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SENAI “Roberto Simonsen” – Curso técnico de Mecânica

Damião Pereira da Conceição


Gustavo de Moura Moraes
Henrique Griselli
Lucas Alves
Marcos Vinícius
Michel Machado

PROJETO TROQUELADORA

Brás
2017

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Damião Pereira da Conceição
Gustavo de Moura Moraes
Henrique Griselli
Lucas Alves
Marcos Vinicius
Michel Machado

PROJETO TROQUELADORA

Trabalho de Conclusão de
Curso apresentado como exigência
parcial para obtenção do diploma do
Curso Técnico em Mecânica da
escola SENAI Roberto Simonsen.

Prof.: Richter.

Brás
2017
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RESUMO
A troqueladora é uma máquina de corte muito utilizada na indústria gráfica
para o corte de filmes e papéis, por exemplo, adesivos, rótulos, absorventes, jornais,
band-aids, etc.
No seu funcionamento o material a ser cortado é desbobinado passa pelo
estágio de corte e depois pode ou não ser rebobinado em outra bobina com ou sem
a separação de retalho.
No mercado ela pode ser encontra em dois tipos de funcionamento a de
batida e a rotativa.
O projeto consiste na construção de uma troqueladora de pequeno porte.
Assim, trazendo para o mercado uma máquina com preço mais acessível e que não
ocupe muito espaço.
Para esse projeto foi definido que será construída uma troqueladora rotativa
graças a sua velocidade de produção, durabilidade da faca e rapidez de acerto.
Assim proporcionando um custo benéfico mais atraente, pois por ser uma máquina
que visa uma maior acessibilidade isso acaba tornando ela uma máquina de menor
produtibilidade em relação às grandes máquinas do mercado.
Para isso será utilizado como base às máquinas rotativas que estão no
mercado e um dispositivo de teste de ferramentas.

Palavra-chave: espaço, acessibilidade, preço.

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Dedicatória

Dedicamos este projeto aos professores do curso Técnico de Mecânica da


escola SENAI Roberto Simonsen, pois sem os ensinamentos deles não teríamos o
conhecimento necessário para podermos elaborar este projeto desde a sua parte
escrita até o desenvolvimento do protótipo.

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Justificativa

No Brasil há uma forte presença de indústrias gráficas de pequeno porte.


Assim esse projeto se destina a proporcionar para o mercado uma máquina
troqueladora acessível que possa suprir as necessidades de pequenas e micro
empresas do setor gráfico.

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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO...........................................................................................05
2. MEMORIAL DE CÁLCULO........................................................................06
2.1. Coeficiente de segurança....................................................................06
2.2. Esforço de corte...................................................................................07
2.3. Diagrama dos esforços........................................................................08
2.4. Capacidade de carga dinâmica (Cr)....................................................09
2.5. Motor redutor.......................................................................................10
2.5.1. Momento torsor......................................................................10
2.6. Eixo do desbobinador e bobinador......................................................10
2.6.1. Cálculo dos esforços do desbobinador e bobinadores..........11
2.7. Cálculo da estrutura.............................................................................11
2.8. Engrenagens.......................................................................................12
3. FLUXOGRAMA..........................................................................................13
4. CONCLUSÃO.............................................................................................14
5. REFERÊNCIAS...........................................................................................15

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1. INTRODUÇÃO
Está monografia apresenta os passos para o desenvolvimento da troqueladora
idealizada pelo grupo demonstrando os cálculos utilizados para o dimensionamento
dos elementos mecânicos e o desenho de conjunto elaborado para a representação
do projeto.

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2. MEMORIAL DE CÁLCULO

2.1. Coeficiente de segurança

k = x . y . z . w (admensional)

K = coeficiente de segurança

Valores para x
X = 2; para materiais comuns.
X = 1,5; para aços.

Valores para y
Y = 1; parta cargas constantes;
Y = 2; para cargas intermitentes;
Y = 3; para cargas alternadas.

