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MECÂNICA GERAL II

Professor: Rodrigo César Raimundo


CINEMÁTICA DE UMA
PARTÍCULA

Professor: Rodrigo César Raimundo


INTRODUÇÃO

Inicia-se o estudo da dinâmica com uma


partícula (possui massa e dimensões
desprezíveis) ao longo de uma trajetória
retilínea.
CINEMÁTICA RETILÍNEA

A cinemática de uma partícula é


caracterizada ao se especificar o
instante, a posição, a velocidade e a
aceleração da partícula.
POSIÇÃO E DESLOCAMENTO
Localizar um objeto significa determinar sua posição relativa a
algum ponto de referência (origem frequentemente)

Sentido positivo

Sentido negativo

Posição x1 e x2
Deslocamento ∆x
VELOCIDADE MÉDIA
Termo associado a “rapidez”. Razão entre o deslocamento ∆𝑥 e
o intervalo de tempo ∆𝑡.

∆𝑠
𝑣𝑚 =
∆𝑡
VELOCIDADE ESCALAR MÉDIA
Forma diferente de descrever com que “rapidez” uma partícula
está se movendo.

Essa velocidade não inclui a direção do movimento, não possui sinal algébrico.
Em alguns casos é igual a velocidade média.
VELOCIDADE INSTANTÂNEA

Rapidez que uma partícula se move em um determinado instante.

∆𝑠 𝑑𝑠
v = lim =
∆𝑡→0 ∆𝑡 𝑑𝑡
ACELERAÇÃO MÉDIA

Em diversas situações a velocidade dos corpos pode


variar em função do tempo

∆𝑣
𝑎𝑚 =
∆𝑡
ACELERAÇÃO INSTANTÂNEA
𝑑𝑣
𝑎=
𝑑𝑡
Substituindo a equação de velocidade na aceleração:

𝑑2𝑠
𝑎= 2
𝑑𝑡
O tempo pode ser eliminado das equações anteriores:

𝑎. 𝑑𝑠 = 𝑣. 𝑑𝑣
ACELERAÇÃO CONSTANTE (𝒂=𝒂𝒄 )

𝑑𝑣
𝑎=
𝑑𝑡

𝑣 𝑡
𝑑𝑣 = 𝑎𝑐 𝑑𝑡
𝑣0 0

𝑣 = 𝑣0 + 𝑎𝑐 . 𝑡 Velocidade como função do tempo


ACELERAÇÃO CONSTANTE (𝒂=𝒂𝒄 )
𝑑𝑠
𝑣=
𝑑𝑡
= 𝑣0 + 𝑎𝑐 . 𝑡

𝑠 𝑡
𝑠0
𝑑𝑠 = 0
( 𝑣0 + 𝑎𝑐 . 𝑡) 𝑑𝑡

𝑡2
𝑠 = 𝑠0 + 𝑣0 . 𝑡 + 𝑎𝑐 . Posição como função do tempo
2
EXERCÍCIO
O carro da figura move-se em linha reta de tal
maneira que sua velocidade é definida por 𝑣 =
0,9𝑡 2 + 0,6𝑡 𝑚/𝑠 , onde t está em segundos.
Determine sua posição e aceleração quando t=3 s.
Quando t=0, x=0.
EXERCÍCIO
Um pequeno projétil é disparado verticalmente para
baixo em um meio fluido com uma velocidade inicial
de 60 m/s. Devido a resistência do arrasto do fluido,
o projétil experimenta uma desaceleração de a
= −0,4. 𝑣 3 𝑚/𝑠 2 , onde 𝑣 é dada em m/s. Determine a
velocidade do projétil e a posição 4 s após ele ser
disparado.
EXERCÍCIO
Uma bola é arremessada a uma
velocidade de 10 m/s, dirigida
verticalmente para cima, de uma
janela de um prédio localizada a 20 m
acima do solo. Sabendo que a
aceleração é constante e igual a 9,81
m/s2 para baixo, determine (a) a
velocidade v e a elevação y da bola
acima do solo para qualquer instante t,
(b) a elevação máxima atingida pela
bola e o correspondente valor de t e
(c) o instante em que a bola atingirá o
solo e a velocidade correspondente.
EXERCÍCIO
O mecanismo de freio usado para reduzir
o recuo em certos tipos de arma consiste
essencialmente em um pistão preso ao
cano e que se move em um cilindro fixo,
cheio de óleo. Quando o cano recua com
velocidade inicial v0, o pistão se
movimenta e o óleo é forçado através de
orifícios em seu interior, causando uma
desaceleração do pistão e do cano a uma
taxa proporcional à velocidade de
ambos; isto é 𝑎 = −𝑘. 𝑣. Expresse (a) v
em termos de t, (b) x em termos de t e
(c) v em termos de x.
CINEMÁTICA RETILÍNEA:
MOVIMENTO IRREGULAR

