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ESCOLA ESTADUAL “MANOEL CORRÊA FILHO”

Transtorno
de Aprendizagem
e Dificuldade
de Aprendizagem

Kátia Michelle da Costa Ferreira


Especialista pedagógica do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental
2019
Sumário
1. Principais Distúrbios de Aprendizagem
2. Como diferenciar Transtorno de Aprendizagem de Dificuldade de
Aprendizagem?

3. Dislexia
4. TOD
5. Agressividade infantil
6. TOC
7. Dispraxia
8. Autismo
9. Transtorno bipolar
10. TDH e transtorno bipolar
11.Síndrome de Algeman
12. TGD
13. TDAH
14. Hiperlexia
15. Deficiência intelectual
16. Transtornos de aprendizagem
1. Principais Distúrbios de Aprendizagem
O começo da vida escolar é um período de desafios para a criança, pois além de iniciar uma
rotina que vise ao seu desenvolvimento pedagógico, ela também precisa passar por uma fase de
adaptação com os coleguinhas, com os educadores e, também, com exercícios que a auxiliarão
dali em diante como estudante.

O aprendizado de um aluno não deve ser visto como algo pronto e genérico, pois cada criança
tem o seu tempo de aprendizagem. Uns aprendem rapidamente, outros demoram um pouco mais.
No entanto, pode haver casos de uma criança que leva muito mais tempo para aprender
determinadas coisas. É importante lembrar sempre que existe uma diferença muito grande
entre distúrbio de aprendizagem e dificuldade de aprendizagem.

Trataremos aqui sobre o primeiro item, que se refere aos distúrbios. Você já ouviu falar
em discalculia, disgrafia, hiperatividade e déficit de atenção? Nos últimos anos, a sociedade
tem debatido mais a respeito desses quadros junto de especialistas, mas é comum que ainda
haja dúvida acerca dos distúrbios.

Para se ter uma noção, estima-se que o número de alunos infantis que apresentem distúrbios de
aprendizagem passe dos 40%. O caso, então, requer muita atenção de pais, responsáveis e
profissionais que lidam com a criança. A melhor maneira de oferecer a ela um tratamento eficaz e
que melhore consideravelmente a situação do aluno é através da informação. Veja, portanto, uma
descrição dos principais distúrbios de aprendizagem.

 Discalculia
A discalculia é quando a criança tem dificuldade de aprender tudo que esteja direta ou
indiretamente ligado a questões que envolvem números, como probleminhas, aplicações e
conceitos matemáticos.
 Disgrafia
A disgrafia ocorre quando o aluno apresenta dificuldade na elaboração da linguagem escrita. A
criança pode encontrar dificuldades para desenvolver suas habilidades na área mencionada e
que, em muitos casos, pode vir acompanhada de uma dislexia.
 Hiperatividade
Muito falada na sociedade e, na mesma intensidade, levada a equívocos por parte do senso
comum, a hiperatividade é marcada pela falta de atenção. A criança hiperativa não consegue
prender a atenção em tudo e também quer realizar várias tarefas ao mesmo tempo. O hiperativo
é muito agitado e não consegue ficar parado.
 Déficit de atenção
Esse déficit é caracterizado pela falta de atenção, mas não é algo voluntário. Lembre-se que isso
também é um distúrbio de aprendizagem. Nesse caso, a criança não consegue fixar sua
atenção ao que está sendo ensinado.

Tratamentos
Para todos esses casos há tratamentos adequados que têm por objetivo desenvolver a habilidade
de aprendizagem da criança e minimizar de forma considerável o distúrbio que a impossibilita,
momentaneamente, de ter uma fruição de conteúdos de forma eficiente.

É importante lembrar que o acompanhamento só deve ser feito com profissionais capacitados
para lidar com o caso. Vale reiterar que o distúrbio de aprendizagem deve ser acompanhado
também pelos pais, em reuniões escolares. Converse com os professores para saber do
rendimento da criança.

É normal que qualquer aluno tire uma nota baixa, mas a continuidade dessa situação pode
mostrar algo que precisa ser analisado de forma mais minuciosa, como o distúrbio de
aprendizagem. Somente um especialista pode fornecer o diagnóstico.

2. Como diferenciar Transtorno de Aprendizagem de Dificuldade de


Aprendizagem?
Muitas pessoas possuem dúvidas no tocante a diferenciação entre dois tópicos que costumam se
confundir:

2.1.Transtorno de Aprendizagem;
2 .2. Dificuldade de Aprendizagem.

Talvez esta seja também sua dúvida aí do outro lado, não é verdade? Que tal então aprendermos
a diferenciar estes conceitos que prescrevem duas situações distintas?

Aprendizagem envolve muitas variáveis


Antes de falarmos sobre Transtorno e Dificuldade de Aprendizagem, é preciso levar em conta
que a aprendizagem envolve muitas variáveis e aspectos, como questões sociais, biológicas,
cognitivas, entre outras.

Diagnosticando a Dificuldade de Aprendizagem


O primeiro viés a se levar em conta no que tange a Dificuldade de Aprendizagem é a importância
da multidisciplinaridade integrada. Ou seja, quando nos referimos à Dificuldade de Aprendizagem,
estamos falando sobre um ser que possui uma maneira diferente de aprender.
Se trata de um obstáculo, uma barreira, um sintoma, que pode ser de origem tanto cultural quanto
cognitiva ou até mesmo emocional. É essencial que o diagnóstico seja feito o quanto antes, uma
vez que há consequências em longo prazo.

É interessante frisarmos que a maior parte destes problemas de Dificuldade de


Aprendizagem podem ser resolvidos no ambiente escolar, haja vista que se tratam, de questões
psicopedagógicas.

Diagnosticando o Distúrbio de Aprendizagem


Nas palavras do Dr Vitor da Fonseca, o Distúrbio de Aprendizagem está ligado a “um grupo de
dificuldades pontuais e específicas, caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica”.

Neste caso, estamos lidando com uma questão de neurônios, de conexão. O cérebro nestes
casos funciona de forma diferente, pois, mesmo sem apresentar desfavorecimento físico, social
ou emocional, os portadores do distúrbio de aprendizagem demonstram dificuldade em adquirir o
conhecimento da teoria de determinadas matérias.

Isso não significa que ela seja incapaz, uma vez que este quadro é reversível, necessitando para
isso métodos diferenciados de ensino adequados à singularidade de cada caso.

Melhorando a atenção do seu aluno: dicas práticas

Fazer com que os alunos prestem atenção durante a aula é, sem dúvida, um dos maiores
desafios dos professores. Isso por que nem sempre é uma tarefa fácil manter o interesse de uma
turma inteira de estudantes.

Essa tarefa pode ficar ainda mais complicada quando se aproximam as férias ou mesmo quando
o horário do intervalo está chegando. O que você talvez não saiba é que existem dicas práticas
que podem ajudar você a melhorar a atenção do seu aluno.

Veja agora algumas dicas práticas para melhorar a atenção do seu aluno:

 Repetição
Pode parecer uma grande bobagem mas fazer os alunos repetirem as informações que
você está fornecendo pode ajudar, e muito, a mantê-los interessados e participando da
aula. Isso por que quando você coloca um aluno em destaque, cobrando dele o conteúdo,
faz com que ele fique atento para saber do que se trata aula para poder responder
futuramente.
 Demonstre
Demonstrar que a falta de interesse e atenção deles incomoda você como professor é uma
ótima estratégia. Mas nada de fazer isso com gritos ou descontrole. Apenas aponte para o
aluno que está disperso e mostre como ele atrapalha o desempenho da aula e dos
colegas.
 Ande e se movimente
Transitar entre as classes também ajuda a melhorar o atenção do seu aluno pois você se
aproxima dele deixando tudo muito mais pessoal e menos formal.
Não seja uma estátua. Não fique comente sentado ou parado na frente da sala. Interagir
também é uma forma de conquistar a atenção.
 Debata
O debate é sempre uma ótima estratégia para melhorar a atenção do seu aluno. Isso por
que os jovens gostam de mostrar sua opinião e se sentem importantes podendo fazer isso.
Além disso aprender a debater é uma prática fundamental para a vida e torna as pessoas
menos combativas.
 Conquiste e interesse
Apresentar conteúdos novos, interessantes e que fujam do bê a bá convencional é uma
excelente opção para melhorar a atenção do seu aluno.
Tente levar apresentações interessantes, áudios, vídeos e promova atividade
interessantes.
 Descubra
Não pense que você como professor deve ficar sempre no mesmo lugar de conforto. Para
melhorar a atenção do seu aluno é fundamental que você também se interesse por ele.
Então descubra do que seus alunos gostam, quais são os seus interesses e como isso
pode ser utilizado para tornar a aula mais atrativa.
 Desafie e problematize
Oferecer problemas e desafiar os alunos através de competições motiva os alunos a
prestarem mais atenção ao conteúdo para serem capazes de resolver as situações
propostas sozinhos.
Fique atento e não dê respostas, apenas guie-os a descobri-las.
 Personalize
Cada aluno é um indivíduo diferente do outro e é assim que ele deve ser tratado. Assim
sendo, identifique quais são os problemas mais frequentes e converse com cada aluno em
particular, de forma amigável e sincera.
 Atente-se às distrações
Obviamente que nenhum professor gosta de ser repetitivo ou chato limitando, por exemplo,
os uso celulares pelos alunos mas isso é fundamental em determinadas vezes.
Por isso limite o acesso à certos tipos de distrações e algumas vezes tente incluí-las na
rotina.
 Saiba parar
Entenda que pequenos momentos de pausa durante a aula não são um prejuízo e sim uma
estratégia importante para melhorar a atenção do seu aluno para que a aula não fique
cansativa.
 Interaja
Pedir a opinião dos alunos sobre as aulas ou determinados assuntos e também promover
jogos em sala de aula pode ajudar muito a fazer com que se mantenham atentos.
Além de pedir a opinião deles sobre as aulas é importante que você aceite o que disseram
e demostre que tem interesse em mudar e melhorar.
3. Dislexia
Dislexia, uma palavra que não é tão distante de nosso vocabulário, mas que muitas pessoas não
saberiam explicar com assertividade a sua definição. A dislexia pode ser considerada
um transtorno de aprendizagemcuja falta de tratamento pode prejudicar o percurso acadêmico de
uma criança.

Afinal, o que é dislexia?


Essa condição ligada à funcionalidade cerebral é responsável por gerar problemas nos circuitos e
conexões do cérebro. Importante salientar que essas áreas não se desenvolvem de maneira
correta, o que leva a uma insuficiência de ligações entre as áreas responsáveis pela formação
das competências de leitura e escrita.

Em outras palavras, é como se a criança passasse a ter uma dificuldade muito grande para
adquirir capacidades de entender, memorizar, raciocinar, interpretar conteúdos veiculados pelas
competências citadas anteriormente (leitura e escrita).

Quais são as causas?


A dislexia pode ter causas bastante diversificadas, a saber: problemas didáticos, problemas
estruturais, culturais, falta de estímulos da família, nível socioeconômico inadequado,
alfabetização deficitária.

Existe alguma forma de identificar as características?


Na verdade, podemos afirmar que há sinais precoces que possibilitam ao médico um diagnóstico
exato. Esses traços são responsáveis por levantar a suspeita do profissional. Vejam quais são
eles:
– História familiar de dislexia ou dificuldades de leitura;
– Problemas ocorridos logo no nascimento;
– Atraso de fala;
– Dificuldade de discernir desenhos de material com sentido gráfico (letras e números);
– Esquecimento frequente (aprendizagens que envolvem palavras, sons de letra);
– Pouca compreensão e memorização para rimas, letras de canções e parlendas;
– Pouca habilidade com sequências motoras ou pouca coordenação;
– Dificuldades com atividades espaciais;
– Dificuldade para lembrar nomes;
– Pouco prazer com atividades que envolvem livros e materiais gráficos;

O que devemos saber?


Pais de crianças com dislexia devem estar por dentro de algumas informações cruciais. A primeira
é que a dislexia não tem cura e nem é uma doença (lembre-se: dislexia é uma condição ligada à
funcionalidade cerebral). A segunda é que os pequenos precisam ser tratados com técnicas
variadas. A investigação é multidiscilinar.

