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Sistema Nervoso

Autônomo II

Profa Dra Eliane Comoli


Depto Fisiologia da FMRP - USP
Sistema Nervoso Entérico
Sistema nervoso associado ao trato gastrointestinal e seus
órgãos acessórios para controlar suas funções (plexos
nervosos); modulado pelo SNSimpático e Parassimpático.
Plexos Nervosos: neurônios sensoriais primários (condições
mecânicas e químicas) e interneurônios (integração); neurônios motores
(influenciam a atividade do músculo e secreções glandulares).

Plexos do sistema nervoso entérico agem independentemente do SN;


operam com seus próprios códigos reflexos.
Inervação Simpática e Parasimpática do
Sistema Nervoso Entérico

Ação do Simpático
dimunui processo
digestivo: secreção e
motilidade

Ação do
Parassimpático
aumenta processo
digestivo: secreção e
motilidade
Inervação Simpática e Parasimpática
do Sistema Nervoso Entérico

Segmento lombar
Plexos mioentérico e
submucoso
O plexo mioentérico controla a
motilidade do trato gastrointestinal;
e o plexo submucoso controla a
secreções digestivas e hormonais do
trato gastrointestinal.
Vias Reflexas Curtas e Longas

Sistema Simpático e
Parassimpático


Sistema Entérico
Presença de alimento provoca estiramento da parede intestinal.
Gera reflexo de contração da musculatura lisa, empurra o alimento adiante
(peristaltismo) = sist. parasimpático aumenta a atividade do plexo mioentérico.
O simpático modula a atividade do plexo mioentérico diminuindo a atividade
peristáltica = exemplo de reflexo autonômico.
Receptores Muscarínico e Adrenérgico no
Trato Gastrointestinal
Hierarquia do Sistema
Nervoso Autônomo
Componente Sensorial do
Sistema Nervoso Autônomo
SNA é regulado por retroalimentação sensorial

Aferências sensoriais
viscerais convergem
para o núcleo do trato
solitário no tronco
encefálico através do
nervo vago e
glossofaríngeo e
facial; e daí para o
hipotálamo e para
núcleos motores do
tronco.
Informações viscerais não-conscientes são essenciais
para os reflexos vegetativos. Informações conscientes sobre as vísceras
são limitadas, e basicamente referentes à dor.
Hierarquia do Sistema Nervoso Autônomo
Controle Central da função
Autonômica

O principal centro de controle


visceral é o hipotálamo.
O córtex cerebral regula reações
viscerais involuntárias:
Reflexos:
a. rubor em resposta a estímulo
respiração,
vômito e micção, conscientemente embarassador;
b. vasoconstrição e palidez
em resposta ao medo;
c. respostas vegetativas a
situações sexuais
Está intimamente relacionado com
a experiência e com a expressão
emocional.
Controle Central da função Autonômica
Hipotálamo
e circuitaria que ele controla
no tronco encefálico e medula
O Hipotálamo é um centro neural
muito importante para a manutenção
da homeostase do organismo.
É o componente central do Sistema
Límbico – Emoções

O tronco apresenta núcleos que organizam funções viscerais específicas,


como reflexos cardíacos, controle da bexiga e reflexos relacionados à
função sexual; e outros reflexos vegetativos críticos para a função
respiratória e vômito.

Esses continuam suas funções independentemente de doenças ou


lesões Hipotalâmicas. POR QUE ISSO OCORRE?
O Hipotálamo:

O Hipotálamo é um centro neural muito importante para a


manutenção da homeostase do organismo.
a) organiza comportamentos motivados como defesa,
comportamento alimentar e sexual; sendo responsável pela
sobrevivência do indivíduo e manutenção da espécie.
b) responsável pela manutenção da homeostase através da sua
influência sobre o sistema neuro-endócrino e Sistema Nervoso
Autônomo.

O hipotálamo age através do sistema nervoso autônomo para ajustes


rápidos; e através do sistema neuro-endócrio para ajustes a longo
prazo.
Homeostase da Temperatura Corpórea
ou Termorregulação
Por quê é importante a manutenção da
temperatura corpórea constante?
Por quê é importante a manutenção da
temperatura corpórea constante?
A vida depende do funcionamento bioquímico das
enzimas, que catalisam todas as reações fisiológicas.

Hipotermia ou Hipertermia pode se muito danoso


para o indivíduo.

Interpretar Hipertermia e Hipotermia do paciente é


fundamental e as vezes muito difícil;
em especial o que é considerado o Início de uma Hipertermia.
Sobre Temperatura Corpórea
Num dia frio as extremidades do corpo ficam
mais frias que o centro do corpo.
Essa temperatura interna (core temperature) é
em torno de 36,5 ˚C à 37 ˚C.

Quanto se dorme há uma diminuição da


temperatura corpórea.

No final da tarde a temperatura corpórea se eleva.

Na segunda metade do ciclo ovariano


há um aumento de 0,5 ˚C
Mecanismos de perda de calor

Mecanismos de ganho de calor


Do ambiente por condução, radiação e convecção.
Do metabolismo – energia usada no metabolismo produz calor
Centro Termorregulador

A resposta do centro de integração Hipotalâmico é mais vulnerável aos


termoceptores hipotalâmicos e menos sensível aos termoceptores periféricos.
Centro
Termorregulador
Hipotalâmico
Adaptações Fisiológicas ao aumento
da Temperatura Corpórea
Primeira Adaptação – Fisiológica: Vasodilatação
Segunda Adaptação – Comportamental

Terceira Adaptação – Fisiológica: Sudorese


Adaptações Fisiológicas ao decréscimo
da Temperatura Corpórea
Primeira Adaptação - Comportamental

Segunda Adaptação – Fisiológica: Vasoconstrição

Terceira Adaptação – Fisiológica: Tremor

Quarta Adaptação – Fisiológica:


Aumento da liberação de Hormônios Tireoideanos
Piloereção
Termorregulação
Que sistemas estão envolvidos
com a Termorregulação?
Mecanismos de Termorregulação
Endotoxina e Resposta Pirogênica
Elevação do Set Point acima de 39 ˚C
produz Febre
Febre

A
B – período que
sente calor
B

A – período que
sente frio
Antipirético
O antipirético age bloqueando a
ação dos pirógenos sob centro de
regulação hipotalâmicos.