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REDAÇÃO

Enem
Professora Adriana Lavorato
"Você nunca fará nada neste
mundo sem coragem. É a melhor
qualidade da mente ao lado da
honra“
Aristóteles
Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da
língua portuguesa.
Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar
conceitos das várias áreas de conhecimento para
desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do
texto dissertativo-argumentativo em prosa.

Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar


informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa
de um ponto de vista.

Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos


linguísticos necessários para a construção da
argumentação.
Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema
abordado que respeite os direitos humanos.
Fuga Total do Tema;

Não obediência à estrutura dissertativo-


argumentativa.

Texto com até 7 (sete) linhas, ou folha de redação em


branco;

Prova assinada, com desenhos ou outras formas


propositais de anulação;

Parte deliberadamente desconectada do tema


proposto.

Texto predominantemente em língua estrangeira.


Competência 1
São observados nessa competência
dois aspectos do texto:

a estrutura sintática;

os desvios.
“todos que falamos e escrevemos temos
um conhecimento empírico forte de que
não se escreve como se fala.”
Luiz Fiorin
Competência 2
• “Compreender a
proposta de redação
e aplicar conceitos
das várias áreas do
conhecimento para
desenvolver o tema
dentro dos limites
estruturais do texto
dissertativo-
argumentativo”
Manipulação do comportamento do
usuário - pelo controle de dados na
. internet.
Conhecimento sociocultural
Repertório
1. Repertório a partir de
muitos trechos de cópias
dos textos motivadores

2. Repertório baseado nos


textos motivadores

3. Repertório não
legitimado
4. Repertório legitimado

5. Repertório legitimado,
pertinente com uso
produtivo
Repertório Legitimado:
utiliza informações, fatos,
situações e experiências
vividas com respaldo nas
Áreas do Conhecimento.
Recomendações
• Leitura
atenta dos
textos
propostos
Refletir
sobre o tema
para saber
como
abordá-lo
• Utilize
informações de
várias áreas do
conhecimento,
demonstrando
que você está
atualizado em
relação ao que
acontece no
mundo.
• Os textos
motivadores
foram
apresentadas
apenas para
despertar uma
reflexão sobre o
tema.
Estratégias argumentativas
Exemplos;

Dados estatísticos;

fatos comprováveis;

citações ou depoimentos de autoridades •; • alusões históricas; e

comparações entre fatos, situações, épocas ou lugares distintos


Competência III

Selecionar, relacionar, organizar e


interpretar informações, fatos,
opiniões e argumentos em defesa de
um ponto de vista
relação lógica entre as partes
do texto;

precisão vocabular;

progressão temática adequada


ao desenvolvimento do tema;

adequação entre o conteúdo do


texto e o mundo real.
PROJETO DE TEXTO
• Projeto de texto é o
planejamento prévio à
escrita da redação. É o
esquema que se deixa
perceber pela
organização estratégica
dos argumentos
presentes no texto.
Ideias bem
articuladas
Leitor deve
acompanhar
o mesmo
raciocínio
Construindo um projeto de texto
Transforme o tema da redação em uma
pergunta e a responda.

TESE

QUESTIONE SUA TESE.


(Por que?)

Liste as respostas. São seus argumentos.


Escolha apenas 2 e os questione
novamente, sempre pensando em
causas e consequências.

Procure estabelecer uma relação


entre seus argumentos, sua tese e
uma área de conhecimento
Escolha um dos problemas e responda aos
quesitos:

A quem cabe a ação,

O que deve der feito

Como executar, os meios para isso

Impacto da ação.
• Relações de sentido.
• Precisão vocabular.
• Seleção de argumentos.
• Progressão temática - as ideias desenvolvidas
são apresentadas, de forma organizada, em
uma ordem lógica.
• Desenvolvimento dos argumentos, com a
explicitação da relevância das ideias
apresentadas para a defesa do ponto de vista
definido.
• Apresentação clara da tese e seleção dos
argumentos que a sustentam.
• Encadeamento das ideias, de modo que cada
parágrafo apresente informações coerentes
com o que foi apresentado anteriormente,
sem repetições ou saltos temáticos.
• Desenvolvimento dessas ideias por meio da
explicitação, explicação ou exemplificação das
informações, fatos e opiniões, de modo a
justificar, para o leitor, o ponto de vista
escolhido.
INTRODUÇÃO

DESENVOLVIMENTO

CONCLUSÃO
Limites do Tema
Competência 4
• “ Demonstrar
conhecimento dos
mecanismos
linguísticos
necessários à
construção da
argumentação”.
• Todo texto é o
resultado de
um
encadeamento
de ideias
Na avaliação dessa competência,
serão considerados os seguintes
aspectos:
Encadeamento textual

