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Divisão da Teoria Econômica

 O que é Microeconomia?
 Estudodas escolhas dos indivíduos, firmas e governo e
MACROECONOMIA 
como tais escolhas criam mercados
O que é Macroeconomia?
PARA CONCURSOS  Estudo dos agregados econômicos: Produto Interno
Bruto (PIB), investimento, nível geral de preços...
 A macroeconomia utiliza os fundamentos da
microeconomia
Prof. Daniel da Mata  Em alguns modelos, essa interação é clara
 Em outros modelos, a microeconomia está implícita na
análise macroeconômica
 Vamos iniciar o Estudo da Macroeconomia

Objetivos da Economia Macroeconomia


 Crescimento econômico
 Macroeconomia de curto prazo
 Flutuações econômicas
 Pleno Emprego

 Estabilidade dos Preços  Macroeconomia de longo prazo


 Crescimento econômico
 Eficiência

 Distribuição eqüitativa da renda

Conceitos Básicos da Macroeconomia

 Os economistas usam diferentes tipos de


MACROECONOMIA dados para medir a performance de uma
PARA CONCURSOS economia.
 Três variáveis macroeconômicas são
especialmente importantes:
Contas Nacionais (a) Produto Interno Bruto
(b) Taxa de Inflação
Prof. Daniel da Mata
(c) Taxa de Desemprego

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Variável Estoque e Variável Fluxo BACEN (1998)
 Estoque vs. Fluxo  Na teoria econômica, muitas vezes é oportuno classificar as
variáveis como sendo do tipo “estoque” ou “fluxo”. Tomando
 Estoque: quantidade medida em um determinado ponto como caso os conceitos de dívida e déficit público, pode-se dizer
no tempo que:
 Fluxo:quantidade medida por unidade de tempo (a) a dívida pública pode ser considerada como uma variável do tipo
“fluxo”, enquanto que o déficit público pode ser considerado
 Exemplos: como uma variável do tipo estoque
 Riqueza (estoque), renda (fluxo) (b) a dívida pública pode ser considerada como uma variável do tipo
“estoque”, enquanto o déficit público pode ser considerado como
 Número de pessoas empregada (estoque), número de uma variável do tipo “fluxo”
pessoas que estão sendo demitidas (fluxo) (c) tanto a dívida pública quanto o déficit público são variáveis
 Quantidade de capital (estoque); quantidade de “fluxo”
investimento (fluxo) (d) tanto a dívida pública quanto o déficit público são variáveis
“estoque”
 Dívida do governo (estoque); déficit orçamentário (fluxo) (e) dependendo do enfoque, tanto o déficit quanto a dívida pública
 Passivo externo líquido (estoque) e déficit externo (fluxo) podem ser considerados variáveis “estoque” ou variáveis “fluxo”
 Resp.: Alternativa “b”.

MARE (1999) AFRF (2000)


 Com relação aos conceitos de variável estoque e variável fluxo,
pode-se afirmar que  Pode-se dividir as variáveis macroeconômicas em duas categorias:
variáveis “estoque” e variáveis “fluxo”. Assim, podemos afirmar que:
(A) déficit público é necessariamente uma variável fluxo, ao passo (a) a renda agregada, o investimento agregado, o consumo agregado e o
que a dívida pública é necessariamente uma variável estoque. déficit orçamentário são variáveis “fluxo”, ao passo que a dívida do governo
(B) o déficit público é uma variável fluxo e nada se pode afirmar e a quantidade de capital na economia são variáveis “estoque”
quanto a dívida pública. (b) a renda agregada, o investimento agregado, o consumo agregado e o
(C) o déficit público, por ser independente da variável tempo, é déficit orçamentário são variáveis “estoque”, ao passo que a dívida do
governo e a quantidade de capital na economia são variáveis “fluxo”
necessariamente uma variável estoque.
(c) a renda agregada, o investimento agregado, o consumo agregado e a
(D) dependendo do modelo, a classificação do déficit e dívida dívida pública são variáveis “fluxo”, ao passo que o déficit orçamentário e a
pública nos conceitos de variável estoque e fluxo podem ser quantidade de capital na economia são variáveis “estoque”
alteradas. (d) o investimento agregado, o consumo agregado e a dívida pública são
(E) as variáveis déficit e dívida pública, só podem ser classificadas variáveis “fluxo”, ao passo que a renda agregada, o déficit orçamentário e a
num único conceito: ou ambas são variáveis estoque ou ambas quantidade de capital na economia são variáveis “estoque”
são variáveis fluxo. (e) a renda agregada e o déficit orçamentário são variáveis “fluxo”, ao passo
que, o consumo agregado, o investimento agregado, a dívida do governo e
a quantidade de capital na economia são variáveis “estoque”.
 Resp.: Alternativa “a”  Resp.: Alternativa “a”

Agentes Econômicos
 Os agentes econômicos são aqueles que atuam na
economia
 Quem são os agentes econômicos?
 Famílias (fornecem fatores de produção e comprar bens PRINCÍPIOS DE
e serviços)
 Empresas (compram os fatores de produção e vendem
CONTABILIDAE NACIONAL
bens e serviços)
 Governo (emprega fatores de produção e presta serviços
públicos)
 Resto do Mundo ou Setor Externo (compreende todas as
entidades externa a uma economia)
 Eles formam o fluxo monetário (remuneração dos
fatores) e o fluxo real (produção)

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Contabilidade Nacional Principais conceitos Macroeconômicos
 PRODUTO (P)
 Definição:  Valor em unidades monetárias dos bens e serviços finais
 Organização das transações econômicas produzidos por uma economia em um determinado período
de tempo
reais realizadas pelas economias em  O termo “unidades monetárias” é importante, pois fornece
determinado período de tempo um meio de agregar os bens e serviços finais produzidos na
economia
 Passo importante para aprender como  Imagine como iríamos agregar chapas de aço, sucos de laranja e
cortes de cabelo
muitas variáveis macroeconômicas são  O termo “período de tempo” merece destaque,
determinadas  Uma vez que o produto e todos os seus componentes são variáveis
de fluxo
 O termo “bens e serviços finais” também é relevante
 Evita a chamada dupla contagem (super-estimação da produção)
 Portanto, os bens intermediários não são contabilizados no Produto

Principais conceitos Principais conceitos


Macroeconômicos Macroeconômicos
 RENDA (R ou Y)  CONSUMO (C)
 É a remuneração dos fatores de produção  Valor dos bens e serviços adquiridos pelos indivíduos
na forma de salários, aluguéis, juros e lucros para atender suas preferências
 Salários (capital humano), aluguéis (capital  Pode-se dividir o consumo em consumo de:
físico), juros (capital financeiro) e lucros (capital  Bens duráveis (geladeira, carros, etc.)
empresarial)  Bens não-duráveis (alimentação, roupas, etc.)
 Royalties e patentes também entram no  Serviços (dentista, fisioterapeuta, transporte, etc.)

conceito de renda
 Remuneram a tecnologia ou o capital
tecnológico

Principais conceitos Principais conceitos


Macroeconômicos Macroeconômicos
 INVESTIMENTO (I) ou Taxa de Acumulação do Capital
 POUPANÇA (S)  É o aumento do estoque físico do capital
 É a parcela da renda que não foi consumida  Classifica-se em:
 Equipamentos (máquinas, ferramentas, etc.)
 É o excesso da renda sobre o consumo  Edificações (prédios, galpões, etc.)
 Estoques
 Isto é: S = Y - C
 Logo, o investimento é igual a soma da formação bruta de
capital fixo (soma dos investimentos em capital fixo, tais
como máquinas, equipamentos e investimentos na
construção civil) e da variação dos estoques
 I = FBKF + ΔE
 FBKP = Formação Bruta de Capital Fixo
 ΔE = Variação no estoque

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Principais conceitos
SEAD-PRODEPA (2004) Macroeconômicos
 Avalie a assertiva:  GASTOS DO GOVERNO (G)
 “Os gastos com investimento, que são relevantes  Despesas com os salários dos funcionários públicos e com
para o cálculo da despesa agregada, englobam compras do governo (educação, saúde, etc.)
tanto a compra de máquinas e equipamentos pelas
firmas privadas, como as despesas com aquisições  TRANSFERÊNCIAS GOVERNAMENTAIS (Transf)
de ações de empresas pelos clientes de corretoras  Recursos que o Governo transfere a entes privados sem
de valores” receber bens e serviços em troca
 Resp.: Errado. Compra de títulos e ações de  Transferências a pessoas (aposentadorias, bolsa-família,
etc.)
empresas já existentes não significa aumento do
estoque de capital físico. Ações são aplicações  Transferências a empresas (recursos para empresas)
 Imposto diretos negativos
financeiras.

Principais conceitos Principais conceitos


Macroeconômicos Macroeconômicos
 IMPOSTOS DIRETOS (ID)
 SUBSÍDIOS (Sub)  Impostos recolhidos diretamente pelo contribuinte
 Impostos diretos incluem os impostos sobre a renda,
 É quando o governo financia parte do patrimônio, etc.
custo de produção de certos produtos  IMPOSTOS INDIRETOS (II)
 O objetivo do subsídio é baratear o preço  Impostos em que o último consumidor na cadeia suporta a
carga
de algum produto físico ao consumidor  Os impostos indiretos recaem sobre bens e serviços a serem
final vendidos

 Impostos indiretos negativos  OUTRAS RECEITAS CORRENTES (LÍQUIDAS) DO


GOVERNO (ORG)
 Receitas oriundas de aluguéis dos imóveis da união e das
participações acionárias da União

Principais conceitos Principais conceitos


Macroeconômicos Macroeconômicos
 RECEITA LÍQUIDA DO GOVERNO (RLG)  EXPORTAÇÕES DE BENS E SERVIÇOS (X)
 São bens e serviços vendidos ao exterior

 Definida como a soma dos impostos diretos


 IMPORTAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS (M)
(ID) mais impostos indiretos (II) mais outras
 São bens e serviços comprados do exterior
receitas do governo (ORG), subtraída dos
subsídios (sub) e das transferências (transf)
 EXPORTAÇÕES LÍQUIDAS (NX)
 É o excesso de exportações sobre importações
 RLG = II + ID + ORG – sub - transf  NX = X - M

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Identidades Macroeconômicas Básicas Identidades Macroeconômicas Básicas
 Em economia, é importante a distinção entre equação e  IDENTIDADE 1
identidade  RENDA ≡ PRODUTO ≡ DESPESA
 A identidade é uma relação decorrente da própria definição  Um produto de valor X requer uma despesa no valor X para
 São válidas em todos os casos (“as identidades são sempre comprá-lo. O que é produzido é revertido em pagamento dos
verdadeiras”) fatores de produção
 A identidade é indicada pelo símbolo de três barras (≡)
 O valor X pode ser R$ 1 ou R$ 1 trilhão
 Uma equação contém alguma hipótese sobre o
comportamento da economia
 É fácil lembrar para o caso da equação de demanda de mercado  IDENTIDADE 2
 Várias hipóteses foram assumidas na sua construção e ela simboliza  POUPANÇA ≡ INVESTIMENTO
uma relação que pode ser testada empiricamente  O investimento é idêntico às poupanças privadas (SP), do
 A identidade A ≡ B diz que A sempre assume o valor B governo (SG) e externa (SE)
 Na equação A = B, A pode ou não se verificar empiricamente  I = SP + SG + SE Poupança doméstica ou interna: SP +
igual a B  IP+ IG = SP + SG + SE SG

ACE/MDIC (2001) Os Conceitos de Produto (P)


 Avalie a assertiva:  Produto Interno vs. Produto Nacional
 Definição: Renda Enviada ao Exterior (RE)
“Se, em um determinado ano, na indústria  Composta pela soma das despesas do balanço de serviços de fatores
automobilística, ocorreu um aumento (BSF) e donativos cedidos (Donativos Enviados)
considerável nos estoques de carros que não  Lucros, donativos, juros, rendas do trabalho, etc. enviados e pagos ao
exterior
haviam sido vendidos, conseqüentemente,  É a parcela da produção interna de um país que não pertence aos
nesse ano, a renda total na economia residentes do país

excedeu a despesa total com bens e  Definição: Renda Recebida do Exterior (RR)
 Composta pela soma das receitas do balanço de serviços de fatores
serviços.” (BSF) e donativos recebidos (Donativos Enviados)
 Lucros, donativos, juros, rendas do trabalho, etc. recebidos do exterior
 Resp.: Errado. É só lembrar que despesa
 Renda recebida da produção de empresas brasileiras no exterior
total e renda total fazem parte de uma
identidade.

Os Conceitos de Produto (P) Os Conceitos de Produto (P)


 Produto Interno vs. Produto Nacional
 Definição: Renda Líquida Enviada ao Exterior  Produto Interno vs. Produto Nacional
(RLE)  O Produto Interno inclui a Renda Enviada (RE)
 Diferença entre Renda Enviada ao Exterior (RE) e Renda e exclui a Renda Recebida (RR)
Recebia do Exterior (RR)
 Então, o lucro de multinacionais que produzem no
 Interpretação: diferença entre o que é pago pela utilização
Brasil entra no cálculo do Produto Interno
de fatores de produção que pertencem a não-residentes e
o que é recebido do exterior por uso de fatores de  Enquanto que exclui os lucros de empresas
produção dos residentes brasileiras sediadas no exterior
 Se RLE > 0, então o país envia mais renda do que recebe
 Produto Interno é a produção realizada no
 Qual seria a definição de Renda Líquida Recebida país
do Exterior?

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Os Conceitos de Produto (P) Os Conceitos de Produto (P)

 Produto Interno vs. Produto Nacional  Produto Interno vs. Produto Nacional
 O Produto Nacional inclui a Renda Recebida (RR) e  Se RLE é positivo (RE é maior do que RR),
exclui a Renda Enviada (RE)
então o Produto Interno é maior do que o
 Então, o lucro de multinacionais que produzem no Brasil
não entra no cálculo do Produto Nacional Produto Nacional
 Inclui os lucros de empresas brasileiras sediadas no  E no Brasil, o que é maior? O Produto
exterior Interno ou o Produto Nacional?
 Produto Nacional é a produção do país, que
 É válido ressaltar que em uma economia
pertence ao país, independente de onde é
realizada fechada, Produto Interno e Produto Nacional
são iguais

Os Conceitos de Produto (P) Os Conceitos de Produto (P)


 Produto Bruto vs. Produto Líquido
 Produto a Preço de Mercado vs. Produto a
 A diferença entre produto bruto e produto
Custo de Fatores
líquido é a depreciação
 Produto a Preço de Mercado (pm)
 O produto bruto inclui, enquanto que o líquido
É o produto que inclui os impostos indiretos, mas não
exclui a depreciação inclui os subsídios
 Como a depreciação é sempre positiva, o  Produto a Custo de Fatores (cf)
produto bruto é sempre superior ao produto É o produto que não inclui os impostos indiretos e inclui
líquido os subsídios
 O que é o PIB (Produto Interno Bruto)?  A diferença entre o Produto a Preço de Mercado e
 PIBvs. PIL o Produto a Custo de Fatores são os impostos e os
 PNB vs. PNL subsídios

Os Conceitos de Produto (P) TCU (2000)


 O que é PNLcf?  “O que difere o Produto Interno Bruto do Produto Nacional
 Inclui a Renda Recebida Bruto é:
 Não computa a Renda Enviada (a) a depreciação dos investimentos estrangeiros realizados no
 Exclui a Depreciação país
 Inclui subsídios (b) renda líquida enviada ou recebida do exterior
 Exclui Impostos Indiretos (c) saldo da balança comercial
(d) as importações
 O que é então o PIBpm? (e) o saldo do Balanço de Pagamentos”.
 Inclui a Renda Enviada
 Exclui a Renda Recebida  Resp.: Alternativa “b”. O que difere os conceitos é a Renda
 Inclui Depreciação Recebida e a Renda Enviada ao Exterior. Ou seja, a Renda
 Inclui Impostos Indiretos Líquida Enviada ou Recebida do Exterior
 Exclui Subsídios

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ACE/MDIC (1998) Identidades e Conceitos de Produto
 Identifique a transação ou atividade abaixo que não seria
computada nos cálculos das contas nacionais e do Produto  Devido à identidade entre produto, renda e
Interno Bruto.
a) a construção de uma estação de tratamento de água municipal despesa:
b) o salário de um deputado federal
c) a compra de um novo aparelho de televisão  PIBpm = RIBpm = DIBpm
d) a compra de um pedaço de terra  PNLcf = RNLcf = DNLcf
e) um decréscimo nos estoques do comércio
 PILpm = RILpm = DILpm
 Resp.: Alternativa “d”. Só entra no cálculo das várias definições
de Produto o que foi efetivamente produzido durante o ano (ou
período de referência do cálculo do produto). A compra de um
pedaço de terra é um bem já “existente”. As demais
alternativas mostram bens produzidos durante o período de
mensuração do Produto.

Conversão entre os Diversos AFPs (2002)


Conceitos de Agregados  Considere os seguintes dados:
Produto Interno Bruto a custo de fatores = 1.000
 Produto Interno  Produto Nacional Renda enviada ao exterior = 100
Renda recebida do exterior = 50
 Subtrair a RLE Impostos indiretos = 150
 Produto Bruto  Produto Líquido Subsídios = 50
Depreciação = 30
 Subtrair a Depreciação  Com base nessas informações, o Produto Nacional Bruto a custo

 Produto a Preço de Mercado  Produto a de fatores e a Renda Nacional Líquida a preços de mercado são,
respectivamente:
Custo de Fator a) 1.250 e 1.050
 Subtrair os impostos indiretos e somar os b) 1.120 e 1.050
c) 950 e 1.250
subsídios
d) 950 e 1.020
e) 1.250 e 1.120

Resp.: As três óticas do PIB


 Para se obter o PNBcf a partir do PIBcf, basta
subtrair o RLE do último. Isto é: PIBcf – RLE =  Como os conceitos de renda, despesa e produto
1000-50 = 950 = PNBcf são idênticos, pode-se calcular o valor do PIBpm
 Então estamos agora entre as alternativas “c” e “d”. por três caminhos distintos:
 Sabemos que o PNLpm = RNLpm. Então temos  (a) ótica da despesa
que achar o PNLpm a partir do PNBcf. Basta  Somas todas as despesas realizadas pelos agentes econômicos
subtrair a depreciação (para tornar “líquido”),
 (b) ótica do produto (que se analisa de duas maneiras)
adicionar os impostos indiretos e subtrair os
subsídios (para transformar em “preços de  Somar todos os bens e serviços finais
mercados”).  (c) ótica da renda
 Então: PNBcf – Depreciação + II – Sub = 1020  Somar todas as remunerações pagas aos agentes econômicos
 Alternativa “d” é a resposta final.  O resultado encontrado deve ter o mesmo valor
numérico

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As três óticas do PIB AFPS (2002)
 Ótica do Produto:  Considere uma economia hipotética que só produza um bem final:
pão. Suponha as seguintes atividades e transações num
 (a) PIBpm = (Produção total de bens e serviços) determinado período de tempo:
– (produção intermediária) • O setor S produziu sementes no valor de 200 e vendeu para o setor T;
 (b) PIBpm = soma dos valores adicionados de • O setor T produziu trigo no valor de 1.500, vendeu uma parcela
equivalente a 1.000 para o setor F e estocou o restante;
todos os setores da economia
• O setor F produziu farinha no valor de 1.300;
 Defini-se valor adicionado como sendo igual ao valor • O setor P produziu pães no valor de 1.600 e vendeu-os aos
bruto da produção ou valor total da produção (VBP) consumidores finais.
menos o consumo de bens intermediários Com base nessas informações, o produto agregado dessa economia
 VA = VBP – consumo de bens e serviços foi, no período, de:
intermediários  a) 1.600 b) 2.100 c) 3.000 d) 4.600 e) 3.600

Resp.: As três óticas do PIB


 Ótica da Despesa:
 De acordo com a tabela abaixo, o VBP é 4600 e
 A despesa agregada é o destino da produção, isto
o consumo intermediário é igual a 2500. é, as fontes que adquirem a produção
 Então o VA é 2100. A alternativa “b” é a correta  São os gastos que os agentes realizam para
comprar a produção
Valor Bruno Consumo Valor
Produto da Produção Intermediário adicionado  A despesa total é a soma do consumo das famílias
Semente (setor S) 200 0 200 (C) + investimento das empresas (I) + gastos do
Tribo (setor T) 1500 200 1300 governo (G) + setor externo sob forma de
Farinha (setor F) 1300 1000 300
Pão (setor P) 1600 1300 300
exportações líquidas (NX=X-M)
Total 4600 2500 2100  Isto é: Bens e serviços
 D = C + I+ G + X - M não-fatores

As três óticas do PIB As três óticas do PIB


 Ótica da Renda:
 A renda é a remuneração dos fatores de produção  Componentes da Renda Nacional:
 O PIB na ótica da renda é dado pela soma de O importante são as remunerações dos
todas as remunerações pagas aos agentes fatores de produção!
econômicos em um determinado ano, ou seja:
 Renda Nacional = (salários + aluguéis +
 PIBpm = salários + aluguéis + juros + lucros distribuídos
+ lucros retidos+ ... juros + lucros distribuídos) a pessoas +
 Se é produto interno, temos que somar as depreciações lucros retidos + ...
 Se é preços de mercado, temos que soma os impostos  ...+Impostos diretos das empresas –
indiretos e subtrair os subsídios
transferências a empresas + ORG
 Existem outros componentes, mas poucos importantes
para as questões

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As três óticas do PIB APO/MPOG (2002)
 Com relação ao processo de mensuração do produto agregado,
é correto afirmar que:
 Renda pessoal = Renda nacional – “itens relativos
a) as importações, por serem consideradas como componentes da
a empresas” + itens que pertencem a pessoas (e oferta agregada, entram no cálculo do produto agregado.
que não remuneram fatores de produção) b) a chamada dupla contagem é um problema que ocorre quando
 Componentes da Renda Pessoal um determinado bem final é computado duas vezes no produto
agregado.
 (salários + aluguéis + juros + lucros distribuídos) a c) o valor do produto agregado é considerado como "variável
pessoas + transferências a pessoa + juros pagos pelo estoque".
Governo a pessoas + juros pagos por pessoas a pessoa d) no valor do produto agregado, não são consideradas atividades
 Renda Pessoal Disponível (RPD) econômicas do governo, cujos valores são computados
separadamente.
É o que realmente “sobra” para as pessoas, isto é, temos
e) nem todo bem cujo valor entra no cálculo do produto é um bem
que descontar os impostos do governo final por natureza.
 RPD = Renda Pessoal – Impostos Diretos das pessoas

Resp.: Ministério das Cidades (2005)


 (a) Errado. As importações são componentes da  “Na medida do PIB, as importações do país:
demanda agregada (despesa agregada) (a) não entram no cálculo, pois são produzidas no país
 (b) Dupla contagem é quando um bem intermediário é (b) são contabilizadas com sinal positivo, pois são
computado duas vezes no produto agregado. Errado utilizadas na produção de outros bens
 (c) Incorreto. Produto é uma variável fluxo (c) são contabilizadas, pois o PIB inclui a produção no
 (d) As atividades econômicas do governo entram sim exterior
no cálculo do produto agregado. Alternativa incorreta.
(d) são contabilizadas com sinal negativo, por estarem
 (e) Suponha que um bem intermediário foi produzido e incorporadas nos demais componentes do PIB
estocado. Ele não é um bem final e entra no cálculo do
produto, na forma de investimento (variação dos (e) não entram no cálculo, pois o PIB é medido pelo
estoques). valor adicionado
 Resp.: Alternativa “d”

BACEN (2001) O PIB Nominal


 Considere a seguinte equação:
Y = C + I + G + (X - M),
onde C = consumo agregado; I = investimento agregado; e G = os
 O Produto Interno Bruto (PIB) Nominal (em
gastos do governo. Com base nestas informações, podemos moeda corrente ou preços correntes) é a soma
afirmar que: de todos os bens e serviços finais produzidos na
a) se Y = Produto Interno Bruto, (X - M) = saldo do balanço de
pagamentos em transações correntes economia (dentro do território nacional) durante
b) se Y = Produto Interno Bruto, (X - M) = déficit na balança determinado período de tempo
comercial
c) se Y = Produto Interno Bruto, (X - M) = superávit na balança  O PIB Real é medido em preços constantes
comercial  Ou seja, é ajustado pelo inflação
d) se Y = Produto Nacional Bruto, (X - M) = saldo total do balanço de
pagamentos É o aumento da produção real
e) se Y = Produto Interno Bruto, (X - M) = exportações menos  Devemos utilizar um “deflator” para obter o PIB real
importações de bens e serviços não fatores
 Resp.: Alternativa “e”. X é exportação de bens e serviços não-
fatores e M a importação de bens e serviços não-fatores.

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AFC (2005) BNB (2006)
 Com relação ao conceito de produto agregado, é incorreto  O produto nacional de um país, medido a preços
afirmar que constantes, aumentou consideravelmente em dois
a) o produto agregado a preços de mercado é necessariamente anos. Isso significa que:
maior do que o produto agregado a custos de fatores.
a) a economia cresceu devido apenas ao aumento de
b) o produto agregado pode ser considerado como uma “variável
fluxo”. preços.
c) é possível uma elevação do produto agregado nominal junto b) o investimento real entre os dois anos diminuiu.
com uma queda no produto agregado real. c) ocorreu um incremento real da produção.
d) o produto agregado pode ser entendido como a renda agregada
da economia. d) a inflação permaneceu inalterada.
e) o produto interno bruto pode ser menor do que o produto e) nada se pode afirmar sem o conhecimento do
nacional bruto. comportamento da inflação.
 Resp.: Alternativa “a”. A relação entre as magnitudes do produto
a preços de mercado e o produto a custos de fatores irá  Resp.: Alternativa “c”. Se o PIB real aumentou, quer
depender dos impostos e dos subsídios. O subsídio pode ser dizer que houve um aumento da produção da
maior do que o imposto e vice-versa. economia.

AFRF (2002) Resp.:


 Suponha uma economia que só produza dois bens finais (A e B).  (a) Para calcular o produto nominal do período 1, bastar somar duas
Considere os dados a seguir: expressões: (1) a multiplicação da quantidade produzida do bem 1 pelo
Bem A Bem B seu preço e (2) a multiplicação da quantidade do bem 2 pelo seu preço.
Isto é: P1 = 10*5 + 12*6 = 122, Para o período 2, temos que P2 = 10*7
quantidade preço quantidade preço + 10*9 = 160. Portanto, o produto nominal no período 2 é maior.
Período1 10 5 12 6
 (b) O crescimento do produto nominal é dado por: (P2-P1)/P1 = 38/122
Período 2 10 7 10 9 = 0,2533 ou seja 31,15. O que é aproximadamente 31%. A alternativa
 Com base nestes dados, é incorreto afirmar que: está correta.
a) o produto nominal do período 2 foi maior do que o produto nominal do  (c) O índice de Laspeyres de preço é igual a:
período 1.
b) o crescimento do produto nominal entre os períodos 1 e 2 for de,
aproximadamente, 31%. p A2 q1A  p B2 q1B 7 *10  9 *12 178
IL     1,459
c) não houve crescimento do produto real entre os períodos 1 e 2,
considerando o índice de Laspeyres de preço.
p1A q1A  p1B q1B 5 *10  6 *12 122
d) a inflação desta economia medida pelo índice de Laspeyres de preço foi
de 30%. Portanto, o PIB real no segundo período é, utilizando o índice de preços de
e) não houve crescimento do produto real, entre os períodos 1 e 2, Laspeyres como deflator: 160/1,46 = 109. Neste caso, não houve
considerando o índice de Fisher. crescimento do PIB real, já que ele saiu de 122 para 109.

Resp.: - cont.
 (d) Vimos no item anterior que o índice de preços de Laspeyres foi igual
SENADO (2002)
a 1,459. O que quer dizer uma inflação de 46% no período. Alternativa
“d” está incorreta.  Considerando que o PIB nominal de 2000 foi
 (e) Para calcularmos o índice de Fisher, é necessário primeiro calcular o
índice de preço de Paasche. superior ao PIB nominal verificado em 1999,
é correto concluir que houve aumento da
p A2 q A2  pB2 qB2 7 *10  9 *10 160
IP     1,454 produção nesse período.
p1A q A2  p1B qB2 5 *10  6 *10 110

 Fisher é igual à média geométrica de Laspeyres e de Paasche:  Resp.: Errado. Um aumento no PIB nominal
pode ocorrer devido a aumento do nível de
I F  I L  I P  1,46  1,4545  1,46 preços. Em outras palavras, um aumento do
 Como o índice é bem similar ao de Laspeyres, podemos utilizar os PIB nominal pode ocorrer sem aumento da
resultados da letra “c” e afirmar que não houve crescimento do PIB real produção real da economia.
utilizando também o índice de Fisher

10
AFRF (2000) AFRF (2000)
 Considerando que a inflação utilizada para o cálculo do Produto Real
 Considere uma economia hipotética que produza apenas 3 Agregado desta economia foi de 59,79% entre os dois períodos,
podemos afirmar que:
bens finais: arroz, feijão e carne, cujos preços (em unidades
monetárias) e quantidades (em unidades físicas), para os a) o Produto Nominal cresceu 17,76% enquanto o Produto Real cresceu
apenas 2,26%.
períodos 1 e 2, encontram-se na tabela a seguir:
b) o Produto Nominal cresceu 12,32% ao passo que não houve alteração
no Produto Real.
c) o Produto Nominal cresceu 17,76% ao passo que o Produto Real caiu
26,26%.
d) o Produto Nominal cresceu 15,15% ao passo que o Produto Real caiu
42,03%.
e) o Produto Nominal cresceu 15,15% ao passo que o Produto Real caiu
59,79%.

