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Lição 5 “ESDRAS E NEEMIAS”

TRANSGREDINDO O ESPÍRITO DA LEI 26 de outubro a 1º de novembro de 2019

SÁBADO A TARDE - 26 de outubro de 2019 – INTRODUÇÃO

VERSO PARA MEMORIZAR: “Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e
as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do vinho e do azeite, que exigistes deles” (Ne
5:11).

Deus viu que era essencial para nós estarmos rodeados de pobres, que em seu desamparo e necessidade,
constituíssem um apelo a nosso serviço. Eles nos seriam de auxílio no aperfeiçoamento do caráter cristão;
pois provendo-lhes alimento à mesa e vestuário ao corpo, cultivaríamos os atributos do caráter de Cristo.
Caso não tivéssemos os pobres entre nós, perderíamos muito pois, a fim de aperfeiçoar o caráter cristão,
precisamos negar a nós mesmos. […] Quando gastarem seu dinheiro, pensem no que faria Jesus caso
estivesse em seu lugar. Ele convida Seus seguidores a Lhe seguirem as pegadas da abnegação e do sacrifício.
O caráter do cristão deve ser uma reprodução do caráter de Cristo. O mesmo amor, a mesma graça, a mesma
abnegada beneficência vistos em Sua vida, deve caracterizar a vida de Seus seguidores (Nossa Alta Vocação
[MM 1962], p. 196).

“O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm 6:10, NVI). Nesta geração, o desejo de lucro é uma
paixão envolvente. A riqueza é muitas vezes obtida por meio de fraude. Há multidões que lutam com a
pobreza, sendo obrigadas a trabalhar arduamente por um pequeno salário, incapazes de assegurar o ganho
suficiente para as necessidades mais básicas da vida. A fadiga e a privação, sem qualquer esperança de coisas
melhores, tornam pesado seu fardo. Atormentados e oprimidos, não sabem para onde ir em busca de alívio. E
tudo isso para que os ricos possam satisfazer suas extravagâncias ou condescender com seu desejo de
enriquecer. O amor ao dinheiro e à ostentação tem transformado este mundo num covil de ladrões e
criminosos. As Escrituras descrevem a ganância e a opressão que prevalecerão exatamente antes da segunda
vinda de Cristo. “Atendei, agora, ricos”, escreveu Tiago. “Tesouros acumulastes nos últimos dias. Eis que o
salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando;
e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Tendes vivido
regaladamente sobre a Terra; tendes vivido nos prazeres; tendes engordado o vosso coração, em dia de
matança; tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência”. Tg 5:1, 3-6. Profetas e Reis,
p. 650, 651.

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Cristo ensinou que Sua igreja é um reino espiritual. Ele mesmo, o “Príncipe da Paz” (Is 9:6) é o cabeça de
Sua igreja. Em Sua pessoa humana, habitada pela divindade, estava representado o mundo. O grande fim de
Sua missão era ser uma oferta pelo pecado do mundo, de modo que pelo derramamento do sangue, fosse feita
expiação por toda a humanidade. Com o coração sempre tocado com o sentimento de nossas enfermidades, o
ouvido sempre aberto ao clamor da humanidade sofredora, a mão sempre pronta para salvar o desencorajado
e desesperado, Jesus, nosso Salvador, “andou fazendo o bem” E todos os que são membros do reino de
Cristo, haverão de representá-Lo no caráter e na disposição (A Maravilhosa Graça de Deus [MM 1974], p.
12).

“Lembro-me do caso de um pobre homem, que residia perto de uma viúva rica. ... Seu pomar fora podado,
e os galhos e brotos assim cortados foram jogados pela cerca. Esse pobre homem pedira-lhe o pequeno favor
de dar aqueles galhos para que ele os empregasse como lenha; ela, porém, recusou-lhos, dizendo: "Quero
guardá-los, pois as cinzas adubarão meu solo." Nunca passo pela casa daquela senhora sem pensar nesse
incidente. Um solo adubado com menosprezo pela necessidade do pobre!” (Meditação Matinal, 1956, p.
272).

Recomendações contra a ideia comunista - As classes sociais jamais deveriam ser igualadas

Nossa clínica foi construída para beneficiar a humanidade sofredora, ricos e pobres, de todo o mundo.
Muitas de nossas igrejas não têm senão pequeno interesse nessa instituição, apesar de terem suficiente
evidência de que ela é um dos instrumentos designados por Deus para trazer homens e mulheres para a
influência da verdade e salvar muitas pessoas. As igrejas, que têm pobres entre elas, não devem negligenciar
a sua mordomia e lançar a carga dos pobres e enfermos sobre o hospital. Todos os membros das várias igrejas
são responsáveis perante Deus por seus doentes. Devem eles carregar os próprios fardos desses. Se tiverem
pessoas doentes entre eles, as quais desejam que sejam beneficiadas por tratamento, devem eles, se puderem,
enviá-las à clínica. Ao fazerem isso, não só estarão favorecendo a instituição que Deus estabeleceu, mas
estarão auxiliando aqueles que necessitam de ajuda, cuidando dos pobres como Deus deseja que o façamos.
Não é plano de Deus que a pobreza desapareça do mundo. As classes sociais jamais deveriam ser igualadas;
pois a diversidade de condições que caracteriza nossa raça é um dos meios pelos quais Deus tem pretendido
provar e desenvolver o caráter. Muitos têm insistido com grande entusiasmo em que todos os homens devem
ter parte igual nas bênçãos temporais de Deus; não era este, porém, o propósito do Criador. Cristo afirmou
que sempre teremos conosco os pobres. Os pobres, bem como os ricos, são comprados por seu sangue; e,
entre os Seus professos seguidores, na maioria dos casos, os primeiros O servem com singeleza de propósito,
enquanto os últimos estão constantemente colocando as suas afeições nos tesouros terrenos, e Cristo é
esquecido. Os cuidados desta vida e a ambição das riquezas eclipsam a glória do mundo eterno. Seria a maior
desgraça que já sobreveio à humanidade se todos devessem ser colocados em posição de igualdade em
possessões terrenas. Testimonies, vol. 4, págs. 550-552.

Domingo, 27 de outubro - A QUEIXA DO POVO

*1. Leia Neemias 5:1-5. O que estava acontecendo? Contra o que o povo estava clamando?

Ne 5:1-5, (ACF 1753/95); 1 FOI, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres, contra os judeus, seus
irmãos. 2 Porque havia quem dizia: Nós, nossos filhos e nossas filhas, somos muitos; então tomemos trigo,
para que comamos e vivamos. 3 Também havia quem dizia: As nossas terras, as nossas vinhas e as nossas
casas empenhamos, para tomarmos trigo nesta fome. 4 Também havia quem dizia: Tomamos emprestado
dinheiro até para o tributo do rei, sobre as nossas terras e as nossas vinhas. 5 Agora, pois, a nossa carne é
como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos como seus filhos; e eis que sujeitamos nossos filhos e nossas
filhas para serem servos; e até algumas de nossas filhas são tão sujeitas, que já não estão no poder de nossas
mãos; e outros têm as nossas terras e as nossas vinhas.

