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Relatório Individual de Atividades (RIA)

INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE - CAMPUS


Blumenau
Professor (a): Damian Larsen Bogo Matrícula: 2336033 Ano/Semestre: 2018/2
Categoria: Professor Efetivo Regime de Trabalho: 40 horas DE

AULAS E ATIVIDADES DE MANUTENÇÃO/ORGANIZAÇÃO DO ENSINO

C.H. C.H. Aula C.H. Manutenção


Curso Disciplinas Série/Semestre Regime
Disciplina Semanal Ensino Semanal
Dependência -
INTELETRO 2° an anual 45:00 01:07 01:07
Eletrotécnica
INTELETRO Eletrotécnica 201 anual 90:00 02:15 02:15
INTELETRO Eletrotécnica 202 anual 90:00 02:15 02:15
Projeto Integrador
INTELETRO 201 anual 60:00 01:30 01:30
II - B
Projeto Integrador
INTELETRO 202 anual 60:00 01:30 01:30
II - B
Totais 08:37 08:37
Observações:
Os diários se encontram no banco de dados do SIGAA. (Aulas)

ATIVIDADES DE APOIO AO ENSINO

Atendimento ao Aluno Local Dia da Semana Início Término 25% aulas


Recuperação de estudos Sala da Coordenação Qua 08:00 09:45 01:45
Recuperação de estudos Sala da Coordenação Qua 11:36 12:00 00:24
Total 02:09
C.H
Ações Docente Curso Quantidade C.H Portaria
Total
INT-ELETRO Técnico em
Reuniões pedagógicas e de planejamento Eletromecânica Integrado ao 1 00:30 052/2018 00:30
Ensino Médio
INT-ELETRO Técnico em
Reuniões de Conselho de Classe Eletromecânica Integrado ao 1 00:14 053/2018 00:14
Ensino Médio
C.H
Ações Docente Curso Quantidade C.H Portaria
Total
INT-ELETRO Técnico em
Coorientação de Projeto Integrador Eletromecânica Integrado ao 1 00:30 111/2018 00:30
Ensino Médio
Membro de Núcleo Docente Básico -
INT-ELETRO Técnico em
NDB - do Curso Técnico em
Eletromecânica Integrado ao 1 00:00 139/2018 00:00
Eletromecânica Integrado ao Ensino
Ensino Médio
Médio
Membro de Colegiado de Curso - INT-ELETRO Técnico em
Técnico em Eletromecânica Integrado ao Eletromecânica Integrado ao 1 00:00 140/2018 00:00
Ensino Médio Ensino Médio
Membro de Núcleo Docente Básico -
NDB - do Curso Técnico em SUB-ELETRO Técnico em
1 00:00 141/2018 00:00
Eletromecânica Subsequente ao Ensino Eletromecânica
Médio
Membro de Colegiado de Curso -
SUB-ELETRO Técnico em
Técnico em Eletromecânica Subsequente 1 00:00 142/2018 00:00
Eletromecânica
ao Ensino Médio
Membro de Núcleo Docente SUP-ENG ELET Bacharelado
1 00:30 144/2018 00:30
Estruturante - NDE - Engenharia Elétrica em Engenharia Elétrica
Membro de Colegiado de Curso - SUP-ENG ELET Bacharelado
1 00:27 145/2018 00:27
Engenharia Elétrica em Engenharia Elétrica
Membro de Núcleo Docente SUP-BACH ENG MEC
Estruturante - NDE - Engenharia Bacharelado em Engenharia 1 00:05 150/2018 00:05
Mecânica Mecânica
Total 02:16
Observações:

ATIVIDADES DE PESQUISA

Projeto Tipo de Participação Edital Início Término C.H.


Total 00:00
Observações:
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INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE - CAMPUS
Blumenau

ATIVIDADES DE EXTENSÃO

Projeto Tipo de Participação Edital Início Término C.H.


Total 00:00
Observações:

ATIVIDADES DE ADMINISTRAÇÃO

Atividade Portaria Início Término C.H.


Coordenação do curso de eletromecânica (Integrado e subsequente) 122/2017 31/03/2017 31/12/2018 14:00
Comissão responsável pela descrição, orçamento e aceite dos
materiais e equipamentos elétricos e eletrônicos do Instituto Federal 038/2018 07/02/2018 31/12/2018 00:30
Catarinense
Comissão local de políticas e dados de permanência e êxito dos
077/2018 01/03/2018 31/12/2018 00:00
estudantes do Instituto Federal Catarinense - Campus Blumenau
Comissão responsável pela certificação de conhecimentos obtidos
em processos formativos não formais para os alunos do Curso
091/2018 15/03/2018 31/12/2018 00:18
Técnico em Mecânica Subsequente ao Ensino Médio do Instituto
Federal Catarinense - Campus Blumenau.
Comissão responsável pela elaboração de material didático para as
atividades realizadas nos Laboratórios de Elétrica no IFC – Campus 115/2018 21/03/2018 31/12/2018 00:30
Blumenau.
Comissão organizadora da primeira semana acadêmica de
167/2018 05/04/2018 31/12/2018 01:00
Engenharia Elétrica do IFC - Campus Blumenau
Comissão organizadora da Mostra de Pesquisa, Extensão e
160/2018 06/04/2018 31/12/2018 01:00
Cidadania - MEPEC do IFC - Campus Blumenau do ano de 2018
Constituírem a Comissão de Acompanhamento de Egressos - CAEG
153/2018 04/04/2018 04/04/2020 01:00
do IFC – Campus Blumenau
Constituírem a banca examinadora do Trabalho de Conclusão de
Curso do aluno Alceu Specht, relativo ao Curso Técnico de 054/2018 19/02/2018 31/12/2018 00:03
Eletromecânica Subsequente do IFC - Campus Blumenau
Total 18:21
Observações:
CAPACITAÇÃO / LICENÇA

Tipo Portaria Início Término C.H.


Total 00:00
Observações:

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Descrição C.H.
Total 00:00
Observações:
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Blumenau

Resumo

Resumo de 2018 / 2
Ativ.Apoio
Aulas Ativ.Manut.Ensino Pesquisa Extensão Ativ.Admin. Capacitação/Licença Compl. Total
Ensino
08:37 08:37 04:25 00:00 00:00 18:21 00:00 00:00 40:00

PTDs incorporados neste RIA:

2018/2 - v4

Lista de Anexos

Documentos

Tipo Atividade Descrição


Atividades de Apoio ao
Reuniões pedagógicas e de planejamento
Ensino
Atividades de Apoio ao
Reuniões pedagógicas e de planejamento
Ensino
Atividades de Apoio ao
Coorientação de Projeto Integrador
Ensino
Atividades de Apoio ao Membro de Núcleo Docente Básico - NDB - do Curso Técnico em Eletromecânica
Ensino Integrado ao Ensino Médio
Atividades de Apoio ao
Membro de Colegiado de Curso - Técnico em Eletromecânica Integrado ao Ensino Médio
Ensino
Atividades de Apoio ao Membro de Núcleo Docente Básico - NDB - do Curso Técnico em Eletromecânica
Ensino Subsequente ao Ensino Médio
Atividades de Apoio ao Membro de Colegiado de Curso - Técnico em Eletromecânica Subsequente ao Ensino
Ensino Médio
Tipo Atividade Descrição
Atividades de Apoio ao
Membro de Núcleo Docente Estruturante - NDE - Engenharia Elétrica
Ensino
Atividades de Apoio ao
Membro de Colegiado de Curso - Engenharia Elétrica
Ensino
Atividades de Apoio ao
Membro de Núcleo Docente Estruturante - NDE - Engenharia Mecânica
Ensino
Comissão responsável pela elaboração de material didático para as atividades realizadas
Administrativas
nos Laboratórios de Elétrica no IFC – Campus Blumenau.
Comissão responsável pela elaboração de material didático para as atividades realizadas
Administrativas
nos Laboratórios de Elétrica no IFC – Campus Blumenau.
Comissão responsável pela elaboração de material didático para as atividades realizadas
Administrativas
nos Laboratórios de Elétrica no IFC – Campus Blumenau.
Administrativas Coordenação do curso de eletromecânica (Integrado e subsequente)
Comissão responsável pela descrição, orçamento e aceite dos materiais e equipamentos
Administrativas
elétricos e eletrônicos do Instituto Federal Catarinense
Comissão local de políticas e dados de permanência e êxito dos estudantes do Instituto
Administrativas
Federal Catarinense - Campus Blumenau
Comissão responsável pela certificação de conhecimentos obtidos em processos formativos
Administrativas não formais para os alunos do Curso Técnico em Mecânica Subsequente ao Ensino Médio
do Instituto Federal Catarinense - Campus Blumenau.
Comissão organizadora da primeira semana acadêmica de Engenharia Elétrica do IFC -
Administrativas
Campus Blumenau
Comissão organizadora da Mostra de Pesquisa, Extensão e Cidadania - MEPEC do IFC -
Administrativas
Campus Blumenau do ano de 2018
Constituírem a Comissão de Acompanhamento de Egressos - CAEG do IFC – Campus
Administrativas
Blumenau
Constituírem a banca examinadora do Trabalho de Conclusão de Curso do aluno Alceu
Administrativas Specht, relativo ao Curso Técnico de Eletromecânica Subsequente do IFC - Campus
Blumenau

Data: 01/05/2019 20:10:22 por Damian Larsen Bogo

PARECERES

Parecer da Coordenação de Ensino


APROVADO

Emitido por: André Zuconelli em 03/05/2019 08:21


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Sumário

RESISTORES (CÓDIGO DE CORES E FABRICAÇÃO)USO DO OHMÍM ETRO ................................................................................. 2


ASSOCIA ÇÃO DE RESISTORES ..................................................................................................................................................................... 12
LEI DE OHM .......................................................................................................................................................................................................... 17
UTILIZAÇÃ O DO VOLTÍM ETRO E DO AMPERÍM ETRO ...................................................................................................................... 23
GERA DORES ELÉTRICOS............................................................................................................................................................................... 30
POTÊNCIA ELÉTRICA ..................................................................................................................................................................................... 37
DIVISOR DE TENSÃO SEM CA RGA ............................................................................................................................................................. 42
DIVISOR DE TENSÃO COM CA RGA ............................................................................................................................................................ 49
PONTE DE WHEATSTONE............................................................................................................................................................................. 56
CAPACITOR EM CORRENTE CONTÍNUA .................................................................................................................................................. 61
BIPOLOS NÃO ÔHM ICOS................................................................................................................................................................................. 70
FIGURAS DE LISSAJOUS.................................................................................................................................................................................. 79
FORMULÁ RIO PARA CIRCUITOS CA ......................................................................................................................................................... 91

1
RESISTORES (CÓDIGO DE CORES E FABRICAÇÃO)USO DO OHMÍMETRO
OBJETIVOS:
a) utilizar o ohmímetro para medidas de resistência elétrica;
b) familiarizar com as escalas do instrumento;
c) identificar o valor da resistência ôhmica de um resistor pelo código de cores.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

RESISTORES:

1- DEFINIÇÃO: Resistores são componentes que tem por finalidade oferecer uma
oposição à passagem da corrente elétrica, através de seu material.

2 - TIPOS:
2.1 - Fixos
2.2 - Não fixos
2.2.1 - Variáveis: potenciômetros
2.2.2 - Ajustáveis: trimpots

3- MATERIAIS UTILIZADOS NA FABRICAÇÃO:


3.1 - Filme de carbono
3.2 - Fio especial (fio resistor)
3.3 - Filme metálico
3.3.1 - Níquel
3.3.2 - Níquel-cromo
3.3.3 - Cromo-silício
3.4 - Chip

4- APLICAÇÃO DOS TIPOS DE RESISTORES:


4.1 - Filme de carbono - uso geral
4.2 - Fio especial - potência e instrumentos
4.3 - Filme metálico - precisão, uso geral, fusistor e potência
4.4 - Chip - montagem em superfície (SMD)

5- PRINCÍPIO DE FABRICAÇÃO:
Normalmente os resistores possuem um corpo cilíndrico de cerâmica de alta
qualidade, que pode ser de SiO2 (óxido de silício) ou de Al2O3 (óxido de alumínio),
sobre o qual será depositado o filme homogêneo apropriado.
Nas extremidades do cilindro recoberto são colocadas as tampas de contato
de aço galvanizado com cobre e estanho sob uma pressão média de 20kg. Sobre as
tampas são soldados os terminais, normalmente de cobre eletrolítico estanhado,
sendo esta solda feita por fusão.

Para a obtenção de toda a gama de valores resistivos é feito um sulco de


conformação helicoidal, de tal forma que o resistor propriamente dito é
constituído de uma placa helicoidal de filme em torno do bastão de cerâmica.

Para esse serviço utiliza-se máquinas especiais de corte e raio laser para
o ajuste final do valor do resistor. Portanto, para se obter o valor do resistor
são utilizados simultaneamente dois processos:
a) Alteração da espessura do filme no processo de deposição
b) Escolha do passo apropriado para o sulco em hélice

Estes dois processos fazem com que quanto menor a espessura do filme ou
menor o passo, maior será o valor resistivo.

2
Após esta etapa, o resistor é revestido com uma camada de verniz especial,
a qual tem as funções de proteção elétrica, mecânica e climática, sendo que esse
revestimento resiste à maioria dos solventes de limpeza que são usados na
indústria.

No caso dos resistores fabricados pela Philips / Constanta, a cor de seu


revestimento indica também o tipo e a potência do resistor.

6 - CLASSIFICAÇÃO DOS RESISTORES QUANTO A COR E SUA POTÊNCIA:

6.1 - RESISTORES DE FILME DE CARBONO


TIPO POTÊNCIA COR DO REVESTIMENTO
Precisão 0,33W Bege

6.2 - RESISTORES DE FILME METÁLICO


TIPO POTÊNCIA COR DO REVESTIMENTO
Precisão 0,4W Verde escuro
Uso geral 0,33W Verde claro
Uso geral 0,5W Azul
Uso geral 0,5W Rosa claro
Potência 0,5 e 3W Vermelho escuro
Não inflamável 0,33 e 0,5W Cinza

7 - POTÊNCIA:

7.1 - DEFINIÇÃO:
É a relação entre o valor de sua resistência e a corrente que o atravessa.

7.2 - CARACTERÍSTICAS:

A potência dissipada por um resistor é fornecida para uso em regime de


operação contínua, com sua carga total e máxima tensão de operação.

7.3 - VALORES COMERCIAIS DE POTÊNCIA:


Os valores usualmente fabricados de acordo com o tipo de resistor são:

7.3.1 - Filme de carbono e filme metálico: 1/5, 1/4, 1/3, 1/2, 3/4, 1 e 3W.
7.3.2 - Fio resistor: acima de 2,5W

8- UNIDADE DA RESISTÊNCIA ELÉTRICA:


A unidade de medida da resistência elétrica no SI é o ohm, sendo representada
pela letra grega ômega maiúscula (Ω), em homenagem a Georges Simon Ohm.

9 - IDENTIFICAÇÃO DO VALOR NOMINAL DO RESISTOR:


Os resistores são identificados por um código de cores ou por um carimbo
de identificação impresso no seu corpo.

O código de cores consiste de 4 ou 5 anéis coloridos que seguem a norma de


código de cores para resistores fixos IEC-62, como segue abaixo:

9.1 - RESISTORES DE 4 ANÉIS:

3
QUANDO NÃO FOR IMPRESSO O ANEL DE TOLERÂNCIA (SEM COR), A
TOLERÂNCIA DO RESISTOR SERÁ DE 20%

COR 1º ANEL 2º ANEL 3º ANEL


Preto - 0 x1
Marrom 1 1 x10
Vermelho 2 2 x100
Laranja 3 3 x1000
Amarelo 4 4 x10.000
Verde 5 5 x100.000
Azul 6 6 x1.000.000
Violeta 7 7 x10.000.000
Cinza 8 8 x100.000.000
Branco 9 9 x1.000.000.000
Ao fator multiplicativo ou quantidade de zeros, pode ser associado a
potência de 10, conforme mostrado a seguir:

Observa-se que o expoente da base 10 coincide com a quantidade de zeros a


serem acrescentados após os dígitos (ou algarismos) significativos.

9.2 - RESISTORES DE 5 ANÉIS:

COR 1º ANEL 2º ANEL 3º ANEL 4º ANEL


Preto - 0 0 x1
Marrom 1 1 1 x10
Vermelho 2 2 2 x100
4
Laranja 3 3 3 x1.000
Amarelo 4 4 4 x10.000
Verde 5 5 5 x100.000
Azul 6 6 6 x1.000.000
Violeta 7 7 7 x10.000.000
Cinza 8 8 8 x100.000.000
Branco 9 9 9 x1.000.000.000

A exemplo do caso anterior, pode-se associar ao fator multiplicativo ou quantidade


de zeros os expoentes da base 10, onde o expoente indica a quantidade de zeros
a serem acrescentados após os dígitos (ou algarismos) significativos.

9.3- MÉTODO DE LEITURA:

Resistores de 4 anéis

A leitura do valor nominal da resistência do resistor deve ser feita através


da tabela do código de cores, segundo o seguinte procedimento:

I - Lê-se o valor dos dois primeiros anéis do resistor através da tabela.


Os valores encontrados irão formar um número entre 10 e 99.

II - Lê-se o terceiro anel e através da tabela determina-se o valor


multiplicativo ou número de zeros ou ainda, o expoente da potência de dez que
irá se juntar ao número obtido e com isso, determinar a ordem de grandeza do
resistor
.
III - Lê-se o quarto anel para determinar o valor da tolerância do resistor.

IV - Representa-se o valor nominal do resistor da seguinte maneira: valor


encontrado na leitura dos três primeiros anéis, acrescido da tolerância.

AB x 10X ± Tolerância

onde: A é o primeiro dígito


B é o segundo dígito
X é o fator multiplicativo ou quantidade de zeros

Se por exemplo, o 3º anel for laranja, multiplica-se AB por 1.000 ou


acrescenta-se 3 zeros uma vez que o expoente da base 10 é 3 (103).

Consideremos ainda como exemplo um resistor que apresenta os seguintes anéis


coloridos: 1º anel = marrom, 2º anel = preto, 3º anel = vermelho, 4º anel =
dourado:

5
Seu valor nominal será então igual a 1.000Ω ± 5%, o que significa que a
tolerância poderá estar 5% acima ou abaixo do valor nominal. Ao se medir um
resistor nessas condições, será aceitável um valor entre 950 e 1.050Ω.

Resistores de 5 anéis

I- Lê-se o valor dos primeiros 3 anéis do resistor através da tabela do


código de cores. Os valores irão formar um número entre 100 e 999.

II- Lê-se o quarto anel para determinar o fator multiplicativo que irá
juntar-se ao número obtido e com isto, determina-se a ordem de grandeza do
resistor.

III- Lê-se o quinto anel para determinar a tolerância do resistor.

IV- Representa-se o valor do resistor da seguinte maneira:

ABC x 10X ± Tolerância

onde: A é o primeiro dígito


B é o segundo dígito
C é o terceiro dígito
X é o fator multiplicativo ou a quantidade de zeros

Se por exemplo, o 4º anel for vermelho, multiplica-se ABC por 100 ou


acrescenta-se dois zeros uma vez que o expoente da base 10 é 2 (102).

Consideremos ainda como exemplo um resistor com os seguintes anéis


coloridos: 1º anel = verde, 2º anel = amarelo, 3º anel = vermelho, 4º anel =
vermelho, 5º anel = marrom

Seu valor nominal será então 54.200Ω ou 54,2kΩ com uma tolerância de ± 1%.
Ao se medir um resistor nessas condições, será aceitável um valor entre 53.658 e
54.742Ω.

Caso comum para resistores de 4 e 5 anéis

No caso de aparecerem as cores ouro e prata no terceiro e quarto anéis


(resistores de 4 e 5 anéis respectivamente), os mesmos se tornam divisores, ou
seja, ao invés de multiplicar os algarismos significativos, deve-se dividir os
mesmos da seguinte maneira:

DOURADO: divide-se por 10 ou multiplica-se por 0,1


PRATEADO: divide-se por 100 ou multiplica-se por 0,01

6
EXEMPLOS:

Exemplo 1: 0,56Ω ± 5%
Exemplo 2: 2,7Ω ± 5%
Exemplo 3: 2,58Ω ± 2%
Exemplo 4: 13,7Ω ± 1%

É muito comum ao invés de se usar o símbolo ômega (Ω), utilizar a letra R


(maiúscula) como unidade de medida de resistência elétrica, principalmente para
resistores com valores abaixo de 1000Ω, que devem ter seus valores impressos no
corpo, como no caso os resistores de fio e de alta potência.

Desta forma no exemplo 1, podemos escrever 0,56R ou 0R56; no exemplo 2,


podemos escrever 2,7R ou 2R7 e assim por diante.

Para valores de resistência mais elevados, normalmente acima de 1.000Ω,


costuma-se escrever a unidade de medida utilizando os seus múltiplos.

Os mais usados são o kilo (103) e o Mega (106).


Assim:
1.000 = 1kΩ ou simplesmente 1k
1.000.000 = 1MΩ ou simplesmente 1M

10 - TOLERÂNCIA:

A tolerância do resistor indica a variação que o componente possui em função


de seu valor nominal. Esta variação dará a faixa de valores possíveis que o
componente pode assumir, isto é, qual seriam os valores de resistência que o
componente pode apresentar sem que o mesmo esteja fora do valor especificado pelo
fabricante.
Por exemplo, um resistor de 100Ω ± 10%, significa que esse componente
possui uma resistência que pode variar entre 90Ω e 110Ω. Com isto pode-se notar
7
que não há necessidade de se fabricar resistores de 93Ω, 94Ω, 98Ω, 99Ω, 106Ω,
etc. pois qualquer um destes valores estarão cobertos pelo resistor de 100Ω ±
10%, citado como exemplo.

Com uma tolerância de 5% para o mesmo valor nominal de resistor, estariam


cobertos valores entre 95Ω e 105Ω.

Com base no que foi exposto, nota-se que os valores comerciais de resistores
estão baseados em função de sua tolerância, e para esses valores de resistências
existe uma cobertura contínua.

Então pode-se tirar as seguintes conclusões:

I- Quanto maior for a tolerância de um resistor, mais larga será a


faixa de cobertura, portanto, possuirá menos valores padronizados.

II- Quanto menor for a tolerância de um resistor, menos estreita será


a faixa de cobertura, portanto, possuirá mais valores padronizados.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Multímetro analógico
1- Proto Board
Resistores Diversos

1- Meça cada resistor do módulo de ensaios ETT-1 e anote os seus valores


na tabela 1. Em cada medida coloque a chave seletora para medir resistências na
posição que indique convenientemente a leitura, não esquecendo de ajustar o zero
todas as vezes que mudar a chave seletora.

2- Leia e anote para cada resistor sua tolerância.

3- Na coluna “posição da escala” anote a posição da chave seletora (Rx1,


Rx10, Rx100 etc.)

4- Na coluna ∆R(%) anote o desvio percentual, comparando os valores medidos


com os valores nominais. Utilize a fórmula:

TABELA 1
Valor nominal Tolerância Valor Posição da ∆R (%)
medido escala
R1=
R2=
R3=
R4=
R5=
R6=
R7=

8
R8=
R9=
R10=
R11=
R12=
R13=
R14=
R15=
R16=
R17=
R18=
R19=
R20=
R21=
R22=
R23=
R24=
R25=
R26=
R27=
R28=
R29=
R30=

QUESTÕES:

1- Qual a característica do resistor que define a sua potência?


_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________

2- O que se pode dizer do valor ôhmico do resistor com relação ao seu tamanho?
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________

3- O que é resistência? Qual o seu símbolo e unidade de medida?


_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________

4- Para que serve a tolerância?


_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________

5- Qual a aplicação de resistores que você conhece?


_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________

6- Escreva as cores dos resistores abaixo, na seqüência correta de leitura:

01 560Ω ±5%
02 2,2kΩ ±5%
03 39Ω ±10%
04 13,3kΩ ±2%
9
05 110Ω ±2%
06 3.920Ω ±1%
07 57,6kΩ ±0,5%
08 53Ω ±0,5%
09 53Ω ±20%
10 22kΩ ±20%
11 54,9kΩ ±0,5%
12 1MΩ ±0,5%
13 1Ω ±0,5%
14 1Ω ±10%
15 10Ω ±1%
16 7,87kΩ ±1%
17 12,7MΩ ±0,5%
18 10MΩ ±0,5%
19 10MΩ ±5%
20 0,56Ω ±5%
21 12MΩ ±1%
22 120kΩ ±1%
23 0,22Ω ±0,5%
24 15Ω ±2%
25 1,5MΩ ±0,5%
26 150kΩ ±10%
27 15kΩ ±5%
28 5,6Ω ±1%
29 220kΩ ±0,5%
30 56Ω ±5%

7- Escreva o valor dos resistores para as cores abaixo, na seqüência correta de


leitura, com a respectiva tolerância:

01 marrom, laranja, ouro, sem cor


02 verde, azul, prata, prata
03 marrom, preto, preto, ouro
04 marrom, preto, verde, vermelho, vermelho
05 verde, verde, prata, ouro
06 amarelo, violeta, verde, vermelho, verde
07 azul, azul, vermelho, preto, vermelho
08 laranja, laranja, prata, prata
09 marrom, preto, preto, preto, marrom
10 laranja, azul, verde, vermelho, verde
11 marrom, marrom, marrom, marrom, verde
12 vermelho, azul, violeta, marrom, marrom
13 verde, branco, preto, amarelo, vermelho
14 vermelho, violeta, amarelo, ouro, vermelho
15 marrom, preto, preto, prata, marrom
16 verde, amarelo, vermelho, ouro, verde
17 amarelo, violeta, prata, prata
18 marrom, preto, azul, sem cor
19 amarelo, branco, laranja, azul, verde
20 amarelo, amarelo, amarelo, amarelo, verde
21 laranja, laranja, verde, verde, verde
10
22 verde, azul, azul, prata, verde
23 laranja, laranja, ouro, ouro
24 marrom, marrom, amarelo, verde, verde
25 azul, branco, vermelho, marrom, verde
26 marrom, preto, verde, ouro
27 azul, cinza, marrom, sem cor
28 vermelho, vermelho, prata, ouro
29 marrom, vermelho, azul, ouro
30 marrom, preto, preto, marrom, vermelho

11
ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES
OBJETIVOS:
a) determinar experimentalmente qual a resistência equivalente
de um circuito série, paralelo e misto;
b) comprovar as fórmulas de determinação da resistência total
de circuitos série, paralelo e misto.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Os circuitos elétricos podem apresentar dois ou mais resistores


interligados em série, paralelo ou mistos (série-paralelo), ou ainda em
associações mais complexas.

Deve-se saber analisar tais circuitos para determinar e prever o


efeito de um resistor ou uma combinação de resistores no controle da
corrente.

Para calcular a resistência total ou equivalente de uma associação


em série de resistores, basta somar os resistores que compõem o circuito:

Req = R1 + R2 + R3...

Para se calcular a resistência total ou equivalente de uma associação


em paralelo de resistores utiliza-se a fórmula:

1/Req = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3...

Quando se tratar de apenas dois resistores, como por exemplo R1 e R2,


utiliza-se a fórmula:

R1.R2/R1+R2

Ou seja, o produto dos dois resistores, dividido pela soma dos mesmos.
Em uma associação em paralelo de resistores, a resistência total será
sempre menor do que o menor valor de resistência ôhmica associada ao
circuito.
Se por exemplo, tivermos os resistores: 220Ω, 1.000Ω e 4.700Ω
associados em paralelo, a resistência equivalente ou total será menor do
que 220Ω.
Para “N” resistores iguais associados em paralelo, a resistência
total ou equivalente será:

Req = R/N

onde:
N é o número de resistores
R é a resistência ôhmica

12
PARTE PRÁTICA
MATERIAIS NECESSÁRIOS
Resistores de carbono(22 ;100 ;150 ;220 ;330 ;470 ;1K ;4K7 ;6K8 ;12K )
Multímetro digital

I - ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE:

1- Execute a fiação do circuito da figura 1.

2- Complete a tabela 1:

Tabela 1: associação em série


RESISTÊNCIAS VALOR CALCULADO VALOR MEDIDO
Pontos A e C
Pontos C e E
Pontos E e G
Pontos F e H
Pontos A e H (Req)

II - ASSOCIAÇÃO EM PARALELO:

3- Execute a fiação do circuito da figura 2.

13
4- Complete a tabela 2.

Tabela 2: associação em paralelo


RESISTÊNCIAS VALOR CALCULADO VALOR MEDIDO
Pontos A e J (Req)
Pontos B e I
Pontos C e H
Pontos D e G
Pontos E e F

III- ASSOCIAÇÃO MISTA (SÉRIE-PARALELO):

5- Execute a fiação do circuito da figura 3.

6- Complete a tabela 3.

Tabela 3: associação mista


RESISTÊNCIAS VALOR CALCULADO VALOR MEDIDO
Pontos A e H (Req)
Pontos B e G
Pontos C e F
Pontos D e E

7- Complete a tabela 4, para os resistores do circuito da figura 1.

Tabela 4
RESISTORES NOMINAL MEDIDO
R4
R6
R8
R9
R12
R17
R19

14
8- Analise os valores nominais e os valores medidos na tabela 4 e apresente
conclusões:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

9- Complete a tabela 5 para os resistores do circuito da figura 2.

Tabela 5
RESISTORES NOMINAL MEDIDO
R1
R2
R5
R9

10- Analise os valores nominais e os valores medidos na tabela 5 e


apresente conclusões:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

11- Complete a tabela 6 para os resistores do circuito da figura 3.

Tabela 6
RESISTORES NOMINAL MEDIDO
R2
R3
R5
R6
R15
R18
R19
R21

12- Analise os valores nominais e os valores medidos na tabela 6 e


apresente conclusões:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

15
QUESTÕES:

1- Qual o efeito sobre a corrente ao aumentarmos a quantidade de resistores


em uma associação em série de resistores? Justifique.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
______________________________________________________

2- Qual o efeito sobre a corrente ao aumentarmos a quantidade de resistores


em uma associação em paralelo? Justifique.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
______________________________________________________

3- Calcule e resistência equivalente entre os pontos A e B dos circuitos


das figuras 4 e 6.

RTAB = ____________________

RTAB = ____________________
16
LEI DE OHM
Alunos:_________________________________________________________________

OBJETIVOS:
a) verificar experimentalmente a Lei de Ohm;
b) determinar o valor de resistências pelas medidas de tensão e corrente
e pelo gráfico da característica elétrica;
c) familiarização com os gráficos V x I.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Existe uma dependência entre a tensão aplicada e a corrente que


circula em um circuito. Quando se aplica uma tensão entre os terminais de
um elemento, verifica-se que a intensidade da corrente que o atravessa
depende da tensão nele aplicada.

Denomina-se resistência elétrica de um componente, a razão entre a


tensão nele aplicada e a intensidade da corrente que o atravessa,
resultando na equação:

onde:
R = resistência em ohms
E = tensão em volts
I = corrente em ampères

A equação acima foi formulada em 1.827 por Georges Simon Ohm (1.787-
1.854); ela estabeleceu as bases da Eletricidade e da Eletrônica.

Quando a resistência de um elemento for constante, a razão E/I também


será constante. Neste caso esses elementos são considerados bipolos
lineares ou bipolos ôhmicos.

A Lei de Ohm é enunciada como se segue: NOS BIPOLOS LINEARES OU


ÔHMICOS, A CORRENTE QUE O ATRAVESSA É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À TENSÃO
APLICADA AOS SEUS TERMINAIS, resultando na equação a seguir:

No entanto, podemos também partir da definição: EM UM BIPOLO ÔHMICO,


A TENSÃO APLICADA EM SEUS TERMINAIS É DIRETAMENTE PROPORCIONAL À
INTENSIDADE DA CORRENTE QUE O ATRAVESSA; resultando assim na equação
abaixo:

17
Pode-se calcular a resistência elétrica de um elemento a partir do
gráfico V x I, que recebe o nome de característica elétrica.

Levantando-se experimentalmente a curva da tensão em função da


corrente para um bipolo ôhmico, teremos uma característica linear,
conforme mostra a figura abaixo:

Da característica temos: tgα = ∆V/∆I, onde concluímos que a tangente


do ângulo α representa a resistência elétrica do bipolo, portanto, podemos
escrever:

tgα = R

Quando o bipolo não obedece a característica linear mostrada acima,


trata-se de um bipolo não ôhmico.

Em muitos casos a não linearidade dos bipolos não ôhmicos ocorre em


virtude da ação da temperatura.

Usualmente abrevia-se (BÑH), cuja resistência pode aumentar com o


aumento da temperatura, neste caso, coeficiente térmico positivo ou ainda,
sua resistência pode diminuir com o aumento da temperatura, neste caso,
coeficiente térmico negativo.

Para levantarmos a curva característica de um bipolo, precisamos


medir a intensidade da corrente que o percorre e a tensão nele aplicada,
bastando para tal aplicar a fórmula adequada da 1ª Lei de Ohm.
A figura 2 mostra a curva característica de um bipolo ôhmico.

18
Observa-se a característica linear da referida curva, que foi obtida
a partir do circuito experimental 3, constituído por uma fonte variável,
onde o bipolo utilizado é um resistor de 100Ω.

Para cada valor de tensão ajustado, obtém-se uma corrente, que


colocados em uma tabela permitem o levantamento da curva característica.

E(V) I(Ma)
0 0
4 40
8 80
12 120
16 160
20 200

Da curva temos:

19
PARTE PRÁTICA
MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Fonte DC Variável
1- multímetro digital
Resistores de Carbono: 470 , 1K , 4K7 e 6K8

1- Monte o circuito da figura 3, utilizando a fonte regulável do módulo


de ensaios para CC.

2- Varie a tensão, e preencha a tabela 1. Para cada valor de tensão


ajustado, meça e anote o valor da corrente.

Tabela 1
R11 = 470R R12 = 1k R16 = 4k7 R17 = 6k8
E (V) I(mA) I(mA) I(mA) I(mA)
0
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12

3- Repita os itens 1 e 2 para cada valor de resistor anotado na tabela 1.

4- Com os valores da tabela 1, levante o gráfico V x I, de cada resistor,


em papel milimetrado A4.

5- Determine através do gráfico, o valor de cada resistência, preenchendo


a tabela 2.

Tabela 2
Valor nominal Valor
calculado
680R
1k
3k3
4k7

20
QUESTÕES TEÓRICAS:

1- Nos circuitos das figuras 4 e 5, calcule o valor lido pelos


instrumentos. Considere Ri do amperímetro igual a zero e Ri do voltímetro
infinita.

Leitura do voltímetro Leitura do amperímetro


Fig. 4
Fig. 5

2- Determine o valor de uma resistência elétrica, que quando submetida a


uma tensão de 5V é percorrida por uma corrente de 200mA (apresentar
cálculos).
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3- No circuito da figura 6, descubra o valor da tensão da bateria


(apresentar cálculos).
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

R = 10kΩ, I = 8mA

4- Enuncie a Lei de Ohm


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

5- Para um determinado resistor linear, qual o efeito sobre a corrente


elétrica ao duplicarmos a tensão?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
21
6- Para um determinado valor de tensão entre os terminais de um resistor,
qual o efeito sobre a corrente ao reduzirmos sua resistência pela metade?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7- Se variarmos a tensão aplicada em um resistor, o que acontece com a sua


resistência?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

8- Se você ligar uma lâmpada de 110V e notar que a corrente é de 500mA,


qual é sua resistência? (apresentar cálculos)
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

9- Se em um resistor de 12kΩ, for aplicada uma tensão de 240V, qual a


corrente que circulará pelo mesmo? (apresentar cálculos)
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

10 - No circuito abaixo, determine a corrente que cada amperímetro lerá.


Considere a Ri dos amperímetros igual a zero.

Amperímetro Leitura
A1
A2
A3
A4
A5
A6
A7

22
UTILIZAÇÃO DO VOLTÍMETRO E DO AMPERÍMETRO
OBJETIVOS:

Aprender a utilizar um voltímetro e um amperímetro para medida de tensão


e corrente contínua.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

MEDIDA DE TENSÕES:

A medida de tensões é essencial em todos os trabalhos de Eletrônica.

Ela especifica o funcionamento e fornece as características de um


circuito elétrico. O aparelho destinado a medir tensões é o voltímetro.

A tensão entre dois pontos de um circuito é a medida do desequilíbrio


elétrico entre esses pontos. Para medir a tensão entre dois pontos
quaisquer de um circuito elétrico, liga-se um voltímetro em paralelo entre
esses dois pontos.

Todos os instrumentos de medida para utilização em tensão ou corrente


contínua, tem em seus terminais uma indicação de polaridade. Essa indicação
normalmente é feita com os sinais “ + “ e “ - “ ou com as cores vermelha
e preta respectivamente. Tal cuidado no entanto, não precisa ser tomado
quando se mede tensões ou correntes alternadas, objeto de estudos
posteriores.

Quando se mede tensão contínua, deve-se tomar cuidado em ligar o


instrumento e conectá-lo corretamente, isto é, o terminal positivo deve
ser ligado ao ponto de potencial mais alto e o negativo ao ponto de
potencial mais baixo.

Se o valor medido for apresentado como positivo, a conexão dos


terminais foi feita corretamente; caso contrário, os terminais estão
ligados invertidos.
Para medirmos a tensão no resistor R2 ou entre os pontos A e B,
utilizaremos um voltímetro. Antes de ligarmos o medidor convém lembrar
que, por convenção, nos geradores (bateria) a corrente sai do polo positivo
e nos receptores (resistores) a corrente entra pelo polo positivo.

23
Portanto, no resistor R2 (figura 1) o ponto A é mais positivo do que
o ponto B, pois a corrente entra no resistor pelo ponto A; obviamente o
ponto B será negativo em relação ao ponto A.
Desta forma, devemos conectar o polo positivo do voltímetro no ponto
A e o polo negativo no ponto B, conforme ilustra a figura 2.

Se quisermos medir a tensão da associação formada por R1 e R2, isto


é, a tensão entre os pontos C e B, devemos ligar o voltímetro conforme
mostra a figura 3.

Observe que nas três figuras apresentadas a chave interruptora (Sw1)


encontra-se aberta. Logo, para que a corrente flua pelo circuito a mesma
deverá ser fechada, caso contrário, o instrumento não acusará nenhuma
medida.
Um voltímetro de boa qualidade deve apresentar uma resistência interna
elevadíssima, pois assim a corrente que ele solicita é praticamente nula
e não altera o circuito original.

MEDIDA DE CORRENTES:

O aparelho destinado a medir corrente é o amperímetro. Quando o valor


da intensidade da corrente a ser medida é muito pequena, utiliza-se um
miliamperímetro ou mesmo ou microamparímetro.

A intensidade da corrente que flui em um circuito depende da tensão


aplicada e da natureza do circuito, como por exemplo, os resistores nele
inseridos.

24
Para se medir corrente contínua em um circuito, deve-se colocar o
medidor em série, observando-se a polaridade, a exemplo do voltímetro,
onde são obedecidas as mesmas convenções: sinais ou cores.

A figura 4 mostra um circuito contendo uma bateria e dois resistores.


Para medirmos a corrente no ponto A ou no resistor R1 ou R2, devemos seguir
o seguinte critério:
a) desligamos a alimentação
b) interrompemos o circuito no ponto A, conforme mostra a figura 5.
c) intercalamos o amperímetro, observando a polaridade, conforme
mostra a figura 6.

Um bom amperímetro deve ter uma resistência interna bastante baixa,


para não interferir no circuito.

25
PARTE PRÁTICA
MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Fonte DC Variável
1- Multímetro digital
Resistores de Carbono: 150 , 330 , 470 , 680 , 1K , 4K7 e 10K

I- MEDIDA DE TENSÃO E CORRENTE CONTÍNUA:

1- Monte o circuito da figura 7. Meça e anote na Tabela 1 as tensões


e as correntes nos resistores R12 e R17. Calcule os valores teóricos das
tensões e das correntes e inclua na tabela.

2- Monte o circuito da figura 8. Meça e anote na tabela 2 as tensões


e as correntes nos resistores R12, R17 e R20. Calcule os valores teóricos
das tensões e das correntes e inclua na tabela.

3- Monte o circuito da figura 9. Meça e anote na tabela 3 a corrente


nos pontos A, B, C e D.

26
Tabela 1
Figura 7 R12 R17
Tensão (V)(medido)
Tensão (V) (calculado)
Corrente (A) (medido)
Corrente (A) (calculado)

Tabela 2
Figura 8 R12 R17 R20
Tensão (V)(medido)
Tensão (V) (calculado)
Corrente (A) (medido)
Corrente (A) (calculado)

Tabela 3
Figura 9 Ponto A Ponto B Ponto C Ponto D
Corrente (A)
(Medido)
Corrente (A)
(Calculado)

27
QUESTÕES TEÓRICAS:

1- Como se mede a corrente em um circuito?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2- O ponto onde se intercala o amperímetro influi na medida da corrente


em um circuito série? Por quê?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3- O que acontece com a corrente se aumentarmos o número dos resistores


em um circuito série? Por quê?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4- A resistência interna de um medidor de corrente deve ser alta ou baixa?


Por quê?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

5- Como se procede para medir tensão entre dois pontos de um circuito?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
6- O que acontece se invertermos a polaridade do voltímetro na medida de
uma tensão contínua?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7- Na figura 7, qual é a relação entre a tensão total e as tensões nos


resistores R12 e R17?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

8- Na figura 9, qual é a relação entre as correntes no ponto A e no ponto


D? Justifique.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

9- Na figura 9, qual é a relação entre as correntes no ponto A e nos pontos


B e C? Justifique.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________

28
10- Indique no circuito a seguir (figura 10), a polaridade correta de cada
medidor.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

11- Assinale no esquema a seguir (figura 11), onde devemos interromper


para medirmos a corrente que passa pelo conjunto R3 e R4.

12- De quais resistores o amperímetro esquematizado na figura 11, mede a


corrente?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

29
GERADORES ELÉTRICOS
OBJETIVOS:
a) verificar o funcionamento de um gerador real;
b) medir a resistência interna e a corrente de curto-circuito;
c) levantar a curva característica de um gerador real.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Denomina-se gerador elétrico todo dispositivo que separa cargas


elétricas positivas e negativas, mantendo entre elas uma diferença de
potencial; o gerador em suma, converte qualquer tipo de energia em energia
elétrica.

Geradores que transformam energia química em elétrica são os geradores


eletroquímicos: acumuladores, baterias, pilhas etc.

Geradores que transformam energia mecânica em energia elétrica são


os geradores eletromecânicos: dínamos, alternadores, etc.

Existe ainda um outro tipo de gerador: o gerador eletrotérmico ou


termoelétrico.

No gerador termoelétrico temos o “par termoelétrico” onde dois metais


diferentes recebem calor e proporcionalmente geram tensão em seus
terminais.

Os geradores não fornecem toda a energia elétrica que produzem. Parte


da energia elétrica produzida é perdida dentro do próprio gerador, em
virtude de sua resistência elétrica própria, denominada “resistência
elétrica”.

Na figura 1A temos um gerador ideal e em 1B temos a sua curva


característica.

Em um gerador ideal, qualquer que seja a corrente fornecida, a tensão


de saída VS será sempre igual a força eletromotriz E. Assim: VS = E

O gerador real entretanto, apresenta uma resistência interna que


representa a soma de todas as resistências do gerador.
30
A figura 2A mostra o esquema de um gerador real, onde “r” é a
resistência de perda ou resistência interna.

Se o gerador for ligado a uma carga e passar a fornecer corrente,


aparecerá uma perda interna de tensão devido a resistência interna, e
dessa forma a tensão de saída VS não será mais igual a força eletromotriz
E, conforme mostra a figura 2B.

Nas condições de trabalho de um gerador real, devemos considerar


então as perdas internas e dessa forma:
Vs = E - E’

Onde: E é a força eletromotriz e E’ é a tensão de perda devido a


resistência interna.

Dessa forma obtemos a equação do gerador:

Vs = E - rI

A equação acima mostra que a corrente ao percorrer o gerador,


experimenta uma elevação de potencial E e em seguida uma perda de tensão
E’ na resistência interna.

A figura 3 mostra a representação gráfica da equação do gerador.

A resistência interna do gerador é dada por:

tgα = r

Se conectarmos os terminais do gerador diretamente, isto é, em curto-


circuito, a tensão de saída será nula e a corrente será a máxima possível,
limitada apenas pela resistência interna do gerador.

Esta corrente é denominada corrente de curto-circuito, simbolizada


por ICC.
31
Assim:
Vs = 0 ∴ E = E’
logo:
I = ICC e ICC = E/r

Não se pode medir diretamente a resistência interna “r” do gerador


com um ohmímetro, pois o mesmo seria danificado, assim como não se pode
medir diretamente a corrente de curto-circuito, pois o gerador ficaria
avariado.

A corrente de curto-circuito bem como a resistência interna de um


gerador devem ser obtidas experimentalmente, ou seja, levantando-se a
curva característica do gerador e extraindo desta esses dois parâmetros,
conforme ilustram as figuras a seguir:

Teremos então:
tgα = r = ∆V/∆I

Tomando o gráfico da figura 4 e atribuindo valores para V e I no


mesmo gráfico, resulta no gráfico da figura 5, o qual tomaremos como
exemplo.

32
Para o gráfico da figura 5, qual a resistência interna do gerador e
a corrente de curto-circuito?

Temos:
∆V = 10 - 6,8 = 3,2V
∆I = 4 - 0 = 4A

Desta forma, a resistência de perda será:

r = 3,2/4 = 0,8Ω

Calculando a corrente de curto-circuito:

ICC = E/r = 10/0,8 = 12,5A

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Pilha de 1,5V tamanho grande
1- Potenciômetro de fio, 22R
1- Multímetro analógico ou digital
1 - Módulo de ensaios ETT-1

1- Monte o circuito da figura 6.

2- Meça a tensão da pilha, com Sw1 aberta.

Tensão na pilha________

3- Feche Sw1 e ajuste o potenciômetro para obter as correntes listadas de


acordo com a tabela 1.

4- Meça as tensões fornecidas pela pilha, e anote na tabela 1.

33
Tabela 1
I(mA) 0 100 200 300 400 500
Vs(V)

5- Monte o circuito da figura 7.

6- Com Sw1 aberta, meça a tensão da pilha.

Tensão da pilha________

7- Feche Sw1 e complete a tabela 2.

Tabela 2
R Vs (V) I(mA)
4R7

8- Com os dados obtidos na tabela 1, construa o gráfico Vs x I, em papel


milimetrado A4.

QUESTÕES:

1- O que é gerador elétrico?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

34
2- Porque um gerador não põe à disposição toda a potência que ele gera?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3- O que é corrente de curto-circuito?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4- Porque não se pode medir diretamente a resistência interna de um gerador


ou de uma pilha com um ohmímetro? Por quê?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

5- Através do gráfico construído, tomando como base os dados da tabela 1,


calcule:
a) força eletromotriz
b) resistência interna
c) corrente de curto-circuito
Cálculos:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

6- Com os dados obtidos na questão 5 (acima), escreva a equação do gerador,


utilizado nesta experiência.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7- Utilizando somente a equação do gerador e o valor do resistor do


circuito da figura 7, calcule os valores da tensão de saída e da corrente
do circuito. Compare esses dados com os medidos na tabela 2 e apresente
conclusões:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

8- Qual a finalidade do resistor R no circuito da figura 6?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

9- Uma bateria de automóvel (com 3 elementos iguais e em série) tem uma


f.e.m. (força eletromotriz) de 2,2V por elemento. Quando a bateria é ligada
a um resistor de 4Ω, a corrente é de 1,5A. Qual é a resistência interna
de cada elemento? Qual é a corrente de curto-circuito da bateria?
(apresentar cálculos)

35
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
10- Um gerador em vazio apresenta uma tensão de saída igual a 15V. Quando
aos terminais do mesmo é ligada uma lâmpada de 6W, ela irá consumir uma
corrente de 500mA. Escreva a equação desse gerador (apresentar cálculos).
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

36
POTÊNCIA ELÉTRICA
OBJETIVOS:
a) mostrar que a potência elétrica em um resistor é função da tensão
e da corrente existente;
b) observar como varia a potência elétrica em um resistor em função
da tensão e da corrente;
c) levantar a curva da potência em função da corrente de um resistor;
d) observar o efeito Joule.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Potência é a medida da variação de energia ou trabalho, dentro de um


determinado intervalo de tempo.

A unidade de medida para a potência elétrica no SI é o watt (W). Um


watt de potência é o trabalho realizado durante um segundo, por um volt
de tensão para movimentar uma carga de um coulomb.

Como um coulomb por segundo é um ampère, a potência em watts é igual


ao produto volt x ampère.
Assim:
P = V.I
onde:
P é a potência em watts
V é a tensão em volts
I é a corrente em ampères

Aplicando-se uma tensão nos terminais de um resistor, circulará pelo


mesmo uma corrente, que é o resultado do movimento de cargas elétricas. O
trabalho realizado pelas cargas elétricas em um determinado intervalo de
tempo, gera uma energia que é transformada em calor por EFEITO JOULE e é
definida como POTÊNCIA ELÉTRICA.
Desta forma, podemos escrever:

∆τ / ∆t = P = V.I
Onde:
∆τ representa a variação de trabalho
∆t representa o intervalo de tempo
P a potência elétrica

Como múltiplos da unidade de potência, temos:


kilo-watt (kW) = 103 W
mega-watt (MW) = 106 W

O submúltiplo mais usado é o:


mili-watt (mW) = 10-3 W
Utilizando a fórmula básica para calcular a potência, podemos obter
outras relações:
P = R.I2
P = E2/R

37
O efeito térmico produzido pela geração da potência pode ser
aproveitado em muitos dispositivos, dentre os quais: chuveiro elétrico,
aquecedores, secadores, ferro de engomar, etc. Esses dispositivos são
construídos basicamente por resistências que alimentadas convenientemente
produzem calor pela ação do efeito Joule, isto é, quando percorridas por
uma corrente elétrica transformam a energia elétrica em energia térmica.

Se você comparar a temperatura de uma lâmpada incandescente de 40W


com a de uma lâmpada de 100W verificará que a segunda lâmpada funciona com
uma temperatura muito maior. Isto acontece porque o filamento da lâmpada
apresenta uma certa resistência e ao circular uma corrente pela mesma é
liberada uma energia em forma de calor. No caso do filamento quanto mais
calor mais luz.

Daí concluímos que a lâmpada de 100W trabalha muito mais do que a de


40W no mesmo intervalo de tempo.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 Módulo de ensaios ETT-1
1- Multímetro analógico ou digital

1- Execute a fiação do circuito da figura 1, utilizando o resistor R4,


100Ω - 1/4W

OBS: utilize a fonte regulável do módulo de ensaios.

2- Varie a tensão no resistor de acordo com a tabela 1.

OBS: durante a execução da experiência, verifique o aquecimento do resistor


R5, tocando-o rapidamente com a ponta dos dedos. Caso você constate um
aquecimento excessivo, não aumente mais a tensão nos extremos do mesmo.

Tabela 1: resistor de 100Ω - 1/4W


E(V) 0 1 2 3 4 5 6 7
I(A)
P(W)

3- Calcule a potência dissipada no resistor para cada tensão aplicada,


conforme indica a tabela 1.

38
4- Substitua o resistor R4 pelo resistor R34, 100Ω - 5W e repita os passos
2 e 3, completando a tabela 2.

Tabela 2: resistor de 100Ω - 5W (fio)


E(V) 0 1 2 3 4 5 6 7
I(A)
P(W)

5- Anote o que você observou quanto ao aquecimento dos resistores R5 e R27


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

6- Construa os gráficos P x I, em papel milimetrado A4, para as tabelas 1


e 2.

7- Construa os gráficos P x V, em papel milimetrado A4, para as tabelas 1


e 2.

QUESTÕES:

1- O que é potência elétrica?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
2- Qual dos resistores desta experiência pode dissipar mais potência? Por
quê?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3- Houve algum caso nesta experiência em que a potência dissipada foi


maior do que o limite da potência permitida pelo resistor? Justifique.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4- O que acontece com a potência quando se duplica a tensão aplicada a um


resistor? E quando a tensão cai pela metade?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

5- O que acontece com a temperatura do resistor com o aumento da tensão?


Por quê?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
39
6- Como você explica o aquecimento de um chuveiro elétrico na posição
inverno e verão?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7- Analise os gráficos P x I e P x V que você levantou e compare-os com


as fórmulas apresentadas na introdução teórica para calcular potências. O
que você conclui?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

8- Um chuveiro elétrico, dissipa uma potência de 4.400W quando ligado em


220V. Qual é o valor ôhmico de sua resistência? ( apresentar cálculos).

Cálculos:_______________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

9- Qual é a corrente que circula pela resistência de uma torneira elétrica,


que consome 4.000W ligada em 220V? (apresentar cálculos).

Cálculos:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

10 - Calcule a potência total dissipada pelos circuitos das figuras 2 e


3. (apresentar cálculos).