Produto Potencial vs. Produto


Efetivo
 Produto Potencial: possível trajetória do PIB
real se todos os recursos disponíveis fossem
 Resp.: Alternativa “c” plenamente empregados
 Produto Efetivo: é o que realmente se produz
em um dado período de tempo
 A diferença entre o PIB potencial e o PIB efetivo
é conhecida como hiato do produto
 Um hiato negativo ou inflacionário indica um
excesso de utilização dos fatores de produção
 Vamos ver no curso que essa situação é quando
a demanda agregada é superior à oferta agregada

ACE/MDIC (2001) BNB (2006)


 O hiato de produto (diferença entre o produto
 Avalie a assertiva: potencial e o efetivo) é positivo quando:
“Durante os períodos de expansão a) a economia atinge o pleno emprego.
econômica, o produto interno bruto pode, b) a economia supera o produto de pleno emprego.
temporariamente, exceder o produto c) parte dos fatores de produção está sendo
potencial.” subutilizado.
d) o nível de utilização da capacidade instalada é
 Resp.: Correto. O PIB efetivo flutua em torno pleno.
do PIB potencial. Então o PIB efetivo pode e) verifica-se ausência de capacidade ociosa.
exceder temporariamente o PIB potencial.
Essa situação é conhecida como hiato  Resp.: Alternativa “c”
negativo ou inflacionário

11
Déficits Gêmeos AFRF (2000)
 Considere:
 Relação entre déficit orçamentário e saldo Ipr = investimento privado
em conta-corrente de um país Ipu = investimento público
Spr = poupança privada
 Conhecida como hipótese dos déficits gêmeos
Sg = poupança do governo
 Déficit público é a diferença entre Se = poupança externa
investimento governamental e poupança do  Com base nas identidades macroeconômicas fundamentais,
pode-se afirmar que:
governo em conta-corrente
a) Ipr + Ipu = Spr + Sg
 Ou, de forma mais simples, é o excesso do b) déficit público = Spr - Ipr + Se
investimento público sobre a poupança pública c) Ipr + Ipu + Se = Spr + Sg
 Déficit = I - S d) déficit público = Spr + Ipr + Se
e) Ipr = Spr + Se

Resp. Déficits Gêmeos


 Sabemos que uma das identidades fundamentais é  A questão anterior mostra que o déficit
a que o investimento é idêntico a poupança público é financiado pelo excesso de
 Então, Ipr + Ipu ≡ Spr + Sg + Se poupança do setor privado sobre o
 Reagrupando a expressão, temos que: investimento privado e pela poupança
externa (que corresponde a um déficit no
Ipu - Sg ≡ Spr - Ipr + Se
Balanço de Transações Correntes)
 Tem-se que Ipu – Sg é equivalente ao déficit
 Déficit público ≡ Spr - Ipr + Se
público. Portanto,
 Déficit público ≡ Spr - Ipr + Se  Déficit público ≡ Excesso de Spr + Se

 A resposta correta é a alternativa “b”

Déficits Gêmeos AFC (2000)


 A partir das identidades macroeconômicas básicas, pode-se
 Supondo que a poupança privada estabelecer uma relação entre déficit orçamentário do
governo e o saldo em conta corrente de um país. A partir
equivale ao investimento privado, tem-se dessa relação, assinale a opção correta.
o resultados dos déficits gêmeos a) Alterações no déficit orçamentário do governo somente
causam mudanças no saldo em transações correntes do país
 Spr =~ Ipr  se tais alterações decorrem exclusivamente de alterações nos
 Déficit público =~ Se investimentos públicos e desde que a diferença entre
poupança e investimento privado permaneça constante.
b) Uma redução do déficit orçamentário do governo,
independentemente de ocorrerem ou não variações na
diferença entre poupança e investimento privado, melhora o
saldo em transações correntes do país.

12
AFC (2000) – Cont.
MPU (2004)
c) Uma redução do déficit orçamentário do governo melhora o
saldo em transações correntes do país, desde que a
diferença entre poupança e investimento privado permaneça  Um déficit em transações correntes pode ser
constante.
considerado como
d) Alterações no déficit orçamentário do governo somente
causam mudanças no saldo em transações correntes do país a) poupança interna.
se tais alterações decorrem exclusivamente de alterações
nos investimentos públicos, independentemente de b) despoupança externa.
ocorrerem ou não variações na diferença entre poupança e c) poupança externa.
investimento privado.
e) Alterações no déficit orçamentário do governo somente d) despoupança interna.
causam mudanças no saldo em transações correntes do país e) despoupança do governo.
se tais alterações decorrem exclusivamente de alterações na
poupança do governo e desde que a diferença entre
poupança e investimento privado permaneça constante.  Resp.: Alternativa “c”
 Resp.: Alternativa “c”

APO/MPOG (2005) Resp.:


 Considere os seguintes dados:
Investimento privado = 300  O déficit publico é definido como (Ipu - Sg) = (200 –
Poupança privada = 300
Investimento público = 200 100) = 100
Poupança do governo = 100  Sabemos que I = S ou
 Com base nessas informações e considerando as identidades
macroeconômicas básicas, a economia apresenta  Ipr+ Ipu = Spr + Sg + Se
a) um déficit em transações correntes de 100 e um superávit público  “Se” é a poupança externa ou o déficit em transações
de 100. correntes
b) um superávit em transações correntes de 100 e um déficit público
de 100.  Então: Se = (Ipr – Spr) + (Ipu – Sg)
c) um déficit em transações correntes de 100 e um déficit público de  Se = (300 – 300) + (200 – 100) = 100
100.
d) um déficit em transações correntes de 100 e um déficit público
nulo. A resposta é então déficit em transações correntes igual
e) um déficit em transações correntes nulo e um superávit público de a 100 e déficit público igual a 100. Alternativa “c”
100.

Ótica das Injeções e dos


Ótica das Injeções e dos Vazamentos
Vazamentos
 Vazamentos (S + T + M)  Tome S + T + M = I + G + X 
 Recursos que deixam de fluir para empresas e famílias  (S - I) + (T - G) = (X - M)
 Injeções (I + G + X)  Se X – M > 0 ou X > M
 Representam a demanda de outros agentes econômicos  superávit do setor privado (S - I)>0 e/ou
 Se: superávit no governo (T – G) > 0
 Injeções > vazamentos: renda nacional está crescendo   O que representa uma poupança externa
 Injeções < vazamentos: renda nacional está em queda negativa (-Se)
 Injeções = vazamentos: renda nacional está em equilíbrio  Se X – M < 0 ou X < M
estacionário  O que representa uma poupança externa
positiva (+Se)

13
Absorção Interna Carga Tributária
 Definição: A = C + I + G  Carga tributária bruta (CTB) = total de tributos
 A diferença entre a absorção interna e o arrecadados no país Contribuições

produto é devido às exportações (X) e às ( ID  II  CPF ) Parafiscais (COFINS,

importações (M) CTB   100 PIS, CSLL, INSS)

PIBpm
 Se o PIB for maior que absorção, isto quer É também conhecida como a receita tributária do
dizer que há superávit comercial (NX>0) governo
 No caso oposto, se o PIB for menor que a  Carga tributária líquida (CTL) = carga tributária
absorção, há uma necessidade de produtos menos transferências do governo
produzidos no exterior ( ID  transf )  ( II  sub)  CPF
CTL  100
PIBpm

AFPS (2002) Resp.:


 Considere os seguintes dados:  “O bruto é sempre o liquido mais a depreciação”.
Poupança líquida = 100 Isso vale também para a poupança. A poupança
Depreciação = 5 bruta (ou simplesmente S) é igual a :
Variação de estoques = 50  S = SL + depreciação = 100 + 5
 Com base nessas informações e considerando uma
economia fechada e sem governo, a formação bruta de  Sabemos que pela identidade fundamental: I = S
capital fixo e a poupança bruta total são, respectivamente:  Lembrar que estamos trabalhando com uma economia
a)100 e 105 fechada e em governo
b) 55 e 105  O investimento é equivalente a:
c) 50 e 100 I = FBKF + Δe
d) 50 e 105  Ou seja, FBKF= I – Δe = 105 – 50 = 55
e) 50 e 50  A resposta é então a alternativa “b”.

APO/MPOG (2003) Resp.:


 Considere os seguintes dados para uma economia
hipotética  Temos que calcular a renda nacional bruta
• renda nacional líquida: 1000  RNB = RNL + Depreciação = 1000 + 30 = 1030
• depreciação: 30  Como estamos em uma economia fechada e sem
• consumo pessoal: 670 governo, Y = C + I
• variação de estoques: 30  Pela identidade sabemos que a renda equivale a
Com base nestas informações e considerando as despesa, logo
identidades macroeconômicas básicas que decorrem de
um sistema de contas nacionais para uma economia  Y = RNB = C + I .:
fechada e sem governo, podemos afirmar que a I = RNB – C = 1030 – 677 = 360
formação bruta de capital fixo nesta economia é de:
 Por fim, I = FBKF + Δe .: FBKF= I – Δe = 360 – 30 =
330
a) 300 b) 330 c) 370 d) 400 e) 430
 Resp.: Alternativa “b”

14
APO/MPOG (2002) Resp.:
 Considere os seguintes dados, em unidades monetárias num
determinado período de tempo:
poupança líquida do setor privado: 100;  Tem-se que a poupança privada bruta é:
depreciação: 10; Spr = Slpr + Depreciação = 100 + 10 = 110
déficit do balanço de pagamentos em transações correntes: 50;  Uma das identidades fundamentais
saldo do governo em conta corrente: 30; I = S = Spr + Sg + Se
variação de estoques: 30.
I = S = 110 + 30 + 50 = 190
 Com base nestes valores e considerando as identidades
macroeconômicas básicas, é correto afirmar que a formação  Por fim, I = FBKF + Δe .: FBKF= I – Δe = 190
bruta de capital fixo, o investimento bruto total e a poupança – 30 = 160
bruta total são iguais a, respectivamente:
a) 160, 190 e 190 b) 130, 160 e 160 c) 130, 140 e 150  Logo FBKF = 160; I = 190 e S = 190
d) 160, 160 e 160 e) 120, 160 e 160  Resp.: Alternativa “a”

AFC (2000) AFC (2000) – cont.


 Com relação aos conceitos de produto agregado, podemos d) o produto bruto é necessariamente maior do que o produto líquido;
afirmar que o produto interno é necessariamente maior do que o produto
a) o produto bruto é necessariamente maior do que o produto nacional; e o produto a preços de mercados pode ser maior ou
líquido; o produto nacional pode ser maior ou menor do que o menor do que o produto a custo de fatores
produto interno e o produto a custo de fatores pode ser maior ou e) o produto interno é necessariamente maior do que o produto
menor do que o produto a preços de mercado nacional; o produto líquido pode ser maior ou menor do que o
produto bruto; e o produto a custo de fatores pode ser maior ou
b) o produto nacional é necessariamente maior do que o produto menor do que o produto a preços de mercado
interno; o produto bruto é necessariamente maior do que o
produto líquido; e o produto a preços de mercado é
necessariamente maior do que o produto a custo de fatores  Resp.: Vamos por partes. O produto bruto é necessariamente
maior do que o produto líquido, visto que é o último mais a
c) o produto a preços de mercado é necessariamente maior do que depreciação. Ademais, o produto nacional pode ser maior ou
o produto a custo de fatores; o produto interno é necessariamente menor do que o produto interno, a depender do sinal da receita
maior do que o produto nacional; e o produto bruto é líquida enviada ao exterior (que pode ser positiva ou negativa. E,
necessariamente maior do que o produto líquido por fim, e o produto a custo de fatores pode ser maior ou menor do
que o produto a preços de mercado (a depender da magnitude dos
impostos indiretos e dos subsídios). Alternativa “a” é a resposta.

MPU (2004) Resp.:


 Considere os seguintes dados para uma economia fechada e sem  O PIB pela ótica da renda é dado por: salários +
governo.
aluguéis + juros + lucros + depreciação = 400 +
Salários = 400 Lucros = 300
Juros = 200 Aluguéis = 100
100 + 200 + 300 + 50 = 1050
Consumo pessoal = 500 Variação de estoques = 100  PIB = RNB como não existe setor externo
Depreciação = 50  RNB = C + I (já que não existe governo e setor
 Com base nessas informações, a formação bruta de capital fixo e
a renda nacional bruta são, respectivamente, externo)
a) 500 e 1050.  I = RNB – C = 1050 – 500 = 550
b) 400 e 1000.
 Por fim, I = FBKF + Δe .: FBKF= I – Δe = 550 –
c) 450 e 1000.
d) 400 e 1050. 100 = 450
e) 450 e 1050.  Resp.: Alternativa “e”

15
APO/MPOG (2002) AFRF (2002)
 Com base nas identidades macroeconômicas básicas, é correto  Considere um sistema de contas nacionais para uma
afirmar que: economia aberta sem governo. Suponha os seguintes
a) no Brasil, o produto nacional bruto é maior do que o produto dados:
interno bruto. Importações de bens e serviços não fatores = 100
b) se o país obteve um saldo positivo no saldo do balanço de Renda líquida enviada ao exterior = 50
serviços de fatores, então o produto nacional bruto será maior Renda nacional líquida = 1.000
do que o produto interno bruto. Depreciação = 5
c) se o saldo em transações correntes for nulo, o produto nacional Exportações de bens e serviços não fatores = 200
bruto será igual ao produto interno bruto.
Consumo pessoal = 500
d) se o saldo total do balanço de pagamentos for positivo, então o
Variação de estoques = 80
produto nacional bruto será maior do que o produto interno
bruto. Com base nessas informações, é correto afirmar que a
e) independente das contas externas do país, o produto interno formação bruta de capital fixo é igual a:
bruto é necessariamente maior do que o produto nacional bruto. a) 375 b) 275 c) 430 d) 330 e) 150
 Resp.: Alternativa “b”

Resp.:
 Temos que I = FBKF + Δe. Precisamos saber o valor dos
investimentos (I) para saber o resultado da questão.
ACE/MDIC (2002)
 Mas como fazer isso? É só olhar os dados da questão e
pensar no PIB da ótica da despesa:  Considere uma economia hipotética com os seguintes
 PIB = C + I + X – M (em uma economia sem governo) dados:
 O PIB é igual a PIL + depreciação (ou a RIL + depreciação)
 Por sua vez, o PIL é igual a PNL + renda líquida enviada ao exterior • Exportações de bens e serviços não fatores = 300;
(ou a RNL + renda líquida enviada ao exterior) • Importações de bens e serviços não fatores = 100;
 Estas duas informações nos dizem que o:
 PIB = RNL + RLE + depreciação
• Renda recebida do exterior = 50;
 Ou seja: • Renda enviada ao exterior = 650;
 PIB = 1000 + 50 + 5 = 1055 • Poupança interna líquida = 200;
 Como PIB = C + I + G + X – M, temos
 1055 = 500 + I + 200 – 100 • Variação de estoques = 100;
 I = 455 • Depreciação = 50.
 Logo, I = FBKF + Δe  455 = FBKF + 80
 FBKF = 375
 Alternativa “a” é a resposta

Resp.:
ACE/MDIC (2002) – cont.
 Sabemos que a poupança externa é equivalente ao déficit
das transações correntes:
 Com base nestes dados, a poupança externa e a  Poupança externa = transações correntes = fluxo de bens e
formação bruta de capital fixo desta economia são, serviços + fluxo de renda
respectivamente:  Ou seja:
 Transações Correntes = X – M (bens e serviços) + RR – RE (renda)
a) 400 e 450  Transações Correntes = 300 – 100 + 50 – 650 = – 400
b) 400 e 550  Logo Se = – Transações Correntes = – ( – 400) = 400
 Mais uma vez, I = FBKF + Δe
c) 350 e 500  O investimento corresponde à poupança interna bruta (Sd =
d) 300 e 450 Spr + Sg) mais a poupança externa, ou seja
 A poupança interna bruto é igual a poupança interna líquida mais
e) 300 e 650 depreciação
 I = Sd + Se = (SL + depreciação) + Se = (200 + 50) + 400 = 650
 Portanto: FBKF = I – Δe = 650 – 100 = 550.
 Resp.: “b”  A resposta é então a alternativa “b”

16
ENAP (2006) TABELAS DE USOS E RECURSOS E
 Com base nos conceitos macroeconômicos é incorreto afirmar que
CONTAS ECONÔMICAS INTEGRADAS
a) se os subsídios forem iguais a zero, na existência de impostos
indiretos, o Produto Interno Bruto a custo de fatores será menor do que  Componentes da metodologia das Contas Nacionais
o Produto Interno Bruto a preços de mercado.
b) a diferença entre o Produto Interno Bruto e o Produto Nacional Bruto
depende do sinal do saldo da conta de renda líquida enviada ao  Tabelas de Usos e Recursos (TRU) apresenta a oferta total
exterior. da economia como o somatório da produção de bens e
c) a dívida pública como percentual do Produto Interno Bruto não pode ser serviços e, simultaneamente, como somatório do consumo
superior a 100%.
intermediário e da demanda final
d) considerando que a depreciação é sempre positiva, o Produto Interno
Bruto é necessariamente maior do que o Produto Interno Líquido.
e) o Produto Interno Bruto pode ser considerado o que se denomina  As Contas Econômicas Integradas (CEIs) correspondem
variável fluxo. ao conjunto de quatro contas do sistema anterior e são
 Resp.: Não vimos ainda com detalhes o conceito de dívida pública, apresentadas como base em três grandes grupos
mas com o que estudamos até agora podemos ver que cada uma das  Substitui-se as tradicionais colunas de débito e crédito pelas colunas
alternativas (a), (b), (d) e (e) está correta. Portanto, a alternativa (c) de usos (aplicação dos recursos) e recursos (origem dos recursos
está incorreta (para ser preciso, a dívida pública pode, em tese, ser
qualquer valor maior do que zero).

CONTAS ECONÔMICAS
INTEGRADAS
GESTOR/MPOG (2003)
 Considere os seguintes dados extraídos da Conta de Bens
 Primeiro Grupo: Conta de Bens e Serviços e Serviços do Sistema de Contas Econômicas Integradas:
• Produção: 1.323.410.847
 Recursos: Produto (cf) + Impostos sobre Produtos+ • Importação de bens e serviços: 69.310.584
Importações • Impostos sobre produtos: 83.920.429
 Usos: Consumo Final + Consumo Intermediário + • Consumo intermediário: 628.444.549
Investimentos + Exportações • Consumo final: 630.813.704
• Variação de estoques: 12.903.180
 Isto é: P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X • Exportação de bens e serviços: 54.430.127
 Com base nessas informações, é correto afirmar que a
formação bruta de capital fixo é igual a:
a) 150.050.300 b) 66.129.871 c) 233.970.729
d) 100.540.580 e) 200.000.000

Resp.:
Resp.:  A tabela abaixo sistematiza o cálculo a ser feito:
Recursos Operações e Saldos Usos
 É uma questão que envolve o conceito de Conta 1.323.410.847 Produção
de Bens e Serviços 69.310.584
83.920.429
Importação de Bens e Serviços
Impostos sobre produtos
Consumo Intermediário 628.444.549
 Neste caso, temos que somar e igualar Consumo Final 630.813.704
Formação Bruta de Capital Fixo ?
 (a) os recursos: Produto (cf) + Impostos sobre Variação de Estoques 12.903.180
Produtos+ Importações 1.476.641.860
Exportação de Bens e Serviços
Total
54.430.860
1.476.641.860
 E (b) os usos: Consumo Final + Consumo
 P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X
Intermediário + Investimentos + Exportações
 1.323.410.847 + 83.920.429 + 69.310.584 = 628.444.549 +
 Isto é: P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X 630.813.704 + (FBKF + 12.903.180) + 54.430.127
 A formação bruta de capital fixo vem do  FBKF = 150.050.300.
componente investimento
 Resp.: Alternativa “a”.

17
GESTOR/MPOG (2005) Resp.:
 Considere os seguintes dados de um sistema de contas
nacionais que segue a metodologia do sistema adotado no  A questão é idêntica à anterior, só que com menos
Brasil, em unidades monetárias: exigência de álgebra
Produção = 1.300
Importação de bens e serviços = 70  A tabela abaixo resumo os números do problema
Impostos sobre produtos = 85 Recursos Operações e Saldos Usos
Consumo intermediário = 607 1300 Produção
Consumo final = 630 70 Importação de Bens e Serviços
Variação de estoques = 13 85 Impostos sobre produtos
Consumo Intermediário 607
Exportações de bens e serviços = 55
Consumo Final 630
Formação Bruta de Capital Fixo ?
Com base nessas informações, a formação bruta de capital fixo Variação de Estoques 13
é igual a: Exportação de Bens e Serviços 55
a) 150 b) 100 c) 50 d) 200 e) 250 1455 Total 1455

Resp.: APO/MPOG (2005)


 Considere os seguintes dados de um sistema de contas
nacionais, que segue a metodologia do sistema adotado no
 P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X Brasil, em unidades monetárias:
 1300 + 70 + 85 = 607 + 630 + (FBKF + 13) + 55 Produção = 1200
Importação de bens e serviços = 60
 FBKF = 1455 – 1305 = 150 Impostos sobre produtos = 70
 Resp.: Alternativa “a”. Consumo final = 600
Formação bruta de capital fixo = 100
Variação de estoques = 10
Exportações de bens e serviços = 120
 Com base nessas informações, o consumo intermediário é
igual a:
a) 500 b) 400 c) 450 d) 550 e) 600

CONTAS ECONÔMICAS
Resp.: INTEGRADAS
 P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X  Segundo Grupo é constituído de três contas:
 (a) Conta de produção
 1200 + 70 + 60 = Ci + 600 + (100 + 10) + 120  Valor Bruto da Produção = Consumo Intermediário + Produto
 Ci = 1330 – 830 = 500 Interno Bruto
 (b) Conta de Renda
 Alternativa “a”  Identidades sobre conceitos de renda
 (c) Conta de Acumulação
 Trabalha diretamente com a identidade investimento/ poupança
 Estima a necessidade ou capacidade de financiamento do país
 O sinal negativo do saldo (poupança doméstica - investimento
doméstico) mostra que houve a complementação com poupança
externa no ano em questão

18
GESTOR/MPOG (2003) Resp.:
 É uma questão sobre a conta de produção
 Considere os seguintes dados extraídos da Conta de
Produção do Sistema de Contas Econômicas Integradas:  Como derivamos a conta de produção?
• Produção: 1.323.410.847  É bem simples. Sabemos que pela conta de bens e
• Produto Interno Bruto: 778.886.727
serviços
• Imposto de importação: 4.183.987
 P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X
• Demais impostos sobre produtos: 79.736.442
 O consumo final (Cf) agrupa o consumo das famílias (C) e o do
 Com base nestas informações, é correto afirmar que o
consumo intermediário é de: governo (G)
a) 628.444.549  E que o PIB pela ótica da despesa:
b) 632.628.536  PIB =C+I+G+X–M
c) 600.000.000
d) 595.484.200  Assim, P + Impostos = Ci + PIB
e) 550.000.003  Ou: PIB = P + Impostos - Ci

Resp.: AFRF (2002)


 No ano de 2000, a conta de produção do sistema de
 Portanto, a resolução da questão fica: contas nacionais no Brasil apresentou os seguintes
dados (em R$ 1.000.000):
 P + Impostos = Ci + PIB Produção: 1.979.057
 1.323.410.847 + (4.183.987 + 79.736.442) = Consumo Intermediário: 1.011.751
Ci + 778.886.727 Impostos sobre produto: 119.394
Imposto sobre importação: 8.430
 Logo “Ci” = 1.407.331.276 – 778.886.727 Produto Interno Bruto: 1.086.700
 Ci = 628.44.549  Com base nestas informações, o item da conta
“demais impostos sobre produto” foi de:
 A alternativa correta é a “a”
a)839.482 b)74.949 c)110.964 d)128.364 e)66.519

Resp.: AFRF (2002)


 No ano de 1999, a conta de capital do sistema de
 É uma questão sobre a conta de produção contas nacionais no Brasil apresentou os seguintes
 P + Impostos = Ci + PIB dados (em R$ 1.000.000):
 1.979.057 + (Impostos) = 1.011.751 + 1.086.700 Poupança bruta: 149.491
Formação bruta de capital fixo: 184.087
 Impostos = 119.394
Variação de estoques: 11.314
 Impostos totais = impostos sobre importações +
Transferências de capital enviada ao resto do mundo: 29
“demais impostos sobre produto” Transferências de capital recebida do resto do mundo: 91
 “demais impostos sobre produto” = 119.394 - 8.430 =
110.964
 Com base nessas informações, é correto afirmar que a
 A alternativa correta é a “c” necessidade de financiamento foi igual a:
a) 34.566 b) 45.848 c) 80.414 d) 11.282 e) 195.401

19
CONTAS ECONÔMICAS
Resp.: INTEGRADAS
 É uma questão de Conta de Acumulação.
 Vamos então utilizar a identidade entre poupança e
 Terceiro Grupo é constituído das contas
investimento relativas ao resto do mundo:
 O investimento é dado por: FBKF + Δe  Chamada de Conta de Operações Correntes
 I = 184.087+11.314 = 195.401.
com o Mundo
 A questão diz que a economia recebeu transferência positiva
de capital (91-29 = 62) e tem poupança interna bruta de  Quais os usos e recursos dessa conta?
149.491.
 Usos: Exportações, Rendas enviadas ao
 Claramente a poupança interna mais as transferências são
menores do que o investimento. exterior, transferências correntes enviadas, etc.
 O que significa necessidade de financiamento do país  Recursos: Importações, Rendas externas
 Tal necessidade é na magnitude de (149.491 + 62 - 195.401) =
45.848.
recebidas, transferências correntes recebidas,
 A resposta é a letra “b” etc.

GESTOR/MPOG (2008)
 Considere os seguintes dados para uma economia
hipotética:
Investimento privado: 200;
Poupança privada: 100;
Poupança do governo: 50;
QUESTÕES EXTRAS Déficit em transações correntes: 100.
 Com base nestas informações e considerando as
identidades macroeconômicas básicas, pode-se afirmar que
o investimento público e o déficit público são,
respectivamente,
a) zero e 50.
b) 50 e 50.
c) 50 e zero.
d) zero e zero.
e) 50 e 100.

APO/MPOG (2008)
Resp.:
 “No que diz respeito a agregados macroeconômicos e identidades
 A partir da identidade I = S, temos que contábeis, pode-se afirmar que os principais agregados derivados das
 Ipr + Ipu = Spr + Sg + Se contas nacionais são as medidas de Produto, Renda e Despesa.
Assinale a única opção falsa no que se refere a agregados
 Sabemos que a poupança externa é igual ao déficit macroeconômicos.
a) As medidas de Produto, Renda e Despesa, universalmente utilizadas,
de transações correntes, logo: representam sínteses do esforço produtivo de um país em um
 200 + Ipu = 100 + 50 + 100 determinado período de tempo, revelando várias etapas da atividade
produtiva.
 Ipu = 50 b) O Produto Interno Bruto (PIB) per capita é uma medida que se obtém
dividindo-se o PIB do ano pela população residente no mesmo período.
 O déficit público é igual ao investimento público c) O PIB per capita é um bom indicador de bem-estar da população
menos a poupança do governo, isto é: residente no mesmo período.
 Dg = Ipu – Sg = 50 - 50 d) A Renda Nacional Bruta é o agregado que considera o valor adicionado
gerado por fatores de produção de propriedade de residentes.
 Dg = 0  não há déficit público e) O PIB, avaliado pela ótica do produto, mede o total do valor adicionado
produzido por firmas operando no país, independentemente da origem
 Alternativa “c” está correta. do seu capital.”

20
ACE/MDIC (1998)
Resp.:  Uma economia produz apenas três bens, A, B e C. A tabela abaixo
mostra as quantidades produzidas e os preços unitários de cada um
destes bens nos anos de 1996 e 1997:
1996 1997
 O PIB per capita é um indicador da Bem Quant. Preço Quant. Preço
produção por pessoa na economia, não A 100 $ 1 110 $1
englobando outros aspectos importantes B 200 $ 3 200 $3
C 150 $ 2 100 $ 4
como bem-estar, qualidade de vida, entre  Neste contexto, indique a resposta correta.
outros. a) Tomando 1996 como ano-base, o PIB real desta economia cresceu $110 entre
1996 e 1997.
 Alternativa “c” está incorreta b) Tomando 1997 como ano-base, o PIB real desta economia cresceu $110 entre
1996 e 1997.
c) Tomando 1996 como ano-base, o PIB real desta economia decresceu $90 entre
1996 e 1997.
d) Tomando 1997 como ano-base, o PIB nominal desta economia cresceu $10 entre
1996 e 1997.
e) Tomando 1996 como ano-base, o PIB nominal desta economia decresceu $110
entre 1996 e 1997

Resp.: ACE/TCU (2002)


 Considere os seguintes dados para uma economia aberta e sem
governo, num determinado período de tempo e em unidades
 PIB Real nos períodos 1 e 2: monetárias:
Poupança líquida do setor privado: 100
 Período 1:  Pi Qi  (1100) (3  200)  (2 150)  1000 Depreciação: 10
 Período 2:  Pi Qi  (1110) (3  200)  (2 100)  910 Variação de estoques: 40
Formação bruta de capital fixo: 120
 Com base nestes dados e considerando um sistema de contas
nacionais, é correto afirmar que, no período, o saldo do balanço de
 Houve um decréscimo de R$ 90 no PIB real pagamentos em transações correntes foi:
a) superavitário no valor de 40.
 Resp.: Alternativa “c” b) superavitário no valor de 50.
c) deficitário no valor de 40.
d) deficitário no valor de 50.
e) nulo.

