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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA

LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

VADEMECUM LEGISLAÇÃO COMUM A


TODOS OS CARGOS CAPÃO DA CANOA
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

1. LEI 419/90 - REGIME JURÍDICO ÚNICO


E SUAS ATUALIZAÇÕES ATÉ A DATA DE PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
LEI Nº 419, DE 24 DE MAIO DE 1990

DISPÕE SOBRE O REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO E DÁ

OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEDORINO BROGNI, Prefeito Municipal de Capão da Canoa, Faço saber que o Poder

Legislativo aprovou e Eu, em cumprimento ao artigo 38, inciso II da Lei Orgânica do

Município e de acordo com os Artigos 30, Inciso I e 39 da Constituição Federal, sanciono e

promulgo a seguinte Lei:

TÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Esta Lei institui o regime jurídico dos servidores públicos do Município de Capão da

Canoa.

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, servidor público é a pessoa legalmente investida em cargo

público.

Art. 3º Cargo público é o criado em lei, em número certo, com denominação própria,

remunerado pelos cofres municipais, ao qual corresponde um conjunto de atribuições e

responsabilidades cometidas a servidor público.

Parágrafo Único. Os cargos públicos serão de provimento efetivo ou em comissão.

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Art. 4º A investidura em cargo público depende de aprovação prévia em concurso público

de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão

declarados em lei de livre nomeação e exoneração.

§ 1º A investidura em cargo do magistério municipal será por concurso de provas e títulos.

§ 2º Somente poderão ser criados cargos de provimento em comissão para atender

encargos de direção, chefia ou assessoramento.

Art. 5º Função gratificada é a instituída por lei para atender a encargos de direção, chefia

ou assessoramento, sendo privativa de servidor detentor de cargo de provimento efetivo,

observados os requisitos para o exercício.

TÍTULO II

DO PROVIMENTO E DA VACÂNCIA

Capítulo I

DO PROVIMENTO

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 6º São requisitos básicos para ingresso no serviço público municipal:

I - ser brasileiro;

II - ter idade mínima de dezoito anos;

III - estar quite com as obrigações militares e eleitorais;

IV - gozar de boa saúde física e mental, comprovada mediante exame médico;

V - ter atendido as condições prescritas em lei para o cargo.

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Art. 7º Os cargos públicos serão providos por:

I - nomeação;

II - recondução;

III - readaptação;

IV - reversão;

V - reintegração;

VI - aproveitamento;

VII - promoção.

SEÇÃO II

DO CONCURSO PÚBLICO

Art. 8º As normas gerais para realização de concurso serão estabelecidos em regulamento.

Parágrafo Único. Além das normas gerais, os concursos serão regidos por instruções

especiais, que deverão ser expedidos pelo órgão competente, com ampla publicidade.

Art. 9º Os limites de idade para inscrição serão fixados em lei, de acordo com a natureza

de cada cargo.

Parágrafo Único. O candidato deverá comprovar que, na data da abertura das inscrições

não havia ultrapassado a idade limite máxima para o recrutamento.

Art. 10 O prazo de validade do concurso será de até dois anos, prorrogável, uma vez, por

igual prazo.

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SEÇÃO III

DA NOMEAÇÃO

Art. 11 A nomeação será feita:

I - em comissão, quando se tratar de cargo que em virtude de lei, assim deva ser provido;

II - em caráter efetivo, nos demais casos.

Art. 12 A nomeação em caráter efetivo obedecerá à ordem de classificação dos candidatos

no concurso público.

SEÇÃO IV

DA POSSE E DO EXERCÍCIO

Art. 13 Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidade inerentes

ao cargo público, com compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura de termo

pela autoridade competente e pelo compromissando.

§ 1º A posse dar-se-á no prazo de até dez dias contados da data de publicação do ato de

nomeação, podendo, a pedido, ser prorrogado por igual período.

§ 2º No ato da posse o servidor apresentará, obrigatoriamente, declaração sobre o

exercício de outro cargo, emprego ou função pública, e, nos casos que a lei indicar,

declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio.

Art. 14 Exercício é o desempenho das atribuições do cargo pelo servidor.

§ 1º É de cinco dias o prazo para o servidor entrar em exercício, contados da data da

posse.

§ 2º Será tornado sem efeito o ato de nomeação, se não ocorrer a posse e o exercício, nos

prazos legais.

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§ 3º O exercício deve ser dado pelo chefe da repartição para a qual o servidor for

designado.

Art. 15 Nos casos de reintegração, reversão e aproveitamento, o prazo de que trata o § 1º

do artigo anterior será contado da data da publicação do ato.

Art. 16 A promoção, a readaptação e a recondução, não interrompem o exercício.

Art. 17 O início, a interrupção e o reinicio do exercício serão registrados no assentamento

individual do servidor.

Parágrafo Único. Ao entrar em exercício o servidor apresentará, ao órgão de pessoal, os

elementos necessários ao assentamento individual.

Art. 18 O servidor que, por prescrição legal deva prestar caução como garantia, não

poderá entrar em exercício sem prévia satisfação dessa exigência.

§ 1º A caução poderá ser feita por uma das modalidades seguintes:

I - depósito em moeda corrente;

II - garantia hipotecária;

III - título de dívida pública;

IV - seguro fidelidade funcional, emitido por instituição legalmente autorizada.

§ 2º No caso de seguro, as contribuições referentes ao prêmio serão descontados do

servidor segurado, em folha de pagamento.

§ 3º Não poderá ser autorizado levantamento da caução antes de tomadas as contas do

servidor.

§ 4º O responsável por alcance ou desvio de material não ficará isento da ação

administrativa e criminal, ainda que o valor da caução seja superior ao montante do

prejuízo causado.

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SEÇÃO V

DA ESTABILIDADE

Art. 19 Adquire a estabilidade, após três anos de efetivo exercício, o servidor nomeado por

concurso público, após o cumprimento do estágio probatório de que trata o artigo 41, § 4º,

da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 05 de

junho de 1998, durante o qual a sua aptidão, capacidade e desempenho serão objeto de

avaliação por Comissão Especial designada para esse fim, sendo composta por três

membros titulares e três suplentes, nomeada pelo Prefeito Municipal através de Portaria,

entre servidores estáveis com formação mínima do Ensino Médio.

Parágrafo Único. Os servidores que, ao tempo da entrada em vigor da Emenda

Constitucional nº 19/1998, já haviam concluído o prazo de dois anos previstos para a

aquisição da estabilidade e para os que se encontravam em estágio probatório, se aplica

também a obrigatoriedade da avaliação como condição essencial para que o servidor

adquira a estabilidade no serviço público.

I - Para o cumprimento da previsão do caput do Parágrafo Único, a avaliação deverá ser

realizada com base nos dados objetivos que constem na ficha funcional do servidor;

II - Para os servidores já mencionados, a avaliação terá como lapso temporal, os vinte e

quatro meses iniciais de exercício no serviço público;

III - Sem a avaliação especial de desempenho, no cargo para o qual o servidor foi nomeado

e no prazo constitucional estabelecido, o servidor não obtém a estabilidade.

Art. 20 O servidor estável só perderá o cargo:

I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;

II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;

III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho na forma desta lei,

assegurada ampla defesa.

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Art. 21 O cumprimento do Estágio Probatório de que trata o art. 41, § 4º da Constituição

Federal obedecerá o disposto neste artigo, observados os seguintes quesitos:

I - assiduidade;

II - pontualidade;

III - disciplina;

IV - eficiência;

V - responsabilidade;

VI - relacionamento.

§ 1º Durante os três primeiros meses do exercício do cargo será oportunizado ao servidor

treinamento e adaptação, não havendo preenchimento do Boletim de Desempenho do

servidor;

§ 2º É de competência exclusiva do chefe imediato o preenchimento do Boletim de

Desempenho do servidor em estágio, sendo vedada esta competência à pessoa integrante

de empresa prestadora de serviços contratada pelo Município;

§ 3º A avaliação será realizada por trimestre e para cada avaliação haverá um Boletim de

Desempenho;

§ 4º Avaliação do servidor ocorrerá no efetivo exercício do cargo para o qual foi nomeado;

§ 5º Ao final de cada trimestre, o superior hierárquico imediato elaborará o Boletim de

Desempenho, o qual deverá ser entregue à Comissão Especial até o dia 15 do mês

subseqüente. Em todo processo de avaliação o servidor deverá ter vista de cada Boletim

de Desempenho, podendo manifestar-se sobre os itens avaliados pela respectiva chefia,

devendo assinar o Boletim;

§ 6º O chefe imediato entregará o Boletim de Desempenho ao Secretário de sua respectiva

secretaria que o visará e fará o encaminhamento à Comissão Especial, em formulário

próprio, conforme Anexo IV.

§ 7º O servidor que não preencher algum dos requisitos do estágio probatório deverá

receber orientação adequada para que possa corrigir as deficiências;

§ 8º Os afastamentos legais de até 30 (trinta) dias não prejudicam a avaliação dos

trimestres;

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§ 9º Quando os afastamentos, no período considerado, forem superiores a 30 (trinta) dias

a avaliação do estágio ficará suspensa até o retorno do servidor às suas atribuições,

retornando-se a contagem do tempo anterior para efeito do trimestre;

§ 10 Com antecedência mínima de três meses do término do estágio probatório, a

Comissão Especial, com base nas avaliações, manifestar-se-á de forma expressa e

fundamentada sobre a confirmação ou não do servidor no cargo, com o objetivo, no caso

de não confirmação do servidor no cargo, de propiciar ao servidor o exercício do direito a

ampla defesa e contraditório, com a apresentação de recurso administrativo dirigido à

Comissão Especial, que por sua vez, instaurará procedimento administrativo, tendo por

base os princípios basilares do Direito, para decisão acerca do recurso.

§ 11 Verificando-se a hipótese de o servidor ter tido mais de uma subordinação no período

de avaliação, esta será de competência da chefia perante a qual esteve subordinado por

mais tempo, prevalecendo, em caso de igualdade, a última.

§ 12 Será responsabilizado o servidor público que prestar informações inverídicas ou

capciosas sobre os requisitos apurados no estágio probatório, na elaboração do Boletim

de Desempenho do servidor em estágio probatório;

§ 13 Verificado, em qualquer fase do estágio, resultado insatisfatório por três avaliações

consecutivas, será processada a exoneração do servidor.

§ 14 Sempre que se concluir pela exoneração do servidor, ser-lhe-á assegurada vista do

processo, pelo prazo de cinco dias úteis, para apresentar defesa e indicar as provas que

pretenda produzir;

§ 15 A defesa, quando apresentada, será apreciada em relatório conclusivo, por Comissão

especialmente designada pelo Prefeito, podendo, também, serem determinadas

diligências e ouvidas testemunhas.

§ 16 O servidor, quando convocado, deverá participar de todo e qualquer curso específico

referente às atividades de seu cargo.

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§ 17 Nos casos de cometimento de falta disciplinar, inclusive durante o primeiro e o último

trimestre, o servidor em estagio probatório terá a sua responsabilidade apurada através

de sindicância ou processo administrativo disciplinar, independente da continuidade da

apuração do estágio probatório pela Comissão Especial.

SEÇÃO VI

DA RECONDUÇÃO

Art. 22 Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anterior ocupado.

§ 1º A recondução decorrerá de:

a) falta de capacidade e eficiência no exercício de outro cargo de provimento efetivo; e

b) reintegração do anterior ocupante.

§ 2º A hipótese de recondução de que trata a alínea "a" do parágrafo anterior, será

apurada nos termos dos parágrafos do art. 22 e somente poderá ocorrer no prazo de dois

anos a contar do exercício em outro cargo.

§ 3º Inexistindo vaga, serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo de origem,

assegurados os direitos e vantagens decorrentes, até o regular provimento.

SEÇÃO VII

DA READAPTAÇÃO

Art. 23 Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e

responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física

ou mental, verificada em inspeção médica.

§ 1º A readaptação será efetivada em cargo de igual padrão de vencimento ou inferior.

§ 2º Realizando-se a readaptação em cargo de padrão inferior, ficará assegurado ao

servidor vencimento correspondente ao cargo que ocupava.

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§ 3º Inexistindo vaga serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo indicado, até o

regular provimento.

SEÇÃO VIII

DA REVERSÃO

Art. 24 Reversão é o retorno do servidor aposentado por invalidez à atividade no serviço

público municipal, verificado, em processo, que não subsistem os motivos determinantes

da aposentadoria.

§ 1º A reversão far-se-á a pedido ou de ofício, condicionada sempre à existência de vaga.

§ 2º Em nenhum caso poderá efetuar-se a reversão sem que, mediante inspeção médica,

fique provada a capacidade para o exercício do cargo.

§ 3º Somente poderá ocorrer reversão para cargo anteriormente ocupado ou, se

transformado, no resultante da transformação.

Art. 25 Será tornada sem efeito a reversão e cassada a aposentadoria do servidor que,

dentro do prazo legal, não entrar no exercício do cargo para o qual haja sido revertido,

salvo motivo de força maior, devidamente comprovado.

Art. 26 Não poderá reverter o servidor que contar setenta anos de idade.

Art. 27 A reversão dará direito a contagem do tempo em que o servidor esteve

aposentado, exclusivamente para nova aposentadoria.

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SEÇÃO IX

DA REINTEGRAÇÃO

Art. 28 Reintegração é a investidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado,

quando invalidada a sua demissão por decisão judicial, com ressarcimento de todas as

vantagens.

Parágrafo Único. Reintegrado o servidor e não existindo vaga, aquele que houver ocupado

o cargo será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em

outro cargo ou posto em disponibilidade.

SEÇÃO X

DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO

Art. 29 Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em

disponibilidade remunerada.

Art. 30 O retorno é atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante

aproveitamento em cargo equivalente por sua natureza e retribuição àquele de que era

titular.

Parágrafo Único. No aproveitamento terá preferência o que estiver há mais tempo em

disponibilidade e, no caso de empate, o que contar mais tempo de serviço público

municipal.

Art. 31 O aproveitamento de servidor que se encontre em disponibilidade há mais de doze

meses dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental, por junta

médica oficial.

Parágrafo Único. Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em disponibilidade será

aposentado.

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Art. 32 Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o

servidor não entrar em exercício no prazo legal, contado da publicação do ato de

aproveitamento, salvo doença comprovada por inspeção médica.

SEÇÃO XI

DA PROMOÇÃO

Art. 33 As promoções obedecerão às regras estabelecidas na lei que dispuser sobre os

planos de carreira dos servidores municipais.

Capítulo II

DA VACÂNCIA

Art. 34 A vacância do cargo decorrerá de:

I - exoneração;

II - demissão;

III - readaptação;

IV - recondução;

V - aposentadoria;

VI - falecimento;

VII - promoção.

Art. 35 Dar-se-á a exoneração:

I - a pedido;

II - de ofício quando:

a) se tratar de cargo em comissão;

b) for o servidor não estável nas hipóteses do art. 22, desta Lei;

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c) ocorrer posse de servidor não estável em outro cargo incalculável, observado o disposto

nos § 1º e 2º do art. 145 desta Lei.

Art. 36 A abertura de vaga ocorrerá na data da publicação da lei que criar o cargo ou do

ato que formalizar qualquer das hipóteses previstas no art. 35.

Art. 37 A vacância de função gratificada dar-se-á por dispensa, a pedido ou de ofício, ou

por destituição.

Parágrafo Único. A destituição será aplicada como penalidade, nos casos previstos nesta

Lei.

TÍTULO III

DAS MUTAÇÕES FUNCIONAIS

Capítulo I

DA SUBSTITUIÇÃO

Art. 38 Dar-se-á a substituição de titular de cargo em comissão ou de função gratificada

durante o seu impedimento legal.

§ 1º Poderá ser organizada e publicada no mês de janeiro a relação de substitutos para o

ano todo.

§ 2º Na falta dessa relação, a designação será feita em cada caso.

Art. 39 O substituto fará jus ao vencimento do cargo em comissão ou do valor da função

gratificada, se a substituição ocorrer por prazo superior a sete dias.

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Capítulo II

DA REMOÇÃO

Art. 40 Remoção é o deslocamento do servidor de uma para outra repartição.

§ 1º A remoção poderá ocorrer:

I - a pedido, atendida a conveniência do serviço;

II - de ofício, no interesse da administração

Art. 41 A remoção será feita por ato da autoridade competente.

Art. 42 A remoção por permuta será precedida de requerimento firmado por ambos os

interessados.

Capítulo III

DO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DE CONFIANÇA

Art. 43 O exercício de função de confiança pelo servidor público efetivo, poderá ocorrer

sob a forma de função gratificada.

Art. 44 A função gratificada é instituída por lei para atender encargos de direção, chefia ou

assessoramento, que não justifiquem a criação de cargo em comissão.

Parágrafo Único. A função gratificada poderá ser criada em paralelo com o cargo em

comissão, como forma alternativa de provimento da posição de confiança, hipótese em

que o valor da mesma:

I - não poderá ser superior a cinqüenta por cento do vencimento do cargo em comissão,

até o padrão FG5;

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II - será equivalente à diferença entre o vencimento básico da Classe "A" do servidor

efetivo que a ocupar e a remuneração do cargo em comissão correspondente, a partir do

padrão FG6.

Art. 45 A designação para o exercício da função gratificada, que nunca será cumulativa

com o cargo em comissão, será feita por ato expresso da autoridade competente.

Art. 46 O valor da função gratificada será percebido cumulativamente com o vencimento

do cargo de provimento efetivo.

Art. 47 O valor da função gratificada continuará sendo percebido pelo servidor que, sendo

seu ocupante, estiver ausente em virtude de férias, luto, casamento, licença para

tratamento de saúde, licença à gestante ou paternidade, serviços obrigatórios por lei ou

atribuição decorrentes de seu cargo ou função.

Art. 48 Será tornada sem efeito a designação do servidor que não entrar no exercício da

função gratificada no prazo de dois dias a contar do ato de investidura.

Art. 49 O provimento de função gratificada poderá recair também em servidor de outra

entidade pública posto a disposição do Município sem prejuízo de seus vencimentos.

Art. 50 É facultado ao servidor efetivo do Município, quando indicado para o exercício de

cargo em comissão, optar pelo provimento sob a forma de função gratificada

correspondente.

Art. 51 O exercício de função gratificada é privativo dos detentores de cargos de

provimento efetivo.

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TÍTULO IV

DO REGIME DE TRABALHO

Capítulo I

DO HORÁRIO E DO PONTO

Art. 52 O Prefeito determinará, quando não estabelecido em lei ou regulamento, o horário

de expediente das repartições.

Art. 53 O horário normal de trabalho de cada cargo ou função é o estabelecido em

legislação específica.

Art. 54 Excepcionalmente, atendendo a conveniência e a necessidade do serviço e

observada a jornada semanal máxima do respectivo cargo ou função, poderá ser firmado

acordo entre o servidor e a Administração estabelecendo uma jornada diária superior a

carga horária normal.

Parágrafo Único. O excesso de horas de que trata este artigo poderá ser compensado:

I - pela redução horária correspondente, em jornadas diárias subseqüentes, ou

II - pelo pagamento de horas extras, observado o que dispõem os artigos 56, 57 e 58 desta

Lei.

Art. 55 A frequência do servidor será controlada:

I - pelo ponto;

II - pela forma determinada em regulamento, quanto aos servidores não sujeitos ao ponto.

§ 1º Ponto é o registro, mecânico ou não, que assinala o comparecimento do servidor ao

serviço e pelo qual se verifica, diariamente, a sua entrada e saída.

§ 2º Salvo nos casos do inciso II deste artigo, é vedado dispensar o servidor do registro do

ponto e abonar faltas ao serviço.

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Capítulo II

DO SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO

Art. 56 A prestação de serviços extraordinários só poderá ocorrer por expressa

determinação da autoridade competente, mediante solicitação fundamentada do chefe da

repartição, ou de ofício.

§ 1º O serviço extraordinário será remunerado por hora de trabalho que exceda o período

normal, com acréscimo de cinquenta por cento em relação à hora normal.

§ 2º Salvo casos excepcionais, devidamente justificados, não poderá o trabalho em horário

extraordinário exceder a duas horas diárias.

§ 3º O Serviço extraordinário em domingos e feriados, serão remunerados por hora de

trabalho que exceda o período normal, com acréscimo de 100% (cem por cento) em

relação à hora normal.

Art. 57 O serviço extraordinário, excepcionalmente, poderá ser realizado sob forma de

plantões para assegurar o funcionamento dos serviços municipais ininterruptos.

Parágrafo Único. O plantão extraordinário visa a substituição do plantonista titular

legalmente afastado ou em falta ao serviço.

Art. 58 O exercício de cargo em comissão ou de função gratificada, não sujeito ao controle

de ponto, exclui a remuneração por serviço extraordinário.

Capítulo III

DO REPOUSO SEMANAL

Art. 59 O servidor tem direito a repouso remunerado, num dia de cada semana,

preferencialmente aos domingos, bem como nos dias feriados civis e religiosos.

§ 1º A remuneração do dia de repouso corresponderá a um dia normal de trabalho.

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§ 2º Na hipótese de servidores com remuneração por produção, peça ou tarefa, a

remuneração do repouso corresponderá ao total da produção da semana, dividido pelos

dias úteis da mesma semana.

§ 3º Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do servidor mensalista ou

quinzenalista, cujo vencimento remunera trinta ou quinze dias, respectivamente.

Art. 60 Perderá a remuneração do repouso o servidor que tiver faltado, sem motivo

justificado, ao serviço durante a semana.

Parágrafo Único. São motivos justificados as concessões, licenças e afastamentos previstos

em lei, nas quais o servidor continua com direito ao vencimento normal, como se em

exercício estivesse.

Art. 61 Nos serviços públicos ininterruptos poderá ser exigido o trabalho nos dias feriados

civis e religiosos, hipótese em que as horas trabalhadas serão pagas com acréscimo de

cinquenta por cento, salvo a concessão de outro dia de folga compensatória.

TÍTULO V

DOS DIREITOS E VANTAGENS

Capítulo I

DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 62 Vencimento é a retribuição paga ao servidor pelo efetivo exercício do cargo,

correspondente ao valor básico fixado em lei.

Art. 63 Remuneração é o vencimento acrescido das vantagens pecuniárias, permanentes

ou temporárias, estabelecidas em lei.

Art. 64 (Revogado pela Lei Complementar nº 16/2007).

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Art. 65 A relação entre a maior e a menor remuneração paga pelo Município aos seus

servidores não poderá ser superior a trinta vezes.

Art. 66 Excluem-se dos tetos de remuneração estabelecidos nos artigos precedentes as

vantagens previstas nos arts. 81, inciso I a IV, 93, 96 e a remuneração por serviço

extraordinário.

Parágrafo Único. Em qualquer hipótese, o total dos valores percebidos como

remuneração, em espécie, a qualquer título, por servidor público municipal, não poderá

ser superior aos valores percebidos como remuneração, em espécie, pelo Prefeito.

Art. 67 O servidor perderá:

I - a remuneração dos dias que faltar ao serviço, bem como dos dias de repouso da

respectiva semana, sem prejuízo da penalidade disciplinar cabível;

II - A parcela da remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências e saídas

antecipadas, iguais ou superiores a cinco minutos, sem prejuízo da penalidade disciplinar

cabível;

III - metade da remuneração na hipótese prevista no parágrafo único do art. 143.

Art. 68 Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a

remuneração ou provento.

Parágrafo Único. Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de

pagamento a favor de terceiros até o limite de 50% (cinqüenta por cento) de sua

remuneração líquida.

Art. 69 As reposições devidas à Fazenda Municipal poderão ser feitas em parcelas mensais,

corrigidas monetariamente, e mediante desconto em folha de pagamento.

§ 1º O valor de cada parcela não poderá exceder a vinte por cento da remuneração do

servidor.

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§ 2º O servidor será obrigado a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo causado a

Fazenda Municipal em virtude de alcance, desfalque, ou omissão em efetuar o

recolhimento ou entrada nos prazos legais.

Art. 70 O servidor em débito com o Erário, que for demitido, exonerado ou que tiver à sua

disponibilidade cassada, terá de repor a quantia de uma só vez.

Parágrafo Único. A não quitação do débito implicará em sua inscrição em dívida ativa e

cobrança judicial.

Capítulo II

DAS VANTAGENS

Art. 71 Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:

I - indenizações;

II - gratificações e adicionais;

III - prêmio por assiduidade;

IV - auxílio para diferença de caixa.

§ 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.

§ 2º Além do vencimento do cargo, incorporam, de forma integral e imediata para fins de

remuneração:

I - o adicional por tempo de serviço;

II - o adicional permanente;

III - a gratificação por incentivo a titulação.

§ 3º Serão incorporados à remuneração do servidor:

I - o adicional noturno e o adicional pelo exercício de atividades em condições penosas,

insalubres ou perigosas;

II - o valor da função gratificada ou do cargo em comissão;

III - o valor do regime suplementar de trabalho;

IV - a gratificação por educação especial;

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V - o valor da gratificação por serviço extraordinário;

VI - a gratificação por risco de vida.

§ 4º A incorporação para fins de remuneração relacionada no parágrafo anterior será

declarada por Portaria ou Certidão da Secretaria de Administração, observando os

seguintes procedimentos:

I - o servidor deverá comprovar que possui os requisitos mínimos necessários para

implementação do benefício de aposentadoria.

II - a Secretaria de Administração, através do Departamento de Pessoal procederá no

prazo máximo de 06 (seis) meses a incorporação das parcelas a que o servidor fizer "jus";

III - procedida a incorporação, o servidor deverá solicitar a implementação de sua

aposentadoria no prazo de até 30 (trinta) dias, sob pena de estorno dos valores

incorporados.

§ 5º A parcela prevista no inciso I do § 3º será calculada de forma proporcional aos anos

completos de exercício com a percepção da vantagem, desde que haja contribuição para o

regime próprio de previdência social durante este período.

§ 6º As parcelas descritas nos incisos II, III, IV, V e VI do parágrafo 3º deste artigo somente

serão incorporadas de forma proporcional se o servidor declarar expressamente a

inclusão de cada uma destas parcelas na base de contribuição e contar com, pelo menos,

(01) um ano de exercício de forma ininterrupta ou intercalada a partir de outubro de 1997

e desde que haja a respectiva contribuição para o regime próprio de previdência social

sobre as parcelas durante este período.

§ 7º Preenchido o requisito do parágrafo anterior para a percepção da parcela descrita no

inciso II do parágrafo 3º, esta será calculada com base no valor correspondente,

observando o seguinte:

I - havendo períodos com valores diferenciados deverá ser calculada a proporcionalidade

referente a cada etapa, aplicando-se a média aritmética simples com base nos valores

finais;

II - havendo valores diferenciados inferiores a um ano, não serão considerados para

efeitos de cálculo e tempo de contribuição no respectivo período da incorporação.

22
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 8º Preenchido o requisito para percepção da vantagem do parágrafo 6º durante o

período de contribuição da parcela descrita no inciso III do parágrafo 3º, esta deverá ser

calculada com base no vencimento do servidor, observando-se o seguinte:

I - havendo carga horária inferior a 20 horas semanais, deverá ser calculada a

proporcionalidade de cada período, aplicando-se a média aritmética simples sobre os

valores finais;

II - as parcelas com carga horária diferenciada e com duração inferiores a um ano não

serão consideradas para efeito de cálculo e tempo de contribuição no respectivo período

da incorporação;

§ 9º Preenchido o requisito do parágrafo 6º, a parcela descrita no inciso V do § 3º deste

artigo será calculada com base no valor médio percebido nos anos de contribuição,

atualizados pelo índice oficial do Ministério da Previdência, desde que haja a respectiva

contribuição sobre as parcelas para o regime próprio de previdência social.

§ 10 Não poderá ser computado, para fins deste artigo, o tempo de serviço que tenha sido

considerado como de contribuição para efeito de aposentadoria conforme as regras de

transição da Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998.

Art. 72 As vantagens pecuniárias não serão computadas nem acumuladas para efeito de

concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores sob o mesmo título ou

idêntico fundamento.

SEÇÃO I

DAS INDENIZAÇÕES

Art. 73 Constituem indenizações ao servidor:

I - diárias;

II - ajuda de custo;

III - transporte;

IV - por tempo de serviço.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SUBSEÇÃO I

DAS DIÁRIAS

Art. 74 Ao servidor que, por determinação da autoridade competente, se deslocar eventual

ou transitoriamente do Município, no desempenho de suas atribuições, ou em missão ou

estudo de interesse da administração, serão concedidas, além do transporte, diárias para

cobrir as despesas de alimentação, pousada e locomoção urbana.

§ 1º Nos casos em que o deslocamento não exija pernoite fora da sede, mas exija pelo

menos uma refeição, as diárias serão pagas por metade.

§ 2º Nos deslocamentos para a capital do Estado, e para fora deste, as diárias serão

acrescidas, respectivamente de vinte e cinco por cento e cinquenta por cento.

§ 3º O valor das diárias será estabelecido em lei.

Art. 75 Se o deslocamento do servidor constituir exigência permanente do cargo, não fará

jus a diárias.

Art. 76 O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica

obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de três dias.

Parágrafo Único. Na hipótese de o servidor retornar ao Município em prazo menor do que

o previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, em igual

prazo.

SUBSEÇÃO II

DA AJUDA DE CUSTO

Art. 77 A ajuda de custo destina-se a cobrir as despesas de viagem e instalação do servidor

que for designado para exercer missão ou estudo fora do Município, por tempo que

justifique a mudança temporária de residência.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Parágrafo Único. A concessão da ajuda de custo ficará a critério da autoridade

competente, que considerará os aspectos relacionados com a distância percorrida, o

número de pessoas que acompanharão o servidor e a duração da ausência.

Art. 78 A ajuda de custo não poderá exceder o dobro do vencimento do servidor, salvo

quando o deslocamento for para o exterior, caso em que poderá ser até de quatro vezes o

vencimento, desde que arbitrada justificadamente.

SUBSEÇÃO III

DO TRANSPORTE

Art. 79 Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a

utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força

das atribuições próprias do cargo, nos termos de lei específica.

§ 1º Somente fará jus a indenização de transporte pelo seu valor integral, o servidor que,

no mês, haja efetivamente realizado serviço externo, durante pelo menos vinte dias.

§ 2º Se o número de dias de serviço externo for inferior ao previsto no parágrafo anterior,

a indenização será devida na proporção de um vinte avos por dia de realização do serviço.

SUBSEÇÃO IV

POR TEMPO DE SERVIÇO

Art. 80 SUPRIMIDO

Parágrafo Único. SUPRIMIDO

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO II

DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS

Art. 81 Constituem gratificações e adicionais dos servidores municipais:

I - gratificação natalina;

II - adicional por tempo de serviço;

III - adicional pelo exercício de atividades em condições penosas, insalubres ou perigosas;

IV - adicional noturno.

SUBSEÇÃO I

DA GRATIFICAÇÃO NATALINA

Art. 82 A gratificação natalina corresponde a um doze avos da remuneração a que o

servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício, no respectivo ano.

§ 1º Os adicionais de insalubridade, periculosidade, penosidade e noturno, as gratificações

e o valor de função gratificada, serão computados na razão de 1/12 de seu valor vigente

em dezembro, por mês de exercício em que o servidor percebeu vantagem, no ano

correspondente.

§ 2º A fração igual ou superior a quinze dias de exercício no mesmo mês será considerada

como mês integral.

Art. 83 A gratificação natalina será paga até o dia vinte do mês de dezembro de cada ano.

Parágrafo Único. Entre os meses de maio e outubro de cada ano o Município, poderá

pagar como adiantamento da gratificação referida, de uma só vez metade da remuneração

do mês que efetuar o exercício compensável do pagamento da metade remanescente,

devidamente corrigida.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 84 O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina proporcionalmente aos

meses de efetivo exercício, calculada sobre a remuneração do mês da exoneração.

Art. 85 A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem

pecuniária.

SUBSEÇÃO II

DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO

Art. 86 O adicional por tempo de serviço é devido à razão de um por cento por ano de

serviço público prestado ao Município, incidente sobre o vencimento do servidor.

Parágrafo Único. O servidor fará jus ao adicional a partir do mês em que completar o

anuênio.

SUBSEÇÃO III

DOS ADICIONAIS DE PENOSIDADE, INSALUBRIDADE E

PERICULOSIDADE

Art. 87 Os servidores que executem atividades penosas ou insalubres fazem jus a um

adicional sobre o vencimento do cargo e, os servidores que executem atividades

perigosas, fazem jus ao adicional calculados sobre a remuneração do cargo.

Parágrafo Único. As atividades penosas, insalubres ou perigosas estão definidas na

Legislação específica que vem regulando a matéria.

Art. 88 O exercício de atividade em condições de insalubridade, assegura ao servidor a

percepção de um adicional respectivamente de quarenta, vinte e dez por cento, segundo a

classificação nos graus máximo, médio e mínimo.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 89 Os adicionais de periculosidade e de penosidade, serão, respectivamente, de trinta

e vinte por cento.

Art. 90 Os adicionais de penosidade, insalubridade e periculosidade não são acumuláveis,

cabendo ao servidor optar por um deles, quando for o caso.

Art. 91 O direito ao adicional de penosidade, insalubridade ou periculosidade, cessa com a

eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão.

SUBSEÇÃO IV

DO ADICIONAL NOTURNO

Art. 92 O servidor que prestar trabalho noturno fará jus a um adicional de 20% sobre o

vencimento do cargo.

§ 1º Considera-se trabalho noturno, para efeitos deste artigo, o executado entre às 22

horas de um dia e às 05 horas do dia seguinte.

§ 2º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos,

o adicional será pago proporcionalmente às horas de trabalho noturno.

SEÇÃO III

DO PRÊMIO POR ASSIDUIDADE

Art. 93 Após cada cinco anos ininterruptos de serviço prestado ao Município, a contar da

investidura em Cargo de Provimento efetivo, ou estabilizado de acordo com o Artigo 19

das Disposições Transitórias da Constituição Federal, o servidor fará jus a um prêmio de

assiduidade, de valor igual a um mês de vencimento do seu cargo efetivo ou estável,

mesmo que esteja no exercício de cargo em comissão ou função gratificada.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 94 Interrompem o quinquênio, para efeitos do artigo anterior, as seguintes

ocorrências:

I - penalidade disciplinar de suspensão;

II - afastamento do cargo em virtude de:

a) licença para tratar de interesses particulares;

b) (Revogada pela Lei nº 2198/2005)

c) condenação a pena privativa de liberdade, por sentença definitiva;

d) (Revogada pela Lei nº 595/1992)

e) licença para atividade política.

Parágrafo Único. as faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão do prêmio

previsto neste artigo, na proporção de 01 (um) mês para cada falta, as licenças para

tratamento de saúde do servidor, e as licenças para tratamento em pessoa da família

excedentes de 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, salvo se, decorrentes de acidentes

em serviço ou moléstia profissional, protelam a concessão do prêmio em período igual ao

número de dias da licença.

Art. 95 O prêmio por assiduidade não será considerado para cálculo de qualquer

vantagem pecuniária.

SEÇÃO IV

DO AUXÍLIO PARA DIFERENÇA DE CAIXA

Art. 96 O servidor que, no exercício das atribuições próprias do seu cargo, deva pagar ou

receber em moeda corrente, perceberá um auxílio para diferença de caixa em valor

equivalente a vinte por cento do seu vencimento.

§ 1º O servidor que estiver respondendo legalmente pelo tesoureiro ou caixa, durante os

impedimentos legais deste, fará jus ao pagamento do auxílio.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 2º O auxílio de que trata este artigo só será pago enquanto o servidor estiver

efetivamente executando serviços de pagamento ou recebimento e nas férias

regulamentares.

Capítulo III

DAS FÉRIAS

SEÇÃO I

DO DIREITO A FÉRIAS E DA SUA DURAÇÃO

Art. 97 O servidor terá direito anualmente ao gozo de um período de férias, sem prejuízo

da remuneração.

Art. 98 Após cada período de doze meses de vigência da relação entre o Município e o

servidor, terá este direito a férias, na seguinte proporção.