Que técnicas são essas?


Elas podem abranger a questão fonológica e outras, como as técnicas de metacognição, por
exemplo. O suporte escolar também é muito utilizado pelos especialistas responsáveis. Esse
auxílio serve para facilitar a absorção de conteúdos e otimizar as avaliações acadêmicas para
essas crianças.

Além disso, existem estratégias para proporcionar meios e formas de conseguir bons resultados
respeitando algumas de suas dificuldades mais contundentes. Nesse caso, os professores e
educadores são os responsáveis por essas técnicas por dominarem os meandros da pedagogia.
Psicopedagogos também são excelentes para acompanhar o caso de crianças com dislexia.

Quais são as medidas adotadas dentro de sala?

Os alunos que convivem com a dislexia podem realizar tarefas dentro de sala por meio de
estratégias infalíveis organizadas pelos professores. Vejam quais são:
– Ler as questões das provas para os alunos;
– Dar mais tempo para a realização dos exames;
– Priorizar o conteúdo aprendido pelo aluno e não focar na ortografia;
– Permitir a atualização de tabuadas e fórmulas matemáticas em provas e demais avaliações.
– Usar trabalhos para somar ponto junto às provas escolares escritas, avaliado outras habilidades
de finalidade acadêmica do aluno.
O que esse acompanhamento pode ocasionar?

O tratamento precoce tende a reduzir consideravelmente a baixa-autoestima e os quadros


depressivos. Além disso, o que muitos pais não sabem é que por meio do auxílio profissional ao
longo da vida, a criança pode encontrar plena capacidade de chegar à universidade,
desempenhar suas funções acadêmicas normalmente e se transformar em um profissional
excelente. Tudo isso como resultado de um processo gradual e bem-sucedido.
4. TOD (Transtorno Opositivo Desafiador)

Por acaso vocês já notaram que algumas crianças são persistentemente rebeldes, desobedientes
e costumam responder a qualquer advertência feita pelos adultos? Em situações de
contrariedade, elas demonstram explosões de fúria, grande hostilidade e até mesmo sentimento
de vingança? Muitos pais e mães convivem com filhos que manifestam esses sinais. No começo
é comum que isso seja confundido com um simples caso de desobediência.

No entanto, esses casos pedem muito mais atenção e cautela, pois o acompanhamento com um
especialista faz-se necessário frente ao progresso dessas reações ao longo do desenvolvimento
da criança. O motivo desse alerta deve-se ao Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD).

O que é o Transtorno Opositivo-Desafiador?

Podemos considerar que o TOD é uma condição em que uma das consequências é o impacto no
aspecto comportamental da criança. Isso acontece porque o pequeno começa a conviver com um
grande sentimento de irritabilidade. Vale ressaltar também que o pequeno pode ter momentos em
que a indisciplina causa desgaste não só em si mesmo, mas em toda a sua família.

Sendo assim, o dia a dia com uma pessoa que apresenta as características presentes no TOD
necessita de muita cautela e paciência por parte de seus familiares e amigos. O tratamento é
fundamental para tornar os efeitos mais brandos.

Como lidar com o TOD?

– Bom, antes de pensar em como diminuir as reações da criança com o Transtorno Opositivo-
Desafiador é preciso estar atento a alguns comportamentos que vocês adultos adotam no
cotidiano. Sabiam que um lar onde os pais costumam se tratar de forma hostil pode impactar na
forma com a qual os filhos se comportam? Sim, inclusive no TOD.
– Portanto, a primeira dica é que você e seu cônjuge evitem, ao máximo, agressões físicas e
verbais. Lembre-se que a criança vai se basear na maneira que as pessoas se relacionam no
ambiente doméstico.
– Quando o pequeno fizer alguma coisa boa, tente mostrar que aquela atitude é correta e deixa
todos felizes, além de torná-lo uma pessoa mais querida. Esse estímulo fortalece a autoestima.
– A participação da criança em atividades esportivas é fundamental para que ela aprenda a ter
mais disciplina. Outro benefício que seus filhos podem adquirir é a percepção do trabalho em
equipe, muito influenciado pelo dinamismo presente em tais práticas. Eis aí uma excelente
maneira de induzir o pequeno em tarefas que podem auxiliá-lo na interação social.
– Escolha sempre o caminho do diálogo, todos têm muito a ganhar com isso.
Como é o tratamento?

O Transtorno Opositivo-Desafiador necessita de acompanhamento profissional para que suas


características sejam diminuídas e desapareçam. No entanto, é preciso dizer que quanto antes
for descoberto, mais fácil será o controle da situação.

Caso a criança chegue à adolescência, o TOD pode evoluir para distúrbios que tornarão a
situação ainda mais séria, como o surgimento do Transtorno de Conduta, por exemplo. Além
disso, o abuso de álcool e outras drogas pode se intensificar. Há pacientes diagnosticados com
TOD que também convivem com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

As intervenções se pautam em psicoterapia infantil. O especialista vai analisar também o


ambiente familiar em que a criança vive e qual a relação social que ela demonstra em situações
que requerem sua participação em determinados meios. A terapia para a família também não
está descartada.

Vale dizer que a psicoterapia visa trabalhar aquelas situações em que a criança precisa lidar com
alguma frustração (onde surgem os momentos de raiva e outros traços já mencionados
anteriormente). A orientação dada aos pais tem o objetivo de ajudá-los no comportamento e nos
métodos a serem aplicados dentro de casa.

Tenho um aluno com TOD, o que fazer?

Todo mundo que trabalha com educação já passou pela seguinte situação: ao chamar a atenção
de um aluno, a criança não obedece às ordens e continua demonstrando seu comportamento
inadequado. Além disso, o pequeno é responsável por algumas situações que envolvem outros
coleguinhas e até mesmo os professores. Para muitos, isto é desobediência, mas a verdade é
que pode ser mais um caso de TOD (Transtorno Opositivo-Desafiador).

O aluno com TOD geralmente não gosta de aceitar as regras impostas pelo educador. No
entanto, o profissional deve ter a plena consciência de que a autoridade na sala é dele e não do
pequeno. Isso significa que por mais difícil que as características da criança sob o TOD tenha se
mostrado, o professor precisa saber a maneira de delimitar até onde é o aceitável. Veja abaixo
algumas dicas bastante valiosas para esses casos.

O que posso fazer para contornar determinadas situações?

– O primeiro passo a ser dado é identificar quais as maiores dificuldades manifestadas pela
criança; ou seja, as maiores manifestações opositoras e desafiadoras do pequeno. Essa etapa
deve ser realmente uma investigação acerca da vida do aluno: o que ele gosta, o que mais
chama sua atenção, o que ele rejeita, o que sua família faz para aproveitar o tempo livre, etc.

Falando em família, é importante que você (profissional da educação) estabeleça uma conversa
franca com os pais a fim de obter informações valiosas e que tendem a ajudar o percurso da
criança na escola de forma estratégica. Outro detalhe deve ser a busca por entender como a
criança segue regras e é estimulada a segui-las dentro do ambiente familiar. O conselho é que
essa conversa seja marcada logo no início do ano letivo.

– Na hora que a criança estiver com muita raiva, motivada por alguma contradição ou frustração,
a dica é que ela se expresse e você se contenha enquanto a crise ocorrer. Há que se lembrar o
seguinte detalhe: o pequeno não consegue controlar essa raiva.

Depois de 30 a 40 minutos, sobretudo quando o aluno estiver mais calmo, sente e converse com
ele. Coloque para ele o que aconteceu, mostre que buscar outros caminhos vai ser muito mais
vantajoso não só para ele, mas para os coleguinhas também.

– O terceiro passo é perceber se a criança apresenta algum dos três tipos de transtornos muito
comuns em se associarem a pessoas diagnosticadas com o TOD, são eles: o Transtorno Bipolar,
o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro
Autista (TEA). O pequeno pode ter TOD porque ele apresenta uma ou duas dessas condições.
Vale lembrar que se a equipe pedagógica não identificar isso, o tratamento fica incompleto.

– A quarta dica é o estabelecimento de regras e rotinas; aquilo que todo mundo deve fazer dentro
da sala de aula. O professor deve, de forma motivadora, mostrar à criança que é possível ter uma
relação boa e saudável não só com ele, mas com os colegas e toda a escola.

Quais os principais sintomas presenciados no TOD?

– A criança manifesta comportamento marcado por uma irritação excessiva;

– Em muitos casos o pequeno age sob violência física ou verbal;

– Na vida escolar, o aluno com TOD pode demonstrar déficits, tais como atrasos de
desenvolvimento, dificuldades de socialização e comunicação;

Bebês também podem manifestar sinais existentes no TOD?

Na verdade, isso não é muito comum. O transtorno começa a dar sinais quando a criança está
com seus 6 anos ou mais. De qualquer forma, alguns casos já foram diagnosticados em
pacientes mais novos, indicando uma possibilidade de faixas etárias incluídas na primeira infância
5. Agressividade infantil

A agressividade infantil é algo que precisa ser entendido sob duas vertentes: o hábito normal para
a idade da criança ou a incidência de algum transtorno. Ao longo do artigo vamos delineando
esses caminhos de abordagem segundo a visão da Neurociência. É importante que todos fiquem
atentos aos detalhes para saber lidar com as eventuais crises dos baixinhos.

Situações corriqueiras

Não é novidade para ninguém que os pequenos costumem fazer aquela pirraça básica quando
vocês precisam sair do clube, do parquinho; quando eles têm que largar alguma brincadeira para
tomar banho ou então no momento em que sentam à mesa para almoçar. Muitas vezes eles até
levantam a mãozinha para dar um tapa nos adultos e em outras crianças. Enfim, os casos são
vários.

Embora exista um número acentuado de pais e mães que entendam esta reação, é verdade que
há muitos adultos que se desesperam por não saber contornar a situação. Não são poucos os
responsáveis que enxergam essas crises como gesto de criança mimada. No entanto, esse
equívoco precisa chegar ao fim.

Necessita-se entender que essa reação é intrínseca ao desenvolvimento e à elaboração do


mundo das crianças. De acordo com a Neurociência, essa atitude está ligada diretamente às
funções do cérebro, que se encontra em evolução.

O que dizem as pesquisas?

Os estudos explicam que os pequenos nascem com o neocórtex ainda em formação. Vale dizer
que essa área do cérebro é a responsável pela reflexão, pensamento e solução de problemas
que surgem em nossas vidas. No caso das crianças, o neocórtex pode entrar numa espécie de
choque (atrito) enquanto seu desenvolvimento ocorre. Isso é responsável por ocasionar os
episódios de agressividade infantil, acompanhado de choro e raiva; tal como conhecemos e
presenciamos.

As pesquisas apontam que o neocórtex corresponde a aproximadamente 85% do cérebro. Além


disso, ele é responsável por capacidades de extrema importância como pensamento analítico,
reflexão, imaginação, planejamento e solução de problemas. Entretanto, é válido dizer que nos
primeiros anos de vida, essa região conta com a falta de conexões suficientes entre os neurônios
que existem no cérebro.
 Por que acontece a agressividade infantil?

Ela é impulsionada pela ativação de áreas primitivas do cérebro, que podem ser causada por
alguma situação que envolva angústia, medo ou separações bruscas, seja ocasionado pela
distância de uma pessoa, de um objeto ou de um episódio, por exemplo.. Em outras palavras,
a agressividade infantil pode ser encarada como a manifestação da emoção no comando de uma
situação que traz certa insegurança na criança frente aos desafios.

Mas todo caso de agressividade infantil pode ser encarado com normalidade?

Não. É preciso estar atento a alguns detalhes. Muitas vezes, a agressividade pode ser, na
verdade, algo mais sério. O Transtorno Opositivo-Desafiador é um desses casos que precisam de
atenção maior e de tratamento.

O TOD é algo mais sério para ser lidado, pois não se trata de algo que possa ser solucionado
com uma conversa. Importante relembrar que o TOD é caracterizado como uma condição no qual
a criança adota uma postura de teimosia frequente, hostilidade e lado desafiador (como o nome já
mostra). Não há ainda na literatura médica algo que mostre sua causa, mas sabe-se que o
ambiente ao qual o pequeno está inserido pode ser crucial para influenciá-lo.

