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Crisostomo (PARTE 1) - 02/12

A idéia seria um maior aprofundamento naquilo que foi visto no 2 período, porque em tese,
ainda há turmas que ainda estão chegando nessa disciplina ,sem terem passado por mim no 2
período, então as vezes não é um aprofundamento só, é um contato original. A disciplina
nasceu com o nome de clinica, psicologia clinica que é um enfoque tem haver com a minha
própria formação, entretanto eu tenho plena consciência que muita gente que vai fazer a
disciplina não necessariamente pensa em psicologia clinica , e ai portanto também ao longo
das disciplinas eu vá fazendo pontes com a psicologia em geral, institucional,social, pensar em
fenomenologia é pensar em uma perspectiva, em uma forma de ver e isso vai para diversos
campos , então embora ela tenha nascido com esse nome, a gente não vai deixar de
contemplar todas as demandas de outros segmentos, todos os diálogos são possíveis eu vou
tentar ao longo da disciplina deixar isso claro para você.Esse assunto no 2 período, psicologia
existencial humanística, pra você que passaram por ela sem mim, não viram comigo, fica
restrita a algumas discussões aqui dessa disciplina,mais especificamente a gente aprofunda
existencialismo e fenomenologia que é o que da titulo a disciplina, , fazendo ponte com outras
áreas da psicologia, então a gente não faz muito essa separação nessa disciplina, tal qual é
feita no 2 período, embora a gente fale das especificidades de cada um , tanto existencialismo
quanto fenomenologia, a gente vai perceber que a separação dessas coisas é uma coisa muito
frágil, , não simples de ser feita, por conta das profundas identificações dessas áreas baseadas
no pensamento.

Falar sobre fenomenologia e existencialismo, é falar sobre uma postura diferente veja bem, a
palavra diferente não significa que seja melhor ou pior, é falar sobre uma postura diferente da
que vocês estão acostumados dentro da psicologia,essa postura diferente por vezes cai
bem,outras vezes não cai muito,por vezes cai bem porque da uma sensação de liberdade, de
abertura, e por vezes não cai muito, porque da uma sensação de perda de segurança que
supostamente tínhamos, veja que eu coloquei a palavra “supostamente”, então vocês vão
percebendo isso, mais tenham calma porque isso tem muito a ver com a especificidade do que
a gente vai ta conversando , como eu falei, uma coisa diferente das que vocês já ouviram ou
estão acostumados a ouvir em outras disciplinas ao longe do curso.

“Todo recorte de pensamento, seja ele percebido ou não,são recortes e como recortes ele
carrega consigo limites e possibilidades” e isso não é um problema, porque não tem como
acontecer, o problema é a gente desconsiderar que isso acontece , esmagadora maioria das
vezes a gente considera que isso acontece lida com esses recortes , com os nossos
pensamentos, sejam eles científicos ou da nossa vida cotidiana como a única ou melhor forma
de lhe dar ou de ver as coisas, ta, não inviabiliza apenas por conta disso o que trás a cena mais
claramente é esse questão dos limites e possibilidades, todo olhar todo pensamento, seja ele
do ponto de vista cientifico ou no senso comum, ver coisas deixando de ver coisas, e não ver
coisas porque ver outras coisas.

Eu vou começar por uma palavra determinante para que a gente compreenda o que que a
gente vai fazer aqui, a palavra é METAFISICA, para explica-la eu decorrer de uma analise
morfológica, de forma (morfo), a palavra META tem haver com a idéia de fora(acima), a
palavra FISICA tem haver com realidade(mundo), então eu to fazendo uma tradução simples e
que vai ser importante durante todo o curso, o que significa isso?! Fora do mundo?,acima da
realidade? Esta é a forma como nos relacionamos de inicio e na maior parte das vezes com o
mundo, como assim? Eu to aqui dentro dessa sala, pisando no chão, na unidade da uff em
Campos, no curso de psicologia, na sala 103 , que historia é essa que eu to fora do mundo? Na
maior parte das vezes vc se relaciona desta maneira, explicando que não é um fora físico , você
esta aqui dentro dessa sala este “fora” e “acima” não é uma perpectiva física , ou seja é claro
que vc esta aqui conectado com as coisas , que isso aqui desrespeito a uma postura, a um
modo como nos relacionamos com as coisas, que é um modo que faz um pré-concepção
velada , o que é pré-concepção velada ?Trabalha com um preceito , não explicito para gente ,
não apropriado,não consciente , não percebido, , uma postura portanto, que lança mão de
uma forma sem perceber dessa postura metafísica,desconectada, fora de mundo, , um
exemplo disso ta aqui na nossa frente o tempo todo e ta perto de você o tempo todo, como eu
falei de inicio na maior parte das vezes, você esta começando tentar entender neste momento
o que é esse assunto que a gente esta falando, a tua relação com esta assunto, é uma relação
que vc preconcebe veladamente, que você preconcebe de maneira não apropriada ,
consciente,explicita,te matizada, de que isto não esta aqui e você ai, fora de você, isto que
você ver , já é você , porque o teu pensar já lança mão de você , porque quando você se
relaciona com o mundo , na certeza de que mundo ´[e mundo e você é você, você parte de um
principio que um preceito que no campo da ciência é um preceito fortíssimo de que a relação e
sujeito-objeto é possível e inquestionável, de que você é o sujeito e você no campo das
ciências estuda objetos diferentes, cada ciência tem seu objeto, ta, mais a gente não ta na
ciência o tempo todo a gente ta por ai passando pela rua , estudando,se divertindo e tudo
mais ,também ai a sua relação com o mundo e de que você esta tentando entrar em contato
com alguma coisa que não é você e que você crer e poder entender , isso é que não tem nada
a ver com você , pra pode compreende-la e dizer por ai o que isso é ,anteriormente essa sua
relação de tentar entender que isso daqui é uma coisa que não tem nada a ver com você e
você vai começar a entender agora,anteriormente a isso e que isso pode estar aqui e que não
tem nada a ver com você e que o que você ver não tem nada a ver com você o que você ver é
verdade sobre os objetos a sua volta, sobre o mundo, sobre a fisi, sobre a realidade e você ta
fora dela, você apenas começa a interagir e conhece-la , isto é uma postura metafísica e isso é
o que a gente faz de inicio e na maior parte das vezes desde que nasce, isso é uma questão
cultural muito forte , porque isso “data” aproximadamente alguma coisa de 1500 anos atrás ,
então isso é mais do que uma postura no sentido deliberativo de escolha pessoal , viver é viver
fazendo as coisas que se tem que fazer na vida, porque a vida é mais ou menos isso que a
gente sabe o que é, se mulher é assim, ser mãe é isso, psicólogo é aquilo, e você lança mão
destes objetos que pra você , não são você , você apenas entra em contato e apreende isso e
normalmente não questiona o teu mundo que não é o mesmo que o meu , que não é o mesmo
que nenhum de nos, a fisis, a realidade, os objetos que é so seu, não é meu e não é de nenhum
de nos , porque eles não são em geral eles não são universais,tal qual a gente preconcebe
veladamente de que eles são universais , então se eu falo aqui a palavra girafa, todo mundo
entende o que eu to querendo dizer então uma girafa que todo mundo sabe ao me ouvir falar
isso, então nao há muita duvida disso , girafa é girafa, tem certeza ?

PERGUNTA DO MENINO ESTRANHO – “ Professor, nessa abordagem metafísica , não existe


realidade ou não se tem compreensão do que é realidade ou existem diferentes realidades?”
CRISOSTOMO – “É anterior a isso que você esta falando, na compreensão metafísica a
realidade independe de mim, a realidade esta la e eu não tenho duvidas disso e eu to aqui não
tenho duvidas disso a maneira que se pode abordar pode mudar quantas vezes quais quer que
seja, mais de uma coisa na há duvida , as formas de se explicar a realidade, podem ser as mais
diversas possíveis ,mais uma coisa não se tem duvida todas ela comungam, que é o que?
Mundo é mundo e eu sou eu , objeto-sujeito e o sujeito é aquele que vai desvendar as
verdades do objeto e ai começa as formas possíveis de se desvendar o objeto da qual a gente
diz, “ a minha é verdadeira”, “a minha é a mais certa”, são diferentes formas de revelar ou de
dizer as verdades ou de compreender, ou de explicar o objeto qualquer que seja o objeto.

BETH CABREIRA- “A realidade ela existe mais ela existe de uma forma pra você, de uma forma
pra ele e de uma forma pra mim?”

CRISOSTOMO – “ A compreensão do senso comum é que a realidade esta la independente de


mime na minha relação com ela eu vou vela de uma determinada forma , mais a forma que
essa pessoa ver , na realidade nao é via de regra, assim Beth, o que eu to vendo não é melhor
nem pior do que o fulano ver né a minha forma de ver é apenas uma forma singular, porque
na realidade, a realidade esta la independente de mim , uma ova que a nossa relação com o
cotidiano é assim,a nossa relação é uma relação na qual a gente se acha certo, a nossa relação
com o mundo é na qual a gente acha que ta fazendo a melhor escolha, nossa relação não é
uma relação tematizada dessa forma,da gente meio que se confunde a rigor a rigor já ta la de
uma forma que é só pra mim , isso é bonito teoricamente no quadro , mais cotidianamente a
nossa relação com o mundo, a gente ta cheio de certezas, do que é ser político, do que é ser
psicólogo, a melhor forma de trabalhar, o que que é ser mãe ou pai , a gente não tem duvida
do que o que a gente pensa é o mais certo, a gente não tem duvidas que a realidade que a
gente ver é uma relidade geral, não é a que eu vejo e que apenas se mostra dessa forma pra
mim, a gente não tem duvidas disso,então o que ta em jogo ai anteriomente, as diferentes
formas de se ver a realidade é uma coisa que não se tematiza , a realidade inequívoco ,a
realidade externa em mim,independente de mim , a possibilidade de cisão homem-mundo,
que se transmuta na relação sujeito-objeto , é uma pergunta que se sustenta

PERGUNTA DO MENINO ESTRANHO- “O professor,essa questão é abordada na ciência


enquanto física quântica ou são coisas distintas ?”

CRISOSTOMO- “ A física quântica vai problematizar isso aqui também , é uma das formas de
problematizarão inequívoco ,supostamente inequívoca e metafísica para o mundo.

Então voltando , a gente tem que ir devagar a gente ta em uma palavra que já fala portanto ai
uma coisa que a gente vai trabalhar,tratar , muito ao longo do curso que é a metafísica.então
isso aqui não é tão simples, porque conseguir pensar isso aqui de uma maneira mais radical ,
isso aqui não é muito simples as vezes, não que seja difícil, não é difícil, pelo contrario é
simples mais o que torna isso aqui mais complicado , é porque pensar vigorosamente nisso
aqui, ,na postura metafísica , é repensar vigorosamente nos mesmos , nossas certezas mais
estrturais e portanto faz com que isso aqui se torne uma certa ameaça a nos mesmos a gente
transita em um certo campo de segurança , que preconcebe uma segurança do porque fazer as
coisas, pra que fazer, o que significa aquilo, o sentido da vida, o que eu quero, e torna
portanto isso aqui mais espinhoso vamos dizer assim é que tudo isso navega numa postura
metafísica não criticado, não apropriado(no sentido torna-la propria), não tematizado, não
percebida de forma mais radical , questionada ou você vão dizer que vc costuma se questionar
com muita freqüência , porque se questionar é questionar suas certezas cotidianas, a maneira
com que você lida com cada uma das coisas que você lida , você dizer até mesmo que você não
tem tempo pra isso, porque você tem que fazer as coisas, viver a vida , então não me parece
muito absurdo de que a nossa relação metafísica , a nossa postura que é uma postura
metafísica , que ta entranhada na nossa cultura ocidental , ela se manifesta cotidianamente
em nossa vida de uma maneira não apropriada , percebida,consciente, , essa é a pedra
fundamental dessa disciplina , metafísica , ou seja a pedra fundamental dessa disciplina é
repensarmos a nossa relação com o mundo , porque é essa relação que lançando mão disto
aqui sustenta as nossas verdades que fazem inclusive que cada um tenha escolhido vir pra Ca
fazer essa disciplina ou que esteja fazendo esse curso, portanto tornar isso aqui algo passível
de se aproximar, de se pensar ,de se deter um pouco mais sobre isso é apenas se aproximar de
você

BETH- “Crisostomo,o que você falou ai que essa realidade é mais nossa ocidental, como assim
? porque a cultura envolve uma forma de se perceber o mundo

CRISOSTOMO-“Sem duvida, a cultura é uma forma de se perceber o mundo, a cultura já


decorrente de uma postura frente ao mundo e quando eu falo portanto da diferença que
existe , diferença reconhecidamente na perspectivas mais orientais e ocidentais , não que seja
melhor ou pior, mais que é bastante e muito mais recorrente nas perspectivas mais orientais
você encontrar uma relação , uma postura de se relacionar com o mundo mais holística,
menos determinativa do ponto de vista das certezas e invariáveis, do ponto de vi sta de ordem
religiosa ,de ordem culturais isso é bastante comum.

BETH-“Mais ela ta pré concebida, pré determinada pra eles dessa forma ?

CRISOSTOMO-“ Como pra gente, mais veja bem eu não to fazendo uma separação , mais sem
sombra de duvidas quando se fala de um burca em uma perspectiva de cultura oriental , isso
não consegue ser compreendido claramente em uma cultura ocidental e ai portanto eu vou
punir aquilo, inclusive vou proibir, porque aquilo ali é um desrespeito a ela enquanto mulher ,
porque mulher tem direito do que fazer com o corpo dela , quem disse que ela pensa isso
assim.

BETH – “ Porque ela não questiona qual é o lugar dela no mundo.

CRISOSTOMO-“Será que não questiona? será que necessariamente ela é alienada e eu não sou
? será que tem como dizer quais são as culturas melhores e piores ?você tem como dizer que
uma cultura é melhor do que a outra? Tem que ter cuidado com esses preceitos

BETH-“Porque na verdade através desses questionamentos de qual a cultura melhor ou pior, é


uma postura metafísica”.

CRISOSTOMO-“ Então na realidade é como isso aqui fosse uma plataforma, como se fosse um
alicerce sobre a qual as coisas se edificam, que coisas ? as verdades,as culturas, as certezas.
Modo como se relacionar com o mundo, mais o alicerce não aparece ,
BIA RAMOS- “so para concluir na minha mente, a disciplina vem para desconstruir isso?”

CRISOSTOMO-“ Vem justamente para colocar uma lupa de 1500 graus de ampliação e colocar
uma lupa de 1500 graus é sobre isso aqui, e se colocar diante da nossa relação com o mundo,
é sobre a nossa relação com a psicologia e o qual a postura portanto a partir disso daqui,
estranhamento disso e por isso que bagunça a cabeça de muita gente.

MENINO ESTRANHO- “Mais professor, ate que ponto isso daí é questão da metafísica, porque
eu acho que isso é meio de cada um por exemplo.

CRISOSTOMO-“Dizer que é de cada um é dizer que metafísico, dizer que é de cada um é dizer
que você é o mesmo de ontem.

MENINO ESTRANHO-“Não mais eu vou exemplificar, por exemplo”,

CRISOSTOMO-“Metafísico, voltou”

MENINO ESTRANHO-“ Por exemplo alguém se suicidar , com a visão de ter a libertação
espiritual, vamos dizer assim , é uma abordagem metafísica da situação , que pode acarretar
mortes , explodir uma bomba e se suicidando , não sei nem se ta nessa linha ai, é um
questionamento.

CRISOSTOMO-“Como eu falei é uma questão separatista , Brasileiro é isso, o campista é isso, o


carioca é aquilo, o oriental, se não a gente mais uma vez vai é inibido pela postura metafísica
de uma determinação de ser estável das coisas,de uma nacionalidade, de uma cultura, então
assim, não da pra dizer que qualquer ato ta desvestido de uma perpectiva que é sempre muito
singular , então não por onde a pessoa que nasceu que isso determina uma coisa mais ou
menos metafísica,se não a gente retorna em um campo de determinação previa , portanto to
fazendo feio, to dando um tiro no pé

MENINA ESTRANHA-“Eu acho que o “x” da questão é que quando eu olho para o outro , ou
quando eu olho para o objeto , eu sempre acho que aquilo ali não tem nada haver comigo,
quando eu paro pra te analisar e tenho uma concepção sobre você,e como se eu tivesse
falando sobre você e não tem como falar sobre você sem falar sobre mim, ma minha
concepção de vida, ate quando eu te classifico ,ser bravo, ser feliz, sempre tem um pouco de
mim, naquilo que eu falo sobre você

BIA RAMOS-“Tanto que uma pessoa pra você pode ser legal e pra mim pode ser ruim”.

MENINA ESTRANHA-“ É, eu sempre to por trás daquilo que eu acho sobre você ou sobre o
objeto, não existe você e eu, eu sempre estou presente quando eu falo de você e a gente não
acredita nisso, eu sei que to falando de você ou sobre o objeto, não!

CRISOSTOMO-“ É por ai, na realidade,a questão é uma postura naturalizada sobre uma
possibilidade que não é uma verdade , é apenas uma possibilidade de sentido, que é o que ? a
tua relação consigo próprio, a sua relação com como seu pensamento sobre as coisas , não é
uma relação de estranhamento, é relação de verdade, porque o teu pensamento apenas
representa as coisas que estão a sua volta e você não estranha isso, você não estranha essa
singularidade existencial do mundo que se anuncia em você , porque pra gente há mundo em
geral , eu assisto aula na uff campos , isso que a gente ta fazendo ao falar isso é uma
sustentabilidade de que existe algo que é o mesmo para todos nos , ninguém para pra
questionar essa frase, então na realidade o que a gente ta falando e de uma histórica
naturalização de uma relação com o mundo , que é uma relação que parti de um principio de
uma generalidade, eu apenas a descrevo, eu entro contato com ela apena a conhecendo , que
nos representa a paritr de palavras, mais ela é ela e eu sou eu.

MENINA ESTRANHA-“E todo mundo vai ver a mesma coisa né.“

CRISOSTOMO-“ Então o que se destaca aqui, é que nessa postura naturalizada como eu falei
agora pouco da uff campos o que é a uff campos aqui? É um objeto externo que
inquestionável, então na realidade essa postura é uma consolidação dessa relação que é uma
relação que aparta -,sujeito-objeto na medida em que você não ver a uff que é possível ver ,
você ver a uff em geral , então na realidade essa postura consolida essa dicotomização
homem-mundo,sujeito-objeto, que lida com isso de uma maneira naturalizada mais que no
fundo no fundo não é bem assim né, essa é a questão fundamental. O que esses caras
começam a pensar a trazer para o campo de uma reflexão ,será que dar pra fazer isso?será
que da pra romper , essa é a questão fundamental, então é por isso que eu parto desse
alicerce,dessa pedra fundamental, porque normalmente não se estranha a a casa que é
construída em cima, ninguém vai estranhar o alicerce é inquestionável , porque isso não é
inquestionável mais foi uma possibilidade histórica e que se consolidou muito e que esta ai
entre nos o tempo todo e que a gente lança mão o tempo todo , em outras palavras,trazer isso
aqui para cena de discussão,da reflexão é trazer para a cena da discussão cada um de nos, essa
relação cotidiana, no caso pensada na psicologia.

O que faz com que você se reconheça como psicólogo e não cientista social? Você consegue ao
pensar nessa pergunta que eu fiz , o que faz com que você se reconheça como psicólogo e não
cientista social , você consegue pensar nessa pergunta , você consegue fazer isso sem lançar
mão disso e se consegue perceber que lança mão disso você percebe cotidianamente que
pena? A tua relação com o seu pensar é uma relação que percebe que ta fazendo uma
separação que a rigor não tem como ser feita, por isso que isso é radical é radical porque não é
uma teoria frente as coisas ela exemplifica,faz aflorar mais claramente a nossa postura, que é
uma postura parcial o tempo todo sem perceber que é ,separando isso e acreditando que há
um mundo em geral, psicólogo, uff campos ou qualquer outra coisa que você possa pensar,
então esse alicerce é a base do questionamento que o olhar existencial e fenomenológico vai
trazer, é olhar pra isso e pensar , tudo bem com essas certezas que não são so cientificas,
estão aqui dentro do pensamento de vocês, ou porque estão aqui, ta na base disso o tempo
todo, então ao contrario do que comumente se crer e se coloca em pratica , essa relação ela
não é uma relação que trabalha com mundo obvios a todos e as verdade obvias gerais a todos,
pelo contrario, ela é so sua , “ha mais todo mundo pensou em girafa quando você falou a
palavra girafa”, ta, tem certezas que são as mesmas?felicidade,alegria,tristeza, mãe, pai,
psicólogo, dinheiro, tem certezas que são os mesmos? Então se é a vera, a gente radicaliza
esses pensamentos , se é de brincadeirinha, tudo bem, mais hoje desde a hora qu vc acordou a
vida já te deu diversos sinais e exemplos de que você não esta não esta no controle , aquili que
vc tinha certeza que ia acontecer,não aconteceu , a roupa que vc ia pegar pra colocar, não tava
do jeito que vc pensava , que o ônibus não veio da forma que vc pensou, que essa disciplina
não começou como vc pensou e que PE so 10:00 horas da manha, o dia mal começou e a vida
vai te dando o tempo todo sinais de que você não esta no controle, que essas realidades , não
são verdades e que gente é arbitrário sem perceber , so que a gente é teimoso , a gente
continua achando que controla e que sabe a verdade sobre as coisas , metafísica.

A questão é o que significa fazer escolhas e qual é a tua relação com suas escolhas , que em
geral e na maior parte das vezes , é uma relação que ta assentada nisso e de que você ta
escolhendo naquele momento o que vai ser melhor pra você, o estranhamento portando , é
convite na sua relação consigo própria que tem a haver com uma outra relação de mundo que
é so seu, não tem haver com ninguém , que é uma relação portanto que vai sustentar um
estranhamento, que por tanto possa abrir outras possibilidades, o lugar de certeza na há.

Mexer com o solo, mexer com o chão, é a mesma coisa que dizer que não há segurança , a
segurança nunca teve tudo que você como inquestionável é apenas para você acha que é
geral, como você acha, é apenas e isso vai mudando porque lhe dar com a mudança e lhe dar
com uma outra postura comigo mesmo.E será que são só determinações sócias?será que são
direcionamentos socioculturais para quem esta pensando nisso ou será que sua relação com
isso é também uma relação na qual você crer fielmente que é assim mesmo.

A representação que se faz do homem ou da psique ou da mente ou da subjetividade, ou da


alma, ou do comportamento, a representação que se faz disso que é o objeto da psicologia é
uma representação metafísica.

Como é você explicar algo ,se você duvida daquilo?O que que é explicar algo , você não
tematiza essa frase , você só trás uma frase que você diz que fala a verdade sobre alguma coisa
, sem acreditar na verdade que diz, então eu não tenho certeza que conversar é catequizar ,tal
qual Sócrates e por isso ele foi morto , porque ele passou a subornar uma estrutura social ,
porque nas conversas ele não catequizava, ele contribuía para que as pessoas se percebessem
e pensasse sobre elas próprias, suas verdades , ele anunciava a possibilidade de sentidos ,
então eu não tenho a certeza de que conversarmos seja uma peleja de versões , chamado
explicação e portanto eu tenho que que explicar e tentar convencer e se eu não acredito, eu
não tenho certeza, pode ser que desde o momento que a gente começou a conversar,
iniciando ai isso que se chama aula ou qualquer que seja a compreensão que você tenha disso,
parecia que vaias coisa se passaram, que você pode ter pensando, pode ser, se isso aconteceu
isso certamente não se deu , por conta que eu to dizendo que alguma coisa ta errada, o
Maximo que possa se dizer é que talvez tenha chegado perto disso,será que essa relação é
inequívoca, o que ta em jogo aqui é um convite a se pensar, na radicalidade disso aqui, é um
convite a você se pensar, refletir é pensar o teu mundo,e a tua relação com ele que o torna a
ser visto desse jeito, refletir nada mais é do que colocar em cheque uma relação metafísica.

Por isso como eu falei no inicio dessa disciplina, que ela convida vocês a pensarem e passarem
talvez um pouco mais diferente de comumente se da, porque o convite do pensamento que se
dar, é sobre a verdade dos objetos quais quer que sejam eles, no campo da psicologia.No
campo da psicologia como é que anuncia um estranhamento que problematiza as verdades ,
começando a problematizar o seu próprio lugar, que lugar é esse? O que é ser psicólogo?então
nada esta fora de um estranhamento de uma relação metafísica do objeto em si, do objeto em
geral, , nada esta preservado, não a segurança ,algumas pessoas podem ter essas certeza, mais
eu não tenho, de que isso é ruim , eu não sei o que é dar aula, eu vim pra Ca encontrar vocês
,o que que ta em jogo ai? O lugar do professor, so o lugar? Mais do que isso, o que é ser
professor? O que que é vir pra Ca e fazer uma coisa chamada aula, fornecer explicações
convincentes, que é o que talvez muita gente ache que seja , qual é o exercício de pensamento
que ta presente nesse movimento ,catequização?desculpa, eu não consigo ignorar essas
perguntas e eu to falando de um lugar, de uma identidade chamada professor, chamado
psicólogo, chamado pai e filho, doente,esquizofrênico, sei la, segurança dentro desses perfis
cotidianos, a segurança não esta garantida, o que se deseja é que talvez se consiga perceber
que não a segurança plena e que são apenas possibilidades de sentidos ai sim, o que da pra
talvez tentar se fazer ou de que vale uma relação com o saber com o mundo na qual estamos
dentro de limites e possibilidades.

MENINO ESTRANHO-“Você falou que a metafísica antecede a realidade , existe a possibilidade


de que a gente não enxerga, que é algo que a gente enxergar.

CRISOSTOMO-“Você so ver o que você ver , você só pensa no que você pensa o que quer seja,
porque você não ver e não pensa outras coisas , as suas verdades apagam outras verdades
possíveis , as suas certezas relevam ate o ultimo plano de percepção outras possibilidades de
sentir o mundo , então o que você, o que você pensa as suas certezas, os seus pensamentos,
isso é a maneira como você se relaciona com alguma coisa no momento em que aquilo
acontece com você , isso é algo que trás a cena uma existencialidade que releva a outros
planos o que não foi contemplado na existencialidade, e que portanto pra você ,
simplesmente não existe , então o que eu não vejo constitui o que eu vejo ?totalmente,
porque você ver coisas deixando de ver sentidos, e você ao deixar de ver sentidos, você ver o
que ver , isso é dialético, em outras palavras é, você so pensa no que você consegue pensar ,
você não pensa no que a coisa é a sua colocação é pertinente nesse sentido.“

E perceber que cada micro pequena escolha ou pensamento é apenas um sentido possível
diferente de muitos outros, que não revela verdades em momento algum, então isso não
ponto de vista teórico, são apenas recortes possíveis, então a grande arte e a grande
possibilidade disso e que ultrapassa o campo desse discurso retórico ensaiado , oque é
discurso ensaiando,retórico? É aquela pessoa que sei la, vai para um evento cultural,
religioso,social, não importa, ali a uma retórica em jogo que não necessariamente se
transmuta para um cotidiano de relações micro realidade de vida dela, não necessariamente ,a
i você percebe essa artificialidade , ou seja, você percebe que aquele discurso retórico
bonitinho e ensaiado e politicamente correto , nada tem haver com o cotidiano daquela
pessoa, que desrespeita, que é dono da verdade, que não gosta de ser maltrado mais
desrespeita o outro, então isso é muito bonito em um recorte teórico da retórica ensaiada da
linguagem, isso é muito bonito, agora vai para o cotidiano , vai para o micro do cotidiano, ,
porque que isso é mais difícil? Porque isso e se colocar em cheque permanentemente e ter
uma outra relação comigo mesmo que não seja uma relação determinativa que agente tem, de
verdade de lugar do saber, de que você acha que ta sempre certo ,então assim transcende um
discurso ensaiado retórico.

BETH CABREIRA-“ Se a gente se questiona qual é o nosso lugar , nos enquanto psicólogos
amanha ou depois , se eu estou de frente com uma pessoa e o paciente vem me trazer esses
questionamentos , mais se esse é um questionamento que eu tenho também, como que eu
vou ajudá-lo?qual é o lugar dele, se ele me trás esse tipo de questionamento , porque isso é
um sofrimento pra ele , mais como que eu posso ajudá-lo como psicólogo se esse talvez
também seja um problema pra mim?

