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LABOMEPE – OFICINA 2

Profa. Íris Gomes (DGP/UFPB)

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
SOBRE O CONHECIMENTO CIENTÍFICO...

• A Inferência Descritiva: processo de


compreensão de um fenômeno não observado
com base num conjunto de observações
coletadas, distinguindo elementos sistemáticos
daqueles eventuais.

• A inferência Causal: processo que busca


diferenciar correlação de causação/causalidade,
explicando o fenômeno em sua origem e
consequência, ou seja, trata de elementos
factuais e contrafactuais.
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DGP/UFPB
ABORDAGENS METODOLÓGICAS NAS
C. SOCIAIS
• Sátyro e Reis (2016) apontam a existência de três
modalidades de pesquisa que se diferenciam apenas no que
tocante a abrangência e objetivos

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DGP/UFPB
MÉTODOS QUALI: características
• Métodos qualitativos são recomendados quando se
identifica pelo menos uma das situações:
i) investigação sobre fatos do passado ou estudos de
grupos. sobre os quais se dispõe de pouca informação,
ii) para formação de indicadores de funcionamento de
estruturas sociais,
iii) quando se deseja compreender aspectos de
grupos/locais onde dados não podem ser coletados de
modo completo por outros métodos devido à sua
complexidade (ex: motivações, expectativas, valores e
opiniões)
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DGP/UFPB
O QUE A ABORDAGEM QUALI NÃO É?

• Prioritariamente dedutivista;
• Reducionista;
• Hermética;
• “não quantitativa” (G.Soares);
• Caótica e S/ critérios claros;
• Determinística.

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DGP/UFPB
MÉTODOS QUANTI: características
• Métodos quantitativos são recomendados quando se
identifica pelo menos uma das situações:
✓ Existirem bases de dados passíveis de gerarem um grande
número de observações confiáveis;

✓ Houver tempo e recursos para a coleta dos dados, caso


não sejam de fontes secundárias;

✓ O desenho da pesquisa se restringir a dados do tipo


numérico ou categóricos com representação numérica.

✓ O pesquisador possui algum conhecimento sobre as


técnicas de coleta e manipulação dos dados;
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DGP/UFPB
MÉTODOS QUANTI: características
✓ Se a literatura utilizada permitir e sustentar o método.

✓ A pesquisa objetiva analisar/descrever o comportamento


de um fenômeno de forma aprofundada geograficamente
e ao longo do tempo (intra case);

✓ A pesquisa objetiva comparar comportamentos do


fenômeno entre casos distintos (crosscase, estudos
atitudinais e de coorte transversal);

✓ A pesquisa objetiva observar e comparar comportamentos


ao longo de uma série temporal (painel ou estudos
longitudinais);

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DGP/UFPB
O QUE A ABORDAGEM QUANTI NÃO É:
✓ métodos quant são melhores ou piores que Quali;

✓ uso de números é positivismo;

✓ estudos quantitativos exigem domínio de matemática e


estatística;

✓ posso realizar pesquisa quantitativa sem a devida


representação numérica (large N);

✓ o objetivo da produção do conhecimento quali x quanti


é distinto
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DGP/UFPB
O QUE A ABORDAGEM QUANTI NÃO É:
✓ análise quantitativa se adéqua a qualquer desenho de
pesquisa, inclusive aqueles sem hipóteses;

✓ somente "liberais" usam métodos quanti;

✓ achados estatísticos são irrefutáveis (positivismo x


neopositivismo);

✓ “não há importância em se compreender os métodos


quantitativos, pois nunca usarei desse conhecimento”;

✓ “eu sou o máximo por usar métodos quanti e não


preciso do método quali”.
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DGP/UFPB
O DESENHO METODOLÓGICO
• Para que se execute o método, seja quali ou
quanti, é necessário antes de tudo:
– Escolher o espaço de delimitação
(geográfico/temporal) da pesquisa,
– Os critérios e estratégias de identificação dos
grupos/sujeitos, Corpus empírico
– A definição dos instrumentos;
– Os mecanismos para entrada em campo e/ou
acesso aos dados.
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O DESENHO METODOLÓGICO
• Precisamos responder quantas
organizações/sujeito/documentos serão
envolvidos na pesquisa?

• O processo de definição de certa quantidade de


representantes no universo de possibilidades,
tanto organizacional quanto de sujeito ou de
documentos/imagens, também se denomina de
amostragem, seleção da amostra, ou definição
do corpus, ou amostragem conceitual
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DGP/UFPB
AMOSTRAGEM NA PESQUISA
QUANTITATIVA
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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUANTI
• Existem basicamente duas principais formas
de definição de sujeitos ou unidades de
observação nos desenhos de pesquisa quanti:

– Amostragem Probabilística;

– Amostragem Não probabilística.

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SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUANTI
• Probabilística: quando todos os elementos de
uma população possuem probabilidade
conhecida e não nula de ser parte da amostra
escolhida

• Não Probabilística: costuma-se definir o número


de sujeitos de forma progressiva, sem demarcar
a priori o número de participantes ou a seleção
ocorre sem nenhum critério sistemático ou
sorteio.
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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUANTI

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUANTI

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DGP/UFPB
AMOSTRAGEM PROBABILÍSTICA
• Amostragem é o conjunto de técnicas para
obter um subconjunto de valores de universo
desconhecido para caracterizar, a ideia
principal é aleatorizar ou seja randomizar:

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DGP/UFPB
AMOSTRAGEM
• o OBJETIVO da amostragem é fazer inferências
sobre a população.
– ou seja determinar as características da população
a partir de uma amostra, usando técnicas de
probabilidade.
– tal inferência somente será válida se as amostras
forem representativas do universo
– A amostragem visa diminuir custos, erros e tempo
do processo de estimação de determinada
característica de uma população

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DGP/UFPB
TERMINOLOGIAS COMUNS:

• Universo de valores é a população e o seu


subconjunto é a amostra

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DGP/UFPB
TERMINOLOGIAS COMUNS:

• População é um conjunto de todos os


elementos que apresentam pelo menos uma
característica em comum interesse da
pesquisa
• Amostra é um subconjunto dessa população a
qual deve possuir as características da
população de onde foi extraída

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DGP/UFPB
TERMINOLOGIAS COMUNS:

• unidade amostral: é o elemento ou conjunto de elementos


considerados para seleção em alguma etapa da
amostragem. numa amostra simples as unidades da amostra
são o mesmo que os elementos. em outros casos uma
amostra pode ter diferentes unidades de amostra (setores
censitários, domicílios)

• moldura de amostragem: é a lista de unidades de amostra da


qual a amostra é selecionada. numa amostra de etapa única a
moldura de amostragem é a lista dos elementos compõem a
população.

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DGP/UFPB
TERMINOLOGIAS COMUNS:
• - unidade de observação: é um elemento do
qual se coleta dados. pode coincidir com a
unidade amostral, mas uma pesquisa pode
obter dados de diversas unidades de análise.
– ex: podemos entrevistar chefes de domicílio
(unidade de observação) para coletar
informações sobre todos os membros ( unidades
de análise)

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DGP/UFPB
TERMINOLOGIAS COMUNS:

• variável: é um conjunto de características


mutuamente excludentes (idade, sexo)
- estatística: é a descrição de uma variável da
amostra. ex: renda média em função da faixa
etária;

• parâmetro: é a descrição de uma variável


numa população. ou seja, uma amostra serve
p/ estimar parâmetros populacionais.

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DGP/UFPB
TERMINOLOGIAS COMUNS:

• nível de confiança: trata-se do percentual de


aproximação da estatística amostral em relação
ao parâmetro populacional.
– diz respeito a confiança de captura do fenômeno.

i) erro amostral - diferença entre o resultado amostral e o


verdadeiro resultado da população (erro de cálculo ou
estimativas);
ii) erro não amostral - ocorre quando os dados amostrais
são coletados, registrados ou analisados incorretamente.
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DGP/UFPB
SOBRE ERROS NA PESQUISA QUANTI:

• alguns erros também podem decorrer do tempo


de execução da pesquisa. Isto é, quando se
passa mais de 3 meses para execução de um
campo que exigem interação com o
entrevistados (survey).

• os dados amostrais devem ser coletados de modo


apropriado, caso contrário a amostra não será
representativa para a população da qual foi
obtida.
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DGP/UFPB
SOBRE ERROS NA PESQUISA QUANTI:
• erros resultados da aplicação do instrumento,
ou mesmo de validade, podem impactar no
resultado final (confiabilidade intra/inter
observador).

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DGP/UFPB
SOBRE ERROS NA PESQUISA QUANTI:
• O tamanho da amostra é importante no que se refere o erro
amostral, mas a forma/técnica de seleção dos elementos tem
maior relevância pq garante a VARIÂNCIA.

• É comum acreditar que o tamanho da amostra deveria ser


uma porcentagem da população, mas fórmulas probabilísticas
indicam que isso é irrelevante e se aplica para casos em que a
população é pequena.

