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Aprendendo a Exportar

POR QUE EXPORTAR?


Por que Exportar > Por que Exportar

CONHEÇA AS VANTAGENS DA EXPORTAÇÃO


• A Diversificação de Mercados • Diminuição da Carga

• O Aumento da Produtividade Tributária

• Melhoria da Empresa
• Melhora da Qualidade do
Produto

Os avanços da tecnologia permitem comunicações imediatas com as mais distintas regiões do


planeta, possibilitando que os mais diversos negócios sejam efetuados, diariamente, com
empresas de variados e distantes países. No passado, a indústria nacional era protegida por
barreiras que hoje já não existem.

Isso faz com que empresas estrangeiras possam vir concorrer com as empresas brasileiras
dentro de nosso próprio país.

A internacionalização leva ao desenvolvimento da empresa, pois a obriga a modernizar-se, seja


para conquistar novos mercados, seja para preservar as suas posições no mercado interno.

Neste sentido, o comércio exterior adquire cada vez mais importância para o empreendedor que
queira realmente crescer, assim como para a economia brasileira, mediante o ingresso de
divisas e geração de emprego e renda.

DIVERSIFICAÇÃO DE MERCADOS

A estratégia de destinar uma parcela de sua produção para o mercado interno e outra para o
mercado externo permite que a empresa amplie sua base/carteira de clientes, o que significa
correr menos riscos, pois, quanto maior o número de mercados ela atingir, menos dependente
ela será.

A diversificação de mercado permite, ainda, que a sazonalidade do produto seja eliminada, isto
é, uma empresa que fabrica produtos voltados para o clima frio, poderá produzí-los o ano
inteiro, porque terá diferentes mercados onde vendê-los, e não dependerá somente das
estações nacionais.

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

Quando uma empresa começa a exportar, sua produção aumenta numérica e qualitativamente.
Isso ocorre devido a redução da capacidade ociosa existente, que é obtida por meio da revisão
dos processos produtivos.
Com o aumento da produção, naturalmente, aumenta também a capacidade de negociação para
a compra de matéria-prima. Com isso, o custo da fabricação das mercadorias tende a diminuir,
tornando-as mais competitivas e aumentando a margem de lucro.

MELHORA DA QUALIDADE DO PRODUTO

Outra vantagem bastante perceptível é a melhoria da qualidade do produto. Esta também tende
a aumentar, pois a empresa tem que adaptá-lo às exigências do mercado ao qual se destina, o
que a obriga a aperfeiçoá-lo.

Ao ingressarem no mercado internacional, as empresas adquirem tecnologia, pois os países


desenvolvidos exigem dos seus fornecedores normas e procedimentos que, com o tempo, são
internalizadas e passam a ser rotineiras e, assim, todos os seus negócios posteriores com o
exterior, ou com o mercado interno serão feitos dentro dessas normas.

A interação com novos mercados propicia o acesso a novas tecnologias.

As empresas exportadoras passam a adotar programas de qualidade e a desenvolver testes em


seus produtos, passando a implantar mecanismos que garantam sua qualidade, para evitar
problemas com os importadores, e até uma possível devolução da mercadoria.

DIMINUIÇÃO DA CARGA TRIBUTÁRIA

As empresas que exportam podem utilizar mecanismos que contribuem para uma diminuição
dos tributos que normalmente são devidos nas operações no mercado interno, são chamados de
Incentivos Fiscais.

Os Incentivos Fiscais são benefícios destinados a eliminar os tributos incidentes sobre os


produtos nas operações normais de mercado interno.

Quando se trata de uma exportação, é importante que o produto possa alcançar o mercado
internacional em condições de competir em preço e, por isso, ela pode compensar o
recolhimento dos impostos internos:

IPI - Os produtos exportados não sofrem incidência do Imposto Sobre Produtos


Industrializados;

ICMS - O Imposto Sobre circulação de Mercadorias e Serviços não incide sobre operações de
exportações;

COFINS - As receitas decorrentes da exportação, na determinação da base de cálculo da


Contribuição para Financiamento da Seguridade Social são excluídas;

PIS - As receitas decorrentes da exportação são isentas da contribuição para o Programa de


Integração Social;
IOF - As operações de câmbio vinculadas à exportação (serve também para outros bens e
serviços) têm alíquota zero no Imposto sobre Operações Financeiras;

MELHORIA DA EMPRESA

Geralmente, quando uma empresa passa a exportar ela obtém melhoras significativas, tanto
dentro da empresa (novos padrões gerenciais, novas tecnologias, novas formas de gestão,
qualificação da mão de obra, agregação de valor à marca) quanto fora (melhoria da imagem:
frente a clientes, fornecedores e concorrentes).

Ao tornar-se uma empresa exportadora, a sua imagem muda. O seu nome e a sua marca
passam a ser uma referência em relação à concorrência, e ela passa a ser vista como uma
empresa de produtos de qualidade.

Os compradores no exterior são bastante exigentes, e tanto os clientes quanto os fornecedores


sabem que a empresa que está exportando consegue colocar seu produtos no exterior graças ao
seu esforço em se tornar mais competitiva.

A empresa passa a gerar novos empregos, devido o aumento da produção, e os funcionários


passam a sentir orgulho de trabalhar em uma empresa que exporta seus produtos.

IDENTIFICANDO SEU MERCADO ALVO


Planejando a Exportação > Preparando-se para Exportar - Pesquisa de Mercado > Identificando seu

Mercado Alvo

PESQUISA DE MERCADO

O QUE É PESQUISA DE MERCADO?

A pesquisa de mercado é um estudo que tem como objetivo determinar as perspectivas de


venda do produto no mercado externo e indicar a maneira de se obter os melhores resultados.
Busca revelar se o produto poderá ser vendido a um preço razoável e em quantidade
satisfatória. Também permite analisar os mercados que oferecem melhores perspectivas, os
padrões de qualidade exigidos pelo mercado importador e o tempo necessário para se alcançar
o nível ideal de vendas.

A pesquisa de mercado é um investimento necessário que pode economizar dinheiro e fornecer


elementos essenciais para a aproximação com o mercado consumidor.

OBJETIVOS DA PESQUISA DE MERCADO:

• Selecionar mercados para a venda do produto;


• Identificar tendências e expectativas;

• Reconhecer a concorrência;

• Conhecer e avaliar oportunidades e ameaças.

Conhecer, na medida do possível, as características gerais do país-alvo é de grande utilidade na


hora de optar por esse ou aquele mercado. Estas características abrangem aspectos, tais como:
geografia, população, aspectos culturais, religiosos e econômicos, meios de transporte e
comunicações, organização política e administrativa.

SAIBA COMO IDENTIFICAR POTENCIAIS MERCADOS PARA EXPORTAÇÃO DO SEU PRODUTO:

Em primeiro lugar, você deve considerar cinco critérios básicos que auxiliam na seleção de
potenciais mercados para exportação:

FATORES GEOGRÁFICOS

Este critério para seleção de mercado é baseado nas muitas semelhanças entre o mercado
doméstico e o mercado-alvo, o que possibilita a expansão com um mínimo de necessidade de
adaptação. Logicamente, seus concorrentes no mercado doméstico terão as mesmas vantagens
que você.

FATORES SÓCIO-POLÍTICO

Nas exportações para países com os quais temos acordos comerciais, podemos obter vantagens
frente a concorrentes.

FATORES ECONÔMICOS

Como está a situação econômica do país-alvo? Qual o poder de compra do consumidor?

FATORES CULTURAIS

Até que ponto os hábitos das pessoas do mercado-alvo diferem do mercado doméstico? Existem
restrições religiosas? Práticas comerciais muito diferentes? Qual a imagem do Brasil no
mercado-alvo?

FATORES TECNOLÓGICOS

Atendimento aos padrões tecnológicos do mercado-alvo e design adequado estão entre os


pontos a serem observados.