 Resp.: Alternativa “d”

Resp.: ENAP (2006)


 I = S .: Ipr + Ipu = Spr + Sg + Se  Considere os seguintes dados extraídos da conta de bens
 Queremos identificar o valor da poupança externa e serviços de um sistema de contas nacionais que segue a
Se, que equivale ao déficit em transações metodologia adotada no Brasil:
correntes. Produção = 6000
 Como a economia é sem governo, Ipu e Sg são iguais a Importação de bens e serviços = 250
zero. Impostos sobre produto = 550
 Sabemos que Ipr = FBKF + Δe = 120 + 40 = 160 Consumo intermediário = 2850
E que Spr = Sl + depreciação = 100+ 10 = 110 Formação bruta de capital fixo = 430
 Então: Variação de estoques = 25
 Ipr = Spr + Se Exportação de bens e serviços = 235
 160 = 110 + Se .: Se = 50  Com base nesses dados, o consumo final foi de
 Déficit em transações correntes igual a 50. a) 2890. b) 3010. c) 3285. d) 3005. e) 3260.
Resposta letra “d”

21
ESAF/Analista de Planejamento
Resp.:
e Orçamento/2003
 Considere os seguintes dados de um sistema de contas nacionais,
 P + Impostos + M = Ci + Cf + I + X que segue a metodologia do sistema adotado no Brasil, em unidades
monetárias:
 6000 + 550 + 250 = 2850 + Cf + (430 + 25) +
Produção = 1200
235 Importação de bens e serviços = 60
 Cf = 6800 – 3540 = 3260 Impostos sobre produtos = 70
Consumo final = 600
 Alternativa “e”
Formação bruta de capital fixo = 100
Variação de estoques = 10
Exportações de bens e serviços = 120
 Com base nessas informações, o consumo intermediário é igual a:
a) 500 b) 400 c) 450 d) 550 e) 600
 Resp.: Alternativa “a”

Balanço de Pagamentos
 Balanço de Pagamentos (BP) é o registro
sistemático das transações entre residentes e
MACROECONOMIA não-residentes de um país durante determinado
PARA CONCURSOS período de tempo
 Registro contábil de todas as transações de um país com
o resto do mundo
 No Brasil, é elaborado pelo Banco Central
Balanço de Pagamento  É importante frisar que só são registrados no
Balanço de Pagamentos transações entre
Prof. Daniel da Mata residentes e não-residentes
 Transações entre residentes não são contabilizadas no
Balanço de Pagamentos

Residentes Não-Residentes
1. Pessoas físicas, nacionais ou não, cujo centro de 1. Pessoas físicas, nacionais ou não, cujo
interesse é o pais
 Ex.: indivíduos que vivem permanentemente no país
centro de interesse não é o pais
(incluindo estrangeiros que trabalham no país)  Ex.: Turista estrangeiro no país
2. Pessoas jurídicas de direito privado sediadas no 2. Pessoas jurídicas de direito privado
país
 Ex.: empresas nacionais e multinacionais instaladas no
instaladas fora do país
país  Ex.: filial da Gerdau no Chile
3. Embaixadas do país no mundo 3. Embaixadas estrangeiras no país
 Ex.: Embaixada Brasileira em Roma
 Ex.: Embaixada da China em Brasília
4. Pessoas jurídicas de direito público sediadas no
país 4. Pessoas jurídicas de direito público de
 Órgãos dos Poderes em nível estadual outros países

22
Como é realizada o pagamento das
ACE/MDIC (2002) transações entre residentes e não residentes?
 Basicamente, de 4 formas:
 Tomando como caso o Brasil, não é considerado como
residente para efeito de pagamento no balanço de (a) Haveres a Curto Prazo no Exterior
 Liquidez imediata: moeda forte, títulos de curto prazo
pagamentos  Principal meio de pagamento internacional
a) embaixadas brasileiras no exterior. (b) Ouro Monetário
b) empresas multinacionais instaladas no Brasil.  É o ouro em poder do Banco Central. É aceito como pagamento nas
transações do comércio internacional
c) turistas brasileiros no exterior.
(c) Posição das Reservas no Fundo Monetário Internacional
d) instituições norte-americanas de ensino instaladas no Brasil. (FMI)
e) filiais de empresas brasileiras no exterior.  Cota-parte de cada país membro
 É considerado um empréstimo quando um país retirar recursos
superiores a sua cota-parte, feito para regularizar um déficit no saldo
 Resp.: Alternativa “e”. Pessoas jurídicas de direito privado do Balanço de Pagamentos
instaladas fora do país são consideradas não-residentes,  (d) Direito Especial de Saque (DES)
não importando se tal empresa é brasileira ou não.  Moeda escritural, criada pelo FMI, para fazer pagamentos e
recebimentos entre Bancos Centrais dos países

Estrutura do Balanço de Estrutura do Balanço de


Pagamentos (antiga!) Pagamentos (antiga!)
 A estrutura antiga é útil como introdução, visto que  BALANÇO DE SERVIÇOS
a maioria dos conceitos permanecem iguais  Balanço de serviços não-fatores
E esses conceitos são cobrados em concursos
 Viagens internacionais
 Fretes
1. BALANÇO COMERCIAL (Valor FOB)  Seguros
 Saldo líquido entre exportação de bens e importações de
bens  Serviços governamentais
 Outros serviços não-fatores
2. BALANÇO DE SERVIÇOS  Balanço de serviços fatores
 Saldo líquido entre serviços prestados por residentes a  Renda do Capital (juros e lucros)
não-residentes e despesas com serviços prestados por  Renda do Trabalho
não-residentes a residentes.
 Outros serviços fatores (royalties, patentes, etc.)

Estrutura do Balanço de Estrutura do Balanço de


Pagamentos (antiga!) Pagamentos (antiga!)
3. TRANSFERÊNCIAS UNILATERAIS 5. MOVIMENTO DE CAPITAIS AUTÔNOMOS
(DONATIVOS)
 Capitais que livremente entram ou saem do
 Saldo líquido entre receitas de donativos e despesas
de donativos cedidos
país
 Incluem as remessas de imigrantes e reparações de  Investimentos Diretos
guerras  Empréstimos e Financiamentos
 Amortização
4. SALDO EM TRANSAÇÃO CORRENTE (OU  Reinvestimento
CONTA CORRENTE) DO BP = 1 + 2 + 3
 Refinanciamento
É a soma dos itens anteriores
 Capitais a Curto Prazo
T = BC + BS + TU

23
Estrutura do Balanço de Estrutura do Balanço de
Pagamentos (antiga!) Pagamentos (antiga!)
6. ERROS E OMISSÕES 8. MOVIMENTO DE CAPITAIS COMPENSATÓRIOS
 Conta de ajuste dos débitos e créditos (Demonstrativo de Resultado)
 Contas de Caixas
 Haveres
7. SALDO TOTAL DO BALANÇO DE
 Ouro Monetário
PAGAMENTOS = 4 + 5 + 6
 DES
 Soma do Saldo em Conta-Corrente (T),  Reservas do FMI
Capitais Autônomos (Ka) e Erros e Omissões
 Empréstimos de regularização
(EO)
 Atrasos
 BP = T + Ka + EO

Em suma: MRE (2004)


1. BC (Balança Comercial)
 “Quando nisseis brasileiros que trabalham no
2. BS (Balança de Serviços)
3. TU (Transferências Unilaterais)
Japão remetem parte de suas economias a
4. T (Saldo em Transações Correntes)
seus familiares, no Brasil, essa transação é
 T = BC + BS + TU registrada como uma transferência unilateral
5. Ka (Capitais Autônomos) e constitui parte integrante da conta de
6. EO (Erros e Omissões) transações correntes.”
7. B (Saldo do Balanço de Pagamentos)
 B = T + Ka + EO
8. Kc (Capitais Compensatórios)  Resp.: Correto. Vimos que os donativos são
 8.1 Contas de Caixa: haveres, ouro monetário, DES, reservas do FMI registrados como transferência unilateral,
 8.2 ER (empréstimos de regularização)
 8.3 A (Atrasados)
parte da balança de transações correntes

MPU (2004) AFPS (2002)


 Não é registrado no balanço de serviços o(a)  Considere as seguintes informações:
Saldo da balança comercial: déficit de 100;
a) remessa de lucros.
Saldo da balança de serviços: déficit de 200;
b) amortização de empréstimos. Saldo em transações correntes: déficit de 250;
c) pagamento de fretes. Saldo total do balanço de pagamentos: superávit de 50.
d) pagamento de seguro de transportes de  Com base nessas informações, o saldo das “transferências
mercadorias. unilaterais” e do “movimento de capitais autônomos” foram,
respectivamente:
e) recebimento de juros de empréstimos.
a) + 50 e + 300
b) – 50 e – 300
 Resp.: Alternativa “b”. Amortização é computada c) + 30 e – 330
na conta de movimento de capitais autônomos d) – 30 e + 330
e) – 30 e – 300

24
Resp.: Classificação das Contas do BP
 Sabemos que o saldo de transações correntes corresponde
a soma do balanço comercial, do de serviços e das  Os registros contábeis do Balanço de
transferências unilaterais
 T = BC + BS + TU
Pagamentos são elaborados dentro do
 Logo: princípio das partidas dobradas
 TU = T – BC – BS = (-250) – (-100) – (-200) = +50  Crédito em uma conta corresponde a débito em
 Temos também que o saldo da balança de pagamentos é
equivalente ao saldo das transações correntes + capitais
outra
autônomos + erros e omissões  Visando a homogeneização entre os diversos
 B = T + Ka + EO
 A questão estipula que não há erros e omissões países, o BP é expresso em apenas uma
 Portanto: divisa padrão (dólar)
 Ka = B – Ta = +50 – (-250) = + 300
 Resp.: Alternativa “a”

Classificação das Contas do BP Classificação das Contas do BP


 Contas Operacionais (fatos geradores)
 Entrada de divisas tem sinal positivo (+)!
 As contas de Ativo (bens e direitos)  Saída de divisas tem sinal negativo (-)!
representam uma aplicação de recursos e  Exportação
 Importação
possuem natureza devedora  Investimentos
 Transferências unilaterais
 As contas de Passivo (obrigações)
 Amortização
representam a origem dos recursos e  Etc.

possuem natureza credora  Contas de Caixa (movimento de meio de pagamentos)


 Entrada de divisas (uma receita) tem sinal negativo (-), isto é, diminuem
 Divide-se as contas do BP em dois tipos: as obrigação
 Saída de divisas tem sinal positivo (+)
 Contas operacionais  Haveres
 Ouro Monetário
 Contas de caixa  Direitos especiais de saque (DES)
 Reservas do FMI

Classificação das Contas do BP Classificação das Contas do BP


 Exemplos de entrada de divisas
Tipos de Contas  Exportação de bens
Contas Operacionais Contas de caixa  Receitas de viagens internacionais
Receita: entrada de  Receitas de fretes
Crédito (+) Débito (-)  Receitas com juros da dívida externa
divisas (ou de reservas)
 Receitas com rendas do trabalho
Despesa: saída de
Débito (-) Crédito (+)  Receitas com lucros recebidos
divisas (de reservas)
 Entrada de investimentos diretos
 Amortizações recebidas
 Em suma, representam:
 Uma entrada de divisas e as contas operacionais devem ser
creditadas (+)
 Um aumento do saldo em alguma conta de caixa, que devem ser
debitadas (diminuição das obrigações)

25
Classificação das Contas do BP Classificação das Contas do BP
 Exemplos de saída de divisas  No BP, podemos encontrar três gêneros de lançamento
 (a) O lançamento é feito em uma conta operacional e a respectiva
 Importação de bens contrapartida contábil é feita em uma conta de caixa
 Despesas de viagens internacionais  (b) o lançamento e a respectiva contrapartida contábil são ambos
 Despesas de fretes registrados em contas operacionais
 Despesas com juros da dívida externa  (c) O lançamento e a contrapartida são ambos registrados em contas
 Despesas com rendas do trabalho de caixa
 Despesas com lucros recebidos  No próximo slide vamos ver alguns exemplos de
 Saída de investimentos diretos lançamentos no BP
 Paramentos de amortizações  Notar que as contas de caixa possuem subcontas utilizadas
 Em suma, representam: para lançamentos de ajustes
 Uma saída de divisas e as contas operacionais devem ser debitadas  Valorização e desvalorização
(-)  Monetização e desmonetização
 Uma diminuição do saldo em alguma conta de caixa, que devem ser
 Alocação (compras) e cancelamentos (venda) de DES
creditadas (aumento das obrigações)
 Variação total de haveres, ouro monetário, DES e reservas do FMI

Exemplos de Lançamentos no BP Exemplos de Lançamentos no BP


 Exportação de Mercadorias
 O Brasil exporta mercadorias no valor de 100 e recebe em moeda  Vamos praticar um pouco!
forte  Permuta de mercadorias*
 Exportação: +100  O Brasil importa automóveis no valor de 100 pagando com madeira
 Haveres: -100  Importação: -100
 Exportação de Bens  Exportação: +100
 O Brasil exporta bens no valor de 100 e recebe metade em moeda  Pagamento de juros da dívida externa
forte e metade em DES
 O Brasil paga juros da sua dívida externa no valor de 100, metade
 Exportação: +100 com reservas do FMI e metade em moeda forte
 Haveres: -50  Juros: -100
 DES: -50  Haveres: +50
 Importação de Bens  Reserva do FMI: +50
 O Brasil importa bens no valor de 100 e paga metade em moeda  Recebimento de juros da dívida externa
forte e metade em ouro
 O Brasil recebe da Bolívia juros da dívida externa boliviana no
 Importação: -100 valor de 100 em moeda forte
 Haveres: +50  Juros: +100
 Ouro monetário: +50  Haveres: -100

Exemplos de Lançamentos no BP
Exemplos de Lançamentos no BP
 Recebimento de lucros
 Uma empresa brasileira recebe de sua filial no exterior  Pagamento de seguro
lucros no total de 10  Residente para prêmio a seguradora no exterior no valor de 20
 Lucros: +10  Seguros: -20
 Haveres: -10  Haveres: +20

 Envio de lucros  Receitas de renda do trabalho


 Trabalhador presta serviço à embaixada americana em Brasília, no
 Uma multinacional estrangeira residente no Brasil envia valor de 10
para exterior 20
 Rendas do trabalho: +10
 Lucros: -20
 Haveres: -10
 Haveres: +20
 Recebimento de donativos em moeda forte*
 Pagamento de fretes  Uma ONG brasileira recebe de uma organização estrangeira 1
A Petrobrás paga frete de navio petroleiro no valor de 100 milhão de dólares
à vista  Transferência unilaterais: + US$ 1 milhão
 Fretes: -100  Haveres: - US$ 1 milhão
 Haveres: +100

26
Exemplos de Lançamentos no BP Exemplos de Lançamentos no BP
 Migração*
 Recebimento de donativos em mercadoria*  Um brasileiro retorno ao país e traz bens no valor de 2, direitos no
valor de 3 e obrigações no valor de 4
 Uma ONG brasileira recebe de uma organização estrangeira 1 milhão
de dólares em remédios  Transferências Unilaterais: (+2) + (+3) + (-4) = +1
 Importação: -2
 Transferência unilaterais: + US$ 1 milhão
 Empréstimos: (-3) + (+4) = +1
 Importação: - US$ 1 milhão
 Migração*
 Doação em mercadoria  Um brasileiro, ao emigrar para outro país, leva consigo bens no valor
 O país doa 1 milhão de dólares em remédios e alimentos para de 2, direitos no valor de 3 e obrigações no valor de 4
socorrer vítimas de um terremoto na China  Transferências unilaterais: (-2) + (-3) + (+4) = -1
 Transferência unilaterais: - US$ 1 milhão  Exportações: +2
 Exportação: + US$ 1 milhão  Empréstimos: (+3) + (-4) = -1
 Envio de remessa de imigrantes  Aquisição de propriedade no exterior por parte de residentes
 Familiares enviam para um parente dos EUA um valor de 3  Um brasileiro compra uma residência em Miami por 4
 Investimento Direto: -4
 Transferências unilaterais: - 3
 Haveres: +4
 Haveres: +3

Exemplos de Lançamentos no BP Exemplos de Lançamentos no BP


 Entrada de investimentos diretos sob forma de participação  Saída de investimentos diretos sem cobertura cambial
acionária  Saem no país, sob forma de investimento direto, máquinas e
 Um americano compra ações no Brasil no valor de 20 equipamentos no valor de 3
 Investimento direto: +20  Investimento direto: -3
 Haveres: -20  Exportação: +3

 Saída (pagamento) de investimentos diretos (de risco)  Recebimento de empréstimos de não-residentes


 Residentes no país investem 20 no exterior  Residentes no país obtêm um empréstimo de não-residente
 Investimento direto: -20  Empréstimos/financiamentos: +10
 Haveres: +20  Haveres: -10

 Entrada de investimentos diretos sem cobertura cambial*  Pagamento de amortização


 Ingressam no país, sob forma de investimento direto, máquinas e  O Brasil amortiza parte do principal da sua dívida no valor de 10
equipamentos no valor de 3  Amortização:-10
 Investimento direto: +3  Haveres: +10
 Importação: -3

Exemplos de Lançamentos no BP Exemplos de Lançamentos no BP


 Reinvestimento  Atrasados
 Vencem fretes no valor de 10. O país paga 8, sendo metade em moeda
 Uma multinacional reinveste 10 no país forte e metade em DES
 Reinvestimentos: +10  Fretes: -10
 Haveres: +4
 Lucro: -10
 DES:+4
 Refinanciamento  Atrasados: +2

O Brasil refinancia parte de sua dívida no valor de 10  Monetização no mercado interno


 O Banco Central compra ouro de garimpeiros no valor de 10
 Refinanciamento: +10  Variação total de ouro monetário: +10
 Juros (refinanciados): -10  Contrapartida para desmonetização: -10

 Atrasados  Desmonetização no mercado externo


 O Banco Central vende ouro no exterior diminuindo suas reservas no valor
O país deixa de pagar juros no valor de 10 de 10
 Juros: -10  Variação total de ouro monetário: -10
 Contrapartida para desmonetização: +10
 Atrasados: +10  Exportação: +10
 Haveres: -10

27
Exemplos de Lançamentos no BP MPU (2004)
 No balanço de pagamentos, os lucros reinvestidos têm
 Importação de ouro não-monetário como lançamento
 Uma indústria no Brasil compra ouro no exterior a) débito na conta rendas de capital e crédito na conta caixa.
para utilizar como insumo na linha de produção b) débito na conta rendas de capital e crédito na mesma
conta.
 Importação: -10
c) crédito na conta reinvestimentos e débito na mesma conta.
 Haveres: +10
d) débito na conta rendas de capital e crédito na conta
 Exportação de ouro não-monetário reinvestimentos.
 Um artista na França compra ouro do Brasil para e) crédito na conta rendas de capital e débito na conta caixa.
utilizar nas suas criações
 Resp.: Alternativa “d”, conforme estudamos nos slides
 Exportações: +10
anteriores
 Haveres: -10

APO (2002) Resp.:


 Com base no balanço de pagamentos, é correto afirmar que:  (a) Errado. Sabemos que B = T + Ka + EO e, portanto, T não
tem que ser igual a Ka
a) o saldo dos movimentos de capitais autônomos tem que ser
necessariamente igual ao saldo do balanço de pagamentos  (b) Errado. As transferências unilaterais podem ter como
em transações correntes. contrapartida haveres, no caso de donativos em dólares
b) as transferências unilaterais têm como única contrapartida de  (c) Errado. B = T + Ka + EO e pode ser maior, igual ou
lançamento a balança comercial. menor que zero
c) o saldo total do balanço de pagamentos é necessariamente  (d) Quando residentes no exterior decidem reinvestir os
igual a zero. lucros no país, a operação entre como débito no balanço de
serviço de fatores e como crédito os investimentos diretos ou
d) os lucros reinvestidos são lançados com sinal positivo nos reinvestimentos (balanço de capitais autônomos). A resposta
movimentos de capitais e com sinal negativo no balanço de está correta.
serviços.
 (e) Errado. Amortizações fazem parte do balanço de capitais
e) as amortizações fazem parte do balanço de serviço. autônomos

Variação das reservas BACEN (2002)


internacionais  Considere as seguintes operações entre residentes e não residentes de
um país, num determinado período de tempo, em milhões de dólares:
 A variação das reservas internacionais é dada pela equação • o país exporta mercadorias no valor de 500, recebendo a vista;
• o país importa mercadorias no valor de 400, pagando a vista;
RES  BP  ER  A  C • o país paga 100 a vista, referente a juros, lucros e aluguéis;
• o país amortiza empréstimo no valor de 100;
 B = Saldo Total do BP; ER = empréstimos de regularização; A = • ingressam no país máquinas e equipamentos no valor de 100 sob a
Atrasados; C = Saldo de contrapartidas forma de investimentos diretos;
• ingressam no país 50 sob a forma de capitais de curto prazo;
 Se ΔRES é positiva indica um aumento das reservas internacionais
• o país realiza doação de medicamentos no valor de 30.
 Uma outra maneira de calcular a variação das reservas é  Com base nestas informações, pode-se afirmar que as reservas do
através da fórmula país, no período:
a) tiveram uma elevação de 100 milhões de dólares.
RES  ( Saldo _ da _ Conta _ Caixa )  C b) tiveram uma elevação de 50 milhões de dólares.
c) tiveram uma redução de 100 milhões de dólares.
d) tiveram uma redução de 50 milhões de dólares.
 C = Saldo de contrapartidas
e) não sofreram alterações
 Se ΔRES é negativa indica um aumento das reservas internacionais

28
Resp.: Resp.:
 Agora, cada uma das contas:
 Vamos ver o impacto de cada operação:  1. Balanço comercial = (+500(i) + (-400)(ii) + (-100)(v) + (30)(vii)) =
+30
 (i) Exportação: BC = +500  2. Balanço de serviços = -100
 (ii) Importações: BC = -400  Fatores (BSF): -100(iii) = -100
 (iii) Pagamento de juros, lucros e aluguéis: BSF = -100  Transferências Unilaterais: -30(vii)
 (iv) Amortização: Capitais Autônomos= -100
 Saldo em conta corrente:
 T = +30 – 100 + -20 = -100
 (v) Investimento direto: (a) Capitais Autônomos= +100 e  Capitais autônomos: +50
(b) Importações BC = -100  Amortização: -100(iv)
 (vi) Capitais de curto prazo: Capitais autônomos: +50  Investimento direto: +100(v)
 Capitais de curto prazo: +50(vi)
 (vii) Doação de medicamentos: (a) TU = -30 e (b)
 Erros e Omissões: 0
Exportações BC =+30  Salto total do BP = (-100)+ 50 + 0 = (-50)
 Variação “física” das reservas = -50
 A resposta é então a alternativa “d”

AFPS (2002) Resp.:


 O saldo de transações correntes corresponde a soma do balanço
 Considere os seguintes lançamentos entre residentes e não- comercial, do de serviços e das transferências unilaterais
residentes de um país, num determinado período de tempo (em  É válido lembrar que os 100 de equipamentos também entram como
unidades monetárias): importação
(a) o país exporta 500, recebendo a vista;  T = BC + BS + TU
(b) o país importa 300, pagando a vista;  BC = (500(a)-300(b)-100(c)) = 100
(c) ingressam no país, sob a forma de investimentos diretos, 100 em  BS = (-50(d) + (-70(g))) = -120
equipamentos;  TU = 0
(d) o país paga 50 de juros e lucros;  T = 100 – 120 = -20
(e) o país paga amortizações no valor de 100;  O saldo da balança de pagamentos é equivalente ao saldo das
(f) ingressam no país 350, sob a forma de capitais de curto prazo; transações correntes + capitais autônomos + erros e omissões
 B = T + Ka + EO
(g) o país paga fretes no valor de 70.
 T = -20
Com base nessas informações e supondo a ausência de erros e
omissões, os saldos em transações correntes e do balanço de  Ka = InvDireto + Amort + Kcp = (+100(c)) + (-100(e)) + (+350(f))=+350
pagamentos são, respectivamente:  EO = 0
 BP = (-20) + (+350) = +330
a) – 20 e + 150 b) – 20 e + 20 c) – 20 e + 330 d) – 40 e + 330
e) – 40 e + 40  A resposta é então a alternativa “c”

BNDES (2008) ACE/MDIC (2002)


 Com relação ao balanço de pagamentos, é incorreto afirmar
 Na conta de transações correntes do balanço de que:
pagamentos do país, entre outros itens, registram-se as(os) a) um déficit na balança de serviços não necessariamente
(A) exportações e os investimentos estrangeiros que trazem implica um déficit em transações correntes.
divisas para o país. b) entradas de mercadorias no país são, necessariamente,
(B) exportações e as importações de mercadorias feitas pelos consideradas como importações.
residentes no país. c) se o país não possui reservas, um déficit em transações
(C) variações das reservas internacionais no Banco Central. correntes tem que ser necessariamente financiado com
(D) empréstimos e os financiamentos de longo prazo. movimentos de capitais autônomos.
(E) pagamentos de juros e de amortizações de capital d) os investimentos diretos são considerados como item dos
recebidos do exterior. movimentos de capitais autônomos.
 Resp.: As transações correntes incluem o balaço comercial, e) se, em valor absoluto, o déficit em transações correntes é
o de serviços e as transferências unilaterais. Alternativa “b” igual ao superávit no movimento de capitais autônomos,
inclui os dois componentes do balanço comercial e está, então, na ausência de erros e omissões, o saldo total do
como resultado, correta. balanço de pagamentos será nulo.

29
AFRF (2002)
Resp.:
 Com relação ao balanço de pagamentos, é incorreto afirmar
 (a) Verdadeiro. Em países com muitas empresas que:
multinacionais, o balanço de serviços é deficitário. O a) as exportações de empresas multinacionais instaladas no
balanço comercial pode compensar esse déficit ou não. As Brasil são computadas na balança comercial do país.
transferências unilaterais pode ter efeito similar b) os investimentos diretos fazem parte dos chamados
 (b) Verdadeiro. Toda entrada de mercadoria corresponde a movimentos de capitais autônomos.
um débito na conta de importação c) o saldo da conta “transferências unilaterais” faz parte do
 (c) Falso. O déficit pode ser financiado por exemplo com saldo do balanço de pagamentos em transações correntes.
venda de ouro monetário ou por empréstimos do FMI d) o saldo total do balanço de pagamentos não é
 (d) Verdadeiro. Os capitais autônomos são compostos por necessariamente nulo.
investimentos diretos, amortizações e empréstimos e) as chamadas rendas de capital fazem parte do denominado
balanço de serviços não fatores.
 (e) Verdadeiro. Na ausência de erros e omissões, um saldo
nulo do BP equivale a um déficit em transações correntes
igual ao superávit no movimento de capitais autônomos  Resp.: Alternativa “e”. Na verdade, rendas de capital fazem
parte do balanço de serviços fatores, já que são as
remunerações do fator de produção capital.

PRINCIPAIS IDENTIDADES DO PRINCIPAIS IDENTIDADES DO


BALANÇO DE PAGAMENTOS (BP) BALANÇO DE PAGAMENTOS (BP)
 1. T = BC + BS + TU  4. T + Ka + Kc = 0 (Salvo erros e omissões)
 Saldo de transações em conta correntes (T) é igual à  Saldo de transações em conta corrente (T) mais capitais
soma do balanço de comercial (BC), como balanço de autônomos (Ka) mais capital compensatório (Kc) é zero,
serviços (BS) e das transferências unilaterais. considerando erros e omissões inexistentes
 2. BP = T + Ka + EO  5. T = - (Ka + Kc), considerando EO = 0
 Saldo do Balanço de Pagamentos (BP) é igual à soma do  Saldo de transações em conta corrente (T) é igual à soma
saldo das transações em conta correntes (T), mais capitais de capitais autônomos (Ka) mais capital compensatório
autônomos (Ka), mais erros e omissões (EO) (Kc), com sinal trocado, considerando erros e omissões
 3. Kc = CC + ER + A nulo.
O capital compensatório (Kc) – demonstrativo do resultado  6. BP + Kc = 0
– é igual a soma da conta de caixa (CC) mais A soma do saldo do BP e capital compensatório (Kc) é
empréstimos de regularização (ER) e de atrasados (A) zero

PRINCIPAIS IDENTIDADES DO INFRAERO (2004)


BALANÇO DE PAGAMENTOS (BP)  No balanço de pagamentos de um país, um déficit em
transações correntes pode ser resolvido, dentre outros meios,
por superávit:
 7. B = -Kc a) na balança comercial;
O saldo do BP igual o capital compensatório (Kc) b) na conta de capitais;
com sinal trocado c) em transferências unilaterais;
d) na conta de royalties;
 8. T + Ka + Kc + EO = 0 e) nos gastos de turismo, transportes e seguros.
 No caso de existência de erros e omissões, o
saldo de transações em conta corrente (T) mais  Resp.: Alternativa “b”. É só lembrar da que o balanço de
pagamentos é composto pelo saldo de transações e pelo
capitais autônomos (Ka) mais capital conta de capitais autônomos (considerando que não há erros
compensatório (Kc) mais erros e omissões (EO) é e omissões). Se o saldo das transações correntes é deficitário,
zero para compensá-lo é necessário uma superávit na conta de
capitais. É interessante notar que as demais alternativas da
questão são subcontas do saldo de transações correntes

30
AFRF (2000) AFRF (2000) – cont.
 Pode-se afirmar que:
 Considere os seguintes dados que refletem as (a) o saldo da balança comercial é de +50; o saldo da balança
relações de uma economia hipotética com o resto de serviços é de -130; o saldo de transações correntes é de
do mundo, num determinado período de tempo, em -230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.
unidades monetárias (b) o saldo da balança comercial é de +50; o saldo da balança
de serviços é de -80; o saldo de transações correntes é de
(i) exportações com pagamento à vista: 100; -230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.
(ii) importações com pagamento à vista: 50; (c) o saldo da balança comercial é de -150; o saldo da balança
de serviços é de -130; o saldo de transações correntes é de
(iii) entrada de investimento direto externo sob forma -230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.
de máquinas e equipamentos: 200 (d) o saldo da balança comercial é de -150; o saldo da balança
(iv) pagamento de juros de empréstimos, remessa de de serviços é de -80; o saldo de transações correntes é de
+230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.
lucros e pagamento de aluguéis: 80 (e) o saldo da balança comercial é de -150; o saldo da balança
(v) amortização de empréstimos: 50 de serviços é de -80; o saldo de transações correntes é de
-230; e o saldo total do balanço de pagamentos é de -80.

Resp.: ACE/MDIC (2001)


 Vamos ver cada uma das contas:  Diga se cada alternativa é verdadeira (V) ou falsa (F):
 1. Balanço comercial = (+100(i) + (-50)(ii)) + (-200)(iii) “Os saldos relevantes para o balanço de pagamentos incluem os
saldos
 BC = -150
(a) de empréstimos em moeda e de amortização da dívida externa.
 2. Balanço de serviços = -80 (b) da balança comercial e do balanço de pagamentos.
 Juros, lucros e aluguéis = -80(iv)
(c) de transferências unilaterais.
 Transferências Unilaterais: 0 (d) da conta de capitais, da conta de serviços e da conta-corrente.
 Saldo em conta corrente: (e) comercial e de viagens internacionais.”
 T = -150 – 80 – 0 = -230
 Capitais autônomos: +150  Resp.: Estudamos cada um dos saldos ou balanços referentes ao
 Amortização: -50(v) balanço de pagamentos: comercial, serviços, transferências
 Investimento direto: + 200(iii) unilaterais, conta-corrente e capitais autônomos. É direto
 Erros e Omissões: 0 identificar se a alternativa está correta ou não:
 Salto total do BP = (-230)+ 150 + 0 = (-80) (a) Errada (empréstimos e amortização fazem parte de capitais
autônomos)
 Capitais compensatórios = +80 (b) , (c) e (d) estão Corretas
 A resposta é portanto a opção “e”. (e) Errada (por conta de viagens internacionais)

Forma Alternativa de apresentar o Forma Alternativa de apresentar o


Balanço de Pagamentos Balanço de Pagamentos
 Vamos agora relacionar o BP ao que estudamos de
Contas Nacionais  Renda Líquida Enviada ao Exterior (RLE)
 EXPORTAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS NÃO-FATORES  RLE = -(BSF + TU)
(XNF)
 XNF = Exportação de bens + receitas do BSNF  RENDA RECEBIDA (RR) DO EXTERIOR
 IMPORTAÇÃO DE BENS E SERVIÇOS NÃO-FATORES  RR = receitas do BSF + receitas de TU
(MNF)
 MNF = Importação de bens + despesas do BSNF  RENDA ENVIADA (RE) AO EXTERIOR
 O excesso de exportações de bens e serviços não-  RE = despesas do BSF + despesas de TU
fatores sobre as importações de serviços não-fatores
é chamada de transferência líquida de recursos  Portanto, RLE = RE - RR
para o exterior (H)
H = XNF - MNF

31
Forma Alternativa de apresentar o
ENAP (2006)
Balanço de Pagamentos
 Considere os seguintes dados:
 Sabemos que T = BC + BS + TU Exportações de bens e serviços não fatores = 200;
 Ou: T = BC + BNSF + BSF + TU Déficit do balanço de pagamentos em transações correntes =
100;
 Ou seja, T = H - RLE Importação de bens e serviços não fatores = 100.
 Sabemos que a poupança externa (Se) é  Com base nessas informações, é correto afirmar que
a) a renda líquida recebida do exterior foi de 100.
equivalente ao déficit em transações em
b) a renda líquida recebida do exterior foi de 200.
conta corrente (T) c) a renda líquida enviada ao exterior foi de 100.
 Em outras palavras: d) a renda líquida enviada ao exterior foi de 200.
e) a renda enviada ao exterior = renda recebida do exterior.
Se = -T = -(H – RLE) = -(BC + BS + TU)

GESTOR/MPOG (2008)
Resp.:
 Considere os seguintes dados, extraídos de um sistema de
contas nacionais de uma economia hipotética:
 Vimos que o saldo em transações correntes Exportações de bens e serviços não fatores: 100;
é igual a diferença entre a transferência Importações de bens e serviços não fatores: 200;
Renda líquida enviada ao exterior: 50;
líquida de recursos para o exterior (H) e a Variação de estoques: 50;
renda líquida enviada ao exterior (RLE) Formação bruta de capital fixo: 260;
 T = H - RLE Depreciação: 10;
Logo: Saldo do governo em conta corrente: 50.
 Com base nestas informações, é correto afirmar que a
 -100 = (200 – 100) – RLE poupança externa e a poupança líquida do setor privado são
 RLE = 200 respectivamente:
a) 50 e 50. b) 100 e 150.
 Resp.: Alternativa “d” c) 50 e 100. d) 100 e 50.
e) 150 e 100.