• A maioria das pesquisa de populações grandes envolve


tamanhos amostrais padrões (faixa de 1000 a 2000), mesmo
representando um percentual pequeno da população
conseguem estimativas boas.
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DGP/UFPB
AMOSTRAGEM NA PESQUISA
QUALITATIVA
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DGP/UFPB
AMOSTRAGEM NÃO PROBABILÍSTICA

• nesse caso não existe nenhum processo formal de


aleatorização, mesmo que o pesquisador busque parecer
aleatório. não existe um quase aleatório.
• - no caso de não haver um processo específico de
randomização consideramos a amostragem como intencional
• - amostragem intencional quando o pesquisador seleciona
deliberadamente certos elementos da população para formar
uma amostra.
- esse tipo de critério de seleção não significa uma invalidade
dos achados da pesquisa, contudo implica na impossibilidade
de utilização de estimativas e generalizações

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUANTI

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Para Pires (1997), a palavra amostra contém
dupla significação.
– i) pode indicar o resultado de um procedimento
que Visa extrair uma parte de um todo bem
determinado;
– ii) pode designar um resultado de qualquer
operação que vise a constituir o Corpus empírico
de uma pesquisa.

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Devido ao fato de sua flexibilidade, a amostra
na pesquisa qualitativa muitas vezes se
modifica ao decorrer do processo.

• Na visão deste autor, não existe um


estudo que dê conta de discutir
procedimentalmente a definição da amostra
na pesquisa qualitativa.

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Para o mesmo autor, é inútil querer construir
critérios muito formais de amostragem na
pesquisa qualitativa.

• O percurso metodológico de uma pesquisa


qualitativa não é necessariamente dado a
priori.
– Porém, isso não significa que não se deve
publicizar os procedimentos adotados.

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Pires informa que há dois tipos de dados: as
letras e os números.

– Para ele, a distinção entre probabilística e não


probabilística só vale para dados numéricos.

– As amostras qualitativas são consideradas


amostras teóricas ou intencionais. Porém, tais
denominações são por demais amplas.
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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Na abordagem qualitativa não se tem valorizado
as regras de amostragem e sim adequação entre
o objeto de estudo e o Corpus empírico;

Os erros técnicos de amostragem acarretam


problemas menos graves ou mais fáceis de
corrigir, desde que se tenha discernimento na
análise final evitando utilizar linguagens
probabilísticas ou generalizantes
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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Abordagem qualitativa se caracteriza pela ideia
de amostragem intencional;

• - Pesquisas qualitativas constituem seu corpus de


dados de maneira não probabilística.

• portanto, deve-se refletir sobre o estatuto dos


dados para falar em amostras e não falar em
amostra para refletir sobre o estatuto dos dados.

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• A emergência do CORPUS

• os autores Bauer e Aarts (2000) propõem a discussão


de corpus como um princípio alternativo para a
seleção dos dados;

Corpus = escolha sistemática de algum racional


alternativo de dados que não descarta a prestação de
contas/transparência da amostragem e garante
eficiência na seleção.
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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Assim, “construção de um Corpus e
amostragem representativa são
funcionalmente equivalentes e
estruturalmente diferentes”;

• A construção de um Corpus tipifica atributos


desconhecidos enquanto que a amostragem
estatística aleatória descreve uma distribuição
de atributos já conhecidos no espaço social
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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Corpus = coleção finita de materiais
determinados de antemão pelo analista com
inevitável arbitrariedade (BARTHES, 1967);

– Tal arbitrariedade é menos uma questão de


conveniência do que de inevitabilidade.

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• os materiais de um corpus devem ser
homogêneos para que o tratamento de seu
conteúdo não seja prejudicado:

" uma boa análise permanece dentro de um


mesmo corpus e dá conta de toda a diferença
que está contida nele" (p.45)

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Qual deve ser o tamanho do corpus?

– embora a questão do tamanho permeie a


discussão ela não é essencial;

– o aspecto mais relevante é a representatividade


que neste caso o diz respeito a variabilidade das
características abarcadas;

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI

• Não se pode determinar a priori com o que se


parecerá um Corpus representativo;

• Devemos proceder às sucessivas correções a


fim de compensar os vieses que vão sendo
identificados
– Trata-se de um processo cíclico

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• Qual deve ser o tamanho do corpus?

– devemos considerar o esforço envolvido na coleta e


análise, bem como o número de categorias ou
representações que se deseja aprofundar;

– pesquisas qualitativas que envolvem uma grande


quantidade de material foram corretamente identificadas
como um incômodo atrativo
– Os pesquisadores coletam facilmente uma grande
quantidade de material interessante e não conseguem
lidar efetivamente no tempo do projeto.
• Análise superficial;
• Análise incompleta ou com recortes pouco Racionais
• porões de dadosMaterial
- materiais
Docente - Profacoletados
Íris Gomes mas nunca analisados
DGP/UFPB
CONSTRUÇÃO DE CORPUS NAS
C.SOCIAIS
• Duas dimensões para perseguir a saturação:

– 1) Dimensão horizontal - no sentido de abranger


maior número de estratos conhecidos (sexo idade
religião);

– 2) Dimensão vertical - trata do aprofundamento da


análise de estereótipos crenças e identidades dos
elementos identificados como estratos.

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DGP/UFPB
CONSTRUÇÃO DE CORPUS NAS
C.SOCIAIS
• por fim, a construção do Corpus ajuda a tipificar
representações desconhecidas (indutivo),
enquanto que a amostragem representativa
descreve a distribuição de representações já
conhecidas na sociedade (dedutivo);

• O pesquisador inicia a construção do seu Corpus


a partir da definição de estratos, segundo uma
lógica de variação externa, contudo deve ter uma
mente aberta para admitir a variabilidade
interna.
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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• REGRA 1 - proceder por etapas: selecionar
analisar e selecionar de novo;
– o Corpus é um sistema que cresce;
– princípios da relevância, homogeneidade e
sincronicidade podem ser úteis;
– os tópicos ou registros devem ser Teoricamente
relevantes e coletados a partir de um ponto de vista
apenas - um tema específico
– Corpus é uma interseção da história e a maioria dos
materiais têm um ciclo natural de estabilidade e
mudança.
• estes materiais devem ser analisados numa lógica sincrônica
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DGP/UFPB
CONSTRUÇÃO DE CORPUS NAS
C.SOCIAIS
• Regra 2 - na pesquisa qualitativa a variedade de
estratos e funções precede a variedade de
Representações;

• Regra 3- a característica da variedade de


representação tem prioridade sobre sua
ancoragem nas categorias existentes de pessoas

• Regra 4 - a maximização da variedade de


representações pode ser alcançada aumentando
o espectro de estratos em consideração.
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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI

• PS 1: falas conversações e interações humanas são


sistemas abertos cujos elementos são as palavras e
os movimentos em um conjunto infinito de
sequências e combinações possíveis;

• PS2: Se valer de AA para definição de situações


e ações/comportamento é problemática porque as
possibilidades de variações são desconhecidas.

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DGP/UFPB
SELEÇÃO DAS UNIDADES DE
OBSERVAÇÃO - QUALI
• PS3: Para sistemas abertos, a população é em
princípio impossível de ser conhecida,
assim seus elementos podem ser no máximo
tipificados mas não listados;

• PS4: a busca por representatividade pode


desviar recursos No que diz respeito às
estratégias de seleção que são inadequadas
para um determinado problema em questão
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DGP/UFPB
PRINCIPAIS FONTES – CORPORA
SOCIAL
– Entrevistas (fechada, aberta, narrativa),
– Diários de campo: observação direta, observação
participante,
– Relatos de história oral,
– Relatos de Grupo focal,
– Relatos de história de vida;
– Documentos institucionais;
– Fotografias;
– Filmagens/vídeo;
– Jornais;
– Corpora textuais.

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DGP/UFPB
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

• Partindo desse entendimento,


identifique:
A) os elementos de sua amostra/Corpus;

B) defina critérios que justifiquem sua seleção:


viabilidade do método, de acesso, de análise
técnica etc;

C) Descreva a estrutura dos materiais e registros


incorporados
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DGP/UFPB
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

D) Reflita sobre as implicações éticas da sua


utilização;

E) Reflita sobre os critérios usados para a ampliação


gradual do corpus aberto;

F) Apresente os estratos sociais ou funções e


categorias empregadas para a seleção inicial dos
dados;

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DGP/UFPB
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO

G) Indique os estratos sociais funções ou categorias


acrescentados posteriormente ao corpus;

H) Indique a evidência para a saturação ;

I)Registre a duração dos ciclos na coleta de dados;

J) Caracterize o local e o software de processamento


dos dados. Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
AVALIAÇÃO 2
As principais perguntas antes de determinar
se a sua amostra deve ser probabilística ou
não são:
i) o que quero saber?
ii) Quais são as fontes/respondente corretas?
iii) Quais são as perguntas corretas?
iv) o que será feito, como os resultados como
serão analisados?
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DGP/UFPB
AVALIAÇÃO 2
• Partindo desse entendimento, identifique:

– A) os elementos de sua amostra/Corpus;

– B) defina critérios que justifiquem sua seleção:


viabilidade do método, de acesso, de análise
técnica etc.

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DGP/UFPB
AVALIAÇÃO 3
• 1) Para cada categoria/indicador ou variável
inserida em sua modelagem indique as fontes
dos dados
• 2) Para cada categoria/indicador ou variável
formule questões/alternativas sensíveis à sua
captura/resposta.