► Resposta 1: “Os muros de Jerusalém ainda não tinham sido terminados quando a atenção de Neemias foi
chamada para a infeliz situação das classes mais pobres do povo. Na desorganização em que o país estava, a
lavoura tinha sido negligenciada. Posteriormente, em virtude da conduta egoísta de alguns dos que tinham

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voltado para a Judeia, as bênçãos do Senhor não repousaram sobre sua terra e houve escassez de cereais. Para
conseguir obter alimento para sua família, os pobres foram obrigados a comprar a crédito e a preços
exorbitantes. Foram também compelidos a pedir dinheiro emprestado a juros, pagando pesadas taxas
impostas pelos reis da Pérsia. Para piorar a angústia dos pobres, os mais ricos entre os judeus tinham se
aproveitado de suas necessidades para, dessa maneira, enriquecerem.” Profetas e Reis, p. 646.

Mas são as invenções dos homens que levam à opressão, injustiça e impiedade. A causa de Deus está livre
de toda a mancha de injustiça. Não pode ela obter vantagem roubando aos membros da família de Deus sua
individualidade ou seus direitos. Todas essas práticas são aborrecíveis a Deus. […] O grande, santo e
misericordioso Deus nunca Se ligará às práticas desonestas; não vindicará nenhum traço de injustiça. Os
homens têm tirado injusta vantagem sobre aqueles que eles supõem estarem sob sua jurisdição.
Determinaram coagir os indivíduos; governariam ou arruinariam. Não haverá mudança material até que haja
um decidido movimento no sentido de trazer uma diferente ordem de coisas. […] Os métodos de Satanás
tendem para um fim: Tornar homens escravos de homens. E quando assim acontece, a confusão, a
desconfiança, o ciúme e as más suspeitas são o resultado disso. Tal atitude destrói a fé em Deus e nos
princípios que devem dominar para excluir o engano e toda espécie de egoísmo e de hipocrisia.
(Testemunhos Para Ministros, p. 360, 361).

Nunca poderemos atingir a perfeição de caráter, caso não ouçamos a voz de Deus e a ela obedeçamos o
conselho. Essas instruções não se aplicam apenas aos que não têm tido provações a enfrentar no sentido de
produzir desgostos para com seus irmãos, mas aos que têm sido ofendidos, que têm sofrido injustiças
monetárias, reprovações e críticas, mal-entendidos e juízos errôneos. Estes não devem permitir que lhes entre
ódio no coração ou que se levantem sentimentos amargos ao olharem para as pessoas que os ofenderam. […]
Como Cristo, perdoaremos nossos inimigos e buscaremos ocasiões de mostrar aos que nos magoaram que os
amamos e, se nos fosse possível, lhes faríamos bem. […] Se os que nos ofenderam continuam em sua atitude
de fazer mal […] devemos fazer esforços para nos reconciliarmos com os irmãos, seguindo o plano bíblico,
assim como Cristo mesmo nos ensinou. Uma vez que os irmãos se recusem a reconciliar-se, não falem deles
então, nem lhes prejudiquem a influência, mas deixem-nos nas mãos de um justo Deus, que a todos julga
retamente (Filhos e Filhas de Deus [MM 1956, 2005], p. 90).

Afinal o povo apresentou sua condição a Neemias: "Eis que sujeitamos nossos filhos e nossas filhas para
serem servos, e até algumas de nossas filhas são tão sujeitas que já não estão no poder de nossa mão; e outros
têm as nossas terras e as nossas vinhas." Ouvindo Neemias desta cruel opressão, sua alma se encheu de
indignação. "Ouvindo eu, pois, o seu clamor, e estas palavras", ele diz, "muito me enfadei." Nee. 5:5 e 6. Ele
viu que se quisesse ter êxito em derribar o opressivo costume de cobrança, precisava tomar posição decidida
ao lado da justiça. Com característica energia e determinação, entregou-se à tarefa de levar alívio a seus
irmãos. O fato de que os opressores eram homens ricos, cujo apoio era grandemente necessário na obra de
restauração da cidade, nem por um momento influiu em Neemias. Rijamente ele repreendeu aos nobres e
juízes; e havendo reunido uma grande assembleia do povo, apresentou diante deles o que Deus pedia no
tocante ao caso. Chamou-lhes a atenção para fatos que ocorreram no reinado do rei Acaz. Repetiu a
mensagem com que Deus nesse tempo enviou para repreender a Israel por sua crueldade e opressão. Os filhos
de Judá, em virtude de sua idolatria, tinham sido entregues às mãos de seus irmãos ainda mais idólatras, o
povo de Israel. Estes tinham suscitado a inimizade daqueles por haverem morto em batalha muitos milhares
de homens de Judá, e tinham-se apoderado de todas as mulheres e crianças, com o propósito de conservá-las
em cativeiro, ou vendê-las como escravas aos pagãos. Por causa dos pecados de Judá, o Senhor não Se havia
interposto para impedir a batalha; mas pelo profeta Obede Ele repreendeu o cruel desígnio do exército
vitorioso: "Cuidais em sujeitar a vós os filhos de Judá e Jerusalém, como cativos e cativas; porventura não
sois vós mesmos aqueles entre os quais há culpas contra o Senhor vosso Deus?" II Crôn. 28:10. Obede
advertiu o povo de Israel de que a ira do Senhor estava inflamada contra eles, e que sua conduta de injustiça e
opressão acarretaria Seus juízos. Ouvindo essas palavras, os homens armados deixaram os cativos e o espólio
perante os príncipes e toda a congregação. Então alguns líderes da tribo de Efraim "tomaram os presos, e
vestiram do despojo a todos os que dentre eles estavam nus, e os vestiram, e os calçaram, e lhes deram de
comer e de beber, e os ungiram; e a todos os que estavam fracos levaram sobre jumentos, e os trouxeram a

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Jericó, à cidade das palmeiras, a seus irmãos." II Crôn. 28:15. Neemias e outros haviam redimido alguns dos
judeus que tinham sido vendidos aos pagãos, e ele agora colocava sua conduta em contraste com a dos que
por amor de lucros mundanos estavam escravizando a seus irmãos. "Não é bom o que fazeis", disse ele;
"porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos
inimigos?" Nee. 5:9. Neemias mostrou-lhes que ele próprio, estando investido da autoridade do rei da Pérsia,
podia ter requerido grandes contribuições para o seu benefício pessoal. Mas em vez disto, não havia tomado
nem mesmo o que de justiça lhe pertencia, mas havia dado liberalmente para socorrer os pobres em suas
necessidades. Ele instou com aqueles entre os juízes judaicos que haviam sido culpados de extorsão, para que
pusessem fim a esta obra iníqua, restituíssem as terras dos pobres, bem como o dinheiro que lhes haviam
arrancado na excessiva taxa de juros; e que lhes emprestassem sem hipoteca ou usura. Estas palavras foram
ditas na presença de toda a congregação. Tivessem os juízes escolhido justificar-se, e teriam tido
oportunidade de fazê-lo. Mas não ofereceram escusas. "Restituir-lho-emos", eles declararam, "e nada
procuraremos deles; faremos assim como dizes." Nesta oportunidade Neemias chamou os sacerdotes, e os fez
"jurar de que fariam conforme a esta palavra." "E toda a congregação disse: Amém E louvaram ao Senhor; e
o povo fez conforme a esta palavra." Nee. 5:11 e 12. Profetas e Reis, p. 648-650.