Resp.: NOVA METODOLOGIA DO


 A poupança externa é igual ao déficit em BALANÇO DE PAGAMENTOS
transações correntes:
T = H – RLE = (100-200) – (50) = -150  Adotada a partir de 2001
A poupança externa é então igual a 150.
 O investimento total é igual a  Baseada no Manual de Balanço de
I = FBKF + Δe = 260+50=310 Pagamentos do FMI (BPM5) de 1993
 Sabemos que o investimento total é idêntico à soma das
poupanças privadas, pública e externa  A nova metodologia é bem similar à
 I = Spr + Sg + Se nomenclatura do Sistema de Contas
 310 = Spr + 50 + 150  Spr = 110
 A poupança privada bruta é 110, a líquida é então a
Nacionais
bruta menos a depreciação:
 Spr(líquida) = Spr – depr = 110 – 10 = 100
 Resp.: Alternativa “e”.

32
Apresentação das Contas Apresentação das Contas
 Conta-Corrente ou Transações Correntes (TC)  Conta-Corrente: TC = BC + BS + BR +TUR
 Balança Comercial (BC)  Balanço comercial e de serviços (BC + BS)
 Bens / Mercadorias
 Balança de Serviços (BS)  Serviços

 Equivalente aos serviços não-fatores da velha  Renda (BR)


metodologia  Transferências unilaterais (TUR)
 Balanço de Rendas (BR)  Conta de Capital e Financeira: CCF = CC + CF
 Conta de Capital (CC)
 Transferências unilaterais correntes (TUR)  Transferências de capital

 Conta Financeira (CF)


 Conta de Capital e Financeira (CCF)  Investimento direto, investimento em carteira, derivativos e outros

 Conta de Capital (CC) investimentos


 Saldo do Balanço de Pagamentos: TC + CCF + EO
 Conta Financeira (CF)
 Reservas Internacionais: ΔRes = -(TC+CCF+EO)
 Erros e Omissões (EO)

Alterações no Balanço de Pagamentos Alterações no Balanço de Pagamentos


 (a) Distinção, na conta-corrente, entre bens, serviços, renda e
transferências correntes, com ênfase no maior detalhamento  (d) Empréstimos intercompanhia incluídos nos item
dos serviços
 A conta-corrente foi redefinida com exclusão de algumas transações,
investimentos diretos
que passaram a integrar as novas contas de capital e financeira  (e) Realocação de itens relativos a investimentos
 (b) Introdução da “conta capital”, que incluí as transferências financeiros para a conta de “investimentos em
unilaterais de patrimônio de imigrantes
 As transferências unilaterais correntes, relativas a consumo, ainda carteiras”
permanecem na conta-corrente
 A conta capital também engloba a cessão de marcas e patentes  (f) Registro de derivativos financeiros na conta
 (c) Introdução da “conta financeira”, em substituição à antiga financeira, anteriormente alocados na conta de
conta de capitais. serviços e de capitais de curto prazo
 Para registrar transações referentes à formação de ativos e passivos,
como investimento direto, investimento em carteira, derivativo e outros  (g) Estruturação da conta de “rendas” para detalhar as
investimentos
 A conta financeira foi estruturada para evidenciar a formação de ativos
receitas e despesas em cada modalidade de ativos e
e passivos externos, como investimento direto, investimento em passivos da conta financeira
carteira, derivativos e outros investimentos

GESTOR (2003) ENAP (2006)


 A partir de janeiro de 2001, o Banco Central do Brasil passou a divulgar  Sejam:
o balanço de pagamentos de acordo com a metodologia contida no
Manual de Balanço de Pagamentos do Fundo Monetário Internacional. BP = saldo total do balanço de pagamentos;
Não faz parte das alterações introduzidas na nova apresentação:
R = variação das reservas;
a) introdução, na conta corrente, de clara distinção entre bens, serviços,
renda e transferências correntes, com ênfase no maior detalhamento na TC = saldo em transações correntes;
classificação dos serviços.
MC = soma do resultado dos movimentos de capitais.
b) introdução da "conta de capitais" em substituição à antiga "conta
financeira".  Considerando a nova metodologia do balanço de
c) estruturação da "conta de rendas" de forma a evidenciar as receitas e pagamentos, é incorreto afirmar que
despesas geradas por cada uma das modalidades de ativos e passivos
externos contidas na conta financeira. a) BP = - R.
d) inclusão, no item investimentos diretos, dos empréstimos b) BP + R = 0.
intercompanhias.
e) reclassificação de todos os instrumentos de portfolio, inclusive bônus, c) TC + MC = R.
notes e commercial papers, para a conta de investimentos em carteira. d) se BP = 0 então R = 0.
Resp.: Vimos que, na verdade, houve foi a introdução da conta financeira e e) TC = -( MC + R).
que a conta de capitais é a antiga nomenclatura. A alternativa “b” está
incorreta  Resp.: Alternativa “c”

33
ENAP (2006) BACEN (2002)
 Faz parte da conta de movimento de capitais na  A partir de 2001, o Banco Central do Brasil introduziu
nova metodologia do Balanço de pagamentos, algumas importantes alterações no balanço de
exceto, pagamentos. Entre estas alterações, destaca-se:
a) a exclusão da conta “reinvestimentos” dos movimentos de
a) empréstimos de regularização. capitais autônomos.
b) investimentos diretos. b) a inclusão do item “amortizações” na conta de serviços de
c) amortização de empréstimos. fatores.
c) a introdução da “conta financeira”, em substituição à antiga
d) capitais de curto prazo. conta de capitais, para registrar as transações relativas à
e) remessa de lucros. formação de ativos e passivos externos.
d) a inclusão das transferências unilaterais na conta de
investimentos diretos.
 Resp. Alternativa “e”. Lucro é renda de fator de e) a retirada do item de investimentos diretos dos
produção e não renda financeira. Portanto, está na empréstimos intercompanhias.
conta-corrente e não na conta de capital e  Resp.: A única alternativa correta é a “c”.
financeira

Usos e Fontes
GESTOR (2003)
 Usos:
 Balança comercial  O desempenho das contas externas pode ser
 Serviços e renda avaliado a partir da denominada "tabela de usos e
fontes". Constituem usos:
 Transferências unilaterais correntes a) os desembolsos de médio e longo prazos
 + Amortizações b) a conta de capital
 Único item da conta de capital e financeira que entra c) a balança comercial
como uso
d) os investimentos estrangeiros diretos
 Fontes: e) os investimentos em papéis domésticos de longo
 Conta capital (transferências unilaterais de prazo
capital)
 Conta financeira (investimentos direto,  Resp.: Alternativa “c”
investimentos financeiros, etc.)

BACEN (2002)
 No Brasil, as operações entre residentes e não-
residentes têm sido apresentadas sob a forma de
“usos e fontes de recursos”. Não faz(em) parte
dos denominados “usos”:
a) ativos brasileiros no exterior QUESTÕES EXTRAS
b) balança comercial
c) serviços e rendas
d) transferências unilaterais correntes
e) amortizações de médio e longo prazo

 Resp.: Alternativa “a”

34
SENADO (2002) Resp.:
 “O balanço de pagamento registra, de forma detalhada, a
composição da conta-corrente e das várias transações que a
financiam. Nesse contexto, julgue os itens a seguir.  1. Errado. Tal transação é registrada na balança comercial,
ou seja, nas transações correntes
1. Quando um brasileiro compra livros e CDs na livraria virtual
sediada no exterior, essa transação é registrada na conta de  2. Certo. A recessão norte-americana tende a reduzir as
capital do balanço de pagamentos brasileiro. importações (e aumentar as exportações líquidas), o que
2. Ceteris paribus, a recessão econômica que está ocorrendo acarreta em uma diminuição do déficit comercial
nos EUA, ao contribuir para aumentar as exportações líquidas,  3. Certo. Doações são debitadas na conta transferências
tende a reduzir o déficit no balanço comercial norte-americano. unilaterais.
3. As doações feitas pelo governo brasileiro aos refugiados  4. Errado. É só lembrar da identidade investimento-poupança
afegãos são debitadas no balanço das transações correntes. na contabilidade nacional. Quando a poupança doméstica é
4. Quando a poupança doméstica é superior ao investimento maior do que o investimento interno, há um superávit de
doméstico, a economia apresenta um déficit no balanço transações correntes.
comercial.  5. Errado. Um aumento das taxas de juros domésticas irá
5. O desequilíbrio das contas públicas reduz a poupança atrair capital estrangeiro. Desta forma, haverá mais moeda
doméstica, aumenta as taxas de juros e deprecia a moeda estrangeira para um mesmo estoque de moeda nacional. A
nacional, produzindo, assim, déficits externos recorrentes.” moeda nacional irá, na verdade, se apreciar.

ACE/MDIC (2002) ACE/MDIC (2002) – cont.


 Considere que tenham ocorrido apenas as seguintes  Com base nessas informações e supondo que a conta de
operações nas contas de transações correntes, operações erros e omissões tenha saldo nulo, é incorreto afirmar que,
essas realizadas entre residentes e não-residentes de um no período considerado:
país, em um determinado período de tempo, em unidades a) o balanço de serviços apresentou déficit de 350.
monetárias: b) o saldo da balança comercial apresentou superávit de 100.
(1) o país exporta mercadorias no valor de 500, recebendo a c) o saldo do item “transferências unilaterais” foi deficitário em
vista; 150.
(2) o país importa mercadorias no valor de 400, pagando a d) o país apresentou déficit em transações correntes.
vista;
e) para que o país apresente um saldo nulo do balanço de
(3) o país realiza doação de medicamentos no valor de 150; pagamentos, o ingresso líquido de recursos na conta de
(4) o país paga 300 a vista referente a juros e lucros; movimento de capitais deverá ser de 250.
(5) o país paga 50 a vista referente a fretes.

Resp.: ACE/TCU (2002)


 Vamos ver cada uma das contas:
 Com base no balanço de pagamentos, é incorreto afirmar que:
 1. Balanço comercial = (+500(1) + (+150)(3)) – (-400)(2)
a) o saldo positivo no balanço de pagamentos num determinado período
 BC = +250 é necessariamente igual ao volume de reservas em moeda
 2. Balanço de serviços = -350 estrangeira do país nesse período.
 Fretes = -50(5) b) os serviços de fatores correspondem aos pagamentos ou
recebimentos em função da utilização dos fatores de produção.
 Juros e lucros = -300(4)
c) as amortizações de empréstimos fazem parte dos movimentos de
 Transferências Unilaterais: -150(3) capitais autônomos.
 Saldo em conta corrente: d) o pagamento de juros sobre empréstimos são registrados na balança
de serviços.
 T = 250 – 350 – 150 = -250
e) uma transferência unilateral realizada em mercadoria tem
 Capitais autônomos: 0 necessariamente como contrapartida lançamento na balança
 Erros e Omissões: 0 comercial.
 Salto total do BP = (-250)+ 0 + 0 = (-250)  Resp.: Alternativa “a”. O Saldo do Balanço de Pagamentos
 Capitais compensatórios = +250 corresponde à variação das reservas (i.e., ao fluxo) e não ao volume
de reserva (i.e., ao estoque).
 A resposta é portanto a opção “b”.

35
ACE/MDIC (2002) Resp.:
 Considere os seguintes dados (em unidades monetárias, em  A resposta é a alternativa “e”
um determinado período de tempo):
 O saldo de transações correntes corresponde a
• Saldo da balança comercial: déficit de 100 soma do balanço comercial, do de serviços e das
• Saldo em transações correntes: déficit de 300 transferências unilaterais
• Saldo total do balanço de pagamentos: superávit de 500 T = BC + BS + TU
Considerando a ausência de lançamento nas contas de  Tu =0
"transferências unilaterais" e "erros e omissões”, pode-se
concluir que o saldo do balanço de serviços e o saldo do  Logo: BS = T – BC = (-300) – (-100) = (-200)
movimento de capitais autônomos foram, respectivamente:  O saldo da balança de pagamentos é equivalente ao
 a) - 100 e + 800 saldo das transações correntes + capitais autônomos
 b) + 100 e + 800 + erros e omissões
 c) - 200 e + 500 B = T + Ka + EO
 d) + 200 e + 500  EO =0
 e) - 200 e + 800  Logo: Ka = B – T = (+500) – (-300) = (+800)

BNDES (2008)
 “Os residentes de certo país recebem liquidamente renda do
AFRF (2002)
exterior. Então, necessariamente,  No balanço de pagamentos brasileiro, as rendas auferidas com
(A) o país tem déficit no balanço comercial. a realização de investimentos e com a remuneração de
(B) o país está atraindo investimentos externos. empréstimos e aplicações financeiras no exterior são
(C) o PNB do país é maior que seu PIB. registradas:
(D) a taxa de juros doméstica está muito baixa. a) com sinal positivo na rubrica Serviços da conta de transações
correntes.
(E) ocorrerá uma valorização da taxa de câmbio.”
b) com sinal negativo na rubrica de operações de longo prazo da
conta de capitais.
 Resp.: Sabemos que o conceito de renda líquida enviada (RLE) está
relacionado ao balanço de serviços e às transferências unilaterais. c) com sinal positivo na rubrica transferências unilaterais da conta
Portanto podemos eliminar as letras (a) e (b) já que tratam do balanço de transações correntes.
comercial e de capitais autônomos. A taxa de juros atrai investimento d) com sinal positivo na rubrica de operações de curto prazo da
direto e não renda, então a alternativa (d) está errada. A entrada líquida conta de capitais.
de renda acarreta em uma valorização cambial sim, mas temos que
considerar o movimento de capitais autônomos para determinar se haverá e) com sinal negativo na rubrica de operações de curto prazo da
valorização ou não da taxa de câmbio. A alternativa (e) está incorreta. Por conta de capitais.
fim, sabemos que quando a renda líquida recebida é maior que zero,
então a produção nacional (incluindo empresas brasileiras no exterior) é
maior do que a produção interna. Portanto, a opção (c) é a correta.  Resp.: Alternativa “a”

IRBr/MRE (2008) Resp.:


 A tabela a seguir apresenta dados em  1. Errado. Nessa economia, há déficit em transações
unidades monetárias (u.m.) do país Alfa correntes e, portanto, o uso de poupança externa para o
em determinado ano.
 As transações do país Alfa com o resto
financiamento
do mundo nesse mesmo ano são  T = BC + BS + TU
mostradas na tabela seguinte.  T = (+20 – 40) + (-10) + (+5) = -25
 Com base nessa situação hipotética,
julgue (C ou E) os itens que se seguem.  2. Errado. A diferença entre renda nacional e renda interna é
1. ( ) As poupanças dos residentes no país dada pela receita enviada ao exterior
Alfa foram capazes de financiar todo o  RI – RLE = RN
investimento realizado por esse país no  A RLE é igual a –(BSF e TU) =-(-10 +5) = +5
ano considerado.
2. ( ) No ano considerado, a Renda  Portanto, a renda nacional é inferior à renda interna
Nacional de Alfa foi superior à Renda  3. RDB = RNB + TUR
Interna Bruta desse país.
3. ( ) No ano considerado, a Renda  4. Certo. Temos que achar primeiro o investimento:
Nacional de Alfa foi inferior à Renda  I = S .: I = Spr + Spu + Se = Sdoméstica + Se = 120 + 25 = 145
Disponível Bruta desse país.  PIB = C + I + G + NX = 250 + 100 + 145 – 20 = 475
4. ( ) O Produto Interno Bruto (PIB) de Alfa,
no ano considerado, foi igual a 475 u. m.

36
MACROECONOMIA
SISTEMA MONETÁRIO E
PARA CONCURSOS
OFERTA MONETÁRIA
Sistema Monetário
Prof. Daniel da Mata

Moeda APO/MARE (1999)


 História da moeda  Pode-se afirmar que a moeda é:
 Funções da moeda (A) o estoque de todos os ativos de uma economia, o qual é
 Meio de troca usado para escambo.
 Unidade de valor (B) a quantidade de reais em posse dos agentes econômicos,
 Reserva de valor somente.
 Tipos de moeda (C) uma reserva de valor, somente.
 Moeda fiduciária: moeda manual ou corrente (D) uma reserva de valor, um meio de troca e um “numerário”
 Moeda escritural: moeda bancária ou contábil (uma unidade de conta).
 Cheque não é moeda, é uma ordem de pagamento a visa da moeda (E) o estoque das aplicações financeiras de curto-prazo, com
escritural que são os depósitos em conta-corrente dos bancos liqüidez elevada, somente
comerciais
 Instituições capazes de criar moeda
 Resp.: A alternativa “d” reflete exatamente as três funções
 Banco Central: cria moeda fiduciária da moeda e está correta.
 Bancos Comerciais: criam moeda escritural

AFRF (2002) Banco Central e Política Monetária


 A moeda cumpre funções essenciais ao funcionamento das  Autoridade monetária
economias. Entre essas, destacam-se:  Funções clássicas do Banco Central
a) evitar riscos financeiros, intermediar transações comerciais e  Emissor de papel-moeda
financeiras e nominar preços de bens, serviços e de outros
 Banqueiro dos bancos comerciais
ativos financeiros.
b) servir como meio de pagamento, servir como unidade de  Banqueiro do Tesouro Nacional
conta e como reserva de valor.  Depositário das reservas internacionais
c) prover lastro a outros ativos, nominar preços de bens e  Instrumentos de política monetária para controle da
serviços e intermediar transações comerciais e financeiras. liquidez
d) servir como reserva de valor, prover poder de compra e  Recolhimento compulsório
lastrear outros ativos monetários e financeiros.
 Depósitos à vista que devem ser compulsoriamente recolhidos
e) assegurar a liquidez de outros ativos financeiros, servir como junto ao Banco Central
meio de pagamento e fornecer parâmetro para a  Redesconto
determinação do valor de bens, serviços e de outros ativos
 Empréstimos do Banco Central a banco comerciais
monetários.
 Resp.: Alternativa “b”
 Operações de mercado aberto (open market)
 Transações com títulos públicos

37
Moeda
SENADO (2002)
 Papel-Moeda Emitido (PME)
 Total de moeda legal existente
 Avalie a assertiva:
 Essa moeda legal pode estar nas mãos do (a) público,
 “Entre as funções do Banco Central do Brasil (b) na caixa dos bancos comerciais ou (c) na caixa do
(BACEN), listam-se a emissão de papel moeda, a Banco Central
realização de operações de redesconto, a  Papel Moeda em Circulação (PMC)
administração das reservas cambiais, a  Igual ao papel-moeda emitido menos o caixa em moeda
fiscalização das bolsas de valores e a regulação corrente do Banco Central
do crédito e das taxas de juros.”
 Papel-Moeda em Poder do Público (PMPP)
 Resp.: Errado. Quem fiscaliza as bolsas de valores  Igualao Papel moeda em circulação menos o caixa dos
é a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). bancos comerciais
 PMPP = PMC – caixa dos bancos comerciais

Moeda
Moeda
 Encaixe Total (ET)
 Caixa dos bancos comerciais + depósitos compulsórios +  Base monetária (B)
depósitos voluntários
É o passivo monetário do Banco Central, as obrigações
 Caixa dos bancos comerciais: papel moeda em poder dos
bancos comerciais monetárias do Banco Central
 Depósitos compulsórios: recolhimentos obrigatório junto ao  B = PMPP + ET
Banco Central que determina um percentual de depósitos a
vista que deve ser diariamente e obrigatoriamente  Meios de pagamento (M ou M1)
recolhidos É o passivo monetário do Sistema Bancário (Banco
 Depósitos voluntários: recolhimentos junto ao Banco Central + bancos comerciais)
Central para fazer frente a uma eventual posição negativa
 Os meios de pagamento são a moeda fiduciária (papel
 Reservas bancárias (RB) moeda) + a moeda escritural (depósitos à vista)
 Reservas compulsórias + reservas voluntárias
 M = PMPP + DVBC
 Portanto:
 DVBC = depósito à vista nos bancos comerciais
 ET = (caixa dos bancos comerciais) + RB

IRB (2004) MPU (2004)


 Segundo a atual configuração do Sistema  Considere
Financeiro Nacional, não entra(m) na classificação α1 = papel-moeda em poder do público/M1,
de instituição financeira captadora de depósito a α2 = depósitos a vista/M1.
 É incorreto afirmar que
vista: a) se α1 > 0,5, então α2 < 0,5.
a) as caixas econômicas. b) se α1 = α2, então α1 + α2 = 0.
c) se α2 = 0, então α1 = 1.
b) os bancos múltiplos com carteira comercial. d) α1 = 1 - α2.
c) os bancos comerciais. e) α1 não pode ser negativo.
d) as sociedades de crédito imobiliário.
 Resp.: M1 é a soma do papel-moeda em poder do público mais
e) o Banco do Brasil. depósitos a vista. Então soma entre α1 (papel-moeda em poder
do público/M1) e α2 (depósitos a vista/M1) deve ser igual a 1.
 Resp.: Alternativa “d” Portanto, a única alternativa que viola esta condição é a “b”.

38
PETROBRÁS (2004) M1, M2, M3 ou M4?
 São os conceitos de meios de pagamento ampliados
 Houve uma mudança de critério de ordenamento de seus
 Avalie a assertiva: componentes:
 Antes: grau de liquidez
 “A magnitude das operações de crédito efetuadas
 Novo critério: definição a partir seus sistemas emissores
pelos bancos comerciais brasileiros depende das  M1 é gerado pelas instituições emissoras de haveres
exigências de recolhimentos compulsórios junto ao estritamente monetários
Banco Central.”  M2 corresponde ao M1 e às demais emissões de alta
liquidez realizadas primariamente no mercado interno por
 Resp.: Correto. Os bancos comerciais só podem instituições depositárias
 Instituições que realizam multiplicação de crédito
realizar empréstimos com recursos que não estão
 M3, por sua vez, é composto pelo M2 e captações internas
no depósito compulsório, instrumento de política por intermédio dos fundos de renda fixa e das carteiras de
monetária do Banco Central. títulos registrados no Sistema Especial de Liquidação e
Custódia (Selic).
 M4 engloba o M3 e os títulos públicos de alta liquidez.

M1, M2, M3 ou M4? IRB (2004)


 De acordo com a nova reformulação conceitual e
metodológica efetuada pelo Banco Central do Brasil, em
 Em resumo: relação aos meios de pagamentos oficiais, é correto afirmar
 M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + que o denominado "M1":
depósitos de poupança + títulos emitidos por a) inclui os títulos públicos de alta liquidez.
instituições depositárias. b) é gerado por instituição emissora de haveres estritamente
monetários.
 M3 = M2 + quotas de fundos de renda fixa + c) é igual à base monetária mais "papel-moeda em poder do
operações compromissadas registradas no Selic público".
 M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez d) inclui as operações compromissadas registradas no Selic.
e) inclui cotas de fundos de renda fixa.

 Resp.: Alternativa “b”

GESTOR (2008) Multiplicador dos Meios de Pagamento


 Considerando a definição de meios de pagamentos adotada  A relação entre a base monetária e os meios de pagamento é
no Brasil, é incorreto afirmar que: dada pelo multiplicador monetário
a) o M1 engloba o papel-moeda em poder do público.  M = mB
b) o M2 engloba os depósitos para investimento e as emissões  M = Meios de pagamento
de alta liquidez realizadas primariamente no mercado  B = Base monetária
interno por instituições depositárias.  m = multiplicador dos meios de pagamentos

c) o papel-moeda em poder do público é resultado da  Temos que comparar os componentes de B e M:


 B = PMPP + ET
diferença entre papel-moeda emitido pelo Banco Central do  M = PMPP + DVBC
Brasil e as disponibilidades de caixa do sistema bancário.  DVBC > ET (os bancos não podem ter mais moeda do que o restante
d) o M3 inclui as captações internas por intermédio dos fundos da economia)
de renda fixa.  Para cada unidade monetária emitida pelo Banco Central
e) o M3 engloba os títulos públicos de alta liquidez. (que faz parte da base monetária), os bancos comerciais pode
criar moeda escritural através de empréstimos.
 Resp.: Alternativa “e”  Portanto os Meios de Pagamento (M) são maiores do que a Base
monetária (B)

39
Multiplicador dos Meios de
Pagamento
AFRF (2003)
 Considere
c: papel-moeda em poder do público/meios de pagamentos
 O multiplicador monetário é maior do que 1 d: depósitos a vista nos bancos comerciais/meios de pagamentos
R: encaixe total dos bancos comerciais/depósitos a vista nos bancos
M comerciais
 M  mB ou m m = multiplicador dos meios de pagamentos em relação à base
B monetária
Com base nestas informações, é incorreto afirmar que, tudo o mais
 Defina c  PMPP ; d1 
DVBC
; R
ET constante:
M M DVBC a) quanto maior d, maior será m
b) quanto maior c, menor será d
 Notar que c + d1 = 1 c) quanto menor c, menor será m
1 d) quanto menor R, maior será m
 Vamos mostrar que m e) c + d > c, se d for ≠ 0
1  d1 (1  R )
 Resp.: Alternativa “c”

Resp.: AFPS (2002)


 Podemos resolver a questão pela fórmula do multiplicador ou
por intuição via os conceitos aprendidos  Considere os seguintes dados:
 (a) Quanto maior o número de depósitos à vista, maior a
possibilidade de criação de moeda escritural e maior o m = 4/3
multiplicador. Verdadeiro R = 0,5
 (b) Por outro lado, quando maior a quantidade de papel- Onde m = multiplicador dos meios de pagamento em
moeda, menor a de depósitos à vista e menor o multiplicador. relação à base monetária
Verdadeiro
 (c) Falso. Vimos na alternativa (b) que é exatamente o R = encaixes totais dos bancos comerciais/depósitos
contrário a vista
 (d) Um R menor significa um maior número de depósitos à  Com base nessas informações, pode-se afirmar
vista, o que aumenta o multiplicador que o coeficiente “papel-moeda em poder do
 (e) Os meios de pagamentos são compostos por papel-moeda público/ M1” é igual a:
e depósitos à vista, então se houver depósitos à vista, a soma
papel-moeda e depósitos à vista é superior ao número de a) 0,2 b) 0,3 c) 0,4 d) 0,5 e) 0,7
papel-moeda.

Resp.: ACE/MDIC (2002)


 O multiplicador é definido pela razão entre os meios  Com base nos conceitos de base monetária, M1 e
de pagamento (M) e a base monetária (B) multiplicador, é incorreto afirmar que
 A questão pede o valor de “c” (papel-moeda em a) define-se M1 como sendo papel moeda em poder do
público mais depósitos a vista nos bancos comerciais.
poder do público/ M1). Podemos obter o valor de “c” b) define-se base monetária como papel moeda em poder do
a partir de: c + d1 = 1 público mais encaixes totais dos bancos comerciais.
 Precisamos então achar o valor de d1 c) apesar de o Banco Central não controlar M1, ele possui
total controle sobre a base monetária.
 Isto é possível a partir da fórmula do multiplicador: d) o valor de M1/Base é conhecido como multiplicador dos
meios de pagamento em relação à base monetária.
1 4 1
m ;  ; d1  0,5 c  0,5 e) o multiplicador não pode ser negativo.
1  d1 (1  R ) 3 1  d1 (1  0,5)
 Resp.: O Banco Central tem controle sim sobre o M1, via
 Resp.: Alternativa “d” os instrumentos de controle monetário. A alternativa “c”
está errada

40
MPU (2004) Resp.:
 Considere  Sabemos que c + d1 = 1
c = papel-moeda em poder do público/M;  Se c = d1 , então d1 = 0,5
d = depósitos a vista nos bancos comerciais/M,  Utilizando a fórmula do multiplicador
R = encaixe total dos bancos comerciais/depósitos a vista nos
bancos comerciais. 1 1
Sabendo que c = d e que R = 0,25, o valor do multiplicador da m ; m ; m  1,6
base monetária em relação aos meios de pagamentos será 1  d1 (1  R ) 1  0,5(1  0,25)
de, aproximadamente,
a) 1,6000.
 A resposta é o item “a”
b) 1,9600.
c) 1,5436.
d) 1,1100.
e) 1,2500.

