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Universidade Federal do Maranhão

Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas – CCET


Departamento de Engenharia Elétrica

Chrystian Luiz de Melo e Silva Borges

CIRCUITOS DIGITAIS
Projeto: Fechadura Combinacional

São Luís- MA
Junho de 2019
Universidade Federal do Maranhão
Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas – CCET
Departamento de Engenharia Elétrica

Chrystian Luiz de Melo e Silva Borges

CIRCUITOS DIGITAIS
PROJETO: FECHADURA COMBINACIONAL

Trabalho realizado para obtenção de nota


na Disciplina de Circuitos Digitais – Projeto
de Montagem de Fechadura
Combinacional - do Curso de Engenharia
Elétrica.

São Luís- MA
Junho de 2019
Sumário
1.INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 4
2.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO ........................................................................................... 4
2.1 Circuitos Lógicos .............................................................................................................. 5
2.1.1 Circuitos Sequenciais .............................................................................................. 5
2.2 Tabela Verdade ................................................................................................................ 5
2.3 Mapa de Karnaugh .......................................................................................................... 6
2.4 Latchs ................................................................................................................................ 8
2.4.1 Latch SR .................................................................................................................... 8
2.4.2 Latch D ....................................................................................................................... 9
2.5 Flip-Flops......................................................................................................................... 10
2.5.1 Flip-Flop D ............................................................................................................... 10
3. METODOLOGIA .................................................................................................................. 11
4.RESULTADOS E DISCURSÃO ......................................................................................... 12
4.1 Criação do projeto ......................................................................................................... 12
4.2 Criação da tabela verdade ........................................................................................... 12
4.4 Criação do mapa karnaugh juntamente com as expressões booleanas .............. 13
4.5 Criação do circuito ......................................................................................................... 14
5. CONCLUSÃO....................................................................................................................... 18
5. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................... 19
1.INTRODUÇÃO

Este é um trabalho acadêmico técnico com a abordagem para um projeto de


circuito sequencial com o objetivo de desenvolver uma fechadura combinacional, isto
é, a fechadura irá se abrir quando a sequência de dígitos decimais escolhida é
introduzida serialmente em sua entrada.
Antes do início do projeto é fundamental entender os tipos de circuitos, de um
modo geral podem ser divididos em duas categorias principais: Circuitos
Combinacionais e Circuitos Sequenciais.
Circuitos Combinacionais são aqueles em que o sinal de saída depende única
e exclusivamente das combinações dos sinais de entrada. Os circuitos deste tipo não
possuem nenhum tipo de memória, ou seja, as saídas não dependem de nenhum
estado anterior do circuito. Os circuitos combinacionais são compostos somente por
portas lógicas. Ex: Codificador, decodificador, somador, comparador e etc.
Outra categoria de circuitos digitais são os que possuem realimentação, ou
seja, o sinal de saída depende não somente dos valores atuais dos sinais de entrada,
mas também dos valores de estados anteriores do circuito. Estes circuitos são
denominados circuitos sequenciais. Os circuitos sequenciais possuem, além de portas
lógicas, algum tipo de dispositivo de memória. Ex: Contador, registrador, controlador
e etc.
Deste modo, o trabalho irá se desenvolver apresentando os conceitos e a
prática dos circuitos sequencias.

2.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO

Nessa seção serão descritos os principais conhecimentos necessários para


uma melhor compreensão do trabalho proposto. Neste sentido, o primeiro aspecto a
ser abordado é o circuito lógico. Como este trabalho tem o circuito sequencial como
principal objeto de estudo, seus essenciais representantes, tabela verdade, mapa de
Karnaugh, expressão booleana, latchs, latch SR, latch D,flip-flops e flip-flop D, serão
apresentados em maiores detalhes.

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2.1 Circuitos Lógicos

Os circuitos lógicos, como abordado anteriormente, podem ser de dois tipos:


combinacionais e sequenciais.
São constituídos por portas que admitem uma ou várias entradas, cada uma
delas podendo assumir o valor booleano (é um tipo de dado primitivo que possui
dois valores) 0 ou 1. Geralmente, os circuitos têm uma saída, que é função das
entradas. As portas utilizadas nos circuitos dependem da tecnologia, porém
correspondem normalmente às operações lógicas AND, OR, NOT, NAND, NOR. As
portas são combinadas em circuitos, conectando eletricamente as saídas de algumas
portas às entradas de outras.