A diferença entre a birra e o TOD está na intensidade, uma vez que a primeira situação ocorre em
determinados momentos e a segunda, em praticamente todos. É imprescindível que os pais
levem a criança ao auxílio de um especialista a fim de providenciar as intervenções mais
adequadas.

6. TOC ( Transtorno Obsessivo Compulsivo)

Você sabia que crianças podem desenvolver TOC? É isso mesmo, o transtorno obsessivo
compulsivo pode ser muito comum entre os pequenos. Contudo, o TOC infantil pode ser
amenizado com tratamentos adequados. Mas antes vale a pena rever algumas características
que ajudarão pais e profissionais a identificarem os sinais e os traços manifestados pela criança.

Esclarecendo

Muita gente se confunde na hora de conceituar a obsessão e a compulsão, mas colocaremos a


seguir o significado de cada uma. Veja abaixo:

– Obsessão: pensamentos ou ideias que aparecem de repente na mente de uma pessoa. Com
isso, ela passa a imaginar que tal pensamento é real e que isso vai levar a um problema se ela
não fizer alguma coisa para solucioná-lo. Em muitos casos, o indivíduo passa a pensar que tudo
de errado que acontece é culpa dele. Vale lembrar, no entanto, que não se trata de alucinação,
mas pensamentos que surgem e que acabam tornando a pessoa refém da própria mente.

– Compulsão: a compulsão é o ato motor, é uma ação. Exemplo: trancar a porta várias vezes
para ter a certeza que fechou a casa.

Criança com TOC e o aprendizado na escola

É importante lembrar que a criança que apresenta TOC não tem o aprendizado pedagógico
prejudicado. Porém, é provável que o rendimento escolar do aluno fique comprometido diante do
pensamento obsessivo, que insiste em tomar conta de sua mente; ou, então, do perfeccionismo
que a criança pode ter ao escrever uma palavra.

O pequeno fica preso nesses detalhes sem aproveitar o conteúdo dado em sala de aula. Outro
ponto é que o aluno pensa que se utilizar alguma palavra, isso pode levá-lo a uma situação de
tragédia, por exemplo. Essa característica é bem comum entre crianças que tenham TOC
(pensar que algo de ruim vai acontecer se não fizer determinada coisa ou se afastar de seus
pais).

Comorbidades associadas ao TOC

O transtorno obsessivo compulsivo pode apresentar algumas comorbidades, tais como:


esquizofrenia, TDAH, bipolaridade, Síndrome de Touret, Transtorno de Espectro de Autismo,
tiques (estímulos motores imprevisíveis, sem planejamento).

Como caracterizar um TOC

Antes desta informação, vale dizer que somente o acompanhamento de um profissional é capaz
de identificar a existência do transtorno. Uma pista que sua criança possa estar com o TOC é
quando esses pensamentos obsessivos e atitudes compulsivas ocorrem, pelo menos, uma hora
por dia.

Problemas gerados pelo TOC

Uma criança com TOC pode manifestar problemas na vida acadêmica, emocional, social,
profissional (quando adulto) e afetiva. A pessoa deixa de fazer coisas importantes para ficar
imersa nessas situações. Além disso, tais atitudes (TOC) geram angústia e medo.
Hereditariedade

Geralmente, a criança com TOC pode ter tal transtorno proveniente de algum parente que
manifeste tais condições.

Autismo e TOC

O autismo associado ao TOC pode ocorrer em 6% a 10% das crianças com autismo.

Por que a criança omite a existência do TOC?

Na verdade, o pequeno não saberá passar a mensagem que tem TOC. Isto cabe aos pais e
educadores na percepção de alguns traços incomuns para uma criança. Esses sinais podem ser
dores de cabeça, dor de barriga, tristeza repentina e angústia. Aliás, o pequeno, ao sentir esses
incômodos, pode ficar com medo de manifestar tal situação e ser reprimido pelos pais.

Tratamento

O tratamento do TOC é feito através de medicamento, psicoterapia comportamental e suporte


escolar com profissionais capacitados.

7. Dispraxia?

Conhecida pejorativamente como “síndrome do desastrado”, a Dispraxia caracteriza-se como


uma disfunção neurológica que atua nas ações do cérebro, no que diz respeito à coordenação
comandada pelo cérebro. As partes afetadas são aquelas que se referem aos aspectos motores,
verbal e espacial. É inegável que isso causa impacto na vida da criança e de seus familiares.

Existem sintomas? Quais são eles?

Sim, os sintomas que demonstram a existência da Dispraxia são variados. Importante notar que a
maior parte deles costuma aparecer ainda na infância, quando a criança começa a querer a andar
e a falar. Abaixo, vocês podem analisar alguns deles:

– Problema em executar movimentos voluntários;


– Coordenação motora que mostra desalinhamento (onde surge a forma pejorativa “síndrome do
desastrado);
– Dificuldade em ações como escrever, desenhar, traçar uma reta;
– Problemas com a orientação espacial;
– Dificuldades para organizar seu pensamento;
– Dificuldades na fala, embora nem todos os pacientes diagnosticados com a Dispraxia tenham a
função verbal afetada. A maioria dos casos pode vir com algum distúrbio associado ao transtorno;
– Coordenações motoras e finas prejudicadas quando necessárias para alguma tarefa;
– Lentidão em algumas atividades que exigem coordenação motora;
– Determinados sinais: dificuldades para vestir uma roupa, ficar sentado, pular, etc.

Dispraxia na educação escolar

A disfunção afeta a criança quando ela está na escola, sobretudo no que diz respeito aos
movimentos que ela precisa adquirir para segurar um lápis. Além disso, outros objetos que
exigem determinado traquejo, como a tesoura ou a régua, também podem significar um
empecilho para o pequeno.

Vale lembrar, no entanto, que o fato de a criança ser diagnosticada com a Dispraxia não significa,
necessariamente, déficit cognitivo. O paciente não é menos inteligente que os demais colegas de
sala, mas enfrentará obstáculos para a prática de algumas atividades pedagógicas.

Dispraxia na vida social

Como a criança apresenta coordenação motora, espacial e postural (entre outras); é comum que
ela fique mais isolada, à parte das brincadeiras com outras pessoas de sua faixa etária. Correr,
pular, chutar bola pode ser uma grande barrreira para ela.

Qual a causa da Dispraxia?

As causas também podem ser bem variadas, a saber:

– Traumas ou lesões sofridas no cérebro;


– Atraso no desenvolvimento neurológico;
– Acidente vascular cerebral;
– Hereditariedade;

Estudos realizados na área médica afirmam que outros fatores também podem motivar a
Dispraxia, tais como o uso excessivo de álcool e drogas (anfetamina, cocaína e outros) pela mãe
da criança; nascimento prematuro.

Como é o tratamento?

O médico pediatra vai estudar o caso e os depoimentos dos pais, que representa muita
importância para o diagnóstico. É sempre importante ressaltar o papel das intervenções no
pequeno. Além disso, a presença de uma equipe composta por profissionais de terapia
ocupacional, fonoaudiologia, psicologia e pedagogia é imprescindível.
Cada um deles pode avaliar e propor tratamentos que sejam direcionados a cada um dos
pacientes, de forma que eles encontrarão todos os caminhos para amenizar a Dispraxia no dia a
dia e melhorar a qualidade de vida.

8. Autismo

O autismo pode ser considerado um transtorno neurobiológico, cujas características mais


conhecidas são os movimentos repetitivos ou estereotipias; as hipersensibilidades, os
maneirismos, déficits em habilidades sociais, comunicação e linguagem; entre outros. Com isso, é
imprescindível que os aspectos e diagnósticos do autismo sejam esclarecidos a fim de que pais,
mães e até profissionais fiquem por dentro de todas as informações necessárias.

É importante que as pessoas tenham conhecimento a respeito das medidas a serem tomadas e
que possibilitarão o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O motivo para se
preocupar está na urgência que se deve ter para a obtenção de uma resposta e o início das
intervenções. No entanto, antes de saber sobre tratamentos, é interessante esclarecer os passos
que devem ser dados acerca dos aspectos e diagnósticos do autismo.

Disponibilizaremos para vocês os passos determinantes que poderão indicar uma possível
existência do TEA na vida da criança. Vale ressaltar que as informações presentes aqui servem
para elucidar as dúvidas de pais e mães acerca da suspeita do autismo na vida de seus filhos.
Vejam abaixo.

Os adultos devem procurar auxílio por meio de entrevistas

É importante que pais e mães relatem todos os episódios em que a suspeita da existência de
autismo seja levantada. Esta etapa é inicial, mas já determina uma investigação mais
aprofundada por parte do especialista. Os responsáveis pela criança devem falar ao profissional
se o pequeno apresenta determinadas atitudes presenciadas no dia a dia: falta de contato visual,
comunicação prejudicada, pouca ou nenhuma interação social, entre outras.

Acesso a imagens de foto e vídeo

Pode ser que os relatos dados durante a entrevista não sejam suficientes para a abordagem do
especialista. Nesse caso, a dica é reunir materiais que utilizem imagens de foto e vídeo de
situações em que a criança esteja no ambiente doméstico, escolar ou qualquer outra que a
‘obrigue’ a estabelecer contato visual e interação com seu interlocutor; assim como ela se
comporta quando estimulada com objetos e tarefas lúdicas.

Relatos de outros profissionais


Os aspectos e diagnósticos do autismo podem ser esclarecidos a partir do depoimento de
profissionais que lidam com a criança regularmente. Educadores e cuidadores são excelentes
fontes de informação que podem contribuir, e muito, nesse processo. Afinal, a visão de outras
pessoas que não sejam pai e mãe pode enriquecer os relatos e aproximar a investigação do
especialista acerca da suspeita da existência do TEA.

Escalas de avaliação

Esse método é utilizado para dar uma maior objetividade à análise do médico; além de orientar de
maneira mais específica a condução da entrevista. Outro detalhe aperfeiçoado pelas escalas de
avaliação é o fato de as escalas ajudarem a delimitar os sintomas mostrados pela criança, o que
contribui também para a proposição de intervenções ao caso analisado. Vale ressaltar algumas
das principais escalas. Lembrando que esses instrumentos são podem ser encontrados
traduzidos para o português. Vejam quais são elas:

– ATA (Escala de Traços Autísticos)

– M-CHAT (Modified-Checklist Autism in Toddlers)

Antecedente familiar

Por último, mas não menos importante; a análise nos histórico familiar é um passo que também
pode ser dado, tendo em vista que pesquisas já evidenciaram uma provável ligação entre
transtornos de desenvolvimento e neuropsiquiátrico na família com uma possível existência de
autismo em uma criança. Não que isso seja uma regra, mas existe essa possibilidade. Além
disso, essa análise do histórico familiar pode esclarecer as condições do parto da criança, assim
também como peso ao nascer e se houve problemas significativos naquele momento.

É sempre válido ressaltar que a procura por um especialista deve ser feito logo nas primeiras
suspeitas para que as intervenções sejam realizadas de maneira precoce. Dessa forma, a criança
tende a receber o tratamento adequado para o seu desenvolvimento.

Quais são os transtornos que podem acompanhar o TEA?

Todos vocês que acompanham nossos artigos e neurolives já devem ter lido algum conteúdo
falando sobre as comorbidades do autismo. Pois saibam que essa situação é muito comum em
pacientes que convivem com a condição autística. Os transtornos no TEA (Transtorno do
Espectro Autista) podem ser bastante variados.

No entanto, é importante salientar que o acompanhamento médico é a única maneira de indicar a


existência dessa relação de patologias associada ao distúrbio da criança. No artigo de hoje,
vocês ficarão por dentro desse assunto e saberão todos os procedimentos para amenizar seus
efeitos.
Quais são os transtornos no TEA mais comuns?
Antes de tudo, é preciso esclarecer o que são comorbidades. Podemos defini-las como condições
que se associam a outras condições e que, porventura, estão clinicamente juntas.