Cálculos:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

11- Determine o valor da tensão E no circuito da figura 4, sabendo-se que


o resistor encontra-se no limite de sua potência. Qual é a corrente lida
pelo amperímetro? (considere a resistência interna do amperímetro igual a
zero).

40
E = _______________
I = _______________

Cálculos:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

41
DIVISOR DE TENSÃO SEM CARGA
OBJETIVOS:
a) estudar o funcionamento de circuitos resistivos divisores de
tensão;
b) estudar o funcionamento de circuitos divisores de tensão variável.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

A Lei de Ohm tem imediata aplicação na análise, no cálculo e no


projeto de circuitos divisores de tensão.

Nesta experiência estudaremos os divisores de tensão sem carga, isto


é, os circuitos que não tem que fornecer uma corrente ou potência a uma
carga externa.

Um dos divisores de tensão mais simples é aquele composto por apenas


dois resistores, conforme mostra a figura 1.

Sendo a intensidade de corrente no circuito “I”, podemos escrever:

Para calcular a intensidade de corrente “I”, podemos utilizar a


equação abaixo, onde a soma dos resistores R1 e R2 equivalem a resistência
total ou equivalente.

Podemos então relacionar a tensão total “E” com uma das tensões V1 ou
V2, onde teremos:

42
Calculando-se as tensões V1 e V2 , teremos:

V1 = 45V . 20k / (20k + 30k) = 18V


V2 = 45V . 30k / (20k + 30k) = 27V

Somando-se V1 e V2 , teremos 18V + 27V = 45V, que corresponde a tensão


aplicada nos resistores.

O circuito da figura 2, é um divisor de tensão composto por 3


resistores.

Fechando Sw1 e seguindo o raciocínio anterior, temos:

VR4 = E . R4 / (R4 + R6 + R11)


VR6 = E . R6 / (R4 + R6 + R11)
VR11 = E . R11 / (R4 + R6 + R11)

Existem ocasiões, no entanto, que se torna necessário projetar um


divisor de tensão variável, o que implicaria na utilização de resistores
variáveis que permitam a obtenção de qualquer valor de tensão dentro de
certos limites, impostos pela tensão aplicada na entrada.

Utiliza-se para tal fim um potenciômetro, que é um resistor variável


e cujo símbolo é mostrado na figura 3.

43
Observa-se que o ponto C é variável, de tal forma que o mesmo possa
se aproximar do extremo superior (ponto A) ou do extremo inferior (ponto
B).

Entre os pontos A e B, mede-se o valor nominal da resistência do


potenciômetro, qualquer que seja a posição do cursor.
Se o cursor (ponto C) estiver exatamente no meio, teremos então:

RAC = Rn/2
RCB = Rn/2

Onde, Rn é a resistência nominal do potenciômetro. Isto significa que


se o cursor estiver na posição central e o valor nominal do potenciômetro
for, por exemplo, 1000Ω, teremos nessas condições:

RAC = 500Ω
RCB = 500Ω

Se o cursor (ponto C) estiver totalmente no extremo superior, teremos:

RAC = 0
RCB = 1.000Ω

Se o cursor (ponto C) estiver totalmente no extremo inferior, teremos:

RAC = 1.000Ω
RCB = 0Ω

O “trimpot” é um dispositivo que executa as mesmas funções do


potenciômetro, porém o mesmo classifica-se como resistor ajustável.
O cursor central do potenciômetro, se este for rotativo, é o seu
eixo, que pode ser movimentado tanto para a esquerda como para a direita.
Se o mesmo for do tipo “deslizante”, este é formado por uma alavanca que
permite seu movimento horizontalmente. Os trimpots podem ser do tipo
vertical e horizontal, para fixação “de pé” ou “deitado” respectivamente.

Geralmente o cursor é preso a um disco dentado para sua movimentação


com o auxílio dos dedos ou ainda, o cursor central pode não possuir este
disco dentado, mas, apenas uma pequena fenda, para que possa ser
movimentado com o auxílio de uma pequena chave de fenda.

44
PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Proto Board
1 – Fonte DC Variável
1- Multímetro digital
Resistores de Carbono: 100 , 150 e 680 .

1- Execute a fiação do circuito da figura 2.

2- Calcule a resistência equivalente e a tensão entre os pontos: A-D; A-C


e A-B e anote na tabela 1.

3- Calcule a corrente que circula pelo circuito e anote na tabela 1.

4- Calcule a tensão em cada um dos resistores e anote na tabela 1.

5- Com a fonte DC desligada e Sw1 aberta, meça a resistência equivalente


entre os pontos A-D; A-C e A-B e anote na tabela 1.

6- Ligue a fonte DC, feche Sw1 , ajuste E para 10V , meça a tensão em cada
um dos resistores e entre os pontos A-D; A-C e A-B e anote esses valores
na tabela 1.

7- Meça e anote na tabela 1 a corrente total do circuito.

Tabela 1
PARÂMETROS CALCULADO MEDIDO
Resistência entre os pontos A-D
Resistência entre os pontos A-C
Resistência entre os pontos A-B
Tensão entre os pontos A-D
Tensão entre os pontos A-C
45
Tensão entre os pontos A-B
Tensão em R4
Tensão em R6
Tensão em R11
Corrente total no circuito

8- Execute a fiação do circuito da figura 4.

9- Calcule a resistência total do circuito com o cursor na extremidade


superior, extremidade inferior e posição central (aberto, fechado e na
posição central respectivamente) e anote na tabela 2. Olhando P1 de frente,
o terminal à esquerda corresponde ao ponto A, o terminal central ao ponto
C e o terminal à direita corresponde ao ponto B. Obedeça as seguintes
convenções, orientando-se pela seta impressa no disco dentado de P1:

ABERTO: cursor totalmente à direita.


FECHADO: cursor totalmente à esquerda.
POSIÇÃO CENTRAL: posição intermediária.

10- Com a fonte desligada e Sw1 aberta, meça a resistência do potenciômetro


(pontos A e B) e anote na tabela 2.

Tabela 2: Resistência total do circuito


RESISTÊNCIA TOTAL CALCULADO MEDIDO
Cursor aberto
Cursor fechado
Cursor na posição central

11- Compare os valores calculados e medidos na tabela 2 e apresente


conclusões:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

46
12- Calcule as tensões VAC , VCB e VAB com o cursor aberto, fechado e na
posição central e anote esses dados na tabela 3.

Tabela 3
CALCULADO MEDIDO
VAC cursor aberto
VAC cursor fechado
VAC cursor na posição central
VCB cursor aberto
VCB cursor fechado
VCB cursor na posição central
VAB cursor aberto
VAB cursor fechado
VAB cursor na posição central

13- Ligue a fonte DC, feche Sw1, meça essas tensões e anote na tabela 3.

14- Compare os valores calculados e medidos na tabela 3 a apresente


conclusões:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

47
QUESTÕES:

1- O que é divisor de tensão sem carga?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2- O que é potenciômetro?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3- Calcule o valor da tensão E para o circuito da figura 5, considerando


que a corrente que circula por R6 é 100mA (apresentar cálculos).

E = ____________
Cálculos:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

48
DIVISOR DE TENSÃO COM CARGA
OBJETIVOS:
a) observar os efeitos causados por uma carga em um circuito divisor
de tensão;
b) aprender a calcular a distribuição de tensão na rede de resistores
em um divisor de tensão com carga.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Os circuitos divisores de tensão estudados até agora não eram


destinados a fornecer corrente para uma carga. A única corrente existente
era a da própria malha de resistores ou corrente de linha.

Aqueles tipos de divisores de tensão têm aplicações muito restritas,


pois, em Eletrônica, são amplamente utilizados os circuitos como "fontes
de alimentação", isto é, devem ser capazes de fornecer tensão a uma carga
que absorve corrente.

A corrente absorvida pela carga, em um divisor de tensão, altera a


corrente da malha dos resistores divisores, modificando portanto, as
relações matemáticas já estudadas no divisor de tensão sem carga.
Analisemos o circuito mostrado na figura 1, chamando IT a corrente
fornecida pelo gerador, Id a corrente de drenagem e IL a corrente absorvida
pela carga.
A carga será simbolizada por RL e a tensão nela existente é VL
coincidente com VAC.

No ponto C, temos:

A tensão VAC será dada por:

onde concluímos que:


49
Podemos escrever a tensão VAC assim:

Concluímos então que a corrente total será:

Chamando VAC de VL e substituindo, [II] e [III] em [I], temos:

onde, isolando VL ,resulta:

escrevendo:

resulta:

O gráfico da figura 2 é formado por uma reta com o coeficiente linear


EO e o coeficiente angular ro. Esse gráfico é muito importante e recebe o
nome de característica do divisor de tensão com carga.

Para determinarmos essa característica, basta calcularmos dois


pontos. O primeiro deles é obtido fazendo IL = 0 e o segundo fazendo VL =
0.

Para IL = 0, da fórmula [VI] obtemos:

50
Para VL = 0, resulta da fórmula [VI]:

O segundo ponto indica qual a máxima corrente que o divisor pode


fornecer para a carga. É denominado de corrente de curto-circuito,
simbolizado por ICC.

Analisemos o gráfico da figura 3:

Qual a utilidade de conhecermos esse gráfico?

Analisemos a seguinte situação:

Qual deve ser o valor de uma carga para "puxar" uma determinada
corrente do divisor? Nessas condições, qual a tensão na carga?
Em vez de usarmos a fórmula [V], marcamos, na característica do
divisor (gráfico da figura 3), o valor da corrente IL e obtemos o ponto
"Q" ; a partir desse ponto, obtemos a tensão VL.

51
Ligando os pontos O e Q e calculando a tangente de β, teremos o valor
da resistência de carga.

Trata-se pois de uma operação que determina o valor da resistência


de carga pelo método gráfico.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Módulo de ensaios ETT-1
1- Multímetro analógico ou digital

1- Execute a fiação do circuito da figura 4.

2- A tensão E é uma tensão disponível no módulo de ensaios.

3- Meça a tensão E e anote na tabela 1.

4- Com SW1 aberta, meça e anote na tabela 1 a corrente Id e a tensão VAC.


Com Sw1 aberta, teremos IL = 0.

5- Ligue Sw1 e ajuste P2 para uma corrente de carga ( IL ) de 2mA. Meça Id


e VAC e anote na tabela 1.
6- Desligue Sw1 e meça a resistência da carga RL (P2). Anote o valor na
tabela 1.

7- Repita os passos 5 e 6 para as correntes de 4mA , 6mA, 8mA e 10mA,


completando assim a tabela 1.

52
Tabela 1: medidas
E(V) IL (mA) Id(mA) VAC(V) RL(Ω)
0 s/anotação
2
4
6
8
10

8- Utilizando as fórmulas apresentadas nesta experiência, calcule a


corrente Id, a tensão VAC e RL , anotando esses valores na tabela 2.

Utilize para os cálculos a tensão E medida no módulo de ensaios.


Apresente os cálculos.

Tabela 2: cálculos
E(V) IL(mA) Id(mA) VAC(V) RL(Ω)

9- Construa o gráfico VL x IL , característica do divisor de tensão, usando


os dados da tabela 1. Utilize para isso papel milimetrado A4.

QUESTÕES:

1) Determine, utilizando o método de resolução gráfica, qual deverá ser


o valor do resistor de carga a ser acrescentado entre os pontos A e B, no
circuito da figura 6 para que o mesmo "puxe" uma corrente de 30mA.

2) Pode uma carga "puxar" 150mA nesse circuito? Por quê?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

53
3- Qual o efeito que a corrente de carga (IL) causa sobre a corrente de
drenagem (Id)? Justifique.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
4- O que ocorre com a tensão VAC com a variação da corrente de carga? Por
quê?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

5- Usando somente o gráfico construído conforme solicitado no passo 9,


calcule o valor de RL para cada valor de corrente listado na tabela 1, ou
seja, 2mA, 4mA e 6mA.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

6- Como varia a corrente de carga com a variação do valor de RL?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

7- Determine a leitura do voltímetro no circuito da figura 7, para Sw1


aberta e Sw1 fechada. (apresentar cálculos)

Leitura do voltímetro:
Sw1 aberta ___________
Sw1 fechada __________

Cálculos:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

54
8- Para o circuito da figura 8, calcule os valores de R1, R2 e R3, de tal
forma que a corrente na LP1 seja de 70mA e a corrente na LP2 seja de 150mA.
Calcule também a potência dissipada pelos resistores e pelas lâmpadas.
(apresentar cálculos)

R1 = __________ PR1 = ____________


R2 = __________ PR2 = ____________
R3 = __________ PR3 = ____________

Potência dissipada por LP1 = _________


Potência dissipada por LP2 = ________
Cálculos:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

55
PONTE DE WHEATSTONE
OBJETIVOS:
a)analisar o funcionamento de uma ponte de Wheatstone em equilíbrio;
b)analisar o funcionamento de uma ponte de Wheatstone em
desequilíbrio.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

A ponte de Wheatstone é um circuito eletrônico de vasta aplicação em


aparelhos de medição tais como: medidores de resistência, termômetros,
etc.

Seu circuito básico é mostrado abaixo:

Quando a ponte está em equilíbrio, obedecendo uma certa relação entre


seus resistores, a tensão na saída (VOUT) será igual a zero.
Para que isso ocorra devemos ter:

Daí podemos então deduzir como fica a relação entre esses resistores:

Desta forma, para qualquer tensão de entrada, a tensão na saída será


sempre zero, desde que obedecidas as relações deduzidas acima. Nestas
condições, dizemos que a ponte está em equilíbrio.
56
Para desequilibrar a ponte, basta alterar o valor de qualquer um dos
resistores.
A tensão VOUT então poderá assumir valores negativos ou positivos
(supondo o ponto D como referência).

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 – Proto Board
1 - Multímetro digital
Resistores de Carbono: 10K , 4,7K , 2,2K , Potenciômetro de 10K .

1 - Execute a fiação do circuito abaixo:

R20 = 10kΩ
R17 = 4,7kΩ
R16 = 2,2kΩ
P2 = Potenciômetro de 10kΩ
E = 18V
2 - Ligue o circuito, ajuste VOUT para saída zero e faça as seguintes
medições:
VAB = _____________
VBC = _____________
VAD = _____________
VDC = _____________

3 - Com a ponte em equilíbrio e baseando-se nas medidas obtidas no item


2, calcule as correntes I1 e I2:
I1 = _______________
I2 = _______________

4 - Calcule o valor da resistência, que P2 foi ajustado para equilibrar a


ponte (apresentar os cálculos).
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

57
5 - Desligue o circuito da rede e desligue também um dos extremos de P1.
Meça a resistência ôhmica nos extremos de P2 e compare com o valor calculado
no item 4:

RP2 (calculada) = ______________


RP2 (medida) = ________________

6 - Religue P2 e ligue o circuito. Ajuste VOUT para 2 volts, de forma que


o ponto B fique mais negativo do que o ponto D e faça as seguintes medições:

VAB = _____________
VBC = _____________
VAD = _____________
VDC = _____________

7 - Com a ponte em desequilíbrio e baseando-se nas medidas obtidas no item


6, calcule as correntes I1 e I2:

I1 = _______________
I2 = _______________

8 - Calcule o valor da resistência que P2 foi ajustado para equilibrar a


ponte (apresentar os cálculos).
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
9 - Desligue o circuito da rede e desligue também um dos extremos de P2.
Meça a resistência ôhmica nos extremos de P2 e compare com o valor calculado
no item 4.

RP2 (calculada) = ______________


RP2 (medida) = _______________

10 - Compare as medições obtidas nos itens 2 e 6 (ponte equilibrada e


desequilibrada respectivamente), relacionando as variações ocorridas.
Preencha a tabela abaixo:

Pontos Ponte Ponte Variações


de equilibrada desequilibra (volts)
medida da
VAB
VBC
VAD
VDC

58
QUESTÕES:

1 - Dado o circuito abaixo, calcule o valor de R3 para equilibrar a ponte


(apresentar cálculos).

Cálculos:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2 - Com a ponte equilibrada, calcule a potência em dissipada em cada


resistor (apresentar cálculos).

PR1 = ____________
PR2 = ____________
PR3 = ____________
PR4 = ____________
Cálculos:
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

59
60
CAPACITOR EM CORRENTE CONTÍNUA
OBJETIVOS:
a) estudar o processo de carga e descarga de um capacitor em regime de
corrente contínua;
b) verificar experimentalmente o significado da constante de tempo (τ) e
sua aplicabilidade.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Consideremos inicialmente o circuito abaixo, alimentado por uma


tensão contínua, formado por um resistor em série com um capacitor.

circuito 1

Quando o interruptor SW estiver aberto, não haverá corrente no


circuito e portanto, a tensão no resistor e no capacitor será nula.

Quando o interruptor for fechado, a tensão no resistor será igual a


tensão da bateria, pois o capacitor ainda está descarregado. Isto
significa que no momento em que o interruptor é fechado, a corrente no
circuito será máxima, sendo dada por:

Io = E/R

A corrente continuará fluindo pelo circuito até que o capacitor fique


completamente carregado.

Desta forma, à medida que o capacitor se carrega a corrente vai


progressivamente diminuindo, até tornar-se praticamente nula.

Matematicamente a tensão no resistor é expressa por:

VR = E.e - t/RC (I)


onde:
VR = tensão no resistor
E = tensão da fonte
e = 2,718 (constante)
t = tempo durante o qual a corrente circula

A tensão no capacitor será:

61
VC = E - VR (II)

Assim:

VC = E - E.e -t/RC (III)

Teremos então:

VC = E (1 - e -t/RC ) (IV)

A fórmula acima fornece a tensão no capacitor em um instante qualquer.

O produto RC recebe o nome de constante de tempo, normalmente


representada pela letra grega τ (tau). A unidade de medida é o segundo
(SI).

A constante de tempo é a mesma para a carga e descarga de um capacitor,


quando em série com um resistor.

Quando um capacitor carregado for posto em contato com um resistor,


ocorrerá a descarga do capacitor, segundo a equação:

VC = Eo . e -t/τ (V)

I = Io . e - t/τ (VI)

Através das equações (IV) e (V), pode-se levantar o gráfico universal


que mostra as variações percentuais da tensão em função das unidades RC
(constante de tempo - τ)

Vejamos um exemplo:

Qual será a constante de tempo (τ) quando um capacitor de 10µF for


associado a um resistor de 330kΩ?

Solução:

τ = RC = 10x10 -6 . 330x10 3 = 3,3s (1 constante de tempo).

O gráfico de carga e descarga é mostrado abaixo:

62
Do gráfico mostrado, pode-se levantar uma tabela com as porcentagens
de carga e descarga de um capacitor:

FATOR VARIAÇÃO (%)


0,2τ 20
0,5τ 40
0,7τ 50
1τ 63
2τ 86
3τ 96
4τ 98
5τ 99

Uma constante de tempo significa que o capacitor carrega-se com 63%


da tensão de entrada. No processo de descarga, o fator será também de 63%.

Para melhor ilustrar, consideremos um circuito com um capacitor de


470µF e dois resistores de 100kΩ, alimentado por uma tensão de 10V,
conforme ilustra a figura:

circuito 2
Observa-se que no circuito a constante de tempo para a carga é igual
para a descarga. Quando o interruptor estiver posicionado em A, ocorrerá
a carga do capacitor através de R1; em B ocorrerá a descarga do capacitor
através de R2.

O tempo para carga e descarga será:

τ = RC = 470x10 -6 . 100x10 3 = 47 segundos

63
Isto significa que a tensão no capacitor será de 6,3V após 1 constante
de tempo, ou seja, 47s.

A tabela abaixo ilustra melhor as tensões no capacitor no processo


de carga e descarga no circuito 2.

Tensão no capacitor
Constante de Tempo Variação Carga Descarga
tempo
0,2τ 9,4s 20% 2V 8V
0,5τ 23,5s 40% 4V 6V
0,7τ 32,9s 50% 5V 5V
1τ 47s 63% 6,3V 3,7V
2τ 94s 86% 8,6V 1,4V
3τ 141s 96% 9,6V 0,4V
4τ 188s 98% 9,8V 0,2V
5τ 235s 99% 9,9V 0,1V

A figura abaixo mostra a curva de carga e descarga para o capacitor


do circuito 2, para 1 constante de tempo.

Se ao invés de chaves manuais para o processo de comutação (liga-


desliga), utilizarmos uma sucessão de pulsos quadrados fornecidos por um
gerador, podemos analisar simultaneamente o processo de carga e descarga
na tela de um osciloscópio.

Para tanto, basta aplicar na entrada de um circuito composto por um


resistor e um capacitor, uma trem de pulsos quadrados.

Consideremos o conjunto de pulsos quadrados mostrado a seguir.

64
Durante o intervalo de 0 a 2ms a tensão nos terminais do gerador é
6V; no intervalo de 2 a 4ms a tensão nos extremos do gerador será de 0V e
assim sucessivamente.

Considerando o circuito abaixo.

circuito 3

Obteremos em função da tensão da tensão quadrada aplicada entre os


pontos A e B do circuito 3 e tensão resultante no capacitor em virtude do
processo de carga e descarga.

Essa tensão poderá ser vista na tela de um


osciloscópio, conforme ilustra a figura abaixo.

Quando utiliza-se um osciloscópio de 2 canais, em um dos canais pode-


se visualizar a tensão aplicada na entrada do circuito, enquanto que no
outro canal, visualiza-se a tensão nos extremos do capacitor.

No instante 0-t1 o capacitor carrega-se, pois nesse intervalo de tempo


a tensão de entrada é máxima; no instante t1-t2 o capacitor descarrega-se,
pois nesse intervalo de tempo a tensão de entrada é nula.

A amplitude da tensão nos extremos do capacitor vai depender da


constante de tempo RC do circuito ou ainda, da freqüência da tensão do
gerador.

Quando ocorre um aumento da constante de tempo ou um aumento da


freqüência, a amplitude da tensão nos extremos do capacitor diminui.

65
PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Multímetro analógico ou digital
1 - Osciloscópio
1 - Gerador de funções
1 - Módulo de ensaios ETT-1

1 - Monte o circuito a seguir.

Circuito 4

Com SW1 fechada e SW2 aberta, o capacitor carrega-se através de R30;


abrindo-se SW1 e fechando-se SW2 o capacitor descarrega-se através de R29.
Observa-se portanto, que as constantes de tempo para carga e descarga não
são iguais.

2 - Calcule as constantes de tempo para carga e descarga.

constante de tempo para carga: ______________


constante de tempo para descarga: ___________

3 - Ligue SW1 e mantenha SW2 aberta (processo de carga). Meça a tensão nos
extremos do capacitor para 5 constantes de tempo e preencha a tabela 1.

4 - Abra SW1 e feche SW2 (processo de descarga). Meça a tensão nos extremos
do capacitor para 5 constantes de tempo e preencha a tabela 2.

Tabela 1: processo de carga


E = 18V C = 100µF R = 100kΩ
Constante de 1τ 2τ 3τ 4τ 5τ
tempo
Tempo (s)
Tensão no
capacitor

66
Tabela 2: processo de descarga
E = 18V C = 100µF R = 56kΩ
Constante de 1τ 2τ 3τ 4τ 5τ
tempo
Tempo (s)
Tensão no
capacitor

5 - Utilize o quadro a seguir e desenhe a curva de carga e descarga do


capacitor, para o circuito utilizado nesta experiência (circuito 4).

6 - Monte o circuito a seguir.

circuito 5

7 - Ajuste o gerador de funções para fornecer onda quadrada, com uma


amplitude de 3Vp e uma freqüência de 50Hz.

8 - Ligue um dos canais do osciloscópio no ponto A e outro canal no ponto


B e observe as formas de onda nos dois canais.

Anote a amplitude
da tensão na entrada (ponto A) e a amplitude da tensão no capacitor (ponto
B). Anote também a base de tempo horizontal.
67
9 - Desenhe as formas de onda observadas nos pontos A (entrada) e B (no
capacitor), no quadro a seguir.

freqüência do gerador: 50Hz

10 - Aumente a freqüência do gerador para 200Hz a observe as formas de


onda no osciloscópio. Deverá ocorrer uma mudança na base de tempo e na
amplitude do sinal no capacitor.

11 - Desenhe no quadro abaixo as formas de onda observadas nos pontos A e


B.

freqüência do gerador: 200Hz

68
12 - Compare as formas de onda no ponto B para as freqüências de 50Hz e
de 200Hz desenhadas e apresente suas conclusões.
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

QUESTÕES:

1 - O que é constante de tempo?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2 - O que é tempo de carga?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3 - Calcule a constante de tempo do circuito 5.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 - Porquê quando aumenta-se a freqüência do gerador no circuito 5 ocorre


uma modificação da onda quadrada?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

OBS:
Este trabalho deve ser apresentado em dupla, devendo ser anexado ao
mesmo a capa padrão de relatório.

69
BIPOLOS NÃO ÔHMICOS
OBJETIVOS:
a) verificar o comportamento de bipolos que não obedecem a lei de ohm;
b) construir experimentalmente as características de bipolos não ôhmicos;
c) distinguir a diferença entre bipolos ôhmicos e não ôhmicos;
d) associar elementos não ôhmicos e prever resultados.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Os bipolos ôhmicos, também denominados bipolos lineares, são aqueles


que obedecem a lei de Ohm, isto é, para esses elementos é possível calcular
a corrente que por eles circula, ou mesmo a resistência total ou
equivalente de uma associação, através dos valores individuais e com as
relações 1/Rt = 1/R1 + 1/R2 + ...1/Rn quando se tratar de uma associação
em paralelo ou, Rt = R1 + R2 + ...Rn quando se tratar de uma associação em
série.

Esse cálculo é possível uma vez que, a resistência dos condutores


ôhmicos é sempre constante, qualquer que seja a tensão aplicada.

Na associação de bipolos não ôhmicos ou não lineares, não existe uma


relação matemática simples; essas relações são mais complexas.

Ao associarmos bipolos não ôhmicos, o cálculo da resistência total


ou equivalente, ou mesmo da corrente que circula pelo circuito bem como
da distribuição das tensões pelo circuito.

Geralmente é feito com o auxílio de gráficos, com a utilização de


curvas características I x E.

As figuras abaixo ilustram as curvas características de um bipolo


ôhmico e de um bipolo não ôhmico:

Tomemos como exemplo o circuito abaixo, composto de um bipolo ôhmico


(resistor de 400Ω) e de um bipolo não ôhmico (NTC).

O NTC é um resistor não linear, de coeficiente negativo, cuja


resistência varia sob a ação da temperatura.

70
Como se trata de um circuito em série, sabemos que a corrente é igual
nos dois bipolos, mas não podemos aplicar a fórmula do circuito série (no
caso para calculo do divisor de tensão), pois não sabemos qual é a
resistência do elemento não linear.

Devemos então, traçar a reta de carga do sistema e localizar o ponto


quiescente (Q), para obtermos a corrente e as tensões nos componentes.

Como a corrente é a mesma em um circuito série, a soma das tensões


nos bipolos é igual a tensão da bateria, assim:
E = VR + VB ( I )
ou:
E = RI + V ( II )

A fórmula ( II ) representa a equação de uma reta num sistema I x V,


com inclinação -1/R, como segue:
I = -1/R . V + E/R ( III )

Como já conhecemos a característica I x V do bipolo e para traçarmos


a reta (equação III), necessitamos de dois pontos, que são:

CONDIÇÃO I:
Quando a corrente for nula, da fórmula ( II ) temos:

V = E ( para I = 0 )
CONDIÇÃO II:
Quando a tensão V for nula, da fórmula ( III ) temos:

ICC = E/R ( para V = 0 )

Dessa forma, marcando os dois pontos dados pelas condições I e II,


obtemos a reta de carga. A intersecção de reta de carga com a curva
característica do bipolo nos fornece o ponto quiescente (Q), conforme
ilustram as figuras abaixo:

71
Dando prosseguimento ao nosso exemplo, podemos definir a reta de
carga a partir das duas condições:

Para I = 0, teremos: V = 20V

Para V = 0, teremos: ICC = E/R ===> ICC = 20/400 = 50mA

Pressupondo que a curva característica do bipolo seja a mostrada a


seguir, poderemos então, definir através da reta de carga a corrente no
circuito e as tensões nos bipolos:

Do gráfico acima, podemos concluir para o nosso exemplo:

IQ ≅ 26mA
VQ ≅ 9,4V
VR1 ≅ 10,6V
onde:
VQ é a tensão no bipolo não ôhmico
IQ é a corrente no circuito
VR1 é a tensão no resistor ( VR1 = E - VQ )

72
PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Multímetro analógico ou digital
1 - Módulo de ensaios ETT-1

1 - Monte o circuito a seguir (circuito 1).

Circuito 1

2 - Com SW1 aberta, meça a resistência no NTC e no resistor.

RNTC = ______________
R34 = _______________

3 - Tomando como base os valores medidos, calcule as tensões no NTC e no


resistor e a corrente total no circuito, para cada valor de tensão listado
na tabela 1 abaixo, procedendo as devidas anotações.

Tabela 1: valores calculados


Tensão E VNTC VR34 IT
2V
4V
6V
8V
10V
12V
14V

4 - Utilize o quadro 1 e construa a característica I x E para os valores


calculados na tabela 1.

5 - Ligue o módulo à rede e ligue SW1. Meça as tensões nos extremos do NTC
e do resistor, para cada valor de tensão de entrada listada na tabela 2
abaixo e meça também a corrente total no circuito.
Anote esses valores na referida tabela.

Tabela 2: valores medidos


Tensão E VNTC VR34 IT
2V
4V
6V

73
8V
10V
12V
14V

OBS: Para medir a corrente total, abra SW1 e conecte o multímetro


selecionado para medir corrente nos terminais ao lado da chave.

Espere pelo menos 60 segundos para anotar os valores medidos. Este


tempo será suficiente para que a corrente se estabilize no circuito, em
virtude das características no NTC.

6 - Utilize o quadro 2 e construa as características I x E, para os


valores medidos na tabela 2.

Quadro 1: característica I x E (valores calculados - tabela 1)

74
Quadro 2: característica I x E (valores medidos - tabela 2)

7 - Compare os quadros 1 e 2 e apresente suas conclusões.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

8 - Monte o circuito da figura abaixo.

Circuito 2

9 - Com SW1 aberta, meça a resistência da lâmpada piloto.

RLP = __________

10 - Calcule a corrente que circula pelo circuito, para cada valor de


tensão de entrada listado na tabela 3.

75
Tabela 3: correntes calculadas no circuito

Tensão (V) 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Corrente
(A)
11 - Ligue o módulo de ensaios à rede, feche SW1 e meça a corrente que
circula pelo circuito, para cada valor de tensão listado na tabela 4.

OBS: Para medir a corrente que circula pelo circuito, abra SW1 e
conecte o multímetro selecionado para medir corrente nos terminais ao lado
da chave. Espere pelo menos 20 segundos para anotar os valores medidos.
Este tempo será suficiente para que a corrente se estabilize no
circuito.

Tabela 4: correntes medidas no circuito

Tensão (V) 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Corrente
(A)

12 - Compare as tabelas 3 e 4 e apresente suas conclusões.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

13 - Utilize o quadro 3 e construa a característica I x E da lâmpada piloto


(bipolo não ôhmico), utilizando os valores medidos na tabela 4

76
Quadro 3: característica I x E da lâmpada piloto

14 - Monte o circuito a seguir.

Circuito 3

15 - Ajuste a tensão “E” para 10V, meça as tensões e correntes em cada um


dos bipolos, anotando na tabela 5.

Tabela 5: tensões nos bipolos ( E = 10V)


Resistor L.
piloto
Corrente (mA)
Tensão (V)

16 - Trace a reta de carga do circuito 3. Utilize para isso, a curva


característica do bipolo não ôhmico (lâmpada piloto), já desenhada no
quadro 3. Responda: qual foi o ponto de trabalho encontrado para o bipolo
não ôhmico?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

77
QUESTÕES:

1 - Analisando a curva característica de um bipolo não ôhmico, qual trecho


pode ser considerado linear? Por quê?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2 - Como varia a resistência de um NTC com a variação da tensão nos seus


terminais?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3 - O que é resistência dinâmica e resistência estática? Quais as


diferenças entre esses dois conceitos?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 - Determine para o circuito da figura a seguir, o ponto de trabalho do


bipolo não ôhmico (BÑH), dada sua curva característica mostrada ao lado.
Determine também, a tensão em cada um dos bipolos, a corrente no circuito
e a potência dissipada em cada bipolo.

Resistor BÑH
Tensão
Corrente
Potência dissipada

OBS: Para obter melhores resultados ao traçar as curvas características


dos bipolos não ôhmicos e retas de carga, para obter o ponto de
trabalho, substitua os quadros 1, 2 e 3 por folhas de papel milimetrado
A-4.

78
FIGURAS DE LISSAJOUS
OBJETIVOS:
a) medir a diferença de fase entre dois sinais alternados e senoidais
b) observar experimentalmente, as figuras de Lissajous
c) comparar a freqüência entre dois sinais alternados e senoidais

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Nos circuitos reativos, isto é, onde são utilizados indutores e


capacitores, aparecem tensões senoidais de mesma freqüência, porém
defasadas entre si de um determinado ângulo.

Tomando-se um sinal como referência, o deslocamento de um segundo


sinal em relação ao sinal de referência é o que chamamos de defasagem, que
poderá ser positiva (sinal adiantado) ou negativa (sinal atrasado).

A figura abaixo nos mostra dois sinais de amplitudes diferentes mas


com a mesma fase.

fig. 1

A figura abaixo nos mostra dois sinais com amplitudes iguais, porém
defasados entre si.

fig. 2

Se considerarmos E1 como referência, então o sinal E2 está atrasado


em relação a E1 de um determinado ângulo θ, no caso 90º.

Uma forma bastante utilizada para medir a defasagem entre dois sinais,
é a utilização da figura de Lissajous.

79
Esse método consiste em compor perpendicularmente os dois sinais,
injetando-se o sinal de referência na entrada vertical e o outro sinal na
entrada horizontal do osciloscópio.

Sendo os dois sinais de mesma freqüência, as figuras obtidas na tela


do osciloscópio são elipses, cujo formato e inclinação (para esquerda ou
para a direita), dependem do ângulo de defasagem entre os dois sinais.
A figura abaixo ilustra essa condição. Um sinal de referência é
aplicado na entrada vertical e outro sinal para ser comparado, na entrada
horizontal do osciloscópio.

fig. 3
A combinação dos dois sinais resulta então na elipse mostrada.
O sinal VV obedece a função:

VV (t) = Vmax.sen (ωt + ∆θ)

onde:
Vmax. = b
VV (t) = a, para t = 0

logo:
a = b sen (ω.0 + ∆θ)
a = b sen∆θ

portanto:

sen ∆θ = a/b
∆θ = arc sen a/b

Para calcular a defasagem entre os dois sinais baseando-se na elipse


obtida na tela do osciloscópio, devemos obter os valores de “a” e “b”,
onde “a” representa a distância entre o centro da elipse e o ponto onde
esta corta o eixo y e “b” representa a distância entre o centro da elipse
e o ponto máxima da figura.

80
Em alguns casos é interessante utilizar os valores 2a e 2b para
facilitar os cálculos, uma vez que esses valores representam a parte
superior e inferior da elipse a partir do eixo x.

Podemos então utilizar a fórmula:

∆θ = arc sen 2a/2b

Exemplo:

Supondo que na figura 3, 2a seja igual a 4 divisões e 2b seja igual


a 6.

∆θ = arc sen 4/6 = 41,81º

As figuras a seguir ilustram alguns formatos de elipses em virtude


das defasagens entre dois sinais quaisquer, com a mesma freqüência.

fig. 4

É interessante notar que as figuras se repetem acima de ângulos de


90º que estejam nos 2º e 3º quadrantes, porém invertidas.
81
Compare por exemplo as figuras II e VI que obedecem a mesma
inclinação, porém, estão invertidas. Neste caso, 180º - 150º = 30º.

Quando se tratar do 4º quadrante, a figura resultante será a mesma


com relação a ângulos de 0 a 90º. Compare as figuras II e VII. Neste caso,
360º - 330º = 30º.

Quando comparamos freqüências, as figuras de Lissajous são mais


complicadas e para a determinação matemática entre as freqüências dos
sinais utiliza-se o método das tangências ou o método das secantes.

Na figura a seguir temos a composição de dois sinais com freqüências


diferentes mas com fases iguais, sendo um na vertical (referência) com uma
determinada freqüência e outro na horizontal com o dobro da freqüência.

fig. 5

Para determinar a relação de freqüências, traça-se uma tangente


horizontal (TH) e uma tangente vertical (TV). Conta-se o número de
tangências horizontais (NH) e o número de tangências verticais (NV). Desta
forma, a relação das freqüências será dada por:

onde:
FV é a freqüência vertical do sinal
FH é a freqüência horizontal do sinal
NV é o número de tangências na vertical
NH é o número de tangências na horizontal

Para a figura a seguir:

82
fig. 6

Temos duas tangentes no sentido vertical e uma tangente no sentido


horizontal.

Vejamos um exemplo.
Suponha que seja aplicado na entrada vertical (referência) do
osciloscópio um sinal cuja freqüência seja de 250Hz e um outro sinal de
freqüência desconhecida na entrada horizontal do osciloscópio, ambos com
a mesma fase, sendo obtida na tela do osciloscópio a figura mostrada a
seguir. Pergunta-se: qual é a freqüência desconhecida?

fig. 7

Aplicando o método das tangentes, resulta na figura abaixo:

fig.8
Como ocorrem 4 tangências na vertical e apenas uma tangência na
horizontal, temos:
FH = 250Hz x 4 / 1

portanto: FH = 1.000Hz (1kHz), ou seja, FH = 1kHz

Um outro exemplo: Dada a figura a seguir, sabe-se que a freqüência


aplicada na entrada vertical (referência) do osciloscópio é de 1kHz. Qual
a freqüência aplicada na entrada horizontal?

fig. 9
83
Neste caso ocorrem 6 tangências na horizontal e apenas uma tangência
na vertical.

FH = 1kHz x 1 / 6
FH = 166,67Hz

Veja a seguir algumas figuras de Lissajous obtidas a partir da


comparação de duas freqüências diferentes, porém com fases iguais.

fig. 10

A figura abaixo nos mostra a comparação entre duas freqüências nas


mesmas condições acima, porém com sinais defasados entre si em 60º.

fig. 11

Para determinar uma freqüência desconhecida, podemos utilizar também


o método das secantes, cuja relação é idêntica ao método das tangentes.

A única observação a ser feita é que a secante não deve cortar


pontos da figura de Lissajous onde se sobrepõem duas linhas.

84
Tomemos como exemplo uma das figuras de Lissajous mostrada acima
(fig. 11), onde a freqüência vertical (referência) é 1kHz e a freqüência
desconhecida é 1,5kHz.

Aplicando-se o método das tangentes resultará na figura 12, onde:


onde:

SV = número de linhas cortadas na vertical


SH = número de linhas cortadas na horizontal

fig. 12

Observa-se na figura que são cortadas 6 linhas na vertical e 4 linhas


na horizontal.
Desta forma temos:
FH = 1.000 x 6/4
FH = 6.000/4 = 1.500Hz (1,5kHz)

Um outro exemplo: Suponha que um sinal de referência de 1kHz e um


sinal de freqüência desconhecida, com fases diferentes, produzam a figura
de Lissajous mostrada abaixo. Determine a freqüência do sinal desconhecido
pelo método das secantes.

fig. 13

Aplicando o método das secantes, teremos:

fig. 14
Então:
SV = 6 e SH = 2
FH = 1.000 x 6/2
FH = 6.000/2 = 3.000Hz (3kHz)

85
PARTE PRÁTICA
MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Osciloscópio
1 - Gerador de funções

MEDIDA DE FREQÜÊNCIA

1 - Monte o circuito abaixo.

fig. 15

OBS: Utilize a saída 12VAC do módulo de ensaios ETT-1, em lugar do


transformador. Sendo o transformador alimentado na rede cuja freqüência é
de 60Hz, teremos no secundário a mesma freqüência.
2 - Ajuste o gerador de funções para obter uma senóide, na freqüência de
60Hz.

3 - Ligue o módulo de ensaios, o osciloscópio e o gerador de funções na


rede e, através dos ajustes no osciloscópio e no gerador de funções
procure obter uma imagem que ocupe aproximadamente 80% da tela do
osciloscópio.

4 - Varie a freqüência do gerador de funções de acordo com a tabela 1 (30,


120, 150 180 e 300Hz) e observe a figura de Lissajous na tela do
osciloscópio para cada uma das freqüências do gerador. Anote o número de
tangências vertical e horizontal.

5 - Calcule a freqüência utilizando as relações: FV/FH = NH/Nv e anote na


tabela 1.

Tabela 1

86
6 - Desenhe no quadro 1 a seguir, as figuras observadas na tela do
osciloscópio para cada uma das freqüências.
Observe atentamente a posição das figuras em relação aos eixos X e
Y.

Quadro 1

MEDIDA DE DEFASAGEM

1 - Monte o circuito abaixo.

fig. 16

2 - Ligue “ V “ na entrada vertical do osciloscópio e “ H “ na entrada


horizontal.

3 - Ligue o osciloscópio e o treinador lógico e observe a figura mostrada


na tela.

4 - Complete a tabela 2 para cada resistor listado na mesma, e anote os


valores 2a e 2b.

Tabela 2

87
Capacitor: 2,2µF

5 - Utilizando os valores 2a e 2b medidos, calcule a defasagem e anote na


tabela 2.

Utilize a relação ∆θ = arc sen 2a/2b

6 - Desenhe no quadro 2 a seguir as formas de onda observadas na tela do


osciloscópio, para cada valor de resistor do circuito.

Quadro 2

QUESTÕES:

1 - Qual é o procedimento para se obter uma figura de Lissajous em um


osciloscópio?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2 - Cite as aplicações práticas das figuras de Lissajous.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

88
3 - O que é defasagem?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4 - A figura a seguir mostra a figura de Lissajous resultante da defasagem


entre dois sinais de mesma freqüência. Calcule a defasagem.

fig. 17
5 - A figura abaixo mostra a figura de Lissajous resultante da diferença
de freqüências entre dois sinais. Sabe-se que o sinal de referência
aplicado na entrada vertical do osciloscópio é de 2kHz. Calcule a
freqüência desconhecida.

fig. 18

6 - A tela de um osciloscópio mostra a forma de onda a seguir:

Sabe-se que o amplificador vertical está calibrado para 50V/div e o


amplificador horizontal em 2ms/div.

Pede-se:

1. Tensão de pico a pico _______________________________

89
2. Tensão de pico ______________________________________
3. Tensão eficaz ou rms _________________________________
4. Valor médio da tensão ______________________________
5. Freqüência __________________________________________

90
FORMULÁRIO PARA CIRCUITOS CA
1 - ASSOCIAÇÃO DE INDUTORES

EM SÉRIE: LT = L1 + L2 + L3 + L4 …

1 1 1 1 1
EM PARALELO: = + + + … (para mais de dois indutores)
LT L1 L2 L3 L4

ou

L1 . L 2
LT = (para dois indutores)
L1 + L 2

2 - ASSOCIAÇÃO DE CAPACITORES

1 1 1 1 1
EM SÉRIE: = + + + … (para mais de dois capacitores)
CT C1 C2 C3 C4

ou

C1 . C 2
CT = (para dois capacitores)
C1 + C 2

EM PARALELO: CT = C1 + C2 + C3 + C4 …

3 - CIRCUITO RC EM SÉRIE

VR = R.IT 2 2 VC = XC . IT
VT = VR + VC

VC XC
θ = arctan - = -
VR R
Z = R 2 + XC
2 VT VT
Z = IT =
IT Z

91
1 1
XC = , onde ω = 2 π f XC =
ωC 2π f C

f = freqüência em hertz
C = capacitância em farads

Fasor representando a impedância total ( Z ) de um


circuito RC série.

A defasagem entre R e XC é de 90º.

4 - CIRCUITO RC EM PARALELO

IT =
2
IR + IC
2 VT VT
IR = IC =
R XC

IC
θ = arctan
IR

VT VT
IT = Z =
Z IT

5 - CIRCUITO RL EM SÉRIE

VR = R . IT VL = XL . IT
VT = VR 2 + VL 2

92
VL XL
θ = arctan =
VR R

XL = ω L , onde ω = 2 π f XL = 2 π f L

f = freqüência em hertz
L = indutância em henry

Fasor representando a impedância total ( Z ) de um


circuito RL série.

A defasagem entre R e XL é de 90º.

Z = R 2 + XL 2 VT VT
Z = IT =
IT Z

6 - CIRCUITO RL EM PARALELO

IT = I R 2 + IL 2 VT VT
Z = IT =
IT Z

IL
θ = arctan -
IR

93
2 2
 1   1 
  +
R . XL  R   X L 
Z = Z = 2 2
2
R 2 + XL  1   1 
  +
 R   X L 

7 - CIRCUITO LC EM SÉRIE

2 2
Z = XL + XC

XL - XC = X
XC - XL = X
logo: Z = X

VT VT
Z = IT =
IT Z

8 - CIRCUITO LC EM PARALELO

X L . (-XC )
Z =
X L + (-XC )

- Z capacitiva
Z indutiva

2
2 VT VT
IT = I L + I C , onde: IL = e IC =
XL XC

VT VT
Z = IT =
IT Z

9 - CIRCUITO RLC EM SÉRIE

Z = R 2 + X2

onde:

X = XL - XC ou
X = XC - XL

94
VL = XL . IT
VC = XC . IT
VR = R . IT

VT = VR + VX
2 2

onde:
VX = VL - VC ou
VX = VC - VL

VT VT
Z = IT =
IT Z

VL - VC VX
θ = arctan = ( VL > VC )
VR VR
VC - VL VX
θ = arctan - = - ( VC > VL )
VR VR

XL - XC X
θ = arctan ( XL > XC ) = arctan
R R
XC - XL X
θ = arctan - ( XC > XL ) = -
R R

10 - CIRCUITO RLC EM PARALELO

VT
IL =
XL
VT
IC =
XC
VT
IR =
R

IT = IR 2 + IX2 onde:

IX = IL - IC ou

IX = IC - IL

95
IL - IC I
θ = arctan - = - X ( IL > IC )
IR IR

IC - IL IX
θ = arctan = ( IC > IL )
IR IR

Calculando a impedância em um circuito paralelo:

x. y
Z = onde:
x2 + y2

X L . (- X C )
x =
X L + (-XC )

y = R

A impedância de um circuito RLC paralelo pode também ser calculada pela


fórmula:

2 2
 1   1 1 
  + - 
 R   XC X L 
Z = 2 2
 1   1 1 
  + - 
 R   XC XL 

VT VT
Z = IT =
IT Z

Podemos também calcular θ com as fórmulas abaixo:

R
θ = arctan
X
Z
θ = arccos
R

11 - POTÊNCIA EM CIRCUITOS AC

Em circuitos AC existem três potências distintas: real, reativa e


aparente identificadas respectivamente pelas letras P ( W ), Q ( VAR ) e
S ( VA ).

96
P = V . I . cosθ = VR . I = R . I2 (potência real = W)
Q = V . I . senθ ( potência reativa = VAR)
S = V . I (potência aparente = VA)

CIRCUITO INDUTIVO:

P = VI cosθ
Q = VI senθ
S = VI

cos 90º = 0
sen 90º = 1
∴Q = S (não há potência real)

CIRCUITO CAPACITIVO:

P = VI cosθ
Q = VI senθ
S = VI

cos 90º = 0
sen 90º = 1
∴Q = S (não há potência real)

CONCLUSÃO: Em um capacitor ou indutor a potência reativa é igual a potência


aparente.
Q = S VAR = VA P =0

12 - FATOR DE POTÊNCIA

VI . cosθ Potência real P


Fp = Fp = Fp =
VI Potência aparente S

Fp = cosθ Q Q = P . tanθ
θ = arctan
P

Fator de potência indutivo: motores de indução, indutores, etc.


Fator de potência capacitivo: motores síncronos, banco de capacitores,
etc.
I
Fator de potência para circuitos paralelos: Fp = arccos R
IT

97
R
Fator de potência para circuitos série: Fp = arccos
Z

98
Sumário

BARREIRA DE POTENCIAL NOS DIODOS 1

A CURVA DO DIODO 3
CEIFADORES E GRAMPEADORES 7
COMPONENTES FOTOELETRÔNICOS 22
DOBRADORES DE TENSÃO 54

CIRCUITOS RETIFICADORES 59
RETIFICADOR SIMÉTRICO 63

FILTRO CAPACITIVO 65
FILTRO CAPACITIVO EM RETIFICADOR DE 1/2 ONDA 69
DIODO ZENER 71

ALFA E BETA 77
TRANSISTOR COMO CHAVE ELETRÔNICA E FONTE DE CORRENTE 84
AMPLIFICADOR BASE COMUM 91
AMPLIFICADOR COLETOR COMUM OU SEGUIDOR DE EMISSOR 97

AMPLIFICADOR EMISSOR COMUM 105


AMPLIFICADOR DIFERENCIAL 119
AMPLIFICADOR PUSH-PULL “CLASSE B” 128
REGULADORES 133

FET (FIELD EFFECT TRANSISTOR) 149


TRANSISTOR DE UNIJUNÇÃO (UJT) 159

AMPLIFICADORES OPERACIONAIS 165


O DECIBEL 182
OSCILADOR PONTE DE WIEN 193

TIRISTORES - SCRs - TRIACs 197


TIRISTORES - DIAC, SCS e PUT 224

RESISTORES NÃO LINEARES (NTC-PTC-VDR) 235


BARREIRA DE POTENCIAL NOS DIODOS
OBJETIVOS: Comprovar a existência de tensão entre os terminais anodo e
catodo de um diodo, quando polarizado diretamente e inversamente.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Todo diodo diretamente polarizado conduz corrente, operando assim


como uma chave eletrônica fechada.

Ao se unir uma camada P com uma camada N, forma-se na junção uma


camada de carga espacial (CCE), conhecida também como região de depleção
ou ainda, barreira de potencial.

Para que haja fluxo de corrente no diodo diretamente polarizado


torna-se necessário vencer essa barreira de potencial, que é da ordem de
0,55 a 0,7V para os diodos de silício e da ordem de 0,15 a 0,3V para os
diodos de germânio.

Após vencida essa barreira a corrente flui pelo diodos mas, a tensão
equivalente a barreira de potencial fica retida no diodo. Essa tensão é
denominada Vd (queda de tensão no diodo, quando polarizado diretamente).

O objetivo desta experiência é constatar a existência dessa tensão.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Fonte de alimentação variável, 0-20V
1- Multímetro digital
4 – Diodos 1N4007
1 – Resistor de 1K

1) Execute a fiação do circuito abaixo:

OBS: Quando o ponto X é interligado em A, teremos sobre R a tensão Vcc;


quando o ponto X é interligado ao ponto B, teremos: VR = Vcc-VD1 , e assim
por diante.

Desta forma, aplicando-se as leis de Kirchhoff, teremos: Vcc - VD - VR


= 0, onde VD é a queda de tensão nos diodos D1 a D4 e VR é a que da tensão
no resistor de 1kΩ.

2) Interligue na seqüência o ponto X aos pontos A, B, C, D e E. Meça a


tensão nos extremos de R16 e complete a tabela a seguir:

1
PONTOS Tensão nos
extremos de
R16
A
B
C
D
E

3) Especifique a Vd em cada diodo, baseando-se nas medidas obtidas na


tabela acima:

VD1 = _______________
VD2 = _______________
VD3 = _______________
VD4 = _______________

4) Qual a queda de tensão total provocada pelos diodos?

_____________________________________________________________________

QUESTÕES:

1 - Suponha que no circuito montado para esta experiência, o diodo D2


estivesse em curto. Qual seria a barreira de potencial nesse diodo? Por
quê?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
___________________________________________________________

2 - Com relação a questão acima, se o diodo D2 estivesse em curto,


afetaria a barreira de potencial nos outros diodos? Justifique.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
___________________________________________________________

3 - Ainda com relação a questão 1, se o diodo D2 estivesse aberto, o que


aconteceria com a barreira de potencial nos demais diodos? Justifique.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
______________________________________________________

2
A CURVA DO DIODO
OBJETIVOS: Conhecer as características de operação de um diodo, mais
especificamente, o que ocorre em sua junção quando diretamente e
inversamente polauuuujkrizado; calcular a resistência cc da junção de um
diodo.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Um resistor é um dispositivo linear porque a tensão aplicada nele e a


corrente que circula por ele são proporcionais. Um diodo, por outro lado,
é um dispositivo não linear, porque a tensão aplicada nele não é
proporcional à corrente que circula por ele.

Além disto, um diodo é um dispositivo unilateral porque ele conduz


bem apenas quando está polarizado diretamente. Como regra prática, um
diodo de silício de pequeno sinal apresenta uma resistência cc
reversa/direta numa razão de 1.000:1.