CRISOSTOMO-“muito provavelmente ele chegou no consultório sofrendo , porque ele tinha


certeza de um determinado lugar no mundo que a vida acabou de mostrar que isso não era
uma certeza isso trouxe uma insustentabilidade de lhe dar com isso e o que faz ele sofrer na
maior parte das vezes é acreditar que ele tinha um lugar determinado , que tinha não no
sofrimento de que não tinha o sofrimento de não e partir da certeza de que ele tinha um lugar
determinado ,então uma apropriação mais rigorosa de que esse lugares não são determinados
não é necessariamente uma coisa ruim,ao contrario, isso pode ser libertador , porque se vc
que é mãe e eu que so pai estou dando um exemplo, se estou em lugar determinativo em que
o meu filho pensa e vai ser no momento em que ele pensar e não for ser , eu vou procurar
terapia, porque eu não consigo lhe dar com isso o problema é não ta no lugar o problema é
achar que esse lugar é estável e me garante um lugar no mundo e isso trás sofrimento e vc
procura terapia, o problema portanto não é uma ausência de lugar é a dificuldade de lhe dar
com o fato de que não há lugares determinados e é isso que trás o sofrimento e que vai buscar
a terapia, então o problema é inverso ao que vc ta colocando , então eu enquanto
psicoterapeuta também não tenho um lugar 100% determinado , porque se eu tenho em um
momento em que eu não souber falar uma coisa que ele pergunta eu não posso me admitir o
fato de conceber não falar nada, porque eu não sei , porque eu tenho um lugar de saber e eu
tenho que falar alguma coisa e eu vou sofrer com isso , eu to em um lugar de controle que
certamente o cliente vai voltar na semana que vem e se não voltar é porque eu não sou um
bom terapeuta e eu vou sofrer com isso, porque eu to em lugar de certeza no que sou.

MENINO ESTRANHO-“Professor se as minhas verdades estão sempre em constantes


movimento , elas nunca vão ser verdades de fato né?

CRISOSTOMO-“Na concepção do pensamento grego de como berço do pensamento , berço


porque tudo começa por la, a uma mudança na concepção de verdade historicamente falando
, ou seja, verdade é uma noção que existe a muito tempo , so que a partir de determinado
momento consegue se consolidar um certo estatuto que não era muito presente
anteriormente , ai nos vamos dizer que existe um mudança no estatuto na concepção de
verdade uma primeira concepção de verdade, palavra grega (ele escreveu no quadro as duas
palavras), então a gente teve com o passar do tempo uma mudança nessa concepção de
verdade, o que caracteriza o que se chama, o que é a verdade vivida com “aletheia” é a
concepção de verdade enquanto encontro, aquilo que se anuncia a cada momento , cada
encontro mostra o melhor ou sendo mais correto pra você, ou seja, cada momento anuncia
coisas que podem ser diferentes no momento anterior, assim como você amava “Pedro” hoje
você odeia o “Pedro” , que é a verdade de encontro, não se cruza o mesmo rio duas vezes,
nem você nem o rio é mais o mesmo, so que transição de pensamento, isso começa a dar
problema né sociedade organizada, o que é certo, o que pode e não pode de maneiras gerais,
a concepção de que tem que haver verdades que sejam validas para todos que é o mais certo,
ou seja, a concepção de verdade tal qual vc concebe hoje de que isto é verdade e isto é falso
está aqui, porque aquilo que é falso pra você pode se verdadeiro para outra pessoa,e como é
que vc vai dizer que você esta certo e ela esta errada? Em outras palavras,sempre há
“aletheia” so que a gente desconsidera isso acreditando que a “veritaveis” que são verdades
que devem valer para todos e que certamente serão únicas, universais, comprováveis, você é
um processo de verdade impermutável o tempo todo , não se cruz o mesmo rio duas vezes
agora se agente fica aprisionado em uma dimensão cultural na qual a verdade é aquilo que
vale pra todo mundo , desculpa,limites e possibilidades a rigor,nada se anuncia da mesma
forma para ninguém , portanto cada compreensão que vocês estão tendo é existencialmente
verdadeira para vocês, você não tem duvida que estão compreendendo o que eu estou
falando , não se desconsidera portanto as questões sócio culturais ,você vai ser psicólogo no
campo da justiça e vai ter que ouvir uma pessoa que matou ou que roubou e vc ta diante de
um código,de um determinado preceito social instituído, não vamos negar que isso aqui são
recortes históricos que estão em nossa volta o tempo todo, portanto, sempre é de encontro.

Muito de você já fizeram ou ouviram falar em meditação,ioga,relaxamento ,a credito que boa


parte de vocês já ouviram falar no mínimo, quando dizem que você precisava relaxar, meditar
,fazendo um exercício de maior fluidez , pra quem teve contato de alguma forma ,vê se isso
não tem um pouco a ver com isso,deixar passar, esvaziamento da mente ,normalmente essas
nomenclaturas passam por ai , o que é o deixar passar ? possibilidades, relação aletheia , que
aquilo é apenas um sentido possível de que não tem nenhuma garantia de permanência e que
portanto é apenas uma forma de ver que flui, ma forma de interpretar que flui, o deixar
passar, tem haver com o movimento que nada mais é o desapego de nos mesmo e não de
qualquer exterioridade , o desapego do dinheiro não é queimar dinheiro, desapego do
consumo é você não consumir você é aquilo que você consome, porque você se sente bem
porque consome , não é desapego com a coisa, o nome disso é esse passar,é essa fluir , não se
reverter de forma “veritatica” e sim “aletheia” ,eis o diálogo intimo de uma perspectiva que
em breve a gente vai conversar , eu to falando disso,veja bem fazendo uma ponte do que a
gente fala depois em fenomenologia , você não tem como não dar sentido as coisas,você não
tem como não se derramar sobre ela e ver o que é possível ver,não é possível isso ,você não
tem como não fazer esse movimento de derramamento , o que você esta contaminado de
você ,neutralidade não existe, eis a questão fundamental da fenomenologia, perceber que se
derrama e freqüentemente o que você faz com isso aconteça.

Crisostomo - PARTE 2

É um artigo de um colega, de um apanhado de um livro psicologia fenomelógica


existencial e tem uns artigos interessantes que esta na pasta 443, esse artigo ele não é
grande. E a gente vai evoluindo, qual vai ser metodologia que vamos usar? Como eu
falei no inicio lembram? Trabalhar as coisas de uma maneira integrada, a gente vai
caminhar com a matéria na medida da evolução dos artigos, então vocês vão ler esse
artigo e a gente vai trabalhando com o que vai aparecer paulatinamente em termos de
idéias, noções, conceitos nesses artigos. A gente não vai conduzir a matéria em blocos
conceituais. Então nesse sentido gente é fundamental que vocês tirem copias e leiam
para a próxima semana. Nome do artigo ação e compreensão na vida epistemológica
existencial.

Então conversando um pouco sobre esse artigo, sobre algumas coisas que vão
aparecer nele, que é já para dando uma luz para vocês. Essa primeira parte da aula a
gente fez uma espécie de um guardachuvao grandão, uma catarse grandona, ta bom?.
Resgatando coisas importantes que tem a ver com a base que vamos trabalhar rever
umas coisas que vocês já tinham visto, no sentido mais amplo falando de filosofia,
falando de psicologia a relação com isso e eu já faço um primeiro alerta ali em relação
o que é importante ne, eu ate falei na questão da Beth que eu citei mais cedo, quando
eu citei a fala de Paulo freire “toda leitura da palavra é precedida por uma visão do
mundo” o que significa dizer que, aquilo que você interpreta, compreende, na
realidade já tem a ver com a visão de um mundo que você parte. Porque eu to falando
isso? Porque costuma se ter uma relação muito pobre, fazer uma relação muito
limitada da B diferente, De filosofia,e qualquer campo de pensamento. Porque
limitada? Porque a gente costuma estar mal, em relação a filosofia, a achar que ele é
apenas uma disciplina, isso é compreensível como a própria maneira é trabalhando
com a gente enfim, só aparece nos próprios currículos e tudo mais, mas na realidade
esse é um enclausura mento na restrição muito duradouro na filosofia, porque se a
gente vai abrir um pouco a compreensão sobre filosofia não DA filosofia mais de DE
filosofia, na realidade todo pensamento qualquer que seja ele ta ancorado em uma
visão de mundo, ta ancorado em uma perspectiva filosófica de um mundo, filosófica
não porque você se identifica com uma teoria da filosofia, mais é filosófica porque
você tem uma certa visão, um preceito tem a ver com alguns fundamentos que você
sabe e si quer percebe que ta usando, em outras palavras a gente sempre lança uma
visão de mundo na relação com ele, você lança a Mao, a maneira como a gente lida
com as coisas carrega com sigo uma serie de coisas, de olhares, questões etc, que na
maior parte das vezes não esta claro. Então quando eu falo dessa ampliação, dessa
compreensão da filosofia é porque qualquer pensamento dentro da psicologia esta
ancorado em uma visão filosófica de homem de mundo, metafísica é uma delas,
repetindo qualquer visão ou compreensão dentro da psicologia esta ancorada dentro
de uma determinada visão e compreensão de mundo, metafísica é o nome dela . Então
quando a gente fala essas coisas que falamos no começo da aula, não é porque a gente
ta trazendo uma coisa que ta la longe e a gente traz, a gente ta ampliando essa lente
de contato pra ver o que ta junto o tempo todo, só que não percebe que é isso, que
são esses preceitos fundantes que são os alicerces que é como eu falei, uma
compreensão filosófica.

Então assim, eu faço esse alerta, repito porque é assim senso comum, tem a ver com
coisas que são passadas a muito tempo , isso que a gente fez na primeira parte da aula,
tem uma situação que eu comentava isso que a pessoa falava assim “ a essa
aproximação não é uma aproximação, já ta junto o tempo todo é só toma essa lente,
vê se o quanto ta junto o tempo todo” isso não é aproximação, só pode aproximar o
que esta afastado, ninguém aproxima o que esta junto, se ta junto ta aproximado, não
tem afastamento. O que existe é essa espécie de naturalização, de uma separação que
não é separável, ta junto o tempo todo. Então esse primeiro bate papo, meio que é um
guardachuvao grandão uma catarse, a gente fala muita coisa e tem muito a ver com
essa trajetória, pensamento, tem muito a ver com senso comum que a gente constrói,
tem muito a ver não só cientifico mais de uma maneira geral, é apenas uma
anunciação daquilo que esta junto o tempo todo, que é uma perspectiva de visão de
mundo filosófica, que trabalha com uma concepção de homem, de vida, de mundo,
você pode não perceber mas trabalha o tempo todo, é que não raramente é
metafísica, separável. Tudo bem quando esse alerta?

(ALGUEM PERGUNTA) Quando os elementos da metafísica a psicologia fenomelogica


existencial ela tenta se opor, no sentido de criticar aquilo ou a idéia da metafísica é
uma coisa que reforça o conceito dessa doutrina existencial, eu não sei, não consigo
perceber muito bem quando ela ta criticando ou quando ta na verdade fazendo a
predisposição desse fenômeno, eu não entendo muito bem.

(RESPOSTA) Mais a frente a gente vai conversar algumas coisas que vão te ajudar no
que eu vou falar agora, agora é mais para aplacar um pouco sua angustia na pergunta.
É não tem como se opor, simples porque não tem como se opor, porque é uma relação
de sentido possível e não a gradação em relação a sentido de certos e errados,
melhores ou piores, então não é uma oposição é um convite mais vigorosa que ta em
jogo nessa relação em geral costuma ser uma relação que esta em jogo uma
naturalização mundial que é perigosa, portanto isso não é uma oposição , quando eu
digo para você que vamos falar mais a frente às coisas que vão ajudar nisso é mais
especificamente na fenomenologia que vai fala que, essa atitude natural. O que é
atitude natural? Essa atitude naturalização de que as coisas são as coisas e que apenas
entram em contato com ela de que o sentido delas ta dentro delas, que essa atitude
natural, ela é constituinte de uma experiência humana em outras palavras, você não
tem como não fazer esse movimento, mesmo que capturado, acompanhado de um
movimento de estranhamento, isso seria um constituinte antológico, ou seja,
antologicamente tem a ver com nosso modo de ser, nosso modo de ser que
naturalmente vai se derramar nas coisas e vai com freqüência ver aquilo como ( não
entendi o que ele diz) isso é metafísica.

O convite, portanto é, repito, não a agradaçao valorativa, julgativa de certo e errado,


de melhor e pior, mas apenas um alerta para que sempre que estamos nessa relação
de limites e possibilidades e que essa também é uma relação de limites e
possibilidades, mas formas de encontro que a gente não percebe, então seria uma
espécie de alargamento, progressivo, uma espécie de incentivo, a construção de uma
relação mais apropriada, no sentindo de mais própria, relação mais intimada, relação
de uma pespecção mais figorosa no que esta acontecendo na minha relação com o
mundo, entendem? Portanto esse é o alerta, diferentemente do que apostam para ser
no geral, então não é uma antobonização, se não seria um tiro no pé no
existencialismo filosófico ou da fenomenologia, porque ele estaria fazendo algo que ao
contrario no que na realidade que ele vai anunciar, dizer que alguma coisa é pior que o
outro é apenas uma explitação vigorosa e rigorosa nos limites e possibilidades.

Voltando. Esse primeiro artigo, portanto, que a gente vai começar na semana que vem
já começa trazer umas idéias que a gente vai acompanhar progressivamente, esse
artigo vai situando o que a gente já começou a fala hoje. Umas das primeiras coisas
que vão aparecer no inicio do artigo, é esse alerta em relação a certa especificidade de
pensamento fenomenológico existencial . Que alerta? O alerta que ao contrario do que
costumeiramente fazemos e fomos muito incentivados a fazer, no ponto de vista no
rigor, no ponto de vista vigorosa que vamos ter contato, não faz sentindo
compreender as perspectiva existencial fenomelogica como se compreende um campo
teórico que tem dentro e fora, certo e errado que diz que isso é melhor ou certo que
isso aqui não deve se considerado, isso já começa a aparecer no inicio do texto e na
realidade é um dos elementos dificultadores da compreensão cotidiana desse tipo de
coisa que nos temos aí, nesse tipo de coisa aqui. Como é essa teoria? Porque se isso se
enquadra, se encaixa dentro de uma perspectiva teórica de dentro e fora, a gente já
começa a ter desconfianças em relação e isso que ta fora não é uma possibilidade de
sentido, portanto porque ela não é considerável. Então na realidade é que assim, isso
requer que a gente consiga fazer, que a gente faça um esforço para lidar com que a
gente vai ver de uma maneira não enclausurando fazendo o que normalmente a gente
faz e o que é feito durante o curso, que é uma tentativa de enclausura mento teórica,
o que a gente ta dizendo, portanto, se eu vejo como uma teoria eu to violentando a
fenomenologia existencial porque é paradoxal eu ver isso como uma teoria se eu falo
com uma postura que vai estar atenta para nosso modo de se relacionar com o mundo
que na mesma instancia que deseja uma atenção rigorosa desse modulo, eu to falando
no conjunto de conceitos e preceitos internos que vão caracterizar esse campo e o que
ta fora não é isso. Como o que ta fora não é isso? se tava aqui? São sentidos possíveis
existenciais, metafísica inclusive, então o que temos dentro desse campo de
fenomelogico existencial é uma coisa que vai convidar você, a fazer um movimento,
dentre eles ta esse movimento de postura, compreenda essa fenomenologia, muito
mais como uma postura do que um conjunto de preceito, um conjunto de leis
internas interligadas entre si que de maneira causal vão explicar o homem, o mundo
esse tipo de coisa, porque vcs são acharam isso la e mais do que isso vcs estaram
violando o que efetivamente é proposto que é uma proposta de teorização, porque
veja bem toda teorização busca a construção de algo estado sobre o objeto, algo
atemporal uma verdade, toda teorização esta sentada na metafísica do conjunto de
leis que explicam a conta de um determinado objeto, logo isso aqui não faria isso se
não seria um tiro no pé, isso esta nas duas primeiras paginas do texto, onde faz esse
alerta que é importante que é claro que faça o cultivo, aí vem já a segunda das outras
linhas ne? Isso aqui, portanto é algo que não é assim, você aprende, domina,tem
dentro de você e agora vai colocar em pratica, isso seria se fosse isso, você não vai ver
isso aqui como ferramental para que você de posse disso vá pra la colocar em pratica
no mundo, porque é possível não colocar em pratica, bate a cabeça na parede, ou seja,
essa perspectiva persista, instrumental. Então dentro de um rigor do fenomelogico
existencial das pessoas que trabalham profundamente com isso, essas pessoas jamais
vão fazer um discurso, esse discurso de assassinato da fenomenologia existencialismo
não é isso e jamais seria, mas é um alerta que tem que ser feito porque tente-se a
fazer o movimento de fazer isso aqui, entenderam?. Em outras palavras, vou dar um
exemplo e pode ser que vocês já tenham ouvido, nada impede que se uma criança
pega dois carrinhos de brinquedo e ela fica brincando com esses carrinhos batendo de
frente um com o outro e que isso aqui possa de alguma forma em algum momento
tem a ver com que ela viva em uma relação conflitante com os pais dela, irmãos, nada
impede, em outras palavras é o que vai se anunciar a partir desse comportamento, vai
se anunciar de uma forma em que a intervenção permita que se anuncie e não que eu
batize previamente isso como significa a partir de ferramentais que eu domino, então
essa possibilidade de sentindo é humana é possível não tem problema quanto a ela, a
questao é permita que ela se manifesta como tal,entenderam?. Então é outra parte na
seqüência do texto que começa a falar sobre isso, o primeiro momento vai falar da
dificuldade que é porque que isso aqui, vivemos em um mundo bastante diferente de
uns 10, 15 anos atrás. Vocês já devem ter percebido isso aqui não lida muito bem com
as outras coisas aí vira patinho feio ne, da trabalho ne, tipo Sócrates, lembra que eu
falei mais cedo? E corrompe a cabeça da galera, vamos matar esse cara?, entende?
Então não vai ser essa perspectiva porque outro discurso que esta estruturada em uma
perspectiva não monista, única, estruturada metafísica. Então repito, não é nem
melhor e nem pior, mas são possibilidades distintas, porque parte de perspectiva
distinta desse desse desse e desse, por mais que sejam diferentes tem algo em
comum, porque um ferramental que da conta de um objeto,cada qual vai a ver qual
é melhor, qual que identifica mais com você e portanto vai mundo a fora resolve as
coisas é ferramental das pessoas e coisa do tipo, não a essa pretensão.Então o artigo
chama atenção disso e isso é importante. Da trabalho, porque vocês estão
acostumados a ir pra la ferramental ne, “fessor como é isso na pratica, isso quando
acontece faz o que?” vai pra la buscar isso que é a questão da técnica, e aí voltemos a
questão no que apareceu de manha, o trabalho do ps icólogo se restringe
necessariamente a uma intervenção técnica? Pra quem acha que sim, não vai se da
bem com isso, sabe por quê? Por segurança. Vai para outros cantos ter segurança, não
da pra ter essa segurança aqui, porque aquilo vai dizer assim “desculpa” cada
momento é único, cada encontro é único. E o seu João que você viu semana passada já
não é o mesmo, então se você vai achando que vai encontrar o seu João da semana
passada com todo ferramental vai da problema em, não vai encontrar isso aqui. Aí da
mal estar, fica chato, fica ruim, porque eu quero ferramenta, quero ter segurança, não
da desculpa. Então esse é um alerta importante no artigo, essa questão perspectiva
mais tecnista que, portanto ferramental que é.

Primeira questão em relação a isso é postura, segundo ferramental e depois começa


falando das coisas que a gente já falou. Lembra que a gente falou mais cedo de
verdade, aleteria, modos de olhar, e que sempre é de determinado modo, em outras
palavras, a nossa maneira de interpelar, olhar, nota r, interagir, a realidade é parcial,
desculpa por ser sincero com vocês, ela é inclinada, ela abitra, ela vê coisas e não vê
outras. Lembra? Não a mundo em geral? Que é o mundo de cada um de nois, estamos
naquele campo, onde não tem como não ser existencialmente paradigmatizado, ou
seja, contaminado existencialmente por resistência. Agora eu to colocando umas
palavras dentro de algumas coisas que eu havia dito de manha, mas algumas palavras
que vão aparecer no texto, tudo bem?.

Olha só a isto que vai se chamar de forma de encontro que percebe coisas e por
perceber coisas que é sempre única que nunca é a mesma, rio lembram? A isto há uma
palavra que vai aparecer no texto “abertura” ou “horizonte de sentidos” aqui em
campos tem umas características legais na cidade, dessas coisas de charrete, carroça
ne, tem muito dessas coisas, eu já devo ter falado isso com algumas pessoas. Antolhos,
dois cavalos, alguém tem duvidas que o mundo existente para o cavalo é o nunca
percebido e portanto aqui não é mundo e por isso os antolhos estão aqui. Tem uma
égua linda aqui que não ta nem aí, ta indo embora, tudo bem? Antolhos, é esse
horizonte, é essa abertura percebida.

Vamos pegar a metáfora nos antolhos e trazer aqui pra a gente, a gente não usa os
antolhos, os nossos antolhos não são físicos, os nossos antolhos são paredes
existenciais, são balizadores existenciais, ou seja, os nossos antolhos que são físicos,
mas a gente interage com o mundo vendo umas coisas e não vendo outras, porque
essa existência concebe a anoziação de algumas coisas e não outras, e você hoje esta
nessa sala de um jeito sei la qual, mais ta desse jeito, mas se daqui a 10 minutos esse
teto cair e amanha você voltar para essa sala, você não tem mais como estar aqui do
mesmo jeito, porque existencialmente você vai lidar com isso de outra forma. O
antolho muda o existencialmente, a vida vai nos dar forma de fazê-la diferente, aí isso
se chama horizontes, ou seja, horizonte é esse campo, que vai fazer com que você veja
de um jeito hoje e vê do mesmo jeito amanha o horizonte nunca é o mesmo, porque o
horizonte somos nos e nos nunca somos do mesmo jeito, porque na permanente
interação com o mundo a gente constitui e vai se constituindo dialeticamente
querendo ou não, portanto os antolhos vão mudando o tempo todo, não somos os
mesmos,a isto vai se chamar abertura horizonte nos sentidos. Repito, é semântica
existencial é físico, mas é o que faz com que a gente precise conceber a prioridade que
as pessoas não vejam as coisas que você vê, porque você também não vê coisas que
pessoas vê. No campo do artigo, no campo da psicologia, não precisa recorrer a teoria
vai pra tua vida. Quantas vezes na sua vida, você não teimou por uma coisa que a
pessoa dizia que ate um dia você ‘putz’ teve um dia que deu, ate la não deu, o
horizonte não concebia aquela oportunidade de sentido, e o que você via não é o que
você passou a ver depois, só que o que você via não pode violar nesse horizonte,
porque esse horizonte é você. E as aberturas não existam aberturas melhores ou
piores, as aberturas não são relativas, elas são absolutas, existenciais. Porque são elas
que anunciam a aleteia, elas que anunciam a verdade e a verdade antes de ser
pensando como geral ela é existência. E é a partir desses horizontes que essa aleteia
precisa ser compreendida é concebendo a oportunidade de que aquilo faz total
sentido pra pessoa e você consegue compreender que você pode compreender
discordando, reconhecendo que o horizonte anuncia todas as formas possíveis da
pessoa, fornece uma a versão que muda a visão dela do mundo, não adianta. Eu não
posso fazer nenhuma expectativa presunçosa e arbitraria sobre o que esta
acontecendo aqui nesse momento, porque isso passa longe de mim de qualquer
possibilidade de conteúdo, então não achem que psicologia é aconselhamento, porque
aconselhamento tem padre, pastor, irmão, pai, filho qualquer coisa, aconselhamento é
mais ou menos o seguinte toma essa versão essa aleteia faz dela uma veritraz, não
adianta porque você já sabe, não precisa acreditar em mim, olha sua vida . Portanto
estamos diante de um fenômeno deserarquiador, não tem como fazer uma hierarquia
de melhor ou pior, de maior ou menor, todo horizonte é um horizonte astereo,
alteridade, e como diz um ditado filosófico, poético, cabe todo brilho da lua na boca do
lago, o brilho é menor por ser na boca do lago, cabe toda dor em uma topada do dedo
mindinho e não da pra ser menor que a dor do parto, porque não a horizonte maior ou
menor, a experiência singular não é hierarquizável, ela é apenas uma experiência
singular nos horizontes que a concebe de uma forma que ou de outra naquele
momento. Observo e repito que estamos diante um fenômeno que é deserarquiação.
Porque se psicoterapia tem a ver com declinar se no sentindo original do termo, esse
inclinar se sob é da pessoa sobre ela própria, a partir é claro de umas intervenções
suas, mas o sentindo natural da terapia, autoconhecimento, tomar consciência, passa
por uma apropriação no horizonte de sentidos que aponta para algumas possibilidades
e pra outros que tem limites e possibilidade o tempo todo, jamais verdades, jamais
horizontes melhores ou piores, isso é uma decorrência geral do que a gente falou de
manha.

Este horizonte é inalienável, a gente não tem como entrar la e ve como o outro a
agindo nessa situação, porque eu to logo no lugar dele isso é inalienável, ninguém vive
a vida de ninguém e sente o que uma pessoa sente, então talvez, esquece você e
pensa em psicoterapia, esquece psicólogo. O que aconteceu que por força de alguma
situação, não importa qual de ‘fulano perdeu o emprego’ tenta lembrar um pouco qual
por força de uma situação qualquer tenha sido, você fez uma apropriaçãozinha, você
se viu, se percebeu, foi bom ne? Mas do que isso, talvez ali tenha sido a possibilidade
de algo diferente acontecer mera meramente temos um movimento, só que ninguém
faz isso por ninguém, não se conduz, não a uma condução mi lateral, se houver eu
tenho certeza que vai ta muita gente feliz aqui entendendo o que eu to falando,
porque eu conduzo, eu to na condução. Por isso que falei agora pouco, cuidado com a
presunção se vai com a própria vida percebe que talvez momentos de apreensão ou
apropriação mais rigorosa no horizonte de sentido, talvez seja o momento no qual
você conseguiu mais perceber a importância de determinados movimentos que você
talvez tenha feito e isso ninguém tem como fazer por você e conduzi la a esse lugar,
mas talvez seja a melhor das equações possíveis pra algum tipo da chamada,
transformação.

Em ultima instancia, veja bem, ninguém tem como fazer isso por você. Então talvez
esse seja um dos elementos mais fundamentais na psicoterapia que é essa apropriação
mais rigorosa do horizonte que ilumina as coisas , ilumina semanticamente a que da ve
tudo o que você ve. Em outras palavras é, Sartre, problema não é contigo é o que faz
com que fazem contigo, que nada do que fazem contigo determina o que você vai
fazer com isso, Sartre ta certo ne ?. Não é tematização rigorosa do horizonte de sentido
que permita vê a coisa a qual vê ou viver tal qual vê. Isso não é mensurável, isso não é
físico, isso é existencial. Isso não é uma estrutura física isso é um campo relacional.
Esse é uma das idéias que vai aparecer na quarta pagina do artigo em que vocês vão
perceber que vai falar sobre isso, nos não temos um horizonte, nos somos o horizonte.
Porque se você dizer que você tem, eu posso dizer que você não tem e você não tem
como não ter, então você não tem, você é esse horizonte.

Mas a frente uma importante fenomenologa do sec xx que vocês vão ver mais a frente,
que tem um livro chamado, “a condição humana” que ela fala disso, de um jeito
diferente, mas é isso. ela vai dizer o seguinte: a gente cria as chamadas condições da
vida humana a vive com base nisso, esquecendo de quem a criamos. O que seriam as
condições humanas? Ela vai dizer assim “esse horizonte de sentindo esta atravessado
por novas criações. Pergunta para ficar no ar, felicidade, tristeza, porque a gente não
pode ficar triste? E porque a gente não pode se frustrar? É inequívoco que uma pessoa
que esteja entristecida precise de psicoterapia, o que não é permitido na vida viver
triste ou pelo menos ter uma tristeza de maior profundidade, condição humana,
horizontes de sentidos que regem as nossas ações, você vai receber a pessoa de braços
abertos. A desculpa Sartre o importante é o que fazem com você e não o que você faz
com isso, você não faz escolhas e você esta sempre diante de uma escolha de
perspectiva de vida, desculpa mais você não esta protegido, você não esta insento,
porque não tem como esta, portanto do horizonte de sentidos que anuncia essas
ações e suas escolhas, porque eles estão sempre la rigorosos permeados por
elementos chamado de uma condição humana, sendo qual onde você não consegue
pensar. O que vocês vieram procurar nessa disciplina a optativa? não importa não
precisa responder, a questão é, da pra pensar um pouco nisso ou não precisa, passa
fora no que você e como você quer sair do curso, da formação que você esta tendo e
passa dentro, se passa dentro pode pensar? Não tem como não passar por dentro.
Então gente finalizando essa abertura de condições de horizonte contra abertura de
sentidos e que fala sobre condição humana ela me parece fundamental para que essa
chamada da apropriação ela se de em níveis de uma intensidade que me parece muito
interessante, pra mim não pra você, porque isso é um processo de libertação. Ultima
instancia psicoterapia processo de libertação. A questão é, não é importante é o que
esta pré concebido no movimento com nossas praticas nosso controle, as nossas
certezas.