2.1.1 Circuitos Sequenciais

Trata-se de um circuito caracterizado por uma realimentação da saída para a


entrada, denominada estado interno, cuja principal característica é fazer com que as
saídas sejam dependentes das entradas atuais e de estados ocorridos anteriormente.
Na figura abaixo mostra o funcionamento de tal circuito.

Figura 01 – Modelo de circuito sequencial


Fonte: https://pt.slideshare.net/murilasso/circuitos-sequenciais.

2.2 Tabela Verdade

Tabela verdade é um dispositivo utilizado no estudo da lógica matemática. Com


o uso desta tabela é possível definir o valor lógico de uma proposição, isto é, saber
quando uma sentença é verdadeira ou falsa.
Em lógica, as proposições representam pensamentos completos e indicam
afirmações de fatos ou ideias. Utiliza-se a tabela verdade em proposições compostas,

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ou seja, sentenças formadas por proposições simples, sendo que o resultado do valor
lógico depende apenas do valor de cada proposição. Para combinar proposições
simples e formar proposições compostas são utilizados conectivos lógicos.

2.3 Mapa de Karnaugh

O mapa de Karnaugh - as vezes chamado de diagrama - é uma técnica


para simplificação de expressões booleanas, surgindo basicamente para contrapor as
técnicas de simplificação através da álgebra booleana, que são exaustivas,
demandam profundo conhecimento de todas as regras e muito fácil de errar; por sua
vez, a simplificação através do mapa de Karnaugh é um método sistemático bastando
seguir todos os seus passos para obter o resultado.
É um conceito muito relacionado à tabela verdade, pois costuma-se, na prática,
elaborar o mapa de Karnaugh a partir da tabela verdade, dada a facilidade que isso
traz a solução e a facilidade de se construir a tabela verdade a parte de qualquer
expressão booleana.
O mapa de Karnaugh funciona muito bem para expressões lógicas com 2 a 5
variáveis. Acima disso a resolução do mapa acaba se tornando exaustivo demais e
geralmente inviabiliza seu uso. A título de exemplo para a resposta, sempre
consideraremos as letras de A a E como sendo as variáveis da expressão lógica e S
como sendo o valor de saída. Para construir o mapa para uma expressão
com n variáveis, será necessário construir uma tabela com 2n células, no seguinte
formato:
1. Para n = 2, cria-se uma tabela com 2 linhas e 2 colunas;
2. Para n = 3, cria-se uma tabela com 2 linhas e 4 colunas;
3. Para n = 4, cria-se uma tabela com 4 linhas e 4 colunas;
4. Para n = 5, cria-se uma tabela com 4 linhas e 8 colunas;

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Figura 02 – Modelo do mapa de karnaugh.
Fonte: https://i.stack.imgur.com/LuX9j.gif.

Cada célula do mapa de Karnaugh é referente a uma célula da tabela verdade


e deve ser preenchido como tal. Após preenchido o mapa, deve-se verificar se existem
mais zeros ou uns, pois, para se obter a forma mais simplificada da expressão final,
deve-se sempre considerar os valores em maior quantidade. Se houverem mais uns
que zeros, você os agrupará e obterá uma resposta no formato soma de produtos; já
se houverem mais zeros que uns, você os agrupará e obterá uma resposta no formato
produto de somas. Inclusive, outra aplicação do mapa de Karnaugh é a conversão
entre o formato soma de produtos para produto de somas, ou vice-versa.
O agrupamento deve ser feito sempre considerando quantidades potência de
2, obtendo os maiores grupos possíveis. A única regra para o agrupamento, além de
o tamanho ser potência de 2, é que os valores do grupo devem ser adjacentes entre
si na linha ou na coluna, considerando a tabela como um cilindro, ou seja, a primeira
linha é considerada adjacente à última, assim como a primeira coluna é adjacente à
última. Feito o agrupamento, cada grupo irá gerar um operando do resultado e esse
operando será definido conforme as variáveis que mantém seu valor dentro do
respectivo grupo.

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2.4 Latchs

A formais mais básica de implementar-se um circuito lógico de memória é


conhecida como latch, que significa, em português, trinco, ferrolho. Sua arquitetura é
composta de duas portas lógicas inversoras, possuindo duas saídas: a variável lógica
Q e seu complemento lógico.

Figura 03 – Modelo de latch


Fonte: https://pt.slideshare.net/murilasso/circuitos-sequenciais.