I - trinta dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de cinco vezes;

II - vinte e quatro dias corridos, quando houver tido de seis a quatorze faltas;

III - dezoito dias corridos, quando houver tido de quinze a vinte e três faltas;

IV - doze dias corridos, quando houver tido de vinte e quatro a trinta e duas faltas.

Parágrafo Único. É vedado descontar, do período de férias, as faltas do servidor ao serviço.

Art. 99 Não serão consideradas falta ao serviço as concessões, licenças e afastamentos

previstos em lei, nos quais o servidor continua com direito ao vencimento normal, como se

em exercício estivesse.

Art. 100 O tempo de serviço anterior será somado ao posterior para fins de aquisição de

período aquisitivo de férias nos casos de licenças previstas nos Incisos II e III, do art. 107.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 101 Não terá direito a férias o servidor que, no curso do período aquisitivo tiver

gozado licenças para tratamento de saúde, por acidente em serviço ou por motivo de

doença em pessoa da família, por mais de seis meses, embora descontínuos, e licença

para tratar de interesses particulares por qualquer prazo.

Parágrafo Único. Iniciar-se-á o decurso de novo período aquisitivo quando o servidor, após

o implemento de condição prevista neste artigo, retornar ao trabalho.

SEÇÃO II

A CONCESSÃO E DO GOZO DAS FÉRIAS

Art. 102 É obrigatória a concessão e gozo das férias, em um só período, nos dez meses

subsequentes à data em que o servidor tiver adquirido o direito.

Parágrafo Único. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade

pública, comoção interna ou por motivo de superior interesse público.

Art. 103 A concessão das férias, mencionado o período de gozo, será participado por

escrito ao servidor, com antecedência de, no mínimo, 15 dias, cabendo a este assinar a

respectiva notificação.

Art. 104 Vencido o prazo mencionado no artigo 102, sem que a Administração tenha

concedido as férias, incumbe ao servidor requerer o gozo das mesmas.

§ 1º Recebido o requerimento, a autoridade responsável terá de despachar no prazo de

quinze dias, marcando o período de gozo das férias, dentro dos sessenta dias seguintes.

§ 2º Não atendido o requerimento pela autoridade competente no prazo legal, o servidor

poderá ajuizar ação, pedindo a fixação, por sentença, da época do gozo das férias.

§ 3º No caso do parágrafo anterior, a remuneração será devida em dobro, sendo de

responsabilidade da autoridade infratora a quantia relativa a metade do valor devido, a

qual será recolhida ao erário, no prazo de cinco dias a contar da concessão das férias

nestas condições ao servidor.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO III

DA REMUNERAÇÃO DAS FÉRIAS

Art. 105 O servidor perceberá durante as férias a remuneração integral, acrescida de 1/3

(um terço).

§ 1º Os adicionais, exceto o por tempo de serviço que será computado sempre

integralmente, as gratificações e o valor de função gratificada não percebidos durante

todo o período aquisitivo, serão computados proporcionalmente, observados os valores

atuais.

§ 2º O pagamento da remuneração das férias, por solicitação do servidor, será feito dentro

dos cinco dias anteriores ao início do gozo.

SEÇÃO IV

DOS EFEITOS NA EXONERAÇÃO

Art. 106 No caso de exoneração será devida ao servidor a remuneração correspondente

ao período de férias cujo direito tenha adquirido.

Parágrafo Único. O servidor exonerado após doze meses de serviço, terá direito também a

remuneração relativa ao período incompleto de férias, de acordo com o Art. 98, na

proporção de um doze avos por mês de serviço ou fração superior a quatorze dias.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo IV

DAS LICENÇAS

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 107 Conceder-se-á licença ao servidor:

I - por motivo de doença em pessoa da família;

II - para o serviço militar;

III - para concorrer a cargo eletivo;

IV - para tratar de interesses particulares;

V - para desempenho de mandato classista.

VI - por motivo de licença prêmio.

VII - para exercer o cargo de Secretário Municipal;

VIII - para exercer o mandato de Conselheiro Tutelar.

§ 1º O servidor não poderá permanecer em licença da mesma espécie por período

superior a vinte e quatro meses, salvo nos casos dos incisos II, III e V.

§ 2º A licença concedida dentro de sessenta dias do término de outra da mesma espécie

será considerada como prorrogação.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO II

DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA

Art. 108 Poderá ser concedida licença ao servidor, por motivo de doença do cônjuge ou

companheiro, do pai ou da mãe, de filho ou enteado e de irmão, mediante comprovação

médica oficial do Município.

§ 1º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e

não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo, o que deverá ser

apurado, através de acompanhamento pela Administração Municipal.

§ 2º A licença será concedida sem prejuízo da remuneração, até um mês, e, após, com os

seguintes descontos:

I - de 1/3 (um terço), quando exceder a um mês e até dois meses;

II - de 2/3 (dois terços), quando exceder a dois meses até cinco meses;

III - sem remuneração, a partir de sexto mês até o máximo de dois anos.

SEÇÃO III

DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR

Art. 109 Ao servidor que for convocado para o serviço militar ou outros encargos de

segurança nacional, será concedida licença sem remuneração.

§ 1º A licença será concedida à vista de documento oficial que comprove a convocação.

§ 2º O servidor desincorporado em outro Estado da Federação deverá reassumir o

exercício do cargo dentro do prazo de trinta dias; se a desincorporação ocorrer dentro do

Estado o prazo será de quinze dias.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO IV

DA LICENÇA PARA CONCORRER A CARGO ELETIVO

Art. 110 O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar

entre a sua escolha, em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera

do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.

§ 1º O servidor candidato a cargo eletivo no próprio Município e que exerça cargo ou

função de direção, chefia, arrecadação ou fiscalização, dele será afastado, a partir do dia

imediato ao registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, até o dia seguinte ao do

pleito.

§ 2º A partir do registro da candidatura e até o quinto dia seguinte ao da eleição, salvo se

lei federal específica estabelecer prazos maiores, o servidor ocupante de cargo efetivo fará

jus a licença remunerada, como se em efetivo exercício estivesse.

SEÇÃO V

DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES

Art. 111 A critério da administração, poderá ser concedida ao servidor estável licença para

tratar de assuntos particulares, pelo prazo de até dois anos consecutivos, sem

remuneração.

§ 1º A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no

interesse do serviço.

§ 2º Não se concederá nova licença antes de decorridos dois anos do término ou

interrupção da anterior.

§ 3º Não se concederá a licença a servidor nomeado ou removido, antes de completar um

ano de exercício no novo cargo ou repartição.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO VI

DA LICENÇA PARA DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA

Art. 112 É assegurado ao Servidor o direito a licença para o desempenho de mandato em

Confederação, Federação ou Sindicato representativo da categoria, sem remuneração.

§ 1º Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou

representação, e associados, indicados pelas respectivas entidades, até o máximo de três,

por entidade.

§ 2º A licença terá duração igual ao mandato, podendo ser prorrogado no caso de

reeleição.

SEÇÃO VII

DA LICENÇA-PRÊMIO

Art. 112 A - O servidor que, por um decênio ininterrupto, não houver se afastado do

exercício de suas funções, terá direito a concessão automática de seis meses de licença-

prêmio, com todas as vantagens do cargo como se nele estivesse em exercício, observados

os casos de interrupção de exercício previstos neste Regime Jurídico.

§ 1º Aos atuais servidores que tenham período aquisitivo para Licença Prêmio igual ou

superior a um quinquênio, será assegurada a concessão da vantagem de forma

proporcional ao tempo de que dispõe o "caput" sem prejuízo de posterior implementação

do decênio, quando será integralizada a parcela restante.

§ 2º A licença-prêmio será gozada, a pedido do servidor e com a aprovação da chefia,

considerando a necessidade do serviço, no todo ou em parcelas não inferiores a um mês,

ressalvadas as eventuais frações decorrentes do parágrafo anterior.

§ 3º O pedido de licença por até trinta dias não poderá ser sobreposta por mais de

noventa dias, contados da data do pedido, caso em que o servidor, findo o prazo, usufruirá

de imediato da vantagem.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 4º O Servidor Celetista - CLT, gozará dos mesmos benefícios deste artigo, somando o seu

tempo de serviço, a partir do primeiro ano de Concurso Público Municipal, para efeito de

contagem, não somando tempo anterior a este.

Art. 112 B - É assegurado ao servidor o direito a licença para exercer o cargo de Secretário

Municipal, sem remuneração.

§ 1º A remuneração do servidor que exercerá o cargo de Secretário Municipal, será o

subsídio, o servidor licenciado de sua função não perderá nenhuma vantagem prevista em

Lei, enquanto estiver em exercício no cargo de Secretário Municipal.

Art. 112 C - É assegurado ao servidor o direito a licença para exercer o mandato de

Conselheiro Tutelar, sem remuneração.

§ 1º A remuneração do servidor que exercerá o mandato de Conselheiro Tutelar, está

estabelecido no art. 1º da Lei Municipal nº 635/93, o servidor licenciado de sua função não

perderá nenhuma vantagem prevista em Lei, enquanto estiver em exercício no mandato

de Conselheiro Tutelar.

Capítulo V

DO AFASTAMENTO PARA SERVIR A OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE

Art. 113 O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos

Poderes da União, dos Estados e dos Municípios, nas seguintes hipóteses:

I - para exercício de função de confiança;

II - em casos previstos em leis específicas;

III - para cumprimento de convênio.

Parágrafo Único. Na hipótese do inciso I deste artigo, a cedência será sem ônus para o

Município e, nos demais casos, conforme a lei ou o convênio.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo VI

DAS CONCESSÕES

Art. 114 Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:

I - por um dia, em cada doze meses de trabalho, para doação de sangue;

II - até dois dias, para se alistar como eleitor;

III - até cinco dias consecutivos, por motivo de:

a) casamento;

b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos ou enteados e

irmãos;

IV - até dois dias consecutivos por motivo de falecimento de avó ou avô;

V - Meio dia, em cada trinta dias de trabalho, enquanto no exercício de cargo de direção

em Confederação, Federação, ou Sindicato Representativo da Categoria.

VI - por dois descansos especiais de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho

diária para amamentar o próprio filho, até que este complete seis meses de idade.

Art. 115 Poderá ser concedido horário especial ao servidor estudante, quando

comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do

exercício do cargo.

Parágrafo Único. Para efeitos do disposto neste artigo, será exigida a compensação de

horários na repartição, respeitada a duração semanal do trabalho.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo VII

DO TEMPO DE SERVIÇO

Art. 116 A apuração do tempo de serviço será feita em dias.

§ 1º O número de dias será convertido em anos, considerados de 365 dias.

§ 2º Feita a conversão, os dias restantes, até cento e oitenta e dois, não serão computados,

arredondando-se para um ano quando excederem este número, para efeito de cálculo de

proventos de aposentadoria.

Art. 117 Além das ausências ao serviço previstas no art. 114, são considerados como de

efetivo exercício os afastamentos em virtude de:

I - férias;

II - exercício de cargo em comissão, no Município;

III - convocação para o serviço militar;

IV - júri e outros serviços obrigatórios por lei;

V - licença:

a) À gestante, à adotante e à paternidade;

b) para tratamento de saúde, inclusive por acidente em serviço ou moléstia profissional; e

c) licença para tratamento de saúde de pessoa da família, quando remunerada.

VI - Licença-prêmio.

Art. 118 Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade o tempo:

I - de serviço público federal, estadual e municipal, inclusive o prestado às suas autarquias;

II - (Revogado pela Lei nº 595/1992)

III - de licença para concorrer a cargo eletivo; e

IV - em que o servidor esteve em disponibilidade remunerada.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 119 Para efeito de aposentadoria, será computado também o tempo de serviço na

atividade privada, nos termos da legislação federal pertinente.

Art. 120 O tempo de afastamento para exercício de mandato eletivo será contado na

forma das disposições constitucionais ou legais específicas.

Art. 121 É vedada a contagem acumulada de tempo de serviço simultâneo.

Capítulo VIII

DO DIREITO DE PETIÇÃO

Art. 122 É assegurado ao servidor o direito de requerer, pedir reconsideração, recorrer e

representar, em defesa de direito ou de interesse legítimo.

Parágrafo Único. As petições, salvo determinação expressa em lei ou regulamento, serão

dirigidas ao Prefeito Municipal e terão decisão final no prazo de trinta dias.

Art. 123 O pedido de reconsideração deverá conter novos argumentos ou provas

suscetíveis de reformar o despacho, a decisão ou ato.

Parágrafo Único. O pedido de reconsideração, que não poderá ser renovado, será

submetido à autoridade que houver prolatado o despacho, proferido a decisão ou

praticado o ato.

Art. 124 Caberá recurso ao Prefeito, como última instância administrativa, sendo

indelegável sua decisão.

Parágrafo Único. Terá caráter de recurso o pedido de reconsideração quando o prolator

do despacho, decisão ou ato houver sido o Prefeito.

40
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 125 O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso, é de trinta

dias, a contar da publicação ou da ciência, pelo interessado da decisão recorrida.

Parágrafo Único. O pedido de reconsideração e o recurso não terão efeito suspensivo e, se

providos, seus efeitos retroagirão à data do ato impugnado.

Art. 126 O direito de reclamação administrativa prescreve, salvo disposição legal em

contrário, em um ano a contar do ato ou fato do qual se originar.

§ 1º O prazo prescricional terá início na data da publicação do ato impugnado ou da data

da ciência, pelo interessado, quando o ato não for publicado.

§ 2º O pedido de reconsideração e o recurso interrompem a prescrição administrativa.

Art. 127 A representação será dirigida ao chefe imediato do servidor que, se a solução não

for de sua alçada, a encaminhará a quem de direito.

Parágrafo Único. Se não for dado andamento à representação, dentro do prazo de cinco

dias, poderá o servidor dirigi-la direta e sucessivamente às chefias superiores.

Art. 128 É assegurado o direito de vistas do processo ao servidor ou representante legal.

TÍTULO VI

DO REGIMENTO DISCIPLINAR

Capítulo I

DOS DEVERES

Art. 129 São deveres do servidor:

I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;

II - lealdade às instituições a que servir;

III - observância das normas legais e regulamentares;

IV - cumprimento às ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;

41
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

V - atender com presteza:

a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas

por sigilo;

b) À expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de

situações de interesses pessoal; e

c) Às requisições para a defesa da Fazenda Pública;

VI - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência

em razão do cargo;

VII - zelar pela economia do material e conservação do patrimônio público;

VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;

IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;

X - ser assíduo e pontual ao serviço;

XI - tratar com urbanidade as pessoas;

XII - representar contra ilegalidade ou abuso de poder;

XIII - apresentar-se ao serviço em boas condições de asseio e convenientemente trajado ou

com o uniforme que for determinado;

XIV - observar as normas de segurança e medicina do trabalho estabelecidas, bem como o

uso obrigatório dos equipamentos de proteção individual (EPI) que lhe forem fornecidos;

XV - manter espírito de cooperação e solidariedade com os colegas de trabalho;

XVI - frequentar cursos e treinamentos instituídos para seu aperfeiçoamento e

especialização;

XVII - apresentar relatórios ou resumos de suas atividades nas hipóteses e prazos

previstos em lei ou regulamento, ou quando determinado pela autoridade competente; e

XVIII - sugerir providências tendentes a melhoria ou aperfeiçoamento do serviço.

Parágrafo Único. Será considerado como co-autor o superior hierárquico que, recebendo

denúncia ou representação a respeito de irregularidades no serviço ou falta cometida por

servidor, seu subordinado, deixar de tomar as providências necessárias à sua apuração.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo II

DAS PROIBIÇÕES

Art. 130 É proibido ao servidor qualquer ação ou omissão capaz de comprometer a

dignidade e o decoro da função pública, ferir a disciplina e a hierarquia, prejudicar a

eficiência do serviço ou causar dano à Administração Pública, especialmente:

I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;

II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto

da repartição;

III - recusar fé a documentos públicos;

IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo, ou execução de

serviço;

V - promover manifestação de apreço no recinto da repartição;

VI - referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos

do Poder Público, mediante manifestação escrita ou oral;

VII - cometer a pessoa estranha à repartição fora dos casos previstos em lei, o

desempenho de encargo que seja de sua competência ou de seu subordinado;

VIII - compelir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação a associação profissional ou

sindical, ou partido político;

IX - (Revogado pela Lei nº 1681/2001)

X - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da

dignidade da função pública;

XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando

se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau;

XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de

suas atribuições;

XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro, sem licença prévia nos

termos da lei;

XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

XV - proceder de forma desidiosa no desempenho das funções;

XVI - cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em

situações de emergências e transitórias;

XVII - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades

particulares; e

XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou

função e com o horário de trabalho.

Art. 131 É licito ao servidor criticar atos do Poder Público do ponto de vista doutrinário ou

do serviço, em trabalho assinado.

Capítulo III

DA ACUMULAÇÃO

Art. 132 É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.

§ 1º Excetuam-se da regra deste artigo os casos previstos na Constituição Federal,

mediante comprovação escrita da compatibilidade de horários.

§ 2º A proibição de acumular estende-se a cargos, empregos e funções em autarquias,

fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista da União, do

Distrito Federal, nos Estados, dos Territórios e dos Municípios.

Capítulo IV

DAS RESPONSABILIDADES

Art. 133 O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de

suas atribuições.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 134 A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo,

que resulte em prejuízo ao Erário ou a terceiros.

§ 1º A indenização de prejuízo causado ao Erário poderá ser liquidada na forma prevista

no Art. 70.

§ 2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda

Pública, em ação regressiva.

§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será

executada, até o limite do valor da herança recebida.

Art. 135 A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputados ao

servidor, nessa qualidade.

Art. 136 A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado

no desempenho do cargo ou função.

Art. 137 As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo

independentes entre si.

Art. 138 A responsabilidade civil ou administrativa do servidor será afastada no caso de

absolvição criminal que negue a existência do fato ou a sua autoria.

Capítulo V

DAS PENALIDADES

Art. 139 São penalidades disciplinares:

I - advertência;

II - suspensão;

III - demissão;

IV - cassação de aposentadoria e disponibilidade; e

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

V - destituição de cargo ou função de confiança.

Art. 140 Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da

infração cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias

agravantes ou atenuantes e os antecedentes.

Art. 141 Não poderá ser aplicada mais de uma pena disciplinar pela mesma infração.

Parágrafo Único. No caso de infrações simultâneas, a maior absorve as demais,

funcionando estas como agravantes na gradação da penalidade.

Art. 142 Observado o disposto nos artigos precedentes, a pena de advertência ou

suspensão será aplicada, a critério da autoridade competente, por escrito, na

inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamento ou norma interna e nos

casos de violação de proibição que não tipifique infração sujeita a penalidade de

demissão.

Art. 143 A pena de suspensão não poderá ultrapassar a sessenta dias.

Parágrafo Único. Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão

poderá ser convertida em multa, na base de cinquenta por cento por dia de remuneração,

ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço.

Art. 144 Será aplicada ao servidor a pena de demissão nos casos de:

I - crime contra a administração pública;

II - abandono de cargo;

III - indisciplina ou insubordinação graves ou reiteradas;

IV - inassiduidade ou impontualidade habituais,

V - improbidade administrativa;

VI - incontinência pública e conduta escandalosa;

VII - ofensa física contra qualquer pessoa, cometida em serviço, salvo em legítima defesa;

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VIII - aplicação irregular de dinheiro público

IX - revelação de segredo apropriado em razão do cargo;

X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal;

XI - corrupção;

XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções;

XIII - transgressão do art. 130, incisos X a XVI.

Art. 145 A acumulação de que trata o inciso XII do artigo anterior acarreta a demissão de

um dos cargos, empregos ou funções, dando-se ao servidor o prazo de cinco dias para

opção.

§ 1º Se comprovado que a acumulação se deu por má fé, o servidor será demitido de

ambos os cargos e obrigado a devolver o que houver recebido dos cofres públicos.

§ 2º Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos cargos, empregos ou funções

exercido na União, nos Estados, no Distrito Federal ou em outro Município, a demissão

será comunicada ao outro órgão ou entidade onde ocorre acumulação.

Art. 146 A demissão nos casos dos incisos V, VIII e X do art. 144 implica em

indisponibilidade de bens e ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.

Art. 147 Configura abandono de cargo a ausência intencional ao serviço por mais de trinta

dias consecutivos.

Art. 148 A demissão por inassiduidade ou impontualidade somente será aplicada quando

caracterizada a habitualidade de modo de representar seria violação dos deveres e

obrigações do servidor, após anteriores punições por advertência ou suspensão.

Art. 149 O ato de imposição de penalidade mencionará sempre o fundamento legal.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 150 Será cassada a aposentadoria e a disponibilidade se ficar provado que o inativo:

I - praticou, na atividade, falta punível com a demissão;

II - aceitou ilegalmente cargo ou função pública;

III - praticou usura, em qualquer das suas formas.

Art. 151 A pena de destituição de função de confiança será aplicada:

I - quando se verificar falta de exação no seu desempenho;

II - quando for verificado que, por negligência ou benevolência, o servidor contribuiu para

que não se apurasse, no devido tempo, irregularidade no serviço.

Parágrafo Único. A aplicação da penalidade deste artigo não implicará em perda do cargo

efetivo.

Art. 152 O ato da aplicação de penalidade é de competência do Prefeito Municipal.

Parágrafo Único. Poderá ser delegada competência aos Secretários Municipais para

aplicação da pena de suspensão ou advertência.

Art. 153 A demissão por infringência do art. 130, incisos X e XI, incompatibiliza o ex-

servidor para nova investidura em cargo ou função pública do Município, pelo prazo de

cinco anos.

Parágrafo Único. Não poderá retornar ao serviço público municipal o servidor que for

demitido por infringência do art. 144, inc. I, V, VIII, X e XI.

Art. 154 A pena de destituição de função de confiança implica na impossibilidade de ser

investido em funções dessa natureza durante o período de dois anos a contar do ato de

punição.

Art. 155 As penalidades aplicadas ao servidor serão registradas em sua ficha funcional.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 156 A ação disciplinar prescreverá:

I - em cinco anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria

e disponibilidade, ou destituição de função de confiança.

II - em dois anos, quanto a suspensão; e

III - em cento e oitenta dias, quanto à advertência.

§ 1º A falta também prevista na lei penal como crime prescreverá juntamente com este.

§ 2º O prazo de prescrição começa a correr da data em que a autoridade tomar

conhecimento da existência da falta.

§ 3º A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a

prescrição.

§ 4º Na hipótese do parágrafo anterior, todo o prazo começa a correr novamente, no dia

da interrupção.

Capítulo VI

DO PROCESSO DISCIPLINAR EM GERAL

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 157 A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a

promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo

disciplinar.

§ 1º As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a

identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito.

§ 2º Quando o fato narrado, de modo evidente, não configurar infração disciplinar ou ilícito

penal, a denúncia será arquivada, por falta de objeto.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 158 As irregularidades e faltas funcionais serão apuradas por meio de:

I - sindicância, quando não houver dados suficientes para sua determinação ou para

apontar o servidor faltoso;

II - processo administrativo disciplinar, quando a gravidade da ação ou omissão torne o

servidor passível de demissão, cassação da aposentadoria ou da disponibilidade.

SEÇÃO II

DA SUSPENSÃO PREVENTIVA

Art. 159 A autoridade competente poderá determinar a suspensão preventiva do servidor,

ate sessenta dias, prorrogáveis por mais trinta se, fundamentadamente, houver

necessidade de seu afastamento para apuração de falta a ele imputada.

Art. 160 O servidor terá direito:

I - À remuneração e à contagem do tempo de serviço relativo ao período de suspensão

preventiva, quando do processo não resultar punição ou esta se limitar a pena de

advertência.

II - À remuneração e à contagem do tempo de serviço correspondente ao período de

afastamento excedente ao prazo de suspensão efetivamente aplicada.

SEÇÃO III

DA SINDICÂNCIA

Art. 161 A sindicância será cometida a servidor, podendo este ser dispensado de suas

atribuições normais até a apresentação do relatório.

Parágrafo Único. A critério da autoridade competente, considerando o fato a ser apurado,

a função sindicante poderá ser atribuída a uma comissão de servidores, até o máximo de

três.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 162 O sindicante ou a comissão efetuará, de forma sumária, as diligências necessárias

ao esclarecimento da ocorrência e indicação do responsável, apresentando, no prazo

máximo de 30 (trinta) dias úteis, admitida a prorrogação por mais trinta dias, relatório a

respeito.

§ 1º Preliminarmente, deverá ser ouvido o autor da representação e o servidor implicado,

se houver.

§ 2º Reunidos os elementos apurados, o sindicante ou comissão traduzirá no relatório as

suas conclusões, indicando o possível culpado, qual a irregularidade ou transgressão e o

seu enquadramento nas disposições estatutárias.

Art. 163 A autoridade, de posse do relatório, acompanhado dos elementos que instruíram

o processo, decidirá, no prazo de cinco dias úteis:

I - pela aplicação de penalidade de advertência ou suspensão;

II - pela instauração de processo administrativo disciplinar; ou

III - arquivamento do processo.

§ 1º Entendendo a autoridade competente que os fatos não estão devidamente

elucidados, inclusive na indicação do possível culpado, devolverá o processo ao sindicante

ou comissão, para ulteriores diligências em prazo certo, não superior a cinco dias úteis.

§ 2º De posse do novo relatório e elementos complementares, a autoridade decidirá no

prazo e nos termos deste artigo.

SEÇÃO IV

DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

Art. 164 O processo administrativo disciplinar será conduzido por comissão de três

servidores estáveis, designada pela autoridade competente que indicará, dentre eles, o

seu presidente.

Parágrafo Único. A comissão terá como secretário, servidor designado pelo presidente,

podendo a designação recair em um dos seus membros.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 165 A comissão processante, sempre que necessário e expressamente determinado

no ato de designação, dedicará todo o tempo aos trabalhos do processo, ficando os

membros da comissão, em tal caso, dispensados dos serviços normais da repartição.

Art. 166 O processo administrativo será contraditório, assegurada ampla defesa ao

acusado com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito.

Art. 167 Quando o processo administrativo disciplinar resultar de prévia sindicância, o

relatório desta integrará os autos, como peça informativa da instrução.

Parágrafo Único. Na hipótese do relatório da sindicância concluir pela prática de crime, a

autoridade competente oficiará à autoridade policial, para abertura de inquérito,

independente da imediata instauração do processo administrativo disciplinar.

Art. 168 O prazo para a conclusão do processo não excederá 90 (noventa) dias, contados

da data do ato que constituir a comissão, admitida a prorrogação por mais 90 (noventa)

dias, quando as circunstâncias o exigirem, mediante autorização da autoridade que

determinou sua instauração.

Art. 169 As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as

deliberações adotadas.

Art. 170 Ao instalar os trabalhos da comissão o Presidente determinará a autuação da

portaria e demais peças existentes e designará o dia, hora e local para primeira audiência

e a citação do indiciado.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 171 A citação do indiciado deverá ser feita pessoalmente e contra-recibo, com, pelo

menos, quarenta e oito horas de antecedência em relação à audiência inicial e conterá dia,

hora e local e qualificação do indiciado e a falta que lhe é imputada.

§ 1º Caso o indiciado se recuse a receber a citação, deverá o fato ser certificado, a vista de,

no mínimo, duas testemunhas.

§ 2º Estando o indiciado ausente do Município, se conhecido seu endereço, será citado por

via postal, em carta registrada, juntando-se ao processo o comprovante do registro e o

aviso de recebimento.

§ 3º Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, divulgado

como os demais atos oficiais do Município, com prazo de quinze dias.

Art. 172 O indiciado poderá constituir procurador para fazer a sua defesa.

Parágrafo Único. Em caso de revelia, o presidente da comissão processante designará, de

ofício, um defensor.

Art. 173 Na audiência marcada, a comissão promoverá o interrogatório do indiciado,

concedendo-lhe, em seguida, o prazo de três dias, com vista do processo na repartição,

para oferecer alegações escritas, requerer provas e arrolar testemunhas, até o máximo de

cinco.

Parágrafo Único. Havendo mais de um indiciado o prazo será comum e de seis dias,

contados a partir da tomada de declarações do último deles.

Art. 174 A comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e

diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a

técnicos e peritos de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.

Art. 175 O indiciado tem o direito de, pessoalmente ou por intermédio de procurador,

assistir aos atos probatórios que se realizarem perante a comissão, requerendo as

medidas que julgar convenientes.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 1º O presidente da comissão poderá indeferir pedidos considerados impertinentes,

meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.

§ 2º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer

de conhecimento especial de perito.

Art. 176 As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo

presidente da comissão, devendo a segunda via, com o ciente do intimado ser anexada

aos autos.

Parágrafo Único. Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será

imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve, com a indicação do dia e

hora marcados para a inquirição.

Art. 177 O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito a

testemunha trazê-lo por escrito.

§ 1º As testemunhas serão ouvidas separadamente, com prévia intimação do indiciado ou

de seu procurador.

§ 2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á a

acareação entre os depoentes.

Art. 178 Concluída a inquirição de testemunhas, poderá a comissão processante, se julgar

útil ao esclarecimento dos fatos, reinterrogar o indiciado.

Art. 179 Ultimada a instrução do processo, o indiciado será intimado por mandado pelo

presidente da comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de dez dias,

assegurando-se-lhe vista do processo na repartição.

Parágrafo Único. O prazo de defesa será comum e de quinze dias se forem dois ou mais os

indiciados.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 180 Após o decurso do prazo, apresentada a defesa ou não, a comissão apreciará

todos os elementos do processo, apresentando relatório, no qual constará em relação a

cada indiciado, separadamente, as irregularidades de que foi acusado, as provas que

instruíram o processo e as razões de defesa, propondo, justificadamente, a absolvição ou

punição do indiciado, e indicando a pena cabível e seu fundamento legal.

Parágrafo Único. O relatório e todos os elementos dos autos serão remetidos à autoridade

que determinou a instauração do processo, dentro de dez dias contados do término do

prazo para apresentação da defesa.

Art. 181 A comissão ficará à disposição da autoridade competente, até a decisão final do

processo, para prestar esclarecimento ou providência julgada necessária.

Art. 182 Recebidos os autos, a autoridade que determinou a instauração do processo:

I - dentro de cinco dias:

a) pedirá esclarecimentos ou providências que entender necessários, à comissão

processante, marcando-lhe prazo;

b) encaminhará os autos à autoridade superior, se entender que a pena cabível escapa à

sua competência;

II - despachará o processo dentro de dez dias acolhendo ou não as conclusões da

comissão processante, fundamentando o seu despacho se concluir diferentemente do

proposto.

Parágrafo Único. Nos casos do inciso I deste artigo, o prazo para decisão final será

contado, respectivamente, a partir do retorno ou recebimento dos autos.

Art. 183 Da decisão final, são admitidos os recursos previstos nesta Lei.

Art. 184 As irregularidades processuais que não constituam vícios substanciais insanáveis,

suscetíveis de influírem na apuração da verdade ou na decisão do processo, não lhe

determinarão a nulidade.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 185 O servidor que estiver respondendo a processo administrativo disciplinar só

poderá ser exonerado a pedido do cargo, ou aposentado voluntariamente, após a

conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada.

Parágrafo Único. Executa-se o caso de processo administrativo instaurado apenas para

apurar o abandono de cargo, quando poderá haver exoneração a pedido, a juízo da

autoridade competente.

SEÇÃO V

DA REVISÃO DO PROCESSO

Art. 186 A revisão do processo administrativo disciplinar poderá ser requerida a qualquer

tempo, uma única vez, quando:

I - a decisão for contrária ao texto de lei ou à evidência dos autos;

II - a decisão se fundar em depoimentos, exames ou documentos falsos ou viciados;

III - forem aduzidas novas provas, suscetíveis de atestar a inocência do interessado ou de

autorizar diminuição da pena.

Parágrafo Único. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento

para a revisão do processo.

Art. 187 No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.

Art. 188 O processo de revisão será realizado por comissão designada segundo os moldes

das comissões de processo administrativo e correrá em apenso aos autos do processo

originário.

Art. 189 As conclusões da comissão serão encaminhadas à autoridade competente, dentro

de trinta dias, devendo a decisão ser proferida, fundamentadamente, dentro de dez dias.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 190 Julgada procedente a revisão, será tornada insubsistente ou atenuada a

penalidade imposta, restabelecendo-se os direitos decorrentes dessa decisão.

TÍTULO VII

DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR

Capítulo I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 191 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

Art. 191 A - O auxílio-funeral é devido à família do servidor falecido na atividade, em

disponibilidade ou aposentado, exceto os aposentados do regime próprio de previdência,

em valor equivalente a um e meio vencimento do menor padrão do quadro de cargos

efetivos do município.

§ 1º Se o funeral for custeado por terceiros este será indenizado das despesas realizadas,

até o valor máximo previsto neste artigo.

§ 2º O pagamento será autorizado pela autoridade competente, à vista da Certidão de

Óbito e dos comprovantes de despesa, se for o caso. (Redação acrescida pela Lei

Complementar nº 29/2011)

Art. 191 B - A assistência à saúde do servidor e de sua família compreende assistência

médica, hospitalar e odontológica, mediante lei ou convênio firmado pelo município.

(Redação acrescida pela Lei Complementar nº 29/2011)

Art. 192 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

57
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 193 Os benefícios do Plano de Seguridade Social compreendem:

I - quanto ao segurado:

a) Aposentadoria por invalidez;

b) Aposentadoria compulsória;

c) Aposentadoria voluntária por idade e tempo de contribuição;

d) Aposentadoria voluntária por idade;

e) Aposentadoria especial;

f) Auxílio-doença;

g) Salário-família;

h) Salário-maternidade.

II - quanto ao dependente:

a) Pensão por morte; e

b) Auxílio-reclusão.

Capítulo II

DOS BENEFÍCIOS

SEÇÃO I

DA APOSENTADORIA

Art. 194 até 201 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

SEÇÃO II

DO AUXILIO-NATALIDADE

Art. 202 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

58
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 202 A - O auxílio natalidade é devido à servidora, por motivo de nascimento de filho,

em quantia equivalente a cinqüenta por cento do menor padrão de vencimento do plano

de carreira, inclusive no caso de nati-morto.

§ 1º Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de cinqüenta por cento.

§ 2º Não sendo a parturiente servidora do Município, o auxílio será pago ao cônjuge ou

companheiro, servidor público municipal.

SEÇÃO III

DO SALÁRIO-FAMÍLIA

Art. 203 até 205 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

SEÇÃO IV

DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE

Art. 206 até 210 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

SEÇÃO V

DA LICENÇA À GESTANTE, ADOTANTE E PATERNIDADE

Art. 211 até 213 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

SEÇÃO VI

DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO

Art. 214 até 217 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

59
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO VII

DA PENSÃO POR MORTE

Art. 218 até 226 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

SEÇÃO VIII

DO AUXILIO-FUNERAL

Art. 227 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

SEÇÃO IX

DO AUXILIO-RECLUSÃO

Art. 228 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

Capítulo III

DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE

Art. 229 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

Capítulo IV

DO CUSTEIO

Art. 230 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

Art. 231 (Revogado pela Lei nº 2166/2005)

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

TÍTULO VIII

DA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE

PÚBLICO

Art. 232 Para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público,

poderão ser efetuadas contratações de pessoal por tempo determinado, mediante Lei que

indicará o número de cargos.

Art. 233 Consideram-se como de necessidade temporária de excepcional interesse público,

as contratações que visam a:

I - atender a situações de calamidade pública;

II - combater surtos epidêmicos;

III - pré-temporada e temporada de veraneio;

IV - atender outras situações de emergência que vierem a ser definidas em lei específica.

Art. 234 As contratações de que trata este capítulo terão dotação orçamentária específica,

e não poderão ultrapassar o prazo de 12 (doze) meses.

Art. 235 É vedado o desvio de função de pessoa contratada, na forma deste título, sob

pena de nulidade do contrato e responsabilidade administrativa e civil da autoridade

contratante.