CRISÓSTOMO 09.12.15

Cuidados com os significados históricos das palavras.

Postura: O texto começa chamando atenção para o fato de que trabalhar com fenomenologia
e existencialismo, trás um problema, que se não tiver cuidado, machuca. É o fato de que lidar
com esta compreensão requer uma atenção de nossa parte, principalmente dentro do campo
da psicologia, pela tradição e pelas culturas que existem. No campo da psicologia, já se está
acostumados a lidar com o conhecimento, com as perspectivas de uma maneira que é usual na
psicologia, acostumados a lidar com os conhecimentos, perspectivas de uma forma que é
muito usual constante que tem haver com o próprio nascimento da psicologia que é uma
forma técnico instrumental de se relacionar com o conhecimento, de forma a vê-las como um
conjunto sistemático que vai te servir como ferramentas para intervir na realidade. Ou seja,
um Sistema fechado, interligados, interno, diferentemente de outros sistemas e cada um se
constitui com um campo de praticas técnicos-intrumentais.

Ler fenomenologia existencialismo requer de nós uma POSTURA, que é diferente desta
postura técnico instrumental, de que você verá isso como uma linha. Não cabe é impróprio.
Nenhum fenomenólogo de rigor vai profanar essa verborragia de que ser ver dentro de uma
linha. Pois só é linha aquilo que é uma coisa e não outra. Só um campo instrumental fechado
àquilo que é uma coisa e não é outra.

Acreditar que há algo que está dentro disso e que não está dentro disso é lidar com uma
possibilidade de sentido que não cabe, que não é humana e que não cabe aqui, não é
concebível. Isto não é existencialismo fenomenologia, jamais se encontra uma fundamentação
rigorosa do pensamento existencial que fale isso.

Então isto é uma deturpação do fato de que não se consegue compreender que o pensar não
e é essencialmente um pensar sistematizante, estruturante, técnico cientifico, pq o pensar,
qualquer campo de saber, possa ser reduzido um conjunto sistemático fechado de ideias. Não.
O pensar não é só isso e dentro do campo da psicologia por tanto está não é a única forma,
embora seja forte, egemônica constante, que vemos a muito tempo de lidar com o pensar o
homem.

Essa é a primeira questão que aparece nos dois primeiros parágrafos do texto. É neste sentido
que, fenomenologia e existencialismo, é muito mais compreendido por uma postura, e por um
modo de se relacionar com o mundo do que um conjunto sistemático fechado de ideias
chamado de teoria que vai servir como técnico instrumental para entender a realidade sobre
determinado meio e controle e previsibilidade.

Postura, modo de se relacionar, com o mundo, com o saber, com o homem, prática
profissional. Tudo está filiado a uma maneira de se relacionar com o próprio mundo. Não pode
ser esquecido de que a uma postura que consegue, possibilidades de q eu estou no controle
das consequências em relação ao outro. E ISSO NÃO VAI APARECER AQUI. É fundamental para
que consigam se aproximar um pouco da legitimidade do que o pensar existencial
fenomenológica, e não teoria, e não sistema fechado, que vocês consigam no primeiro
momento perceber a questão da postura. Postura ou modo de se relacionar com as coisas e
com o mundo é uma coisa. Sistema fechado teórico, é outra coisa e isso requer um trabalha,
pq torna difícil isso que para você é simples esse modo de lidar com o conhecimento
instrumental, que é um modo generalizado, sistemáticos, um modo que supostamente está no
controle, mensuração, generalização.

Isto que muitas vezes é feito de maneira tranquila e sem maiores questionamentos, sai
dizendo. E isso por tanto está sendo colocado no inicio do texto. Não dá para seguir se não
chamar atenção para isso. Em outras palavras a uma especificidade no campo de pensamento
compreendido pelo existencialismo e fenomenologia. Pq eu não estou dizendo que é melhor
nem pior, nem mais certo. Pq todos tem e aqui não é diferente. Só que esta especificidade,
aponta para o fato de que não é um corpo de conceitos fechados, tal qual, a maior parte das
vezes a gente lida.

POSTURA, ou um modo de se relacionar com o mundo, do que efetivamente: deixa eu me


apropriar dessas ferramentas para depois se relacionar com o mundo, chamado paciente da
psicologia, com algum grau de previsibilidade, controle. Vocês já mais irão ouvir isso em
alguém que trabalha de forma rigorosa em fenomenologia e existencialismo.

Demorar-se e postura, e uma não sistematização e um não fechamento de conceitos, uma não
determinação uma não generalização. Palavra fundamental: DEMORAR-SE.

Nós temos dificuldade em demorar-se por nós nascemos crescemos dentro de um mundo
onde você tem que, ter pressa, resultados, tem que ser bom, tem que evoluir se transformar o
tempo todo para melhor, mostrar competência. Então nós temos dificuldade em se demorar.
Você tem dificuldade em ouvir 10 minutos, alguém em total silencia sem fechar conceito do
que está falando? Pq você é impelido a ter que dizer o que pensa sobre o que o outro está
falando. Pq q você tem que dizer o que pensa sobre o que o outro está falando? Quando a
gente diz o que pensa sobre o que o outro está falando a gente tá mais fechando a questão e
não percebendo o que esta falando ou estamos mantendo em abeto a questão? Quando
dizemos o que pensamos, será que a gente mais fecha ou mais abre o pensamento no que está
acontecendo? Mais fecha pq quando você responde você vai embora sé que não já passaram,
quando você emite opiniões você raramente você está abeto a percepções do que você está
falando quando você está emitindo opiniões, quais são os preceitos, visão de mudo, você
raramente tem uma visai mais intimista consigo próprio. Então demorar-se é uma coisa rara,
pq você não está ai para demorar-se, está ai pra estabelecer, dizer o que pensa que é certo,
que entendeu alcançar meta. Demorar-se, portanto é fundamental para que se consiga
sustentar um grau maior de abertura de sentidos em relação àquele que vivemos, fazemos e
pensamos. Em outras palavras, quem ouve mais em silencio, consegue pensar muito mais a
questão. E quando você sustenta a abertura do pensamento, você mantém algumas
possibilidades meio que tramitando na sua frente quanto ao campo de possibilidades.

Postura sempre ao mundo e a vida: isso é um fiapo do chamado modo de se relacionar com o
mundo. Por não é um campo técnico para o psicólogo. É um convite para a forma de se
relacionar com o mundo que coloca em cheque algumas coisas que normalmente a gente não
coloca e aproximando do técnico profissional dessa área no caso do psicólogo, o modo
instrumental de previsibilidade e controle, pq quando se intervém de uma forma que acha que
é melhor, partiu do principio de que aquilo é a melhor forma da gente usar e que da uma
suposta lógica do que vai acontecer. Então quando a gente joga para o campo profissional,
vamos exemplificar mais claramente a relação com o mundo que é uma relação de controle.
Uma relação que eu posso tranquilamente pressupor a consequência do que eu estou aqui
falando com vocês e eu não posso pressupor.

Esse demorar não é só cronológico, ele é vivencial experiencial, esse demorar-se significa uma
sustentação, um gral de abertura com a relação daquilo que está acontecendo, qe não se
fecha nos conceitos, fechados ou se que se considera aquilo que está acontecendo, em outras
palavras você não se alimenta, você engole a comida, você se que sente o paladar do se come.

A demora por tanto tem haver com a ausência de controle, o não fechamento da não demora.
Não abandone! A demora, portanto é experiencial, e não temporal, embora passe pela
temporal, embora não se restringe a isso. Razão pela qual tem uma relação intima. A postura
fenomenológica existencial tem haver com uma postura de demorar-se mais, de sustentar um
grau de abertura de um não fechado conceitual, de não determinador universal. É uma
sustentação de uma questionabilidade do que está acontecendo, não em relação ao outro,
mas do q eu estou fazendo comigo. Como eu compreendo COMPREENSÃO pq você sempre
compreende.

Nós sempre compreendemos (isso é outra coisa, fora do sentido popular). Quando falamos de
COMPREENSÃO vamos falar daquilo que a fenomenologia (principalmente) vai apontar algo
característico do nosso modo de ser com o mundo, um sendo um ser em abertura. Ele vai
dizer é que você sempre compreende pq você sempre vai ver a coisa de um determinado jeito,
estranho, incompreensível, exótico.

Não tem como ser um ser ai em abertura dentro da qual isso se mestra desse jeito, sendo
compreendida desse jeito, a questão é que essa abertura, precisa se tornar objeto de
questionamento de apropriação rigorosa em psicoterapia, que é aquilo que se mostra a você
não é uma descrição de mundo, é uma forma possível de se ver, que você ver daquela forma.
Apropriação disso tem haver com a psicoterapia, um movimento de se aproximar de si próprio.

POSTURA COMPREENÇÃO ABERTURA.

Pq q a gente sempre compreende? Pq não é nos dado a possibilidade existe ncialmente falando
de você não ver determinados sentidos nas coisas. As coisas se mostram sempre de um
determinado jeito. Estanho, indefinível é um jeito. Não nos é facultado dada, colocada a
possibilidade de abrir mão de ver as coisas de determinado jeito, você não consegue deixa de
fazer isso. Tudo se mostra a você de determinada forma e essa forma, e este modo e este
sentido não está dentro da coisa, embora você julgue cotidianamente q está e que você está
fazendo uma descrição da coisa. Você esta fazendo uma descrição possível de ser vista a coisa,
pq ela é captada, vivida, ela se enquadra a partir de um horizonte, clareira ou abertura de
sentidos que sempre somos e és este que faz com se mostre de um jeito e não de outro, ai isso
se chama de DASAIN OU SER AI que é algo fundamental de passar de uma apropriação mais
rigorosa da experiência clinica, pq repito: você vai sempre acreditar na maior parte das vezes
que você descreve o mundo, você fala das pessoas, você fala desta aula, da uff, você descreve
o mundo. Está é uma atitude natural, de que as coisas são as coisas e de que você é você.

Sujeito obejeto que ta na base de qualquer pensamento cientifico, como isso é inquestinovavel
que o objeto é objeto independente de mim eu falo dele e não de mim. Sim você fala de você
o tempo todo através dele. O que significa dizer, portanto que a forma como ele se mostra, o
sentido que algo tem para você , não é uma leitura inequívoca do que está dentro da coisa, tal
qual você acredita e maior parte das vezes tenta inclusive propagar. É apenas uma forma
possível, em outras palavras, você sempre fala de você na sua fala sobre o mundo.

Eis a clareira, que é exatamente isso. Clareira é essa abertura que todos somos não temos, nós
somos a clareira. Não é que temos pq o ter já passa por um problema anterior que é, posso ter
ou não ter, pode lançar mão disso ou não. Você não pode deixar de lançar mão disso, você é
isso, você é essa abertura qualquer que seja essa abertura, singular e existencial que mostra as
coisas de determinado jeito. E esse mostrar-se é uma forma compreensiva, esse mostrar-se
carrega a possibilidade de uma forma de ver que é só tua única singular e existencial . É neste
sentido, portanto que esse horizonte é um horizonte, que anunciam um mundo que não é
geral é só meu. Por mais que todo mundo acredite que fala sobre girafa, não existem girafas
iguais.

O sentido brota de uma forma de se socializar com o mundo que emana brota do social e
cultural, mas que também não tem como não ser singular única e existencial. Eis a clareia a
abertura o modo compreensivo de lidar com o mundo e eia a importância do afloramento
mais radical desse modo compreensível singular da experiência clinica psicológica, pq de inicio
na maior parte das vezes a clínica psicológica esta profundamente pautada no nosso modo de
se relacionar com o mundo que é o mundo é mundo eu apenas descrevo o mundo.

Você fala de você o tempo todo, quando você fala da tua mãe, você fala de você. Pergunta a
nossa relação com o nosso discurso com o nosso pensar é uma relação desse tipo de
experiência intimista? Não é, na maior parte das vezes não é, quando que algumas vezes é?
Quando o projeto da errado, e você poxa acho que não tem q ser assim não tem qu ser um
pouco diferente.

Ai você resgata um pouco da singularidade do modo de lidar que talvez não tenha sido a
melhor lógica, escolha, aposta, mas lá atrás imerso nesse modo você era inequívoco, você
tinha certeza do que era certo fazer, pq você acreditava que aquele não era o teu mundo. É
aquilo que independe de mim é uma descrição do mundo externo apenas.

E isso, portanto não se sustenta no existencialismo fenomenologia por conta das demissões da
clareira e da compreensão.
A questão da clareira e a questão do nosso modo de ver as coisas é sempre um modo singular,
um modo de ser. Agora se lembra de uma metáfora de um pensamento Heráclito, não se cruza
o mesmo rio duas vezes, pq nem você nem o rio é mais o mesmo. Sendo que a diferença do
tempo de travessia pode ser de um segundo. Só que nesse tempo já era que não era a mesma
água e você já era pq você já foi contaminado pela passagem então você não é exatamente
mais o mesmo. Ou seja, esse modo é singular, de ver as coisas, só que esse modo não é mais o
mesmo pq não é assim, o teu modo, tão duramente falando, é o te u modo a cada momento.
Pq se fosse só o teu modo a uff seria a mesma coisa antes de você entrar depois que você
entrou e agora, e você sabe melhor do q eu que a uff não é mais a mesma antes durante e
agora. Então é a tua uff, mas essa uff não é única ela tbm vai se transformando. Então não é
um modo único, pq se fosse você seria o mesmo, mas você não tem como ser, por isso que
você vê as coisas que você vai a outros tempos de forma diferente, é por que elas
necessariamente mudaram? Não pq não é delas a questão. A questão é o que eles é para você
que em outro tempo esta em outro momento de diferença, queira você ou não. Você se difere
não pq você escolher. Você se difere pq é DEVIR e você não tem como não se diferir, então
você nunca é o mesmo. E se você nunca é o mesmo, o enquadre das aberturas, a clareira, já é
outra, e se a clareira é outra os encontros são diferentes.

Em fenomenologia e existencialismo a gente cita muito, usa alguns pontos com o pensamento
oriental, como o KOAN. Se pudesse se fazer uma tradução ao pé da letra: é ua pergunta que
não busca uma resposta, é uma pergunta que busca um deslocamento, koan é uma pergunta
que não busca uma resposta é uma pergunta que busca um deslocamento.

Passagem: um determinado momento um sábio, um monje está caminhando com um


aprendiz, e tradução do pensamento oriental esse caminhar é um caminhar no sentido de
transformação desenvolvimento. Em um determinado momento o monge pede para o
discípulo pare. E o mestre fal o seguinte, vamos fazer um exercício. Eu vou colocar uma venda
nos seues olha e eu vou lhe fazer algumas perguntas. Nisso o monge pega uma garrafa de
vidro e um graveto e bate nessa garrafa, e pergunta o que você esta ouvindo, e ele diz q está
ouvindo o som de uma garrafa. Outro ele pega a garrafa de plástica e pergunta o mesmo e ele
responde q está ouvindo o barulho de plástico. E depois um pedaço de madeira e faz o mesmo
e ele responde q está ouvindo o som de madeira. E depois ele bate palmas e pergunta o q você
está ouvindo e o aprendiz responde q ele está ouvindo som de palmas, e atenção. Pergunta
que não busca resposta busca deslocamento. Você está ouvindo palmas, mas de qual das
duas? E o discípulo não entende. E monge responde primeiro você diz que ouviu o som da
garrafa... Então de qual das duas palmas você está ouvindo o som, e com essa pergunta ele faz
uma tentativa de deslocamento que é o que? Não era o som da garrafa, era um som de um
encontro. Se batesse o graveto em outra coisa que não fosse a garrafa o som poderia ser
diferente do dito como som da garrafa... Ele sempre ouve um som de um encontro. É a partir
desse encontro q ele ouve um som que vai de dizer eu é uma coisa, mas é das duas, palmas é a
mesma coisa, não é o som de uma palma é um som de um encontro.

Você nunca vê nada objetivamente falando, coisa em si, é sempre encontro, o que você vê é
fruto de um encontro, o sentido que emana a sua relação com o mundo é fruto de um
encontro, que encontro? Sujeito X objeto, grosso modo é. Clareira X mundo o que faz com que
esse mundo tenha sempre um sentido singular, dessa forma de encontro. O que você vê tem
uma forma singular, pois tem uma forma singular de se encontrar com aquilo: clareira
abertura.

Então a gente nunca fala das coisas em si, a gente sempre fala de uma forma possível de ver as
coisas, sempre é encontro. Não se destitua do teu encontro como constituinte do sentido das
coisas. É falso, você está vendo o que você consegue ver. Você só consegue ouvir o que você
consegue ouvir, você só consegue intuir o que possível a partir da forma de pensar que você
naquele momento está intuindo, é isso que dá o sentido das coisas que não está dentro das
coisas, portanto você não descreve mundo, não há descrição de mundo. Toda descrição é
imparcial.

A nossa atitude natural que se transmuta em senso comum, mas que tbm vai para a ciência, pq
a ciência tbm faz a cisão sujeito X objeto então se acredita se você estuda subjetividade
humana como sendo um objeto que não tem nada haver com você quando vê. Interiorização,
você não acredita que tem haver com um recorte.

Então há senso comum tbm na ciência. A atitude natural é de que a nossa relação com o
mundo é uma relação METAFISICA, que é uma relação na qual, eu possa falar das coisas em si,
e que isso não tem nada haver comigo. Tem haver com a coisa. Isso é senso comum. A postura
fenomenológica é uma atitude que vai sustenta uma demora que permite perceber mais
rigorosamente o que é encontro. Então o deslocamento que promove aqui é o deslocamento
desse modo do senso comum das atitudes natural. É um passa atrás para perceber que relação
naturalizada você faz que te isenta da constituição de mundo. Você não está isento, não tem
como se isenta. Você não tem como falar em geral, do que é casamento, do que é tristeza
felicidade.... Não tem pq isso tudo se anuncia para você de uma forma sempre singular. É koan
é encontro. Tudo bem que é uma pergunta de busca deslocamento. Qual das duas palmas?
Essa pergunta não é para ele dizer qual palma foi, essa pergunta é para dizer não é sempre da
coisa, tem haver com um encontro, um deslocamento.

Mas o mesmo sentido que eu dou, não é o mesmo, pq eu já não sou mais o mesmo, verdade,
mas pq q eu não sou mais o mesmo. Os encontros já são diferentes, pq cada encontro constitui
a existência e a existência já não é mais a mesma a cada encontro que se dá.

Então eu não só vejo uma coisa possível, mas essa possibilidade já me constitui fazendo com
que eu veja uma coisa que no momento seguinte não ser mais a mesma, e essa é uma relação
dialética. Sempre é encontro e sempre é um encontro contaminante de uma forma tal que
você não tem como desconstituir dessa experiência, ela ficou e ela ficando você já não é mais
o mesmo. E você já não sendo mais o mesmo você reencontra aquela mesma coisa, só
“mesma” coisa de forma diferente.

O que te contamina é a experiência não é o objeto, mas a experiência vivencial não tem como
não passar por fora de você não tem como de certa maneira deixar essa resíduo, qualquer que
seja, essa resíduo te transforma, então é uma relação mutuamente contaminante.

Isso que a gente acredita isso que supostamente que a gente consegue fazer uma separação
do homem, mundo sujeito objeto e que esse objeto não tem nada haver com o sujeito,
mentira esse objeto já é o que é pq é para você, ele só é o que é pq é para você. O que não é o
mesmo pra mim. Então a gente vai dizer que o que a gente vê é a contaminação, você vê o
objeto possível e esse objeto possível, o q da os limiares de possibilidades desse objeto
possível? EXISTENCIA. Existência que não é o que aconteceu com você, mas é como você
conseguir lidar com o que aconteceu com você. Isso constitui existência e que por tanto a cada
sendo algo que vai dando a tonalidade, a forma desse objeto tal qual é visto por você por isso
ele não é em si em geral, separado de você, ele é esse processo de contaminação, eu
contamino o que vejo que é uma contaminação mas que já muda, e vai fazendo com que eu
vejo outra coisa e que por tanto já reconstitui e ... e isso não tem como não acontecer, por isso
o ser ai é um SENDO não é, pq o verbo é, a ideia de ser, da ideia de estabilidade, quando você
fala, a casa é bonita, você diz uma outra coisa da casa está bonita. O verbo ser tem uma
especificidade no nosso uso. O verbo ser carrega uma noção velada para gente de estabilidade
e permanência, portanto quando você fala, o Carlos é um cara legal. O que você transporta
com essa fala? Que ele não está legal hoje diferente mente de ontem, diz q ele é um cara legal.
Por tanto o verbo ser carrega no nosso cotidiano uma concepção de estabilidade e
permanência

E essa concepção de estabilidade e permanência é apenas aparente, pq aparente? Pq eu


garanto que te um monte de gente que vocês achavam maravilhosas e deixou de ser. A não
era, deixou de ser? NUNCA FOI. Esse objeto nunca é nada no sentido de e stabilização. Ele é
sempre um sendo e o que você vai conseguindo ver tem haver como que você consegue olhar
que vai fazendo essa transmutação do tempo todo, por isso que nós somos um sendo. Ser ai e
uma ideia de fluidificação. Por isso que perde o sentido aqui do que nas tendências metafísicas
das filosofias, da psicologia, essa separabilidade de sujeito e objeto onde esse cara explica, diz
o que as coisas são, pq antes de dizer o q as coisas são as coisas já são alguma coisa
equivocadamente. Eu só vou conhecer, mas elas são. Não tem haver com a minha forma de
olhar de perceber. Elas são isso é inquestionável para você. Essa é a postura metafísica. Meta:
fora da fisis, acima da meta realidade, então a gente se porta a cima da realidade para a gente
dizer o q que ela é e crer que não contamina crer que é um olha um dizer singular e único crer
que é uma descrição do objeto. Tudo isso esta filiado na relação metafísica com o mundo,
coisa esta que as perspectivas existenciais vão questionar. O koan fala isso. Bom se é sempre
encontro como que eu vou dizer que tem uma coisa que independe do meu encontro? Que é o
em si, que é a verdade estável sobre alguma coisa, que é, aquilo que permanece
atemporalmente na coisa, isso é uma brincadeira histórica, isso não faz sentido, mas esse é um
sentido histórico que consolida que faz com que a gente lide com a vida, as verdades, o que se
deve fazer, o que é viver bem, o q é felicidade, mais do que é tem q ser feliz e buscar a
felicidade, todos esses condicionantes históricos tem haver com determinadas amarrações que
a gente cria estabiliza, determina o que as coisas são, sentido de vida... A gente cria
determinantes históricos, assim como o rio o dinossauro não tomava banho de rio, pq não
havia rio, mas eu não estou dizendo que havia lá uma substancia... Dinossauro só começa a ser
chamado dinossauro depois q ele morreu pq o homem vem depois.. Então não havia
dinossauro não era dinossauro.. Isso é horizonte de sentido, clareira, isso é obvio, ao mesmo
tempo em que é obvio é problemático, em que ao mesmo tempo em que implica constituição
de sentido, não implica num mundo em que constituímos e não na descrição asséptica de
asseparabilidade diferente, imparcial de mundo. É essa mutua constituição, homem X mundo,
sujeito X objeto que se sustenta o tempo todo no existencialismo e fenomenologia. Por tanto
qualquer coisa que vai trabalhar com a possibilidade de determinação de ser estável de
qualquer coisa, deixa de lado! Vai dar problema pq todas as seguranças começam a se tornar
frágeis. Mas essa segurança nunca houve. É ilusão, nunca há, por tanto é um convite a outra
relação com as possibilidades de sentido histórico entre elas, a metafísica, o que um
ferramental técnico seus limites e possibilidades. Então muda a relação de sentidos, não é uma
desconstrução excludente, mas é uma descontração de uma relação de sentido, fria inerte,
não percebida, não alienante, arbitraria que parte dos princípios que são problemáticos, e o
resgate da relação com isso que é efetivamente buscado e não uma negação ou uma exclusão.

Formar, ganhar dinheiro, ter família, comprar carro, tudo isso faz parte da construção histórica
humana, o que não está posto? A relação de sentido que você tem com isso. Como que você
lida com dinheiro, o que é casar, o que é ser feliz, o q é ser universitário... nada disso esta
posto, então a questão disso é o rompimento. A questão principal (cuidado com as palavras) se
não a gente que nasceu cresceu dentro da dicotomia, dentro fora certo errado, objetivo
subjetivo, a gente não consegue se libertar disso e romper, portanto é joga fora. Aqui romper
não é jogar fora, desconstrução não é romper no sentido de jogar fora, desconstrução é um
passo atrás em relação a mim, para perceber o sentido hegemônico que se estabelece com a
coisa que via de regra, não é percebida. Então não é não haver rotina, a questão é o que é
rotina para você? Como você lida com ela? Pq se você lida com a rotina de uma forma em que
isso é uma coisa alienante e q ela de certa maneira mesmo sendo rotina pode se construir de
uma forma diferente a cada dia, mesmo sendo rotina. Sendo aluno todo dia você pode ser um
aluno diferente a cada dia. Então ser aluno todo dia não te dá o ali de que eu não tenho o que
fazer com o fato de ser aluno da uff isso é outra relação com a rotina. Rompimento, portanto
não é uma exclusão. É uma conquista de outra relação com a liberdade com o sentido que a
gente endurece cristaliza e naturaliza.

Preservando-nos no sentido de que a gente não faz escolha e viver é isso, a gente abre Mao da
liberdade, e a gente vai dizer que viver é isso, e vai dizer que ser psicólogos e ter técnicas para
intervenções controladas, e a gente vai dizer que viver no mundo moderno não tem como não
ter uma relação apegada com o dinheiro... Vamos criar álibis que anestesia nossa condição
existencial de liberdade. Que nunca se fecha, mas que a gente anestesia fechando, com o
mecanismo de preservação da gente que a gente não faz escolhas. Faz-se escolha o tempo
todo, mas não percebe. A postura fenomenológica é o resgate dessa condição que acontece o
tempo todo te expondo a si próprio de maneira mais vivida.

Arte: pq que as posturas fenomenológicas existenciais transitam e dialogam muito bem com
as perspectivas q eu falei? Do pensamento oriental, que tem haver com uma questão holística
fluídica, mais abstração, uma perspectiva mais integrativa sistêmica. E como e pq isso se
aproxima da arte, que nada mais é do que essa experiência do inominável.

A ARTE é a manifestação explicita da insustentabilidade da vida amarrada e racionalizada. O q


é a arte? A arte é um pulsar de não controle. Por mais que tenha uma compreensão pequena
que fica uma coisa meio unificada e pragmática se você conversa com um reconhecido com
artista... Vai ser comum em um determinado momento da conversa essa pessoa dizer para
você que a produção artística não é uma questão na qual você esta no controle técnico o
tempo todo, ela envolve uma espécie de entrega de uma condição de um certo êxtase, um
estado de integração com a coisa produzida não qual você e coisa se confundem. É natural
esse cara que é artista da musica, arte. Ele vai falar que a arte não é um controle produzido
racionalmente, ele vai dizer que a arte é um transbordamento dessa racionalidade que não da
conta da experiência com o mundo. Então pq q o existencialismo fenomenológico dialoga com
a arte? Justamente por causa disso, pq vão questionar uma relação com o mundo que é uma
relação de controle, racionalidade e previsibilidade. Quando você fala as coisas ao longo de um
dia, você só expressa através da linguagem o que sente, colocando para fora mediante
linguagem, então é algo que foi para fora e se tornou não você para o outro com quem você
fala e ai tem essa separabilidade com você e com sua fala. Ou você quando fala você vive a fala
que fala em certo grau. Quando você fala você sente a fala não é só uma expressão de registro
linguístico, a fala atravessa diversos campos da psicoterapia. A fala é reviver, então não é uma
rpodução de um objeto que se torna externa a você mediante uma racionalidade. Esta
experiência artística que é o falar envolve uma dissolução você objeto. Você fala então você
vive o que fala, portanto não é só uma expressão para o externo, é um reviver. É isso que é a
questão artística, a arte, portanto muitas vezes, você não se dar por satisfeito quando você
fala pq quando você fala não expressa exatamente o que você quer tenta falar, isso significa
que essa racionalidade não basta. Não é só uma colocação para fora do que está dentro, é um
viver, essa produção que se confunde com você, e que afeta. Isso é essa dissolução que passa
por um não controle, que nós não estamos nesse controle, não basta você querer falar o que
pensar para você falar o que pensa pq a sua fala no que você pensa não te satisfaz.

Pq q essa questão se dialoga com a arte, e q eu falei com o pensamento religioso também.
Assim como a arte e a experiência artística é uma experiência onde fica muito claro o não
controle a não condução e sim como uma forma de estar, de integração. Então assim como a
arte é uma expressão de vida que não está subordinada a um controle e uma previsibilidade, a
experiência da religação do transcendental tbm não é algo que esta subordinado a uma
logicidade. Pq não está? Pq cada qual vive de um jeito muito singular.