Nesta experiência você medirá as tensões e correntes num diodo


polarizado direta e reversamente. Isto dará condições de você desenhar a
curva característica do diodo.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS:
1 - Fonte de alimentação CC variável
1 - Multímetro digital
1 – Resistor de 1 K
1 – Resistor de 10 K
1 – Diodo 1N4007

TESTE COM O OHMÍMETRO:

1 - Usando um multímetro como ohmímetro, meça as resistências cc, direta e


reversa, de um diodo 1N4007. Se o diodo estiver em bom estado de
funcionamento, você deverá obter uma razão acima de 1.000:1 nas medidas
reversa/direta do diodo.

DADOS DO DIODO:
2 - Monte o circuito 1, usando um resistor limitador de corrente (RS) de
1kΩ. Para cada valor de tensão listado na tabela 1, meça e anote as
tensões VF e as correntes IF no diodo.

O resistor RS atua como proteção da fonte, caso o diodo entre em


curto, isto é, limitará a corrente que circulará pelo circuito.

3
3 - Calcule os valores de resistência cc direta do diodo para cada
corrente anotada na tabela 1.

TABELA 1: POLARIZAÇÃO DIRETA


Vcc (V) VF(VS) (V) IF (mA) (Ω)
0
0,5
1,0
2,0
4,0
6,0
8,0
10,0
15,0
20,0

4 - Inverta a polaridade da fonte de tensão. Para cada valor de tensão


listado na tabela 2, meça e anote os valores de VR e IR do diodo.

TABELA 2: POLARIZAÇÃO REVERSA


Vcc (V) VR (V) IR (μA) RR (Ω)
-1,0
-5,0
-15,0
-20,0

5 - Calcule e anote os valores de resistência cc reversa do diodo para


cada valor de tensão anotado na tabela 2.

6 - Plote os valores obtidos nas tabelas 1 e 2 e desenhe a curva


característica do diodo (I x V).

7 - Os procedimentos anteriores provam que o diodo conduz facilmente


quando diretamente polarizado e conduz muito mal quando reversamente
polarizado. É como se fosse um condutor de um só sentido de condução. Com
isto, calcule os valores de corrente nos circuitos 2 e 3. Registre estes
valores na tabela 3.

TABELA 3: CONDUÇÃO DO DIODO


Circuitos I(calculada) I(medida)
Circuito 2
Circuito 3

8 - Monte o circuito da figura 2 (polarização direta). Meça e anote a


corrente no diodo na tabela 3.

4
9 - Monte o circuito da figura 3 (polarização reversa). Meça e anote a
corrente no diodo na tabela 3.

VERIFICAÇÃO DE DEFEITOS:

10 - Monte o circuito 4. Calcule o valor da tensão na carga (VRL) e anote


na tabela 4. Depois meça e anote o valor de VRL na mesma tabela.

11 - Curto-circuite o diodo com uma ponte de fio. Calcule o valor de VRL


nesta condição e anote na tabela 4. Depois meça e anote o valor de VRL na
mesma tabela.
TABELA 4: VERIFICAÇÃO DE DEFEITOS
CONDIÇÃO VRL (calculada) VRL (medida)
Diodo normal
Diodo em curto
Diodo aberto

12 - Retire a ponte de fio. Desconecte um lado do diodo. Calcule o valor


de VRL e anote na tabela 4. Agora meça e anote o valor de VRL na mesma
tabela.

5
QUESTÕES:

1 - Nesta experiência, o “joelho” da curva característica do diodo,


denominada tensão de joelho, foi próxima de:
a) 0,3V b) 0,7V c) 1V d)1,2V

2 - Na polarização direta, a resistência cc do diodo diminui quando:


a) a corrente aumenta
b) a corrente diminui
c) a razão VF/IF aumenta
d) a razão VF/IF diminui

3 - Um diodo age como uma resistência de alto valor, quando:


a) sua corrente é alta
b) está diretamente polarizado
c) está reversamente polarizado
d) está em curto-circuito

4 - Qual ou quais das seguintes afirmações descreve a parte da curva do


diodo acima do joelho, na polarização direta?
a) esta parte de curva torna-se horizontal
b) a tensão nesta parte da curva aumenta rapidamente
c) a corrente nesta parte da curva aumenta rapidamente
d) a resistência cc aumenta rapidamente nesta parte da curva

5 - Qual das seguintes afirmações descreve a curva do diodo, quando


reversamente polarizado?
a) a razão IR/VR é alta
b) ela se torna vertical abaixo da ruptura
c) a resistência cc é baixa
d) a corrente é aproximadamente zero, abaixo da tensão de ruptura

6
CEIFADORES E GRAMPEADORES
Ceifadores e grampeadores são circuitos compostos por diodos para a
obtenção de formas de ondas especiais, cada um deles, desempenhando uma
função específica como sugere o nome.

CEIFADORES:
A saída dos circuitos ceifadores (às vezes chamados limitadores)
aparece como se uma parte do sinal de entrada fosse cortada.

Os ceifadores classificam-se basicamente em ceifadores não


polarizados e ceifadores polarizados, em série ou em paralelo.

As figuras abaixo ilustram dois circuitos básicos de ceifadores série


não polarizados ou simples:

O ceifador negativo é assim denominado por cortar o semiciclo


negativo da senóide aplicada à entrada, enquanto que, no ceifador
positivo é cortado ou ceifado o semiciclo positivo da senóide.

Podemos dizer que os ceifadores série simples são, em última análise,


retificadores de meia onda.

As figuras abaixo ilustram dois ceifadores paralelos simples ou não


polarizados negativo e positivo respectivamente:

Analisando os ceifadores série e paralelo, conclui-se que o


funcionamento dos mesmos é semelhante, em termos de tensão de saída.
É conveniente salientar que os ceifadores, sejam eles simples ou
polarizados, em série ou em paralelo operam com qualquer forma de onda de
sinal na entrada.

CEIFADORES SÉRIE POLARIZADOS

Nos ceifadores série polarizados adiciona-se uma bateria ou fonte em


série com o diodo e com a tensão de entrada.

7
Os ceifadores série polarizados podem classificar-se em negativo e
positivo, dependendo da posição do diodo no circuito.

A análise dos ceifadores é bastante simples, sendo bastante útil


considerar instantes particulares do sinal de entrada e sua variação em
função do tempo.

Isto significa que, um determinado sinal de entrada pode ser substituído


por uma fonte de mesmo valor, para efeito de análise.

A figura a seguir ilustra um ceifador série polarizado negativo cuja


tensão de entrada é de 20VRMS.

Vin = 28,2Vp ou 56,4Vpp

Vout = 18,2Vp

Calibração vertical: 10V/div

Observa-se a existência de uma fonte de 10V em série com o diodo,


caracterizando assim a polarização do circuito. A tensão de pico da tensão
de entrada é de 28,2V, pois 20 x 1,41 = 28,2V.

No semiciclo positivo, a fonte de 10V opõe-se a tensão de 28,2Vp,


suficiente para polarizar o diodo (neste caso, diodo ideal) e na saída
obtém-se: 28,2Vp - 10V = 18,2Vp.

Durante o semiciclo negativo o diodo estará reversamente polarizado e não


circulará corrente pelo circuito.

Os circuitos equivalentes para os semiciclos positivo e negativo são


mostrados a seguir:

8
A figura a seguir mostra o mesmo circuito, porém com a fonte de 10V
invertida, e uma fonte de entrada de 15VRMS cuja análise é idêntica a
anterior, exceção feita pela polaridade da fonte que está em série com o
diodo.

Vin = 21,15Vp ou 42,3Vpp

Vout = 31,15Vp

Calibração vertical: 10V/div

Os circuitos equivalentes para os semiciclos positivo e negativo são


mostrados a seguir:

9
A figura a seguir mostra um ceifador série polarizado positivo cuja
tensão de entrada é 15VRMS. Como no exemplo anterior, o valor de pico da
tensão de entrada é de 21,15V que, poderá ser substituído por uma fonte
de tensão equivalente.

Convém salientar que os ceifadores série negativos e positivos,


diferenciam-se unicamente em função do posicionamento dos diodos no
circuito. A polaridade da fonte (bateria) entre o diodo e a fonte de
tensão na entrada, influencia apenas nos valores da tensão de saída do
circuito, bem como, no aspecto de sua forma de onda.

Vin = 21,15Vp ou 43,2Vpp

Vout = - 31,15Vp

Calibração vertical: 10V/div

Os circuitos equivalentes para os semiciclos positivo e negativo são


mostrados a seguir:

10
A figura a seguir mostra o mesmo circuito, porém com a fonte de 10V
invertida, e tensão de entrada de 20VRMS cuja análise é idêntica a
anterior, exceção feita pela polaridade da fonte que está em série com o
diodo.

Vin = 28,2Vp ou 56,4Vpp

Vout = - 18,2Vp

Calibração vertical: 10V/div

Os circuitos equivalentes para os semiciclos positivo e negativo são


mostrados a seguir:

11
CEIFADORES PARALELOS POLARIZADOS

A diferença básica entre ceifadores série e paralelo está no


posicionamento da fonte de tensão de polarização.

A figura abaixo ilustra um ceifador polarizado paralelo positivo.

Vin = 28,2Vp ou 56,4Vpp

Vout = -18,2Vp

Calibração vertical: 10V/div

Observa-se que a bateria de


polarização deslocou o nível de corte para -10V em relação ao nível zero,
isto é, aumentando-se ou diminuindo-se a tensão de entrada, o nível de
corte permanecerá em -10V, porém a tensão de saída tenderá a aumentar ou
diminuir.

Suponhamos que a tensão de entrada diminua para 15V e mantenhamos a


polarização em -10V. O aspecto da forma de onda na saída é mostrado a
seguir:

Vin = 21,15Vp ou 42,3Vpp

Vout = - 11,15Vp

12
Calibração vertical: 10V/div

O funcionamento do ceifador polarizado, também pode ser analisado


através de circuitos equivalentes. Vamos supor o circuito com uma entrada
de 20VRMS, equivalente a 28,2Vp ou 56,4Vpp.

Consideremos inicialmente o semiciclo positivo, conforme ilustra a


figura abaixo:

O diodo comporta-se como uma chave eletrônica fechada e a tensão na


saída será a tensão da fonte de polarização. Aplicando-se LKT ao circuito
(desprezando-se a resistência interna da fonte), observa-se que a tensão
nos extremos do resistor de 10k será de 38,2V.

Sendo a tensão na saída - 10V, o nível 0 passará para -10V.

Durante o semiciclo negativo, o circuito equivalente fica com a


aparência mostrada na figura abaixo:

Como nestas condições o diodo comporta-se como uma chave eletrônica


aberta, não circulará corrente pelo circuito e não haverá tensão nos
extremos do resistor de 10k. Aplicando-se LKT ao circuito, observa-se
então que a tensão na saída será -28,2V (a própria tensão de entrada).

A tensão resultante na saída será: -28,2 - (-10) = -18,2V

A figura abaixo mostra um ceifador paralelo negativo. Observa-se nesse


circuito, que apenas a posição do diodo está invertida em relação ao
circuito anterior.

Neste caso, por ser um ceifador negativo será aproveitada a parte positiva
do sinal de entrada.

13
Vin = 28,2Vp ou 56,4Vpp

Vout = 38,2Vp

Calibração vertical: 10V/div

Analisemos o mesmo circuito, porém com a fonte de polarização


invertida.

Vin = 28,2Vp ou 56,4Vpp

Vout = 18,2Vp

Calibração vertical: 10V/div

Observa-se que a tensão de polarização elevou o nível 0 para 10V. Isto nos
faz concluir então que, quanto maior for a tensão de polarização positiva,
menor será a tensão de ceifamento na saída.
Se desejarmos ceifamento positivo e negativo simultaneamente, podemos
associar ceifadores em um único circuito, conforme mostra a figura abaixo:

14
Calibração vertical: 10V/div

Observa-se que a tensão V1 é proveniente da bateria de 10V (10Vp)


enquanto que a tensão V2 é proveniente da bateria de 15V (-15Vp). A tensão
na saída será então 25Vpp.

Como já foi dito anteriormente, os ceifadores podem operar com


qualquer forma de onda de tensão na entrada.

Tomemos como exemplo o circuito a seguir.

Trata-se de um ceifador série polarizado, onde a tensão de entrada (AC)


tem a forma de onda quadrada e considerando-se ainda, que a mesma não é
simétrica.

Uma tensão não é simétrica, quando os valores acima e abaixo do nível de


referência, não são iguais.

A forma de onda na saída terá o aspecto mostrado a seguir:

Calibração vertical: 10V/div

Se no mesmo circuito a fonte de polarização de 5V fosse invertida,


então a forma de onda na saída teria o aspecto mostrado na figura abaixo:

Calibração vertical: 10V/div


15
GRAMPEADORES:
Os circuitos grampeadores necessitam além dos componentes dos
circuitos ceifadores, de um capacitor.

A exemplo dos ceifadores, os grampeadores podem também receber


polarização.

Um circuito grampeador típico, não polarizado, é mostrado a seguir:

Um grampeador tem por finalidade levar um sinal da entrada para


saída, abaixo ou acima de um determinado nível, dependendo ou não se o
mesmo for polarizado.

Para se ter uma idéia melhor de seu funcionamento, consideremos as


figuras a seguir, em um grampeador típico sem polarização, considerando
nível 0.

Observe atentamente a relação entre os sinais de entrada e saída.

Para que não ocorra a deformação na saída do sinal, os valores de R e


C devem ser escolhidos de tal forma que, a constante de tempo τ = RC seja
suficientemente grande para garantir que a tensão nos extremos do
capacitor, não sofra variação significativa durante o período em que a
tensão assume valor negativo (intervalo), a qual é determinada pela

16
própria característica do sinal (no caso, a freqüência). Tomemos como
exemplo um sinal de entrada cuja forma de onda é quadrada.

Analisando a forma de onda apresentada na entrada do circuito,


observa-se intervalos entre t1-t2 e t3-t4, nos quais a tensão é negativa,
polarizando reversamente o diodo.

Levando-se em conta que a freqüência é de 1kHz, então o período será


de 1/T ou seja 1ms. Isto significa que o intervalo de tempo entre t1-t2,
t3-t4 será de 0,5ms.

Para melhor entender o funcionamento de um circuito grampeador,


passemos a analisar passo a passo o funcionamento do circuito mostrado
acima, com base no princípio da comutação eletrônica dos diodos.
No instante em que a entrada assuma 10V o circuito comporta-se
conforme ilustra a figura abaixo:

O capacitor carrega-se com a tensão de 10V, conforme polaridade


indicada na figura e o diodo atua como uma chave eletrônica fechada,
anulando o resistor de 10k

Isto significa que o capacitor se carregará rapidamente, com uma


constante de tempo praticamente igual a zero (desprezando-se os valores da
resistência interna da fonte e a resistência interna do diodo, por serem
muito baixos). Logo τ = RC = 0.

Levando-se em conta que a tensão de saída é tomada diretamente nos


terminais do diodo, então, Vout = 0 para este intervalo de tempo.

Quando a entrada assume -20V, o circuito comporta-se como mostra a


figura abaixo:

17
Nestas condições o capacitor tenderá a descarregar-se através do
resistor de 10k, cuja constante de tempo τ = RC = 10μF x 10k = 10ms.

Levando-se em conta que este intervalo de tempo é de 0,5ms, presume-


se que o capacitor mantenha sua tensão durante esse intervalo, não
ocasionando uma variação apreciável da tensão em seus terminais. É bom
lembrar que, para que o capacitor descarregue-se totalmente, leva
aproximadamente 5τ (cinco constantes de tempo), o que levaria 50ms.

Desta forma, a tensão na saída será: -20 -10 = -30V

Com a diminuição da constante de tempo (pela diminuição do valor do


resistor, por exemplo) ocorrerá uma alteração na forma de onda na saída,
pois o capacitor se descarregará mais rapidamente durante o intervalo de
tempo em que o diodo estiver aberto, por estar polarizado reversamente
(t1-t2, t3-t4).

As figuras a seguir, vistas na tela de um osciloscópio, ilustram o


que foi dito anteriormente

C = 10μF

R = 10k

Calibração vertical: 10V/div

C = 10μF

R = 100Ω

Calibração vertical: 10V/div

Observa-se que, com a diminuição do resistor de 10k para 100Ω, a


forma de onda na saída aparece distorcida, pois a constante de tempo de
10ms reduziu-se para 1ms.
O grampeador também pode ser polarizado, conforme exemplo ilustrado
na figura abaixo:

18
As formas de onda do sinal de entrada e saída são mostradas abaixo
(calibração vertical: 10V/div para as tensões de entrada e saída).

Observa-se que, em virtude da fonte de polarização de 10V, a tensão


de entrada aparece grampeada na saída ultrapassando 10V acima do nível 0.
Passemos então, a entender melhor o funcionamento do grampeador
através dos circuitos equivalentes.

No semiciclo positivo (20Vp) o circuito equivalente tem o aspecto


mostrado abaixo:

O capacitor carrega-se através da fonte e as resistências internas do


diodo e da fonte de polarização, que são muito baixas, e conseqüentemente
com uma constante de tempo próxima de 0.

A tensão no capacitor será então 10V (conforme polaridade indicada) e


a tensão na saída 10V (aplicando-se LKT).

É importante salientar que essa tensão, neste dado instante, estará


10V acima do nível 0.

No semiciclo negativo (-20Vp) o circuito equivalente tem o aspecto


mostrado abaixo:

Como nestas condições o diodo está reversamente polarizado, a fonte


de polarização de 10V deixa de ter função e a tensão na saída será a soma
19
da tensão de entrada com a tensão armazenada no capacitor no instante
anterior.

Assim, a tensão na saída será: -20 -( 10 ) = -30V (LKT)

Esta tensão estará então 30V abaixo do nível 0 e a tensão total será
uma composição da tensão obtida na saída durante o semiciclo positivo com
a tensão obtida na saída durante o semiciclo negativo. A figura a seguir
ilustra bem essa condição.

Outro exemplo de grampeador polarizado á mostrado abaixo:

As formas de onda de entrada e saída são mostradas abaixo:

Pode-se observar que, a tensão da entrada começa a ser grampeada


somente a partir de 10V acima do nível 0.

Um outro exemplo de grampeador polarizado é mostrado abaixo:

20
As formas de onda são mostradas a seguir (calibração vertical: 5V/div
para os dois canais).

EXERCÍCIO RESOLVIDO:

Projetar um circuito grampeador para uma tensão de entrada quadrada,


simétrica, com 60Vpp de freqüência 200Hz. A resistência de saída deverá
ser de 50kΩ e a tensão de entrada deverá ser grampeada na saída em15V
abaixo no nível 0, sem distorção.

Solução:

Para f = 200Hz o período T será 5ms e T/2 será 2,5ms.

Adotaremos como valor aceitável uma constante de tempo 20 vezes maior


do que T/2.

Assim τ = RC = 50ms

Calculando o valor do capacitor:

50 . 10 -3 = 50 . 10 3 C è C = 50 . 10 -3 / 50 . 10 3 = 1μF

O circuito terá então o seguinte aspecto:

21
COMPONENTES FOTOELETRÔNICOS
Componentes fotoeletrônicos são dispositivos cujas propriedades elétricas
modificam-se perante a incidência de luz.

Podemos dizer que a fotoeletricidade é o fenômeno no qual partículas de


carga são liberadas de um material quando ele absorve energia radiante,
muitas vezes ultrapassando os limites das radiações visíveis.
Definido comumente como a ejeção de elétrons da superfície de uma chapa
metálica quando a luz índice sobre ela. Esse fenômeno foi observado em
1887 pelo físico alemão Heinrich Rudolf Hertz1. Quando elétrons de tais
elementos são excitados, algumas grandezas são modificadas, como por
exemplo, a resistência.

Para isso deve-se fornecer aos elétrons energia em forma de radiações2 de


determinada frequência, para que estes se movam no material ou mesmo se
afastem dele. Essa energia é absorvida em forma de fótons3.

Natureza da luz
A luz é uma forma de oscilação eletromagnética que se dispersa no meio em
que se encontra4 a uma velocidade aproximada de 3 . 108 m/s (300.000km/s).
Em outras palavras, luz é a radiação eletromagnética, de comprimento de
onda compreendido entre 4.000 e 7.800 angströms5, capaz de estimular o olho
e produzir a sensação visual.

As ondas eletromagnéticas não deslocam partículas de matéria, como no caso


das ondas de som, ocorre sim, modificações periódicas de campos elétricos
e magnéticos no ambiente em se encontram.
A figura a seguir mostra o espectro de uma radiação luminosa, onde
observa-se o campo elétrico E e o campo magnético H que ao se cruzarem
formam uma onda luminosa cujo comprimento corresponde a uma oscilação
completa do fóton.

1 Hertz, Heinrich Rudolf


Físico alemão. Contribuiu para o aprimoramento das técnicas de radiotransmissão, com seus estudos sobre as ondas eletromagnéticas,
que em sua homenagem se chamaram ondas hertzianas.

2 Radiação
Designação genérica dos diferentes processos de emissão de energia ou matéria pelos corpos. Os principais tipos são o calor, a luz
visível e a radiação eletromagnética.

3 Fóton
Termo que designa, em física, a porção ou quantum de radiação eletromagnética que tem massa em repouso nula e energia igual ao
produto da constante de Planck pela freqüência do campo.

4 A luz possui a capacidade de se dispersar no vácuo

5 Angström
Unidade de medida de comprimento para ondas luminosas e dimensões moleculares.
Equivale a 10-10 m. Símbolo: Å.

Ångström, Anders Jonas (1814 -1874).


Físico sueco, um dos fundadores da espectroscopia. Especialista também em termocondutividade, tem seu nome ligado à unidade de
medida para ondas luminosas e dimensões moleculares.

22
Espectro eletromagnético
A luz visível ou espectro solar, capaz de impressionar a retina e de gerar
imagens no cérebro, constitui apenas uma parte do total das radiações
eletromagnéticas.

À medida que o instrumental científico ganhou mais precisão, o homem teve


acesso a um universo novo, em que descobriu fenômenos até então ignorados,
como os raios X, a radiação ultravioleta, as ondas de rádio e de televisão
ou os raios cósmicos.

Entende-se por espectro eletromagnético o conjunto das várias radiações de


natureza elétrica e magnética, com diferentes comprimentos de onda, desde
107 metros até 10-14 metros.

Os fenômenos ondulatórios ocorrem quando uma determinada partícula vibra


ou oscila a partir de uma posição de equilíbrio e seu movimento se
transmite pelo espaço em um meio adequado.

A característica principal desse movimento denomina-se comprimento de


onda, que é o espaço compreendido entre dois máximos ou mínimos de uma
onda. O comprimento de onda mede uma oscilação completa, enquanto a
frequência (número de oscilações por unidade de tempo), expressa o
"ritmo", em que se produz a vibração.
Essas duas grandezas são inversamente proporcionais entre si.
De ambos os lados do espectro da luz visível, formado por radiações de
diferentes comprimentos de onda que originam as cores (vermelho escuro,
vermelho claro, laranja, amarelo, verde, ciano, azul e violeta) registra-
se uma série de fenômenos eletromagnéticos não captados pelos sentidos.

Como as frequências das ondas eletromagnéticas contidas no espectro da luz


visível são muito elevadas, costuma-se representá-las através do seu
comprimento de onda (λ).
23
As unidades mais utilizadas são:

- angström (Å = 10-10m)
- micrometro (μ = 10-6m)
- nanometro (nm = 10-9m).

Assim por exemplo, um comprimento de onda de 4000Å equivale a 400nm.

Abaixo do vermelho, com comprimentos de onda progressivamente crescentes,


estão: os raios infravermelhos (que produzem a sensação de calor), as
ondas de radar e as microondas; as ondas de televisão e as de rádio.

Acima do violeta, com comprimentos de onda cada vez menores e freqüências


crescentes estão: a radiação ultravioleta, os raios X, os raios gama e a
radiação cósmica.

A maior parte dessas radiações tem múltiplas aplicações nos mais diversos
campos e são o fundamento de grande número de aparelhos e invenções
tecnológicas, desde a televisão e o rádio até o radar e os sistemas
baseados no infravermelho, além de constituírem ferramenta imprescindível
na análise química (espectrógrafos), na investigação astronômica
(espectrometria, radioastronomia etc.) ou na pesquisa médica (radiologia)
e análise de materiais.

Essas duas últimas aplicações utilizam a propriedade que têm os raios X de


penetrar corpos opacos e impressionar chapas fotográficas.

Algumas dessas radiações, como a ultravioleta, afetam especialmente os


seres vivos. Devido a sua alta freqüência, interagem com a matéria
biológica e nela podem acarretar alterações graves.

Grande parte dos raios ultravioleta são filtrados pela camada de ozônio
que circunda a Terra, minimizando seus efeitos prejudiciais.

Percepção das cores e sensibilidade ótica


A faixa de radiações normalmente registradas pela vista humana situa-se
entre 400 a 800nm (4.000 a 8000Å), sendo esses comprimentos de onda vistos
sob a forma de cores diferentes.

Os extremos que representam a faixa de luz visível, indicam a temperatura


da cor:

Cor quente: Designação genérica dos tons em que predominam o vermelho ou o


amarelo no espectro visível.
Cor fria: Designação genérica dos tons em que predominam o azul ou o verde
no espectro visível.

24
A figura a seguir mostra a distribuição das cores dentro do espectro da
luz visível:

A radiação luminosa excita a vista humana, transmitindo ao sistema nervoso


do cérebro a sensação de intensidade e coloração luminosa.

Para uma dada potência de luz emitida a grandeza de excitação depende co


comprimento de onda. O gráfico abaixo mostra a sensibilidade da vista
humana em função do comprimento de onda, onde observa-se que o olho humano
é mais sensível durante o dia à cor amarela e a noite, à cor verde.

Corpo negro
Conceito teórico que corresponde a um radiador ideal hipotético, capaz de
absorver toda a radiação luminosa que sobre ele incide.

25
A figura abaixo mostra a densidade de radiação de um corpo negro.

Oscilações eletromagnéticas

As oscilações eletromagnéticas são irradiadas6 com a velocidade da luz.


Tanto no ar como no vácuo a velocidade de radiação7 da luz é de 3 . 108
m/s, estabelecendo-se a seguinte relação:

6 Irradiação: Ato ou efeito de irradiar(-se).


Difundir-se, espalhar-se, propagar-se.

26
f =
c = velocidade da luz (3 . 108 m/s)
f = frequência em hertz

Exemplo: Qual é a frequência atingida por oscilações eletromagnéticas num


ambiente livre, sem reflexão, quando o comprimento de onda atinge 800nm?

Solução:

f = = = 3,75 . 1014 Hz

Leis da radiação para radiadores de calor


Corpos sólidos aquecidos, como por exemplo filamentos de lâmpadas e
eletrodos, bem como corpos radiadores de calor formam um espectro
contínuo. Experimentalmente se determinou que a potência total irradiada
(radiação de energia) depende da temperatura. Daí então, surgiram as leis
básicas:

1. Lei de Stefan-Boltzmann
Princípio físico segundo o qual o calor emitido por uma superfície
corresponde a uma quarta parte de sua temperatura absoluta. Formulada pelo
físico austríaco Josef Stefan8 e aprofundada pelo também austríaco Ludwig
Boltzmann9.

Por exemplo, um corpo com T = 1.000ºK irradia 16 vezes mais do que T =


500ºK, pois:

➔ 24 = 16

2. Lei de Wien
Para cada temperatura irradiada existe um comprimento de onda que atende a
condição de energia máxima.
Quanto mais curto for o comprimento da onda, tanto maior será a energia da
radiação. Com a elevação da temperatura essa condição é atendida pelas
ondas de menor comprimento (linha tracejada do gráfico da página 5).

A lei de Wien (WilhelmWien10) especifica que o comprimento de onda da


radiação máxima é inversamente proporcional a temperatura absoluta T.

7 Fís. Qualquer dos processos físicos de emissão e propagação de energia, seja por intermédio de fenômenos ondulatórios, seja por
meio de partículas dotadas de energia cinética

8 Stefan, Josef (1835-1893).


Físico austríaco. Famoso pela descoberta da lei sobre a radiação do corpo negro, em 1879. A teoria foi desenvolvida por Boltzmann, e
ficou conhecida como lei de Stefan-Boltzmann.

9 Boltzmann, Ludwig Eduard (1844-1906).


Físico austríaco. Elaborou a teoria cinética dos gases e introduziu a teoria das probabilidades na termodinâmica.

10 Wien, Wilhelm (1864-1928).

Físico alemão. Notável pelos descobrimentos relativos às leis da radiação térmica. Sua contribuição à radiação do corpo negro está
contida nas três leis de Wien. Prêmio Nobel de 1911.

27
λmax = onde:
a = constante que vale 2,9 . 106 nm ºK

Exemplo:

para T = 500ºK ➔ λmax = = 5,8 . 103 nm

para T = 4.000ºK ➔ λmax = = 0,725 . 103 nm

Essa lei também explica porque a cor de um corpo superaquecido (em brasa),
com a elevação da temperatura passa do vermelho escuro ao amarelo e ao
branco. No caso das lâmpadas halógenas (família dos halogênios11), ao
branco azulado.

3. Lei de Planck
As curvas observadas no gráfico da página 5, apresentam a lei fundamental
da radiação formulada por Planck12, que mostram a distribuição das
potências de radiação no espectro de um radiador ideal (corpo negro), em
função do comprimento de onda (λ) e diversas temperaturas T(ºK).

OBS: Enquanto as leis de Stefan-Boltzmann permitem o cálculo de toda a


energia irradiada e as leis de Wien determinam os máximos valores das
curvas, Planck obteve as leis que definem a variação dessas curvas.

Ainda em relação as curvas do gráfico da página 5, a lei de Planck poderá


ser melhor entendida se tomarmos como exemplo dois valores de temperatura
T.

Consideremos inicialmente a área compreendida pela curva cuja temperatura


é de 873ºK (área tracejada).
Comparando com a área da curva de temperatura mais elevada, por exemplo,
2.000ºK observa-se que a esta é bem maior. Unindo os dois valores máximos
dessas curvas (linha tracejada) observa-se que os valores máximos tendem a

inclinar-se para a esquerda em função de λ = , fundamentando a lei de


Wien.
Conclui-se portanto, que com a elevação da temperatura, parte da energia
irradiada alcança comprimentos de onda que estão dentro do espectro da luz
visível.

11 Halogênios
Família de elementos químicos não-metálicos que compõem o grupo VIIa da tabela periódica. Formada por flúor, cloro, bromo, iodo
e astato.

12 Planck, Max (1858-1947).


Físico alemão. Criou as bases da ciência moderna com o conceito de quantum e a teoria da descontinuidade da energia. Prêmio Nobel
de 1918

28
Uma lâmpada incandescente por exemplo, é anti-econômica para emitir luz,
pois a maior parte das radiações presentes localizam-se na faixa das ondas
invisíveis. Observe no gráfico da página 5 que o olho humano é sensível
apenas aos comprimentos de onda contidos na área mais escura.

FOTOELEMENTOS

Transformam energia luminosa em energia elétrica.


A figura abaixo representa o esquema de um fotoelemento (célula
fotovoltaica) de selênio.

1 - placa base
2 - camada semicondutora P
3 - camada semicondutora N
4 - camada de bloqueio (óxido de cádmio13)
5 - anel metálico

As técnicas para a construção de fotoelementos são muito similares às


empregadas na construção de semicondutores (transistores, diodos, etc.)

A princípio, sobre uma placa base é aplicada uma fina camada de material
semicondutor como o selênio14 ou o silício15 que pode ter condutividade. A
primeira camada é p onde existem abundância de lacunas.

Acima da primeira camada, aplica-se uma outra camada, também fina de


material n onde existe abundância de elétrons.

Acima da camada n é fixado um eletrodo de oposição ou bloqueio constituído


por uma camada metálica fina transparente à luz, geralmente óxido de
cádmio.

Para acabamento é colocado um anel metálico. O efeito fotoelétrico aparece


quando radiações luminosas passam pela camada metálica transparente à luz,
fazendo com que os elétrons da camada semicondutora n sejam liberados e
coletados pelo anel, tornando-o negativo.

A placa base torna-se então positiva e entre o anel e placa base


desenvolve-se uma diferença de potencial denominada Uo ou Vo.

13 Cádmio.
Elemento químico pertencente ao grupo IIb da tabela periódica. Símbolo químico: Cd. Número atômico: 48. Peso atômico: 112,4.

14 Selênio
Elemento químico pertencente ao grupo VIa da tabela periódica. Símbolo: Se. Número atômico: 34. Peso atômico: 78,96.

15 Silício

Elemento químico pertencente ao grupo IVa da tabela periódica. Símbolo: Si. Número atômico: 14. Peso atômico: 28,09.

29
A figura abaixo mostra o gráfico da dependência da tensão Vo e da
resistência interna Ri de um fotoelemento.

Observa-se que à medida que as radiações luminosas aumentam, cai e


resistência interna (Ri) e aumenta a tensão Vo.

A figura acima mostra o símbolo usado para representar um fotoelemento.

A tensão típica de saída (Vo) para um elemento de selênio é da ordem de


0,3V enquanto que para fotoelementos de silício é da ordem de 0,7V, para
máxima radiação luminosa.

A figura a seguir mostra a relação entre a corrente de emissão e a


intensidade luminosa perante cargas com resistências altas e baixas.

30
Analisando a curva acima, a variação é tanto menos linear quanto maior for
a carga, ou seja a variação é mais linear para cargas baixas (RL + Ri).

Os valores típicos de resistência interna são:

para células de selênio = 100Ω por cm2


para células de silício = 2 a 10Ω por cm2

temos então: Ri = , onde IK = corrente de curto

Io = , onde Ra é a resistência externa; Ri a resistência interna e Io


é a corrente fotoelétrica

Fotocélulas ou células fotoelétricas - Aplicações

Os fotoelementos na realidade podem ser definidos como fotocélulas ou


células fotoelétricas.

A fotocélula ou célula fotoelétrica pode ser comparada a um olho elétrico


que, em muitas de suas aplicações, pode substituir o humano. A vantagem
principal desse dispositivo é a sensibilidade a radiações que a retina do
homem não consegue perceber.

Fotocélula é um transdutor fotoelétrico, dispositivo que favorece a


transformação de um fenômeno luminoso em outro de natureza elétrica de
magnitude proporcional.

31
Assim, quando a luz incide sobre ela, a fotocélula produz ou deixa passar
corrente elétrica. Ao cessar a luz, cessa também a corrente. A fotocélula
pode ser de três tipos:

• fotoemissiva
• fotocondutora
• fotovoltaica

Nas células fotoemissivas ou fototubos, o fluxo luminoso determina a


emissão de um feixe de elétrons por parte de um catodo ou eletrodo
negativo, normalmente construído de prata, ouro ou cobre.

Os elétrons então, se aceleram mediante uma diferença de potencial e se


recolhem num eletrodo positivo ou anodo.

Esse conjunto fica no interior de uma ampola submetida ao vácuo. Os


fototubos de vácuo são empregados em medidas fotométricas de precisão e os
de gás, na leitura da faixa sonora de filmes cinematográficos.

As células fotocondutoras utilizam as características dos elementos


semicondutores, como o silício e o selênio, que modificam sua resistência
em função da natureza do foco luminoso que incide sobre eles.

São sólidos cristalinos de condutividade situada entre a dos metais e a


dos isolantes.

32
Quando se intercala uma célula fotocondutora num circuito formado por uma
bateria e uma resistência, a corrente elétrica se modifica com o fluxo
luminoso.

Por último, as células fotovoltaicas, sob a influência da luz, atuam como


geradores elétricos e provocam uma corrente cuja intensidade é
proporcional à do feixe luminoso incidente. Entre suas aplicações está a
comutação para leitura de fitas magnéticas.

A utilização de determinado tipo de célula fotoelétrica depende da


finalidade própria de cada caso. Quando se busca fidelidade e linearidade
em alto grau, as células fotoemissivas de vácuo são mais funcionais.

As células fotocondutoras e fotoemissivas de gás apresentam menor


fidelidade, porém são mais sensíveis. As fotovoltaicas são adequadas nos
casos em que não se requer alta fidelidade nem sensibilidade e podem ser
usadas como fonte de energia elétrica.

Características dos fotoelementos de selênio e silício

1. Células de selênio
A figura abaixo mostra o gráfico comparativo entre a sensibilidade do olho
humano e de uma célula ou fotoelemento de selênio.

Observa-se que a largura da curva de sensibilidade espectral é maior


para o fotoelemento de selênio em comparação a vista humana, mas, de forma
geral é bem próxima à sensibilidade média da vista humana.
33
Algumas aplicações:
1 - medição de tempo de exposição em máquinas fotográficas (fotômetros16)
2 - como acionadores de chaves de iluminação pública (interruptor
crepuscular)

Os fotoelementos de selênio possuem uma certa inércia, isto é, acompanha


variações de luminosidade até o limite de 1kHz. Desta forma, aplicações
que exijam repostas às variações de luminosidade acima dessa frequência,
não devem utilizar células de selênio.

Uma grande desvantagem das células de selênio é sua dependência em relação


a temperatura, pois um aumento da mesma provoca uma queda de Vo. Uma célula
de selênio poderá danificar-se se for usada por longo período em
temperaturas em torno de 60ºC.

2. Células de silício
A figura abaixo mostra a comparação entre a sensibilidade da vista humana
em relação a um fotoelemento de silício.

Observa-se que a célula de silício tem uma sensibilidade espectral máxima


em 800nm (vermelho escuro). Desta forma é muito utilizada em aplicações
que envolvam radiações infravermelhas.

Uma vantagem das células de silício em relação as de selênio, é que sua


frequência limite é da ordem de 50kHz, permitindo aplicações que envolvam
rápidas variações de luminosidade, além do que, sua temperatura de
operação é bem superior, da ordem de 150ºC.
Em condições idênticas, fotoelementos de silício fornecem corrente cerca
de 10 vezes maior do que os fotoelementos de selênio.
Por esse motivo as células de silício são muito utilizadas em sistemas de
medição e comando bem como, em carga de baterias de satélites.

FOTORRESISTORES

O fotorresistor é um componente que tem sua resistência variada pela ação


da luz, ou seja, à medida que aumenta a incidência luminosa sobre o mesmo,
sua resistência cai, conforme ilustra o gráfico abaixo.

16 Fotômetro
Instrumento utilizado para medir a energia de um feixe luminoso. Pode se basear em comparações efetuadas visualmente ou em
comparações quantitativas realizadas por meio de dispositivos fotoelétricos.

34
O fotorresistor é conhecido como LDR (do inglês Light Dependent Resistor)
e ao contrário dos fotoelementos, não fornece energia; sua resistência
varia pela ação da incidência luminosa. Na realidade, pode-se afirmar que
o LDR é um resistor variável.
Como o LDR não tem condutividade assimétrica (circula corrente nos dois
sentidos), é próprio para aplicações em CC e CA.
Fabricação:
Geralmente são utilizados dois tipos de materiais, dependendo do tipo de
aplicação a que se destina.
1 - sulfito de cádmio17 (CdS): quando usado na faixa das radiações visíveis
2 - sulfito de chumbo18 (PbS): quando usado na faixa das radiações
infravermelhas

17 Cádmio

Elemento químico pertencente ao grupo IIb da tabela periódica. Símbolo químico: Cd. Número atômico: 48. Peso atômico: 112,4.

35
Análise da corrente no fotorresistor

1 - Corrente no claro ( I ): é a corrente que circula pelo fotorresistor


na incidência de luz. Seu valor depende da intensidade luminosa, da tensão
aplicada, da temperatura da cor e das propriedades de uso fornecidas pelo
fabricante.

2 - Corrente no escuro ( Io ): é a corrente que circula pelo fotorresistor


na ausência total de luz. O valor de Io depende da tensão aplicada, da
temperatura e das propriedades de uso fornecidas pelo fabricante.

Um dos fatores que devem ser considerados nos fotorresistores é sua


inércia em relação ao tempo de crescimento e redução da corrente.

A figura abaixo mostra a curva representativa do tempo de elevação (tel) ou


crescimento.

O tempo de elevação (tel) é o tempo necessário para que a corrente varie de


zero até a 90% de seu valor.

O tempo de redução (tre) é outro parâmetro que deve ser conhecido. É o


tempo para que a corrente no fotorresistor seja reduzido a 10% do seu
valor a partir do momento em que cessar a luz incidente. Veja o gráfico a
seguir.

Analisando os dois gráficos, verifica-se que existe uma inércia


relativamente alta em relação a variação da resistência com a variação de
luminosidade. Para os fotorresistores fabricados a partir de CdS, esse
valor está entre 10ms e 1s. Por esse motivo os fotorresistores de CdS são
inadequados quando se exige uma rápida variação de resistência.

18 Chumbo
Elemento químico pertencente ao grupo IVa da tabela periódica. Símbolo: Pb. Número atômico: 82. Peso atômico: 207,21.

36
Resistência do LDR

A resistência do LDR de CdS é dada pela fórmula: R = A.L-α onde:

A = constante que depende do material (área a ser iluminada)


R = resistência em ohms
L = fluxo em lux ou lumen
α = constante que varia em função do CdS (0,7 a 0,9)

Taxa de recuperação: é o tempo que o LDR leva par atingir a resistência


máxima após ser levado bruscamente de um ambiente claro para um ambiente
escuro. O crescimento da resistência (típico) é da ordem de 200k por
segundo.
Tempo de ataque: é o tempo que a resistência do LDR leva para diminuir
quando se leva o mesmo de um ambiente escuro para um ambiente iluminado,
se o ambiente iluminado tiver um nível de 300 lux. Este tempo (típico) é
da ordem de 30ms.

LDRs de sulfito de cádmio – aplicações

A figura abaixo representa a sensibilidade espectral de um fotorresistor


construído a partir de CdS, fornecida pelo fabricante.

LDR-03

Verifica-se que a curva espectral do LDR de CdS abrange todo o espectro da


luz visível, sendo portanto adequado para ser utilizado em fotômetros.

Notações importantes nos manuais:

Tensão contínua ou tensão de pico alternada 75V


(UB)
Potência de perda: temperatura ambiente até 150mW
25ºC (P)
Potência de perda: temperatura máxima de 75ºC 40mW
(P)
Corrente passante pelo fotorresistor com U = 8mA
10V / 50 lux (I)
Corrente no escuro, com UB = 75V (Io) ≤ 10μA
Tempo de elevação (tel) 50ms
37
Tempo de redução (tre) 500ms
Valor da resistência com luminosidade zero ≤ 10MΩ
(Ro)
Valor da resistência com 1.000 lux (R) ≥ 80…120Ω
Sensibilidade espectral ver curva

EXERCÍCIO RESOLVIDO:

Um LDR deve fazer funcionar um relê, para que este acenda remotamente uma
lâmpada, conforme mostra o circuito abaixo. Determinar:

1. tensão que deve ser aplicada na bobina do relê


2. corrente do enrolamento do relê
3. resistência do enrolamento do relê

Dados:
UB = 12V
Tamb = 25ºC
E = 1.000lux (intensidade luminosa)
P = 120mW

A curva do LDR-03 é mostrada abaixo:

Solução:
- Pela curva do LDR-03, em 1.000 lux a resistência é de 100Ω
- A potência de perda para esse LDR a 25ºC deve ser no máximo de 120mW
- Com UB = 12V podemos calcular a corrente:

I2 = = = = 34,64mA

- Nestas condições, a queda de tensão no LDR será:

VLDR = 34,64mA . 100Ω = 3,464V

- Pelo relê teremos então uma corrente de 34,64mA e uma queda de tensão:

12V - 3,464V = 8,536V

38
- A resistência da bobina do relê deverá ser: RRELÊ = = 246,42Ω

Resposta:
Tensão a ser aplicada na bobina do relê: 8,536V (adotar 9V)
Corrente no enrolamento do relê: 34,64mA (adotar 35mA)
Resistência da bobina (enrolamento do relê): 246,42Ω (adotar 250Ω)

PROJETO: INDICADOR DE INTERRUPÇÃO DE FEIXE LUMINOSO

O presente projeto é um circuito bem simples, que tem por finalidade fazer
acender uma lâmpada (ou acionar qualquer outro dispositivo) quando é
interrompido o feixe de luz incidente sobre o LDR. Veja o circuito abaixo.

Funcionamento:
a) o circuito é alimentado por corrente contínua, proveniente de uma
retificação de meia onda com Tr1, D1 e C1.
b) O LDR em série com R1 forma uma circuito de polarização da base do
transistor, de tal forma que, com o LDR sem iluminação a tensão VBE seja
aproximadamente zero. Como o transistor nestas condições está operando em
corte, o relê não liga.
c) Quando ocorrer uma incidência luminosa sobre o LDR, sua resistência
diminuirá e o divisor de tensão deverá fornecer uma tensão de polarização
VBE suficiente para levar o transistor na condição de saturação, ligando o
relê.
d) O diodo D2 em paralelo com a bobina do relê tem a função de proteger o
transistor do efeito de auto-indução19, que ocorre quando do desligamento
do relê. Nestas condições a auto-indução tendo um sentido contrário,
polarizará o diodo diretamente absorvendo-a (lembrar que na polarização
direta a resistência de junção do diodo é muito baixa).

Valores típicos do projeto para fins de orientação:

Tr1 = transformador 110V - 12V - 200mA


C1 = capacitor eletrolítico, 470μF / 25V

19 O fenômeno da indução eletromagnética em que o campo magnético indutor é gerado pelo próprio circuito onde se estabelece a
força eletromotriz induzida.

39
D1, D2 = diodos 1N4002
T1 = transistor BC547
LP = lâmpada 110V/60W
R1 = resistor de 1kΩ a 10kΩ (determinar experimentalmente com trimpot)
RL = relê para DC: bobina 330 a 500Ω - contatos 5A - 12V
LDR-03 = LDR com resistência no escuro >10kΩ e resistência no claro
(1.000lux) de 50 a 400Ω.

LDRs de sulfito de chumbo - aplicações

A figura abaixo representa a sensibilidade espectral de um fotorresistor


construído a partir de PbS, fornecida pelo fabricante.

A figura mostra a elevada sensibilidade do componente às radiações


infravermelhas, atuando com grande vantagem perante radiações invisíveis
de calor.

Um fotorresistor de PbS é muito utilizado para informar o estado rubro do


ferro ou aço em fusão, na faixa das radiações infravermelhas, uma vez que,
uma material no estado de fusão emite luz contínua.
Uma aplicação para o LDR de PbS é ilustrada na figura abaixo.

Neste exemplo uma barra de aço no estado rubro desloca-se por uma esteira.
A mesma emite então radiações luminosas muito próximas ao infravermelho
que são captadas por um sensor contendo um LDR de PbS.

O sensor recebe essas informações em forma de pulsos provenientes de um


cartão perfurado que gira em sincronia com um pequeno motor. Ao perceber
os pulsos a presença da barra de aço é registrada e a velocidade da
esteira controlada.

40
Controlando a velocidade da esteira:

Suponhamos que a esteira esteja movimentando a barra de aço a uma


velocidade de 5 m/s e que a partir do momento em que a barra é registrada
pelo sensor essa velocidade deva reduzir-se a 5 cm/s. Qual deve ser a
frequência dos pulsos emitidos pelo cartão perfurado, supondo que o
circuito atue somente após 3 pulsos claros e 3 pulsos escuros? (Obs: os
pulsos escuros ocorrem por causa da interrupção do feixe)

Solução:

5cm = 0,05m ➔ 1 metro = 100cm

como a velocidade da esteira é de 5m em 1 segundo, temos: 0,05m em

Conclui-se então que o circuito deve atuar após

Como nesse intervalo de tempo devem ocorrer 3 pulsos claros e 3 pulsos

escuros a frequência dos pulsos será:

Portanto: s = 300 pulsos, o que significa que a frequência do cartão


perfurado deve ser de 300Hz.

Conclusão: O sensor formado pelo fotorresistor de PbS tem duas funções


importantes:

a) registrar o comprimento do bloco


b) registrar a temperatura, uma vez que para diferentes temperaturas a
sensibilidade espectral é diferenciada.

Alguns valores característicos para LDRs de PbS (notação de manuais)

Tensão de alimentação (UB) 250V


Valor máximo da corrente (I) 0,5mA
Valaor máximo da sensibilidade espectral ≅ 2,5 . 103 nm
Resistência no escuro ≅ 5MΩ
Frequência de impulsos (f) 800Hz
Temperatura ambiente (t) ou (Tamb) 60ºC
Potência de radiação incidente sobre a 10 . 10-6
superfície (P) W/cm2
Potência de perdas no fotorresistor (Pp) 100mW
Área total a ser iluminada (A) 0,36cm2
Constante de tempo (τ) 75μs

41
EXERCÍCIO RESOLVIDO
O circuito abaixo é um fotômetro básico, formado por um LDR de CdS, onde o
miliamperímetro tem sua escala calibrada em lux.

Determinar o valor de Rs, sabendo-se que:

E = 1,5V
Ri do mA = 10Ω
RLDR = 10Ω em 1.000 lux
RLDR = 10kΩ em 10 lux
WMAX (potência máxima do LDR) = 30mW

Solução:
Devemos calcular a máxima corrente do LDR em 1.000 lux

P = R.I2

0,03 = 10.I2

ILDR = IT = = 54,77mA

A resistência total em 1.000 lux deve ser: = 27,39Ω

Escrevendo a equação da malha: E - I(Rs + Ri + RLDR) = 0

Assim: Rs = 27,39Ω - 20Ω = 7,39Ω


Em 10 lux a corrente pelo LDR será:

ILDR = = 1,73mA

FOTODIODOS

Os fotodiodos são fabricados a partir do germânio e do silício (atualmente


o silício prevalece na fabricação desses dispositivos).

Sua sensibilidade luminosa baseia-se no efeito fotoelétrico que neles


ocorre, no qual a camada semicondutora modifica o valor de sua resistência
no sentido do bloqueio, dependendo da incidência luminosa.

A corrente em um fotodiodo eleva-se diretamente à intensidade da


incidência luminosa.

42
Para que o efeito fotoelétrico seja influenciado o menos possível por
fontes externas de luz, o mesmo é envolto de tal forma que a luz atinge a
parte fotossensível apenas através de uma pequena abertura. Geralmente são
dotados de lentes para concentrar ainda mais o feixe luminoso.

A figura abaixo mostra o aspecto físico de um fotodiodo e símbolos mais


utilizados.

O fotodiodo é um dispositivo de junção pn cuja região de operação é


limitada pela região de polarização reversa.

Para uma determinada tensão reversa (Vλ) aplicada, a corrente (Iλ) aumenta
à medida que aumenta a intensidade luminosa.

A figura a seguir mostra as curvas características de um fotodiodo.

Para uma dada tensão reversa, observa-se que um incremento da intensidade


luminosa aumenta em um incremento quase linear da corrente reversa. A
figura abaixo ilustra o gráfico intensidade luminosa x intensidade
luminosa para uma tensão reversa de 30V.

43
Nos gráficos acima a intensidade luminosa é dada em foot-candles (fc).
A intensidade do fluxo luminoso é normalmente medida em lm/ft2 (foot-
2
candles) ou ainda em W/m . Desta forma:

lm/ft2 = fc = 1,609 . 10-12 W/m2 ➔ 1 lúmen equivale a 1,496 . 10-10 W

A corrente negra é a corrente que existirá sem nehuma iluminação aplicada.


A corrente somente será zero, se for aplicada uma polarização positiva
igual a Vo.

Diferenças entre lúmen e lux.

Lux:
Unidade de medida de iluminamento no sistema internacional de medidas.
Corresponde ao iluminamento de uma área igual a 1m2 que recebe na direção
normal um fluxo luminoso de um lúmen distribuído de modo uniforme
(abrevia-se lx).
Lúmen:
Unidade de fluxo luminoso definida como uma emissão de uma fonte de
intensidade igual a 1 candela20 no interior de um ângulo sólido de um
esferorradiano21 (abrevia-se: lm).

Em outras palavras, enquanto a unidade de medida “lux”define o


iluminamento de uma determinada área, “lúmen” define um fluxo luminoso
incidente um uma superfície qualquer.

A figura abaixo ilustra a sensibilidade espectral dos elementos Ge


(germânio22), Si (silício) e Se (selênio) em comparação à visão humana.

20 Candela
Unidade física de intensidade luminosa, igual a 1/60 de centímetro quadrado, da superfície de um radiador perfeito, na temperatura da
solidificação da platina, 1.772o C. Adotada em 1948, com base na X Conferência Internacional de Pesos e Medidas.

21 Esferorradiano
Unidade de medida de ângulo sólido, igual ao ângulo sólido, com vértice no centro de uma esfera, que subtende na superfície desta
esfera uma área medida pelo quadrado do raio da esfera.
22
Germânio
Elemento de número atômico 32, cristalino, cinza-metálico, semicondutor com importante emprego na manufatura de circuitos
transistorizados [símb.: Ge].

44
A grande vantagem dos fotodiodos de germânio e silício é que são adequados
para locais com temperaturas ambientes elevadas (50ºC para o Ge e 120ºC
para o Si), além de ter dimensões bem reduzidas.