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DGP/UFPB
SOBRE OS INSTRUMENTOS DE
COLETA E ANÁLISE DOS DADOS
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DGP/UFPB
Etapa 1 – A pergunta de partida

Etapa 2 – A exploração

As leituras As entrevistas
exploratórias

Etapa 3 – A problemática

Etapa 4 – A construção do modelo de análise

Etapa 5 – A observação

Etapa 6 – A análise das informações

Etapa 7 – As conclusões
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DGP/UFPB
Esquema de pesquisa

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DGP/UFPB
Modelagem Pesquisa Qualitativa

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DGP/UFPB
Modelagem Pesquisa Qualitativa

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DGP/UFPB
Modelagem Pesquisa Qualitativa

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DGP/UFPB
Modelagem Pesquisa Quantitativa

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DGP/UFPB
Modelagem Pesquisa Quantitativa

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DGP/UFPB
MÉTODOS & TÉCNICAS
• Os métodos indicam as técnicas que, por sua
vez, delineiam os instrumentos:

• Há algumas variações clássicas entre os


procedimentos de coleta de dados quanti e
quali

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DGP/UFPB
INSTRUMENTOS DE COLETA E
ANÁLISE: ASPECTOS GERAIS
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DGP/UFPB
NOTAS:
• Para se elaborar um instrumento é preciso
ter:
I - um desenho de pesquisa coerente, Isto é:
a) um problema ancorado numa literatura válida;
b) um problema científico e não de juízo de valor
c) um problema formulado em forma de pergunta -
que envolva aspectos relacionais e identifique o
mais claramente A VARIÁVEL DEPENDENTE

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DGP/UFPB
NOTAS:
d) um problema Claro e preciso - que remeta ao
objeto e conceito tratado
e) um problema empírico - que discuta fatos empíricos
e observáveis e não fenômenos desejáveis,
normativos ou revisão teórica
f) um problema suscetível de resposta ou solução - a
partir de teorias e tecnologias existentes e
disponíveis ao pesquisador
g) exequível - Realista e adequado aos meios e
possibilidades de respondê-lo

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DGP/UFPB
NOTAS:
• o problema precisa indicar claramente a
abordagem metodológica pretendida.

– um problema qualitativo deve arguir (como? por


quê? quais causas?

– um problema quantitativo deve arguir (em que


medida? o quanto (intensidade)? Em que direção
(sentido)?
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DGP/UFPB
NOTAS:
II- uma literatura/teoria operacionalizável.
ou seja, capaz de fornecer indicadores,
tipologias, dimensões ou categorias de
análise passíveis de observação/medição
empírica

- hipóteses delimitadas (casuística,


frequentistas, associativas, interdependentes)

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DGP/UFPB
NOTAS:
III - escopo metodológico e técnico:
o instrumento se relaciona intimamente não
somente com o perfil/tipo de fonte de dados,
mas também com o método e as técnicas
elencadas.
- da definição do método derivam as técnicas e por sua vez os
instrumentos
- - por isso, cada método pode ter uma ou mais técnica
associada e padrões/formatos de instrumentos.

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DGP/UFPB
NOTAS:
• Dito isto, passemos a refletir sobre o
instrumento de coleta/produção de dados...

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DGP/UFPB
O QUE É?

• Ferramentas para a coleta, produção e


registro de dados e informações necessárias
para o conhecimento (descritivo ou
explicativo) do objeto que
mobilizam elementos conceituais de uma ou
mais teoria.

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DGP/UFPB
O QUE É?
• um instrumento varia segundo:
– a) o tipo de Informante/interlocutor/fonte;
– b) a teoria;
– c) método;
– d) técnica;
– e)recursos(tempo,dinheiro,acesso/disponibilidad)

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DGP/UFPB
PARA QUÊ?
• aplicação do método
• produção/coleta de dados
• exploração do objeto
• teste de hipóteses teóricas
• ordenação dos dados
• planejamento da análise (plano)
• melhoria de conceitos/teoria

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DGP/UFPB
TIPOS DE INSTRUMENTOS

• Para produção de dados primários:


– roteiros abertos/semi-estruturados,
– guias de observação,
– questionários/formulários (virtuais/físicos),
– diários de campo.

• Para coleta de dados secundários:


– Formulários (banco de dados/planilhas)
– roteiros de registro documental.
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DGP/UFPB
TIPOS DE INSTRUMENTOS
• Ps: cada tipo de instrumento está associado a um ou
mais métodos de pesquisa e abordagem (quali ou
quanti, quali-quanti);

• Ps: os instrumentos também se associam a técnicas de


coleta específicas.

Método Técnica Instrumento

• ps: todo e qualquer tipo de instrumento gera um


banco de dados
– um instrumento é portanto um filtro, uma máscara, para a
"entrada de dados"
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DGP/UFPB
OS ELEMENTOS BÁSICOS DE UM
INSTRUMENTO
- cabeçalho, design, capa
- apresentação pesquisa, termo
confidencialidade, contatos dos responsáveis
- questões/enunciados
- terminologias/glossários
- blocos/dimensões

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DGP/UFPB
OS ELEMENTOS BÁSICOS DE UM
INSTRUMENTO
- categorias/variáveis
- assertivas/escalas/variáveis
- filtros/looping
- tabelas, quadros, imagens
- cartão resposta
- listas pré ordenadas
- agradecimentos

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DGP/UFPB
CONSTRUINDO UM INSTRUMENTO
ORIGINAL
Premissas básicas do NÃO FAZER
- induzir respostas socialmente desejáveis
- dimensionar valores/preconceitos
- invadir privacidade
- constranger intencionalmente
- confundir
- induzir respostas a partir da restrição de alternativa
- exigir da memória distante (exceto em técnicas de
pesquisa oral/história de vida)
- Ignorar parâmetros/escalas oficiais ou clássicas da
literatura
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DGP/UFPB
GRUPO FOCAL
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DGP/UFPB
O QUE É?
_____________________________
• Uma técnica de produção de dados que se dá por
meio de um conjunto de pessoas selecionadas e
reunidas por pesquisadores para discutir e
comentar um tema, objeto de pesquisa, do ponto
de vista de sua experiência pessoal (POWELL e
SINGLE, 1996).

• o grupo é focalizado, pois envolve algum tipo de


atividade coletiva, artificial, que o reúne (assistir
a um filme, debater algumas questões, observar
imagens)
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DGP/UFPB
O QUE É?
_____________________________
• Uma técnica para conhecimento de
representações, percepções, crenças, hábitos,
valores, restrições, preconceitos, linguagens,
e simbologias que prevalecem em relação a
um determinado tema e que são
compartilhados por pessoas que possuem
traços em comum;

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HISTÓRICO
_____________________________
• Deriva da Psicologia Social;

• Não se trata de uma técnica nova, usado desde a


déc.20 na área de marketing;

• Utilizado largamente em pesquisas da área social


e comunicação para medir “efeitos da
propaganda de guerra” - Autores MERTON e
LAZARSFELD;

• A partir da déc.50 domina as pesquisas na área


de MKT e Política eleitoral ;
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
HISTÓRICO
_____________________________
• Ressurge nas Ciências Sociais a partir dos anos
80, sendo assim estudada e aplicada de forma
mais sistemática.

• No Brasil, as áreas q mais têm usado são a


saúde e a eleitoral.

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DGP/UFPB
OBJETIVOS
_____________________________
• Captar, a partir de trocas realizadas no grupo:
– conceitos e sentimentos,
– atitudes, crenças,
– experiências e reações

• Fazer emergir pontos de vistas e processos emocionais


pelo contexto de interação criado, permitindo a
captação de significado que por outros meios
poderiam ser difíceis de se manifestar;

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DGP/UFPB
QUANDO UTILIZAR
_____________________________
• Em pesquisas social ou de avaliação de impacto de
intervenções;

• Utilizada de forma exploratória em fases preliminares de


pesquisas com outros métodos, para apoiar a construção
de instrumentos de pesquisa - questionários, roteiros de
entrevistas ou observação;

• Viabilizar análises por triangulação ou validação de dados;

• Para identificar fatores/variáveis intervenientes em uma


dada questão/área (nesse caso exige-se a realização de
mais de um GF).
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DGP/UFPB
QUANDO UTILIZAR
_____________________________
• São úteis em estudos:
– onde há diferenças de poder entre os participantes e
decisores (ex: burocracias/empresas);
– qd há interesse pelo cotidiano da linguagem e da
cultura de um grupo especifico;
– qd se deseja explorar grau de consenso sobre certo
tema;
– qd se deseja compreender diferenças e divergências,
contraposição e contradição;
– Qd se deseja identificar prioridades de um grupo,
normas e funcionamento de um grupo.
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DGP/UFPB
QUANDO NÃO UTILIZAR
_____________________________
• Quando se deseja que as pessoas cheguem a
um consenso;

• Quando se quer que o grupo seja


educado/direcionado;

• Quando se buscam informações delicadas


que não podem ser partilhados em grupo (ex:
delitos);
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DGP/UFPB
QUANDO NÃO UTILIZAR
_____________________________
• Qd envolve questões ofensivas a algum
participante;

• Qd o ambiente estiver “emocionalmente


carregado”, pois pode aumentar os conflitos
no grupo;

• Qd não se puder assegurar certa


confidencialidade de informações fora do
grupo. Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
GF & Outras Técnicas/Métodos
_____________________________
GF x OBS. PARTICIPANTE:
• Ambos coletam dados sobre interação de
grupos;

• GF simula uma interação, ou seja o contexto


não é natural;

• GF são preferíveis quando uma


interação/discussão temática não seria
possível ou teria pouca chance de ocorrer.
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DGP/UFPB
GF & Outras Técnicas/Métodos
_____________________________
GF x ENTREVISTAS

• GF permite a observação direta de interação


do grupo, CONFRONTANDO similaridades e
diferenças de opiniões comportamentos e
motivações;

• GF capta aspectos representacionais e não


idiossincráticos;
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DGP/UFPB
GF & Outras Técnicas/Métodos
_____________________________
GF x ENTREVISTAS ABERTAS/SEMI

• GF não é entrevista grupal/coletiva:


– ênfase recai sobre a interação DENTRO do grupo e
não em perguntas e respostas entre participante e
moderador

• Entrevistas - permitem aprofundar a opinião


de um indivíduo ou de cada informante;
– São mais fáceis de aplicar e controlar.
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DGP/UFPB
GF & Outras Técnicas/Métodos
_____________________________
GF x ENTREVISTA FECHADA (Questionário)

• GF possibilita trazer à tona respostas mais


completas e verificar lógicas ou
representações que conduzem à resposta
dada.