Valores para z (fator do tipo de carga)


Z = 1; para carga gradual;
Z = 1,5 para choques leves;
Z = 2 para choques bruscos.

Valores para W (fator que prevê possíveis falhas de fabricação)


W = 1 a 1,5 para aços;
W = 1,5 a 2 para aço.

k = 2 . 2 . 1,5 . 1,5 = 9

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2.2. Esforço de corte

Ec = P . e . σ . k

Ec = esforço de corte
σ = tensão de tração (5, 714 . 10−4 Kgf/mm²)
e = espessura da folha (0,9mm)
P = perímetro de corte

P = (6 . 76,58mm) + (6 . 120mm)
P = 459,48mm + 720mm = 1 179,48 mm

Ec = 1 179,48mm . 0,9mm . (5,714 . 10−4 )kgf/mm² . 9


Ec = 1 061,53mm². 0,0051426kgf/mm²
Ec = 5,46 Kgf

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2.3. Representação dos esforços dos eixos da Faca (Eixo 1) e
Contra Faca (Eixo 2).

fig. 1

fig. 2

Diagrama dos Eixo 1 e Eixo 2 conforme fig.1 e fig. 2

Ray = Rcy
Rby = Rdy Logo Diagrama do Eixo 1 = Eixo 2 fig.3

fig.3

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Ec1 = Ec2 = 5,46 Kgf

ΣFy = 0
Ray + Rby – 5,46kgf – 5,46kgf = 0
Ray + Rby = 10,92kgf

ΣMb = 0
(Ray . 0,25m) – (5,46kgf . 0,185m) – (5,46kgf . 0,065m)
1,010kgfm + 0,3549kgfm
Ray =
0,25m
1,365kgfm
Ray =
0,25m
Ray = 5,46 Kgf

ΣFy = 0
Ray + Rby – 5,46kgf – 5,46kgf = 0
Ray + Rby = 10,92kgf
5,46kgf + Rby = 10,92kgf
Rby = 10,92kgf – 5,46kgf
Rby = 5,46 Kgf

2.4. Capacidade de carga dinâmica dos rolamentos (Cr)

Quando o rolamento atuar com movimento (N ≥ 10 rpm), é dimensionado pela


capacidade de carga dinâmica (Cr).

3 Lh . 60 . rpm
Cr ≥ [ √ ] . P . 9,8
1 000 000

Lh = vida útil (60 000 h)


Rpm do eixo = 120 rpm
P = (Ray ou Rby) carga do rolamento
Utilizar a maior carga, logo: Ray = Rby = (5,46 Kgf)

3 60 000 . 60 . 120
Cr ≥ [ √ ] . 5,46 . 9,8
1 000 000
3
Cr ≥ [ √432] . 5,46 . 9,8
Cr ≥ 404,49 N
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2.5. Motor redutor

Potência do motor = 2cv = 1,470W


Rotação do motor = 120 rpm
Relação de transmissão = 1:1
Logo rotação no eixo = 120 rpm
Øeixo = 76mm = 0,076m

2.5.1. Momento torsor

Vp = velocidade periférica [m/s]


d = Ø do eixo [m]
N = rotações por minuto
Ft = força tangencial [N]
P = potência do motor [w]
Mt = momento torsor [N/m]

𝑑𝑝 . 𝜋 . 𝑁 0,076 . 𝜋 . 120
𝑉𝑝 = = = 0,478 𝑚/𝑠
60 60

𝑃 1,470
𝐹𝑡 = = = 3 075,314 𝑁
𝑉𝑝 0,478

𝐹𝑡 . 𝑑 3 075,314 . 0,076
𝑀𝑡 = = = 116,862 𝑁. 𝑚 = 11,925 𝐾𝑔𝑓. 𝑚
2 2

2.6. Eixo do desbobinador

P = força peso [N]


