquirido do credor.

Junto à documentação e títulos que comprovem o crédito.

PAGAMENTO:

Ocorre a extinção da obrigação

Feito por meio de tesouraria ou pagadoria

EXCEPCIONALMENTE:

Na forma de adiantamento: SUPRIMENTO DE FUNDOS

SUPRIMENTO DE FUNDOS: Pode ser definido como despesas pré-empenhadas, cujos recursos são
colocados à disposição da administração para realização de pequenos pagamentos, para custeio de diárias e
deslocamentos, etc. Ex. Cartão corporativo.

ATENÇÃO: o servidor não pode receber mais de dois suprimentos de fundos de por vez, ainda que
tenha três viagens.

O servidor público em alcance (que não prestou contas ou que está sob suspeita), está proibido de
receber suprimento de fundos.

RESTOS A PAGAR – TODOS SÃO DÍVIDA FLUTUANTE

Despesas empenhadas e não pagas até o término do exercício financeiro.

*Distinguindo-se:

Processados: empenho + liquidação

Não Processados: empenho

Decreto 93872/86: Empenhos não liquidados até 3112 devem ser anulados, salvo:

 Se estiver vigente o prazo para o credor cumprir a obrigação


 Não mais vigente o prazo, mas a liquidação estiver em processo ou é de interesse da administração
 Compromisso assumido no exterior
 Transferências às instituições públicas e privadas

DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES: D.E.A

Despesas de exercícios encerrados, para os quais o orçamento consignava dotação própria com saldo para
atende-la

Casos:
 Despesas que não foram processadas na época própria
 Restos a pagar com prescrição interrompida
 Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício

* Despesas superiores ao saldo inscrito em RAP para atende-las também é caso de DEA.

Resultado Primário: Receitas + despesas

Resultado Nominal: Receitas + despesas + juros da dívida+ correção monetária

Resultado Operacional: Receitas + despesas + juros da dívida

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL – LC 101/2000

Princípios:

4) Contenção dos déficits fiscais: A LRF aumentou o rigor na criação de despesas e na exigência de
documentos com a finalidade de conter déficits imoderados, evitando uma piora no perfil da dívida pública e
consequentemente nos juros da dívida pública que comprometem o orçamento.

5) Equilíbrio Fiscal: naturalmente observando-se o rigor da LRF assegura-se o equilíbrio das contas públicas
e o controle da inflação e da estabilidade econômica.

OBS. A LRF serve de base para a Lei de Crimes Fiscais, que impõe várias sanções para o descumprimento da
LRF.

A) DOCUMENTOS:

Anexo de Metas fiscais, Anexo de Riscos Fiscais, RREO, RGF.

B) OBRIGAÇÕES DO ORDENADOR DE DESPESAS:

Este servidor ao autorizar uma despesa deverá:

- demonstrar o impacto financeiro da despesa e indicar a fonte de custeio;

- emitir o demonstrativo de Responsabilidade, comprovando por meio de seus dados funcionais que está
autorizando a despesa.

C) VEDAÇÕES:

- Autorizar despesa sem indicação de recursos;

- É proibido ao ente federado tomar operações de crédito com outro ente federado;

- É proibido ao ente federado tomar operações de crédito com o Banco Central;

- É proibido ao ente federado tomar operações de crédito com entidade financeira da Adm. Pública
indireto vinculada a este. Ex. Caixa Econômica Federal;

- É vedada operações de créditos adicionais de mesma natureza enquanto outra não foi encerrada;
D) LIMITAÇÕES DE GASTO COM PESSOAL:

UNIÃO – 50% DA RCL - 2,5% TCU – 6% Judiciário – 0,9 MUP – 40,9 Executivo.

ESTADOS – 60% DA RCL – 3% Legislativo – 6% Judiciário – 49% Executivo – 2% MPE

MUNICÍPIOS – 60% DA RCL – 54 % executivo – 6% Legislativo

Despesa obrigatória de caráter continuado: despesa corrente derivada de lei, MP ou ato normativo que fixe
para o ente obrigação legal de sua execução, por um período superior a dois exercícios.

RENUNCIA DE RECEITA:

1) O valor da renúncia deve constar na estimativa de arrecadação do proponente.


2) O valor não pode prejudicar o alcance das metas fiscais (que consta em anexo próprio da LDO)
3) A medida deve vir acompanhada por uma medida de compensação de criação ou majoração de tributo.