Tendo em vista a figura 02, note que se imposto nível lógico alto (1) em Q, seu
complemento irá para o nível lógico baixo (0). Evidentemente, o latch só consegue
armazenar um único bit.

2.4.1 Latch SR

Pode-se também, construir um latch com outras portas lógicas (OR e AND), e
não obstante, disponibilizar entradas para o latch. Um latch construído dessa forma é
chamado Latch SR.

Figura 04 – Implementação do latch SR utilizando portas NAND.


Fonte: https://pt.slideshare.net/murilasso/circuitos-sequenciais.

Note que este latch SR possui duas portas NAND entrelaçadas com duas
entradas, SET e CLEAR. Possui também duas saídas, uma denominada Q, e a outra
sendo o complemento de Q. Independente dos valores lógicos atribuídos à SET e à

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CLEAR, estas variáveis são referências aos valores de variável de estado do latch
SR. Sua tabela verdade será apresentada na tabela 01.

Tabela 01 – Tabela verdade referente ao latch SR com portas NAND.


Fonte: https://pt.slideshare.net/murilasso/circuitos-sequenciais.

2.4.2 Latch D

O latch-SR possui uma série desvantagem: seu estado indefinido, que não
pode ser utilizado. Mas possui também uma vantagem: com o entrada de controle,
não há necessidade de fazer-se uma combinação de S e CLEAR (R) para manter-se
o atual estado. Por isso, necessita-se apenas da entrada de controle, C, e de mais
uma única entrada, a qual chamaremos de D. A esta nova configuração daremos o
nome de latch tipo D.

Figura 05 – Implementação do latch D utilizando portas NAND.


Fonte: https://pt.slideshare.net/murilasso/circuitos-sequenciais.

Tabela 02 – Tabela verdade para a figura 04.


Fonte: https://pt.slideshare.net/murilasso/circuitos-sequenciais.

Observe que a entrada D substitui, com vantagem, as duas anteriores, S e R.


Primeiro porque é mantido o estado atual pela desabilitarão do latch via entrada de
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controle, ou seja, impondo C=0; e depois, pela iliminação do estado indefinido, pelo
fato de não ser mais permitida a combinação S=R=1, pela inclusão de um inversor.

2.5 Flip-Flops

Qualquer dispositivo ou circuito que tem dois estados é dito biestável. Por
exemplo, uma chave de alavanca tem dois estados estáveis. Ela está ou aberta ou
fechada, dependendo da posição da alavanca. A chave também é dita como tendo
memória, visto que ela permanecerá em um estado definido até que alguém mude a
posição da alavanca.
Um flip-flop é um circuito eletrônico biestável (dois estados estáveis), isto é, sua
saída é 0 ou +5V. Como tal, o flip-flop pode ser considerado um dispositivo de memória
de 1 bit.
Tal dispositivo tipicamente inclui zero, um ou dois sinais de entrada, um sinal
de clock (é um sinal usado para coordenar as ações de dois ou
maiscircuitos eletrônicos), e um sinal de saída, apesar de muitos flip-flops comerciais
adicionalmente o complemento do sinal de saída.

2.5.1 Flip-Flop D

O D vem da palavra dados, é o tipo de flip-flop mais utilizado. Possui uma


arquitetura simples com uma entrada D e um CLOCK. Este flip-flop é resultado de dois
latches D ligados de forma sequencial, onde suas entradas enable são
complementares. No flip-flop tipo D, o que interessa é a transição negativa, e sempre
esta ocorre a saída é atualizada.

Figura 06 – Modelo de flip-flop D montado com portas NAND.


Fonte: https://pt.slideshare.net/murilasso/circuitos-sequenciais.