Art. 236 Os contratos serão de natureza administrativa, ficando assegurados os seguintes

direitos ao contratado:

I - remuneração equivalente à percebida pelos servidores de igual ou assemelhada função

no quadro permanente do Município.

II - jornada de trabalho, serviço extraordinário, repouso semanal remunerado, adicional

noturno e gratificação natalina proporcional, nos termos desta Lei;

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

III - férias proporcionais, ao término do contrato;

IV - inscrição em sistema oficial de previdência social.

TÍTULO IX

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS

Capítulo I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 237 O Dia do Servidor Público será comemorado a vinte e oito de outubro.

Art. 238 Os prazos previstos nesta Lei serão contados em dias corridos, excluindo-se o dia

do começo e incluindo-se o do vencimento, ficando prorrogado para o primeiro dia útil

seguinte, o prazo vencido em dia em que não haja expediente.

Art. 239 Consideram-se da família do servidor além do cônjuge e filhos, quaisquer pessoas

que vivam às suas expensas e constem de seu assentamento individual.

Parágrafo Único. Equipara-se ao cônjuge a companheira ou companheiro, com mais de

cinco anos de vida em comum ou por menor tempo, se da união houver prole.

Art. 240 Do exercício de encargos ou serviços diferentes dos definidos em lei ou

regulamento como próprios de seu cargo ou função gratificada, não decorre nenhum

direito ao servidor.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo II

DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS

Art. 241 As disposições desta Lei aplicam-se aos servidores dos Poderes Executivo e

Legislativo, das autarquias e fundações públicas.

Art. 242 Os atuais servidores municipais, estatutários ou celetista, admitidos mediante

prévio concurso público, ficam submetidos ao regime desta Lei.

§ 1º Os empregos ocupados pelos servidores celetistas de que trata este artigo, ficam

transformados em cargos, na data da publicação desta Lei.

§ 2º Os contratos individuais de trabalho se extinguem automaticamente pela

transformação do emprego, asseguradas as verbas rescisórias cabíveis.

§ 3º No que pertine às férias, o servidor poderá optar mediante termo escrito, em recebê-

las no termo de quitação do contrato ou pela continuidade da contagem do tempo de

serviço para posterior gozo no novo regime.

Art. 243 Os cargos em comissão e funções de confiança regidos pela Consolidação das Leis

do Trabalho, passam a ser regidos por esta Lei, com extinção automática da relação de

emprego, asseguradas aos seus ocupantes as verbas rescisórias e opção quanto às férias

na forma do artigo anterior.

Art. 244 Os servidores celetistas não concursados e estáveis nos termos do art. 19 das

Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988, constituirão quadro

especial em extinção, excepcionalmente regido pela CLT, com remuneração e vantagens

estabelecidas em lei específica, até o ingresso por concurso em cargo sob o regime desta

Lei.

63
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 245 Os adicionais por tempo de serviço já concedidos aos servidores abrangidos por

esta Lei ficam transformados em anuênios.

Parágrafo Único. Na hipótese de o valor percebido em decorrência de adicionais por

tempo de serviço ser superior ao resultante de transformação em anuênios, o excesso

será percebido como vantagem pessoal inalterável no seu "quantum", a ser absorvido em

futuros aumentos ou reajustes de vencimentos.

Art. 246 Fica assegurado aos atuais servidores, que tenham completado o decênio

aquisitivo para fins de licença-prêmio, antes da vigência desta Lei, o direito de usufruí-la

nos termos da lei anterior concessora da vantagem.

§ 1º Aos servidores cujo período de aquisição da licença-prêmio contar com período igual

ou superior a cinco anos, fica assegurado o direito nos termos deste artigo, de modo

proporcional.

§ 2º Aos servidores cujo período de aquisição da licença-prêmio prevista na legislação

anterior contar com menos de cinco anos, terão computado aquele tempo de serviço para

efeitos de inteiração do quinquênio aquisitivo do prêmio por assiduidade previsto no art.

93 desta Lei.

§ 3º Para os demais servidores o período aquisitivo para fins do prêmio por assiduidade

terá início a partir da investidura em cargo efetivo sob a égide do regime desta Lei.

Art. 247 Revogam-se as disposições em contrário.

Art. 248 Esta Lei entrará em vigor no dia primeiro do mês seguinte ao de sua publicação.

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2. Plano de Carreira dos Servidores


e suas atualizações até a data de publicação do Edital.
LEI Nº 1441, DE 16 DE MARÇO DE 2000.

ESTABELECE O PLANO DE CARREIRA DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS E DÁ

OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEDORINO BROGNI, Prefeito Municipal de Capão da Canoa, Faço saber que o Poder

Legislativo aprovou e Eu, em cumprimento ao artigo 56, inciso IV da Lei Orgânica do

Município, sanciono e promulgo a seguinte Lei:

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O serviço público municipal de Capão da Canoa é composto dos seguintes quadros

de pessoais.

I - Quadro de Provimento Efetivo;

II - Quadro de Cargos em Comissão e Função Gratificada.

Parágrafo Único. O quadro de Cargos em Comissão e Função Gratificadas, referido no

inciso II deste artigo, bem como as demais disposições relativas às funções de confiança,

são objetos de legislação específica.

Art. 2º O Plano de Carreira dos Servidores Públicos do Poder executivo, integrantes do

Quadro de Provimento efetivo, é o estabelecido nesta Lei.

Art. 3º Para os efeitos desta Lei, definem-se como:

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I - CARGO - O Conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas a um servidor

público, mantidas as características de criação por Lei, denominação própria, número e

remuneração certa.

II - CATEGORIA FUNCIONAL - É o agrupamento de cargos da mesma denominação, com

igual atribuições e responsabilidades, constituídas de padrões e classes.

III - CARREIRA - O conjunto de cargos para os quais os servidores poderão ascender

através das classes, mediante promoção.

IV - PADRÃO - A identificação numérica do valor do vencimento da categoria funcional,

identificada pela Lei de estrutura de cada secretaria;

V - CLASSE - A graduação de retribuição pecuniária dentro da categoria funcional

constituindo a linha de promoção, identificada nesta Lei, alfabeticamente de "A" a "H".

Capítulo II

DO QUADRO DE PROVIMENTO EFETIVO

SEÇÃO I

DAS CATEGORIAS FUNCIONAIS

Art. 4º As categorias funcionais integrantes do Quadro de Provimento Efetivo, com seus

respectivos padrões de vencimento básico, constituem o Anexo Único à presente Lei.

SEÇÃO II

DAS ESPECIFICAÇÕES DAS CATEGORIAS FUNCIONAIS

Art. 5º Especificações das categorias funcionais, para os efeitos desta lei, é a diferenciação

de cada uma relativamente às atribuições, responsabilidades e dificuldades de trabalho,

bem como às qualificações exigíveis para o provimento dos cargos que a integram.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 6º A especificação de cada categoria funcional deverá conter:

I - denominação da categoria funcional;

II - padrão de vencimento e horário de trabalho;

III - descrição sintética e analítica das atribuições;

IV - condições de exercício das atribuições;

V - requisitos para o provimento, incluindo o grau de instrução, a idade e outros especiais

de acordo com as atribuições de cargo.

Parágrafo Único. As especificações das categorias funcionais referidas no artigo 4º

constituem legislação especifica.

SEÇÃO III

DO RECRUTAMENTO

Art. 7º O recrutamento para os cargos efetivos se dará mediante Concurso Público, para a

classe inicial de cada cargo, observado o regramento contido na Lei nº 419, de 24 de maio

de 1990 (Regime Jurídico dos servidores Públicos do Município) e alterações.

Parágrafo Único. Excetua-se do disposto no caput deste artigo o servidor municipal ativo

que por força de consumo público, for provido em cargo de outra categoria funcional,

caso em que será aproveitado na classe de seu cargo de origem e terá respeitado seu

tempo de serviço para todos os efeitos, inclusive de promoção.

SEÇÃO IV

DO TREINAMENTO

Art. 8º O Executivo Municipal promoverá treinamentos periódicos para os seus servidores,

a fim de melhor capacitá-los para o desempenho de suas funções, visando a otimização

das atividades dos diversos órgãos.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 9º O treinamento será:

I - interno, quando executado pelo próprio Município;

II - externo, quando executado por órgão ou entidade especializada, atendendo às

necessidades verificadas.

§ 1º O treinamento recairá, preferencialmente, nos servidores diretamente envolvidos na

atividade correspondente.

SEÇÃO V

DAS PROMOÇÕES

Art. 10 Promoção, para os efeitos desta Lei, é a passagem do funcionário de detentor de

cargo de provimento efetivo de uma classe para a imediatamente superior, dentro da

mesma categoria funcional.

Parágrafo Único - As categorias funcionais são compostas de oito classes, designadas pelas

letras: A, B, C, D, E, F, G, H, sendo a classe "A" inicial da carreira; e "H" final da carreira.

Art. 11 As promoções obedecerão ao critério de tempo de exercício em cada Classe.

Parágrafo Único. O tempo de exercício na classe imediatamente anterior, para fins de

promoção para a seguinte, será de quatro anos completos.

Art. 12 A contagens de tempo de exercício para os efeitos da promoção de que trata esta

Lei será:

I - interrompida, iniciando-se novo período, sempre que o servidor:

a) somar quatro penalidades de advertência;

b) sofrer pena de suspensão disciplinar mesmo que convertida em multa;

c) completar dez faltas injustificadas.

II - suspensa, durante o período em que o servidor estiver usufruindo:

a) das licenças e dos afastamentos não remunerados, previstos na Lei nº 419/90 e

alterações;

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b) das licenças para tratamento da própria saúde, quando excederem a noventa dias,

inclusive em prorrogação, salvo as decorrentes de acidentes em serviço;

c) das licenças para tratamento de saúde em pessoa da família.

Art. 13 A promoção terá vigência a partir do primeiro dia do mês de seguinte aquele em

que o servidor completar o tempo de exercício exigido.

Capítulo III

DO PLANO DE PAGAMENTO

Art. 14 Os vencimentos básicos dos cargos de provimento efetivo serão obtidos a partir do

padrão correspondente à classe inicial, fixado em Lei, sobre o qual incidirão, de forma

cumulativa, os percentuais correspondentes às classes anteriores àquela em que se situa

o funcionário, conforme a tabela I.

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TABELA I
______________________________________________________________________________________________

______________________

| PADRÃO DE VENCIMENTO | CLASSE A | CLASSE B | CLASSE C | CLASSE D | CLASSE E |

CLASSE F | CLASSE G | CLASSE H |

|============================|==========|==========|==========|==========|

==========|==========|==========|==========|

|Nível - "X" |Inicial da|8% |8% |8% |8% |8% |8% |8%

| |carreira | | | | | | | |

|----------------------------|----------|----------|----------|----------|----------|----------|----------|----------|

|Tempo de Serviço Público |Posse no|Após |Após |Após |Após |Após

|Após |Após |

| |Cargo Pú-|04 anos |08 anos |12 anos |16 anos |20 anos |24 anos

|28 anos |

| |blico | | | | | | | |

|____________________________|__________|__________|__________|__________|__________|________

__|__________|__________|

Capítulo IV

DO INCENTIVO AO ESTUDO

Art. 15 Os detentores de cargo de provimento efetivo, com estágio probatório completo,

que possuírem grau de escolaridade superior ao exigido nas especificações para o seu

exercício, poderão ter direito à uma Gratificação de incentivo á Titulação - GIT, a ser

calculada com base na incidência dos seguintes percentuais, não cumulativos, sobre o

vencimento da classe inicial do cargo titulado:

I - cinco por cento, para titulação de primeiro e de segundo graus.

70
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

II - oito por cento, para titulação de terceiro grau ou superior.

Parágrafo Único. A gratificação será paga a partir do primeiro dia do mês subsequente ao

de sua concessão, observados os requisitos da presente Lei.

Art. 16 Grau de escolaridade superior ao exigido nas especificações para o exercício de

cargo, para os efeitos desta Lei, corresponde a nível de instrução superior ao exigido para

o ingresso no respectivo cargo, desde que não tenha sido utilizado como comprovante de

escolaridade para inscrição ao Concurso para provimento do cargo titulado.

Art. 17 As disposições do presente Capítulo serão regulamentados por Decreto do Poder

executivo Municipal, especialmente quanto à titulação a ser apresentada e sua avaliação,

os meses para requerimento da gratificação e os prazos para atendimento.

Parágrafo Único. O prazo de edição do regulamento de que trata o caput será de noventa

dias, contados da promulgação da presente Lei.

Capítulo V

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 18 Excetuam-se das disposições lesta Lei os membros do Magistério Municipal,

sujeitos a Plano de Carreira específico.

Art. 19 O valor de referência salarial atribuído a esta Lei corresponde ao valor vigente no

primeiro dia do mês de sua aprovação.

Art. 20 Os cargos do Quadro de Provimento efetivo ocupados por servidores estáveis pela

Constituição Federal de 1988 são extintos a medida que vagarem.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 22 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, ressalvadas as disposições

relativas à Gratificação de Incentivo à Titulação (GIT), que somente vigerão a partir da data

de sua regulamentação.

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3. CÓDIGO TRIBUTÁRIO
E SUAS ATUALIZAÇÕES ATÉ A DATA DE PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
LEI COMPLEMENTAR Nº 2, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2003.

INSTITUI O CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL.

TÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES DO ELENCO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL

Art. 1º É instituído por esta lei o CÓDIGO TRIBUTÁRIO MUNICIPAL, consolidando a

LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA DO MUNICÍPIO, observados os princípios e normas gerais

estabelecidas na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional.

Art. 2º Os tributos de competência do Município são os seguintes:

I - IMPOSTOS SOBRE:

a) Propriedade Predial e Territorial Urbana - IPTU;

b) Serviços de Qualquer Natureza - ISSQN;

c) Transmissão "Inter-Vivos" de Bens Imóveis - ITBI.

II - TAXAS DE:

a) Expediente;

b) Proj. de emenda 015/03- destaque;

c) Localização de Estabelecimento e Ambulante;

d) Fiscalização e Vistoria;

e) Execução de Obras.

f) Fiscalização Sanitária.

g) Fiscalização de Serviços Diversos.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

h) Licença para Ocupação do Solo em Vias Públicas.

i) Cemitério.

III - CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA.

IV - CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA

TÍTULO II

DOS IMPOSTOS

Capítulo I

IMPOSTO SOBRE PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 3º O Imposto Sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana incide sobre a

propriedade, a titularidade, o domínio útil ou a posse a qualquer título de imóvel edificado,

ou não, situado em Zona Urbana do Município ou como tal considerada.

§ 1º Para os efeitos deste imposto, são consideradas zonas urbanas as áreas que

contenham a existência de melhoramentos indicados em pelo menos dois dos incisos

seguintes:

I - Meio-fio ou calçamento;

II - Abastecimento de água;

III - Sistema de esgotos sanitários;

IV - Rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;

V - Escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de três quilômetros do

imóvel considerado.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 2º Para efeito de tributação, também são consideradas Zonas Urbanas do Município

todas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos ou planos

de arruamento aprovados pela Prefeitura, destinados à Habitação, Indústria ou Comércio,

respeitado o parágrafo anterior.

§ 3º O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano abrange ainda o imóvel

que, embora localizado na zona rural, seja utilizado, comprovadamente, como sítio de

recreio ou lazer.

§ 4º Para efeito deste imposto, considera-se:

I - prédio: o imóvel edificado, concluído ou não, compreendido o terreno com a respectiva

construção e dependências;

II - terreno: o imóvel não edificado.

§ 5º É considerado integrante do prédio o terreno de propriedade do mesmo contribuinte

e localizado junto:

I - A estabelecimento comercial, industrial ou de prestação de serviços desde que

necessário e utilizado de modo permanente na finalidade do mesmo;

II - A prédio residencial, desde que convenientemente utilizado ou efetivamente

ajardinado.

Art. 4º A incidência do imposto independe do cumprimento de quaisquer outras exigências

legais, regulamentares ou administrativas, relativas ao imóvel, sem prejuízo das

penalidades.

SEÇÃO II

DA BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTAS

Art. 5º A base de cálculo do imposto de que trata este capítulo é calculado sobre o valor

venal do imóvel apurado na forma estabelecida neste código e na legislação decorrente.

§ 1º A alíquota para o cálculo do imposto predial será de até um por cento, diferenciadas e

progressivas em razão do valor venal dos imóveis, fracionado por faixas, conforme tabela

abaixo:

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

______________________________________________________________________________________________

______

| VALORES VENAIS POR FAIXA | Alíquotas |

|====================================================|====================

===========================|

|Até R$ 50.000,00 | 0,50%|

|----------------------------------------------------|-----------------------------------------------|

|De R$ 50.000,01 a R$ 100.000,00 | 0,75%|

|----------------------------------------------------|-----------------------------------------------|

|Acima De R$ 100.000,00 | 1,00%|

|____________________________________________________|________________________________________

_______|

I - O imposto predial será determinado pela somatória dos resultados obtidos com a

incidência de cada alíquota da tabela prevista no § 1º, deste artigo, sobre a fração de valor

venal correspondente, obtido pela soma do valor do terreno acrescido do valor das

edificações, descontada a depreciação.

§ 2º A alíquota para o cálculo do imposto territorial será de três por cento.

§ 3º Será considerado terreno ou gleba sujeito à alíquota prevista os prédios em

construção em andamento, em reforma, em demolição, condenada, interditada,

incendiada, paralisada ou em ruínas.

Art. 6º até 12 (Revogado pela Lei Complementar nº 48/2014)

SEÇÃO III

DA INSCRIÇÃO

Art. 13 O contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do domínio útil ou o

seu possuidor a qualquer título.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 14 O prédio e o terreno estão sujeitos a inscrição no Cadastro Imobiliário, ainda que

beneficiados por imunidade ou isenção.

Art. 15 A inscrição é promovida:

I - pelo proprietário;

II - pelo titular do domínio útil ou pelo possuidor a qualquer título;

III - pelo promitente comprador, mediante a averbação da matricula;

IV - de ofício, quando ocorrer omissão das pessoas relacionadas nos incisos anteriores e

inobservância do procedimento estabelecido no artigo 19.

Art. 16 A inscrição de que trata o artigo anterior é procedida mediante comprovação, por

documento hábil, da titularidade do imóvel ou da condição alegada, o qual depois de

anotado e efetuado os respectivos registros, será devolvido ao contribuinte.

§ 1º Quando se tratar de área loteada, deverá a inscrição ser precedida do arquivamento,

na Fazenda Municipal, da planta completa do loteamento aprovado, na forma da lei;

§ 2º Qualquer alteração praticada no imóvel ou no loteamento deverá ser imediatamente

comunicada pelo contribuinte à Fazenda Municipal.

§ 3º O prédio terá tantas inscrições quantas forem as unidades que o integram,

observando o tipo de utilização.

Art. 17 Estão sujeitas a nova inscrição, nos termos desta lei, ou à averbação na ficha de

cadastro:

I - a alteração resultante da construção, aumento, reforma, reconstrução ou demolição;

II - o desdobramento ou englobamento de áreas;

III - a transferência da propriedade ou do domínio;

IV - a mudança de endereço do contribuinte.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 1º Quando se tratar de alienação parcial, será precedida de nova inscrição para a parte

alienada, alterando-se a primitiva.

§ 2º Para transferência de que trata o inciso III, deverá o imposto previsto neste capitulo

estar rigorosamente em dia.

Art. 18 Na inscrição do prédio, ou do terreno, serão observadas as seguintes normas:

I - Quando se tratar de prédio:

a) com uma só entrada, pela face do quarteirão a ela correspondente;

b) com mais de uma entrada, pela face do quarteirão que corresponder a entrada principal

e, havendo mais de uma entrada principal, pela face do quarteirão por onde o imóvel

apresentar maior testada, e, sendo estas iguais, pela de maior valor.

II - Quando se tratar de terreno:

a) com uma frente, pela face do quarteirão correspondente a sua testada;

b) com mais de uma frente, pelas faces dos quarteirões (quadras) que corresponderem as

suas testadas, tendo como profundidade média uma linha imaginária eqüidistante destas;

c) de esquina, pela face do quarteirão de maior valor ou, quando os valores forem iguais,

pela maior testada;

d) encravados, pelo logradouro mais próximo ao seu perímetro.

Parágrafo Único. O regulamento disporá sobre a inscrição dos prédios com mais de uma

entrada, quanto estas corresponderem as unidades independentes.

Art. 19 O contribuinte ou seu representante legal deverá comunicar, no prazo de trinta

dias, as alterações de que trata o artigo 17, assim como, no caso de áreas loteadas, ou

construídas, em curso de venda:

I - indicação dos lotes ou de unidades prediais vendidas e seus adquirentes;

II - as rescisões de contratos ou qualquer outra alteração.

§ 1º No caso de prédio ou edifício com mais de uma unidade autônoma, o proprietário ou

o incorporador fica obrigado a apresentar perante o Cadastro Imobiliário, no prazo de

trinta dias, a contar do habite-se ou ocupação a descrição das áreas individualizadas.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 2º O não cumprimento dos prazos previstos neste artigo ou informações incorretas,

incompletas ou inexatas, que importem em redução da base de cálculo do imposto,

determinarão a inscrição de ofício.

§ 3º No caso de transferência da propriedade imóvel, a inscrição será procedida no prazo

de trinta dias contados da data do registro do título no registro de imóveis.

SEÇÃO IV

DO LANÇAMENTO

Art. 20 O Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana será lançado

anualmente, tendo por base a situação física do imóvel ao encerrar-se o exercício anterior.

Parágrafo Único. A alteração do lançamento decorrente de modificação ocorrida durante o

exercício, será procedida:

I - a partir do mês seguinte:

a) ao da expedição da Carta de Habitação ou da ocupação do prédio, quando esta ocorrer

antes;

b) ao do aumento, demolição ou destruição.

II - a partir do exercício seguinte:

a) ao da expedição da Carta de Habitação, quando se tratar de reforma, restauração de

prédio que não resulte em nova inscrição ou, quando resultar, não constitua aumento de

área;

b) ao da ocorrência ou da constatação do fato, nos casos de construção interditada,

condenada ou em ruínas;

c) no caso de loteamento, desmembramento ou unificação de terrenos ou prédios.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 21 O lançamento será feito em nome sob o qual estiver o imóvel inscrito no Cadastro

Imobiliário e, em se tratando de incorporações imobiliárias regidas sob a Lei Federal nº

4.591/1964, poderão ser averbados os contratos de compra e venda, os quais conferirão

aos adquirentes a qualidade de co-obrigados.

Art. 22 É facultado ao contribuinte, num prazo de vinte dias, contados da data da

notificação/guia, solicitar mediante requerimento, revisão cadastral e nos casos singulares

de imóveis para os quais a aplicação dos procedimentos previstos nesta Lei, possa

conduzir à tributação manifestadamente injusta ou inadequada, poderá ser adotada

revisão e avaliação especial do referido pedido, sujeito à aprovação da autoridade fiscal

competente, num período de até noventa dias.

Parágrafo Único. Será publicado no mural, internet, ou outro a critério da Fazenda Pública,

até vinte dias antes do vencimento da cota única ou primeira parcela a relação dos

impostos lançados.

Capítulo II

DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 23 O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência do município tem

como fato gerador a prestação de serviços constantes no anexo III, ainda que esses não se

constituam como atividade preponderante do prestador.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO II

DO CONTRIBUINTE

Art. 24 O contribuinte do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza é o prestador de

serviço.

Parágrafo Único. Considera-se prestador de serviços o profissional autônomo e liberal, a

empresa ou firma que exerce em caráter permanente ou eventual qualquer das atividades

constantes da lista de serviços, no anexo III.

Art. 25 Para efeito deste imposto considera-se:

I - Profissional Autônomo e Liberal - Toda e qualquer pessoa que, habitualmente e sem

subordinação jurídica ou dependência, exercer atividade econômica de prestação de

serviços.

II - Empresa - Toda e qualquer pessoa jurídica, inclusive firma individual e sociedade civil,

ou de fato que exerce atividade de prestação de serviços.

SEÇÃO III

DA BASE DE CÁLCULO E DA ALÍQUOTA

Art. 26 A base de cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza é o preço do

serviço.

§ 1º Quando se tratar de prestação de serviço sob forma de trabalho pessoal do próprio

contribuinte, o imposto será calculado, por meio de alíquotas fixas, ou variáveis, em

função da natureza do serviço ou de outros fatores pertinentes, neste não compreendida

a importância paga a título de remuneração do próprio trabalho.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 2º Na prestação de serviços a que se referem os elencados itens 7.02 e 7.05 do anexo III,

o imposto será calculado sobre o preço do serviço, deduzidas as parcelas correspondentes

ao:

I - valor das mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços, fora do local da

prestação do serviço, que fica sujeito ao Imposto de Circulação de Mercadorias.

Art. 27 O contribuinte sujeito a alíquota variável escriturará, em livro de registro especial,

dentro do prazo de quinze dias no máximo, o valor diário dos serviços prestados, bem

como emitirá, para cada usuário, uma nota fiscal de serviços, de acordo com modelos

aprovados pela Fazenda Municipal.

Parágrafo Único. Quando a natureza da operação, ou as condições em que se realizar,

tornarem impraticável ou desnecessária a emissão de nota de serviço, a juízo da Fazenda

Municipal, poderá ser dispensado o contribuinte das exigências deste artigo, calculando-se

o imposto com base na receita estimada ou apurada na forma que for estabelecida em

regulamento.

Art. 28 Sem prejuízo da aplicação das penalidades cabíveis, a receita bruta poderá ser

arbitrada pelo Fisco Municipal, levando em consideração:

I - Os preços correspondentes dos serviços no mercado, em vigor na época da apuração;

II - Os recolhimentos feitos em períodos idênticos pelos contribuintes ou por outros

contribuintes que exerçam a mesma atividade, em condições semelhantes;

III - A natureza do serviço prestado;

IV - O valor das instalações e equipamentos do contribuinte, sua localização, a

remuneração dos sócios e o número de empregados e seus salários.

V - Auditoria que levante elementos capazes de provar a atividade operacional do

estabelecimento.

Parágrafo Único. Dar-se-á o arbitramento quando:

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

I - O contribuinte não exibir à Fiscalização os elementos necessários a comprovação de sua

receita, inclusive nos casos de perda ou extravio dos livros ou documentos fiscais

contábeis.

II - Houver fundadas suspeitas de que os documentos fiscais ou contábeis não reflitam a

receita bruta realizada o preço real dos serviços;

III - Ocorrer fraude ou sonegação de dados julgados indispensáveis ao lançamento;

IV - Sejam omissas ou não mereçam fé as declarações ou esclarecimentos prestados pelo

contribuinte;

V - O preço seja notoriamente inferior ao corrente no mercado ou desconhecido pela

Fazenda Pública;

VI - O contribuinte não estiver inscrito no cadastro do Município.

Art. 29 No caso de construção civil, a apuração do serviço será efetivada com base em

elementos em poder do sujeito passivo.

Art. 30 Na construção realizada por não-empresa, quando se tornar difícil a verificação do

preço do serviço ou os elementos apresentados forem considerados inidôneos, poderá tal

preço ser fixado pela Fazenda Pública em pauta de valores considerando o valor do custo

unitário básico da construção, editado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da

Construção Civil do Rio Grande do Sul, quando então o Imposto Sobre Serviços de

Qualquer Natureza deverá ser cobrado ou retido na fonte antes do habite-se da obra, a

uma alíquota de três por cento sobre o preço do serviço calculado nos termos em que

dispuser o regulamento a ser baixado pelo Poder Executivo.

Parágrafo Único. Ocorrendo qualquer diferença de preço que venha a ser efetivamente

apurada em relação ao declarado pelo sujeito passivo, contribuinte ou responsável

solidário, acarretará a exigibilidade do imposto sobre o respectivo montante.

83
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 31 Quando a natureza do serviço prestado tiver enquadramento em mais de uma

alíquota, o imposto será calculado pela maior, salvo quando o contribuinte discriminar a

sua receita, de forma a possibilitar o cálculo pelas alíquotas em que se enquadrar.

Art. 32 Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte desenvolva a

atividade de prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e que configure

unidade econômica ou profissional, sendo irrelevantes para caracterizá-lo as

denominações de sede, filial, agência, posto de atendimento, sucursal, escritório de

representação, contato ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas.

SEÇÃO IV

DA INSCRIÇÃO

Art. 33 Estão sujeitas à inscrição obrigatória no Cadastro do Imposto Sobre Serviços de

Qualquer Natureza as pessoas físicas ou jurídicas enquadradas no artigo 23, ainda que

imunes ou isentas do pagamento do imposto.

Parágrafo Único. A inscrição será feita pelo contribuinte ou seu representante legal antes

do início da atividade, simultaneamente com o licenciamento.

Art. 34 Far-se-á a inscrição de ofício quando não forem cumpridas as disposições no artigo

anterior.

Art. 35 Para efeito de inscrição, constituem atividades distintas as que:

I - Exercidas no mesmo local, ainda que sujeitas à mesma alíquota, quando

corresponderem a diferentes pessoas jurídicas;

II - Embora exercidas pelo mesmo contribuinte, estejam localizadas em prédios distintos

ou locais diversos;

III - Estiverem sujeitas a alíquotas diferentes.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Parágrafo Único. Não são considerados locais diversos dois ou mais imóveis contíguos,

com comunicação interna, nem em vários pavimentos de um mesmo imóvel, desde que

tenham escadas de acesso e se qualifiquem através da mesma firma, exercendo a mesma

atividade.

Art. 36 Sempre que se alterar o nome, firma, ou denominação social, localização ou, ainda,

a natureza da atividade e quando esta acarretar enquadramento em alíquota distintas,

deverá ser feita a devida comunicação à Fazenda Municipal, dentro do prazo de trinta dias.

Parágrafo Único. O não cumprimento do disposto neste artigo determinará a alteração de

ofício.

Art. 37 A cessação da atividade será comunicada no prazo de trinta dias, através de

requerimento.

§ 1º Dar-se-á baixa da inscrição após verificada a procedência da comunicação, a partir da

data da cessação da atividade, sem prejuízo da cobrança dos tributos e acrécimos devidos,

até o final do mês:

I - Em que ocorrer a cessação das atividades, quando comunicado no prazo previsto no

artigo anterior;

II - Em que fizer a comunicação, quando feita fora do prazo referido no artigo anterior.

§ 2º O não cumprimento da disposição deste artigo, implicará na baixa de ofício, sem

prejuízo da cobrança dos tributos e acréscimos devidos, até o fim do exercício em que

tiver ocorrido a cessação, após duas vistorias com o intervalo de noventa dias, poderá ser

procedida a baixa.

§ 3º A baixa da inscrição não importará na dispensa do pagamento dos tributos devidos,

inclusive, os que venham a ser apurados mediante revisão dos elementos fiscais e

contábeis, pela Fazenda Municipal.

85
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO V

DO LANÇAMENTO

Art. 38 O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza é lançado com base nos

elementos constantes do Cadastro Técnico Fiscal e, quando for o caso, nas declarações

apresentadas pelo contribuinte na guia de recolhimento mensal.

Art. 39 No caso de início de atividade sujeita à alíquota fixa, o lançamento corresponderá a

tantos duodécimos do valor fixado na tabela, quantos forem os meses de exercício, a

partir, inclusive, daquele em que teve início.

Art. 40 No caso de atividade iniciada antes de ser promovida a inscrição, o lançamento

retroagirá ao mês do início, conforme notificação preliminar.

Parágrafo Único. A falta de apresentação de guia de recolhimento mensal no caso previsto

no artigo 38, determinará o lançamento de ofício.

Art. 41 A receita bruta, declarada pelo contribuinte na guia de recolhimento, será

posteriormente revista e complementada, promovendo-se o lançamento aditivo, quando

for o caso.

Art. 42 No caso de atividade tributável com base no preço do serviço, tendo-se em vista

suas peculiaridades, poderão ser adotadas pelo Fisco outras formas de lançamento,

inclusive com a antecipação do pagamento do imposto por estimativa ou operação

definidas em regulamento.

Art. 43 Determinada a baixa da atividade, o lançamento abrangerá o trimestre ou o mês

em que ocorrer a cessação, respectivamente, para as atividades sujeitas à alíquota fixa e

com base no preço do serviço.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 44 A guia de recolhimento, referida no artigo 38, será preenchida pelo contribuinte, e

obedecerá ao modelo estipulado pela Fazenda Municipal, conforme regulamento.

Art. 45 No caso de profissionais autônomos ou liberais que prestem qualquer dos serviços

referidos na lista, o imposto será calculado na forma do anexo IV, e lançado anualmente,

sendo obrigados a recolher de acordo com calendário fiscal.

Art. 46 As sociedades e empresas que prestarem qualquer dos serviços referidos na lista,

ficam obrigadas, independente de aviso ou notificação, a declarar mensalmente o preço

dos serviços que prestaram no mês anterior, calculando e recolhendo, simultaneamente, o

imposto devido.

§ 1º A declaração e o recolhimento de que tratam este artigo, deverão ser efetuados até o

dia quinze do mês subseqüente, mediante o preenchimento, pelo contribuinte, de guias

especiais, conforme modelos estipulados pela Fazenda Municipal.

§ 2º O contribuinte deverá comprovar a inexistência de receita, apresentando a guia com a

indicação "sem movimento", sob pena de lançamento "ex-ofício".

Art. 47 As diferenças a maior, a favor do Fisco Municipal, serão objeto de lançamentos

adicionais a serem pagos dentro de trinta dias contados da respectiva notificação, sem

prejuízo de outras cominações cabíveis.

§ 1º O pagamento da obrigação tributária resultante de lançamento anterior, auto-

efetuado pelo contribuinte, será considerado como pagamento parcial do tributo devido,

em conseqüência de lançamentos adicionais na forma deste artigo.

§ 2º Os lançamentos adicionais não invalidam o lançamento anterior aditado ou

complementado.

Art. 48 Deixando o contribuinte de recolher o imposto no prazo regulamentar, ou se a

Fazenda Municipal considerá-lo inexato, proceder-se-á um levantamento fiscal com vista a

determinar o imposto devido.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 49 Equiparam-se à pessoa jurídica, para efeito de pagamento do Imposto Sobre

Serviço de Qualquer Natureza e a Taxa de Localização

§ 1º O profissional autônomo ou liberal que utilizar mais de cinco empregados, a qualquer

título, na execução direta ou indireta dos serviços prestados;

§ 2º Os hotéis e similares com mais de cinco apartamentos ou dez quartos;

§ 3º Todas as pessoas físicas que explorarem qualquer forma de jogos e diversões

Art. 50 O recolhimento efetivo será escriturado pelo contribuinte no livro de registro

especial a que se refere o artigo 27, no prazo máximo de quinze dias.

SEÇÃO VI

DA RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS PELA RETENÇÃO NA FONTE

Art. 51 Na condição de substitutos tributários, são responsáveis pelo pagamento do

Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, todo aquele que, mesmo incluído nos

regimes de imunidades ou isenção, se utilizar serviço de terceiros quando:

I - O prestador do serviço for empresa independente de emissão de nota fiscal de serviço

ou outro documento permitido contendo, no mínimo, seu nome, número de inscrição no

cadastro fiscal de atividades econômicas;

II - O serviço for prestado em caráter pessoal e o prestador profissional autônomo ou

liberal não apresentar comprovante de inscrição no Cadastro Fiscal de Atividade

Econômica;

III - O prestador alegar e não comprovar imunidade ou isenção.

IV - Empresa com sede fora do Município que aqui vier prestar seus serviços, mesmo

quando devidamente licenciada pelo Município.

V - Na hipótese de não efetuar a retenção a que está obrigado a providenciar, ficará o

tomador do serviço responsável pelo pagamento do valor correspondente ao tributo não

retido.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 1º Será também responsável pela retenção na fonte e recolhimento do imposto o

proprietário do bem imóvel, o dono da obra e o empreiteiro, quando os serviços previstos

nos itens 7.02 e 7.05 do anexo III, forem prestados sem a documentação fiscal

correspondente ou sem a prova do recolhimento devido.