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DGP/UFPB
GF & Outras Técnicas/Métodos
_____________________________
GF + Survey

a) facilita o desenho do instrumento, melhora a


validade interna do survey:
- formulação de perguntas
-uso particular de linguagem
(tradução/uso c população específica)

b) antecipa problemas de não resposta ou recusa


(diminui erro de amostragem)
- em populações de difícil acesso;
- minimiza viés criado pelas condições de campo.
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DGP/UFPB
GF: Vantagens & Desvantagens
_____________________________
ASPECTO VANTAGEM DESVANTAGEM
Volume de Dados produção concentrada de dados a Planejamento/articulação dos
respeito do tópico de interesse em participantes demanda tempo;
tempo mais curto Recurso (espaço apropriado e R$)
Pode ocorrer desnível na produção de
informações (tópicos sensíveis ou
polêmicos)
Qualidade dos Dados dados produzidos a partir da interação, A depender da mediação e seleção dos
capaz de expressar participantes, pode ocorrer
comportamentos e motivações contaminação/viés:
complexas - efeito de composição
o grupo tem sinergia própria, fazendo - efeito moderador
emergir ideias diferentes de opiniões - efeito “galo”
particulares;

ha uma reelaboração de questões,


decorrente da própria troca,
reelaboração, consensos e dissensos
que trazem luz sobre aspectos não
detectáveis inicialmente e em outras
condições
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DGP/UFPB
GF: Vantagens & Desvantagens
_____________________________
ASPECTO VANTAGEM DESVANTAGEM

Alcance dos Dados A riqueza de dados que emerge do Não permitem certas
grupo (a quente) extrapola as ideias generalizações em função do
prévias do pesquisador, colocando pequeno número de participantes e
novas CATEGORIAS, e formas de da forma de seleção intencional
entendimento, destes
Possibilita inferências novas em
relação à questão de pesquisa.

Alcance de Teoria oferece oportunidade para o Mais limitado para verificação ou


desenvolvimento de teorizações em teste de hipóteses prévias.
campo, a partir do ocorrido e do
falado
serve para geração de teorizações
exploratórias (grounded theory)

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DGP/UFPB
O Instrumento do GF
_____________________________
• O Instrumento do GF se chama “Roteiro” ou
“Guia”;
• O roteiro integra questões/tópicos que se
relacionam diretamente com o problema da
pesquisa:
– As questões levadas ao grupo devem ser claras e
relacionadas o objeto central da investigação;
– Ajustes no decorrer do trabalho podem ser
realizados, inclusive incluindo pontos não
previstos; Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O Instrumento do GF
_____________________________
• O tópico guia deve ser de fácil entendimento e
provocador
– Recomenda-se não utilizar muitos tópicos/questões
(máximo 10),
– Deve-se priorizar o uso de PROBES;

• O roteiro deve contemplar um primeiro bloco de


quebra gelo;

• Também deve incluir apresentação da pesquisa,


termo de consentimento e regras/orientações
sobre como funcionará a dinâmica do GF
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O Instrumento do GF
_____________________________

• É recomendado, como aquecimento, que cada


um dos participantes faça um comentário
geral sobre o tema;
– Livres associações ao tema/tópico;

• Morgan sugere solicitar aos integrantes que


realizem anotações pessoais sobre a questão
em debate, antes de se posicionar diante do
grupo;
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DGP/UFPB
O Instrumento do GF
_____________________________
• O moderador precisará, além do roteiro/guia,
de uma “cola” para facilitar:

– registro/reconstituição da disposição dos


participantes na sala;

– controle do tempo de cada questão/tópico;

– Indicação de PROBES.
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DGP/UFPB
Modelo de Instrumento - Roteiro
_____________________________

Apresentação
pesquisa

Instruções

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
Modelo de Instrumento - Roteiro
_____________________________
Esclarecimentos
Éticos:
- sigilo,
- gravação
- e anonimato

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DGP/UFPB
Modelo de Instrumento - Roteiro
_____________________________
• Quebra-gelo

• Tópico-guia

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DGP/UFPB
Modelo de Instrumento - Roteiro
_____________________________

• Agradecimento

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DGP/UFPB
Modelo de Instrumento - Cola
_____________________________
disposição
dos
Participantes

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
Modelo de Instrumento - Cola
_____________________________

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
Modelo de Instrumento - Cola
_____________________________
Controle do tempo;

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
Modelo de Instrumento - Cola
_____________________________
Indicação de Probes

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DGP/UFPB
ENTREVISTAS
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O QUE É?
_______________________________
• Técnica de coleta e produção de dados que prevê
um processo de interação social a partir de
tópicos/perguntas planejadas num
instrumento/roteiro;

• Pressupõe uma conversação continuada entre


Informante- pesquisador que deve ser dirigida de
acordo com os objetivos da pesquisa;

• Há uma tríade dialógica de troca - cooperação


para a produção do conhecimento;
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O QUE É?
_______________________________
• Trata-se da técnica mais difundida de obtenção de informações
discursivas não documentais;
– a entrevista é uma técnica predominante na pesquisa qualitativa;

• A entrevista se ancora numa tradição do interacionismo simbólico.


– considera que pessoas ao refletirem sobre suas vidas produzem
sentidos que podem ser acessados para entender questões
subjacentes.

• Em geral, a entrevista se limita a 01 encontro com o participante e


o entrevistador, após solicitação em contato preliminar

• A entrevista também pode ser realizada à distância, de forma


remota, por telefone ou internet , embora costumem se embasar
em perguntas padronizadas.
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
OBJETIVOS
_______________________________
• A partir da entrevista é possível construir dois
tipos de dados:
– 1) obtenção de informações originais, impossíveis ou
difíceis de se conseguir a partir de outro tipo de fonte
ou técnica.
• A natureza destes dados é de manifestação
espontânea/subjetiva, embora possam ser cotejados com
outras entrevistas.

– 2) fatos objetivos/concretos que o pesquisador


também poderia obter através de informações de
outras fontes (CENSO, registros civis etc)
• tais informações da entrevistas podem ser cotejadas com
dados obtidos em outras fontes
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
QUANDO DEVE SER UTILIZADA?
_______________________________
• Qd se deseja captar perspectivas diferenciadas sobre fatos;
• Qd se pretende identificar o mundo vivencial dos
entrevistados,
• Compreender eventos de natureza histórica e
especificidades de relações sociais às quais os indivíduos
entrevistados estão atrelados;
• Aprofundar aspectos das relações sociais e processos
complexos;
• Compreender crenças, atitudes, valores e motivação em
um determinado contexto;
• Identificar categorias semânticas e melhorar instrumentos
de Survey;
• Aprofundar aspectos identificados num survey;
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
QUANDO DEVE SER UTILIZADA?
_______________________________
OBSERVAÇÃO:
• O conteúdo da entrevista não é
necessariamente representativa de uma
realidade ou de um conjunto de atores;

• Precisa analisar com parcimônia o alcance


empírico das informações.

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
O QUE ENVOLVE?
_______________________________
• Envolve 4 tarefas cognitivas (SIMÕES, S)
– Interpretação da questão/pergunta;
– Retrieval (busca na memória);
– Formatação da resposta;
– Edição da resposta

• Envolve também a seleção de:


– i) um tópico guia c categorias da teoria e empiria;
– ii) a seleção de uma amostra/sujeitos de pesquisa

• Entrevista é uma conversação entre “desiguais” e pode


incorrer em constrangimentos, hesitações, desconfiança;

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
TIPOS & CLASSIFICAÇÕES
_______________________________
Entrevistas podem ser classificadas segundo:
– i) Formalidade;
– ii) Estrutura

I) Do ponto de vista da formalidade:

a) Informal: realizadas com profissionais, professores,


pessoas já conhecidas dos investigadores.
a) serve para orientar a estruturação da investigação e do
instrumento

b) Formal: são realizadas com informantes e interlocutores


a) exige roteiro mais estruturado; assinatura de TCLE; carta de
apresentação e credencial;
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
TIPOS & CLASSIFICAÇÕES
_______________________________
II) Quanto a sua estrutura:

a) Estruturadas - conhecida como sondagem de


opinião/levantamento/Survey
a) As questões são acompanhadas de
respostas/alternativas delimitadas, permitindo
menos liberdade de expressão do entrevistado;

b) Semiestruturada - deve compreender questões


formuladas de modo a produzir, minimamente,
a resposta do entrevistado, segundo os objetivos
do projeto ou categorias e dimensões de análise
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
TIPOS & CLASSIFICAÇÕES
_______________________________
• c) Livre narrativa: buscam explorar um tema ou aspectos
específicos sobre este, coletando depoimentos de forma
livre e espontânea;

• d) Projetiva: utiliza dispositivos visuais, filmes, fotos para


suscitar discussões a respeito de um tema polêmico ou
delicado;