Em seguida, você deverá previamente estabelecer as diretrizes de sua política comercial para o
produto.

Diretrizes de sua política comercial


A identificação prévia dos possíveis clientes pode ser feita por intermédio da internet, como
também por meio das informações fornecidas pelas câmaras de comércio, consulados e
embaixadas, federações de indústrias e outras entidades de classe.

Conheça as ferramentas e as Instituições que podem ajudá-lo na sua pesquisa de mercado.

• Brazil Tradenet

• Consultando tarifas no site da União Européia

• SECOM'S

• Embaixadas

• Escritórios de Representação do Ministério das Relações Exteriores


(MRE) no Brasil

• Feiras Internacionais

• ALICE WEB

• Portal do Exportador

• Radar Comercial

CÂMARAS DE COMÉRCIO

As câmaras de comércio são sociedades civis, sem fim lucrativo, constituídas com o aval oficial
do país que representam. Visam a estimular o comércio bilateral. Normalmente são fundadas
por empresários interessados em expandir o comércio com um determinado país e têm como
associados pessoas físicas e jurídicas em ambos os países.

IDENTIFICANDO SEU PRODUTO NO MERCADO INTERNACIONAL


Planejando a Exportação > Preparando-se para Exportar - Pesquisa de Mercado > Identificando seu Produto

no Mercado Internacional > Nomenclatura de Mercadorias

COMO IDENTIFICAR SEU PRODUTO

• Nomenclatura de Mercadorias • Nomenclatura Comum do

• Sistema Harmonizado Mercosul

NOMENCLATURA DE MERCADORIAS

O QUE É NOMENCLATURA DE MERCADORIAS ?

Nomenclatura é uma "linguagem" criada pelo homem para a identificação de mercadorias no


comércio internacional. Essa linguagem foi criada porque se tornou necessária a criação de um
sistema que pudesse facilitar o processo de troca comercial entre as nações,
independentemente de diferenças lingüísticas ou culturais.

Em decorrência dessa necessidade, foi elaborado um sistema para harmonizar a Designação e a


Codificação de Mercadorias, conhecido como "Sistema Harmonizado", ou simplesmente SH. Com
o advento do mercosul, foi criada a Nomenclatura Comum do Mercosul- NCM, composta de 8
dígitos e baseada no Sistema Harmonizado.

Na verdade, as mercadorias são identificadas por um conjunto de números, em ordem


crescente, de acordo com o seu grau de elaboração, ou seja, quanto maior a complexidade do
processo produtivo da mercadoria maior é seu número no Sistema Harmonizado.

Dessa forma, as mercadorias estão ordenadas de forma progressiva, iniciando com animais
vivos e terminando com as obras de arte, passando por matérias-primas e produtos semi-
elaborados. Quanto maior a participação do homem na elaboração da mercadoria, mais elevado
é o número do capítulo em que ela será classificada.

Para Fazer Pesquisa de Nomenclatura (NCM) Consulte os Seguintes Sites:

• MDIC - Ministerio do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior

• Brazil Trade Net

• Correio/Exporta Fácil

SISTEMA HARMONIZADO
Em 1985 foi introduzido o "Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de
Mercadorias", ou simplesmente "Sistema Harmonizado". Seu objetivo maior foi a criação de um
sistema único mundial de designação e de codificação de mercadorias, podendo ser utilizado na
elaboração das tarifas de direitos aduaneiros e de frete, das estatísticas do comércio de
importação e de exportação, de produção e dos diferentes meios de transporte de mercadorias,
entre outras aplicações.

O Sistema Harmonizado, conhecido como SH, é uma nomenclatura sistemática com a seguinte
estrutura:

• Lista ordenada de Posições e de Subposições, compreendendo 21 Seções, 96 Capítulos


e 1.241 Posições, subdivididas em Subposições. O Capítulo 77 foi reservado para utilização
futura do SH e os capítulos 98 e 99, para utilização das partes contratantes;

• Notas de Seção, de Capítulo e de Subposição;

• Seis Regras Gerais Interpretativas.

As mercadorias estão ordenadas de forma progressiva, de acordo com o seu grau de


elaboração, principiando pelos animais vivos e terminando com as obras de arte, passando por
matérias-primas e produtos semi-elaborados. Quanto maior a participação do homem na
elaboração da mercadoria, mais elevado é o número do capítulo em que ela será classificada.

O SH compreende 5.019 grupos ou categorias distintas de mercadorias identificadas por um


código de 6 dígitos. Os dois primeiros dígitos indicam o Capítulo. A Posição dentro do Capítulo é
identificada pelos quatro primeiros dígitos. O quinto dígito, denominado Subposição Simples (de
1º nível ou de 1 travessão), representa o desdobramento da Posição. O sexto dígito, Subposição
Composta (de 2º nível ou de 2 travessões), corresponde ao desdobramento da Subposição
Simples. Se o quinto e sexto dígitos forem iguais a zero, significa que não há desdobramento da
Posição. Se somente o sexto dígito for igual a zero, significa que não há desdobramento da
Subposição Simples em 2º nível.

NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL

O Sistema Harmonizado serviu de base para a elaboração de TEC (Tarifa Externa Comum),
utilizada pelos países-membros do Mercosul em relação a terceiros países. Além dos seis dígitos
do Sistema Harmonizado, a NCM acrescentou mais dois, denominados item e subitem. O item é
representado pelo sétimo dígito e o subitem pelo oitavo dígito. Tanto itens quanto subitens
desdobram-se de 0 a 9. Um zero em qualquer posição indica a ausência de desdobramentos.

ESTRUTURA DA NCM

• 21 Seções e 96 Capítulos contendo uma lista ordenada de Posições, Subposições, Itens


e Subitens;

• Seis Regras Gerais Interpretativas e uma Regra Complementar;


• Notas de Seção, de Capítulo, de Subposição e Complementares.

EXEMPLO PRÁTICO

A título de ilustração e para que o leitor se familiarize com uma tabela de classificação de
mercadorias, transcrevemos abaixo parte da Seção I, do Capítulo 1, da Tarifa Externa Comum
(TEC), incluindo códigos da NCM e da NALADI.

Clique aqui e confira

Para fazer pesquisa de NMC consulte os seguintes sites:

• MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

• BRAZILTRADE NET

• Correios/Exporta Fácil

BARREIRAS COMERCIAIS
Planejando a Exportação > Preparando-se para Exportar - Pesquisa de Mercado > Barreiras Comerciais

Embora não haja uma definição precisa para barreira comercial, esta pode ser entendida como
qualquer lei, regulamento, política, medida ou prática governamental que imponha restrições ao
comércio exterior.

Há duas categorias mais comuns de barreiras, quais sejam:

Barreiras tarifárias: que tratam de tarifas de importaçõesp, taxas diversas e valoração


aduaneira;

Barreiras não-tarifárias: que tratam de restrições quantitativas, licenciamento de importação,


procedimentos alfandegários, Medidas Antidumping,
Medidas Compensatórias,Subsídios,Medidas de Salvaguarda e medidas sanitárias e
fitossanitárias. Dentre estas últimas encontram-se as barreiras técnicas, que são mecanismos
utilizados com fins protecionistas.

É importante observar que as barreiras técnicas podem ocorrer devido à falta de transparência
das normas e regulamentos ou, ainda, pela imposição de determinados procedimentos morosos
ou dispendiosos para avaliação de conformidade. É fundamental, pois, a identificação
sistemática e atualizada das barreiras existentes para cada mercado importador, a fim de que
medidas possam ser adotadas para impedir que estas causem entraves ao comércio exterior.
Nos sites do Inmetro e da SECEX - Secretaria de Comércio de Exterior você encontrará
informações detalhadas sobre este assunto, que, sem dúvida, o ajudarão na hora de identificar
os melhores mercados para seus produtos. O Inmetro, inclusive, presta um serviço de
consulta on line.