Sob a liderança de Neemias, a comunidade judaica parecia estar unida contra as pressões externas. Mas
nem tudo estava bem com a nação que enfrentava perseguição e se defendia de ataques estrangeiros. Apesar
da aparência externa de força e resistência e dos coerentes esforços contra o inimigo, a comunidade estava
destruída por dentro. Os líderes e os ricos estavam usando os pobres e desfavorecidos para seu próprio
benefício, e a situação tinha se tornado tão ruim que as famílias estavam clamando por alívio. Algumas delas
diziam que não tinham comida para alimentar seus filhos; alguns se queixavam de que, por causa da fome,
haviam hipotecado sua propriedade e agora não tinham nada; outras famílias lamentavam que precisavam
pedir dinheiro emprestado para pagar o imposto persa. Além disso, seus próprios filhos tinham se tornado
escravos. Parece que as principais causas do problema eram a fome e o pagamento dos impostos, que fizeram
com que as famílias mais pobres buscassem ajuda de seus vizinhos. O governo persa exigia anualmente da
província de Judá um imposto de 350 talentos de prata (veja nota sobre Neemias 5:1-5 na Bíblia de Estudo
Andrews, p. 620). Se uma pessoa não pudesse pagar a parte designada do imposto obrigatório, a família
geralmente hipotecava sua propriedade ou tomava dinheiro emprestado. Se, no entanto, eles não obtivessem
o dinheiro no ano seguinte, tinham que fazer algo sobre a dívida que agora possuíam. Geralmente, a
escravidão era a opção seguinte. Eles já haviam perdido sua propriedade e então tinham que mandar alguém
da família, geralmente os filhos, para que prestassem serviço ao credor a fim de liquidar a dívida.

Há momentos na vida em que as consequências das nossas ações nos deixam em apuros; evidentemente,
também há momentos em que acabamos ficando doentes ou passamos por dificuldades financeiras sem que
tenhamos culpa nenhuma. A história acima fala de uma época em que as políticas governamentais
desfavoreciam o povo, levando-o à intensificada pobreza e envolvendo-o numa espiral de pobreza cada vez
mais profunda, da qual não se podia escapar.

É impressionante que naquela época as pessoas já tivessem que lutar contra a opressão econômica, assim
como hoje. A Bíblia aborda com frequência o assunto da exploração dos pobres. Que mensagem devemos
extrair desse fato?

Segunda, 28 de outubro - CONTRÁRIO AO ESPÍRITO DA LEI

*2. Leia Neemias 5:6-8 e Êxodo 21:2-7. Que situação despertou a fúria de Neemias?

Ne 5:6-8, (NVT); 6 +Quando ouvi essas reclamações, fiquei muito indignado. 7 +Depois de pensar bem na
questão, repreendi os nobres e os oficiais, dizendo: “Vocês estão prejudicando seus próprios irmãos ao cobrar
juros quando lhes pedem dinheiro emprestado!”. Em seguida, convoquei uma reunião pública para tratar do
problema. 8 +Na reunião, eu lhes disse: “Temos feito todo o possível para resgatar nossos irmãos judeus que
se venderam a estrangeiros, mas agora vocês os vendem de volta à escravidão. Quantas vezes precisaremos
resgatá-los?”. E eles não tinham nada a dizer em sua defesa.

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Ex 21:2-7, (ACF 1753/95); 2 Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de
graça. 3 Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá
com ele. 4 Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus
filhos serão de seu senhor, e ele sairá sozinho. 5 Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu
senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre, 6 Então seu SENHOR o levará aos juízes, e o
fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá
para sempre. 7 E se um homem vender sua filha para ser serva, ela não sairá como saem os servos.

► Resposta 2: “Ouvindo Neemias desta cruel opressão, sua alma se encheu de indignação. "Ouvindo eu,
pois, o seu clamor, e estas palavras", ele diz, "muito me enfadei." Nee. 5:5 e 6. Ele viu que se quisesse ter
êxito em derribar o opressivo costume de cobrança, precisava tomar posição decidida ao lado da justiça. Com
característica energia e determinação, entregou-se à tarefa de levar alívio a seus irmãos.” (Ellen G. White,
Profetas e Reis, p. 648).

Deus tinha também instruído Moisés, dizendo: “Se emprestares dinheiro ao Meu povo, ao pobre que está
contigo, não te haverás com ele como credor que impõe juros” (Êx 22:25). “A teu irmão não emprestarás
com juros, seja dinheiro, seja comida ou qualquer coisa que é costume se emprestar com juros” (Dt 23:19).
Em outra ocasião, Ele havia dito: “Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos, em alguma das tuas
cidades, na tua terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás as mãos a teu
irmão pobre; antes, lhe abrirás de todo a mão e lhe emprestarás o que lhe falta, quanto baste para a sua
necessidade (Dt 15:7, 8). Após o regresso dos exilados da Babilônia, os judeus ricos tinham agido
diretamente contra esses mandamentos. Quando os pobres foram obrigados a pedir emprestado para pagar o
tributo ao rei, os ricos lhes haviam emprestado o dinheiro, mas mediante juros elevados. Lançando hipotecas
sobre as terras dos pobres, haviam gradualmente reduzido os infortunados devedores à mais profunda
pobreza. Muitos foram forçados a vender seus filhos e filhas como escravos; e parecia não haver esperança
de que sua condição melhorasse, nem possibilidade de redimir seus filhos ou terras, nem qualquer outra
perspectiva à sua frente, a não ser a de um sofrimento sempre crescente, com perpétua carência e cativeiro.
No entanto, eram da mesma nação, filhos da mesma aliança, como seus irmãos mais favorecidos (Profetas e
Reis, p. 647, 648).

Devido à pobreza, alguns eram vendidos como escravos por seus pais. Outros eram vendidos como
escravos por ordem dos juízes, como sentença por seus crimes. O Senhor especificou que mesmo estes não
deviam ser tidos como escravos por mais de sete anos. No final desse tempo, todo escravo obtinha a
liberdade, ou, se escolhesse, era-lhe permitido permanecer com seu senhor. Assim, Deus resguardou os
interesses dos humildes e dos oprimidos. Assim ordenou um nobre espírito de generosidade e encorajou
todos a cultivar o amor pela liberdade, porque o Senhor os havia tornado livres. Qualquer um que recusasse a
liberdade quando era seu privilégio tê-la, era marcado. Isso não era um sinal de honra para a pessoa, mas uma
marca de ignomínia. Dessa forma, Deus encorajou o cultivo de espírito elevado e nobre, em vez de um
espírito de servidão e escravidão (Comentários de Ellen G. White, no Comentário Bíblico Adventista do
Sétimo Dia, v. 1, p. 1220).

Tenhamos a certeza de estar em paz com Deus, a fim de que o Senhor possa ensinar-nos e guiar-nos, e
revelar-nos Sua vontade. Tenham a bondade de considerar estas coisas. E estejamos muito com Deus em
oração. O Senhor é nosso ajudador, amparo e fortaleza. Se andarmos humildemente com Deus, e temermos e
glorificarmos o Seu nome, Ele estará em nossos pensamentos e coração, e nos assemelharemos à Sua
imagem. Examinemos diligentemente nosso próprio coração e obtenhamos aquela sabedoria que só Deus
pode dar. […] Todo o nosso povo precisa buscar agora a concessão do Espírito Santo. Não entremos em
contenda, mas afastemos a dissensão e discórdia, e procuremos atender à oração registrada no capítulo
dezessete de João (Este Dia Com Deus [MM 1980], p. 22).