§ 2º Toda empresa pública ou privada, órgãos da administração direta e indireta, da União,

dos Estados, ou do Município, bem como suas respectivas autarquias, sociedades de

economia mista, sob seu controle e as fundações instituídas pelo Poder Público, ficam

sujeitas às disposições no presente artigo, seus incisos e parágrafos.

§ 3º Considera-se apropriação indébita a retenção, pelo usuário do serviço, por prazo

superior a dez dias contados da data em que deveria ter sido providenciado o

recolhimento do valor, do tributo retido na fonte.

§ 4º Todo o contribuinte, pessoa física ou jurídica, inclusive as imunes ou isentas, com a

finalidade de efetivar a retenção na fonte, deverá fazê-lo em modelo estipulado pela

Fazenda Municipal, carnê específico ou guia de recolhimento.

Art. 52 São ainda responsáveis pelo recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer

Natureza, na condição de substituto tributário:

I - As companhias de aviação, pelo tributo incidente sobre as comissões pagas às agências

e operadoras turísticas relativas às vendas de passagens aéreas;

II - Os bancos e demais entidades financeiras, pelos tributos devidos sobre os serviços de

guarda e vigilância, de conservação e limpeza e de transporte, coleta e remessa ou entrega

de valores;

III - As empresas seguradoras, pelo tributo devido sobre as comissões das corretoras de

seguros;

IV - As empresas e entidades que exploram loterias e outros jogos, inclusive apostas, pelo

tributo devido sobre as comissões pagas aos seus agentes, revendedores ou

concessionárias;

V - As operadoras turísticas, pelo tributo devido sobre as comissões pagas a seus agentes e

intermediários;

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

VI - As agências de propaganda, pelo tributo devido pelos prestadores de serviços de

produção e arte-finalização;

VII - As entidades de administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer

dos poderes do Município, pelo tributo devido sobre o serviço que lhe for prestado;

VIII - As empresas concessionárias e/ou autorizatárias dos serviços de energia elétrica,

telefonia e distribuição de água, pelo tributo devido sobre serviço que lhe for prestado;

IX - As entidades da administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos

Poderes da União, mediante convênio, pelo tributo devido sobre serviço que lhe for

prestado;

Art. 53 A responsabilidade de que tratam os artigos 51 e 52, será satisfeita mediante o

pagamento do imposto retido, calculado sobre o preço do serviço prestado, aplicando-se a

alíquota correspondente a atividade exercida.

§ 1º A sustituição tributária prevista nesta sessão não exclui a responsabilidade supletiva

do prestador do serviço.

§ 2º Não ocorrerá responsabilidade tributária quando o prestador do serviço for

profissional autônomo ou liberal, ou gozar de isenção ou imunidade tributária.

§ 3º O imposto deverá ser recolhido até o dia quinze do mês subsegüente ao de

competência, ficando sujeito, a partir dessa data à incidência de correção monetária, de

juros e multa, na forma da legislação.

Art. 54 Os contribuintes alcançados pela retenção do imposto manterão o controle em

separado das operações sujeitas a esse regime, para exame da Fiscalização Municipal.

Art. 55 O substituto tributário efetuará retenção aplicando sobre o valor dos serviços a

alíquota constante na legislação.

Parágrafo Único. O substituto tributário dará ao prestador de serviço o recibo de retenção

a que se refere este artigo, o qual deverá ser escriturado.

90
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 56 A substituição tributária de que trata esta lei, será regulamentada por ato do Poder

Executivo.

SEÇÃO VII

DA ARRECADAÇÃO

Art. 57 O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, quota fixa, será arrecadado em

cada exercício, em duas parcelas fixas e autônomas.

Art. 58 O recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, por parte das

empresas ou a estas equiparadas que o recolhem em função da receita deverá ser

efetivado até o dia quinze do mês subseqüente a ocorrência do fato gerador.

Parágrafo Único. Tratando-se de lançamento de ofício, o Imposto Sobre Serviços de

Qualquer Natureza será recolhido no prazo de vinte dias, a contar do recebimento da

notificação.

SEÇÃO VIII

DAS INFRAÇÕES E DAS PENALIDADES

Art. 59 As infrações serão punidas com as seguintes penalidades:

I - Multa de um PTM (Padrão Tributário Municipal) nos casos de:

a) Falta de inscrição ou alteração, obrigatória no Cadastro do Imposto Sobre Serviços de

Qualquer Naqtureza;

b) Inscrição ou alteração comunicação de venda ou transferência de estabelecimento,

encerramento ou transferência no ramo de atividade, fora do prazo;

c) Falta de livros fiscais;

d) Falta de escrituração do Imposto devido;

e) Dados incorretos na escrita fiscal ou documentos fiscais.

91
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

f) Falta do número de cadastro de atividades em documentos fiscais.

II - Multa de dois PTM`s (Padrão Tributário Municipal), nos casos de:

a) Falta de declaração de dados;

b) Omissão ou falsidade na declaração de dados;

III - Multa de três PTM`s (Padrão Tributário Municipal), nos casos de:

a) Falta de emissão de nota fiscal ou outro documento exigido pela Fazenda Pública;

b) Falta ou recusa na exibição de livros ou documentos fiscais no prazo de até sete dias

contados no termo de início do processo administrativo fiscal;

c) Sonegação de documentos para apuração do preço dos serviços ou da fixação da

estimativa;

d) Embaraçar ou ludibriar a ação fiscal.

IV - Multa de dez PTM`s (Padrão Tributário Municipal), no caso de não retenção ou

recolhimento de tributo;

V - Multa em dobro, nos casos de reincidência;

VI - Cassação do alvará, nos demais casos.

SEÇÃO IX

DOS LIVROS E DOCUMENTOS FISCAIS

Art. 60 O contribuinte pessoa jurídica, fica obrigado a manter em cada um dos seus

estabelecimentos, obrigados à inscrição, escrita fiscal destinada ao registro dos serviços

prestados, ainda que não tributados.

Parágrafo Único. O regulamento estabelecerá os modelos de livros fiscais, a forma e os

prazos para sua escrituração podendo, ainda, dispor sobre a dispensa ou obrigatoriedade

de manutenção de determinados livros, tendo em vista a natureza dos serviços ou o ramo

de atividade do contribuinte.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 61 Os livros fiscais não poderão ser retirados do estabelecimento, exceto para fins de

escrituração, presumindo-se retirado o livro que não for exibido ao fisco no prazo de cinco

dias.

Art. 62 Os livros fiscais e comerciais são de exibição obrigatória ao Fisco, devendo ser

conservados por quem deles tiver feito uso, durante o prazo de cinco anos, contados do

encerramento do exercício.

Parágrafo Único. O extravio, destruição ou recusa na apresentação por qualquer motivo,

de quaisquer dos livros ou documentos fiscais previstos na Legislação, de tal modo que

impeça a comprovação exata do preço efetivo dos serviços prestados, sujeitará o

contribuinte, independente das multas e dos procedimentos de que trata o artigo 199, a

multa no valor de dois a dez PTM`s (Padrão Tributário Municipal).

Art. 63 Por ocasião da prestação do serviço, deverá ser emitida nota fiscal, com as

indicações, utilização e autenticação determinadas em regulamento.

Art. 64 A impressão de notas fiscais só poderá ser efetuada mediante prévia autorização

da repartição municipal competente, atendidas as normas fixadas em regulamento.

Art. 65 Tendo em vista a natureza dos serviços prestados, a autoridade fiscal poderá, por

despacho fundamentado, permitir, complementarmente ou em substituição, a adoção de

instrumentos ou documentos especiais, necessários a perfeita apuração dos serviços

prestados, da receita auferida e do imposto devido.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 66 Fica autorizado o Poder Executivo a criar ou aceitar documentação simplificada, nos

casos do contribuinte de rudimentar organização.

Parágrafo Único. Quando a natureza da operação, ou as condições em que se realizar,

tornarem impraticável ou desnecessário a emissão de nota de serviço, a juízo da Fazenda

Municipal, poderá ser dispensado o contribuinte das exigências deste artigo, calculando-se

o imposto com base na receita estimada ou apurada na forma que for estabelecida em

regulamento.

SEÇÃO X

DAS DECLARAÇÕES FISCAIS

Art. 67 Além da inscrição e respectivas alterações, o contribuinte fica sujeito à

apresentação de quaisquer declarações de dados, na forma e nos prazos regulamentares.

Art. 68 Os contribuintes do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza ficam obrigados

a apresentar declaração anual de dados, de acordo com o que dispuser o regulamento.

SEÇÃO XI

DA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA

Art. 69 A pessoa física ou jurídica de direito privado, que adquirir de outra, por qualquer

título o estabelecimento profissional de prestação de serviço, e continuar a exploração do

negócio, sob a mesma firma ou outra denominação social, é responsável pelo

recolhimento dos tributos devidos pelo estabelecimento adquirido.

Parágrafo Único. O disposto no "caput" aplica-se também aos casos de extinção de

pessoas jurídicas, de direito privado, quando a exploração da respectiva atividade seja

continuada por qualquer sócio remanescente ou seu espólio, sobre a mesma firma ou

outra denominação social.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 70 A pessoa jurídica do direito privado que resultar da fusão, transformação ou

incorporação de outra ou em outra, é responsável pelo Imposto Sobre Serviço de

Qualquer Natureza, devido pelas pessoas jurídicas fundidas, transformadas ou

incorporadas, até a data dos atos de fusão, transformação ou incorporação.

Art. 71 O Poder Executivo poderá determinar, nos casos em que julgar conveniente, que as

empresas de serviços retenham na fonte o Imposto Sobre serviços de Qualquer Natureza,

em razão de seus contratos, relativamente aos serviços que lhes forem prestados,

recolhendo o tributo na condição de substituto tributário.

§ 1º A não retenção do tributo na fonte, quando obrigatória, tornará a empresa

contratante a principal devedora e responsável pelo seu recolhimento.

§ 2º A empresa contratante é solidária com seus contratados, na obrigação do

recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, podendo exigir prova de

recolhimento.

Capítulo III

DO IMPOSTO DE TRANSMISSÃO "INTER-VIVOS" DE BENS IMÓVEIS

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 72 O Imposto Sobre Transmissão "inter-vivos", por ato oneroso, de bens imóveis e de

direitos reais a eles relativos, tem como fato gerador:

I - A transmissão a qualquer título, da propriedade ou do domínio útil de bens imóveis por

natureza ou acessão física, como definidos na lei civil;

II - A transmissão, a qualquer título, de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia;

III - A cessão de direitos relativos às transmissões referidas nos itens anteriores.

Parágrafo Único. Não se procederá com a avaliação do Imposto de Transmissão "Inter-

Vivos", nem se expedirá as guias para recolhimento ou isenção, caso haja débito tributário.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 73 Considera-se ocorrido o fato gerador:

I - Na adjudicação e na arrematação, na data da assinatura do respectivo auto;

II - Na adjudicação sujeita à licitação e na adjudicação compulsória, na data em que

transitar em julgado sentença adjudicatória;

III - Na dissolução da sociedade conjugal, relativamente ao que exceder à meação, na data

em que transitar em julgado a sentença que homologar ou decidir a partilha;

IV - No usufruto de imóvel, decretado pelo Juiz da Execução, na data em que transitar em

julgado a sentença que o constituir;

V - Na extinção de usufruto, na data em que ocorrer o fato ou o ato jurídico determinante

de consolidação da propriedade na pessoa do nú-proprietário;

VI - Na remissão, na data do depósito em juízo;

VII - Na data da formalização do ato ou negócio jurídico:

a) Na compra e venda pura ou condicional;

b) Na dação em pagamento;

c) No mandato em causa própria e seus substabelecimentos;

d) Na permuta;

e) Na cessão de contrato de promessa de compra e venda;

f) Na transmissão do domínio útil;

g) Na instituição de usufruto convencional;

h) Nas demais transmissões de bens imóveis ou de direitos reais sobre os mesmos, não

previstas nas alíneas anteriores, incluída a cessão de direitos à aquisição.

Parágrafo Único. Na dissolução de sociedade conjugal, o excesso de meação para fins do

imposto, é o valor de bens imóveis, incluído no quinhão de um dos cônjuges, que

ultrapasse cinqüenta por cento do total partilhável.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 74 Considera-se bens imóveis para fins de imposto:

I - O solo com sua superfície, os seus acessórios e adjacências naturais, compreendendo as

árvores e os frutos pendentes, o espaço aéreo e o subsolo;

II - Tudo quanto o homem incorporar permanentemente ao solo, como as construções e a

semente lançada à terra, de modo que não se possa retirar sem destruição, modificação,

fratura ou dano.

SEÇÃO II

DO CONTRIBUINTE

Art. 75 Contribuinte do imposto é:

I - Nas cessões de direito, o cedente;

II - Na permuta, cada um dos permutantes em relação ao imóvel ou ao direito adquirido;

III - Nas demais transmissões, o adquirente do imóvel ou do direito transmitido.

SEÇÃO III

DA BASE DE CÁLCULO E DAS ALÍQUOTAS

Art. 76 A base de cálculo do imposto é o valor do imóvel objeto da transmissão ou da

cessão de direitos reais a ele relativos, no momento da avaliação fiscal.

§ 1º Na avaliação fiscal dos bens imóveis ou dos direitos reais a ele relativos, poderão ser

considerados, dentre outros elementos, os valores correntes das transações de bens da

mesma natureza no mercado imobiliário, valores de cadastro, declaração do contribuinte

na guia de imposto, características do imóvel como forma, dimensões, tipo, utilização,

localização, estado de conservação, custo unitário de construção, infra - estrutura urbana,

e valores das áreas vizinhas ou situadas em zonas economicamente equivalentes.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 2º A avaliação prevalecerá pelo prazo de noventa dias, contados da data em que tiver

sido realizada, finda os quais, sem o pagamento do imposto, deverá ser feita nova

avaliação.

Art. 77 São, também, bases de cálculos do imposto:

I - O valor venal do imóvel aforado, na transmissão do domínio útil;

II - O valor venal do imóvel objeto de instituição ou de extinção de usufruto;

III - A avaliação fiscal ou o preço pago, se este for maior, na arrematação e na adjudicação

de imóvel.

Art. 78 Não se inclui na avaliação fiscal do imóvel, o valor da construção nele executada

pelo adquirente e comprovada mediante exibição dos seguintes documentos:

I - Projeto aprovado e licenciado para a construção;

II - Notas fiscais do material adquirido para a construção;

III - Por quaisquer outros meios de provas idôneas.

Art. 79 A alíquota do imposto é:

I - Nas transmissões compreendidas no Sistema Financeiro de Habitação, bem como as

demais não incluídas do SFH, desde que essas sejam constituídas e concedidas por

instituições financeiras públicas ou privadas;

II - Nas demais transmissões: dois por cento.

§ 1º A adjudicação de imóvel pelo credor hipotecário ou a sua arrematação por terceiros

estão sujeitas a alíquota de dois por cento, mesmo que o bem tenha sido adquirido, antes

da adjudicação, com financiamento do Sistema Financeiro da Habitação.

§ 2º Considera-se como parte financiada, para fins de aplicação da alíquota de meio por

cento, o valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, liberado para aquisição do

imóvel.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO IV

DA NÃO INCIDÊNCIA

Art. 80 O Imposto não incide:

I - Na transmissão do domínio direto ou da nua propriedade;

II - Na desincorporação dos bens ou dos direitos anteriormente transmitidos de pessoa

jurídica, em realização de capital, quando reverterem aos primitivos alienantes;

III - Na transmissão ao alienante anterior, em razão do desfazimento da alienação

condicional ou com pacto comissório, pelo não cumprimento da condição ou pela falta de

pagamento do preço;

IV - Na retrovenda e na volta dos bens ao domínio do alienante em razão da compra e

venda com pacto de melhor comprador;

V - No usucapião;

VI - Na extinção de condomínio, sobre o valor que não exceder ao da cota-parte de cada

condômino;

VII - Na transmissão de direitos possessórios;

VIII - Na promessa de compra e venda;

IX - Na incorporação de bens ou de direitos a eles relativos, ao patrimônio da pessoa

jurídica, para integralização de cota de capital;

X - Na transmissão de bens imóveis ou de direitos a eles relativos, decorrentes da fusão,

incorporação ou extinção de pessoa jurídica.

§ 1º O disposto no inciso II, deste artigo, somente tem aplicação se os primitivos alienantes

receberem os mesmos bens ou direitos em pagamento de sua participação, total ou

parcial, no capital social da pessoa jurídica.

§ 2º As disposições dos incisos IX e X, deste artigo, não se aplicam quando a pessoa jurídica

adquirente tenha como atividade preponderante a compra e venda destes bens ou

direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 3º Considera-se caracterizada a atividade preponderante referida no parágrafo anterior

quando mais de cinqüenta por cento da receita operacional da pessoa jurídica adquirente

nos vinte e quatro meses seguintes à aquisição, decorrer de vendas, administração ou

cessão de direito à aquisição de imóveis.

§ 4º Verificada a preponderância a que se referem os parágrafos anteriores tornar-se-á

devido o imposto nos termos da lei vigente à data da aquisição e sobre o valor atualizado

do imóvel ou dos direitos sobre eles.

SEÇÃO V

DAS OBRIGAÇÕES DE TERCEIROS

Art. 81 Não poderão ser lavrados, transcritos, registrados ou averbados, pelos Tabeliães,

Escrivães e Oficiais de Registros de Imóveis, os atos e termos de sua competência, sem

prova do pagamento do imposto devido, ou do reconhecimento da imunidade, da não

incidência e da isenção.

§ 1º Tratando-se de transmissão de domínio útil, exigir-se-á, também a prova de

pagamento de laudêmio e da licença quando for o caso.

§ 2º Os Tabeliães e Escrivães farão constar, nos atos e termos que lavrarem, a avaliação

fiscal, o valor do imposto, a data de seu pagamento e o número atribuído à guia pela

Secretaria Municipal da Fazenda ou, se for o caso, a identificação do documento

comprobatório do reconhecimento da imunidade, da não incidência e da isenção

tributária.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

TÍTULO III

DAS TAXAS

Capítulo I

DA TAXA DE EXPEDIENTE

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 82 A taxa de expediente é devida por quem se utilizar de serviço do Município que

resulte na expedição de documentos ou prática de ato de sua competência.

Art. 83 A expedição de documentos ou a prática de atos referidos no artigo anterior será

sempre resultante de requerimento.

Parágrafo Único. A taxa será devida:

I - Por requerimento, independentemente de expedição de documento ou prática de ato

nele requerido;

II - Tantas vezes quantas forem as providências que, idênticas ou semelhantes, sejam

individualizadas;

III - Por inscrição em concurso;

IV - Outras situações não especificadas.

SEÇÃO II

DA BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTAS

Art. 84 A taxa, diferenciada em função da natureza do documento ou ato administrativo

que lhe der origem, é calculada com base nas alíquotas constantes da tabela que constitui

o Anexo I desta Lei.

101
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO III

DO LANÇAMENTO E ARRECADAÇÃO

Art. 85 A taxa de expediente será lançada e arrecadada simultaneamente com a entrada

do requerimento ou previamente à expedição do documento ou prática do ato requerido.

Capítulo II

DA TAXA DE COLETA DE LIXO

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 86 Proj. de emenda nº 015/03- destaque

SEÇÃO II

DA BASE DE CÁLCULO

Art. 87 Proj. de emenda nº 015/03- destaque

SEÇÃO III

DO LANÇAMENTO E ARRECADAÇÃO

Art. 88 Proj. de emenda nº 015/03 – destaque

Art. 89 Proj. de emenda nº 015/03 - destaque.

102
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo III

DAS TAXAS DE LICENÇA DE LOCALIZAÇÃO E DE ATIVIDADE

AMBULANTE

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA E LICENCIAMENTO

Art. 90 A Taxa de Licença de Localização de Estabelecimento é devida pela pessoa física ou

jurídica que, no Município, se instale para exercer atividade comercial, industrial ou de

prestação de serviço de caráter permanente, eventual ou transitório.

Art. 91 Nenhum contribuinte de atividades comerciais, industriais, ambulante ou prestação

de serviço, poderá localizar-se, funcionar, ou operar no Município, sem previa licença da

Fazenda Pública, para exame e fiscalização das condições de localização concernentes a

segurança, a higiene, a saúde, a ordem, aos costumes, ao exercício de atividades

dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, a tranqüilidade pública ou ao

respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos bem como para garantir o

cumprimento da Legislação Urbanística.

§ 1º Entende-se por atividade ambulante a exercida em tendas, trailers ou estandes,

veículos automotores, de tração animal ou manual, desde que autorizados pelo Poder

Executivo conforme regulamento ou ainda realizado por qualquer pessoa sem auxílio: de

qualquer equipamento de acondicionamento ou transporte.

§ 2º A licença é comprovada pela posse do respectivo Alvará, o qual será:

I - Colocado em lugar visível do estabelecimento, tenda, trailer ou estandes;

II - Conduzida pelo titular, beneficiário, da licença quando a atividade não for exercida em

local fixo.

§ 3º A licença abrangerá todas as atividades, desde que exercidas em um só local por um

só meio e pela mesma pessoa física ou jurídica.

103
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 4º A cessação da atividade será comunicada no prazo máximo de trinta dias para efeito

de baixa.

§ 5º Dar-se-á a baixa após verificada a procedência da comunicação, e, na falta desta, a

baixa será promovida de ofício uma vez constatado o encerramento da atividade,

conforme regulamento.

SEÇÃO II

DA OBRIGAÇÃO DOS CONTRIBUINTES

Art. 92 Ao solicitar a licença o contribuinte deve fornecer a Fazenda Municipal todos os

elementos e informações necessárias a sua inscrição no Cadastro Fiscal, mediante

preenchimento de requisitos e questionários estabelecidos através de regulamento.

Parágrafo Único. A inscrição será feita pelo contribuinte ou seu representante legal antes

do inicio da atividade, com a apresentação de documentos específicos definidos em

regulamento.

SEÇÃO III

DA BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTA

Art. 93 A taxa, diferenciada em função da natureza da atividade, é calculada por alíquotas

fixas, tendo por base o PTM (Padrão Tributário Municipal), na forma do anexo V desta Lei.

Parágrafo Único. As empresas distribuidoras sediadas no Município que façam uso de

veículos de tração manual, desde que permaneçam em atividade durante todo ano,

mesmo que em outra modalidade de prestação de serviços, fazem jus a um desconto de

60% em relação aos valores reajustados nos itens 1.0, 1.1, 1.2, 1.3 e 1.4 DO ANEXO V,

(comércio ambulante).

104
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO IV

DO LANÇAMENTO E ARRECADAÇÃO

Art. 94 A taxa será lançada:

I - Em relação à Licença de Localização, simultaneamente com a arrecadação, seja ela

decorrente de solicitação do contribuinte ou através de notificação preliminar.

II - Em relação aos ambulantes e atividades similares, simultaneamente com a

arrecadação, no momento da concessão do Alvará.

Art. 95 As taxas de licença, independem de lançamento e serão arrecadadas antes do

início das atividades ou da prática dos atos sujeitos ao Poder de Polícia, com guia oficial

preenchida pelo Município.

Art. 96 A taxa de licença de localização, alvará e vistoria, de empresas constituídas

juridicamente no município será:

I - Conferida pela fiscalização tributaria, no ato da vistoria, nível de um a cinco para o

requerente tomando-se por base a localização área do estabelecimento; tipo da

construção e numero de empregados;

II - Conforme o nível de classificação incidirá um percentual diferenciado, tornando-se por

base o valor conforme anexo VI desta Lei.

Art. 97 O valor das licenças iniciais é devido à razão de um doze avos, a partir de mês de

início das atividades até trinta e um de dezembro.

105
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 98 A licença poderá ser cassada, fechado o estabelecimento ou impedido o exercício

das atividades, a qualquer tempo, desde que passem a inexistir quaisquer das condições

que legitimarem a sua concessão ou quando o responsável pelo estabelecimento mesmo

após a aplicação das penalidades cabíveis, não cumpra as intimações expedidas pelo

Poder Executivo.

Art. 99 Deverá ser requerida nova licença e preenchido novo formulário, toda vez

ocorrerem modificações nas características do estabelecimento, ou mudança de ramo ou

da atividade nela exercida.

Art. 100 Nos casos de atividades múltiplas, entre as previstas no Anexo V referido no artigo

93, exercidas no mesmo local, a taxa será calculada e devida levando se em consideração

cada uma das atividades exercidas.

Art. 101 É obrigatório a fixação Alvará de licença para localização, em local visível e

acessível a fiscalização, sob pena das sanções previstas nesta Lei.

Art. 102 A taxa de licença para o exercício do comércio eventual ou ambulante, será

exigível por ano, mês ou dia nos termos do artigo 93 e anexo V desta Lei.

§ 1º Considera-se comércio eventual ou ambulante, o que e exercido em determinadas

épocas do ano, especialmente por ocasiões de festejos e comemorações, em locais

autorizados pelo Poder Executivo .

§ 2º É considerado também como comercio eventual, o que é exercido em instalações

removíveis, colocadas nas vias ou logradouros públicos, como balcões, barracas, mesas,

tabuleiros, veículos, e assemelhados, em locais autorizados pelo Poder Executivo.

§ 3º Comércio ambulante é o exercido individualmente pela pessoa física do comerciante

que transporta a mercadoria que é vendida a varejo, aqui e ali, diretamente ao

consumidor.

106
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 103 Serão definidas em regulamento as atividades que podem ser exercidas em

instalações removíveis nas vias ou logradouros públicos.

Art. 104 O pagamento da Taxa de Licença para o exercício de comércio eventual, nas vias e

logradouros públicos, não dispensa a cobrança da taxa de ocupação do solo.

Art. 105 É obrigatório a inscrição na repartição competente, dos comerciantes eventuais e

ambulantes, mediante o preenchimento da ficha própria, estabelecida através do

regulamento.

Art. 106 Ao comerciante eventual ou ambulante que satisfazer as exigências

regulamentares, será concedido um cartão de habilitação contendo as características

essênciais de sua inscrição.

Art. 107 Respondem pela Taxa de Licença de comércio eventual ou ambulante as

mercadorias encontradas em poder dos vendedores e os bens que utilizarem para

exercício de suas atividades, mesmo que pertençam a contribuinte que haja pago a

respectiva taxa.

SEÇÃO V

DA APREENSÃO DE BENS E DOCUMENTOS

Art. 108 Poderão ser apreendidas as coisas móveis, inclusive mercadorias e documentos,

existentes em estabelecimento comercial, indústrial, agrícola ou profissional, do

contribuinte responsável ou de terceiros ou em outros lugares ou em trânsito, que

constituam prova material de infração tributária.

107
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Parágrafo Único. Havendo prova ou fundada suspeita de que as coisas se encontram em

residência particular ou lugar utilizado como moradia, será promovida a busca e

apreensão judicial, sem prejuízo das medidas necessárias para evitar a remoção

clandestina.

Art. 109 Da apreensão lavrar-se-á o auto de apreensão que conterá a descrição das coisas

ou dos documentos apreendidos, a indicação do lugar onde ficarão depositados, a

indicação do local onde foram apreendidos e os nomes do autuado.

Art. 110 Os documentos apreendidos poderão, a requerimento do autuado, ser-lhe

devolvidos, ficando no processo copia do inteiro teor ou da parte que deva fazer prova,

caso o original não seja indisponível a esse fim.

Art. 111 As coisas apreendidas serão restituídas, a requerimento, mediante depósito das

quantias exigíveis, cuja importância será arbitrada pela autoridade competente, ficando

retidos até decisão final, os espécimes necessários à prova.

Art. 112 Se o autuado não retirar os bens apreendidos, no prazo de trinta dias, a contar da

data da apreensão, serão os bens de interesse incorporados ao patrimônio do município e

repassados às secretarias onde possa atender a finalidades Públicas, quando o valor da

mercadoria apreendida for inferior a cem PTM`s (Padrão Tributário Municipal), caso

contrário serão os bens levados á hasta Pública ou leilão.

§ 1º Quando a apreensão recair em bens de fácil deterioração, estes poderão ser utilizados

imediatamente pelo município, respeitando-se os limites previstos no "caput" deste artigo.

108
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo IV

DA TAXA DE FISCALIZAÇÃO E VISTORIA

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA E LICENCIAMENTO

Art. 113 A taxa de Fiscalização ou Vistoria é devida pelas verificações do funcionamento

regular, e pelas diligências efetuadas em estabelecimento de qualquer natureza, visando

ao exame das condições iniciais da licença.

Art. 114 A autoridade ou funcionário fiscal, que presidir ou proceder a exames e diligencias

fará ou lavrará, sob sua assinatura termo circunstanciado do que apurar, do qual constará,

além do que mais possa interessar, as iniciais e finais do período fiscalizado e a relação

dos livros e documentos examinados.

§ 1º O termo será lavrado no estabelecimento ou local onde se verificar a fiscalização ou

constatação da infração, ainda que alí não resida o fiscalizado ou infrator e poderá ser

emitido em relação as palavras rituais, devendo os claros ser preenchidos à mão e

inutilizadas as entrelinhas em branco.

§ 2º Ao fiscalizado ou infrator dar-se-á cópia do termo autenticado pela autoridade, contra

recibo no original.

§ 3º A recusa do recibo, será declarada pela autoridade, não implicando no seu

cancelamento.

§ 4º O termo de vistoria será efetuado anualmente pelo Poder Executivo

109
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO II

DO LANÇAMENTO E ARRECADAÇÃO

Art. 115 A taxa será lançada sempre que o competente órgão municipal proceder, nos

termos do artigo 105, verificação ou diligência quanto ao funcionamento do

estabelecimento, realizando-se a devida inscrição até oito dias após a notificação da

prática do ato administrativo.

§ 1º Esgotado o prazo de que trata este artigo, sem que o infrator tenha regularizado a

situação perante a repartição competente, lavrar-se-á auto de infração, com a aplicação

das multas previstas no artigo 186.

§ 2º Não se aplica o disposto previsto no § 1º aos contribuintes eventuais e ambulantes de

temporada, cabendo as sanções previstas no artigo 98.

Art. 116 A notificação preliminar poderá ser feita em forma destacada de talonário próprio,

em três vias, sendo a primeira entregue ao contribuinte, a segunda anexada ao processo,

e a terceira deverá permanecer no talonário.

Parágrafo Único. A notificação preliminar conterá o seguinte:

I - Nome do notificado;

II - local, dia e hora da lavratura;

III - descrição do fato que a motivou e indicação do dispositivo legal de fiscalização, que

couber.

IV - Assinatura do notificante.

Art. 117 Considera-se convencido do débito fiscal o contribuinte que pagar o tributo

mediante notificação preliminar, da qual não caiba recurso ou defesa.

110
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 118 Não caberá notificação preliminar devendo o contribuinte ser imediatamente

autuado.

I - Quando houver provas de tentativa para eximir-se ao pagamento do tributo;

II - Quando for manifesto o animo de sonegar;

III - Quando incidir em nova falta de que poderia resultar evasão de receita, antes de

decorrido um ano, contado da ultima notificação preliminar.

SEÇÃO III

DA REPRESENTAÇÃO

Art. 119 Quando incompetente para notificar preliminarmente ou para autuar, o agente da

Fazenda Municipal, deve e qualquer pessoa pode, representar contra toda ação ou

omissão contrária a disposição deste código ou de outras leis e regulamentos.

Art. 120 A representação far-se-á em petição assinada e mencionará, em letra legível, o

nome, a profissão e o endereço de seu autor; será acompanhada de provas ou indicará os

elementos e mencionará os meios ou as circunstâncias em razão dos quais se tornou

conhecida a infração.

Parágrafo Único. Não se admitirá representação feita por quem haja sido sócio, diretor,

preposto ou empregado do contribuinte, quando relativa a fatos anteriores a data em que

tenham perdido essa qualidade.

Art. 121 Recebida a representação, a autoridade competente providenciará imediatamente

as diligências para verificar a respectiva veracidade e, conforme couber, notificará

preliminarmente o infrator, autua-lo-á ou arquivará a representação.

111
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO IV

DAS ATIVIDADES DE INFORMAÇÃO

Art. 122 O auto de infração, lavrado com precisão e clareza, sem entrelinhas, emendas ou

rasuras, deverá:

I - Mencionar o local, o dia e a hora de lavratura;

II - Referir o nome do infrator;

III - Descrever o fato que constitui a infração e as circunstâncias pertinentes, indicar o

dispositivo legal ou regulamentar violado e fazer referência a notificação, em que se

consignou a infração quando for o caso;

IV - Conter a intimação ao infrator para recolher os tributos e multas devidos ou

apresentar defesa e provas nos prazos previstos.

§ 1º As omissões ou incorreções do auto não acarretarão nulidades, quando do processo

constarem elementos suficientes para a determinação da infração e do infrator.

§ 2º A assinatura não constitui formalidade essencial a validade do auto, não implica em

condição, nem a recusa agravará a pena.

§ 3º Se o infrator ou quem o represente não puder ou não quiser assinar o auto, far-se-á

menção dessa circunstância.

Art. 123 Da lavratura do auto será intimado o infrator.

I - Pessoalmente, sempre que possível, mediante entrega de copia do auto ao autuado, seu

representante ou preposto, contra recibo datado no original;

II - Por carta, acompanhada de cópia do auto com aviso de recebimento datado e firmado

pelo destinatário ou alguém de seu domicílio;

III - Por edital, com prazo de trinta dias, se desconhecido o domicílio fiscal do infrator.

112
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 124 A intimação presume-se feita:

I - Quando pessoal, na data do recibo;

II - quando por carta, na data do recibo de volta e se for esta emitida, até quinze dias após

a entrega da carta no correio;

III - Quando por edital, no término do prazo.

Art. 125 As intimações subseqüentes à inicial far-se-ão pessoal, caso em que serão

certificadas no processo, por carta ou edital, conforme as circunstâncias, observado o

disposto no artigo 123.

SEÇÃO V

DAS RECLAMAÇÕES CONTRA O LANÇAMENTO

Art. 126 O contribuinte, que não concordar com o lançamento, poderá, dele reclamar no

prazo de vinte dias, contados da publicação do edital ou do recebimento do aviso, ou

notificação pessoal, sendo-lhe vedado o ingresso em juízo sem que se exaura,

previamente, as vias administrativas.

Parágrafo Único. Todas as reclamações deverão ser decididas, pelo Poder Executivo,

impreterivelmente, no prazo máximo de cento e vinte dias, contados da data da entrada

do pedido no protocolo.

Art. 127 A reclamação contra lançamento far-se-á por petição, devidamente protocolada,

facultada a juntada de documentos.

Art. 128 É cabível a reclamação por parte de qualquer pessoa, contra a omissão ou

exclusão do lançamento.

113
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 129 A reclamação contra lançamento terá efeito suspensivo da cobrança dos tributos

lançados, quando interposta a reclamação por escrito.

Art. 130 O autuado poderá apresentar defesa no prazo de vinte dias, ou recolher os

valores em trinta dias contados da intimação.

Art. 131 A defesa do autuado será por petição a repartição por onde correr o processo,

contra recibo. Apresentada a defesa, terá o autuante prazo de trinta dias para impugná-la.

Art. 132 Na impugnação, o autuante alegará toda a matéria que entender útil, indicará e

requererá as provas que pretenda produzir, juntará as que constarem de documento.

Art. 133 Nos processos iniciados mediante reclamação contra o lançamento, será dada

vista a funcionário da repartição competente, para aquela operação, afim de apresentar

defesa ou esclarecimento, no prazo de vinte dias, contados da data em que receber o

processo.

SEÇÃO VI

DAS PROVAS

Art. 134 Findo o prazo a que se refere o artigo 130, repartição responsável pelo

lançamento definirá, no prazo de trinta dias, a produção das provas que não sejam

manifestamente inúteis ou protelatórias, ordenará a produção de outra que entender

necessário e fixará prazo não superior a trinta dias, em que uma e outra devam ser

produzidas.

114
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 135 A decisão redigida com simplicidade e clareza, concluirá pela procedência ou

improcedência do auto da infração ou da reclamação contra lançamento, definindo

expressamente os seus efeitos, num e noutro caso.