A seguir, as principais características dos fotodiodos.

Tipo Temp. Tensão Frequê Corren Potênc Máxima


de de de ncia te no ia de sensibi
fotodi operaç alimen limite escuro perda lidade
odo ão tação ( f ) ( I ) ( P ) espectr
( t ) ( UB ) al
Ge 50ºC 30V 50kHz 15μA 30mW 1,5 .
103 nm
Si 120ºC 30V 35kHz 2μA 100mW 1,1 .
3
10 nm

Circuitos com fotodiodos


Embora existam uma infinidade de circuitos que empregam fotodiodos, uma
das aplicações mais simples e muito utilizada é como uma chave eletrônica,
conforme mostra o circuito abaixo.

45
A carga é uma lâmpada que deve acender quando o ambiente escurecer. Para
isso um fotodiodo é utilizado na entrada de um circuito disparador com
SCR23.

Enquanto o ambiente estiver claro, a resistência do fotodiodo é baixa e a


tensão sobre os seus terminais não é suficiente para disparar o SCR. A
partir do momento que o ambiente escurecer, a resistência do fotodiodo
aumenta e a tensão nos seus terminais sobre, a ponto de disparar o SCR,
acendendo a lâmpada.

Uma outra aplicação é mostrada na figura abaixo.

O ganho do A.O. (amplificador operacional) é dado por A = - .


A cada nível de iluminação a resistência do dispositivo é diferente, ou
seja, quando menor o nível de iluminação maior a resistência Rd,
diminuindo o ganho do circuito e consequentemente, menor é a tensão de
saída (Vo). Quando aumenta o nível de iluminação, Rd diminui e ocorre um
aumento do ganho e da tensão de saída.

Se na saída do A.O. for colocado um medidor com escala calibrada em lux,


teremos construído um medidor de intensidade luminosa.

DIODOS EMISSORES DE LUZ (LEDs)

O diodo emissor de luz - LED (light emitting diode) emite luz quando
devidamente energizado ou corretamente polarizado.

Funcionamento básico: Quando um diodo é diretamente polarizado, ocorre


nas proximidades da junção uma recombinação de elétrons e lacunas, sendo
que, esta recombinação exige que a energia possuída por um elétron livre
seja transferida para um outro estado.

Em todas as junções pn semicondutoras, uma parte da energia é emitida na


forma de calor e outra na forma de fótons. Nas junções formadas por
germânio e silício a maior parte da energia é emitida na forma de calor e
uma parte insignificante na forma de luz.

Em outros materiais como o fosfeto de arsenieto de gálio (GaAsP), o


fosfeto de gálio (GaP) ou simplesmente o arsenieto de gálio (GaAS) a luz
emitida é suficiente de tal forma a tornar-se bastante visível.

O processo de emissão de luz por aplicação de uma fonte elétrica de


energia em uma junção pn é chamado eletroluminescência.
23 SCR - Retificador controlado de silício, muito utilizado como relê eletrônico.

46
Estrutura Básica: Basicamente a estrutura é idêntica a dos diodos de
junção convencionais. A figura abaixo mostra o que ocorre numa estrutura
formada por uma junção pn de GaAsP.

1 - Quando o LED é ligado a uma fonte de corrente os elétrons são


introduzidos na região N.
2 - Para cruzar a barreira de potencial formada pela junção, eles são
transferidos para a banda de condução.
3 - Após a passagem pela junção os elétrons caem de volta para as lacunas
na banda de valência e liberam sua energia excedente na forma de fótons
(radiação de recombinação).

A figura abaixo ilustra a estrutura básica de um diodo LED fabricado com


tecnologia planar.

1 - Tipicamente consistem de uma pastilha semicondutora P, com uma camada


difundida tipo N.
2 - A camada P geralmente é colocada na base metálica pois esta tende a
ser menos transparente à radiação.
3 - A princípio pode-se imaginar que a emissão de luz se dá mais via
camada N, no entanto, a radiação gerada na junção pode ser emitida por
todas as partes do diodo não bloqueadas.
47
4 - Geralmente a base metálica é reflexiva para melhor aproveitamento da
luz gerada pelo dispositivo.

A figura ao lado ilustra a emissão de luz


num LED de forma hemisférica.

O aspecto físico dos LEDs varia bastante,


sendo que a configuração ideal da pastilha
semicondutora é a hemisférica, por não
conter superfícies que causem perdas por
reflexão. No entanto, são muito mais caros
em relação às pastilhas fabricadas com
tecnologia planar.

Para minimizar o problema as pastilhas


“planar” são encapsuladas com material claro com índice de refração
intermediário entre o do semicondutor e o ar. O material mais utilizado é
o epóxi transparente, pois permite aumentar em quase três vezes a saída de
luz se comparado a um diodo LED não encapsulado.

A figura abaixo ilustra algumas configurações físicas de LEDs.

A figura abaixo mostra as curvas de resposta espectral para LEDs de várias


cores.

48
Observa-se no gráfico acima que a banda espectral a partir da intensidade
relativa igual a 0,5 é bastante estreita. A largura de banda é uma
característica muito importante nos LEDs, pois permite fabricar lâmpadas
indicadoras que emitem luz nas cores amarela, âmbar, verde ou vermelha sem
o uso de filtros.

Isto representa uma grande vantagem nas comunicações ópticas pelas razões:

1 - Os LEDs podem ser programados para fornecer uma saída de pico


correspondente à sensibilidade dos detectores disponíveis, tornando a
detecção mais eficiente em relação aos dispositivos que usam banda larga.

2 - A banda estreita equivale a um filtro que transmite apenas os


comprimentos de onda que interessam, ajudando a eliminar interferências
externas de fontes de luz.

3 - Os LEDs de GaAsP e GaAs são ideais para comunicações em frequências


altas, podendo ser modulados ao redor de 100MHz. Os LEDs fabricados com
GaAs compensados com silício podem ser modulados ao redor de 1MHz.
Relação entre tensão, corrente e a saída de luz
A figura abaixo mostra a curva de tensão x corrente em um LED de GaAs.

Existe um limite para a tensão reversa e a corrente direta em no LED sem


que este seja danificado. O valor típico da corrente direta varia de 50 a
100mA, podendo operar com tensões reversas da ordem de 1,7 a 3,5V.

A saída de luz dos LEDs varia geralmente de forma linear, de acordo com a
corrente que por ele circula.

A figura a seguir é típica de um LED emissor de luz vermelha de GaAsP,


onde nota-se uma perfeita linearidade da emissão de luz até uma corrente
de 80mA.

Acima dessa corrente a emissão começa a declinar em relação ao valor de


pico, em virtude do sobreaquecimento da pastilha do mesmo.

Para contornar esse problema o dispositivo deveria ser instalado num


dissipador de calor, que em alguns casos é desaconselhável por fatores
econômicos.

49
O relacionamento entre a corrente no LED e a saída de luz é interessante
para algumas aplicações, como por exemplo comunicação por modulação de
amplitude da voz humana e potenciômetros ópticos.

Exemplo:

No circuito abaixo deseja-se calcular o valor do resistor Rs e sua


potência para que o LED opere em 1,8V sob uma corrente de 60mA.

Solução:

Rs = = = 220Ω

A potência no resistor Rs será: PRS = R . I2 = 220 . (0,06)2 = 0,792W

Vida útil do LED


Uma grande vantagem dos LEDs é sua longa vida útil, por reunirem todas as
vantagens inerentes aos semicondutores:
1 - são robustos
2 - sua fabricação é fácil e barata
3 - não exigem altas tensões de operação
4 - trabalham numa ampla faixa de temperaturas

Enquanto lâmpadas piloto incandescentes tem uma vida útil que raramente
chega a 10.000 horas, os LEDs podem durar em operação contínua 100.000
horas ou mais.

Alguns estudos de aceleração de vida útil indicaram que os LEDs podem


operar até por 100 anos antes que sua luminosidade caia pela metade em
relação ao valor inicial.

50
DIODOS EMISSORES DE INFRAVERMELHO

Os diodos emissores de infravermelho (IV) são construídos a partir do


arsenieto de gálio (GaAs), que quando diretamente polarizados emitem um
feixe de fluxo radiante.

A construção básica é mostrada na figura a seguir e funciona da seguinte


forma:

1 - quando a junção pn é diretamente polarizada, os elétrons da região n


se recombinam com as lacunas excedentes da região p.
2 - essa recombinação ocorre em uma região especialmente projetada para
tal finalidade, que situa-se entre as regiões p e n.
3 - ocorre então a radiação de energia em forma de fótons.
4 - os fótons gerados são reabsorvidos pela estrutura ou abandonarão a
superfície do dispositivo na forma de energia radiante, representada pela
letra grega Φ.

A relação entre a corrente direta e o fluxo radiante é praticamente


linear, conforme mostra o gráfico abaixo.

O fluxo radiante é dado em mW e a corrente direta é representada por IF.

A construção interna de um dispositivo emissor de IV é mais sofisticada,


pois deve ser levado em consideração o ângulo de radiação.

51
Quando o dispositivo é construído com direcionamento interno o ângulo de
radiação é bastante estreito em comparação aos dispositivos construídos
sem direcionamento interno, conforme ilustra o gráfico abaixo.

Símbolo

Algumas aplicações:
- leitores de cartões e fitas perfuradas
- codificadores para perfuradores de cartões e fitas de papel
- sistemas de transmissão de dados
- alarmes

Referências bibliográficas:

ELETRÔNICA vols. 1 e 2 - Malvino, Ed. McGraw-Hill - SP


MICROELETRÔNICA E DISPOSITIVOS - Horenstein, Ed. Prentice-Hall do Brasil -
RJ

52
DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS TEORIA E CIRCUITOS - Boylestad, Nashelsky, Ed.
Prentice-Hall do Brasil - RJ
ELETRÔNICA APLICADA - L.W. Turner, Hemus Editora Ltda. - SP
ELECTRONIC CIRCUITS AND APPLICATIONS - Grobb, Ed. Mc Graw-Hill
International

53
DOBRADORES DE TENSÃO
OBJETIVOS: Entender o funcionamento dos dobradores de tensão; calcular as
tensões na saída dos dobradores de tensão.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Um dobrador de tensão produz uma tensão média aproximadamente igual


ao dobro da tensão de pico da entrada.
São muito usados em cargas de alta tensão e de baixa corrente. Em
muitos casos os projetistas preferem utilizar dobradores de tensão em
lugar de transformadores elevadores de tensão, porquanto, os
transformadores além de serem mais caros e mais pesados, ocupam maior
espaço.
Com um triplicador de tensão por exemplo, o valor médio da tensão na
saída (Vdc) é aproximadamente três vezes o valor de pico da tensão de
entrada. No entanto, à medida que se multiplica a tensão, o fator de
ondulação vai piorando.
Trataremos nesta experiência de analisar o comportamento de um
dobrador de tensão de meia onda e de um dobrador de tensão de onda
completa.
Podemos calcular de maneira aproximada a tensão na saída de um
dobrador de tensão:
Vdc = Vrms x 2,82 ou
Vdc = 2Vp

Para um dobrador de tensão de 1/2 onda, a freqüência de ondulação é


igual a freqüência da tensão a ser retificada, enquanto que essa
freqüência dobra para o dobrador de tensão de onda completa.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Módulo de ensaios para retificadores
1- Multímetro digital ou analógico
1- Osciloscópio

DOBRADOR DE TENSÃO DE 1/2 ONDA

1- Meça a resistência dos enrolamentos do primário e do secundário (Es1 +


Es2) do transformador, e anote esses valores na tabela 1.
2- No circuito dobrador de tensão de 1/2 onda, suponha que a tensão em
cada um dos secundários seja de 12V.

Calcule e anote os valores listados na tabela 2.

Tabela 1: Resistência dos enrolamentos do transformador


RPRIMÁRIO
RSECUNDÁRIO (secundário 1)
RSECUNDÁRIO (secundário 2)
RSECUNDÁRIO (secundário 1 + secundário 2)

54
Tabela 2: Dobrador de 1/2 onda
CALCULADO MEDIDO
Tensão eficaz no secundário (Es1 12,6V
ou Es2)
Tensão média na carga
Corrente média na carga
Potência média na carga
Freqüência de ondulação
Tensão de pico a pico de
ondulação
Porcentagem de ondulação

3- Execute a fiação do circuito abaixo:

4- Meça e anote todos os valores listados na tabela 2.

DOBRADOR DE TENSÃO DE ONDA COMPLETA

5- Repita os procedimentos 2, 3 e 4 para o dobrador de tensão de onda


completa abaixo. Use a tabela 3 para anotar os valores calculados e
medidos. Observe que o resistor de carga está em paralelo com os dois
capacitores em série.

VERIFICAÇÃO DE DEFEITOS:

6- Suponha que o capacitor C1 esteja aberto, no circuito dobrador de tensão


de 1/2 onda. Calcule o valor médio da tensão na carga, a freqüência de
ondulação e o valor da ondulação de pico a pico, registrando esses valores
na tabela 4.
55
7- Monte o circuito simulando o defeito (basta para isso não ligar o
capacitor no circuito), meça e anote os valores listados na tabela 4.
8- Religue o capacitor e suponha agora que o diodo D2 esteja aberto. Repita
os procedimentos anteriores, anote os valores listados na tabela 4.
(simule o defeito em D2 não ligando-o ao circuito)
9- Religue o diodo D2 e suponha agora que C2 esteja aberto. Repita os
procedimentos anteriores.

Tabela 3: Dobrador de onda completa


CALCULADO MEDIDO
Tensão eficaz no secundário (Es1 12,6V
ou Es2)
Tensão média na carga
Corrente média na carga
Potência média na carga
Freqüência de ondulação
Tensão de pico a pico de
ondulação
Porcentagem de ondulação

Tabela 4: Verificação de defeitos

CALCULADO MEDIDO
Vdc f Vr Vdc f Vr
C1 aberto
D2 aberto
C2 aberto

PROJETO:
10 - Calcule o valor de um capacitor de filtro, para o circuito dobrador
de tensão de 1/2 onda desta experiência, a fim de obter uma tensão de
ondulação de pico a pico de aproximadamente 10%, com uma carga de 3kΩ.
Anote os valores calculados na tabela 5.
11- Monte o circuito que você projetou, meça e anote os valores listados
na tabela 5.

Tabela 5: Projeto
CALCULADO MEDIDO
Tensão eficaz no secundário 12,6V
Tensão média na carga
Corrente média na carga
Potência média na carga
Freqüência de ondulação
Capacitor de filtro sem anotação
Tensão de pico a pico de
ondulação
Porcentagem de ondulação

CONCLUSÕES:
1- Analise o comportamento dos dobradores de tensão de 1/2 onda e de onda
completa. Faça uma comparação entre os valores listados na tabela 6 e
apresente conclusões.

56
Tabela 6: Comparação entre o dobrador de 1/2 onda e o dobrador de onda
completa
Dobrador de 1/2 Dobrador de onda
onda completa
Tensão média na carga
Corrente média na carga
Potência média na carga
Freqüência de ondulação
Tensão de pico a pico de
ondulação
Porcentagem de ondulação

QUESTÕES:

1- Nesta experiência, a tensão de saída do dobrador de tensão de 1/2 onda


foi aproximadamente igual:
a) tensão de pico do primário
b) tensão eficaz do secundário
c) o dobro da tensão de pico do secundário
d) o dobro da tensão de pico que alimenta o dobrador

2- A freqüência de ondulação do dobrador de tensão de 1/2 onda foi:


a) 60Hz b) 120Hz c) 240Hz d) 480Hz

3- O dobrador de tensão de onda completa tem uma freqüência de ondulação


de:
a) 60Hz b) 120Hz c) 240Hz d) 480Hz

4- A tensão de pico a pico de ondulação de um dobrador de tensão de onda


completa, comparada com um dobrador de tensão de 1/2 onda é:
a) metade b) a mesma c) o dobro

5- Suponha que no circuito dobrador de onda completa desta experiência


tenhamos os seguintes dados:
- Resistência do primário do transformador: 30Ω
- Resistência do secundário do transformador
(enrolamento que alimenta o dobrador): 1Ω
- Tensão no primário: 127V
- Tensão no secundário: 13,4V

Calcule a resistência equivalente de Thèvenin vista pelos


capacitores.

6- Explique resumidamente o funcionamento de um dobrador de tensão de 1/2


onda.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

7- Explique resumidamente o funcionamento de um dobrador de tensão de onda


completa.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

57
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

8- Suponha que no circuito dobrador de tensão de onda completa, os dois


capacitores entrem em curto. O que acontece com os diodos?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

9- Desenhe no quadro a seguir, a forma de onda de um dobrador de onda


completa.

58
CIRCUITOS RETIFICADORES
OBJETIVOS: Analisar o funcionamento dos três retificadores básicos e suas
respectivas formas de onda; calcular os valores de pico, médio e de pico a
pico dos retificadores básicos.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Os três retificadores básicos são: 1/2 onda, onda completa em ponte e


onda completa com tomada central (CT). A freqüência de saída de um
retificador de 1/2 onda é igual à da entrada, enquanto que para os
retificadores de onda completa, a freqüência de saída é o dobro da de
entrada.

Nesta experiência você montará todos os três tipos de retificadores e


medirá suas características de entrada e de saída.
Para os retificadores de 1/2 onda a tensão média na saída sem
filtragem é da ordem de 0,3185Vmax, enquanto que para os retificadores de
onda completa, com tomada central ou em ponte a tensão média na saída sem
filtragem é da ordem de 0,637Vmax.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Transformador 220V/9+9V ou 220V/12+12V
1- Multímetro digital
1- Osciloscópio
4 – Diodos 1n4007
1 – Resistor de 1K5

59
RETIFICADOR DE 1/2 ONDA

1- No circuito 1, a tensão nominal no secundário do transformador é de


12VCA. Calcule também a tensão média na saída, a corrente CC e a freqüência
de ondulação. Anote os valores calculados na tabela 1.
2- Execute a fiação do retificador de 1/2 onda mostrado no circuito 1.
3- Meça a tensão eficaz no secundário do transformador e anote na tabela
4- Meça e anote a tensão média na carga. Meça e anote também a corrente
média no diodo.
5- Ligue o osciloscópio para observar a forma de onda na carga RL. Anote o
valor da tensão de pico do sinal retificado. A seguir meça o período da
tensão de saída.

RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA COM PONTO DE NEUTRO

6- Baseando-se no circuito 2, calcule e anote os valores de cada grandeza


listada na tabela 2.

7- Execute a fiação do circuito 2.

8- Meça e anote os valores de cada grandeza listada na tabela 2 (medir a


corrente média em cada diodo).

RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA EM PONTE

CIRCUITO 3

9- No circuito acima, calcule e anote o valor de cada grandeza listada na


tabela 3.

10- Execute a fiação do circuito 3.

11- Meça e anote os valores de cada grandeza listada na tabela 3 (medir a


corrente média de cada diodo).

60
TABELA 1: RETIFICADOR DE 1/2 ONDA

GRANDEZA PARÂMETRO CALCULADO MEDIDO


Tensão eficaz no Vef
secundário
Tensão de pico na Vp
carga
Tensão média na saída Vcc
Corrente média no ID
diodo
Freqüência de saída f
Corrente média na Icc
carga

TABELA 2: RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA

GRANDEZA PARÂMETRO CALCULADO MEDIDO


Tensão eficaz no Vef
secundário
Tensão de pico na Vp
carga
Tensão média na saída Vcc
Corrente média em ID
cada diodo
Freqüência de saída f
Corrente média na Icc
Carga

TABELA 3: RETIFICADOR EM PONTE


GRANDEZA PARÂMETRO CALCULADO MEDIDO
Tensão eficaz no Vef
secundário
Tensão de pico na Vp
carga
Tensão média na saída Vcc
Corrente média em ID
cada diodo
Freqüência de saída f
Corrente média na Icc
Carga

61
QUESTÕES:

1- Para medir a tensão eficaz no secundário de um transformador, é melhor


usar:
a) um osciloscópio
b) um amperímetro
c) um voltímetro com terminal comum aterrado
d) um voltímetro em flutuação

2- Com o retificador de onda completa com tomada central desta


experiência, a tensão média na carga aproximou-se de:
a) 1V b) 3V c) 6V d) 9V e)12V

3- A tensão média de saída de um retificador em ponte, comparada com a


tensão média de saída de um retificador de onda completa com tomada
central, foi de aproximadamente:
a) metade do valor b) o mesmo valor
c) o dobro do valor e) 60Hz

4- Dos três tipos de retificadores testados, aquele que apresentou o maior


valor médio de tensão na saída foi:
a) meia onda
b) onda completa com tomada central
c) em ponte
d) nenhum deles

5- Que porcentagem de tensão média existe na saída de um retificador em


ponte em relação ao valor eficaz da tensão de entrada?
a) 31,8% b) 45% c) 63,6% d) 90%

62
RETIFICADOR SIMÉTRICO

O retificador simétrico mostrado no circuito acima, muito utilizado


atualmente, tem a característica de fornecer duas tensões de valores
absolutos iguais, porém de polaridades opostas.

Assim, na carga RL1 (pontos A e B) obtém-se uma tensão de saída positiva,


enquanto que na carga RL2 (pontos B e C), obtém-se tensão negativa.

Observa-se que o ponto B, ligado ao terra coincide com o CT (tomada


central do secundário do transformador - TAP), também aterrado.

A retificação da tensão para cada uma das cargas é de onda completa,


o que significa que o valor médio da tensão para cada uma das cargas é:
Vdc = 0,637Vmax., mais precisamente, [(Es1 x 1,41) - Vd ] x 0,637 tanto
para valores positivos como para valores negativos.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Transformador 220V/9+9V
1- Multímetro digital
1- Osciloscópio
4 – Diodos 1n4007
2 – Resistores de 1K5

PROCEDIMENTO:

1- Calcule e anote todas as grandezas listadas na tabela 6.

2- Meça e anote esses valores, utilizando o osciloscópio quando


necessário.

3- Utilize os dois canais do osciloscópio, observe as formas de onda nos


pontos A e C, referenciados ao ponto B e desenhe as formas de onda.

63
TABELA 6: RETIFICADOR SIMÉTRICO
GRANDEZA PARÂMETRO CALCULADO MEDIDO
Valor eficaz da tensão Vef
em Es1 e Es2
Valor médio da tensão em Vcc RL1
RL1
Valor médio da tensão em Vcc RL2
RL2
Tensão de pico em RL1 Vp RL1
Tensão de pico em RL2 Vp RL2
Valor médio da tensão
entre os pontos A e C Vcc_AC
Freqüência na carga F
Corrente média nos ID
diodos
Corrente média em RL1 Icc RL1
Corrente média em RL2 Icc RL2

QUESTÕES:

1- Cite pelo menos uma aplicação importante para os retificadores


simétricos.
________________________________________________________________________

2 - Em um retificador simétrico, as cargas podem consumir correntes


diferentes? Por quê?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

64
FILTRO CAPACITIVO
OBJETIVOS:
a) verificar experimentalmente o comportamento e a atuação da filtragem
capacitiva nos circuitos retificadores;
b) calcular o valor médio da tensão retificada na carga;
c) observar o efeito do capacitor de filtro na tensão de ondulação
(ripple).

INTRODUÇÃO TEÓRICA
A saída de um retificador é um sinal CC pulsante. A utilização deste tipo
de saída está limitada à carga de baterias, rotação de motores CC e
algumas outras aplicações. O que a maioria dos circuitos eletrônicos
precisa é de uma tensão CC constante, do mesmo tipo que é produzida por
uma bateria.

Conectando-se um capacitor na saída de um retificador, nós podemos obter


uma tensão na carga que é aproximadamente constante, similar à uma
bateria.

Idealmente, a tensão na saída de um retificador com capacitor de filtro é


bem próxima do valor de pico da tensão retificada, descontando-se o valor
da tensão de ondulação (ripple) de pico a pico.

Quanto mais eficiente for o circuito de filtro, menor será a tensão


de ondulação e portanto, maior será o valor médio da tensão na saída.

Aproximadamente, podemos dizer que:

Vcc = (Vp - Vd) – Vrpp/2

onde:

Vp = tensão de pico na carga


Vrpp = Valor ret. máximo - Valor ret. mínimo
Vd = tensão no diodo (0,7 no retificador meia onda e 1,4 no onda
completa)
Vcc = tensão média na carga

A tensão de ondulação, Vrpp, representa a ondulação da tensão de pico a


pico, assim ela pode ser calculada como:

Vrpp = ( I ) / fC

Onde:

Vrpp = tensão de pico a pico da ondulação


I = Corrente de carga CC
f = frequência de ondulação (60Hz no meia onda e 120Hz no onda completa)
C = capacitância

65
A freqüência de ondulação de saída em um retificador de 1/2 onda é
igual a freqüência da tensão que está sendo retificada, enquanto que para
retificadores de onda completa, essa freqüência dobra.

Nesta experiência você fará, através de medições, uma análise


comparativa da eficiência de um filtro capacitivo, em um retificador de
onda completa e em um retificador de 1/2 onda.

Corrente de Surto

Corrente de surto é a corrente que surge quando o capacitor é ligado pela


primeira vez, e estando totalmente descarregado irá se carregar
totalmente, e portanto, a corrente inicial é grande.

A corrente de surto pode ser calculada da seguinte forma:

Isurto = ( V carga pico ) / Rth

A resistência de Thevenin é basicamente a resistência no ponto de conexão


do capacitor.

Aproximadamente será a resistência do enrolamento do secundário +


resistência de corpo dos diodos (rb).

A resistência de corpo dos diodos pode ser calculada como:

Rb = (VD – 0,7)/ID

Os valores de VD (tensão direta) e ID ( corrente direta) são indicadas nas


folhas de dados dos diodos.

O valor calculado da corrente de surto indicará a escolha do diodo para o


projeto, pois o valor calculado deverá ser menor que a corrente de surto
suportada pelo diodo.

O tempo de carga do capacitor pode ser calculado pela constante de tempo


= R.C.
Sabendo que 5 equivalem a carga completa do capacitor.
Neste caso R pode ser a Rth.

Com o objetivo de reduzir a corrente de surto pode ser adicionado ao


circuito um resistor adicional, antes da conexão do capacitor, com o
objetivo de aumentar a Rth. Comumente este resistor é chamado de resistor
de surto.

66
PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1– transformador 220V / 9+9V
1– Multímetro digital ou analógico
1 – Osciloscópio
4 – diodos 1N4007
1 – resistor de carbono de 680 Ohms
1 – resistor de carbono de 1500 Ohms

1- Meça a resistência dos enrolamentos do primário e secundário do


transformador de força e anote na tabela 1.

Atenção: Ao medir a resistência do primário certifique-se de que o


mesmo esteja desligado da rede; ao medir a resistência do secundário,
certifique-se de que pelo menos um dos terminais esteja totalmente livre,
ou seja, sem qualquer conexão com alguma parte do circuito, para não
ocasionar erro de leitura.

2- Suponha uma tensão no secundário igual a 9 V + 9 V (Es1 + Es2) e que RL


= 680 Ω e C = 220μF / 25V. Calcule e anote na tabela 2 os valores de cada
grandeza listada.

3- Execute a fiação do circuito, com RL 680 Ω e C = 220μF.

4- Meça e anote os valores listados na tabela 2.

5- Troque o capacitor de filtro para C = 470μF / 100V e repita os


procedimentos 2,3 e 4.

6- Troque o resistor de carga para R = 1,5 KΩ e repita os procedimentos


2,3 e 4.

Tabela 1: Resistência dos enrolamentos do transformador

RPRIMÁRIO
RSECUNDÁRIO (secundário 1)
RSECUNDÁRIO (secundário 2)
RSECUNDÁRIO (secundário 1 + secundário 2)

Tabela 2: Retificador de onda completa em ponte RL = 680 Ω - C = 220μF

CALCULADO MEDIDO
Tensão eficaz no
secundário
Tensão de pico na carga
67
Tensão média na carga
Corrente média na carga
Potência média na carga
Freqüência de ondulação
Tensão de pico a pico de
ondulação
Corrente de surto Sem anotação

Tabela 3: RL = 680 Ω - C = 470μF

CALCULADO MEDIDO
Tensão eficaz no
secundário
Tensão de pico na carga
Tensão média na carga
Corrente média na carga
Potência média na carga
Freqüência de ondulação
Tensão de pico a pico de
ondulação
Corrrente de surto Sem anotação

Tabela 4: RL = 1,5 KΩ - C = 470μF

CALCULADO MEDIDO
Tensão eficaz no
secundário
Tensão de pico na carga
Tensão média na carga
Corrente média na carga
Potência média na carga
Freqüência de ondulação
Tensão de pico a pico de
ondulação

PROJETO:

11- Determine o valor de um capacitor de filtro para o circuito


retificador de onda completa em ponte, para uma tensão de ondulação de
pico a pico de 10% da tensão de saída, com uma carga de 3 KΩ. Calcule e
anote cada valor conforme listado na tabela 6.

12- Monte o circuito, meça e anote os valores listados na tabela 6 (caso


necessário faça a associação de capacitores e resistores, para obter os
valores do projeto)

Tabela 6: Projeto

CALCULADO MEDIDO
Tensão eficaz no
secundário
Tensão de pico na carga
Tensão média na carga

68
Corrente média na carga
Potência média na carga
Capacitor de filtro sem anotação
Freqüência de ondulação
Tensão de pico a pico de
ondulação

QUESTÕES:

1- No retificador de onda completa em ponte, desta experiência, a tensão


média de saída do retificador com filtro capacitivo foi de
aproximadamente:
a) tensão de pico do primário
b) tensão de pico do secundário
c) tensão eficaz do primário
d) tensão eficaz do secundário

2- A tensão de ondulação de pico a pico diminui quando:


a) a resistência de carga diminui
b) o capacitor de filtro diminui
c) a freqüência de ondulação diminui
d) o capacitor de filtro aumenta

3- Qual é a relação de espiras do transformador utilizado nesta


experiência?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4- A freqüência de ondulação na saída, em funcionamento normal é:


a) 0 b) 60Hz c) 120Hz d) 240Hz

5- Quando a resistência de carga aumenta, a tensão de ondulação de pico a


pico:
a) diminui
b) aumenta
c) permanece constante
d) nenhuma destas respostas é correta

6- Explique resumidamente o funcionamento de um filtro capacitivo.


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

7- Explique resumidamente o que acontece no circuito desta experiência se


o capacitor de filtro abre.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

9- Em um projeto você usaria capacitor de filtro de baixo ou alto valor de


capacitância? Justifique sua resposta.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

69
FILTRO CAPACITIVO EM RETIFICADOR DE 1/2 ONDA
Nesta etapa analisaremos o comportamento de um filtro capacitivo em
um retificador de 1/2 onda.

1- Execute a fiação do circuito em questão. Calcule e anote os valores


listados na tabela 7, para uma carga RL = 680 Ω e C = 220μF.

2- Meça e anote os valores listados na tabela 7.

Tabela 7: Retificador de 1/2 onda RL = 680 Ω - C = 220μF

CALCULADO MEDIDO
Tensão eficaz no
secundário
Tensão de pico na carga
Tensão média na carga
Corrente média na carga
Freqüência de ondulação
Tensão de pico a pico de
ondulação

3- Compare os valores medidos na tabela 2 (retificador de onda completa em


ponte) com os valores medidos na tabela 7 (retificador de 1/2 onda).
Preencha a tabela 8.

Tabela 8: Comparação da atuação do filtro capacitivo em circuitos


retificadores de onda completa e de 1/2 onda

TABELA 2 TABELA 7
Onda completa 1/2 onda
(medido) (medido)
Tensão eficaz no
secundário
Tensão de pico na carga
Tensão média na carga
Corrente média na carga
Freqüência de ondulação
Tensão de pico a pico de
ondulação
Porcentagem de ondulação

70
DIODO ZENER
OBJETIVOS: Analisar o funcionamento de um diodo zener; entender o conceito
de regulação de tensão.
INTRODUÇÃO TEÓRICA

O diodo zener é equivalente a uma fonte de tensão CC, quando operando


na região de ruptura, isto é, podemos considerá-lo como uma fonte CC com
uma pequena resistência interna.
Sua principal vantagem é manter a tensão nos seus terminais
aproximadamente constante. Seu símbolo é mostrado abaixo:

A figura abaixo mostra a curva característica de um diodo zener


(gráfico I - V), onde na região de polarização direta, começa a conduzir
por volta de 0,7V, como se fosse um diodo comum.

Na região reversa, observa-se que na ruptura o joelho (VZ) é bastante


pronunciado, seguido de um aumento de corrente praticamente vertical.
Podemos observar também que a tensão é praticamente constante
(aproximadamente igual a VZ em quase toda a região de ruptura. O valor de
VZ é geralmente especificado para uma determinada corrente de teste IZT.

A potência dissipada por um diodo zener é dada pela fórmula:

PZ = VZIZ

Por exemplo, se VZ = 6,2V e IZ = 12mA, então: PZ = 6,2V x 12mA =


74,4mW.

Desde que a potência não seja ultrapassada, o diodo zener pode operar
dentro da região de ruptura sem ser destruído.

Muitas vezes na especificação do fabricante inclui-se também a


corrente máxima que um diodo pode suportar, em função da máxima potência
que o mesmo pode suportar. Assim:
IZM = PZM / VZ
onde:
IZM = máxima corrente de zener especificada
PZM = potência especificada
VZ = tensão de zener

71
Se quisermos saber a corrente especificada de um diodo zener de 6,2V
com uma especificação de potência de 500mW, então:

IZM = 500mW / 6,2v = 80,6mA

Isto significa que, se houver uma resistência limitadora de corrente


suficiente para manter a corrente de zener abaixo de 80,6mA, o diodo zener
pode operar dentro da região de ruptura sem se danificar.

Levando-se em conta uma tolerância de 10% (por exemplo), acima ou


abaixo do valor de 6,2V, então é aconselhável para maior segurança
recorrer ao procedimento abaixo:

IZM = 500mW / 6,2V(x 1,1) = 73,3mA

Quando um diodo zener está operando na região de ruptura, um aumento


na corrente produz um ligeiro aumento na tensão. Isto significa que o
diodo zener tem uma pequena resistência, que também é denominada
impedância zener (ZZT), também referenciada à corrente de teste IZT para
medir VZ. Assim por exemplo, para um diodo fictício 1NZX45, com as
especificações VZT = 12V; IZT = 20mA e ZZT = 5Ω, indica que o diodo zener
tem uma tensão de 12V e uma resistência de 5Ω para uma corrente de 20mA.

REGULAÇÃO DE TENSÃO

Para que ocorra o efeito regulador de tensão é necessário que o diodo


zener opere dentro da região de ruptura, respeitando-se as especificações
da corrente máxima. Considere o circuito abaixo:

A corrente que circula por RS que é a própria corrente que circula


pelo diodo zener é dada pela fórmula:

IRS = (VE - VZ) / RS

Para entender como funciona a regulação de tensão, suponha que a


tensão VE varie para 9V e 12V respectivamente.
Devemos então obter o ponto de saturação (interseção vertical), fazendo
com que VZ = 0.

a) obtenção de q1 (VZ = 0), temos: I = 9/500 = 18mA


b) obtenção de q2 (VZ = 0), temos: I = 12/500 = 24mA

Para obter o ponto de ruptura (interseção horizontal), fazemos IZ = 0.

a) obtenção de q1 (IZ = 0), temos: VZ = 9V


b) obtenção de q2 (IZ = 0), temos: VZ = 12V

72
O gráfico então fica com o aspecto a seguir:

Analisando o gráfico acima, observa-se que embora a tensão VE varie


para 9V e 12V respectivamente, haverá mais corrente no diodo zener
implicando nas interseções q1 e q2.

Portanto embora a tensão VE tenha variado de 9 a 12V, a tensão zener ainda


é aproximadamente igual a 6V.

Basta para isso comparar a diferença entre q1 e q2, onde observa-se que a
tensão de saída permaneceu praticamente constante mesmo que a tensão de
entrada tenha variado. Essa é a idéia de regulação de tensão.

DIODO ZENER IDEAL (1ª aproximação) E DIODO ZENER REAL ( 2ª aproximação)

Na primeira aproximação, podemos considerar a região de ruptura como


uma linha vertical. Isto quer dizer que a tensão de saída será sempre
constante, embora ocorra uma grande variação de corrente, o que eqüivale
ignorar a resistência zener.
Isto implica que em um circuito o diodo zener pode ser substituído
por uma fonte de tensão com resistência interna nula.

Na segunda aproximação isto não ocorre, pois deve ser levada em


consideração a resistência zener. Isto quer dizer que na região de ruptura
a linha é ligeiramente inclinada, isto é, ao variar a corrente, haverá uma
variação, embora muito pequena, da tensão de saída.

Na segunda aproximação deve ser levada em consideração a resistência


zener (RZ) em série com uma bateria ideal. Isto significa que quanto maior
for a corrente, esta resistência produzirá uma queda de tensão maior.
Retornando ao gráfico anteriormente analisado, teremos então:

a) tensão em q1 será: V1 = I1 . RZ + VZ
73
b) tensão em q2 será: V2 = I2 . RZ + VZ

A variação da tensão de saída será dada por:

V2 - V1 = (I2 - I1).RZ ou ΔVZ = ΔIZRZ

Deduz-se então que quanto menor for a resistência zener, menor será a
variação da tensão de saída.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS:
1 - Fonte de alimentação 0-20V
1 - Multímetro analógico ou digital
1 – Diodo Zener 1N753A (6,2V)
1 – Resistor de 220 Ohms

DIODO ZENER

OBS: O diodo 1N753A tem uma tensão nominal de 6,2V.

1 - Monte o circuito abaixo:

2 - Calcule e anote a tensão de saída para cada valor de tensão listado na


tabela 1.

3 - Meça e anote a tensão de saída para cada valor listado na tabela 1.

4 - Com os dados da tabela 1, calcule e anote a corrente zener e anote na


tabela 2.

5 - Com a equação ΔVZ = ΔIZRZ , calcule a resistência zener para VE = 10V.


(Use as variações de tensão e corrente entre 8V e 12V); anote na tabela 2.

6 - Calcule a resistência zener para VE = 12V, e anote na tabela 2.

TABELA 1

VE Vout VRs Vout VRS (medida)


(calculada) (calculada) (medida)
0V
1V
2V
3V
4V
5V
74
6V
7V
8V
9V
10V
12V
14V

TABELA 2

VE IZ (medida) VZ (medida) RZ(calculada)


8V s/anotação
10V
12V s/anotação

PROJETO:

7 - Projete um resistor para limitar a corrente do zener em 16,5mA para


uma tensão de entrada de 14V. Anote o valor projetado na parte superior da
tabela 4. Monte o circuito com o valor de RS projetado. Meça e anote a
tensão de saída para cada valor listado na tabela 4.

8 - Calcule e anote a corrente zener para cada tensão de entrada listada


na tabela 4. Calcule e anote a resistência zener para cada valor de
tensão de entrada (VE).

TABELA 4

Rs = ___________________

VE Vout (medida) IZ (medida) RZ


(calculada)
10V s/anotação
12V
14V s/anotação

QUESTÕES:

1 - No circuito montado, a corrente no zener e no resistor de 180Ω são:


a) iguais b) quase iguais c) muito diferentes

2 - O diodo zener começa a conduzir quando a tensão de entrada é


aproximadamente:
a) 4V b) 6V c) 8V d) 10V

3 - Quando VE é menor do que 6V, a tensão de saída é:


a) aproximadamente constante
b) negativa
c) a mesma da entrada

4 - Quando VE é maior do que 8V, a tensão de saída é:


a) aproximadamente constante
b) negativa
75
c) a mesma da entrada

5 - A resistência de zener calculada foi próxima de:


a) 1Ω b) 2Ω c) 7Ω d) 20Ω

6 - Explique porque o diodo zener é também chamado de dispositivo de


tensão constante:
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

7 - Assinale: para qual das alternativas abaixo você utilizaria um diodo


zener?
a) para regulagem de altas correntes
b) para regulagem de baixas correntes
c) para regulagem de potência
d) para regulagem de tensão
e) para regulagem de tensão e corrente

76
ALFA E BETA
OBJETIVOS: Entender como funciona um transistor, através de seus dois
parâmetros: o Alfa (α) e o Beta (β).

INTRODUÇÃO TEÓRICA

A maioria dos circuitos elétricos opera com sinais elétricos, que


podem ser correntes alternadas ou contínuas de determinadas
características e para finalidades específicas.

Um amplificador de áudio por exemplo, opera com correntes alternadas


e contínuas. A corrente contínua é utilizada para alimentar os diversos
estágios do equipamento, enquanto que, a corrente alternada é o sinal a
ser amplificado, proveniente de uma fonte qualquer (como um microfone),
para ser injetado em um alto falante, para que possa ser entendido.

Os componentes capazes de amplificar um determinado sinal, são


denominados componentes ativos. O transistor é pois, um componente ativo
uma vez que, possibilita a amplificação de sinais.

Nos transistores, a exemplo dos diodos, as correntes passam por um


meio sólido, daí este componente ser denominado de estado sólido.

O nome transistor vem de Transference-Resistor tendo sido


desenvolvido a partir de 1.948.

Entretanto, os transistores vem evoluindo rumo a tipos mais


complexos, e hoje em dia existe uma família ampla de transistores como os
bipolares, os de efeito de campo (FET), os de unijunção (UJT).

Estudaremos no momento os transistores bipolares, que foram o ponto


de partida para todo o desenvolvimento tecnológico na condução no estado
sólido.

A figura abaixo mostra os tipos possíveis de transistores bipolares:

Os símbolos correspondentes e respectivas polaridades são mostrados a


seguir:

Observa-se que a representação de transistores NPN e PNP apresenta


uma pequena diferença: nos transistores NPN e seta que indica o emissor
aponta para fora, enquanto que no transistor PNP esta seta aponta para
dentro.
77
O transistor bipolar recebe essa denominação pois seu funcionamento
depende de portadores majoritários de polaridades opostas.

O emissor (E) é a região mais dopada; a base (B) é a região menos


dopada, enquanto que o coletor (C) é uma região mais dopada do que a base,
porém, menos dopada do que o emissor.

Para que um transistor bipolar funcione é necessário polarizá-lo


corretamente, ou seja, a junção base-emissor deve ser polarizada
diretamente, enquanto que a região base-coletor deve ser polarizada
reversamente, conforme mostra a figura abaixo:

Analisando a figura acima, verifica-se que é muito importante então a


forma de polarizar as junções e sua respectiva representação.

Assim, para um transistor NPN, a tensão na junção base-emissor representa-


se por VBE e a tensão na junção base-coletor representa-se por VCB, onde a
primeira letra do subscrito representa sempre que a tensão nesse terminal
é mais positiva do que a letra que o precede.

Desta forma ao representarmos uma tensão VBE para a junção base-emissor de


um transistor NPN, significa que a base neste caso, é mais positiva do que
o emissor, enquanto que para a tensão VCB, o coletor é mais positivo do que
a base.

Para um transistor PNP a análise é idêntica exceto que as letras do


subscrito devem ser invertidas (VEB e VBC) respectivamente.

Essas tensões podem ser representadas graficamente através de setas


indicativas, onde a ponta da seta indica que a tensão é mais positiva.

Veja as ilustrações abaixo:

Os transistores bipolares podem também ser identificados através de


um circuito equivalente com diodos, conforme mostra a figura abaixo.
Observa-se claramente que as junções B-E e B-C (base-emissor e base
coletor respectivamente) são implementadas por dois diodos.

78
Desta forma, através de uma análise estática, torna-se fácil definir
o tipo de polaridade do transistor com o auxílio de um ohmímetro.

O ALFA (α) e o BETA (β)

O alfa de um transistor é a relação entre a corrente de coletor ( IC )


e a corrente de emissor ( IE ), com a tensão entre a base e o coletor ( VCB
) constante.
Matematicamente temos:

com VCB constante (1)

O beta de um transistor é a relação entre a corrente de coletor ( IC )


e a corrente de base ( IB ) com a tensão entre o coletor e o emissor ( VCE
) constante.
Matematicamente temos:

com VCE constante (2)

Façamos então uma análise dessas expressões para termos uma idéia de
grandeza dos parâmetros alfa e beta. Aplicando as leis de Kirchhoff para
corrente, temos:
IC + IB - IE = 0 (3)

Resolvendo:
IE = IC + IB (4)

Como IB é muito menor do que IE e IC , podemos então dizer que IE é um


pouco maior do que IC (aproximadamente iguais). Logo, dividindo IC por IE ,
resulta em um valor menor do que 1, e podemos dizer então que:

α < 1

Como IC é muito maior do que IB , o resultado da divisão entre IC e IB


, resulta em um número muito maior do que 1, e podemos dizer que:

β >>> 1

RELAÇÃO ENTRE O ALFA E O BETA

A relação entre o alfa e o beta pode ser mostrada de maneira bastante


simples, a partir da expressão (3), onde temos:

IB = IE - IC (5)

79
de (1) temos: IC = αIE (6)
substituindo (6) em (5), temos: IB = IE - αIE , logo:
IB = IE ( 1 - α ) (7)
dividindo IC por IB, temos:

(8)

Como IC / IB = β, temos:

(9)
De (9), tiramos:
β ( 1 - α ) = α
β - βα = α
β = α + βα
β = α ( 1 + β )

Normalmente alfa e beta são definidos apenas para medir corrente


contínua, mas muitas vezes são utilizados por alguns autores, para medir
indistintamente corrente alternada e corrente contínua. Para trabalhar com
corrente alternada, utiliza-se um artifício bem simples: injeta-se uma
corrente na entrada e mede-se a corrente na saída; injeta-se uma outra
corrente na entrada e mede-se a nova corrente na saída. Com isto obteremos
uma variação dessas correntes na entrada e na saída, de onde obtemos:

ΔIB , ΔIC e ΔIE

Desta forma, o quociente da variação da corrente da entrada com a variação


da corrente da saída, nos simulará o ganho de corrente alternada.

Neste caso é importante que o resultado dessa variação seja o mais


reduzido possível, para que possamos obter um ganho real. Desta forma
temos:

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Fonte regulável 0-20V
1 - Pilha de 1,5V - tam. médio
80
1 - Multímetro analógico ou digital
1 - Miliamperímetro
1 - Módulo de ensaios ELO-1

DETERMINAÇÃO DO α:

1 - Monte o circuito abaixo:

2 - Ajuste o potenciômetro e a fonte de forma a obter: IE = 1mA e VCB = 4V


e complete a tabela 1.

3 - Ajuste agora o potenciômetro e a fonte de forma a obter: IE = 1,5mA e


VCB = 4V e complete a tabela 1.
Tabela 1
IE VRE VCB VRC IC α CC
1mA 4V
1,5mA 4V
4 - Com os valores medidos na tabela 1, calcule α CA

α CA =
OBS:
a) IE - pedido
b) VRE - calculado ==> VRE = IE x RE
c) VCB - pedido
d) VRC - medido
e) IC - calculado ==> IC = VRC / RC
f) α CC e α CA - calculados

DETERMINAÇÃO DO β:

5 - Monte o circuito abaixo:

6 - Ajuste o potenciômetro e a fonte para que IB = 10μA e VCE = 4V e


complete a tabela 2.

81
7 - Ajuste agora o potenciômetro e a fonte para que IB = 15μA e VCE = 4V e
complete a tabela 2.
Tabela 2
IB VRB VCE VRC IC β CC
10μA 4V
15μA 4V

8 - Com os valores medidos na tabela 2, calcule β CA:

β CA =

OBS:
a) IB - pedido
b) VRB - calculado ==> VRB = IB x RB
c) VCE - pedido
d) VRC - medido
e) IC - calculado ==> IC = VRC / RE
f) β CC e β CA - calculados

QUESTÕES:

1 - Numa verificação experimental, determinou-se num certo transistor α =


0,99. A partir do valor real que é α = 0,98 calcule o erro percentual em
β.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

2 - Defina o que é α CA
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
3 - Defina o que é β CA
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4 - Qual é a diferença entre βCC e βCA?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
5 - Qual é a diferença entre αCC e αCA?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

82
VALORES OBTIDOS NO SIMULADOR EWB

CONDIÇÃO: IE ≅ 1 A

CONDIÇÃO: IE = 1,5mA

CONDIÇÃO: IB ≅ 10μA

CONDIÇÃO: IB ≅ 15μA

83
TRANSISTOR COMO CHAVE ELETRÔNICA E FONTE DE
CORRENTE
OBJETIVOS: Analisar o comportamento de um transistor no corte e na
saturação e sua utilização como chave eletrônica.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

I - Transistor como chave eletrônica:

Um transistor pode operar como chave eletrônica, bastando para tal


polarizá-lo de forma conveniente: corte ou saturação.

Quando um transistor está saturado opera como um curto (chave


fechada) entre o coletor e o emissor de forma que VCE 0V e quando está
no corte, opera como um circuito aberto (chave aberta) entre o coletor e o
emissor, de forma que VCE VCC.

No ponto de saturação (chave fechada) a corrente de base é alta (IB


SAT ) e no ponto de corte (chave aberta) a corrente de base é zero.

Veja na figura a seguir um transistor operando como chave eletrônica


e sua respectiva reta de carga.

Para obter o extremo superior da reta de carga (corrente IC) devemos


supor um curto entre coletor e emissor (VCE = 0), de forma que toda a
tensão de alimentação se fixe no resistor de coletor.

Teremos então: IC = VCC / RC

Para obter o extremo inferior da reta de carga, devemos supor os


terminais de coletor e emissor abertos.

Teremos então: VCE = VCC

Fica então caracterizado que o transistor opera apenas em um dos


extremos da reta de carga: corte ou saturação.
Podemos então, tomando como exemplo o circuito mostrado
anteriormente, calcular a corrente de base e a corrente de coletor.

Aplicando LKT para calcular a corrente de base, temos:

IBRB +VBE - VBB = 0

84
onde:

OBS: VBE típica é da ordem de 0,7V

Supondo VBB = 4V e RB = 680k∧, a corrente de base (IB) será:

IB = (4V - 0,7V) / 680k∧ = 4,85A

Para calcular a corrente de coletor podemos aplicar LKT na malha VCC,


VRC e VCE, onde teremos:
VCC - VRC - VCE = 0
VRC = VCC - VCE
IC = VRC / RC ou IC = (VCC - VRC) / RC
No chaveamento eletrônico com transistores, devemos levar em conta
dois tipos de saturação: fraca e forte.

Na saturação fraca, a corrente de base é suficiente para levar o


transistor à saturação. Tal procedimento porém não é aconselhável visto
que pode haver uma variação de CC e na própria corrente de base de
saturação (IB SAT).

Utiliza-se normalmente a saturação forte, que assegura a condição de


saturação para todos os valores de CC. Uma regra prática é considerar a
corrente de base como 1/10 da corrente de saturação de coletor.

Desta forma, supondo que IC SAT = 12mA, então será fixada uma corrente
de base de 1,2mA (relação 10:1).

Tomemos como exemplo o circuito abaixo, onde verificaremos se o mesmo


está operando como chave eletrônica.

a) Considerando uma tensão de base igual a zero (chave no ponto B), a


corrente de base será igual a zero (condição de corte) e a corrente de
coletor será igual a zero.

Nestas condições o transistor operará como uma chave aberta e a


tensão no resistor de coletor será zero, pois VRC = RCIC; logo, a tensão
entre coletor e emissor será igual a 12V pois VCE = VCC - VRC.

Quando a tensão de base for 6V, a corrente de base ficará:

IB = (VBB - VBE) / RB = ( 6 - 0,7) / 5.600 = 0,964mA

85
b) Imaginemos um curto entre o coletor e emissor (chave na posição
A). Neste caso, a tensão entre coletor e emissor assume idealmente 0V e a
corrente de saturação do coletor pode ser assim calculada:

VRC = VCC - VCE = 12 - 0 = 12V

IC SAT = VRC / RC = 12 / 1.200 = 10mA

Comparando a corrente de base com a corrente de coletor, verifica-se


que esta última é cerca de 10 vezes maior do que a corrente de base, o que
assegura a saturação para uma vasta gama de CC.

II - Transistor como fonte de corrente:

Consideremos o circuito a seguir:

A diferença básica em relação ao circuito anterior (transistor


operando como chave) é a inclusão de um resistor do emissor à terra.
Nestas condições o transistor opera como fonte de corrente uma vez que, a
corrente de coletor mantém-se constante para uma vasta gama de CC e
variações de VCC.

Nestas condições, presume-se o circuito operando em qualquer ponto da


reta de carga (ponto Q), dependendo da corrente necessária.
A figura abaixo ilustra a reta de carga, onde a corrente IC é
calculada da seguinte forma seguindo o procedimento anterior, porém, com a
inclusão do resistor de emissor.
IC = VCC / (RC + RE)

Podemos então calcular a corrente de emissor. Aplicando LKT, temos:

VBB - VBE - IERE = 0


86
IE = (VBB - VBE) / RE
IE = (2 - 0,7) / 270 = 4,81mA

Assim, para uma vasta gama de CC teremos IE IC.