O chamado milagre. Você sabia que ocorrem milagres em todos os lugares.. Católico,
evangélico, espiritualismo... Todos esses lugares vocês devem ter ouvido falar que ocorreram
coisas inexplicáveis.. é exatamente isso que estamos falando. Não é a questão da ritualística
externa, é a questão de como se vive a ritualística. Então a ritualística não é externa, o
batizado,.. o que quer que seja isso não é um rito Souto que tem um significado interno que
vale para todos, isso vai ter um sentido e vai se revivido de forma singular que você consegue
viver, eis a razão pela qual tem charlatanismo em todo lugar e tem milagre em todo lugar pq
qualquer lugar não se resume a uma experiência de um e sim uma multiplicidade possível de
experiências. Então essa ligação do transcendental revela claramente que não é uma
racionalidade externa que a gente coloca em pratica e uma maneira, postura, uma forma de
lidar com as coisas.

Então na arte na religiosidade fica claro, só que não fica só ai, lembra q eu falei de falar de
dizer.. Eu falei de formas de encontro isso é vida é existência. A existência por tanto se
configura nesse movimento que é um movimento de constituir-se e ser constituído. Onde você
compartirbisse e nada é exatamente externo, estável sempre é uma forma possível de vi ver e
de lidar e que daqui a pouco não será mais a mesma e desautêntica a gente de um lugar de
imunidade de um discurso impessoal, neutro, imparcial de relatar o mundo.
Significado é a ideia de algo que você pendura nas coisas. Então qual é o significado daquilo?
Aquilo está lá e eu penduro uma coisa naquilo chamado de significado, então a ideia desse
significado é a ideia de que se trabalha de um preposição anterior de que tem algo lá que
independe de mim e eu enquanto não coloco significado aqui é neutro é externo não é nada,
nunca não é nada. Compreensão. Ter um significado lança mão do que aquilo quer dizer
aquilo que está o que quer dizer, a ideia de significado, carrega portanto essa ideia.
SIGNIFICANTE A COISA EM SI SIGNIFICADO, O QUE VOCÊ COLOCA NELA.

A gente lança Mao da linguagem para comunicar e lança Mao a partir dela, isso resolve o
problema em parte pq a gente se comunica, o que fica ainda como problema no fato que a
gente se comunica, você não tem como saber exatamente o que é arvore para mi m, embora a
gente se comunique embora se sabe que eu estou falando de arvoree não de bicicleta, eu não
posso ter certeza de que arvore é uma coisa externa e que portanto é a mesma para cada um
de nós. No rigor do discurso, da relação de compreensão do mundo, é necessário fazer uma
separação, pq a ideia de significado precede algo antes dele e que está lá e que não tem nada
para mim, está lá da ideia de algo neutro e que eu vou colocar um significado. Aquilo já se
mostra para mim, anunciando significado possível, e isso é a pré-compreensão. Uma coisa é
senso comum, linguajar e a nossa comunicação basal do sai a dia, agora isso esconde coisa e
no caso da clinica isso é muito importante.

“A compreensão do terapeuta não se sustenta apenas no conteúdo do relato, mas nas


reflexões e acontecimentos trazidas na sessão pelo paciente, mas tratasse de uma escuta
atenta para os sentidos que se apresentam e se ocultam nesse relato.” Que sentido seria
esses? Sentidos que emanam sempre de uma forma singular, a questão da compreensão como
eu falei agora pouco.. Não é do senso comum onde eu vou compreender o que o outro diz, a
partir de um sentido que ele emite, não é exatamente isso. Essa não é a prioridade da
experiência clinica, a prioridade da experiência clinica, não é que você compreenda a pessoa e
que ela se compreenda então é infinitamente e muito mais importante do que ela se veja do
que você a veja pq? A rigor daquilo que a gente está falando, você não tem como ver os
sentidos próprios da pessoa. Essa questão do compreender de que fica claro para mim o que o
outro diz, você não tem como fazer essa experiência legitima que você acredita que faz com
diversas coisas que você ouve durante o curso de que você vai compreender o que o outro diz
os sentidos que o outro da para a coisa. E ai você cria uma teia de relação entre os sentidos
históricos e eles se compreendem pela sua fala e o modo de ser da pessoa. A questão do
sentido aqui não é essa. A questão do sentido aqui é antes disso, é oq eu é clinica? Se a gente
não consegue pensar o que é clinica, isso da confusão vai ficar uma coisa que é tida como clara
que para mim não é obvia para todo mundo que pensa clinica que é o que? Que você está la
para compreender o outro que uma vez compreendido ele não consegue ver ele mesmo,
apresenta-lo a ele mesmo. Esse movimento não é possível, em ultima instância, portanto o
sentido da situação vivida, em ultima instancia é uma convocação a este encontro, que não
tem como vivenciar como ele vivenciou, compreensão, portanto não passa por essa dimensão
racionalista como eu falei anteriormente e sim mais ou menos koan. O que é psicoterapia se
não koan? Convite a mudança de lugar. Essa aula aqui chamada aula, toda hora tenta koan.
Hora vocês vivenciam mais hora menos, mas o tempo todo isso, pq para mim o mais
importante não é o que vocês entendem o q eu falo é o q isso pode causar em vocês, um
deslocamento de lugar para que vocês consigam se perceber e refazer-se isso é koan, isso é
experiência psicoterápica, isso é clínica, não apenas no consultório, clinica na experiência do
cotidiano.

Então em ultima instancia, o fundamento da experiência clinica por mais que na tradição
escute você está se preparando para trabalhar e compreender o outro, fazer uma interligação
dos sentidos históricos geológicos, é como se fosse assim, que você só crer e só faz isso pq
você trabalha com pressupostos, pq você não percebe, de que é possível compreender o
outro, ir para o lugar do outro, que é possível entender exatamente o que o outro está
dizendo, inviolabilidade da experiência existencial, significa dizer que ninguém vive a
experiência do outro. E que talvez em ultima instância clínica seja um lugar de convite de
revivencia de uma maneira que possa descristalizar sentidos que fazem sofrer. Koan. Sair do
lugar é sair do lugar de amarrabilidade do sentido estável e predeterminado sem perceber
jurando que é sempre uma fala de mundo. É uma fala de um lugar possível de ver... Aquele
filho, aquele marido.. Uma resalva no problema de compreensão. A ideia de compreensão não
pode ser levada para o senso comum.

Pensar clinica é fundamental pra que a gente consiga refletir sobre o quanto da postura. Então
pensar o cotidiano, o senso comum, que não é só rua é tbm ciência, clinica é fundamental para
que a gente compreenda o que acontece, está fazendo, portanto uma construção reducionista
de clinica que é você está no controle, você conduz você prevê e você controla.

O sentido é sempre existencial, ele não tem como não ser ai como você está diferente. O que
salta para fora, portanto é aquilo que não é captável por mim, é reviviveu para você ampliando
sua relação com o sentido com a sua relação de mundo determinativa objetificada. Oq salta é
isso. Pq não está no seu horizonte. Pq tu não é o mesmo o resíduo existencial sempre dá a
singularidade dele que é importante que seja revivida.

Eu sei o q eu vejo é apenas uma possibilidade de ver, e não tem como não fazer isso, mas
sabendo q eu faço isso eu me coloco em outra relação com isso, então o sentido que chega a
você do dito paciente, é um sentido com o qual é importante que você saiba que unir o
sentido com ele de maneira cuidadosa, pq ele está atravessado existencialmente em você. É
importante que haja esse cuidado, mas em ultima instância alem desse cuidado, esta em jogo
um movimento de intervenções em um grau que promova um deslocamento de sentido, que
por mais que você esteja mais atento a essa relação de liberdade consigo próprio, ele não está.
Ele chega falando, descrevendo dizendo que o problema dele é o problema do mundo, do
outro. O que chega à clinica é um problema do mundo então você ta atento a isso, mas a
pessoa não está, e não sabe disso, pois esta ancorado nesse sentido fixo. Então a relação de
liberdade com o sentido existencial que você não tem como contaminar mundo, objeto e esse
objeto é a fala do outro, isso não tem como não acontecer, a sua relação é atenta a isso e por
tanto mais liberta. Liberta o suficiente para saber que naquele momento o que está em jogo é
um movimento ali de descondensarão de afastamento, de passo atrás , de ampliação de
relação de liberdade e que em ultima estância não acontece quando ele chega, demora um
tempo para acontecer.

Lógico que como qualquer um a gente ver a coisa de uma forma possível e não a forma do que
é, mas sustentar isso e saber q se faz isso o tempo todo já nos coloca em outra relação de
sentido com que eu ouço. Destitui uma noção de verdade, de valor inequívoco de julgativo do
ponto de vista qualitativo, já coloca outra relação.

Voltando na compreensão e ação.

A questão da ação, mais uma vez que precisamos ouvir com cuidado. A palavra ação aqui está
associada por isso que ela parece junto na ideia de compreensão a palavra ação esta associado
a um movimento de sustentabilidade daquilo que fazemos o tempo todo. Isso é ação. N ão há
ação portanto dessa perspectiva aqui tal qual estamos falando, atitude natural, não é ação.

Ex: Má-fé de Sarte, nós fazemos muitas coisa ao longo do dia, mês... Estamos vivendo, o que a
gente vai desconfia é que esse nosso fazer viver ele se dá em boa parte do tempo um fazer e
um viver numa relação de assepsia consigo mesmo, ou seja, eu não faço as coisas as coisas
são feitas como se faz, eu vivo como se vive, estudo como se estuda... Só que o que se
desconfia esta nossa relação com o nossa fazer é uma relação de impessoalidade é uma
relação de não é você quem faz, é o todo que faz através de você, então você não dá bom dia
pq você está preocupado que a pessoa tenha um bom dia, você dá bom dia pq se dá bom dia:
impessoal.

Desconfiasse, portanto boa parte dessas nossas relações de sentido com o nosso fazer e
pensar são impessoais e de atitude impessoal, pq você faz o que faz você não é como se fosse
um agente dessa ação, essa ação é da sociedade ano é de você, da cultura, do senso comum
através de você.

Então compreendesse, portanto que ai não há ação. Não vai entender se usar ação no senso
comum, ação está no sentido aqui da propriedade, de apropriação, ou seja, de uma vivencia
singularizada radical, ela é sempre singular sim, mas ela é vivida como naturalizada, então você
sempre faz do seu jeito, mas o seu jeito é um jeito que está muito escravizado na reprodução
do que se faz então ao mesmo tempo em que é singular é uma mecanização do senso comum,
é uma atitude natural, não há ação.

E pq que a palavra AÇÃO aprece junto com compreensão? Pq se a gente sempre compreende
e essa compreensão é sempre singular, a ação seria essa explicitação essa regurgitação vivida
intensamente por nós do nosso compreender, do meu objeto que não é igual ao de ninguém,
do meu fazer que não é igual a de ngm.

Que por mais que seja macanizado no senso comum ele é singular e precisa ser vivido como
singular. Então pq eu tenho q dar bom dia se na realidade eu não estou preocupado.. Isso é
uma aproximação de si mesmo, uma ação.. e isso lembra Sartre, pq ele fala da má-fé: e para
quem viu... Sartre fala da má-fé que é um negligencia mento de um movimento de vida que se
faz o tempo todo, que é o movimento da autenticidade, então da gente dá a nossa vida com
toques impessoais e então a gente vive como se vive. A gente não vive a nossa vida singular de
uma experiência autentica rigorosa, a gente vive como se vive, a gente faz como se faz....

Nesse sentido o resgate disso que se anestesia, mas nunca se perde totalmente que está ali
junto que é uma forma singular de compreensão de lidar com o mundo isso é ação, ou seja, é
uma espécie de lupa de aumento, uma veracidade da compreensão que é sempre singular sua,
única e não tem como não ser igual, ou seja, aproximação mais radical de o teu mundo, o teu
bom dia e o que esse bom dia revela? Revela uma impessoalidade, então é como se fosse isso
por isso que vem junto com compreensão, pq você não percebe a filiação de origem do teu ato
com um horizonte anterior a ele que faz com que ele seja como é você não percebe teu ato,
você não percebe que é você, você não se encontra e precisa de terapia para isso, ou então
uma cacetada da vida ...

Às vezes você precisa disso e nem isso funciona para se encontrar para você fazer uma
experiência radical da compreensão que você tem e que é singular, mas jurava que era total,
era do mundo era assim que se fazia. Ação tem haver com isso, ser compreendido dentro
dessa especificidade.

Por tanto existências em que não se há ação, são existências inertizadas pelo senso comum, no
qual esse exercício de pessoalidade de apropriação de singularidade ele é anestesiado e o que
mais se tem é isso. O que mais se tem é o se vive como se vive e o que me falta são os
aparatos para dizer como se deve viver, e tbm não falta gente para consumir isso. Uma coisa
alimenta a outra.

A má-fé em Sarte, portanto é essa subversão de uma condição existencial que está ai o tempo
todo, da singularidade, portanto que fazemos escolhas, a questão é que escolha é essa? Que
não vemos que não percebemos isso não tem haver que na hora que você está fazendo uma
coisa você não tem tempo.. Não tem haver só com isso q quando você tiver tempo você não
vai fazer...

É pq realmente é um movimento naturalizado de desinvestimento de você com aquilo que


Mario Sergio Portela, em que ele vai dizer: qual é a tua obra? Você sempre tem a tua obra..
Você faz escolha o tempo todo, se aproxima dela, você pode não gosta do que vai ver, mas é
melhor não gostar agora do que daqui a vinte anos.

Uma coisa comum à terceira idade, nas clinicas basicamente é isso, é uma questão altamente
constante que é.. Eu não deferia ter feio o q eu fiz, eu deveria ter feito diferente.. Não era
exatamente eu, se eu tivesse feito o que eu queria... Talvez tivesse sido muito diferente. Não
da para ser uma coisa intimista muito minha pq tem que.. pq o certo é isso e aquilo, passa o
tempo e lá na frente vem o preço.

Não há ação e depois vem à lamentação pq não houve ação. Dentro dessa ideia de ação
estamos falando de apropriação, uma questão de horizonte de compreensão, de se aproximar
daquilo a uma maneira de ampliar a relação com aquilo. Isso é fundamental na experiência
clinica nem se fala.

CATEGORIZAÇÃO de DOENÇAS: pensando na psicopatologia... Falado nas coisas que estão


juntas a essa palavra. Quando a gente pensa ouve e fala. Vocês acham que a compreensão
nesse campo da psicopatologia, da saude mental, vocês acham que... A palavra interior tem
haver com um sentido muito próximo da palavra psicopatologia, interior no sentido de
interiorização, no sentido de aqui dentro, só sentido de que a pessoa carrega uma
psicopatologia, ela tem.

Dr o q eu tenho? Não sou eu, mas é algo internalizado, não sou eu mais vai junto, interior, está
comigo, interior interiorização, posse, algo substancializado, ou seja, a depressão é diferente
da ansiedade, que eu to chamando se substâncialização? Uma espécie de uma nuvem, que a
pessoa tem dentro, carrega porta, o q eu tenho? Mas eu to falando de sentidos que estão
presentes e atarvessam a histotia de psicopatologia, pq? A psicologia nasce com uma relação
muito intima com a psiquiatria e a medicina, o q q foi Wundt na criação do laboratório de
psicologia. A psicologia nasce como ciência com introspecção, vir para dentro. Ou seja, de
onde essa ideia é debitada? É uma ideia médica , onde a compreenção do século 19 dos modos
de ser passa por uma discussão da mente humana, e para entender como é a mente e o que
tem na mente do tido diferente.

A psicologia não tem como deixar de nascer com essa tradição, de portabilidade de
interioridade, uma tradição daquilo que faz com que, mas não sou eu, mas é uma coisa que
está em mim, não tem como não nascer com isso, só que mais do que nascer com isso ela se
sustenta. Ela não está só no sec 19 ela está aqui no séc. 21 ainda muito fortemente.

Eu to falando dos preceitos que eu não posso deixar de pensar de pensar ao falar de
psicopatologia. A psicopatologia no modo tradicional ela é pensada desta forma algo que não
sou eu, eu peguei (vírus) e eu estou com depressão. Então não da para começar a responder se
a gente não faz esses preceitos pq esses triângulos carregam pressupostos perigosos e
nominativos, seja falar que João tem depressão ou é depressivo, ambos carregam coisas
problemáticas, tanto do sentido de é quanto de estabilização e que isso de certa maneira o
define, quanto tem no sentido de posse de interioridade que depende dele, de ta dentro dele
que vc vai ajudara a tirar.

Não dá para pensar PSICOPATOLOGIA sem pensar nos preceitos que fundam nestas
perspectivas as tradições existenciais fenomenológicas não comungam dessa proposta.
Portanto a compreensão de psicopatologia nas compreensões fenomenológicas existenciais
para psicoterapia elas não trabalham com essa ideia. A compreensão de psicopatologia na
fenomenologia existencial é diferente desta, então ngm é esquizofrênico, pq o que caracteriza
a esquizofrenia naquela pessoa que é o modo dela cristalizado de se relacionar com a coisa
endurecida e fantasiosa, não se transmuta para outras coisas da vida, ela não come coco, mas
come comida, é essa relação de sentido.. E isso que a relação com os objetos, vc joga para a
vida toda e mais do que ter uma relação complicada e difícil e aprisionada com lidar com
certos objetos, isso define enquanto ser humano, como deve transitar entre nós como ele abre
a porta, como ele se alimenta, pq ele é. Ele não tem uma relação problemática especifica com
alguma coisa, ou tempo especifico, ele é.

Vai ter que lidar com DSM CID psicopatologias, códigos... Eu não nego efetuar um trabalho no
qual seja em algum momento necessário por força da situação, lançar mão de algumas
caracterizações, mas que fique extremamente claro que essa caracterização é definidora e que
oriente o meu trabalho, de uma forma essencializada, na qual a minha forma determina o que
as pessoas são efetivamente a partir de uma relação problemática especificamente no
sentido singular, onde o contexto é outra coisa. Então eu não tenho como abdicar do
momento histórico em que eu vivo. não dá para viver no tempo que não é nossa tempo, mas
como eu lido no que significa andar de ônibus não está posto, é exatamente a mesma coisa.
Então a compreensão de psicopatologia tem ate uma disciplina que é psicopatologia
fenomenológica existencial, que é como é pensar essa relação com a fenomenologia
certamente é um pensar q eu não pode abdicar da preocupação determinativa. A relação de
sentido não esta fechada quando eu falo de João (esquizofrênico) até pq ele pode ter
comportamentos e relações e sentidos despontais que podem apontar que se categori za
como esquizofrênico naquela relação de sentido. Mas tendo uma relação esquizofrenizada ex:
pegar um ônibus é diferente de dizer que ele é esquizofrênico. A parte não diz pelo todo.
Então é outra relação que precisamos lidar com isso, e as pessoas te empurram para esse
lugar, mas eu acho que é possível lidar com uma forma resgatadora de uma ação que o tempo
todo se anuncia em uma relação de sentido que pode te impessoalizar relação com isso ou
pode te trazer para um campo de compreensão.

Crisostomo ( Parte 1) – 16/12

Falando sobre uma importância de desconstrução dessa idéia sistematizante, dessa coisa meio
que de uma teoria sistematizada de um conjunto de conceitos interligados entre si, do ponto
de vista de teoria , o texto se inicia falando sobre isso, a importância dessa desconstrução,
porque falar de existencialismo e principalmente falar sobre fenomenologia , é falar de um
modo relacional ou de uma postura e não necessariamente de uma teoria , então essa é a
primeira questão forte que a gente deve destacar , conversamos muito sobre isso na aula
passada e essa postura ou modo relacional ,está baseada num estranhamento das posturas
tradicionais que são as que sustentam as perspectivas e ai sim do ponto de vista teórico, do
ponto de vista sistemático, enfim, e que essa outra postura , o estranhamento dessa postura ,
o estranhamento de certezas , estranhar as certezas , é estranhar talvez a mais original de
todas , aquela da qual tudo parte, que é a certeza de que as coisas são alguma coisa e elas
podem ser determinadas, inclusive o ser humano , então assim, estranhar a certeza , parte a
partir dessas perspectivas disso , parte de um estranhamento mais radical , esse
estranhamento é isso gente.

Essa postura portanto fenomenológica existencial, é uma postura que vai sustentar um
exercício mais radical de estranhamento , dentre eles esse estranhamento mais fundamentais,
tais quais, a possibilidade determinação de ser das coisas, a possibilidade de sistematização
das coisas , a possibilidade de formulação de construções teóricas que dão conta das coisas,
então esse foi o papo inicial desse texto e portanto como nasce desse estranhamento as
perspectivas fenomenológicas não se proporiam e não se propõe a serem compreendidas a se
fazerem como sistemas teóricas , sistemas fechados , isso ta dentro e isso ta fora, essa é uma
questão importante também porque mexe com coisas nossas, muito tradicionais , com as
quais a gente ta acostumado e com as quais vocês também estão acostumados com as quais ,
a universidade em si, o saber em si , estão acostumados com essa postura de formulação de
teorias , formulação de sistemas, sistemas conceituais que buscam explicar , de certeza forma
da conta da realidade do real , qualquer que seja esse real , no caso da psicologia , o ser
humano, o psique humano, a partir disso a gente começa a perceber algumas idéias que
constituem mais de perto essa chamada postura , este modo relacional , que seria algo mais
mais próximo do que a gente vai chamar de posturas fenomenológicas existenciais e u ma
primeira idéia que aparece ai, é uma idéia de COMPREENSÃO , também já fizemos essas
desconstrução da idéia tradicional de compreensão , porque para nos a palavra compreender
te haver com uma espécie de visualização de razão ou de lógica , eu compreendi porque vi o
sentido que a coisa tem, a nossão compreensão portanto, tem haver com a visualização da
lógica interna de alguma coisa , da lógica própria de alguma coisa , uma coisa mais racionalista
e ai portanto você olha para alguma coisa e ver alguma coisa e ai você vai dizer que
compreende se você visualiza esse sentido interno vamos dizer assim, e você vai dizer que não
compreende se você não consegue visualizar essa coisa, então assim, você ler um texto e ai
você vai dizer que compreende se você entender o que ele quer dizer né e se você ler e tiver
aquela coisa embaralhada e tal e que não ficou muito claro, você dizer que não compreendeu,
senso comum a questão do cotidiano , não é essa portanto tradução de compreensão que
vigora no ponto existencial fenomenológico, compreensão portanto tem haver com
fenomenologia,então a primeira questão fundamental do texto FENOMENOLOGIA
EXISTENCIAL como postura ou modo relacional e não como no sistema teórico, essa postura
ou modo relacional é uma postura na qual compreende, trabalha ou visualiza, esta idéia de
compreensão de uma forma diferente na medida em que isso que você tentou ler e você não
entendeu , já há compreensão ai , nesse encontro com isso que você chama de texto, já há
uma compreensão previa, mais originaria , nesse encontro já há algo que se anuncia de alguma
forma muito pré-reflexiva , de uma forma que quando você pensa já ta lançando mão de
coisas não pensadas , portanto em uma dimensão pré-reflexiva , portanto mais originaria , que
já é compreendido e chamado como compreensão, então em outras palavras, você não
mastiga o texto , você mastiga uma banana, então aquilo ali não é qualquer coisa que ta na sua
frente, você lida com aquilo de uma forma que tem haver com elementos pré -reflexivos que
estão presentes na sua maneira de lidar com aquilo de uma maneira não percebida, então
você não penteia o cabelo com o texto, você ler o texto, você tenta interpretar o texto, e você
se relaciona com o texto de uma forma a tentar compreender ao que ta interior a e le que
independe e é distinto da sua compreensão, em outras palavras, com a verdade que esta posta
naquilo eis o que a gente ta chamando de compreensão, portanto a elementos pré- reflexivos ,
que constituem a sua relação com o texto antes disso com o mundo , a sua relação com o
mundo é uma relação atravessada por elementos, por aspectos pré-reflexivos e portanto
fazem com que você lide com aquilo , de um jeito e não de outro , em geral, inquestionável,
em geral não percebido, não estranhado e de uma forma portanto resoluta , razão pela qual
você vai dizer que existe uma compreensão certa e uma compreensão errada desse texto, a
compreensão certa seria aquilo que o autor enfiou la dentro, quem ver vê a verdade da coisa
quem não ver não vê a verdade da coisa e não compreende, mais você é a mesma pessoa que
também se restitui o direito de estudar e lhe dar com a tua formação do teu jeito,
independentemente do que a tua mãe ou o teu pai, ou teu professor ou o teu vizinho ou o
colega ao lado vê, mais você também é a mesma pessoa que se restitui no direito de lidar com
a tua vida , com o que você faz hoje como você lida com a tua relação com as coisas, de uma
maneira singular que é so tua e que ninguém tem o direito de intervir, é a mesma pessoa, é a
mesma pessoa portanto que vai dizer o seguinte, não tem mais certo, tem aquilo que é certo
pra mim e que tem que ser respeitado, não há uma contradição nisso , portanto todos nos
compreendemos sempre porque ? Se eu desconstruo essa idéia de compreensão que é a
visualização de uma lógica interna própria, de uma racionalidade imanente de dentro da coisa
e que, portanto invisualizado eu compreendo, rompe com essa perspectiva e visualiza que eu
já deposito um caminhão de coisas que na realidade ,resolutamente eu vejo e lido com e não
percebo, então portanto eu parto disso eu não questiona isso eu parto disso, como se fosse
uma espécie de plataforma da qual eu parto, eu não vou olhar para as bases dessa plataforma
, normalmente não se olha, que seria isso que nos chamamos né, de uma dimensão pré-
reflexiva e isto já é compreensão e isto sendo compreensão fenomenologicamente falando,
sustenta talvez, mais claramente aquele outro você, vamos dizer assim que vai dizer que “olha,
não tem nada dado” se não tem nada dado para alguma coi sas , não tem para tudo, se não
seria parcial então assim ou vai ou não vai, essa noção previa de compreensão vai fazer com
que a gente veja singularidade, palavra tão bem utilizada nessa disciplina, eis o que sustenta a
SINGULARIDADE RADICAL , porque a singularidade radical é aquela que inclusive vai questionar
a questão do que é a singularidade, interioridade? coisa fixas que não se mexem e não se
movem e que caracterizam? Se é radical, é radical o questionamento, então eia a radicalidade
da singularidade , nada posto, e em sendo um nada posto cabe tudo, e em cabendo tudo , eis a
dimensão de que não a experiências iguais, razão pela qual pode alguém lhe dar com algo que
é apresentado de uma forma que encontra isso com uma experiência de valorização do
encontro e da verdade desse encontro, diferentemente de uma outra relação que é a de busca
pela verdade da coisa do que esta aqui, então somente assim consegue perceber nas
perspectivas existências fenomenológicas se trata o termo compreensão.

Estes aspectos que na realidade são esse pré-reflexivo, eles são totalmente aleatórios? Eles
são assim, você quando entra e senta nessa cadeira, você visualiza um caminhão de
possibilidades dentre elas sentar e ai você escolhe sentar e você entra e senta, ou seja, isto
que é o pré-reflexivo isto que já aponta para uma pré-compreensão, que você já esta lançando
mão dela no momento em que você faz as coisas, isto é aleatório? O que eu to dizendo,
porque ninguém sentou no chão?podia, se a sala tivesse cheia com mais de 70 pessoas e não
tendo 70 lugares, ai alguém poderia tomar a iniciativa de sentar no chão , ai ninguém ia
estranhar né, mais se a sala não tem 70, tem 30 e varias cadeiras vazias e alguém senta no
chão? Porque se estranha? Porque se espere que se sente na cadeira, porque é aleatório você
sentar na cadeira, mais que se minha coluna não estiver legal e eu sentar la no cantinho que
ela vai ficar reta 90 graus, na junção da parede com o solo, eu posso não dizer isso pra
ninguém e chegar e sentar la, mais observe que são dois contextos diferentes onde o mesmo
ato é visto de uma maneira totalmente diferente, sala cheia ou sala vazia, esses elementos ele
não são aleatórios, que elementos? Isso que você não pensa pra colocar em pratica, isso que
quando você pensa você já esta lançando mão de um monte coisas, isso não é aleatório, isso
por exemplo constitui cultura? Isso que vai fazer com que você, hoje é quarta né, amanhã é
quinta e depois é sexta, isso que vai fazer com que você na sexta, já acorde praticamente,
naturalmente feliz para burro, diferente, de hoje que ainda faltam três dias , aula de
crisostomo e ai tem a quinta e ai tem a sexta, e isso vai fazer com que você na seta-feira já
acorde 5 horas da manhã,pulando feliz, isso é algo aleatório? Ou isso é mais ou menos
freqüente, comum, compartilhado, ou seja, você nem pensou, você já pulou da cama feliz,
lembra? Portanto esses elementos pré-reflexivos que já faz com que você já tenha pré-
compreensão daquele dia, que meio que aconteça o que acontecer você já está feliz , ou seja,
constitui o que a gente chama de elementos pré-reflexivos, tem haver com compreensão, mais
não são aleatórios e se eles não são aleatórios, também termo do texto CLAREIRA, constitui
uma clareira, um HORIZONTE DE SENTIDOS.