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3. METODOLOGIA

Para desenvolver o trabalho foi necessário realizar uma pesquisa bibliográfica,


o que proporcionou aprofundamento e ampliação dos conhecimentos acerca do tema
estudado, abordando assuntos sobre circuitos lógicos e circuito sequencial.
A pesquisa bibliográfica é toda bibliografia tornada pública, tais como: jornais,
revistas, livros, ou até mesmo gravações em fita magnética. (MARCONI; LAKATOS,
2008, p.57), bem como pesquisa em periódicos e banco de teses e dissertações.
(COLLIS; HUSSEY, 2005). A pesquisa bibliográfica consiste no “estudo sistematizado
desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais e redes
eletrônicas”. (VERGARA, 2006, p.48).
A pesquisa exploratória é frequentemente utilizada em estudos preliminares do
objetivo principal da pesquisa a ser realizada, buscando familiarização com o
fenômeno investigado, de maneira que a pesquisa propriamente dita possa ser
desenvolvida com maior compreensão e precisão. Esse tipo de pesquisa pode ser
realizado por meio de diversas técnicas e, em geral, usa-se uma pequena amostra
que possibilita ao pesquisador a definição do seu problema de pesquisa e a
formulação da hipótese, mais precisamente. Além disso, permite a escolha das
técnicas mais viáveis e adequadas ao estudo. (COLLIS; HUSSEY, 2005).
A coleta dos dados se deu no mês de junho, no ano de 2019 por meio de
pesquisas literárias acerca do assunto escolhido, através de palavras chaves como:
circuito digital, fechadura combinacional e circuito sequencial, onde houve procuras
em diversos sites da internet; foi utilizado também artigos, revistas e livros,
monografias e jornais, além de pesquisa em publicações técnico científico, sendo
pesquisados artigos entre os anos 2005 a 2011.
De acordo com Lakatos e Marconi (2008), a coleta de dados é utilizada para
adquirir informações e/ou conhecimentos sobre uma situação, procurando respostas
a um problema, comprovações de uma hipótese, ou até encontrar novas situações ou
soluções não esperadas.
Feita a análise de todo material colhido, o mesmo foi separando por itens e
descartando aqueles que não condiziam dentro do tema proposto, dando início para
o desenvolvimento do trabalho.

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4.RESULTADOS E DISCURSÃO

4.1 Criação do projeto

O projeto consiste na criação de uma fechadura combinacional que irá se abrir


quando a sequência de dígitos decimas (0,5,6,8) forem introduzidas serialmente em
suas entradas. A fechadura tem duas saídas binárias: z1 e z2. A combinação correta
produz z1=1 e uma combinação incorreta produz z2=1. A saída tem um valor 00
enquanto a sequência é introduzida.

4.2 Criação da tabela verdade

O primeiro passo foi construir uma tabela verdade de acordo com a quantidade
de portas, no caso do projeto, foi realizada com 4 entradas (A, B, C, D), 2 saídas (Z1
e Z2) e 4 estados internos (Q1, Q2, Q3, Q4), cada estado referente a gravação de cada
um dos números da senha na ordem de reprodução que irá abrir a fechadura.
A B C D Q1 Q2 Q3 Q4
0 0 0 0 1 0 0 0
0 0 0 1 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0 0 0
0 0 1 1 0 0 0 0
0 1 0 0 0 0 0 0
0 1 0 1 0 1 0 0
0 1 1 0 0 0 1 0
0 1 1 1 0 0 0 0
1 0 0 0 0 0 0 1
1 0 0 1 0 0 0 0
1 0 1 0 0 0 0 0
1 0 1 1 0 0 0 0
1 1 0 0 0 0 0 0
1 1 0 1 0 0 0 0
1 1 1 0 0 0 0 0
1 1 1 1 0 0 0 0
Tabela 03 – Tabela verdade do projeto sobre fechadura combinacional.

4.3 Criação das suposições das saídas

O segundo passo foi fazer as suposições das saídas:

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 Z1 = 1 Quando a sequência for: Q1, Q2, Q3, Q4.
 Z2 = 1 Quando a sequência acima estiver errada
 Z1 e Z2 = 00 Quando a sequência estiver sendo introduzida.

4.4 Criação do mapa karnaugh juntamente com as expressões booleanas

O terceiro passo foi fazer o mapa de Karnaugh de cada saída para conseguir
as expressões booleanas.

CD
00 01 11 10
00 1 0 0 0
AB 01 0 0 0 0
11 0 0 0 0
10 0 0 0 0
Tabela 04 – Mapa karnaugh para obtenção da expressão booleana referente a Q 1.

Expressão booleana: A’B’C’D’

CD
00 01 11 10
00 0 0 0 0
AB 01 0 1 0 0
11 0 0 0 0
10 0 0 0 0
Tabela 05 – Mapa karnaugh para obtenção da expressão booleana referente a Q2.

Expressão booleana: A’BC’D

CD
00 01 11 10
00 0 0 0 0

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AB 01 0 0 0 1
11 0 0 0 0
10 0 0 0 0
Tabela 06 – Mapa karnaugh para obtenção da expressão booleana referente a Q 3.

Expressão booleana: A’BCD’

CD
00 01 11 10
00 0 0 0 0
AB 01 0 0 0 0
11 0 0 0 0
10 1 0 0 0
Tabela 07 – Mapa karnaugh para obtenção da expressão booleana referente a Q 4.