PARTE PRÁTICA
MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Fonte de alimentação simétrica C.C.
1 – Multímetro digital
1 – Transistores BC337, BC547 e BC548
Resistores de Carbono: 220 , 1K e 10K

CHAVEAMENTO ELETRÔNICO

1 - Monte o circuito abaixo:

2 - Calcule os valores de IB, IC e VCE e anote na tabela 1;


OBS: para efeito de cálculo da corrente IC, considere a queda de tensão
nos extremos do led = 1,6V.

3 - Meça e anote os valores listados na tabela 1 para os três transistores


(BC337, BC547 e BC548).

TABELA 1

CALCULADO MEDIDO
TRANSISTOR IB IC VCE IB IC VCE
BC337
BC547
BC548

4 - Analise os valores calculados e medidos na tabela 1 e apresente suas


conclusões:
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

87
VERIFICAÇÃO DE DEFEITOS - TRANSISTOR COMO CHAVE:

5 - Suponha que o resistor de base esteja aberto. Calcule a anote na


tabela 2 a tensão no coletor;

6 - Repita o procedimento do item 5 para cada defeito listado na tabela 2;

7 - Simule cada um dos defeitos, proceda as medidas e anote na tabela 2.


OBS: para simular os defeitos utilize o transistor BC547

TABELA 2 : Verificação de defeitos

DEFEITO VC calculada VC medida


Resistor de 10k∧
aberto
Resistor de 1k∧
aberto
Coletor-emissor em
curto
Coletor-emissor
aberto

PROJETO:

8 - Determine o valor de um resistor de coletor (valor comercial),


baseando-se no circuito desta experiência, para que a corrente no coletor
seja próxima de 32mA.

9 - Monte o circuito com o resistor que você calculou (utilize o


transistor BC547) e complete a tabela 3.

TABELA 3: Projeto

RC calculado: _____________

CALCULADO MEDIDO
TRANSISTOR VE IC VE IC
BC547

88
FONTE DE CORRENTE

10 - Monte o circuito abaixo:

11 - Calcule VE, IC e VCE e anote na tabela 4;


OBS: considere a queda de tensão no led = 1,6V

12 - Meça e anote os valores listados na tabela 4 para os três


transistores (BC337, BC547 e BC548);
TABELA 4

CALCULADO MEDIDO
TRANSISTOR VE IC VCE VE IC VCE
BC337
BC547
BC548

13 - Analise os valores calculados e medidos na tabela 4 e apresente suas


conclusões:
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

VERIFICAÇÃO DE DEFEITOS - FONTE DE CORRENTE:

14 - Suponha que o resistor de emissor esteja aberto. Calcule a anote os


valores de tensão listados na tabela 5;

15 - Simule cada um dos defeitos, proceda as medidas e anote na tabela 5.


OBS: para simular os defeitos utilize o transistor BC547

TABELA 5: Verificação de defeitos

CALCULADO MEDIDO
DEFEITO VC VE VC VE
Resistor de 220∧
aberto
Coletor-emissor
em curto
Coletor-emissor
aberto

89
PROJETO:

16 - Determine o valor de um resistor de emissor (valor comercial),


baseando-se no circuito desta experiência, para que a corrente no coletor
seja próxima de 32mA.

17 - Monte o circuito com o resistor que você calculou (utilize o


transistor BC547) e complete a tabela 6.

TABELA 6: Projeto

RE calculado: _____________

CALCULADO MEDIDO
TRANSISTOR VE IC VE IC
BC547

QUESTÕES:

1 - Quando um transistor está em saturação forte, os terminais entre


coletor e emissor parecem estar aproximadamente:
a) abertos
b) em curto
c) na região ativa
d) em corte

2 - Em um transistor usado como fonte de corrente, o emissor está amarrado


a uma queda de tensão entre base e emissor (VBE) abaixo da:
a) tensão de base
b) tensão de emissor
c) tensão de coletor
d) tensão entre base e coletor

3 - Podemos afirmar que um transistor operando como chave em saturação


forte, a corrente IC varia muito em função de pequenas variações de CC.
a) certo b) errado

4 - Um transistor como fonte de corrente opera:


a) exclusivamente na região de corte
b) exclusivamente na região de saturação
c) somente na região linear
d) na região de corte, saturação ou linear

5 - Um transistor como chave eletrônica opera virtualmente na região de


corte e na região de saturação.
a) certo b) errado

6 - Projete e esquematize uma chave eletrônica com transistor PNP, para


acionar uma carga de 60mA. Escolha através das especificações de
fabricantes (Data Book) o transistor adequado para esta operação
(apresente os cálculos).

90
AMPLIFICADOR BASE COMUM
OBJETIVOS: Analisar as características e o funcionamento de um
amplificador na configuração base comum.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

O amplificador base comum (B.C.) caracteriza-se por possuir a base


como terminal comum para a entrada e saída do sinal.

Diferentemente do amplificador emissor comum (E.C.), no amplificador


B.C. não ocorre a defasagem entre a entrada e a saída do sinal. A
principal desvantagem do amplificador B.C. é que a sua impedância de
entrada é muito baixa.

A figura 1 mostra um amplificador B.C. com polarização por divisor de


tensão.

Na figura 2 temos o seu circuito equivalente para c.c., onde o ponto


de trabalho é fixado da forma já conhecida, não necessitando portanto, de
informação adicional.

91
A figura 3 mostra o seu circuito equivalente para c.a.

Alguns aspectos devem ser considerados no amplificador B.C.:

IMPEDÂNCIA DE ENTRADA:
O sinal de entrada é aplicado em RE que está em paralelo com o
transistor. Fixando-nos no transistor podemos observar que o mesmo absorve
uma corrente ie , onde observamos também que vi está aplicada diretamente
entre emissor e base. Assim a impedância de entrada será:

Como a resistência de emissor para c.a. é re , a qual tem um valor


muito baixo, a impedância do circuito será:

Como RE >> re podemos dizer que: Zi = re.


Logo, esta configuração apresenta uma impedância de entrada muito
baixa.
Em vista disto, podemos observar que trata-se de uma característica
inconveniente principalmente para aplicações em baixa freqüência (B.F.),
uma vez que as fontes de sinal de B.F. apresentam geralmente uma
impedância interna muito maior, fazendo com que parte da energia da fonte
de sinal seja absorvida pelo circuito.

IMPEDÂNCIA DE SAÍDA:
Voltando ao circuito equivalente para c.a., ao analisarmos a malha de
saída, veremos que a mesma é composta por RC em paralelo com o circuito de
coletor, o que em última análise é uma configuração idêntica à
configuração E.C. Já que que a impedância interna do transistor é muito
elevada a exemplo do que se viu na configuração E.C., podemos considerar:

Logo, teremos um resultado igual obtido em E.C.:

GANHO DE TENSÃO:
A tensão de entrada é dada por:

A tensão de saída é dada por:

Tomando-se como aproximação ie = ic , podemos escrever:

92
Observa-se que no resultado acima há uma coincidência com a
configuração E.C., exceto que não aparece o sinal “-” uma vez que não
existe defasagem entre o sinal de entrada e saída.

GANHO DE CORRENTE:
A corrente de entrada é dada por ie enquanto que a corrente de saída é
dada por ic.
Para efeitos práticos, podemos aproximar: ie = ic , onde teoricamente
Ai = 1.

Como o ganho de corrente (dado por α) é menor do que a unidade, e


analisando mais rigorosamente, podemos então dizer que Ai < 1, logo, ic <
ie.

RELAÇÃO DE FASE:
Os sinais de entrada e saída estão em fase, por uma simples razão:
a) quando ie aumenta é porque aumentou vi;
b) ao aumentar ie , ic também aumenta;
c) nestas condições aumenta a queda de tensão em RC , que é vo;
d) se vi diminui, analisa-se o processo de forma inversa, o que deduz-
se que ambos os sinais estão em fase, conforme mostra a figura 4.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS:
2- Fontes de alimentação ajustáveis, 0-20V
1- Gerador de áudio
1- Multímetro digital ou analógico
1 - Módulo de ensaios ELO - 1
1- Monte o circuito da figura 5.

93
Ri = 1KΩ,1/4W (R15) Ci = Co = 1μF, 25V (C1, C2)
RE = 15kΩ,1/4W (R29) T = Transistor BC337 ou
RC = 8,2KΩ,1/4W (R26) 2N3904 (T5)

2- Ajuste o sinal do gerador, de modo a obter uma tensão de 0,25Vpp a uma


freqüência de 1kHz.

3- Calcule as tensões c.c. e c.a. na base, emissor e coletor e anote na


tabela 1.

4- Observe o emissor, a base e o coletor. Em cada ponto, use um multímetro


e um osciloscópio para medir as tensões cc e ca e anote na tabela 1.

Tabela 1

VALORES CALCULADOS VALORES MEDIDOS


VALORES E B C E B C
CC
CA

5- Calcule o ganho de tensão e o valor ideal de re. Anote esses dados na


tabela 2, na coluna “calculado”.
Ganho de tensão____________
Valor de re________________

6- Com base nos valores de tensão medidos na entrada e na saída, calcule o


ganho de tensão e a seguir calcule o valor ideal de re , usando a razão
RC/A. Anote esses dados na tabela 2, na coluna “experimental”.

Tabela 2: Ganho de tensão


PARÂMETROS CALCULADO MEDIDO EXPERIMENTAL
re s/anotação
Av s/anotação
Vent. s/anotação s/anotação
Vsaída s/anotação s/anotação

7- Com o auxílio de um osciloscópio de 2 canais, verifique a relação de


fase entre a entrada e a saída. Desenhe a forma de onda desses sinais em
papel milimetrado A4, em escala.

94
VERIFICAÇÃO DE DEFEITOS:

8- Suponha que Ci esteja aberto, no circuito da figura 5. Estime o valor da


tensão c.c. no emissor, na base e no coletor, anotando esses valores na
tabela 3.

9- Simule esse defeito, efetue as medidas e anote na tabela 3.

10- Repita os passos 7 e 8 para cada um dos defeitos listados na tabela 3.

Tabela 3: Verificação de defeitos

ESTIMADO MEDIDO
DEFEITOS VE VB VC VE VB VC
Ci aberto
RE aberto
RC aberto
Base aberta
Emissor
aberto

11- Calcule a corrente c.a. de entrada na resistência Ri usando a fórmula:

OBS: Utilize a tensão Vent. medida na tabela 2.

Ient. = ______________

12- Calcule a impedância de entrada, utilizando a fórmula:

Zent. = ______________

QUESTÕES:

1- O amplificador B.C. da figura 5 tem um re teórico de aproximadamente:


a) 26,2Ω b) 7,5kΩ c) 1kΩ d) 15kΩ

2- Idealmente o amplificador B.C. da figura 5 tem um ganho de tensão de


aproximadamente:
a) 1 b) 3,81 c) 100 d) 286

3- Na base do transistor da figura 5, não há sinal c.a., devido:


a) a presença do resistor de emissor.
b) a presença do capacitor de acoplamento da entrada.
c) não existência do capacitor de desacoplamento do emissor (CE).
d) ao aterramento da base.

4- O que ocorre com a tensão c.c. do circuito quando o capacitor de


acoplamento abre? E com a tensão c.a.?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

95
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

5- Explique resumidamente como o circuito da figura 5 amplifica o sinal.


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

6- Qual é a principal característica da configuração B.C.?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

96
AMPLIFICADOR COLETOR COMUM OU SEGUIDOR DE EMISSOR
OBJETIVOS: Estudar o funcionamento de um transistor na configuração
coletor comum ou seguidor de emissor; analisar a defasagem entre os sinais
de entrada e saída.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

O circuito coletor comum (C.C.), também denominado seguidor de


emissor, caracteriza-se por possuir o coletor como terminal comum para a
entrada e saída do sinal.

Sua característica principal é que possui uma alta impedância de


entrada e uma impedância de saída muito baixa.

Por esse motivo é muito utilizado como buffer, que funciona como um
estágio de reforço entre a alta impedância da fonte de sinal e baixa
impedância da carga.

A denominação seguidor de emissor é devido ao fato da tensão de


emissor seguir as variações da tensão na base.
O circuito equivalente para corrente contínua é mostrado na figura 1.

Observando atentamente o circuito da figura 1, conclui-se que é


idêntico ao E.C., onde a resistência de coletor foi suprimida e a
resistência de carga passa a ser RE.
A VE estática será:

VE = VCC - VCE

Dessa forma, a tensão na base será:

VB ≅ CC - VCE + 0,7

Na figura 2 temos o circuito equivalente para c.c. e na figura 3


temos o circuito equivalente para c.a.

Através desses circuitos equivalentes, passaremos a estudar as


características dessa configuração.

97
IMPEDÂNCIA DE ENTRADA:

Nessa configuração a tensão de entrada é aplicada em R1//R2 , conforme


observa-se na figura 3.
Como RE não está desacoplada, então e resistência efetiva do emissor
será:
re + RE

É importante salientar que na configuração emissor comum, com o


emissor desacoplado por CE essa resistência era somente re.

Assim o gerador vê a impedância no transistor:

Zi(T) = (re + RE)hfe

Como hfe é elevada e RE também o é em relação a re , a impedância de


entrada do transistor vem que determinada exclusivamente pelo produto
RE.hfe . Como normalmente R1//R2 é muito menor que RE.hfe podemos escrever:

Zi = R1//R2//(RE + re).hfe

Logo: Zi = R1//R2

IMPEDÂNCIA DE SAÍDA:
Levando-se em consideração que normalmente o sinal aplicado a esta
configuração provém de fontes com impedância interna elevada, devemos
levar em consideração que o sinal aplicado ao transistor não é vi , mas,
apenas uma parte dele, que denominaremos vb , ficando assim a outra parte
do sinal na impedância do gerador a qual denominaremos Rg.

Aplicando-se o teorema de Thèvenin encontraremos a resistência de


Thèvenin, conforme ilustra a figura 4.

A impedância de Thèvenin será: ZTH = Rg//R1//R2


A tensão de Thèvenin será: VTH = vb

Substituindo o transistor por uma fonte de corrente ic em série com a


resistência re , termos o circuito equivalente mostrado na figura 5 para
c.a.

98
Analisando a tensão de saída vo , verifica-se que RE está em paralelo com a
impedância de saída do transistor que é:

Analisando a influência de hfe sobre a resistência equivalente


associada ao circuito de base vendo-a depois da saída, temos:

Zo = Zo(T)//RE
Como RE é normalmente elevada frente a Zo(T) , a impedância de saída
desta configuração é aproximadamente a interna do próprio transistor, ou
seja, muito baixa (algumas dezenas de ohms).

GANHO DE TENSÃO:

Considerando a tensão vb como a tensão efetiva aplicada ao circuito


mostrado na figura 6, teremos a forma simplificada desse circuito,
mostrada na figura 7.

Observe no circuito da figura 6, que efetivamente a tensão de entrada


aplicada no transistor é vb uma vez que para do sinal de entrada perde-se
em virtude da resistência interna do gerador “Rg”.

Então, para efeito de cálculos podemos considerar que a tensão vi é a


própria vb , conforme sugere o circuito simplificado da figura 7.

99
Como a resistência que apresenta o transistor a vb é a resistência
dinâmica do diodo emissor, isto é, re , teremos então:

vb = (RE + re).ie

Podemos então escrever que: vb = vi (efetiva)

Analisando o circuito simplificado da figura 7, vemos que:


vo = REie

Logo:

Analisando a fórmula acima nota-se então que Av < 1, mas,


considerando-se RE >> re , podemos desprezar então a influência de re ,
onde teremos:

GANHO DE CORRENTE:
Como nesta configuração relaciona-se as correntes ie e ib , presume-se
então um ganho de corrente elevado e desta forma teremos:

Como ic ≅ e , então:
Ai(T) ≅ fe

O ganho de corrente do circuito será ligeiramente menor devido a


influência de R1//R2 e será:

Considerando vo ≅ i , obtemos:

Como Zi >> Zo , obtém-se um ganho de corrente elevado e de valores


muito parecidos com os da configuração E.C.

RELAÇÃO DE FASE:

O próprio nome “seguidor de emissor” sugere que as tensões de entrada


e de saída estão em fase.

Ao aumentar vi aumenta a polarização efetiva de base, aumentando ie a


qual provoca um aumento da queda de tensão em RE. Ao contrário, se diminuir
vi diminuirá também ie e como conseqüência diminuirá a tensão nos extremos
de RE , tensão essa que é a própria vo.
100
Dessa forma, as tensões vi e vo seguem a mesma relação de fase,
conforme ilustra o gráfico da figura 8.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Fonte de alimentação 0-20V
1- Multímetro digital ou analógico
1- Osciloscópio
1- Módulo de ensaios ELO -1
1- Monte o circuito da figura 9.

vi - gerador de áudio
R1 = R2 - resistores de 10KΩ, 1/4W (R27, R28)
R3 - resistor de 3,9KΩ, 1/4W (R23)
RE - resistor de 4,7KΩ, 1/4W (R24)
Ci - capacitor eletrolítico de 1μF, 25V (C1)
Co - capacitor eletrolítico de 470μF, 25V (C12)
T - transistor BC337 ou 2N3904 (T5)

101
2- Calcule as tensões c.c. e c.a. na base, emissor e coletor do transistor
e anote na tabela 1. Considere o sinal do gerador 1Vpp a uma freqüência de
10kHz.

3- Meça as tensões c.c. e c.a.(pico a pico) no circuito, anotando-as na


tabela 2.

Tabela 1

VALORES CALCULADOS VALORES MEDIDOS


Tensões B E C B E C
CC
CA

4- Calcule a impedância de saída do circuito e anote na tabela 2.

5- Reduza o sinal do gerador de 1V para 100mV, mantendo a freqüência de


10kHz.

6- Meça a tensão de pico a pico na saída, sem carga.

7- Conecte um resistor de 47Ω, 1/4W na saída.

8- Meça e anote a tensão de pico a pico na saída, com carga.

9- Calcule a impedância de saída do seguidor de emissor com os dados


obtidos nos procedimentos 6 a 8. Anote sua resposta experimental na tabela
2.

Tabela 2: impedância de saída

CALCULADA
SEM CARGA
COM CARGA
EXPERIMENTAL

VERIFICAÇÃO DE DEFEITOS:

10- Para o circuito da figura 9, suponha que R1 esteja aberto. Estime as


tensões c.c. e c.a. e anote na tabela 3.

11- Repita o passo anterior para cada um dos defeitos listados na tabela
3.

12- Simule cada um dos defeitos. Meça e anote as tensões c.c. e c.a. na
tabela 3.

Tabela 3: verificação de defeitos

CALCULADO MEDIDO
DEFEITO VE ve VE ve
R1 aberto
R2 aberto
R3 aberto
102
RE aberto
Ci aberto
Co aberto

PROJETO:

13- Considere o circuito da figura 9. Determine um valor para RE de modo


que a corrente c.c. no emissor seja de 2,5mA.

14- Monte o circuito utilizando o valor de RE projetado. Complete a tabela


4, de acordo com os itens nela listados.

Tabela 4: projeto

RE calculado
VE medida
IE medida

INFORMAÇÃO ADICIONAL:

A tabela 5 mostra um resumo comparativo entre as configurações E.C.,


B.C. e C.C. no que diz respeito aos ganhos de tensão, corrente e potência,
bem como os valores típicos das impedâncias de entrada e saída.
Dentre as três configurações, a que apresenta maior ganho de potência
é a configuração emissor comum.

Tabela 5
CONFIGURAÇÃO Av Ai Ap Zi Zo θ
E.C. alto alto m.alto média média 180º
B.C. alto 1 alto baixa média 0
C.C. ≅1 alto alto média baixa 0

QUESTÕES:

1- Qual a principal aplicação do seguidor de emissor?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
2- Explique resumidamente porque não se desacopla o emissor em uma
configuração seguidor de emissor.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

3- Qual é a característica do ganho de tensão e do ganho de corrente em um


seguidor de emissor?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4- Qual é a impedância característica de entrada e saída em um seguidor de


emissor?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

5- Porque a configuração coletor comum introduz baixa distorção no sinal


de saída?
103
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

104
AMPLIFICADOR EMISSOR COMUM
OBJETIVOS:
a) analisar o funcionamento de um amplificador na configuração emissor
comum;
b) analisar a relação de fase entre a entrada e a saída de um sinal.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Quando um transistor de um amplificador em emissor comum é polarizado


próximo ao centro da reta de carga CC, ao se acoplar um sinal na base,
este sinal será amplificado no coletor.

O emissor comum é também conhecido como emissor à terra, visto que o


emissor é o terminal de referência para a entrada e a saída do sinal.

Uma das principais aplicações do transistor é a amplificação.


Entendemos por amplificação o fato mediante o qual uma variação ocorrida
na entrada de um circuito, aparece amplificada na saída.

Aplicando-se esse conceito ao transistor, se provocarmos uma variação


da polarização de base, obteremos uma variação muito maior da corrente de
coletor e da tensão coletor-emissor.

Geralmente, empregando o transistor como amplificador, as variações


da polarização de base são provocadas pela aplicação de um pequeno sinal
c.a. na entrada, que aparece na saída com seu valor ampliado, mas sendo um
reflexo fiel da entrada.

Definiremos a seguir alguns conceitos importantes:

Entrada: malha à qual se aplica um sinal proveniente de uma fonte que


se deseja amplificar, como por exemplo, um microfone. Designada pelo
subscrito “i” (do inglês: input)

Saída: circuito do qual se obtém o sinal simplificado. Designa-se a


saída pelo subscrito “o” (do inglês: output).

Distorção: deformação no sinal de saída em relação à entrada.

Tensão de entrada: “vi”, tensão que é aplicada na entrada para ser


amplificada.

Tensão de saída: “vo”, tensão alternada que se manifesta nos extremos


da carga.

Corrente de entrada: “i”, corrente que é solicitada do gerador, pelo


circuito de entrada.

Corrente de saída: “io”, corrente alternada que circula pela carga.

Impedância de entrada: “Zi”, resistência de entrada do amplificador,


vista pelo gerador ou fonte de sinal.

105
Impedância de saída: “Zo”, resistência interna que apresenta “vo” se
um outro dispositivo é conectado saída do amplificador. Isto significa que
o amplificador está sendo usado como fonte de sinal.

Ganho de tensão: “Av”, relaciona as tensões de saída e de entrada.

Ganho de corrente: “Ai”,é a relação entre as correntes de saída e de


entrada.

Neste caso, referida exclusivamente ao transistor (não ao circuito


associado a ele). Recebe o nome de beta de corrente alternada (βc.a.).
Define-se como o coeficiente entre o incremento da corrente de coletor e o
incremento da corrente de base.

βc.a. também é chamada de hfe que não deve ser confundida com HFE.

Ganho de potência: “Ap”, é o coeficiente entre a potência c.a.


absorvida pela carga e a potência absorvida pelo circuito de entrada do
amplificador.

Relação de fase: defasagem que apresenta o sinal de saída em relação


ao sinal de entrada.

Configuração: denomina-se assim a disposição que apresenta o


transistor frente ao sinal de entrada e ao sinal de saída, dependendo seu
nome do terminal comum à entrada e saída. Abordaremos nesta experiência a
configuração emissor comum (E.C.), ficando outras configurações para as
próximas experiências.

Geralmente um amplificador inclui capacitores, cuja função é oferecer


fácil passagem aos sinais alternados e bloquear a corrente contínua.

Na figura 1, temos em amplificador em emissor comum com polarização


por divisor de tensão na base, conhecido também como amplificador auto-
polarizado.

106
Para facilitar a análise dos amplificadores, considera-se o circuito
como sendo dois circuitos independentes: um para c.a. (corrente alternada)
e outro para c.c. (corrente contínua).

Na figura 2 temos um circuito equivalente para c.a.

Circuito equivalente c.a.


a) Curto-circuita-se Vcc
b) Consideram-se os capacitores como curtos-circuitos, uma vez que os
mesmos tem a finalidade de facilitar a passagem de c.a.
Na figura 3 temos o circuito equivalente para c.c.

Circuito equivalente c.c.


a) Curto-circuita-se “vi”
b) Considerar os capacitores abertos, uma vez que apresentam
resistência infinita para c.c.
OBS: Os valores das tensões e correntes em qualquer ponto do
circuito, serão as resultantes da superposição (soma) das tensões e
107
correntes c.c. e c.a. presentes, no mesmo instante, em cada um dos
circuitos equivalentes.

ANÁLISE:
Impedância de entrada:
Como a tensão vi é aplicada ao circuito paralelo formado por R1 e R2 e
pelo transistor, devemos então conhecer a resistência que apresenta o
transistor para a fonte de vi.

O sinal de entrada vi é aplicado ao circuito base-emissor, que é


formado por um diodo, cuja curva característica é mostrada na figura 4.

A polarização do diodo base-emissor vem determinada pelo ponto Q, que


implica numa corrente IE para uma tensão VBE. Ao aplicar-se vi , esta produz
uma variação em torno desse valor de VBE; estas variações apresentam um ΔVBE
,que provoca variações de IE = ΔIE.

A relação entre essas variações chama-se RESISTÊNCIA DINÂMICA DO


EMISSOR, ou resistência de emissor para c.a.

Como ΔIE e ΔVBE podem ser exatamente vbe e ie , é possível escrever:

Note que o valor de ie depende da localização do ponto Q, devido a não


linearidade gráfica e isto implica que re não é constante para todas as
polarizações de base. Ainda nestas condições como o valor de vi é pequeno,
é usual tomar como aproximação a resistência dinâmica de emissor:

Até aqui estamos obtendo a resistência dinâmica de emissor para c.a.

Voltando para a figura 4, nota-se que o transistor só absorve do


gerador uma corrente ib e estabelecendo uma aproximação ie = ic , temos:

Isto resulta que a impedância de entrada do transistor será hfe vezes


maior do que re, isto é:

108
Com a impedância do transistor quantificada, a impedância de entrada
do circuito será:

(R1 em paralelo com R2 em paralelo com hfere)

Como é conveniente que zi tenha uma impedância elevada para reduzir ao


mínimo os efeitos da resistência interna do gerador, R1 e R2 devem ter
valores elevados. A impedância de entrada desta configuração apresenta
valores compreendidos entre 2kΩ e 6kΩ.

Impedância de saída:
Semelhante ao caso anterior, devemos utilizar o circuito equivalente
de c.a. para estudar a impedância de saída. Nele observa-se que vo é tomado
pelo circuito paralelo formado por RC e pelo circuito coletor-emissor, pelo
qual devemos analisar este último. Veja a figura a seguir:

Em condições de repouso, Q implica dois valores IC e VBE para IB.


Mantendo-se IB constante provocamos variações de IC equivalentes a ΔIC. O
coeficiente entre ambas determina a resistência dinâmica de coletor, que
coincide com a impedância de saída deste, a qual chamaremos de Zo(T) e será:

É fácil observar pela figura 5 que as variações de VCE são muito


maiores que as de IC e que, além disso, aquelas são de valores muito
superiores a esta, geralmente volts frente a miliampères. Isso dá uma
idéia de quanto é elevada a impedância de saída do transistor.

A conclusões semelhantes chega-se quando se substitui o circuito


coletor-emissor por uma fonte de corrente quase ideal (impedância interna
muito alta), de valor ic , em série com uma resistência de valor re. Veja a
figura 6.

Logo, a impedância do circuito será:

109
Como Zo(T) é muito elevada frente a RC , podemos considerar como boa
aproximação:

Ganho de tensão:
Analisando o circuito equivalente da figura 6 e considerando ie = ic ,
temos:

e, por outro lado:

de onde:

e, finalmente:

onde o sinal menos (-) indica que vo está defasada 180º em relação a
vi.

Ganho de corrente:
O ganho de corrente, Ai , é definido pela relação entre io e ii ,
isto é:

Quando essa relação é referida exclusivamente ao transistor, temos:

Quanto ao ganho de corrente do circuito, este será diferente, uma vez


que parte da corrente de entrada deriva-se através de R1 e R2, circulando
pelo transistor somente ib.
Como:

teremos:

Analisando a última fórmula, podemos concluir que o resultado é


esperado, uma vez que: para um mesmo circuito, duas resistências de carga
distintas implicam um duas retas de carga diferentes e ganhos de corrente
distintos, sendo menores quanto maior dor RC. Por outro lado, RC também
determina a corrente de emissor, a qual influi sobre o valor da impedância
de entrada.

Relação de fase:
Veja na figura abaixo, as relações de fase na configuração emissor
comum.

110
Considerações sobre os capacitores Ci e Co:
Na análise dos circuitos equivalentes, consideramos os capacitores de
acoplamento Ci e Co como curtos-circuitos; para efeitos práticos podem ser
considerados curtos-circuitos se no pior dos casos, suas reatâncias só
representarem 10% da impedância do circuito que a afetam. Logicamente as
piores condições num dispositivo amplificador para as reatâncias
capacitivas são as baixas freqüências.

Retornemos ao circuito da figura 1.


Observa-se que Ci está em série com Zi , portanto:

de onde Ci tomando a freqüência menor (fmin) será:

logo:

e, finalmente:

Para obter o valor de Co podemos seguir o mesmo critério, o qual está


em série com Zo , logo:

Considerações sobre o capacitor de desacoplamento do emissor (CE):


Se estudarmos o circuito da figura 1 sem CE , ao se aumentar ou
diminuir ib , aumenta ou diminui ie e portanto, surge uma tensão nos
terminais de RE. Como as variações da corrente de emissor são hfe vezes
maiores do que as variações de ib , a tensão de emissor provoca uma redução
elevada da tensão efetiva base-emissor vbe , com o que o ganho do
amplificador vê-se altamente reduzido. É importante ver claramente que
esta redução é produzida por ve , ou seja, o componente alternado na
resistência de emissor.

O critério para se calcular CE é o mesmo adotado para se calcular Ci e


Co , ou seja:
111
Quando a freqüência se eleva, XCE é muito pequena, representando um
curto virtual sobre RE , desta forma, a única resistência efetiva no
circuito de emissor é a própria resistência dinâmica re. Uma vez que seu
valor é altamente instável, o ganho de tensão será altamente afetado.
Diante desse fato, é preferível reduzir parte do ganho para se conseguir
maior estabilidade do circuito.

Geralmente isto é conseguido derivando-se parcialmente RE, dividindo-


se em duas, conforme ilustra a figura 8.
Observa-se que RE está desacoplada para sinais alternados, enquanto
que R’E não o está.

Com isto a resistência total de emissor para corrente alternada será:


re + R’E , conseguindo um duplo efeito:
a) dar maior estabilidade ao circuito, diminuindo o ganho;
b) aumentar a impedância de entrada da base, porque aumentou a
resistência do circuito de emissor para c.a.

Distorção:
Se o circuito da figura 1 trabalha próximo ao centro da reta de carga
e o sinal vi tem uma amplitude relativamente pequena, é previsível que o
circuito não apresente um sinal de saída distorcido. Existem basicamente
três tipos de distorção:

DISTORÇÃO DE SAÍDA POR SATURAÇÃO


Se por qualquer circunstância o ponto Q se desloca conforme indica a
figura 9, os valores mais elevados de vi podem levar o transistor na região
de saturação, onde o coletor não segue as variações do sinal de entrada e
provoca um recorte nos valores máximos que deveria alcançar ic.

112
DISTORÇÃO DE SAÍDA POR CORTE
Neste caso, conforme ilustra a figura 10, o ponto Q situa-se bem
próximo do corte ou em alguns casos no corte.

Desta forma, para valores mais negativos de vi o transistor entrará em


corte, uma vez que vce não poderá aumentar além de VCE e IC irá a zero.

DISTORÇÃO DE ENTRADA

A distorção de entrada deve-se ao fato da não linearidade da curva


característica IE x VBE , conforme ilustra a figura 11.

113
Se amplitude de vi é pequena, o trecho da curva afetado é pequeno,
podendo assim ser considerado como uma reta nesse intervalo.

Se vi é elevada, a curvatura fica acentuada e então ie não segue as


variações de vbe e a corrente de coletor também não seguirá essas
variações.

CONSIDERAÇÕES GERAIS:

1- Para obter sinais de saída sem distorção, é conveniente que a


corrente de coletor ic não tenha variações superiores de 15% a 20% do valor
estático IC.

2- Os amplificadores de baixa freqüência (B.F.) tem como aplicação


principal a amplificação de sinais de audiofreqüência (que é a gama
compreendida entre 10Hz a 18kHz). É norma internacional efetuar as medidas
de performance dos amplificadores de áudio na freqüência de 1kHz.

3- A reta de carga tem uma influência direta sobre os ganhos de


tensão e de corrente do circuito. Uma resistência de coletor de valor
baixo implica numa inclinação acentuada da reta de carga e portanto, uma
maior ganho de corrente e um menor ganho de tensão. Pelo contrário, uma
resistência de coletor de valor elevado oferece resultados inversos aos
expostos.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Gerador de áudio ou gerador de funções
1- Voltímetro analógico ou digital
1- Osciloscópio
1- Fonte de alimentação 0 -20V
1- Módulo de ensaios ELO - 1
1- Monte o circuito da figura 12. Abra Sw.

114
R1 = 3,3KΩ (R22) Co = 33μF, 25V (C7)
R2 = 10KΩ (R27) CE = 47μF, 25V (C8)
RC = 2,2KΩ, 1/4W (R21) T = BC107B ou BC 547B (T3)
RE = 220Ω, 1/4W (R7) Vcc = 20V
Ci = 22μF, 25V (C6) vi = gerador senoidal

2- Ajuste vi para 40mVpp a uma freqüência de 1kHz.


3- Calcule a tensão c.c. na base, emissor e coletor e anote as respostas
na tabela 1.

4- Calcule e anote a tensão c.a. na base, emissor e coletor, na tabela 1.

Tabela 1: tensões c.c. e c.a.

CALCULADO MEDIDO
TENSÕES VB VE VC VB VE VC
CC
CA

5- Meça as tensões calculadas nos passos 3 e 4 e anote na tabela 1.

6- Com o auxílio de um osciloscópio de 2 canais observe simultaneamente as


tensões de entrada e saída (vi e vo respectivamente). Desenhe as tensões de
entrada e saída em papel milimetrado A4 observando os valores de pico a
pico e eficaz, bem como a relação de fase entre essas tensões.

7- Com um voltímetro e um osciloscópio meça a tensão VE ( medir nos


extremos de RE ) com Sw aberta e fechada e anote esses valores na tabela 2.

Tabela 2: tensões em RE
CONDIÇÕES Tensão c.c. Tensão c.a.
Sw aberta
Sw fechada

8- Compare as medições feitas em RE com e sem capacitor de desacoplamento (


CE ) e apresente conclusões:

115
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

9- Calcule os valores de Zi, Zo, Av, Ai e Ap e anote na tabela 3.

Tabela 3
Zi Zo Av Ai Ap

10- Compare as tensões vi e vo medidas no passo 6 e determine o ganho de


tensão Av.

Av = ___________________

11- No circuito da figura 12, suponha: RE aberto, R1 aberto, R2 aberto e CE


em curto. Calcule VE , VC e VB e anote na tabela 4. Simule esses defeitos,
meça as tensões e complete a tabela 4. Ao calcular e simular os defeitos,
não se esqueça de retornar à posição original o componente cujo defeito
foi anteriormente simulado.

Tabela 4: simulação de defeitos

CALCULADO MEDIDO
DEFEITOS VC VE VB VC VE VB
R1 aberto
R2 aberto
RE aberto
CE aberto

PROJETO:

12- No circuito da figura 12, determine o valor do resistor de coletor


para produzir um ganho teórico de 100, adotando valor comercial de
resistência. Calcule e meça as tensões listadas na tabela 5.

Tabela 5: projeto

CALCULADO MEDIDO
VCE
VC
VE
VB

QUESTÕES:

1- Qual é a re teórica do amplificador da figura 12?


_____________________________________________________________________

2- Qual é o ganho de tensão aproximado do amplificador da figura 12?


_____________________________________________________________________

3- O emissor do amplificador da figura 12 tem um pequeno ou nenhum sinal


c.a., devido a existência do:

116
a) resistor de emissor
b) capacitor de acoplamento na entrada
c) capacitor de passagem do emissor
d) fraco sinal de base

4- Os valores c.c. da polarização do transistor não são afetados pela


resistência c.c. do gerador de sinal porque o capacitor de acoplamento de
entrada:
a) bloqueia a componente c.c.
b) transmite a componente c.a.
c) bloqueia a componente c.a.
d) transmite a componente c.c.
5- O que ocorre com os valores de tensão c.c. do circuito quando o
capacitor de acoplamento Co abre? E com os valores de c.a.?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
___________________________________________________________

6- Explique os valores de tensão que você obteve com o resistor RE aberto,


no circuito da figura 12.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
___________________________________________________________

7- Porque a configuração estudada nesta experiência chama-se emissor


comum?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________

8- Explique porque pode-se considerar quando do levantamento do circuito


equivalente da figura 12, como dois circuitos independentes, um para c.c.
e outro para c.a.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
___________________________________________________________

9- O circuito da figura 13, possui os seguintes dados:


VCC = 6V VC = 0,4VCC IC = 5mA I2 = 10.IB
VCE = 0,5VCC VBE = 0,6V β = 100

Determine:
117
VC IE I1 R2
VCE I2 RC PRE
VE V1 RE PRC
IB V2 R1 PC

118
AMPLIFICADOR DIFERENCIAL
OBJETIVOS: estudo do amplificador diferencial básico e suas propriedades.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Um amplificador diferencial básico é um circuito eletrônico contendo


transistores bipolares ou unipolares, sendo muito utilizado no estágio de
entrada dos amplificadores operacionais.

A forma mais comum de representar um amplificador diferencial na


forma de diagrama de blocos é mostrada a seguir:

O diagrama do circuito é mostrado a seguir:

Observa-se que existem duas entradas e duas saídas. Os sinais de


entrada são aplicados essencialmente nas bases dos dois transistores e os
emissores dos mesmos são conectados em um único resistor.

Desta forma, os sinais nas saídas são afetados por um ou por ambos
sinais de entrada.

AMPLIFICADOR DIFERENCIAL OPERANDO COM ENTRADA SIMPLES

O circuito a seguir mostra um amplificador diferencial com um sinal


aplicado à entrada 1, estando a entrada 2 aterrada:

119
Observa-se que entre a entrada 1 e a saída 1, existe uma inversão do
sinal em 180º.
A princípio, imagina-se que não existe sinal de saída no coletor de
T2, porquanto a base do mesmo está aterrada, o que não está correto.

O sinal de entrada Vi1 aparece no ponto comum entre os dois emissores,


em fase, com aproximadamente a metade da amplitude, pois resulta na ação
de seguidor de emissor do circuito, conforme ilustra a figura abaixo:

O sinal Vi1 é medido do ponto 1 ao terra.

Conclusões:
a) as tensões nos emissores de T1 e T2 (em relação ao terra) são
iguais, pois ambos estão conectados em um ponto comum;

b) nos emissores de T1 e T2 estará presente aproximadamente a metade


da tensão Vi1, com a mesma polaridade, em virtude da ação de seguidor de
emissor do circuito;

c) desta forma, a tensão medida da base para o emissor de T2 terá a


mesma amplitude, porém, com polaridade invertida;

d) conclui-se então que o sinal amplificado por T2 estará em fase com


Vi1;

120
e) resumindo: aplicando-se um sinal na base de T1, nos coletores
(saídas) de T1 e T2 aparecerão dois sinais com aproximadamente a mesma
amplitude, com fases opostas, conforme ilustra o diagrama de blocos
abaixo:

Aterrando-se a base de T1 a aplicando-se um sinal na base de T2,


resultará nas tensões mostradas no diagrama de blocos a seguir:

OPERAÇÃO DIFERENCIAL (ENTRADA DUPLA SIMÉTRICA)

O modo diferencial (entrada dupla) simétrica é usado quando os dois


sinais de entrada tem amplitudes iguais e polaridades opostas.

Podemos analisar o que ocorre nas saídas pelo método da superposição,


considerando inicialmente sinais aplicados em cada uma das entradas,
conforme sugere os diagramas de blocos mostrados abaixo:

Superpondo os dois blocos acima, termos como resultado:

121
Observa-se que as tensões que aparecem nas saídas é a soma das
tensões das saídas de cada um dos blocos, pois as mesmas estão em fase (V
+ V = 2V).

Se os sinais de entrada estivessem em fase (ou se fosse aplicado o


mesmo sinal nos dois terminais de entrada), os sinais resultantes devido a
cada entrada agindo sozinha, teriam polaridades opostas em cada terminal
de saída e a resultante seria 0V (caso ideal). Veja a figura a seguir:

A figura a seguir mostra dois amplificadores diferenciais ligados em


cascata (série), sendo um com entrada simples e outro com entrada
simétrica:

122
No primeiro amplificador diferencial o sinal á aplicado à entrada 1,
sendo a entrada 2 aterrada.

Teremos então na saída dois sinais de amplitudes iguais com fases


opostas, que alimentam as entradas do próximo amplificador de modo
simétrico; este tipo de arranjo proporciona a vantagem de aumentar o ganho
final.

ANÁLISE DE UM AMPLIFICADOR DIFERENCIAL BÁSICO


(Polarização DC)

Analisaremos no circuito a seguir os valores típicos de polarização


DC de um amplificador diferencial básico:

CÁLCULOS:

a) Supondo os dois transistores casados (características idênticas) e uma


corrente de base típica de 10μA, teremos as tensões VB1 e VB2:

IB.RS = 10μA . 1kΩ = 10mV


logo:
VB1 = VB2 = 10mV

Como esse valor é muito baixo, poderá ser desprezado, e desta forma
poderemos supor VB1 = VB2 = aproximadamente 0V, cuja hipótese poderá ser
confirmada posteriormente com cálculos.

teremos então:
VE = VE1 = VE2 = 0 - 700mV = -700mV

a corrente através do resistor RE será:

IE = (VE - VEE) / RE
= [-700mV - (-12V)] / 27kΩ = 11,3V / 27kΩ = 418,52μA

123
A corrente através do resistor RE será composta pelas correntes de emissor
de cada transistor. Se os transistores forem casados, a corrente de
emissor de cada transistor será a metade da corrente total através de RE.

teremos:
IE1 = IE2 = IE / 2 = 418,52μA / 2 = 209,26μA
b) Calculando IB1 e IB2:
IB1 = IB2 = IE / (1+hfe)
= 209,26μA / 50 = 4,185μA

teremos efetivamente:

VB1 = VB2 = 1kΩ . 4,185μA = 4,185mV (bem próximo de zero)

c) Calculando as correntes nos coletores:

IC = IE - IB = 209,26μA - 4,185μA = 205,08μA

logo:
IC1 = IC2 = 205,08μA

d) Calculando as tensões nos coletores:

VC = VCC - RCIC ➔ 12V - (22kΩ . 205,08μA) = 12V - 4,51V = 7,49V

então:

VC1 = VC2 = 7,49V

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Fonte de alimentação simétrica 0-20V
1 - Gerador de áudio
1 - Multímetro analógico ou digital
1 - Osciloscópio
1 - Módulo de ensaios ELO-1

1 - Monte o amplificador diferencial mostrado a seguir;

2 - Ajuste o gerador de áudio até obter 10mVrms e aplique na base de T1;

3 - Conecte cada um dos canais do osciloscópio em cada uma das saídas


(coletores dos transistores) e observe as formas de onda, amplitude e
defasagem correspondentes as duas saídas;

4 - Desenhe em papel milimetrado A4, em escala, as formas de onda obtidas


nos dois canais do osciloscópio, observando a amplitude e defasagem;

5 - Calcule as correntes de base, de emissor e de base, bem como as


tensões nos coletores e anote na tabela 1;

124
RC1 = R27 = 10kΩ RC2 = R28 = 10kΩ RE = R29 = 15kΩ

6 - Meça todas as correntes e tensões listadas na tabela 1 e compare com


os valores calculados.

TABELA 1
VALORES CALCULADOS VALORES MEDIDOS
IB1
IB2
IC1
IC2
IE1
IE2
VE1
VE2
VB1
VB2
VC1
VC2

7 - Desconecte a entrada 2 do circuito que você montou e ligue-a na


entrada 1. Isto fará com que a amplificador diferencial opere com dois
sinais na entrada com amplitudes e fases iguais.

125
O objetivo deste item é verificar o comportamento do amplificador
quando opera no modo diferencial, com 2 entradas de sinal de mesma fase.
Oriente-se pela figura a seguir:

8- Conecte cada um dos canais do osciloscópio em cada uma das saídas


(coletores dos transistores) e observe as formas de onda, amplitude e
defasagem correspondentes as duas saídas;

9 - Desenhe em papel milimetrado A4, em escala, as formas de onda obtidas


nos dois canais do osciloscópio, observando a amplitude e defasagem;

10 - Calcule as correntes de base, de emissor e de base, bem como as


tensões nos coletores e anote na tabela 2;

6 - Meça todas as correntes e tensões listadas na tabela 2 e compare com


os valores calculados.

TABELA 2
VALORES CALCULADOS VALORES MEDIDOS
IB1
IB2
IC1
IC2
IE1
IE2
VE1
VE2
VB1
VB2
VC1
VC2

QUESTÕES:

1 - Qual configuração é utilizada em cada transistor, no circuito


diferencial objeto desta experiência?
a) base comum

126
b) modo comum
c) emissor comum
d) seguidor de emissor
e) modo diferencial

2 - Explique resumidamente o que significa operação em modo diferencial.


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
_______________________________________

3 - É certo afirmar: Quando um amplificador diferencial opera em modo


diferencial, as entradas devem ser simétricas, com mesma amplitude e mesma
fase…
a) certo b) errado

4 - Calcule todas as tensões e correntes do amplificador diferencial


abaixo:

VB1 = IB2 = IC1 = VE2 =


VB2 = IE1 = IC2 = VC1 =
IB1 = IE2 = VE1 = VC2 =

127
AMPLIFICADOR PUSH-PULL “CLASSE B”
OBJETIVOS:
a) analisar o funcionamento básico de um amplificador push-pull;
b) entender e explicar o significado de push-pull;
c) entender o significado de distorção por cruzamento.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

Em um amplificador “push-pull” classe B, cada transistor opera na


região ativa durante metade do ciclo do sinal CA. Com uma fonte de
alimentação simples, a compliance24 CA de saída é aproximadamente igual a
Vcc.

Amplificadores “push-pull” classe B são muito usados no estágio de


saída de sistemas de áudio porque eles podem produzir potências maiores do
que os amplificadores classe A, isto é, possuem uma eficiência muito
maior.

O principal problema que ocorre com amplificadores “push-pull” classe


B é a estabilização do ponto Q perto do corte. Isto ocorre devido a
dificuldade em se ajustar ICQ, uma vez que um pequeno aumento da tensão VBE
provoca uma alteração considerável da corrente de coletor.

A polarização com divisor de tensão na base não é recomendável, uma


vez que o ponto Q é muito sensível às variações de tensão da fonte,
temperatura e eventuais substituições do transistor, podendo ocorrer em
virtude disso um disparo térmico.

A polarização através de diodos é a forma usual de se polarizar


amplificadores “push-pull” classe B, escolhendo-se preferencialmente
diodos cujas curvas sejam semelhantes às curvas dos diodos “base-emissor”
dos transistores. Esse procedimento permite uma ótima estabilização do
ponto Q.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1- Gerador de áudio
1- Fonte de alimentação 0-20V
1- Osciloscópio
2- Multímetros
1- Módulo de ensaios ELO-1

DISTORÇÃO DE CRUZAMENTO:
1- Monte o circuito da figura 1, alimentando-o com uma tensão de 5V.

2- Ajuste a freqüência de entrada para 1kHz e o nível de áudio em 2Vpp.


3- Observe o sinal de saída no resistor de carga (100Ω). O sinal de saída
deverá estar distorcido.

24 COMPLIANCE: tensão de pico a pico do sinal amplificado sem distorção

128
T3 = BC547
T4 = BC557

SENSIBILIDADE DA TENSÃO POLARIZAÇÃO POR DIVISOR:


4- Reduza o nível do sinal a zero e ligue o multímetro como um amperímetro
em série com o coletor, conforme sugere a figura 2.

5- Ligue o segundo multímetro como voltímetro na fonte de alimentação.

6- Ajuste VCC de modo a obter ICQ de 10μA. Anote o valor de VCC tabela 1.

7- Ajuste VCC de modo a obter outros valores de ICQ, anotando os valores de


VCC na tabela 1.

8- Reduza VCC a zero. Calcule a sensibilidade da corrente do coletor em


função da tensão da fonte, com a seguinte equação:

OBS: use os valores máximos e mínimos da tabela 1 e anote suas respostas


na mesma tabela.

COMPLIANCE DE SAÍDA CA:


9- Ajuste VCC até obter uma corrente quiescente de coletor de
aproximadamente 1mA. Desligue o amperímetro do coletor e ligue novamente o
coletor à fonte.
129
10- Aumente o sinal do gerador de áudio até que se note cortes na saída do
sinal. Volte levemente até que o sinal de saída não tenha mais cortes. Se
o circuito está funcionando corretamente a saída de pico a pico deverá ser
de aproximadamente (cerca de 10V, ou seja, 5V por transistor).
Esta é a compliance do circuito.

SENSIBILIDADE DA POLARIZAÇÃO POR DIODO:


11- Monte o circuito da figura 3.

12- Reduza o sinal do gerador a zero. Meça e anote na tabela 2 os valores


de VCC para valores de ICQ de 10μA, 100μA e 1mA (adote o procedimento do
item 4). Se não for possível ajustar um valor particular de ICQ, ignore os
valores de VCC.

13- Ajuste o valor de VCC para 15V. Anote ICQ na tabela 2. Desligue o
amperímetro e ligue o coletor à fonte novamente.

14- Calcule a sensibilidade da corrente do coletor conforme equação já


vista. Anote na tabela 2.

T3 = BC547 T4 = BC557 D1 = D2 = 1N4002

RELAÇÕES DE POTÊNCIA:
15- Para o circuito da figura 3, calcule VCEQ dos transistores Q1 e Q2 para
VCC igual a 10V. Anote as respostas na tabela 3. Calcule também a
compliance de saída e a corrente de dreno para o máximo sinal de saída.

16- A seguir calcule a potência máxima na carga sem cortes, a potência de


entrada CC e a eficiência do estágio. Anote as respostas na coluna teórica
da tabela 4.

17- Monte o circuito, e alimente-o com 10V. Meça e anote VCEQ de cada
transistor e anote na tabela 4. Meça e anote também a compliance CA de
saída e a corrente total do circuito.

18- Calcule e anote os valores experimentais listados na tabela 4,


utilizando os dados medidos da tabela 3.

PROJETO:
130
19- Calcule o valor de VCC no circuito da figura 3, necessário para uma
carga com potência de 1/4W. Anote este valor na parte superior da tabela
5. Calcule e anote os outros valores listados na tabela 5.

20- Monte o circuito com o valor de VCC projetado. Meça e anote os valores
experimentais de PP e IF na tabela 5. Calcule e anote os outros valores
experimentais de PL(MAX), PF e η usando os dados de PP e IF medidos.

TABELA 1

SENSIBILIDADE DA POLARIZAÇÃO
POR DIVISOR DE TENSÃO
ICQ VCC
10μA
100μA
1mA
10mA
SENSIBILIDADE

TABELA 2

SENSIBILIDADE DA POLARIZAÇÃO
POR DIODOS
ICQ VCC
10μA
100μA
1mA
15V
SENSIBILIDADE

TABELA 3

DADOS DO CIRCUITO
PARÂMETROS CALCULADO MEDIDO
VCEQ(SUPERIOR)
VCEQ(INFERIOR)
PP
IF

TABELA 4

POTÊNCIA E EFICIÊNCIA
PARÂMETROS TEÓRICO EXPERIMENTAL
PL(MAX)
PF
η

TABELA 5: PROJETO

VCC = ______________

PARÂMETROS TEÓRICO EXPERIMENTAL

131
PP
IF
PL(MAX)
PF
η

QUESTÕES:

1- O valor medido de VCEQ de cada transistor foi de:


a) 5V b) 10V c) 15V d) 20V

2- A compliance CA de saída é de aproximadamente:


a) 5V b) 10V c) 15V d) 20V

3- A corrente de dreno teórica do circuito da figura 3, é de


aproximadamente:
a) 0,915mA b) 15,9mA
c) 16,8mA d) 29mA

4- O amplificador “push-pull” classe B da figura 3, tem uma eficiência


teórica aproximadamente de:
a) 1% b) 25% c) 75% d) 100%

5- Explique resumidamente o que significam os valores de sensibilidade


obtidos nas tabelas 1 e 2.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

6- Explique resumidamente o funcionamento do amplificador “push-pull”


classe B da figura 3.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

7- Suponha que alguém montou o circuito da figura 1, usando uma


alimentação de 15V. Depois descobre-se que um dos transistores foi
destruído. O que poderá ter acontecido?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

8- Suponha que o transistor Q1 do circuito da figura 3, tenha o emissor-


coletor em curto. Explique o que acontecerá com o transistor Q2.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

132
REGULADORES
REGULADOR SÉRIE:

O regulador série é na realidade uma fonte de alimentação regulada


mais sofisticada em relação aos reguladores que utilizam apenas diodo
zener.