Renatinha: “ – Então quando é aleatório, não é pré-reflexivo?

Crisostomo:”- Nunca é aleatório, sempre é um elemento mesmo na dimensão pré-reflexiva


que tem haver com CLAREIRA , nunca é exatamente aleatório quando a gente fala aleatório e
ai a gente tem que tomar cuidado com essa palavra porque ela é perigosa, quando a gente fala
aleatório, a gente não fala de algo que seja tão facilmente interpretado como normalmente é,
uma relação de causa e efeito, não é aleatório porque é determinado por alguma coisa
interior, então quando eu falo que não é aleatório, e como se fosse de alguma maneira mesmo
que velada e não apropriada, não consciente, de alguma maneira aquilo faz sentido, não é
aleatorio, mais porque faz sentido? Porque faz parte da CLAREIRA, faz parte de um horizonte
de sentidos que é existencial, horizonte de sentido existencial esse, que comungam elementos
singulares(cada um de nos) e coletivos(culturais,sociais), então você não vai ver o chinês daqui
a 15 dias comemorando o ano novo, porque o calendário chinês é outra coisa, isso é teu é so
seu, mais também não é so seu, não é aleatório, porque tem haver com um CAMPO , campo
esse no qual ,não é um campo fisico, não é um campo de limites visualizáveis, mais é um
campo que sej natural você entrar e sentar na cadeira,você não pensa para isso, eis a
dimensão da compreensão, a compreensão portanto é algo como sendo um desdobramento
extensivo de um horizonte de sentido que a realidade é você, em outras palavras, sujeito-
objeto se confundem por causa disso, a CRITICA DO EXISTENCIALISMO começa aqui, do
estranhamento da filosofia da subjetividade,um estranhamento de uma relação clara de que
mundo é mundo e eu sou eu, sujeito é sujeito, é objeto é objeto, são coisas completamente
distintas e separadas e não a o que estranhar em relação a isso,então ele vão dizer, sujeito-
objeto se confundem, você é isso, porque somos essa cultura, você vem a aula pra procurar
sem alguém nada vida, para casar,ter filhos, porque isso é você,objeto-sujeito se confundem,
isso faz sentido e é Impensável para você não realizar isso, porque de certeza maneira isso não
tem como ser visto de outra forma , por isso não é aleatório, mais não ter visto de outra
forma, não fecha a relação de liberdade existencial na tua relação com isso, então embora nos
constitua , mais o que que eu faço com aquilo que de certeza maneira me constitui, em outras
palavras, como eu lido com um mundo que eu mesmo crio, acreditando que ele ta lá e não é
criado por mim, esta relação não esta posta e nem é inequívoca, esta relação não é fixa,e não
é única de se executar aquilo que esta previamente dado a partir de uma historia, de um
horizonte, de uma cultura, porque é uma condição existencial humana a liberdade do
estranhamento, do não dado, do imprevisível, então o buraco começou a fica mais embaixo,
não a certezas, não a seguranças , não a nada garantido, eu conheço pessoa que fazem uma
grandiosa transformação de virada de ano de um dia para o outro, de 15 de agosto para 16 de
agosto, e não de 31 de dezembro para 1 de janeiro, ali ouve alguma coisa significativa que a
pessoa, de que sabe essas coisas “ vou mudar”,”vou emagrecer”,”vou estudar mais”, ou seja,
em que momento a tua relação com você mesmo , pode esta em cheque? A qualquer
momento, porque é ontologicamente constitutivo do que somos, existente o não dado,
inclusive conosco mesmo, porque ? Porque você é um nada e em sendo um nada, você é um
tudo possível, em outras palavras, numa infinidades de possibilidades , você pode ser hoje algo
do aposto do que será amanha , oposto, diferente, ou seja, sempre se constitui esse lugar da
diferença, esse lugar da transformação, esse lugar do não posto, so que você não lida bem com
isso, mais não fique triste com você mesmo, porque é uma questão de uma tradição cultural
muito forte que começa a muito mais do que 2016 anos atrás, então a tradição do
pensamento é metafísico, de que as coisas são as coisas e viver é isso,até uma grande lambada
que você já tomou da vida e você mudou radicalmente de um dia para o outro, mais no dia
anterior aquilo ainda era possível, ou seja não esta posto, a liberdade do ponto de vida
existencial é aquela que vai dizer que esta pré-compreensão , esse elemento que são aquilo
que de certeza maneira a gente já lança mão o tempo todo sem perceber ,eles embora
constituam um CAMPO, UMA CLAREIRA, UM HORIZONTE DE SENTIDOS, e que faz parte das
nossas vidas , tanto do ponto de vista singular,tanto do coletivo, embora isso tudo fomente as
nossas pré compreensões, que são as bases e ai sim a nossa relação posterior, a nossa relação
com isso não esta posta , não esta posta, e portanto eu posso chegar aqui amanha com uma
cartola no seu 18, porque usar uma cartola do século 18 pra mim não tem problema nenhum,
porque o que significa usar a cartola do século 18? Não significa nada e não significando nada
significa um tudo possível ou qualquer coisa que seja concebível e sendo concebível, é
legitimo.

Então assim a minha relação de sentido com aquilo que historicamente é instituído, social
cultural, é uma relação que não esta posta, você não escolhe o momento que nasce, você se
desenvolve a partir de um caldo sócio histórico , quando você fala uma língua, quando você
tem pai e mãe, família, democracia, o que é ser homem ou mulher, e isso passa pela sua
escolha do ponto de vista pragmático objetivo, mais do ponto vista relacional não esta posto ,
como cada um lida com isso , então na a nenhum tipo de anarquia, abstração idealizada de um
mundo que não existe, lhe dar com o fato de que venho pra Ca dar aula e que vocês vem pra
Ca para cumprir credito, entendermos que a relação com isso pode ser uma relação na qual
cada uma dessas coisas se pontecializa,se dinamiza e não se restringe ao previamente dito, ou
única forma de agir.

MENINA ESTRANHA:”- Professor, eu fiquei um pouco perdida em relação a compreensão, a


diferença entra uma compreensão natural de uma compreensão fenomenológica, está
justamente no sentido de que eu tenho consciência desse meu horizonte de sentidos , que eu
tenho pré-reflexoes que influenciam o modo como eu vou me relacionar ou vou ter com o
mundo e que essa compreensão foi possível pra mim e não uma compreensão da verdade ,
essa é a diferença básica ?

CRISOSTOMO:”- Essa é a diferença fundamental, porque isso sustenta uma aberta que não se
fecha a cada segundo na sua vida lhe dando com o mundo que você lida, que não é o mundo
geral é um mundo teu,singular, único, que tem haver com a forma que você lida com ele, a
forma com que você ver e portanto coloca na existência de uma junção de uma abertura
radical que nunca se fecha e isso não é pouca coisa, não a segurança no sentido de que não a
certezas, o que se chama de certeza e verdades, atuações sócias,sócio históricas que não
garantem nada e a gente lida cotidianamente como se garantisse , não garantem nada, então
assim, é uma sustentação de uma experiência do radical, do aqui agora , do sendo e isso não é
pouca coisa.

É uma espécie de sustentação dessa radicalidade, viver de forma própria, viver de forma
própria é assim você o tempo todo com você mesmo numa radical experi ência de apropriação
do sentido em jogo , que nunca se fecha, mais é o que se dar , então é circular , você não ver
de qualquer jeito, você ver de um jeito , a tua relação com este sentido, é uma relação de
sustentação de abertura e não uma relação de é “isso” que é uma relação cotidiana do é “isso,
é uma relação pautada no é “isso” é uma relação metafísica , no qual as coisas são as coisas ,
eu apenas entro contato com elas, já falamos sobre isso METAFISICA é porque, é porque as
coisas são pacificas de ser algo que independe de mim, não tem haver como eu olho, nada
disso, isso é isso e pronto e vamos la para outra coisa que já é outra coisa diferente dessa,
então pautada nessa perspectiva , essa relação com o aqui,agora costuma ser uma relação
embalada e certezas, permanências, que na realidade são só abstrações , construções sócio
históricas, inclusive a tua própria perspectiva metafísica, que nasce muito antes do aqui agora,
é uma radicalidade, é um senso radical do viver e que algumas leitura inclusive pontecializa o
viver, porque as nossas reduções não no sentido qualitativo, redução no sentido de
cristalizações, você esta aqui não estando aqui, de forma radical, você ta aqui aturando esta
aqui porque você sabe o que significa esta aqui e se significando isso que você sabe comporta
você esta lhe dando da forma que você que você esta lhe dando é isso é uma certeza que é so
sua, isto desponteciaza portanto para algumas interpretações um viver um momento aqui
agora, então o não dado no sentido de que somo um permanente sendo e esse permanente
sendo aponta para um mundo que o tempo todo também é um permanente sendo e não um
la fora que independe de mim, mais o que se mostra, so se mostra, porque eu vejo de um jeito
, e isso aponta portanto para essa dimensão de singularidade de mundo, que você na maior
parte das vezes jura que não é singular , isso é isso que inventaram.

As vezes é difícil, porque é simples e a gente se indigna com a falta de previsibilidade de


certezas que eu jurava que tinha e eu não consigo lhe dar com ela quando ela se anuncia, o
que se anuncia? Existência,devir, e que por aqui não carece de sistematizações psicológicas,
funcionais,teóricas , que possa desvendar dinâmicas internas,então assim apropriação, é
tornar próprio o seu pensamento e não do mundo, ou seja, é uma sustentação de uma
deteorização e que você não sustenta, vai procurar terapia,sensação de segurança.

RENATINHA:”- Essa apropriação, quando o paciente chega e não reconhece que faz parte da
vida dele e coloca a culpa no outro, eu to assim porque outro . . . e eu acho que quando ele faz
isso não tem e não sei se ta certo , não tem essa apropriação

CRISOSTOMO:”-Exatamente, não tem essa apropriação porque veja bem, outorgar o outro a
responsabilidade sobre o que eu sinto é negar que eu to sempre em um movimento de
escolha do que o outro faz comigo , é negar Sartre,o importante não é o que fazem comigo e
sim o que eu vou fazer com o que fazem comigo, uma das frases mais tradicionais de Sartre,ou
seja, quando eu digo que “é culpa sua, de eu estar me sentido mal” o que to querendo dizer é
o seguinte, olha na realidade a uma relação de linealidade com o que você faz e eu sinto , se
você me aplaude eu sou feliz, se você vaia eu sou triste, não tem como eu ser feliz na vaia, a
amarração do linear é que causa efeito do comportamento humano, seu eu compreendo que
teu aplauso e tua vai não diz nada sobre mim, mais diz sobre uma experiência tu de conseguir
estar lhe dando com isso do que tem siso eu neste momento, isso me coloca em uma relação
de impotência em relação ao que você faz com que eu faço com você, então a suposta certeza
de que o que eu faço garante o que você vai me dar é base de sofrimento , por isso que a essa
negação da responsabilidade existencial, e você sempre ta vivendo a sua vida do jeito que
parece ser o mais correto , pare de dizer que você ta vivendo a vida porque é assim que se
vive, você sempre ta lhe dando com uma forma que vai ser diferente, mesmo que seja uma
forma outorgada sócio cultural, porque todo mundo faz assim, esse discurso vitimizante.

A gente é responsável pelo que faz , em relação ao que o outro faz, eu sou responsável pelo
que faço e as coisas que eu faço tem haver inclusive com o que eu faço , co o que outro ta
fazendo, na realidade não são dois argumento em um, é uma única sentença, responsabilidade
existencial é aquilo que você sempre é autor da tua historia, porque a cada momento você faz
escolhas percebidas ou não lançando Mao de elementos pré-reflexivos, visualizados ou não,
mais sempre é,

CARLOS:”- Isso é um tapa na cara na clinica né, saber que é ele o responsável”

CRISOSTOMO:”- sem sombra de duvida, isso é fundamental a postura clinica passa pelos
lugares de saber poder.

Crisostomo (PARTE 2). 16-12

(CAMILA) E se a pessoa nega isso o tempo inteiro? Porque ela pode negar

(CRISOSTOMO) Pode, na maior parte das vezes vai negar. Só que aí existem as
contradições, lembra que eu falei no inicio do bate papo aqui? Eu falei assim com
vocês, cada um de vocês, por exemplo, estranham isso, não estranhando o fato de
terem direito de fazer o que quer nas escolhas, pelo menos em algumas escolhas,
lembram que eu falei, as contradições aparecem. Então assim, quando você resolve
fazer a coisa do seu jeito, então isso anuncia a possibilidade que viver também pode
ser resolvido a fazer as coisas do seu jeito, começa a fazer contradição com o fato do
dado, porque você lida com uma forma que te preserva em relação alguns aspectos,
vitimiza e você lida de uma forma que você enfrenta e contrapõem outros aspectos,
porque o que é interessante, não se contrapõe e vitimizar contra eles, isso aponta para
contradições que vão aparecer na sua vida, não tem jeito, na clinica vai aparecer
também, então se não tem jeito porque você resolve vir aqui? Contradição visceral.

Então, vai a ver negação? Vai a ver negação! Porque aí não tem jeito. Questionar essas
verdades é questionar a própria existência e a pessoa não lida bem com isso,
entretanto, já tocou em clinica, detalhe da clinica fundamental, e é umas das coisas
mais presentes na experiência clinica, e na experiência clinica tardia. As pessoas com
mais idades e bem mais idades, mas nem tanto assim, é a questão da experiência e
não da cronologia, as questões fundamentais que vão aparecer na clinica é o
estranhamento das certezas outrora ditas, que fez com que houvessem reduções de
ações de escolhas, verdades não questionadas naquele momento ali se mostram como
indevidas, se mostram equivocadas, se mostram não raramente a experiência clinica
tardia mais uma experiência pautada para esse senso comum, linguagem de botequim.
É o horizonte de sentido, isso muda e vê coisas e vê que a realidade não ta nela,
apenas isso, entretanto, mexer nisso agora vai causar mal ne? Não fica legal mexer
com isso ne? É rever uma serie de coisas, rever os passos que você já fez. Mexer com
isso é mexer com sua existência e isso não costuma ser muito bom. Voluntariamente
uma porrada vai, uma porradas muitas vezes vai, perde matéria por reprovação, mas
enquanto não vem essa inconseqüência do projeto, enquanto ele não se anuncia a ser
inequívoco. Ninguém procura a clinica sem a lamentação de uma verdade que não se
sustentou que na verdade depois mostrou que não tinha nada de previsível. Então
essa experiência tardia conta de uma maneira muito clara, mais não tem que ser só
experiência tardia, ela ta aberta a qualquer momento, só que tem preço, o preço é
você conseguir fazer o movimento um pouco maior e não é dicotomia, mas neve de
libertação maior disso que é esse engordo dentro do qual a gente vive e gosta de viver
e o sustento de nossas ações micro cotidianas de um suposto controle.

A relação de sentidos que vivenciamos com isso é uma relação que pode ser um dia
vivido como um dia como qualquer outro, mas esse revestimento sócio cultural faz
com que a gente transite nisso também, mas isso não esgota as possibilidades de
sentido a ponto que a sua virada de ano, a sua repaginação, isso por acontecer 15 de
fevereiro, 28 de março, pode ser com uma reprovação na disciplina ou não. Entende
porque esse trem aqui é mi noritário no campo do conhecimento cientifico, porque é
minoritário? Vai estremecer esse lugar das verdades, esse lugar do saber e isso que é
inquestionável, não têm como estremecer, pode ser isso ou não. É minoritário porque
destitui todo e qualquer tipo de lugar, não de desistência, mas de relação de sentido
inequívoco.

Então a questão do compreender passar por isso nesse sentindo sempre se


compreende, nesse sentindo sempre se tem algo a dizer, então assim, não tem jeito o
mundo sempre te anuncia. Na pagina 54 fala de uma forma mais expressiva o que eu
acabei de falar que tem a ver com a pergunta do Carlos, aí nesse pagina la em cima no
texto fala sobre isso, então vamos lá “o que é compartilhado na clareira no encontro
de um com o outro é o disvelamento do fenômeno que se mostra possível, ser um com
o outro juntoalmente é compartilhar o disvelamento ou a verdade do ente em
questão” Ou seja, o que ele esta querendo dizer com isso é que essas verdades esta
compartilhadas e é esse compartilhamento que sustenta o outro de verdade e que te
da segurança também de lidar com ela. Então esse compartilhamento de sentido de
clareira ele é vivido como determinante para a verdade de que te sustenta e que você
se sente também abonado, porque todo mundo faz ne, então fala bem a questão da
clareira. Encaminhando um pouco mais, pagina 55 ultimo parágrafo, “o chamado
caráter propriamente terapêutico da pratica clinica depende desde o inicio
especificidade de escuta que anuncia anteriormente conhecido e deixa ser o outro tal
como ele é sem se sobrepor a ele” Po que puta frase é essa, o que é caráter
terapeutico? o que é isso? que pode acontecer que você Pode ir 30 vezes no psicólogo
e não dizer nada e vc ir a praia e ficar pensando em acontecer alguma coisa. O que
aconteceu ali que não aconteceu na la dentro? Esse é o caráter terapêutico,

(BIA) Então o caráter terapêutico se daria praticamente todo dia? Toda hora? Em
momentos mais específicos, não tem uma precisão.
(CRISOSTOMO) você já fez movimentos terapêuticos varias vezes ao longo do dia, não
só aqui em sala, ontem a noite antes de você dormir, você fez movimentos
terapêuticos, porque vc faz isso sempre?. Depende desde o inicio dessa especificidade
dessa postura que renuncia ao anteriormente conhecido, ontem a noite ou hj de
manha vc já fez algo em que já pode renunciar o que já estava pensando sobre aquilo,
anteriormente conhecido, durante banho, na hora de colocar a camisola, vc fez um
movimento de renuncia, a verdade, a o que? A você, isso é um movimento de
apropriação, o movimento é o mesmo. Renuncia ao anteriormente conhecido, perda
de si para se reconquistar em uma outra dimensão. Continuando para terminar o
parágrafo “renuncia anteriormente conhecido e deixar ser o outro tal como ele é sem
se sobrepor a ele” o que ele ta falando aqui é disso, desse estranhamento deste lugar
que é um lugar que precisa renunciar ao conhecido do outro para que o outro se
mostre artilheiro. Essa coisa de você ir paradiguimatizando dando contornos aquilo
que você sabe que é , aquilo que você tem certeza que é importante. Então essa
renuncia é renuncia só pratica, essa renuncia é a renuncia do sei que nada sei, mais
não que precisa saber nada, mais o que é saber alguma coisa para você? Então sei que
nada sei, não é que eu não pense coisas, todos nos pensamos coisas, não é que
agente não goste de algumas coisas, isso acontece com todo mundo. Mas é o caráter
relacional que você estabelece com esses sentidos que é puramente em uma clareira
de horizonte de sentidos, o que efetivamente não garantem nada no ponto de vista
inequívoca. Então não to pedindo para ninguém deixar de estudar psicologia, não se
formar não é nada disso, a questão não é essa, terapeuticamente o que é se formar
para você, o que é ser um psicólogo para você, o que é encontrar pessoas que pedem
ajuda a vocês, a questão é qual o sentindo que estabelecemos sobre isso, não é
inequívoco, não trás como inequívoco. Derrepente freqüentar lugares possa ser
fundamental para a própria desconstrução desses lugares instituídos por dentro. A
melhor forma de desconstruir é por dentro, a melhor forma de refazer a UFF é refazer
por dentro das minhas ações com ela aqui no meu micro cotidiano e não colocando
infinidades de catarses ali que não diz nada na minha ação depreciativa de privatização
do publico. A UFF é o que você faz dela, a psicologia é o que você faz dela, o teu amor
é o que você faz dela, a sua clinica é o que você faz dela, não tem a clinica da
segurança pra você aprender e fazer e fazer igual a que te ensinaram, não tem amor
na segurança pra você aprender a fazer igual a que te ensinaram, não tem a pratica
cristã, religiosa da segurança porque você fazer igual não é igual nunca, não a
segurança nenhuma em nada. É por dentro, portanto que se desconstrói. Então não
me determina estar aqui, não é determinante no sentindo de estar aqui em relação
como eu lido, como que eu faço e o que significa eu estar ali, porque eu posso estar
aqui de forma desconstrutora como de uma forma que espera que eu esteja aqui. Na
psicologia clinica é a mesma coisa, porque vocês vão encarar demandas que as pessoas
vão dizer o que, “você tem que me dizer o que eu tenho você é pago pra isso, você é
especialista” lugares, assim como aqui é um lugar, assim como sempre são lugares.
Mas assim como as pré compreensões cristalizam os modo de ver e habitar tais lugares
são apenas sócios historias de horizonte de sentidos não são inequívocas. E aí o que
você vai fazer com essa demanda que é uma demanda que te empurra para um lugar
de saber, poder que esta em suas mãos. A maneira como você vai lidar com isso não
esta posta.

Olha o que a gente esta falando desse texto e eu to indo muito na questão da
psicoterapia e agora experiência terapêutica e tudo mais, com esse lugar de
radicalidade da desconstrução. Entende como não é o lugar instituído, entende que é
habitação, como é o horizonte de sentido que nunca fecha e a possibilidade de haver
um estranhamento em relação a isso e, portanto a sustentação de uma abertura em
relação a isso. Razão pela qual nem todo mundo vai lhe dar bem. Compreensivelmente
nem todo mundo vai lhe dar bem porque somos diferentes, evidentemente tem gente
que lida melhor com a dimensão insólito e inapreensível da vida. O que é insólito e
inapreensível da vida? Aqui agora é sempre uma profusão de possibilidades que não
da para a gente ter muita certeza sobre ela o que vai nos garantir, tem gente que lida
menos mal com isso, tem gente que lida muito mal com isso e que não quer ta aqui no
agora, quer ta aqui agora de certa maneira saber o que esta acontecend o no controle
de garantias e tudo mais, esse modo não lhe da bem com isso.

A nossa existência ela é conduzida de uma forma em cima de abstração, mas a gente
não lida sendo uma abstração lida como certezas, viver é isso.

(BIA) Como se não fosse nosso, mas é nosso porque a gente criou

(CRISOSTOMO) Isso aí. É a brincadeira do dinossauro, como é que vou dizer que existia
dinossauro se na época do dinossauro não tinha homem, portanto, dinossauro pra
dinossauro não é dinossauro. A partir do momento que existe passou a existir do todo
sempre e eu não questiono isso, apenas banaliza dores dos elementos determinantes
existências.

A fala do Herbert foi, “a partir do momento que as pessoas começaram a ver que
aquilo não é exatamente aquilo que havia dito, que não acreditavam ate então,
negaram e deixaram de lado” minha pergunta é “ tem alguma coisa no seu pensar
sobre vida e mundo que se hoje fosse mostrado para você assim olha “desculpa,
invenção, não é nada disso” seria dificilmente digerível?” em outras palavras, tem
alguma coisa que você não negocia? A algo que você não negocia no sentido de que a
algo, não a nada que possa ver de uma forma que não seja essa e veja essa como
minha certeza, quer dizer, tem alguma coisa que se alguém chegasse e dissesse assim
pra você “desculpa criação humana”. É exatamente o que o Herbert falou isso é
condição humana. Isso é o seguinte, a sentidos na existência da sua relação com o
mundo e que, portanto é sentido que eclodem dessa relação, mas são sentindo que
não concebem serem vividos de um estranhamento radical ate distanciamento,
renuncia. O que você não renuncia? O que, que não da para renunciar? Isso que você
esta pensando é condição humana.

(JOAQUIM) E quando você é forçado a renunciar?

(CRISOSTOMO) Aí não tem jeito. Você pode ate continuar negando. A culpa é do outro.
Normalmente acontece de ter um abalo maior e essa verdade desmorona.

Já pararam para perceber como é importante para as pessoas a sustentação de uma


lógica do presente, o presente permite um exercício de denominação de poder, o
presente outorga um lugar de controle dos pais, de poder, entendem? Sustentar a
dinâmica do presente do papai Noel entre outras coisas, a sustentação de uma
justificativa de comportamentos para ganhar presente. Então assim, você não vai fazer
as coisas porque te parece fundamental fazer aquilo, você vai fazer porque tem que
fazer e ta escrita numa lógica que é correto merecendo prêmios, então condição
humana.

Crisostomo 13-01 (Parte 1)

Que a gente consiga, talvez disser um tão pouco melhor a difícil missão das pessoas vê, muito
difícil, as vezes que essa articulação dessa aproximação vamos dizer assim, de fenomenologia
existencialismo como cotidiano, o que se chama pratica. Então falando mais de psicoterapia é
evidente que vamos falar do cotidiano. Hoje vamos falar o que eu chamo de psicopatologia ou
chamadas psicopatologias recorrentes no cotidiano traduzindo, são os problemas que
acontecem.

Esse seno que pensa a fenomenologia inspirações fenomelógicas para pensar o


comportamento humano que também são as psicopatologias, esse caras fazem um
rompimento depois dessa aproximação, essa aproximação só se da a partir de uma percepção
deles que ali é complicada nessas tradições, nessas tendências mais biologizantes futuralistas
que é muito forte para o nascimento da psicologia, que é forte para o nascimento da
psicopatologia e tal e eu falei que isso não esta só no século 18 e 19. As pessoas estão aí na rua
dizendo eu tenho depressão, então assim, eu tenho uma ansiedade que me acompanha que
eu carrego aqui dentro, que você pode colocar para fora, encontrar uma forma de tirar, ou
seja, essa compreensão meio que é estruturalista meio oriundo no campo da medicina,como
se fosse uma estrutura deficitária que precisa ser corrigida e que essa correção tem a ver com
tirar de você, como se fosse isso, tudo isso tem a ver com que a gente chama de uma visão
mais estruturalista e que, portanto essas aproximações que esses caras fazem com a
fenomenologia buscam em torno dessa historia.

Bom eu falei com vocês que a gente vai falar de psicopatologia e portanto dentro dessa
compressão mais especifica fenomelogica portanto que não trabalha com uma ideia estrutural
ou funcionalista tal qual normalmente a gente esta acostumado, e a gente vai mais ou menos
identificar algumas tendências comportamentais que a gente vai chamar de recorrentes do
cotidiano que tem muito a ver com estilo de vida,tem a ver com o horizonte de sentindo em
que a gente vive, momentos, forma de viver, maneira como ver a vida, essas coisas, essas
coisas ta associadas a isso ne, se essas coisas estão desassociadas a isso, porque que não
estão? Não estão por conta daquilo que a gente vai chamar no horizonte onde a gente navega
e que portanto é nosso horizonte de referencia, não tem como você se destituir disso, aí vem a
brincadeirinha de que para o peixe o mundo é água. Com a gente não é diferente, a gente tem
nosso horizonte de referencia no qual a gente vive e no qual a gente estabelece essa
referencia de vida dinâmica. Então não tem como a gente conceber a possibilidade de que a
gente não se contamina, e que de certa forma isso constitui sentindo de existência pra gente,
o que significa portanto que eu to falando sim, porque que é chamada patologias elas oscilam
de tempo em tempo de termo de recorrência e tudo mais, por conta disso que falamos de
mundos distintos, a gente fala de horizonte de referencia distinta, então é como se fosse hoje,
aquela brincadeira que eu faço, criança se a gente fizer a estimulação desde antes a criança
nascer, desde o acido fólico que a mulher começa a tomar, quando ela ta no processo de
gestação, enfim, você já tem uma intervenção de mundo, muito mais intensas e precoces do
que esse ser vivo que chega do que você tinha em outros tempo, não so do ponto de vista
abreviado, mas o ponto de vista da natureza onde acontece essas intervenções. É como se
fosse assim, você pensar em uma criança calma hoje em dia é um problema, você vai levar no
psicólogo porque é autista, as vezes fala que a criança é agitada, como assim? A gente v ive em
um mundo agitado, essa gestação foi agitada, esse processo de fecundação foi agitado, você
tem um horizonte acelerado, a gente tem um mundo que, portanto sustenta vidas agitadas.
Então como eu vou compreender hoje a possibilidade de que o mais recorrente e o mais
comum é encontrar crianças calmas, não tem, é de outro mundo, aí vira patologia, vira
autismo por exemplo. Então isso exemplifica o que eu estou falando, o que a gente esta
querendo dizer, esse horizonte que a fenomenologia vai chamar de horizonte. Isso que
estamos chamado de psicopatologia clássicas do contemporâneo vá na direção do texto que
nos estamos vendo, e aí vamos falar um pouco sobre isso que fica como fenômenos
recorrentes e que portanto, já falei que não tem como se desconstituir como horizonte o qual
constitui nossa existência, é quase como se fosse assim, conceder a possibilidade que você
consegue pensar com facilidade a vida, sucesso, felicidade seja o que for, aprimoramento,
evolução o que quer que seja, e como se fosse fácil conceber a possibilidade que consegue
pensar isso sem formação, informações, aquisições, é chamada uma regressão qualitativa, ou
seja, é quase como se fosse possível fazer com que você esperasse que você pensasse vida
sem isso é quase se fosse possível dizer para o peixe que a mundos que não seja água, isso é
horizonte de sentido.