• PS: alguns autores consideram o grupo focal como


entrevistas em grupo, mas não há consenso em relação a
esse ponto na literatura especializada da área.
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(semiestruturada)
_____________________________
• O Roteiro ou Tópico guia é planejado para dar conta
dos fins e objetivos da pesquisa;
– o entrevistador não deve se tornar refém do tópico guia,
deve ser sensível p/ perceber qd alguns temas são
considerados importantes pelo próprio entrevistado e
devem ser incorporados à discussão;

• sobre o roteiro, Flick (2009) afirma que este deve ser


flexível (desenho contínuo)
– Significa rever, adaptar e melhorar o desenho da pesquisa
no processo. Sugere a inclusão de novas perguntas ou
tópicos em entrevistas posteriores
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(semiestruturada)
_____________________________
• Para F. Weber, O instrumento deve orientar o entrevistado a
discorrer sobre:
– seus pontos de vista,
– descrever suas atividades cotidianas,
– o que eles pensam de tal ou qual coisa,
– suas opiniões

• PS: mas as opiniões só tem valor e sentido a partir das práticas, por
isso é inútil começar com questões do tipo “o que pensa de tal
coisa” se previamente o entrevistador não fez questões sobre
descrições das atividades e práticas
• PS: não realize questões amplas e genéricas, distantes das práticas
corriqueiras do entrevistado; convide-os a falar do que eles fazem
ou fizeram, isso permite tornar mais clara a coerência entre práticas
e opiniões
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(semiestruturada)
_____________________________
• Não se deve criar a impressão de que a entrevista é um teste ou
um exame

• Deve-se ter o maior cuidado para que nada nas palavras do


roteiro ou nas atitudes do entrevistador sugira uma crítica,
surpresa, aprovação ou desaprovação em relação à questão
formulada e a resposta dada (RESPOSTA SOCIALMENTE
DESEJÁVEL)

• No caso de roteiros para entrevista aberta, é importante não


antecipar palavras ou termos, por exemplo:
• uma das suas categorias centrais é conflito, busque utilizar/ formular a
questão evitando usar esse termo no enunciado
• em questões abertas ou entrevista semiestruturada é relevante que as
categorias sejam verbalizados pelos entrevistados, a partir de questões
que tangenciam, mas não colocam
Material Docente - palavras na boca do sujeito
Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(semiestruturada)
_____________________________
• Para elaborar um bom roteiro:
• Deve derivar de um esquema interpretativo/modelagem;
• Não deve conter questões constrangedoras ou que possam
vulnerabilizar o entrevistado
• As perguntas devem ser agrupadas em blocos, segundo temas
ou categorias principais;
• A primeira parte deve compreender questões de efeito “quebra
o gelo” para construir confiança entre entrevistador-
entrevistado;
– algumas questões quebra-gelo podem vir em blocos intermediários
do roteiro para evitar a exaustão ou cansaço do entrevistado e
também para reduzir situações de desconforto;

• A ordem das perguntas deve


Material Docente - Profaassumir
Íris Gomes um funil, ou seja, das
mais gerais para as mais específicas;
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(semiestruturada)
_____________________________
• Devemos evitar perguntas diretas cujas respostas sejam
dicotômicas e simples; As questões devem suscitar
respostas descritivas e analíticas;

• Devemos desmembrar as perguntas em questões


secundárias que permeiam objetivo a categoria principal;

• A extensão do roteiro não deve ter mais do que duas


páginas;

• Deve conter uma Material


estimativa de tempo por bloco;
Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(semiestruturada)
_____________________________
• Deve conter ainda o levantamento de dados
demográficos do entrevistado, ou questões sobre o
perfil e trajetória deste (F. Weber):

– o roteiro de entrevista semiestruturada deve evitar


elencar sequencialmente questões sobre dados objetivos
(demográficos) para que não se pareça com um
interrogatório sobre a identidade do interlocutor;

– busque diluir essas informações mais objetivas ao longo


do roteiro da entrevista, coletando de forma esparsa ao
longo do trabalho esses diferentes dados.

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(semiestruturada)
_____________________________
• S. SIMÕES recomenda o uso da técnica/recurso de PROBE -
questão adicional padronizada usada para motivar o
entrevistado a se comunicar de forma mais completa e
clara
– permite encorajar o entrevistado a explicar suas respostas;
evitar que o entrevistado inicie digressões com informações
irrelevantes

• Devemos sempre usar o probe quando:


– A resposta dada for irrelevante, incompleta, confusa
– Quando o entrevistado tiver se esquecido da questão;
– Qd ele tiver divagando em outro tópico
– Qd o entrevistado diz como
Material resposta
Docente “não sei”
- Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(semiestruturada)
_____________________________
• Os PROBES são neutros e ajudam o entrevistado a
entender e responder à questão;

• Devem ser registrados, no caso do questionário na


barra de esclarecimentos ou na linha de probes (ou
entre parênteses no lugar onde foi utilizado);
• Isso auxilia os codificadores a entenderem exatamente o
que aconteceu durante a entrevista

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(semiestruturada)
_____________________________
• A entrevista individual ou em profundidade é uma
conversação que dura aproximadamente uma hora,
uma hora e meia.
• Caso você não consiga desenvolver o tempo mínimo de
uma hora, deve rever o instrumento e sua própria técnica;

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
Exemplos de Perguntas....
• Convidando para fazer descrições:

– Poderia me falar sobre o tempo em que vc...

– O que vem À mente quando você pensa...

– Como descreveria para alguém que não esteve


presente....

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
Exemplos de Perguntas....
• Aprofundando temas
– Poderia me dizer algo mais sobre...

– O que faz vc se sentir assim?

– Isso é impotante para vc? Como é isso?

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
Exemplos de Perguntas....
• Provocando informação contextual
– Quando vc ouvir falar sobre X pela primeira vez,
onde vc estava e com quem?

– O que as pessoas que estavam com vc disseram na


ocasião?

– Qual foi sua reação imediata?

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
Exemplos de Perguntas....
• Tomando uma postura ingênua:
– Não entendo muito disso, poderia me dizer algo
mais a respeito?
• Projeções:
– Que tipo de pessoa vc acha que gostaria de x?
• Encerrando:
– Discutimos um tanto de assuntos interessantes,
há alguma coisa mais que não discutimos?
– Há algo mais que gostaria de me dizer?
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(estruturada)
_____________________________
• O questionário está associado ao método de levantamento
(Survey);

• Este tipo de instrumento busca operacionalizar uma descrição


quantitativa de tendências atitudes e opiniões de uma dada
população, a partir de seleção de amostra
– inclui estudos transversais ou longitudinais
– objetivo é generalizar para uma população a partir de uma
amostra

• se faz necessário conhecer o debate teórico-conceitual e


definições dos temas referentes à variável dependente, assim
como compreender as possíveis ordenações e efeitos
hierárquicos entre as variáveis independentes e entre essas e a
variável dependente Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(estruturada)
_____________________________
IMPORTANTE
• os questionários não devem ser longos - estimativa de
aplicação inferior a uma hora;

• deve ser prioritariamente agendado com antecedência e


aplicado em local indicado pelo entrevistado;

• deve passar por um teste (preteste) antes de ser aplicado


em campo para conferir: viabilidade do tempo de
aplicação, a clareza e objetividade das questões, o
direcionamento de respostas, a sequência e
desenvolvimento da ordem das questões que favorecem,
ou não, a fidedignidade das respostas.
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
O INSTRUMENTO DA ENTREVISTA
(estruturada)
_____________________________
• Tipos de questões/enunciados

• Tipos de escalas/alternativas
– Lista,
– Escala,
– Ordenação

• Tabelas, quadros, imagens

– PS: - Ignorar parâmetros/escalas oficiais ou clássicas da


literatura
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

- Capa;
- Cabeçalho;
- Design

ps1: a exigência de capa é


mais aplicável p/
questionários;

Ps2: roteiros quali não precisam


de capa, mas não devem ser
apresentados em papel de
pão Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

- Apresentação
da pesquisa
quanti c/:
- termo
confidenciali
dade,
- contatos dos
responsáveis

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO
- Apresentação da
pesquisa quali c/:
- contatos dos
responsáveis;
- Tempo
estimado
ps: há a exigência de
Termo (TCLE) à parte
e carta de
apresentação para o
caso de entrevistas
qualitativas (KIT
CAMPO)

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

- Controle de Aplicação/Checagem:
- Logo abaixo da apresentação

ps: aplicável p/ questionários

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DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

• Divisão em Blocos/Eixos:

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

ps: aplicável p/ questionários,


mas desejável para roteiros qualitativos
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

• Divisão em Blocos/Eixos:

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO
• Glossários/terminologias:

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO
• Glossários:

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

- Filtros;

- Looping;

- Instruções

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DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
ENTREVISTAS REMOTAS - Formulários

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DGP/UFPB
O QUE É?
• Compreendem roteiros que são preenchidos
pelos informantes sem a presença dos
investigadores ou aplicadores de Campo;

• Tem sido muito utilizado por governos e


acadêmicos;

• LIMITAÇÕES
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
Instrumento
• É importante ter uma quantidade de questões
limitadas, redigidas de forma mais clara possível
• As questões devem ser preferencialmente
escalonadas ou dicotômicas

• No caso desses instrumentos, as questões devem


ser estruturadas segundo as hipóteses e o
problema e amparadas nas indicações do Marco
teórico
• A elaboração do instrumento dessa natureza
exige conhecimento e leitura prévia;
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
Instrumento
• O roteiro precisa conter:
– uma apresentação Inicial indicando a finalidade do
estudo, os termos de uso das informações, assim
como orientações para o preenchimento e
devolução do instrumento
• pode ser encaminhado por e-mail, caixa postal, ou
endereço
• nos Estados Unidos, sobretudo, algumas pesquisas são
realizadas via telefone

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DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

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DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

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DGP/UFPB
ESTRUTURA DE UM INSTRUMENTO

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DGP/UFPB
Resultados Gerados - Googleform

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DGP/UFPB
Resultados Gerados - Googleform

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DGP/UFPB
SOCIOMETRIA

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DGP/UFPB
• Conceito
– Trata-se de uma ramificação da sociologia estrutural que
se baseia numa noção clara de efeitos das relações sociais
sobre o comportamento individual e grupal.