No autismo, existem várias comorbidades neurológicas: o Transtorno de Déficit de Atenção e


Hiperatividade (TDAH), enxaquecas e cefaléias; os distúrbios do sono; os transtornos genéticos
sindrômicos; as encefalopatias crônicas e as paralisias cerebrais. Sendo assim, todas elas (uma
ou mais) podem coexistir em uma criança com TEA.

Por que é fundamental identificar quais são elas?

É importante que haja essa identificação, pois um transtorno no TEA ou comorbidade pode ser
muito mais sério que o próprio autismo. Muitas vezes, essa relação é o que está realmente
atrapalhando a criança a ter um maior engajamento social e cumprir tarefas e atividades
escolares. Além disso, essa associação é responsável por intensificar os sintomas autísticos e
fazem com que os pequenos tenham prejuízos muito maiores de seus processos sociais.

Outra comorbidade que afeta a criança é a deficiência intelectual, porque ela faz com que o
menor não consiga atingir situações ou patamares básicos da aprendizagem básica na escola. A
presença da deficiência intelectual fará com que a instituição estabeleça um regime curricular
bem diferenciado, o que implica em mais dependência, pois a criança terá dificuldade
considerável de entender e abstrair os conteúdos.

Relembrando mais sobre os transtornos no autismo

TDAH
Estudos revelaram que crianças diagnosticadas com TDAH podem apresentar traços de autismo.
O resultado da pesquisa mostrou que essa ligação entre o TDAH e o TEA compartilha uma
mesma herança ou origem, comprovando a sua comorbidade ou coexistência.

É importante salientar que quando ambas as condições existem, alguns sintomas podem se
mostrar, sobretudo, nas funções executivas; ou seja, elas se apresentam bem aquém das
expectativas, prejudicando até mesmo a autonomia do pequeno.

Deficiência intelectual
Importante chamar atenção para o fato de o TEA e a Deficiência Intelectual (DI) apresentarem
sintomas distintos quando eles se manifestam de forma independente.

No entanto, a DI como comorbidade do autismo pode ser notado em aspectos cognitivos, uma
vez que a dependência da criança aumenta em atividades que ela já teria determinada
autonomia. Além disso, essa relação é responsável por diminuir as chances de inserção na
escola e no ambiente profissional.

Pesquisas revelam que o paciente diagnosticado com TEA e DI associados costumam apresentar
um desempenho adaptativo aquém do esperado, além de sintomas mais graves do transtorno.
Outras comorbidades
A criança que convive com TEA também pode ser diagnosticada com distúrbios diversos dos que
foram mencionados acima, a saber: Transtorno Opositivo-Desafiador, Transtorno de Ansiedade,
Epilepsia, doenças genéticas diversas, etc. Portanto, é necessário que o tratamento adote uma
linha multidisciplinar para a solução de problemas que visem amenizar os efeitos do autismo e
suas comorbidades.

Quais os principais sintomas do Autismo Leve?

Uma criança que apresenta os sintomas do autismo leve pode ser facilmente percebida, correto?
Não. Eis o que muitos pais temem quando não sabem diferenciar o que pode ser o Transtorno do
Espectro Autista (TEA) ou uma introspecção, por exemplo.

As situações podem ser diversas até que os responsáveis pelo pequeno descubram de fato que a
criança convive com o distúrbio. No entanto, o caminho tomado até esse ponto não é fácil, devido
aos sintomas do grau mais leve do transtorno.

Neste artigo vocês verão os sinais mais marcantes do autismo leve, a existência de transtornos
associados e porque seu diagnóstico pode ser dado de forma tardia.

Por que é difícil perceber as características mais comuns?

O motivo que torna essa percepção mais complicada é o fato de uma criança com autismo leve
desempenhar funções que um indivíduo sem TEA, e da mesma faixa etária, exerce.

No entanto, vale destacar que se de um lado as competências são colocadas em prática; por
outro, o desenvolvimento de tais habilidades não demonstram a mesma desenvoltura. A
linguagem é uma das principais.

Outra razão pela qual os sintomas do autismo leve não costumam ser notados se dá em função
de o pequeno ir à escola e até conseguir um pouco de interação com os coleguinhas, mas de
forma bem reticente, o que muitos acabam confundindo com timidez.

Quais são os sintomas mais comuns do autismo leve?

Finalmente os pontos que podem indicar a existência do TEA em seu grau mais leve. Vejam a
seguir:
– Pouco contato visual;
– Interação social e conversas aquém do esperado para a idade;
– Não aceitar a imposição de regras;
– Inflexibilidade para modificar alguma coisa que faça parte da rotina;
– Linguagem verbal fluida, mas de forma mecânica;
– Ausência de contato visual constante (nesse caso, o pequeno costuma olhar mais para a mão
de seu interlocutor);
– Não costuma responder quando chamam por seu nome;
– Existência de estereotipias e repetições;
– Apego demasiado a um determinado objeto.

Autismo leve e o diagnóstico tardio

Considerando que o TEA não é possível ser confirmado por exames de imagem, a maneira mais
eficaz de se chegar ao diagnóstico é através da observação de pais e professores. Logo depois, o
passo que possibilita esse resultado é a consulta médica.
No consultório, os responsáveis pela criança devem relatar ao especialista tudo o que acontece
na vida do pequeno, considerando a abrangência da vida familiar, escolar e social. Essa
abordagem é extremamente importante para que o profissional realize seus procedimentos e
chegue ao diagnóstico de fato.

É sempre válido lembrar que quanto mais tardia for a descoberta, maiores podem ser os impactos
na vida do pequeno. Como visto acima, muitas situações corriqueiras podem passar
despercebidas.

9. Transtorno Bipolar

O Transtorno Bipolar, de acordo com especialistas, é um distúrbio psiquiátrico complexo marcado


pela alternância de humor. Essa característica é a mais marcante nos pacientes. Essa condição
faz com a pessoa apresente grande euforia ou alta irritabilidade em um tempo curto.

Sinais variados do Transtorno Bipolar

Por outro lado, é preciso salientar que existem mais sintomas que podem indicar a incidência do
Transtorno Bipolar, são eles:

 Humor deprimido ou irritável em parte considerável do dia;


• Comportamentos que podem colocar a criança em situações perigosas: pular de lugares
altos, por exemplo;

 Momentos de humor e excitação bastante elevados: felicidade ou irritação


excessiva;
• O pequeno tenta mostrar superioridade em suas ações; assuntos de conversa com uma
conotação de grandiosidade: só ele tem superpoderes, ninguém pode com ele, todos têm
de fazer o que ele mandar, etc.
• A criança não sente tanto sono;
• A fala do pequeno é muito rápida; além disso, ele muda rapidamente de um assunto para
outro sem encerrar o que havia começado;
• É possível notar o envolvimento em vários projetos escolares e em outras atividades no
geral, mostrando grande disposição;
• Grande diminuição do interesse ou prazer em todas ou em quase todas as atividades;
• Perda ou ganho de peso de maneira significativa;
• Fadiga ou perda de energia;
• Agressões a terceiros ou a si mesmo. Em casos extremos, a criança pode tentar o
suicídio;
• Recusa a ir à escola;
• Dificuldade para organizar a informação;
 O pequeno apresenta altos e baixos de aproveitamento acadêmico, que decai de
forma inesperada e demora a ser recuperado devido às oscilações do humor presentes em
seu cotidiano.
 Baixo controle dos impulsos;
• A criança pode manifestar prejuízo na memória episódica;
• Dificuldades em adquirir autonomia social;

Tratamento com intervenção terapêutica

O Transtorno Bipolar na infância é tratado com intervenções que tendem à diminuição de grande
parte desses sinais. Os tratamentos podem ser feitos em consultórios de especialistas, cuja área
de atuação é bastante variada. Sendo assim, é comum ver psicólogos, psicopedagogos, analistas
comportamentais, psiquiatras e outros profissionais devidamente habilitados.

Tratamento com uso de medicamentos

A utilização de medicamento precisa ser feita com cautela. Vale dizer que somente os
profissionais podem indicar e receitar os remédios que são capazes de auxiliar a criança com as
intervenções. Portanto, o contato com especialistas é algo que não pode ficar para trás.

A psicoterapia no Transtorno Bipolar

Segundo estudo realizado por Perry (apud Souza, 1999), a psicoterapia é excelente para as
seguintes habilidades:

 Adesão – é fundamental aumentar a adesão do paciente ao tratamento;


 Funcionamento social e ocupacional – melhorar o desempenho dos pacientes em
atividades sociais e laborativas;
 Melhorar a detecção de sinais precoces de recorrências;
 Educar o paciente acerca de sua doença e suas medicações (explicar os vários sintomas,
esclarecer sobre prognóstico, instalar esperança, envolver familiares);
 Promover um estilo de vida saudável, por exemplo, regularizar o ciclo sono–vigília;
 Criar de forma colaborativa estratégias de lidar com estresses, que, se não administrados
apropriadamente, podem provocar um episódio depressivo.
Não deixem de procurar auxílio com profissionais médicos e não médicos que tenham a
habilidade e propriedade para indicar os tratamentos mais eficientes para cada caso. Lembre-se
que somente a ajuda de especialistas pode é a solução ideal para o seu filho.

10. TDAH e Transtorno Bipolar: quais as diferenças?

No processo de investigação de transtornos neuropsiquiátricos é muito comum a dificuldade em


diferenciá-los ao se avaliar uma criança ou um adolescente trazido pelos pais desesperados por
uma orientação ou por um direcionamento terapêutico.
Na fase adulta da vida estas diferenças ficam mais nítidas e claras, mas na fase de
desenvolvimento a linha que os delimita é muito tênue e costuma gerar alguma confusão. Em
especial, em relação ao TDAH e o Transtorno Bipolar é muito comum nos depararmos com sinais
e sintomas muito parecidos, frequentemente presentes em ambas as condições como, por
exemplo, estes sintomas que costumam estarem presentes em ambas: alta distractibilidade,
impulsividade, taquilalia (falar excessivamente), atividade motora elevada e inconveniente, perda
da inibição social (incomum para a idade) e inquietude excessiva.

Por outro lado, é necessário conhecer os aspectos clínicos, evolutivos e resultados de estudos
populacionais que trazem evidências úteis que ajudam a selecionar, na avaliação, traços e
informações mais intimamente ligados a um ou ao outro. O TDAH (6-10% da população infanto-
juvenil; mais comuns em meninos e mais abaixo de 7 anos) é um transtorno de
desenvolvimento e, como tal , costuma iniciar muito cedo, antes dos 12 anos , e, em 50% dos
casos, antes dos sete anos. Já o Transtorno Bipolar (1-2% da população infantil; ocorre em
meninos e meninas com poucas diferenças e acima de 7 anos) tem maior ocorrência na fase
inicial da adolescência e maior prejuízo no alvorecer da fase adulta.

Os sinais e sintomas de TDAH são mais ligados à desatenção, hiperatividade e impulsividade.


Enquanto a Bipolaridade marca-se pela oscilação de humor (ora euforia, ora depressão),
pensamentos flutuantes e recorrentes e com velocidade elevada de pensamentos, chegando a
obsessão e intensa irritabilidade sem motivo aparente muitas vezes associado à intensa
alegria/euforia. Sente pouca necessidade para dormir e apresenta hipersexualidade (insinuações
precoces, uso de maquiagens exageradas, roupas muito curtas e desejo sexual exacerbado) – os
quais se veem em mais de 80% dos casos. No TDAH, a irritabilidade costuma ocorrer no portador
quando ocorrem momentos de frustração, espera e/ou ao ser contrariado sem que seja de
aparecimento espontâneo.