Expressão booleana: AB’C’D’

Resumindo as expressões:
Q1 = A’B’C’D’

Q2 = Q1 A’BC’D

Q3 = Q2A’BCD’

Q4 = Q3AB’C’D’

4.5 Criação do circuito

Após feito as expressões, será possível montar o circuito, que no caso é o


quarto passo. Lembrando que combinação correta produz z1=1 e uma combinação
incorreta produz z2=1. A saída tem um valor 00 enquanto a sequência é introduzida.

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Figura 07 – Circuito Fechadura combinacional, colocando primeiro número certo da sequência.

Após colocar o primeiro número certo da sequência (0, 5, 6, 8) na entrada e


apertar o clock, a primeira porta AND de multiplicação que está recebendo o A’B’C’D’
que no caso é o número 0, será acionada gravando o número na saída Q do flip-flop.

Figura 08 – Circuito Fechadura combinacional, colocando o segundo número certo da sequência.

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Logo em seguida, digitamos o número 5 e apertamos o clock para gravar, o 1
da figura multiplica o 5 que está indo para a segunda porta AND que está recebendo
Q1 A’BC’D e joga 1 para a saída do Q do flip-flop seguinte, o primeiro flip-flop ficou com
0 porque a memória foi transferida para frente.

Figura 09 – Circuito Fechadura combinacional, colocando o terceiro número certo da sequência.

Quando colocamos o próximo número da sequência, ele fará mesma coisa da


figura, pega o 1 e multiplicando com 6 e colocando o valor 1 na saída do Q do terceiro
flip-flop.

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Figura 10 – Circuito Fechadura combinacional, colocando o quarto número certo da sequência.

Colocando o último número certo da sequência, fazendo o mesmo esquema


anteriormente, pegando o 1 e multiplicando com o 8, o 1 passa para o último flip-flop
acionando a primeira saída (Z1), assim, abrindo a fechadura.

Figura 11 – Circuito Fechadura combinacional, colocando número fora da sequência.


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Caso coloque o número fora da sequência, a saída (z2) ficará aparecendo 1
indicando que está errado.

5. CONCLUSÃO

Os circuitos lógicos dos sistemas digitais podem ser de dois tipos: circuitos
combinacionais ou circuitos sequenciais. Um circuito combinacional é constituído por
um conjunto de portas lógicas as quais determinam os valores das saídas diretamente
a partir dos valores atuais das entradas. Pode-se dizer que um circuito combinacional
realiza uma operação de processamento de informação a qual pode ser especificada
por meio de um conjunto de equações Booleanas. No caso, cada combinação de
valores de entrada pode ser vista como uma informação diferente e cada conjunto de
valores de saída representa o resultado da operação.
Conforme análise bibliográfica realizadas e realizado na prática o circuito
apresentado no desenvolvimento do trabalho, chegamos à conclusão que o circuito
combinacional é constituído por um conjunto de portas lógicas as quais determinam
os valores das saídas diretamente a partir dos valores atuais das entradas. Pode-se
dizer que um circuito combinacional realiza uma operação de processamento de
informação a qual pode ser especificada por meio de um conjunto de equações
Booleanas. No caso, cada combinação de valores de entrada pode ser vista como
uma informação diferente e cada conjunto de valores de saída representa o resultado
da operação.
Desta forma entendemos que o objetivo da análise de um circuito
combinacional é determinar seu comportamento. Então, dado o diagrama de um
circuito, deseja-se encontrar as equações que descrevem suas saídas. Uma vez
encontradas tais equações, pode-se obter a tabela verdade, caso esta seja
necessária. É importante certificar-se que o circuito é combinacional e não sequencial.
Um modo prático é verificar se existe algum caminho (ou ligação) entre saída e
entrada do circuito. Caso não exista, o circuito é combinacional.

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5. BIBLIOGRAFIA

Análise de Circuitos Digitais – Flip-Flops Prof. Luiz Marcelo Chiesse da Silva - a Cefet/PR –

Cornélio Procópio.

MALVINO e LEACH. Eletrônica Digital: Princípios e Aplicações.

TOCCI, WIDMER E MOSS. Sistemas Digitais: Princípios e Aplicações.

PUCRS – Faculdade de Engenharia Elétrica – Departamento de Engenharia Elétrica – Eletrônica

Digital Cap. VII – F.C.C. De Castro.

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