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ANO: ETAPA:

DISCIPLINA SEGMENTO
: PORTUGUÊS : EF – ANOS INICIAIS
TIPO DE
MATERIAL: ATIVIDADE ANO: 5°
PROFESSOR
ALUNO: : DATA: ___/___/___

 Leia os textos abaixo, com bastante atenção:

TEXTO A
Papo-furado

O dente de Ana estava mole – nheco, nheco – pra lá e


pra cá. Mas como era um dente muito teimoso, não tinha jeito
de cair. Nem amarrando linha, prendendo na porta e batendo
com toda a força – BUM – o danado se arrancava! Nem
assim!
O dente caiu quando ele bem quis, logo no primeiro
dia de aula, quando Aninha comia uma bala puxa. Puxa vida!
E era justo o dente da frente!
Daí todo mundo entrou na classe e a Professora
chamou assim:
- Ana! Quem é Ana?
Só quando viu a turma inteira de olhão pregado nela, Aninha espichou a mão e fez:
- UUMMM – de boca fechada para ninguém ver a banguela.
- UM, não – corrigiu a professora. – Diga presente!
- Ffrisínti – espremeu Aninha, pelo cantinho da boca.
- Que língua é essa? – perguntou a professora, espantada.
Aninha pensou bem rapidinho e respondeu com a boca apertadinha:
- I língui di ífi.
- Ah, é a língua do efe, mas que interessante! – respondeu a professora, que estava
acostumada com essa coisa de primeiro dia de aula.
Mas o Cacá, que sentava bem ao lado, ficou só tirando sarro: - QUI, QUI, QUI!
Aninha não falou mais o dia todo. Nem na língua do efe nem em linguíssima nenhuma!
Vai daí que a Aninha não queria saber de voltar pra escola, enquanto não tapasse o
buraco. Mas essa coisa de dente que cai e nasce de novo no lugar é muito demorada! E não
é que o outro dente da frente estava ficando mole?
Foi quando Aninha escutou a conversa da Vovó no telefone, justo com a professora. E
a professora falava assim:
- Tem um aluno com caxumba. Ai, meu Deus, a classe toda vai pegar!
Daí a avó, que tinha sido professora da professora, respondeu assim:
- Não esquenta, não, que isso de caxumba é doença pra criança ter, mesmo. E além
disso já tem vacina, e todo mundo toma quando vai no médico.
- E a senhora acha que eu devo avisar, acha?
- Olha, eu acho que vai deixar todo o pessoal nervoso à toinha. Espera pra ver, não é?
Agora não adianta mesmo... quem pegou, pegou. E quem já teve, não vai ter de novo!
Essa coisa de caxumba, Aninha lembrava muito bem como é que era, porque já tinha
tido. Perigar, não perigava, e durava só uma semana; mas era chato pra danar!
Foi então que ela pensou:
“Tem gente que vai ficar com caxumba, e não sabe disso!”
E voltou pra escola, prontinha pra pregar uma peça no Cacá.
Assim que Aninha entrou na classe, o perereca do Cacá aprontou macaquice: fazendo
cosquinha debaixo do braço dele mesmo, quase desmontou o banco de tanto rir: - QUI, QUI,
QUI, QUI!
Aninha fez que nem ligou e, virando pra colega de trás,
perguntou assim:
-Você já teve papo-furado?
- Eu? Eu não, como é que é?
Aninha então falou baixinho, só mesmo pra o Cacá ouvir:
- Cresce um papo de cada lado do pescoço, bem debaixo da
orelha; a cara da gente fica toda torta e, além disso... dói pra burro!
- Nossa! – falou a Sandrinha, toda arrepiada. – E não é
perigoso?
- Só quando está no ponto-do-furo. Daí abrem dois buracos, um de cada lado, e
esguicha um líquido verde, de repente!
- Pirilampos! E daí, o que acontece? – perguntou a Sandrinha.
Aninha bem que viu com o rabinho do olho a cara interessada do Cacá, e continuou:
- O perigo é justamente não furar sozinho. Daí tem de espremer e botar uma rolha de
cada lado. É pior que perder o dente da frente.
Depois a Ana contou tudo para Sandrinha, na hora do recreio. E as duas rolaram de rir,
pensando no medo do Cacá.
- Você viu só o olhão apavorado dele?
Pois não deu outra! Mais alguns dias, e o Cacá faltou às aulas. A professora então
contou:
- Coitado do Cacá! Pegou caxumba, e a mãe contou que ele só diz bobagem! Fica
falando que está com papo-furado e não deixa o médico nem chegar perto, “enquanto não
esguichar verde!” Tem medo que ele “fure o papo, esprema e ponha uma rolha pra tapar o
buraco.” O Cacá deve estar delirando por causa da febre!