– No campo da CIPO, a discussão da Sociometria versa sobre


o pressuposto de que a matéria principal da vida social são
as redes concretas de relações que tanto incorporam
quanto transcendem organizações e instituições formais.

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DGP/UFPB
• Especificidade
– A análise de redes sociais é um campo de estudo focado em:

1. Relação sociais e não em atributos;

2. Na interdependência, na vida social completa e não


atomística;

3. Nos efeitos emergentes e substantivos da estrutura;

4. Efeitos das relações sociais sobre o comportamento


individual e grupal.

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DGP/UFPB
• Especificidade

– O mundo social é uma grande rede que tece e


destece constantemente.

– Análise de redes =/= Estatística aplicada à CISO

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DGP/UFPB
Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
• Origem

– Não há consenso sobre a origem exata. Contudo, os


principais “pais fundadores” são:

• Jacob Moreno (1934), que utilizava gráficos para representar


relações interpessoais);

• Antropologia britânica (Barnes, 1954; Mitchell);

• Ao estruturalismo francês (Strauss, 1969).

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DGP/UFPB
Sociometria
 Principal Base Teórica
 Sociologia Estrutural (Simmel, 1858) - concebe as formas de interação
dadas por ações recíprocas que podem ser provisórias ou permanentes;
 As formas de socialização existe mna abstração, mas é possível observá-las
enquanto tipo puro (como se comporta, modifica e desenvolve)
 Simmel concebe o equilíbrio social como forças positivas e negativas,
especialmente entre conflito e cooperação
 O autor identifica duas principais formas de socialização, segundo
quantidade de participantes do grupo (díade, tríade)

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DGP/UFPB
Sociometria
• Desenvolvimento:

– Mark Granovetter (1992)

• avança na discussão sobre estrutura e ação;

• elabora um conceito de Embeddedness para superar a


dicotomia entre Individualismo metodológico neoclássico
(atomização/ auto interesse) e o funcionalismo
parsoniano.

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DGP/UFPB
Sociometria

Material Docente - Profa Íris Gomes


DGP/UFPB
Sociometria
• Linguagem e notações:
– Grafo =/= diagrama

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DGP/UFPB
Sociometria
– Espaço relacional

• Dicotômicas (acontece-não acontece)


• Orientadas não orientadas
• Fortes - fracas

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DGP/UFPB
Sociometria
– Matriz de adjacência
• Vetores e escalares
• Matriz sociométrica (simétrica)

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Sociometria
– Permutações/ transposição (importante para
coesão de subgrupos)

– Tipos de grafo (ego network, total network)

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DGP/UFPB
Sociometria
– Tipos de redes
• One mode: número único de conj. de entidades

• Two mode: incluem dois tipos de entidades

• OBS: mode = nº e conj. de entidades/ atores nas quais as


variáveis estruturais podem ser mensuradas.

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DGP/UFPB
Sociometria
 Concebendo um estudo:
1º - Identificar variáveis chaves:
Estrutural (em sentido fraco)
Atributos (estatística descritiva)
Comportamentos relevantes no âmbito de influência da
rede.

2º - Coleta de dados


Primário: questionário sociométrico (gerador de nomes
etc).
Secundário: documentos, atas, relatórios
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Modelo Gerador Sociométrico
_______________________________

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Modelo Gerador Sociométrico
_______________________________

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Modelo Gerador Sociométrico
_______________________________

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DGP/UFPB
INSTRUMENTOS NA PESQUISA
QUANTITATIVA
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Dados Quantitativos
• Em geral, métodos quantitativos se valem de bancos
de dados construídos a partir de bases secundárias
e/ou da produção de dados primários a partir de
survey.

– No 1º caso, os instrumentos são planilhas ou formulários


– No 2º caso, os instrumentos são questionários

• Ambos os instrumentos devem refletir as variáveis indicadas pela


literatura ou pelo desenho da pesquisa;

• Ambos comporão o que denominamos “banco de dados”

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Um banco de dados auxilia a:
– Conquistar, construir e constatar o objeto;

– Identificar um sistema de relações


necessárias de causalidade,
complementaridade, inclusão e exclusão;

– Operacionalizar modelos teóricos para


inferências causais e/ou descritivas;

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Nota:
• O banco de dados é construído em função de
todo o seu esqueleto (desenho) de pesquisa:
objeto, problema, hipóteses, abordagem
metodológica;
• O banco de dados é, na verdade, o
preenchimento deste esqueleto e, por isso,
precisa ser estruturado com bastante atenção e
racionalidade para que não crie disfunções e se
desperdicem dados;
• É sempre relevante lembrar que do banco serão
extraídas as combinações e cruzamentos que
possibilitarão os resultados da pesquisa.
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Nota:
• Bancos mal construídos, com lacunas ou
informações erradas, geram teorias e achados
insustentáveis e/ou falaciosos.
• Nunca é demais salientar que o conhecimento
científico se pretende cumulativo, logo,
precisamos contribuir de forma fidedigna e
confiável para a publicização de achados e teorias
que agreguem à Ciência.
• Lembrando também que parcela significativa das
pesquisas é financiada com recursos públicos,
ampliando ainda mais a responsabilidade e
responsividade do pesquisador.
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DGP/UFPB
Coletando os Dados

• Em geral, o preenchimento/coleta se dá de forma


manual, ou seja, o pesquisador seleciona e captura os
dados pertinentes à sua análise.

• Há ainda a possibilidade de capturar dados em massa (Big


Data)

• A depender do desenho de pesquisa, será necessário


utilizar mais de uma fonte de dados (IBGE, IPEA,
Anuários estatísticos, Documentos).
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DGP/UFPB
Coletando os Dados
• Nas C. Sociais a produção de dados
quantitativos relativos a aspectos atitudinais e
comportamentais também são recorrentes.
– Utiliza-se neste caso o método de survey ou
“levantamento”, também denominados pesquisas
de opinião;
- Todo survey é probabilístico;
- Trata-se de um método consagrado mundialmente
e muito utilizado em diversas áreas para intuitos
comparativos: ex: comparar regiões de um país,
comparar países etc.
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DGP/UFPB
Coletando os Dados
• Alguns dados poderão ser extraídos de fontes e
adicionados integralmente ao banco;
• Outros poderão ser utilizados de forma parcial ou
apropriados em indicadores criados
especificamente para a pesquisa em questão;

• Os dados que integrarão o banco podem também


ser originários de pesquisas de surveys
(realizadas por terceiros) ou pelo próprio
pesquisador; assim como de documentos,
jornais, imagens etc.
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DGP/UFPB
Coletando os Dados
• Banco de Dados de Survey mais referenciados:
– PNAD (IBGE)
– Latinobarômetro das Américas;
– World Values Survey;
– Eurobarômetro

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DGP/UFPB
Coletando os Dados
• A montagem do banco de dados é uma tarefa
trabalhosa e cansativa.
• Raramente são encontradas informações na
medida ou formato específico que o pesquisador
deseja, por isso, ele precisa categorizar ou
redefinir as informações em variáveis e/ou criar,
somar, cruzar diversas informações a fim de criar
uma única variável ou compor a unidade de
análise.

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Coletando os Dados
• Preocupar-se com a qualidade e confiabilidade da
fonte de dados é um pré-requisito para achados
válidos;
• Algumas fontes:
– Domínio Público - acesso a obras literárias, artísticas e
científicas de domínio público.
Este portal constitui-se em um ambiente virtual que
permite a coleta, a integração, a preservação e o
compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal
objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias,
artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e
vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua
divulgação devidamente autorizada, que constituem o
patrimônio cultural brasileiro e universal.
http://www.dominiopublico.gov.br/
188
Fontes
– Prossiga - Informação e Comunicação para Ciência e
Tecnologia - Programa de Informação para Gestão de Ciência,
Tecnologia e Inovação do Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia – IBICT http://prossiga.ibict.br/;
– Portal.periódicos.CAPES - acesso imediato à produção
científica mundial atualizada através deste serviço oferecido
pela CAPES - oferece acesso aos textos completos de artigos
de mais de 9530 revistas internacionais, nacionais e
estrangeiras, e a mais de 90 bases de dados com resumos de
documentos em todas as áreas do conhecimento. Inclui
também uma seleção de importantes fontes de informação
acadêmica com acesso gratuito na Internet.
http://www.periodicos.capes.gov.br/

189
Fontes
– Consórcio de Informações Sociais (CIS) do Núcleo
de Apoio à Pesquisa sobre Democratização e
Desenvolvimento da Universidade de São Paulo
(NADD-USP) e da Associação Nacional de Pós-
Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais
(ANPOCS):
http://www.nadd.prp.usp.br/cis/index.aspx
– Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD)

190
Fontes
• Portal da Biblioteca Nacional
http://www.bn.br/portal/index.jsp?nu_pagina=
113

• Portal do IPEA
http://www.ipea.gov.br/portal/

• Portal FGV – Cpdoc (história Oral, dicionário


biográfico, arquivos pessoais)
http://cpdoc.fgv.br/acervo/dhbb 191
A Estrutura do Banco de Dados
• O modelo mais utilizado de banco de dados é
aquele que dispõe as informações e os dados em
linhas e colunas;
• As linhas correspondem às unidades de análise
ou observações;
• As colunas correspondem às variáveis e, ou,
categorias utilizadas pela pesquisa;
• Note que as linhas e colunas compõem um eixo
cartesiano no qual seus valores/informações se
cruzam.
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DGP/UFPB
A Estrutura do Banco de Dados
• As informações alocadas nas colunas podem ser
representadas em gráficos e tabelas com as devidas
operações estatísticas que o tipo de variável permitir.