Por mais difícil que seja compreender, a escravidão era uma norma cultural no mundo antigo. Um pai ou
mãe podia se tornar escravo ou vender um(a) filho(a). Social e legalmente, os pais tinham o direito de vender

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seus filhos e filhas. Contudo, visto que o propósito essencial de Deus é conceder liberdade, Ele regulou essa
prática em Israel exigindo que os credores libertassem seus escravos a cada sete anos. Por isso, o Senhor
protegeu o povo para que não se tornasse escravo permanentemente e demonstrou Seu desejo de que as
pessoas vivessem livremente.

Embora o empréstimo fosse permitido pela lei, a cobrança de juros não era admitida (para as regras bíblicas
contra a usura, veja Êx 22:25-27; Lv 25:36, 37; Dt 23:19, 20). No entanto, o juro cobrado pelos credores era
pequeno se comparado ao que as nações ao redor cobravam. Era solicitado do povo o pagamento de 1% ao
mês. Textos da Mesopotâmia do século 7 a.C. revelam uma cobrança de juros anuais de 50% para a prata e
100% para o trigo. Portanto, os 12% de juros anuais eram baixos em comparação com o praticado pelos
países da Mesopotâmia. Mas, segundo a Palavra de Deus, o único erro dos credores foi cobrar juros (Ne
5:10-12), e, curiosamente, o povo nem mencionou isso em sua queixa. Todo o restante estava conforme a
norma social, bem como de acordo com as disposições da lei. Então, por que Neemias ficou furioso (Ne 5:6,
NVI)? Surpreendentemente, ele não agiu de imediato, mas ponderou seriamente sobre o assunto.

Ex 22:25-27, (ACF 1753/95); 25 Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te
haverás com ele como um usurário; não lhe imporeis usura. 26 Se tomares em penhor a roupa do teu
próximo, lho restituirás antes do pôr do sol, 27 Porque aquela é a sua cobertura, e o vestido da sua pele; em
que se deitaria? Será pois que, quando clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.

Lv 25:36-37, (ACF 1753/95); 36 Não tomarás dele juros, nem ganho; mas do teu Deus terás temor, para que
teu irmão viva contigo. 37 Não lhe darás teu dinheiro com usura, nem darás do teu alimento por interesse.

Dt 23:19-20, (ACF 1753/95); 19 A teu irmão não emprestarás com juros, nem dinheiro, nem comida, nem
qualquer coisa que se empreste com juros. 20 Ao estranho emprestarás com juros, porém a teu irmão não
emprestarás com juros; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em tudo que puseres a tua mão, na terra a
qual vais a possuir.

Ne 5:10-12, (ACF 1753/95); 10 Também eu, meus irmãos e meus servos, a juros lhes temos emprestado
dinheiro e trigo. Deixemos este ganho. 11 Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus
olivais e as suas casas; como também a centésima parte do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós
exigis deles. 12 Então disseram: Restituir-lhes-emos, e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes.
Então chamei os sacerdotes, e os fiz jurar que fariam conforme a esta palavra.

O fato de Neemias ter lidado com o problema de maneira firme é algo admirável. Embora tecnicamente a
injustiça não transgredia a Lei e era socialmente aceitável, ou até mesmo “boa” em comparação com as
práticas da região, ele não a ignorou. O espírito da Lei havia sido quebrado nessa situação. Especialmente
durante um período de dificuldades econômicas, era dever do povo que ajudassem uns aos outros. Deus está
do lado dos oprimidos e necessitados, e Ele teve que comissionar profetas para falar contra os males e a
violência cometidos contra os pobres.

Como podemos, mesmo sem querer, obedecer à letra da Lei enquanto transgredimos o espírito que está por
trás dela? (Veja Mq 6:8)

Mq 6:8, (ACF 1753/95); 8 Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti,
senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?

Terça, 29 de outubro - AÇÕES DE NEEMIAS

Os nobres e os oficiais foram repreendidos com estas palavras: “Vocês estão cobrando juros dos seus
compatriotas!” (Ne 5:7, NVI). Aparentemente, isso não trouxe os resultados desejados. Por isso, Neemias
não parou por aí, mas continuou a lutar pelos oprimidos. Ele poderia simplesmente ter dito que havia tentado
ensinar os líderes, mas que, como não tinha funcionado, tinha sido forçado a abandonar o problema. Afinal,

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ele estaria enfrentando os ricos e poderosos da terra. Contudo, não ficou satisfeito até que fosse
implementada uma solução para a dificuldade, mesmo que surgissem inimigos poderosos no processo.

*3. Leia Neemias 5:7-12. Quais foram os argumentos do líder contra o que estava ocorrendo? O que
Neemias usou para persuadir as pessoas a corrigir o erro?

Ne 5:7-12, (ACF 1753/95); 7 E considerei comigo mesmo no meu coração; depois pelejei com os nobres e
com os magistrados, e disse-lhes: Sois usurários cada um para com seu irmão. E convoquei contra eles uma
grande assembléia. 8 E disse-lhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às nações,
segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis a vossos irmãos, ou vender-se-iam a nós? Então se
calaram, e não acharam que responder. 9 Disse mais: Não é bom o que fazeis; porventura não andaríeis no
temor do nosso Deus, por causa do opróbrio das nações, os nossos inimigos? 10 Também eu, meus irmãos e
meus servos, a juros lhes temos emprestado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho. 11 Restituí-lhes hoje, vos
peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas; como também a centésima parte do
dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles. 12 Então disseram: Restituir-lhes-emos, e nada
procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então chamei os sacerdotes, e os fiz jurar que fariam
conforme a esta palavra.