Os Acordos Antidumping, de Subsídios e Medidas Compensatórias e de Salvaguardas fazem


parte do conjunto de normas da OMC, ao qual o Brasil aderiu formalmente no final de 1994, por
meio do Decreto n° 1.355, de 30/12/94 e, portanto, estão sujeitos a uma aplicação
estritamente técnica.

APOIO AO EXPORTADOR BRASILEIRO

A Secretaria de Comércio Exterior, por meio do seu Departamento de Defesa Comercial -


Decom, também presta apoio ao exportador brasileiro que venha a ser afetado por
investigações antidumping, de subsídios e de salvaguardas no exterior.

O DECOM coloca à disposição dos exportadores brasileiros o apoio e a assistência técnica para a
defesa de seus interesses, atuando em duas frentes:

• Junto ao exportador brasileiro, na preparação das respostas aos questionários e outras


informações para sua defesa ou no acompanhamento das visitas de verificação; e

• Junto às autoridades investigadoras do país importador, em colaboração com o


Ministério das Relações Exteriores.

Para saber mais sobre Defesa Comercial visite o site do MDIC/SECEX. Lá você poderá obter
informações sobre o Departamento de Defesa Comercial - DECOM

MEDIDAS ANTIDUMPING
Medidas Antidumping - que buscam anular o dano sofrido por uma indústria, em decorrência
de importações realizadas a preços de dumping;

Dumping - Considera-se que há prática de dumping, em comércio internacional, quando uma


empresa exporta para outro país um produto a preço inferior àquele vigente em seu mercado
interno, com o objetivo de eliminar a concorrência, tanto de produtores locais, como de outros
produtores estrangeiros.

MEDIDAS COMPENSATÓRIAS
Medidas Compensatórias - que visam à neutralização dos efeitos danosos à produção
doméstica de importações de produtos subsidiados;

SUBSÍDIOS
Subsídios - Entende-se por subsídio a concessão de um benefício, em função das seguintes
hipóteses:
i) haja, no país exportador, qualquer forma de sustentação de renda ou de preços que, direta
ou indiretamente, contribua para aumentar exportações ou reduzir importações de qualquer
produto; ou

ii) haja contribuição financeira por um governo ou órgão público, no interior do território de um
país.

MEDIDAS DE SALVAGUARDA
Medidas de Salvaguarda - cuja finalidade é garantir uma proteção temporária, que permita ao
setor prejudicado por um aumento substancial de importações, ajustar-se às novas condições
de concorrência.

ALADI
1. Acessar o site da ALADI www.aladi.org

2. Clicar em Português
3. Entrar em Tarifas Nacionais e Nomenclatura na barra de rolagem esquerda

4. Entrar em: Banco de Dados da Aladi


5. No 2° bloco de informações (Tarifas vigentes) entrar em: Tarifas vigentes por item

tarifário

6. Selecionar em Selecione a nomenclatura usada, o país cuja tarifa de importação deseja-

se saber.

A busca poderá ser feita por código ou por nome.

Caso você saiba o Posicionamento na tarifa nacional do país, digitá-la neste campo e
clicar em Buscar.

TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO – INCOTERMS

ORIGEM
Os Incoterms surgiram em 1936, quando a Câmara Internacional do Comércio - CCI, com sede
em Paris, interpretou e consolidou as diversas formas contratuais que vinham sendo utilizadas
no comércio internacional.

O constante aperfeiçoamento dos processos negocial e logístico, com este último absorvendo
tecnologias mais sofisticadas, fez com que os Incoterms passassem por diversas modificações
ao longo dos anos, culminando com um novo conjunto de regras, conhecido atualmente como
Incoterms 2000.

SIGLAS

Representados por siglas de 3 letras, os termos internacionais de comércio simplificam os


contratos de compra e venda internacional, ao contemplarem os direitos e obrigações mínimas
do vendedor e do comprador quanto às tarefas adicionais ao processo de elaboração do
produto. Por isso, são também denominados "Cláusulas de Preço", pelo fato de cada termo
determinar os elementos que compõem o preço da mercadoria, adicionais aos custos de
produção.

SIGNIFICADO JURÍDICO

Após agregados aos contratos de compra e venda, os Incoterms passam a ter força legal, com
seu significado jurídico preciso e efetivamente determinado. Assim, simplificam e agilizam a
elaboração das cláusulas dos contratos de compra e venda.

CATEGORIAS

E de Ex (Partida -
Mercadoria entregue ao comprador
Mínima obrigação EXW - Ex Works
no estabelecimento do vendedor.
para o exportador)
F de Free (Transporte FCA - Free Carrier Mercadoria entregue a um
Principal não Pago FAS - Free Alongside Ship transportador internacional indicado
Pelo Exportador) FOB - Free on Board pelo comprador.
CFR - Cost and Freight O vendedor contrata o transporte,
C de Cost ou CIF - Cost, Insurance sem assumir riscos por perdas ou
Carriage (Transporte and Freight danos às mercadorias ou custos
Principal Pago Pelo CPT - Carriage Paid To adicionais decorrentes de eventos
Exportador) CIP - Carriage and Insurance ocorridos após o embarque e
Paid to despacho.
DAF - Delivered At Frontier
D de Delivery DES - Delivered Ex-Ship
O vendedor se responsabiliza por
(Chegada - Máxima DEQ - Delivered Ex-Quay
todos os custos e riscos para colocar
obrigação para o DDU - Delivered Duty
a mercadoria no local de destino.
exportador) Unpaid
DDP - Delivered Duty Paid

TABELA DE INCOTERMS
FORMAÇÃO DO PREÇO DE EXPORTAÇÃO
Como Exportar > Negociando com o importador > Formação do Preço de Exportação

Você já está acostumado a fixar os preços dos seus produtos para o mercado interno, levando
em conta os custos de produção, comercialização, tributos internos etc. Quando o assunto é
mercado internacional, no entanto, a composição do preço de exportação deve considerar novos
elementos, bem como excluir outros que não incidirão nas vendas externas.

A determinação do preço de exportação é um dos aspectos mais importantes e decisivos para a


conquista e permanência em determinado mercado. Fixá-lo pela primeira vez deve merecer
atenção especial, tendo em vista que alterá-lo num curto espaço de tempo, quando o assunto é
mercado internacional, é quase inaceitável.

Existem vários métodos para se obter o Preço de Exportação, dentre os quais os seguintes:

• Valor presumido de um produto - A fixação do preço baseia-se na percepção que se


tem com relação a determinado grupo de produtos que, por serem exóticos ou únicos,
parecem mais caros para os consumidores do que outros produtos que não tem esse apelo;

• Seguir o líder - Este é um dos métodos menos arriscados e mais utilizados por
exportadores iniciantes que ainda não têm uma noção muito clara do mercado que está
ingressando. Os preços são fixados com base nos praticados pelos líderes no mercado-alvo.

No nosso treinamento, iremos adotar um método que consiste em:

1. Eliminar todos os itens que se encontram agregados ao preço de mercado interno e que
não ocorrerão na exportação do produto;
2. Adicionar ao resultado anterior todos aqueles elementos que não faziam parte do preço
interno, mas que deverão compor o preço de venda para o exterior.

REGISTRO DE EXPORTAÇÃO - RE
Como Exportar > Registrando a Exportação > Registro de Exportação - RE

O Registro de Exportação (RE) no Siscomex é o conjunto de informações de natureza comercial,


financeira, cambial e fiscal que caracterizam a operação de exportação de uma mercadoria e
definem o seu enquadramento.

Como são exportadas as peças sobressalentes, quando acompanharem as máquinas e/ou


equipamentos a que se destinem?