Art. 136 Não sendo proferida decisão, no prazo legal nem convertido o julgamento em

diligencia, poderá a parte interpor recurso voluntário, como se fora julgado procedente o

auto de infração ou improcedente a reclamação contra o lançamento, cessado com a

interposição de recurso, a jurisdição da autoridade de primeira instância.

SEÇÃO VII

DA EXECUÇÃO DAS DECISÕES FISCAIS

Art. 137 As decisões definitivas serão cumpridas:

I - A partir da decisão do recurso, do dia em que o contribuinte receber a resposta, passa a

contar o prazo normal do auto de infração.

II - Pela imediata inscrição, como divida ativa e remessa da certidão a cobrança executiva

dos débitos a que se refere o item I desse artigo, se não satisfeito no prazo estabelecido.

Capítulo V

DA TAXA DE LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA E LICENCIAMENTO

Art. 138 A taxa de Licença para Execução de Obras é devida pelo contribuinte do Imposto

Sobre Propriedade Predial e Territorial, cujo imóvel receba a obra objeto do licenciamento.

Parágrafo Único. A taxa incide ainda sobre:

I - A fixação do alinhamento;

115
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

II - Aprovação ou revalidação do projeto;

III - A prorrogação de prazo para execução de obra;

IV - A vistoria e a expedição da Carta de Habitação;

V - Aprovação de parcelamento do solo urbano.

Art. 139 Nenhuma obra de construção civil será iniciada sem projeto aprovado e prévia

licença do Município.

Parágrafo Único. A licença para execução de obra será comprovada mediante o respectivo

Alvará.

SEÇÃO II

DA BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTAS

Art. 140 A taxa diferenciada em função da natureza do ato administrativo é, calculada por

alíquotas fixas, conforme estabelecido nos anexos VII e VIII desta Lei.

SEÇÃO III

DO LANÇAMENTO E ARRECADAÇÃO

Art. 141 A taxa será lançada e arrecadada no ato do protocolo do pedido ou previamente à

expedição e entrega do documento pertinente ao ato administrativo objeto do pedido do

contribuinte.

116
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo VI

DA TAXA DE FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 142 A taxa de fiscalização sanitária tem como fato gerador das atividades

administrativas de execução de serviços de saúde e de controle de vigilância sanitária no

território do município, especificadas no Código Sanitário.

Capítulo VII

DA TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DIVERSOS

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 143 A taxa de Fiscalização de Serviços Diversos é devida pelo proprietário ou

responsável, na vistoria dos serviços ou por sua colocação a disposição dos contribuintes a

seguir relacionados:

I - De alinhamento;

II - De apreensão de bens móveis, semoventes e de mercadorias;

III - De demarcação;

IV - De nivelamento;

V - De máquinas;

VI - De numeração de prédios;

VII - De táxi;

VIII - De abertura e fechamento de ruas;

IX - Quaisquer outros serviços, não especificados nas demais Taxas.

117
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 144 Táxi, veículo de transporte escolar ou coletivo, elevador ou escada rolante não

poderá operar sem prévia vistoria e fiscalização do Município, ou além dos prazos

estabelecidos nos respectivos certificados de garantia e segurança.

SEÇÃO II

DA BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTAS

Art. 145 A Taxa, diferenciada em função da natureza do serviço, será efetuada no ato,

antecipadamente ou posteriormente, de acordo com a tabela dos anexos IX e X desta Lei.

SEÇÃO III

DO LANÇAMENTO

Art. 146 O lançamento será procedido anual ou periodicamente, conforme o caso e

simultaneamente com arrecadação.

118
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo VIII

DA TAXA DE LICENÇA PARA OCUPAÇÃO DO SOLO EM VIAS E

LOGRADOUROS PÚBLICOS

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 147 A Taxa de licença para ocupação do solo em vias e logradouros públicos. É devida

em razão da atividade municipal de fiscalização do cumprimento da Legislação

Disciplinadora por qualquer meio ou processo, aquela feita mediante instalação provisória

de balcão, barraca, mesa, tabuleiro, trailler, quiosque, aparelho e qualquer outro móvel ou

utensílio, depósitos de materiais para fins comerciais, de construção, demolição, de

prestação de serviços e estacionamento privativo de veículos em locais permitidos.

SEÇÃO II

DA BASE DE CÁLCULO

Art. 148 A Taxa diferenciada em função dos produtos, mercadorias ou equipamentos

instalados em vias públicas, será de acordo com a tabela anexo XI desta Lei.

SEÇÃO III

DO LANÇAMENTO E ARRECADAÇÃO

Art. 149 O lançamento será efetuado antecipadamente, no ato, ou posteriormente,

conforme o caso, ou simultaneamente com a arrecadação.

119
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 150 O Poder Executivo apreenderá e removerá para os seus depósitos qualquer

objeto ou mercadoria deixados em locais não permitidos ou colocados em vias e

logradouros públicos, sem a devida permissão, sem prejuízo da cobrança do tributo e

multa.

Parágrafo Único. O pagamento da taxa de que trata esta seção será arrecadada de acordo

com a tabela do anexo XI desta Lei.

Capítulo IX

DA TAXA DE CEMITÉRIO

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 151 A Taxa de Serviços de Cemitério é devida pela execução, por parte da

municipalidade e pelo ato da prestação de serviços.

SEÇÃO II

DA BASE DE CÁLCULO E ALÍQUOTAS

Art. 152 A Taxa diferenciada em função da natureza da atividade, é calculada por alíquotas

fixas, tendo por base o Padrão Tributário Municipal, na forma da tabela que constitui o

anexo XII desta Lei.

120
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO III

DO LANÇAMENTO E ARRECADAÇÃO

Art. 153 A Taxa será lançada sempre que ocorra a utilização dos serviços de sepultamento,

utilização da capela, retirada e sepultamento de restos mortais, licença para construção de

carneiras e túmulos, reserva de espaço no cemitério.

Art. 154 A taxa de manutenção e conservação do cemitério será lançada anualmente.

Art. 155 A taxa de serviços de cemitério será recolhida mediante guia, anteriormente à

execução dos serviços.

Parágrafo Único. na impossibilidade de pagamento da taxa referida no "caput", devido a

finais-de-semana, feriados e outros, o contribuinte assinará um termo de

responsabilidade, comprometendo-se a quitar o débito no prazo de até cinco dias.

TÍTULO IV

DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA

Capítulo Único

DOS ELEMENTOS DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA

SEÇÃO I

DO FATO GERADOR E DA INCIDÊNCIA

Art. 156 A Contribuição de Melhoria tem como fato gerador a obra pública executada pelo

Município, em que decorra valorização imobiliária a propriedades particulares.

Parágrafo Único. Considera-se ocorrido o fato gerador da Contribuição de Melhoria na

data de conclusão da obra referida neste artigo, salvo as excessões previstas nesta Lei.

121
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 157 A Contribuição de Melhoria será devida em virtude da realização de qualquer das

seguintes obras públicas:

I - abertura, alargamento, pavimentação, iluminação, arborização, esgotos pluviais e outros

melhoramentos em praças e vias públicas;

II - construção e ampliação de parques, campos de desportos, pontes, túneis e viadutos;

III - construção ou ampliação de sistemas de trânsito rápido, inclusive todas as obras e

edificações necessárias ao funcionamento do sistema;

IV - serviços e obras de abastecimento de água potável, esgotos sanitários, instalações de

redes elétricas, telefônicas, de transportes e instalações de comodidade pública;

V - proteção contra secas, inundações, erosão, ressacas e obras de saneamento e

drenagem em geral, diques, canais, desobstrução de portos, barras e canais d`água,

retificação e regularização de cursos d`água e irrigação;

VI - construção, pavimentação e melhoramento de estradas de rodagem;

VII - construção de aeródromos, aeroportos e seus acessos;

VIII - aterros e realizações de embelezamento em geral, inclusive desapropriações em

desenvolvimento de plano de aspecto paisagístico;

IX - outras obras realizadas que valorizem os imóveis beneficiados.

Parágrafo Único. As obras elencadas neste artigo poderão ser executadas pelos órgãos da

Administração Direta ou Indireta do Poder Público Municipal ou empresas por ele

contratadas, sendo esse fato irrelevante quanto à exigência do tributo.

SEÇÃO II

DO SUJEITO PASSIVO

Art. 158 O sujeito passivo da obrigação tributária, resultante da incidência da Contribuição

de Melhoria, é o titular do imóvel, direta ou indiretamente, beneficiado pela execução da

obra.

122
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 159 Para efeitos desta Lei, considera-se titular do imóvel aquele que ocupar a

condição de proprietário, detentor do domínio útil ou possuidor a qualquer título, ao

tempo do respectivo lançamento, transmitindo-se esta responsabilidade aos adquirentes e

sucessores, a qualquer título, do imóvel.

§ 1º No caso de enfiteuse ou aforamento, responde pela Contribuição de Melhoria o

enfiteuta ou foreiro.

§ 2º Os bens indivisos serão lançados em nome de um só dos proprietários, tendo o

mesmo, o direito de exigir dos demais as parcelas que lhes couberem.

§ 3º Quando houver condomínio, quer de simples terreno, quer com edificações, o tributo

será lançado em nome de todos os condôminos que serão responsáveis na proporção de

suas quotas.

Art. 160 A Contribuição de Melhoria será cobrada dos titulares de imóveis de domínio

privado, salvo as exceções, desta Lei.

SEÇÃO III

DO CÁLCULO

Art. 161 A Contribuição de Melhoria tem como limite total a despesa realizada com a

execução da obra e, como limite individual, o acréscimo de valor que da obra resultar para

cada imóvel beneficiado.

Parágrafo Único. Na verificação do custo da obra serão computadas as despesas de

estudos, projetos, fiscalização, desapropriação, administração, execução e financiamento,

inclusive prêmios de reembolso e outros de praxe em financiamento ou empréstimos,

bem como demais investimentos a ela imprescindíveis, e terá a sua expressão monetária

atualizada, na época do lançamento, mediante a aplicação de coeficientes de correção

monetária.

123
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 162 - Para o cálculo da Contribuição de Melhoria, a Fazenda Pública procederá da

seguinte forma:

I - Definirá, com base nas leis que estabelecem o Plano Plurianual, as Diretrizes

Orçamentarias e o Orçamento Anual, as obras ou sistema de obras a serem realizadas e

que, por sua natureza e alcance, comportarem a cobrança do tributo, lançando em planta

própria sua localização;

II - Elaborará o memorial descritivo de cada obra e o seu orçamento detalhado de custo,

observado o disposto no parágrafo único do artigo 161;

III - Delimitará, na planta a que se refere o inciso I, a zona de influência da obra, para fins

de relacionamento de todos os imóveis que, direta ou indiretamente, sejam por ela

beneficiados;

IV - Relacionará, em lista própria, todos os imóveis que se encontrarem dentro da área

delimitada na forma do inciso anterior, atribuindo-lhes um número de ordem;

V - Fixará, por meio de avaliação, o valor de cada um dos imóveis constantes da relação a

que se refere o inciso IV;

VI - Independentemente dos valores que constarem do cadastro imobiliário fiscal, sem

prejuízo de consulta a este quando estiver atualizado em face do valor de mercado;

VII - Estimará, por intermédio de novas avaliações, o valor que cada imóvel terá após a

execução da obra, considerando a influência do melhoramento a realizar na formação do

valor do imóvel;

VIII - lançará, na relação a que se refere no inciso IV, em duas colunas separadas e na linha

correspondente à identificação de cada imóvel, os valores fixados na forma do inciso V e

estimados na forma do inciso VI;

IX - lançará, na relação a que se refere o inciso IV, em outra coluna na linha de identificação

de cada imóvel, a valorização decorrente da execução da obra, assim entendida a

diferença, para cada imóvel, entre o valor estimado na forma do inciso VI e o fixado na

forma do inciso V;

X - Serão somadas as quantias correspondentes a todas as valorizações, obtidas na forma

do inciso anterior;

124
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

XI - A administração definirá em que proporção o valor da obra será recuperado através de

cobrança da Contribuição de Melhoria;

XII - O órgão competente calculará o valor da Contribuição de Melhoria devida pelos

titulares de cada um dos imóveis constantes da relação a que se refere o inciso;

XIII - por meio de um sistema de proporção simples (regra de três), no qual o somatório

das valorizações (inciso IX) está para cada valorização (inciso VIII) assim como a parcela do

custo a ser recuperada (inciso X) está para cada Contribuição de Melhoria.

§ 1º Correspondendo a uma simplificação matemática do processo estabelecido no inciso

XI, o valor de cada Contribuição de Melhoria poderá ser determinado multiplicando-se o

valor de cada valorização (inciso VIII) pelo índice ou coeficiente resultante da divisão da

parcela do custo a ser recuperado (inciso X) pelo somatório das valorizações (inciso IX).

§ 2º A parcela do custo da obra a ser recuperada não será superior à soma das

valorizações, obtida na forma do inciso IX deste artigo.

Art. 163 A percentagem do custo da obra a ser cobrada como Contribuição de Melhoria, a

que se refere o inciso X do artigo 162, observado o seu § 2º, não será inferior a trinta por

cento.

§ 1º Para a definição da percentagem do custo da obra a ser cobrado como Contribuição

de Melhoria, estabelecido no "caput" deste artigo, o Poder Executivo realizará audiência

pública para a qual deverão ser convocados, por edital, todos os titulares de imóveis

situados na zona de influência, regendo-se a consulta nela realizada pelo disposto em

regulamento.

§ 2º Lei específica, tendo em vista a natureza da obra, os benefícios para os usuários, as

atividades predominantes e o nível de desenvolvimento da zona considerada poderá

estabelecer percentagem de recuperação do custo da obra inferior ao previsto no "caput"

deste artigo.

125
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 164 Para os efeitos do inciso III do artigo 162 desta Lei, a zona de influência da obra

será determinada em função do benefício direto e indireto que dela resultar para os

titulares de imóveis nela situados.

§ 1º Serão incluídos na zona de influência imóveis não diretamente beneficiados, sempre

que a obra pública lhes melhorem as condições de acesso ou lhes confiram outro

benefício.

§ 2º Salvo prova em contrário, presumir-se-á índice de valorização decrescente constante

para os imóveis situados na área adjacente à obra, a partir de seus extremos,

considerando-se intervalos mínimos lineares a partir do imóvel mais próximo ao mais

distante.

§ 3º O valor da Contribuição de Melhoria pago pelos titulares de imóveis não diretamente

beneficiados, situados na área de influência de que trata este artigo, será considerado

quando da apuração do tributo em decorrência de obra igual que os beneficiar

diretamente, mediante compensação na forma estabelecida em regulamento.

§ 4º Serão excluídos da zona de influência da obra os imóveis já beneficiados por obra da

mesma natureza, cujos titulares tenham pago Contribuição de Melhoria dela decorrente,

pelo critério do custo.

Art. 165 Na apuração da valorização dos imóveis beneficiados, as avaliações que se

referem os incisos V e VI do artigo 162 desta Lei, serão procedidas levando em conta a

situação do imóvel na zona de influência, sua área, testada, finalidade de exploração

econômica e outros elementos a serem considerados, isolada ou conjuntamente,

mediante a aplicação de métodos e critérios usualmente utilizados na avaliação de imóveis

para fins de determinação de seu valor venal.

Parágrafo Único. A metodologia e critérios a que se refere este artigo serão explicitados

em regulamento.

126
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO IV

DA COBRANÇA E LANÇAMENTO

Art. 166 Para a cobrança da Contribuição de Melhoria a o Poder Executivo publicará edital,

contendo, entre outros julgados convenientes, os seguintes elementos:

I - delimitação da área obtida na forma do inciso III, do artigo 162 desta Lei, e relação dos

imóveis nela compreendidos;

II - memorial descritivo do projeto;

III - orçamento total ou parcial do custo das obras;

IV - percentual de participação do Município, se for o caso;

V - determinação da parcela do custo da obra a ser ressarcida pela Contribuição de

Melhoria, com o correspondente valor a ser pago por parte de cada um dos imóveis,

calculado na forma do art. 162 desta Lei;

VI - prazo e condições de pagamento, bem como, as datas de vencimento, o local onde o

tributo deve ser pago e acréscimos incidentes;

VII - referência ao prazo para impugnação.

Parágrafo Único. O disposto neste artigo aplica-se também aos casos de cobrança de

Contribuição de Melhoria por obras públicas, em execução, constantes de projeto ainda

não concluído.

Art. 167 Os titulares de imóveis situados nas zonas beneficiadas pelas obras, relacionadas

na lista própria a que se refere o inciso IV do artigo 162, têm prazo de trinta dias, a contar

da data de publicação do edital referido no artigo anterior, para a impugnação de

quaisquer dos elementos dele constantes, cabendo ao impugnante o ônus da prova.

§ 1º A impugnação deverá ser dirigida à autoridade fazendária, mediante petição escrita,

indicando os fundamentos ou razões que a embasam, e determinará a abertura do

processo administrativo, o qual reger-se-á pelo disposto no Código Tributário Municipal,

aplicando-se, subsidiariamente, quando for o caso, as normas que regulam o processo

administrativo tributário no âmbito da União ou do Estado.

127
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 2º A impugnação não suspende o início ou prosseguimento das obras, nem obsta à

Administração a prática dos atos necessários ao lançamento e cobrança da Contribuição

de Melhoria.

§ 3º O disposto neste artigo aplica-se também aos casos de cobrança de Contribuição de

Melhoria por obras públicas em execução, constantes de projeto ainda não concluído.

Art. 168 Executada a obra de melhoramento na sua totalidade ou em parte suficiente para

beneficiar determinados imóveis, de modo a justificar o início da cobrança da Contribuição

de Melhoria, o Poder Público Municipal procederá os atos administrativos necessários à

realização do lançamento do tributo no que se refere a esses imóveis, em conformidade

com o disposto neste capítulo.

Parágrafo Único. O lançamento será precedido da publicação de edital contendo o

demonstrativo do custo efetivo, total ou parcial, da obra realizada.

Art. 169 O órgão encarregado do lançamento deverá escriturar, em registro próprio, o

valor da Contribuição de Melhoria correspondente a cada imóvel, notificando o sujeito

passivo, do lançamento do tributo, por intermédio de servidor público ou aviso postal.

§ 1º Considera-se efetiva a notificação quando for entregue no endereço indicado pelo

contribuinte, constante do cadastro imobiliário utilizado, pelo Município, para o

lançamento do Imposto Predial Territorial Urbano.

§ 2º A notificação referida no "caput" deverá conter, obrigatoriamente, os seguintes

elementos:

I - Referência à obra realizada e a publicação do edital;

II - De forma resumida:

1 - o custo total ou parcial da obra;

2 - parcela do custo da obra a ser ressarcida;

III - O valor da Contribuição de Melhoria relativo ao imóvel do contribuinte;

IV - O prazo para o pagamento, número de prestações e seus vencimentos;

V - Local para o pagamento;

128
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

VI - Prazo para impugnação;

§ 3º Na ausência de indicação de endereço, na forma do § 1º, ou de não ser conhecido,

pela Fazenda Pública, o domicílio do contribuinte, verificada a impossibilidade de entrega

da notificação, este será notificado do lançamento por edital.

Art. 170 O contribuinte, no prazo que lhe for concedido na notificação de lançamento,

poderá apresentar impugnação contra:

I - o erro na localização ou em quaisquer outras características do imóvel;

II - o cálculo do índice atribuído, na forma do inciso XII do artigo 162 desta Lei;

III - o valor da Contribuição de Melhoria, determinado na forma do inciso XI do artigo 162

desta Lei;

IV - o número de prestações.

Parágrafo Único. A impugnação deverá ser dirigida à autoridade administrativa através de

petição fundamentada.

Art. 171 Os requerimentos de impugnação, de reclamação, como também quaisquer

recursos administrativos, não suspendem o início ou o prosseguimento das obras, nem

terão efeito de obstar a Fazenda Pública, na prática dos atos necessários ao lançamento e

à cobrança da Contribuição de Melhoria.

SEÇÃO V

DO PAGAMENTO

Art. 172 A Contribuição de Melhoria será lançada em até vinte e quatro parcelas mensais,

iguais e consecutivas, de tal modo que o montante anual dos respectivos valores não

ultrapasse a três por cento do valor atualizado do imóvel, incluída a valorização decorrente

da obra, nos termos do previsto no inciso VI do artigo 162.

129
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 1º O valor das prestações será convertido em Padrão Tributário Municipal em vigor na

data do lançamento, cuja expressão monetária será observada na data do pagamento.

§ 2º O contribuinte poderá optar:

I - Pelo pagamento do valor total de uma só vez na data de vencimento da primeira

prestação, hipótese em que será concedido desconto de dez por cento;

II - Pelo pagamento em numero menor de parcelas do que o lançado com desconto

proporcional em relação ao previsto no inciso anterior

SEÇÃO VI

DA NÃO-INCIDÊNCIA

Art. 173 Sem prejuízo de outras leis que disponham sobre isenção, não incide a

Contribuição de Melhoria em relação aos imóveis cujos titulares sejam a União, o Estado

ou Municípios, bem como as suas autarquias e fundações, exceto aqueles prometidos à

venda e os submetidos a regime de enfiteuse ou aforamento.

Art. 174 O tributo, igualmente, não incide nos casos de:

I - simples reparação e/ou recapeamento de pavimentação;

II - alteração do traçado geométrico de vias e logradouros públicos;

III - colocação de "meio-fio" e sarjetas;

IV - obra realizada na zona rural, cujos imóveis beneficiados sejam dessa natureza, salvo

quando disposto de outra forma em lei especial;

V - obra realizada em loteamento popular de responsabilidade do Município.

VI - loteamentos particulares.

130
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO VII

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 175 Fica o Poder Executivo expressamente autorizado a, em nome do Município,

firmar convênios com a União e o Estado para efetuar o lançamento e a arrecadação da

Contribuição de Melhoria devida por obra pública federal ou estadual, cabendo ao

Município percentagem na receita arrecadada.

Art. 176 Serão aplicadas à Contribuição de Melhoria, no que couber, as normas constantes

desta Lei, bem como a Legislação Federal pertinente.

TÍTULO V

DA CONTRIBUIÇÃO PARA CUSTEIO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA

CAPÍTULO ÚNICO DOS ELEMENTOS DA CONTRIBUIÇÃO PARA

CUSTEIO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA

SEÇÃO I

DA INCIDÊNCIA

Art. 177 A contribuição para custeio da iluminação pública, tem como fato gerador o

consumo de energia destinada a iluminação de vias, logradouros e demais bens públicos,

e a instalação, manutenção, melhoramento e expansão da rede de iluminação pública.

Art. 178 É fato gerador da CIP ( contribuição para custeio da iluminação pública) o

consumo de energia elétrica por pessoa natural ou jurídica, mediante ligação regular de

energia elétrica no território do Município.

131
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 179 O sujeito passivo da CIP ( contribuição para custeio da iluminação pública), é o

consumidor de energia elétrica residente ou estabelecido no território do Município e que

esteja cadastrado junto à concessionária distribuidora de energia elétrica titular da

concessão no território do Município.

SEÇÃO II

DA BASE DE CALCULO E ALÍQUOTA

Art. 180 A base de cálculo da CIP (contribuição para custeio da iluminação pública) é o

consumo de Kwh de Iluminação Pública de cada unidade consumidora, cujo valor da

contribuição será fixado por Lei Ordinária.

SEÇÃO III

DO LANÇAMENTO E ARRECADAÇÃO

Art. 181 A CIP (contribuição para custeio da iluminação pública) será lançada para

pagamento juntamente com a fatura mensal de energia elétrica.

§ 1º O Município conveniará ou contratará com a Concessionária de Energia Elétrica forma

de cobrança e repasse dos recursos relativos á contribuição.

§ 2º O convênio ou contrato a que se refere o § 1º deste artigo deverá, obrigatoriamente,

prever prazo para o repasse do valor arrecadado pela concessionária ao Município.

§ 3º O montante devido e não pago da CIP (contribuição para custeio da iluminação

pública) a que se refere o caput deste artigo será inscrito em dívida ativa, sessenta dias

após à verificação da inadimplência.

§ 4º Servirá como título hábil para inscrição em dívida ativa:

I - a comunicação do não pagamento efetuada pela concessionária que contenha os

elementos previstos no art. 202 e incisos do Código Tributário Nacional;

II - A duplicata da fatura de energia elétrica não paga;

132
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 5º Os valores da CIP ( contribuição para custeio da iluminação pública) não pagos no

vencimento serão acrescidos de juros de mora, multa e correção monetária, nos termos

da Legislação Tributária Municipal.

Art. 182 Fica criado o Fundo Municipal de Iluminação Pública (FUNMCIP), de natureza

contábil e administrado pela Fazenda Pública.

Parágrafo Único. Ao FUNMCIP serão destinados todos os recursos arrecadados com a CIP

(Contribuição para Custeio da Iluminação Pública), com a finalidade de custeio e

manutenção dos serviços de iluminação pública previstos nesta Lei

Art. 183 O Poder Executivo fica autorizado a firmar com a Concessionária de Energia

Elétrica, convênio ou contrato a que se refere o artigo 181 e seus §§

TÍTULO VI

DA NOTIFICAÇÃO E INTIMAÇÃO

Capítulo Único

DA FORMA DE REALIZAÇÃO DA NOTIFICAÇÃO E INTIMAÇÃO

SEÇÃO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 184 Os contribuintes serão notificados do lançamento do tributo e intimados das

infrações previstas em que tenham incorrido.

133
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SEÇÃO II

DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO DOS TRIBUTOS

Art. 185 O contribuinte será notificado do lançamento do tributo:

I - pela imprensa, de maneira genérica e impessoal;

II - pessoalmente, por servidor municipal ou aviso postal;

III - por Edital.

Parágrafo Único. No caso previsto no inciso II deste artigo, será considerada efetiva a

notificação quando entregue no endereço indicado pelo contribuinte.

SEÇÃO III

DA INTIMAÇÃO DE INFRAÇÃO

Art. 186 Feita a notificação, não providenciando o contribuinte na regularização da

situação, no prazo estabelecido na notificação preliminar, serão tomadas as medidas

cabíveis tendentes à lavratura do Auto de Infração.

§ 1º Lavrado o auto de infração será concedido prazo de vinte dias para o autuado interpor

recurso, e trinta dias para recolhimento do tributo.

§ 2º Decorrido o prazo sem a regularização da situação ou diante de decisão

administrativa irrecorrível, o débito consignado no Auto de Infração será corrigido

monetariamente e inscrito em dívida ativa, na forma do artigo 213 desta Lei.

§ 3º Não caberá intimação preliminar nos casos de reincidência.

§ 4º Considerar-se-á encerrado o processo fiscal quando o contribuinte pagar o tributo,

não cabendo posterior impugnação ou recurso.

Art. 187 O Auto de Infração será lavrado, quando o contribuinte incorrer nas infrações

capituladas nos artigos 115 e 118 desta Lei.

134
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

TÍTULO VII

DA ARRECADAÇÃO DOS TRIBUTOS

Capítulo I

DOS PROCEDIMENTOS DE ARRECADAÇÃO

Art. 188 A arrecadação dos tributos será procedida:

I - por pagamento espontâneo;

II - através de cobrança amigável; ou

III - mediante ação executiva.

Parágrafo Único. A arrecadação dos tributos se efetivará por intermédio da Tesouraria do

Município, de agente credenciado, estabelecimento bancário ou outros conveniados.

Art. 189 A arrecadação correspondente a cada exercício financeiro proceder-se-á da

seguinte forma:

I - o imposto sobre propriedade predial e territorial urbana e taxas correlatas, de uma só

vez, ou em parcelas, conforme calendário estabelecido por decreto do Poder Executivo;

II - o imposto sobre serviços de qualquer natureza:

a) no caso de atividade sujeita ao faturamento, conforme calendário fiscal.

b) no caso de atividade sujeita à incidência com base no preço do serviço, através da

competente guia de recolhimento, até o dia quinze do mês subseqüente.

III - O imposto sobre transmissão "inter-vivos" de bens imóveis será arrecadado:

a) na transmissão de bens imóveis ou na cessão de direitos reais a eles relativos, que se

formalizar por escritura pública, antes de sua lavratura;

b) na transmissão de bens imóveis ou na cessão de direitos reais a eles relativos que se

formalizar por escrito particular, no prazo de sessenta dias contados da data de assinatura

deste e antes de sua transcrição no ofício competente;

c) na arrematação, no prazo de sessenta dias contados da assinatura do auto e antes da

expedição da respectiva carta;

135
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

d) na adjudicação, no prazo de sessenta dias, contados da data da assinatura do auto ou,

havendo licitação, do trânsito em julgado da sentença de adjudicação e antes da expedição

da respectiva carta;

e) na adjudicação compulsória, no prazo de sessenta dias, contados da data em que

transitar em julgado a sentença de adjudicação e antes de sua transcrição no ofício

competente;

f) na extinção do usufruto, no prazo de sessenta, contados do fato ou ato jurídico

determinante da extinção e:

1. antes da lavratura, se por escritura pública;

2. antes do cancelamento da averbação no ofício competente, nos demais casos.

g) na dissolução da sociedade conjugal, relativamente ao valor que exceder á meação, no

prazo de sessenta dias contados da data em que transitar em julgado a sentença

homologatória do cálculo;

h) na remissão, no prazo de sessenta dias, contados da data do depósito e antes da

expedição da respectiva carta;

i) no usufruto de imóvel concedido pelo Juiz da Execução, no prazo de sessenta dias,

contados da data da publicação da sentença e antes da expedição da carta de constituição;

j) quando verificada a preponderância de que trata o § 3º do artigo 80, no prazo de

sessenta dias, contados do primeiro dia útil subseqüente ao do término do período que

serviu de base para a apuração da citada preponderância;

l) nas cessões de direitos hereditários:

1) antes de lavrada a escritura pública, se o contrato tiver por objeto bem imóvel certo e

determinado;

2) no prazo de sessenta, contados da data em que transitar em julgado a sentença

homologatória do cálculo;

3) nos casos em que somente com a partilha se puder constatar que a cessão implica a

transmissão do imóvel;

4) quando a cessão se formalizar nos autos do inventário, mediante termo de cessão ou

desistência.

136
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

m) nas transmissões de bens imóveis ou de direitos reais a eles relativos não referidos nos

incisos anteriores, no prazo de sessenta dias, contados da ocorrência do fato gerador e

antes do registro do ofício competente.

IV - as taxas, na forma do disposto na respectiva seção ou quando lançadas isoladamente,

nos termos estabelecidos em ato regulamentar;

V - a contribuição de melhoria, após a realização da obra:

a) de uma só vez, quando a parcela individual for igual ou inferior a um PTM (Padrão

Tributário Municipal);

b) quando superior, em prestações mensais, não inferiores a um PTM (Padrão Tributário

Municipal).

c) a Fazenda Pública poderá estabelecer casos em que a parcela seja fixada abaixo do

limite mínimo.

§ 1º É facultado o pagamento antecipado do imposto correspondente à extinção do

usufruto, quando da alienação do imóvel com reserva daquele direito da pessoa do

alienante, ou com a sua concomitante instituição em favor de terceiro.

§ 2º O pagamento antecipado nos moldes do parágrafo anterior, elide a exigibilidade do

imposto quando da ocorrência do fato gerador da respectiva obrigação tributária.

§ 3º O prazo para recolhimento da Contribuição de Melhoria não poderá ser superior a

vinte e quatro parcelas.

Art. 190 Os tributos lançados fora dos prazos normais, em virtude de inclusões ou

alterações, são arrecadados:

I - no que respeita ao imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana e taxas

correlatas, quando houver, em parcelas mensais e consecutivas, de igual valor, vencendo a

primeira trinta dias após a data da notificação;

II - no que respeita ao imposto sobre serviços de qualquer natureza, quando se tratar de

atividade sujeita à alíquota fixa:

a) Nos casos previstos no artigo 39 e 40 de uma só vez, no ato da inscrição;

137
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

b) Dentro de trinta dias da intimação, para as parcelas vencidas, quando se tratar de

atividade sujeita à incidência com base no preço do serviço, nos casos previstos no artigo

40 dentro de trinta dias da intimação para o período vencido, com os devidos acréscimos

legais.

III - no que respeita à taxa de licença para localização, no ato do licenciamento.

Art. 191 Os valores decorrentes de infração e penalidades não recolhidos no prazo

assinalado no artigo 186, serão corrigidos monetariamente e acrescidos de multa, e dos

juros de mora por mês ou fração, calculados na forma do artigo 263.

Capítulo II

EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

SEÇÃO I

MODALIDADES DE EXTINÇÃO

Art. 192 Extinguem o crédito tributário:

I - o pagamento;

II - a compensação;

III - a transação;

IV - remissão;

V - a prescrição e a decadência;

VI - a conversão de depósito em renda;

VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento

VIII - a consignação em pagamento;

IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita

administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória;

X - a decisão judicial passada em julgado.

XI - a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei.

138
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Parágrafo Único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do crédito

sobre a ulterior verificação da irregularidade da sua constituição.

SEÇÃO II

PAGAMENTO

Art. 193 A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do crédito tributário.

Art. 194 O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento:

I - quando parcial, das prestações em que se acompanha;

II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros tributos.

Art. 195 Quando a legislação tributária não dispuser a respeito, o pagamento é efetuado

na tesouraria do Poder Executivo.

Art. 196 Quando a Legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o vencimento do

crédito ocorre trinta dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado

do lançamento.

Art. 197 O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora,

seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades

cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em Lei

tributária.

§ 1º Se a Lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um

por cento ao mês.

§ 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo

devedor dentro do prazo legal para o pagamento do crédito.

139
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 198 O pagamento é efetuado:

I - em moeda corrente, cheque ou vale postal;

II - nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel selado, ou por processo mecânico.

§ 1º A legislação tributária pode determinar as garantias exigidas para o pagamento por

cheque ou vale postal, desde que não o torne impossível ou mais oneroso que o

pagamento em moeda corrente.

§ 2º O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate deste pelo

sacado.

§ 3º O crédito pagável em estampilha considera-se extinto.

§ 4º A perda ou destruição da estampilha, ou erro no pagamento por esta modalidade, não

dão direito a restituição, salvo nos casos expressamente previstos na legislação tributária,

ou naquelas em que o erro seja imputável à autoridade administrativa.

§ 5º O pagamento em papel selado ou por processo mecânico equipara-se ao pagamento

em estampilha.

Art. 199 Existindo simultaneamente dois ou mais débitos vencidos do mesmo sujeito

passivo para com a mesma pessoa jurídica de direito público, relativos ao mesmo ou a

diferentes tributos ou provenientes de penalidade pecuniária ou juros de mora, a

autoridade administrativa competente para receber o pagamento determinará a

respectiva imputação, obedecidas as seguintes regras, na ordem em que enumeradas:

I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em lugar aos decorrentes de

responsabilidade tributária;

II - primeiramente, as contribuições de melhoria, depois às taxas e por fim aos impostos;

III - na ordem crescente dos prazos de prescrição;

IV - na ordem decrescente dos montantes.

140
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 200 A importância de crédito tributário pode ser consignada juridicamente pelo sujeito

passivo, nos casos:

I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de

penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória;

II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem

fundamento legal;

III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico

sobre um mesmo fato gerador.

§ 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe pagar.

§ 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetuado e a importância

consignada é convertida em renda; julgada improcedente a consignação na todo ou em

parte, cobra-se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das penalidades

cabíveis.

SEÇÃO III

PAGAMENTO INDEVIDO

Art. 201 O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição

total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o

disposto no § 4º do artigo 198, e nos seguintes casos:

I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face

da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato

gerador efetivamente ocorrido;

II - erro na identificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no

cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento

relativo ao pagamento;

III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de descisão condenatória.

141
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 202 A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do

respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido

encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente

autorizado a recebê-la.

Art. 203 A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à restituição, na mesma

proporção, dos juros de mora e das penalidades pecuniárias, salvo as referentes a

infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição.

