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EUTANÁSIA: CONVERSAÇÕES COM A BIOÉTICA E CONCEITUAÇÕES DA

MORTE E DO MORRER

Pierre Gonçalves de Oliveira Filho (M, UNIFIP, pierre_subjetividade@yahoo.com.br)


Sara Rayane Souza do Nascimento (Universidade Integrada de Patos – UNIFIP)
Erlania Rodrigues Ferreira (Universidade Integrada de Patos – UNIFIP)
Layris Almeida de Queiroga (Universidade Integrada de Patos – UNIFIP)
Iara Caroline Henrique Araújo (Universidade Integrada de Patos – UNIFIP)

Resumo: Desde os primórdios a raça humana busca o sentido da vida tentando entender
o mistério da morte e o morrer. O fato é que a morte sempre existiu e sempre existirá tão
natural e tão parte da vida como o próprio viver, mas aceitá-la é também admitir a
fragilidade e a finitude da natureza humana. Ao passar dos anos o processo da morte foi
configurando conceituações cada vez mais distintas, os avanços científicos e a
prolongação artificial da vida tornam o último ato ainda mais dificultoso. A este modo, o
objetivo desse trabalho visou pontuar conceituações da morte e do morrer a partir de um
panorama da bioética e como ela é encarada atualmente na perspectiva da eutanásia. Para
essas colocações foram realizadas de formas integrativas um estudo bibliográfico a partir
de artigos disponíveis no Scielo. O termo “eutanásia”, a ação ou omissão que por intenção
provoca a morte a fim de eliminar a dor, vem ganhando um grande espaço em discussões
que permeiam os direitos humanos entre o viver e o morrer. A eutanásia configura-se
como o fim da dor através de uma morte “boa e fácil”. O pensar a esse termo é concebido
de forma mista e sustentado em pilares éticos de direito a vida e a morte, mas atingir um
ponto de equidade entre esses dois pressupostos é ainda um longo caminho, suas
fundamentações são embasadas em princípios éticos e os indivíduos expostos a tais
situações podem e devem contar com uma rede de apoio multidisciplinar de médicos e
psicólogos, profissionais que devem sempre garantir a integridade, a dignidade e a
autonomia desses sujeitos seja qual for a decisão.

Palavras-chave: eutanásia, direito a vida, direito a morte.