A hiperatividade do TDAH é frequente e regular no cotidiano do portador enquanto no


Transtorno Bipolar esta se apresenta intensa somente quando em fase eufórica ou maníaca. Em
contrapartida, na fase bipolar depressiva, o indivíduo fica quieto, retraído e busca isolamento. O
risco de suicídio ou de pensamentos suicidas, de psicoses e de quadros depressivos recorrentes
podem ocorrer em ambos, mas é muito mais comum, constante e arriscado na bipolaridade.
Comumente, na adolescência e fase adulta, sinais de ciúmes excessivo, atos de possessão,
obsessão por compras e descontrole emocional para afirmar o que pensa ou o que controla são
marcantes sinais do Transtorno Bipolar. No TDAH, a imaturidade emocional, ingenuidade,
descontrole por falta de planejamento e organização são muito comuns e, por isto, não costumam
controlar, mas sim ser controlados pelos seus pares.
Ao contrário do Transtorno Bipolar que costuma levar a uma desatenção e problemas de
memorização menos frequentes, no TDAH tais são a regra e ocasiona, desde cedo, baixo
rendimento escolar, fracassos nos processos cognitivos da leitura e da escrita e os testes
neuropsicológicos evidenciam significativo déficit executivo e de memória operacional. A
avaliação com baterias de testes neuropsicológicos podem ser valiosos para auxiliar na
diferenciação, portanto.

É importante salientar que 5-15% dos pacientes com TDAH apresentam a bipolaridade
associada e vice-versa. Na adolescência, esta associação revela-se mais frequente,
especialmente no que tange aos casos de intensa irritabilidade e hipersexualidade. Por outro
lado, naqueles casos que apresentam Transtorno Bipolar, mas que tiveram história de TDAH na
infância, o aparecimento de surtos bipolares podem ocorrer mais cedo. Nestes casos, vemos os
sintomas de ambas as condições misturadas e a equipe interdisciplinar que avalia deve estar
atenta a todos aspectos clínicos presentes para que o tratamento posterior seja global e com
redução precoce dos prejuízos.

10. Síndrome de Angelman

Você já ouviu falar em Síndrome de Angelman? Muita gente não. Infelizmente, o distúrbio não é
tão divulgado na imprensa, embora sua incidência seja considerável e merecesse sua
devida atenção. A Síndrome de Angelman é conhecida como um distúrbio que provoca,
entre várias coisas, Deficiência Intelectual. Aqui vocês podem se informar mais.

Quais são as características?

• Características faciais distintivas: boca de tamanho grande com protrusão da língua, queixo
avantajado, lábio superior fino, dentes relativamente espaçados;
• Falta de atenção e hiperatividade;
• Atraso na aquisição motora (andar, sentar, virar, etc.);
• Ausência da fala;
• Crises epiléticas, especialmente ausências, associadas a padrão característico do
eletroencefalograma (EEG).
• Andar consideravelmente desequilibrado, com pernas afastadas e esticadas;
• Natureza afetiva e risos frequentes;
• Sono entrecortado e, muitas vezes, difícil;
• Redução do diâmetro da cabeça e achatamento de sua porção posterior;
• Redução da pigmentação da pele, apresentando tons mais claros do que o padrão familiar,
além de uma maior freqüência de cabelos-finos e loiros e olhos claros;
• Estrabismo (em aproximadamente 40%dos casos) e, de forma mais rara (10%) desvio na
região coluna (escoliose na maioria das ocorrências);

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Angelman?

O diagnóstico do Angelman não é apenas genético, ele depende da reunião de várias


características para o diagnóstico, e depende da união dos aspectos clínicos, o EEG e
avaliação genética (FISH); além da percepção e ocorrência de crises convulsivas e
presença de características físicas bem características.

Importante ressaltar que nas crianças que já constituíram a maneira de caminhar, o jeito de andar
chama a atenção pelo aspecto desequilibrado (com pernas abertas e braços ligeiramente
abertos), numa tentativa de firmar o equilíbrio, dotado de movimentos cambaleantes e
trêmulos.

Outro detalhe é o comportamento, que se caracteriza por uma considerável expansividade e riso
espontâneo. Já a comunicação é reconhecida por ficar bastante prejudicada, com a
capacidade fala reduzida.

Não é somente o quadro clínico o responsável pelo diagnóstico. Vale ressaltar que alguns
exames podem contribuir para se detectar a Síndrome de Angelman. Para citar um exemplo:
os exames que captam a imagem do crânio, como a ressonância magnética e a tomografia
computadorizada, são relativamente normais ou então apresentam algumas alterações, que
não são muito específicas.

Importante salientar que os exames genéticos são bem importantes. Na maioria dos casos,
principalmente quando se usa diferentes técnicas de laboratório, pode-se confirmar, então, a
existência de uma deficiência em um do cromossomo 15. Vale ressaltar que em 20% dos
casos, aproximadamente, o diagnóstico é baseado somente em dados clínicos e em outros
exames complementares, sendo o estudo genético considerado normal.

E o tratamento?

O tratamento é feito por uma equipe de profissionais variados, que envolve fisioterapeutas,
fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais. Alguns exercícios utilizados por esse grupo
multidisciplinar são a hidroterapia, a musicoterapia e as atividades voltadas para questão da
motricidade da criança. Para as epilepsias, os medicamentos são os mais recomendados.

É importante que os pais nunca se esqueçam que todo desafio apresentado pelo pequeno
precisa ser levado com muita paciência e amor. Lembre-se que seu filho depende
unicamente de você para ser feliz.
Procure ajuda com profissionais que estarão prontos para atender-lhe.

12. TGD (Transtornos Globais do Desenvolvimento)

O fato de lidar com alunos que sejam diagnosticados com síndromes, que pertençam ao TGD
(Transtornos Globais do Desenvolvimento), é um desafio real para os educadores. O
ambiente escolar mostra-se como um local onde a diversidade deve ser levada a sério.

Nesse caso específico, os estudantes dependem de uma atenção especial por parte dos adultos,
mas isso não significa que os pequenos ficarão isolados do restante da turma. Muito pelo
contrário. Antes, porém, vamos relembrar em que consiste o TGD.

O que é o TGD?

O TGD pode ser considerado como um conjunto de síndromes que interferem nas interações
sociaisrecíprocas a partir dos primeiros anos de vida. Em outras palavras, aspectos ligados
à comunicação (verbal, visual, emocional) da criança são afetados. Ela simplesmente não
consegue corresponder aos estímulos desses sentidos. Além disso, os comportamentos
podem vir acompanhados de estereótipos.

Você deve ter notado que a descrição acima remete bastante a casos de autismo, correto? A
proximidade faz todo sentido, pois estão incluídos no TGD os transtornos pertencentes
ao TEA (Transtorno do Espectro Autista), além de outras síndromes.

É impossível diagnosticar esses casos antes dos 3 anos. Porém, por volta dos 5 anos, a criança
começa a demonstrar alguns traços que podem manifestar uma diferença em relação a
outras que tenham a mesma idade. Eis o momento de procurar ajuda especializada
profissional.

Como é a criança TGD na escola?

A princípio, educadores de primeira viagem devem ficar um pouco apreensivos quanto à forma de
lidarem com as crianças. Nesses casos, a escola deve disponibilizar um profissional que já
esteja acostumado à recepção de alunos TGD e outros transtornos.

No caso de dúvidas, nunca deixe de perguntar ou pesquisar qual a melhor solução para resolver
uma situação-problema dentro de sala ou com alguma atividade, por exemplo. O
esclarecimento é sempre a melhor saída.
O aluno em questão traz suas peculiaridades para a sala de aula, mas alguns pontos em comum
podem ser notados através de seus comportamentos, já mencionados acima (não
corresponder à comunicação visual, verbal, etc.).

Que atividades podem ser dadas a eles?

Não existe uma resposta única para esta pergunta, o que há é adaptação. Em situações de
alunos especiais em uma escola regular, o segredo é adaptar instalações, metodologias e
outros tópicos para que haja a devida inclusão dos estudantes.

No entanto, existem algumas atividades recomendáveis que podem fazer diferença na vida da
criança, tal como comunicação e tecnologia assistiva; aulas com acompanhamento
psicopedagógico, fonoaudiológico; exercícios que impulsionam a psicomotricidade; além de
tarefas que procurem estabelecer, gradativamente, o contato mais efetivo da criança com as
pessoas que compõem o ambiente que a cerca.

A importância da escola inclusiva

É importante frisar sempre no valor que a inclusão de alunos especiais pode representar na vida
dos pequenos e de suas famílias. O fato de incluir, no entanto, refere-se ao fato de colocar a
criança no centro das atividades; mostrar a elas que a dinâmica da turma só acontece
quando ela também é parte integrante das tarefas.

13. TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade)

É válido ressaltar que o TDAH é um transtorno de desenvolvimento responsável por afetar


áreas de grande importância para a vida de uma pessoa, tal como o desempenho
acadêmico, a interação social e até mesmo a dificuldade em coordenação motora. Os
sintomas manifestados podem ser variados, mas todos eles requerem um acompanhamento
profissional. Veja a seguir:

 – Desatenção frequente em situações do cotidiano (obrigatórias e lúdicas);


 Dificuldade para seguir instruções ou finalizar o que devia (alguma tarefa);

 Não se familiarizar com atividades que peçam raciocínio ou atenção (atividades que
necessitam de esforço mental);
 Ficar distraído por estímulos externos e não prestar atenção ao que se passa dentro do
contexto ao que está inserido;

 Perder objetos que fazem parte de alguma função rotineira;

 Bater mãos e pés quando precisa ficar parado;

 Levantar-se da cadeira a todo instante (inquietação total);

 Aversão à frustração;

 Não ter paciência de esperar o outro terminar as atividades e querer passar na frente;

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno de desenvolvimento


responsável por afetar áreas cruciais da vida de uma pessoa, como o desempenho
acadêmico, a interação social e até mesmo a dificuldade em coordenação motora.

É inegável que muitos pais, mães e familiares em geral se sintam apreensivos quando suas
crianças manifestam algum sintoma, seja ele a desatenção, a hiperatividade e a
impulsividade. O núcleo familiar vivencia toda essa experiência dos pequenos. Por conta
disso, a ideia de resiliência frente aos desafios surgidos no cotidiano da criança com TDAH
deve ser levada em conta. Mas afinal, vocês sabem o que isso significa?

Esclarecendo a resiliência

De acordo com Walsh (1998), resiliência pode ser considerada como um processo ativo de
resistência, reestruturação e crescimento face à crise e ao desafio. Segundo pesquisadores,
o conceito de resiliência foi definido como um grupo de traços da personalidade e
capacidades em que as pessoas, tendo passado por experiências traumáticas, ficavam
invulneráveis ao fato. Com isso, não desenvolviam doenças psíquicas, o que caracterizava a
qualidade de serem completamente resistentes.

O que isso tem a ver com o TDAH?

Certamente um de vocês deve ter feito esta pergunta, mas a resposta é simples: quando uma
criança ou jovem com TDAH passa por alguma frustração, a reação ao lidar com
circunstâncias negativas ao longo da vida pode surtir efeitos diversos. Isso está muito ligado
ao fato de o paciente reconhecer ou não as formas de contornar tal situação.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita por Biederman (1998) constatou que cerca de 20% das
crianças com TDAH persistente costumam apresentar um bom funcionamento em muitas
áreas de sua vida. Por outro lado, 20% dos pequenos com TDAH persistente funcionam mal
em aspectos importantes da vida, como o social, o educacional e o emocional.

Há que se ressaltar o fato de que tal variabilidade de adaptação está diretamente ligada à
importância da resiliência no TDAH.

Outros estudiosos constataram que pacientes com TDAH, e que não apresentavam problemas de
conduta ou de relacionamento com colegas, manifestavam qualidade de vida satisfatória,
uma vez que inúmeros fatores exerciam impacto do TDAH na vida do pequeno. Há que se
considerar o fato de tais pacientes viverem sem sintomas somáticos ou problemas de
coordenação.

O papel da família nessa situação

Sabe-se que os familiares são imprescindíveis; afinal, essas pessoas estão no convívio diário da
criança. Elas presenciam e vivem todos os desafios surgidos no âmbito doméstico e social
do pequeno. A resiliência, como a habilidade de lidar com a adversidade, é uma das chaves
principais para saber lidar com as situações que podem surgir no dia a dia da criança.

É preciso que a família esteja sempre presente, pois o número de pessoas


com TDAH diagnosticadas com depressão chega a 30% dos casos. Para se ter uma ideia
da incidência dessa doença em crianças com TDAH, pesquisas revelam que os pequenos
que convivem com o transtorno apresentam o risco de desenvolver a depressão três vezes
mais do que aqueles vivendo sem esse mal.