Parágrafo Único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em

julgado da decisão definitiva que a determinar.

Art. 204 O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco

anos, contados:

I - nas hipóteses dos incisos I e II do artigo 201, da data da extinção do crédito tributário;

II - na hipótese do inciso III do artigo 201, da data em que se tornar definitiva a decisão

administrativa ou passar em julgado e decisão judicial que tenha reformado, anulado,

revogado ou rescindido a decisão condenatória.

Art. 205 Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a

restituição.

Parágrafo Único. O prazo de prescrição é interrompido pelo inicio da ação judicial,

recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita ao

representante judicial da Fazenda Pública interessada.

142
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO IV

DEMAIS MODALIDADES DE EXTINÇÃO

Art. 206 A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em

cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos

tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra

a Fazenda Pública.

Parágrafo Único. sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os

efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução

maior que a correspondente ao juro de um por cento ao mês pelo tempo a decorrer entre

a data da compensação e a do vencimento.

Art. 207 É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de

contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva

decisão judicial.

Art. 208 A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da

obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em

determinação de litígio e conseqüente extinção de crédito tributário.

Parágrafo Único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em

cada caso.

Art. 209 A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho

fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo:

I - à situação econômica do sujeito passivo;

II - ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto a matéria de fato;

III - à diminuta importância do crédito tributário;

IV - a considerações de eqüidade, em relação com as características pessoais ou materiais

do caso;

143
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante.

Parágrafo Único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido e será

revogado de ofício sempre que o beneficiário deixe de atender os requisitos para

concessão do favor, cobrando o crédito acrescido dos juros de mora.

Art. 210 O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após

cinco anos, contados:

I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido

efetuado;

II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o

lançamento anteriormente efetuado.

Parágrafo Único. O direito de que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o

decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição

do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória

indispensável ao lançamento.

Art. 211 A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, da data da

sua constituição definitiva.

Parágrafo Único. A prescrição se interrompe:

I - pela citação pessoal feita ao devedor;

II - pelo protesto judicial;

III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em recolhimento do

débito pelo devedor.

144
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo III

DA EXCLUSÃO DO CRÉDITO

Art. 211 A - Excluem o crédito tributário:

I - Isenção;

II - A anistia.

Parágrafo Único. A exclusão do crédito tributário não dispensa o cumprimento das

obrigações acessórias dependentes da obrigação principal, cujo crédito seja excluído ou

dela consequente.

TÍTULO VIII

DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

Capítulo Único

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 212 O infrator a dispositivo desta Lei, fica sujeito, em cada caso, às penalidades abaixo

graduadas em:

I - Um PTM (Padrão Tributário Municipal), aplicada de plano, quando:

a) Instruir, com incorreção, pedido de inscrição, solicitação de benefício fiscal ou guia de

recolhimento de imposto, determinando redução ou supressão de tributos;

b) (Suprimida pela Lei Complementar nº 20/2009)

c) Não comunicar, dentro dos prazos legais, qualquer alteração de construção licenciada,

se da omissão resultar aumento do tributo.

d) Deixar de conduzir ou de afixar o Alvará em lugar visível nos termos desta lei.

II - Cem por cento do tributo devido, quando praticar atos que evidenciem falsidade e

manifesta intenção de dolo ou má-fé, objetivando sonegação.

145
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

III - Cinco PTM`s (Padrão Tributário Municipal) quando:

a) Embaraçar ou iludir, por qualquer forma, a ação fiscal;

b) Praticar atos que visem diminuir o montante do tributo.

IV - Dois PTM`s (Padrão Tributário Municipal) quando:

a) deixar de emitir a nota de serviço ou de escriturar o Livro de Registro Especial, ou

requerer autorização de impressão de documentos fiscais.

b) falta de autorização de impressão de documentos fiscais;

c) Não promover inscrição ou exercer atividades sem prévia licença.

V - De dois a cinqüenta PTM`s (Padrão Tributário Municipal) na falsificação, fraude, dolo ou

má-fé, no caso de prestação de serviços de jogos e diversões públicas;

VI - De dez PTM`s (Padrão Tributário Municipal) no caso de comércio ambulante que não

promover a inscrição ou exercer atividades sem prévia licença ou exercer atividade fora

das áreas previamente determinadas.

§ 1º Será concedido um desconto de cinqüenta por cento nos valores das multas previstas

neste artigo, quando pago dentro do prazo de até trinta dias.

§ 2º Quando o contribuinte estiver sujeito a exigências simultâneas e não excludentes, a

penalidade será aplicada cumulativamente.

Art. 213 As penalidades estabelecidas em Padrão Tributário Municipal serão convertidas

em moeda corrente nacional no ato do recolhimento.

Art. 214 Na reincidência, as penalidades previstas serão aplicadas em dobro.

Parágrafo Único. Constitui reincidência a repetição da mesma infração, pela mesma

pessoa física ou jurídica.

Art. 215 Não se procederá contra o contribuinte que tenha pago tributo ou agido de

acordo com a decisão administrativa decorrente de reclamação ou decisão judicial

transitada e julgado, mesmo que, posteriormente, venha a ser modificada a orientação.

146
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

TÍTULO VIII-A

DA IMUNIDADE

Art. 215 A - São imunes da cobrança das taxas elencadas nesta Lei Complementar e da

contribuição de melhoria:

I - A União;

II - Os Estados;

III - Os demais Municípios

IV - Os partidos políticos;

§ 1º Esta imunidade é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelos

mencionados nos incisos I, II e III acima.

§ 2º Esta imunidade não é extensiva às empresas ou companhias públicas ou de economia

mista, as fundações mantidas ou criadas pelos partidos políticos, as concessionárias e

autorizatárias de serviços públicos de energia elétrica, telefonia e distribuição de água, aos

ofícios de registros públicos, cartorários e notariais.

TÍTULO IX

DAS ISENÇÕES

Capítulo I

DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL

URBANA

Art. 216 São isentos do pagamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial

Urbana, taxas e serviços públicos:

I - entidade cultural, beneficente, hospitalar, recreativa e religiosa, legalmente organizada,

sem fins lucrativos e a entidade esportiva registrada na respectiva federação;

II - sindicato e associação de classe;

147
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

III - entidade hospitalar, não enquadrada no inciso I, e a educacional não imune, quando

colocam à disposição do Município, respectivamente:

a) Dez por cento de seus leitos para assistência gratuita a pessoas reconhecidamente

pobres;

b) Cinco por cento de suas matrículas, para concessão de bolsas a estudantes pobres.

IV - proprietário de imóvel, cedido gratuitamente, mediante contrato público, por período

não inferior a cinco anos, para uso exclusivo das entidades imunes e as descritas nos

incisos I e II deste artigo;

Parágrafo Único. Os entes arrolados nos incisos I, II, III e IV deste artigo farão requerimento

de isenção em uma única oportunidade, o qual terá validade até a data em que o imóvel

deixe de integrar o patrimônio ou perca tal destinação.

V - proprietário de terreno sem utilização, atingido pelo Plano Diretor da Cidade ou

declarado de utilidade pública, para fins de desapropriação, relativamente ao todo ou à

parte atingida, mesmo que nele exista construção condenada ou em ruína.

VI - As empresas construtoras que atuam como incorporadoras e que comprovem a

incorporação do imóvel a ser construído.

§ 1º do terreno adquirido durante a construção do imóvel.

§ 2º Das unidades concluídas e não ocupadas ou habitadas sob nenhuma forma, até dois

anos de sua conclusão, ficando a empresa beneficiária obrigada a comunicar a venda ou

ocupação, no prazo de 30 dias da sua efetivação á fazenda pública, ficando esta autorizada

a criar cadastro provisório e encaminhamento dos carnes de IPTU de cada exercício aos

promitentes compradores.

§ 3º Em caso de inadimplemento dos promitentes compradores de imóveis incorporados,

responderá solidariamente pelos débitos, as empresas incorporadoras beneficiárias da

isenção concedida, após a promoção de execução fiscal inexitosa contra o promitente

comprador.

148
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

VII - Os prédios de residências e propriedade de viúva (o), enquanto perdurar a viuvez,

órfãos menores e não emancipados, menores carentes, idosos com idade superior a

sessenta anos, aposentados, cuja renda familiar não seja superior a três salários mínimos,

residentes e domiciliados no município, que possuam um único imóvel e morador no

mesmo, cujo valor venal não seja superior a dois mil PTM`s (Padrão Tributário Municipal);

VIII - As empresas loteadas regidas pela Lei Federal 6766/79 e as empresas incorporadoras

de condomínios horizontais de lotes regidas pela Lei Municipal Complementar nº 18/2008.

§ 1º As empresas loteadoras regidas pela Lei Federal 6766/79, terão isenção do IPTU das

unidades concluídas e não ocupadas ou habitadas sob nenhuma forma, até 10 anos após

o recebimento do "habite-se" do empreendimento, ficando a empresa beneficiária

obrigada a comunicar as vendas dos lotes a fazenda pública no prazo de 30 dias de sua

efetivação, ficando esta autorizada a criar cadastro provisório e encaminhamento dos

carnês de IPTU de cada exercício aos promitentes compradores.

§ 2º As empresas incorporadoras de condomínios horizontais de lotes regidas pela Lei

Municipal Complementar nº 18/2008, terão isenção do IPTU das unidades concluídas e não

ocupadas ou habitadas sob nenhuma forma, até 05 anos após o recebimento do "habite-

se" do empreendimento, ficando a empresa beneficiária obrigada a comunicar as vendas a

fazenda pública no prazo de 30 dias de sua efetivação, ficando esta autorizada a criar

cadastro provisório e encaminhamento dos carnês de IPTU de cada exercício aos

promitentes compradores.

§ 3º Em caso de inadimplemento dos promitentes compradores de imóveis incorporados e

alienados, responderão solidariamente pelos débitos, a empresas incorporadoras

beneficiárias das isenções, concedidas, após a promoção de execução fiscal inexistosa

contra os promitentes compradores.

§ 4º Apurada, a qualquer momento, a falsidade dos documentos ou das provas

apresentadas para a concessão da isenção, o benefício será cancelado, efetuando-se a

cobrança do crédito.

149
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 5º Se no prazo definido no § 3º, a situação do contribuinte restar modificada, deixando

de se enquadrar nas disposições previstas neste artigo, a isenção será imediatamente

cancelada.

Capítulo II

DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA

Art. 217 São isentos do pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza:

I - as entidades enquadradas no inciso I do artigo anterior, a educacional não imune e a

hospitalar, referidas no inciso III, do citado artigo e nas mesmas condições;

II - a pessoa portadora de defeito físico que importe em redução da capacidade de

trabalho, sem empregado e reconhecidamente pobre.

III - as associações e sindicatos beneficentes, comunitários esportivos e culturais, sem fins

lucrativos que visam o interesse de uma classe social.

Capítulo III

DO IMPOSTO DE TRANSMISSÃO "INTER-VIVOS" DE BENS IMÓVEIS

Art. 218 É isenta do pagamento do imposto a primeira aquisição:

I - de terreno, situado em zona urbana ou rural, quando este se destinar à construção da

casa própria e cuja avaliação fiscal não ultrapasse a trinta vezes o valor do PTM.

II - da casa própria, situada em zona urbana ou rural cuja avaliação fiscal não seja superior

a cem vezes o valor do PTM.

§ 1º Para efeitos do disposto nos incisos I e II deste artigo, considera-se:

a) primeira aquisição aquela realizada por pessoa que comprove não ser ela própria, ou o

cônjuge, não ser nem ter sido proprietário de terreno ou outro imóvel edificado no

Município, no momento da transmissão ou cessão;

b) casa própria: o imóvel que se destinar a residência do adquirente, com ânimo definitivo.

150
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 2º O imposto dispensado nos termos dos incisos I e II deste artigo tornar-se-ão devidos

na data da aquisição do imóvel, devidamente corrigido para efeitos de pagamento, se o

beneficiário não apresentar à Fiscalização, no prazo de doze meses, contados da data da

escritura, prova de licenciamento para construir, fornecida pelo Poder Executivo Municipal

ou, se antes de esgotado o referido prazo, der ao imóvel destinação diversa, inclusive

aliená-lo.

§ 3º Para fins do disposto nos incisos I e II deste artigo, a avaliação fiscal será convertida

em PTM (Padrão Tributário Municipal), na data da avaliação fiscal do imóvel.

§ 4º As isenções de que tratam os incisos I e II deste artigo não abrangem as aquisições de

imóveis destinados á recreação, ao lazer ou veraneio.

Art. 219 São isentas do pagamento do imposto as empresas construtoras que atuam como

incorporadoras e que comprovem no prazo de cento e oitenta dias a incorporação do

imóvel a ser construído.

I - Do terreno adquirido durante a construção do imóvel;

II - Das unidades concluídas e não ocupadas ou habitadas sob nenhuma forma, até um

ano de sua conclusão, ficando a empresa beneficiaria obrigada a comunicar a venda ou

ocupação no prazo de trinta dias, à Fazenda Pública;

Parágrafo Único. O não cumprimento de quaisquer das exigências legais referidas nos

itens I e II deste artigo, será automaticamente cancelada a isenção de todas as unidades

construídas.

151
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo IV

DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA E DA CONTRIBUIÇÃO PARA

CUSTEIO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA

Art. 220 Ficam isentos do pagamento:

I - da Contribuição de Melhoria decorrente de obra pública executada pelo Município:

a) A União, os Estados, suas Autarquias e Fundações;

b) Templos de qualquer culto religioso;

c) Entidades mantidas por congregações religiosas, desde que não tenham fins lucrativos;

d) Clubes de Serviço;

e) Entidades voltadas ao atendimento de deficientes, idosos, infância e similares;

f) Entidades voltadas ao desenvolvimento de atividades educacionais e culturais sem fins

lucrativos.

II - Da Contribuição para Custeio para Iluminação Pública, as famílias de baixa renda,

definidas em Lei Ordinária, que será remetida ao Poder Legislativo em até noventa dias.

Parágrafo Único. O benefício da isenção do pagamento da contribuição de melhoria será

concedido de ofício pela Fazenda Pública.

Capítulo V

DAS TAXAS

Art. 220 A - São isentos da Taxa de Expediente:

I - As associações ou sociedades, as instituições de educação e de assistência social, sem

fins lucrativos,

om sede, filial ou estabelecimento nesta Cidade;

II - Os clubes de serviço;

III - As igrejas ou templos de qualquer culto;

152
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

IV - Os deficientes visuais, físicos que devam utilizar ou utilizem próteses ortopédicas e os

deficientes auditivos, que exerceram atividade ambulante;

V - Os vendedores ambulantes de livros, jornais e revistas;

VI - Os engraxates ambulantes.

Art. 220 B - São isentos da Taxa de Licença para Localização ou Atividade Ambulante:

I - As associações ou sociedades, as instituições de educação e de assistência social, sem

fins lucrativos,

om sede, filial ou estabelecimento nesta Cidade;

II - Os clubes de serviço;

III - As igrejas ou templos de qualquer culto;

IV - Os deficientes visuais, físicos que devam utilizar ou utilizem próteses ortopédicas e os

deficientes auditivos, que exerceram atividade ambulante;

V - Os vendedores ambulantes de livros, jornais e revistas;

VI - Os engraxates ambulantes.

Parágrafo Único. Os entes arrolados nos incisos deste artigo farão requerimento de

isenção em uma única oportunidade, o qual terá validade até a data da cessação da

atividade ou da extinta a entidade.

Art. 220 C - São isentos da Taxa de Fiscalização e Vistoria:

I - As associações ou sociedades, as instituições de educação e de assistência social, sem

fins lucrativos,

om sede, filial ou estabelecimento nesta Cidade;

II - Os clubes de serviço;

III - As igrejas ou templos de qualquer culto;

IV - Os deficientes visuais, físicos que devam utilizar ou utilizem próteses ortopédicas e os

deficientes auditivos, que exerceram atividade ambulante;

V - Os vendedores ambulantes de livros, jornais e revistas;

VI - Os engraxates ambulantes.

153
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Parágrafo Único. Os entes arrolados nos incisos deste artigo farão requerimento de

isenção em uma única oportunidade, o qual terá validade até a data da cessação da

atividade ou da extinta a entidade.

Art. 220 D - São isentos da Taxa de Licença para Execução de Obras:

I - As associações ou sociedades, as instituições de educação e de assistência social, sem

fins lucrativos,

om sede, filial ou estabelecimento nesta Cidade;

II - Os clubes de serviço;

III - As igrejas ou templos de qualquer culto.

Art. 220 E - São isentos da Taxa de Fiscalização Sanitária:

I - As associações ou sociedades, as instituições de educação e de assistência social, sem

fins lucrativos,

om sede, filial ou estabelecimento nesta Cidade;

II - Os clubes de serviço;

III - As igrejas ou templos de qualquer culto;

IV - Os deficientes visuais, físicos que devam utilizar ou utilizem próteses ortopédicas e os

deficientes auditivos, que exerceram atividade ambulante;

V - Os vendedores ambulantes de livros, jornais e revistas;

VI - Os engraxates ambulantes.

Art. 220 F - São isentos da Taxa de licença e ocupação do solo em vias e logradouros

públicos:

I - As associações ou sociedades, as instituições de educação e de assistência social, sem

fins lucrativos, com sede, filial ou estabelecimento nesta Cidade;

II - Os clubes de serviço;

III - As igrejas ou templos de qualquer culto;

154
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

IV - Os deficientes visuais, físicos que devam utilizar ou utilizem próteses ortopédicas e os

deficientes auditivos, que exerceram atividade ambulante;

V - Os vendedores ambulantes de livros, jornais e revistas;

VI - Os engraxates ambulantes.

Parágrafo Único. Os entes arrolados nos incisos deste artigo farão requerimento de

isenção em uma única oportunidade, o qual terá validade até a data da cessação da

atividade ou da extinta a entidade.

Art. 220 G - São isentos da Taxa de Cemitério as famílias cuja renda familiar não seja

superior a três salários mensais que deverão comprová-la através de certidão fornecida

pelo órgão pagador, por declaração de imposto de renda ou por declaração unilateral, esta

última sob as penas de Lei, em caso de falsidade.

Parágrafo Único. As isenções concedidas em razão das aludidas taxas tem caráter

perpétuo, podendo, todavia, serem cobradas as taxas mediante constatação de falsidade

das declarações prestadas.

Capítulo VI

DAS DISPOSIÇÕES SOBRE AS ISENÇÕES

Art. 221 O benefício da isenção do pagamento do imposto deverá ser requerido, nos

termos desta lei, com vigência:

I - no que respeita ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, a partir:

a) do exercício seguinte, quando solicitada até 15 de julho;

b) da data da inclusão, quando solicitada dentro de trinta dias seguintes à concessão da

Carta de Habitação;

II - no que respeita ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza:

a) a partir do mês seguinte ao da solicitação, quando se tratar de atividade sujeita a

incidência com base no preço do serviço;

155
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

b) a partir do semestre seguinte ao da solicitação, quando se trate de atividade sujeita à

alíquota fixa;

c) a partir da inclusão, em ambos os casos, quando solicitado dentro dos trinta dias

seguintes;

III - no que respeita ao Imposto de Transmissão "Inter-vivos" de Bens Imóveis, juntamente

com o pedido de avaliação.

IV - no que respeita as taxas de licença para execução de obras:

a) todas as construções para fins industriais;

b) todas as construções para fins residenciais com áreas construídas até setenta metros

quadrados;

c) todas as construções que tenham como favorecidos, interessados e beneficiados pelo

uso ou propriedade as associações ou sociedades, as instituições de educação e de

assistência social, sem fins lucrativos, templos de qualquer culto.com sede ou filial ou

estabelecimento nesta Cidade, os clubes de serviço, as igrejas ou

V - no que respeita as Taxas previstas no Título III, Capítulos I, III, IV, VI, VII e VIII desta Lei, a

partir:

a) do ato do requerimento, solicitação, inscrição, ou qualquer outro que importaria em

pagamento imediato do tributo;

b) do ato de verificação, diligência ou exame realizado pelo Poder Público;

c) quando de lançamento anual e de ofício, devendo ser solicitada até 30 de novembro,

para o ano seguinte ao qual foi solicitada.

Parágrafo Único. Se no prazo de até cinco anos for dada a destinação diferente ao previsto

no item IV, letra a deste artigo, o proprietário deverá recolher a referida taxa. Se no prazo

de até cinco anos for alienada, locada, ou de qualquer forma transformado em comércio,

a obra implementada e que teve a concessão de isenção prevista no item IV, letra "c"

deste artigo, a referida taxa será devida pelo beneficiado.

156
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 222 O contribuinte que gozar do benefício da isenção fica obrigado a provar, por

documento hábil, até o dia quinze de julho de cada biênio (nos anos pares) que continua

preenchendo as condições que lhes asseguravam o direito, sob pena de cancelamento a

partir do exercício seguinte.

Parágrafo Único. O disposto neste artigo não se aplica ao Imposto de transmissão "Inter-

vivos" de Bens Imóveis.

Art. 223 O promitente comprador goza, também, do benefício da isenção, desde que o

contrato de compra e venda esteja devidamente inscrito no Registro de Imóveis e seja

averbado à margem da ficha cadastral.

Art. 224 Serão excluídos do benefício da isenção fiscal:

I - até o exercício em que tenha regularizado sua situação, o contribuinte que se encontre,

por qualquer forma, em infração a dispositivos legais ou em débito perante a Fazenda

Municipal;

II - a área de imóvel ou o imóvel cuja utilização não atenda às disposições fixadas para o

gozo do benefício.

Parágrafo Único. Os débitos gerados em co-responsabilidade pelas empresas

construtoras que atuam como incorporadoras, na forma do Art. 219 da presente Lei não

constituirão causa de exclusão do benefício.

157
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

TÍTULO IX-A

DA REMISSÃO E ANISTIA

Art. 224 A - Será concedida remissão e/ou anistia dos débitos sobre o Imposto a

Propriedade Predial e Territorial Urbana, para aqueles que fariam jus ao benefício de

isenção deste tributo na época em que poderiam ter solicitado.

§ 1º Para concessão deste benefício deverão os interessados ou representantes legais

solicitarem, comprovando nos casos necessários com documentos, que fazem jus ao

benefício.

§ 2º Caso existente execução fiscal sobre os débitos que se postula remissão e/ou anistia,

deverá o contribuinte fazer prova de quitação das despesas judiciais que por ventura a

Fazenda Pública já houver despendido, bem como quitação das custas judiciais, ou então

que as mesma não são devidas.

§ 3º Os contribuintes com débitos já quitados, não poderão se beneficiar visando

compensação ou restituição dos tributos.

TÍTULO X

DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

Capítulo I

DA FISCALIZAÇÃO

SEÇÃO ÚNICA

DA COMPETÊNCIA E DOS PROCEDIMENTOS DE FISCALIZAÇÃO

Art. 225 Compete à autoridade fazendária, pelos órgãos especializados, a fiscalização do

cumprimento das normas tributárias.

158
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 226 A Fiscalização Tributária será procedida:

I - diretamente, pelo agente do fisco;

II - indiretamente, por meio dos elementos constantes do cadastro Fiscal e informações

colhidas em fontes definidas em regulamento.

Art. 227 Todas as pessoas passíveis de obrigação tributária, inclusive as beneficiadas por

imunidade ou isenção, estão sujeitas ao exercício da fiscalização.

Art. 228 O Agente Fiscal, devidamente credenciado ao exercício regular de suas atividades,

terá acesso ao interior de estabelecimentos, depósitos e quaisquer outras dependências

onde se faça necessária a sua presença.

Art. 229 A Fiscalização possui ampla faculdade no exercício de suas atividades, podendo

promover ao sujeito passivo, especialmente:

I - a exigência de exibição de livros e documentos de escrituração contábil legalmente

exigidos;

II - a exigência de exibição de elementos fiscais, livros, registros e talonários exigidos pelas

Fazendas Públicas Municipais, Estadual e Federal;

III - a exigência de exibição de títulos e outros documentos que comprovem a propriedade,

a posse ou o domínio útil do imóvel;

IV - a solicitação de seu comparecimento à repartição competente para prestar

informações ou declarações;

V - a apreensão de livros e documentos fiscais, nas condições e formas regulamentares.

Art. 230 Caracterizada a omissão de formalidades legais ou, ainda, constatação da

existência de vícios ou fraude na escrituração fiscal ou contábil, tendente a dificultar ou

impossibilitar a apuração do tributo, é facultado à autoridade fazendária promover o

processo de arbitramento dos respectivos valores por meio de informação analiticamente

fundamentada e com base nos seguintes elementos;

159
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

I - declaração fiscal anual do próprio contribuinte;

II - natureza da atividade;

III - receita realizada por atividades semelhantes;

IV - despesas do contribuinte;

V - quaisquer outros elementos que permitam a aferição da base de cálculo imposto;

Art. 231 O exame de livros, arquivos, registros e talonários fiscais e outros documentos,

assim como demais diligências da fiscalização, poderão ser repetidos em relação a um

mesmo fato ou período de tempo, enquanto não extinto o direito de proceder ao

lançamento do tributo, ou da penalidade, ainda que já lançado e pago.

Art. 232 A Municipalidade, poderá requisitar auxílio da força pública federal, estadual ou

municipal, quando vítima de embaraço ou desacato no exercício de suas funções, ou

quando indispensável à efetivação de medidas previstas na legislação tributária.

Capítulo II

DA DÍVIDA ATIVA

SEÇÃO ÚNICA

DA INSCRIÇÃO E DA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA

Art. 233 Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza,

regularmente inscrito na repartição administrativa competente, depois de esgotado o

prazo fixado para pagamento pela lei ou por decisão final proferida em processo

Administrativo ou Judicial.

Parágrafo Único. A dívida ativa, de todos os tributos municipais, será apurada e inscrita na

Fazenda Municipal.

160
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 234 A inscrição do crédito tributário em dívida ativa far-se-á, até trinta e um de março

do exercício seguinte àquele em que o tributo é devido.

§ 1º No caso de tributos lançados fora dos prazos normais, a inscrição do crédito tributário

far-se-á até sessenta dias após o lançamento do crédito.

§ 2º O Município fará publicar duas vezes pelos meios habituais, nos trinta dias

subseqüentes à inscrição, relação contendo, o nome dos devedores e valor relativo à

dívida e sua origem.

§ 3º Dentro de sessenta dias, a contar da data de publicação da relação, será feita a

cobrança amigável da dívida ativa, depois do prazo a Fazenda Pública encaminhará para

cobrança judicial, à medida que forem extraídas as certidões relativas aos débitos.

Art. 235 O termo de inscrição da dívida ativa, autenticado pela autoridade competente,

indicará, obrigatoriamente:

I - o nome do devedor, e, sendo o caso, o dos co-responsáveis, bem como, sempre que

possível, o domicílio ou a residência de um ou de outros;

II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros, a multa de mora e os acréscimos

legais, inclusive atualização monetária;

III - a origem e a natureza do crédito, mencionada especificamente a disposição da lei em

que foi fundado;

IV - a data em que foi inscrita;

V - o número do processo administrativo ou do auto de infração de que se originar o

crédito, sendo o caso.

Parágrafo Único. A certidão conterá, além dos requisitos deste artigo, a indicação do livro e

da folha ou ficha de inscrição e poderá ser extraída através de processamento eletrônico.

161
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 236 O parcelamento do crédito tributário inscrito ou não em dívida ativa, alcança

também as ajuizadas, será disciplinado por decreto do Poder Executivo, não excederá a

vinte e quatro parcelas mensais sem prejuízo da incidência dos acréscimos legais.

I - Até doze parcelas, o valor individual será fixo;

II - Superior a doze parcelas, o valor individual será acrescido dos índices de correção

conforme a lei.

§ 1º O valor mínimo da parcela será de um PTM (Padrão Tributário Municipal).

§ 2º O não pagamento das parcelas implica no restabelecimento do débito original

acrescidos dos encargos legais, descontados os valores já pagos.

Art. 237 Serão cancelados por ato do Poder Executivo os débitos:

I - Prescritos;

II - Decadentes;

III - Quando um montante seja inferior aos respectivos custos de cobrança,

regulamentados em decreto.

Capítulo III

DAS CERTIDÕES NEGATIVAS

SEÇÃO ÚNICA

DA EXPEDIÇÃO E DE SEUS EFEITOS

Art. 238 As certidões negativas, caracterizados da prova de quitação de determinado

tributo, serão expedidas dentro de até cinco dias, mediante requerimento do contribuinte,

nos termos em que requeridas.

Parágrafo Único. O requerimento de certidão deverá conter a finalidade pela qual foi

formulado e outras informações necessárias a determinação do seu conteúdo.

162
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 239 A certidão negativa fornecida não exclui o direito de o Fisco Municipal exigir, a

qualquer tempo, os débitos que venham a ser apurados.

§ 1º Quando aos efeitos e demais disposições sobre as certidões negativas observar-se-á o

regramento contido no Código Tributário Nacional.

§ 2º São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:

a) A obtenção de certidões negativas ou positivas, para defesa de direitos e

esclarecimentos de situações de interesse pessoal.

TÍTULO XI

DO PROCESSO TRIBUTÁRIO

Capítulo I

DO PROCEDIMENTO CONTENCIOSO

SEÇÃO I

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 240 O processo tributário por meio de procedimento contencioso, terá início:

I - com lavratura do auto de infração ou notificação de lançamento;

II - com a lavratura do termo de apreensão de livros ou documentos fiscais;

III - com a impugnação pelo sujeito passivo, do lançamento ou ato administrativo dele

decorrente.

Art. 241 O início do procedimento tributário exclui a espontaneidade do sujeito passivo em

relação aos atos anteriores, e independentemente de intimação, das demais pessoas

envolvidas nas infrações verificadas.

163
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 242 O auto da infração, lavrado por servidor público competente com precisão e

clareza, sem entrelinhas, emendas ou rasuras, deverá conter:

I - o local, a data e a hora da lavratura;

II - o nome, o estabelecimento e o domicílio do autuado e das testemunhas, se houver;

III - o número da inscrição do autuado no cadastro fiscal do Município ou, na ausência

deste, no cadastro fiscal federal CPF ou CNPJ;

IV - a descrição do fato que constitui a infração e circunstâncias pertinentes;

V - a citação expressa do dispositivo legal infringido e do que fixe penalidade;

VI - o cálculo do valor dos tributos e das multas.

VII - a referência aos documentos que serviram de base à lavratura do auto;

VIII - a intimação para a realização do pagamento dos tributos e respectivos acréscimos

legais ou apresentação de impugnação dentro do prazo previsto no artigo 245;

IX - a assinatura do autuante e a indicação do seu cargo;

X - a assinatura do autuado, ou de seu representante legal ou ainda, a menção da

circunstância de que os mesmos não puderam ou se recusaram a assinar;

§ 1º As incorreções ou omissões verificadas no auto de infração não constituem motivo de

nulidade do processo desde que do mesmo constem elementos suficientes para a

determinação da infração e da pessoa do infrator.

§ 2º Havendo reformulação ou alteração do auto de infração será devolvido ao

contribuinte autuado e, restabelecido o prazo de defesa previsto nesta Lei.

§ 3º A assinatura do autuado deverá ser lançada simplesmente no auto ou sob o protesto,

e em nenhuma hipótese implicará em confissão, nem a sua falta ou recusa, em nulidade

do auto de infração ou sua agravação.

Art. 243 Da lavratura do auto de infração será intimado:

I - pessoalmente, mediante a entrega de cópia do auto da infração, ao próprio autuado,

seu representante legal ou mandatário, com assinatura de recebimento do original;

II - por via postal, remetendo-se a cópia do auto de infração, com aviso de recebimento

datado e firmado pelo destinatário ou pessoa do seu domicílio;

164
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

III - por publicação, ou meio de divulgação local, na sua íntegra ou de forma resumida,

quando resultarem inexitosos os meios referidos nos incisos anteriores.

Art. 244 A notificação de lançamento conterá:

I - a qualificação do sujeito passivo notificado;

II - a menção ao fato gerador da obrigação tributária, com o seu respectivo fundamento

legal;

III - o valor do tributo e o prazo para recolhimento ou impugnação;

IV - a disposição legal infringida e a penalidade correspondente, se for o caso;

V - a assinatura do servidor público competente, com a indicação de seu cargo.

Art. 245 O sujeito passivo poderá impugnar a exigência fiscal, independentemente de

prévio depósito, dentro do prazo de vinte dias, a contar da data da notificação de

lançamento, da data da lavratura do auto de infração ou da data do termo de apreensão

de livros ou documentos fiscais, mediante defesa por escrito, alegando, de uma só vez,

toda a matéria que entender útil e juntando os documentos comprobatórios de suas

razões.

Parágrafo Único. A impugnação que terá efeito suspensivo instaura a fase contraditória do

procedimento.

Art. 246 A autoridade fazendária determinará, de ofício ou a requerimento do sujeito

passivo, a realização de diligências, quando entendê-las necessárias, fixando-lhes prazo, e

indeferirá as que considerar prescindíveis, impraticáveis ou protelatórias.

Parágrafo Único. Se a diligência resultar ônus para o sujeito passivo, relativamente ao

valor impugnado, será reaberto o prazo para oferecimento de nova reclamação ou

aditamento da primeira.

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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 247 A impugnação encaminhada fora do prazo previsto no artigo 163, quando

deferida, não excluirá o contribuinte do pagamento dos acréscimos previstos em lei,

incidentes sobre o valor corrigido, quando for o caso, a partir da data inicialmente prevista

para o recolhimento do tributo.

SEÇÃO II

DO JULGAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, DOS RECURSOS E DO

JULGAMENTO DE SEGUNDA INSTÂNCIA

Art. 248 Preparado o processo, a Fazenda Municipal proferirá despacho, por escrito, no

prazo máximo de noventa dias, em que resolverá todas as questões debatidas e

pronunciará a procedência ou improcedência do auto de infração ou da reclamação.

Parágrafo Único. Do despacho será notificado o sujeito passivo autuado,

Art. 249 As decisões de qualquer instância tornam-se definitivas, uma vez esgotado o

prazo legal sem interposição de recurso, salvo se sujeitas a recurso de ofício.

Art. 250 Na hipótese da impugnação ser julgada, definitivamente, improcedente, os

lançamentos dos tributos e penalidades impagos serão objeto dos acréscimos legais de

multa, de juros moratórios e correção monetária, a partir da data dos respectivos

vencimentos, quando cabíveis.

§ 1º O sujeito passivo poderá evitar, no todo ou em parte, a aplicação dos acréscimos

referidos no "caput", desde que efetue o pagamento dos valores exigidos até a decisão da

primeira instância.

§ 2º No caso de decisão final favorável, no todo ou em parte, ao sujeito passivo, serão

restituídas a este, dentro do prazo de trinta dias, contados da decisão final, e na proporção

do que lhe for cabível, as importâncias referidas no parágrafo anterior, corrigidas

monetariamente a partir da data em que foi efetuado o pagamento.

166
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo II

DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS

SEÇÃO I

DO PROCEDIMENTO DE CONSULTA

Art. 251 Ao sujeito passivo ou seu representante legal é assegurado o direito de consulta

sobre interpretação e aplicação da legislação tributária, desde que formulada antes da

ação fiscal e em obediência às normas estabelecidas.

Art. 252 A consulta será dirigida à autoridade fazendária, com a apresentação clara e

precisa do caso concreto e de todos os elementos indispensáveis ao entendimento da

situação de fato, instruída, se necessário, com a juntada de documentos.

Parágrafo Único. Nenhum procedimento fiscal será promovido, em relação a espécie

consultada, contra o sujeito, nas seguintes hipóteses:

a) durante a tramitação da consulta;

b) posteriormente, quando proceda em estrita observância à solução fornecida à consulta

e elementos informativos que a instruíram.

Art. 253 A autoridade fazendária dará solução à consulta, por escrito, no prazo de trinta

dias contados de sua apresentação.

Art. 254 Do despacho proferido em processo de consulta não caberá recurso.

Art. 255 A resposta à consulta será vinculante para a Fazenda Pública, salvo se fundada em

elementos inexatos fornecidos pelo consulente.