E aí a gente vai falar de basicamente três campos, campos de recorrência. Então o primeiro
campo de recorrência chamado é a questão do transtorno de ansiedade, o segundo é
chamado de quadros depressivos e os chamados transtornos de ordem comportamentais e
obsessivos e compulsivos, então de certa maneira falar é falar da vida moderna e pos
moderna, não é falar sobre João, manel, Pedro só também, claro que tem a ver com uma certa
desconstrução dessas compreensões muito separatistas da noção de patologia que vem
balaçando de saúde e doença, certo e errado, que invadem a psicologia e constitui nossa visão
em relação a psicologia e de psicopatologia. Entao três grandes campos os chamados,
transtornos de ansiedade, os quadros depressivos e os transtornos obsessivos compulsivos e
porque eu tenho esse cuidado e porque eu to falando chamados? Chamados porque a gente já
tem um problema em usar essas impressões, já tem um perigo aqui, no uso dessas
termologias, porque essas termologias elas já são acompanhadas, elas já carregam consigo
sentidos muitos cristalizados, muito entranhados nelas que quando você lê já pensa de
maneira não apropriada, de maneira não consciente, mas você não se da conta do que você já
pensa quando pensa isso, horizonte de sentido. Então o primeiro grande cuidado que a gente
chama atenção pra isso e por isso estou sempre alertando, os chamados transtornos de
ansiedade é difícil esse movimento, mas a gente se esforça para fazer o movimento de
desconstrução de olhar para isso como um fenômeno que de certa maneira tem a ver com
algo que esta lá, interna que tem uma natureza, que tem uma especificidade muito
nuclearizada que difere totalmente disso de ficar no outro, então tudo isso são coisas
problemáticas de desconstrução.

Vamos FALA DE ANSIEDADE, é o que vamos chamar de transtornos de ansiedade, pra falar
disso aqui vamos falar de tempo de uma forma um pouco diferente que estamos acostumados
a falar sobre tempo, e também o que a gente fala de tempo como algo que esta aí e falar sobre
isso, a gente não fala sobre tempo compreendendo que falar sobre tempo é falar de uma
vivencia temporal, olha o alerta bom que eu fiz agora, falar sobre tempo aqui não é falar sobre
tempo da maneira como a gente normalmente fala e pensa, falar sobre um ente ou de algo,ou
de algo substantiavel externo que esta no mundo. Pensar transtornos de ansiedade é pensar
numa forma de se relacionar temporalmente com o mundo, aí a gente começa conseguir
pensar um pouco no primeiro item no que eu chamo de transtorno de ansiedade que é o
aspecto de desconexão tempo presente. De uma maneira geral o comportamento de um
ansioso, se você é ansiosa sua relação com o mundo a qualquer momento da sua existência vá
ter uma forma ansiosa. Trias, três aspectos, cuja não necessariamente vivenciadas mais
certamente conjugadas que é presente, passado e futuro em cada pensar e em cada agir na
relação comum do tempo todo que não é de uma forma aleatória é desvendada por um
passado, uma cultura e portanto sempre perspectivando, não a ação sem um apontamento,
você só esta aqui agora, porque você acha importante esta aqui, elas razoes que você acha
que é permitido esta aqui isso é passado no presente, entao na realidade são experiência s
temporais que portanto são articuladas, só que neste caso na questão da ansiedade em
determinada instancias, elas se congelam, determinadas instancias se aniquilam, ou seja, a
experiência temporal de presente se esvazia em nome de um futuro que eu não co nsigo
abandonar, entao ansioso não consegue esperar, o ansioso esta em uma desconexão do
tempo presente em termos de uma intolerância da vivencia temporal do presente daquilo que
precisa, que ele quer, entao não deixa de existir, mas ocorre cristalizações, pela mesma razão
que não consegue esperar isso tem consequências na vida dele, umas das principais
consequências é desconexão do tempo presente a rigor em momentos de aluciação de
comportamentos dessa pessoa tida como ansiosa, mas na realidade são relaçõe s singulares de
ansiedade o que acontece é que essa pessoa não esta aqui, ela aprobrece a situação do
individuo como aqui agora, o presente. A intolerância temporal passa como se fosse uma
incapacidade, uma impossibilidade de viver a processiabilidade de viver a abertura, portanto
essa intolerância temporal de viver o aberto de conseguir sustentar esse aqui o agora.

Depois de cada um desses campos que a gente fala dos cotidianos, terceiro aspecto
inquestionabilidade, o não questionamento de verdade, ou seja, o não questionamento de que
esta relação é uma relação falida, essa verdade que é vivida com a verdade possível
antecipação ela é na realidade falida, você não vai conseguir resolver esse problema, isso
passa por certo grau de naturalização, a pessoa não consegue deixar de ser ansiosa, mas a
rigor é como se fosse dela não conseguir fazer um exercício de enlarguecimento de verdade
para esse comportamento endurecido, ela não consegue deixar de ser ansiosa, é a questão do
pressionamento. A apologia é compreendida como restrição de liberdade, perda de liberdade,
você é prisioneiro de você mesmo, você não consegue ter uma relação de liberdade com seus
pensamentos de sentidos que lhe permita fazer movimentos de libertação em relação a isso,
então você não consegue ser diferente. Quando eu comecei a falar sobre isso eu falei assim, a
gente vai começar a falar de umas coisas e a gente vai desvaduralizar certa noção de
psicopatologia forte na psicologia. Eu falei agora pouco de que ao final de cada área é como se
fosse assim, quando a gente tem a desconexão do tempo presente, ou seja, na questão dos
comportamentos ansiosos não tem essa coisa de vivencia, inflacionaria da experiência futura.
Quais são as situações talvez clinicas que ajudam a um exercício funiomentalmente minha
relação com isso, a perda de liberdade constitui uma patologia e restrição que não chega a ser
patológica e restrição, entao a questão principal que esta em jogo que é a nossa relação com a
gente mesmo, qual o problema da clinica que a pessoa chega lá e ela quer que você ajude ela a
fazer outra coisa com ela mesmo, porque ela não consegue fazer com ela mesmo, ela quer que
você ensine e ajuda a ser diferente de mim, porque esse mim no ultimo mês esta sendo só isso
em relação a esse assunto aqui. Só que essa pessoa esta na rua, compra água porque esta com
calor, só que essa pessoa passa na rua e precessia uma coisa, e essa pessoa é como se fosse
um comportamento momentaneamente cristalizado de esvaziamento disso aqui, não disbota
a situação dela com o mundo na situação de vida cotidiana em outras palavras ela falha, isso
aqui falha e porque falha? Toma uma água porque esta com sede, e porque falha? Ao esperar
o ônibus ela pega outro porque essa fila ta maior, escolhe um caminho para ir para casa que é
esse e não aquele outro, em micro fraquementos experencias de escolha, pensamento, a
micro fraquementos, sabe o que essa pessoa esta fazendo? Ela esta fazendo experiência de
conexão de tempo presente, ela ta fazendo experiência do viver o presente, ela ta fazendo
experiência de escolhas, ela ta fazendo experiências daqueles momentos ali se fazer
responsável pela sua existência, responsabilidade existencial. Essas micros existências do
cotidiano mostram a ela que ela conseguiu fazer aquela escolha, que ela deliberou a coxinha
de galinha do lugar na empada, ela não é depressiva ou melhor, ela não é ansiosa, a
momentos em que o comportamento ansioso, a relação com a ansiedade na realidade ele não
é homogêneo esse é o momento em que você mostra a ela, naquele momento ela vai
apresentar julgamentos, escolhas porque é melhor aquele momento pra ela, ou seja, de
intervenção da própria vida, essa relação de liberdade portanto anuncia nela mesma a
diferença de situações no cotidiano mais que pontualmente determinados aspectos possa
estar comprometida.

Aula de Crisostomo (2 PARTE) – 13/01

Por isso que a interação terapêutica tem uma grande apropriação, tomada de consciência, na
realidade passa muito mais por esse movimento, ver o que já esta, do que você chegar para
fornecer. O lugar do terapeuta, o lugar do psicólogo, é a lugar da construção
desnecessariedade, é torna-se desnecessário, quanto mais desnecessário melhor, e essa
necessariedade ela é,desculpe, no momento em que vc consiga perceber que ali é muito mais
uma experiência empírica, do que um fornecimento de verdade, e atrapalha no sentido de
que ? Da alta experienciação, porque cotidianamente você mostra pra você o quanto você é
contraditório, patologia, aprisionamento.

Semana passada eu falei para uma pessoa assim, e ai conversando a pessoa falou pra mim
assim, depois de dois encontros, “Poxa to muito feliz com uma coisa”, ai eu disse “É mesmo?”,
ai ela “Consegui sentar com meu irmão, e conversamos, eu ouvi muito ele e eu não me
recordo de ter feito isso nunca e foi muito bom” e eu to simplificando, porque psicólogo gosta
de simplificar as coisas, mais enfim, ai falou isso pra mim, e ai eu perguntei “Mais você gostou
porque?” ai ela, “ eu gostei porque eu nunca fiz isso e eu senti que foi bom pra ele”, so que
essa pessoa anteriormente tinha me dito que uma das coisas que incomodava ela, era o fato
de que as pessoas diziam que ela era uma pessoa autoritária, uma pessoa que não ouvia, uma
pessoa que vamos dizer assim, demandava muito dos outros, que exigia muito dos outros as
coisas, e ela dizia que incomodava ouvir isso, e quando eu perguntei pra essa pessoa o que ela
achava daquilo, ai ela falou “Não sei”, e ai ficou no “não sei”, e ai nesse posterior encontro
quando ela fala que ta muito feliz com isso, olha só, e se disponha a ouvir, se disponha em
estar no lugar do outro, isso é original para essa pessoa, em outras palavras seria assim, sabe
aquilo que você acha do outro mais não tem certeza? Demandar é fácil ser demandado é
difícil, então é mais ou menos assim, me dar o que eu quero mais não me peça o que te peço
a você, sabe o que é isso? Paradoxo da existência, contradição, e no momento que eu
perceber que alguém faz aquilo comigo, eu arrebento, então assim, a uma infinidade de coisas
cotidianas que mostram esse paradoxo, o que eu apontei aqui agora pouco e falei “eu posso
tomar uma casquinha e ir direto para casa” paradoxo da existência de não viver o tempo
presente, então essa questão da ansiedade, fizemos umas desconstruções legais.

Chamados quadros depressivos, e ai eu trago 3 itens de novo, ali dentro daquela planilha, a
uma coisa em comum com o que eu falei anteriormente, assim como o ansioso, aqui a um
certo aprisionamento da experiência temporal, só que diferentemente do ansioso la para
frente o depressivo é la pra trás, la pra trás também com um empobrecimento do tempo
presente com aniquilação de futuro( nada te dar prazer), naquele momento de mais
intensidade do estado depressivo, então tem essa questão em comum, mais venho quase
como uma inversão da experiência temporal, essa estrutura vamos dizer assim, essa dinâmica
relacional sua com aquele momento, não é uma coisa teórica superior universalista, a forma
que ta ali naquele momento, ela não é aprendida e estranha no modelo mais radical, ela é
vivida como sendo uma forma naturalizada e que portanto é isso, então a vida perde o
sentido, então os chamados estados depressivos, e quase como se fosse sem perspectiva do
futuro empobrecido do passado, lembrando que são experiências temporais, a gente sempre
faz uma vivencia futurista do presente e do passado implicado no mesmo momento de vida.

Então o que eu chamo de primeiro aspecto que é comum ao a desconexão do tempo presente,
segundo aspecto essa dinâmica é inquestionável, e terceiro aspecto subversão da experiência
do ser no mundo, ou seja, negação, e eu usei agora pouco um exemplo de Sartre “ma fé” e ai
precisa lembrar, que a ma fé não tem nada a ver com a questão do cotidiano, a ma Fe do
cotidiano não tem nada a ver com a má fé do existencialismo de Sartre, a má fé do cotidiano é
(mal caráter), a questão da ma fé do existencialismo de Sartre é subversão da existência, não
necessariamente de forma consciente ou apropriada, mais vivemos essa experiência de
fechamento de abertura e noção da existência, e esse movimento é um movimento de
negação da experiência de que somos um sendo e ai no texto ta “darse”( NAO ENTENDI A
PALAVRA) e uma das traduções possíveis para “darse” (é ser ai ou ser no mundo), então isso é
subverter a experiência que a rigor é experiência antológica, eu teria como travar e ser a
mesma pessoa infinitamente? Mais você vive um travamento, e ai esse sentido acaba sendo
uma subversão de ser do mundo, uma precariedade desse em aberto que acaba sendo um
estado depressivo fechado, bloqueado, você nega viver, por isso que algo que não é 100%
submersível e ai existe a possibilidade mais uma vez de interação terapêutica, porque vai
aparecer e ai por não ter como fechar que vai os fragmentos da questão cotidiana, do discurso,
que vão mostrar que isso não está fechado, em outras palavras, a pessoa depressiva está lá e é
vista como depressiva, mais ai portanto ela vai te ver e no faz sentido ela te ver, e por conta
disso que se mostra, tem vetores que não se fecham, lembra presente, passado e futuro,
qualquer ação ta ligado com o passado e anunciando alguma coisa, então assim, vai a terapia
pra que ? perder dinheiro ? é sem sentido isso ? O próprio fato portanto de ir te ver já é um
vetor , um elemento importante que significa a existência “ de que não tem como fechar”,
então é isso que eu falo né, da questão da importância de como a gente ver a inteversão né,
ele ta falando o tempo todo do que tem a ver com o modo relacional, que carece de
apropriação e não de retificação de dinâmicas, mais tem haver com tomar posse de
determinadas condições, o tempo todo a gente esta falando de relação de sentido, o que
acontece é que repito, a nossa relação de liberdade começa a ser precariezada e em questões
chamadas psicopatológicas essa precariazação ainda é mais extensa ao ponto de
comprometer de uma forma muito clara a vida cotidiana( trabalhar, estudar, sair) então é essa
naturalização que a gente vai chamar de perda de relação de liberdade, todos aqui são de
certa forma aprisionados, mais isso não inviabiliza que você venha aqui e estude, pegue
ônibus, a vida acontece de certa forma, o que acontece é quando ela meio que deixa de
acontecer para você.

Essa apropriação, é uma apropriação do possível que tenha a ver com aquela pessoa no
momento? Sim, não tem como não ser assim, em outras palavras, você não pensa em uma
totalidade, porque não a uma totalidade, a maneira como você ta ai e assim, a maneira que
você ta pensando no que vai fazer na hora do almoço, o que quer que seja, estando no campo
do possível, razão pela qual você pensou na hora do almoço e agora já pensou diferente, então
essa apropriação se dar sempre a situações, do agora possível do vivido, e como se fosse quase
que “ não da pra querer o que não da pra ser” temporariedade que se ver a vida, é o que dar
para ser, tem um professor que falava uma coisa muito legal, ele dizia assim, ele não reprovava
aluno, e certamente a gente conversando ele falou uma coisa interessante, eu não posso ter a
presunção de que com a reprovação eu vou mostrar para essa pessoa e corrigir
comportamentos e pode não significar nada ela viver o semestre que vem de uma forma
diferente do que viveu esse para passar porque eu reprovei nesse, isso pode não significar
nada esse comportamento dela no outro semestre, do ponto de vista existencial isso pode não
significar nada para essa pessoa, em outra palavras o que ele ta falando é o seguinte, essa
presunção do que não vai ser na vida que essa pessoa vai viver coisas e ver coisas na forma
dela, no tempo dela que vai acontecer ta atravessado no controle externo que tem dentro de
cada um de nos, ele vai dizer assim, eu não tenho essa presunção de poder, olha que coisa
interessante o que ele ta dizendo, é sempre no campo do possível, não da para querer o que
não tem, e nem dar o que não tem para dar, se você ta com cólica ou com fome, ou brigou
com Claudinei, não importa, é sempre uma apropriação possível que esta atravessada por esse
ser ai, então isso é fundamental, fez a apropriação da forma que tinha que fazer, não tinha que
fazer, Fez da forma que foi possível fazer e que isso de certa maneira tem tanto a ver com a
gente com que a gente acha que tem, no sentido de controlar, ta legal até aqui ?

Vamos falar sobre o que se chama do campo de pensar, nos chamados transtornos obsessivos
compulsivos, que veja bem, mais uma vez estamos falando de experiências corporais, ai eu
coloquei aqui uma coisa nova, que tem haver com as influencias da fenomenologia do
existencialismo, que é a questão da angústia que eu falei agora pouco com Sartre.

Imperativo da angustia antológica, em outras palavras, o compulsivo é mais ou menos, tem as


pessoas que apresentam um comportamento compulsivo de lavar as mãos, então essa pessoa
lava as mãos 80 vezes por dia eu já trabalhei com uma pessoa que ela andava com um litro de
álcool e um paninho, então aonde essa pessoa chegava e o que ela tocava, ela esterilizava
antes, ta legal? Estou dando um exemplo, plano de fundo que esta pulsando n comportamento
dessa pessoa, eu acredito ser possível a esterilização dessa mesa de uma tal maneira, de que
ela ta pura para que eu consiga ter contato com ele, eu elimino a possibilidade do risco, então
o que acontece, essa pessoa vive de uma forma não apropriada é claro a possibilidade do
controle.

O que é a angustia? Modo como o homem se relaciona com a existência, só que a existência é
indeterminada, é o aberto, é o devir, é o nada posto, então “Kirkegan” vai dizer, nos vivemos
angustiados, viver é permanentemente uma tentativa de controle de certezas, qualquer
escolha ou pensamento, tudo esta no campo de fechamento do que vai me garantir o que é
certo, o que é melhor a ser feito ou alguma coisa do tipo, a nossa relação com o mundo ( com
esse aberto, com esse devir) é uma relação angustiada, porque a gente não sustenta essa
indeterminação de fechar, porque então que isso aqui pode ser falado com imperativo da
angustia antológica? Essa pessoa não consegue lhe dar com a possibilidade da finitude, do não
controle, da precariedade, da não totalidade, ela não consegue lhe dar com a possibilidade do
risco, ela não consegue lhe dar com a possibilidade do viver, então ela vai viver
cotidianamente com um comportamento compulsivo nesse caso e é apenas um exemplo, mais
o comportamento compulsivo de que? Do controle da realidade.

O compulsivo lava as mãos 80 vezes, não ta diferente dessa historia, o comportamento


compulsivo portanto que crer na possibilidade de que a Mao vai esta limpa a ponto de que eu
me sinta com a certeza de que não a uma contaminação, ele vai lavar por tantas vezes quanto
as lembrança que ele tem de que as mãos estão sujas, porque veja bem, isso é uma coisa legal
da fenomenologia, condição de possibilidades , a gente so faz alguma coisa, a gente so pensa
em alguma coisa, porque isso já é previamente concebido em questão de possibilidade, e so
pode ser feito porque era uma possibilidade vida, então assim, eu só lavo a Mao 80 vezes
porque eu trabalho com a possibilidade que a mão vai ser limpa a ponto de não ter nada e ai
eu vou lavar 80,90,120, tudo bem? Eu só volto no fogão pra fechar 80 vezes a boca que ta
fechada mais eu volto pra fechar, porque eu trabalho com a possibilidade de que em algum
momento isso possa passar pela minha cabeça a duvida ou a incerteza de que isso possa ter
acontecido então eu vou ter a certeza de que eu me lembro de tudo, de tudo que eu fiz da
forma como eu fiz, se eu posso ter essa certeza, eu vou esta toda vez me certificando dela,
porque eu volto la todas as horas, então so existe essa possibilidade de comportamento
compulsivo de controle de fechamento, porque isso é previamente concebido em condição de
possibilidades, em outras palavras é mais ou menos aquela coisa onde a pessoa diz assim “ eu
posso ficar doente” quem consegue ter a certeza de que não pode se contaminar? Conseguem
apontar? Essa pessoa pode viver isso como tendo essa certeza, mais a vida vai o tempo todo
dizendo que você não esta no controle, eu trabalho com a possibilidade de esta no controle,
eu so acho que to no controle, porque a vida é passível de controle e em sendo passível e u sou
uma das pessoas capazes de fazer isso, olha o campo da ontologia, uma possibilidade so se
realiza porque ela é possível de ser realizada quando ela se realiza, então tem o campo
anterior que não é percebido, de que a vida é passível de controle, existe a possibilidade
saciamento de fechamento, qualquer que seja ele, um chocolate, controle da compulsão
alimentar, existe a possibilidade de um fechamento, so que não fecha, olha o campo da
antologia anterior ai.

PERGUNTA DO MENINO E EXPLICAÇÃO DE CRISOSTOMO.

Muitas vezes a base do comportamento depressivo, esta em uma base de ansiedade,e m


outras palavras é mais ou menos assim, uma pessoa que desenvolve um comportamento de
extrema ansiedade e portanto esse comportamento de uma ansiedade que ele nunca ver, que
é a perspectiva de esta no controle, evidentemente ele vai ser falido, não vai dar o que ela
acha que vai dar, ela não consegue intervir desta forma na realidade e a partir do momento
que isso não começa acontecer, isso começa a ser vivido de uma forma depreciativa, estado
depressivo.

Segunda questão absolutização do ato, o ato é absoluto e ai vamos pensar em qualquer


compulso que seja, vamos pensar na compulsão alimentar, mais voltando naquilo que eu falei
do estado de ansiedade, eu falei de comportamentos ansiosos, então eu falo que a pessoa é
compulsiva,mais essa relação com essa chamada repetição é uma relação que se restringe a
uma relação alimentar,essa pessoa não lava a Mao 500 vezes, via alimento, então assim, eu
falo de uma relação especifica com o mundo a partir de uma determinada coisa de viver uma
relação com o mundo e usando o alimento para isso, então isso tem a ver com o elemento
especifico, com um ato especifico.

Terceira Subversão da estrutura antológica da finitude, ou seja, abdicar, ir de encontro, negar,


somos portanto finitos, e o que eu vou chamar de finitude? Finitude, tem haver com a não
totalidade o não controle o não fechamento, o não fechamento da existência, finitude tem
haver portanto, que a existência ela nunca se fecha, você não esta no controle, a estrutura
antológica da finitude é mais ou menos o seguinte, você perder a tua posição de humanidade,
ou seja, porque ele não tem limites com as possibilidade que ocorrem em volta dele, sempre
sabe o que é melhor, sempre esta no domínio, e ai portanto não esta no campo da existência
de um devir aberto, esta no campo de certezas, isso não é uma condição humana, na
realidade, torna-se muitas vezes a existência mais sofrível, seria muito mais sofrível pra mim o
que vocês fazem, o que vocês pensam e o que vocês conseguem fazer com o que mais ou
menos ta no meu controle e que na maior parte das vezes eu sei o que e eu sei o que vai dar e
seria extremamente sofrível para mim, porque cotidianamente eu tenho contatos com isso, eu
posso esta pintado de ouro, o que eu estou querendo dizer portanto que a pretensão da
finitude que me escapa, isso aqui acredita que é possível esterilizar de tal maneira que assim,
eu não vou me contaminar, fechou o risco, não tem abertura, mais a uma subversão dess a
estrutura ontológica que não fecha, a vida passa a ser uma permanente busca de faze o que
não é possível fazer, patologia, fechar, então por isso subversão da estrutura da finitude, é
aquilo que mostra para gente, que agente é tão pouco a gente é tão menos do que a gente
acha que é, a gente é tão quase ou muito parecido com a areia da praia, não vai fazer tanta
falta assim, toda finitude portanto vai ser aquela que fala o seguinte, você é ser humano
lembra/ nasce,morre,so ver as coisas de um jeito e não de outro , so consegue pensar com o
que tem a haver com a sua forma de olhar, e você nem escolhe a sua forma de olhar,vai sofrer
tanto na vida se continuar assim, já esta sofrendo e não consegue perceber, então assim, a
estrutura antológica da finitude é aquela que vai anunciar a nossa condição de existência,
desculpa eu so estou falando que vc é ser humano,não estou falando que você é menos, eu to
falando que vc nunca foi o que talvez vc achasse que fosse, dono de certezas, melhor que os
outros, então na verdade eu sempre vou buscar fechar e eu busco como? Com
comportamentos repetitivos, compulsivos, por isso que eu não consigo volta e fazer a coisa1
ou 2 vezes, eu faço 60, e no dia seguinte é a mesma coisa, não é racional do ponto lógico
racional, racionalidade universal, esquece, a ratio da razão e permanente forte e rigorosa, é
existencial e pior você não percebe isso ,falta de verdade, em níveis tão intensos, patologia, no
fundo isso é um caminhar para um lugar do não lugar, é difícil de se sustentar, porque se faz
uma confusão em relação a isso, o caminhar para um lugar do não lugar é a gente matar o
cachorro e chutar ele, a gente não vai chutar o cachorro vivo, a gente mata.

Mai ta cheio de lugares na sociedade, “eu sei, eu sou professor vc é aluno ” mai s porque tem
algo que você abomina e outros que você ama? Se todos são professores, se tudo é aula,
esgota dizer que a um lugar social ,é clichê ou é falar demais por não ter nada a dizer e nem
percebe que diz, então não mate o cachorro para chutar o cachorro morto, a lugares sim, a
demandas sim, vc vai ser demandado a “Professor que vai cair na prova?”, “professor me
mostra como é isso”, esses lugares existem , esse não é o problema, o problema é o que
Sartre, “O que você faz com o que fazem com você?”, portanto a questão é,não tem problema
você pensar assim, vc sabe que pensa assim? Ou vc acha que o seu pensar e a realidade é a
forma mais correta, toda hora a gente se pega nesse campo sem perceber, então é muito mais
um caminho de desconstrução, porque se a gente consegue compreender o que eu chamo de
descontração e eu sempre alerto, compreendo a desconstrução como relação de liberdade,
portanto não de negação de possibilidades históricas, é muito mais um caminho de
desconstrução “do que um pega isso aqui e joga fora e fica com isso” mais é feinha mente dito
que é isso , apenas mecanismo de defesa que é o que as pessoas chamam e vai ser usado
como patológico.

A patologia do ponto de vista e fazendo um movimento desnaturalização disso daqui, isso aqui
é cotidiano, a gente é um pouquinho diferente daquele que ta sofrendo para burro no
consultório.

Crisóstomo 20.01

Medicalização e experiência apropriativa.


Medicalização é encarada como coisa problemática, coisa que tem haver com patologização
exarcebada. Então hj a ideia de medicalização é uma coisa muito forte, importante ser
debatida dentro do campo da psicologia, e esse texto de certa maneira faz isso. Há uma
compreensão básica de psicopatologia, e de certa maneira acabamos chegam nesse termo de
medicalização. E a outra expressão que é a experiência apropiativa, tem haver com
fenomenologia, tem haver com uma obra tardia de Heidegger escrito na dec de 50 em que ele
fala sobre isso.

Tópicos:

1 um olhar fenomenológico sobre o crescente processo medicalizante contemporâneo.

Medicar e medicalizar são diferentes:

MEDICAR: inserção de processo medicamentoso atuante na dimensão somática com fins de


reestabelecimento de uma dinâmica biológica em desarmonia independentemente de sua
origem. É a partir de todo um conjunto de informações orgânicas e neuroquímicas que
acontecem com fins? As pessoas se dedicam para que? Reestabelecer a dinâmica biológica e
desarmonia, independente de sua origem. Pq? Pq quando uma pessoa vai tomar determinado
remédio na realidade esse reestabelecimento de uma dinâmica que esta em desequilíbrio, não
está muito preocupada de certa maneira a historicidade disso, ou seja, a medicação
antidepressiva, não tem haver com esse processo genealógico do quadro depressivo, essa
historicidade, o q aconteceu.. Não tem essa coisa. Então quem está deprimido pq tem uma
pessoa próxima e faleceu, não vai ter uma diferença de medicação da pessoa que perdeu o
emprego. A medicação prescrita vai ser a mesmo não tem uma diferença do ponto de vista de
uma historicidade. Medicar é mais simples com finalidade de estabelecer algo físico.

MEDICALIZAÇÃO: seria uma intensificação do processo medicamentoso (medicamentoso


reestabelecimento a partir de determinado medicamento de um equilíbrio perdido) quando
este processo se intensifica em determinados niveis, começamos a pensar na intensificação do
processo de medicalização, seria então pesar no inflacionamento do processo medicmanetoso,
especial de uma dimensão que começa a ganhar que deixa de ser apenas o resstabelecimento
pontual e passa ser um modo de estar presente e vivendo somente possível com
medicamento.