Tratamento é sempre a melhor opção

O TDAH deve ser devidamente tratado para que os sintomas do transtorno sejam diminuídos com
eficiência. Dessa forma, a criança e seus familiares conseguirão enfrentar juntos as
situações que surgirão no cotidiano. Não deixe de procurar auxílio profissional para que
sejam oferecidas as melhores condições a todos.

Quais são os tipos de TDAH?

Vocês saberiam explicar quais são os tipos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
(TDAH) ou qual a diferença entre as tipologias? Não são poucas as pessoas que ficariam
em dúvida na hora de defini-las. Bom, o artigo de hoje vai colocar todos os pontos que
diferem os grupos de TDAH reconhecidos pela área médica.
É importante que se saiba como o discernimento acerca da tipologia de TDAH é crucial para
providenciar o tratamento ideal para o pequeno. Alguns sintomas podem parecer normais
para o comportamento de sua criança, mas muitos deles escondem algo mais sério e que
precisa ser investigado com cautela e sob a experiência de um profissional capacitado.

Como o TDAH é dividido?

Na verdade, quando se fala em TDAH, um erro que muitas pessoas fazem é a generalização, ou
seja, apenas uma das tipologias é evidenciada. O transtorno não é caracterizado somente
pelo aspecto hiperativo. Há muito mais detalhes. Dentre eles, os dois tipos de TDAH.

– TDAH tipo desatento

Esta categoria é marcada pela desatenção da criança na escola, em casa e na execução de


determinadas tarefas que exijam concentração, por exemplo. No entanto, não é só isso. O
tipo desatento é marcado também pelas seguintes características: dificuldade na percepção
quanto à passagem de tempo, dispersão em tarefas que exigem grande concentração,
distração acentuada (de forma que atrapalhe até mesmo o rendimento escolar).

– TDAH tipo combinado

Já neste grupo, os pacientes diagnosticados com o tipo combinado manifestam os sintomas de


déficit de atenção e também de hiperatividade. Vale lembrar que isso facilita a identificação
dos sinais; seja na escola ou até mesmo pelos próprios familiares. Nesse caso, os pais
procuram equipes de especialistas (médicos e não médicos) mais cedo do que aqueles que
não demonstram tão facilmente. Os responsáveis pela criança fazem isso quando percebem
que seus filhos apresentam determinados comportamentos.

Quais são as características do TDAH desatento?

 A criança é tímida, não faz questionamentos; não termina o que começa;


 O pequeno costuma não dar trabalho na escola;

 A criança tem dificuldade para se concentrar em aulas, livros e palestras (geralmente, as


pessoas acometidas pelo TDAH tipo desatento não terminam a leitura de um livro; ou só
quando o assunto desperta total interesse);

 Distração em conversas

 A pessoa se distrai com qualquer estímulo externo (barulho, objetos, imagens).

 Dificuldade de se organizar, tanto objetos de seu cotidiano como a própria noção de tempo.
Quais são as características do TDAH combinado?

 Inquietude excessiva;
 Agitados e não aprendem com seus próprios erros;

 Essas crianças enfrentam muita dificuldade de aguardar a vez, esperar;

 Elas também criam problemas de relacionamento social na escola e em casa;

 Parte considerável delas evolui para o quadro opositor desafiador.

O tratamento é o mesmo para todos os casos?

 Na verdade, o primeiro passo é procurar ajuda com especialista. Afinal, somente ele
poderá investigar os sintomas apresentados pela criança. A partir da constatação, o
profissional tende a indicar a informar aos pais qual o tipo de TDAH que o pequeno
demonstra ter.
 A intervenção vai de acordo com as necessidades do paciente. Isso significa que o
tratamento pode ser multidisciplinar para ajudá-lo a superar as dificuldades enfrentadas no
dia a dia com base em técnicas cientificamente comprovadas.
 Nenhuma generalização é bem-vinda, principalmente em casos que envolvem saúde ou
comportamento. Portanto, é aconselhável que vocês levem seus filhos aos consultórios
logo que perceber algum aspecto que fuja da normalidade de sua criança, seja distração
ou agitação em excesso. O importante é procurar auxílio.

14. Hiperlexia

A hiperlexia é um transtorno de linguagem e de comunicação. Ela pode ser caracterizada a partir


da facilidade que o pequeno tem de identificar palavras impressas. Por outro lado, o que pode
simbolizar um progresso é motivo de preocupação para os pais. Tudo isso porque a criança
encontra dificuldades para a comunicação oral, influenciada diretamente pelo déficit
no processamento de linguagem.

A interação social também é um aspecto que fica prejudicado, pois os pequenos tendem a se
relacionar com outras crianças de maneira dificultosa devido à limitação de sua linguagem, seja
ela receptiva ou expressiva.

Além disso, podemos lembrar que o pequeno é apegado a rotinas. Nem tudo chama a sua
atenção, exceto aquilo que desperta seu interesse (assuntos restritos, por exemplo). Portanto,
nem todas as atividades atraem sua atenção.

Hiperlexia: como melhorar a compreensão em crianças

Você já percebeu se seu filho ou filha consegue ler muito antes de outras crianças? No entanto,
tal habilidade não se refere à facilidade com a leitura, algo que deve ser valorizado, mas a um
fator mais sério e que requer acompanhamento: a hiperlexia. Diante de muitas dúvidas levadas
aos consultórios, vamos relembrar algumas informações importantes.

Como é feito o diagnóstico?


Considerando que a criança demonstra uma habilidade precoce da leitura, o caso deve ser
olhado com mais atenção. Sendo assim, os pais levam os pequenos a uma consulta médica para
que o profissional possa analisar o caso. Com base nos relatos dos adultos e na observação, o
especialista (na maioria das vezes um neuropediatra ou neurologista) vai direcionar suas
constatações.

Tão logo o diagnóstico é confirmado, o profissional analisará o caso para saber quais as
intervenções serão necessárias para o paciente. É muito provável que uma equipe
multidisciplinar também exerça um papel importante para o tratamento do pequeno
com hiperlexia. A presença de fonoaudiólogos é indispensável nesse tratamento.

Dicas para melhorar a compreensão das crianças

Como vocês viram, a hiperlexia precisa ser acompanhada de perto por um especialista e por uma
equipe multidisciplinar. Veja o que pode ser feito para contribuir no desenvolvimento dos
pequenos. Essas dicas estão presentes em um artigo anterior sobre a temática.

 Solicitar ajuda a uma equipe que ofereça intervenções multidisciplinares. Vale ressaltar que
desta forma haverá inúmeras possibilidades de os profissionais trabalharem os pontos que
precisam ser desenvolvidos. Isto é válido tanto na vida escolar quanto familiar;
 Vale reiterar que na escola pode haver uma atitude bastante útil para ajudar a criança com
Hiperlexia: integrá-la à turma regular de alunos, adaptando o ambiente para recebê-la
(lembrando que tanto o pequeno que tenha Hiperlexia quanto seus colegas devem tirar um
proveito com essa convivência: o respeito às diferenças);
 Relembrando que dentro do tratamento citado pela equipe de especialistas é importante
mencionar a presença de fonoaudiólogos, tamanho o desafio que os pequenos encontram
com a linguagem oral em detrimento das palavras impressas. É relevante que eles consigam
dominar a oralidade;
 Os dispositivos eletrônicos são outros grandes atrativos para os baixinhos, uma vez que a
criança com a Hiperlexia tem um estímulo visual bastante aguçado. Os tablets, por exemplo,
contam com jogos educativos que tendem a atrair a atenção da criança e contribuem de
maneira significativa o trabalho dos pontos que mais necessitam ser desenvolvidos.
 Alguma atividade dada pela fonoaudióloga pode ser explorada no ambiente doméstico,
como em brincadeiras, para citar apenas um exemplo.

15. Deficiência Intelectual

A deficiência intelectual é caracterizada por uma determinada limitação em habilidades mentais.


Isso resulta na perda da autonomia plena, o que significa a necessidade de auxílio para tarefas
que uma pessoa atípica (não diagnosticada com a condição) geralmente não precisa.

Parte considerável do nosso público é formada por pais e mães de crianças que convivem com
algum transtorno de origem neurobiológica, mas o que dizer daqueles pacientes adolescentes e
até mesmo adultos?

O artigo de hoje vai englobar essa parcela da população que vive com a deficiência intelectual,
não sem fazer uma abordagem na infância. Vamos passar pelas fases da vida e evidenciar as
principais características da doença nesses diferentes estágios.

A deficiência intelectual na infância

A fase escolar é marcada por experiências diversas na vida de uma criança. A partir do contato
com os demais coleguinhas, o pequeno começa a estabelecer a interação social além do
ambiente familiar. É nesse período que surgem as primeiras afeições por determinadas tarefas, a
escolha dos amiguinhos mais próximos, o despertar para interesses mais específicos (um objeto,
uma cor, uma brincadeira).

No caso de um aluno com deficiência intelectual, algumas dessas habilidades começam a


mostrar déficits (embora a criança já deva ter manifestado anteriormente). As principais
características nessa etapa são as seguintes: pouca interação com os colegas e os educadores;
dificuldades pontuais na psicomotricidade (coordenação motora fina e grossa); desenvolvimento
da comunicação prejudicada; problemas para adaptação aos mais variados espaços, etc.

A deficiência intelectual na adolescência

Esse período é mais complicado no que se refere aos impulsos das pessoas, pois o momento em
que o paciente se encontra é marcado pela necessidade que ele tem de expressar seus
sentimentos. Falar de adolescência sem abordar a sexualidade é uma tarefa difícil, senão
impossível. Muitos pais e mães não imaginam, mas o adolescente com deficiência intelectual
pode manifestar a sexualidade. Eis aí o motivo de preocupação para todos eles.

Lidar com essa característica requer sabedoria dos responsáveis, pois a repressão pura e
simples sem a orientação de um especialista pode prejudicar o equilíbrio interno do jovem.
Portanto, é imprescindível que a consulta com o médico e a equipe de terapeutas seja regular.

Somente esses profissionais estão aptos a orientá-los acerca de um tema tão caro e importante
como a sexualidade em casos de deficiência intelectual na adolescência. Além disso, as
intervenções visam a trabalhar questões relativas à saúde e prevenção de possíveis situações de
risco. Converse com o médico de seu filho ou filha.

Outras questões referentes à exposição ao uso de bebidas alcoólicas, momentos de


agressividade causadas por irritabilidade e substâncias que podem alterar o equilíbrio do
adolescente também são importantes de serem tratadas com os especialistas, principalmente
sobre qual a melhor solução para esses casos. Informação nunca é demais.

A deficiência intelectual na vida adulta

Quando a pessoa atinge a fase adulta, ela pode ter sim uma maior qualidade de vida, mas isso
vai depender dos tratamentos proporcionados e, consequentemente, dos estímulos dados até
aqui. Vale lembrar que quanto mais precoces forem as intervenções, mais satisfatórios serão os
resultados.

No entanto, é preciso salientar que assim como ocorre na adolescência, algumas características
costumam pedir mais cautela. A necessidade de contar com alguém da família ou até mesmo um
cuidador profissional é imprescindível.

O processo de amadurecimento de um indivíduo com deficiência intelectual faz com que ele
perca algumas competências, o que resulta na perda consequente de autonomia em muitas
funções executivas, dependendo do grau em que a pessoa se encontra.

Há que se ressaltar o fato de um paciente que convive com tal condição ter qualidade de vida e
poder até mesmo trabalhar. Entretanto, para que se chegue a esse patamar, as intervenções
devem começar cedo. Nunca se esqueçam desse detalhe.

Como o professor pode ajudar o aluno com Deficiência Intelectual?


A sala de aula representa um espaço de desafios não só para os alunos que, diante de novas
possibilidades, precisam encontrar soluções que auxiliem as descobertas do dia a dia, mas para
professores também. Os educadores devem sempre se atualizar quanto à didática,
principalmente aquelas que pretendem abarcar as peculiaridades de cada estudante.