São exportadas com o mesmo código da NCM desses bens, desde que:

• Não ultrapassem a 10% (dez por cento) do valor no local de embarque dos bens;

• Estejam contidos no mesmo RE das respectivas máquinas e/ou equipamentos;

• A descrição detalhada conste das respectivas notas fiscais.

Onde obter as tabelas com os códigos utilizados no preenchimento do RE, RV e do RC?

Dentro do próprio Siscomex e no endereço eletrônico do MDIC

O exportador ficará sujeito às penalidades previstas na legislação em vigor, na hipótese de as


informações prestadas no Siscomex não corresponderem à operação realizada.

Sempre que necessário poderá ser obtido, em qualquer ponto conectado ao Siscomex, extrato
do RE.

Mais informações Clique aqui

Veja que algumas exportações são dispensadas de RE. Para estas, o exportador deve
providenciar diretamente o despacho aduaneiro. Veja alguns exemplos:

• Mercadorias nacionais adquiridas no mercado interno, por residentes no exterior,


inclusive de país fronteiriço, negociadas em moeda nacional, nos termos definidos pela SRF.

• exportações, com ou sem cobertura


cambial, realizadas por pessoa física ou jurídica, até o limite de US$ 50.000,00 (cinquenta
mil dólares dos Estados Unidos da América) ou o equivalente em outra moeda;

• amostras, sem valor comercial;


• bagagem;

• animais de vida doméstica sem cobertura cambial e sem finalidade comercial.

Clique aqui e veja o conteúdo completo das operações de REMESSAS AO EXTERIOR que
estão dispensadas de RE.

EM QUE MOMENTO DEVE SER FEITA A SOLICITAÇÃO DO RE?

Em regra, o RE deverá ser efetuado previamente à declaração para


despacho aduaneiro e ao embarque da mercadoria.

Existem duas situações em que o RE poderá ser solicitado posteriormente ao embarque da


mercadoria e antes da declaração para despacho aduaneiro, nas exportações. São elas:

• fornecimento de combustíveis, lubrificantes, alimentos e outros produtos destinados ao


consumo e uso a bordo de embarcações ou aeronaves, exclusivamente de tráfego
internacional, de bandeira brasileira ou estrangeira, observado o contido no Seção XI do
Capítulo III da Portaria SECEX Nº 25

• Vendas de pedras preciosas e semipreciosas, metais preciosos, suas obras e artefatos


de joalharia, com pagamento em moeda estrangeira, realizada no mercado interno a não
residentes no País ou em lojas francas a passageiros com destino ao exterior, na forma do
disposto no Anexo "M" da Portaria SECEX Nº 25.

PREENCHIMENTO DO RE

O Registro de Exportação será preenchido pelo exportador ou seu representante legal e será
analisado pelo próprio Sistema, sendo automaticamente efetivado pelo
SISCOMEX, na quase totalidade das operações. O Registro receberá um número e data,
fornecidos pelo Sistema, quando da sua solicitação pelo exportador.

O RE PODE SER ALTERADO?

• A resposta é sim, exceto durante o curso dos procedimentos para despacho aduaneiro.

QUAL É O PRAZO DE VALIDADE DO RE?

Este prazo é de 60 dias da data do RE. Nesse prazo, deverá ser solicitado o despacho à Receita
Federal do Brasil, salvo produtos sujeitos ao Registro de Vendas (RV) e/ou a contingenciamento,
situações incluídas no Anexo "N" da Portaria SECEX Nº 25e suas alterações, onde o prazo fica
limitado às condições específicas, no que couber.
O QUE ACONTECE COM O RE NÃO UTILIZADO?

O RE não utilizado até a data de validade para embarque poderá ser prorrogado.

REGISTRO DE EXPORTAÇÃO SIMPLIFICADO - RES


Como Exportar > Registrando a Exportação > Registro de Exportação Simplificado - RES

A fim de facilitar a atuação não só das empresas de pequeno porte, mas também daquelas que
pretendem realizar operações de exportação que não ultrapassem a US$ 50.000,00 (cinqüenta
mil dólares dos Estados Unidos da América), pode ser utilizado o Registro de Exportação
Simplificado - RES.

O Art. 173 da Portaria SECEX Nº 25 de 27.11.2008 , alterado pela Portaria Secex Nº 8, de


16.05.2008, preceitua que o Registro de Exportação Simplificado (RES) no Siscomex é aplicável
a operações de exportação, com cobertura cambial e para embarque imediato para o exterior,
até o limite de US$ 50.000,00 (cinqüenta mil dólares dos Estados Unidos da América), ou o
equivalente em outras moedas.

Quem poderá ser objeto de RES?

Poderão ser objeto de RES exportações que, por suas características, sejam conceituadas como
"exportação normal" - Código 80.000, não se enquadrando em nenhum outro código da Tabela
de Enquadramento da Operação, disponível no endereço eletrônico do MDIC

A utilização do RES tem os seguintes benefícios, entre outros, em relação ao Registro de


Exportação - RE:
1. o número de campos é reduzido (são treze campos no total);
2. a formalização da operação na parte cambial ocorre mediante assinatura de simples boleto,
por parte dos exportadores.

O RES não se aplica a operações vinculadas ao Regime Automotivo, ou sujeitas à incidência do


Imposto de Exportação ou, ainda, a procedimentos especiais ou exportações contingenciada, em
virtude de legislação ou em decorrência de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

As normas do BACEN sobre o Câmbio Simplificado, que se aplica ao RES, estão contidas na
Consolidação das Normas Cambiais - CNC, disponível no endereço eletrônico
www.bcb.gov.br. Consulte também a cartilha simplex do Banco do Brasil

Documentos de Exportação
PARA FINS FISCAIS E CONTABEIS

Contrato de Câmbio - modelo

Documento informatizado para coleta de informações, emitido pelo banco negociador de câmbio
e que formaliza a troca de divisa estrangeira por moeda nacional. No âmbito externo, equivale à
Nota Fiscal, e tem validade a partir da data de saída da mercadoria do território nacional. Este
documento é imprescindível para o importador liberar a mercadoria no país de destino.

Saiba mais sobre Contrato de Câmbio em Aspectos Cambiais.

MODELO CONTRATO DE CÂMBIO

ASPECTOS CAMBIAIS

CONTRATO DE CÂMBIO

O Contrato de Câmbio é o instrumento firmado entre o vendedor e o comprador de moedas


estrangeiras, no qual se mencionam as características completas das operações de câmbio e as
condições sob as quais se realizam. Ele tem por objeto a troca de divisas. Assim sendo, sempre
teremos como contrapartida do valor em moeda estrangeira, apontado no contrato de câmbio, o
valor correspondente àquele em moeda nacional, obtido em função da conversão efetuada pela
taxa de câmbio.

Modelo de Contrato de Câmbio


Fechamento do Contrato de Câmbio

Liquidação do Contrato de Câmbio

CONTRATO DE CÂMBIO PODE SER ALTERADO?

Sim, desde que as alterações sejam acordadas por ambas as partes, mediante preenchimento
do formulário BACEN-Tipo 07. No entanto, o Banco Central permite que sejam alteradas apenas
as datas de vencimento dos compromissos do exportador, como:

A data da entrega dos documentos, desde que não ultrapasse o total de 180 dias, contado do
fechamento do câmbio. A prorrogação é permitida, portanto, apenas para os contratos de
câmbio com prazo inferior a 180 dias. Em casos de fatores fora do alcance do exportador, e já
transcorridos os 180 dias, um período não superior a 30 dias pode ser concedido ao exportador
para que efetue o embarque da mercadoria. Na realidade, a data que se está alterando é a do
embarque, pois o prazo para a entrega dos documentos continuará sendo de no máximo 15
dias, contados da data de embarque. Assinale-se que o exportador deve solicitar a prorrogação
antes do vencimento do prazo original;

A data da liquidação do Contrato de Câmbio, desde que não ultrapasse o total de 180 dias
contados da data de embarque. Para obter esta prorrogação, o exportador deverá obter a
concordância do importador em pagar os juros correspondentes ao prazo adicional, e substituir
a letra de câmbio anterior por uma nova, que inclua os juros citados.