Resp.:
ACE/MDIC (2002)
 Alternativa “a”
 O multiplicador é definido pela razão entre os meios de
 Considere pagamento (M) e a base monetária (B), que é igual portanto a
M1/Base monetária = 1,481481; 1,481481.
papel moeda em poder do público/M1 = 0,35.  A questão pede o valor de “R” (encaixes totais dos bancos
comerciais/ depósitos a vista dos bancos comerciais).
Com base nestas afirmações, pode-se  Para poder aplicar a fórmula do multiplicador, precisamos
afirmar que a proporção "encaixes totais então achar o valor de d1.
dos bancos comerciais/ depósitos a vista  Podemos obter o valor de “c” a partir de: c + d1 = 1
dos bancos comerciais” será de:  0,35 + d1 = 1; d1 = 0,65
 A partir da fórmula do multiplicador:
a) 0,5 b) 0,8 c) 0,3 d) 0,2 e) 0,7
1 1
m ; 1,481481  ; R  0,5
1  d1 (1  R ) 1  0,65(1  R )

MRE (2004) MPU (2004)


 Julgue o item a seguir, como verdadeiro ou falto  Considere as seguintes informações.
“Aumentos nos coeficientes de encaixe compulsório, por c = papel-moeda em poder do público/M
interferirem diretamente no nível de reservas bancárias, d = depósitos a vista nos bancos comerciais/M
reduzem o efeito multiplicador e, consequentemente, a R = encaixe total dos bancos comerciais/depósitos a vista nos
bancos comerciais
liquidez da economia.” M = meios de pagamentos
 Resp.: Verdadeiro. Um aumento na relação depósito B = base monetária
compulsório no Banco Central / depósitos à vista irá  Com base nessas informações, é incorreto afirmar que
aumentar o nível de reservas bancárias. Como resultado, o a) se R > 0 e c <1, então M > B.
multiplicador monetário irá diminuir: b) M = c.M + d.M.
 ET c) B = c.M + R.d.M.
 r3  ET  r1  r2   r3  R   m d) M/B > 1.
DVBC e) se d = 0, B = 0.

41
Resp.: MARE (1999)
1
 (a) A partir da fórmula do multiplicador, m  Considerando o multiplicador dos meios de pagamentos em relação a
1  d1 (1  R ) base monetária, pode-se afirmar que
(A) seu valor depende do comportamento dos agentes em relação a forma
é fácil verificar que se R > 0 e d<1, uma vez que c + d = 1, que o com que eles guardam meios de pagamentos.
multiplicador m é maior do que 1 (B) dependendo do valor dos parâmetros que fazem parte do seu cálculo,
 Como M = mB, tem-se que M > B é um número que pode assumir valores negativos.
(C) não pode ter seu valor reduzido pelo Banco Central, já que depende do
PMPP DV
 (b) M = PMPP + DV  M  M   M  cM  dM comportamento dos bancos.
M M (D) tende a ser constante ao longo do tempo.
(E) independe dos encaixes voluntários mantidos pelos bancos.
PMPP ET DV
 (c) B = PMPP + ET  B  M   M  cM  RdM  Resp.: Alternativa “a” está correta visto que se a magnitude do
M DV M multiplicador depende de c (PMPP/M). Se as pessoas tiverem posse de
uma menor quantidade de papel-moeda, o multiplicador aumenta
 (d) Como M = mB, então m = M/B. Uma vez que m>1, logo M/B>1  Vimos que o (b) multiplicador nunca é negativo, (c) que o Banco Central
pode alterar o recolhimento do compulsório e mudar o valor do
multiplicador, (d) que o multiplicador pode sim se alterar ao longo do
 (e) Utilizando o resultado da opção (c), B  cM  RdM tempo e (e) os encaixes voluntários interferem na criação de meios de
pagamento
Se d = 0, então B = cM e a alternativa está incorreta.

SENADO (2002) As contas do sistema monetário


 Avalie a assertiva:  Balancete consolidado do Banco Central
 “Quando a razão reserva-depósito é reduzida, o  Balancete consolidado sintético do Banco
multiplicador monetário eleva-se, contribuindo,
Central
assim, para a expansão do estoque monetário”.
 Balancete de um Banco Comercial

 Resp.: Correto. Uma diminuição das reservas  Balancete consolidado do Sistema


possibilita uma maior criação de meios de Monetário
pagamentos, ou seja, um maior multiplicador
monetário.

Balancete consolidado do Banco Central Balancete consolidado do Banco Central


Ativo Passivo  Notar que o balancete consolidado do Banco
Reservas Internacionais Saldo do papel-moeda emitido Central reflete suas funções clássicas
Empréstimos ao Tesouro Nacionais Depósitos do Tesouro Nacional  Emissor de papel-moeda
Redesconto e outros empréstimos Depósitos de Bancos comerciais  Banqueiro do Tesouro Nacional
aos bancos comerciais
- Voluntários  Banqueiro dos bancos comerciais
Títulos públicos federais
- Compulsórios
 Depositário das reservas internacionais
Empréstimos ao setor privado
Empréstimos externos
Imobilizado
Demais exigibilidades
Aplicações especiais
Outras aplicações

42
AFRF (2000) Balancete consolidado Sintético do
 São consideradas operações ativas do Banco Central: Banco Central
a) alterações nas reservas internacionais, operações de Ativo Passivo
redescontos, empréstimos ao Tesouro Nacional, compra de
títulos públicos federais Reservas Internacionais Base Monetária (passivo monetário)
b) alterações nas reservas internacionais, operações de Empréstimos ao Tesouro Papel-moeda em poder do público
redescontos, empréstimos ao Tesouro Nacional, alteração dos Nacionais Encaixes totais dos bancos comerciais
impostos nas operações financeiras
Redesconto e outros Depósitos de Bancos comerciais
c) alterações nas reservas internacionais, operações de
redescontos, empréstimos ao Tesouro Nacional, alterações empréstimos aos bancos - Voluntários
dos impostos nos mercados de capitais comerciais - Compulsórios
d) alterações nas reservas internacionais, alterações na taxa de Títulos públicos federais
câmbio, operações de redescontos, empréstimos ao Tesouro Recursos Não-Monetários (passivo
Nacional Empréstimos ao setor privado
não-monetário)
e) alterações nas reservas internacionais, operações de Imobilizado
redescontos, alterações no Imposto sobre Operações Depósitos do Tesouro Nacional
Financeiras Aplicações especiais Empréstimos externos
 Resp.: Opção “a“ Outras aplicações
Demais exigibilidades

MPU (2004) Balancete de um Banco Comercial

 Não faz parte do ativo do balancete sintético Ativo Passivo


Encaixes em moeda corrente Depósitos à vista
do Banco Central
Depósitos nas autoridades Depósitos à prazo
a) redescontos. monetárias
Empréstimos externos
- Voluntários
b) reservas internacionais. Redescontos
- Compulsórios
c) empréstimos ao setor privado. Empréstimos ao setor privado Demais exigibilidades
d) recursos externos. Empréstimos a órgãos públicos Recursos próprios
(Patrimônio Líquido)
e) empréstimos aos bancos comerciais. Títulos públicos e particulares
Ativo permanentes
 Resp.: Alternativa “d”
Demais aplicações

MPU (2004) AFRF (2003)


 Não fazem parte do ativo do balancete consolidado dos
 Não faz parte do ativo do balancete consolidado bancos comerciais
dos bancos comerciais a) os encaixes em moeda corrente.
a) encaixes voluntários junto ao Banco Central. b) os redescontos e demais recursos provenientes do Banco
b) encaixes em moeda corrente. Central.
c) depósitos a prazo. c) os empréstimos ao setor público.
d) os empréstimos ao setor privado.
d) encaixes compulsórios junto ao banco central.
e) os títulos privados.
e) títulos públicos.
 Resp.: Alternativa “b”. “Redescontos e demais recursos
 Resp.: Alternativa “c”. Os depósitos a prazo são provenientes do Banco Central” são obrigações dos bancos
obrigações dos bancos comerciais e fazem parte comerciais perante o Banco Central e, portanto, fazem parte
do passivo
do Passivo.

43
Balancete consolidado do Sistema
Monetário AFPS (2002)
Ativo Passivo
 Considerando o balancete consolidado do sistema
Aplicações dos Bancos Meios de pagamentos monetário, são considerado(as) como itens do passivo
Comerciais Papel-moeda em poder do público não monetário do Banco Central:
Empréstimos ao setor privado Depósitos de Bancos comerciais a) reservas internacionais e aplicações em títulos públicos.
Títulos públicos e particulares
Recursos Não-Monetários dos b) empréstimos ao Tesouro Nacional e reservas
Aplicações do Banco Central Bancos Comerciais internacionais.
Reservas Internacionais Depósitos a prazo c) depósitos do Tesouro Nacional e recursos externos.
Empréstimos ao Tesouro Nacionais Saldo líquido das demais contas d) base monetária e papel-moeda em poder do público.
Títulos públicos federais
Recursos Não-Monetários do e) encaixes compulsórios dos bancos comerciais e
Empréstimos ao setor privado
Banco Central depósitos a prazo.
Empréstimos aos Governos Estaduais,
Municipais, Autarquias e Outras Depósitos do Tesouro Nacional  Resp.: Alternativa “c”
Entidades Públicas Empréstimos externos
Aplicações especiais Demais exigibilidades

Transações que criam meios de


Transações que criam base monetárias
pagamento
 Aumento das operações ativas do Banco  Aumento das operações ativas do Sistema
Central Bancário (Banco Central + Bancos Comerciais)
 Diminuição do passivo não-monetário do Banco  Diminuição do passivo não-monetário do
Central Sistema Bancário (Banco Central + Bancos
Comerciais)
Transações que destroem base Transações que destroem M1
monetárias
 Diminuição das operações ativas do Banco  Diminuição das operações ativas do Sistema
Central Bancário (Banco Central + Bancos Comerciais)
 Aumento do passivo não-monetário do  Aumento do passivo não-monetário do Sistema
Bancário (Banco Central + Bancos Comerciais)
Banco Central

Transações que criam/destroem


MPU (2004)
meios de pagamento (liquidez)
 Na ausência de alterações nos recursos não-monetários do
 Transações entre o setor bancário e o setor passivo do balancete sintético do Banco Central, são fatores
não bancário (o público) que tendem a elevar a base monetária, exceto
 Criação: Banco comercial compra títulos da a) compra de dólares no mercado cambial.
dívida pública em posse do público b) elevação dos empréstimos aos bancos comerciais.
 Destruição: O público paga um empréstimo
c) elevação dos empréstimos ao setor privado.
contraído no sistema bancário d) compra de títulos.
e) redução dos redescontos.
 Transações que não criam meios de
pagamentos  Resp.: Alternativa “e”. Operações ativas do Banco Central
 Realizadas somente entre agentes monetários criam base monetária. O único item que corresponde a uma
operação ativa que diminui a base monetária é o item “e”.
 Realizadas entre agentes não monetários

44
OFERTA MONETÁRIA AFRF (2000)
 São fatores que tendem a elevar a oferta monetária na economia:
 A oferta monetária é representada pelo M (ou M1)! a) redução das reservas internacionais do país; concessão, por parte
do Banco Central, de empréstimos aos bancos comerciais; venda
 Portanto: de títulos públicos pelo Banco Central
(a) A oferta de moeda é proporcional à base monetária b) redução das reservas internacionais do país; concessão, por parte
do Banco Central, de empréstimos aos bancos comerciais; compra
(b) E o Banco Central influi na oferta monetária com os de títulos públicos pelo Banco Central
seus instrumentos c) elevação das reservas internacionais do país; concessão, por parte
do Banco Central, de empréstimos aos bancos comerciais; venda
 Mercado aberto: vender títulos diminui oferta monetária de títulos públicos pelo Banco Central
 Reservas compulsórias: aumentar a taxa de reserva d) elevação das reservas internacionais do país; concessão, por parte
diminui a oferta monetária do Banco Central, de empréstimos aos bancos comerciais; compra
de títulos públicos pelo Banco Central
 Redesconto: quanto maior a taxa de redesconto, menor e) elevação das reservas internacionais do país; recebimento, pelo
a oferta monetária Banco Central, de empréstimos concedidos ao setor privado; venda
de títulos públicos pelo Banco Central
 Resp.: “d“

ACE/MDIC (2001) Resp.:


 O estudo dos fenômenos monetários é fundamental para a  (a) Correto. Um aumento das reservas acarreta em uma
explicação dos problemas econômicos. Utilizando os conceitos diminuição da possibilidade de geração de moeda bancária e
essenciais da teoria monetária, julgue os itens a seguir. reduz, portanto, o multiplicador monetário
(a) Em determinada economia, o aumento da razão moeda-  (d) Errado. Uma redução da taxa de redesconto reverbera, na
depósito conduz a uma redução do multiplicador monetário verdade, em uma expansão dos meios de pagamento.
somente se a proporção de reservas nessa economia for
inferior à unidade.  (e) Certo. Até março de 1987, o Banco do Brasil também era
autoridade monetária (mista, funções de banco central e
(d) Uma redução na taxa de redesconto aumenta a oferta de funções de banco comercial. Existia uma “conta movimento”
moeda porque conduz a uma expansão da base monetária. que interligava as operações do Banco Central com o Banco
(e) Com a supressão da conta-movimento, o Banco do Brasil do Brasil. Hoje o Banco do Brasil é só tem funções de um
S.A. deixou de fazer parte das instituições caracterizadas banco comercial
como autoridades monetárias.

BACEN (2001)
 Considere os seguintes dados:
- papel moeda em poder do público/M1 = 0,3;
- encaixe total dos bancos comerciais/depósitos a vista nos bancos comerciais = 0,3.
 Com base nestas informações, pode-se afirmar que:
a) um aumento de 30% na relação “depósitos a vista nos bancos
comerciais/M1” resulta em um aumento vde aproximadamente 19,830%
no multiplicador bancário.
QUESTÕES EXTRAS b) um aumento de 25% na relação “depósitos a vista nos bancos
comerciais/M1” resulta em um aumento de aproximadamente 21,687%
no multiplicador bancário.
c) um aumento de 20% na relação “depósitos a vista nos bancos
comerciais/M1” resulta em um aumento de aproximadamente 23,786%
no multiplicador bancário.
d) um aumento de 10% na relação “encaixe total dos bancos
comerciais/depósitos a vista nos bancos comerciais” implica uma
redução de aproximadamente 8,750% no multiplicador bancário.
e) um aumento de 15% na relação “encaixe total dos bancos
comerciais/depósitos a vista nos bancos comerciai”c”s” implica uma
redução de aproximadamente 9,102% no multiplicador bancário.
 Resp.: Alternativa “c”

45
ENAP (2006) BACEN (2001)
 Considerando os conceitos relacionados com os meios de  No que diz respeito à capacidade da autoridade monetária em
pagamentos e multiplicador dos meios de pagamentos em controlar a liquidez da economia, é correto afirmar que:
relação à base monetária, é incorreto afirmar que a) se as pessoas carregam os meios de pagamento apenas sob a forma
de papel-moeda em poder do público, o valor do multiplicador
a) quanto maior for a proporção (papel moeda em poder do bancário será nulo.
público/M1) menor será o multiplicador. b) se as pessoas carregam os meios de pagamento apenas sob a forma
b) a base monetária é definida como a soma entre o papel de papel-moeda em poder do público, uma unidade adicional de base
moeda em poder do público mais os encaixes totais dos monetária dará origem a uma unidade adicional de M1.
bancos comerciais. c) se as pessoas carregam 50% dos meios de pagamento sob a forma
c) quanto maior for a proporção (encaixes totais/depósitos a de papel-moeda em poder do público, uma unidade adicional de base
vista) menor será o multiplicador. monetária dará origem a 2,5 unidades adicionais de meios de
pagamento.
d) os bancos comerciais podem elevar a liquidez da economia; d) se os recolhimentos totais dos bancos comerciais forem 100% dos
a liquidez pode também ser influenciada pelo comportamento depósitos a vista, o valor do multiplicador bancário será nulo.
das pessoas em relação ao percentual de M1 que elas e) se as pessoas mantêm 100% dos meios de pagamento sob a forma
querem manter nos bancos. de depósitos a vista, a fórmula do multiplicador torna-se incorreta
e) se não existissem bancos comerciais, o valor do multiplicador como forma de medição da relação entre M1 e base monetária.
seria zero.  Resp.: Alternativa “b”

 Resp.: Alternativa “e”

MACROECONOMIA
PARA CONCURSOS IS-LM

MODELOS MACROECONÔMICOS

Prof. Daniel da Mata

IS-LM GESTOR (2002)


 No modelo IS-LM um aumento dos gastos públicos
 O que é a curva IS? (política fiscal expansionista) promove um
 Equilíbriono mercado de bens e serviços deslocamento da curva IS e um aumento da oferta
de moeda (política monetária expansionista)
O que desloca a IS? promove um deslocamento da curva LM,
respectivamente, para:
a) direita e direita
 O que a curva LM? b) esquerda e esquerda
 Equilíbriono mercado monetário c) direita e esquerda
O que desloca a LM? d) esquerda e direita
e) baixo e cima

46
Resp.: ANS (2005)
 Alternativa “a”
 Constitui um exemplo de política fiscal
r
 Um aumento do LM expansionista a decisão da Receita Federal
gasto público LM’ de aumentar, por medida provisória, o IR e a
desloca a IS para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
cima e para direita (CSLL) para empresas prestadoras de
 Um aumento da serviços.
oferta monetária IS’  Resp.: Errado. É exatamente o contrário: um
desloca a LM para IS aumento dos impostos equivale a uma
direita e para baixo política fiscal restritiva.
Y

GESTOR (2002) AFPS (2002)


 No modelo IS-LM para uma economia fechada, indique as  Considere o modelo IS/LM. Suponha a LM horizontal. É
conseqüências de um aumento dos gastos públicos, correto afirmar que:
coeteris paribus, sobre o deslocamento da curva IS (IS), a) a situação descrita na questão refere-se ao chamado “caso
sobre a renda real (Y) e sobre a taxa real de juros (i). clássico”.
a) IS – esquerda; Y – redução e i – elevação b) uma elevação das exportações não altera o nível do produto.
b) IS – direita; Y – elevação e i – elevação c) uma elevação dos gastos públicos eleva tanto as taxas de
c) IS – esquerda; Y – elevação e i – redução juros quanto o nível do produto.
d) IS – direita; Y – redução e i – redução d) uma política fiscal expansionista eleva o produto, deixando
e) IS – esquerda; Y – elevação e i – elevação inalterada a taxa de juros.
e) não é possível elevar o nível do produto a partir da utilização
 Resp.: Alternativa “b”. Um aumento dos gastos do governo dos instrumentos tradicionais de política macroeconômica.
desloca a IS para a direita, elevando tanto a renda (Y)
quanto a taxa real de juros (i)

AFC (2005)
Resp.:
 No modelo IS/LM sem os denominados casos clássicos e
 Alternativa “d” keynesiano, a demanda por moeda
r
a) não varia com a renda e com a taxa de juros.
 Um aumento do b) não depende da renda.
gasto público c) só depende da taxa de juros quando esta taxa produz juros
desloca a IS para reais negativos.
cima e para direita LM d) é inversamente proporcional à renda.
 Há um aumenta da e) é inversamente proporcional à taxa de juros.
renda agregada IS’
 Resp.: Neste caso, a demanda por moeda depende
 A taxa de juros IS negativamente da taxa de juros e proporcionalmente da
permanece a renda. A única que contempla alguma dessas
Y possibilidades é a alternativa “e”.
mesma

47
Armadilha da Liquidez e Caso Armadilha da Liquidez e Caso
Clássico Clássico
 Armadilha da Liquidez  Caso Clássico
 Taxa de juros é tão baixa que o público prefere manter A demanda por moeda não depende da taxa de
toda a moeda ofertada na forma de encaixes totais
juros
 A curva de demanda por moeda é infinitamente elástica a uma
dada taxa de juros  A LM é vertical
 Um aumento da oferta monetária não tem impacto sobre a  Um aumento da oferta monetária tem forte
taxa de juros, e não impacta sobre o investimento impacto para reduzir as taxas de juros e
 A renda de equilíbrio permanece a mesma aumentar a demanda agregada
A LM é horizontal  Neste caso, a política monetária tem eficácia
 A política monetária é ineficaz máxima
 Só a política fiscal é eficaz  A política fiscal não tem efeito sobre o produto

AFRF (2000)
 Considerando o modelo IS/LM com os casos denominados de
Resp.:
"clássico" e da "armadilha da liquidez", podemos afirmar que:
a) no "caso clássico", deslocamentos da curva IS só altera o nível  (a) Errado. No caso clássico, a política fiscal não
do produto uma vez que a taxa de juros é fixa. tem impacto sobre o produto
b) tanto no "caso clássico" quanto no caso da "armadilha da  (b) Errado. Novamente, no caso clássico, a política
liquidez", elevações dos gastos públicos causam alterações no
produto. A diferença, entre os dois casos, está apenas na fiscal não tem impacto sobre o produto
possibilidade ou não de alterações nas taxas de juros.  (c) A alternativa troca os conceitos. A política fiscal
c) no caso da "armadilha da liquidez", a política fiscal é é inoperante no caso clássico e eficiente no caso
totalmente inoperante, ocorrendo o oposto no "caso clássico". da armadilha da liquidez
d) tanto no "caso clássico" quanto no caso da "armadilha da  (d) Errado. Há uma diferença com relação à
liquidez", o nível do produto é dado. A diferença está apenas
nos efeitos dos deslocamentos da curva IS sobre as taxas de eficiência de políticas econômicas durante um
juros. cenário do caso clássico e um outro cenário de
e) o "caso clássico" ocorre quando a demanda por moeda é armadilha pela liquidez
totalmente insensível à taxa de juros; já o caso da "armadilha  (e) Correto.
da liquidez“ ocorre quando a demanda por moeda é
infinitamente elástica em relação à taxa de juros.

INFRAERO (2004) ACE/MDIC (1998)


 O termo "armadilha da liquidez" refere-se a uma situação
 Se a curva LM é totalmente vertical, caracteriza-se onde
o caso: a) o nível de investimento não pode ser elevado, e portanto
encontra-se "preso" no seu equilíbrio presente
(a) keynesiano; b) as autoridades monetárias reduziram a oferta de moeda de
forma demasiadamente drástica para que o nível de
(b) marshalliano; produto possa aumentar
(c) marxista; c) a oferta de moeda torna-se inelástica a uma dada taxa de
juros
(d) clássico; d) a curva de demanda por moeda torna-se infinitamente
(e) kaleckiano. elástica a uma dada taxa de juros
e) a demanda especulativa por moeda aumenta dada uma
 Resp.: A LM vertical caracteriza o caso clássico. A taxa de juros baixa
alternativa “d” está correta.  Resp.: Alternativa “d”

48
AFC (2002)
 Considere o modelo IS/LM com as seguintes hipóteses: AFRF (2003)
• ausência dos casos “clássico” e da “armadilha da
liquidez”;  Com relação ao modelo IS/LM, é incorreto afirmar que
• curva IS dada pelo “modelo keynesiano simplificado” a) quanto maior a taxa de juros, menor é a demanda por
supondo que os investimentos não dependam da taxa moeda.
de juros.
 Com base nestas informações, é incorreto afirmar que:
b) na ausência dos casos clássico e da armadilha da liquidez,
uma política fiscal expansionista eleva a taxa de juros.
a) aumento nos investimentos autônomos eleva o produto.
c) na ausência dos casos clássico e da armadilha da liquidez,
b) uma política fiscal expansionista eleva as taxas de juros. uma política fiscal expansionista eleva a renda.
c) um aumento no consumo autônomo eleva o produto. d) no caso da armadilha da liquidez, uma política fiscal
d) uma elevação nas exportações eleva as taxas de juros. expansionista não aumenta o nível de renda.
e) uma política monetária contracionista reduz o produto. e) quanto maior a renda, maior é a demanda por moeda.
 Resp.: Alternativa “e”. Como o investimento é insensível  Resp.: A alternativa “d” está incorreta, visto que na
à taxa de juros, uma política monetária contracionista armadilha da liquidez uma política fiscal é eficiente.
não tem a capacidade de reduzir o produto agregado

ACE/MDIC (2001) AFC/STN (2005)


 Avalie as assertivas:
 “(1) Se a função consumo for C = 100 + 0,8 × (Y-T), em que  No modelo IS/LM, é correto afirmar que
C, Y e T representem, respectivamente, o consumo, a a) no caso keynesiano, a demanda por moeda pode
renda e a tributação, e se o governo aumentar os impostos ser expressa de forma semelhante à teoria
e a despesa pública no mesmo montante, então o nível de quantitativa da moeda.
renda da economia não será afetado.”
 Resp.: Errado. O impacto do aumento dos impostos do b) o caso da armadilha da liquidez ocorre quando a
governo está relacionado à propensão marginal a consumir taxa de juros é extremamente alta.
(no caso 0,8). Um aumento da despesa pública é autônoma c) no caso clássico, a LM é horizontal.
e tem um impacto direto 1-1.
d) o governo pode utilizar a política monetária para
 “(2) De acordo com a teoria da preferência pela liquidez, o
anular os efeitos de uma política fiscal
aumento das taxas de juros reduz a quantidade de moeda expansionista sobre as taxas de juros.
que as pessoas desejam reter”. e) uma política fiscal expansionista aumenta as taxas
 Resp.: Certo. Um aumenta da taxa de juros eleva o custo de juros
de oportunidade de reter moeda

Resp.: SENADO (2002)


 (a) No caso Keynesiano, a demanda por moeda
dependa da taxa de juros e da renda; enquanto  Ocorre efeito deslocamento (crowding out),
que na teoria quantitativa da moeda, a demanda
por moeda só é função da renda.
quando o aumento dos gastos públicos
 (b) A armadilha da liquidez ocorre quando a taxa eleva a renda, desloca a demanda de
de juros é muito baixa moeda para a direita, aumenta a taxa de
 (c) No caso clássico, a LM é vertical juros e reduz o investimento privado.
 (d) Correto! É só pensar em um deslocamento  Resp.: Correto!
tanto da IS quanto da LM
 (e) Não necessariamente. Dependa do formato da
curva LM

49
AFRF (2005)
 Considere:
Md = demanda por moeda
P = nível geral de preços
Y = renda agregada
r = taxa de juros
 Considere ainda: QUESTÕES EXTRAS
Demanda real por moeda: Md/P = 0,3.Y – 20.r
Relação IS: Y = 650 – 1.000.r
Renda real de pleno emprego = 600
 Considerando todas essas informações e supondo ainda que o
nível geral de preços seja igual a 1, pode-se afirmar que a oferta
real de moeda no equilíbrio de pleno emprego é igual a
a) 183. b) 139. c) 123. d) 97. e) 179.

 Resp.: Alternativa “e”

AFRF (2003) Resp.:


 Considere:
M/P = 0,2.Y - 15.r
 Alternativa “b”
Y = 600 - 1.000.r
YP = 500
P=1
 onde:
M = oferta nominal de moeda; P = nível geral de preços; Y =
renda real; YP = renda real de pleno emprego; e r = taxa de
juros.
 Com base nestas informações, pode-se afirmar que o valor
da oferta de moeda necessária ao pleno emprego é de:
a) 80,0 b) 98,5 c) 77,2 d) 55,1 e) 110,0

BACEN (2005) - adaptado BNB (2006)


 Avalie a assertiva:  No modelo IS-LM para uma economia fechada, um
aumento dos gastos do governo desloca a(as)
 “No modelo IS-LM para uma economia função(ões):
fechada, o resgate de títulos públicos em a) IS para a direita.
operações de mercado aberto tende a b) IS para a esquerda.
reduzir o nível de desemprego no curto c) IS e LM para a esquerda.
prazo e, ao mesmo tempo, elevar a taxa de d) LM para a direita.
juros no economia” e) LM para a esquerda.
 Resp.: Errado.
 Resp.: Alternativa “a”

50
PETROBRÁS (2004) BNDES (2008)
 O gráfico abaixo mostra as curvas
 Em presença da armadilha da liquidez, a taxa IS e LM numa certa economia.
de juros é constante porque a elasticidade da  Maiores gastos públicos financiados
por novas emissões monetárias
demanda de moeda com respeito a essa
variável (taxa de juros) é nula eliminando, (A) expandiriam a produção e a renda acima de yo.
assim, os impactos econômicos da política (B) reduziriam necessariamente a taxa de juros para baixo de io.
(C) reduziriam as importações.
monetária. (D) deslocariam a IS e a LM para posições tais como AB e CD.
 Resp.: A questão está errada por um detalhe: (E) provocariam, necessariamente, aumento dos preços.

a demanda por moeda na armadilha da  Resp.: Um maior gasto público desloca a IS para a direita. Uma
liquidez é perfeitamente elástica (o valor da maior oferta monetária também desloca a LM para direita.
Portanto, os dois fatores têm o efeito de aumenta a renda
elasticidade é infinita)! agregada. A letra “a” está correta.

AFPS (2002)
Resp.:
 Considere o seguinte modelo (modelo IS/LM):
Equilíbrio no mercado monetário: M/P = L(Y, r); ΔL/ΔY > 0 e ΔL/Δr < 0
Equilíbrio no mercado de bens: Y = C(Y) + I + G ; 0 < ΔC/ΔY <1,  Alternativa “e”
onde:
M = oferta de moeda P = nível geral de preços L (Y, r) = demanda por
moeda
Y = renda r = taxa de juros C = consumo agregado
I = investimento agregado (exógeno) G = gastos do governo
Δ = símbolo que representa “variação”
 Com base nessas informações, é correto afirmar que:
a) uma política fiscal expansionista reduz as taxas de juros.
b) como forma de elevar o produto, a política monetária é mais eficiente
do que a política fiscal.
c) nem a política fiscal nem a política monetária afetam o produto.
d) nesse modelo, a curva IS é horizontal.
e) a política monetária só afeta as taxas de juros.

GESTOR (2005)
 Considere os dois modelos a seguir: GESTOR (2002)
I - modelo keynesiano simplificado: Y = C + I + G C = C(Y)
II - modelo IS/LM: Y = C(Y) + I(i) + G Ms = L(Y, i)  A demanda real de moeda é expressa por (M / P) = 0,3 Y –
 Onde Y = produto; I = investimento; G = gastos do governo;i = taxa 40 r, onde Y representa a renda real e r a taxa de juros. A
de juros; Ms = oferta de moeda; e L(Y, i) = função demanda por curva IS é dada por Y = 600 – 800 r, a renda real de pleno
moeda. Considerando o nível de preços igual a 1 e que todas as
funções dos dois modelos seguem os pressupostos da denominada emprego é 400, enquanto o nível de preços se mantém
“teoria keynesiana” sem os denominados “casos extremos” do igual a 1. Indique o valor da oferta de moeda necessária
modelo IS/LM, é incorreto afirmar que: para o pleno emprego.
a) no modelo II, ΔY/Δ Ms = Ly/(1 - c’), onde Ly é a derivada parcial de L
em relação a y. a) 80
b) no modelo II, uma política fiscal expansionista eleva o nível do b) 90
produto; o conseqüente aumento da renda resulta então numa
elevação na demanda por moeda, o que pressiona para cima a taxa c) 100
de juros. d) 110
c) no modelo II, Δi/ΔMs < 0.
d) no modelo II, é possível avaliar o denominado efeito “crowding out”. e) 120
e) no modelo I, ΔY/ΔG = ΔY/ΔI = 1/(1 - c’).  Resp.: Alternativa “d”
 Resp.: Alternativa “a”

51
MACROECONOMIA
DEMANDA E OFERTA
PARA CONCURSOS
AGREGADA
Demanda e Oferta
Agregada

Prof. Daniel da Mata

Demanda Agregada PETROBRÁS (2004)


 Avalie a assertiva:
 “A curva de demanda agregada é negativamente
 O que descola a demanda agregada? inclinada porque preços mais elevados reduzem as
 Componentes do mercado de bens e serviços taxas de juros reais conduzindo, pois, à contração
 Isto é, da despesa agregada (consumo, investimento, da produção e dos investimentos”.
gastos governamentais, exportações líquidas...)  Resp.: Errado. Os preços mais elevados reduz o
 Componentes do mercado monetário saldo monetário real e desloca para cima e para a
 Oferta monetária esquerda a LM (o que aumenta os juros reais). O
aumento dos juros reais leva à contração da
produção.