Nesse caso, o enfoque será dado às crianças que chegam à escola com o diagnóstico de
deficiência intelectual. O que fazer? Quais são os métodos? Existem outros profissionais que
também estão aptos a contribuir para o desenvolvimento pedagógico e social do aluno junto aos
professores? Enfim, as respostas para esses questionamentos serão respondidos neste artigo.

O que fazer para facilitar o entendimento dos alunos?


Um detalhe que não pode ser deixado de lado é o fato de as crianças necessitarem de uma
atenção mais focada por parte dos educadores. A forma de falar e expor as situações; a maneira
de apresentá-los a uma tarefa ou brincadeira; a disponibilidade de estar sempre pronto para
conduzi-los a uma situação; tudo isso é refletido no resultado final.

Em outras palavras, a orientação dada aos pequenos tende a refletir, e muito, no desempenho
dos estudantes com deficiência intelectual. Para isso, os professores utilizam de técnicas que
ajudam a despertar tanto a concentração da criança quanto o interesse.

Quais são os métodos?


As dicas que mostraremos a seguir procuram desenvolver habilidades nas crianças
diagnosticadas com deficiência intelectual. São atividades simples, mas que representam um
passo importante quando ensinadas aos alunos; e quando eles conseguem absorver o que fora
passado. Portanto, vejam quais são as técnicas que disponibilizamos aqui.

– Objetos como tintas, fita crepe, carrinhos, carimbos e massinha são excelentes para o estímulo
da coordenação viso-motora. Além disso, tais itens aprimoram as habilidades de preensão;

– O uso de instrumentos ou brinquedos do interesse da criança é importante para estimular a


categorização, o agrupamento, a classificação, a ordenação, as noções de conjunto e quantidade;

– Os professores também podem optar por objetos reais e que fazem parte do dia a dia do
pequeno. Isso é ideal para o aumento de percepções e compreensão de medidas, além de
desenvolver suas variações de maneira eficaz, valorizando os registros por meio de desenho para
posteriormente atribuir significado numérico;

– Os encartes de revistas são indicados para que os pequenos possam brincar com quebra-
cabeças. Isso também possibilita percepções de posições no espaço;

– Brinquedos que tendem a incentivar a leitura, a associação de palavras e dos objetos são
ótimas opções de desenvolvimento da criança com deficiência intelectual;

– A utilização do Geoplano para o aprimoramento de aspectos de percepção costuma ser


eficazes. Além disso, ele ajuda na elaboração, no espaço, nas formas, medidas e reprodução de
imagens;

– Personagens que compõem o universo infantil contam como verdadeiros auxílios no


desenvolvimento dos pequenos, pois eles despertam interesse na criança. Esse contato faz com
que ela desenhe, crie e construa tanto o seu silabário quantos os jogos temáticos. Isso é
responsável por induzir a alfabetização.

Que outros profissionais podem ajudar no desenvolvimento dos pequenos?


Como vocês puderam ver, o trabalho do professor no caso de um aluno com deficiência
intelectual é cheio de desafios e técnicas (citamos apenas algumas) que visam ao
desenvolvimento dos pequenos em tal situação. No entanto, existem outros especialistas que
agregam importância nos progressos mostrados pelos alunos.

A presença de psicopedagogos e psicomotricistas pode contar como um ponto que faz toda a
diferença. Afinal, esses profissionais adotam técnicas que tendem a complementar os métodos
utilizados pelos professores dentro de sala. O conjunto dessas práticas aumenta o progresso dos
pequenos.

Atrasos no desenvolvimento infantil pode estar ligado a alguma deficiência intelectual?


Por acaso vocês já desconfiaram que a deficiência intelectual poderia estar relacionada a algum
problema no desenvolvimento infantil? Bom, essa dúvida está presente na vida de muitas
pessoas. A preocupação é importante a partir do momento em que as intervenções para tratar os
sintomas manifestados se mostram necessárias para o bem-estar das crianças.

Independente da situação, é preciso ressaltar que os responsáveis pela criança devem sempre
procurar estar atenta aos sinais que indicam a existência de algo fora da normalidade.

A pergunta que não quer calar: existe alguma relação?


Desvendando a suspeita de muitos pais e profissionais, podemos confirmar que existe uma
relação de coexistência entre a deficiência intelectual e o desenvolvimento infantil.

Na verdade, há uma variação de intensidade em cada caso. Para citar apenas um exemplo,
suponhamos que um indivíduo apresente uma incidência leve. Ele pode ter tanto expectativa de
vida e autonomia bem maiores do que aqueles cujo desenvolvimento e deficiência são mais
severas. É preciso analisar os casos separadamente.

Portanto, diante de tal complexidade, aconselhamos que os responsáveis não desistam de


procurar por especialistas. Somente estes profissionais têm o conhecimento ideal para
diagnosticar algum sintoma de que algo deve ser olhado com mais detalhe.

O impacto do atraso no desenvolvimento infantil


É impossível apresentar o impacto no desenvolvimento infantil como algo fechado, ou seja, como
um conjunto limitado de sinais ou características. Sendo assim, podemos citar aqui algumas
situações que influenciam no dia a dia da criança, tais como aqueles ligados à autonomia do
pequeno.

A dificuldade para desempenhar ações básicas voltadas para os cuidados pessoais, como lavar
as mãos, tomar banho, vestir a própria roupa, entre outras situações marca o quesito autonomia.
Vale ressaltar que mesmo muito novos, os pequenos podem e devem ser estimulados a algumas
ações de higiene elementar para o seu bem-estar.

Podemos considerar a deficiência intelectual aos problemas relacionados à psicomotricidade?


Sim, embora muitos acreditem que não seja possível haver tal ligação, pesquisas evidenciaram o
contrário. Podemos citar aqui, por exemplo, a dificuldade com a coordenação motora ampla,
(aquela que é responsável pelas ações dos principais músculos do corpo: andar, dançar, pular,
sentar, etc.) como algo que esteja diretamente ligado à deficiência intelectual.

Além disso, a dificuldade com a coordenação motora fina, que serve para desempenhar os
pequenos músculos e oferecem à criança a capacidade de mover as mãos: manipular objetos,
desenhar, recortar, escrever, entre outras ações; também pode ser influenciada.

Aspectos da comunicação e do comportamento e o atraso no desenvolvimento


Os problemas presentes no atraso do desenvolvimento podem influenciar a comunicação e o
comportamento. Os sintomas mais presentes são estes a seguir:

– Dificuldade com a habilidade de linguagem e a compreensão da fala da criança;


-Dificuldade para habilidade de interação social: quando a criança se mostra arredia em todas as
situações que saem do seu contexto familiar.

O que é desenvolvimento infantil?


Em artigo anterior, evidenciamos que o desenvolvimento infantil é um conjunto de aspectos
responsáveis pela autonomia da criança em todas as áreas de sua vida. Ele engloba os seguintes
campos: emocional, físico, social e cognitivo.

O resultado de tudo isso, adequadamente desenvolvido, proporciona aos meninos e às meninas a


chance de entender e se inteirar do ambiente em que estão. Todos eles precisam estar
conectados para que, de fato, consigam oferecer-lhes facilidades com determinadas habilidades.

Alunos com deficiência intelectual devem ter horários e planos de ensino diferenciado?
Pais e responsáveis de pessoas com deficiência intelectual vivem com alguns dilemas, sobretudo
na hora de matricular as crianças ou adultos em uma escola. Uma dessas indecisões está na
seguinte situação: a instituição disponibiliza horários e planos de ensino diferenciado?

Como existem escolas com metodologias diferentes, não é aconselhável falar por todas. No
entanto, o que se sabe é que os centros educacionais têm a obrigação de adequar o ensino para
os alunos que apresentam deficiência intelectual.

A adaptação está prevista em leis recentes que asseguram o direito dessas pessoas. Veja a
seguir algumas resoluções conquistadas ao longo dos anos, principalmente após a promulgação
da Constituição de 1988.

O que está garantido?


– A Resolução CNE/CBB n°2 (2001) institui as diretrizes nacionais voltadas para a educação
especial na educação básica. O documento garante a matrícula de todos os alunos em sistemas
de ensino, cabendo às instituições a organização para atender estudantes com necessidades
especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade universal,
sem qualquer distinção entre os alunos;

– O Parecer CNE/CP n° 9 (2001) estabelece a educação básica como inclusiva a fim de suprir a
demanda de estudantes com deficiência intelectual e outras necessidades. Este ponto,
especificamente, refere-se às pessoas especiais que estudam em turmas comuns;

– A Resolução MEC CNE/CEB n°4 (2009) constitui as diretrizes operacionais voltadas para o
atendimento educacional especializado (AEE) na educação básica, modalidade ensino especial.
O documento estabelece que o AEE deve ser oferecido no turno inverso da escolarização,
principalmente em salas de recursos multifuncionais da própria instituição ou em outra escola de
ensino regular.

Importante ressaltar que, de acordo com a resolução, o AEE “tem como função complementar ou
suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de
acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para a sua plena participação na
sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem”. (Resolução CNE/CEB 4/2009.)

Desafio à vista: a luta de pais e responsáveis pelo direito de seus filhos


Embora a Constituição garanta os direitos dos estudantes especiais à educação inclusiva, ainda é
muito comum presenciar a saga que muitos adultos enfrentam ao tentar matricular os
filhos/parentes em uma escola que ofereça adaptações para suas necessidades.

O que muitos devem saber é que a cobrança extra por essas adequações é proibida e deve ser
denunciada tão logo for descoberta. A educação deve ser acessível a todos eles.

Horário e plano de ensino diferenciado

Como mencionado no início do artigo, toda escola adota uma metodologia de ensino. Sendo
assim, existem instituições que tentam adaptar ao máximo a rotina e o ritmo para as
necessidades apresentadas pelos estudantes.

O que não pode ser feito, no entanto, é negligenciar o aprendizado de uma pessoa com
deficiência intelectual. Toda adequação que vise a resultados pedagógicos satisfatórios por parte
desse público deve ser bem elaborada para ser realmente eficaz.

A melhor maneira de esclarecer todos esses pontos é conversar com a equipe de educadores do
local, assim como pais e responsáveis de outros alunos que estão incluídos nesse grupo; para
que tanto crianças como adultos especiais tenham acesso a uma educação de qualidade, um
direito de todos.

TDAH tem associação com o TEA e deficiência intelectual?


Frequentemente ficamos a par de algumas relações de transtornos que são evidenciadas por
novas pesquisas. Essas ligações podem ser definidas como comorbidades, pois elas geralmente
acontecem diante da existência de duas ou mais condições que afetam o desenvolvimento
cognitivo e social de uma pessoa. O Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH), a Deficiência
Intelectual (DI) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são alguns desses casos que suscitam
curiosidade em pesquisas acadêmicas.

A pergunta que fica é a seguinte: o TDAH tem associação com o TEA e a deficiência intelectual?
Além disso, o interessante é traçar quais são as implicações, a preponderância do TDAH em
relação às outras condições, como fazer para identificar cada uma delas e o que fazer para lidar
com uma intervenção plenamente eficaz.

Para isso, é importante expormos um breve panorama sobre cada um desses transtornos e/ou
distúrbios; e como os manuais e grupos de estudiosos lidam com essas situações. Já se sabe,
por exemplo, que a denominação mais adequada atualmente é deficiência intelectual, segundo
orientação proposta no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) editada
em 2013.

É sabido que tanto o TDAH quanto a Deficiência Intelectual e o TEA são condições cuja
prevalência de comorbidades são relativamente normais, mas, dependendo do caso, uma delas é
a causa primária em relação à outra. Veja a seguir como elas atuam na vida de uma pessoa, suas
consequências e quais as possibilidades relacionais.

O que estudos sugerem sobre a associação TDAH, TEA e DI?

– TDAH e TEA
Uma pesquisa apresentada no 26° Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia evidencia que
crianças diagnosticadas com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) podem
apresentar traços presentes no TEA (Transtorno do Espectro Autista).
O estudo afirma que o histórico familiar corresponde por uma boa parcela desses casos, inclusive
aqueles que envolvem gêmeos. No entanto, outras relações entre parentes podem exercer
influência. O estudo mostra que essa ligação entre o TDAH e o TEA compartilha uma mesma
herança ou origem, comprovando a sua comorbidade ou coexistência.