“Intensificação do processo medicamentoso a partir de meados do século 20 que se expande a


partir de cooptação de modos de ser passados a ser reduzidos seja por exclusão ou inclusão ao
reestabelecimento das condições orgânicas em desarmonia.”

Intensificação do processo medicamentoso a partir de meados do século 20: ou seja a partir


década de 50 50 com o próprio avanço tecnológico avanço da industria farmacêutica, vc tem
uma intensificação do processo medicamentoso, vc tem uma ampliação da produção de
medicamentos, aumento de pesquisas a partir disso e ai vc tem o inicio do processo de
medicalização que até então não se via dessa forma.

que se expande a partir de cooptação de modos de ser: coisa nova, antes estávamos falando
de medicação mais do ponto de vista do reestabelecimento do orgânico, agora estamos
falamos de capturar modos de ser, passa a ser tbm passível de intervenção medicamentosa
mais forte os modos de ser, não somente do ponto de vista somático mas tbm do ponto de
vista comportamental, em outras palavras os comportamento passam a ser medicalizados.

Captura de modos de ser: a criança agitada isso tem um nome catalogada no dsm
hiperatividade, medicamento ritalina, intensificação desse processo medicalização, portanto
que vai da conta de problema, modos que passa a ser capturado e compreendido, portanto
como patologia. Ou seja, vc tem primeiro o processo medicamentoso, das suas origens raízes,
ervas, processo natural do ser humano de medicação. Agora o processo medicalização,
cristalização e intensificação disso e mais capturas agg modos de ser, temos um processo
diferente q se intensifica na dec de 50 e 60.

Modos de ser capturados passam a ser reduzidos, ou seja, catalogados e enquadrados dentro
de determinada realidade que deve ser tratada ou combatida, seja por exclusão ou inclusão:
ou seja, a finalidade passa a ser ou excluir comportamentos ou incluir comportamentos,
atitudes, então o processo de medicalização inclui estipar comportamentos indesejáveis,
ansiosos, agitados, mas como tbm inserir como os medicamentos depressivos, busca-se
reativar a pessoa na vida, que ela posa voltar a trabalhar, a fazer as coisas como algum animo,
então é inserção, ou seja, criar condições que surjam, onde aparecem comportamentos
desejáveis, tidos como necessários e importantes, isso que eu quero dizer seja por inserção ou
exclusão de comportamentos.

É formar de compreender essas duas realidades de maneira simples medicar e medical izar,
mas que trazem essa ideia, portanto de nascimento do processo de medicalização, e isso
ganha força nas descoberta na industria farmacêutica, evolução a partir de pesquisas, e no
segundo momento isso vem atuar no ponto de vista comportamental, ou seja, capturas de
comportamentos que devem ser tratados com medicalizações.

ASPECTOS CONTITUINTES DESTE PROCESSO: ou seja, aqui que de certa maneira contribuir para
que acontecesse e os desdobramentos disso depois.

1º: reinficação tem haver com consolidação com cristalização, reinficação com uma tradição
de verdade, ou seja, tradição de verdade de algumas que estão presentes. Primeiro temos que
esta bem e o certo é estar equilibrado feliz, sorrindo, para cima, isso é o certo. Se esta
acontecendo isso vc esta bem sendo o objetivo de viver, vamos dizer assim. Reinficação disso
que na realidade trabalha com uma compreensão de vida problemática no sentido que
lidamos com problemas o tempo todo. A gente acerta erra o tempo todo, não estamos no
controle das coisas o tempo todo, não temos previsibilidade das coisas, então nesse sentido de
reinficação com uma tradição de verdade, é como se fosse que “vc é levado a crer que vc
errou,” uma tradição de verdade na qual que se vc não viu a coisa ta errado, vc não foi
competente para ver, vc n teve atenção suficiente para ver e ai desencadeia uma serie de
outras coisas, sentimento de culpa... então dentro dessa ideia de uma podo feliz de viver, é
como se fosse assim, vc não pode errar, se entristecer, não pode ver momento de maior
felicidade frustração, pq se acontecer isso, está errado, tem haver com metafísica? Sim, pq
metafísica trabalha com uma concepção de ver as coisas sendo como a vida é definível por um
conjunto de erros e acertos, e caminha em busca do aprimoramento da felicidade.
Outro aspecto: linguagem como ente simplesmente dado: as pessoas pensam e falam. O que é
ente simplismente dado? É uma coisa que ta posta, que tem uma verdade em si. A linguagem
tem uma verdade em si nas próprias palavras, o que significa dizer que o médio ou o psicólogo
quando vivem um intenso processo de medicalização pq medicalização ampliando tbm não vai
ter mais haver com questão psicotrópica, mas da patologização, portanto da psicopatologia.

Quando vamos achar que nas palavras tem um sentido próprio, uma pessoa que trás
determinadas queixas, a gente acha que sabe que aquilo significa para medicalizar para
estabelecer metodologias de trabalhos terapêuticos, quando acontece isso fazemos aquilo..
Discursos assim no caso psiquiátricos ou neurológicos discursos assim com determinado tipos
de medicalização.. Como se fosse a experiencialização de uma fala da sua singularidade, isso
perde valor e claro que no ponto de vista medicamentoso isso sempre é mais precário, o
próprio nascimento da medicina tem haver com um processo muito forte de
reestabelecimento da ordem somática e é evidente, não vai ser muito comum, e o medico não
esta preocupado com esse sentido de ser do jeito que vc pensa e fala ele esta ali para medicar
na maioria das vezes.

Mas pensando no campo da psicologia as coisas são diferentes: ou seja, é mais radical nessa
questão de que a linguagem não tem um sentido proprio, as palavras e os discursos não tem
um sentido generalista, não tem como ter, pq de certa maneira um certo processo meio que
de visualização de dinâmicas terapêuticas a partir de determinados ditos.. Visualização de
dinâmicas terapêuticas de condições terapêuticas a partir de determinados ditos, olha como
que isso começa a ser aproximar do discurso da psicologia. A visualização de estratégia de
procedimentos terapêuticos a partir de determinados ditos. Isso é algo absurdo?? Vcs nunca
viram pensaram algo disso, o estabelecimento, a verificação a visualização de determinadas
estratégias terapêuticas ou práticas psicoterapêuticas a partir de determinados dígitos..
Reflitam, ou seja o suposto dito dos vocábulos das palavras que de certa forma aparece e
revelam determinadas coisas que a priora já se imagina ou sabe do que se trata e que me
permitem determinada condições através de outras, estruturadas por perspectivas teóricas
que apontam para as praticas inequívocas a partir de coisas que eu vejo que eu ouço. Isso seria
voltado para medicalização? Sim pq o processo de patologização não só medicamentoso mas
tbm do ponto de vista de estratégias terapêuticas, que tem haver com o que vamos chamar de
patologização. Então estamos fazendo um paralelo entre patologização e medicalização.

A medicalização tem haver com um ponto de vista mais somático, a patologização muitas
vezes é acompanhado do processo de medicalização mas n é só é tbm o processo de
medicalização.

Esse processo medicamentoso e tbm de patologização tem haver com a consolidação de uma
compreensão metafísica do homem, ou seja, é como se fosse assim: serio mesmo que aqui
não pensa ou nunca pensou que vai se tornar um agente interventor para reestabelecer a
partir dessas intervenções uma condição de normalidade de saude mental? Consolidação
metafísica de homem que o homem é passível de intervenção retificadora na qual recoloca ele
no equilíbrio perdido e desejável e que existem formas de fazer a partir de conhecimentos de
proporcionar estratégias instrumentos praticas que vc vem aqui buscar
A compreensão disso que a gente chama de intervenção esmagadora revestida por essa noção
de retificação, isso não é certa presunção de controle? Então compreensão da consolidação
metafísica do homem algo objeto, passível portanto de correção, para estabelecer condição de
normalidade anterior a essa.

Entende quem quando a gente não rumina o que agente come, quando a gente não digere de
forma microbiológica, do que a gente pensa e faz a gente é alienada a gente n nota.

Próximo: cristalização do primado da ciência: tem haver com uma concepção de poder de
saber, evidentemente vc intervém em uma realidade, intervém em alguém, no sentido de
restituir uma condição a partir de um saber: ciência! Então somos sim científicos sem
perceber.

Próximo: Entificação planificadora das tidas dinâmicas patológicas. Entificação é sinônimo de


torna ente, objetificação, portanto tem haver com reificação, então são sentidos análogos, ou
seja, cristalizar. Então uma objetificação planificadora, ou seja, igualar tornar plano.. Sendo um
processo de simplicaficação que iguala e torna plano. O que? As chamadas di nâmicas
patológicas, os modos de ser patológicas ou as psicopatologias. O que significa dizer que vc
deixa de ver pessoas e vc passa ver dinâmicas, processo igualador, que estabelece
homogenização daquilo que não tem como ser homogeinizado. E descuidadamente isso se faz
muito. Isso torna o encontro clinico empobrecedor, então falar de patologização é falar de
certa maneira sublimar, dos nossos modos de ser que a gente n percebe. Estamos trabalhando
com uma condição de viver que é possível estar em uma linha certa o tempo todo. Se eu sair ..
onde eu errei.

________

Consolidação de era da técnica: ou seja palavra GESTEL é uma palavra alemã que tem haver
com um tradução de ideia que é era da técnica, consolidação da gestel é consolidação de um
modo de se relacionar com o mundo interventor de controle de retificação no modo de se
relacionar de provimento, de estação, de correção, de controle, tudo isso estar presente nome
de se relacionar com o mundo que trabalha com uma noção de previsibilidade, em outras
palavras no processo de psicopatologização é esse modo de interventor de controle técnico é
o que trabalha com uma noção de previsibilidade do que poderá acontecer a partir daquela
interação que visa algo que previamente já sei o que é, então consolidação da era da técnica é
consolidação de um modo de se relacionar com o mundo que é esse modo interventivo de
controle, movimento, extração que é um modo anestesiado de atitude natural que a gente
não percebe seus pilares, e o que esta em sua raiz que de certa maneira isso se anuncia.

Em ultima instancia estamos em uma realidade especifica estudando conhecimentos que


permitirá torna-se psicólogo, em outras palavras vcs vem aqui para buscar técnicas, modos de
agir para ser um profissional que aqui ensina ser que maneira especifica que trabalha de
maneira controlada e a técnica permite isso. Pq q não podemos passar por isso de maneira
simplista? Pq a técnica tem seu lugar. Há momentos que a medicação crie circunstâncias
mínimas para que haja um trabalho e a gente ta falando de técnica de intervenção
medicamanetosa que em ultima instancia busca uma condição melhor para que alguma coisa
possa acontecer a partir dessa condição melhor estamos falando de uma técnica. Então a
técnica tem seu lugar é, portanto, e relembrar da tradição que temos é uma tradição
dicotômica que falar sobre isso é falar que a técnica não tem ser lugar, “disse a
fenomenologia” de forma endurecida. Vamos discutir essa relação de seriedade com a técnica,
essa relação de serenidade de liberdade com a técnica é uma relação não qual a técnica é uma
das possibilidades de sentido possível de intervenções, em momento algum ela sai de cena,
soque existe uma grande diferença, entre vc ser técnico interventor de forma controlada com
instrumentos que determinam certas coisas, e vc ser um profissional que trabalha com uma
relação de liberdade com a técnica, mas que sua escuta, teu olhar, sua relação terapêutica,
não se resume a uma compreensão técnica da realidade. Há uma larga diferença. Um técnico
não estabelece outra relação coma a realidade não seja técnica. Não vai ouvir pessoas, vai ver
dinâmica. Se a minha relação com isso é uma relação de liberdade que vamos chamar de
serenidade, é o que falo, portanto é que sim eu posso lidar com alguma coisa que pode se
anunciar a partir dela própria como sendo.. Não cabe dicotomização na fenomenologia.

Decaimento da besorg na fisorg: ou seja, migração da 1 para 2. Há basicamente dois modos


nos quais relacionamos com as coisas de modo em geral. Um modo que ele vai chamar de
ocupação (fisorg) e o outro ele vai chamar de pré-ocupação (besorg).

OCUPAÇÃO: é o modo de se relacionar com as coisas como se as coisas fossem simplesmente


dadas, o em si delas. Ocupação tem haver relacionamento com as coisas de modo
instrumental, o modo da gestel um modo de provimento, ocupação ou fisorg tem haver como
relacionar com as coisas como elas sendo elas próprias independentes de mim e que isso que
elas são que independem de mim na realidade serve n serve, e bom ou ruim para mim. O
modo de ocupação a gente se ocupa das coisas quando elas são uteis e nos interessam. Mas
seja um ou outro as coisas são as coisas independentes de mim. Eis o modo da ocupação, ou
seja, o nosso modo de nos relacionarmos com o mundo ou com coisas, no quais elas são elas
independente de mim e isso que elas são me ser ou n é interessante ou n.

PRÉ-OCUPAÇÃO, seria relacionar-me com as coisas ou com o mundo como se essas coisas são
coisas que não tem um em sim propriamente dito, mas como se essas coisas fossem uma
abertura um ser–ai fosse uma permanece impossibilidade de determinação.

Preocupação é o nosso modo de se relacionar com alguma coisa com esta sendo sentida vista
percebida como sendo outro ente cujo modo de ser, é outro dasein, ser no mundo, ou ser ai. E
ocupação é o modo de se relacionar com coisas que não são “seres humanos” que, portanto
não tem abertura, são elas em si, objetificaveis, classificáveis, portanto mais intrumentaveis.

Será que efetivamente a gente lida com as outras pessoas numa perspectiva que o tempo todo
eu estou sabendo que aquela pessoa esta interpretando o q eu estou falando de forma
singular e dela, como alguém que não é passível de uma redução da minha compreensão...
será que eu me relaciono com as pessoas como sendo uma indefinição ou me re laciono com
elas como se eu sei quem é quem! Será que eu me relaciono com uma forma que sustenta a
minha abertura, ou me relaciono com as pessoas tbm muito de uma forma objetal,
instrumental, que é útil, de uma forma que É alguma coisa. Então não é o outro existente
enquanto abertura.
Então quando falamos de decaimento da besorg na fisorg, é o empobrecimento nas relações
de pré ocupação na ocupação. Em outras palavras, nas relações interpessoas em relações
objetais e é essa relação instrumental que rege a prática do profissional de psicologia. A
própria concepção de paciente já é uma redução, não é necessariamente, mas pode e muitas
vezes já é uma grande redução.

Então decaimento da besorg na fisorg é um empobrecimento das relações chamadas


interpessoais que passa a ser na maior parte das vezes tbm relações objetais de ocupação.
Então vc se ocupa do outro para fazer valer seu lugar de saber que naquele momento te
permite ganhar dinheiro, mas tbm permite outras coisas. Olha a importância do paciente para
vc. Isso é algo que eu estou chamando de desdobramentos ou consequências do que nós
vamos chamar de um processo de tecnificação. Que não e muito distante do modo usual que
vc se relaciona com o seu professor que raramente se sustenta uma relação de abertura,
sendo uma relação instrumental e objetal com o mundo. Então n estranhe que isso ocorra com
vc.

Esse processo de experiência apropiativa, estamos falando de um caminhar de um processo de


maior rigor apropiativo que a gente não faz no cotidiano, portanto tornar apropriado a vc
mesmo, da para vc se ver melhor, experiência apropiativo tem haver com o processo
terapêutico, gradativo progressivo de conquista de uma relação de maior apropiação, tomada
de CS de si própria, em ultima instância, qualquer que seja a vertente terapêutica vai trabalhar
com uma condição de busca de maior apropiado de si e consciente de si.

Compreensão fática destituído de existencialidade: compreensão dos fatos, atitude natural


sobre as coisas. Destituída, ou seja, sem, existencialidade enquanto existência, ou seja, a sua
compreensão de mundo é uma compreensão joga fora o fato, não considera o fato de que não
há em si. E que vc só fala de através de coisas que vc pensa que fala de vc. Compreensão do
cotidiano, atitude natural que não considera o fato do que vc diz pensa fala, vê, fala mais de vc
do que dele, pois fala de uma forma possível de perceber, e a nossa compreensão contidiana
não é atravessada por essa forma mais existencial, ela é destituída, desresponsabilizadora. A
nossa compreensão no responsabiliza.

Prescindir é abrir mão, prediscimbilidade é tornar dispensável, apropriação temática ou seja,


não tem tempo para pensar. Apropiação temática, é tornar algo tema, destacável, a ser
pensado, merecedor de atenção. Então quando vc faz uma redação vc pensa o tema,
apropiação temática é isso, torna-se tema, ir para esse lugar de ser questão para vc.

Principal entrada do processo terapêutico, precarização da experiência apropiativa, ou seja,


esse sentir-se. Há um processo de precarização dessa experiência de torna as coisas próprias e
suas pq elas já são suas, não é de mais ngm, não é de todo mundo, não tem como ser. Então
tornar próprio é esse trajeto que de certa maneira vai trazer o resgate dessa responsabilização
existencial que, portanto a vida é só tua, seu forma de pensar, suas escolha são só suas e de
mais ngm, então para de se defender na forma coletiva pensando que é o certo pq não é
assim.

A esta experiência vamos chamar de um processo mais rigoroso, pq de certa maneira é colocar
o mundo em cheque, colocar as certezas que solidificam esse trajeto ate aqui em cheque,
colocar toda compreensão existencial em cheque, e, portanto isso não costuma ser bem vindo
sendo um das principais entradas terapêuticas. Essa é a proposta e a razão de ser na terapia, é
o processo apropiativo, tomada de cs, de liberdade. Pq q isso não é fácil? Pq aponta para uma
destituição de mundo, de certezas e que jamais se formação de novo.

Link dois tópicos do tema, do titulo e dos Slides. Eu falei de medicalização (patologização) e
experiência apropiativa. Explicitação somática de uma existe existencialidade
ontologicamento constitutiva do mundo, ser no mundo, ou seja, explicitação temática significa
dizer o seguinte, o tacito costuma se tornar explicito o que é tácito? É velado! Isso é te
devolver a vc. Em outras palavras explicitação temática de uma existencialidade
ontologicamente constitutiva de mundo, ou seja, eu não sei o que aparece para vc, talvez não
seja mais importante para mim, mas que para vc aparece e isso não tem como controlar, e a
questão é pode ser que sim pode ser que não. O torna explicito o que é tacito, romper com
esse anestesiamento que de certa maneira lidamos com isso se quer perceber o que faz, como
faz, ou seja, isso seria explicitação temática e q seria o caminho, uma espécie de possibilidade
de caminhar em direção a experiência apropiativa.

Apropiação singular que sustenta uma dinâmica velante desvelante de uma configuração
relacional: quando eu falo da apropiação singular, apropiar-se de uma maneira muito singular,
de uma abertura, uma existência de um modo de ser que sustenta uma dinâmica que mantém
uma espécie de relação com o mundo velante desvelante, sendo desvelar é algo que se
anuncia, velar é algo que se esconde, dinâmica velante desvelante é uma dinâmica
ontologicamente constitutiva. Quando vc pensa alguma coisa vc deixa de pensar outras,
quando vc ver alguma coisa vc deixa de ver outras, considerar algumas coisas é não considerar
outras. Tem como ver tudo? Não. Tem como esgotar as gestalts? Não. É o campo do infinito. O
que a ontologia vai me dizer PE que a nossa relação com o mundo é uma relação que vela
desvelando é uma relação na qual vc está pensando agora, ta te permitindo não pensar em
outras coisas, em ultima instancia portanto a nossa relação com o mundo é uma relação que
sempre desencobre encobrindo. Sempre o que dá para ver é as custas do que vc não ver.
Sempre! O que significa que vc não ver tudo, que vc não é dono de verdades, pq essa dinâmica
é ontologicamente constitutiva. A gente sempre esta numa relação velante desvelante.
Enquanto algumas coisas vem a luz outras coisa regridem a escuridão. O que vc quer Sabe que
são. Essa é a dinâmica velante desvelante, dialética circular ontológica constitutiva da
existência.

Uma dinâmica de vida, retificar corrigir, viver é ta feliz, progredir melhorar, compreender
mundo, vida a partir disso é deixar de ver novas formas possíveis, pq nunca está fora da
dinâmica, isso é de certa maneira realçar a dinâmica de terminado horizonte de homem
inclusive essa de controle, de um modo único de ser, em determinada de outras, então sempre
é o campo possível, nunca é o campo de total, a idealidade é uma abstração. Sabe quando vc
vai conhecer alguém? Nunca, pq não é passível de conhecer. Sabe quando vc ai entender o
que a pessa esta dizendo e sentindo? Nunca. Pq isso não é possível? Pq vc sempre percebe de
uma forma e não percebe de outra, não tem como ser. Brota daqui relações que não seja
metafísica. Essa de certeza de controle, essa relação, portanto metafísica arbitraria é apenas
uma abstração que vc sabe, não sabe, pq ngm sabe pq o saber é uma possibilidade de sentido
que naquele momento vc só ver daquela forma para vc não pode ser diferente, e mesmo vc
vendo daquela forma é apenas uma dentre varias e não esgota as possibilidades. Não há
totalidade. Estamos no campo da finitude.

Então experiência apropiatriva aproximarmos de nós é aproximar dessa dimensão precária


pequena.

Anunciação apropiativa do caráter hermenêutico: dentro das divindades gregas, Hermes era
um semideus e fazia uma intermediação entre o mundo dos deuses e o mundo dos homens,
Hermes era o responsável por transportar as palavras e os escritos dos deus, a tradução das
escrituras, o sentido de ser. Daí o termo hermenêutico, que tem haver com o sentido, com o
suposto verdadeiro sentido. A anunciação do caráter hermenêutico é anunciação dessa
verdade de base que funda nossos comportamentos que na realidade, nem sempre é
percebido, somos hermenêuticos pq nosso modo de ser é trilhado em uma existência que vc
vê, penso escolhe fala diz, é seu a partir de uma referencia existencial, não tem como fazer
uma coisa de forma como o outro pensa, não tem como fazer uma escolha considerando os
aspectos de outra pessoa, pq somos hermenêuticos, pq isso sempre se da a partir de um plano
de fundo, de um horizonte que só é nosso. A tua verdade não é vivida por mim. Esse é o
caráter hermenêutico da linguagem da existência, então na realidade essa noção de
experiência apropiativa é um processo de reconhecimento de que somos hermenêuticos,
como não há objeto em si ele é sempre meu, a questão é que meu é esse, que objeto é esse
que é meu? Não tem como ser impessoal é só vc. O resgate dessa dimensão hermenêutica na
realidade é um resgate dessas existencialidade que não consegue fugir.

Crisostomo – 27/01 (Parte)

Vocês sabem como eu já falei algumas vezes que o foco principal dessa disciplina é psicologia
clinica, mais quando eu falo foco eu não querendo dizer sobre uma coisa na qual a gente fala,
porque não tem como fazer essa separação na qual a gente acredita que é possível, psicologia,
social, clinica, institucional, mais efetivamente na pratica essas coisas estão misturadas,
embora o próprio nome da disciplina fale sobre psicologia clinica, mais a gente faz outras
articulações, essa idéia que a gente vai trabalhar aqui hoje e eu já falei aqui nas ultimas aulas
rapidamente tem uma aproximidade muito grande com a questão da psicologia clinica, mais
também a gente vai mostrando e fazendo algumas pontes que não se restringe a isso.

E a idéia de “Gestel”, fala de um sentido que tem a ver com uma espécie de modo
contemporâneo que o ser humano se relaciona com o mundo, esta muito associada a alguns
estilos e formas de vivenciar muito característicos, muito específicos desse chamado tempo
contemporâneo, e que modos ou estilos seriam esse? Tem haver primeiro com o estilo de
relação com o mundo e com as coisas em geral, estilo de relação de exploração, de
provimento e de controle, ou seja, o que eu to dizendo é, o nosso modo de nos relacionarmos
com as coisas esta altamente atravessado a essas três dimensões.

Vamos para primeira, EXPLORAÇÃO, tem uma idéia de coisa intima de nos, você vem aqui
buscar não vem? Sei la quando na sua vida você achou que queria ser psicólogo, e eu vou la
buscar, e como eu faço para buscar as coisas que me permitem ser isso? Conhecimento,
estratégias, técnicas, ferramentas, e ai a sociedade você isso em lugar chamado escola, e
quando você termina o ensino médio, essa profissão tem haver com faculdade, e ai você tem
que buscar, explorar para levar, ai você se relaciona com as pessoas e ai você mais ou menos
mede, se você deve ou não se relacionar com as pessoas, se elas são merecedoras ou não da
sua perda de tempo, dependendo do que a pessoa te fornece, dependendo do que ela tem pra
te dar, te proporcionar, já estou no segundo exemplo, então você vem buscar conhecimento, a
relação com o mundo tem que valer a pena, então eu estou propondo a vocês de como essa
nossa relação com o mundo é uma relação de exploração, uma relação de quantificação, uma
relação de PROVIMENTO (segundo elemento), dar, pegar, as coisas valem para você pelo que
elas te proporcionam, o que elas conseguem te dar, não a relação de exploração de
provimento portanto, essas coisas não são da minha cabeça, elas estão articuladas, se a
exploração a uma compreensão de substancialização, de codificação, de exploração
energética, não tem como separar o primeiro elemento do segundo elemento, e ai portanto a
gente começa a perceber que assim, o nosso modo de nos relacionarmos com as coisas não é
um modo gratuito, a gente vive como se vive, ser aquilo é porque que é aquilo que faz, porque
é previsto, será que efetivamente a gente percebe isso e será que a gente tem uma relação
conosco mesmo, olha só, movimento terapêutico(importante) será que a gente se percebe?
Será que a gente percebe o quanto faz coisas que em alguns casos a gente não goste que faça
conosco? Esse conceito é bem frágil, bem raso. Terceiro aspecto CONTROLE será que é
possível perceber esse modo de se relacionar com o mundo cotidianamente de maneira não
percebida, não natural, não consciente, será que e possível perceber esse modo naturalizado
de se relacionar com o mundo principalmente essa experiência mais contemporânea, e
possível perceber que esses elementos um e dois tem uma relação direta com uma busca de
controle, com uma busca de previsibilidade, como execução de certezas, sera que essa
sensação de vir buscar as formas, os conhecimentos e as técnicas, será que isso esta
totalmente longe de uma busca com uma certa relação com o mundo (nesse caso profissional),
tudo bem a noção de clinica (eu falei que faço pontes) , será que passa longe isso que você
vem buscar aqui de ter algum controle e domínio sobre as situações, portanto o terceiro
aspecto controle, será que tem como desarticular o mundo da noção de provimento, da noção
de exploração, o que vocês acham? Olha como falar de “GESTAL” e portanto como eu falei é
um modo, evidentemente contemporâneo de nos relacionarmos com o mundo, isso é quase
falar do nosso viver, isso é quase falar do respirar do cotidiano e que eu não percebo,isso é um
problema, o maior problema dessas coisas é a impossibilidade de perceber como nos vivemos
a nossa vida, essa é a atitude natural do simplesmente dado, é essa a redução da
potencialidade do existir, porque viver significa fazer isso que agente faz cotidianamente,
então não tem como não falar de postura realce um pouco mais a nossa dimensão de um
estranhamento, uma possibilidade de estranhamento do viver, do existir, e parece que e
totalmente pertinente pensar a partir dessa postura, aquilo que de certa maneira distancia a
gente dessa experiência do estranhamento, de quem? De Nos mesmos.

(NÃO ENTENDI A PALAVRA) que se origina a partir de uma leitura que esse pensador tem, e
esse pensador trabalha com uma noção, uma idéia, de desprendimento, desapego. Essa idéia é
aproveitada e de certa maneira usada, então uma palavra muito usada pelo autor e que mais
tarde vai se traduzir como serenidade.

CORRESPONDENCIAS OUTRAS AO MUNDO DA TECNICA – Já nos dar uma dica, do que a gente
pretende fazer usando essas duas idéias, e ai eu vou voltar nos três,e o que eu chamo aqui de
mundo da técnica?(mundo de gestal) mundo das praticas instituídas, das ações previamente
instituídas que de uma maneira geral estão associadas a exploração, provimento e controle,
você consegue pensar a palavra técnica qualquer que seja a concepção que você tenha dela,
qualquer que seja o contexto, vocês conseguem distanciar a idéia de controle da idéia de
técnica(qualquer que seja ela) é possível facilmente desassociar técnica e controle, não
consigo ver com tanta facilidade isso, técnicas tem haver com ordem, equilíbrio, controle, ou
sei la o que, e ai o subtítulo fala “correspondência outra ao mundo da técnica” ou seja,
correspondência outra a gestal, ou seja, correspondência outras aos modos de ser, demandas
historicamente presentes no nosso viver, no nosso existir, o que o subtítulo portanto
preconcebe aqui é que será que a tendência de época caracteriza, o nosso viver, o nosso
existir, o contemporâneo, será que não a outras formas de corresponder essas demandas que
não sejam estas que a gente normalmente coloca em pratica, sem perceber claramente, eis o
desafio, e a gente vai tentar pensar nisso, nessa possibilidade de anunciar uma outra
correspondência.