167
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO II

DO PROCEDIMENTO DE RESTITUIÇÃO

Art. 256 O contribuinte terá direito, à restituição total ou parcial do tributo, nos casos

previstos no Código Tributário Nacional, observadas as condições ali fixadas.

Art. 257 A restituição total ou parcial de tributos abrangerá, também, na mesma

proporção, os acréscimos que tiverem sido recolhidos, salvo os referentes a infrações de

caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição.

§ 1º As importâncias objeto de restituição serão corrigidas monetariamente com base nos

mesmos índices utilizados para os débitos fiscais.

§ 2º A incidência da correção monetária e dos juros observará como termo inicial, para fins

de cálculo, a data do efetivo pagamento.

Art. 258 As restituições dependerão de requerimento da parte interessada, dirigido ao

titular da Fazenda.

Parágrafo Único. Para os efeitos do disposto neste artigo, serão anexados ao

requerimento os comprovantes do pagamento efetuado, os quais poderão ser

substituídos, em caso de extravio, por um dos seguintes documentos:

I - certidão em que conste o fim a que se destina, passada à vista do documento existente

nas repartições competentes;

II - certidão lavrada por serventuário público, em cuja repartição estiver arquivado

documento;

Art. 259 Atendendo à natureza e ao montante do tributo a ser restituído, poderá a Fazenda

Municipal propor que a restituição do valor se processe mediante a compensação com

crédito do Município, cabendo a opção ao contribuinte.

168
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 260 Quando a dívida estiver sendo paga em prestações, o deferimento do pedido de

restituição somente desobriga o contribuinte ao pagamento das parcelas vincendas, a

partir da data da decisão definitiva na esfera administrativa, sem prejuízo do disposto no

artigo anterior.

TÍTULO XII

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 261 O valor do tributo será o valor do lançamento, para pagamento de uma só vez, no

mês de competência.

§ 1º Mês de competência, para os efeitos deste artigo, é o mês estabelecido para

pagamento do tributo pelo valor lançado em quota única.

§ 2º Nos casos em que a lei autoriza pagamento parcelado do título, as parcelas serão

calculadas dividindo-se o valor lançado pelo número de parcelas, vencendo-se a primeira

na data estabelecida para pagamento em quota única.

§ 3º Todas as parcelas, no ato do lançamento, serão expressas no valor decorrente da

aplicação do disposto no parágrafo anterior e convertidas em equivalentes unidades ou

frações do valor do Padrão Tributário Municipal vigente, prevalecendo, para fins de

pagamento, nas respectivas datas de vencimento o valor atualizado.

Art. 262 Os valores dos débitos de natureza tributária e não tributária, vencidos e exigíveis,

inscritos ou não em dívida ativa, serão corrigidos monetariamente, considerando-se o

índice de variação do Padrão Tributário Municipal, calculado a partir do dia seguinte à data

do vencimento da obrigação até o dia anterior ao do seu pagamento, sem prejuízo da

multa e juros previstos.

Parágrafo Único. Estabelecendo a União outro índice para a correção dos débitos fiscais e

tributários, tal índice será adotado no Município, mediante autorização legislativa.

169
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 263 O pagamento dos tributos fora do prazo determina:

I - correção monetária pelo PTM (Padrão Tributário Municipal);

II - juros de um por cento ao mês, após trinta dias do vencimento, calculado sobre o valor

corrigido;

III - multa de zero virgula dezessete por cento ao dia até o limite de cinco por cento

calculado sobre o valor corrigido.

Parágrafo Único. Decorridos três meses do vencimento da obrigação tributária, sem o seu

pagamento, o respectivo valor, acrescido das demais incidências poderá ser inscrito dívida

ativa.

Art. 264 Os prazos fixados nesta Lei serão contínuos e fatais, excluindo-se na sua

contagem o dia do início e incluindo-se o do vencimento.

Parágrafo Único. Os prazos só se iniciam e vencem em dia útil e de expediente normal da

repartição em que tenha curso o processo ou deva ser praticado o ato.

Art. 265 O valor do PTM (Padrão Tributário Municipal), para fins do disposto neste código é

de R$ 41,29 (quarenta e um reais e vinte e nove centavos).

Parágrafo Único. O valor referido no "caput" desse artigo poderá ser atualizado

mensalmente, trimestralmente, semestralmente ou anualmente por ato do Poder

Executivo, com base nos índices do IGPM (FGV), ou por outro índice oficial que venha

subtituí-lo.

170
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

TÍTULO XIII

DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 266 O Poder Executivo Municipal regulamentará no prazo de noventa dias a aplicação

desta Lei.

Art. 267 São integrantes desta lei os anexos I aXIII e as tabelas explicativas I a X.

Art. 268 Ficam expressamente revogadas as seguinte Leis: Lei nº 1505 de 31 de dezembro
de 1975, Lei nº 0052 de 29 de novembro de 1983, Lei nº 0061 de 23 de dezembro de 1983,
Lei nº 0066 de 24 de maio de 1984, Lei nº 0123 de 23 de abril de 1985, Lei nº 0212 de 02 de
dezembro de 1986, Lei nº 0271 de 29 de dezembro de 1987, Lei nº 0284 de 31 de
dezembro de 1987, Lei nº 0315 de 08 de dezembro de 1988, Lei nº 0322 de 24 de
dezembro de 1988, Lei nº 0323 de 24 de dezembro de 1988, Lei nº 333 09 de março de
1989, Lei nº 0337 de 10 de março de 1989, Lei nº 0340 de 10 maio de 1989, Lei 0376 de 24
de outubro de 1989, Lei 430 19 de junho de 1990, Lei nº 0432 de 21 de junho de 1990, Lei
nº 0467 de 17 de outubro de 1990, Lei nº 0481 de 10 de dezembro de 1990, Lei nº 0482 de
10 de dezembro de 1990, Lei nº 0571 de 17 de dezembro de 1991, Lei nº 0580 de 19 de
fevereiro de 1992, Lei 0607 de 04 de novembro de 1992, Lei nº 0608 de 04 de novembro de
1992, Lei nº 0627 de 04 de novembro de 1992, Lei nº 694 de 29 de setembro de 1993, Lei
nº 0711 de 29 de novembro de 1993, Lei nº 0739 de 29 de dezembro de 1993, Lei 741 03
de janeiro de 1994, Lei 0821 de 20 de dezembro de 1994, Lei 0830 de 30 de dezembro de
1994, Lei nº 0834 de 30 de dezembro de 1994, Lei nº 0843 de 30 de dezembro de 1994,
Lei 0902 de 25 de outubro de 1995, Lei nº 0903 de 25 de outubro de 1995, Lei nº 0933 de
29 de dezembro de 1995, Lei nº 950 de abril de 1996, Lei nº 0964 de 18 de junho de 1996,
Lei nº 0996 de 12 de novembro de 1996, Lei nº 1002 de 02 de dezembro de 1996, Lei
nº 1005 de 02 de dezembro de 1996, Lei nº 1014 de janeiro de 1997, Lei nº 1038 de 21 de
março de 1997, Lei nº 1104 de 02 de dezembro de 1997, Lei 1114 de 18 de dezembro de
1997, Lei nº 1117 de 02 de janeiro de 1998, Lei nº 1237 de 29 de dezembro de 1998, Lei
nº 1244 de 07 de janeiro de 1999, Lei 1251 de 18 de janeiro de 1999, Lei nº 1414 de 30 de
dezembro de 1999, Lei nº 1420 de 20 de janeiro de 2000, Lei nº 1510 de 29 de novembro
de 2000, Lei nº 1625 de 18 de outubro de 2001, Lei nº 1667 de 20 de dezembro de 2001,
Lei nº 1680 de 31 de dezembro de 2001, Lei nº 1694 de 18 de janeiro de 2002, Lei
nº 1704 de 20 de março de 2002, Lei nº 1712 de 15 de abril de 2002, Lei nº 1784 de 06 de
novembro de 2001, Lei nº 1864 de 10 de junho de 2003 e legislação correlata.

171
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

4. LEI ORGÂNICA MUNICIPAL


E SUAS ATUALIZAÇÕES ATÉ A DATA DE PUBLICAÇÃO DO EDITAL.
LEI ORGÂNICA

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE CAPÃO DA CANOA/RS.

TÍTULO I

DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL

Capítulo I

DISPOSLÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O Município de Capão da Canoa, parte integrante da República Federativa do Brasil

e do Estado do Rio Grande do Sul, organiza-se autônomo em tudo que respeite o seu

peculiar interesse, regendo-se por esta Lei Orgânica e demais leis que adotar, respeitados

os princípios estabelecidos nas Constituições Federal e Estadual.

Art. 2º São Poderes do Município, independentes: o Legislativo e Executivo.

§ 1º É vedada a delegação de atribuições entre os Poderes.

§ 2º O cidadão investido na função de um deles não pode exercer a de outro.

Art. 3º É mantido o atual território do Município, cujos limites só podem ser alterados nos

termos da Legislação Estadual.

Art. 4º São símbolos do Município: a Bandeira e o Brasão já instituídos e assegurada a

instituição dos demais por lei.

172
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 5º A autonomia do Município se expressa:

I - pela eleição direta dos Vereadores, que compõem o Poder Legislativo Municipal;

II - pela eleição direta do Prefeito e Vice-Prefeito que compõem o Poder Executivo

Municipal;

III - pela administração própria, no que respeite o seu peculiar interesse.

Capítulo II

DA COMPETÊNCIA

Art. 6º Compete ao Município, no exercício de sua autonomia:

I - organizar-se administrativamente, observadas as legislações federal e estadual;

II - decretar suas leis, expedir decretos e atos relativos aos assuntos de peculiar interesse;

III - administrar seus bens, adquiri-los, aceitar doações, legados e heranças;

IV - desapropriar, por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, nos casos

previstos em lei;

V - conceder e permitir os serviços públicos locais e os que lhe sejam concernentes;

VI - organizar os quadros e estabelecer o regime jurídico de seus servidores;

VII - elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, estabelecendo normas de

edificações, de loteamentos, de zoneamento, bem como diretrizes urbanísticas

convenientes à ordenação de seu território, a ser aprovado por lei;

VIII - estabelecer normas de prevenção e controle da poluição sonora, do meio ambiente,

do espaço aéreo e das águas;

IX - conceder e permitir os serviços de transporte coletivo, táxis, e outros, fixando suas

tarifas, itinerários, pontos de estacionamento e paradas;

X - regulamentar a utilização dos logradouros públicos, sendo vedada a concessão a

particulares, exceto em casos especiais aprovados por lei, e sinalizar as faixas de

rolamento e zonas de silêncio;

XI - disciplinar os serviços de carga e descarga e a fixação de tonelagem máxima permitida;

XII - estabelecer certidões administrativas necessárias à realização de seus serviços;

173
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

XIII - regulamentar e fiscalizar a instalação e funcionamento dos elevadores;

XIV - disciplinar a limpeza dos logradouros públicos, a remoção do lixo domiciliar e dispor

sobre a prevenção de incêndio;

XV - licenciar estabelecimentos industriais, comerciais, de prestação de serviços e outros;

cassar alvarás de licença dos que se tornarem danosos à saúde, à higiene, ao bem-estar

público e aos bons costumes;

XVI - fixar os feriados municipais, bem como o horário de funcionamento das repartições

públicas municipais;

XVII - legislar sobre o serviço funerário e cemitérios, fiscalizando os que pertencerem a

entidades particulares;

XVIII - interditar edificações em ruínas ou em condições de insalubridade e fazer demolir

construções que ameacem a segurança coletiva;

XIX - regulamentar a fixação de cartazes, anúncios, emblemas e quaisquer outros meios de

publicidade e propaganda;

XX - regulamentar e fiscalizar as competições esportivas, os espetáculos e os divertimentos

públicos;

XXI - legislar sobre a apreensão e depósito de semoventes, mercadorias e móveis em geral,

no caso de transgressão de leis e demais atos municipais, bem como a destinação das

coisas e bens apreendidos;

XXII - legislar sobre serviços públicos e regulamentar os processos de instalação,

distribuição e consumo de água, gás, luz e energia elétrica e todos os demais serviços de

caráter e uso coletivo;

XXIII - os atos municipais são legislativos e administrativos e sua publicação é obrigatória,

sempre que criem, modifiquem, restrinjam ou extingam direitos;

XXIV - a obrigatoriedade da publicação aplica-se:

a) às leis, decretos legislativos e resoluções;

b) aos decretos e editais;

XXV - as publicações a que se refere o inciso anterior far-se-ão em jornal local, mesmo

havendo imprensa oficial.

174
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 7º O Município pode celebrar convênios com a União, Estado e Municípios, mediante

autorização da Câmara Municipal, para a execução de suas leis, serviços e decisões, bem

como para executar encargos análogos dessas esferas.

§ 1º Os convênios podem visar à realização de obras ou à exploração de serviços públicos

de interesse comum.

§ 2º Pode, ainda, o Município, através de convênios ou consórcios com outros Municípios

da mesma comunidade sócio-econômica, criar entidades intermunicipais para a realização

de obras, atividades ou serviços específicos de interesse comum, devendo os mesmos

serem aprovados por leis dos Municípios que deles participem.

§ 3º É permitido delegar, entre o Estado e o Município, também por convênio, os serviços

de competência concorrente, assegurados os recursos necessários.

Art. 8º Compete, ainda, ao Município, concorrentemente com a União, ou o Estado, ou

supletivamente a eles:

I - zelar pela saúde, higiene, segurança e assistência públicas;

II - promover o ensino, a educação e a cultura;

III - estimular o melhor aproveitamento da terra, bem como as defesas contra as formas

de exaustão do solo;

IV - abrir e conservar estradas e caminhos e determinar a execução de serviços públicos;

V - promover a defesa sanitária vegetal e animal, a extinção de insetos e animais daninhos;

VI - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural,

os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;

VII - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e outros bens

de valor histórico, artístico e cultural;

VIII - amparar a maternidade, a infância e os desvalidos, coordenando e orientando os

serviços no âmbito do Município;

IX - estimular a educação e a prática esportiva;

X - proteger a juventude contra toda a exploração, bem como contra os fatores que

possam conduzi-la ao abandono físico, moral e intelectual;

175
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

XI - tomar as medidas necessárias para restringir a mortalidade e a morbidez infantis, bem

como medidas que impeçam a propagação de doenças transmissíveis;

XII - incentivar o comércio, a indústria, a agricultura, o turismo e outras que visem ao

desenvolvimento econômico;

XIII - fiscalizar a produção, a conservação, o comércio e o transporte dos gêneros

alimentícios, destinados ao abastecimento público;

XIV - regulamentar e exercer outras atribuições não vedadas pelas Constituições Federal e

Estadual.

Art. 9º São tributos da competência municipal:

I - Imposto sobre:

a) propriedade predial e territorial urbana;

b) transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por

natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem

como cessão de direitos à sua aquisição;

c) venda a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel e gás de cozinha;

d) serviços de qualquer natureza, exceto os de competência estatal definidos em lei

complementar federal.

II - Taxas;

III - Contribuições de melhoria.

Parágrafo Único - Na cobrança dos impostos mencionados no item I, aplicam-se as regras

constantes do artigo 156, §§ 2º e 3º e o disposto no artigo 150, inciso I da Constituição

Federal.

176
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 10 São isentos do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) os detentores do

domínio a qualquer título de imóvel residencial e que percebem a título de aposentadoria

e/ou pensão valor igual ou inferior a 2 (dois) salários mínimos.

Parágrafo Único - Para efeitos deste artigo, entende-se residencial o imóvel utilizado pelo

beneficiário para sua residência e de sua família com ânimo definitivo.

Art. 11 Pertence ainda ao Município a participação no produto da arrecadação dos

impostos da União e do Estado, prevista na Constituição Federal, e outros recursos que lhe

sejam conferidos.

Art. 12 Ao Município é vedado:

I - permitir ou fazer uso de estabelecimento gráfico, jornal, estação de rádio, televisão,

serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de comunicação de sua propriedade para

propaganda político-partidária ou fins estranhos à Administração;

II - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhes o exercício ou

manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança;

III - contrair empréstimo externo sem prévia autorização da Câmara Municipal;

IV - instituir ou aumentar tributos sem que a lei o estabeleça.

Capítulo III

DO PODER LEGISLATIVO

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 13 O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal de Vereadores.

177
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 14 A Câmara Municipal de Vereadores reunir-se-á, independente de número, em

sessão extraordinária, na sede do Município, no dia 1º de janeiro do 1º ano de cada

legislatura sob a presidência do Vereador mais votado dentre os presentes, para dar posse

aos Vereadores, Prefeito e ao Vice-Prefeito, bem como eleger sua Mesa, a Comissão

Representativa e as Comissões Permanentes desse ano.

§ 1º O Vereador que não tomar posse na sessão prevista neste artigo, deverá fazê-lo no

prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de perda do mandato, salvo motivo justo aceito pela

Câmara.

§ 2º No ato da posse e ao término do mandato os Vereadores deverão fazer declaração de

seus bens, a qual será transcrita em livro próprio, constando de ata o seu resumo.

§ 3º O Vereador está sujeito aos impedimentos, proibições e responsabilidades

enumeradas nas Constituições Federal e Estadual e na legislação ordinária.

Art. 15 A Câmara Municipal de Vereadores reunir-se-á independente de convocação, na

sede do Município, em sessão legislativa ordinária no período compreendido entre 1º de

março a 15 de julho e de 1º de agosto a 31 de dezembro de cada ano, ficando, nas datas

não compreendidas, a Câmara em recesso e sendo atendida pela Comissão

Representativa.

Parágrafo Único - Durante a sessão legislativa ordinária, a Câmara funciona no mínimo

uma vez por semana.

Art. 16 No término de cada sessão legislativa ordinária, exceto a última da legislatura, são

eleitas a Mesa e as Comissões para a sessão subseqüente.

Art. 17 A convocação extraordinária da Câmara cabe ao seu Presidente, à maioria absoluta

de seus membros, à Comissão Representativa ou ao Prefeito.

§ 1º Nas sessões legislativas extraordinárias a Câmara somente pode deliberar sobre a

matéria da convocação.

178
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 2º Para as reuniões extraordinárias a convocação dos Vereadores será pessoal e ou por

escrito, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas.

Art. 18 Na composição da Mesa e das Comissões será assegurada, tanto quanto possível, a

representação proporcional dos partidos.

Art. 19 A Câmara Municipal funciona com a presença, no mínimo, da maioria de seus

membros, e as deliberações são tomadas por maioria de votos dos presentes, salvo os

casos previstos nesta Lei Orgânica e no Regimento Interno.

§ 1º Quando se tratar da votação do Plano Diretor, do orçamento, do empréstimo, de

auxílio à empresa, de concessão de privilégios e de matéria que verse sobre interesse

particular, além de outros referidos por esta Lei e pelo Regimento Interno, o número

mínimo prescrito é de dois terços de seus membros, e as deliberações são tomadas pelo

voto da maioria absoluta dos Vereadores.

§ 2º O Presidente da Câmara vota somente quando houver empate, quando a matéria

exigir presença de dois terços e, nas votações secretas.

Art. 20 As sessões da Câmara são públicas, e o voto é aberto.

Parágrafo Único - O voto é secreto somente nos casos previstos nesta Lei Orgânica.

Art. 21 A prestação de contas do Município, referente à gestão financeira de cada exercício,

será encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado, até 31 de março do ano seguinte.

Parágrafo Único - As contas do Município ficarão à disposição de qualquer contribuinte, a

partir da data da remessa das mesmas ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do

Sul, pelo prazo de 60 (sessenta) dias.

179
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 22 Anualmente, dentro de 60 (sessenta) dias do início da sessão legislativa, a Câmara

receberá, em sessão especial, o Prefeito, que informará, através de relatório, o estado em

que se encontram os assuntos municipais.

Parágrafo Único - Sempre que o Prefeito manifestar propósito de expor assuntos de

interesse público, a Câmara o receberá em sessão previamente designada.

Art. 23 A Câmara Municipal ou suas comissões, a requerimento da maioria de seus

membros, pode convocar Secretários Municipais, titulares de autarquias ou de instituições

de que participe o Município, para comparecerem perante elas a fim de prestarem

informações sobre assunto previamente designado e constante da convocação.

§ 1º Três (3) dias úteis antes do comparecimento deverá ser enviada à Câmara exposição

em torno das informações solicitadas.

§ 2º Independentemente de convocação, quando o Secretário ou Diretor desejarem

prestar esclarecimentos ou solicitar providências legislativas a qualquer Comissão, esta

designará dia e hora para ouvi-lo.

Art. 24 A Câmara pode criar Comissão Parlamentar de Inquérito sobre fato determinado,

nos termos do Regimento Interno, a requerimento de, no mínimo, um terço de seus

membros.

SEÇÃO II

DOS VEREADORES

Art. 25 Os vereadores, eleitos na forma da lei, gozam de garantias que a mesma lhes

assegura, pelas suas opiniões, palavras e votos proferidos no exercício do mandato.

180
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 26 É vedado ao vereador:

I - Desde a expedição do diploma:

a) celebrar contrato com a administração pública, salvo quando o contrato obedecer a

cláusulas uniformes;

b) aceitar ou exercer cargo em comissão do Município ou de entidade autárquica,

sociedade de economia mista, empresa pública ou concessionária.

II - Desde a posse:

a) ser diretor, proprietário ou sócio de empresa beneficiada com privilégio, isenção ou

favor, em virtude de contrato com a administração pública municipal;

b) exercer outro mandato público eletivo.

Art. 27 Sujeita-se à perda do mandato o vereador que:

I - infringir qualquer das disposições estabelecidas no artigo anterior;

II - utilizar-se do mandato para a prática de atos de corrupção, de improbidade

administrativa ou atentatório às instituições vigentes;

III - proceder de modo incompatível com a dignidade da Câmara ou faltar com o decoro na

sua conduta pública;

IV - faltar a um décimo das sessões ordinárias e/ou extraordinárias, salvo a hipótese

prevista no inciso V;

V - as ausências não serão consideradas faltas quando acatadas pelo Plenário;

VI - fixar domicílio eleitoral fora do Município.

Parágrafo Único - É objeto de disposições regimentais o rito a ser seguido nos casos deste

artigo, respeitada a legislação estadual e federal.

Art. 28 O vereador investido no cargo de Secretário Municipal, ou Diretoria equivalente,

não perde o mandato, desde que se afaste do exercício da vereança.

181
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 29 Nos casos do artigo anterior e nos de licença, de legítimo impedimento e de vaga

por morte ou renúncia, o vereador será substituído pelo suplente, convocado nos termos

da lei.

Parágrafo Único - O legítimo impedimento, deve ser reconhecido pela própria Câmara e o

vereador declarado impedido será considerado como em pleno exercício de seu mandato,

sem direito à remuneração, com a convocação do suplente.

Art. 30 A remuneração dos Vereadores será fixada sob forma de subsídio, em parcela

única, por lei de iniciativa da Câmara Municipal, revisada no mês de junho de cada sessão

legislativa.

§ 1º Os Vereadores perceberão a título de subsídio, na razão de, no máximo, 75% (setenta

e cinco por cento) daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados Estaduais, desde

que não ultrapasse a 5% (cinco por cento) da receita, efetivamente arrecadada pelo

município.

Art. 31 O servidor público eleito vereador deve optar entre a remuneração do respectivo

cargo e a da vereança, se não houver compatibilidade de horários.

Parágrafo Único - Havendo compatibilidade de horários perceberá a remuneração do

cargo e à inerente ao mandato da vereança.

Art. 32 O vereador é inviolável por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato

na circunscrição do Município ou quando estiver fora do âmbito territorial, desde que em

representação do Poder Legislativo.

Parágrafo Único - Os vereadores têm livre acesso aos órgãos da administração direta e

indireta do Município, mesmo sem prévio aviso, sendo-lhes devidas todas as informações

necessárias.

182
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO III

DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL

Art. 33 Compete à Câmara Municipal, com a sanção do Prefeito:

I - legislar sobre todas as matérias atribuídas ao Município pelas Constituições da União e

do Estado, e por esta Lei Orgânica;

II - votar:

a) o Plano Plurianual;

b) as diretrizes orçamentárias;

c) orçamentos anuais;

d) as metas prioritárias;

e) o plano de auxílio e subvenções.

III - decretar leis;

IV - legislar sobre tributos de competência municipal;

V - legislar sobre a criação e extinção de cargos e funções do Município, bem como fixar e

alterar vencimentos e outras vantagens pecuniárias;

VI - votar leis que disponham sobre a alienação e aquisição de bens móveis e imóveis;

VII - legislar sobre a concessão de serviços públicos do Município;

VIII - legislar sobre a concessão e permissão de uso de próprios municipais;

IX - dispor sobre a divisão territorial do Município, respeitada a legislação federal e

estadual;

X - criar, alterar, reformar ou extinguir órgãos públicos do Município;

XI - deliberar sobre empréstimos e operações de crédito, bem como a forma e os meios de

seu pagamento, com prazo máximo de satisfação até o final de cada legislatura;

XII - transferir, temporária ou definitivamente, a sede do Município, quando o interesse

público o exigir;

XIII - cancelar, nos termos de lei, a dívida ativa do Município, autorizar a suspensão de sua

cobrança e a relevação de ônus e juros.

183
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 34 É de competência exclusiva da Câmara Municipal:

I - eleger sua Mesa, elaborar seu Regimento Interno e dispor sobre sua organização e

polícia;

II - propor a criação e extinção dos cargos de seu quadro de pessoal e serviços, dispor

sobre o provimento dos mesmos, bem como fixar e alterar seus vencimentos e outras

vantagens;

III - emendar a Lei Orgânica ou reformá-la;

IV - representar, pela maioria de seus membros, para efeito de intervenção no Município;

V - autorizar convênios e contratos do interesse municipal;

VI - exercer a fiscalização da administração financeira e orçamentária do Município, com o

auxílio do Tribunal de Contas do Estado, e julgar as contas do Prefeito;

VII - sustar atos do Poder Executivo que exorbitem da sua competência, ou se mostrem

contrários ao interesse público;

VIII - fixar a remuneração de seus membros, do Vice-Prefeito e do Prefeito;

IX - autorizar o Prefeito a afastar-se do Município por mais de dez (10) dias ou do Estado

por qualquer tempo;

X - convocar qualquer Secretário, titular de autarquia ou de instituição de que participe o

Município, para prestar informações sobre assunto previamente determinado, num prazo

máximo de 15 dias, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação

adequada;

XI - mudar, temporária ou definitivamente, a sua sede;

XII - solicitar informações por escrito ao Executivo;

XIII - dar posse ao Prefeito, bem como declarar extinto o seu mandato nos casos previstos

em lei;

XIV - conceder licença ao Prefeito;

XV - suspender a execução, no todo ou em parte, de qualquer ato, resolução ou

regulamento municipal, que haja sido, pelo Poder Judiciário, declarado infringente à

Constituição, à Lei Orgânica ou às Leis;

XVI - criar Comissão Parlamentar de Inquérito;

184
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

XVII - propor ao Prefeito a execução de qualquer obra ou medida que interesse à

coletividade ou ao serviço público;

XVIII - fixar o número de vereadores para a legislatura seguinte, até 120 (cento e vinte) dias

da respectiva eleição.

XIX - fixar a remuneração dos Secretários Municipais, na razão de, no máximo, 75%

(setenta e cinco por cento) do subsídio do Vereador.

XX - Os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e Secretários Municipais serão revisados,

anualmente, na mesma data da revisão dos subsídios dos Vereadores.

Parágrafo Único - No caso de não ser fixado o número de vereadores no prazo previsto do

inciso XVIII, será mantida a composição da legislatura em curso.

SEÇÃO IV

DA COMISSÃO REPRESENTATIVA

Art. 35 A Comissão Representativa funciona no recesso da Câmara Municipal e tem as

seguintes atribuições:

I - zelar pelas prerrogativas do Poder Legislativo;

II - zelar pela observância da Lei Orgânica;

III - autorizar o Prefeito a se ausentar do Município e do Estado;

IV - convocar extraordinariamente a Câmara;

V - tomar medidas urgentes de competência da Câmara Municipal.

Parágrafo Único - As normas relativas ao desempenho das atribuições da Comissão

Representativa são estabelecidas no Regimento Interno da Câmara.

Art. 36 A Comissão Representativa, constituída por número ímpar de Vereadores, é

composta pela Mesa e pelos demais membros eleitos com os respectivos suplentes.

§ 1º A Presidência da Comissão Representativa cabe ao Presidente da Câmara, cuja

substituição se faz na forma regimental.

185
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 2º O número de membros eleitos da Comissão Representativa deve perfazer, no mínimo,

a maioria absoluta da Câmara, observada, quanto possível, a proporcionalidade de

representação partidária.

Art. 37 A Comissão Representativa deve apresentar relatório dos trabalhos por ela

realizados, quando do reinicio do período de funcionamento ordinário da Câmara.

SEÇÃO V

DAS LEIS E DO PROCESSO LEGISLATIVO

Art. 38 O processo legislativo compreende a elaboração de:

I - emendas à Lei Orgânica;

II - leis ordinárias;

III - decretos legislativos;

IV - resoluções.

Art. 39 São, ainda, entre outras, objeto de deliberação da Câmara Municipal, na forma do

Regimento Interno:

I - autorizações;

II - indicações;

III - requerimentos;

IV - pedido de Providências;

V - pedido de Informações.

Art. 40 A Lei Orgânica pode ser emendada mediante proposta:

I - de Vereadores;

II - do Prefeito;

III - dos eleitores do Município.

186
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 1º No caso do item I, a proposta deverá ser subscrita, no mínimo, por um terço dos

membros da Câmara Municipal.

§ 2º No caso do item III, a proposta deverá ser subscrita no mínimo, por cinco por cento

dos eleitores do Município.

Art. 41 Em qualquer dos casos do artigo anterior, a proposta será discutida e votada em

duas sessões, dentro de sessenta dias, a contar de sua apresentação ou recebimento, e

ter-se-á por aprovada quando obtiver em ambas as votações, dois terços dos votos dos

membros da Câmara Municipal.

Art. 42 A Emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara, com o respectivo

número de ordem.

Art. 43 A iniciativa das leis municipais, salvo nos casos de competência exclusiva, cabe a

qualquer Vereador, ao Prefeito ou ao eleitorado, que a exercerá em forma de moção

articulada, subscrita, no mínimo, por cinco por cento do eleitorado do Município.

Art. 44 No início ou em qualquer fase da tramitação de projeto de lei de iniciativa exclusiva

do Prefeito, este poderá solicitar à Câmara Municipal que aprecie no prazo de quarenta e

cinco dias a contar do pedido.

§ 1º Se a Câmara Municipal não se manifestar sobre o projeto, no prazo estabelecido no

"caput" deste artigo, será este incluído na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberação

sobre os demais assuntos, para que se ultime a votação.

§ 2º Os prazos deste artigo e seus parágrafos não correrão nos períodos de recesso da

Câmara Municipal.

187
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 45 A requerimento de Vereador, os projetos de lei, decorridos trinta dias de seu

recebimento, serão incluídos na Ordem do Dia, mesmo sem parecer.

Parágrafo Único - O projeto somente pode ser retirado da Ordem do Dia a requerimento

do autor, aprovado pelo plenário.

Art. 46 O projeto de lei com parecer contrário de todas as Comissões é tido como

rejeitado.

Art. 47 A matéria constante de projeto de lei rejeitado ou não sancionado, assim como a

de proposta de emenda à Lei Orgânica, rejeitada ou havida por prejudicada, somente

poderá constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta

da maioria absoluta dos membros da Câmara.

Art. 48 Os projetos de lei aprovados pela Câmara Municipal serão enviados ao Prefeito

que, aquiescendo, os sancionará.

§ 1º Se o Prefeito julgar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao

interesse público, vetálo-á, total ou parcialmente, dentro de quinze dias úteis, contados

daquele que o recebeu, comunicando os motivos do veto ao Presidente da Câmara, dentro

de 48 horas.

§ 2º Vetado o projeto e devolvido à Câmara, será ele submetido, dentro de trinta dias,

contados da data de seu recebimento, com ou sem parecer, à discussão única,

considerando-se aprovado se, em votação secreta, obtiver o voto favorável da maioria

absoluta da Câmara, caso em que será enviado ao Prefeito, para promulgação.

§ 3º O veto parcial somente abrangerá texto integral do artigo, parágrafo, inciso ou alínea.

§ 4º O silêncio do Prefeito, decorrido o prazo de que trata o parágrafo primeiro, importa

em sanção, cabendo ao Presidente da Câmara promulgá-lo.

§ 5º Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no parágrafo segundo, o veto será

apreciado na forma do Art. 41.

188
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 6º Não sendo a lei promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Prefeito, nos casos

dos §§ 2º e 4º deste artigo, o Presidente da Câmara a promulgará em igual prazo.

Art. 49 Nos casos do art. 35, incisos III e IV, considerar-se-á, com a votação da redação final,

encerrada a elaboração do Decreto ou Resolução, cabendo ao Presidente da Câmara a sua

promulgação.

Art. 50 O Código de Obras, o Código de Posturas, o Código Tributário, a Lei do Plano

Diretor, a Lei do Meio Ambiente, o Código Sanitário, o Código de Ensino, a Lei de

Loteamentos e o Estatuto dos Funcionários Públicos, bem como suas alterações, somente

serão aprovados pelo voto da maioria absoluta dos membros do Poder Legislativo.

§ 1º Dos projetos previstos no "caput" deste artigo, bem como das respectivas exposições

de motivos, antes de submetidos à discussão da Câmara, será dada divulgação com a

maior amplitude possível.

§ 2º Dentro de quinze (15) dias, contados da data em que se publicarem os projetos

referidos no parágrafo anterior, qualquer entidade da Sociedade Civil Organizada poderá

apresentar emendas ao Poder Legislativo.

Capítulo IV

DO PODER EXECUTIVO

SEÇÃO I

DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO

Art. 51 O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários do

Município.

189
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 52 O Prefeito e o Vice-Prefeito serão eleitos para mandato de quatro (04) anos,

devendo a eleição realizarse até noventa (90) dias antes do término do mandato daqueles

a quem devam suceder.

Art. 53 O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse na Sessão Solene de instalação da

Câmara Municipal, após a posse dos Vereadores e, prestarão o compromisso de manter,

defender e cumprir a Constituição, observar as Leis e administrar o Município, visando ao

bem geral dos munícipes.

Parágrafo Único - Se o Prefeito ou o Vice-Prefeito não tomar posse, decorridos 10 (dez)

dias da data fixada, salvo motivo de força maior, o cargo será declarado vago.

Art. 54 O Vice-Prefeito substituirá o Prefeito em seus impedimentos e ausências e suceder-

lhe-á no caso de vaga.

Parágrafo Único - Em caso de impedimento do Prefeito ou do Vice-Prefeito, ou vacância

dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Chefia do

Executivo Municipal o Presidente, o Vice-Presidente e o 1º Secretário da Câmara Municipal.

Art. 55 Vagando os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á eleição noventa (90) dias

depois de aberta a última vaga.

Parágrafo Único - Ocorrendo a vacância após cumpridos 3/4 (três quartos) do mandato do

Prefeito, a eleição para ambos os cargos será feita trinta (30) dias depois da última vaga,

pela Câmara Municipal de Vereadores.