► Resposta 3: “Ele (Neemias) viu que se quisesse ter êxito em derribar o opressivo costume de cobrança,
precisava tomar posição decidida ao lado da justiça. Com característica energia e determinação, entregou-se à
tarefa de levar alívio a seus irmãos. O fato de que os opressores eram homens ricos, cujo apoio era
grandemente necessário na obra de restauração da cidade, nem por um momento influiu em Neemias.
Rijamente ele repreendeu aos nobres e juízes; e havendo reunido uma grande assembleia do povo, apresentou
diante deles o que Deus pedia no tocante ao caso. Chamou-lhes a atenção para fatos que ocorreram no
reinado do rei Acaz. Repetiu a mensagem com que Deus nesse tempo enviou para repreender a Israel por sua
crueldade e opressão. Os filhos de Judá, em virtude de sua idolatria, tinham sido entregues às mãos de seus
irmãos ainda mais idólatras, o povo de Israel. Estes tinham suscitado a inimizade daqueles por haverem
morto em batalha muitos milhares de homens de Judá, e tinham-se apoderado de todas as mulheres e
crianças, com o propósito de conservá-las em cativeiro, ou vendê-las como escravas aos pagãos. Por causa
dos pecados de Judá, o Senhor não Se havia interposto para impedir a batalha; mas pelo profeta Obede Ele
repreendeu o cruel desígnio do exército vitorioso: "Cuidais em sujeitar a vós os filhos de Judá e Jerusalém,
como cativos e cativas; porventura não sois vós mesmos aqueles entre os quais há culpas contra o Senhor
vosso Deus?" II Crôn. 28:10. Obede advertiu o povo de Israel de que a ira do Senhor estava inflamada contra
eles, e que sua conduta de injustiça e opressão acarretaria Seus juízos. Ouvindo essas palavras, os homens
armados deixaram os cativos e o espólio perante os príncipes e toda a congregação. Então alguns líderes da
tribo de Efraim "tomaram os presos, e vestiram do despojo a todos os que dentre eles estavam nus, e os
vestiram, e os calçaram, e lhes deram de comer e de beber, e os ungiram; e a todos os que estavam fracos
levaram sobre jumentos, e os trouxeram a Jericó, à cidade das palmeiras, a seus irmãos." II Crôn. 28:15.
Neemias e outros haviam redimido alguns dos judeus que tinham sido vendidos aos pagãos, e ele agora
colocava sua conduta em contraste com a dos que por amor de lucros mundanos estavam escravizando a seus
irmãos. "Não é bom o que fazeis", disse ele; "porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por
causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos?" Nee. 5:9. Neemias mostrou-lhes que ele próprio, estando
investido da autoridade do rei da Pérsia, podia ter requerido grandes contribuições para o seu benefício
pessoal. Mas em vez disto, não havia tomado nem mesmo o que de justiça lhe pertencia, mas havia dado
liberalmente para socorrer os pobres em suas necessidades. Ele instou com aqueles entre os juízes judaicos
que haviam sido culpados de extorsão, para que pusessem fim a esta obra iníqua, restituíssem as terras dos
pobres, bem como o dinheiro que lhes haviam arrancado na excessiva taxa de juros; e que lhes emprestassem
sem hipoteca ou usura. Estas palavras foram ditas na presença de toda a congregação. Tivessem os juízes
escolhido justificar-se, e teriam tido oportunidade de fazê-lo. Mas não ofereceram escusas. "Restituir-lho-
emos", eles declararam, "e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes." Nesta oportunidade
Neemias chamou os sacerdotes, e os fez "jurar de que fariam conforme a esta palavra." "E toda a
congregação disse: Amém E louvaram ao Senhor; e o povo fez conforme a esta palavra." Nee. 5:11 e 12.
Profetas e Reis, p. 648-650.

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“Quando os pobres e oprimidos apelaram a Neemias no sentido de que se reparasse o mal, ele se pusera
corajosamente em sua defesa, e havia levado os que fizeram o mal a remover o reproche que sobre eles
repousava" (Profetas e Reis, p. 658).

Mesmo entre os que dizem andar no temor do Senhor, há aqueles que agem como os nobres de Israel.
Podendo fazê-lo, pedem mais do que é justo, tornando-se opressores. […] Extravagância, excessos e
extorsões estão corrompendo a fé de muitos e destruindo sua espiritualidade. Em grande medida, a igreja é
responsável pelos pecados de seus membros. Ela encoraja o mal quando deixa de levantar a voz contra isso.
Os costumes do mundo não são norma para o cristão. Ele não deve imitar suas práticas inescrupulosas, seus
enganos e extorsões. Todo ato injusto para com o próximo é uma violação da regra áurea. Cada erro
praticado em relação aos filhos de Deus é feito ao próprio Cristo na pessoa de Seus santos. Toda tentativa de
tirar vantagem da ignorância, da fraqueza ou do infortúnio de outros é registrada como fraude no livro-razão
do Céu. (Profetas e Reis, p. 651, 652).

Quando Deus confia responsabilidades aos homens, espera que eles obedeçam à Sua lei. Devem agir com
justiça, compreendendo que o Senhor contempla todas as suas transações com seus semelhantes e que Ele
punirá todo ato injusto e opressivo. Deus concede aos homens oportunidades para se tornarem um com Cristo
e um com Ele. Os que andam no temor do Senhor, meditando em Seu caráter, se tornarão diariamente mais e
mais semelhantes a Cristo. Os que resolvem não conhecer a Deus serão arrogantes e jactanciosos (Este Dia
Com Deus [MM 1980], p. 38).

Quando uma pessoa que professa servir a Deus ofende ou injuria a um irmão, representa mal o caráter de
Deus diante daquele irmão e, a fim de estar em harmonia com Deus, a ofensa deve ser confessada, ele deve
reconhecer que isso é pecado. Talvez nosso irmão nos tenha feito um maior agravo do que nós a ele, mas isso
não diminui nossa responsabilidade. Se, ao chegarmos à presença de Deus, nos lembramos de que outro tem
qualquer coisa contra nós, cumpre-nos deixar nossa oferta de oração, ou de ações de graças, ou a oferta
voluntária, e ir ter com o irmão com quem estamos em desinteligência, confessando em humildade nosso
próprio pecado e pedindo perdão. Se, de alguma forma, prejudicamos ou causamos dano a nosso irmão,
devemos fazer restituição. Se, sem saber, demos a seu respeito falso testemunho, se lhe desfiguramos as
palavras, se, por qualquer maneira, lhe prejudicamos a influência, devemos ir ter com as pessoas com quem
conversamos a seu respeito, e retirar todas as nossas errôneas e ofensivas informações. Se as dificuldades
existentes entre irmãos não fossem expostas a outros, mas francamente tratadas entre eles mesmos, no
espírito do amor cristão, quanto mal seria evitado! Quantas raízes de amargura pelas quais muitos são
contaminados seriam destruídas, e quão íntima e ternamente poderiam os seguidores de Cristo ser unidos em
Seu amor! (O Maior Discurso de Cristo, p. 58, 59).

Neemias convocou uma grande assembleia, todo o povo de Israel foi reunido para resolver esse assunto.
Muito provavelmente ele estava contando com a possibilidade de que, quando todo o povo estivesse presente,
os líderes ficassem envergonhados, talvez até com medo de praticar esse tipo de opressão. O argumento
inicial estava centrado na escravidão. Muitos judeus (provavelmente Neemias estivesse incluído) haviam
comprado a liberdade para compatriotas que tinham servido como escravos a estrangeiros. Então, ele
perguntou aos nobres e oficiais se eles achavam aceitável comprar e vender seus irmãos. Fazia sentido que os
israelitas comprassem seus compatriotas e os libertassem apenas para que eles se tornassem escravos de
pessoas de seu próprio povo? Os líderes não ofereceram resposta porque viram que esse argumento era
sensato. Neemias continuou: “Vocês devem andar no temor do Senhor para evitar a zombaria dos outros
povos, os nossos inimigos” (Ne 5:9, NVI). Em seguida, admitiu que ele mesmo tinha emprestado dinheiro e
trigo ao povo. Ao declarar: “Vamos acabar com a cobrança de juros!” (Ne 5:10; NVI), ele confirmou a lei
que proibia essa prática com os compatriotas hebreus e demonstrou que, sob seu governo, ele gostaria que as
pessoas fossem solícitas umas com as outras. Surpreendentemente, a resposta foi unânime. Os líderes
concordaram em restituir tudo ao povo.

Você já cometeu erros contra alguém? Provavelmente sim. Você corrigiu a situação? Se não, o que o
impede?

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Quarta, 30 de outubro - UM JURAMENTO

*4. Leia Neemias 5:12, 13. Por que Neemias pronunciou uma maldição contra os que não cumprissem sua
parte no acordo?

Ne 5:12-13, (ACF 1753/95); 12 Então disseram: Restituir-lhes-emos, e nada procuraremos deles; faremos
assim como dizes. Então chamei os sacerdotes, e os fiz jurar que fariam conforme a esta palavra. 13 Também
sacudi as minhas vestes, e disse: Assim sacuda Deus todo o homem da sua casa e do seu trabalho que não
confirmar esta palavra, e assim seja sacudido e vazio. E toda a congregação disse: Amém! E louvaram ao
SENHOR; e o povo fez conforme a esta palavra.