• Recomenda-se inserir os dados nas colunas segundo


ordem alfabética ou numérica, a fim de facilitar a busca
de informações, caso seja necessário.

• Devem ser criadas duas versões para um mesmo


banco, uma contendo valores nominais com as
informações escritas e outra com as mesmas
informações categorizadas ou distribuídas em
intervalos de dadosMaterial
e/ou classes.
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DGP/UFPB
A Estrutura do Banco de Dados

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DGP/UFPB
A Estrutura do Banco de Dados
• Após a inserção e codificação dos dados, deve-
se criar um dicionário como segue:

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DGP/UFPB
A Estrutura do Banco de Dados
• Sobre a quantidade de variáveis (colunas):
– Não há uma regra ou fórmula para definir a
quantidade de variáveis a ser inserida no modelo.
Isso depende do marco teórico que sustenta a
pesquisa, bem como da quantidade de hipóteses
e fatores explicativos previamente identificados;

– Contudo, recomenda-se atenção na seleção das


variáveis independentes, pois algumas podem
estar fortemente correlacionadas entre si, o que
reduz a capacidade explicativa do modelo e causa
distorções (colinearidade).
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A Estrutura do Banco de Dados
• Sobre a quantidade de observações (linhas):

– Para sustentação estatística de um achado e para a


realização de certos testes paramétricos, a orientação é
a de quanto maior for o número de observações,
melhor serão os resultados no que diz respeito à
robustez do modelo.
– Todavia, há certos recortes amostrais e unidades de
análise que não permitem grande número de
observações, por exemplo: qd tratamos de investigar
estados federados ou grupos e instituições específicas.
– Neste caso, é admitido uma amostra de, no mínimo, 30
observações, permitindo a utilização de alguns testes e
estatísticas. Material Docente - Profa Íris Gomes
DGP/UFPB
As Variáveis
• Um banco de dados é composto por, pelo
menos, duas variáveis. Contudo, os bancos de
pesquisas de c. sociais são extensos e
apresentam dezenas delas.

• Mas, o que são variáveis?


– É todo atributo, dimensão ou conceito suscetível
de assumir valores diferentes;
–É um aspecto ou dimensão de um objeto.
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DGP/UFPB
As Variáveis: classificação

1. Quando estabelecem relações, podem ser


classificadas em:

a) Independentes;

a) Dependentes.

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DGP/UFPB
Relação entre Variáveis
• Nas hipóteses interdependentes, as variáveis podem
ser classificadas em:

1. Independente (exógena) – é aquela capaz de


influenciar ou afetar outra variável. Trata-se de
uma relação causal, não no sentido de forçar ou
produzir resultados, mas no sentido de ser
condição necessária para que este ocorra.
Se assume que estas não são influenciadas por
outras variáveis

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DGP/UFPB
Relação entre Variáveis

• 2. Dependente (endógena) – é aquela que


sofre a ação da variável independente, ou
seja, são aquelas variações a serem
explicadas ou descobertas em virtude de
terem sido afetadas pela variável
independente(exógenas).
– Está diretamente relacionada com o objeto da
pesquisa;
– É também conhecida como variável fenômeno.
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DGP/UFPB
As Variáveis: classificação
3. Qto ao nível de mensuração:

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DGP/UFPB
Nível Mensuração das Variáveis

Em relação à natureza de seu conteúdo ou


nível de mensuração, uma variável pode ser
classificada em:
a) Não métricas (qualitativas) – permitem dados
nominais e categorias qualitativas, admite
operações estatísticas de mediana e moda.
b) Métricas (quantitativas) - fornecem um nível
mais alto de precisão de medida, permitindo
que quase todas as operações matemáticas
sejam realizadas.
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DGP/UFPB
Nível Mensuração das Variáveis
As Variáveis não métricas podem ser classificadas em
(nominal e ordinal):

- Escala Nominal – são números utilizados simplesmente


para rotular indivíduos ou objetos, indicam a presença
ou ausência de um determinado atributo. Não possuem
significado quantitativo. este tipo de variável,
simplesmente colocam os casos em categorias e
informam a frequência com que ocorrem.
- Essa variável recebe o nome de Dummy quando assume
valores dicotômicos ou binários.
- Ex. Theda Skocpol, States and Social Revolutions tem como
variável dependente y = 'revolução' ou 'não-revolução'.
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DGP/UFPB
Nível Mensuração das Variáveis

- Escala Ordinal – informam a ordenação das


categorias, em função do grau que apresentam de
determinada característica, mas não indicam a
magnitude da diferença entre os valores.

- Os números significam apenas uma ordem e não um valor


quantitativo. As variáveis são ordenadas em relação à
quantia do atributo possuída.

- Ex: Escala likert (1=quase nunca; 2=raramente; 3=Às vezes;


4=frequentemente; 5=quase sempre).

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DGP/UFPB
Nível Mensuração das Variáveis
As Variáveis métricas informam não só a ordem das
categorias, mas também indicam a distância exata
entre elas. Este tipo inclui boa parte das variáveis
utilizadas na análise social e política (renda, número
de votos, taxas de criminalidade etc).
Podem ser classificadas em:
- Contínua – unidade constante/contínua de medida de
medições ou medidas (Ex. altura)

- Discretas - unidades de contagens ou enumerações. (Ex.


número de alunos)

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DGP/UFPB
Classificação das Variáveis segundo Mensuração

Tipo de Variável Subtipo Característica Exemplo


Números inteiros, sem frações,
como em contagens. Constituem Idade: anos completos
Discreta de vida
um conjunto finito. Ex.: número de
filhos, idade em anos completos.
Quantitativa Números que podem assumir valores Idade: medida em
fracionários. Normalmente tem número de dias, horas,
Contínua intervalos de valores conhecido, mas minutos ou segundos
um conjunto infinito de valores desde o nascimento
possíveis. Ex.: estatura, peso.

Categorias, sendo que cada categoria é


Categórica independente, sem relação com as Idade: criança, jovem,
Nominal outras. Ex.: nacionalidade (brasileira, adulto.
portuguesa, etc.)

Qualitativa Categorias, sendo que cada categoria


mantém uma relação de ordem com as Idade: 1ª década, 2ª
Categórica
outras que pode ou não ser regular. década, etc.
Ordinal
Ex.: escolaridade (nível 1, 2, 3); classe social
(A, B, C).
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DGP/UFPB
Nível de Mensuração das Variáveis
• Conhecer a classificação das variáveis é de
extrema utilidade tanto na fase de construção
dos instrumentos de observação e coleta de
dados, quanto na fase de tratamento;

• Isso repercute sobre o processo de agregação de


variáveis, pois não há como agregar medidas de
tipos diferentes sem a determinação de um
denominador comum, o que pode conduzir a
perda de dados e informações.
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DGP/UFPB
Nível de Mensuração das Variáveis

• O nível de medida é crucial para determinar


quais técnicas estatísticas/multivariadas são
as mais adequadas para os dados,
considerando tanto as variáveis dependentes
como as dependentes;

• A definição da escala de mensuração é muito


importante, pois tipos distintos de variáveis
permitem trabalhar com tipos distintos de
técnica estatística.
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DGP/UFPB
Nível de Mensuração das Variáveis
• Por exemplo, a análise de regressão linear é mais
adequada ao cálculo de coeficientes para
variáveis dependentes do tipo intervalar. Se o
objetivo é lidar com uma variável dependente
medida em escala nominal, é necessário utilizar
uma outra técnica, chamada de regressão
logística;
• Felizmente, o conjunto de técnicas de análise
estatística de que dispomos é bastante amplo e
permite trabalhar com as mais variadas
combinações de escala de mensuração da
variável dependente e das variáveis
independentes.
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DGP/UFPB
Nível de Mensuração das Variáveis

• A escolha da escala de mensuração a ser


utilizada na pesquisa quantitativa envolve,
necessariamente, a definição prévia dos
procedimentos a serem utilizados com o
intuito de estabelecer uma relação entre
conceitos, unidades de análise e dados da
pesquisa. Ou seja, é preciso realizar a
operacionalização do conceito ou conceitos a
serem testados e mensurados.
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DGP/UFPB
Variáveis Compostas
3. Quanto à sua composição, uma variável pode ser:

• Simples – quando apresenta apenas um atributo; ou


• Composta – quando é resultado da agregação de
dimensões e atributos (ex: índices ou análise fatorial)

• É bastante comum também o pesquisador elaborar


seus próprios indicadores (compostos), ou agrupar
dados para seguir “fórmulas” ou unidades de medida
da literatura. Ex: taxa de criminalidade por 100 mil/hab

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DGP/UFPB
Indicadores

• AS UNIDADES DE MEDIDA mais comuns são:


1. INDICADORES SIMPLES;

2. INDICADORES COMPOSTOS
2.1. proporção/coeficiente);
2.2. Porcentagem;
2.3. Razão ou índice;
2.4. Taxa.

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DGP/UFPB
Indicadores
• Indicadores Simples: Representam um valor numérico (uma
unidade de medida) atribuível a uma variável.