190
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO II

DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO

Art. 56 Compete privativamente ao Prefeito:

I - representar o Município em juízo e fora dele;

II - nomear e exonerar os secretários municipais, os diretores de autarquias e

departamentos, além de titulares de instituições de que participe o Município, na forma da

Lei;

III - iniciar o processo legislativo na forma e nos casos previstos nesta lei;

IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e

regulamentos para a sua fiel execução;

V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;

VI - dispor sobre a organização e o funcionamento da Administração Municipal, na forma

da lei;

VII - declarar a utilidade ou necessidade pública, ou o interesse social, de bens para fins de

desapropriação ou servidão administrativa;

VIII - expedir atos próprios de sua atividade administrativa;

IX - contrair a prestação de serviços e obras, observado o processo licitatório;

X - planejar e promover a execução dos serviços públicos municipais;

XI - prover os cargos públicos e expedir os demais atos referentes à situação funcional dos

servidores;

XII - enviar ao Poder Legislativo o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes

orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta lei;

XIII - prestar, anualmente, ao Poder Legislativo, dentro de noventa (90) dias, após a

abertura do ano legislativo, as contas referentes ao exercício anterior e remetê-las, em

igual prazo, ao Tribunal de Contas do Estado;

XIV - prestar à Câmara Municipal, dentro de 15 (quinze) dias, as informações solicitadas,

sobre fatos relacionados ao Poder Executivo e sobre matéria legislativa em tramitação na

Câmara, ou sujeita à fiscalização do Poder Legislativo;

191
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

XV - colocar à disposição da Câmara Municipal, dentro de 15(quinze) dias de sua

requisição, as quantias que devam ser despendidas, de uma só vez, e, até o dia 25(vinte e

cinto) de cada mês, a parcela correspondente ao duodécimo de sua dotação;

XVI - resolver, sobre os requerimentos, reclamações ou representações que lhe forem

dirigidos em matéria da competência do Executivo Municipal;

XVII - oficializar, obedecidas as normas urbanísticas aplicáveis, as vias e logradouros

públicos;

XVIII - aprovar projetos de edificações e planos de loteamento, arruamento e zoneamento

urbano ou para fins urbanos;

XIX - solicitar o auxílio da polícia do Estado, para a garantia de cumprimento de seus atos;

XX - revogar atos administrativos por razões de interesse público e anulá-los por vício de

legalidade,

bservado o devido processo legal;

XXI - administrar os bens e as rendas municipais, promover o lançamento, a fiscalização e

a arrecadação de tributos;

XXII - providenciar sobre o ensino público;

XXIII - propor ao Poder Legislativo o arrendamento, o aforamento ou a alienação de

próprios municipais,

em como a aquisição de outros;

XXIV - propor a divisão administrativa do município de acordo com a lei.

Art. 57 O Vice-Prefeito, além das atribuições que lhe são próprias, poderá exercer outras

estabelecidas em lei.

192
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO III

DA RESPONSABILIDADE DO PREFEITO

Art. 58 Importam responsabilidades os atos do Prefeito ou do Vice-Prefeito que atentem

contra a Constituição Federal e Constituição Estadual e, especialmente:

I - o livre exercício dos poderes constituídos;

II - o exercício dos direitos individuais, políticos e sociais;

III - a probidade na administração;

IV - a Lei Orçamentária;

V - o cumprimento das leis e das decisões judiciais;

VI - o meio ambiente e o patrimônio histórico, artístico e cultural do município.

Parágrafo Único - O processo e julgamento do Prefeito e do Vice-Prefeito, obedecerão, no

que couber, ao disposto no Artigo 86 da Constituição Federal.

SEÇÃO IV

DOS SECRETÁRIOS DO MUNICÍPIO

Art. 59 Os Secretários do Município, de livre nomeação e demissão pelo Prefeito, são

escolhidos dentre brasileiros maiores de idade, no gozo dos direitos políticos e estão

sujeitos, desde a posse, às mesmas incompatibilidades e proibições estabelecidas para os

Vereadores, no que couber.

Art. 60 Além das atribuições fixadas em lei ordinária, compete aos Secretários do

Município:

I - orientar, coordenar e executar as atividades dos órgãos e entidades da administração

municipal, na área de sua competência;

II - referendar os atos e decretos do Prefeito e expedir instruções para a execução das leis,

decretos e regulamentos relativos aos assuntos de suas Secretarias;

193
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

III - apresentar ao Prefeito, relatório anual dos serviços realizados por suas Secretarias;

IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhes forem delegadas pelo Prefeito.

Parágrafo Único - Os decretos, atos e regulamentos referentes aos serviços autônomos

serão subscritos pelo Secretário da Administração.

Art. 61 Aplica-se aos titulares de autarquias e de instituições, de que participe o Município,

o disposto nesta Seção, no que couber.

Capítulo V

DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

Art. 62 São servidores do Município todos quantos percebem remuneração pelos cofres

municipais.

Art. 63 O Quadro de Servidores pode ser constituído de classes, carreiras funcionais ou de

cargos isolados, classificados dentro de um sistema ou, ainda, dessas formas conjugadas,

de acordo com a lei.

Parágrafo Único - O sistema de promoções obedecerá, alternadamente, ao critério de

antigüidade e merecimento, este avaliado objetivamente.

Art. 64 É destinado 3% (três por cento) das vagas, no mínimo, no quadro de Pessoal da

Prefeitura Municipal aos deficientes físicos.

Art. 65 Os cargos, empregos e funções públicas municipais são acessíveis a todos os

brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei.

Parágrafo Único - A investidura em cargo ou emprego público, bem como nas instituições

de que participe o Município, depende de aprovação prévia em concurso público de

provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão,

declarados em lei, de livre nomeação e exoneração.

194
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 66 São estáveis, após dois anos de exercício, os servidores nomeados por concurso.

Art. 67 Os servidores estáveis perderão o cargo em virtude de sentença judicial ou

mediante processo administrativo, em que lhes sejam assegurada ampla defesa.

Parágrafo Único - Invalidada, por sentença, a demissão, o servidor será reintegrado e,

quem lhe ocupava o lugar, exonerado ou, se detinha outro cargo, a este reconduzido sem

direito à indenização.

Art. 68 Ficará em disponibilidade remunerada, com vencimentos proporcionais ao tempo

de serviço, o servidor estável cujo cargo for declarado extinto ou desnecessário pelo órgão

a que servir, podendo ser aproveitado em cargo compatível, a critério da Administração.

Art. 69 O tempo de serviço público federal, estadual ou de outros municípios é computado

integralmente para efeitos de aposentadoria e disponibilidade.

Art. 70 Ao servidor em exercício de mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:

I - tratando-se de mandato eletivo federal ou estadual, ficará afastado de seu cargo,

emprego ou função;

II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-

lhe facultado optar pela sua remuneração;

III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as

vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo

eletivo e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;

IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu

tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por

merecimento;

V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão

determinados como se no exercício estivesse.

195
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 71 Lei Municipal definirá os direitos dos servidores do Município e acréscimos

pecuniários por tempo de serviço, assegurada a licença-prêmio por decênio.

Art. 72 É vedada:

I - a remuneração dos cargos, de atribuições iguais ou assemelhadas, do Poder Legislativo,

superior a dos cargos do Poder Executivo, ressalvadas as vantagens de caráter individual e

as relativas à natureza e ao local de trabalho.

II - a vinculação ou equiparação, de qualquer natureza para efeito de remuneração do

pessoal do Município;

III - a participação de servidores no produto da arrecadação de tributos e multas, inclusive

da dívida ativa;

IV - a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade

de horários:

a) a de dois cargos de professor;

b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;

c) a de dois cargos privativos de médico.

Parágrafo Único - A proibição de acumular estende-se a cargos, funções ou empregos em

autarquias e outras instituições de que faça parte o Município.

Art. 73 O Município instituirá regime jurídico único e planos de carreira para os servidores

da administração pública direta. das autarquias e das fundações públicas.

Art. 74 O servidor será aposentado na forma definida na Constituição Federal.

Art. 75 O Município responderá pelos danos que seus agentes, nessa qualidade causarem

a terceiros, sendo obrigatório o uso de ação regressiva contra o responsável nos casos de

dolo ou culpa na forma da Constituição Federal.

196
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 76 É vedada, a quantos prestem serviços ao Município, atividade político-partidária nas

horas e locais de trabalho.

Art. 77 É garantido ao servidor público municipal o direito à livre associação sindical.

Capítulo VI

DOS CONSELHOS MUNICIPAIS

Art. 78 Os Conselhos Municipais são órgãos governamentais, que têm finalidade auxiliar a

administração na orientação, planejamento, interpretação e julgamento de matéria de sua

competência.

Art. 79 A lei especificará as atribuições de cada Conselho, sua organização, composição,

funcionamento, forma de nomeação de titular e suplente e prazo de duração do mandato.

Art. 80 Os Conselhos Municipais são compostos por um número ímpar de membros,

observando, quando for o caso, a representatividade da administração, das entidades

públicas, classistas e da sociedade civil organizada.

Parágrafo Único - São reconhecidos oficialmente no Município os seguintes Conselhos:

a) Conselho Municipal de Educação;

b) Conselho Municipal de Entorpecentes;

c) Conselho de Apoio e Assistência à Adolescência e Infância;

d) Conselho Municipal Pró - Segurança;

e) Conselho Municipal de Meio Ambiente.

197
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo VII

DOS ORÇAMENTOS

Art. 81 Leis de iniciativa do Poder Executivo Municipal estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá as diretrizes, objetivos e metas da

administração pública municipal para as despesas de capital e de outras delas decorrentes

e, para as relativas aos programas de duração continuada.

§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da

administração pública municipal, incluindo as despesas de capital para o exercício

financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual e disporá sobre

as alterações na legislação tributária.

§ 3º O Poder Executivo publicará, até 30 (trinta) dias após o encerramento de cada

semestre, relatório da execução orçamentária.

§ 4º Os planos e programas serão elaborados em consonância com o plano plurianual e

apreciados pelo Poder Legislativo Municipal.

§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:

I - o orçamento fiscal referente aos poderes do Município, órgãos e entidades da

administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder

Público Municipal;

II - o orçamento de investimento das empresas em que o Município, direta ou

indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;

III - o orçamento da seguridade social.

§ 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo do efeito, sobre as

receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de

natureza financeira ou tributária.

198
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

§ 7º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à

fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para a abertura de

créditos suplementares e contratação de operações de créditos, inclusive por antecipação

de receita, nos termos da lei.

§ 8º A abertura de créditos suplementares prevista no parágrafo anterior, não poderá

exceder a 30% (trinta por cento) da receita orçada.

Art. 82 Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei

orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados,

conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia autorização

legislativa.

Art. 83 São vedados:

I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;

II - a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos

orçamentários ou adicionais;

III - a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de

capital, ressalvadas as autorizações mediante créditos suplementares ou especiais com

finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a

destinação de recursos para a manutenção e desenvolvimento do ensino e a prestação de

garantias às operações de crédito por antecipação de receita;

V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem

indicação dos recursos correspondentes;

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de

programação para outra, ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;

VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;

199
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos do município para

suprir necessidades ou cobrir déficit de empresas ou qualquer entidade de que o

município participe;

IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.

§ 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser

iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob

pena de crime de responsabilidade.

§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que

forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos 04 (quatro)

meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão

incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.

Art. 84 Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os

créditos suplementares e especiais, destinados ao Poder Legislativo, ser-lhe-ão entregues

até o dia 25 de cada mês.

Art. 85 A despesa com pessoal ativo e inativo não poderá exceder os limites estabelecidos

em lei.

Parágrafo Único - A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a

criação de cargos ou alterações de estrutura de carreira, bem como a admissão de pessoal

a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive

fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, só poderão ser feitas:

I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa

de pessoal e, aos acréscimos dela decorrentes;

II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as

empresas públicas e as sociedades de economia mista.

Art. 86 As despesas com publicidade dos Poderes do Município deverão ser objeto de

dotação orçamentária específica.

200
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 87 Os projetos de lei sobre o plano plurianual, diretrizes orçamentárias e orçamentos

anuais serão enviados pelo Prefeito ao Poder Legislativo, nos seguintes prazos:

I - O projeto de lei do plano plurianual, até 30 de junho do primeiro ano do Mandato do

Prefeito;

II - o projeto das diretrizes orçamentárias, anualmente, até 30 de junho;

III - os projetos de lei dos orçamentos anuais, até 31 de outubro de cada ano.

Art. 88 Os projetos de lei de que trata o artigo anterior, após a apreciação pelo Poder

Legislativo, deverão ser encaminhados para sanção, nos seguintes prazos:

I - o projeto de lei do plano plurianual até 30 de setembro do primeiro ano de mandato do

Prefeito e o projeto de lei das diretrizes orçamentárias, até 31 de agosto de cada ano;

II - os projetos de lei dos orçamentos anuais, até 15 de dezembro de cada ano.

Parágrafo Único - Não atendidos os prazos estabelecidos no presente artigo, os projetos

nele previstos serão promulgados como lei.

Art. 89 Caso o Prefeito não envie o projeto do orçamento anual no prazo legal, o Poder

Legislativo adotará como projeto de lei orçamentária a Lei do Orçamento em vigor, com a

correção das respectivas rubricas pelos índices oficiais da inflação verificada nos doze

meses imediatamente anteriores a 31 de outubro.

201
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

TÍTULO II

DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL

Capítulo I

DA ORDEM ECONÔMLCO-SOCIAL

Art. 90 Na organização de sua economia, em cumprimento do que estabelecem a

Constituição Federal e Estadual, o Município zelará pelos seguintes princípios:

I - promoção do bem-estar do homem com o fim essencial da produção e do

desenvolvimento econômico;

II - valorização econômica e social do trabalho e do trabalhador, associada a uma política

de expansão das oportunidades de emprego e de humanização do processo social de

produção, com a defesa dos interesses do povo;

III - democratização do acesso à propriedade dos meios de produção;

IV - planificação do desenvolvimento, determinante para o setor público e indicativo para o

setor privado;

V - integração e descentralização das ações públicas setoriais;

VI - proteção da natureza e ordenação territorial;

VII - resguardo das áreas de usufruto perpétuo dos índios e das que lhes pertencem a

justo título;

VIII - condenação dos atos de exploração do homem pelo homem e de exploração

predatória da natureza, considerando-se juridicamente ilícito e moralmente indefensável

qualquer ganho individual ou social auferido com base neles;

IX - integração das ações do Município com as da União e do estado, no sentido de garantir

a segurança social, destinadas a tornar efetivos os direitos ao trabalho, à educação, à

cultura, ao desporto, ao lazer, à saúde, à habitação e à assistência social;

X - estímulo à participação da comunidade, através de organizações representativas dela;

XI - preferência dos projetos de cunho comunitário nos financiamentos públicos e

incentivos fiscais.

202
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LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 91 A intervenção do Município no domínio econômico dar-se-á por meios previstos em

lei, para orientar e estimular a produção, corrigir distorções da atividade econômica e

prevenir abusos do poder econômico.

Parágrafo Único - No caso de ameaça ou efetiva paralização de serviço ou atividade

essencial por decisão patronal, pode o Município intervir, tendo em vista o direito da

população ao serviço ou atividade, respeitada a legislação federal e estadual e os direitos

dos trabalhadores.

Art. 92 Na organização de sua economia, o Município combaterá a miséria, o

analfabetismo, o desemprego, a propriedade improdutiva, a marginalização do indivíduo,

o êxodo rural, a economia predatória e todas as formas de degradação da condição

humana.

Art. 93 Lei Municipal definirá normas de incentivo às formas associativas e cooperativas, às

pequenas e micro unidades econômicas e às empresas que estabelecerem participação

dos trabalhadores nos lucros e na sua gestão.

Art. 94 O Município organizará sistemas de programas de prevenção e socorro nos casos

de calamidade pública em que a população tenha ameaçados os seus recursos, meios de

abastecimento e/ou de sobrevivência.

Art. 95 Os planos de desenvolvimento econômico do Município, terão o objetivo de

promover a melhoria da qualidade de vida da população, a distribuição eqüitativa da

riqueza produzida, o estímulo à permanência do homem no campo e o desenvolvimento

social e econômico sustentável.

Art. 96 Os investimentos do Município atenderão, em caráter prioritário, as necessidades

básicas da população, e deverão estar compatibilizados com o plano de desenvolvimento

econômico.

203
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo II

DA HABITAÇÃO

Art. 97 O plano plurianual do Município e seu orçamento anual contemplarão

expressamente recursos destinados ao desenvolvimento de uma política habitacional de

interesse social, compatível com os programas estaduais dessa área.

Art. 98 O Município promoverá programas de interesse social destinados a facilitar o

acesso da população à habitação priorizando:

I - a regularização fundiária;

II - a dotação de infra-estrutura básica e de equipamentos sociais;

III - a implantação de empreendimentos habitacionais.

Parágrafo Único - O Município apoiará a construção de moradias populares realizadas

pelos próprios interessados, por cooperativas habitacionais e outras formas alternativas.

Capítulo III

DA POLÍTICA URBANA

Art. 99 Na elaboração do planejamento e na ordenação de usos, atividades e funções de

interesses sociais, o Município visará a:

I - melhorar a qualidade de vida da população;

II - promover a definição e a realização da função social da propriedade urbana;

III - promover a ordenação territorial, integrando as diversas atividades e funções urbanas;

IV - prevenir e corrigir as distorções do crescimento urbano;

V - distribuir benefícios e encargos do processo de desenvolvimento do Município, inibindo

a especulação imobiliária, os vazios urbanos e a excessiva concentração urbana;

204
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

VI - promover a integração, racionalização e otimização da infra-estrutura urbana básica,

priorizando os aglomerados de maior densidade populacional e as populações de menor

renda;

VII - impedir as agressões ao meio ambiente, estimulando ações preventivas e corretivas;

VIII - preservar os sítios, as edificações e os monumentos de valor histórico, artístico e

cultural.

IX - promover o desenvolvimento econômico local;

X - preservar as zonas de proteção de aeródromos e aeroportos, de acordo com a

legislação pertinente.

Art. 100 O parcelamento do solo para fins urbanos, deverá estar inserido em área urbana

ou de expansão urbana a ser definida em Lei Municipal.

Art. 101 Na aprovação de qualquer projeto para a construção de conjuntos habitacionais,

o Município exigirá aos incorporadores o cumprimento da Lei de Loteamento do

Município.

Parágrafo Único - A lei estabelecerá os equipamentos mínimos necessários à implantação

de conjuntos habitacionais de interesse social.

Art. 102 O Município assegurará a participação das entidades comunitárias e

representativas de sociedade civil organizada legalmente constituídas, na definição do

plano diretor e das diretrizes gerais de ocupação do território, bem como na elaboração e

implementação dos planos, programas e projetos que lhes sejam concernentes.

205
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo IV

DA AGROPECUÁRIA E CONSUMO

Art. 103 O Município, no desempenho de sua organização econômica, planejará e

executará políticas voltadas para a agricultura e o abastecimento, especialmente quanto:

I - ao desenvolvimento da propriedade em todas as suas potencialidades, a partir da

vocação e da capacidade de uso do solo, levada em conta a proteção ao meio ambiente;

II - ao fomento à produção agropecuária e a de alimentos de consumo interno;

III - ao incentivo à agroindústria;

IV - ao incentivo ao cooperativismo, ao sindicalismo e ao associativismo. O Município

incentivará estas organizações com a finalidade específica de procurar a aquisição de

produtos básicos alimentícios com maiores vantagens para os seus associados. A relação

de produtos e a viabilidade para esse fim, será de competência de Lei Ordinária.

Capítulo V

DA EDUCAÇÃO, CULTURA, DESPORTO, LAZER, TURISMO, E

RECREAÇÃO

SEÇÃO I

DA EDUCAÇÃO

Art. 104 É gratuito o ensino nas escolas públicas municipais.

Art. 105 Compete ao Município articulado com o Estado recensear os educandos para o

ensino fundamental e fazer-lhes a chamada anualmente.

Parágrafo Único - Transcorridos 10 (dez) dias úteis do pedido de vaga, incorrerá em

responsabilidade administrativa a autoridade municipal competente que não garantir, ao

interessado devidamente habilitado, o acesso à escola fundamental.

206
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 106 É assegurado aos pais, professores, alunos e funcionários organizarem-se em

todos os estabelecimentos municipais de ensino, através de associações, grêmios e outras

formas.

Parágrafo Único - Será responsabilizada a autoridade educacional que embaraçar ou

impedir a organização ou funcionamento das entidades referidas neste artigo.

Art. 107 Os estabelecimentos públicos municipais de ensino estarão à disposição da

comunidade através de programações organizadas em comum.

Art. 108 Os recursos públicos destinados à educação serão aplicados no ensino público,

podendo também ser dirigidos às escolas comunitárias.

Parágrafo Único - Não existindo vagas escolares para o ensino fundamental na rede

pública municipal, poderão os recursos públicos ser aplicados em bolsas de estudo em

rede privada para garantir o estudo das crianças.

Art. 109 É vedado ao Município concessão de bolsas de estudo a crianças com residência

fora da área geográfica do Município.

Art. 110 Lei ordinária implantará o plano de carreira do magistério municipal.

Art. 111 É dever do Município fomentar e amparar o desporto, o lazer e recreação, com

direito de todos, observado:

I - a promoção prioritária do desporto educacional, em termos de recursos humanos,

financeiros e materiais em suas atividades, meio e fim;

II - a dotação de instalações esportivas e recreativas para as instituições escolares públicas;

III - a garantia de condições para a prática de educação física, do lazer e do esporte ao

deficiente físico, sensorial e mental.

207
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 112 O Município definirá formas de participação na política de combate ao uso de

entorpecentes, objetivando a educação preventiva e a assistência e recuperação dos

dependentes de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou

psíquica.

Art. 113 Lei Municipal estabelecerá normas de construção dos logradouros e dos edifícios

de uso público, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência

física.

Parágrafo Único - O Poder Executivo Municipal adaptará os logradouros e edifícios

públicos ao acesso de deficientes físicos.

Art. 114 É reconhecido o Conselho Municipal de Educação, como órgão consultivo e

normativo, do Sistema Municipal de Ensino, com as suas atribuições, composição e

funcionamento regulados por lei.

Art. 115 Instituiu-se a obrigatoriedade de ser incluído no currículo do ensino público

municipal, com regulamentação posterior, de matéria versando sobre turismo/veraneio

respectivamente, visando criar no Município e/ou Região Litorânea uma mentalidade

voltada para a vital importância do turista/veranista, para o desenvolvimento do Litoral.

Art. 116 Cabe ao Município através do Conselho Municipal de Educação, definir uma

política de Educação interligada com os programas da União e do Estado.

208
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

SEÇÃO II

DA CULTURA

Art. 117 O Município estimulará a cultura em suas múltiplas manifestações, garantindo o

pleno e efetivo exercício dos respectivos direitos, bem como o acesso às suas fontes,

apoiando e incentivando a produção, a valorização e a difusão das manifestações

culturais.

Parágrafo Único - O Município, com a colaboração da comunidade, protegerá o patrimônio

cultural, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamentos, desapropriações e

outras formas de acautelamento e preservação.

SEÇÃO III

DO TURISMO, LAZER E RECREAÇÃO

Art. 118 Lei Municipal estabelecerá uma política de turismo para o Município, definindo

diretrizes a observar nas ações públicas e privadas, como forma de promover o

desenvolvimento social e econômico.

Parágrafo Único - O Poder Executivo, elaborará inventário e regulamentação de uso,

ocupação e fruição dos bens naturais e culturais de interesse turístico, observadas as

competências da União e do Estado.

Art. 119 O Secretário de Turismo promoverá anualmente um Simpósio reunindo

representantes de Associações Comunitárias, de Balneários e outras que julgar

pertinentes, com a finalidade de debater e planejar os assuntos referentes à área

balneário-turística.

209
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Capítulo VI

DA SAÚDE E DO SANEAMENTO BÁSICO

Art. 120 Cabe ao Município definir uma política de saúde e de saneamento básico,

interligada com os programas da União e do Estado, com o objetivo de preservar a saúde

individual e coletiva.

Parágrafo Único - Os recursos repassados pelo Estado e destinados à saúde não poderão

ser utilizados em outras áreas.

Art. 121 A Saúde é direito de todos e dever do Poder Público, assegurada mediante

políticas sociais e econômicas que visem à eliminação de risco de doenças e de outros

agravos e ao acesso igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e

recuperação.

Art. 122 Para atingir esses objetivos o Município promoverá em conjunto com a União e o

Estado:

I - condições dignas de trabalho, saneamento, moradia, alimentação, educação, transporte

e lazer;

II - respeito ao meio ambiente e controle da poluição ambiental;

III - acesso universal e igualitário de toda a população às ações e serviços de promoção,

proteção e recuperação da saúde, sem qualquer discriminação.

Art. 123 As ações e serviços de saúde são de natureza pública, cabendo ao Poder Público

Municipal, sua normatização e controle.

Parágrafo Único - É vedada a cobrança ao usuário, sob qualquer título, pela prestação de

serviços de assistência à saúde mantidos pelo Poder Público ou serviços privados

contratados ou conveniados pelo Sistema único de Saúde (SUS).

210
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 124 As ações e serviços de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada do

Sistema único de Saúde no Município, observadas as seguintes diretrizes:

I - descentralização político-administrativa, com direção única;

II - integralidade na prestação de ações preventivas curativas e reabilitadoras, adequadas

às diversas realidades epidemiológicas;

III - universalização e eqüidade em todos os níveis de atenção à saúde, para a população

urbana e rural;

IV - participação, com poder decisório, das entidades populares representativas de

usuários e trabalhadores da saúde na formulação, gestão, controle e fiscalização das

políticas da saúde.

Art. 125 Ao Sistema Único de Saúde, no âmbito do Município, além de suas atribuições

inerentes, incumbe:

I - coordenar e integrar as ações e serviços municipais de saúde individual e coletiva;

II - definir as prioridades e estratégias regionais de promoção da saúde;

III - regulamentar, controlar e fiscalizar as ações e serviços públicos e privados de saúde;

IV - controlar e fiscalizar qualquer atividade e serviço quer comporte risco à saúde, à

segurança ou ao bem-estar físico e psíquico do indivíduo e da coletividade, bem como ao

meio ambiente;

V - fomentar a pesquisa, o ensino e o aprimoramento científico e tecnológico no

desenvolvimento da área da saúde;

VI - o planejamento e execução das ações de controle do meio ambiente e de saneamento

básico no âmbito do Município;

VII - realizar a vigilância sanitária, epidemiológica, toxicológica e farmacológica;

VIII - garantir a formação e funcionamento de serviços públicos de saúde, inclusive

hospitalares e ambulatoriais, visando a atender as necessidades regionais;

IX - a elaboração e atualização periódica do Plano Municipal de Saúde, em termos de

prioridades e estratégias municipais em consonância com o Plano Estadual de Saúde e de

acordo com as diretrizes da Comissão lnterinstitucional de Saúde (CIMS), aprovados em lei;

211
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

X - a elaboração e atualização da proposta orçamentária do SUS (Sistema Único de Saúde)

para o Município;

XI - a proposição de projetos de leis municipais que contribuam para viabilização e

concretização do SUS no Município;

XII - a administração do Fundo Municipal de Saúde;

XIII - a compatibilização e complementação das normas técnicas, padrões de controle e

fiscalização de procedimentos do Ministério da Saúde e da Secretaria do Estado da Saúde,

de acordo com a realidade municipal;

XIV - o planejamento e execução das ações de controle das condições e dos ambientes de

trabalho e dos problemas de saúde com eles relacionados;

XV - a formulação e implementação da política de recursos humanos na esfera municipal,

de acordo com a política nacional de desenvolvimento de recursos humanos para a saúde;

XVI - propiciar recursos educacionais e os meios científicos que assegurem o direito ao

planejamento familiar.

Art. 126 Fica reconhecida a CIMS (Comissão lnterinstitucional de Saúde) com ampla

representação da comunidade, para fixar as diretrizes, formar e controlar a execução da

Política Municipal de Saúde.

§ 1º A CIMS é composta pelas instituições públicas da área da saúde e representantes de

usuários, devendo a lei dispor sobre a sua organização e funcionamento.

§ 2º Os critérios de representação dos usuários será o de entidades representativas por

área geográfica de moradia e por inserção no mercado de trabalho.

Art. 127 As instituições privadas poderão participar de forma complementar do Sistema

Único de Saúde, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as

entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.

Art. 128 É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às

instituições privadas com fins lucrativos.

212
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 129 O Sistema Único de Saúde, no âmbito do Município, será financiado com recursos

do orçamento do Município, do Estado, da União, da Seguridade Social, além de outras

fontes.

§ 1º O conjunto dos recursos destinados às ações e serviços de saúde no Município,

constituem o Fundo Municipal de Saúde conforme lei municipal.

§ 2º O montante das despesas de saúde não será inferior a 15%(quinze por cento) das

despesas globais do orçamento anual do Município, computadas as transferências

constitucionais.

Capítulo VII

DO MEIO AMBIENTE

Art. 130 É dever do Município impedir as agressões ao meio ambiente estimulando ações

preventivas e corretivas.

Art. 131 O Município, através de lei, compatibilizará suas ações em defesa do meio

ambiente àquelas do Estado.

Art. 132 É vedado a instalação de indústrias poluentes no Município, considerando-se

como tais as reconhecidas ou determinadas pela Secretaria Estadual da Indústria e

Comércio, pelo Turismo e pelos órgãos competentes.

Art. 133 Toda a população residente ou temporária no Município tem o direito ao meio

ambiente saudável, que é do uso comum de todos os indivíduos e essencial à sadia

qualidade de vida e que se constitui na fonte geradora de economia local, impondo-se ao

Poder Público Municipal e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para a

presente e futuras gerações.

213
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Parágrafo Único - Para assegurar a efetivação desse direito incumbe ao Poder Público, em

articulação com órgãos estaduais e federais, e ainda quando for o caso com outros

municípios, objetivando a solução de problemas comuns relativos à proteção ambiental:

I - proteger o patrimônio ecológico do Município em que está incluído a praia oceânica,

dunas, lagoas, rios, arroios e demais cursos d`água de caráter permanente, assim como os

banhados, a flora e a fauna;

II - determinar a realização de estudo prévio de impacto ambiental, fiscalização de

atividades públicas ou privadas causadoras efetivas ou potenciais de alterações

significativas ao meio ambiente;

III - estruturar em consonância com o disposto na Legislação Estadual pertinente, a

administração integrada dos recursos naturais renováveis, participando da gestão da bacia

hidrográfica, que abrange as lagoas ltapeva, dos Quadros e seus afluentes, de forma

integrada com outros municípios;

IV - direcionar uma política urbana e um plano diretor de modo a contribuir com a

proteção do meio ambiente através da adoção de diretrizes adequadas de uso e ocupação

do solo urbano;

V - exigir nas licenças de parcelamentos, loteamento e localização que seja cumprida a

legislação de proteção ambiental emanada da União e do Estado;

VI - criar o Conselho Municipal de Meio Ambiente para formular a política ambiental do

Município, tendo entre outras competências a de decidir o licenciamento das atividades

utilizadoras dos recursos naturais, sendo um terço do mesmo composto de

representantes de órgãos públicos municipais, um terço de órgãos públicos estaduais e/ou

federais, associações de classe e conselhos profissionais e um terço de representantes de

associações ambientais legalmente constituídas, devendo a lei regulamentar o mandato e

a forma de eleição de seus membros;

VII - fomentar e auxiliar tecnicamente as associações de proteção ao meio ambiente

constituídas na forma de lei, respeitando sua independência e atuação;

VIII - fiscalizar o transporte e o armazenamento de substâncias químicas perigosas, de

agrotóxicos e biocidas;

214
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

IX - instituir o ensino de Ecologia, obrigatório em todos os estabelecimentos municipais de

ensino, enfatizando as condições ambientais locais e suas relações entre o meio ambiente,

a qualidade de vida e o turismo;

X - será criado um Departamento de Meio Ambiente, Parques e Jardins, vinculado ao Poder

Executivo Municipal, com a finalidade promover e administrar programas de proteção

ambiental e de paisagismo, bem como o planejamento, a execução e a conservação da

arborização urbana, de áreas verdes e jardins públicos, com a manutenção de um viveiro de

produção de mudas para atender as necessidades dos programas.

Capítulo VIII

DA ORDEM SOCIAL

Art. 134 A Segurança Social é garantida por um conjunto de ações do Estado, dos

Municípios e da Sociedade, destinadas a tornar efetivos os direitos ao trabalho, à

educação, à cultura, ao desporto, ao lazer, à saúde, à habitação e à assistência social,

assegurados ao indivíduo pela Constituição Federal, preservadas as peculiaridades locais.

§ 1º Será estimulada e valorizada a participação da população, através de organizações

representativas, na integração e controle da execução das ações mencionadas neste

artigo.

§ 2º Os projetos de cunho comunitário terão preferência nos financiamentos públicos e

nos incentivos fiscais, além de outros.

Art. 135 O Município por iniciativa ou juntamente com o Estado prestará assistência social,

visando, entre outros, aos seguintes objetivos:

I - proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice;

II - amparo aos carentes e desassistidos;

III - promoção da integração no mercado de trabalho;

IV - habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e promoção de sua

integração na vida social e comunitária.

215
VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 136 Conforme determina o artigo 193 da Constituição Estadual, é reconhecido a nível

municipal o Conselho Municipal de Entorpecentes (COMEN), cujas atribuições, composição

e funcionamento serão regulamentados por lei.

Art. 137 É reconhecido como órgão público o Conselho Municipal de Apoio e Assistência à

Adolescência e Infância (COMAAI), cuja composição, atribuições e funcionamento serão

regulados por lei.

Art. 138 É reconhecido como órgão público municipal o CONSEPRO (Conselho Pró-

Segurança), cuja composição, atribuições e funcionamento serão regulados por lei.

Art. 139 A não observância ao fiel cumprimento das finalidades e funcionamentos dos

Conselhos Municipais e a CIMS (Comissão lnterinstitucional de Saúde) determinará a

intervenção nos mesmos, por parte de uma Comissão Legislativa com proporcionalidade

partidária, formada para esse fim específico.

TÍTULO III

DAS DISPOSLÇÕES GERAIS E TRANSLTÓRLAS

Art. 1º O Projeto de lei do plano plurianual, previsto no artigo 81, inciso I, na atual

legislatura, deverá ser apresentado até 31 de outubro de 1990.

Art. 2º Lei Ordinária determinará, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a partir da

promulgação desta Lei Orgânica, as medidas legais e administrativas necessárias com fim

especial de conceder incentivos fiscais aos bares, restaurantes, hotéis e similares, postos

de abastecimento de combustíveis, farmácias, padarias e outros que a lei estabelecer que

permanecerem funcionando o ano todo.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 3º Existindo destinação de 5% (cinco por cento) do orçamento municipal para a

construção de um hospital local, determina-se que, imediatamente concluídas as obras,

seja reconhecido como Hospital Comunitário, e repassado a uma Entidade Mantenedora,

conforme critérios a serem elaborados pela Comissão Técnica da CIMS (Comissão

lnterinstitucional de Saúde) e o Poder Executivo, e posteriormente aprovado por Lei

Municipal.

Art. 4º Referente ao determinado no artigo 103, inciso IV, o Executivo Municipal terá o

prazo de 01 (um) ano a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica Municipal, para

apresentar a relação e a viabilidade dos produtos a serem distribuídos.

Art. 5º Até 180 (cento e oitenta) dias após a data de promulgação desta Lei Orgânica

Municipal, o Executivo deverá fazer entrega dos diferentes Códigos à apreciação do

Legislativo, para sua aprovação, tendo outros 180 (cento e oitenta) dias para seus

pareceres. O não cumprimento nos prazos determinará as sanções previstas em lei.

Parágrafo Único - O Município deverá instituir ou revisar as seguintes leis complementares

e subordinadas:

1) Código de Obras;

2) Código Sanitário;

3) Código de Posturas;

4) Código de Tributação Fiscal;

5) Estatuto do Funcionalismo Público;

6) Plano Diretor;

7) Lei de Loteamentos;

8) Código de Ensino;

9) Código do Meio Ambiente.

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VADEMECUM - CAPÃO DA CANOA
LEGISLAÇÃO COMUM A TODOS OS CARGOS

Art. 6º Até 180 (cento e oitenta) dias após a data da promulgação desta Lei Orgânica

Municipal, o Executivo deverá adaptar os logradouros e edifícios públicos ao acesso de

deficientes físicos, exceto os atuais prédios públicos onde funcionam as repartições

Estaduais ou Federais. O não cumprimento desta disposição determinará as sanções

previstas em lei.

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