► Resposta 4: “sacudi as minhas vestes” Para enfatizar que esta promessa era obrigatória, Nehemías realizou
um ato simbólico. Consistiu em levantar sua vestimenta para levar algo em seus dobras e logo sacudi-la
enquanto pronunciava a maldição do vers. 13. Entre as nações da antiguidade havia poucas coisas mais
temidas que cair baixo uma maldição. Do mesmo modo, as maldições do Deut. 28: 16-44 tinham o propósito
de impressionar aos que pudessem sentir-se tentados a violar a lei. As maldições inscritas sobre a entrada das
tumbas dos reis de Assíria e Persia tinham o fim de amedrontar aos presuntos ladrões. Assim também se
protegiam os tratados na antiguidade para que não os violasse. A maldição de Nehemías não é comum, mas
seu propósito é claro. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. v. 3. p. 454.

Os judeus compreendiam o terceiro mandamento como proibição do emprego profano do nome de Deus;
mas se julgavam na liberdade de empregar outros juramentos. Jurar era comum entre eles. Haviam sido
proibidos, por intermédio de Moisés, de jurar falsamente; mas tinham muitos meios de se livrar da obrigação
imposta por um juramento. Não temiam condescender com o que era realmente profano, nem recuavam do
perjúrio, contanto que o mesmo estivesse velado por qualquer técnica evasiva à lei. Jesus lhes condenou as
práticas, dizendo que seu costume de jurar era uma transgressão ao mandamento de Deus. Nosso Salvador
não proibiu, todavia, o emprego do juramento judicial, no qual Deus é solenemente invocado para testificar
que o que se diz é verdade, e nada mais que a verdade. O próprio Jesus, em Seu julgamento perante o
Sinédrio, não Se recusou a testificar sob juramento. Disse-Lhe o sumo sacerdote: "Conjuro-Te pelo Deus
vivo que nos digas se Tu és o Cristo, o Filho de Deus." Jesus respondeu: "Tu o disseste." Mat. 26:63 e 64.
Houvesse Cristo, no Sermão do Monte condenado o juramento judicial, em Seu julgamento haveria
reprovado o sumo sacerdote, reforçando assim, para benefício de Seus seguidores, Seus próprios ensinos.
Muitos, muitos há que não temem enganar seus semelhantes; mas foi-lhes ensinado, e eles foram
impressionados pelo Espírito de Deus, que é terrível coisa mentir a seu Criador. Quando postos sob
juramento, é-lhes feito sentir que não estão testemunhando apenas diante dos homens, mas perante Deus; que
se derem falso testemunho, é Àquele que lê no coração, e que sabe a exata verdade. O conhecimento dos
terríveis juízos que se têm seguido a esse pecado tem uma influência refreadora sobre eles. Mas se existe
alguém que possa coerentemente testificar sob juramento, esse é o cristão. Ele vive constantemente como na
presença de Deus, sabendo que todo pensamento está aberto perante os olhos daquele com quem temos de
tratar; e, quando lhe é exigido fazer assim em uma maneira legal, é-lhe lícito apelar para Deus como
testemunha de que o que ele diz é a verdade, e nada senão a verdade. Jesus estabeleceu então um princípio
que tornaria desnecessário o juramento. Disse que a exata verdade deve ser a lei da linguagem. "Seja, porém,
o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna." Mat. 5:37. O Maior
Discurso de Cristo, p. 66, 67.

As palavras agradáveis, animadoras, não custam mais que as desagradáveis, irritantes. Palavras mordazes
ferem e magoam a alma. Nesta vida, cada um tem dificuldades com que lutar. Cada um encontra ofensas e
decepções. Não levaremos nós Sol em vez de sombras à vida daqueles com quem entramos em contato? Não
proferiremos palavras que ajudem e beneficiem? Essas palavras serão tão certamente uma bênção para nós
como para aqueles a quem são dirigidas. […] Muitas vezes são proferidas palavras descuidadamente, e
esquecidas, mas essas palavras, para bem ou para mal, trarão sua sementeira. Semeiem uma palavra áspera,
cruel, e essa semente, encontrando terreno na mente dos ouvintes, brotará para frutificar segundo a sua
espécie. Semeiem uma semente em amoráveis, gentis palavras à semelhança de Cristo, e ela lhes trará

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abundante colheita em retribuição. Acautelemo-nos, não profiramos palavras que, em vez de ser uma bênção,
sejam maldição. Se semearmos trigo, ceifaremos trigo; se semearmos joio, ceifaremos joio; e a colheita, seja
de trigo ou seja de joio, será certa e farta (Nossa Alta Vocação [MM 1962], p. 292).

Mesmo que os líderes concordassem em restituir e devolver o que eles tinham confiscado, Neemias não
ficou satisfeito com meras palavras. Ele precisava de provas sólidas; portanto, ele os fez jurar diante dos
sacerdotes. Essa ação também deu validade legal ao processo, caso ele tivesse que fazer referência ao acordo
posteriormente. Mas por que ele pronunciou uma maldição? Neemias realizou o ato simbólico de levantar
suas vestes como se tivesse que reter nelas alguma coisa para depois sacudi-las como sinal de perda. Assim,
aqueles que fossem contra esse juramento perderiam tudo. Era costume proferir maldições para impressionar
os outros quanto à importância de determinada lei ou regulamento. As pessoas também eram menos
propensas a contrariar a Lei quando uma maldição estava associada à quebra dela. Parece que Neemias
considerou essa questão tão importante que ele precisava fazer algo drástico para aumentar a probabilidade
de seu sucesso.

*5. O que os seguintes textos do Antigo Testamento ensinam sobre a santidade dos juramentos? Nm 30:2;
Dt 23:21-23; Ec 5:4, 5; Lv 19:12; Gn 26:31

Nm 30:1-2, (ACF 1753/95); 1 E FALOU Moisés aos cabeças das tribos dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a
palavra que o SENHOR tem ordenado. 2 Quando um homem fizer voto ao SENHOR, ou fizer juramento,
ligando a sua alma com obrigação, não violará a sua palavra: segundo tudo o que saiu da sua boca, fará.

Dt 23:21-23, (ACF 1753/95); 21 Quando fizeres algum voto ao SENHOR teu Deus, não tardarás em cumpri-
lo; porque o SENHOR teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado. 22 Porém, abstendo-te
de votar, não haverá pecado em ti. 23 O que saiu dos teus lábios guardarás, e cumprirás, tal como
voluntariamente votaste ao SENHOR teu Deus, declarando-o pela tua boca.

Ec 5:4-5, (ACF 1753/95); 4 Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se
agrada de tolos; o que votares, paga-o. 5 Melhor é que não votes do que votares e não cumprires.

Lv 19:11-12, (ACF 1753/95); 11 Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu
próximo; 12 Nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanarás o nome do teu Deus. Eu sou o SENHOR.

Gn 26:30-31, (ACF 1753/95); 30 Então lhes fez um banquete, e comeram e beberam; 31 E levantaram-se de
madrugada e juraram um ao outro; depois os despediu Isaque, e despediram-se dele em paz.