AJUDA FINANCEIRA A EMPRESAS QUE TEM FINS LUCRATIVOS:

1) Deve ser autorizado por lei especifica


2) Respeitar os parâmetros da LDO
3) O valor deve constar na LOA ou em seus créditos adicionais

LDO -------------------- CF/88

Prioridades
Metas
Orienta a LOA

Dispõe sobre alterações na legislação tributária


Define política de aplicação de recursos das agências financeiras oficiais de fomento

LDO -------------------- LRF

Dispõe sobre equilíbrio entre receitas e despesas


Regras e condições para limitação de empenho
Controle de custos e avaliação dos resultados dos programas
Anexos de metas e riscos fiscais

O ANEXO DE METAS FISCAIS deverá conter: serão estabelecidas metas anuais em valores correntes e
constantes, relativas as receitas, despesas, resultado nominal e primário, montante da dívida pública, para o
exercício a que se referirem e para os dois seguintes.

O ANEXO DE RISCOS FISCAIS: onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de
afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem.

PRAZOS PARA ENVIO DO PPA, LDO E LOA ESTÃO NO ADCT – Art. 35


O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a consolidação, nacional e por esfera de
governo, das contas dos entes da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive
por meio eletrônico de acesso público.

§ 1o Os Estados e os Municípios encaminharão suas contas ao Poder Executivo da União nos seguintes
prazos:

I - Municípios, com cópia para o Poder Executivo do respectivo Estado, até trinta de abril;

II - Estados, até trinta e um de maio.

§ 2o O descumprimento dos prazos previstos neste artigo impedirá, até que a situação seja regularizada, que
o ente da Federação receba transferências voluntárias e contrate operações de crédito, exceto as
destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária.

Art. 17, 18, 19 e 21

Art. 19. Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, a despesa total com pessoal, em cada
período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente
líquida, a seguir discriminados:

I - União: 50% (cinqüenta por cento);

II - Estados: 60% (sessenta por cento);

III - Municípios: 60% (sessenta por cento).

I - na esfera federal:

a) 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da
União;

b) 6% (seis por cento) para o Judiciário;

c) 40,9% (quarenta inteiros e nove décimos por cento) para o Executivo, destacando-se 3% (três por
cento) para as despesas com pessoal decorrentes do que dispõem os incisos XIII e XIV do art. 21 da
Constituição e o art. 31 da Emenda Constitucional no 19, repartidos de forma proporcional à média das
despesas relativas a cada um destes dispositivos, em percentual da receita corrente líquida, verificadas
nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei
Complementar; (Vide Decreto nº 3.917, de 2001)

d) 0,6% (seis décimos por cento) para o Ministério Público da União;

II - na esfera estadual:

a) 3% (três por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Estado;

b) 6% (seis por cento) para o Judiciário;

c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo;


d) 2% (dois por cento) para o Ministério Público dos Estados;

III - na esfera municipal:

a) 6% (seis por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Município, quando houver;

b) 54% (cinqüenta e quatro por cento) para o Executivo.

A receita corrente liquida pega o mês a que se refere e os 11 anteriores, deduzidos os valores de
transferências constitucionais obrigatórias.

Art. nº 42 LRF

Art. 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos dois quadrimestres do seu
mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha
parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este
efeito.

Do Relatório Resumido da Execução Orçamentária

Documento que deverá ser produzido bimestralmente pelo poder executivo e deve ser enviado no máximo 30
dias após o fim do bimestre, para o legislativo (comissão mista de orçamento).

Art. 52. O relatório a que se refere o § 3o do art. 165 da Constituição abrangerá todos os Poderes e o
Ministério Público, será publicado até trinta dias após o encerramento de cada bimestre e composto de:

I - balanço orçamentário, que especificará, por categoria econômica, as:

a) receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar, bem como a previsão atualizada;

b) despesas por grupo de natureza, discriminando a dotação para o exercício, a despesa liquidada e o
saldo;

II - demonstrativos da execução das:

a) receitas, por categoria econômica e fonte, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para
o exercício, a receita realizada no bimestre, a realizada no exercício e a previsão a realizar;

b) despesas, por categoria econômica e grupo de natureza da despesa, discriminando dotação inicial,
dotação para o exercício, despesas empenhada e liquidada, no bimestre e no exercício;

c) despesas, por função e subfunção.

§ 1o Os valores referentes ao refinanciamento da dívida mobiliária constarão destacadamente nas


receitas de operações de crédito e nas despesas com amortização da dívida.

§ 2o O descumprimento do prazo previsto neste artigo sujeita o ente às sanções previstas no § 2o do


art. 51.

Art. 53. Acompanharão o Relatório Resumido demonstrativos relativos a:


I - apuração da receita corrente líquida, na forma definida no inciso IV do art. 2 o, sua evolução, assim
como a previsão de seu desempenho até o final do exercício;

II - receitas e despesas previdenciárias a que se refere o inciso IV do art. 50;

III - resultados nominal e primário;

IV - despesas com juros, na forma do inciso II do art. 4o;

V - Restos a Pagar, detalhando, por Poder e órgão referido no art. 20, os valores inscritos, os
pagamentos realizados e o montante a pagar.

