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1 INTRODUÇÃO

A técnica de peneiramento consiste em um processo mecânico utilizado para


separar um material de acordo com o tamanho individual de suas partículas. Tal
procedimento ocorre através da movimentação do material sobre telas ou bandejas que se
distinguem por possuírem aberturas de tamanhos distintos, e pode ser realizado em
diferentes tipos de equipamentos peneiradores, classificados, por exemplo, a partir da
escala granulométrica mais adequada para o processo. [1]
No meio de peneiramento e de análise granulométrica, as malhas utilizadas seguem
uma padronização associada ao tamanho das aberturas presentes em cada bandeja por
onde o material deve mover-se. Tal dimensão segue uma relação constante, em
progressão geométrica, ocorrendo um acréscimo proporcional de tamanho de uma
determinada bandeja à outra. A escala Tyler é utilizada internacionalmente, possuindo
área útil de 283,5294 cm2, diâmetro de 20, 032 cm e aberturas em progressão geométrica
de razão 1,414. [2]
Ao fazer uso de peneiras que seguem a série Tyler, o material granular de estudo
atravessa as bandejas e é separado em frações. A alimentação ocorre pela parte de cima
do equipamento, e devido ao fato de as aberturas de cada bandeja seguirem uma relação
de tamanho progressivamente menor na direção da saída, tem-se a retenção das partículas
mais grossas na parte superior e das mais finas na inferior. A travessia do material
acontece através da ação da gravidade e de agitação, necessária principalmente para a
passagem de partículas mais finas. O processo apresenta uma boa performance quando o
material se encontra bem distribuído sobre a superfície de cada bandeja após mínima
agitação. [3]
Antes de se peneirar um determinado elemento, por vezes, é necessário que se
modifique a estrutura do material em questão, reduzindo o tamanho das partículas sólidas
através de moagem, esmagamento ou corte. O trabalho necessário para deformação das
partículas é armazenado temporariamente no sólido como energia mecânica de tensão;
quando aplica-se uma força adicional nas partículas tensionadas, elas se distorcem e ficam
fragmentadas, gerando novas superfícies. Como a formação de uma nova área superficial
requer trabalho, a energia fornecida para este fim é a energia de tensão que até então
estava armazenada, mas é liberada com a quebra das partículas. Nesse contexto, pode-se
fazer uso de moinhos de facas e martelos, os quais possuem uma capa cilíndrica cujo
interior conta com um rotor, conectado a uma série de martelos, que gira a alta velocidade.
O impacto dos martelos rompe o material, que pulveriza ao atravessar uma esteira na
abertura entre os martelos e a capa. [4] [5]

[1] GOMIDE, REYNALDO. Operações unitarias. Saõ Paulo (SP): Ed. do Autor,
1980.
[2] NUNES DA COSTA, EVAIR. Peneiramento De Partículas Finas E Ultrafinas
Com Adição De Dispersantes. Universidade Federal de Goiás – UFG, 2014.

[3] The Complete Line of Sifting, Screening and Scalping Equipment.


Snackandbakery.com. Disponível em:
<http://www.snackandbakery.com/ext/resources/Digital_Brochures/SFWB-Great-
Western-Sifting-Line.pdf?1495620322>. Acesso em: 28 jul. 2017.

[4] MCCABE, WARREN L, SMITH, JULIAN CHARRIOTT, PETER. Unit


operations of chemical engineering. 5. ed. New York: McGraw-Hill Book Company,
1993.

[5] FABRÍCIA, ANASTREIT, FERNANDA. Moagem — afeira. Ufrgs.br.


Disponível em: <http://www.ufrgs.br/afeira/operacoes-
unitarias/transformacao/moagem>. Acesso em: 29 jul. 2017.

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