(Fonte: CARR, Stella. As confusões de Aninha. Editora Moderna)


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TEXTO B

Papo-furado

Aninha era uma menina muito esperta.


No primeiro dia de aula, ela perdeu o dente da frente. Ficou
com vergonha.
Quando a professora fez a chamada na classe, Aninha
respondeu com a boca fechada. O Cacá, um colega de classe, riu
do jeito que ela falava.
Aninha ficou muito brava com ele.
Quando estava em casa, ela ouviu sua avó conversando
ao telefone, com a sua professora. As duas falavam sobre um
colega de Aninha que estava com caxumba.
Aninha, ao ouvir a conversa, imaginou um jeito de vingar-se de Cacá.
No dia seguinte contou para a Sandrinha que estava dando nas crianças uma doença
chamada papo-furado. Aparecia um papo de cada lado do pescoço, bem debaixo da orelha,
que depois estourava e esguichava um líquido verde.
Cacá, que estava perto, ouviu tudo.
Dias depois, Cacá pegou caxumba e ficou apavorado, pois pensou ser a terrível papo-
furado.
Só Aninha e Sandrinha entenderam o medo de Cacá.

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1. Os dois textos (A e B) contam a mesma história, mas de jeitos diferentes.

A) Qual dos dois você, leitor ou leitora, achou mais interessante? Justifique sua resposta.

B) Que diferenças podemos perceber entre o texto A e o texto B?

C) O que deixou o texto que você escolheu mais interessante?

D) Qual dos dois textos acima (A ou B) foi escrito utilizando o discurso direto para
apresentar a voz dos personagens? Justifique sua resposta.

E) Em qual dos dois textos acima (A ou B) a voz dos personagens foi apresentada apenas
por meio do discurso indireto? Justifique sua resposta.

F) Em qual dos textos o narrador nos dá mais pistas para sabermos exatamente aquilo que
aconteceu ao longo de toda a história? Quais recursos foram utilizados para que isso
acontecesse?
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G) Retire, do primeiro texto, três trechos em que a voz do personagem aparece por meio do
discurso direto. Transcreva-os, de modo que fiquem como discurso indireto.
Aspectos gramaticais – L ou U?

1. Prepare-se para uma aventura no deserto! Leia as palavras espalhadas na areia.


Elas devem ser encaixadas na pirâmide abaixo, porém, no singular.

Dica: Em cada tijolo cabe uma só sílaba!

A) Ao colocar na pirâmide as palavras que estavam espalhadas na areia do deserto, o


que você pôde concluir a respeito da regra para plural de palavras terminadas com L e
plural de palavras terminadas com U?

2. Você já fez aniversário este ano? Bem, o texto que você vai ler é sobre o
aniversário de uma menina. Mas para entendê-lo, você precisa completá-lo com
as palavras que estão no quadro abaixo:

RIO MÓVEL MAU BEBEU

RIU MOVEU MAL BEBEL

ABRIL SAIU MEU MEL


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ABRIU SAIO MEL
P.S: Vale usar mais de uma vez as palavras do quadro, e duas delas não serão utilizadas.