• Não expressa a relação entre duas ou mais variáveis.


– Exemplos: ‐ Números de alunos matriculados no ensino
médio; ‐ Número de alunos aprovados no ensino
fundamental; ‐ Número de novos postos de trabalhos
criados.

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DGP/UFPB
Indicadores
• Indicadores Compostos: os indicadores
compostos expressam a relação entre duas ou
mais variáveis.

• De acordo com as relações entre as variáveis


que os constituem e a forma como são
calculadas, são denominados de maneiras
específicas. Assim têm‐se quatro tipos de
indicadores compostos:
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DGP/UFPB
Indicadores
• Proporção ou Coeficiente: É o quociente entre o número de
casos pertencentes a uma categoria e o total de casos
considerados.
– Esse quociente é também chamado de coeficiente,
representando a razão entre o número de ocorrências e o
número total (número de ocorrências mais o número de
não ocorrências).
• Exemplos: ‐ Coeficiente de natalidade = número de nascidos
/ população total; ‐ Coeficiente de mortalidade = número de
óbitos / população total; ‐ Coeficiente de evasão escolar =
número de alunos evadidos / número inicial de matrículas
realizadas.
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DGP/UFPB
Indicadores
• Porcentagem: obtida a partir do cálculo das
proporções, multiplicando o quociente obtido por
100.
• As porcentagens e proporções têm por objetivo
principal criar comparações relativas destacando
determinada parte no todo.
– Exemplo: ‐ Porcentagem de alunos matriculados na 1ª
série do ensino médio = (nº de alunos matriculados na
primeira série do ensino médio / nº total de alunos
matriculados no ensino médio) x 100.

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DGP/UFPB
Indicadores
• Razão ou Índice: a razão de um número A em relação
a outro número B se define como A dividido por B.
– As proporções representam um tipo particular de razão.
Entretanto, o termo razão é usado normalmente quando A
e B representam categorias separadas e distintas.

– Este quociente é também chamado de índice, indicando


tratar‐se de razão entre duas grandezas tais que uma não
inclui a outra.
• Exemplos: ‐ Densidade demográfica = População / superfície;
e ‐ Renda per capta = Renda / população.

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DGP/UFPB
Indicadores
• Taxa: são coeficientes multiplicados por uma
potência de 10 e seus múltiplos para melhorar a
compreensão do indicador.

– Exemplos: ‐ Taxa de mortalidade = Coeficiente de


mortalidade x 1.000; ‐ Taxa de natalidade = Coeficiente de
natalidade x 1.000; e ‐ Taxa de evasão escolar = Coeficiente
de evasão escolar x 100.

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DGP/UFPB
SOBRE A QUALIDADE DO
INSTRUMENTO
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DGP/UFPB
Operacionalização de Conceitos
• A operacionalização de conceitos está
intimamente relacionada com as variáveis
compostas e com a mensuração das escalas de
variáveis.
• A definição operacional de um conceito
descreve quais tipos de escala são apropriadas
para medir um conceito teórico.
• O pesquisador deve estabelecer uma conexão
entre a definição teórica do conceito, de caráter
geral e abstrato, e os dados da pesquisa.
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DGP/UFPB
Operacionalização de Conceitos

Conceito teórico definição operacional valor atribuído ao conceito


(medida)

É possível tbm operacionalizar conceitos a partir da criação de


tipologias

• Tanto pesquisas quali como quanti operacionalizam


conceitos...
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DGP/UFPB
Operacionalização de Conceitos
• Operacionalização: processo pelo qual
pesquisadores especificam observações
empíricas que podem ser tomadas como
indicadores dos atributos contidos em algum
conceito.
– Para iniciar o processo de operacionalização, vc
deve enumerar todas as diversas subdimensões
da variável
– Deve prestar atenção às pesquisas prévias e às
concepções de senso comum sobre o conceito.
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DGP/UFPB
Critérios para avaliação da qualidade da
operacionalização e instrumentos de mensuração

• Validade:

– A validade do processo de mensuração,


muitas vezes denominada validade de
construto (construct validity) é entendida
como a questão de saber se há, de fato,
uma relação entre o conceito e as medidas.

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DGP/UFPB
Critérios para avaliação da qualidade da
operacionalização e instrumentos de mensuração

– validade preditiva (ou externa) das medidas se refere


a sua utilidade na produção de predições corretas
sobre fenômenos no mundo empírico.

– Validade direta (face validity) quando os indicadores


são percebidos pela comunidade científica como fatos
indisputáveis relativamente ao conceito sendo
mensurado.
• A avaliação da validade direta, em geral, baseia-se na
concordância dos resultados de mensuração com as
expectativas do senso comum, independente da definição
precisa dos conceitos.
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DGP/UFPB
Critérios para avaliação da qualidade da
operacionalização e instrumentos de mensuração

• Confiabilidade
– Dizemos que as medidas são confiáveis se
comprovarmos que a mensuração realizada junto
às mesmas unidades produz resultados
consistentes.
• É importante notar que a confiabilidade das medidas
não pode compensar uma baixa validade, pois não há
relação direta entre os dois critérios de avaliação.

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DGP/UFPB
Critérios para avaliação da qualidade da
operacionalização e instrumentos de mensuração

– A confiabilidade intraobservador se refere a


consistência entre medições repetidas realizadas
pelos mesmos observadores utilizando os
mesmos instrumentos de mensuração com
respeitos às mesmas unidades de mensuração.

• Ex: quando os vieses pessoais do analista ou falhas de


aplicação de instrumentos afetam o processo de
mensuração não é possível atingir confiabilidade neste
nível.

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DGP/UFPB
Critérios para avaliação da qualidade da
operacionalização e instrumentos de mensuração
– A confiabilidade interobservadores se refere ao grau
de concordância entre as mensurações realizadas por
observadores distintos com respeitos às mesmas
unidades de mensuração.
– A ausência de confiabilidade neste nível pode ser
decorrência da falta de critérios de mensuração claros
e bem especificados, o que dificultará,
inevitavelmente, a padronização da aplicação dos
instrumentos por observadores distintos. Esta
situação também pode indicar a presença de
problemas de "tradução cultural" (travelling problem),
ou seja, a não-aplicabilidade de um conceito a países
(e culturas) distintas.
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DGP/UFPB
Critérios para avaliação da qualidade da
operacionalização e instrumentos de mensuração

• Extensão (extension) vs. Densidade (intension):


– A relação entre a definição de um conceito e o seu
escopo de aplicação foi problematizada por Giovanni
Sartori em termos da relação inversa entre extensão (o
número de casos ao qual o conceito se aplica) e
densidade (número de atributos utilizados para definir o
conceito).
– Quanto maior a densidade e, portanto, mais específico
for o conceito, menor será a extensão. (Ex., o conceito
de "autoritarismo“ se aplica a um número maior de
regimes políticos instalados na América Latina nos anos
1960 e 1970 do que o conceito mais específico de
"regime burocrático-autoritário").
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DGP/UFPB
Critérios para avaliação da qualidade da
operacionalização e instrumentos de mensuração

• O grande problema da busca pela


generalização (aumento da extensão dos
conceitos) é que esta implica necessariamente
uma diminuição da densidade, ou seja, dos
atributos do conceito.
– O risco é cair no problema de "afrouxamento de
conceito“ (conceptual stretching), ou seja, chegar
a uma definição que é tão abstrata e geral que
pouco ou nada pode contribuir à análise.
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DGP/UFPB
Critérios para avaliação da qualidade da
operacionalização e instrumentos de mensuração

• Os problemas de operacionalização de
conceitos, definição de indicadores e
instrumentos de mensuração não podem ser
separados de um problema anterior a estes
que é fundamental para a pesquisa nas
ciências sociais: a definição/escolha de
conceitos que possam efetivamente dar conta
do fenômeno em investigação.

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DGP/UFPB
AVALIAÇÃO

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DGP/UFPB
AVALIAÇÃO 4

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DGP/UFPB
AVALIAÇÃO
1) Siga os seguintes passos:
– a) O meu instrumento de pesquisa está adequado ao
formato exigido pela técnica que usarei?
– b) O meu instrumento reflete/questiona todas as
dimensões de minha modelagem?
– c) Quais cuidados éticos precisarei tomar/providenciar
antes, durante e depois da coleta de dados?
– d) Como me aproximarei dos sujeitos/interlocutores?
Precisarei de intermediários? Quais seriam os mais
adequados?
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DGP/UFPB
AVALIAÇÃO
2) Reflita criticamente sobre cada
questão/variável incorporada ao seu
instrumento. Devemos avaliar tanto aspectos
técnicos da condução da técnica quanto de
(in)consistências de validade do Instrumento
e de confiabilidade na aplicação.

3) A seguir, preencha a seguinte tabela:

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1.Aspectos Questão por Questão - indicar somente problemas/fragilidades. Preencher S (sim); N (não)

QUESTÃO/ DIMENSÕES
VARIÁVEL Interpretação Memória Teórica Comportamental (entrevistado) Outras
Clareza Precisão Retriel Retriel Pertinência Terminologia Interesse Constrangi- Respostas Desconheci- Formato Opções de
(compreensão (compreensão longo curto mento socialmente mento questão resposta
enunciado) objetivo) desejáveis assunto

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