► Resposta 5: "‘Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.’ Êxo. 20:7. Este mandamento não
somente proíbe os falsos juramentos e juras comuns mas veda-nos o uso do nome de Deus de maneira leviana
ou descuidada, sem atentar para a sua terrível significação. Pela precipitada menção de Deus na conversação
comum, pelos apelos a Ele feitos em assuntos triviais, e pela frequente e impensada repetição de Seu nome,
nós O desonramos. "Santo e tremendo é o Seu nome." Sal. 111:9. Todos devem meditar em Sua majestade,
pureza e santidade, para que o coração possa impressionar-se com uma intuição de Seu exaltado caráter; e
Seu santo nome deve ser pronunciado com reverência e solenidade". Patriarcas e Profetas, págs. 306 e 307.

“os fiz jurar que fariam conforme a esta palavra”. Quando foi dado o consentimento exigido, Nehemías
chamou os sacerdotes e exigiu que os credores jurassem respeitar seu acordo. Nehemías conseguiu a presença
dos sacerdotes, em parte para dar solenidade ao juramento, como se o tivessem emprestado diante do Senhor,
e em parte para dar validez legal à declaração, se por acaso havia necessidade de tomar uma ação judicial.
Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. v. 3. p. 454.

Jurar, e todas as palavras proferidas em forma de juramento desonram a Deus. O Senhor vê, o Senhor ouve, e
o transgressor não será por Ele julgado como inocente, Deus não Se deixa escarnecer. Os que tomam o nome
de Deus em vão irão ver que será uma coisa terrível cair nas mãos do Deus vivo. Manuscrito 126, 1901.

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A fala é um dom poderoso que Deus deu ao ser humano; radicalmente diferente do que ocorre com os
animais. Há poder em nossas palavras, o poder da vida e da morte. Por isso, precisamos ser muito cautelosos
com o que dizemos, com o que prometemos fazer e com os compromissos verbais que assumimos. Também
é importante que nossas ações correspondam às nossas palavras. Muitas pessoas se afastam do cristianismo
por causa daqueles cujas palavras soam cristãs, mas suas ações não provam isso.

Quinta, 31 de outubro - O EXEMPLO DE NEEMIAS

*6. Leia Neemias 5:14-19. Quais razões Neemias apresentou para não exigir do povo “o pão devido ao
governador” (Ne 5:18)?

Ne 5:14-19, (ACF 1753/95); 14 Também desde o dia em que me mandou que eu fosse seu governador na
terra de Judá, desde o ano vinte, até ao ano trinta e dois do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus
irmãos comemos o pão do governador. 15 Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim,
oprimiram o povo, e tomaram-lhe pão e vinho e, além disso, quarenta siclos de prata, como também os seus
servos dominavam sobre o povo; porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus. 16 Como também na
obra deste muro fiz reparação, e terra nenhuma compramos; e todos os meus servos se ajuntaram ali à obra.
17 Também dos judeus e dos magistrados, cento e cinqüenta homens, e os que vinham a nós dentre as nações
que estão ao redor de nós, se punham a minha mesa. 18 E o que se preparava para cada dia era um boi e seis
ovelhas escolhidas; também aves se me preparavam e, de dez em dez dias, muito vinho de todas as espécies;
e nem por isso exigi o pão do governador, porquanto a servidão deste povo era grande. 19 Lembra-te de mim
para bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo.

► Resposta 6: “Neemias mostrou-lhes que ele mesmo, estando investido da autoridade do rei da Pérsia,
podia ter exigido grandes contribuições para seu benefício pessoal. Contudo, em vez disso, não havia tomado
nem mesmo o que por justiça lhe pertencia, mas tinha dado liberalmente para socorrer os pobres em suas
necessidades. Ele insistiu com aqueles entre os magistrados judeus que eram culpados de extorsão para que
pusessem fim a essa obra iníqua, restituíssem as terras dos pobres, bem como o dinheiro que lhes tinham
arrancado na excessiva taxa de juros, e lhes emprestassem sem hipoteca nem agiotagem. Essas palavras
foram ditas na presença de toda a congregação. Se os juízes quisessem se justificar, teriam tido oportunidade
de fazer isso; mas não apresentaram desculpas. “Nós devolveremos tudo o que você citou”, declararam, “e
não exigiremos mais nada deles. Vamos fazer o que você está pedindo” (v. 12, NVI). Nessa oportunidade,
Neemias chamou os sacerdotes e os fez “jurar que fariam segundo prometeram. […] E toda a congregação
respondeu: Amém! E louvaram o Senhor; e o povo fez segundo a sua promessa” (v. 12, 13). Profetas e Reis,
p. 650.

“Mas entre os filhos de Israel havia patriotas cristãos, que eram verdadeiros ao princípio como o aço, e para
esses leais e fiéis homens o Senhor olhava com grande prazer. ... Tiveram de sofrer com o culpado, mas na
providência de Deus esse cativeiro foi o meio de levá-los para a dianteira. Seu exemplo de imaculada
integridade, enquanto cativos em Babilônia, brilha com o lustro do Céu. Muitos entre o povo escolhido do
Senhor se mostraram indignos de confiança. Separaram-se de Deus e se tornaram egoístas, ardilosos e
desonrados. A parte desempenhada por Daniel e seus companheiros, e por Esdras e Neemias, estava em
acentuado contraste com essa outra, e o Senhor abençoou de modo especial esses homens por se haverem
conservado firmes pelo direito. Neemias foi escolhido por Deus porque estava disposto a cooperar com Ele
como restaurador. ... Não se deixaria dirigir nem corromper pelas artimanhas de homens sem princípios que
haviam sido contratados para fazer uma obra má. Não lhes permitiria que o intimidassem, levando-o a tomar
uma atitude covarde. Quando viu princípios errados em ação, não ficou parado como espectador, dando o seu
consentimento pelo silêncio. Não deixou o povo concluir que ele ficaria do lado errado. Tomou uma posição
firme, inabalável, pelo direito. Não emprestaria um jota de influência para a perversão dos princípios que
Deus havia estabelecido. Fosse qual fosse o rumo que outros pudessem tomar, ele diria: "Eu assim não fiz,
por causa do temor de Deus." Nee. 5:15. Manuscrito 121, 1898.

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Enquanto os olhos de todos os obreiros muitas vezes se dirigiam para Neemias, prontos a descobrir o
menor sinal, os olhos e o coração dele se erguiam a Deus, o grande Superintendente da obra toda, Aquele que
havia posto no coração de Seu servo o desejo de construir. E à medida que a fé e a coragem se fortaleciam
em seu coração, Neemias exclamava (e suas palavras, repetidas e ecoadas, incentivavam o coração dos
obreiros em toda a linha): “O Deus dos Céus é o que nos fará prosperar!” Neemias e seus companheiros não
recuaram diante das dificuldades, nem se esquivavam a serviços árduos. Nem de noite nem de dia, nem
mesmo durante o breve período dado ao sono, eles depunham suas vestes, nem mesmo sua armadura. "Nem
eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos os nossos
vestidos; cada um ia com suas armas à água." Nee. 4:23. Southern Watchman, 26 de abril de 1904. Serviço
Cristão, p. 176.