CONTRATO DE CÂMBIO PODE SER CANCELADO?

Sim, desde que esteja dentro dos seguintes prazos:

Mercadoria embarcada até 20 dias, contados do vencimento do prazo para a entrega dos
documentos. O exportador deverá arcar com os encargos financeiros, pagamento do Imposto
sobre Operações Financeiras (IOF), se recebeu a antecipação, e outras despesas;

Mercadoria embarcada até 30 dias, contados do vencimento do prazo para a liquidação do


contrato de câmbio. Este caso pode estar condicionado a um dos seguintes fatores: ação judicial
em andamento contra o devedor no exterior, retorno da mercadoria com o correspondente
desembaraço vinculado ao Registro de Exportação no SISCOMEX, ou redução do preço da
mercadoria exportada (anuência da SECEX). O exportador também deverá arcar com os juros,
taxas e outras despesas

O cancelamento de um Contrato de Câmbio, após o envio da mercadoria ao exterior, exige,


assim, que o exportador tome todas as providências para obter o pagamento, mantenha as
autoridades monetárias informadas do andamento do processo de ressarcimento e providencie a
venda da moeda estrangeira ao banco autorizado, caso obtenha o pagamento.

FECHAMENTO DO CONTRATO DE CÂMBIO


O fechamento de câmbio é uma fase muito importante no processo de exportação, pois é nesse
momento que ocorrerá a venda para o banco, por parte do exportador, da moeda estrangeira
resultante da operação de exportação.

PRAZOS

Nas exportações com prazo não superior a 180 dias, contados da data do embarque das
mercadorias, a Fechamento de Câmbio com um banco autorizado e escolhido pelo exportador é
formalizado com o preenchimento do formulário BACEN - TIPO 01. O formulário deve ser
preenchido e registrado no
Sistema de Informações Banco Central (SISBACEN), que monitora as operações cambiais.

O FECHAMENTO DE CÂMBIO IMPLICA OS SEGUINTES COMPROMISSOS POR PARTE DO EXPORTADOR

• negociar as divisas obtidas com a instituição financeira escolhida, a uma determinada


taxa de câmbio;

• entregar, em data fixada, os documentos comprobatórios da exportação e outros


comprovantes, estes se solicitados pelo importador. É importante lembrar que a data
acordada não pode ultrapassar o limite máximo de 15 dias após o embarque da mercadoria
para o exterior, conforme determinação do Banco Central;

• efetuar a liquidação do câmbio em uma determinada data, que é marcada pela entrada
efetiva da moeda estrangeira. O cumprimento deste compromisso depende, evidentemente,
do pagamento por parte do importador.

A Fechamento de Câmbio na exportação pode ser efetuada até 180 dias antes do embarque da
mercadoria, ou até 180 dias após o seu embarque. A data de embarque é definida pela data do
Conhecimento de Embarque.

O Banco Central estabelece o prazo máximo de 15 dias, contado da data de embarque, para a
entrega dos documentos comprobatórios da exportação ao banco autorizado que, após a devida
conferência, fará sua remessa ao banco emissor, no exterior.

A definição do momento mais apropriado para o Fechamento de Câmbio depende da


necessidade de recursos financeiros para a elaboração do produto a ser exportado, da taxa de
juros nominal vigente e da expectativa de alterações na taxa de câmbio, entre a data escolhida
para o fechamento e a data da liquidação do contrato de câmbio.

LIQUIDAÇÃO DO CONTRATO DE CÂMBIO


O procedimento de entrega da moeda estrangeira ao banco autorizado, que, por sua vez, efetua
o pagamento do valor equivalente em moeda nacional à taxa de câmbio acertada na data do
fechamento de câmbio, é conhecido como Liquidação do Câmbio.

A entrega da moeda estrangeira pode efetuar-se das seguintes formas:


O importador efetua o pagamento na conta do banco com que foi contratado o câmbio. ( É
importante notar que a legislação brasileira estabelece o prazo máximo de 10 dias para a
Liquidação do Câmbio, a contar da data de entrega dos documentos, no caso de transação à
vista, ou após o vencimento da letra de câmbio, no caso de venda a prazo);

Nas operações amparadas por Carta de Crédito, a entrega dos documentos comprobatórios da
exportação ao banco é considerada equivalente à entrega de moeda estrangeira. O banco
deverá liquidar o câmbio no prazo máximo de 10 dias, a contar da data de entrega dos
documentos pelo exportador.

Comprovante de Exportação (CE)

É o documento oficial emitido pela SRF que comprova o efetivo embarque da mercadoria. O CE
consubstancia a operação de exportação e tem força legal para fins administrativos, cambiais e
fiscais. No caso especial de envio para o exterior de bagagens, encomendas, donativos e
amostra sem valor comercial, até o limite de US$ 5 mil, o RE é dispensado e substituído pelo
Despacho Sumário, registrado pelo servidor da SRF.

Nota Fiscal -

Depois de aprovado o Registro de Exportação - RE, o próximo passo é a emissão da Nota Fiscal,
que deve acompanhar a mercadoria desde a saída do estabelecimento até a efetiva liberação
junto à Secretaria da Receita Federal. Ela precisa acompanhar o produto somente no trânsito
interno.

Certificado ou Apólice de Seguro - modelo

APÓLICE DE SEGURO
Documento necessário quando a condição de venda envolve a contratação de seguro da
mercadoria. Deve ser providenciado antes do embarque, junto a uma empresa seguradora, de
livre escolha do exportador.

Conhecimento de Embarque (Bill Of Lading = B/L)

Documento emitido pela companhia transportadora que atesta o recebimento da carga, as


condições de transporte e a obrigação de entrega das mercadorias ao destinatário legal, no
ponto de destino pré-estabelecido, conferindo a posse das mercadorias. É, ao mesmo tempo,
um recibo de mercadorias, um contrato de entrega e um documento de propriedade,
constituindo assim um título de crédito.

Este documento recebe denominações de acordo com o meio de transporte utilizado:

Documento emitido pela companhia transportadora que atesta o recebimento da carga, as


condições de transporte e a obrigação de entrega das mercadorias ao destinatário legal, no
ponto de destino pré-estabelecido, conferindo a posse das mercadorias. É, ao mesmo tempo,
um recibo de mercadorias, um contrato de entrega e um documento de propriedade,
constituindo assim um título de crédito.

Este documento recebe denominações de acordo com o meio de transporte utilizado:

• Conhecimento de Embarque Marítimo (Bill of Lading - B/L) - modelo

MODELO CONHECIMENTO DE EMBARQUE MARÍTIMO (BILL OF


LADING - B/L)
• Conhecimento de Embarque Aéreo (Airway Bill - AWB) - modelo

MODELO CONHECIMENTO DE EMBARQUE AÉREO (AIRWAY BILL -


AWB)
• Conhecimento de Transporte Rodoviário (CRT) - modelo
• Conhecimento de Transporte Ferroviário (TIF/DTA) - Modelo
Fatura Proforma ou Pro Forma Invoice -modelo
Documento que dá início ao negócio. Logo após os primeiros contatos e manifestada a intenção
de realização de uma operação comercial, o exportador emite para o importador uma fatura
Proforma para que este providencie a Licença de Importação, dentre outras providências. Este
documento é o modelo de contrato mais freqüente, formaliza e confirma a negociação, desde
que devolvido ao exportador, contendo o aceite do importador para as especificações contidas.