Em diversas situações as partículas têm movimentos


irregulares, consequentemente sua posição, velocidade
e aceleração não podem ser descritas como uma única
função matemática contínua ao longo de uma
trajetória inteira. Então uma série de funções será
necessária para especificar o movimento em diferentes
intervalos. Torna-se conveniente representar o
movimento na forma de gráfico.
CINEMÁTICA RETILÍNEA:
MOVIMENTO IRREGULAR

Se um gráfico do movimento relaciona quaisquer duas


variáveis x, v, a e t então esse gráfico pode ser
utilizado para construir gráficos subsequente de outras
variáveis, já que as variáveis estão relacionadas pelas
equações diferenciais.
GRÁFICOS
s-t, v-t e a-t

𝒅𝒔 𝒅𝒗
=𝒗 =𝒂
𝒅𝒕 𝒅𝒕
Inclinação do gráfico x-t é a Inclinação do gráfico v-t é a
velocidade. aceleração.
GRÁFICOS
s-t, v-t e a-t
GRÁFICOS
s-t, v-t e a-t
GRÁFICOS
s-t, v-t e a-t

∆𝒗 = 𝒂𝒅𝒕

Variação na velocidade = área sob o


gráfico a-t.
GRÁFICOS
s-t, v-t e a-t

∆𝒔 = 𝒗𝒅𝒕

deslocamento = área sob o gráfico


v-t.
GRÁFICOS
v-s e a-s

𝟏
(𝒗𝟏 𝟐 − 𝒗𝟎 𝟐 ) = 𝒂𝒅𝒔
𝟐
área sob o gráfico a-s.
GRÁFICOS
v-s e a-s

𝒅𝒗
𝒂=𝒗
𝒅𝒔
Aceleração=velocidade vezes a
inclinação do gráfico v-s.
EXERCÍCIO
Uma bicicleta move-se ao longo de uma linha reta de
tal maneira que sua posição é descrita pelo gráfico
mostrado na figura. Construa os gráficos v-t e a-t
para 0 ≤ 𝑡 ≤ 30 s.
EXERCÍCIO
Uma partícula move-se em linha reta com a
aceleração mostrada na figura. Sabendo que começa
na origem com v0=3,6 m/s, (a) desenhe as curvas v-t
e a-t para for 0 < 𝑡 < 20 s, (b) determine sua
velocidade, posição
x
e distância total percorrida
quanto t=12 s.
MOVIMENTO CURVILÍNEO
GERAL
Ocorre quando uma partícula se move
ao longo de uma trajetória curva.
DESLOCAMENTO

Após um intervalo de tempo ∆𝑡 a partícula se move de uma


distância ∆𝑟 ao longo da curva para uma nova posição.

∆𝑟 = 𝑟 ′ − 𝑟
VELOCIDADE MÉDIA

∆𝑟
𝑣𝑚 =
∆𝑡
VELOCIDADE INSTANTÂNEA

∆𝑟 𝑑𝑟
v = lim =
∆𝑡→0 ∆𝑡 𝑑𝑡
ACELERAÇÃO MÉDIA

∆𝑣
𝑎𝑚 =
∆𝑡
ACELERAÇÃO INSTANTÂNEA
𝑑𝑣
𝑎=
𝑑𝑡
Substituindo a equação de velocidade na aceleração:

2
𝑑 𝑟
𝑎= 2
𝑑𝑡
MOVIMENTO CURVILÍNEO:
COMPONENTES RETANGULARES

O movimento de uma partícula pode ser


melhor descrito em termos das
coordenadas x, y e z.
POSIÇÃO

Se a partícula está em um ponto (x, y, z) sobre a trajetória


curva x mostrada, a posição é definida por:

𝑟 = 𝑥 𝑖 + 𝑦𝑗 + 𝑧𝑘
POSIÇÃO
As componentes x, y e z de r
são funções do tempo, x=x(t),
y=y(t) e z=z(t), então r=r(t).