Oferta Agregada Oferta Agregada


 Hipótese Keynesiana: nível de preços é
constante  Existe também a oferta agregada de curto
 Rigidez dos preços da economia (e dos salários) prazo (OACP) positivamente inclinada!
A oferta agregada de curto prazo (OACP) é uma  Vários modelos explicam tal formato da oferta
linha horizontal agregada
 No longo prazo, os fatores de produção variam  Exemplo: Rigidez dos salários e flexibilidade de

e também os preços alguns outros preços na economia


A oferta agregada de longo prazo (OALP) é vertical  O que desloca a oferta agregada?
 O que importa para a produção no longo prazo são  Choques de oferta (positivos ou negativos)
fatores “reais”: fatores de produção e tecnologia

52
PETROBRÁS (2004) Equilíbrio na Macroeconomia
 Avalie a assertiva:  Demanda agregada igual à oferta
 “No curto prazo, em virtude de os salários agregada
serem determinados contratualmente e,  É um modelo de flutuação econômica,
portanto, relativamente rígidos, a curva de com foco no produto agregado e nas
oferta agregada é positivamente variações no nível geral de preços da
inclinada.” economia
 Resp.: Correto

BACEN (2001) AFC/STN (2000)


 Considerando o modelo de oferta e demanda agregada, podemos afirmar que:
 Com relação ao modelo de oferta e demanda agregada, é a) no longo prazo, a curva de oferta agregada pode ser vertical ou horizontal,
incorreto afirmar que: dependendo do grau de rigidez dos preços no curto prazo. Assim, no longo
prazo, alterações na demanda agregada necessariamente afetam os preços,
a) se os preços e salários são fixos no curto prazo, mas nada se pode afirmar no que diz respeito aos seus efeitos sobre o
deslocamentos da demanda agregada afetam o emprego. produto
b) uma redução na oferta monetária só afeta o nível de produto b) no longo prazo, a curva de oferta agregada é vertical. Neste caso,
descolamentos na curva de demanda agregada afetam o nível de preços, mas
se houver alguma rigidez de preços e salários. não o produto. No curto prazo, entretanto, a curva de oferta não é vertical.
c) a diferença entre curto e longo prazo no modelo é explicada Neste caso, alterações na demanda agregada provocam alterações no
pela rigidez nos preços e salários. produto agregado
c) tanto no curto quanto no longo prazo a curva de oferta agregada é vertical.
d) se os preços e salários são perfeitamente flexíveis, Assim, os únicos fatores que podem explicar as flutuações econômicas, tanto
deslocamentos na curva de demanda agregada tendem a no curto quanto no longo prazo, são as disponibilidades de capital e tecnologia
exercer grande influência sobre o produto. d) no curto prazo, não há qualquer justificativa teórica para que a curva de oferta
e) não é necessário rigidez total de preços e salários para que agregada de curto prazo não seja horizontal. Nesse sentido, no curto prazo,
alterações na demanda agregada são irrelevantes para explicar tanto a
deslocamentos na demanda agregada afetem o produto. inflação como alterações no nível do produto
 Resp.: Alternativa “d” está incorreta. Se os preços são e) desde que os preços sejam rígidos, as curvas de oferta agregadas são
flexíveis, a curva de demanda não tem impacto sobre o verticais, tanto no curto quanto no longo prazo
produto, somente sobre os preços  Resp.: Alternativa “b”

AFRF (2000) SENADO (2002)


 Considerando o modelo de oferta e demanda agregada; considere ainda
que, no longo prazo os preços são flexíveis, mas no curto prazo, verifica-
se rigidez total nos preços. Então, é correto afirmar que:  O estudo da demanda e da oferta agregada é crucial para a
a) deslocamentos na demanda agregada afetam o produto agregado tanto elaboração de políticas macroeconômicas apropriadas. A esse
no curto quanto no longo prazo. A diferença entre os dois casos está respeito, julgue os itens subseqüentes.
apenas no grau de intensidade dos efeitos da demanda sobre o produto. ...
b) deslocamentos na demanda agregada no longo prazo só afetam o nível 2. Aumentos da produtividade agrícola que se traduzam em
de preços; já no curto prazo, tais deslocamentos só afetam o produto
agregado. rendas mais elevadas para os agricultores deslocam a curva
c) no longo prazo, deslocamentos na demanda agregada afastam o produto
de oferta agregada para cima e para a esquerda.
agregado do seu nível de pleno emprego. Tal efeito, entretanto, não 3. No Brasil, a indexação das faixas de renda para o imposto de
ocorre no curto prazo. renda de pessoa física (IRPF), ao reduzir o imposto pago pelos
d) tanto no curto quanto no longo prazo, deslocamentos na demanda contribuintes, aumenta a demanda por bens e serviços e
agregada afastam o produto do seu nível de pleno emprego. A diferença desloca, assim, a curva IS para a esquerda.
está nos efeitos desses deslocamentos sobre a inflação. ...
e) tanto no curto quanto no longo prazo, o produto agregado encontra-se
em seu nível de pleno emprego. Assim, deslocamentos da demanda 5. Quando o investimento autônomo aumenta, a produção de
agregada só causam efeitos sobre a inflação, cuja intensidade é maior equilíbrio aumentará à medida que a propensão marginal a
no longo prazo. poupar for menor
 Resp.: Alternativa “b”

53
AFRF (2002)
Resp.:  Considere:
Curva de demanda agregada derivada do modelo IS/LM
Curva de oferta agregada de longo prazo horizontal
 2. Errado Curva de oferta agregada de curto prazo vertical
 Considere a ocorrência de um choque adverso de oferta como, por exemplo,
uma elevação nos preços internacionais do petróleo. Supondo que este
 3. Errado choque não desloca a curva de oferta agregada de longo prazo, é correto
afirmar que:
 5. Correto a) uma elevação na demanda tenderá a intensificar a queda no produto que
decorre do choque de oferta.
b) o choque adverso de oferta aumenta os custos e, portanto, os preços. Se não
houver alterações na demanda agregada, teremos uma combinação, no curto
prazo, de preços crescentes com redução do produto. No longo prazo, com a
queda dos preços, a economia retornará ao seu nível de pleno emprego.
c) se não ocorrer deslocamentos na curva de demanda agregada, o choque de
oferta causará deflação.
d) o choque de oferta alterará apenas o produto de pleno emprego.
e) não ocorrerá alterações nem nos preços nem no nível do produto, tanto no
curto quanto no longo prazo, uma vez que, se o choque de oferta não
desloca a curva de oferta de longo prazo, também não deslocará a curva de
oferta de curto prazo.

Resp.: ACE/MDIC (1998)


 Alternativa “b”  Suponha uma economia em uma situação de equilíbrio, a
partir da qual ocorre uma expansão na oferta monetária. No
curto prazo, os efeitos sobre o nível de produto e a taxa de
juros serão
a) menores quanto mais elástica for a curva de oferta agregada
b) maiores quanto mais elástica for a curva de oferta agregada
c) independentes da inclinação da curva de oferta agregada
d) maiores quanto maior for a variação resultante no nível
agregado de preços
e) independentes de variações no nível agregado de preços

 Resp.: Alternativa “b”

Curva de Phillips
 É oriundo da oferta agregada
 Mostra a relação entre inflação e (a)
CURVA DE PHILLIPS expectativas inflacionárias, (b) taxa de
desemprego e (c) choques de oferta.
A primeira versão da Curva de Phillips
mostrava somente a relação entre inflação e
desemprego

   e   (u  un )  

54
GESTOR/MPOG (2008) Resp.:
Considere a seguinte equação para a inflação:      (u  u n )  
e

 A curva de Phillips da questão mostra a relação entre inflação,
onde πt = inflação em t; πe = inflação esperada; u = taxa de
desemprego efetiva; un = taxa natural de desemprego; ε = choques de expectativas, desemprego e choques de oferta.
oferta; e β = uma constante positiva.  (a) está correta, uma vez que se β = 0 e ε = 0 não há inflação de
 Com base neste modelo de inflação, é incorreto afirmar que: demanda e de oferta. Como a expectativa inflacionária é dada
pela inflação passada, temos o caso de inflação inercial
a) se πe = α.πt-1, onde πt-1 representa a inflação passada, se α = 1, β = 0
e ε = 0, a inflação será essencialmente inercial.  (b) Correto. Um aumento do preço internacional do petróleo é um
b) um aumento do preço internacional do petróleo representa um choque choque (negativo) de oferta.
de oferta e tende a aumentar a inflação.  (c) o coeficiente “beta” mostra o impacto de políticas do lado da
c) o impacto das políticas que reduzem a demanda sobre a inflação demanda sobre a inflação
dependerá de β.  (d) se houver a alimentação contínua da inflação passada (isto é,
d) Se πe = α.πt-1, onde πt-1representa a inflação passada, se α > 1, a se “alfa” é maior do que 1), o processo inflacionário será crescente
inflação será explosiva.  (e) Errado! Um aumento da taxa de desemprego tende a diminuir
e) um aumento na taxa de desemprego tende a aumentar a inflação a inflação. É só lembrar da relação negativa entre desemprego e
tendo em vista o menor volume de oferta agregada. inflação.

PETROBRÁS (2008) Resp.:


 A figura abaixo  Alternativa “d”
mostra, em linha
cheia, a Curva de
Phillips de uma certa
economia, supondo
um determinado nível
de expectativas de
inflação.

 Caso as expectativas de inflação diminuam, a Curva


de Phillips mudaria para uma posição como
 (A) AB (B) CD (C) CF (D) EF (E) BD

AFRF (2000)
 Considere a seguinte equação:
πt - φπt-1 = A
 onde:
πt = taxa de inflação em t (πt-1 = taxa de inflação em t -1);
A = choques exógenos; φ > 0.
 Com base nesta equação, pode-se afirmar que
a) a trajetória da inflação dependerá de A e φ. Se A > 0 ou se φ > 0, a inflação
será crescente; mas se A = 0, independente de φ, a inflação será estável.
LEI DE OKUN
b) a trajetória da inflação dependerá principalmente de A. Neste sentido, a
inflação será estável somente se A = 0.
c) a trajetória da inflação dependerá exclusivamente do termo φ. Supondo a
ausência de choques exógenos, se φ > 1, a inflação será explosiva; se φ =
1 a inflação será inercial; e se φ < 1, a inflação será decrescente.
d) a trajetória da inflação, pela equação, será sempre crescente, independente
dos valores de A e φ.
e) não é possível, a partir da prever uma situação de inflação inercial.
 Resp.: Alternativa “c”

55
Lei de Okun GESTOR/MPOG (2002)
 Expressa a relação entre crescimento e variações  A relação entre crescimento e variações na taxa
na taxa de desemprego, ou seja, a relação entre de desemprego é conhecida como:
hiato de produto e taxa de desemprego a) Lei de Wagner
A lei afirma que o desemprego declina se o crescimento b) Lei de Okun
estiver acima da taxa tendencial de 2,3% c) Lei de Walras
 A lei de Okun resume a relação entre crescimento d) Lei de Say
e a variação na taxa de desemprego. e) Lei de Gresham
 Altas taxas de crescimento causam queda na taxa de
desemprego
 Resp.: Alternativa “b”
 E vice-versa.

GESTOR/MPOG (2005)
 Um dos importantes “pressupostos” utilizado na análise entre inflação e
desemprego é conhecido na literatura como “Lei de Okun” e relaciona a
taxa de desemprego com a taxa de crescimento do produto.
Considerando gyt = taxa de crescimento do produto no período t, ut e ut-1
as taxas de desemprego nos períodos t e t-1 respectivamente e go a MACROECONOMIA
taxa “normal” de crescimento da economia, não está de acordo com a
Lei de Okun:
a) gyt = go => ut = ut-1
PARA CONCURSOS
b) gyt > go => ut < ut-1
c) gyt < go => ut > ut-1
d) ut - ut-1 = β.(gyt - go); β > 0
e) a Lei de Okun permite a passagem da oferta agregada de curto prazo
para a curva de Phillips
Macroeconomia Aberta
 Resp.: A alternativa “d” diz que o desemprego é maior quando o
crescimento está acima da taxa natural (é só notar que o “beta” é Prof. Daniel da Mata
positivo), o que claramente está em desacordo com a lei de Okun.

O que é taxa de câmbio


 Taxa de câmbio = preço relativo entre
moeda de dois países
 Cotação do Certo (modelo Mundell-Fleming)
MACROECONOMIA ABERTA  Preço da moeda nacional expressa em moeda
estrangeira = 0,5 US$/R$
 Uma diminuição da taxa de câmbio é uma
desvalorização
 Cotação do Incerto (como no Brasil)
 Preço da moeda estrangeira expressa em moeda
nacional = 2 R$/US$
 Um aumento da taxa de câmbio corresponde a uma
desvalorização

56
O que é taxa de câmbio Taxa real de câmbio
 Taxa de câmbio nominal e real  Cotação incerto
 Taxa nominal: paridade entre moedas p ext
 Valorização nominal: a moeda nacional se ZE
valorizou em termos de moeda estrangeira p int
 Taxa real: paridade entre bens e serviços  Cotação certo
 Valorização real: os produtos nacionais estão
p int
mais caros em relação ao produtos ZE
estrangeiros p ext

AFRF (2000) Resp.:


 Considere que tenha ocorrido uma desvalorização nominal da
taxa de câmbio de 10% num determinado período. Considerando  A variação da taxa real de câmbio é expressa por:
o conceito de taxa de câmbio utilizada no Brasil e o conceito de
(1  pext )
câmbio real que leva em conta a inflação interna e externa, pode- (1  Z )  (1  E ) 
se afirmar que, (1  pint )
a) se a inflação externa foi de 10% no período e a inflação interna
foi de 25% no período, houve uma desvalorização real da taxa de (1  0,1) 1,1 1,1
câmbio.  (a) Falso. (1  Z )  (1  0,1)    0,968
b) se a inflação externa foi de 20% e a inflação interna foi de 5% no (1  0,25) 1,25
período, houve uma valorização real da taxa de câmbio.
c) se tanto a inflação interna quanto a externa foram de 5% no Z  0,968  1  0,032  3,2%
período, não houve alteração na taxa de câmbio real.
 (b) Falso. ΔZ=25,7%
d) se a inflação externa foi de 15% no período e a inflação interna
foi de 30% no período, houve uma desvalorização real da taxa de  (c) Falso. ΔZ=10%
câmbio.
 (d) Falso. ΔZ=-3%
e) se a inflação externa foi de 5% e a inflação interna foi de 20% no
período, houve uma valorização real da taxa de câmbio.  (e) Verdadeiro. ΔZ=-4%

ACE/MDIC (2002) Resp.:


 Uma inflação interna torna os produtos nacionais mais caros e
 Em uma das formas de se medir a taxa real de câmbio, menos competitivos, o que desestimula as exportações.
consideram-se as inflações interna e externa, além da taxa  O raciocínio inverso vale para as importações
nominal de câmbio. Considerando que as exportações e  Uma inflação interna maior incentiva as importações!
importações respondem às variações na taxa real de
câmbio, é correto afirmar que:  Quando a inflação externa é elevada, coeteris paribus, os
produtos nacionais ficam mais baratos do que os produtos
a) pode-se considerar a fórmula E = e.(p*/p) onde e = taxa estrangeiros. Isso gera estímulo às exportações nacionais
nominal de câmbio; E = taxa real de câmbio; p* = inflação
interna; p = inflação externa.  (a) Errado! Vimos na questão passada a verdadeira fórmula da
variação real da taxa de câmbio
b) inflação externa serve de desestímulo às exportações.
 (b) Errado, a inflação externa serve de estímulo às exportações
c) inflação interna é mais importante do que a inflação externa
para as exportações.  (c) Errado, tanto a inflação interna quanto a inflação externa
são importantes
d) independente das taxas de inflação, uma desvalorização
nominal da taxa de câmbio necessariamente resulta em  (d) Errado. Temos que considerar as taxas de inflação interna
uma desvalorização da taxa real de câmbio. e externa para saber se uma desvalorização nominal da taxa
de câmbio resulta em uma desvalorização da taxa real de
e) a inflação interna serve de estímulo às importações. câmbio.
 (e) Correto! Ver explicação acima.

57
Regimes Cambiais BNB (2006)
 Sobre os tipos de regimes cambiais, é INCORRETO afirmar que:
 Câmbio Fixo A) um regime de flutuação cambial pura é caracterizado pelo fato de
que a taxa de câmbio é determinada, exclusivamente, por meio da
 Câmbio Flutuante atuação das forças de mercado.
B) um regime de câmbio fixo é aquele em que uma paridade entre
 Flutuação Suja moeda doméstica e estrangeira é estabelecida por meio de uma
decisão do governo ou de uma lei.
 Bandas Cambiais C) nos chamados conselhos de moeda (currency boards), a
quantidade de moeda (primária) na economia é determinada pelos
 Minidesvalorização (crawling peg) fluxos de oferta e demanda de moeda estrangeira.
D) no regime de bandas cambiais, as mudanças na taxa de câmbio
 Conselhos de moeda (currency boards) são feitas com freqüência e, em geral, obedecendo a
determinadas regras.
E) no sistema de flutuação suja (dirty-floating), o Banco Central
intervém basicamente para evitar volatilidade excessiva da taxa de
câmbio.
 Resp.: Alternativa “d”

AFC/STN (2005)
 Considere um regime de câmbio fixo. Seja a taxa de câmbio
ACE/MDIC (2002)
representada pela letra “e” e considere o conceito de taxa de  Considere e = taxa de câmbio (conceito utilizado no Brasil
câmbio utilizada no Brasil. Suponha que o Banco Central fixe referente a quantidade de reais necessários para a compra de um
a taxa de câmbio em “e1”. Com base nessas informações, é dólar).
correto afirmar que:  Suponha que o país adote um regime de bandas cambiais com
a) o Banco Central é obrigado a comprar qualquer demanda por limite inferior e1 = 1,00 e limite superior e2 = 1,20. Suponha que o
moeda estrangeira no mercado à taxa e1, mas pode vender mercado sinalize para negócios com e = 0,90. Para manter o
moeda estrangeira a uma taxa menor do que e1. sistema de bandas, o Banco Central deverá:
b) não é possível utilizar a política fiscal. a) comprar a moeda americana a um valor e1 > 0,90 e em seguida
c) se existem pressões no mercado de câmbio para uma taxa vender moeda americana a um valor e1 < 1,00
maior do que e1, o Banco Central deverá vender a moeda b) vender moeda americana no mercado a um valor e1 < 1,00
estrangeira à taxa e1. c) vender moeda americana a qualquer valor
d) o Banco Central não precisa intervir no mercado cambial uma d) comprar a moeda americana no mercado a um valor e1 > 1,00
vez que o regime de câmbio fixo é determinado por lei. e) não intervir no mercado pois a sinalização implica que,
e) se o mercado sinaliza para uma taxa maior do que e1, o necessariamente, o valor de e irá subir no futuro
Banco Central deve emitir moeda para manter a taxa fixa.
 Resp.: Alternativa “c”  Resp.: Alternativa “d”

ACE/MDIC (2001) ACE/MDIC (2001) – cont.


 Considerando a definição de políticas de câmbio de um país, 4 As vantagens de um sistema de taxa de câmbio fixa incluem o
que consideram tanto argumentos de ordem teórica quanto menor impacto inflacionário interno, a maior previsibilidade da
resultados práticos, julgue os seguintes itens. política monetária e a menor necessidade de preservar um
1 A opção entre uma taxa de câmbio fixa ou flexível deve estoque excessivo de reserva de divisas.
considerar o tempo de ajuste a um choque: se deixada ao ritmo 5 Modalidades de política cambial como minidesvalorizações,
do mercado, a taxa de câmbio é um preço altamente sensível e desvalorizações pré-anunciadas e bandas cambiais são
pode provocar correções nos preços relativos antes que outros opções intermediárias entre sistemas de taxas fixas e
preços variem. flexíveis; e, ao permitirem um maior grau de gestão do
2 Taxas de câmbio flexíveis favorecem a ocorrência de efeitos processo, facilitam a previsão de eventuais choques
disciplinadores da política econômica, uma vez que políticas externos.
equivocadas (ou a permanência de desequilíbrios) podem Resp.:
provocar alterações nos preços relativos e nas taxas de câmbio,  Certo
como uma punição imposta pelos mercados.
 Certo
3 A condição básica para que uma taxa de câmbio se mantenha
em equilíbrio é que haja equilíbrio em todos os demais  Certo
mercados associados (de bens, de serviços, de fatores de  Errado
produção e de divisas).  Errado

58
MUNDELL-FLEMING
 IS-LM com câmbio
MACROECONOMIA  A taxa de câmbio utilizada é na cotação do
certo
PARA CONCURSOS
 A despesa agregada agora adiciona as
exportações (X) e importações (M), na forma
Modelo Mundell-Fleming de exportações líquidas (NX = X – M)
 Quantomais desvalorizada a taxa de câmbio, (a)
Prof. Daniel da Mata maiores as exportações, (b) menores as
importações e (c) maiores as exportações líquidas

MUNDELL-FLEMING ACE/MDIC (1998)


 O modelo assume perfeita mobilidade dos capitais  Indique a afirmação VERDADEIRA a respeito de uma
internacionais economia aberta com regime de taxa de câmbio FIXA.
 Se a taxa de juros nacional é superior à internacional, haverá a) Assumindo mobilidade perfeita de capital, a taxa de juros
uma entrada de dividas estrangeiras doméstica deve ser superior à externa.
 Já que os investidores internacionais desejam receber uma b) O Banco Central desta economia pode usar a política
maior remuneração pelos seus investimentos monetária para tentar combater o desemprego.
 Quando há entrada de divisa no território nacional, o Banco
c) Assumindo mobilidade perfeita de capital, a taxa de juros
doméstica deve ser inferior à externa.
Central age trocando a moeda estrangeira pela nacional...
d) No caso de um aumento da demanda pela moeda
Resultando em uma queda na taxa de juros doméstica, o governo deve reduzir seus gastos para manter
 Haverá entrada de divisas até o momento que não haja mais a taxa de câmbio no nível desejado.
diferença entre o juros interno e o externo e) No caso de um aumento na demanda por moeda
 Conclusão: a perfeita mobilidade de capitais garante que as doméstica, o Banco Central deve aumentar a oferta de
taxas de juros interna e externa são iguais moeda para manter a taxa de câmbio no nível desejado.

Resp.: IRBr/MRE (2003)


 (a) Falso. A mobilidade perfeita do capital  Em um regime de taxas de câmbio flexíveis, a
implica que as taxas de juros no país e no imposição de restrições ao comércio, tais
exterior são iguais como quotas às importações ou tarifas, não
afeta a renda porque a apreciação da moeda
 (b) Falso
nacional aumenta as importações
 (c) Falso compensando o aumento inicial das
 (d) Falso exportações líquidas
 (e) Correto.  Resp.: Correto.

59
ENAP (2006) GESTOR (2003)
 Um sistema de câmbio fixo num regime de livre e  Considere que as exportações brasileiras dependam da taxa
de câmbio real calculada a partir da relação entre o real e o
perfeita mobilidade de capitais é incompatível com dólar e considerando as taxas de inflação no Brasil e Estados
a) um aumento na taxa de câmbio real. Unidos da América. É então correto afirmar que:
a) a inflação americana tende a desestimular as exportações
b) uma política fiscal expansionista. brasileiras.
c) uma política monetária contracionista. b) tudo mais constante, a inflação brasileira tende a estimular as
d) uma queda na taxa de câmbio real. exportações brasileiras.
c) tudo mais constante, uma desvalorização do dólar frente ao
e) um aumento da inflação. real tende a estimular as exportações brasileiras.
 Resp. A política monetária não possui efeito em um d) tudo mais constante, uma desvalorização do real frente ao
regime de taxa de câmbio fixo. Alternativa “c” é a dólar tende a desestimular as exportações brasileiras.
e) tudo mais constante, a inflação americana tende a estimular
resposta. as exportações brasileiras.

Resp.: BACEN (2005) - adaptado


 Alternativa “e”  “Numa pequena economia aberta com
perfeita mobilidade de capitais e taxas de
câmbios flexíveis, é adequado a utilização
de políticas fiscais de expansão dos gastos
do governo com o objetivo de reduzir a taxa
de desemprego da economia”
 Resp.: Errado

AFC/STN (2000) ACE/MDIC (2001)


 O modelo Mundell-Fleming representa o modelo IS/LM aplicado  A globalização das modernas economias de mercado exige que as
a uma pequena economia aberta. Tal modelo considera o nível questões macroeconômicas sejam analisadas em modelos com
de preços fixo e analisa as causas das flutuações da renda e da economia aberta. A esse respeito, julgue os itens seguintes.
taxa de câmbio. Com base nesse modelo, e supondo livre (a) Em uma economia pequena, cuja taxa de câmbio seja flutuante, a
mobilidade de capital, é correto afirmar que: política fiscal será inoperante porque um aumento (redução) dos
a) a política fiscal é mais adequada para estabilizar a renda, gastos públicos será compensado por uma redução (aumento) nas
independente do regime ser de taxas de câmbio fixas ou flexíveis exportações líquidas.
b) quando as taxas de câmbio são flutuantes, a política monetária (b) Em um regime de taxas de câmbio fixas, políticas comerciais
não exerce qualquer influência sobre a renda agregada restritivas não alteram a renda porque as exportações líquidas
aumentam, mas os investimentos diminuem.
c) quando as taxas de câmbio são fixas, a política fiscal não exerce (c) No modelo de Mundell-Fleming, tanto as políticas fiscais como as
qualquer influência sobre a renda agregada políticas monetárias terão maiores efeitos sobre a renda nacional,
d) quando as taxas de câmbio são fixas, a política monetária é a se as taxas de câmbio forem flexíveis.
única capaz de influenciar a renda agregada (d) Em regimes de taxa de câmbio fixas, uma política monetária
e) quando as taxas de câmbio são flutuantes, a política fiscal não contracionista não altera o nível de renda real da economia.
exerce qualquer influência sobre a renda agregada (e) Quando ocorre uma desvalorização da moeda nacional, a curva
 Resp.: Alternativa “e” LM desloca-se para a direita, fazendo que as exportações líquidas
e o nível de renda sejam reduzidos.

60
Resp.: AFC/STN (2005)
 Correto  Considere um modelo de regime de câmbio
flutuante com livre mobilidade de capitais. Pode ser
 Errado considerado como fator que tende a provocar uma
desvalorização da moeda nacional:
 Errado a) política fiscal expansionista.
 Correto b) elevação dos juros externos.
 Errado
c) política monetária contracionista.
d) elevação da taxa básica de juros interna.
e) elevação dos recolhimentos compulsórios dos
bancos comerciais.
 Resp.: Alternativa “b”

SENADO (2002) AFRF (2000)


 Considere o modelo IS/LM com as seguintes hipóteses:
 Avalie a assertiva: i) economia pequena e aberta
ii) livre mobilidade de capital
“Quando a queda da inflação no Brasil conduz
iii) taxa de câmbio nominal igual à taxa de câmbio real
à redução das taxas de juros e à  Suponha que a autoridade econômica disponha dos dois
depreciação do real, o aumento das tradicionais instrumentos de política econômica: política fiscal e
exportações líquidas daí decorrente provoca política monetária. Pode-se então afirmar que:
a) os impactos de um ou outro instrumento sobre a renda agregada
expansão da demanda agregada.
dependem do regime cambial adotado no modelo.
 Resp.: Correto! b) ambos os instrumentos exercem impactos sobre a renda,
independente do regime cambial adotado, já que as taxas de
câmbio real e nominal são iguais.

AFRF (2000) – cont.


 c) independentemente do regime cambial, a política
monetária é a única capaz de exercer influência sobre o
produto, já que se verifica uma situação de total


estabilidade no nível de preços internos.
d) se o regime for de câmbio fixo, tanto a política monetária
QUESTÕES EXTRAS:
quanto a política fiscal exercem influência sobre a renda
agregada, já que as taxas de câmbio nominal e real são
MODELOS
iguais. MACROECONÔMICOS
 e) independentemente do regime cambial, a política fiscal é
a única capaz de exercer influência sobre o produto já que,
no modelo, está implícita a hipótese de que a taxa
esperada de inflação é zero.
 Resp.: alternativa “a”

61
APO (2003) – cont.
APO (2003)
 Onde P = nível geral de preços; Q = produto agregado; OLP =
oferta agregada de longo prazo; OCP = oferta agregada de curto
 Considere o seguinte gráfico prazo; Q* = produto agregado de pleno emprego. Supondo que
a economia encontra-se no equilíbrio de longo prazo e
considerando os fundamentos utilizados para a construção das
curvas de oferta e demanda agregada, é correto afirmar que:
a) um aumento na velocidade de circulação da moeda reduz o
nível de emprego no curto prazo.
b) uma política fiscal expansionista reduz o nível de emprego no
curto prazo.
c) uma política monetária contracionista reduz o nível de emprego
no curto prazo.
d) a partir do gráfico, podemos afirmar que existe total flexibilidade
nos preços no curto prazo.
e) uma política monetária contracionista gera inflação no curto
prazo.
 Resp.: Alternativa “c”

AFPS (2002)
ACE/MDIC (2001)  Considere a seguinte equação para a curva de oferta agregada de
curto prazo:
 O modelo da oferta e da demanda agregada Y = Yp + α(P – Pe),
constitui um instrumento extremamente útil para a onde: Y = produto agregado Yp = produto de pleno emprego
análise das flutuações econômicas de curto prazo α>0 P = nível geral de preços Pe = nível geral de preços
assim como para o estudo dos efeitos econômicos esperados
 Com base nas informações constantes da equação acima e
das políticas fiscais e monetárias. Com referência a considerando as curvas de oferta agregada de longo prazo e de
esse modelo, julgue os itens que se seguem. demanda agregada, é correto afirmar que:
a) Uma política monetária expansionista não altera o nível geral de
5. A teoria keynesiana dos salários rígidos explica preços, tanto no curto quanto no longo prazo.
porque, no longo prazo, a curva de oferta agregada b) Alterações na demanda agregada resultam, no curto prazo, em
é vertical. alterações tanto no nível geral de preços quanto na renda.
c) No curto prazo, uma política monetária expansionista só altera o nível
Resp.: Errado. Nesta caso, a curva de oferta geral de preços.
agregada seria positivamente inclinada no curto d) O produto estará sempre abaixo do pleno emprego, mesmo no longo
prazo.
prazo (salários rígidos, outros preços da economia e) Alterações na demanda agregada, tanto no curto quanto no longo
não necessariamente rígidos) prazo, só geram inflação, não tendo qualquer impacto sobre a renda.