É similar à fatura definitiva, porém com características de um orçamento, ou seja, não gera
obrigação de pagamento por parte do comprador.

Deve ser emitida no idioma do país importador ou em inglês.

O modelo apresentado contempla os dados essenciais de sua negociação. Você poderá


acrescentar outros dados que julgue necessário, conforme solicitação do importador.

FATURAMENTO DA EXPORTAÇÃO
ASPECTOS CAMBIAIS

Um mercado cambial ou de divisas é um mercado onde são compradas e vendidas as moedas


dos diferentes países, pois não são aceitas moedas estrangeiras em pagamento das
exportações, nem moeda nacional em pagamento das importações.

Além de exportadores e importadores, o mercado cambial é composto das bolsas de valores,


dos bancos, dos corretores e todos aqueles que efetuam transações com o exterior.

No mercado cambial iremos encontrar dois grupos :

GRUPO VENDEDOR

Exportadores, turistas, tomadores de empréstimos, vendedores de serviços e especuladores.

GRUPO COMPRADOR

Importadores, turistas, compradores de serviços, compradores de títulos e especuladores.

Os bancos atuam como intermediários entre os dois grupos acima, centralizando a compra e
venda de divisas.

Os corretores de câmbio atuam como intermediários entre os bancos e as partes interessadas,


encarregando-se de procurar as melhores taxas e condições para seus clientes. O Banco Central
do Brasil é o órgão executor da política cambial brasileira, é ele quem autoriza os bancos
comerciais a operarem no mercado cambial.

O contrato de câmbio é o instrumento firmado entre o vendedor e o comprador de moedas


estrangeiras, no qual se mencionam as características completas das operações de câmbio e as
condições sob as quais se realizam. Ele tem por objeto a troca de divisas. Assim sendo, sempre
teremos como contrapartida do valor em moeda estrangeira, apontado no contrato de câmbio, o
valor correspondente àquele em moeda nacional, obtido em função da conversão efetuada pela
taxa de câmbio.

TAXA DE CÂMBIO

A taxa de câmbio é o preço, em moeda nacional, de uma unidade de moeda estrangeira. Por
exemplo: se 1 dólar = 2,30 reais, isso significa que estamos quantificando em real o valor da
moeda americana. Por outro lado, do ponto de vista do estrangeiro, significa que 1 real vale
0,4347 dólar.

No contrato, o exportador compromete-se a entregar determinada quantia de moeda


estrangeira, decorrente de sua operação de exportação, devendo a instituição, em
contrapartida, entregar o equivalente em moeda nacional, dentro de determinadas condições.

Ao contratar o câmbio não mais poderão ser alterados o exportador e a taxa cambial.
As operações de exportação, sob o aspecto cambial, podem ser efetuadas:

SEM COBERTURA CAMBIAL

Não há remessa de divisas do exterior para pagamento da mercadoria. Exemplos:

• remessas de mercadorias para participação em feiras e exposições no exterior, até o


limite de U$ 5.000. É necessário a comprovação da participação no certame;

• remessas de mercadorias para complementação ou correção de embarque, tais como:


quebra, avaria, indenização por defeito de fábricas, etc;

• animais reprodutores;

• material destinados a testes, exames ou pesquisas, com finalidade industrial ou


científica, etc.

Todas as exportações em reais para o Paraguai e Bolívia, embora representem vendas, são
exportações sem cobertura cambial, já que não existe contrato de câmbio por ser a operação
realizada em moeda nacional brasileira.

COM COBERTURA CAMBIAL

ocorre o pagamento proveniente do exterior devido à remessa da mercadoria.

As exportações com cobertura cambial deverão estar vinculadas, no SISCOMEX, a um contrato


de câmbio.

A contratação ou fechamento do câmbio é uma fase muito importante no processo de


exportação, pois é nesse momento que ocorrerá a venda para o banco, por parte do exportador,
da moeda estrangeira resultante da operação de exportação.

As operações de câmbio referentes à exportação podem ser fechadas antes do embarque ou


após o embarque.

• Antes do embarque, sob a modalidade Pagamento Antecipado da exportação, ocorre o


ingresso de moeda estrangeira para liquidação pronta (as moedas transacionadas deverão
ser entregues dentro do prazo de até dois dias úteis.) É empregado principalmente nos casos
em que o importador financia o exportador. As antecipações podem ser efetuadas pelo
importador ou por qualquer pessoa jurídica no exterior, inclusive instituições financeiras.

• Após o embarque, sob as demais modalidades de pagamento (Remessa sem Saque,


Cobrança Documentária e Carta de Crédito) ocorre o ingresso de moeda estrangeira para
liquidação pronta ou futura (prazo superior a 02 dias úteis). No caso de exportação
financiada, os pagamentos serão efetuados conforme consignado no RC (Registro de
Crédito).
O fechamento do câmbio antes ou após o embarque, envolve a análise de alguns fatores
econômicos tais como: taxa de juros nacional e internacional e políticas cambiais vigentes.

Os bancos autorizados a operar em câmbio podem efetuar operações de Câmbio Simplificado


decorrentes de vendas de bens ao exterior, por pessoa física ou jurídica, até o limite, por
operação, de US$ 50 mil ou o equivalente em outra moeda. Tal limite refere-se ao valor da
venda ao exterior registrada no SISCOMEX com RES - Registro de Exportação Simplificado.

Essa modalidade de exportação é uma ferramenta de grande utilidade para as PME - Pequenas
e Médias Empresas com vocação exportadora e que têm interesse em explorar o comércio
eletrônico - e-commerce.

As operações de câmbio simplificado estão dispensadas de:

• apresentação, pelo exportador, ao banco autorizado a operar em câmbio, dos


documentos comprobatórios da operação comercial;

• vinculação, pelo banco comprador da moeda estrangeira, do contrato de câmbio ao


respectivo RES.

A formalização das operações é efetuada mediante simples assinatura de boleto, por parte do
exportador. O registro no SISBACEN, pelos bancos, é efetuado no mesmo dia da liquidação do
contrato de câmbio, sendo gerado automaticamente um contrato de câmbio de exportação, para
cada boleto registrado.

O pagamento das operações simplificadas pode ser efetuado, inclusive, com cartão de crédito
internacional emitido no exterior, onde a administradora do cartão assume a responsabilidade
pelo câmbio.

CÂMBIO TRADICIONAL CÂMBIO SIMPLIFICADO


Sem limite de valor Com limite de valor (até US$ 50.000,00)
Preenchimento do Boleto de Compra e Venda requer
Preenchimento do Contrato de Câmbio exige 26 informações
apenas 5 informações
Exportador assina apenas Boleto de Compra e
Exportador assina Contrato de Câmbio Venda, comprovando a negociação da moeda
estrangeira
Deve existir um Contrato de Câmbio para cada RE - Registro Um único Boleto de Compra e Venda pode englobar
de Exportação diversos RES - Registro de Exportação Simplificado
Boleto de Compra e Venda está dispensado de ser
Contrato de Câmbio deve ser vinculado ao respectivo RE
vinculado ao RES
Boleto de Compra e Venda negociado somente para
Contrato de Câmbio pode ser negociado para liquidação
liquidação pronta, proibida a concessão de
pronta ou futura, com concessão de ACC/ACE
ACC/ACE
Exportador é obrigado a entregar ao banco os documentos Exportador está dispensado de entregar ao banco os
representativos da exportação documentos representativos da exportação
Banco é o responsável por guardar os documentos de Exportador é o responsável pela guarda dos
exportação, por 5 anos, para eventual apresentação futura ao documentos de exportação, por 5 anos, para eventual
Banco Central apresentação futura ao Banco Central
Não é permitido o pagamento de exportação com cartão de Exportações até US$ 50.000,00 podem ser pagas
crédito com cartão de crédito
Valores decorrentes de Contratos de Câmbio de exportação Valores dos Boletos de Compra e Venda acima de
não precisam ser creditados em conta corrente, sendo US$ 50.000,00, obrigatoriamente, devem ser
obrigatório apenas quando se tratar de débitos creditados na conta corrente do exportador
Contrato de Câmbio pode ser negociado até 360 dias antes ou Boleto de Compra e Venda pode ser negociado até
após o embarque 90 dias antes ou após o embarque

O QUE É SISCOMEX

• O Sistema Integrado de Comércio Exterior - SISCOMEX, é um instrumento


informatizado, por meio do qual é exercido o controle governamental do comércio exterior
brasileiro.