A intensidade de r é dada por:

𝑟 = 𝑥 𝑖 + 𝑦𝑗 + 𝑧𝑘

A direção de r é fornecida pelo vetor unitário:

𝑢𝑟 = r/𝑟
VELOCIDADE

𝑑𝑟 𝑑(𝑥𝑖) 𝑑(𝑦𝑗) 𝑑(𝑧𝑘)


𝑣= = + +
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡
𝑑𝑟
𝑣= = 𝑣𝑥 𝑖 + 𝑣𝑦 𝑗 + 𝑣𝑧 𝑘
𝑑𝑡

𝑣𝑥 = 𝑥 𝑣𝑦 = 𝑦 𝑣𝑧 = 𝑧
VELOCIDADE

𝑥 , 𝑦 e 𝑧 são as primeiras derivadas


de 𝑥 = 𝑥 𝑡 , y = 𝑦(𝑡) e z = 𝑧(𝑡).

𝑣= 𝑣𝑥 2 + 𝑣𝑦 2 + 𝑣𝑧 2
VELOCIDADE
A direção é especificada pelo vetor unitário
sendo sempre tangente a trajetória.
ACELERAÇÃO INSTANTÂNEA

𝑑𝑣
𝑎= = 𝑎 𝑥 𝑖 + 𝑎𝑦 𝑗 + 𝑎𝑧 𝑘
𝑑𝑡

𝑎𝑥 = 𝑣𝑥 = 𝑥 𝑎𝑦 = 𝑣𝑦 = 𝑦 𝑎𝑧 = 𝑣𝑧 = 𝑧

𝑎= 𝑎𝑥 2 + 𝑎𝑦 2 + 𝑎𝑧 2
VELOCIDADE
Em geral a não é tangente a trajetória.
EXERCÍCIO
Em qualquer instante de tempo, a posição horizontal
do balão meteorológico na figura é definido por 𝑥
= 9𝑡 𝑚, onde t é dado em segundos. Se a equação da
trajetória é 𝑦 = 𝑥 2 /30, determine a intensidade e a
direção da velocidade e da aceleração quando t=2 s.
MOVIMENTO DE UM PROJÉTIL
O movimento de um projétil em voo
livre é frequentemente estudado em
termos das suas componentes
retangulares.
MOVIMENTO DE UM PROJÉTIL

Quando a resistência do ar é
desprezada, a única força agindo sobre
o projétil é o peso, que faz com que
tenha uma aceleração constante para
baixo de 9,81 m/s2 ou 32,2 pés/s2.
MOVIMENTO HORIZONTAL
𝑎𝑥 = 0

𝑣= 𝑣0 + 𝑎𝑐 . 𝑡 𝑣= (𝑣0 )𝑋

𝑡2
𝑥 = 𝑥0 + 𝑣0 . 𝑡 + 𝑎𝑐 . 𝑥 = 𝑥0 + (𝑣0 )𝑋. 𝑡
2

𝑣2 = 𝑣0 2 + 2. 𝑎𝑐 . (x − xo) 𝑣= (𝑣0 )𝑋
MOVIMENTO HORIZONTAL
𝑎𝑦 = −𝑔

𝑣= 𝑣0 + 𝑎𝑐 . 𝑡 𝑣= (𝑣0 )𝑦 − 𝑔𝑡

𝑡2 1 2
𝑥 = 𝑥0 + 𝑣0 . 𝑡 + 𝑎𝑐 . 𝑦 = 𝑦0 + (𝑣0 )𝑦. 𝑡 − 𝑔𝑡
2 2

2
𝑣2 2
= 𝑣0 + 2. 𝑎𝑐 . (x − xo) 𝑣𝑦2 = 𝑣0 − 2. 𝑔. (y − yo)
EXERCÍCIO
Um saco desliza de uma rampa com velocidade
horizontal de 12 m/s. Se a altura da rampa é de 6 m
a partir do piso, determine o tempo necessário para
o saco bater no piso e o alcance R onde os sacos
começam a se empilhar.
EXERCÍCIO
A máquina trituradora de madeira é projetada para
lançar lascas de madeira a vo=25 pés/s. Se o tubo
está orientado a 30° em relação à horizontal,
determine o quão alto, h, as lascas atingem a pilha
se nesse instante de tempo as pilhas caem a 20 pés
do tubo.