Resp.: INFRAERO (2004)


 O multiplicador de investimentos keynesiano, para
uma economia fechada, sem governo,
corresponde:
 Alternativa “b” (a) à propensão marginal a consumir;
(b) ao inverso da propensão marginal a poupar;
(c) à eficiência marginal do investimento;
(d) à taxa de juros;
(e) à propensão média a consumir.

 Resp.: Alternativa “b”. Lembrar que a propensão


marginal a poupar é (1 – c). E que o multiplicador
em uma economia fechada e sem governo é igual
a 1/(1-c)

62
MPU (2004) ACE/TCU (2002)
 Com relação ao conceito do multiplicador da renda, é correto
afirmar que  Com base no multiplicador keynesiano numa economia
a) quanto maior a propensão marginal a consumir, maior fechada, é incorreto afirmar que:
tenderá ser o valor do multiplicador. a) se a propensão marginal a poupar for igual a 0,4, então o
valor do multiplicador será de 2,5.
b) o valor do multiplicador não pode ser maior do que 2.
b) na possibilidade de a propensão marginal a poupar ser
c) o valor do multiplicador não pode ser maior do que 10. igual à propensão marginal a consumir, o valor do
d) o valor do multiplicador para uma economia fechada tende a multiplicador será igual a 1.
ser menor do que para uma economia aberta. c) se a propensão marginal a consumir for menor do que a
e) o valor do multiplicador pode ser negativo. propensão marginal a poupar, então o multiplicador será
necessariamente menor do que 2.
 Resp.: Alternativa “a” está correta. Quanto maior a propensão d) seu valor tende a ser maior quanto menor for a propensão
marginal a consumir, maior o multiplicador. As alternativas “b” e ”c” marginal a poupar.
estão erradas uma vez que o multiplicador pode assumir um valor e) o seu valor nunca pode ser negativo.
maior do que 10 (é só pensar em uma propensão marginal a consumir
muito elevada, digamos, de 0,99). Sabemos que o multiplicador em  Resp.: Alternativa “b” está incorreta. Se a propensão
uma economia aberta tende a ser maior e, por fim, o multiplicador não marginal a poupar ser igual à propensão marginal a
pode ser negativo. consumir, então c=0,5 e o multiplicador é igual a 2.

APO/MPOG (2002) AFRF (2000)


 Considere as seguintes informações para uma economia hipotética, num
 Com relação ao multiplicador keynesiano, é correto afirmar que: determinado período de tempo, em unidades monetárias:
a) se a propensão marginal a consumir for igual à propensão Consumo autônomo = 100;
marginal a poupar, o seu valor será igual a um. Investimento agregado = 150;
b) numa economia fechada, seu valor depende da propensão Gastos do governo = 80;
marginal a poupar, pode ser menor do que um e só é válido para Exportações = 50;
os gastos do governo. Importações = 30.
c) numa economia aberta seu valor depende da propensão marginal  Pode-se então afirmar que,
a consumir e importar, pode ser negativo e vale apenas para os a) se a propensão marginal a consumir for 0,8, a renda de equilíbrio será de
gastos do governo e exportações autônomas. 1700
d) numa economia fechada, seu valor depende da propensão b) se a propensão marginal a poupar for 0,3, a renda de equilíbrio será de
marginal a poupar, não pode ser menor do que um e vale para 1700
qualquer componente dos denominados gastos autônomos c) se a propensão marginal a consumir for de 0,6, a renda de equilíbrio será
agregados. de 1730
e) seu valor para uma economia fechada é necessariamente menor d) se a propensão marginal a consumir for 0,7, a renda de equilíbrio será de
do que para uma economia aberta. 1800
 Resp.: Alternativa “d” e) se a propensão marginal a poupar for 0,2, a renda de equilíbrio será de
1750

ACE/MDIC (2002)
Resp.:  Considere as seguintes informações:
Produto agregado de equilíbrio = 1000;
 Y= C + I + G + X - M Consumo autônomo = 50;
 Y= Ca + c(Y-T) + Ia + Ga + Xa – Ma – mY Investimento agregado = 100;
Exportações = 50;
 Y-c(Y-T)-mY= Ca + Ia + Ga + Xa - Ma Importações = 30;
 Não há tributação, nem importação como Gastos do Governo = 100.
função da renda  Considerando o modelo de determinação da renda, é correto
afirmar que o valor da propensão marginal a consumir, do
 Y-cY=100+150+80+50-30 consumo total e do multiplicador são, respectivamente:
a) 0,73; 780; 3,70 aproximadamente.
 Y(1-c)=350 b) 0,80; 800; 2,60 aproximadamente.
 Se s=0,2  c=0,8  Y=350/0,2  Y = 1750 c) 0,90; 950; 4,10 aproximadamente.
d) 0,73; 500; 1,50 aproximadamente.
 Resp.: Alternativa “e” e) 0,80; 400; 1,38 aproximadamente.

63
Resp.: AFPS (2002)
 Y= C + I + G + X - M  Considere as seguintes informações:
C = 100 + 0,7Y
 Y= Ca + c(Y-T) + Ia + Ga + Xa – Ma – mY I = 200
 Y-c(Y-T)-mY= Ca + Ia + Ga + Xa - Ma G = 50
 Não há tributação, nem importação como função da X = 200
renda M = 100 + 0,2Y,
 1000*(1-c)=50+100+100+50-30  onde C = consumo agregado; I = investimento agregado;
 1-c = 270/1000  c = 0,73 G = gastos do governo; X = exportações; M = importações.
Com base nessas informações, a renda de equilíbrio e o
 Consumo total = Ca + cY = 50 + 0,73*1000 = 780 valor do multiplicador são, respectivamente:
 Multiplicador: 1/(1-c) = 1/(1-0,73) = 3,703703... a) 900 e 2 b) 1.050 e 1,35 c) 1.000 e 1,5
 Resp.: Alternativa “a” d) 1.100 e 2 e) 1.150 e 1,7

Resp.: BACEN (2002)


 Considere
 Vamos utilizar mais uma vez a equação de C = 100 + 0,8Y
equilíbrio I = 300
 Y= C+I+G+X-M G = 100
 Y= Ca + c(Y-T) + Ia + Ga + Xa – Ma – mY X = 100
 Y-c(Y-T)-mY= Ca + Ia + Ga + Xa - Ma M = 50 + 0,6Y
 Não há tributação, T=0  Onde:
 Y-cY+mY=100+150+80+50-30 C = consumo agregado; I = investimento agregado; G =
gastos do governo; X = exportações; e M = importações.
 Y(1-c+m)=350 Supondo um aumento de 50% nos gastos do governo, pode-
 c=0,7 e m = 0,2  Y= (1/0,5)*450 se afirmar que a renda de equilíbrio sofrerá um
Y = 2*450 = 900 incremento de, aproximadamente:
a) 55,2 % b) 15,2% c) 60,1% d) 9,1 % e) 7,8 %
Multiplicado Renda de equilíbrio
 Resp. “a” r

Resp.: ANA (2006)


 Mais uma vez:
 Y= C + I + G + X - M  Uma implicação direta dos estabilizadores
 Y= Ca + c(Y-T) + Ia + Ga + Xa – Ma – mY automáticos é o fato de eles permitirem um
 Y-c(Y-T)-mY= Ca + Ia + Ga + Xa - Ma
crescimento maior da renda ao longo do tempo.
 Não há tributação, T=0  Resp.: Errado. Os estabilizadores agem
 Y-cY+mY=100+300+100+100-50 exatamente para suavizar o crescimento da renda.
 Y(1-c+m)=550  “No curto prazo, um aumento na propensão
 c=0,8 e m = 0,6  Y= (1/0,8)*550
marginal a poupar, decorrente, por exemplo, da
redução do valor real esperado das pensões e das
Y = 1,25*550 = 687,5 aposentadorias devido à crise atual do sistema de
 Se Ga crescer 50%, então Ga = 150 e Y’ = 1,25*600 = 750 seguridade social, desloca a curva de demanda
 Logo a nova renda de equilíbrio é 9,1% (é só fazer agregada para cima e para a direita.”
750/687,5) maior do que a antiga renda de equilíbrio  Resp.: Errado
 Resp. “d”

64
GESTOR (2002) Resp.:
 No modelo IS-LM um aumento dos gastos públicos  Alternativa “a”
(política fiscal expansionista) promove um r
deslocamento da curva IS e um aumento da oferta  Um aumento do LM
de moeda (política monetária expansionista) LM’
gasto público
promove um deslocamento da curva LM,
respectivamente, para: desloca a IS para
a) direita e direita cima e para direita
b) esquerda e esquerda  Um aumento da
c) direita e esquerda oferta monetária IS’
d) esquerda e direita desloca a LM para IS
e) baixo e cima direita e para baixo
Y

ANS (2005) GESTOR (2002)


 No modelo IS-LM para uma economia fechada, indique as
 Constitui um exemplo de política fiscal conseqüências de um aumento dos gastos públicos,
expansionista a decisão da Receita Federal coeteris paribus, sobre o deslocamento da curva IS (IS),
sobre a renda real (Y) e sobre a taxa real de juros (i).
de aumentar, por medida provisória, o IR e a a) IS – esquerda; Y – redução e i – elevação
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido b) IS – direita; Y – elevação e i – elevação
(CSLL) para empresas prestadoras de c) IS – esquerda; Y – elevação e i – redução
serviços. d) IS – direita; Y – redução e i – redução
 Resp.: Errado. É exatamente o contrário: um e) IS – esquerda; Y – elevação e i – elevação
aumento dos impostos equivale a uma
política fiscal restritiva.  Resp.: Alternativa “b”. Um aumento dos gastos do governo
desloca a IS para a direita, elevando tanto a renda (Y)
quanto a taxa real de juros (i)

AFPS (2002) Resp.:


 Considere o modelo IS/LM. Suponha a LM horizontal. É  Alternativa “d”
correto afirmar que: r
a) a situação descrita na questão refere-se ao chamado “caso  Um aumento do
clássico”.
gasto público
b) uma elevação das exportações não altera o nível do produto.
c) uma elevação dos gastos públicos eleva tanto as taxas de
desloca a IS para
juros quanto o nível do produto. cima e para direita LM
d) uma política fiscal expansionista eleva o produto, deixando  Há um aumenta da
inalterada a taxa de juros. renda agregada IS’
e) não é possível elevar o nível do produto a partir da utilização
dos instrumentos tradicionais de política macroeconômica.  A taxa de juros IS
permanece a
Y
mesma

65
AFC (2005) AFRF (2000)
 Considerando o modelo IS/LM com os casos denominados de
 No modelo IS/LM sem os denominados casos clássicos e "clássico" e da "armadilha da liquidez", podemos afirmar que:
keynesiano, a demanda por moeda a) no "caso clássico", deslocamentos da curva IS só altera o nível
do produto uma vez que a taxa de juros é fixa.
a) não varia com a renda e com a taxa de juros.
b) tanto no "caso clássico" quanto no caso da "armadilha da
b) não depende da renda. liquidez", elevações dos gastos públicos causam alterações no
c) só depende da taxa de juros quando esta taxa produz juros produto. A diferença, entre os dois casos, está apenas na
reais negativos. possibilidade ou não de alterações nas taxas de juros.
c) no caso da "armadilha da liquidez", a política fiscal é
d) é inversamente proporcional à renda. totalmente inoperante, ocorrendo o oposto no "caso clássico".
e) é inversamente proporcional à taxa de juros. d) tanto no "caso clássico" quanto no caso da "armadilha da
liquidez", o nível do produto é dado. A diferença está apenas
nos efeitos dos deslocamentos da curva IS sobre as taxas de
 Resp.: Neste caso, a demanda por moeda depende juros.
negativamente da taxa de juros e proporcionalmente da e) o "caso clássico" ocorre quando a demanda por moeda é
renda. A única que contempla alguma dessas totalmente insensível à taxa de juros; já o caso da "armadilha
possibilidades é a alternativa “e”. da liquidez“ ocorre quando a demanda por moeda é
infinitamente elástica em relação à taxa de juros.

Resp.: INFRAERO (2004)


 (a) Errado. No caso clássico, a política fiscal não
tem impacto sobre o produto  Se a curva LM é totalmente vertical, caracteriza-se
 (b) Errado. Novamente, no caso clássico, a política o caso:
fiscal não tem impacto sobre o produto (a) keynesiano;
 (c) A alternativa troca os conceitos. A política fiscal (b) marshalliano;
é inoperante no caso clássico e eficiente no caso
da armadilha da liquidez (c) marxista;
 (d) Errado. Há uma diferença com relação à (d) clássico;
eficiência de políticas econômicas durante um
cenário do caso clássico e um outro cenário de (e) kaleckiano.
armadilha pela liquidez  Resp.: A LM vertical caracteriza o caso clássico. A
 (e) Correto. alternativa “d” está correta.

AFC (2002)
ACE/MDIC (1998)  Considere o modelo IS/LM com as seguintes hipóteses:
• ausência dos casos “clássico” e da “armadilha da
 O termo "armadilha da liquidez" refere-se a uma situação liquidez”;
onde
a) o nível de investimento não pode ser elevado, e portanto • curva IS dada pelo “modelo keynesiano simplificado”
encontra-se "preso" no seu equilíbrio presente supondo que os investimentos não dependam da taxa
b) as autoridades monetárias reduziram a oferta de moeda de
de juros.
forma demasiadamente drástica para que o nível de  Com base nestas informações, é incorreto afirmar que:
produto possa aumentar a) aumento nos investimentos autônomos eleva o produto.
c) a oferta de moeda torna-se inelástica a uma dada taxa de b) uma política fiscal expansionista eleva as taxas de juros.
juros
c) um aumento no consumo autônomo eleva o produto.
d) a curva de demanda por moeda torna-se infinitamente
elástica a uma dada taxa de juros d) uma elevação nas exportações eleva as taxas de juros.
e) a demanda especulativa por moeda aumenta dada uma e) uma política monetária contracionista reduz o produto.
taxa de juros baixa  Resp.: Alternativa “e”. Como o investimento é insensível
 Resp.: Alternativa “d” à taxa de juros, uma política monetária contracionista
não tem a capacidade de reduzir o produto agregado

66
AFRF (2003) ACE/MDIC (2001)
 Avalie as assertivas:
 “(1) Se a função consumo for C = 100 + 0,8 × (Y-T), em que
 Com relação ao modelo IS/LM, é incorreto afirmar que C, Y e T representem, respectivamente, o consumo, a
a) quanto maior a taxa de juros, menor é a demanda por renda e a tributação, e se o governo aumentar os impostos
moeda. e a despesa pública no mesmo montante, então o nível de
renda da economia não será afetado.”
b) na ausência dos casos clássico e da armadilha da liquidez,
uma política fiscal expansionista eleva a taxa de juros.  Resp.: Errado. O impacto do aumento dos impostos do
governo está relacionado à propensão marginal a consumir
c) na ausência dos casos clássico e da armadilha da liquidez, (no caso 0,8). Um aumento da despesa pública é autônoma
uma política fiscal expansionista eleva a renda. e tem um impacto direto 1-1.
d) no caso da armadilha da liquidez, uma política fiscal
expansionista não aumenta o nível de renda.  “(2) De acordo com a teoria da preferência pela liquidez, o
e) quanto maior a renda, maior é a demanda por moeda. aumento das taxas de juros reduz a quantidade de moeda
que as pessoas desejam reter”.
 Resp.: A alternativa “d” está incorreta, visto que na
 Resp.: Certo. Um aumenta da taxa de juros eleva o custo
armadilha da liquidez uma política fiscal é eficiente. de oportunidade de reter moeda

AFC/STN (2005) Resp.:


 No modelo IS/LM, é correto afirmar que  (a) No caso Keynesiano, a demanda por moeda
a) no caso keynesiano, a demanda por moeda pode dependa da taxa de juros e da renda; enquanto
ser expressa de forma semelhante à teoria que na teoria quantitativa da moeda, a demanda
quantitativa da moeda. por moeda só é função da renda.
b) o caso da armadilha da liquidez ocorre quando a  (b) A armadilha da liquidez ocorre quando a taxa
taxa de juros é extremamente alta. de juros é muito baixa
c) no caso clássico, a LM é horizontal.
 (c) No caso clássico, a LM é vertical
d) o governo pode utilizar a política monetária para
anular os efeitos de uma política fiscal  (d) Correto! É só pensar em um deslocamento
expansionista sobre as taxas de juros. tanto da IS quanto da LM
e) uma política fiscal expansionista aumenta as taxas  (e) Não necessariamente. Dependa do formato da
de juros curva LM

SENADO (2002) GESTOR (2002)


 A demanda real de moeda é expressa por (M / P) = 0,3 Y –
 Ocorre efeito deslocamento (crowding out), 40 r, onde Y representa a renda real e r a taxa de juros. A
curva IS é dada por Y = 600 – 800 r, a renda real de pleno
quando o aumento dos gastos públicos emprego é 400, enquanto o nível de preços se mantém
eleva a renda, desloca a demanda de igual a 1. Indique o valor da oferta de moeda necessária
para o pleno emprego.
moeda para a direita, aumenta a taxa de
a) 80
juros e reduz o investimento privado. b) 90
 Resp.: Correto! c) 100
d) 110
e) 120
 Resp.: Alternativa “d”

67
(ESAF – Analista da CVM - Área:
AFRF (2005) Mercado de Capitais – 2010).
 Considere:  Considere o modelo keynesiano simplificado, fechado e com
Md = demanda por moeda governo. É correto afirmar que política de expansão dos
P = nível geral de preços gastos do governo:
Y = renda agregada
a) será neutra, porque o investimento público substituirá o
r = taxa de juros
 Considere ainda:
investimento privado (crowding out).
Demanda real por moeda: Md/P = 0,3.Y – 20.r b) terá impacto menor sobre o crescimento da renda do que a
Relação IS: Y = 650 – 1.000.r política de transferência de renda dogoverno.
Renda real de pleno emprego = 600 c) terá impacto maior do que política de transferência de renda,
 Considerando todas essas informações e supondo ainda que o
nível geral de preços seja igual a 1, pode-se afirmar que a oferta na proporção do inverso da propensão marginal a consumir.
real de moeda no equilíbrio de pleno emprego é igual a d) afeta o dispêndio agregado, mas não afeta a renda da
a) 183. b) 139. c) 123. d) 97. e) 179. economia.
 Resp.: Alternativa “e” e) afeta negativamente o dispêndio agregado e a renda da
economia.

(ESAF – PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO


– FISCAL DE RENDAS – 2010)
 A partir de um modelo keynesiano simplificado,
 Resp.: Alternativa “c” fechado e sem governo, podemos dizer que,
quando a produção está acima do equilíbrio
macroeconômico,
a) o investimento equivale à poupança.
b) há excesso de demanda por bens.
c) há excesso de oferta de moeda.
d) a taxa de juros da economia deve cair.
e) a produção supera a demanda.

ACE/MDIC (2012)
 Considere o modelo de oferta e demanda por moeda e o modelo
 Resp.: Alternativa “e” keynesiano. Suponha um aumento nos gastos públicos.
Considerando tudo mais constante, é correto afirmar que o
aumento dos gastos públicos provocará
a) uma redução na demanda por moeda. Se a oferta de moeda ficar
estável, o efeito final será a ocorrência de um equilíbrio com taxas de
juros mais baixas.
b) uma redução na demanda por moeda, pois tornará os títulos
públicos mais atrativos.
c) um aumento na taxa de juros por resultar em um aumento na base
monetária sem alterar a demanda por moeda.
d) um aumento na taxa de juros por elevar a demanda por moeda.
e) uma queda na demanda por moeda com efeitos nulos sobre a taxa
de juros no curto prazo.

68
 Resp.: Alternativa “d”
MACROECONOMIA
PARA CONCURSOS

Questões Recentes
Prof. Daniel da Mata

(ESAF/Analista de Finanças e
Controle/STN/2008)
 Assim entendida como a atuação do governo no que diz  Resp. Alternativa “e”
respeito à arrecadação de impostos e aos gastos públicos, a
política fiscal possui como objetivos, exceto:
a) prestação de serviços públicos (atendimento de necessidades
da comunidade).
b) redistribuição de renda (bem-estar social).
c) estabilização econômica, que corresponde ao controle da
demanda agregada (C+I+G+X-Z) no curto prazo.
d) promoção do desenvolvimento econômico, que corresponde
ao estímulo da oferta agregada.
e) controle da moeda nacional em relação a outras moedas.

Gestor (2013) - ESAF


 Em relação ao modelo de oferta e demanda agregada, é correto
afirmar que:
a) a curva de demanda agregada é equivalente à curva de demanda  Resp. Alternativa “c”
definida pela análise microeconômica, ou seja, ela pode ser determinada
a partir do processo de maximização da função utilidade sujeita a uma
restrição orçamentária.
b) a curva de oferta agregada de curto prazo é equivalente à curva de
oferta defi nida pela análise microeconômica, ou seja, trata-se da curva
de custo marginal acima da curva de custo médio mínimo.
c) é possível derivar a curva de demanda agregada a partir do modelo
IS/LM.
d) se os preços da economia são rígidos, as curvas de oferta e demanda
agregadas, de curto e de longo prazo, possuirão a mesma inclinação.
e) um aumento dos gastos do governo desloca a curva de oferta
agregada de longo prazo no sentido de elevar a renda da economia.

69
APOF – SEFAZ/SP – ESAF – 2009 APOF – SEFAZ/SP – ESAF – 2009
 O objetivo da Contabilidade Nacional é fornecer uma aferição
macroscópica do desempenho real de uma economia em determinado
 As contas do Balanço de Pagamentos contêm os fluxos de moeda para período de tempo: quanto ela produz, quanto consome, quanto investe,
dentro e para fora de um país e fornecem informações sobre as
relações comerciais entre os países. Com relação ao Balanço de como o investimento é financiado, quais as remunerações dos fatores
Pagamentos, indique a opção falsa. de produção. Assim, baseado nos conceitos de Contas Nacionais, não
se pode dizer que:
a) O Balanço Comercial corresponde ao saldo das exportações sobre as
importações. a) a Renda Nacional é igual ao Produto Nacional Líquido, a preço de
b) O Balanço de Transações Correntes, quando superavitário, indica que o mercado.
país está recebendo recursos que podem ser utilizados no pagamento b) o Investimento corresponde ao acréscimo de estoque físico de capital,
de compromissos assumidos anteriormente. compreendendo a formação de capital fixo mais a variação de
c) O Balanço de Serviços e Rendas representa as negociações estoques.
internacionais dos chamados bens invisíveis e os rendimentos de c) a Renda Disponível do Setor Público corresponde ao total da
investimentos e do trabalho. arrecadação fiscal, deduzidos os subsídios e as transferências ao setor
d) Os principais fatores que determinam o saldo do Balanço Comercial são: privado.
o nível de renda da economia e do resto do mundo, a taxa de câmbio e d) a diferença entre a renda líquida enviada ao exterior e o saldo das
os termos de troca. importações e exportações de bens e serviços não-fatores é chamada
e) As transações do Balanço de Serviços e Rendas são as transações que de Poupança Externa (Se).
afetam diretamente a Renda Nacional. e) o Produto afere o valor total da produção da economia em determinado
 Resp: Alternativa “e” período de tempo.
 Resp: Alternativa “a”

ANA – ESAF – 2009 ANA – ESAF – 2009


 Considere os seguintes dados macroeconômicos:
Produção bruta total = 2.500
Importação de bens e serviços = 180
Impostos sobre produtos = 140
Consumo Intermediário = 1.300
Consumo Final = 1.000
Formação Bruta de Capital Fixo = 250
Variação de estoques = 20
 Considerando as identidades macroeconômicas básicas, pode-se afirmar
que as exportações de bens e serviços e o Produto Interno Bruto são,
respectivamente:
a) 250 e 1.340
b) 250 e 1,250
c) 350 e 1.340
d) 350 e 1.250
e) 250 e 1.450

 Resp.: Alternativa “a” Resp: Alternativa “e”

AFC/STN – ESAF – 2008


 Considere os seguintes dados, em unidades monetárias, referentes a uma economia
GESTOR – MPOG – 2008 – ESAF
hipotética:  A partir do início deste século, o Banco Central do Brasil passou a
Consumo do Governo: 200 divulgar o balanço de pagamentos com nova metodologia. Pode-se
Transferências realizadas pelo Governo: 100 considerar as seguintes alterações em relação à metodologia anterior,
Subsídios: 20 exceto a:
Impostos Diretos: 300 a) exclusão, no item investimentos diretos, dos empréstimos
Impostos Indiretos: 400 intercompanhias, de qualquer prazo, nas modalidades de empréstimos
Outras Receitas Correntes do Governo: 120 diretos e colocação de títulos.
Exportações de bens e serviços: 100 b) introdução, na conta corrente, de clara distinção entre bens, serviços,
Importações de bens e serviços: 200 renda e transferências correntes, com ênfase no maior detalhamento na
Renda Líquida Enviada ao Exterior: 100 classificação de serviços.
Variação de Estoques: 100
c) estruturação da conta de rendas de forma a evidenciar as receitas e
Poupança Bruta do Setor Privado: 200 despesas geradas por cada uma das modalidades de ativos e passivos
 Com base nessas informações, e considerando as identidades macroeconômicas externos contidas na conta financeira.
básicas, é correto afirmar que a formação bruta de capital fixo é igual a:
a) 950 d) inclusão da “conta financeira”, em substituição à antiga conta de
b) 900 capitais.
c) 700 e) reclassificação de todos os instrumentos de portfolio, inclusive bônus,
d) 750 notes e commercial papers, para a conta de investimento em carteira.
e) 800  Resp: Alternativa “a”
 Resp: Alternativa “e”

70
APO – MPOG – 2008 – ESAF APO – MPOG – 2008 – ESAF
 No que diz respeito a agregados macroeconômicos e identidades
contábeis, pode-se afirmar que os principais agregados derivados das  Pode-se afirmar que o Balanço de Pagamentos de um país é um
contas nacionais são as medidas de Produto, Renda e Despesa. resumo contábil das transações econômicas que este país faz com o
Assinale a única opção falsa no que se refere a agregados resto do mundo, durante certo período de tempo. No que tange a
macroeconômicos. Balanço de Pagamentos, assinale a única opção falsa.
a) As medidas de Produto, Renda e Despesa, universalmente utilizadas, a) Na contabilização dos registros das transações efetuadas, adota-se o
representam sínteses do esforço produtivo de um país em um método das partidas dobradas.
determinado período de tempo, revelando várias etapas da atividade b) Sob a ótica do Balanço de Pagamentos, as transações internacionais
produtiva. podem ser de duas espécies: as transações autônomas e as transações
b) O Produto Interno Bruto (PIB) per capita é uma medida que se obtém compensatórias.
dividindo-se o PIB do ano pela população residente no mesmo período. c) O Brasil, ao longo de muitos anos, apresentou déficit na conta de
c) O PIB per capita é um bom indicador de bem-estar da população transações correntes, que tinha que ser financiada por meio da entrada
residente no mesmo período. de capitais, levando ao aumento da divisa externa do país.
d) A Renda Nacional Bruta é o agregado que considera o valor adicionado d) O déficit em conta corrente do Balanço de Pagamentos corresponde à
gerado por fatores de produção de propriedade de residentes. poupança interna da economia, isto é, à diferença entre investimento e
e) O PIB, avaliado pela ótica do produto, mede o total do valor adicionado poupança interna na conta de capital do sistema de Contas Nacionais.
produzido por firmas operando no país, independentemente da origem e) Os fluxos do Balanço de Pagamentos afetam a posição internacional de
do seu capital. investimentos do país.
 Resp: Alternativa “c”  Resp: Alternativa “d”

ESAF/Economista/MPOG/2006 ESAF/Economista/MPOG/2006
 Com relação aos meios de pagamentos adotados
 Faz parte da conta de movimento de capitais na no Brasil, é incorreto afirmar que
nova metodologia do Balanço de pagamentos, a) M1 é igual papel moeda em poder do público +
exceto, depósitos a vista.
a) empréstimos de regularização. b) o M2 inclui as operações compromissadas
b) investimentos diretos. registradas no Selic.
c) amortização de empréstimos. c) M2 inclui os depósitos especiais remunerados.
d) capitais de curto prazo. d) o M1 é o agregado monetário de maior liquidez.
e) remessa de lucros. e) o M4 inclui os títulos públicos de alta liquidez.
 Resp: Alternativa “e”  Resp.: Alternativa “b”

GESTOR (2009) GESTOR (2009) – Resp.:


 Considere os seguintes dados extraídos de um Sistema de Contas
Nacionais, em unidades monetárias:  PIB = C + I + G + X – M
Produto Interno Bruto: 1.162; = PIB  PIB = CF + I + X – M
Remuneração dos empregados: 450;  1162 = 900 + I + 100 – 38
= RE
Rendimento misto bruto (rendimento de autônomos): 150;  I = 200.
= RA  I = FBKF + Δe .: Δe não foi fornecida pela questão
Impostos sobre a produção e importação: 170; = IPI  FBKF = 200
Subsídios à produção e importação: 8; = Subs
Despesa de consumo final: 900; = CF
 PIB = RE + EOBRA + (IPI – Subs)
 1162 = 450 + EOBRA + (170 – 8)
Exportação de bens e serviços: 100; =X  EOBRA = 550
Importação de bens e serviços: 38. =M  EOBRA = EOB + RA
 Com base nessas informações, os valores para a formação bruta de
 EOB =EOBRA –RA
capital fixo e para o excedente operacional bruto serão, respectivamente,
 EOB = 550 – 150
a) 300 e 362 b) 200 e 450  EOB = 400
c) 400 e 200 d) 200 e 400
 Resp.: Alternativa “d”
e) 200 e 262

71
GESTOR (2009) GESTOR (2009) – Resp.:
 Considere os seguintes dados extraídos de um Sistema de Contas
Nacionais extraídas das contas de produção de renda:
Produção: 2.500; = VBP  PIB = VBP – CI + ISP
Impostos sobre produtos: 150; = ISP  1300 = 2500 – CI + 150
Produto Interno Bruto: 1.300; = PIB
Impostos sobre a produção e de importação: 240; = IPI  CI = 1350
Subsídios à produção: zero; = Subs
Excedente operacional bruto, inclusive rendimento de autônomos: 625. = EOBRA  PIB = RE + EOBRA + (IPI – Subs)
 Com base nessas informações, é correto afirmar que o consumo  1300 = RE + 625 + (240 – 0)
intermediário e a remuneração dos empregados são,
respectivamente:  RE = 435
a) 1.350 e 440
b) 1.350 e 435
c) 1.200 e 410
d) 1.200 e 440
e) 1.300 e 500  Resp.: Alternativa “b”

ACE/MDIC (2012) - ESAF


 Considere os seguintes dados presentes na “Conta de Alocação
da Renda” do Sistema de Contas Nacionais, em unidades
monetárias:  Resp.: Alternativa “c”
Renda Nacional Bruta: 3.175
Excedente Operacional Bruto e Rendimento Misto Bruto (total): 1.336
Remuneração dos Empregados: 1.414
Impostos sobre a Produção e a Importação: 496
Subsídios à Produção: 6
Rendas de Propriedades Enviadas ao Resto do Mundo: 83

 Com base nessas informações, é correto afirmar que, em


unidades monetárias, as “Rendas de Propriedade Recebidas do
Resto do Mundo” foram iguais a:
a) 101. b) 24. c) 18. d) 65. e) 97.