O aniversário de __________

__________ faria sua festa naquela tarde. __________ acordou e já __________


correndo do quarto para a cozinha gritando:
- Mamãe, hoje é dia 27 de __________, dia do __________ aniversário!
A mãe, que já estava desde cedo às voltas com os preparativos da festa, __________
da euforia da filha e correu ao seu encontro para dar-lhe um abraço.
__________ deixou-se apertar por aqueles braços tão carinhosos e as duas
rodopiaram pela cozinha cantando Parabéns a você em ritmo de samba.
Enquanto rodavam, __________ lançava seu olhar por sobre o ombro da mãe e o que
via misturava-se com os aromas de baunilha e chocolate, que enchiam o ar.
Sobre o __________ da copa, descansavam as bandejas repletas de doces dos mais
variados tipos: brigadeiros, cajuzinhos, balas de coco e __________, bombons, olho-de-
sogra, quindins e doces de nozes. Balões de gás deixados num canto agora flutuavam por
todos os lados, dançando com elas.
Com a boca cheia de água e o coração, de alegria, pensava consigo mesma: “Nada
__________ !”
Pararam ao lado da geladeira e a mãe, nem gesto teatral, __________ a porta
dizendo:
- Tchan! Tchan! Tchan! Tchan!
A menina __________ a cabeça para ver a surpresa que lhe aguardava.
Lá dentro estava um lindo bolo confeitado com minúsculos bichinhos de açúcar,
delicadamente postos em volta de um pequeno __________ de gelatina azul.
“Uau! Está demais!”, pensou a menina.
Depois pegaram uma garrafa da geladeira e dois copos. Sentaram-se, ofegantes, e em
meio às gargalhadas fizeram um brinde à aniversariante.
A garota __________ seu guaraná num gole só, colocou com força o copo sobre a
mesa e disse convencida:
- É, vai ser uma grande festa!
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A) Agora que você já preencheu as lacunas com as palavras adequadas, leia novamente
o texto.

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O que você percebeu, em relação à escrita das palavras que foram utilizadas para
preencher as lacunas do texto acima?

3. Leia a poesia abaixo com bastante atenção. Depois reescreva-a inteirinha, em


seu caderno, flexionando os verbos destacados no passado. Aproveite os
espaços em branco para fazer uma belíssima ilustração, ok?

Amigas inventadas
Elias José

Quando Iara
vai para a escola,
Lívia se amola
e dos adultos se isola
na cozinha.
Tão sozinha,
Lívia só tem um consolo:
inventa um bolo
de amiguinhas.
Conversa com elas,
inventa nomes,
mostra a boneca,
a bola e a peteca.
Bala oferece,
conta segredos,
fala os medos,
canta e rebola.
Depois se cansa,
e na cadeira
se balança.
Dorme encolhida
feito um bichinho.
No solto sonho,
as amiguinhas voltam
- amor risonho.
E tudo é lindo
e tudo é mágico
no país do sonho.

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A) Você deve ter observado que alguns dos verbos, quando flexionados para o passado
comportam-se de maneira semelhante e nos dá pistas para decidir: esses verbos são
escritos com L ou com U, no final? Invente uma regra para a sua “descoberta”!

4. Vamos fazer um campeonato? Siga as orientações abaixo e preencha o texto.


Depois da correção feita pela sua professora, some os seus pontos e veja que é
o grande vencedor da turma! Bom trabalho !!!!

 Preencha as lacunas no final das palavras com as letras L , U ou O;


 Preencha os espaços tracejados com palavras que dêem sentido ao texto.

Mariana ganho____ um pintinh____ de um dia.


Era maci____ como ____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ .
Se ____ nome fico____ sendo Fofinh____.
____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ era ,muit____ curios____. Um dia ele figi____ d____
caixote onde morava e corre____ para o quinta____ .
Vi____ um bichinh____ da sua cor e pergunto____:
- Quem é você?
- So____ um pat____.
- E____ nad____.
- E____ também - repeti____ o ____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ .
- Entã____ vamos nardar.
Foram para o tanque. O patinho sai____ ____ ____ ____ ____ ____ ____ ____, mas
Fofinh____ quase se ____ ____ ____ ____ ____ ____. A mamãe Pata, que ____ ____ ____
____ ____ por per____, tiro____ o pintinho____ da água. Tod____ molhad____, ele pensava:
“Ach____ que ____ ____ ____ so____ um pato...”
Log____ depois, ele enconto____ outr____ anima____.
- Quem é você? - pergunto____.
- ____ ____ ____ um cachorr____.
- E____ tabém. O que você faz?
- Sei latir; tom____ conta da ____ ____ ____ ____ de meus ___ ___ ___ ___ ___
- Eu também sei ____ ____ ____ ____ ____. Você quer ver?
Quand____ Fofinh____ abri____ o bic____, sai____ um pi____, pi____, pi____ muito
frac____. Ele ficou sem graça.
- Acho que ____ ____ ____ ____ ____ ____ ___ ___ ___ ___ ___ ___ ___ ___ .
Que será e____ so____?
- Log____ você descobre. Boa sorte!

Retirado do livro Fofinho, de Teresa noronha.

A) Contagem dos pontos:


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1 ponto – para cada letra certa em final de palavra;
2 pontos – para cada palavra que dê sentido, mas que tenha erro de grafia;
5 pontos – para cada palavra que dê sentido e que esteja escrita sem erros.