O diodo zener atua apenas como elemento de referência enquanto que o


transistor é o elemento regulador ou de controle. Observa-se que o
transistor está em série com a carga, daí o nome regulador série.

FUNCIONAMENTO:
➢ A tensão de saída estará disponível na carga (VL), então: VL = VZ - VBE
➢ Como VZ >> VBE podemos aproximar: VL = VZ
➢ Sendo VZ constante, a tensão no ponto "x" será constante
➢ Caso VIN aumente podemos analisar o que acontece aplicando LKT:

VIN = VR + VZ, mas VR = VCB, logo: VIN = VCB + VZ


VCE = VCB + VBE

Portanto, quando VIN aumenta, como VZ é constante, VCB também aumentará


provocando um aumento de VCE, de modo a suprir a variação na entrada,
mantendo VL constante.
VL = VIN - VCE

Então: se VIN aumenta ➔ VCE aumenta ➔ VL não se altera

➢ Caso VIN diminua podemos analisar o que acontece aplicando LKT,


obedecendo os mesmos princípios adotados anteriormente. Neste
caso VCB diminui.

Com a diminuição de VIN ➔ VCE diminui ➔ VL não se altera

LIMITAÇÕES:

Valores mínimos e máximos de VIN


Como VIN = VR + VZ e VR = R.IR mas IR = IZ + IB

então:
VIN = R(IZ + IB) + VZ

Para VIN mínima temos: VIN(MIN) = R(IZ(MIN) + IB(MAX))


Portanto, abaixo do valor mínimo de entrada o diodo zener perderá
suas características de estabilização.

133
Para VIN máxima temos: VIN(MAX) = R(IZ(MAX) + IB(MIN))
Acima do valor máximo de entrada o diodo zener perderá também suas
características de estabilização e será danificado.

CONDIÇÕES PARA UM PROJETO:


Alguns parâmetros devem ser observados para que o circuito opere em
condições normais sem danificar seus componentes.
➢ Tensão de entrada máxima:
VIN(MAX) = (IB(MIN) + IZ(MAX)).R + VZ ( I )
Na pior condição RL = ∞ (carga aberta), logo IB(MIN) = 0

VIN(MAX) = R.(IZ(MAX)) + VZ

onde: IZ(MAX) =
➢ Tensão de entrada mínima:
VIN(MIN) = (IB(MAX) + IZ(MIN)).R + VZ ( II )

De ( I ) tiramos: IZ(MAX) = ( III)

De ( II ) tiramos: IZ(MIN) + IB(MAX) = ( IV )

Dividindo ( III ) e ( IV ) temos:

PROJETO
Projetar uma fonte de alimentação estabilizada com diodo zener e
transistor com as seguintes características:
Tensão de saída (VL): 6V
Corrente de saída máxima (IL(MAX)): 1,5A
Tensão de entrada (VIN): 12V ± 10%

Escolha do transistor

O transistor a ser utilizado deverá obdecer as seguintes


características:
VCBO > VIN(MAX) ➔ no caso 13,2V
IC(MAX) 25 > IL(MAX) ➔ no caso 1,5A
PC(MAX) 26 > (VIN(MAX) - VL) . IC(MAX)

Supondo que o transistor escolhido seja o BD235, que de acordo com o


manual do fabricante tem as especificações:

25 IC(MAX) é a máxima corrente que o coletor pode suportar


26 P C(MAX) é a máxima potência de dissipação do coletor

134
VCBO(MAX) = 45V
IC(MAX) = 2A
PC(MAX) = 25W
β > 40 < 250
Neste caso, o valor mínimo de beta é 40 e o máximo 250. Para que o
projeto funcione sem problemas adota-se o beta de menor valor.
O transistor escolhido atende as exigências quanto a VCBO(MAX) e IC(MAX).
No entanto é preciso verificar se a potência que será dissipada pelo
coletor será suficiente para este projeto.

Verificando a potência que será dissipada pelo coletor:

PC(MAX) = (VIN(MAX) - VL) . IC(MAX)


IC(MAX) = IE(MAX) - IB(MAX)
IE(MAX) = IL(MAX) ➔ I C(MAX) = IL(MAX) - IB(MAX)

IB(MAX) = logo: IC(MAX) = IL(MAX) -

IC(MAX) = =

PC(MAX) = (13,2V - 6V) . 1,46A = 10,5W

O transistor escolhido atenderá as necessidades do projeto quanto a


dissipação de potência, por estar abaixo da potência máxima especificada
pelo fabricante. Torna-se necessário entretanto o uso de um dissipador
adequado para evitar sobreaquecimento do transistor.

Escolha do diodo zener:

Levando-se em conta que VL = VZ - VBE e que VBE ≈ 0,7V, se adotarmos um


diodo zener com tensão nominal de 6V, então na carga teremos 5,3V. O ideal
então é adotar um diodo zener com 6,7V, porém este valor não é comercial.
O valor comercial mais próximo encontrado é o BYXC6V8, que tem uma tensão
nominal de 6,8V e PZ(MAX) igual a 500mW com IZ(MIN) = 8mA.

IZ(MAX) =
Teremos então na carga 6,1V valor este, perfeitamente aceitável.

Verificando se o diodo zener escolhido pode ser utilizado:

IZ(MAX) =

IB(MAX) =

135
IZ(MAX) =

IZ(MAX) =

Como IZ(MAX) teórico = 73,53mA e IZ(MAX) = 71,2mA o diodo zener escolhido


pode ser utilizado.

Cálculo de R:

Para a máxima de tensão de entrada: VIN(MAX) = 13,2V

VIN(MAX) = R.(IB(MIN) + IZ(MAX)) + VZ

Na pior condição: RL = ∞ ➔ I B(MIN) = 0

VIN(MAX) = (R . IZ(MAX)) + VZ

R =

Para a mínima tensão de entrada: VIN(MIN) = 10,8V

R =

Portanto R deverá ser maior do que 87,04Ω e menor do que 89,89Ω.


Adotaremos o valor comercial mais próximo: 91Ω

Potência dissipada pelo resistor:

P = ➔ P= =

Podemos adotar um valor comercial mais próximo: 1W

REGULADOR PARALELO:

A exemplo do regulador série, o transistor atua como elemento de


controle e o zener como elemento de referência.
Como a carga fica em paralelo com o transistor, daí a denominação
regulador paralelo, cujo circuito é mostrado abaixo.

136
A análise do seu funcionamento segue basicamente os mesmos princípios
do regulador série, no que diz respeito aos parâmetros do transistor e do
diodo zener.

FUNCIONAMENTO:
➢ VZ = VCB ➔ como VZ é constante, VCB será constante
➢ V CE = VCB + VBE, mas V CB >> VBE
logo: VCE = VCB, onde VCE = VZ

Ao variar a tensão de entrada dentro de certos limites, como VZ é


fixa, variará VBE variando a corrente IB e consequentemente IC. Em outras
palavras, variando-se a tensão de entrada ocorrerá uma atuação na corrente
de base a qual controla a corrente de coletor.
Neste caso, VCE tende a parmanecer constante desde que IZ não assuma
valores menores que IZ(MIN) e maiores que IZ(MAX).
Os parâmetros para o projeto de em regulador paralelo são
essencialmente: VIN, VL e IL(MAX).

➢ Tensão de entrada máxima:


Na pior condição RL = ∞ ➔ I L = 0
VIN(MAX) = R1.(IL(MAX) + IC(MAX)) + VZ + VBE

( I )

➢ Tensão de entrada mínima:


VIN(MIN) = R1.(IZ(MIN) + IC(MIN) + IL(MAX)) + VZ + VBE

( II )

Dividindo ( I ) e ( II ), temos:

Isolando IZ(MAX):

IZ(MAX) = ( III )
OBS: IC(MIN) é a corrente de coletor para uma tensão de entrada mínima.
Em muitos projetos a mesma pode ser desprezada por não ter influência
significativa no resultado final.

➢ Corrente em R2:

IR2 = IZ(MIN) - IB(MIN), onde IB(MIN) =

portanto: IR2 = IZ(MIN) - ( IV )

137
Quando a tensão de entrada for máxima e a carga estiver aberta
(pior condição), um acréscimo de corrente circulará pelo diodo zener.
Como VBE é praticamente constante, essa corrente circulará pela base do
transistor, daí então teremos:

IC(MAX) = β(MIN) . (IZ(MAX) - IR2 ( V )

Substituindo ( V ) em ( III ), temos:

IZ(MAX) = . (IZ(MIN) + IC(MIN) + IL(MAX)) - β(MIN).(IZ(MAX) - IR2

IZ(MAX) =

Escolha do transistor:
Deverão ser observados os parâmetros:
VCEO 27 > (VZ + VBE)
IC(MAX) > IL(MAX)
PC(MAX) > (VZ + VBE) . IC(MAX)
Escolha do diodo zener:
Os parâmetros são idênticos aos adotados no regulador série.

PROJETO

Projetar um regulador paralelo , com as seguintes características:

VL = 15V
IC(MAX) = 600mA
VIN = 22V ± 10%

Escolha do transistor:
O transistor deverá ter as seguintes características:

VCEO > (VCE + VVBE)


Ic(MAX) > IL(MAX)
PC(MAX) > (VZ + VBE) . IC(MAX)

Adotaremos o transistor 2N3534, que tem as características:

VCEO = 35V
IC(MAX) = 3A
PC(MAX) = 35W
β (mínimo = 40; máximo = 120)

Escolha do diodo zener:


O diodo zener escolhido foi o BZXC1C15, que tem as características:
PZ(MAX) = 1,3W
IZ(MIN) = 20mA
VZ = 15V

27 VCEO é a tensão entre coletor e emissor com a base aberta

138
IZ(MAX) =
Verificando se o diodo zener escolhido pode ser utilizado:

IZ(MAX) =

Desprezando IC(MIN) ➔ I CMIN) = 0, então como IR2 = IZ(MIN) - , IR2 = 20mA

IZ(MAX) =

IZ(MAX) = = (2,073 . 1,42).0,0244 = 71,83mA


IZ(MAX) = 71,83mA (o zener pode escolhido é compatível)

Calculando IC(MAX):
IC(MAX) = β(MIN) . (IZ(MAX) - IR2)
IC(MAX) = 40 . (71,83mA - 20mA)
IC(MAX) = 40 . 51,83mA = 2,073A
IC(MAX) = 2,073A (o transistor é compatível quando a IC(MAX))

Calculando PC(MAX):
PC(MAX) = (VZ + VBE) . IC(MAX) = 15,07 . 2,073 = 31,24W
PC(MAX) = 31,24W

O transistor escolhido atenderá as necessidades do projeto quanto a


dissipação de potência, por estar abaixo da potência máxima especificada
pelo fabricante. Torna-se necessário entretanto o uso de um dissipador
adequado para evitar sobreaquecimento do transistor.

Calculando R2:
VR2 = R2.IR2 ➔ VR2 = VBE

R2 = (adotar 33Ω)

PR2 =

Calculando R1:

R1 =

OBS: IC(MIN) = 0

R1 =

139
R1 deverá ser maior do que 3,94Ω e menor do que 6,613Ω
3,94Ω < R < 6,61Ω

R1 adotado = 5,6Ω (valor comercial)

Potência dissipada por R1:

PR1 =
(adotar 15W - valor comercial)

REGULADOR COM AMPLIFICADOR DE ERRO:

O regulador com amplificador de erro torna o circuito mais sensível


às variações da tensão de entrada, ou variações da corrente de carga,
através da introdução de um transistor junto ao elemento de referência.
A figura a seguir ilustra esse tipo de regulador, onde os elementos
que compõem o circuito tem as seguintes funções:
➢ Diodo Zener: é utilizado como elemento de referência de tensão;
➢ Transistor T 1: é o elemento de controle, que irá controlar a
tensão de saída a partir de uma tensão de correção a ele enviada
através de um circuito comparador;
➢ Transistor T 2: é basicamente um comparador de tensão DC, isto é,
compara duas tensões, VR2 e VR3, sendo a tensão VR3 fixa (denominada
também tensão de referência), cuja finalidade é controlar a tensão
de polarização do circuito de controle. Qualquer diferença de
tensão entre os dois resistores irá fornecer à saída do comparador
uma tensão de referência que será aplicada ao circuito de controle.

FUNCIONAMENTO:
Quando houver uma variação da tensão de entrada, a tendência é
ocorrer uma variação da tensão de saída.
Supondo que VIN aumente, a tensão nos extremos de RL tenderá a
aumentar, aumentando a tensão VR2 e VR3, mas, como a tensão no emissor de T2
é fixada por VZ, então um aumento de tensão no ponto "x" provocará um
aumento de VBE2, que aumentará IB2 e consequentemente IC2.
Quando IC2 aumenta, haverá um aumento da tensão em R1 (VR1), uma vez
que a tensão do emissor de T2 é fixada pela tensão de zener (VZ).
Como VBE1 é fixa, então um aumento de VR1 provocará um aumento de VCE1.
Lembrar que VR1 = VCB1 e que VCB1 + VBE1 = VCE1.

140
Um aumento de IC2 provocará também um discreto aumento na corrente de
base de T1 (IB1).
IC2 = IR1 - IB1
IR1 = IC2 + IB1

FORMULÁRIO:
➢ Considerando a tensão de entrada máxima

VIN(MAX) = VL + VBE1(MIN) + R1.(IZ(MAX) + IB1(MIN))


mas, IZ(MAX) >> IB1(MIN), logo:
VIN(MAX) = VL + VBE1(MIN) + R1.(IZ(MAX))

IZ(MAX) = ( I )
➢ Considerando a tensão de entrada mínima

VIN(MIN) = VL + VBE1(MAX) + R1.(IZ(MIN) + IB1(MAX))

IZ(MIN) + IB(MAX) =

mas, IB(MAX) = ➔ I L(MAX) ≈ IC(MAX) ➔ temos então:

( II )

dividindo ( I ) e ( II )

IZ(MAX) = ( III )
Cálculo de R1

R1 > ➔ R1 <
A potência desenvolvida em R1 no pior caso é dada por:
VR1 = VIN(MAX) - (VL + VBE1(MIN))

PR1 =

Cálculo de R2
Adota-se uma regra prática, onde: IR2 = 0,1.IC2

141
➢ Quando IC2 = IZ(MIN) ➔ R2 <

➢ Quando IC2 = IZ(MAX) ➔ R2 >

IZ(MAX) =

IZ(MIN) = ➔ I B1(MAX) =

Cálculo de potência dissipada em R2

VR2 = VL - VZ - VBE2(MIN)

PR2 =
Cálculo de R3

VR3 = VL . ➔ VR3.(R3 + R2) = VL.R3

VR3.R2 + VR3.R3 = VL.R3 ➔ VR3.R2 = VL.R3 - VR3.R3


VR3.R2 = R3.(VL - VR3)

R3 = ➔ (R2 adotado no cálculo anterior)

Cálculo de potência em R3
Em R3 temos: VR3 = VZ + VBE2(MAX)

PR3 =

PROJETO
Projetar uma fonte regulada com amplificador de erro, usando dois
transistores e um diodo zener de referência, que obedeça as
características:

VIN = 25V ± 10%


IL(MAX) = 800mA
Tensão na carga (VL) = 12V

Teremos: VIN(MAX) = 25 + 2,5 = 27,5V ➔ VIN(MIN) = 25 - 2,5 = 22,5V

142
Escolha de T1:
O transistor T1 deverá ter as seguintes características:
IC(MAX) > IL(MAX) = 0,8A
VCEO > VIN(MAX) - VL = 27,5 - 12 = 15,5V
PC(MAX) > (VIN(MAX) - VL).IL(MAX) = (27,5V - 12V).800mA = 12,4W

O transistor escolhido foi o BD233 que tem os seguintes parâmetros:


VCEO = 45V
IC(MAX) = 2A
PC(MAX) = 25W
β(MIN) = 40 ➔ β(MAX) = 250

Escolha do diodo zener:


Podemos escolher uma tensão de referência. Adotamos como tensão de
referência para nosso projeto VZ aproximadamente 0,5VL. No entanto, outro
valor pode ser escolhido.
Para este projeto, optou-se pelo diodo zener BZX87-C5V1, que tem os
parâmetros:
IZ(MIN) = 50mA
VZ = 5,1V
PZ(MAX) = 1,3W

Devemos verificar se o zener escolhido é adequado ao projeto:

IZ(MAX) =

IZ(MAX) =

Adotando para este projeto VBE1(MIN) = 0,6V e para VBE1(MAX) = 0,7V

IZ(MAX) =

IZ(MAX) =
Portanto, o diodo escolhido poderá ser usado.

Escolha de T2:
O transistor T2 deverá ter as seguintes características:

VCEO > (VL + VBE2(MIN) - VZ) = (12V + 0,6V) - 5,1V = 12,6V - 5,1V = 7,5V
IC(MAX) > IZ(MAX) = 255mA
PC(MAX) > [(VL + VBE1(MIN)) - VZ] . IZ(MAX)
PC(MAX) > [(12V + 0,6V) - 5,1V] . 255mA = 1,912W

Para o transistor T2 também foram adotados os valores de 0,6V e 0,7V


para VBE2(MIN) e VBE2(MAX) respectivamente.

O transistor escolhido foi o BD135 que tem as seguintes


características:

143
VCEO = 45V
IC(MAX) = 1A
PC(MAX) = 8W
β(MIN) = 40 ➔ β(MAX) = 250
Cálculo de R1:

R1 > =

R1 < =
58,4Ω < R1 < 140Ω ➔ valor adotado: 100Ω

Calculando a potência desenvolvida em R1:

PR1 = =
(adotar 5W)
Cálculo de R2:

R2 > ➔ I Z(MAX) =

IZ(MAX) =

R2 >

R2 < ➔ I Z(MIN) =

IZ(MIN) =

R2 <

422,82Ω < R2 < 794,87Ω ➔ adotar 560Ω

Calculando a potência desenvolvida em R2:

PR2 =

PR2 =

144
Cálculo de R3:

R3 = = ➔ adotar 470Ω

onde: VR3 = (VZ + VBE2(MIN))

Calculando a potência desenvolvida em R3:

PR3 =

PR3 =

CONFIGURAÇÃO DARLINGTON:

A configuração Darlington
consiste na ligação entre dois
transistores na configuração seguidor
de emissor, ligados em cascata,
conforme ilustra a figura ao lado,
proporcionando em relação a um
único transistor um ganho de
corrente bastante elevado.
O ganho total de tensão é
aproximadamente igual a 1.

Se β1 = β2 = 100, teremos: IC1 = IE1 e IC2 = IE2

O ganho total (βT) será dado por: β1 . β2 = 100.100 = 10.000

Assim, IC2 = βT . IB1

A tensão entre base e emissor é dada por: VBE = VBE1 + VBE2

Por se tratar da configuração emissor comum, assume valor bastante


elevado de impedância de entrada e valor bastante baixo de impedância de
saída, em relação a um transistor comum. A configuração Darlington
normalmente é encontrada em um único invólucro, como por exemplo os
transistores BD262 e BD263, com polaridades pnp e npn respectivamente.

PROJETO DE UM REGULADOR SÉRIE COM TRANSISTOR DARLINGTON

Reprojetar o regulador série da página 1, utilizando transistor


Darlington; proceder uma análise do projeto comparando-o ao projeto
anterior e apresentar conclusões.
Características do regulador:

Tensão de saída (VL): 6V


145
Corrente de saída máxima (IL(MAX)): 1,5A
Tensão de entrada (VIN): 12V ± 10%

Para este projeto foi escolhido o transistor BD263, cujas


características são:

VCBO = 80V
IC(MAX) = 4A
PC(MAX) = 36W
β(MIN) = 500 ➔ β(MAX) = 1.000
Neste caso, VBE é maior. Vamos considerar para este projeto, VBE = 1,4V
Desta forma, o diodo zener deverá ter uma tensão: 6V + 1,4V = 7,4V.
O valor comercial mais próximo é de 7,5V.

O diodo zener escolhido foi oBZX75C7V5, cujas características são:

VZ = 7,5V
PZ(MAX) = 400mW
IZ(MIN) = 10mA

IZ(MAX) =

Verificando a escolha do transistor:

PC(MAX) = (VIN(MAX) - VL) . IC(MAX)


IC(MAX) = IE(MAX) - IB(MAX)
IE(MAX) = IL(MAX) ➔ I C(MAX) = IL(MAX) - IB(MAX)

IB(MAX) = logo: IC(MAX) = IL(MAX) -

IC(MAX) = =

PC(MAX) = (13,2V - 6V) . 1,497A = 10,78W


O transistor escolhido poderá ser utilizado, no entanto, é
aconselhável a utilização de um dissipador de calor para evitar o
sobreaquecimento do transistor.

Verificando a escolha do zener:

IZ(MAX) =

IB(MAX) =

146
IZ(MAX) =

IZ(MAX) =

Como PZ(MAX) teórico = 53,33mA e IZ(MAX) = 22,44mA o diodo zener


escolhido pode ser utilizado.

Cálculo de R:

Para a máxima de tensão de entrada: VIN(MAX) = 13,2V

VIN(MAX) = R.(IB(MIN) + IZ(MAX)) + VZ

Na pior condição: RL = ∞ ➔ I B(MIN) = 0

VIN(MAX) = (R . IZ(MAX)) + VZ

R =

Para a mínima tensão de entrada: VIN(MIN) = 10,8V

R =

Portanto R deverá ser maior do que 106,88Ω e menor do que 253,96Ω.


Adotaremos o valor comercial mais próximo a partir de uma média aritmética
dos dois valores, que neste caso é 180Ω.

Potência dissipada pelo resistor:

P = ➔ P= =

Podemos adotar um valor comercial mais próximo: 250mW (1/4W).

COMPARAÇÕES:

Parâmetr Projeto com transistor Projeto com transistor


os comum Darlington
R1 91Ω 180Ω
PR1 508mW 180,5mW
IC(MAX) 1,46A 1,497A
PC(MAX) 10,5W 10,78W
IZ(MAX) 73,53mA 53,33mA
teórico
IZ(MAX) 71,2mA 22,44mA
prático
VZ 6,8V 7,5V
147
IB(MAX) 36,5mA 2,994mA

Dos parâmetros acima apresentados, a conclusão mais importante é que


com o transistor Darlington controla-se uma corrente de carga com uma
corrente de base bem menor. Isto se explica pelo fato de que o ganho de
corrente no transistor Darlington é bem maior.

BIBLIOGRAFIA:

Malvino, Albert Paul - ELETRÔNICA - vols. 1 e 2 - Ed. McGraw-Hill SP -


1.986
Boylestad, Robert - Nashelsky, Louis - DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS E TEORIA
DE CIRCUITOS - Ed. Prentice/Hall Brasil - RJ - 1.993
Schilling, Donald L. - Belove, Charles - ELECTRONIC CIRCUITS - McGraw-Hill
International Editions - Singapore
Horenstein, Mark N. - MICROELETRÔNICA CIRCUITOS E DISPOSITIVOS - Ed.
Prentice/Hall - RJ - 1.996
Grob, Bernard - BASIC ELECTRONICS - McGraw-Hill Kogakusha - Tokyo - 1.990
Ibrape - MANUAL DE TRANSISTORES - DADOS PARA PROJETOS - 1.990

148
FET (FIELD EFFECT TRANSISTOR)
OBJETIVOS:
a) entender o funcionamento de um transistor unipolar;
b) analisar e entender as curvas características de um transistor
unipolar;
c) analisar o funcionamento de um transistor unipolar, através de
circuitos de polarização básicos.

INTRODUÇÃO TEÓRICA O FET (Field Effect Transistor) que traduzindo para o


português significa Transistor de Efeito de Campo (TEC), é um transistor
unipolar.

Nos transistores bipolares, para que haja controle de corrente, torna-se


necessário envolver correntes de elétrons e lacunas. Nos transistores
unipolares para que haja controle de corrente estão envolvidas correntes
de elétrons quando o mesmo é do tipo canal n ou estão envolvidas correntes
de lacunas quando o mesmo é do tipo canal p.
Os FETs possuem algumas vantagens com relação aos transistores bipolares
como: impedância de entrada elevadíssima; relativamente imune à radiação;
produz menos ruído e possui melhor estabilidade térmica. No entanto,
apresentam algumas desvantagens como: banda de ganho relativamente pequena
e maior risco de dano quando manuseado.
A exemplo do transistor bipolar, o FET é um dispositivo de três
terminais, contendo uma junção p-n básica, podendo ser do tipo de junção
(JFET) ou do tipo metal-óxido-semicondutor (MOSFET).
A figura abaixo mostra a estrutura física de em FET canal n com seus
respectivos terminais:

D - (drain) ou dreno: de onde os portadores majoritários saem;


S - (source) ou fonte: é o terminal no qual os portadores
majoritários entram;
G - (gate) ou porta: são regiões fortemente dopadas em ambos os lados
do canal. Quando o canal é n o gate é p.
VDD é a tensão aplicada entre o dreno e a fonte;
VGG é a tensão aplicada entre o gate (porta) e a fonte;
VDS é a tensão medida entre o dreno e a fonte;
VGS é a tensão medida entre o gate (porta) e a fonte.
Comparativamente a um transistor bipolar, podemos então estabelecer
as equivalências entre os terminais:

D - (drain) = coletor
149
S - (source) = emissor
G - (gate) = base

Através do canal portanto, circulam os portadores majoritários, da


fonte (S) para o dreno (D).

A figura a seguir mostra a simbologia para os FETs de canal n e canal


p:

CONFIGURAÇÕES: A exemplo dos transistores bipolares, são três as


configurações básicas para os transistores unipolares, como mostra a
figura abaixo:

As equivalências são as seguintes:

Fonte comum = emissor comum


Porta comum = base comum
Dreno comum = coletor comum

A configuração dreno comum também é denominada seguidor de fonte.

POLARIZAÇÃO CONVENCIONAL: A figura abaixo mostra um FET de canal n


polarizado de forma convencional. É importante verificar a polaridade das
baterias VGG e VDD . Quando o FET é de canal n a tensão de dreno é positiva.

O FET também pode ser usado como amplificador de sinal, desde que
adequadamente polarizado.

A grande vantagem na utilização do mesmo está na sua impedância muito


elevada de entrada e sua quase total imunidade à ruídos.

O FET possui uma impedância de entrada extremamente alta, da ordem de


100MΩ ou mais. Por ser praticamente imune a ruídos é muito utilizado para

150
estágios de entrada de amplificadores de baixo nível, mais especificamente
em estágios de entrada de receptores FM de alta fidelidade.

A figura abaixo mostra um amplificador convencional:

Trata-se de um amplificador com autopolarização, pois possui uma


única fonte de alimentação e um resistor RS para se obter a tensão de
polarização gate-source.

A presença do resistor RS resulta em uma tensão devido a queda de


tensão IDRS, provocando uma queda de tensão em RS. Como a tensão no gate é
zero, pois não há corrente DC no gate ou no resistor RG , a tensão entre
gate e source é uma tensão negativa, que constitui a tensão de polarização
VGS . Assim teremos:

VGS = 0 - IDRS = - IDRS

FUNCIONAMENTO: Consideremos o FET canal n conforme mostra a figura abaixo,


para VGS = 0.

a) VDD normal b) Aumento de VDD

A medida que a tensão VDD aumenta, aumenta a polarização inversa e a


corrente de dreno circula através do canal, produzindo uma queda de tensão
ao longo do canal, que é mais positiva no terminal drain (dreno),
produzindo a região de depleção.

Conforme a tensão VDD aumenta, a corrente ID também aumenta,


resultando em uma região de depleção maior. O aumento da região de
depleção provoca um aumento da resistência entre drain e source. O aumento
da região de depleção pode ser feito até que todo o canal seja abrangido
(veja fig. b).

151
A partir daí, qualquer aumento de VDD resultará apenas em aumento da
tensão nos terminais da região de depleção e a corrente ID permanece
constante.

A curva a seguir mostra que o aumento de ID ocorre até que toda a


região de depleção esteja totalmente formada, após o que, a corrente de
dreno satura e permanece constante para qualquer aumento de VDD .

IDSS é um parâmetro importante usado para especificar a operação de um


FET, que significa corrente de drain para source com gate-source em curto
(VGS = 0).

CARACTERÍSTICA DRAIN-SOURCE (DRENO-FONTE): A curva abaixo mostra que


aumentando VGS (mais negativa para um FET de canal n), a corrente de
saturação será menor, e desta forma, o gate atua como controle.

Nestas condições, ID diminui a medida que VGS fica mais negativa


(observe o ponto de saturação com -2V). Tornando VGS mais negativa, haverá
um momento em que não haverá mais ID , independentemente do valor de VDS .

Essa tensão denomina-se tensão de estrangulamento gate-source


representada por VGS(OFF) ou Vp .

A figura abaixo mostra a curva para um FET de canal p. A única


diferença é a polaridade de VGS que neste caso é positiva.

CARACTERÍSTICA DE TRANSFERÊNCIA: A figura a seguir mostra o gráfico de


transferência da corrente de dreno ID em função da tensão gate-source
(VGS), para um valor constante de VDS.

152
No gráfico acima, observa-se a característica de transferência quando
VGS = 0, ID = 0, VGS = Vp .

A figura abaixo nos mostra que quando ocorre o estrangulamento, este


estrangulamento se verifica com valores menores de VDS e quando mais
negativa for a tensão VGS . Esta curva recebe o nome de curva de dreno.

Normalmente o FET é polarizado para operar após o estrangulamento na


região de saturação da corrente, onde nesta região o dispositivo tem sua
operação definida mais facilmente pela equação de Schockley. Vejamos um
exemplo:

Determinar a corrente de dreno de em FET canal n com tensão de


estrangulamento = - 3V e corrente de saturação drain-source (IDSS) de 10mA
para as seguintes tensões VGS:
a) 0V
b) - 1,4V
c) - 1,8V
Solução:
pela equação de Schockley, ID = IDSS(1 - VGS / Vp) 2, temos:
a) ID = 10mA[1 - (0/-3)] 2 = 10mA
b) ID = 10mA[1 - (-1,4/-3)] 2 = 2,84mA
c) ID = 10mA[1 - (-1,8/-3)] 2 = 1,6mA

PARÂMETROS IMPORTANTES:

153
IDSS : corrente de saturação dreno-fonte (drain-source). É a corrente
na qual o canal é estrangulado quando os terminais gate e source estão em
curto (VGS = 0). É um parâmetro importantíssimo do dispositivo.

VGS(OFF) = Vp : tensão de corte (estrangulamento) gate-source. Tensão


entre gate e source para a qual o canal drain-source é estrangulado,
resultando em praticamente nenhuma corrente de dreno.

Os circuitos a seguir são usados para medir IDSS e VGS(OFF) :

BVGSS : tensão de ruptura source-gate. A tensão de ruptura de uma junção


source-gate é medida em uma corrente especificada com os terminais drain-
source em curto.

O valor da tensão de ruptura indica um valor limite de tensão nos


terminais gate-source, acima do qual a corrente do dispositivo deve ser
limitada pelo circuito externo para evitar danos ao FET.

A tensão de ruptura é um valor limite de tensão e deve ser usado na


escolha da fonte de tensão de dreno.

gfs = gm : transcondutância de transferência direta em fonte-comum.


Ela é medida com os terminais drain-source em curto, sendo uma indicação
da amplificação do FET em termos de sinal alternado.

A unidade de medida de gm é em Siemens com valores típicos da ordem de 1mS


a 10mS.
gfs = ΔIP / ΔVGS , com VDS = 0
gm = gmo[1 - (VGS / VGS(OFF))]

gmo é parâmetro ganho de “ac” máximo do FET e ocorre para a


polarização VGS = 0.

Exemplo: calcular a transcondutância (gm) de um FET com as


especificações: IDSS = 15mA e VGS(OFF) = -3V, nos seguintes pontos de
polarização:

154
a) VGS = 0
b) VGS = -1,2V
c) VGS = -1,7V
Solução:
pela equação gmo = 2IDSS / VGS(OFF) , temos:
gmo = 2(15mA) / -3V = 30 x 10 -3 / 3 = 10mS ou 10.000μS

a) gm = gmo(1- VGS / Vp) = 10mS[1- (0 / -3)] = 10mS ou 10.000μS


b) gm = gmo(1- VGS / Vp) = 10mS[1 - (-1,2 / -3)] = 6mS ou 6.000μS
c) gm = gmo(1- VGS / Vp) = 10mS[1 - (-1,7 / -3)] = 4,33mS ou 4.330μS

rds(on) : resistência drain-source para o dispositivo ligado. A


resistência dreno-fonte para o dispositivo ligado é importante quando se
utiliza o mesmo como chave eletrônica.

Quando o FET está polarizado em sua região de saturação, ou ôhmica, de


operação, apresenta uma resistência entre dreno e fonte de dezenas e
algumas vezes centenas de ohms.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Gerador de áudio
1 - Fonte de alimentação 0-20V
1 - Osciloscópio
1 - Multímetro analógico ou digital
1 - Módulo de ensaios ELO-1

CIRCUITO AMPLIFICADOR FONTE COMUM:

Como sabemos, a curva de transcondutância do FET é parabólica, e por


isso a operação do amplificador fonte comum produz uma distorção
quadrática.

Em virtude disso, é um amplificador muito utilizado para operar somente


com sinais de pequena amplitude.

Devido ao fato de gm ser relativamente baixo, o amplificador fonte


comum tem como conseqüência um ganho de tensão relativamente baixo.

Desta forma, os amplificadores com FET não podem competir com


amplificadores com transistores bipolares, quando o ganho de tensão é
fator preponderante.

1 - Monte o circuito da figura a seguir:

155
2 - Suponha que o FET usado no circuito tenha um ganho típico da ordem de
2.000μS. Calcule o ganho de tensão sem carga (A), a tensão de saída (Vout)
e a impedância de saída (rout). Anote esses valores na tabela 1.

3 - Para o amplificador com carga infinita (sem o resistor de carga RL),


ajuste o gerador de áudio na entrada para 0,1Vpp a uma freqüência de 1kHz.

4 - Observe o sinal na saída, o qual deve ser uma senóide amplificada.


Meça e anote a tensão de saída de pico a pico. Depois calcule o ganho de
tensão. Anote suas respostas na tabela 1.

5 - Ligue o potenciômetro de 4,7kΩ como carga variável e ajuste a carga


até que a tensão na saída seja a metade da tensão sem carga.
(procedendo desta forma, você estará encontrando a impedância Thèvenin
pelo método de casamento de impedâncias).

6 - Desligue o potenciômetro e meça sua resistência, anotando esse valor


na tabela 1.

7 - Repita os passos 2 a 6 usando outro FET.

TABELA 1

VALOR CALCULADO VALOR MEDIDO


FET VOUT A rout VOUT A rout
1(T7)
2(T8)

SEGUIDOR DE FONTE (DRENO COMUM):


O amplificador dreno comum ou seguidor de fonte é análogo ao
amplificador seguidor de emissor ou coletor comum. O ganho de tensão
aproxima-se da unidade enquanto que a impedância de entrada aproxima-se do
infinito, limitada apenas pelos resistores externos conectados ao terminal
gate.

É um circuito muito utilizado na entrada dos instrumentos de medida.


1 - Monte o circuito da figura abaixo:

156
2 - Suponha que o FET usado no circuito tenha um ganho típico da ordem de
2.000μS. Calcule o ganho de tensão sem carga (A), a tensão de saída (Vout)
e a impedância de saída (rout). Anote esses valores na tabela 2.

3 - Para o amplificador com carga infinita (sem o resistor de carga RL),


ajuste o gerador de áudio na entrada para 1Vpp a uma freqüência de 1kHz.

4 - Meça e anote a tensão de saída de pico a pico. Depois calcule o ganho


de tensão. Anote suas respostas na tabela 2.

5 - Meça a impedância de saída pelo método de casamento de impedâncias,


usado anteriormente.

6 - Desligue o potenciômetro e meça sua resistência, anotando esse valor


na tabela 2.

7 - Repita os passos 2 a 6 usando outros FETs.

TABELA 2

VALOR CALCULADO VALOR MEDIDO


FET VOUT A rout VOUT A rout
1(T7)
2(T8)

FORMULÁRIO:

Ganho de tensão (amplificador fonte comum):

A = - gmRD
onde:
A = ganho de tensão sem carga
gm = transcondutância
RD = resistência de dreno
Resistência de saída (amplificador fonte comum):

rs = 1/gm

Resistência de saída (amplificador dreno comum):

rs = RS // 1/gm
157
QUESTÕES:

1 - A principal vantagem de um amplificador com FET é:


a) seu alto ganho de tensão;
b) sua baixa corrente de dreno;
c) sua alta impedância de entrada;
d) seu alto valor de transcondutância.

2 - Em relação a um amplificador convencional com transistor bipolar,


podemos afirma que um amplificador com FET apresenta maior ganho de
tensão:
a) certo b) errado

3 - Em um FET de canal n em que condições ocorre a saturação?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4 - O que é tensão de estrangulamento?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

5 - Determine a corrente de dreno de um FET canal n com tensão de


estrangulamento (Vp) = -3,75V; IDSS = 9mA, para as seguintes tensões gate-
source (VGS): 0V; -1,15V; -1,5V; -1,75V e -2,3V (apresentar cálculos).

158
TRANSISTOR DE UNIJUNÇÃO (UJT)
OBJETIVOS: Verificar experimentalmente o funcionamento de um transistor de
unijunção, através de um oscilador de relaxação.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

O transistor de unijunção (UJT do inglês Uni-junction-Transistor) é


um dispositivo de três terminais, cuja construção básica é mostrada na
figura abaixo:

A placa (lâmina) de silício é levemente dopada com impureza do tipo


N, aumentando assim sua característica resistiva, com dois contatos de
base ligados nos extremos e um bastão de alumínio ligado à superfície
oposta.

A junção PN do dispositivo é formada na fronteira entre o bastão de


alumínio e a placa de silício N. Note que o bastão de alumínio é juntado
na placa de silício em um ponto mais próximo do contato 2 (B2) do que do
contato 1.

As aplicações destes dispositivos são inúmeras, dentre as quais:


osciladores, circuitos de disparo, geradores de dente de serra, etc.

O símbolo do transistor de unijunção é mostrado abaixo:

A figura a seguir nos mostra um arranjo de polarização típico para um


transistor de unijunção:

Entre B2 e B1 cria-se uma região de alta resistividade, denominada


resistência interbases, representada por RBB.

O circuito equivalente é mostrado abaixo:

159
Considerações:

a) A resistência RB1 é mostrada como uma resistência variável uma vez


que variará de acordo com a intensidade da corrente IE; em um transistor de
unijunção típico RB1 pode variar de 5kΩ para 50Ω.

b)RBB é a resistência entre os terminais B2 e B1 quando Ie = 0; RBB


típico para os transistores de unijunção varia de 4kΩ até 10kΩ.

RBB = RB1 + RB2

c) RB1 é obtida em função de uma equação em que se considera a taxa de


separação intrínseca. Os valores de RB1 e RB2 são determinados pela posição
do terminal E (emissor) na lâmina de silício, caracterizando assim a taxa
de separação intrínseca a qual é denominada “η”.

Assim:

para IE = 0

podemos então afirmar:

para IE = 0

A curva característica de um transistor de unijunção é mostrada a


seguir:

160
Vp = valor de pico (ponto de pico da tensão)
Ip = corrente de pico
Vv = tensão de vale
Iv = corrente de vale

OPERAÇÃO:

a) quando VE = Vp o potencial VE cairá com o aumento de IE; nestas


condições RB1 diminui;

b) a partir do ponto de vale o aumento de IE levará o transistor a


saturação;

c) desta forma, o ponto ideal de operação do transistor é a região de


resistência negativa; nessa região um aumento de IE provoca uma diminuição
de VE.

OSCILADOR DE RELAXAÇÃO BÁSICO:

O oscilador de relaxação básico é mostrado a seguir:

a) C1 carrega-se através de R1 (resistência variável);

b) ao atingir Vp ocorre o disparo; aumenta IE e diminui RB1;

161
c) C1 descarrega-se então através de RB1, fazendo então surgir pulsos entre
o ponto C e terra.

d) o resistor R2 tem por finalidade limitar os pulsos.

τ = R1C1 (constante de tempo de carga de C1)


τ = (RB1 + R2) C1 (constante de tempo de descarga de C1)

Veja a seguir a forma de onda das tensões:

Para garantir o disparo:

Para garantir a interrupção:

No ponto de vale: IE = Iv e VE = Vv

Exemplo: supondo os valores típicos:


V = 30V Iv = 10mA
η = 0,5 Ip = 10μA
Vv = 1V RBB = 5kΩ
VD = 0,5V
Calcule os valores máximo e mínimo para R1.
Solução:
Vp = ηVBB + VD ➔ Vp = 15,5V
V - Vp / Ip ➔ (30 - 15,5) / 10.10 -6 = 1,45MΩ > R1

V - Vv / Iv ➔ (30 - 1) / 10.10 -3 = 2,9kΩ < R1


Desta forma R1 deverá ter um valor situado entre 2,9kΩ e 1,45MΩ

A freqüência livre do oscilador é dada pela fórmula:

162
loge = ln (logaritmo neperiano)
PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Fonte de alimentação 0-20V
1 - Módulo de ensaios ELO-1
1 - Multímetro analógico ou digital
1 - Osciloscópio

1 - Monte o circuito abaixo:

2 - Ligue os canais do osciloscópio nos pontos A e C (com relação ao


terra) e observe as formas de onda.
OBS: O trimpot deverá estar totalmente aberto

3 - Meça os valores de Vp e Vv.

4 - Desenhe em papel milimetrado A4 as formas de onda das tensões


observadas nos pontos A e C.

5 - Feche totalmente o trimpot e observe o que ocorre com a freqüência das


oscilações. Explique o porquê.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

6 - Calcule a freqüência das oscilações com o trimpot totalmente aberto e


totalmente fechado.
f (trimpot aberto) = _____________________
f (trimpot fechado) = ____________________

QUESTÕES:

1 - O que é ponto de pico?

163
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

2 - O que é ponto de vale?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

3 - Quando ocorre a saturação em um transistor de unijunção?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4 - O que é região de resistência negativa?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

164
AMPLIFICADORES OPERACIONAIS

OBJETIVOS: Analisar o funcionamento de um amplificador operacional e seus


principais parâmetros.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

O nome amplificador operacional (também denominado amp-op) é usado


quando muitos amplificadores convencionais são necessários para
implementar uma grande variedade de operações lineares ou não lineares.
Neste caso constroi-se um circuito básico cujas operações poderão ser
agilizadas bastando para tanto, proceder apenas pequenas modificações
externas ao circuito como a introdução ou alteração de resistores,
capacitores, indutores, etc.

Existem atualmente uma grande variedade de amplificadores


operacionais, geralmente encerrados em um único chip (pastilha),
resultando em um custo de fabricação muito baixo.

O símbolo de um op-amp é mostrado abaixo:

a) um sinal aplicado na entrada + aparecerá na saída amplificado e com a


mesma fase.
b) um sinal aplicado na entrada - aparecerá na saída amplificado, porém,
defasado 180º.

Para a construção de op-amps utiliza-se tanto a tecnologia bipolar


como a unipolar, sendo esta última recomendável quando se deseja
altíssimas impedâncias de entrada.

Além da alta impedância de entrada, outra característica importante


do op-amp é o seu ganho elevado, que em malha aberta pode chegar a 100.000
(DC) que em última análise, pode ser considerado infinito.

Os fabricantes especificam esse ganho como:

AVOL (ganho de tensão para grandes sinais) = 100V/mV = 100.000 = 100dB


A quantidade de componentes dentro de um chip de um op-amp
(transistores, resistores, diodos, etc.), determinam sua escala de
integração.

A figura abaixo mostra um chip LM339 que contém quatro op-amps.

165
Veja na figura abaixo o esquema de cada um dos op-amps contidos no
LM339:

PARÂMETROS ELÉTRICOS DC:

1 - Ganho de tensão diferencial - ganho para grandes sinais: AVOL


Geralmente esse ganho é fornecido em decibéis, sendo a relação entre
a tensão de saída e a tensão de entrada.

Pode ser assim calculado:

AdB = 20 log = 20 log


Como exemplo, um ganho de tensão de 500 é a mesma coisa que:

AdB = 20 log500 = 20(2,69897) = 53,98dB

Por outro lado, uma ganho de 60dB corresponde a:

166
= logAv ➔ 3 = logAv

AV = antilog 3 = 1.000

OBS: antilog de 3 é a mesma coisa que 103 .

EXEMPLOS:
a) Um amplificador operacional possui um ganho de tensão igual a 820.
Calcular o ganho em dB.
Solução:
AdB = 20 log820 = 20(2,914) = 58,28dB

b) Sabe-se que um amplificador operacional tem um ganho de 50dB.


Calcule o ganho em tensão.
Solução:

50 = 20 logAV ➔ = logAv
Av = antilog 2,5 = 102,5 = 316,22

2 - Resistência de entrada simples: RIN


É a resistência medida em cada um dos terminais de entrada. Trata-se
de um parâmetro muito importante quando vários estágios são interligados.
Os op-amps fabricados com a tecnologia bipolar tem uma resistência de
entrada típica de 1MΩ, enquanto que na tecnologia bipolar essa resistência
varia entre 1012 a 1015 Ω.

3 - Resistência de saída: RO
A resistência típica é da ordem de 100Ω, a qual depende do estágio de
saída usado para fornecer sinal à carga.

O amplificador operacional possui um estágio de entrada, o qual


recebe o sinal e um estágio de saída para fornecer o sinal à carga; em
alguns casos, possui também um estágio intermediário, conforme ilustra o
diagrama de blocos abaixo:

O estágio intermediário serve para compensar eventuais distúrbios


operacionais entre entrada e saída como, perda de amplitude de sinal,
casamento de impedâncias, etc.
Veja a seguir alguns estágios de saída usados nos op-amps.

167
4 - Taxa de rejeição em modo comum (Common Mode Rejection Ratio - CMRR)
É definida como a relação do ganho de tensão diferencial com o ganho
de tensão em modo comum.

CMRR = ➔ CMRR = 20 log dB

Para um valor de CMRR = 80, corresponde a:

= antilog = antilog = 104 = 10.000

Isto significa que o sinal comum ou de mesma polaridade é amplificado


com um ganho 10.000 vezes menor do que as entradas diferenciais ou de
polaridades opostas.

EXEMPLO: Em um amplificador operacional de CMRR = 120dB, aplica-se nas


entradas um sinal comum (mesma polaridade) de 1V. Qual será a saída?

Solução:

= antilog = antilog 6 = 106 = 1.000.000

VO = = 1μV
A taxa de rejeição de modo comum sofre interferência da freqüência,
isto é, tende a diminuir com o aumento da freqüência, conforme pode ser
observado no gráfico a seguir:

168
5 - Tensão de offset (entrada): VOS
É definida como sendo a tensão diferencial necessária entre as
entradas de um amplificador diferencial para forçar a saída em 0V.

No caso ideal VOS deveria ser de 0V, mas na prática é de alguns mV.

Quando o op-amp opera com grandes sinais esta pequena tensão de


offset é aceitável, mas em pequenos sinais pode implicar em erros
consideráveis.

Portanto, quando um op-amp for utilizado para operar com sinais muito
baixos, deve-se escolher um com tensão de offset desprezível ou que
permita o ajuste desta tensão, como no caso do op-amp LM357 mostrado
abaixo:

O fabricante recomenda o uso de um trimpot ou potenciômetro de 25kΩ


entre os pinos 1 e 5, que deve ser ajustado até que a saída seja 0V com os
terminais de entrada aterrados (Vd = 0V).

169
5 - Corrente de polarização: IPOLARIZAÇÃO
Para que o CI de um op-amp opere adequadamente é necessário fornecer-
lhe uma corrente de polarização, de acordo com as especificações do
fabricante. Para CIs fabricados com a tecnologia bipolar essa corrente é
da ordem da microampères e para os fabricados segundo a tecnologia
unipolar essa corrente é da ordem de nanoampères e em alguns casos
picoampères.

Geralmente os fabricantes especificam essa corrente à temperatura de


25ºC, no entanto, aumenta bastante com a temperatura. O gráfico abaixo dá
uma idéia da variação da corrente com a temperatura para um op-amp
fabricado segundo a tecnologia unipolar.

6 - Desvio
É o termo que descreve a mudança na tensão de saída em função da
variação da temperatura, mesmo quando esta é ajustada em 0V à temperatura
ambiente.

O desvio da tensão de offset é dado por ΔVOS / ΔT e em geral varia


entre 5 e 40μV/ ºC. Adota-se como regra geral uma variação da ordem de
3,3μV/ ºC para cada mV da tensão de offset original.

A corrente de offset também sofre desvio em função da temperatura. O


valor típico desse desvio (ΔIOS / ΔT) é da ordem 0,01 a 0,5nA / ºC.

PARÂMETROS ELÉTRICOS AC:

1 - Banda passante: B
A banda passante do ganho unitário de um op-amp especifica a
freqüência superior na qual o ganho se reduz à unidade (ganho = 1), devido
as capacitâncias resultantes da fabricação do circuito.
A banda passante é especificada por alguns fabricantes como largura
de banda, do inglês BW - Bandwidth.

À medida que o ganho aumenta a banda passante diminui, conforme


ilustra o gráfico abaixo:

170
Observa-se que na freqüência de 100Hz o ganho está ao redor de 100dB
enquanto que ao redor de 30kHz o ganho cai para 70dB; em 10MHz o ganho cai
para 0dB.
A banda passante pode ser especificada pelo tempo de subida: tr

B = 0,35 / tr

Se o fabricante especificar um tempo de subida (rise time) tr =


0,25μs, o valor da banda passante será:
B = 0,35 / 0,25μs = 1,4MHz

O ganho está relacionado com a banda passante (B) e a faixa de


passagem (FP).
A faixa de passagem representa a máxima freqüência que um op-amp pode
responder em função do ganho. Assim:

G = ➔ FP =

Se um op-amp operar com um ganho de 100 e se tr = 0,4μs, a FP será:

B = 0,35 / 0,4μs = 875kHz

FP = = 8,75kHz
Isto significa que com ganho igual a 100, a máxima freqüência fica
limitada a 8,75kHz.
Operando com um ganho menor, por exemplo 20, a FP aumentará:

FP = = 47,75kHz
Exemplos:
171
a) Um op-amp tem um tr = 0,12μs. Qual deverá ser o ganho para uma faixa de
passagem de 40kHz?

Solução:
B = 0,35 / 0,12μs = 2,92MHz

G = = 73

b) Um op-amp cujo tr = 0,35μs deve operar com ganho igual a 50. Qual é a
faixa de passagem para esse ganho?

Solução:
B = 0,35 / 0,35μs = 1MHz

FP = = 20kHz

2 - Taxa de variação: SR (Slew Rate)


A taxa de variação é um parâmetro que indica quão rápido a tensão de
saída muda com o tempo. Os valores típicos vão de 0,5V/μs a 50V/μs, sendo
que valores maiores indicam maior velocidade de operação do dispositivo.

Quando essa taxa de variação é muito baixa, em freqüências mais altas


ocorre uma distorção entre os sinais de entrada e saída.

Observa-se que o sinal de saída não acompanhou a variação relativa ao


sinal de entrada, apresentando distorção.
ANÁLISE DO OP-AMP

Passaremos a analisar o comportamento de um op-amp em função de


componentes externos que lhes são adicionados: resistores, capacitores,
fontes de alimentação, etc.
O circuito equivalente típico de um op-amp é mostrado a seguir:

172
Análise do op-amp inversor:

Tomemos como exemplo o circuito abaixo e respectivo circuito


equivalente:

OBS: R2 é o resistor de realimentação

Cálculo do ganho: AV
Analisando o circuito equivalente temos:

i1 = = i2 =
Contudo, Vd = Vo/Ad e no op-amp ideal Vd = 0, logo:

=
_
Teremos então:

Av = = _
Isto implica que a relação entre a tensão de entrada e a tensão de
saída depende da relação entre R2 e R1.

173
EXEMPLO: Qual é o ganho do circuito abaixo:

Solução:

Av = = 50

Impedância de entrada: ri

ri =

aplicando LKT:

Vi = R1i1 - Vd

levando-se em conta que num op-amp ideal Vd = 0, então:


ri R1
A impedância de entrada pode ser calculada pela fórmula:

ri = R1 +

Impedância de saída: ro
A impedância de saída pode ser calculada pela fórmula:

ro =

EXEMPLO: Calcule Av, ri e ro no circuito a seguir:

Solução:

Av = - = = - 50

ri = R1 + = 1.000 + = 1.000 + 0,5 = 1.005


174
logo, podemos considerar ri = R1

ro = = = 0,05

Análise do op-amp não inversor:

O circuito básico é mostrado abaixo:

Ganho: Av

Av = 1 +

Neste caso, o ganho será sempre maior do que 1 (Av > 1). Para o ganho
se tornar igual a 1 (Av = 1), caracterizando assim um seguidor de tensão,
R2 deve ser curto-circuitado e R1 removido.