ACE/MDIC (2012) - ESAF


 Considere os seguintes dados presentes no Sistema de Contas
Nacionais em unidades monetárias:
Salários: 681
Contribuições Sociais Diversas: 141  Resp.: Alternativa “b”
Contribuições Sociais Imputadas: 38
Rendimento Misto Bruto: 201
Rendimento Operacional Bruto: 755
Imposto sobre a Produção e Importação: 335
 Para que, em unidades monetárias, o Produto Interno Bruto da
Economia seja de 2.147, os “subsídios à produção e importação” e a
“remuneração dos empregados” deverão ser (em unidades
monetárias) respectivamente:
a) 38 e 822.
b) 4 e 860.
c) 8 e 681.
d) zero e 681.
e) 22 e 898.

72
ACE/MDIC (2012) - ESAF ACE/MDIC (2012) – ESAF – Cont.
 Com as informações retiradas no Sistema de Contas Nacionais,  É correto afirmar que os valores do PIB e da
listadas abaixo, é possível obter os valores do Produto Interno
Bruto (PIB) e da Renda Nacional Bruta (RNB) de um determinado RNB são, respectivamente, iguais a:
País.
a) PIB = 2.500,00 e RNB = 2.200,00.
b) PIB = 1.960,00 e RNB = 1.760,00.
c) PIB = 1.800,00 e RNB = 1.500,00.
d) PIB = 1.880,00 e RNB = 1.600,00.
e) PIB = 1.960,00 e RNB = 1.660,00.

Resp. Alternativa “c“

ACE/MDIC (2012) – ESAF ACE/MDIC (2012) – ESAF – Cont.


 Um Analista de Comércio Exterior inicia um estudo para verifi car o  Após esse levantamento, o Analista de Comércio
valor monetário da Poupança Bruta do País X, no ano de 2011. Para Exterior poderá afirmar que a Poupança Bruta no
realizar esse estudo, o Analista retira do Sistema de Contas
Nacionais do País X os seguintes elementos das Contas
País X, em 2011, foi de:
Econômicas Integradas (CEI) e os respectivos valores monetários, a) $ 0,00 (zero).
apresentados abaixo:
b) $ 1.500,00.
c) $ 1.300,00.
d) $ 1.220,00.
e) $ 220,00.

Resp.: Alternativa “c“

GESTOR (2009)
 Com relação ao Déficit Público, uma das afirmações a
seguir é falsa. Identifique-a.
a) O governo pode financiar seu déficit por meio de recursos  Alternativa “c”
extrafiscais.
b) O déficit de caixa omite as parcelas do financiamento do
setor público externo e do resto do sistema bancário, bem
como de fornecedores e empreiteiros.
c) No cálculo do déficit público, segundo o conceito
operacional, incluem-se as despesas com a correção
monetária e cambial pagas sobre a dívida.
d) O déficit total indica o fluxo líquido de novos
financiamentos, obtidos ao longo de um ano pelo setor
público não financeiro, nas três esferas de governo e
administrações.
e) A apuração do déficit pelo método “abaixo da linha” mede o
tamanho do déficit pelo lado do financiamento.

73
GESTOR (2009)
 Considere os seguintes saldos, em unidades monetárias, para as contas dos
Balanços de Pagamentos:
Balanço comercial: - 700;
Balanço de serviços: - 7.000; Resp.: Alternativa “e”
Balanço de rendas: - 18.000;
Transferências unilaterais: + 1.500;
Conta Capital: + 300;
Investimento Direto: + 30.500;
Investimento em Carteira: + 7.000;
Derivativos: - 200;
Outros investimentos na conta financeira = -18.000;
Erros e omissões: + 2.500.
 Considerando esses lançamentos, é correto afirmar que a conta Haveres da
Autoridade Monetária apresentou saldo de:
a) + 2.000
b) – 2.100
c) – 2.900
d) zero
e) + 2.100

ACE/MDIC (2012) - ESAF


ACE/MDIC (2012) - ESAF  Os dados extraídos do balanço de pagamentos de uma economia
hipotética, expressos em milhões de reais em 2003, estão apresentados no
quadro abaixo.
 Não faz parte da conta de serviço do balanço de
pagamentos as despesas e/ou receitas realizadas
entre residentes e não residentes de um país:
a) com corretagens.
b) com Royalties e licenças.
 A partir dessas informações, um analista econômico apurou que o valor
c) com aluguéis de equipamentos. das importações de bens e serviços (FOB), em milhões de reais, realizado
d) com eventos culturais e recreacionais. pela economia hipotética foi de:
a) $ 600,00.
e) com as aplicações em fundos de renda fi xa.
b) $ 300,00.
c) $ 1.100,00.
 Resp.: Alternativa “e” d) $ 1.500,00.
e) $ 500,00.

GESTOR (2009)
 Considere os seguintes coeficientes de comportamento
 Resp.: Alternativa “e” monetário:
M1 = meios de pagamentos
c = (papel-moeda em poder do público/M1)
d = (depósitos a vista nos bancos comerciais/M1)
R = (encaixes totais dos bancos comerciais/depósitos a vista nos
bancos comerciais)
 Considerando que c = d/3 e R = 0,3, o valor do multiplicador da
base monetária será de, aproximadamente,
a) 2,105
b) 3,103
c) 1,290
d) 1,600
e) 2,990

74
AFC/STN – ESAF – 2008
 Considere os seguintes coeficientes de comportamento
monetário:
 Resp.: Alternativa “a” c = (papel moeda em poder do público) ÷ M1
d = (depósitos a vista do público nos bancos comerciais) ÷ M1
R = (encaixes totais dos bancos comerciais) ÷ depósitos a vista
 Considerando M1 = meios de pagamentos e B = base
monetária, é correto afirmar que:
a) B = c.R + R. M1, desde que “d” e “R” sejam positivos
b) se “d” = 0, então M1÷B será igual a zero
c) quanto maior “c”, maior tende a ser o multiplicador dos
meios de pagamentos em relação à base monetária.
d) quanto maior “R”, maior tende a ser M1÷B
e) dado que 0<”c”<1 e “c” + “d” = 1, então M1 é maior do que
B.
 Resp.: Alternativa “e”

ACE/MDIC (2012) - ESAF


 Considere os seguintes coefi cientes de comportamento monetário:
d = (depósitos a vista/meios de pagamentos)
c = (papel moeda em poder do público/meios de pagamentos)
 Resp.: Alternativa “a”
R = (encaixes totais dos bancos comerciais/depósitos a vista nos
bancos comerciais)
 Considere d = 0,6 e R = c. Então, para cada unidade a mais de
Base Monetária na economia, haverá:
a) 1,5625 a mais de meios de pagamentos na economia.
b) 1,9642 a mais de meios de pagamentos na economia.
c) 1,8944 a mais de meios de pagamentos na economia.
d) Haverá uma diminuição dos meios de pagamentos na economia.
e) Nada acontecerá com os meios de pagamento na economia, já que
R = c.

GESTOR (2009)
 Em relação aos conceitos relacionados a uma economia
monetária, é incorreto afirmar que:  Resp.: Alternativa “b”
a) os bancos podem alterar o multiplicador bancário alterando
os seus recolhimentos voluntários junto ao Banco Central.
b) alterando os recolhimentos compulsórios, o Banco Central
consegue controlar os coeficientes de comportamento
bancário “c” e “d”.
c) um banco cria meios de pagamentos quando compra bens
ou serviços do público pagando com moeda corrente.
d) o valor do multiplicador da base monetária pode se alterar
independente das intenções do Banco Central.
e) quanto maior o coeficiente “papel moeda em poder do
público/M1”, menor será o multiplicador da base monetária.

75
AFRF (2009)
 Considere as seguintes informações extraídas de um
sistema de contas nacionais, em unidades monetárias:
Poupança privada: 300  Resp.: Alternativa “b”
Investimento privado: 200
Poupança externa: 100
Investimento público: 300
 Com base nessas informações, pode-se considerar que a
poupança do governo foi:
a) de 200 e o superávit público foi de 100.
b) de 100 e o défi cit público foi de 200.
c) negativa e o défi cit público foi nulo.
d) de 100 e o superávit público foi de 200.
e) igual ao défi cit público.

AFRF (2009)
 Considere a seguinte identidade macroeconômica básica:
Y = C + I + G + (X – M)  Resp.: Alternativa “e”
 onde C = consumo agregado;
I = investimento agregado; e
G = gastos do governo.
 Para que Y represente a Renda Nacional, (X – M) deverá
representar o saldo:
a) da balança comercial.
b) total do balanço de pagamentos.
c) da balança comercial mais o saldo da conta de turismo.
d) da balança comercial mais o saldo da conta de serviços.
e) do balanço de pagamentos em transações correntes.

APO/MPOG (2010) APO/MPOG (2010)


 A diferença entre Renda Nacional Bruta e Renda
 Assinale a opção incorreta com relação à Teoria Econômica. Interna Bruta é que a segunda não inclui:
a) A hipótese coeteris paribus é fundamental para o entendimento da
microeconomia. a) o valor das importações.
b) A utilidade representa o grau de satisfação ou bem-estar que os b) o valor dos investimentos realizados no país por
consumidores atribuem a bens e serviços que podem adquirir no empresas estrangeiras.
mercado.
c) A macroeconomia trata os mercados de forma global. c) o saldo da balança comercial do país.
d) Oferta é a quantidade de determinado bem ou serviço que os d) o valor da renda líquida de fatores externos.
consumidores desejam adquirir, em um dado período, dada a sua
renda, seus gastos e o preço de mercado. e) o valor das exportações.
e) A Curva de Phillips mostra o tradeoff entre a infl ação e
desemprego, no curto prazo.
Resp.: Alternativa “d”
 Resp.: Alternativa “d”

76
APO/MPOG (2010) APO/MPOG (2010)
 Quanto ao balanço de pagamentos de um país, sabe-se que:  Com relação ao Déficit Público, Dívida Pública e Necessidade de
a) o saldo total do balanço de pagamentos é igual à soma da balança Financiamento do Setor Público, aponte a opção incorreta.
comercial com o balanço de serviços e rendas e as transferências a) O déficit público é uma medida de caixa, ou seja, a mensuração
unilaterais correntes, salvo erros e omissões. deve ser feita em relação a determinado período de tempo.
b) o saldo das transações correntes, se positivo (superávit), implica b) O governo pode financiar seu déficit pela emissão de moeda e
redução em igual medida do endividamento externo bruto, no também por meio da venda de títulos da dívida pública ao setor
período. privado.
c) o saldo total do balanço de pagamentos é igual à soma da balança c) O desempenho fiscal pode ser mensurado pelo déficit primário,
comercial com a conta de serviços e rendas, salvo erros e que é dado pela diferença entre receitas e despesas não
omissões. financeiras.
d) a conta Capital e Financeira iguala (com sinal trocado) o saldo d) A Necessidade de Financiamento do Setor Público corresponde
total do balanço de pagamentos. ao conceito de déficit nominal apurado pelo critério “acima da
e) a conta Capital e Financeira iguala (com o sinal trocado) o saldo linha”.
de transações correntes, salvo erros e omissões. e) A Dívida Fiscal Líquida (DFL) é dada pela diferença entre a Dívida
Resp.: Anulada Líquida do Setor Público e o ajuste patrimonial.

Gestor (2013) - ESAF


 Considere os seguintes dados para uma economia hipotética, em
um determinado período de tempo, em unidades monetárias:
Remuneração dos empregados: 861
 Resp.: Alternativa “a” Rendimento misto bruto: 201
Excedente operacional bruto: 755
Imposto sobre a produção e importação: 335
Subsídios à produção e importação: 4
 Com base nesses dados e considerando as identidades
macroeconômicas básicas, pode-se afirmar que o PIB desta
economia foi de:
a) 2.148
b) 1.821
c) 1.955
d) 1.956
e) 2.160

Gestor (2013) - ESAF


 Considerando o sistema de contas nacionais, é correto afirmar que:
a) a Renda Nacional Líquida é igual ao Excedente Operacional Bruto mais
 Resp.: Alternativa “a” os impostos diretos e indiretos sobre os produtos e rendas nacionais e
externas menos a depreciação.
b) a Despesa Nacional Bruta é igual à formação bruta de capital menos o
consumo final.
c) o Produto Interno Bruto é igual à despesa de consumo final mais a
formação bruta de capital fixo mais a variação de estoques mais o saldo
da balança comercial.
d) o Produto Interno Bruto é igual ao valor da produção mais o consumo
intermediário menos os impostos não incluídos no valor da produção.
e) a Renda Nacional Disponível Bruta é igual à Renda Nacional Bruta
mais os impostos correntes sobre a renda e o patrimônio líquidos,
recebidos do exterior, mais as contribuições e benefícios sociais e outras
transferências correntes líquidas, recebidas do exterior.

77
Gestor (2013) - ESAF
 Em relação à política monetária, é incorreto afirmar que:
a) tudo mais constante e considerando que o multiplicador monetário
é maior do que um, as compras de títulos pelo Banco Central elevam
 Resp.: Alternativa “e” os Meios de Pagamentos.
b) considerando o balancete do Banco Central, a Base Monetária
pode ser alterada a partir das denominadas “operações ativas” do
Banco Central.
c) tudo mais constante, quanto maior for o coeficiente “(encaixes
totais dos bancos comerciais)/ (depósitos à vista realizados nos
bancos comerciais)”, menor serão os Meios de Pagamentos.
d) o Banco Central possui total controle sobre o multiplicador
monetário por poder exercer infl uência plena sobre os denominados
“coeficientes de comportamento monetário”.
e) se o multiplicador monetário é maior do que um, então o agregado
monetário M1 será necessariamente maior do que a Base Monetária.

AFC/STN (2013)
 De acordo com a Teoria Clássica de determinação da
 Resp.: Alternativa “d” renda, supondo plena flexibilidade de preços e salários, de
tal forma que o salário real de equilíbrio seja alcançado, a
economia encontra-se:
a) em equilíbrio aquém do pleno emprego.
b) em desequilíbrio, mas com pleno emprego.
c) em equilíbrio acima do pleno emprego.
d) em equilíbrio com o salário nominal superior ao valor da
produtividade marginal do trabalho.
e) em pleno emprego e sua taxa de desemprego é a natural.

AFC/STN (2013)
 A curva LM mostra combinações de
a) renda e taxa de juros que equilibram o Balanço de
 Resp.: Alternativa “e” Pagamentos.
b) renda e taxa de juros que equilibram o mercado de bens.
c) preço e taxa de juros que equilibram o mercado
monetário.
d) renda e taxa de juros que equilibram o mercado
monetário.
e) câmbio e taxa de juros que equilibram o mercado
monetário.

78
AFC/STN (2013)
 Considere o modelo keynesiano básico para uma
economia fechada e sem governo. Admitindo que a
 Resp.: Alternativa “d”
economia esteja em equilíbrio a tal ponto que uma
elevação de 50 unidades monetárias no investimento
provoca um aumento de 250 unidades monetárias no
produto, nesse caso:
a) a propensão marginal a consumir é de 0,8.
b) a propensão marginal a poupar é de 0,8.
c) o multiplicador keynesiano é de 0,2.
d) o multiplicador keynesiano é de 2.
e) a propensão média a consumir é de 0,8

AFC/STN (2013)
 Considere o modelo IS/LM. Em uma situação conhecida
como “Armadilha da Liquidez”, um aumento no consumo:
 Resp.: Alternativa “a” a) aumenta a taxa de juros de equilíbrio da economia e
diminui a demanda agregada.
b) não produz efeito sobre o produto da economia, mas
aumenta a taxa de juros de equilíbrio.
c) aumenta a renda agregada, mas não altera a taxa de juros
de equilíbrio.
d) aumenta a taxa de juros e a renda de equilíbrio.
e) reduz a demanda agregada e a taxa de juros de equilíbrio.

AFC/STN (2013)
 Suponha uma economia representada pelas seguintes equações:

 Resp.: Alternativa “c”

a) caso a taxa de desemprego vigente seja igual à natural e a taxa de infl


ação em vigor seja de 2%, uma taxa de crescimento monetário de 6%
manterá constante a taxa de desemprego.
b) a taxa de desemprego natural é igual a 2%.
c) para manter a inflação nula é necessário expandir a demanda em 10%.
d) se a taxa de desemprego vigente for maior que a taxa natural, a taxa de
infl ação vigente será maior que aquela que seria observada caso a taxa de
desemprego vigente fosse igual à taxa natural.
e) admitindo a hipótese das expectativas racionais, a taxa de infl ação será
igual a 5%.

79
AFC/STN (2013)
 De acordo com o modelo IS/LM/BP com perfeita mobilidade
de capitais e regime de câmbio fixo, e admitindo que a
 Resp.: Alternativa “b” economia esteja em equilíbrio (interseção entre as curvas IS,
LM e BP), uma elevação do gasto público:
a) aumentará a renda, mas sem efeito sobre a taxa de juros de
equilíbrio.
b) o novo equilíbrio será com déficit no balanço de pagamentos.
c) a política fi scal não terá nenhum efeito sobre a renda quando
há perfeita mobilidade de capitais.
d) reduzirá a renda e a taxa de juros de equilíbrio.
e) aumentará a renda e levará, necessariamente, a uma
apreciação cambial.

AFC/STN (2013)
 Se o público retém 80% dos meios de pagamentos em depósitos
a vista nos bancos comerciais, supondo que alíquota de depósito
 Resp.: Alternativa “a” compulsório de 30% e que, além disso, os bancos retêm 7,5%
dos depósitos a vista como reserva para contingência e se o
saldo de papel moeda em circulação for de 5 trilhões de
unidades monetárias, pode-se afirmar que:
a) o multiplicador da base monetária é igual a 2.
b) o volume do papel moeda em poder do público é de 10 trilhões
de unidades monetárias.
c) a base monetária é igual a 2 trilhões de unidades monetárias.
d) o total de depósitos a vista nos bancos comerciais é de 2 trilhões
de unidades monetárias.
e) o estoque dos meios de pagamento é de 50 trilhões de unidades
monetárias.

AFC/STN (2013)
 O regime de metas de inflação, que começou a ser implementado em
diversos países no início da década de 1990, teve como um dos
pressupostos o fracasso do regime de expansão monetária ao estilo
 Resp.: Alternativa “a” Friedman pelo FED no final da década de 1970, em função, sobremaneira,
da impossibilidade de prever o comportamento da demanda por moeda
em um sistema financeiro com inovações financeiras e mobilidade de
capitais. Pode-se considerar também como um pressuposto teórico que
serviu como ponto de partida para o regime de metas de inflação:
a) a não independência do Banco Central.
b) a política monetária é ineficaz para afetar variáveis reais da economia de
forma duradoura.
c) para o sucesso do regime de metas de inflação, é necessário o uso da taxa
nominal de câmbio como principal instrumento de política monetária.
d) a política fiscal é totalmente eficaz independentemente do regime de taxa
de câmbio.
e) a existência da taxa natural de desemprego seria condição necessária
para a adoção do regime de metas de infl ação.

80
TCU – CESPE - 2015
 Acerca das relações teóricas estabelecidas pelas contas
nacionais e do balanço de pagamentos, julgue os itens
 Resp.: Alternativa “b” seguintes.
( ) O saldo da balança comercial corresponde à diferença
entre a exportação e a importação de bens, enquanto os
valores dos serviços relativos a transporte e viagens
internacionais são computados na conta capital.
( ) A renda agregada é sempre igual ao produto agregado.
( ) O deflator do PIB consiste em uma medida de preço e,
por ser calculado pela divisão do PIB nominal pelo PIB real,
proporciona informações semelhantes às do índice de preços
ao consumidor.

TCU – CESPE - 2015


 Com base nas hipóteses do modelo keynesiano básico e,
 Resp.:
especificamente, da cruz keynesiana, julgue os próximos
ECE itens.
( ) De acordo com a cruz keynesiana, o equilíbrio é
representado pelo ponto em que a renda se iguala à
despesa planejada.
( ) Quando resulta especificamente do aumento nos
gastos do governo, a elevação na renda agregada da
economia é maior que a variação dos gastos
governamentais positiva.

TCU – CESPE – 2015


 Julgue os itens que se seguem, referentes às análises
depreendidas do modelo IS-LM.
 Resp.: C C ( ) Alterações de política fiscal que aumentem a demanda
por serviços, assim como o aumento de impostos e a
redução de renda por parte do governo, deslocam, a priori,
a curva IS para a esquerda.
( ) A curva IS descreve as diferentes combinações de
produto/renda e taxa de juros que equilibram o mercado de
bens e serviços.
( ) Na construção da tradicional curva LM, a oferta real de
moeda tem o formato de uma reta vertical, enquanto a
demanda real de moeda é negativamente inclinada. No
mercado monetário, o equilíbrio implica uma curva LM de
inclinação positiva.

81
APO – ESAF - 2015
 Considerando o denominado modelo keynesiano
simplificado, é incorreto afirmar que:
 Resp.: a) no equilíbrio, a demanda agregada efetiva é igual à demanda
agregada planejada.
ECC b) independente do nível dos investimentos e outros
componentes da demanda, o equilíbrio estará sempre abaixo do
pleno emprego.
c) no modelo, a dinâmica dos estoques explica, entre outros
fatores, a estabilidade do equilíbrio.
d) quanto maior a propensão marginal a consumir, maior o
multiplicador da renda.
e) um aumento de 100 unidades monetárias nos investimentos
autônomos provoca uma variação maior do que 100 unidades
monetárias na renda.

APO – ESAF - 2015


 Considerando o modelo IS/LM sem os casos
 Resp.: B denominados clássico ou da armadilha da liquidez, é
correto afirmar que:
a) tudo mais constante, o aumento dos recolhimentos
compulsórios reduz a taxa de juros.
b) um aumento no nível geral de preços não altera o
equilíbrio nos mercados de bens e monetário.
c) os investimentos não dependem da taxa de juros.
d) tudo mais constante, a compra de títulos públicos por
parte do Banco Central reduz a taxa de juros.
e) um aumento na renda provocado por um aumento nos
gastos públicos reduz a taxa de juros.

APO – ESAF - 2015


 Considere o modelo de oferta e demanda agregada, sendo a
demanda agregada dada pelo modelo IS/LM e a oferta
representada pela denominada “curva de oferta de Lucas”.
Supondo flexibilidade de preços e salários, é correto afirmar que:
 Resp.: D
a) se a economia encontra-se no pleno emprego, o resultado final
de uma política monetária expansionista será a inflação.
b) se a economia encontra-se no pleno emprego, uma política fiscal
expansionista reduz a taxa de juros.
c) se a economia encontra-se abaixo do pleno emprego, uma
política monetária expansionista resultará no crescimento do
produto e na redução da inflação.
d) se a economia encontra-se acima do pleno emprego, uma política
fiscal expansionista resultará na redução dos preços e do nível de
atividade econômica.
e) no pleno emprego, reduções no crédito elevam o nível geral de
preços.

82
APO – ESAF - 2015
 Considere o seguinte sistema de equações:

 Resp.: A

 em que Y = produto; C = consumo; C0 = consumo


autônomo; C1= um número entre zero e um; I =
investimento; I0 = investimento autônomo; I1 = um
número maior do que zero; i = taxa de juros; G =
gastos do governo; e (M/P)=demanda por encaixes
reais.

APO – ESAF – 2015 (Cont.)


 Considerando que tanto o mercado de bens quanto o
mercado monetário estão em equilíbrio, então, pode-se  Resp.: E
afirmar que:
 a) um aumento em I0 reduz a taxa de juros de equilíbrio
do modelo.
 b) mudanças em C0 não alteram o equilíbrio do modelo.
 c) aumentos nos gastos públicos elevam os
investimentos privados.
 d) quanto maior a renda provocada por uma política fiscal
expansionista, menor será a taxa de juros de equilíbrio.
 e) uma expansão da base monetária reduz a taxa de
juros de equilíbrio do modelo.

APO – ESAF - 2015


 Considerando o conceito do multiplicador dos meios de
pagamentos em relação à base monetária, é correto
afirmar que:  Resp.: B
a) em uma crise bancária, o multiplicador torna-se zero.
b) um aumento do coeficiente “papel moeda em poder do
público/meios de pagamentos” reduz o coefi ciente
“depósitos à vista/ meios de pagamentos”.
c) o valor do multiplicador independe do comportamento
dos bancos.
d) se o multiplicador bancário for negativo, a base
monetária será maior do que os meios de pagamentos.
e) o valor do multiplicador independe do comportamento
das pessoas que têm acesso ao sistema bancário.

83
APO – ESAF - 2015
 Considerando os conceitos básicos em macroeconomia,
é correto afirmar que:
a) a dívida pública não pode ser maior do que o déficit  Resp.: B
público nominal.
b) independente da renda enviada ou recebida do exterior,
a dívida pública total do governo pode ser maior do que o
Produto Nacional Bruto.
c) a poupança externa nunca pode ser negativa.
d) um aumento no valor nominal do PIB implica
necessariamente em um aumento na renda real da
economia.
e) O PIB nominal não é infl uenciado pela inflação já que se
trata de uma medida de desempenho real da economia.

APO – ESAF - 2015


 Considere o conceito da taxa de câmbio entre o Real e
(Cont.)
o Dólar norte-americano, como adotado no Brasil.
Considere ainda as atuais relações financeiras entre o  d) tudo mais constante, uma valorização
Brasil e o resto do mundo. É então correto afirmar que: do Dólar em relação ao Real traz
a) se o Real se valorizar em relação ao Dólar, então ele incentivos para o aumento das
deve necessariamente se valorizar em relação a todas as
outras moedas conversíveis existentes no mundo atual.
importações pelo Brasil.
b) no Brasil, desde a adoção do regime de metas de  e) tudo mais constante, uma forte entrada
inflação, a variação da taxa de câmbio tem sido próxima à de dólares no Brasil tende a valorizar o
inflação externa. Real em relação ao Dólar
c) após a adoção, no Brasil, do sistema de metas de
inflação, a taxa de câmbio passa a não mais ser
influenciada pela taxa de juros.

APO – ESAF - 2015


 Os seguintes dados foram extraídos do Sistema de Contas
Nacionais do Brasil, em unidades monetárias:
Rendimento misto bruto: 260.424
 Resp.: E
Excedente operacional bruto: 1.075.844
Remuneração dos empregados: 1.414.217
Impostos sobre a produção e a importação: 495.944
Subsídios à produção: 5.807
Rendas de propriedade enviadas ao resto do mundo: 83.459
Rendas de propriedade recebidas do resto do mundo: 18.165
 Com base nestes dados, a Renda Nacional Bruta será de:
a) 2.312.112 b) 2.477.406
c) 3.175.328 d) 3.533.209
e) 3.357.823

84
APO – ESAF - 2015
 Considere:
A = Produto Interno Bruto
 Resp.: C B= Remuneração dos empregados
C = Impostos sobre a produção e a importação
D = Subsídios à produção
E = Excedente operacional bruto e rendimento misto bruto
 É correto, então, afi rmar que:
a) A = B + C – E
b) A = B + C – D
c) A = B – E
d) A – B + C – D = 0
e) A = B + C – D + E

APO – ESAF - 2015


 Em relação à curva de demanda agregada utilizada
na análise macroeconômica, é correto dizer que:
 Resp.: E
a) ela pode ser deslocada pela política monetária.
b) pode ser obtida a partir da soma de todas as curvas
de demanda individuais da sociedade.
c) sua posição independe das operações ativas do
Banco Central.
d) é obtida a partir dos pressupostos de maximização de
um consumidor individual.
e) pode ser deslocada pelo aumento nos custos das
empresas.

APO – ESAF - 2015


 Considere a Curva de Phillips dada pela seguinte equação:
∗)
= − ( −
= taxa de inflação corrente, = taxa esperada de inflação,
 Resp.: A ϵ uma constante positiva, u = taxa de desemprego efetiva e u*
= taxa natural de desemprego.
Considerando que = sendo uma constante
positiva, é correto afirmar que
a) se < 0, a trajetória da inflação será explosiva se u = u*.
b) a inflação não depende do nível de pleno emprego.
c) se = , então a inflação será inercial se = 0.
d) se a economia estiver no pleno emprego, a trajetória e da
inflação dependerá do coeficiente .
e) Quanto maior for ϵ, maior será o componente inercial da
inflação.

85
APO – ESAF - 2015
 Em macroeconomia, o denominado “modelo clássico” foi
popularizado nos livros textos a partir das seguintes
relações:
 Resp.: D i) uma função de produção que relaciona o produto da
economia com o emprego da mão de obra;
ii) uma curva de oferta de trabalho, que depende do salário
real;
iii) uma curva de demanda por trabalho, que também depende
do salário real;
iv) uma equação que representa a teoria quantitativa damoeda;
v) uma equação que representa a igualdade entre poupança e
investimento, que dependem da taxa de juros. Nessa equação,
também estão presentes os gastos e as receitas públicas.

(Cont.)
 Considerando as hipóteses implícitas em cada uma dessas
relações, é correto afirmar que:
 a) uma política monetária expansionista eleva o nível de
 Resp.: C
emprego, mas reduz o salário real.
 b) uma política fiscal expansionista eleva o nível de
emprego, mas reduz a taxa de juros.
 c) se preços e salários são perfeitamente flexíveis, então o
salário real e o nível de emprego serão determinados pelo
mercado de trabalho e a economia estará no pleno emprego.
 d) mesmo que os salários reais estejam acima do nível de
equilíbrio, a identidade entre poupança e investimento
garante o pleno emprego
 e) um aumento na velocidade de circulação eleva o nível do
produto da economia.

86

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