• É uma ferramenta facilitadora, que permite a adoção de um fluxo único de informações,


eliminando controles paralelos e diminuindo significativamente o volume de documentos
envolvidos nas operações.

• É um instrumento que agrega competitividade às empresas exportadoras, na medida


em que reduz o custo da burocracia.

• O Siscomex promove a integração das atividades de todos os órgãos gestores do


comércio exterior, inclusive o câmbio, permitindo o acompanhamento, orientação e controle
das diversas etapas do processo exportador e importador.

• O Siscomex começou a operar em 1993, para as exportações e, em 1997, para as


importações. É administrado pelos chamados órgãos gestores, que são: a Secretaria de
Comércio Exterior - SECEX, a Receita Federal do Brasil - RFB e o Banco Central do Brasil -
BACEN.

• As operações registradas via Sistema são analisadas online tanto pelos órgãos gestores,
quanto pelos órgãos anuentes que estabelecem regras específicas para o desembaraço de
mercadorias dentro de sua área de competência.

• O módulo Drawback Eletrônico está incorporado ao Siscomex desde 2001.

Você sabia..

Que o Brasil é o único país do mundo a dispor de um sistema de registro de exportações


totalmente informatizado? Pois é, o SISCOMEX EXPORTAÇÃO é isso. Um sistema que permitiu
um enorme ganho em agilização, confiabilidade, rápido acesso a informações estatísticas e
redução de custos, dentre outras vantagens.

USUÁRIOS DO SISCOMEX

• importadores, exportadores, depositários e transportadores, por meio de seus


empregados ou representantes legais;
• a Receita Federal do Brasil - RFB, a Secretaria de Comércio Exterior - SECEX, os Órgãos
Anuentes e as Secretarias de Fazenda ou de Finanças dos Estados e do Distrito Federal, por
meio de seus servidores;

• as instituições financeiras autorizadas pela SECEX a elaborar licença de importação, por


meio de seus empregados;

• o Banco Central do Brasil - BACEN e as instituições financeiras autorizadas a operar em


câmbio, mediante acesso aos dados transferidos para o Sistema de Informações do Banco
Central - SISBACEN, por meio de seus servidores e empregados.

POR INTERMÉDIO DO SISCOMEX O EXPORTADOR PODE:

• Fazer o registro e o acompanhamento das suas exportações;

• Receber mensagens e trocar informações com os órgãos responsáveis por autorizações


e fiscalizações.

COMO HABILITAR-SE NO SISCOMEX?

Para operar o SISCOMEX, o exportador (pessoa física ou jurídica) deve estar habilitado por meio
de senha obtida junto à Receita Federal do Brasil - RFB. Entretanto, poderá ser utilizado serviço
de terceiros que possuam senha, sem descaracterizar sua condição de exportador direto, uma
vez que o exportador estará identificado por seu CPF/CNPJ.

A Instrução Normativa da SRF nº 650, de 12.05.2006 estabelece os procedimentos de


habilitação para operação no SISCOMEX e credenciamento de representantes de pessoas físicas
e jurídicas para a prática de atividades relacionadas ao despacho aduaneiro. A nova IN revoga
as Instruções Normativas SRF nº 455, de 05.10.2004.

Art. 2º O procedimento de habilitação de pessoa física e do responsável por pessoa jurídica,


para a prática de atos no Siscomex será executada mediante requerimento do interessado, para
uma das seguintes modalidades:

I. ordinária, para pessoa jurídica que atue habitualmente no comércio exterior.

II. simplificada, para:

a) pessoa física, inclusive a qualificada como produtor rural, artesão, artista ou


assemelhado;

b) pessoa jurídica:

1. 1. que apresenta mensalmente a Declaração de Débitos e Créditos


Tributários Federais (DCTF), nos termos do art. 3º da Instrução
Normativa SRF nº 583, de 20 de dezembro de 2005; (Revogado pela
Instrução Normativa RFB nº 1.014, de 1º de março de 2010)

2. constituída sob a forma de sociedade anônima de capital aberto, com


ações negociadas em bolsa de valores ou no mercado de balcão,
classificada no código de natureza jurídica 204-6 da tabela do Anexo V
à Instrução Normativa RFB No 568,
de 8 de setembro 2005, bem como suas subsidiárias integrais;

3. autorizada a utilizar o Despacho Aduaneiro Expresso (Linha Azul), nos


termos da Instrução Normativa SRF nº 476, de 13 de dezembro 2004;

4. que atue exclusivamente como encomendante, nos termos do art. 11,


da Lei nº 11.281, de 20 de fevereiro de 2006;

5. para importação de bens destinados à incorporação ao seu ativo


permanente; e

6. que atue no comércio exterior em valor de pequena monta;

c) empresa pública ou sociedade de economia mista, classificada, respectivamente,


nos códigos de natureza jurídica 201-1 e 203-8 da tabela do
Anexo V à Instrução Normativa RFB No 568,
de 2005; e

d) entidade sem fins lucrativos, classificada nos códigos de natureza jurídica 303-4 a
399-9 da tabela do Anexo V à Instrução
Normativa RFB No 568, de 2005;

I. especial, para órgão da administração pública direta, autarquia e fundação pública,


órgão público autônomo, organismo internacional e outras instituições extraterritoriais,
classificados nos códigos de natureza jurídica 101-5 a 118-0, e 500-2 da tabela do
Anexo V à Instrução
Normativa RFB No 568, de 2005,e

II. restrita, para pessoa física ou jurídica que tenha operado anteriormente no comércio
exterior, exclusivamente para a realização de consulta ou retificação de declaração.

Ao final da IN SRF 650 você encontrará todos os anexos contendo os modelos dos formulários
para habilitação do seu credenciamento no Siscomex junto à SRF.

O QUE É O RADAR?

O Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros - RADAR, criado


pela Secretaria da Receita Federal (SRF), hoje denominada Receita Federal do Brasil (RFB), atua
em fiscalização aduaneira, e incorpora em seu processo a habilitação no Siscomex – Sistema
Integrado de Comércio Exterior. Esse sistema permite a fiscalização e identificação dos diversos
agentes que operam no comércio exterior. O Radar da Receita foi disponibilizado em 21 de
agosto de 2002 para todas as Unidades Aduaneiras da SRF, e é regulamentado pela Instrução
Normativa SRF nº 228, de 21 de outubro de 2002.
SISCOMEX WEB

ACESSO A MÓDULOS DO SISTEMA INTEGRADO DE COMÉRCIO EXTERIOR

SISCOMEX VIA INTERNET E O USO DE CERTIFICADO DIGITAL

SERVIÇOS OFERECIDOS:

• Disponibilização pela internet dos módulos Siscomex Exportação e Mantra;

• Nova modalidade de controle de acesso para os Sistemas disponíveis em ambiente


WEB: a Certificação Digital.

O acesso ao Siscomex Exportação e ao sistema de manifesto de carga no transporte aéreo -


Siscomex Mantra - por meio da Internet, permitirá que os exportadores e demais usuários
desses sistemas, os acessem de qualquer lugar, sem a necessidade de manter linhas telefônicas
ou circuitos dedicados de comunicação. Tal novidade, portanto, significa facilitação e
universalização do acesso aos referidos sistemas e redução de custos. A RFB programa para o
mês de julho, disponibilizar o acesso pela Internet aos demais sistemas do comércio exterior,
como o Siscomex Importação e o Trânsito Aduaneiro.