m = massa da bobina de papel [Kg] = 5 Kg
g = aceleração da gravidade = 9,8 m/s²

𝑃 = 𝑚 . 𝑔 = 5 . 9,8 = 49𝑁

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2.6.1. Cálculo dos esforços do desbobinado fig.4

fig.4

𝛴𝐹𝑥 = 0

𝛴𝐹𝑦 = 0
𝑅𝑎𝑦 − 𝑃 = 0
𝑅𝑎𝑦 = 49 𝑁 = 5𝑘𝑔𝑓

𝛴𝑀𝑎 = 0
−𝑀𝑎 + 𝑃 . 122,5 = 0
𝑀𝑎 = 49 . 122,5 = 0
𝑀𝑎 = 612,5 𝑘𝑔𝑓. 𝑚𝑚 = 0,613 𝐾𝑔𝑓. 𝑚

2.7. Cálculo da estrutura área mínima

σe = tensão de escoamento para acrílico = 10 Mpa


K = coeficiente de segurança = 2 (admensional)
σadm = tensão máxima admissível no sistema [Mpa]
F = maior força atuante na estrutura = 5,46 kgf = 53,5 N
A = área mínima da estrutura [mm²]

𝜎𝑒
𝜎𝑎𝑑𝑚 =
𝑘

10𝑀𝑝𝑎
𝜎𝑎𝑑𝑚 = = 5𝑀𝑃𝑎
2

𝐹 𝐹
𝜎𝑎𝑑𝑚 = ∴ 𝐴=
𝐴 𝜎𝑎𝑑𝑚

53,5𝑁
𝐴=
5. 106 𝑁/𝑚𝑚²

𝐴 = 10,7 . 10−6 𝑚² ⇒ 𝐴 = 10,7 𝑚𝑚²


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2.8. Engrenagens
De acordo com a recomendação do fabricante das facas rotativas foi adotado
um módulo igual a 1 e número de dentes igual ao diâmetro da faca que é igual a 76.

Ø𝑒𝑥𝑡𝑒𝑟𝑛𝑜 = 𝑚 . (𝑍 + 2) Ø𝑝𝑟𝑖𝑚𝑖𝑡𝑖𝑣𝑜 = 𝑚. 𝑍 Ø𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑜 = 𝑚 . (𝑍 − 2,33)

𝑃𝑎𝑠𝑠𝑜 = 𝑚 . 𝜋 𝑎𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 = 2,166 . 𝑚 𝐿𝑎𝑟𝑔𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑒𝑛𝑔. = 15 . 𝑚𝑚

Ø externo Ø primitivo Øinterno Passo Altura do dente Largura da eng.


78 mm 76 mm 73,67 mm 3,14 mm 2,166 mm 15 mm

2.9 Polias

Diâmetro das polias 76mm


Potência do motor 2CV
N = rotação do motor 120
Ft = força tangencial
R = raio da polia
Mt = Momento torsor

77𝑃 77𝑋2
𝐹𝑡 = = = 33,772𝑁
𝑁𝑅 120𝑋0,038

𝑀𝑡 = 𝐹𝑡. 𝑅 = 33,772𝑁 . 0,038𝑚 = 1,283𝑁𝑚 = 0,131𝐾𝑔𝑓𝑚

3.0 Correias

C = distância entre centros = 224mm


Diâmetros das polias D1 e d2 = 76mm
L= comprimento da correia

L = 2C + 1,57(D1 + d2)

L= 2.(224) + 1,57.(76+76)
L= 448 + 238,640 = 686,640mm

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3. CONCLUSÃO
No andamento de um projeto a fase do desenvolvimento do memorial de
cálculo é de extrema importância, pois é onde serão determinados os limites da
máquina seja de velocidade, força, etc. Assim, aumentando a confiabilidade
quando ela for exercer as suas funções.

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4. REFERÊNCIAS

Melconian, Sarkis. Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais: 11ª edição. Rio de
Janeiro, 2000.
Melconian, Sarkis. Elementos de Máquina: 9ª edição. Rio de Janeiro, 2009.

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