§ 1o O relatório referente ao último bimestre do exercício será acompanhado também de


demonstrativos:

I - do atendimento do disposto no inciso III do art. 167 da Constituição, conforme o § 3o do art. 32;

II - das projeções atuariais dos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos;

III - da variação patrimonial, evidenciando a alienação de ativos e a aplicação dos recursos dela
decorrentes.

§ 2o Quando for o caso, serão apresentadas justificativas:

I - da limitação de empenho;

II - da frustração de receitas, especificando as medidas de combate à sonegação e à evasão fiscal,


adotadas e a adotar, e as ações de fiscalização e cobrança.

Seção IV

Do Relatório de Gestão Fiscal

Relatório que deverá ser produzido quadrimestralmente e deve ser enviado em no máximo 30 dias após o fim
do quadrimestre.

Art. 54. Ao final de cada quadrimestre será emitido pelos titulares dos Poderes e órgãos referidos no
art. 20 Relatório de Gestão Fiscal, assinado pelo:

I - Chefe do Poder Executivo;

II - Presidente e demais membros da Mesa Diretora ou órgão decisório equivalente, conforme


regimentos internos dos órgãos do Poder Legislativo;

III - Presidente de Tribunal e demais membros de Conselho de Administração ou órgão decisório


equivalente, conforme regimentos internos dos órgãos do Poder Judiciário;

IV - Chefe do Ministério Público, da União e dos Estados.

Parágrafo único. O relatório também será assinado pelas autoridades responsáveis pela administração
financeira e pelo controle interno, bem como por outras definidas por ato próprio de cada Poder ou órgão
referido no art. 20.
Art. 55. O relatório conterá:

I - comparativo com os limites de que trata esta Lei Complementar, dos seguintes montantes:

a) despesa total com pessoal, distinguindo a com inativos e pensionistas;

b) dívidas consolidada e mobiliária;

c) concessão de garantias;

d) operações de crédito, inclusive por antecipação de receita;

e) despesas de que trata o inciso II do art. 4o;

II - indicação das medidas corretivas adotadas ou a adotar, se ultrapassado qualquer dos limites;

III - demonstrativos, no último quadrimestre:

a) do montante das disponibilidades de caixa em trinta e um de dezembro;

b) da inscrição em Restos a Pagar, das despesas:

1) liquidadas;

2) empenhadas e não liquidadas, inscritas por atenderem a uma das condições do inciso II do art. 41;

3) empenhadas e não liquidadas, inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa;

4) não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados;

c) do cumprimento do disposto no inciso II e na alínea b do inciso IV do art. 38.

§ 1o O relatório dos titulares dos órgãos mencionados nos incisos II, III e IV do art. 54 conterá apenas
as informações relativas à alínea a do inciso I, e os documentos referidos nos incisos II e III.

§ 2o O relatório será publicado até trinta dias após o encerramento do período a que corresponder, com
amplo acesso ao público, inclusive por meio eletrônico.

§ 3o O descumprimento do prazo a que se refere o § 2o sujeita o ente à sanção prevista no § 2o do art.


51.

§ 4o Os relatórios referidos nos arts. 52 e 54 deverão ser elaborados de forma padronizada, segundo
modelos que poderão ser atualizados pelo conselho de que trata o art. 67.

Anexo de Metas Fiscais:

Acompanha a LDO, trata-se da projeção ao ano a que se refere e os dois seguintes, trazendo resultado
nominal, resultado primário, despesas, receitas e dívida pública.

Anexo de Riscos Fiscais:


Acompanha a LDO. Aponta os riscos para o ano subsequente para receitas, despases, resultado nominal,
resultado primário e dívida pública.

Lembrar dos anexos

AMF – metas para três anos e

ARF – Passivos contingentes, outros riscos e quais providencias serão tomadas.

AE - Projeções econômicas ( Políticas monetárias, creditícia e cambial) e metas de inflação.

Quando há contingenciamento (verificada a arrecadação a cada bimestre, não poderão ser contingenciados
as despesas com pessoal (despesas obrigatórias legais e constitucionais), pagamentos da dívida e ressalvadas
pela LDO.

LOA – segundo a LRF deve conter:

Demonstrativo de compatibilização dos orçamentos OF/OSS/ OI com o AMF

Reserva de Contingência – dotação global (mas quem define o montante e as formas de utilização é a LDO)

DA DESPESA

É irregular, não autorizada e lesiva ao patrimônio público, a despesa que crie, expanda ou aperfeiçoe qual
ação governamental.

Requisitos: estimativa de impacto orçamentário e financeira no ano a que se refere e nos dois seguintes

Deve ter a declaração do ordenador de despesas informando que tal despesa é compatível com o PPA, LDO
e adequada com a LOA (ter dotação suficiente)

EXCEÇÕES:

Despesas irrelevantes: aquelas até o valor da dispensa de licitação