Estruturação dos parágrafos

Estruturação dos períodos

Referenciação
Coesão
• Empregar
estratégias
de coesão
A construção do texto e o
desenvolvimento dos
parágrafos
CONTEXTUALIZAÇÃO

INTRODUÇÃO
TESE

PROBLEMA

ARGUMENTO 1

DESENVOLVIMENTO
ARGUMENTO 2

PROPOSTA DE
CONCLUSÃO
INTERVENÇÃO
• No livro “1984” de George Orwell, é retratado um futuro
distópico em que um Estado totalitário controla e
manipula toda forma de registro histórico e
contemporâneo, a fim de moldar a opinião pública a favor
dos governantes. Nesse sentido, a narrativa foca na
trajetória de Winston, um funcionário do contraditório
Ministério da Verdade que diariamente analisa e altera
notícias e conteúdos midiáticos para favorecer a imagem
do Partido e formar a população através de tal ótica. Fora
da ficção, é fato que a realidade apresentada por Orwell
pode ser relacionada ao mundo cibernético do século XXI:
gradativamente, os algoritmos e sistemas de inteligência
artificial corroboram para a restrição de informações
disponíveis e para a influência comportamental do público,
preso em uma grande bolha sociocultural.
• Em primeiro lugar, é importante destacar que, em
função das novas tecnologias, internautas são
cada vez mais expostos a uma gama limitada de
dados e conteúdos na internet, consequência do
desenvolvimento de mecanismos filtradores de
informação a partir do uso diário individual. De
acordo com o filósofo Zygmund Baüman, vive-se
atualmente um período de liberdade ilusória, já
que o mundo digitalizado não só possibilitou
novas formas de interação com o conhecimento,
mas também abriu portas para a manipulação e
alienação vistas em “1984”. Assim, os usuários
são inconscientemente analisados e lhes é
apresentado apenas o mais atrativo para o
consumo pessoal.
• Por conseguinte, presencia-se um forte poder de
influência desses algoritmos no comportamento da
coletividade cibernética: ao observar somente o que
lhe interessa e o que foi escolhido para ele, o indivíduo
tende a continuar consumindo as mesmas coisas e
fechar os olhos para a diversidade de opções
disponíveis. Em um episódio da série televisiva Black
Mirror, por exemplo, um aplicativo pareava pessoas
para relacionamentos com base em estatísticas e
restringia as possibilidades para apenas as que a
máquina indicava – tornando o usuário passivo na
escolha. Paralelamente, esse é o objetivo da indústria
cultural para os pensadores da Escola de Frankfurt:
produzir conteúdos a partir do padrão de gosto do
público, para direcioná-lo, torná-lo homogêneo e, logo,
facilmente atingível.
• Portanto, é mister que o Estado tome providências para
amenizar o quadro atual. Para a conscientização da
população brasileira a respeito do problema, urge que
o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por
meio de verbas governamentais, campanhas
publicitárias nas redes sociais que detalhem o
funcionamento dos algoritmos inteligentes nessas
ferramentas e advirtam os internautas do perigo da
alienação, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de
buscar informações de fontes variadas e manter em
mente o filtro a que ele é submetido. Somente assim,
será possível combater a passividade de muitos dos
que utilizam a internet no país e, ademais, estourar a
bolha que, da mesma forma que o Ministério da
Verdade construiu em Winston de “1984”, as novas
tecnologias estão construindo nos cidadãos do século
XXI.
Em consequência disso, os deficientes auditivos
encontram inúmeras dificuldades em variados âmbitos de
suas vidas. Um exemplo disso é a difícil inserção dos
surdos no mercado de trabalho, devido à precária
educação recebida por eles e ao preconceito intrínseco à
sociedade brasileira. Essa conjuntura, de acordo com as
ideias do contratrualista Johm Locke, configura-se uma
violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre
sua função de garantir que tais cidadãos gozem de
direitos imprescindíveis (como direito à educação de
qualidade) para a manutenção da igualdade entre os
membros da sociedade, o que expõe os surdos a uma
condição de ainda maior exclusão e desrespeito.
200 pontos Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de
recursos coesivos.

160 pontos Articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório
diversificado de recursos coesivos

120 pontos Articula as partes do texto, de forma mediana, com inadequações, e


apresenta repertório pouco
diversificado de recursos coesivos

80 Articula as partes do texto, de forma insuficiente, com muitas inadequações e


pontos apresenta repertório limitado de recursos coesivos.