O que é Certificação Digital? por meio de um processo eletrônico de assinatura, permite-se


ao usuário usar sua chave digital privada para identificar-se perante a SRF, garantindo-se
também que esteja realmente se comunicando com a SRF.

VANTAGENS DO SISCOMEX WEB:

• Maior comodidade e agilidade aos usuários na obtenção, bloqueio, desbloqueio ou


reativação de senhas de acesso;

• Acesso imediato ao Siscomex Exportação e Mantra, após a obtenção da senha;

• Acesso informatizado a vários serviços que anteriormente só eram liberados na


presença do interessado.

A certificação digital não é obrigatória - trata-se de uma comodidade oferecida aos contribuintes
Ao escolher a opção Certificado Digital, o usuário deverá adquirir um Certificado tipo e-CPF em
uma das empresas autorizadas e credenciadas para emiti-lo. Ressalte-se que, somente após a
análise e deferimento do pedido de habilitação, o acesso ao sistema via Certificado Digital
será efetivado.

Os usuários que hoje já se encontram habilitados nos mencionados módulos do Siscomex,


utilizando-os pelo acesso CPF e senha, poderão optar pelo acesso via Certificado Digital (e-CPF),
bastando para isto adquirirem o Certificado, sem a necessidade de apresentação de opção por
aquela modalidade de controle de acesso à SRF.
Cabe esclarecer que o controle de acesso via Certificado Digital implementado está em
conformidade com a legislação brasileira, mas, para maiores informações a respeito da
obtenção do Certificado Digital, o usuário deverá acessar o endereço
http://www.receita.fazenda.gov.br no link "Serviços que utilizam Certificação Digital - Receita
222".

DO REGISTRO DE EXPORTADOR

As pessoas físicas e jurídicas, para exportar, devem estar inscritas no REI - Registro de
Exportadores e Importadores.

O art. 148 da portaria nº 36 de 22.11.2007 da SECEX preceitua que:

A inscrição no Registro de Exportadores e Importadores (REI) da Secretaria de Comércio


Exterior - SECEX é automática, sendo realizada no ato da primeira operação de exportação
(Registro de Exportação - RE, Registro de Venda - RV ou Registro de Crédito - RC) em qualquer
ponto conectado ao Sistema Integrado de Comércio Exterior - Siscomex.

§ 1º Os exportadores já inscritos no REI terão a inscrição mantida, não sendo necessário


qualquer providência adicional.

COMO É FEITO O REGISTRO DE EXPORTADOR DAS PESSOAS FÍSICAS?

§ 4º A pessoa física somente poderá exportar mercadorias em quantidades que não revelem
prática de comercio e desde que não se configure habitualidade.

As exceções a essa regra estão previstas no § 5º.

§ 5º Excetuam-se das restrições previstas no parágrafo anterior os casos a seguir, desde que o
interessado comprove junto à Secretaria de Comércio Exterior, ou a entidades por ela
credenciadas, tratar-se de:

I. Agricultor ou pecuarista, cujo imóvel rural esteja cadastrado no Instituto Nacional de


Colonização e Reforma Agrária - INCRA, ou

II. Artesão, artista ou assemelhado, registrado como profissional autônomo.

QUEM ESTÁ DISPENSADO DA INSCRIÇÃO NO REI?

Conforme preceitua o § 6º do art. 148 da portaria nº 36 de 22.11.2007, alterado pela Portaria


Secex Nº 8, de 16.05.2008, ficam dispensadas da obrigatoriedade de inscrição do exportador no
REI as exportações via remessa postal, com ou sem cobertura cambial, exceto donativos,
realizadas por pessoa física ou jurídica até o limite de US$ 50.000,00 (cinqüenta mil dólares dos
Estados Unidos) ou o equivalente em outra moeda, exceto quando se tratar de:

I. produto como exportação proibida ou suspensa;


II. produto sujeito a Registro de Venda - RV;

III. Exportação com margem não sacada de câmbio;

IV. Exportação vinculada a regimes aduaneiros especiais e atípicos;

V. exportação vinculada ao Programa Especial de Exportação - BEFIEX;

VI. exportação sujeita a Registro de Operações de Crédito - RC.

A Inscrição no REI poderá ser negada, suspensa ou cancelada nos casos de punição em decisão
administrativa final, pelos seguintes motivos:

1. por infrações de natureza fiscal, cambial e de comércio exterior ou,


2. por abuso de poder econômico.

• exportações, com ou sem cobertura


cambial, realizadas por pessoa física ou jurídica, até o limite de US$ 50.000,00 (cinquenta
mil dólares dos Estados Unidos da América) ou o equivalente em outra moeda;

• amostras, sem valor comercial;

• bagagem;

• animais de vida doméstica sem cobertura cambial e s

REGISTRO DE VENDA
Como Exportar > Registrando a Exportação > Registro de venda - RV

O Registro de Venda (RV) é o conjunto de informações que caracteriza o instrumento de venda


de commodities ou de produtos negociados em bolsas de mercadorias. O RV deve ser solicitado
no Siscomex previamente à solicitação do RE. Estão sujeitas a RV as exportações de café em
grão, soja, açúcar, alumínio, dentre outras.

REGISTRO DE OPERAÇÃO DE CRÉDITO - RC


Como Exportar > Registrando a Exportação > Registro de operação de Crédito - RC

O RC representa o conjunto de informações de caráter comercial, financeiro e cambial nas


exportações realizadas a prazo e com incidência de juros separadamente do principal
(exportações financiadas), sendo obrigatório para operações com prazo de pagamento
superior a 180 dias e, para prazos iguais ou inferiores, sempre que houver incidência de juros

O Registro de Operação de Crédito é um dos módulos do Sistema Integrado de Comércio


Exterior - Siscomex e representa o conjunto de informações de natureza comercial, financeira e
cambial que caracteriza as vendas de mercadorias e serviços ao exterior, realizadas a prazo
(exportações financiadas) e com incidência de juros, em cambiais distintas das do principal.
Cabe ao exportador, diretamente ou por seu representante legal, prestar as informações
necessárias ao exame e efetivação do Registro de Operações de Crédito - RC, em terminal
conectado ao Siscomex.

O RC deve ser solicitado previamente ao RE, inclusive para exportação amparada por
financiamento do próprio exportador.

Como regra geral, o exportador deve solicitar o RC e obter o seu deferimento antes do Registro
de Exportação (RE) e, por conseqüência, previamente ao embarque.
Somente é admitido, em condições normais, o preenchimento do RC posterior ao RE nos casos
de exportação de bens em consignação ou destinados a feiras e exposições, cuja venda tenha
sido fechada a prazo (financiada).

O SISCOMEX confere, automaticamente, um número a cada RC.

Terminada a etapa de digitação e preparação do RC, deve o exportador/usuário solicitar sua


validação, por intermédio de transação específica, a fim de que um dos órgãos anuentes (Banco
do Brasil S/A, nas operações cursadas ao amparo do PROEX, ou DECEX, quando se tratar de
operação financiada com recursos do próprio exportador ou de terceiros) possa examinar e
aprovar o RC, se for o caso.

O RC tem um prazo de validade para embarque, dentro do qual devem ser efetuados os
correspondentes Registros de Exportação (RE) a ele vinculados e respectivas solicitações para
desembaraço aduaneiro.

As Tabelas com os códigos utilizados no preenchimento do Registro de Exportação (RC) estão


disponíveis na página Consolidação das Portarias SECEX (Exportação) em Códigos de
Preenchimento e no próprio Siscomex.

Clique aqui para mais informações sobre RC.