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Concreto com adição de fibras sintéticasReforço utilizando fibras sintéticasEntre as adições utilizadas para melhorar

certas características do concreto, as fibras tem tido papel de destaque nos últimos anos, sendo objeto de muitos
estudos e desenvolvimentos. As fibras sintéticas são empregadas principalmente para minimizar o aparecimento
das fissuras originadas pela retração plástica do concreto. Esta retração pode ter diversas causas, entre elas
destacamos a temperatura ambiente, o vento e o calor de hidratação do cimento. Sua aplicação depende das
necessidades de cada obra, mas são utilizados normalmente em pavimentos rígidos, pisos industriais,
projetados, túneis, áreas de piscinas, pré-moldados, argamassas, tanques, canais de irrigação, blocos estruturais
e reservatórios, entre outros. As fibras de polietileno estruturais corrugadas, além de propiciarem a diminuição
das fissuras, tentam conquistar espaço na substituição total das fibras de aço, parcial ou total das telas de aços
em algumas aplicações do concreto.
Malhas soldadas são usadas em lajes sobre o solo ou em pavimentos, para reduzir a fissuração devida à retração
e aos efeitos térmicos. As malhas funcionam bem, se colocadas na posição correta, isto é a um terço da altura da
laje, a contar do topo da laje (no mínimo a 5 cm do topo). Elas são muitas vezes colocadas na posição errada,
ou então acabam sendo colocadas sobre o solo, na face inferior da laje, porque os suportes para suportá-las são
impróprios, ou porque são pisados durante a obra. Nessa posição funcionam mal, e não cumprem o papel
esperado de reduzir as fissuras e de resistências. Nestes casos as FIBRAS são um substituto excelente das
malhas de aço, porque elas ficam distribuídas em toda a espessura da laje. O resultado é que as fibras são
realmente capazes de ajudar a controlar a fissuração e os deslocamentos relativos das diversas partes em que
fica dividida a laje fissurada. Com todas esta situações, é comum se encontrar fabricantes ou distribuidores de
fibras sintéticas que recomendam dosagem padrão para qualquer tipo de aplicação, ignorando a ocorrência de
diferentes níveis de solicitação a que o material poderá estar exposto. Este teor gira em torno de 900 a 1000
gramas por metro cúbico.>> Fibras de polipropilenoA solução para os problemas de natureza estrutural
geralmente apresentam uma maior complexidade que os de origem superficial, pois envolvem projetos de
recuperação das estruturas, demandando maior tempo e custo.
Já as fissuras do revestimento superficial podem ser evitadas apenas incrementando-se a argamassa com fibras
sintéticas.
As fibras sintéticas de polipropileno atuam no concreto em sua fase plástica, antes de seu endurecimento por
completo, de modo a inibir a retração hidráulica, ou plástica, minimizando assim o problema de exsudação.
Exsudação é a movimentação da água de amassamento da argamassa, até a superfície do revestimento, piso, ou
afins, diminuindo a quantidade de água disponível para a reação com o cimento, causando assim a retração e a
fissuração prematura da argamassa.
O benefício proporcionado pela utilização das fibras de polipropileno se deve ao fato das mesmas adsorverem
água, ou seja, conservarem água ao seu redor, controlando a hidratação do cimento, minimizando assim os
problemas acima descritos. Outro benefício das fibras de polipropileno é a redução do efeito “spalling” (efeito
de explosão da argamassa ou concreto quando submetido a elevadas temperaturas, devido à vaporização da
água presente nestes materiais), nestes casos, as fibras de polipropileno, quando submetidas a altas temperaturas
(acima de 360°), se fundem, formando micro-canais que permitem a saída do vapor d’água.Quando expostas a
um calor muito intenso, as argamassas tendem a sofrer com a vaporização da água e a perda de massa do
material cimentício, podendo até mesmo sofrer uma ruptura imediata.
A ocorrência deste efeito não é comum, pois geralmente as camadas de argamassa são muito mais delgadas que
as peças que ela reveste, porém em situações de incêndio por exemplo, as placas de argamassa são as primeiras
peças a se desprenderem, podendo gerar acidentes gravíssimos. Vale ressaltar que da mesma maneira como
ocorre com os outros materiais componentes da argamassa, as fibras devem ser corretamente dosadas, de
acordo com o traço desejado, e com um comprimento coerente com a aplicação a que a argamassa será
destinada.
Para o revestimentos de fachadas é indicado a utilização da FibroMac 6, que possui comprimento da ordem de
6,0mm, evitando assim problemas como o aparecimento de fibras á superfície garantindo a trabalhabilidade e
aderência da argamassa de revestimento.
Dessa forma, estima-se que o composto formado pela adição de fibras sintéticas de polipropileno a argamassa,
possa ampliar as condições de uso deste material, melhorando assim suas propriedades internas e evitando
problemas relacionados à fissuração ou trincamento do revestimento superficial, possibilitando a construção de
edificações mais bem acabadas e bonitas. >>Apesar do ganho de desempenho que as fibras de aço
proporcionam ao concreto, a adição das mesmas alter as condições de consistência do mesmo e portanto sua
trabalhabilidade deverá ser ajustada ao tipo de aplicação. Por exemplo, na execução de pisos e pavimentos, uma
baixatrabalhabilidade poderá resultar na exposição das fibras na superfície. Tal situação representa somente um
dano meramente estético, em função da oxidação das fibras expostas,uma vez que é inexistente a possibilidade
de eventuais perfurações em pneus ou danos desta natureza, ou ainda prejuízos estruturais ao pavimento. Para
evitar este tipo deproblema adota-se abatimentos (Slump) na ordem de 10 cm, já levando em conta a inserção
de fibras na massa. Através de ensaios e pesquisas realizadas junto à Universidade de São Paulo (USP),
comprova-se que, quando as fibras Wirand® são utilizadas em dosagensusuais, que variam de 20 a 40 kg de
fibras por metro cúbico de concreto, estas não têm nenhuma influência nas propriedades do concreto, tais como
resistências e suas propriedades intrínsecas. A contribuição das fibras se dá única e exclusivamente na
ductilidade do concreto.Vale ressaltar ainda que a avaliação dos custos desta solução está atrelada diretamente à
dosagem das fibras adotada, de acordo com cada projeto. Portanto a viabilidade econômica do concreto
reforçado com fibras de aço não deve ser baseada unicamente na comparação do seu custo unitário com o custo
da armação convencional, mas na economia global que ele pode proporcionar. Conclui-se portanto que para se
obter sucesso em uma aplicação de concreto reforçado com fibras de aço, deve-se levar em conta, além do tipo
de fibra a ser utilizada, as propriedades da matriz de concreto, que deve ter a dosagem corretamente de modo a
atender as exigências de desempenho, trabalhabilidade, resistências, etc.