O circuito a seguir mostra um seguidor de tensão (Av = 1), muito útil


como casador de impedâncias.

Impedância de entrada: ri

ri =

Impedância de saída: ro

= +

175
EXEMPLO: Calcule Av, ri e ro no circuito abaixo:

Solução:

Av = 1 + = 1 + = 1 + 10 = 11

ri = = = 10
10 / 11 1G

= +

= + = 9,1 x 10
3

= 9,1 x 103 ➔ ro = 1/9,1 x 103 = 1,09 x 10-4 0

176
PARTE PRÁTICA
MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Fonte de alimentação simétrica 0-20V
1 - Circuito integrado LM741 ou CA741
1 - Gerador de sinal
1 - Osciloscópio
1 - Multímetro analógico ou digital
1 - Proto-board

I - ANÁLISE DO GANHO E RESPOSTA DE FREQÜÊNCIA:

1 - Monte o circuito abaixo:

DADOS PARA O CI LM741 - VALORES TÍPICOS


Tensão de alimentação 15V
CMRR = 90dB
Ganho em malha aberta (AVOL) = 200V/mV
Resistência de entrada (RIN) = 2M
Resistência de saída (ROUT) = 75
Tempo de subida (tr) = 0,3 s
Slew rate = 0,5V/ s
Tensão de offset de entrada (VOS) = 15mV
Corrente de offset de entrada (IOS) = 20nA
Corrente de polarização de entrada (IPOLARIZAÇÃO) = 80nA
Desvio ( VOS / T ) = 15 V/ ºC
177
2 - Ajuste o gerador de áudio para uma amplitude de 100mVrms e freqüência
de 1kHz;

3 - Ligue um dos canais do osciloscópio na entrada (ponto A) e outro canal


na saída (ponto B);

4 - Calcule o ganho do circuito e anote na tabela 1. Use para isso a


relação entre os resistores de realimentação e de entrada.

5 - Observe na tela do osciloscópio os sinais de entrada e saída, quanto a


forma de onda e amplitude; meça estes sinais e anote na tabela 1;

6 - Com base nos sinais de entrada e saída medidos no osciloscópio,


calcule o ganho do circuito e anote na tabela 1;

Tabela 1
CALCULADO MEDIDO
Ganho
Sinal de entrada s/anotação
(Vpp)
Sinal de saída s/anotação
(Vpp)

7 - Substitua o resistor de 1k por um de 2,2k e com base nos itens 4,


5, 6 complete a tabela 2;
Tabela 2
CALCULADO MEDIDO
Ganho
Sinal de entrada s/anotação
(Vpp)
Sinal de saída s/anotação
(Vpp)

8 - Compare as tabelas 1 e 2 e apresente suas conclusões:


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

9 - O próximo passo será verificar o comportamento do circuito para


diversas freqüências do sinal de entrada. Retorne o resistor de 1k à sua
posição original.

10 - Mantenha a amplitude do gerador em 100mVrms. Meça a amplitude do


sinal na saída para cada uma das freqüências listadas na tabela 3.

11 - Com base nos valores medidos, calcule o ganho do circuito para cada
freqüência e anote na tabela 3;

Tabela 3
Freqüência Vo (Vpp) Ganho
100Hz
200Hz
178
500Hz
1kHz
2kHz
5kHz
10kHz
20kHz
50kHz
100kHz
1MHz
10MHz

12 - Apresente suas conclusões quanto aos resultados obtidos na tabela 3:


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

II - DETETOR DE CRUZAMENTO ZERO:


1 - Monte o circuito abaixo:

2 - Gire o cursor de trimpot à esquerda e à direita e observe o que ocorre


com os leds;

3 - Movimente o cursor do trimpot de modo a obter na entrada uma tensão de


+300mV (pino 3). Anote a tensão na saída e o led que estará aceso,
apresentando suas conclusões.

Tensão na entrada Tensão na saída Led aceso


+300mV
Conclusões:
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4 - Movimente o cursor do trimpot de modo a obter na entrada uma tensão de


-300mV (pino 3). Anote a tensão de saída e o led que estará aceso.

Tensão na entrada Tensão na saída Led aceso


-300mV

Conclusões:

179
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

5 - Descreva brevemente o funcionamento do circuito:


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

QUESTÕES:

1 - Um amplificador diferencial é utilizado como estágio de entrada de:


a) microprocessadores
b) amplificadores classe AB
c) uma porta lógica
d) amplificadores push-pull
e) nenhuma das respostas anteriores

2 - No circuito abaixo, qual é a tensão de saída (Vo), considerando o op-


amp ideal?
a) 0V
b) +15V
c) -15V
d) 30V
e) n.r.a.

3 - No circuito abaixo, qual é a tensão de saída (Vo), considerando o op-


amp ideal?
a) -15V
b) -1V
c) 0V
d) tende ao infinito
e) n.r.a.

4 - Calcule o ganho do op-amp abaixo:


a) -11
b) -10
c) 10
d) 11
e) 0
f) n.r.a.

5 - Qual é a tenso de saída (Vo) no circuito abaixo:

a) 8V
b) 5V
c) - 5V
d) 40V
e) - 40V
f) - 8V
g) n.r.a.

6 - No circuito abaixo, sabe-se que Vi = 0,5V e Vo = 10V e o op-amp é


ideal. Qual é o ganho em dB?
a) 20dB
180
b) 26dB
c) - 26dB
d) - 20dB
e) 52dB
f) n.r.a.

7 - Qual é a finalidade do resistor de realimentação que liga a saída de


um op-amp à sua entrada inversora?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

181
O DECIBEL
OBJETIVOS:
a) conhecer o decibel como unidade de relação entre potências ou tensões
elétricas;
b) conhecer níveis de referência de tensão e potência elétricas através da
unidade de medida decibel;
c) conhecer a relação entre o decibel e as variações da pressão do ar e os
efeitos físicos.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

O decibel é muito utilizado como meio de comparação de valores de


potência e tensão elétricas, isto é, tomando-se dois valores de potência
por exemplo, pode-se relacioná-los e converter essa relação em decibel.

O decibel, abreviadamente dB é a décima parte do Bel. O Bel é uma


unidade de medida do SI para nível sonoro, cujo símbolo é B.

Se tivermos dois sinais elétricos, podemos relacioná-los com um


referencial previamente estabelecido e avaliar se entre os mesmos ocorreu
um reforço (ganho) ou atenuação.

A relação entre duas grandezas expressas em dB não é linear,

I - RELAÇÃO DE POTÊNCIAS:
Para comparar dois valores de potência utiliza-se a fórmula:

dB = 10.log ou dB = 10.log
onde:
Pout = P2 = potência de saída
Pin = P1 = potência de entrada

Na relação entre potências pode ocorrer ganho ou atenuação. A


atenuação deve ser representada com um sinal negativo (-).

Exemplos:
a) Qual é o ganho em dB para um aumento de potência de 13W para 26W?

Solução:

dB = 10.log = 10.log = 10.log 2 = 3

Resposta: 3dB

OBS: Isto significa que para o dobro da potência ocorre um aumento de 3dB.

b) Qual é a atenuação em dB para um decréscimo de potência de 8W para 1W?


Solução:

dB = 10.log = 10.log = 10.log 8 = 9

182
Resposta: - 9dB

c) Qual é o ganho de um amplificador cuja potência na entrada é de 200mW e


na saída a sua potência é de 2W?
Solução:

dB = 10.log = 10.log = 10.log 10 = 10

Resposta: 10dB

OBS: Isto significa que quando a potência aumenta 10 vezes, ocorre um


ganho de 10dB.

II - RELAÇÃO DE TENSÕES:
Para comparar dois valores de tensão utiliza-se a fórmula:

dB = 20.log ou dB = 20.log
onde:
Vout = V2 = tensão de saída
Vin = V1 = tensão de entrada

A fórmula acima, que relaciona as tensões tem a seguinte origem:

dB = 10.log

considerando as duas impedâncias iguais e substituindo P por V2 / Z,


teremos:

dB = 10.log
simplificando, teremos:

dB = 20.log = 20.log

sendo Z1 = Z2, teremos: dB = 20.log


Exemplos:
a) Qual é o ganho em dB para um aumento de voltagem de 13V para 26V?

Solução: dB = 20.log = 20.log = 20.log 2 = 6

Resposta: 6dB

b) Qual é a atenuação em dB de uma tensão de 12mV que cai para 3mV?

183
Solução: dB = 20.log = 20.log = 20.log 4 = 12

Resposta: - 12dB

c) Calcular em dB a atenuação de uma tensão de 15mV (V2) sobre uma tensão


de 3mV (V1). Sabe-se que V2 desenvolve-se sobre uma impedância de 75Ω
enquanto que V1 desenvolve-se sobre uma impedância de 300Ω.

Solução:
Como as impedâncias não são iguais, devemos relacionar as impedâncias
usando essa relação como fator de correção:

dB = 20.log = 20.log = 20.log (5 . )

= 20.log 10 = 20

Resposta: - 20dB

III - RELAÇÃO DE CORRENTES:


Embora raramente usada, a fórmula é dada por:

dB = 20.log

IV - NÍVEIS DE REFERÊNCIA EM dB:


Um valor de potência ou tensão é convertido em dB a partir de um valor ou
nível de referência. Isto justifica-se uma vez que para tal, devemos ter
dois valores de potência ou tensão.

Os valores ou níveis de referência mais usados são:

dB = 6mW (0,006W) sobre 500Ω - 0dB = 1,73V


dBm = 1mW (0,001W) sobre 600Ω - 0dBm = 0,775V
dBmV = 1mV (0,001V) sobre 75Ω - 0dBmV = 1mV

Referência de 6mW:
Qualquer nivel de potência pode ser convertido em dB, pela fórmula:

dB = 10.log

Exemplos:
a) Um amplificador de áudio tem uma saída de 24W. Qual é a saída em dB?

Solução: dB = 10.log = 10.log 4.000 = 36

Resposta: 36dB

184
b) Converter 3mW em dB.

Solução: dB = 10.log = 10.log 2 = 3

Resposta: = - 3dB

Neste caso a resposta é negativa pois a potência a ser convertida é


menor do que a referência 6mW, pouco importando se a potência de 3mW
refere-se a entrada ou a saída.

Quando a potência a ser convertida é maior do que a referência (6mW) esta


deve ficar como numerador; caso contrário a potência de referência deverá
ficar como denominador. Isto é adotado para que a relação entre as
potências seja maior do que 1.

No entanto se isto não for obedecido o resultado não se alterará pois o


logaritmo de todo número menor do que 1 é negativo.

Na referência de 6mW, 0dB corresponde a 1,73V pois V =

logo: V = = = 1,73V
Referência de 1mW:
Para a conversão em dB utiliza-se a fórmula:

dBm = 10.log

Exemplos:
a) Calcular em dBm um sinal de áudio cuja potência é 20mW.
Solução:

dBm = 10.log = 10.log 20 = 13

Resposta: 13 dBm

b) Calcular em dBm um sinal de áudio cuja potência é 200μW.


Solução:

dBm = 10.log = 10.log 5 = 6,989 7

Resposta: - 7dBm

Na referência de 1mW, 0dBm corresponde a uma tensão de 0,775V, pois

V = = = = 0,7746V 0,775V
Referência de 1mV:
Este referencial é usado em medidadas de sinais de RF, com linhas de
impedância de 75Ω, sendo dada pela fórmula:

185
dBmV = 20.log

Exemplo: Calcule o nível em dBmV de um sinal de 20mV em uma antena de


impedância de 75Ω.
Solução:

dBmV = 20.log = 20.log 20 = 26

Resposta: 26dBmV

V - MEDIDAS COM O MULTÍMETRO:

Os multímetros analógicos em geral além de medir tensões, correntes e


resistências vem dotados de uma escala adicional para medir decibéis.
Normalmente as escalas são ajustadas para medir dBm, cujo nível de
referência em 0dBm corresponde a 0,775V.
A figura abaixo ilustra a escala de um multímetro analógico
convencional.

A leitura de decibéis pode ser efetuada em duas escalas: AC 6V e AC


30V UP, ambas diretas sem necessidade de correção. Leituras efetuadas fora
destas escalas requerem correção conforme tabela indicada no painel do
instrumento, fornecida pelo fabricante.

Assim por exemplo, uma leitura feita na escala de 120V requer uma
correção de 12dB, isto é, adiciona-se ao resultado da leitura mais 12dB.
Tomemos como exemplo o ponteiro 2 e a leitura nas diversas escalas:
a) na escala AC 6V a leitura é 15dB, que correspondente a
aproximadamente 4,38V;
b) na escala AC 30V UP a leitura está ao redor de 28,8dB que
corresponde a aproximadamente 21,3V;
c) na escala de 120V devemos acrescentar mais 12dB perfazendo um
total de 40,8dB (28,8 + 12 = 40), que corresponde a aproximadamente 85V;
d) na escala de 300V devemos acrescentar mais 20dB perfazendo um
total de 48,8dB (28,8 + 20 = 48,8), que corresponde a aproximadamente
214V;
186
e) na escala de 600V devemos acrescentar mais 26dB perfazendo um
total de 54,8dB (28,8 + 26 = 54,8), que corresponde a aproximadamente
438V;
f) na escala de 1.200V devemos acrescentar mais 32dB perfazendo um
total de 60,8dB (28,8 + 32 = 60,8), que corresponde a aproximadamente
850V.

No entanto se dispusermos de um voltímetro que não possui escala para


medida em decibel, podemos fazer a conversão para dBm a partir da
referência 0,775V.

Exemplos:
a) Obteve-se uma leitura de 850V em um voltímetro digital. Qual é a
equivalência em dBm?
Solução:

dBm = 20.log = 20.log 1.096,77 = 60,8

Resposta: 60,8dBm

b) Obteve-se na saída de um determinado circuito uma leitura


correspondente a 45dBm. Qual é a tensão correspondente?
Solução:

dBm = 20.log ➔ 45 = 20.log ➔ =

10 = ➔ 177,83 = ➔ V = 0,775V x 177,83 = 137,82V

Resposta: 137,82V

VI - TABELAS:

Através da relação de potências ou tensões, pode-se construir tabelas


para ambos os casos.

Considerando “x” a relação de potências, temos: dB = 10.log x

Considerando “y” a relação de tensões, temos: dB = 20.log y


Uma relação de potências igual a 400 será equivalente a:

dB = 10.log 400 = 10 . 2,6 = 26dB

Uma relação de tensões igual a 400 será equivalente a:

dB = 20.log 400 = 20 . 2,6 = 52dB

Veja na tabela a seguir uma relação para potências e tensões. Trata-


se de uma tabela simplificada, mostrada apenas como exemplo.

Relação de Decibéis Relação de Decibéis


potências tensões
100 20 100 40
187
10 10 10 20
2 3 2 6
1,26 1 1,4 3
1 0 1,12 1
0,5 - 31 0
0,1 - 10
0,5 - 6
0,01 - 20
0,1 - 20
0,01 - 40
As tabelas mais completas mostram o ganho e a atenuação para cada
relação de tensão ou potência, cujos exemplos são mostrados a seguir.

Tabela de relação de potências

Decibéis Ganho Atenuação


0,6 1,148 0,871
2 1,585 0,631
3 1,995 0,501
10 10 0,1

Procedimento do cálculo:
Tomemos como exemplo 0,6dB

dB = 10.log x ➔ 0,6 = 10.log x ➔ 0,6 = log x

log x = 10 = 1,148

Desta forma 1,148 representa ganho. Para calcular a atenuação basta


inverter o ganho.
Atenuação = 1 / 1,148 = 0,871

Se uma potência de 1W por exemplo, sofrer um reforço ou ganho de


0,6dB, passará a 1,148W, no entanto se a mesma potência sofrer uma
atenuação de 0,6dB passará a 0,871W.

Tabela de relação de tensões

Decibéis Ganho Atenuação


0,6 1,0715 0,933
2 1,259 0,794
3 1,4125 0,708
10 3,162 0,316

Procedimento de cálculo:
Tomemos como exemplo 10dB

dB = 20.log y ➔ 10 = 20.log y ➔ 10

log y = 10 = 3,162 (ganho)

atenuação = 1 / 3,162 = 0,316

188
Se uma tensão de 1V por exemplo, sofrer um reforço ou ganho de 3dB,
passará a 1,4125V, no entanto se a mesma tensão sofrer uma atenuação de
3dB passará a 0,708V.

Exercício resolvido:
No diagrama a seguir, calcule a tensão na saída. Sabe-se que o
resistor provoca uma atenuação de 6dB.

Solução:
I - Devemos calcular o ganho em dB de cada amplificador:
Amplificador 1:
dB = 20.log 200 ➔ = 20 . 2,3 = 46dB

Amplificador 2:
dB = 20.log 100 ➔ = 20 . 2 = 40dB

II - O ganho total será:


46 - 6 + 40 = 80dB

III - A tensão na saída será:

dB = 20.log ➔ 80 = 20.log

10 = ➔ Vout = 10 4 . 0,05mV = 500mV

Resposta: 500mV
VII - ONDAS SONORAS:
As ondas sonoras consistem nas variações de pressão do ar e, a
intensidade do som que percebemos depende da quantidade de pressão do ar,
que é medida em watts por centímetro quadrado (W / cm2).

A mínima intensidade de som (limiar da audição) que o ouvido humano


percebe eqüivale a 10 -16 W / cm2, sendo este valor definido como 0dB.

A sensação auditiva é exponencial, isto é, não obedece incrementos


lineares face a quantidade de pressão do ar.

A relação entre a potência elétrica e a intensidade do som é bem


distinta, isto é, um amplificador de áudio que fornece uma potência
elétrica de 25W eqüivale a 36dB de potência elétrica.

dB = 10.log = 36dB

No entanto, uma potência elétrica de 25W através de um alto falante,


produz uma intensidade sonora de 100dB (considerando-se a eficiência do
alto falante próxima de 1%).

189
Uma característica importante do ouvido humano é sua sensibilidade a
uma gama de freqüências de 20Hz a 18kHz, sendo que esta sensibilidade é
maior nas freqüências médias, que abrangem a faixa de 500Hz a 5kHz.

A tabela a seguir mostra a equivalência entre a pressão sonora em W /


cm2 e o nível em decibel.

Tipo de fonte sonora W / cm2 Equivalência


em dB
Limiar da dor 10 -3 130
Martelo pneumático 10 -4 120
Trovoada 10 -5 110
Som muito alto (conjunto 10 -5 110
de rock)
Metrô operando 10 -6 100
Trânsito numa avenida 10 -8 80
Música em volume alto 10 - 8 80
Conversação normal 10 - 10 60
Respiração ofegante 10 -13 30
Música suave 10 -13 30
Folhas agitadas por uma 10 -14 20
brisa
Limiar da audição 10 -16 0
(silêncio)

Estudos científicos comprovam que níveis sonoros de alta intensidade


causam danos à saúde dos seres humanos como distúrbios circulatórios,
distúrbios nervosos, diminuição da audição e em alguns casos perda da
audição.
A um nível sonoro de 130dB o ouvido humano não percebe sons distintos
e sim uma sensação de dor; a 140dB pode ocorrer o rompimento do tímpano.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Fonte de alimentação simétrica 0-20V
1 - Gerador de áudio
1 - Circuito integrado LM741 ou CA741
1 - Osciloscópio
1 - Multímetro analógico ou digital
1 - Módulo de ensaios ELO-1
1 - Proto-board

1 - Monte o circuito a seguir:

190
2 - Ajuste a tensão do gerador para 0dBm a uma freqüência de 1kHz.
Converta 0dBm em valores de pico a pico e rms e anote na tabela 1.

3 - Meça a tensão na saída e anote na tabela 1, fazendo todas as


conversões.

4 - Calcule o ganho do estágio (dB) e anote na tabela 1.

5 - Repita os itens 2, 3 e 4 para as tensões de entrada 1dBm, 2dBm e


3dBm e complete a tabela 1.

TABELA 1
Vi Vi Vi (pp) Vout Vout Vout Ganho
(dBm) (rms) (dBm) (rms) (pp) (dB)
0
1
2
3

6 - Analise a tabela 1 quanto ao ganho para todos os níveis de tensão


na entrada e apresente suas conclusões:
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

7 - Ajuste a tensão do gerador para 0dBm e varie a freqüência conforme


indicado na tabela 2. Meça a tensão na saída, converta-a para dBm e
calcule o ganho em dB.

TABELA 2
Freqüência Vi (dBm) Vout (dBm) Ganho (dB)
100Hz 0
500Hz 0
1kHz 0
10kHz 0
100kHz 0
1MHz 0

6 - Analise a tabela 2 quanto ao ganho para as freqüências na entrada e


apresente suas conclusões:
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

QUESTÕES:

1 - Sabe-se que a potência aplicada na entrada de um amplificador de áudio


é 7mW e sua saída desenvolve 24W. Qual é o ganho em dB?
a) 3,01dB
b) - 3,01dB
191
c) 30,1dB
d) - 30,1dB
e) n.r.a.

2 - Um atenuador resistivo reduz uma potência de 10mW para 5mW. Qual é a


atenuação em dB?
a) 30,1dB
b) -30,1dB
c) 3,01dB
d) - 3,01dB
e) n.r.a.
3 - Qual é o valor em dB para uma relação de potência igual a 1.000?
a) 3dB
b) 30dB
c) 300dB
d) 0,3dB
e) n.r.a.

4 - Um amplificador excitado na entrada com 7mV fornece na saída 14mV.


Qual é o ganho em dB?
a) 30,1dB
b) 60,2dB
c) 6,02dB
d) 3,01dB
e) n.r.a.

5 - Qual é o ganho de potência que corresponde a 35dB?


a) 316,2278
b) 31,62278
c) 3.162,278
d) 3,162278
e) n.r.a.

6 - Qual é a equivalência em mW de - 9dB?


a) 755mW
b) 0,755mW
c) 75,5mW
d) 0,0755mW
e) n.r.a.

192
OSCILADOR PONTE DE WIEN
OBJETIVOS:
a) analisar o funcionamento de um oscilador ponte de Wien com amplificador
operacional;
b) calcular sua freqüência de operação.

INTRODUÇÃO TEÓRICA

O oscilador ponte de Wien é essencialmente um oscilador RC


realimentado, cujo circuito básico com componente discreto é mostrado
abaixo:

No entanto, as mesmas funções podem serem efetuadas por um


amplificador operacional, cujo circuito é mostrado abaixo:

A realimentação negativa é proveniente do resistor R2, inserida no


terminal inversor (-), enquanto que a realimentação positiva é inserida no
terminal não inversor (+) através de RB e CB, sendo que esta última é que
produz as oscilações.

O circuito oscila somente na freqüência na qual a ponte está


equilibrada, através das relações adequadas dos resistores R1, R2, CA em
paralelo com RA e CB em série com RB.

Obedecidas as relações acima o circuito oscila entre 20Hz a 200kHz,


produzindo uma onda senoidal de excelente qualidade.
As relações podem ser facilmente dimensionadas, obedecendo-se para
isto algumas regras práticas:

a) R2 = 2R1

b) CA = CB
193
c) RA = RB = 2/3 R1

d) CA e CB devem ter valores cuja Xc seja igual a RA ou RB na


freqüência de oscilação, que permite o equilíbrio da ponte.

A freqüência de oscilação é dada por:

F = 1 / (2.pi.RB.CB)
onde;
f = freqüência em hertz;
R = resistência em ohms;
C = capacitância em farads.

A figura abaixo ilustra o circuito equivalente de uma ponte de Wien e


valores relativos a título de exemplo, obedecendo as relações práticas.
Observe atentamente as letras A até C, as quais correspondem ao circuito
oscilador implementado com circuito integrado, mostrado anteriormente.

A freqüência de oscilação será:

f = 1 / (6,28 x 100 x 1.10-6) = 1,592kHz

Nesta freqüência devemos observar:

a) Xc de CA ou CB é igual a resistência de RA ou RB;

b) a impedância entre os pontos B e C eqüivale a duas vezes a impedância


entre os pontos A e C (esta relação é aproximadamente 1,4 / 0,707); que em
última análise obedece a relação prática: R2 = 2R1.
.
A freqüência de oscilação geralmente é variada através das
modificações dos capacitores CA e CB (simultâneamente), no entanto, isto
poderá ser feito através de RA e RB.

PARTE PRÁTICA

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 - Fonte de alimentação 0-20V
1 - Circuito integrado LM741 ou CA741
1 - Osciloscópio
1 - Multímetro analógico ou digital
1 - Módulo de ensaios ELO-1
1 - Proto-board

1 - Calcule os resistores e capacitores para o oscilador ponte de Wien


abaixo para as freqüências de 2kHz e 10kHz;
194
2 - Anote esses valores na tabela 1;

TABELA 1: Valores calculados

f R1 R2 R3 R4 C1 C2
2kHz
10kHz

3 - Monte o circuito e ligue o osciloscópio na saída do circuito,


verifique a qualidade da forma de onda (normalmente a senóide deve
apresentar-se em distorções). Complete a tabela 2:

TABELA 2: Valores medidos

f Vo (pico a Vo (rms) Período (ms)


pico)
2kHz
10kHz
QUESTÕES:

1 - Um oscilador ponte de Wien:


a) fornece onda senoidal;
b) fornece onda quadrada;
c) fornece onda complexa;
d) fornece onda triangular.

2 - Um oscilador ponte de Wien oscila em virtude de:


a) realimentação negativa;
b) realimentação positiva
c) não necessita de realimentação para oscilar;
d) realimentação positiva na entrada inversora.

3 - No oscilador com amplificador operacional visto nesta experiência,


quais são os componentes responsáveis pela realimentação:

a) positiva?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

b) negativa?

195
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4 - Qual é o requisito essencial para que um oscilador ponte de Wien


oscile?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

196
TIRISTORES - SCRs - TRIACs
SCRs
O SCR (tiristor) é um componente eletrônico semicondutor que trabalha
de forma semelhante a um diodo, ou seja, permite a passagem da corrente em
um único sentido, mas no início de sua condução é regulado por um eletrodo
especial, que recebe o nome de gate (porta).

O gate, através de um impulso elétrico, permite então a condução do SCR.

O SCR é formado por uma estrutura de 4 regiões semicondutoras PNPN. Se


dividirmos essa estrutura em duas partes, veremos que cada uma delas forma
um transistor.

O SCR (Silicon Controlled Rectifier) é conhecido como tiristor.


O nome tiristor é proveniente do inglês THYRISTOR (thyratron +
transistor, onde o thyratron é um retificador a gás usado antigamente).

A aplicação principal do SCR está no chaveamento eletrônico, onde as


tensões de bloqueio e controle de corrente de um transistor não são
suficientes.
Veja a seguir a estrutura das quatro regiões semicondutoras de um tiristor
ou SCR.

Observa-se na figura acima duas junções PN; a primeira forma a anodo


e a última o catodo.

A região que fica junto ao catodo é o gate (porta) que tem a função de
levar o dispositivo à condução.

Como essas regiões são divididas em duas partes formando cada uma
delas um transistor, observamos que temos um transistor PNP que é
constituído pelo anodo e suas regiões contíguas e um outro transistor NPN,
que é constituído pelo catodo e as duas regiões acima dele.
Esses transistores são unidos eletricamente nas seguintes regiões:

- a base do PNP com o coletor do NPN


- o coletor do PNP com a base do NPN

Veja na figura a seguir a estrutura dessa ligação.

197
O circuito assim obtido forma uma estrutura fortemente realimentada,
e dessa forma, qualquer sinal de corrente aplicado ao gate é amplificado e
sai pelo coletor do transistor NPN.
a) O sinal é então aplicado à base do PNP e é amplificado novamente em
seu coletor.
b) Este coletor coincide com o terminal gate, fechando o ciclo de
realimentação positiva.
c) O crescimento muito rápido da corrente faz com que o dispositivo
entre em saturação.
d) Nestas condições temos entre o emissor do transistor PNP que
coincide com o anodo e o emissor do transistor NPN que forma o
catodo uma impedância muito pequena.
e) Dessa forma a entrada em condução do SCR depende do sinal aplicado
no gate.
f) Uma vez em condução, o sinal aplicado no gate perde o controle
sobre a corrente que se forma entre o anodo e o catodo, uma vez
que, a própria realimentação interna mantém a condução.
g) Pode-se portanto, suprimir o sinal de gate sem influir de modo
algum sobre a condução do SCR.
h) Para que o SCR entre em condução é necessário que o anodo se torne
mais positivo que o catodo.

Simbologia:

FORMAS MAIS COMUNS DE DISPARO DE TIRISTORES (SCRs):

a) Impulso de tensão positiva no gate. É o método mais usado.

198
b) Variação brusca da tensão A-K (dv/dt). Neste caso o SCR é disparado
pelo efeito capacitivo das junções.
c) Corrente de fuga. Nestas condições a corrente de fuga origina-se
pelo excesso de temperatura.
d) Luz. Caso específico de disparo para os fototiristores.

MODO SIMPLIFICADO DE OPERAÇÃO:

As junções formam 3 camadas que denominaremos de S1, S2 e S3, sendo


representadas por diodos comuns, conforme ilustra a figura a seguir.

Analisaremos a seguir as condições de bloqueio e condução das camadas


S1 a S3, através da aplicação de tensão positiva no gate através da chave
Sw.

Não circulará corrente pelo circuito, mesmo com


Sw acionada, pois S1 e S3 operam no bloqueio.

Acionando-se Sw, S3 será curto-circuitada


e na camada de bloqueio S1 ocorrerá total queda
de tensão e a ação de bloqueio ainda continuam.

Com Sw aberta o tiristor estará bloqueado pois a


secção de passagem S2 opera em bloqueio.

Acionando-se Sw o bloqueio de S2 será eliminado e


o tiristor conduzirá, circulando corrente pela
carga.

Nestas condições o tiristor comutou no sentido de


condução (teoricamente A-K), passando a corrente
pela carga.

Como vimos anteriormente, após a condução a


tensão de gate pode ser removida, no entanto, para que as condições de
condução sejam mantidas torna-se necessário uma pequena corrente de
manutenção, que denominamos IH (holding current).
199
Uma corrente abaixo de IH leva o SCR ou tiristor ao corte (condição de
bloqueio).

FORMAS MAIS COMUNS PARA RETORNAR À CONDIÇÃO DE BLOQUEIO:


a) Interrupção da corrente A-K
b) Redução de IH
c) Aplicação de pulso negativo no gate
d) Curto momentâneo entre A-K

DISPARO POR CORRENTE DE GATE (IG):

Nestas condições IG3 > IG2 > IG1


a) quando IG=0, a tensão aplicada deve atingir a tensão de disparo
(break-over);
b) ao ser injetada uma corrente no gate, a tensão de disparo vai
diminuindo;
c) isto significa que se pode disparar o SCR (tiristor) com tensões
menores do que a tensão de disparo, controlando o disparo pela corrente
aplicada no gate;
d) para que o SCR continue conduzindo a corrente ID não poderá ser
reduzida abaixo de IH.

200
CIRCUITO EXPERIMENTAL – SCR COMO CHAVE EM CIRCUITOS CC

a) inicialmente não haverá corrente no SCR e na carga, pois teremos a


condição de bloqueio;
b) fechando e abrindo Sw1, o SCR conduzirá e teremos corrente na carga
e no SCR;
c) fechando-se Sw2, cessará a corrente no SCR e somente haverá
corrente na carga;
d) abrindo-se Sw2, não haverá corrente na carga e no SCR, pois voltará
à condição inicial (bloqueio).

CIRCUITO EXPERIMENTAL: SCR CONTROLANDO AC

Se mantivermos o SCR disparado (basta para isso comutar Sw1), somente


os semiciclos positivos são conduzidos e aparecerão na carga.
No entanto, podemos aplicar um pulso de tensão no gate de tal forma a
fazê-lo conduzir apenas por alguns instantes.

201
Observa-se que em virtude dos pulsos de disparo, o SCR começou a
conduzir depois de iniciado o semiciclo positivo da tensão da rede.
Durante o semiciclo negativo o SCR não conduz.

Com isto a tensão na carga ficou reduzida a pouco mais da metade do


semiciclo positivo. Pode-se com isto reduzir a potência desenvolvida na
carga.

O SCR pode ser usado também operar com um dispositivo de controle,


que permite controlar a potência desenvolvida na carga.

A tensão de disparo do SCR é alcançada em função do tempo de carga do


capacitor C através do resistor R.

Supondo que essa tensão seja alcançada logo no início do semiciclo, o SCR
dispara e conduz praticamente todo o semiciclo para a carga, que então
recebe a potência máxima.

Se o valor de R for grande, a constante de tempo aumentará e a tensão de


disparo só é alcançada no final do semiciclo, que corresponde a uma
potência menor ou mínima.

Por outro lado, se mantivermos o SCR com seu gate continuamente polarizado
por meio de uma fonte externa, o SCR disparará tão logo tenhamos por volta
de 2V entre o anodo e catodo, fazendo com que na carga apareça apenas os
semiciclos positivos.
A figura a seguir mostra a condição de disparo no final do semiciclo, onde
a potência desenvolvida na carga é mínima.

A figura a seguir mostra a condição de disparo no início do semiciclo,


onde a potência desenvolvida na carga é máxima.

202
CONCLUSÃO: Modificando-se o ângulo de disparo do semiciclo (início,
meio ou fim), controla-se a potência desenvolvida na carga.

Como o ângulo de disparo pode ser controlado pela constante RC, se


substituirmos R por um potenciômetro, podemos variar a potência na carga,
como por exemplo, o controle de luminosidade de lâmpadas incandescentes.

O SCR atua como uma espécie de relê eletrônico, ligando e desligando


uma carga a partir de pequenas correntes; é o caso específico do circuito
controlador AC visto anteriormente, onde, mantendo a polarização de gate
fixa e aplicando-se AC à entrada, na carga estarão presentes somente os
semiciclos positivos.
Lembrar que, com polarização de gate externa, o SCR começará a conduzir
quando entre anodo e catodo tivermos uma tensão de aproximadamente 2
volts.

INTERFERÊNCIAS: Como o SCR é um dispositivo de comutação rápida,


durante o processo de comutação são gerados sinais indesejáveis
propagando-se pelo espaço ou pela própria rede de alimentação interferindo
em receptores de rádio e televisores.

Circuitos que utilizam SCRs causam interferências e estas devem ser


eliminadas. A forma mais comum de se eliminar interferências, tanto do
aparelho interferido ou interferente é a utilização de um filtro, que
serve para evitar essas interferências através da rede.

No caso das interferências que se propagam pelo espaço na forma de ondas


eletromagnéticas, o aparelho interferente deve ser blindado, ligando-se
sua carcaça ou chassi à terra.
A figura a seguir mostra um filtro muito utilizado para evitar
interferências que se propagam pela rede de alimentação.

C1 = 100nF/400V
C2 = 100nF/400V
L1 = L2 = 50 a 60 espiras de fio de cobre esmaltado bitola 18, enrolados
num bastão de ferrite 10mm∅, com 5 a 10cm. de comprimento.

Ligado em série com o aparelho interferido, o filtro evita que os


sinais interferentes que venham pela rede cheguem até ele.

203
Ligado em série com o aparelho interferente (que usa o SCR), o filtro
evita que as interferências geradas saiam do aparelho e se propaguem pela
rede.

A figura a seguir mostra um SCR com encapsulamento T0-220AB


(plástico), fabricado pela STMicroelectronics.

Sua corrente de operação é de 10A e sua tensão de trabalho pode variar de


200V até 1.000V (TYN210=200V; TYN410=400V; TYN610=600V; TYN810=800V e
TYN1010=1.000V).

Um outro SCR muito usado é o TIC 106, cuja corrente de operação é de


5A, para uma tensão de trabalho que varia de acordo com a letra que lhe é
atribuída:
TIC 106D = 400V
TIC 106M = 600V
TIC 106S = 700V
TIC 106N = 800V
A figura a seguir mostra o aspecto físico do TIC 106, visto por cima;
tanto o TIC 106 como o SCR mostrado anteriormente (TYN) tem o seu anodo
(A) interligado internamente à parte metálica que serve para acoplá-lo
mecanicamente a um dissipador de calor.

204
CIRCUITO PRÁTICO – SINALIZADOR

Com a montagem do circuito abaixo poderemos conseguir piscadas lentas, uma


cada 10 segundos, ou mais rápidas, até apenas algumas por segundo. O
projeto pode ser usado como lâmpada sinalizadora de portões, garagens,
topo de torres, etc.

Os resistores são de 1/4W de dissipação.

Caso seja utilizado o SCR TIC106D (Texas) o resistor Rx deve ser


acrescentado ao circuito (seu valor típico é da ordem de 1kΩ a 22kΩ.

Esse resistor tem por finalidade evitar o disparo acidental do SCR, pela
corrente de fuga que pode originar-se devido a uma tensão muito alta entre
anodo e catodo. Para o SCR MCR106-6 (Motorola) não há necessidade desse
resistor.

O capacitor carrega-se através do potenciômetro e do resistor de 100k, até


atingir uma determinada tensão, suficiente para disparar a lâmpada neon
NE-2.
A NE-2 tem uma tensão de disparo da ordem de 70V.

A figura a seguir mostra um circuito oscilador (relaxação) com lâmpada


Neon NE-2 (disparo entre 56 a 70V)

FUNCIONAMENTO DE UMA LÂMPADA NEON NE-2

a) quando Sw é acionada o capacitor começa a carregar-se através de


R, até atingir a tensão de disparo da NE-2;
205
b) quando ocorre o disparo, a resistência entre os eletrodos da NE-2
torna-se praticamente nula, fazendo com que o capacitor descarregue-se
através dela;

c) como resultado, temos a forma de onda mostrada ao lado, onde se observa


que o tempo de carga é maior do que o tempo de descarga, levando-se em
conta as constantes de tempo RC.

A constante de tempo de carga é:

τ = RC = (10.103).(1.10_6) = 10ms

Quando a lâmpada neon dispara a resistência entre seus eletrodos é da


ordem de alguns ohms, por isso, o tempo de descarga é infinitamente menor.
Dessa forma origina-se uma onda com o aspecto de uma “dente de serra”.

O diodo 1N4002, evita que picos de tensão negativos cheguem ao gate,


evitando que o tiristor seja momentaneamente bloqueado, em outras
palavras, evita a inversão da corrente de gate.

Se for usada uma lâmpada até 40W não é necessário utilizar um dissipador
de calor para o SCR; acima disso um dissipador de calor com bom
acoplamento térmico torna-se necessário.
O potenciômetro de 2M2 ajusta a velocidade das piscadas da lâmpada, ou
seja, a freqüência. O capacitor a ser utilizado é do tipo cerâmico ou
poliéster, com isolação mínima de 400V.
Em virtude do circuito não ser isolado da rede, o mesmo deve ser manuseado
com cuidado para evitar choques elétricos.

A figura a seguir mostra o aspecto físico do SCR MCR106-6

O MCR106 é fabricado pela Motorola e apresenta duas tensões de operação:

MCR106-6 – 400V
MCR106-8 – 600V

206
APLICAÇÃO: ALARME 1

O circuito mostra um dispositivo de alarme simples. Quando qualquer uma


das chaves Sw1 a Sw3 (reed-switch) for acionada o SCR dispara, fazendo com
que o rele atraque, acionando um alarme.
As chaves Sw1 a Sw3 estão normalmente fechadas, levando o gate a zero, e
portando o SCR estará bloqueado.
Quando qualquer uma delas for acionada, ou seja aberta, o gate receberá o
impulso proveniente da alimentação através do resistor de 22k, disparando
o SCR.
O diodo 1N4002 em paralelo com o relê tem por finalidade proteger sua
bobina contra os surtos de tensão durante a retração do campo magnético.
Para levar o SCR à condição de bloqueio, e conseqüentemente desativar o
alarme, basta pressionar a chave “reset”.

APLICAÇÃO: ALARME 2

O circuito a seguir tem o funcionamento idêntico ao primeiro, exceto que,


o disparo ocorre quando não existe iluminação sobre o LDR.
Quando o LDR está iluminado sua resistência é baixa, fazendo com que o SCR
opere no bloqueio.
Quando a iluminação é interrompida (por exemplo, corte de um feixe
luminoso) a resistência do LDR aumenta, aumentando a tensão e corrente de
gate, levando o SCR à condução. Nestas condições o relê atraca e o alarme
á acionado.
Para interromper o alarme basta pressionar o botão “reset” como no caso
anterior.

207
COMO FUNCIONA O REED-SWITCH

Um interruptor magnético de lâminas (reed-switch) é um dispositivo que


contém duas lâminas flexíveis de material ferromagnético (NiFe), seladas
hermeticamente dentro de uma cápsula de vidro que é preenchida com um gás
inerte.
Essa atmosfera de gás inerte protege as regiões de contato elétrico das
lâminas impedindo as oxidações. As lâminas estão sobrepostas, porém
separadas por um pequeno espaço.
As regiões que entrarão em contato são folheadas com um metal nobre tal
como ródio ou rutênio, de modo a proporcionar características elétricas
estáveis e de notável longevidade.
A figura a seguir mostra o aspecto de um “reed-switch” e suas
características de funcionamento.

NA = normalmente aberto

208
A figura a seguir mostra um reed-switch com dois contatos, onde em
relação ao eletrodo comum, um é NA e outro NF (normalmente aberto e
normalmente fechado respectivamente).

A lâmina que representa o eletrodo comum movimenta-se de acordo com a


polaridade magnética que lhe é imposta externamente.
APLICAÇÃO: CARREGADOR DE BATERIA

O circuito a seguir mostra o SCR atuando como regulador de carregador


de bateria, ou seja, indicador de bateria carregada.

FUNCIONAMENTO:

1 – D1 e D2, formam um retificador de onda completa.


2 – Quando a tensão da bateria for baixa, o diodo zener não conduz, pois a
tensão Vr (referência) é baixa para permitir a condução do mesmo.
3 – Nestas condições o diodo zener é efetivamente um circuito aberto,
mantendo assim o SCR2 desligado.

209
4 – Quando a bateria começa a carregar-se sua tensão vai aumentando e
aumenta também a tensão de referência Vr, fazendo com que o diodo zener
conduza, disparando SCR2.
5 – Assim, SCR2 corresponderá a um curto-circuito, resultando no divisor
de tensão formado por R1 e R2, que manterá a tensão V2 em um nível muito
baixo, não permitindo mais a condução de SCR1.
Lembrar que, o diodo D3 somente conduzirá se o seu anodo for mais positivo
do que o catodo.
Quando o SCR2 dispara, praticamente temos a metade da tensão em V2, devido
aos resistores que formam o divisor de tensão ( R1 e R2) serem iguais. Em
relação à tensão na saída do retificador (que alimenta o anodo de SCR1) e
a tensão V2, a tensão no anodo de D3 é menos positiva do que a tensão no
seu catodo.
6 – Quando isto ocorre, indica que a bateria está completamente carregada
e como o SCR1 está bloqueado, resultará na interrupção da corrente de
carga.
7 – O capacitor C1 evita oscilações bruscas de tensão, evitando o disparo
acidental de SCR2.
8 – CONCLUSÃO: o regulador (controle) recarrega a bateria sempre que a
tensão cai e evita a sobrecarga quando ela está completamente carregada.
APLICAÇÃO: ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

O circuito mostrado a seguir é um sistema de iluminação de


emergência, que tem por objetivo manter a carga de uma bateria de 6V (pode
ser utilizada também uma bateria de moto ou de no-break).

Na falta de energia elétrica o sistema entra em ação e a lâmpada de 6V


continua funcionando através da bateria.

FUNCIONAMENTO:

1 – Enquanto houver energia, a lâmpada estará acesa devido ao retificador


de onda completa formado pelos diodos D2 e D3.
2 – O capacitor C1 carregará até uma tensão aproximadamente igual a tensão
de pico do retificador de onda completa e a tensão nos terminais de R2 que
é produzida pela bateria de 6V.

210
3 – Em qualquer situação o potencial no catodo do SCR é mais alto do que
no anodo e a tensão gate-catodo é negativa, garantindo o bloqueio do SCR.
4 – Nestas condições a bateria está sendo carregada através de D1 e R1. O
valor de R1 neste caso deve ser escolhido em função da carga desejada para
a bateria e da potência, uma vez que é ele que determina a taxa de carga
da bateria. Lembrar que, a bateria estará sendo carregada apenas quando o
anodo de D1 for mais positivo do que seu catodo.
5 – Havendo falta de energia, o capacitor C1 se descarregará através de
D1, R1, R3 e R2 e também pela resistência da lâmpada, até que o catodo do
SCR seja menos positivo do que o seu anodo e ao mesmo tempo, o nó formado
pelos resistores R2 e R3 se tornará positivo, estabelecendo uma tensão
suficiente no gate-catodo do SCR para dispará-lo.
6 – Uma vez disparado, a bateria se descarregará através do SCR mantendo a
lâmpada acesa.
7 – Ao voltar a energia, o capacitor C1 voltará a carregar-se, retornando
à situação inicial, restabelecendo o bloqueio do SCR.

A figura a seguir mostra o aspecto físico de tiristores de alta


corrente e portanto, alta potência, produzindo alta dissipação de calor.
Os mesmos possuem corpo metálico dotados de rosca para fixação em
dissipador de calor.

SKT 300 SEMIKRON


Corrente de
operação (ITAV) –
SKT 40 SEMIKRON
300A
Corrente de Corrente máxima
SKT 10 SEMIKRON operação (ITAV) – (ITRMS) 550A
Corrente de 40A Tensão (VRRM, VDRM)
operação (ITAV) – Corrente máxima SKT 300/04D = 400V
10A (ITRMS) 63A SKT 300/08D = 800V
Corrente máxima Tensão (VRRM, VDRM) SKT 300/12E =
(ITRMS) 30A SKT 40/04D = 400V
1.200V
Tensão (VRRM, VDRM) SKT 40/06D = 600V SKT 300/14E =
SKT 10/06D = 600V SKT 40/08D = 800V 1.400V
SKT 10/08D = 800V SKT 40/12E = 1.200V SKT 300/16E =
SKT 10/12E = 1.200V SKT 40/14E = 1.400V 1.600V
SKT 40/16E = 1.600V
SKT 40/18E = 1.800V
211
Significado de alguns parâmetros importantes:
ITRMS = máxima corrente alternada eficaz condutível
ITAV = máxima corrente contínua em condução
VTM = tensão direta máxima em condução (180º)
VRRM, VDRM = tensão reversa máxima repetitiva aplicável sem produzir
condução. Em outras palavras, é a tensão máxima que pode aparecer nos
terminais de um SCR quando ele se encontra desligado. Esse tensão é
denominada também de tensão de trabalho.
VRSM = tensão reversa máxima de surto 28 (pode ocorrer a destruição do
tiristor).
IGT = corrente mínima de gate para produzir condução
IGD = corrente máxima de gate aplicável sem produzir condução
VGT = tensão de gate necessária para produzir condução
VGtmax = tensão de gate máxima para condução
VGtmin = tensão de gate mínima para garantir corrente de condução

Quando as correntes e potências envolvidas são mais elevadas, são


utilizados tiristores (SCRs) com formato tipo “cápsula” (Capsule
Thyristor), conforme ilustra a figura a seguir:

SKT 240 – SEMIKRON SKT 551 SEMIKRON


Corrente de Corrente de SKT 2400 SEMIKRON
operação (ITAV) – operação (ITAV) – Corrente de
240A 550A operação (ITAV) –
Corrente máxima Corrente máxima 2.400A
(ITRMS) 600A (ITRMS) 1.200A Corrente máxima
Tensão (VRRM, VDRM) Tensão (VRRM, VDRM) (ITRMS) 5.700A
SKT 240/04E = 400V SKT 551/08E = 800V Tensão (VRRM, VDRM)
SKT 240/08E = 800V SKT 551/12E = SKT 2400/12E =
SKT 240/12E = 1.200V
1.200V
1.200V SKT 2400/14E =
SKT 551/14E =
SKT 240/14E = 1.400V 1.400V
1.400V SKT 551/16E = SKT 2400/16E =
SKT 240/16E = 1.600V 1.600V
1.600V SKT 551/18E = SKT 2400/18E =
SKT 240/18E = 1.800V 1.800V
1.800V

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE TIRISTORES (SCRs)

1. Além da condução através do gate, existe outro meio de colocar em


estado de condução um tiristor?
O tiristor entra também em condução mediante a aplicação de uma tensão
superior a um certo nível, entre o anodo e o catodo.

28 Surto - Variação brusca e momentânea da corrente ou da tensão de um circuito elétrico.

212
2. Como se pode bloquear o tiristor quando este se acha no estado de
condução?
Mediante a aplicação de uma corrente inversa entre anodo a catodo. O tempo
dessa aplicação deve ser superior ao “tempo de bloqueio”.

3. Qual é a principal aplicação dos tiristores?


A retificação controlada das tensões alternadas, com a possibilidade de
variar o ângulo de condução, ou seja, variando-se o ângulo de condução
obtém-se um sistema chamado de “controle de fase”.

4. De que modo se pode decompor o tiristor para analisar o seu


funcionamento?
Em dois transistores, um PNP e outro NPN. Ligam-se respectivamente, a base
e o coletor do primeiro ao coletor e à base do segundo.

5. A que região da estrutura é ligado o eletrodo de controle do gate do


tiristor?
É ligado na região que se acha em contato com o catodo.

6. A corrente que atravessa o tiristor pode ser controlada pelo sinal de


gate?
Não. O sinal do gate provoca somente o disparo do componente, ou mais
precisamente, sua entrada em condução. A partir daí perde qualquer
possibilidade de controle sobre o tiristor.

TRIACs

O TRIAC é um componente semicondutor que nasceu da necessidade de se


dispor de um interruptor controlado, que apresentasse as características
funcionais de um SCR, mas que permitisse o controle do ciclo completo da
corrente alternada.
A palavra TRIAC é uma abreviação da denominação inglesa Triode AC que
significa triodo para corrente alternada. Como o próprio nome indica, o
componente dispõe de três eletrodos.

O circuito equivalente é mostrado na figura a seguir.

Para se conseguir a operação em AC, utiliza-se dois SCRs em ligação


anti-paralela.
MT2 = terminal principal 2 (Main Terminal 2)
MT1 = terminal principal 1 (Main Terminal 1)
G = gate ou porta

Veja na figura a seguir a estrutura interna de um TRIAC.

213
Sua estrutura compõe-se de dois sistemas interruptores, sendo um PNPN e
outro NPNP, ligados em paralelo. Seu circuito equivalente é composto de
dois SCRs complementares, ou seja, ligados em paralelo com polaridade
invertida.

Observa-se no desenho os dois eletrodos principais MT2 e MT1, que neste


caso não são denominados anodo e catodo, pois trabalham com dupla
polaridade na tensão alternada.

As curvas características assemelham-se as dos SCRs exceto que o TRIAC


conduz nos quadrantes I e III.

A simbologia normalmente utilizada para o TRIAC é mostrada a seguir.

A figura a seguir mostra o aspecto físico de um TRIAC largamente


utilizado, o TIC 226.

ESPECIFICAÇÕES PARA O TIC 226


214
Corrente de operação RMS = 8A

TIC 226D = tensão de trabalho: 400V


TIC 226M = tensão de trabalho: 600V
TIC 226S = tensão de trabalho: 700V
TIC 226N = tensão de trabalho: 800V

OBS: o terminal MT2 para esse tipo de TRIAC é interligado à base


metálica do mesmo, a qual deve ser acoplada a um dissipador de calor, caso
o mesmo opere com correntes e potências elevadas.

A figura a seguir mostra uma forma de ligar um TRIAC.

Usa-se apenas em corrente alternada (AC), e sua forma clássica de disparo


é aplicando-se uma tensão positiva ou negativa no gate, o que permite
fazer com que o mesmo dispare em qualquer dos semiciclos.

Tensão típica de disparo: 2V


Corrente de disparo: entre 10 e 200mA

FORMAS DE DISPARO:
Existem 4 modos diferentes para disparo de um TRIAC, levando-se em
conta que o referencial é sempre o MT1.

1) Neste caso o terminal MT2 estará positivo em relação a MT1: tensão de


gate positiva, provocando a entrada de corrente através deste terminal
cujo sentido é considerado positivo;

2) Neste caso o terminal MT2 estará positivo em relação a MT1: a corrente


de gate sai do componente e neste caso temos uma tensão de gate negativa;

3) Neste caso o terminal MT2 estará negativo em relação a MT1: e a tensão


de gate positiva, ou seja, com a corrente entrando no componente;

4) Neste caso o terminal MT2 estará negativo em relação a MT1: e a tensão


de disparo será através de um pulso negativo.

Nas modalidades 1 e 4 obtém maior sensibilidade de disparo para o


TRIAC em relação às outras possibilidades.

Na modalidade 3 a sensibilidade é decididamente menor e na modalidade 2 é


ainda mais reduzida. Na modalidade 2 somente deverá ser utilizada em
TRIACs concebidos especialmente para esse fim.