40 Articula as partes do texto de forma precária.


pontos

0 Não articula as informações.


pontos
Competência 5
“Elaborar proposta de intervenção para o
problema abordado, respeitando os direitos
humanos”
A proposta de intervenção deve responder a 4
questionamentos:

Quem? Agente responsável pela ação


O quê? A ação proposta, ou seja, aquilo que deve ser feito.
Como? Como executar a ação proposta.
Qual efeito? De que forma a adoção dessa ação irá contribuir para
amenizar o problema debatido.

Lembre-se: um deles deve ser detalhado (desenvolvido)


Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que a
Escola promova a formação de cidadãos que respeitem às
diferenças e valorizem a inclusão, por intermédio de
palestras, debates e trabalhos em grupo, que envolvam a
família, a respeito desse tema, visando a ampliar o
contato entre a comunidade escolar e as várias formas de
deficiência. Além disso, é imprescindível que o Poder
Público destine maiores investimentos à capacitação de
profissionais da educação especializados no ensino
inclusivo e às melhorias estruturais nas escolas, com o
objetivo de oferecer aos surdos uma formação mais
eficaz. Ademais, cabe também ao Estado incentivar a
contratação de deficientes por empresas privadas, por
meio de subsídios e Parcerias Público-Privadas,
objetivando a ampliar a participação desse grupo social
no mercado de trabalho. Dessa forma, será possível
reverter um passado de preconceito e exclusão, narrado
por Machado de Assis e ofertar condições de educação
mais justas a esses cidadãos.
Na redação você deve
evitar:
Frases fragmentadas ;

sequência justaposta de ideias sem encaixamentos


sintáticos;

hábitos da oralidade;

Emprego incorreto do conectivo


CONTEXTUALIZAÇÕES
A Declaração dos Direitos do Homem
e do Cidadão - 1789
• é um documento culminante da Revolução
Francesa, que define os direitos individuais e
coletivos dos homens como universais: válidos
e exigíveis a qualquer tempo e em qualquer
lugar, pois permitem à própria natureza
humana.
A Declaração Universal dos Direitos
Humanos - 1948
• é um marco na história dos direitos humanos.
Elaborada por representantes de diferentes
origens jurídicas e culturais de todas as
regiões do mundo, a Declaração foi
proclamada pela Assembleia Geral das Nações
Unidas em Paris, em 10 de dezembro de 1948,
como uma norma comum a ser alcançada por
todos os povos e nações. Ela estabelece, pela
primeira vez, a proteção universal dos direitos
humanos.
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988
• Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
• Art. 6º São direitos sociais a educação, a
saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o
transporte, o lazer, a segurança, a previdência
social, a proteção à maternidade e à infância,
a assistência aos desamparados, na forma
desta Constituição.
Contextualização
• O contrato social é uma metáfora usada pelos
filósofos contratualistas para explicar a relação
entre os seres humanos e o Estado.
• Esta figura de linguagem foi utilizada
especialmente por Thomas Hobbes, John
Locke e Jean-Jacques Rousseau.
• Hobbes chama o "Estado" de Leviatã, um dos
nomes que o diabo recebe na Bíblia, com o
propósito de reforçar que é a natureza
perversa do homem que o faz buscar a união
com outros homens.
• O Estado, por sua parte, terá o dever de evitar
conflitos entre os seres humanos, velar pela
segurança e preservar a propriedade privada.
• “O homem é o lobo do homem”
• Segundo Locke, o homem vivia num estado
natural onde não havia organização política,
nem social.
• Então, para solucionar este vazio de poder, os
homens vão concordar, livremente, em se
constituir numa sociedade política organizada.
• Por sua parte, o Estado tem como fim zelar
pelos direitos dos homens tais quais a vida, a
liberdade e a propriedade privada.
• Ao contrário de Hobbes e Locke, Rousseau vai
defender que o homem, no seu estado natural,
vivia em harmonia e se interessava pelos demais.
Para Rousseau, a vida numa sociedade em vias de
industrialização não favoreceu os homens no seu
aspecto moral.
• À medida que o desenvolvimento técnico foi
ganhando espaço, o ser humano se tornou
egoísta e mesquinho, sem compaixão pelo seu
semelhante.
• Desta maneira, Rousseau relaciona o
aparecimento da propriedade privada com o
surgimento das desigualdades sociais.
• Assim era preciso que surgisse o Estado a fim
de garantir as liberdades civis e evitar o caos
trazido pela propriedade privada.
A "Utopia", de Thomas More.
• Thomas More cria uma ilha-reino, com a
geografia descrita provavelmente a partir de
narrativas sobre a América, em que
demonstra como seria aplicável
uma sociedade sem propriedade privada e
sem intolerância religiosa, na qual a razão é o
critério para estabelecer condutas sociais e
não o autoritarismo do Rei ou da Igreja – que,
em seu contexto histórico.
"Sorte é o que acontece
quando a preparação encontra
a oportunidade“
SÊNECA