Coisa alguma existe que mais enfraqueça a força de uma igreja do que o orgulho e a paixão. Cristo nos deu
o exemplo de amor e humildade, e mandou Seus seguidores se amarem mutuamente, assim como Ele nos
amou. Temos que, em humildade de espírito, considerar os outros melhores do que nós. Temos que ser
severos com os nossos defeitos de caráter, ligeiros em discernir nossos erros e deslizes, em fazer menos das
faltas alheias do que das nossas. Devemos sentir interesse especial em olhar às coisas dos outros – não para
cobiçá-las, nem para as criticar, tampouco para fazer observações sobre elas de modo a dar impressão
errônea, mas sim fazer estrita justiça em todas as coisas, a nossos irmãos e a todos aqueles com quem temos
qualquer trato. O espírito de idealizar planos para favorecer o próprio interesse egoísta, de modo a obter um
pequeno ganho, ou esforçar-se por mostrar superioridade ou rivalidade, isto é ofensa a Deus. O Espírito de
Cristo levará Seus seguidores a se preocuparem, não só no sentido de seu êxito e vantagem, mas interessar-se
igualmente no êxito e vantagem de seus irmãos. Isso é que é amar nosso próximo como a nós mesmos. Para
Conhecê-Lo [MM 1965], p. 176.

"Deus deu aos ricos fortuna para que socorram e confortem Seus filhos sofredores; mas demasiadas vezes
são indiferentes às privações dos demais. Sentem-se superiores a seus irmãos pobres. Não se colocam no
lugar deles" (O Desejado de Todas as Nações, p. 639).

Nós éramos todos devedores em relação à justiça divina, mas não possuíamos nada para pagar essa dívida.
Então o Filho de Deus, que teve piedade de nós, pagou o preço de nossa redenção. Fez-Se pobre para que,
por Sua pobreza, fôssemos enriquecidos. Mediante obras de caridade para com Seus pobres, podemos provar
a sinceridade de nossa gratidão pela misericórdia que nos foi estendida. “Façamos bem a todos”, o apóstolo
recomendou, “mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6:10). E suas palavras estão em harmonia com as
do Salvador: “Os pobres, sempre os tendes convosco” (Mc 14:7). “Tudo quanto, pois, quereis que os homens
vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas”. Mt 7:12. Profetas e Reis, p.
652.

Neemias provavelmente tenha escrito esse relato após seu retorno à corte do rei Artaxerxes, depois de
governar Judá durante 12 anos. Embora os governadores tivessem o direito de receber impostos de seus
súditos, Neemias nunca reivindicou esse direito e financiou seu sustento. Ele não apenas pagou suas próprias
despesas, mas também sustentou sua família e toda a corte. Zorobabel, o primeiro governador, é o único cujo
nome conhecemos. Quando Neemias mencionou “os primeiros governadores”, ele provavelmente estivesse
se referindo aos governadores que existiram entre os governos de Zorobabel e o seu próprio governo. Em
resultado, ao terminar seu mandato, ele provavelmente houvesse perdido dinheiro. Em vez de trazer riquezas,
como era de se esperar de uma posição de prestígio, Neemias provavelmente tivesse perdido a riqueza e os
bens, por causa de sua atitude de generosidade. Sendo ele abastado, pôde prover o alimento diário para
muitas pessoas. Ele foi generoso em suprir abundantemente as necessidades dos outros (Ne 5:17, 18).

*7. Leia Neemias 5:19. O que ele disse nesse verso? Como entender isso em relação ao evangelho?

Ne 5:19, (ACF 1753/95); 19 Lembra-te de mim para bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo.

► Resposta 7: “O verso de Neemias 5:19 nos faz lembrar do princípio ensinado no Salmo 18:20-30, em que

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13
o Senhor recompensa a fidelidade de seus servos. cf. Is 38:3; Jr 15:15; Mt 10:42; Hb 6:10; At 10:3-4”. GGR.

Sl 18:20-30, (ACF 1753/95); 20 Recompensou-me o SENHOR conforme a minha justiça, retribuiu-me


conforme a pureza das minhas mãos. 21 Porque guardei os caminhos do SENHOR, e não me apartei
impiamente do meu Deus. 22 Porque todos os seus juízos estavam diante de mim, e não rejeitei os seus
estatutos. 23 Também fui sincero perante ele, e me guardei da minha iniquidade. 24 Assim que retribuiu-me
o SENHOR conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos. 25 Com o
benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero; 26 Com o puro te mostrarás
puro; e com o perverso te mostrarás indomável. 27 Porque tu livrarás o povo aflito, e abaterás os olhos
altivos. 28 Porque tu acenderás a minha candeia; o SENHOR meu Deus iluminará as minhas trevas. 29
Porque contigo entrei pelo meio duma tropa, com o meu Deus saltei uma muralha. 30 O caminho de Deus é
perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.

Vemos em Neemias o exemplo de alguém que colocou o Senhor e Sua obra antes de seu ganho e vantagens
pessoais. Essa é uma boa lição para nós, independentemente da nossa situação específica. É fácil trabalhar
para o Senhor quando não nos custa muito.

Leia Filipenses 2:3-8. Como você pode revelar em sua vida os princípios abnegados expressos nessa
passagem e demonstrados na vida de Jesus Cristo?

Fp 2:3-8, (ACF 1753/95); 3 Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um
considere os outros superiores a si mesmo. 4 Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada
qual também para o que é dos outros. 5 De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em
Cristo Jesus, 6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, 7 Mas esvaziou-se a
si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 E, achado na forma de homem,
humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

Sexta, 1º de novembro - ESTUDO ADICIONAL

Texto de Ellen G. White: Profetas e Reis, p. 646-652 (“Condenada a Extorsão”). Refletindo a Cristo, (“Aos
misericordiosos Cristo dirá: “Muito bem!”), p. 219.

“Disse que a exata verdade deve ser a lei da linguagem. "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não." ...
Mat. 5:37. Essas palavras condenam todas aquelas frases sem sentido e palavras expletivas, que beiram a
profanidade. Condenam os enganosos cumprimentos, a evasiva da verdade, as frases lisonjeiras, os exageros,
as falsidades no comércio, coisas comuns na sociedade e no comércio do mundo. Elas ensinam que ninguém
que busque parecer o que não é, ou cujas palavras não exprimam o sentimento real do coração, pode ser
chamado verdadeiro. Caso fossem ouvidas essas palavras de Cristo, elas impediriam a enunciação de ruins
suspeitas e crítica má; pois, comentando as ações e os motivos de outro, quem pode estar certo de que o que
diz é a justa verdade? Quantas vezes o orgulho, a paixão, o ressentimento pessoal, dão cores à impressão
transmitida! Um olhar, uma palavra, a própria entonação da voz, podem estar cheios de mentira. Mesmo os
fatos podem ser declarados de modo a dar uma falsa impressão. E "o que passa" da verdade "é de
procedência maligna". Mat. 5:37. Tudo quanto os cristãos fazem deve ser tão transparente como a luz do Sol.
A verdade é de Deus; o engano, em todas as suas múltiplas formas, é de Satanás; e quem quer que, de alguma
maneira, se desvia da reta linha da verdade, está-se entregando ao poder do maligno. Não é, todavia, coisa
leve ou fácil falar a exata verdade; e quantas vezes opiniões preconcebidas, peculiares disposições mentais,
imperfeito conhecimento, erros de juízo, impedem uma justa compreensão das questões com que temos de
lidar! Não podemos falar a verdade, a menos que nossa mente seja continuamente dirigida por Aquele que é a
verdade. O Maior Discurso de Cristo, págs. 67-68.

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