215
ESPECIFICAÇÕES MAIS COMUNS PARA OS TRIACs:
Da mesma forma que nos SCRs precisamos conhecer alguns parâmetros dos
TRIACs para o desenvolvimento de projetos:

Tensão máxima de trabalho (VDRM):


É máxima tensão que pode aparecer nos terminais de um TRIAC, quando
ele se encontra no estado de não condução (desligado). Para a maioria dos
casos esse valor refere-se à tensão de pico de uma tensão senoidal, já
que a aplicação principal do dispositivo é em tensões alternadas.

Corrente máxima (ITRMS):


Trata-se do valor eficaz da corrente alternada

Corrente de disparo (IGT):


É a corrente necessária para disparar o TRIAC. É muito importante
saber o máximo valor dessa corrente, geralmente especificada pelo
fabricante, para evitar danos ao mesmo.

DIFERENÇA IMPORTANTE ENTRE SCRs E TRIACs:


A diferença mais importante entre o funcionamento de um TRIAC e de um
SCR é que o SCR somente conduzirá pelo período de meio ciclo, quando for
corretamente disparado, bloqueando-se quando a corrente muda de
polaridade; no TRIAC essa condução se dá nos dois semiciclos e somente
ocorrerá o bloqueio quando a corrente passa pelo valor zero (ou muito
próximo a ele).

Isto implica numa pequena perda do ângulo de condução, mas não


acarreta problemas se a carga for resistiva, onde temos a corrente em fase
com a tensão.

No caso de cargas reativas enrolamento de um motor, por exemplo), é


preciso levar em conta no esquema do circuito que, no momento em que a
corrente passa pelo zero, não coincide com a mesma situação da tensão
aplicada. Isto acontece porque nesses momentos ocorre impulsos de tensão
entre os dois terminais do TRIAC.

A figura a seguir ilustra uma maneira de contornar esse problema, bastando


para isso, acrescentar em paralelo com o TRIAC um resistor e um capacitor
216
ligados em série, com valores típicos da ordem de 100Ω e 100 nF
respectivamente.

Um circuito bastante comum é um interruptor eletrônico com TRIAC


conforme ilustra a figura a seguir.

Quando Sw é acionada, teremos uma corrente de disparo que liga o


TRIAC nos dois semiciclos da corrente alternada, alimentando assim a
lâmpada.

O circuito acima não permite uma variação da potência na carga, no


entanto, é possível variar a potência na carga, variando-se o ângulo de
condução de cada um dos semiciclos, mediante pulsos de disparo obtidos
através de circuitos especiais. Veja o circuito a seguir.

O circuito em questão é um dimmer que controla a luminosidade de uma


lâmpada comum (incandescente).
FUNCIONAMENTO:

1) O retificador de onda completa tem por finalidade fornecer ao


circuito de disparo um semiciclo positivo;

217
2) O circuito de disparo é constituído por um transistor de unijunção
(UJT) acoplado ao gate através de um transformador de pulsos (T-1);

3) A relação de espiras desse transformador de pulsos é 1:1, ou seja,


tem a função de apenas isolar o circuito de disparo do TRIAC;

4) Quando tem início um semiciclo da tensão de alimentação alternada,


que aparece após o retificador de onda completa, o capacitor C
carrega-se através do resistor R, até ser atingido o ponto de disparo
do UJT;

5) Quando o UJT dispara, o capacitor C descarrega-se através do


enrolamento primário do transformador de pulsos (T-1);

6) Isto faz aparecer no secundário do mesmo um pulso de curta duração,


suficiente para disparar o TRIAC;

7) Através do potenciômetro P1, podemos alterar a constante de tempo de


carga RC, e assim, alterar o ângulo de disparo do dispositivo.

A figura a seguir mostra essa condição.

Observa-se claramente que a potência na carga foi reduzida pela metade.


O disparo ocorreu em 90º e 270º respectivamente, ou seja, na carga
efetivamente circula corrente proveniente da metade de cada semiciclo.
No caso de adiantarmos a ângulo de disparo (antes de 90º), por exemplo
45º, obtém-se mais potência na carga, conforme ilustra a figura a seguir.
Se uma lâmpada incandescente estiver sendo utilizada como carga, seu
brilho aumentará.

218
A figura a seguir ilustra três TRIACs para 25 ampères, fabricados
pela SGS Thomson. A tensão de trabalho (VDRM / VRRM) é de 600V e 800V, de
acordo com sua codificação.

Por exemplo, 0 BTA24-600 significa que o TRIAC opera com 600 volts e
o terminal MT2 é isolado da base de fixação; BTB24-600 é o mesmo TRIAC,
porém com o terminal MT2 não isolado da base de fixação, ambos com
encapsulamento do tipo TO-220AB.

Observa-se que esse fabricante especifica a isolação ou não desse


terminal com a base de fixação, usando as letras A ou B.

O TRIAC BTA25-800 por exemplo, opera com 800 volts, seu terminal MT2
é isolado da base de fixação e seu encapsulamento é do tipo RD91. Este
tipo de encapsulamento permite que o TRIAC seja montado em radiadores para
encapsulamento TO-3.

CIRCUITOS PRÁTICOS PARA DISPARO DE TRIACs:

Como vimos anteriormente existem muitas possibilidades de se realizar


na prática o disparo de um TRIAC. Pode-se então escolher o modo mais
adequado para isso, dependendo do tipo de aplicação.
De qualquer forma, a realização do disparo resume-se em duas
variantes fundamentais:
● Disparo com corrente contínua
● Disparo com corrente alternada

Circuito prático 1:
219
A tensão de disparo provém de uma fonte de tensão contínua aplicada
ao gate do TRIAC através de um resistor limitador Rp. Esse resistor deve
ter um valor suficiente para impedir que a corrente de gate exceda os
limites especificados pelo fabricante.

É absolutamente necessário dispor de um elemento em série com a


corrente de disparo, para funcionar como controle. Pode ser desde um
simples interruptor mecânico (no caso deste circuito a chave Sw) ou um
transistor que tenha uma função de comutador.

Circuito prático 2:

O circuito “B” mostra o disparo por meio de corrente alternada feito


por um transformador de pulso. Pode ser um transformador de pulsos com
relação de espiras 1:1 (TP 1:1) ou qualquer outro tipo de transformador
que forneça uma tensão de disparo suficiente para gerar uma corrente de
gate adequada ao projeto.

O circuito “A” mostra uma outra possibilidade de disparar o TRIAC


através da tensão da rede, por meio de um resistor Rp adequado para
limitar a corrente de gate, evitando assim danos ao TRIAC.

Circuito prático 3:

Uma forma muito usada para disparar o TRIAC é através de um


componente chamado “diac” (abreviação inglesa de DIODE AC), conforme
ilustra a figura a seguir.

O “diac” é um dispositivo que tem uma estrutura interna semelhante a do


TRIAC porém sem o terminal de gate. Assim o dispositivo conduz a partir de
220
uma determinada tensão aplicada entre os seus terminais. Depois de
disparado, a tensão entre os seus terminais cai a um valor mais baixo, ou
de manutenção.

Os circuitos que utilizam disparo por “diac” são muito utilizados em:

a) controle de iluminação;
b) regulagem de temperatura em aquecedores elétricos;
c) controle de rotação de motores.

FUNCIONAMENTO BÁSICO DO CIRCUITO:


O resistor variável RV carrega do capacitor CD até atingir o ponto de
disparo do “diac”.

Após o disparo do “diac” ocorre a descarga do capacitor, cuja corrente


chega ao gate, colocando o TRIAC em condução. Esse mecanismo é produzido
uma vez no semiciclo positivo e outra no semiciclo negativo.

O momento do disparo pode ser regulado através do resistor variável RV que


por conseqüência varia o tempo de condução do TRIAC, bem como o valor da
tensão média aplicada à carga.

Produz-se então dessa maneira, um controle de potência relativamente


simples, mas bastante eficiente.

CIRCUITO PRÁTICO: DIMMER

O circuito em questão pode ser utilizado para o controle de velocidade de


uma ferramenta ou eletrodoméstico motorizado ou ainda,o controle de
luminosidade de uma lâmpada.

O que o circuito faz é controlar o ângulo de condução desse componente


eletrônico.

Disparando-o em diversos pontos do sinal senoidal da rede elétrica


domiciliar, é possível aplicar potências diferentes a uma carga (motor,
lâmpada incandescente, estufa, secador de cabelos etc.).

Assim, se o disparo for feito no início do semiciclo, todo ele poderá ser
conduzido para a carga e ela receberá potência máxima.

Entretanto, se o disparo ocorrer no final do semiciclo, pequena parcela da


energia será conduzida até a carga que operará com potência reduzida.

221
MATERIAIS:

Triac – TIC 216D ou 226D para rede de 110V e 220V respectivamente


Diac – 1N5411 ou 40583
R1 – 10kΩ - 1W
P1 – Potenciômetro linear de 100kΩ
C1 – Capacitor de poliéster de 220nF / 400V

Características dos TRIACs


Parâmetro TIC216D TIC 226D
s
VDRM 200V 400V
ITRMS 8A 8A
IGTM (max) 50mA 50mA

Características dos DIACs


Parâmetro 1N5411 40583
s
V(BO) 29 a 35V 27 a 37V
IP ou ITRM 200mA 200mA
I(BO) 50μA 50μA

Para minimizar as interferências de comutação através da rede, pode ser


adicionado um filtro para tal fim entre os pontos A e B.

Esses tipos de filtros já foram discutidos anteriormente no capítulo


referente aos tiristores (SCRs).

No entanto, pode-se construir um filtro mais simples, enrolando 40 a 60


espiras de fio de cobre esmaltado em um bastão de ferrite, com 10mm∅ e com
5 a 10cm. de comprimento.

O circuito mostrado a seguir opera da mesma forma, no entanto, possui


dois filtros RC, fazendo com que o controle seja mais refinado, além do
que, possibilita a inserção de uma carga indutiva entre os pontos A e B.

A carga resistiva é inserida entre os pontos x e y; para isso, os pontos A


e B devem estar curto-circuitados.

Para inserir uma carga indutiva entre os pontos A e B, deve-se remover a


carga resistiva e curto-circuitar os pontos x e y.

MATERIAIS:
222
Triac – TIC226D ou similar
Diac – ST2, 1N5411, 40583 ou similar
R1 – resistor de 68kΩ - ¼W
R2 – resistor de 47kΩ - ¼W
R3 – resistor de 10kΩ - ¼W
P1 – potenciômetro de 220kΩ linear
C1 – capacitor de poliéster 100Nf / 400V
C2 – capacitor de poliéster 100Nf / 400V

223
TIRISTORES - DIAC, SCS e PUT
DIAC
O DIAC tem uma estrutura semelhante a do TRIAC, exceto que, não
possui o terminal do gate (da abreviação inglesa DIODE AC)

Basicamente possui cinco camadas P e N. A figura a seguir ilustra sua


estrutura interna e respectivos símbolos.

O termo anodo e catodo não se aplica ao DIAC, pois seus terminais são
identificados como terminal 2 e terminal 1.
Cada terminal opera como anodo ou catodo, de acordo com a polaridade
da tensão aplicada.

Se T1 for mais positivo do que T2, a região N é ignorada e T1 operará como


anodo; evidentemente T2 terá a região P ignorada e operará como catodo.
Invertendo-se as polaridades, T1 passará a ser o catodo e T2 o anodo.

A figura a seguir mostra a curva característica de um DIAC.

VBO é a tensão de disparo do DIAC (break-over) e IBO é a corrente de


disparo. Observa-se na curva característica uma simetria entre os valores
positivos e negativos de tensão (1º e 3º quadrantes).

IH e VH representam a corrente de manutenção e tensão de manutenção


respectivamente. Abaixo desses valores o DIAC entra no estado de não
condução.

Acima de IH temos a operação permitida para o DIAC, onde o fabricante


especifica como IP ou IFRM que é a corrente de pico máxima que ele pode
suportar durante a condução (normalmente especificada para pulsos de
duração da ordem de μs).

224
A figura a seguir mostra um DIAC BR100/03 fabricado pela Philips, com
encapsulamento SOD27.

Especificações:
IFRM = 2A
VBO = 28 a 36V
IBO = 50μA

SCS – Silicon Controlled Switch

A chave controlada de silício, da mesma forma que o SCR, possui


quatro camadas PNPN, cujas características são idênticas, exceto por
possuir dois gates, fazendo com que todas as regiões sejam acessíveis
através de um circuito externo.

O SCS tem duas vantagens sobre o SCR.

Primeira, em virtude das duas regiões de gate serem acessíveis, elas podem
ser polarizadas de forma independente.

Segunda, uma vez que pode haver um controle das duas junções (uma N e
outra P), pode-se efetivamente desligar o SCS sem a necessidade de reduzir
a tensão ou corrente de trabalho. Desta forma o SCS é efetivamente uma
chave eletrônica.

Gate/anodo: liga-desliga o dispositivo


Ligar – pulso negativo
Desligar – pulso positivo

O gate/catodo opera de forma idêntica ao SCR.

A figura a seguir mostra o aspecto do SCS BRY62 fabricado pela


Philips .

225
Valores típicos:
IGA = 10mA
IGK = 1mA
VAK = 70V

Vantagens do SCS sobre o SCR: tempo de comutação menor (da ordem de 1 a


10μs); situação de disparo mais previsível; melhor sensibilidade.

Desvantagens: menor corrente, potência e tensão (tensão típica da ordem de


100V; corrente típica da ordem de 10 a 300mA e potência típica da ordem de
100 a 500mW).

CIRCUITO PRÁTICO: ALARME 1

As entradas (In1 a In3) poderão ser acionadas por qualquer sistema que
cause uma perturbação, como por exemplo, sensor luminoso, sensor de
aproximação, reed-switch, etc.

O interruptor “push-button” RESET (NA – normalmente aberto), restabelece


a condição inicial do circuito, colocando os terminais A-K em curto,
levando o SCS a condição de não condução. As lâmpadas piloto (LP1 a LP3)
permitirão localizar a entrada que disparou o SCS.

Uma outra forma de levar o SCS ao corte é a aplicação de um pulso


positivo no gate/anodo (GA), ou ainda, através de um dispositivo externo

226
tornar a resistência A-K do SCS bem próxima de zero, conforme ilustram as
figuras a seguir.

Na figura 1, um pulso positivo externo aplicado ao Gate/Anodo leva o


SCS a condição de não condição.

Na figura 2, um pulso positivo é aplicado na base do transistor, através


de um transformador isolador, levando-o a saturação; isto faz com que a
resistência entre coletor e emissor seja próxima de zero (condição de
saturação), interrompendo a condução do SCS, uma vez que a resistência
entre A-K cai praticamente a zero pois esses terminais estão em paralelo
com os terminais C-E do transistor.

CIRCUITO PRÁTICO: ALARME 2

O circuito a seguir mostra um alarme sensível a um dispositivo de


coeficiente negativo (NTC, LDR, etc.)

1) O potencial no gate/catodo é determinado pelo divisor de tensão RV e


trimpot;
2) O potencial no gate/catodo será zero quando a resistência RV for igual
a resistência do trimpot, pois ambos possuem 12V em seus terminais
(+12V e -12V);
3) Se RV diminui o SCS ficará diretamente polarizado, levando-o à
condução disparando o relê;

227
4) O resistor de 100kΩ reduz a possibilidade de disparo acidental devido
ao fenômeno conhecido como rate effect (capacitância entre gates),
pois um transiente de alta freqüência poderá provocar o disparo.
5) A interrupção do alarme é feita através de Sw (push-button
normalmente fechado).

PUT – Programmable Unijunction Transistor

O PUT é um dispositivo de quatro camadas PNPN, que possui um anodo,


um catodo e um gate.
Sua curva característica é semelhante a do UJT, porém não opera na
região de resistência negativa.
Veja a seguir sua estrutura básica e simbologia.

O circuito básico equivalente é mostrado a seguir.

RBB, η e Vp podem ser controlados através de RB1, RB2 e da tensão VBB.

Veja sua curva característica a seguir.

228
VF e IF = tensão e corrente de manutenção respectivamente
Nestas condições: VF = VAK.

O PUT não permanece no estado instável ou de resistência negativa (-R)

ESTADO LIGADO: ESTADO DESLIGADO:


I (corrente) baixa I (corrente) ≥ I
V (tensão) entre 0 e Vp (tensão) ≥

NO DISPARO:

Vp = ηVBB + VD onde VD ≅ 0,

Vp = ηVBB + VD = ηVBB + VAG

Vp = ηVBB + 0,7V

Porém, VG = ηVBB

Assim: Vp = VG + 0,7V

OBSERVAÇÕES:

1) Lembrar que o PUT é formado por quatro camadas PNPN, daí o aparecimento
da tensão VD na junção PN (diodo) entre anodo e gate.

2) A tensão VG é a tensão nos extremos de RB1

3) Portanto, VG = VRB1

4) A tensão VD é a própria tensão VAG


229
RESUMINDO:

Enquanto que para o UJT RB1 e RB2 são inacessíveis, uma vez que estes
representam os contatos da base, para o PUT estes são externos ao
circuito, permitindo um ajuste de “η” e portanto de VG.

OPERAÇÃO BÁSICA:
O PUT não mudará de estado até que a tensão Vp definida por VG e VD
seja alcançada (Vp = VG + VD).

O nível de corrente até que Ip seja alcançada é muito baixo, resultante de


um circuito equivalente aberto, onde a resistência tende ao infinito.

R = = resistência alta

Quando Vp for alcançada o PUT comutará para o estado ligado através


da região instável (resistência negativa), resultando em uma resistência
muito baixa, uma vez que:

R = = resistência baixa

Estando o dispositivo ligado, a retirada de VG não desligará o mesmo,


a não ser que VAK caia bastante reduzindo a tensão e corrente de manutenção
(VF e IF).

EXEMPLO: Determinar RB1 e VBB para um PUT de Si, sabendo-se que:


η = 0,8
Vp = 10,3v
RB2 = 5kΩ

η = ➔ onde η = 0,8

0,8(RB1+RB2) = RB1

230
0,8RB1 + 0,8RB2 = RB1 ➔ 0,2RB1 = 0,8RB2

RB1 = = 4RB2 ➔ logo: RB1 = 4(5kΩ) = 20kΩ

Vp = ηVBB + VD

10,3 = (0,8)(VBB) + 0,7

9,6 = 0,8VBB ➔ VBB = = 12V

OSCILADOR DE RELAXAÇÃO COM PUT:

O tempo para atingir o disparo é dado por:

T≅ loge ou

T≅ loge
onde: loge = logaritmo neperiano29
Quando o circuito é ligado C1 carrega-se até Vp, pois não há até então,
corrente nesse ponto. O corrente IA é decorrente da carga do capacitor,
onde:

VC = VA ou seja, a tensão no capacitor encontra-se teoricamente presente no


anodo do PUT

Quando a tenção no capacitor C1 for igual a Vp, ocorrerá o disparo,


havendo uma corrente Ip através do PUT.

Se R1 for muito grande a corrente Ip será pequena e não haverá o disparo.

29 Relativo a John Neper ou Napier (1550-1617), matemático escocês, inventor dos logaritmos, ou às suas criações no terreno
da matemática.

231
No ponto de transição:
IpR1 = VBB – Ip

R(max) =

Conclui-se então que qualquer resistor maior do que R(max) não disparará o
PUT.

O valor de R1 deve ser tal que Ip seja menor do que Iv para que ocorra a
oscilação, isto é: O PUT deve entrar na região instável e retornar ao
estado desligado.

Assim:

R(min) =

Teremos então como regra: R(min) < R1 <R(max)

A curva acima mostra a carga do capacitor C1 através de R1, e a


ocorrência do disparo originando a tensão no catodo (sobre RK).
EXERCÍCIO RESOLVIDO:
A partir dos dados abaixo:
VBB = 12V
R1 = 20kΩ
C1 = 1μF
RK = 100Ω
RB1 = 10kΩ
RB2 = 5kΩ
Ip = 100μA
Vv = 1V
Iv = 5,5mA

Determine:
1) Vp
2) R(max) e R(min)
3) freqüência de oscilação
4) formas de onda (VA – VG –VK) com os respectivos valores.

Resolvendo:

232
Vp = ηVBB + VD ➔η = ➔ Vp = VBB + 0,7

Vp = .12 + 0,7 = 8,7V

R(max) = = = 33kΩ

R(min) = = = 2kΩ

Faixa de atuação de R: 2kΩ<20kΩ<33kΩ

Calculando a freqüência de oscilação, através do período “T”

T≅ loge

(20.103 x 1.10-6) loge = (20.10-3) loge 3,3 ➔ ln 3,3 = 1,194

T = 20.10-3 . 1,194 = 23,88ms

ƒ= = = 41,876Hz

Calculando η:

η = = = 0,666

alculando a freqüênc a atra és da outra fór ula: T ≅ loge

T = (20.103 . 1.10-6).loge = ( 20.10-3) loge (1+2) ➔ ln 3 = 1,0986

T = 20.10-3 . 1,0986 = 21,972ms


233
ƒ= = = 45,51Hz

A figura a seguir mostra o aspecto de um PUT – BRY56A, fabricado pela


Philips.

Encapsulamento: SOT54
Tensão VAK (max) = 70V
Corrente de anodo IA (max) = 175mA
Potência total (max) = 300mW

A figura a seguir mostra o aspecto físico do PUT 2N6027, fabricado


pela ON Semiconductor, para operar em 40V com potência de 300mW, com
encapsulamento TO-92

234
RESISTORES NÃO LINEARES (NTC-PTC-VDR)
Os resistores não lineares são dispositivos especiais, cuja resistência
varia de forma não linear. Estaremos abordando nesta apostila, os
seguintes agentes que provocam a variação da resistência:

1. Térmico
2. Tensão

Os principais tipos são: TERMISTORES e VARISTORES.

TERMISTORES: NTC e PTC

NTC (Negative Temperature Coefficient)

São resistores não lineares cuja resistência varia sob a ação da


temperatura. Em outras palavras, são semicondutores que conduzem melhor a
corrente elétrica no estado quente do que no frio.
Assim, a resistência elétrica de tais materiais se reduz com a elevação da
temperatura, possuindo portanto, um coeficiente de temperatura negativo.
Em média, o coeficiente de temperatura, cuja notação é α25º é igual a:

isto é, perante uma elevação de temperatura de 1 grau, o valor


da resistência do material se reduz em 5%. O valor de α variando
acentuadamente com a temperatura, faz com que o seu valor possa ser
considerado constante apenas para pequenas variações de temperatura.

Matérias-primas e formas construtivas: Os resistores NTC são fabricados a


partir de óxidos semicondutores, predominantemente, com uma mistura de
óxido metálico, como por exemplo: Fe3O4 com Zn2TiO4 ou CoO com Li2O (óxido
de ferro com óxido de titânio e zinco ou óxido de cobalto com óxido de
lítio respectivamente).

Após o processo de mistura, ocorre a prensagem em forma de discos ou


esferas (cilíndricos) e sinterizados30 em seguida.

ÓXIDO DE FERRO + ÓXIDO DE TITÂNIO ➔ TIPO N


Nestas condições, um excesso de temperatura liberta elétrons, tendo como
resultado um excesso de condutividade com o aumento da temperatura.

ÓXIDO DE COBALTO + ÓXIDO DE LÍTIO ➔ TIPO P


Nestas condições, ocorre a condução através de lacunas, tendo como
resultado uma corrente iônica com o aumento da temperatura.
Os formatos mais comuns, como o cilíndrico são obtidos por processo de
extrusão31 enquanto que os formatos em disco são obtidos através de prensa
hidráulica.
A figura abaixo representa graficamente um resistor NTC (símbolo mais
comum).
30 Processo em que duas ou mais partículas sólidas se aglutinam pelo efeito do aquecimento a uma temperatura inferior à de
fusão, mas suficientemente alta para possibilitar a difusão dos átomos das duas redes cristalinas.
31 Passagem forçada de um metal ou de um plástico através dum orifício, visando a conseguir uma forma alongada ou
filamentosa.

235
O gráfico abaixo representa a variação da resistência do NTC em função da
temperatura, onde observa-se claramente sua não linearidade.

R25/Rt representa a resistência do NTC à temperatura ambiente de 25ºC.

EQUAÇÃO DE UM NTC:
R = A . e B/T (eq.1)
R = resistência em ohms
e = número de Euler (2,718)
B = constante do material no NTC em ºK32
T = temperatura do NTC em ºK
A = constante a uma dada temperatura

Características de um NTC comercial (dados do fabricante)


Tipo Resistên Carga Resistên Corrente Constant
cia máxima cia R a I a 25ºC e de
R25º P25ºC 25ºC regulaçã
o B (±

32 [Do antr. Kelvin, de William Thomson, lorde Kelvin, físico inglês (1824-1907).]
Intervalo unitário de temperatura na escala absoluta de temperatura [símb.: K ] .

236
5%)
E201 1.000Ω 0,6W 20Ω 0,28A 5.000ºK
ZZ18

Como a constante de regulação B sofre influência da temperatura, é


possível determinar a resistência do NTC, baseando-se nos dados do
fabricante. Para tanto, é necessário conhecer a resistência a 25ºC, R25º e
o valor da constante de regulação. Vejamos um exemplo:

➔ Qual é a resistência do NTC E201 ZZ18 a 100ºC?

Solução:

Através da tabela do fabricante, obtemos os dados:

R25º = 1.000Ω
B = 5.000ºK
Resistência R a 25ºC = 20Ω

Para uma temperatura de 100ºC e B= 5000ºK, teremos:

Rt = R25º / 20 = 1.000Ω / 20 = 50Ω

A resistência de um NTC para uma dada temperatura, pode também ser


calculada com a ajuda das curvas (página 2).
Tomemos como exemplo um NTC cuja resistência R25º é igual a 800Ω e que o
fator de regulagem B seja igual a 3.500ºK. Qual será sua resistência a
120ºC?

Solução:

1) Utilize o gráfico da página 2.

2) A partir do eixo “x” em 120ºC trace uma linha vertical até encontrar a
curva correspondente a 3.500ºK.

3) Na interseção entre a linha vertical traçada e a curva correspondente a


B = 3.500ºK, trace uma linha horizontal à esquerda até encontrar o eixo
“y”.

4) O encontro da linha recentemente traçada com o eixo “y” dará o valor de


R a 25ºC, equivalente a aproximadamente 17,8.

Rt = R25º / 17,8 ➔ portanto, Rt = 800 / 17,8 = 44,9Ω

A figura abaixo mostra o procedimento para se determinar o valor de R25 /


Rt, ou seja, o valor de R a 25ºC.

237
Cálculo dos valores de A e B:

Os valores de A e B podem ser levantados experimentalmente medindo-se o


valor da resistência R do NTC em 2 valores diferentes de temperatura:

Da equação do NTC tiramos:

R1 = A . e B/T1 (eq.2)
R2 = A . e B/T2 (eq.3)

Dividindo-se 2 por 3, temos:

R1 / R2 = e B (1/T1 - 1/T2) ➔

onde:

O valor de B poderá então ser calculado pela fórmula:

A resistência R de um NTC pode ser calculada para temperaturas acima e


abaixo de 25ºC, valendo-se da equação básica, já deduzida anteriormente:

238
Desta forma, para temperaturas acima de 25ºC, teremos:

Para temperaturas abaixo de 25ºC, teremos:

Observações: B representa a temperatura na qual a resistência do NTC vale


2,718A.
Supondo T → ∞, teremos:

e B/T → 1
Daí: R=A, onde podemos afirmar que A é a resistência do NTC quando T → ∞

EXEMPLO 1: Calcule os valores de A e B de um NTC, a partir das seguintes


medidas:

t1 = 20ºC R1 = 6Ω
t2 = 40ºC R2 = 2,2Ω

Solução:
t1 = T + t1 = 273 + 20 = 293ºK
t2 = T + t2 = 273 + 40 = 313ºK

Aplicando a fórmula: , teremos:

= = 0,44 / 0,0000947 = 4.646,25ºK

Para calcular A, partimos da equação 1 ➔ R = A . e B/T fazendo:

log A = log R1 - log e

log A = 0,78 - ⋅ 0,434 = 0, 8 – 6,882


portanto: log A = - 6,102 portanto: A = 0,791 . 10 – 6 Ω

Resultado: B = 4.646,25ºK A = 0,791 . 10 – 6 Ω

EXEMPLO 2: Calcule os valores de A e B de um NTC a partir das seguintes


medidas:
R1 = 6Ω para uma temperatura t1 de 20ºC
R2 = 1Ω para uma temperatura t2 de 60ºC
239
Solução:
t1 = T + t1 = 273 + 20 = 293ºK
t2 = T + t2 = 273 + 60 = 333ºK

= ➔

B = = 0,78 / 0,0001779 = 4.384,49ºK

log A = log R1 - log e = 0,78 - ⋅ 0,434 = 0, 8 – (14,964 . 0,434)

log A = 0,78 – 6,494 = - 5,714 ➔ log A = - 5,714 = 1,932 . 10 – 6 Ω

Resultado: B = 4.384,49ºK A = 1,932 . 10 – 6 Ω

Cálculo do coeficiente de temperatura da resistência (αT)

O coeficiente de temperatura αT é considerado em função da temperatura


absoluta T e da constante de regulação B, sendo dado pela fórmula:

αT = -
EXEMPLO: Calcular o coeficiente de temperatura do NTC E201 ZZ18 (dados na
página 3 desta apostila) para as seguintes condições:

a) 25ºC b) 100ºC
Solução:
T1 = 273 + 25 = 298ºK
T2 = 273 + 100 = 373ºK
De acordo com os dados do fabricante, B = 5.000ºK

αT1 = - ⋅ = - 0,0563 ⋅ = 5,63% / grau (neste caso, com a


elevação da temperatura em 1 grau, a resistência se reduz em 5,63%)

αT2 = - ⋅ = - 0,0359 ⋅ = 3,59% / grau (neste caso, com a


elevação da temperatura em 1 grau, a resistência se reduz em 3,59%)

Cálculo da resistência R de um NTC para temperaturas acima e abaixo de


25ºC

1) TEMPERATURAS ACIMA DE 25ºC

Considerando uma temperatura de 100ºC e B = 4.000ºK, podemos calcular a


resistência R do NTC, usando a fórmula:

240

➔ log x = 4.000 . 0,0006747 . 0,434 = 1,171

log x = 1,171 ➔ x = 101,171 ➔ x = 14,825 ➔ portanto, R25 / Rt = 14,825

2) TEMPERATURAS ABAIXO DE 25ºC

Considerando uma temperatura de 10ºC e B = 4.000ºK, podemos calcular a


resistência R do NTC, usando a fórmula:

➔ log x = 4.000 . 0,0001779 . 0,434 = 0,309


log x = 0,309 ➔ x = 100,309 ➔ x = 2,037 ➔ portanto, Rt / R25 = 2,037

Obtenção de características especiais

Um resistor NTC pode ser associado a resistores comuns (lineares) em série


ou paralelo, permitindo assim modificar as características da associação
devido a ação da temperatura.

NTC com resistor em série:

EXEMPLO: Dado um NTC com resistência de 100Ω a 30ºC; 5Ω a 100ºC e um


resistor série (Rs) de 6Ω, calcule o valor da associação para as duas
temperaturas e apresente conclusões.

Solução:
Req a 30ºC = 106Ω
Req a 100ºC = 11Ω

Conclusão: Muda a característica do NTC em altas temperaturas.

EXEMPLO: Utilize os mesmos dados do exemplo anterior, com um resistor


paralelo (Rp) de 100Ω.

241
Solução:

Req a 30ºC =

Req a 100ºC =

Conclusão: Na associação em paralelo, consegue-se grande variação da


característica do NTC em baixas temperaturas.

EXERCÍCIO: Levantar a curva do circuito abaixo:

Dados:

tºC RNTC (Ω)


20 6
40 2,2
60 1

Solução:

Calculando e resistência equivalente da associação:

Em 20ºC ➔ = 3,23Ω

Em 40ºC ➔ = 2,09Ω

Em 60ºC ➔ = 1,5Ω

Gráfico

242
Tempo de recuperação e estabilidade de um NTC
O tempo de recuperação é o tempo que um NTC leva para atingir a metade do
valor de sua resistência a 25ºC, depois de aquecido à sua dissipação
máxima e colocado em ambiente de temperatura constante sem corrente de ar.

A estabilidade do NTC é a propriedade do mesmo atingir um valor constante


de resistência depois de um certo tempo de uso. Em outras palavras, após
um certo tempo de uso, a tolerância do mesmo começa a diminuir, conforme
ilustra o gráfico abaixo:

Aplicações:
Alguns aspectos devem ser considerados na aplicação dos resistores NTC em
circuitos comerciais:

1) Variação da resistência do NTC com a temperatura;


a) a resistência do NTC é influenciada pela temperatura ambiente;
b) a resistência do NTC é influenciada pela dissipação do NTC.

2) Aproveitamento da inércia térmica do NTC;

3) Aproveitamento do coeficiente térmico negativo do NTC.

TERMÔMETRO ELETRÔNICO:

A alteração da temperatura ambiente provoca uma mudança da resistência do


NTC e consequentemente da corrente que passa pelo amperímetro, o qual terá
seu painel calibrado em graus (ºC). Por exemplo, uma corrente pelo
amperímetro de 1mA poderá equivaler a uma temperatura de 30ºC e assim por
diante.

PROTEÇÃO CONTRA FALHA DE CIRCUITO ELÉTRICO:

243
Se o filamento de uma das lâmpadas abrir, a corrente passará então pelo
NTC que ao aquecer-se terá sua resistência alterada. Quando corretamente
projetado, a resistência do NTC se igualará a do filamento da lâmpada em
poucos segundos.

ILUMINAÇÃO GRADUAL:

Quando o interruptor Sw é acionado, devido a inércia térmica do NTC, a


corrente inicial no circuito é baixa, e a lâmpada gradualmente irá
adquirindo sua luminosidade devido ao aquecimento do NTC e a diminuição de
sua resistência. Como o filamento da lâmpada não é submetido a choque
térmico, sua durabilidade aumentará.
COMPENSAÇÃO DE POLARIZAÇÃO:

O NTC é usado para compensar as variações de


temperatura em circuitos transistorizados. Como
sabemos, a corrente de coletor ou do emissor se
eleva com o aumento da temperatura do transistor,
que pode ser ocasionada pela própria dissipação do
transistor ou ainda, pela ação da temperatura
ambiente.
Uma vez que as características do transistor são
acentuadamente dependentes da temperatura, é
necessário tomar providências para que com a
elevação da temperatura, a tensão de polarização
base-emissor seja automaticamente reduzida pelo
NTC, mantendo assim, constante a corrente de
coletor.

PTC (Positive Temperature Coefficient)

O PTC é um resistor não linear que conduz corrente elétrica melhor no


estado frio do que no estado quente, isto é, a condutibilidade se reduz
com o aumento da temperatura. Portanto, o PTC possui um coeficiente α de
valor positivo.

Símbolo

244
Uma característica importante do PTC é que seu coeficiente térmico
positivo manifesta-se dentro de um intervalo de temperaturas, sendo seu
valor bastante superior ao do NTC. No PTC o coeficiente positivo
manifesta-se apenas a partir de uma temperatura chave, denominado
temperatura de Curie (TC)33.

Os PTCs podem se dividir quanto a fabricação e utilização em:

1) PTCs metálicos (geralmente de fio)

2) PTCs de material cerâmico semicondutor

A figura a seguir mostra as curvas características de alguns metais (cobre


e constantan) em função da temperatura, comparando-as a um PTC.

Enquanto o cobre tem sua resistência aumentada com a temperatura, a


resistência da liga constantan permanece constante dentro da mesma faixa
de temperatura.

PTCs metálicos

Baseiam seu funcionamento no princípio de condução de corrente nos metais,


ou seja, quanto mais elevada for a temperatura (devido as perdas do efeito
Joule), maior será o valor de sua resistência.

33 TC é a temperatura na qual a resistência do PTC é o dobro da resistência do PTC na temperatura ambiente (25ºC).

245
Podemos citar como exemplo o condutor de cobre cujo coeficiente de

temperatura α é , em outras palavras, para um aumento de 1 grau


da temperatura, sua resistência eleva-se 0,39%, característica esta válida
para praticamente todos os metais (com exceção da liga denominada
constantan).

Ainda como exemplo podemos citar o aço, cuja variação da resistência é


particularmente elevada no estado rubro-escuro, sendo que a temperatura em
que esta situação se manifesta está ao redor de 800ºC, é a chamada
temperatura de Curie. Nessa faixa o coeficiente de temperatura α é de

, o que significa que perante o aumento da temperatura de 1


grau, sua resistência aumenta em 1,8%. Outros tipos de metais também são
utilizados, como prata, alumínio e tungstênio. Estas características são
muito empregadas na fabricação de resistores de óxido de ferro.
A figura abaixo mostra as curvas características dos PTCs com diversos
valores de temperatura de Curie.

PTCs de material cerâmico semicondutor

Possuem a propriedade de ter seu valor de resistência elevado rapidamente


dentro de uma faixa de temperatura muito estreitas, resultando valores

elevados de coeficiente de temperatura αT, da ordem de , o que


significa que para cada 1 grau de aumento da temperatura, a resistência
aumenta em 60%.

246
São geralmente fabricados de materiais compostos de cerâmicas ferro-
elétricas como o titanato de bário (BaTiO3).

Os materiais não condutores somente adquirem condutividade específica


mediante um processo de dopagem, geralmente o antimônio34. Acima de
temperatura de Curie ocorre uma rápida elevação da resistência, com
redução da constante dielétrica.

Em resistores de óxido de ferro a temperatura de Curie tem um valor


aproximado de 800ºC, no entanto através de processos adequados de dopagem
pode-se controlar e predeterminar uma temperatura de Curie e o grau de
elevação da resistência do PTC.

Aplicações:
Basicamente tem as mesmas aplicações dos NTCs, quando se requer um
coeficiente de variação positivo.

É muito empregado nos casos em que uma variação de resistência deva ser
transformada em sinal elétrico.

MEDIÇÃO DA VELOCIDADE DO AR:

A figura abaixo ilustra uma aplicação onde PTCs estão ligados em ponte de
Wheatstone com um resistor, cuja finalidade é medir a velocidade do ar em
um canal aerodinâmico.

Funcionamento: Dois PTCs permanecem onde o ar está parado e um outro é


colocado dentro do canal aerodinâmico. Todos os PTCs são previamente
aquecidos pela corrente que circula pela ponte.

Se o ar tiver a mesma temperatura em ambas as condições, ou seja dentro e


fora do canal aerodinâmico, a ponte estará em equilíbrio.

Uma passagem de ar pelo canal fará com que o referido PTC seja mais
resfriado causando então uma mudança da resistência e o desequilíbrio da
ponte, que será acusado pelo amperímetro. Uma prévia calibração da escala

34 Elemento de número atômico 51, com aspecto metálico, branco-azulado, utilizado em ligas e sob a forma de compostos
[símb.: Sb ] .

247
do amperímetro permitirá a medição da velocidade do ar no canal
aerodinâmico.
ALARME TÉRMICO:

1) Em condições normais circula uma corrente pelo PTC e pela bobina do


relê, sendo esta insuficiente para o atracamento do relê.

2) Com o aumento da temperatura ambiente, aumenta a resistência do PTC


aumentando a corrente no relê, provocando seu atracamento.

INDICADOR DE NÍVEL DE LÍQUIDOS:

À medida que o nível do líquido sobe, a resistência dos PTCs vai se


alterando, alterando a resistência total da associação. Isto provocará uma
alteração da corrente que circula pelo amperímetro, que devidamente
calibrado, permitirá determinar o nível do líquido.

AÇÃO DE RETARDO:

A figura a seguir mostra o PTC atuando como retardo, para proteger a carga
contra choque térmico. Inicialmente a resistência do PTC é baixa, drenando
a maior parte da corrente. Quando a temperatura aumenta, pela dissipação
do PTC, sua resistência aumenta e aí maior corrente circulará pela carga.

248
A figura abaixo mostra a curva de um PTC comercial E220 ZZ/01

A seguir, um exercício para aplicação da curva de um PTC (mostrada acima).


Determine a faixa de temperatura do PTC E220 ZZ/01 para fazer com que o
relê do circuito abaixo opere dentro das seguintes condições:

a) atracamento com uma corrente de 20mA


b) desatracamento (desligamento) com uma corrente de 10mA

Solução:

Para que o relê ligue com uma corrente de 20mA, a resistência do PTC deve
ser:

249
RPTC = = 24V / 0,02A - 800Ω = 400Ω
Consultando a curva do PTC, a temperatura será de aproximadamente 48ºC
Para que o relê desligue com uma corrente de 10mA, a resistência do PTC
deve ser:

RPTC = = 24V / 0,01A - 800Ω = 1600Ω


Consultando a curva do PTC, a temperatura será de aproximadamente 75ºC.

VARISTORES - (VDR - Voltage Dependent Resistor)

Os resistores VDR são dispositivos cuja resistência varia com a tensão. À


medida que a tensão aumenta, sua resistência diminui. Em outras palavras,
a resistência do VDR varia de forma inversamente proporcional a tensão. A
figura abaixo mostra a curva de vários VDRs (tensão-resistência) para
vários valores de C e β.

250
O funcionamento de um VDR é muito similar ao de um semicondutor, uma vez
que sua resistência varia acentuadamente com a tensão

Os VDRs são conhecidos também como Varistores (variable resistors).


Procedendo uma análise da curva apresentada, pode-se observar que a
elevação da tensão provoca uma considerável queda do valor de resistência.

Tomemos como exemplo o VDR com C = 150 e β = 0,2.


Para uma tensão de 40V sua resistência é de 30kΩ. Dobrando a tensão (80V),
a resistência cai para aproximadamente 2kΩ (15 vezes). Aumentando essa
tensão em 10 vezes (400V), a resistência cai para 3Ω (10.000 vezes)

Fabricação: Os resistores VDR são fabricados a partir de grãos de


carbonato de silício sinterizados com um aglutinante de forma a apresentar
um corpo cerâmico duro e poroso em forma de tubos ou discos. São
fabricados para diversos valores de tensão (tipicamente de 8V a 400V) e em
alguns casos para aplicações especiais essa tensão pode chegar a 1.200V.

Uma característica importante dos VDRs é sua simetria, isto é, sua curva é
simétrica para valores de tensão positivo e negativo, conforme ilustra a
figura abaixo (característica V x I).

251
A curva acima é geralmente fornecida pelo fabricante, especificamente para
um tipo de VDR.

Alguns parâmetros devem ser considerados:


C = constante de construção, que depende das dimensões do componente,
cujos valores típicos variam de 15 a 1.000.
β = constante do material, correlacionando a elevação da temperatura com o
valor da corrente, cujos valores típicos variam de 0,14 a 0,4.

Símbolo

A equação do VDR é a seguinte:


V = C.Iβ
V = tensão aplicada ao VDR
I = corrente resultante
C e β = constantes fornecidas pelo fabricante

Como resultado, temos para a corrente:


I = K.Uα
I = corrente no VDR
U = tensão no VDR
K = constante que depende da geometria (formato físico)
α = expoente não linear ➔ α = 1/β

Desta forma:

logV = logC + βlogI ➔ logC = logV - βlogI

Exemplo: calcular V supondo:


C = 200
β = 0,17
I = 15mA

logV = log200 + 0,17log15.10 –3

252
logV = 2,3 + 0,17(-1,824)
logV = 2,3 – 0,31 = 1,99 ➔ V = 101,99 = 97,72V

FÓRMULA AUXILIAR: Se V = C.Iβ, temos: Iβ = V/C

Daí: ➔ logo: logI = 1/β (logV – logC)

Cálculo de C e β
Devemos aplicar experimentalmente 3 tensões no VDR, onde serão obtidas as
seguintes equações:

logV1 = logC + βlogI1 (I)


logV2 = logC + βlogI2 (II)
logV3 = logC + βlogI3 (III)
Através de duas equações poderemos calcular os valores de C e β

β =

De (I) e (II) tiramos: logC = logV1-βlogI1 = logV2 - βlogI2

substituindo β:

logC = logV2 - (logV1 - logV2)

EXEMPLO: Calcule os valores de C e β de um VDR cujas medidas obtidas


foram:
V1 = 70V - I1 = 1,6mA
V2 = 100V - I2 = 100mA

Solução: Calculando β:

β = ➔ = = = 0,086

β = 0,086

Calculando C:

logC = logV2 - (logV1 - logV2)

logC = log 100 - (log 70 – log 100)

logC = 2 - (1,845 - 2) ➔ logC = 2 - (-0,155)

253
logC = 2 + 0,155 = 2 + = 2 + 0,863 = 2,0863 ➔ C = 102,0863 = 121,98

C = 121,98

Cálculo da resistência do VDR

Partindo da fórmula geral: V = C.Iβ e da fórmula da 1ª lei de ohm ,

temos: R = = R =

ou ainda, partindo de teremos: = =

em função de I temos então: Iβ = ➔ I=

Substituindo: R = ➔ R = Cα.V(1 - α)

logR = αlogC + (1-α) logV

Cálculo da potência dissipada

Partindo da fórmula geral: V = C.Iβ e a partir da 1ª lei de ohm: W = V.I,

temos: W = = =

portanto: W = = KV (1+α) onde K =

ou ainda, partindo de W = V.I. ➔ C.I β . I = C.I(β + 1) ➔ W = C.I (β + 1)

logW = logC + (β+1)logI

EXEMPLO:
Calcular a resistência e potência em um VDR, quando submetido a uma tensão
de 150V, com os seguintes dados: C = 800; β = 0,41

Solução: logR = αlogC + (1-α) logV ➔ α = 1/β = 1/0,41 = 2,439

logR = 2,439log800 + (1 - 2,439) log150 = 2,439 . 2,903 + (1 - 2,439) .


2,177
254
logR = 7,08 - 3,131 = 3,949 ➔ logR = 3,949 ➔ R = 103,949

R = 8.892Ω

Calculando R pela fórmula geral: R = Cα.V(1 - α)

R = 8002,439 . 150 (1 - 2,439) = 12.040.277 . 150( - 1,439)

R = 12.040.277 . 0,0007389 = 8.896,56Ω

logW = logC + (β+1)logI = log800 + (0,41 + 1) . logI

calculando I: I = 150V / 8.892Ω = 16,869mA.


logW = 2,903 + (1,41).log0,016869 ➔ 2,903 + 1,41( - 1,773) = 2,903 - 2,5

logW = 0,403 ➔ W = 100,403 = 2,529W

W = 2,529W

Calculando a potência pela fórmula geral: W = C.I(β + 1)

W = 800 . 0,016869( 1,41) = 800 . 0,003164 = 2,531W

Circuito experimental

Objetivo:
Obter as curvas características tensão x corrente de um VDR comercial,
utilizando para isso, o circuito experimental mostrado abaixo:

A tensão de entrada foi variada de forma a obter-se nos extremos do VDR


uma tensão variando de 2 a 12V, conforme mostra a tabela abaixo:

Tensão
no VDR 2 4 6 8 10 12
(volts
)
Corren
te no 150 93 55 30 12 3
VDR
(mA)
Resist
ência 80 107,5 145 200 333 667
do VDR
(ohms)

255
A partir da tensão obtida nos extremos do VDR e a corrente medida, foram
calculados os valores correspondentes da resistência.

A partir dos valores disponíveis na tabela, foram levantadas as curvas


características de tensão x corrente e da resistência x tensão.

É bom lembrar que a curva refere-se a um tipo específico de VDR. A partir


daí então, pode-se usar as curvas obtidas para projetos de dispositivos.

A figura a seguir mostra as curvas obtidas.

A curva tensão x corrente foi obtida através de coordenadas x e y lineares


enquanto que na curva resistência x tensão a coordenada y é logarítmica.

EXEMPLO: Utilizando a curva tensão x corrente obtida para o VDR, calcular


os valores da tensão, corrente e potência no VDR, no circuito abaixo:

Solução:
O primeiro passo é obter a reta de carga e para tanto
devemos obter dois pontos ao longo do gráfico:

A equação da malha do circuito é:


E = VR + VVDR = RI + VVDR

VVDR = E - RI

para VVDR = 0, temos: I =

para IVDR = 0, temos VVDR = 12V

256
Pelo gráfico temos então:

VVDR = 7,4V

I = 46mA (corrente no circuito) ➔ VR = 100 . 0,046 = 4,6V

Potência no VDR: PVDR = VVDR . IVDR = 7,4 . 0,046 = 0,34W

Associação de VDRs

Os VDRs podem ser associados em série ou em paralelo. Um cuidado especial


na associação de VDRs são suas características, em particular C e β que
devem ser iguais.

Associação em paralelo:

A partir da fórmula V = C.Iβ

ITβ = V/C ➔ I Tβ = (ηI)β

ITβ = ηβ . Iβ = ηβ ➔ V= .ITβ ➔ V = C” . I Tβ Logo: C” =


C = constante inicial
C” = constante resultante da associação
η = quantidade de VDRs da associação

Exemplo: Calcule o novo valor de C de 4 VDRs com C = 200 e β = 0,25,


associados em paralelo.

C” = ➔ C” = ➔ ηβ = 40,25

0,25log 4 = log x ➔ 0,25 . 0,602 = log x

log x = 0,15 ➔ x = 10 0,15 = 1,412

C” = 141,64

Associação em série:

257
A partir da fórmula V = C.Iβ ➔

V = C.Iβ + C.Iβ = 2 C.Iβ

Para ηVDRs ➔ VT = C’. Iβ onde: C’ = ηC

η VDRs associados em série podem ser considerados como um VDR com uma
constante C ηvezes maior.

Exemplo: Calcule o novo valor de C para 4 VDRs com constante C = 200 e β =


0,25 associados em série.

C’ = ηC = 200 . 4 = 800

EXERCÍCIO RESOLVIDO:

O circuito abaixo destina-se a indicar a temperatura de uma estufa,


acendendo as lâmpadas piloto que são acionadas por um relê. Qual deve ser
a temperatura dessa estufa para que as lâmpadas acendam? Qual é a corrente
nos contatos do relê?

DADOS:
resistência da bobina do relê (RRELÊ) = 1.000Ω
corrente da bobina do relê (IRELÊ) = 25mA
L1 = L2 = 110V/60W

Solução:

O circuito possui um PTC e um VDR (C = 150 e β = 0,2). Para tanto, serão


utilizadas as curvas das páginas 16 e 19 respectivamente.

➢ A corrente que circula pelo relê é a mesma do VDR: IRELÊ = IVDR =


25mA
➢ A tensão no relê (VRELÊ) = 1.000 . 25mA = 25V
➢ Através da curva podemos determinar a tensão no VDR.
➢ Pela curva, a tensão no VDR é de 260V.

258
➢ A tensão no resistor R2 será então: VRELÊ + VVDR = 260V + 25V = 285V
➢ A corrente no resistor R2 será: 285V/15k = 19mA
➢ Pelo resistor Rs circulará uma corrente de 44mA (19mA + 25mA)
➢ No resistor Rs, haverá uma queda de tensão: 330 . 44mA = 14,52V
➢ Na associação paralela formada pelo PTC e o resistor R1 a queda de
tensão será de: 400 - 14,52 - 285 = 100,48V
➢ A corrente em R1 será: 100,48V/3.900Ω = 25,76mA
➢ A corrente pelo PTC será: 44mA - 25,76mA = 18,24mA
➢ A resistência do PTC será: 100,48V/18,24mA = 5.508,7Ω
➢ Utilizando a curva do PTC podemos determinar a temperatura da
estufa

Resposta: A temperatura encontrada é de 92ºC.


Pelos contatos do relê deve circular uma corrente que corresponde ao
consumo das lâmpadas.

259
Assim: ICONTATO DO RELÊ =

EXERCÍCIO RESOLVIDO:

Qual é a variação da tensão de saída (Vs) no circuito abaixo, quando a


tensão de entrada (Ei) varia de 300V para 400V?
DADOS:
➢ Supor inicialmente uma tensão de saída de 200V.
➢ Utilizar o gráfico do VDR da página 19.

Solução:

1) Consultando o gráfico da página para uma tensão de saída de 200V


(tensão no VDR), teremos uma corrente de 13mA.

2) Calculando o valor de Rs:

Rs =
3) Equação da malha:

Ei = RsI + Es, onde:


Es = VVDR
I = IVDR = IRs
Ei = (7.692Ω . 13mA) + VVDR
300 = 50V + 250V ( I )
400 = 50V + 350V ( II )

4) Determinando os dois pontos da reta de carga ( II ):

Para Es = 0

400 = RsI + VVDR ➔ I VDR = = 52mA

Para I = 0
VVDR = 400V

5) O próximo passo é traçar a reta de carga no gráfico a partir dos


valores acima calculados, ou seja: V = 400V e I = 52mA. A figura a seguir
mostra os procedimentos para a obtenção dos valores de tensão e corrente.

260
CONCLUSÃO:
Para uma variação da tensão de entrada (Ei) de 300V para 400V (ΔEi =
33,3%), a tensão de saída (Es) variou de 200 para 240V (ΔEs = 20%).

261
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