De acordo com o levantamento, “essas descobertas aumentam a possibilidade de que algumas


crianças com TDAH possam manifestar sintomas de autismo mesmo na ausência de um
transtorno pleno”.

– TDAH e DI
Algumas pesquisas tornaram evidentes a presença de sintomas de TDAH em pessoas com DI.
Há que se considerar o seguinte fato: em muitos casos o diagnóstico de TDAH e Deficiência
Intelectual são apresentados como transtornos em comorbidade. O que facilita a identificação de
um desses transtornos associado a outro é o uso de escalas no diagnóstico, provocando sua
eficácia na identificação de sintomas do TDAH em crianças que convivem com a DI.

Alguns sintomas da Deficiência Intelectual podem ser confundidos com aquelas apresentadas no
TDAH. Veja quais são:

 Falta de interesse pelas atividades dadas em sala de aula;


 Pouca interação com os colegas e com a professora;
 Quando a criança perde ou esquece o que já havia aprendido (e demonstrado habilidade);

O TDAH e sua incidência


O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pode ser definido como um distúrbio
neurocomportamental ou uma desordem neuropsiquiátrica, de início precoce. Ele é caracterizado
por uma inquietação psicomotora; pela dificuldade em manter a atenção e a impulsividade
cognitiva e social.

Estudo realizado pelo DSM-5 estabelece que o TDAH ocorre em 5% das crianças e 2,5% dos
adultos. De acordo com o levantamento, o transtorno costuma ser mais frequente em
comparação com as meninas. Isso considerando a população geral.

Quando comparado o público infantil em relação aos demais, a pesquisa constata que a
proporção de TDAH se configura da seguinte forma: 2:1 em crianças e 1,6:1 em adultos.

A deficiência intelectual e a possibilidade de comorbidades


A deficiência intelectual, por sua vez, é caracterizada pelo funcionamento cognitivo que não
corresponde à média esperada. Em outras palavras, é quando que está aquém do que é
considerado normal ou regular para o desenvolvimento de uma pessoa. Muitos pais e mães ficam
apreensivos em relação aos campos que podem ser direta ou indiretamente afetados pelo
desempenho cerebral da criança.

A Deficiência Intelectual também é marcada por prejuízos significantes do funcionamento


intelectual. A tudo isso se junta os déficits no comportamento adaptativo, manifestados durante o
período de desenvolvimento da criança e adolescente.
O TEA e os desafios que ele traz para a vida da pessoa
O autismo é um transtorno que afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar
também no comportamento do indivíduo. De acordo com dados do CDC (Center of Deseases
Control and Prevention), órgão vinculado ao governo dos Estados Unidos, a relação existente é
de um caso de autismo a cada 110 pessoas.

Sendo assim, a estimativa no Brasil, com seus poucos mais de 200 milhões de habitantes,
possua aproximadamente 2 milhões de pessoas convivendo com TEA. Para se ter uma ideia, só
no Estado de São Paulo são mais de 300 mil ocorrências, segundo dados divulgado pela USP. Os
sintomas básicos do TEA são os seguintes:

 Dificuldade de interação social;


 Déficit de comunicação social, tanto quantitativo quanto qualitativo;
 Padrões inadequados de comportamento que não possuem finalidade social.

Como lidar com esses casos?


Os tratamentos disponibilizados pelos profissionais são sempre as melhores alternativas para
oferecer às pessoas. É importante salientar que as intervenções devem ser aplicadas de acordo
com a demanda de casa pessoa, pois as necessidades de uma podem ser diferentes de outra e
por aí vai.

Programas específicos para se aprimorar


Outra dica é se informar através de programas não só para especialistas da área médica, mas
voltados também a terapeutas e educadores que precisam saber como identificar os principais
sinais de tais transtornos. Além disso, como lidar com a agressividade e os comportamentos
inadequados das crianças e adolescentes com autismo ou outros transtornos.

Um desses programas é o PROTEA – Programa Especializado no Transforo do Espectro


Autista. Nele você aprende a intervir no Autismo com fundamentação científica e garanta um
futuro social e acadêmico brilhante ao seu aluno ou paciente.

Depois de finalizar este programa você vai saber como lidar com a agressividade e
comportamento inadequado no Autismo e entender como funciona a mente das pessoas que têm
o espectro, para fazer a inclusão, medicar e intervir com segurança.

16.Transtornos de Aprendizagem?

Por acaso você tem notado algo de diferente no desempenho pedagógico de seu filho? A escrita,
a leitura ou a capacidade com a matemática deixam a desejar? Se por um lado isso deve ser
dificuldade específica em alguma matéria, por outro a resposta tende a ser outra.

Transtornos de aprendizagem podem ser considerados como uma inabilidade específica que
esteja ligada às habilidades mencionadas acima (escrita, leitura, matemática), em alunos que
apresentam resultados aquém do esperado para o nível de escolaridade, desenvolvimento e
capacidade cognitiva.

Importante nunca confundir o transtorno com a dificuldade de aprendizagem, pois ambos têm
causas completamente diferentes, além de soluções distintas para os casos apresentados pelos
estudantes.

Quais são as causas?


Com base no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5 (DSM-V), a origem do
transtorno de aprendizagem está no aspecto biológico, por se tratar de um transtorno do
neurodesenvolvimento. É interessante reiterar que a origem inclui também uma interação de
fatores genéticos, ambientais e epigenéticos, o que influencia a capacidade do cérebro para
processar ou perceber as informações, tanto verbais como não-verbais.

Além disso, alguns estudos esclarecem que as causas do transtorno de aprendizagem podem
estar relacionadas a aspectos multifatoriais. No entanto, isso é apenas uma hipótese que precisa
ser pesquisada com mais riqueza de detalhes para qualquer conclusão pela comunidade
científica.

Importante saber
O transtorno de aprendizagem é citado tanto pelo DSM-V como o CID-10 (Código Internacional
de Doenças), na qual se consta uma “suposição de primazia de fatores biológicos, os quais não
interagem com fatores não-biológicos”. Os manuais trazem consigo alguns pontos que não
devem ser considerados como consequência do distúrbio, são eles:

 Doença cerebral ou traumatismo;


 Algum comprometimento visual ou auditivo que não foi corrigido;
 Comprometimento na inteligência global;
 Falta de oportunidade em aprender;
 Mudança de escola (ocasionando descontinuidade educacional).

O que a gestação tem a ver com o transtorno?


Embora as pesquisas estejam em fase de realização, é verdade que muitas delas enxergam a
origem do Transtorno de Aprendizagem a partir da interligação de informações em determinadas
regiões cerebrais, cujos distúrbios podem ter ocorrido no período da gestação.

Interligação cerebral na gestação


Há que se ressaltar que o desenvolvimento cerebral do feto configura um ponto de total
importância, pois, nesta fase de construção, ocorre a conexão, a aquisição e a atribuição de
significados à aprendizagem (significados).

Sendo assim, qualquer aspecto que interfira em tal desenvolvimento tende a impactar no
surgimento do transtorno de aprendizagem. Algo que só será manifestado quando o pequeno
estiver em idade escolar.

– Lembrando que a medicina trabalha com esta hipótese, o que requer ainda muito estudo para
que se chegue a um consenso.

Transtornos de aprendizagem em tipos:


– Transtorno da leitura ou dislexia: problemas de identificação no reconhecimento das
palavras, decodificação e ortografia;

– Transtorno de escrita: Problemas voltados para a construção da ortografia e caligrafia;

– Transtorno de matemática: também conhecido como discalculia, o distúrbio não está


relacionado à falta total da habilidade matemática na vida da criança, mas na maneira que o
pequeno associa esse conhecimento com o mundo em que está inserida.

Como é o tratamento?
 Intervenção psicopedagógica;
 Intervenção fonoaudiológica;
 Programas educativos especiais;
 Uso de medicamentos (para casos mais sérios)
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Desenvolvimento Infantil de uma maneira Lúdica, Encantadora e Eficaz? Em um curso
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Como ajudar alunos com dificuldade de aprendizagem?


A dificuldade de aprendizagem é algo mais comum na vida escolar que se imagina. Estima-se
que a incidência entre os estudantes brasileiros varie em torno dos 50%. Esta taxa é motivo de
muita preocupação não apenas para os pais e os profissionais ligados à educação, mas aos
próprios estudantes. Afinal, a criança e o adolescente passam a sentir angústia e ansiedade
diante da impossibilidade de aprender de maneira fluida e tranquila.

O desafio que surge no dia a dia de muitos especialistas é como driblar a dificuldade de
aprendizagem e impulsionar os alunos a obterem maneiras mais satisfatórias para a vida escolar.
Porém, vamos mostrar aqui alguns detalhes referentes a esse processo tão complexo e
interessante como a aprendizagem escolar.

O que é aprendizagem escolar?


A aprendizagem escolar pode ser definida como um processo que depende da combinação
coordenada de fatores diversos, são eles:

– genéticos;

– neurobiológicos;

– psicoemocionais;

– sócio-culturais;

– pedagógicos;

– institucionais;

– familiares.

Portanto, é aconselhável que ao primeiro sinal da dificuldade de aprendizagem os pais


considerem que esse quadro precisa de muita atenção e até mesmo acompanhamento
com psicopedagogos, por exemplo.

Como os professores podem auxiliar na dificuldade de aprendizagem?


É praticamente impossível identificar algum problema relacionado à aprendizagem logo nos
primeiros dias do ano letivo. Essa identificação vem com o tempo, mas, assim que detectada,
precisa de uma atenção maior. Isso significa que o professor deve adotar uma maneira mais
aproximada de ensinar ao aluno com a dificuldade.

Claro, isso não quer dizer que a criança deva ser separada dos demais, muito pelo contrário. Isto
não pode acontecer. O profissional, ao identificar que o estudante não consegue acompanhar
determinados conteúdos, vai estabelecer uma forma mais eficiente de tornar a aprendizagem com
menos obstáculos. Dentre as propostas podemos destacar a ajuda do educador para oferecer
todo o suporte para a criança em uma eventual dificuldade ao processo de leitura e escrita.
Além disso, os professores devem entrar em contato com os pais para que eles procurem
acompanhamento com profissionais que possam contribuir para o desenvolvimento das crianças
e dos jovens. É de extrema importância que haja essa comunicação entre a escola e a família.

Existem outros detalhes referentes à dificuldade de aprendizagem?


Sim. Muitos estudos são realizados dando enfoque a essa situação e as evidências científicas
comprovaram que cuidados realizados já no pré-natal podem reduzir potenciais riscos na vida
escolar da criança, sobretudo aqueles relacionados à dificuldade de aprendizagem.

Em artigos anteriores já abordamos sobre este mesmo tema e na ocasião trouxemos algumas
informações fundamentais e que fazem toda a diferença na condução de um possível problema.
As dicas a seguir são relacionadas aos meios de prevenção. Vejam quais são elas:

– Melhorar sempre o nível educacional das mães e cuidadores;

– Orientar no pré-natal, durante a gravidez, ações que sejam benéficas para o cérebro do futuro
bebê e como evitar práticas por outro lado nocivas ao desenvolvimento cerebral, como drogas
lícitas ou ilícitas;

– Disponibilizar desde muito cedo meios de estimulação de pré-requisitos para leitura e escrita
nos Centros Infantis (CEI-CMEI’s);

– Detectar e intervir precocemente em crianças com atrasos de desenvolvimento


neuropsicomotor, especialmente aquelas com distúrbios motores, de linguagem e com problemas
de atenção e de memória;

– Disponibilizar especialistas em desenvolvimento em instituições que cuidam e participam dos


primeiros anos de vida das crianças;

– Prevenir meningites e traumas cranianos na infância com o intuito de proteger o cérebro de


agentes potencialmente lesivos as suas funções;

– Viver em espaços estimuladores, com condições nutricionais e lúdicos adequados (brincar,


alimentar-se bem, socializar-se).

Fonte: https://neurosaber.com.br

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