E ai a gente entra aqui, porque pra falar de mundo da técnica, a gente precisa falar do que se
vai entender como duas naturezas, duas dimensões ou dois modos, do pensar, isso também é
algo que brota , que teria haver com uma espécie de um modo de pensar mais naturalizado
que tem haver com uma dimensão, calculante e o que tem haver quando fala calculante(é
matemática?) pensar calculante tem haver com calculo? Ou o pensamento calculante ele esta
intensamente presente no modo relacional cotidiano hegemônico contemporâneo, não sei,
como não sabermos, vamos olhar la para os três elementos, vamos voltar para a questão da
exploração, seria facilmente pensável você numa relação de exploração de busca, de um
paradigma de comparação, paradigma de uma analise de certo ou errado, é digno ou não é
digno, serve ou não serve, pensamento calculante portanto opera de uma forma extensa de
exploração, provimento te haver com fornecer, ser fornecido, dar ou receber, só a exploração
em busca do provimento, só a provimento a partir de uma exploração, então será que é
possível buscar sem uma dimensão do que se acha justo e necessário, sem uma dimensão do
que ta bom ou ta ruim, de uma forma comparativa, pensamento calculante nesse sentido de
pensamento paradigmizado, altamente presente na gestal do três elementos, o controle não é
para menos, as suas intervenções supostamente deixam atingir uma determinada condição do
que você acha, ou do que o livro te diz, que seja a condição ideal, nesse sentido pensamento
calculante é algo que é meio que o nosso modo de se relacionar com o mundo e atravessado
pelo pensamento calculante, só que agente percebe? Raramente, se a gente não percebe a
gente não exercita outra dimensão do pensamento que é pouco exercida, pensar mundo da
técnica,é pensar eminentemente a questão do pensamento calculante, em que momento eu
falei que o modo histórico de nos relacionarmos com o mundo da técnica que é esse modo
baseado na gestal, de que ele por si so é ruim, então essa sua pergunta, se é que ela ta
querendo acontecer ou ta sendo pensada, é uma pergunta que esta deturpando o que estou
falando aqui, é uma pergunta que esta me tornando fácil alguém a ser questionável, o que
portanto a gente ta dizendo aqui é que olha so, outros modos de correspondência no mundo
da técnica é que existe formas possíveis de lhe dar com essa demanda que não seja somente
dessa forma naturalizada, e que a gente nem percebe, a gente não para pra pensar porque ele
aparece quando aparece, momento algum se fala de dicotomia, relembrando o que eu já falei
umas 1000 vezes, a questão não é dicotomia, a questão da fenomenologia é dialética, e quem
nem possibilidade exclui uma possibilidade a priori, mais a gente lida uma maneira dicotômica,
não é usar ou não usar, a questão é, sentido de ser do trabalho em algum momento esta em
jogo?o seu trabalho, o que você faz, correspondência dos outros portanto começa por esse
caminho ai, e ai eu vou explorar um pouquinho o que a gente chamou de pensamento
calculante, a gente falou de exploração, provimento e controle, a noção de
exploração,provimento e controle, esta intimamente ligado a uma noção de causa e efeito, ou
seja, por exemplo quando você faz um intervenção de qualque r forma que seja, quando você
me faz uma pergunta, você não raramente estabelece uma relação de causa e efeito, você
quer que essa pergunta tenha um efeito sobre mim, de forma a compreender o que você quer
dizer, as nossas ações elas são encharcadas em uma relação de causa e efeito por isso que vem
a questão do controle, previsibilidade, porque o efeito é a busca de um estagio a partir de uma
ação que vai te levar a aquilo, a principio você acredita que o que você faz vai te conduzir para
um lugar que você acha que vai chegar ao conduzir, isso se chama previsibilidade de controle e
isso trabalha com uma noção de causa e efeito, uma chamada relação causal, e pra pensar na
idéia de causa e efeito, porque a gente acha que isso se esgota só nessa frase, a gente trás um
cara chamado Aristóteles que vai nos apresentar uma compreensão interessante de causa, ele
vai dizer o seguinte, tem uma coisa que ele vai chamar quatro causa fundamentais a palavra
fundamental aqui não tem haver com aquela coisa do senso comum que agente chama não,,
fundamental no sentido de (fundamento), quatro causas(questão da raiz) em outras palavras
na raiz tem quatro causas e vamos tentar entender o que ele fala com isso, ele vai dizer o
seguinte, e ele vai dar um exemplo para entender um pouco melhor, imagina um escultor que
esculpiu em uma pedra, um busto, e ele vai dizer o seguinte, noção de quatro causas
fundamentais, primeira causa ele vai chamar de causa material(vc so pode fazer um busto de
pedra a partir da pedra), ou seja, so vai sair um “busto” daquela pedra bruta porque reside na
pedra a possibilidade de se tornar um busto de pedra, então uma das causa fundamentais la
do busto pronto é a pedra, segunda causa, causa eficiente, ele vai dizer o seguinte, tudo bem,
mais não adiante se reside na pedra ou a possibilidade de sair dali um busto de pedra se coloca
um crisostomo pra tentar fazer um busto de pedra, um artesão consegue, a segunda causa
tem haver com esse saber, com esse conhecimento, com essa eficiência, terceira causa
fundamental, causa formal, causa formal te haver com forma porque a pedra reside na pedra a
possibilidade de um busto, eu projeto visualizo e trabalho com uma idéia de forma, ele vai
delineando uma coisa na medida que ele vai pensando e tentando com sua eficiência a partir
do que é possível extrair de uma pedra a forma que ele deseja, quarta causa, causa final tem
haver com finalidade, para aqui, a partir da pedra que reside nela a possibilidade de um busto
e que El a partir do conhecimento (qualquer que seja esse conhecimento mediante a esse
chamado eficiente) ele visualiza a fazer alguma coisa e começa a fazer com determinado
propósito de fim, de vender, sei la o que ele queira fazer, finalidade.

CRISOSTOMO (PARTE 2)

Então, esses quatro aspectos chamados “pautas” fundamentais Aristóteles vai dizer tem
problema, vamos ler isso como nesse pensamento na gestel, só prevalece um dos quatro.
Essas quatro pautas são desconsideradas, são mentes esquecidas, hoje prevalece mais uma só
que ele vai dizer que a causa final, mas que isso não vire aqui uma coisa dogmática, tem que
acreditar no que eu estou falando, vamos tentar pensar se faz algum sentindo. Voltemos ao
pensamento da Gestel, voltemos ao modo relacional altamente marcada por uma atitude
natural que não se da conta disso, pra que isso serve, vim aqui buscar. Voltemos nessa
dimensão cotidiano, te pergunto, aqui atrás do meu exemplo foi o produto que se deu a partir
de um processo de produção que não causa efeito, tem la as coisas envolvidas aí, mas estamos
falando em o que esta presente no produto, mas que segundo Aristóteles tem mais coisa que a
gente pensa, vamos para nossos produtos. Pensamento pode ser considerado produto? Ideia?
Conclusao pode ser considerado produto? Modo de ver alguma coisa? Você pode ser
considerado um produto? Eu falei de pensamento né, o modo de se relacionar com o mundo
falei tudo isso, tá legal. Você consegue facilmente a ideia tranquilamente com você no
cotidiano que os seus produtos, principalmente esses que eu falei tá? Pode ver, pensar, ideias,
você consegue facilmente de que olha só, assim como o bucho de pedra é uma possibilidade lá
naquele bloco de pedra e que do bloco de pedra não sai couve, não sai vaca, não sai
submarino de ferro do bloco de pedras vai sair alguma coisa, mais não vai sair todas as
coisas,voltando, você consegue facilmente que seu produto enquanto ideia, pensamento e
modo se origina, nasce de um conjunto de possibilidades também limitado que da couve mais
que não da beterraba que da isso mais que não da outras coisas e que essa possibilidade
portanto é apenas uma possibilidade dentro de diversas outras que portanto tem
possibilidades nada mais compreensível do que você pensa e pensa a partir de como pensa na
existência que você naturaliza e que portanto de que debaixo de um pé de manga posso
esperar cair jaca e que a gente é muito previsível, que só cai jaca no pé de jaca, não cai suco de
jaca, sorvete de jaca, só cai jaca, a gente não percebe o quanto essa relação causa efeito, a
uma relação que não pode considerar mais a gente desconsidera, o quanto o meu pensar é
altamente limitado por um campo existencial, não perceberia estabelecer uma relação comum
no qual eu vejo a verdade sobre as coisas, eu sou mais esperto, eu sei o que fenomenologia, eu
consigo ver o que crisostomo pensa, eu sei o que é a uff, eu sei o que é melhor para as coisas,
ou seja, será que a nossa relação com o mundo cotidiano é uma relação que eu considero, que
eu só consigo ver, eu só vejo o que eu consigo ver? Que as possibilidades enquanto produto
brota da minha relação comum, são possibilidades de um horizonte bastante restrito, muito
singular, muito especifico existencialmente muito imposto pra mim e que, portanto esses
produtos são produtos bastante singulares, não tem nenhum caráter de verdade de
questionabilidade, to falando de produto, e aí vamos pensar primeiro: causa material. Já falei,
vou repetir se só sai risco de pedra do bloco de pedra, causa material aplicado a nos no
cotidiano, isso que você esta vendo, qual a sua relação com isso? é uma relação que soma uma
forma de ver e pensar que tem muito a ver com o que você consegue estar aqui agora, tem
coisas que não vão ser muito possíveis você vê, como você se propõe a estar, uma relação de
estranhamento com você com seu produto, com o que você vê, com suas certezas, um
enlarguecimento da relação de liberdade dos produtos fiz a associação, associação entre a
causa material e nosso modo de lidar com as coisas que pensam, que vê na coisas, no mundo e
tudo mais.

Vamos passar para a segunda pauta: causa eficiente, será o que a gente faz não tem muito a
ver com o que eu consigo fazer no momento, como é possível eu fazer, como é possível estar e
não que isso que eu faço é o único ou a melhor forma, ou a forma integralizada de fazer
alguma coisa, eu vejo tudo, nunca se vê tudo, o que toda possibilidade de sentido é sempre
agregadas a uma dimensão de limites, nesse sentido que eu chamo de eficiência aí a causa
eficiente é claro trás o poder de artista de esculpir, você esculpe mais não é igual, você esculpe
modos de serem e pensar a partir de um horizonte possível existencial para você, mas esse
esculpir tem a ver com que você consegue ta aí agora, essa forma esse poder de fazer agora
nesse momento ou a cada momento de uma forma singular e que, portanto e sse produto
pode desconsiderar o modo como você estar, e que minha relação com esse produto não pode
ser uma relação que desconsidera eu conseguir estar aqui, segundo aspecto.

Terceiro aspecto: Formal, forma. A gente visualiza formas pré-definidas na nossa cabeça,
formas inclusive que, formas de a suposta melhora ou a forma mais correta de fazer alguma
coisa, esse expressar, de agir, ou seja, de se postar, de se comportar o nosso produto portanto
considera algo que a gente não percebe que é o algo previamente maginavel para se encaixar
e não tem como isso não acontecer, mas a gente não percebe que acontece

Quarta, aí sim a gente não percebe essas coisas, mas um a gente percebe, com muito mais
destaque em relação as outras três pra que finalidade, porque? Porque não tem como deixar
de pensar. Primeiro: exploração sem pra que, provimento sem pra que e controle sem pra que.
A causa final e aquela que mais fortemente para a gente, portanto nosso mundo, nossa fome.
O mundo se da para que serve causa final, então na relação do homem com o mundo
contemporâneo execra as três causas fundamentais anteriores a essa, a gente não percebe
que elas estão presentes, mais elas estão. Mas porque, entretimento dessa que torna
efetivamente aquilo que mais importa o pra que das coisas, então o pensamento calculante, é
um pensamento que usa fundamentalmente a ideia do pra que, é por isso que cada vez mais a
lógica vigente qual é? Não, o importante é ser feliz ne, esse culto a felicidade carrega uma
coisa perigosa que é o seguinte, o meu comprometimento é com isso é o que me faz bem que
de certa maneira me faz feliz e o que eu acho que é certo, qualquer coisa que eu faca ou pensa
tem a finalidade de me conduzir a posicionar a isso, consequência disso não importante se
hoje eu distigo, digo ao contrario o que falei ontem, eu não tenho comprometimento comigo
mesmo, eu tenho comprometimento para ser feliz, em relação o que eu disse ontem deixa
para lá eu sou outro hoje, falta de filiação, cada vez mais aumenta o que é melhor para você
superficialidade, o campo da finalidade esta associado com aquilo que é interessante pra você
naquele momento, se hoje foi o oposto de ontem que se dane o ontem e que se da também as
articulações de ontem porque o importante é agora, isso é um exemplo muito forte da
dominação da causa final, finalidade é ser feliz, se hoje é ser feliz é isso oposto o que era
ontem, problema é teu se você não estar feliz com isso, hoje o que me interessa é isso.

Essa noção de exploração acumulação provimento caracteriza a Gestel é o que esta associada
a causa da finalidade das coisas, ou seja, viver nessa dimensão que é o que a gente vive o
tempo todo é viver em uma relação de vida de finalidade das coisas do que pra que serve,
pensar isso na nossa vida cotidiana, parece algo que não é tão distante assim, repito, você só
esta aqui muitas vezes ou fundalmentalmente basiado no pra que você esta aqui, entao você
já sabe como viver nesse encontro, você vive esse encontro de uma maneira exploração e
provimento da busca do conteúdo, esse encontro é o ponto parcial, esse encontro é pré
direcionado. Ninguém esta falando de ausência de finalidade, mas o que a gente esta falando é
viver é isso, viver é se reduzir a isso, essa é a única forma de corresponder a um mundo onde a
gente vive. Então o que rege o nosso modo de lidar na vida contemporânea é aquilo que vai
permitir de controle, técnica, o saber. Então a ideia do encontro ela é uma musica de uma nota
só, você só esta disposto a dançar aquela musica, se eu te proponho um rock você não vai
dançar porque você que valsa, e se eu não toco valsa você simplesmente não esta aqui, você
não se propõe a estar aqui, porque você estar aqui sabendo para que estar aqui, portando se
soa outra musica, eu to aqui para obter cara, o cara não quer me dar o que eu vim obter isso
que ele ta fazendo aí e não ta legal, não esta dentro do que me propõe para eu estar aqui,
efetivamente portanto eu não danço o encontro fica prejudicado, não a encontro ou
redimensoes precárias, enfim então pensamento calculante vai passar por essas reificaçoes,
dessa dimensão da Guestel da causa final, finalidade para que serve.

Aí eu começo a pensar nessa outra dimensão do pensamento meditante reflexivo que vai
desta forma primeira: pensamento meditante a idade é como se fosse um exercício de recu,
claro que é entre aspas esse “recul”. Pensamento meditante é um pensando que tem a ver
com uma palavra grega chamada “eporque” (não entendi muito bem) “Recul” tem a ver com
“eporque” agora porque é entre aspas? Porque esse recu não é um recu físico ele é
experiencial vivencial no campo da dimensão psicológica e não um campo da dimensão física,
como assim? Recu, bom se a gente ta saindo agora de uma coisa que acabamos de falar de um
modo de estar nesse mundo contemporâneo altamente aderi do a uma dimensão da Guestel,
portanto na dimensão da acumulação, provimento e controle e que a gente acaba vendo e
percebendo quando começa a falar isso, eu não consigo perceber vivendo sem isso, viver é
sinônimo de se relacionar de forma comum, e a gente começa a perceber o quanto isso é
naturalizado para gente. O que que é o Recul? Recul nada mais é que vamos tentar perceber
um pouco melhor o nosso modo de viver, a nossa maneira de lidar com as coisas quais são os
preceitos basilares os pré-conceitos ne que todo mundo tem, porque tudo que você pensa tem
a ver com pede, tem a ver com coisas que já vem na sua cabeça de um jeito e não de outro, e
tem a ver com o que você consegue ver, o pré já esta aí o tempo todo, não tem como não ter
pré, a questão é o que você faz com eles, em outras palavras entao em outras instancias esse
exercício de Recul é um exercício psicológico de vivenciar o experiencial no sentindo de
perceber com um pouco mais de rigor quais são os preceitos basilares do viver pra mim, do
que é existir, tudo bem que você não pensa em existir, você pensa em estudar, trabalhar, se
relacionar, tudo bem pode ser na materialização instrumentalmente nessas coisas, mais via
isso, você percebe de uma certa maneira é vivido por você e quais são as coisas que estão
nítidas presente e você não vê, em outras palavras você não se vê. Recul e epoque, epoque
tem a ver “se abster um pouco do julgamento do valor da verdade sobre as coisas” tem a ver
com recul, tem a ver em eu me distanciar um pouco de mim no sentindo experiencial pela
percepção um pouco mais atenta em relação a mim mesma, por experiência hibrida.
O que é epoque? É o recuo que permite uma vivencia mais apropriado de si próprio você faz
isso 24 horas por dia? Claro que não, não da. A atitude natural é perder nossa vida
antologicamente falando, não tem como não ser você percebe o tempo todo, não tem como
você fazer isso, mais será que essa experiência pode ser tão intensa como tem sido?
Acreditamos que sim. Porque ela é tão fácil para você, o projeto da errado, o lado direto da
bunda fica dormente ou quanto se perde em uma disciplina, tão rapidamente você facilmente
você se vê, se percebe todo dia. O nosso cotidiano é muito naturalizado, então essa dimensão
do hibridismo que tem a ver com recul e epoque é aquilo que a gente vai falar, olha só de um
resgate de uma dimensão agora de gratuidade. O que é gratuidade? A noção de gratuidade é
mais ou menos um seguinte, sabe essa coisa que a gente acabou de falar de se relacionar com
as coisas na base no pra que, do pra que serve da pausa final, e que, portanto pré-determina
seus encontros e que, portanto vai ter encontro vai mais cheio de aspas viu? Você vai para o
encontro porque você quer você vai para o encontro que seja o que é ter o encontro, pra que
serve aquilo, você vai para um encontro muito precário, você não vai encontrar uma
gratuidade. Gratuidade tem a ver com essa relação não determinista do viver tão
persoanalizada que a gente faz, não da pra personalizar o que a gente faz gratuidade na
dimensão do encontro que nada é prévio a ele. O resgate de uma dimensão a partir de recul e
epoque é uma percepção da realidade importante que a gente possa estabelecer com nossas
certezas e pensamentos a ponto de não precarizar tanto os nossos encontros.

Gratuidade tem a ver com o que? A um mundo posto que a gente encontre ao nascer, a uma
cultura vigente tudo isso a, não é uma apologia, uma abstração irreal dessas dimensões só
existir, claro que não, mas a questão é como você vive isso? então essa dimensão da alienação,
de uma ampliação de uma saída um grau dessa relação de alienação que a gente estabelece
em nos mesmo, não é comum no externo é com a minha forma de vive-lo, então se você não
consegue perceber o que é a clinica para você perceber com seus preceitos, você não faz esse
estranhamento e portanto você pode se achar em lugar de controle em lugar de certeza, em
lugar de verdade em lugar de provimentos exclusivamente e lugar de técnica, você é apenas
um técnico, você é apenas um reprodutor de tarifeiro, de praticas, de técnicas, de
instrumentos, você é apenas isso, você não vai encontrar pessoas, você vai encontrar doente,
atuação não é uma ação que tem um certo grau para da saúde, estabelecer cura, nesse
sentindo portanto como eu falei, vocês são alunos, eu sou professor, qual o poder
determinativo disso sobre nossas ações? Qual o poder determinativo de você ser aluno em
relação como você vive o modo de estar em sala de aula, um modo que é um modo mais
naturalizado ou um modo que é um modo genuinamente ou mais genuinamente que tem a
ver de como você consegue estar aqui, percebe-se como estando ali, ou eu como professor ou
coisa do tipo, o que esta previamente se amarra a ponto de uma inflexibilidade de uma
impossibilidade de enlarquecimento na nossa vida com o mundo? Efetivamente nada, em
outras palavras, sabia que você pode tudo aqui dentro? Sabia que eu posso tudo aqui, agora?
Dentro de um tudo é possível, talvez não seja legal eu fazer algumas coisas, mas que as coisas
que a gente faz habitualmente aqui dentro não esgotam o toldo de possibilidades isso não
importa.

Então gratuidade tem a ver um pouco com uma espécie de esforço, porque sem esforço não
acontece, porque atitude natural é de fechamento, repito nossa atitude natural é de
naturalização das coisas. A nossa postura no cotidiano, postura atualmente naturalizante de
que as coisas são como são a vida é assim, ou seja, meio que as coisas são postas e portanto
esse é o movimento anti natural que requer portanto muito esforço e não é um movimento
assim deliberativo de uma forma tranquila, essa abstenção em relação a mim mesmo, esse
perceber, esse exercício de ampliar minha relação comigo mesmo de recul ele é um
movimento anti natural, mas ele é um movimento que permite uma espécie de
enlarquecimento no grau de gratuidade dos encontros, em outras palavras é: eu venho para ca
encontrar vocês, eu não venho dar aula no sentindo técnico, no sentido de passar
conhecimento, venho para ca encontrar porque eu acredito que o que vai se chamar, o que
pode chamar é uma coisa próxima de aprendizagem tem uma relação muito intima com
afetação muito intima com o encontro, não tem uma relação na minha opinião muito intima
com o passar, passar daqui a três dias você não lembra de porcaria nenhuma, depois da prova
não vai saber nem para que serve esse troco, passar é outra coisa, passar é você não viver na
situação e pra mim só vive quem encontra, se eu não me proponho a encontrar eu não me
proponho a viver, nesse sentindo eu venho pra ca viver um encontro e a partir do viver um
encontro os fluxos vão se dando uma maneira articulada do que pode se da aqui, qual é a
causa fundamentais do que é possível a mim e você, do que brota de uma noção que vê aquele
momento importante, olha só , o tempo todo flutuando aqui e a dimensão das quatro pausas
fundamentais nas nossas produções, no nosso pensar, no nosso agir, no nosso falar. Então
quando a gente fala em enlarquecimento nessa dimensão do encontro tá em uma razão direta
de um exercício de perceber como eu to aqui, pra que que eu to aqui, não de negação disso,
mas ter algum tipo de relação de liberdade com esse percebendo isso, isso por si só já da viver
de maneira diferente, a questão é não fazer é qual o estatuto desse fazer, se ele é alienado
você esquece que ele sabe fazer.

Isso que a gente falou de uma apropriação, vou pegar o exemplo do Adrian para falar sobre
isso, você perguntou sobre as vivencias temporais e a questão da serenidade nisso. Quer dizer
o que acontece? Essa relação inapropriada que não é vivida é uma relação que desconsidera
esse tipo de aprisionamento, essa patologia nada mais é do que efetivo congelamento de
possibilidades que inviabiliza uma ação sobre o presente, então na base disso esta o resgate
de uma seriedade que trabalha com a maturidade. Então isso é por um lado uma espécie de
sustentabilidade de gratuidade, serena com que seja que eu me proponha fazer aqui, mas que
isso enquanto realização passe por mim, eis a questão da gratuidade, isso, portanto me
permite vivencia temporal e não amarrada a uma certeza do que tem que ser, esse é o ponto
de vista da minha ação e é lógico que isso vai ter implicações menos patológicas.

Agora vamos falar de demandas contemporâneas, gratuidade do existir tem a ver com essa
dimensão, portanto encontre, faça encontros, isso que você acha que é encontro às vezes não
é, embora você jure que é, quais? Todos. Você sabe por que você tanto sofre com a sua mãe?
Quando ela fala algumas coisas, sabe por quê? Porque você não encontra direito, como assim?
Você esta lá para viver uma forma pré-determinada de encontro e aquelas possibilidades que
anuncia a partir daquele encontro e isso te faz sofrer. Uma frase feita pela sua mãe ou seu pai
é um culer totalmente diferente, por quê? Porque de onde vem não é indiferente, porque você
sabendo de onde vem de certa maneira, você esta ali de uma maneira pré-determinada para
viver aquele encontro, experimente gratuidade, experiente estar ali de uma espécie de não
saber a respeito de aonde vem, ou seja, da sua mãe do seu pai, isso perde o peso. Quando
você briga com João, o que acontece? Você só consegue fazer as pazes e às vezes isso leva
tempo, quando você consegue viver um encontro gratuito e quando você encontra João duas
semanas atrás você não consegue ouvi-lo de outra forma e vice-versa. Você só consegue ouvir
de diferente do que eu falo com você, se você consegue se desvestir das certezas do estar aí, e
isso trás um movimento diferente, isso é encontro.

Apropriação do existir as lutas causas fundamentais ser no mundo original tem a ver com que
a gente falou agora pouco, você lida com o seu pensar enquanto um produto e, portanto nada
é compreensível com o que você vê o mundo ou você lida com o seu pensar de como é o
mundo. Nesse sentindo a apropriação das quatro causas fundamentais não tem causa efeito, a
uma serie de elementos que fazer parte disso e, portanto tem a ver com o chamado produto e
não em uma relação causa efeito. Então essa questão das causas fundamentais são maneiras
bem legais para a gente perceber o qual complexo que na realidade a gente acha que é.

Crisostomo 17-02 (Parte 1)

Eu falei agora pouco que esse assunto às vezes é compreendido como sendo uma coisa aparte,
separada, diferente e que nada tem a ver com psicologia, porque se usa muito a arte para a
psicoterapia. A disciplina fenomenologia é um tipo de assunto, de abordar, uma expectativa de
pensamento no qual as coisas estão entrelaçadas e são concomitantes, então não é o
entrelaçamento linear, o que é entrelaçamento linear? É uma coisa antes e vem depois e
depois e depois e vem a ultima sem as quais não poderiam ser pensadas, isso é
entrelaçamento linear. Quando eu falo de uma articulação integralidade significa dizer que
falar de uma coisa é falar de todas juntas ao mesmo tempo e falar na segunda também resgata
a anterior das demais, ou seja, a fenomenologia trabalha com articulação de ideias que não
tem como você fazer uma linearidade de antes e depois aí a gente organiza de maior
complexidade possível, mais a rigor falar de uma coisa na fenomenologia é falar de todas elas
articuladas. E esse tema, esse titulo tem a ver com que a gente precisa compreender sem o
qual fenomenologia não faz sentido, não faz sentido fenomenologia se eu não consigo
perceber a intima relação da proposta fenomelogica com a chamada de desconstrução
objetividade e também não tem como perceber a importância disso para a fenomenologia se
eu não consigo ler isso aqui de uma maneira prudente, porque a gente é pouco prudente é
muito provável que só em ter projetado isso aqui muitas pessoas que leram foram
imprudentes, porque sabem o que significa isso aqui, dentro de um conceito tradicional, o que
é desconstrução e o que é subjetividade e, portanto o que é esse titulo aqui já estabeleceu um
julgamento, a gente é muito pouco prudente. Fenomenologia tem a ver com o lugar da
certeza, porque a gente só é imprudente, a imprudência tem uma relação intima com o lugar
de saber e poder, só que quem sabe muito, que tem certeza que sabe muito, se coloca muito
no lugar do saber do poder é que é imprudente, então eu tenho certeza que algumas pessoas
foram imprudentes e aí eu costumo dizer o seguinte, com imprudência a gente não consegue
aproximar o pouco da fenomenologia, a prudência é fundamental, porque a prudência tem a
ver com estranhamento no lugar de certeza, estranhamento no lugar do poder, prudência
fundamental. A imprudência tem a ver com o fato que da para ser rápido, da para ser veloz,
então assim, me da o conceito pra eu usar porque é usando o conceito que se resolve o
problema, isso é uma verdade que não percebe que é uma verdade, que se usa sem ser uma
verdade universal, mas lida como sendo uma verdade universal, porque é com instrumentos
que a gente resolve as coisas e nada melhor na psicologia com os conceitos como
instrumentos para resolver as coisas, e se tornar um psicólogo capaz e hábil. Isso é uma
verdade, como você lida com a verdade? Normalmente de uma maneira imprudente, então a
gente consegue compreender fenomenologia, primeiro passo é que sejamos mais prudentes,
mais cautelosos, menos presunçosos das verdades. Não da para não ter verdades, todos nos
temos as nossas, mais saiba que tem e seja prudente com ela porque elas não podem ser as
minhas, e não são, elas não são de ninguém, elas são suas, não tente fazer próteses de
verdade dos outros, porque o que é determinante para você ter essas verdades que seja como
são é a sua existência, portanto ninguém vê como você, porque a existência são diferentes,
portanto seja prudente com você mesmo, seja prudente com suas verdades, suas
intolerâncias, com suas presunções, com o outro na fenomenologia.

Fenomenologia é um modo de pensar, que ganha consistência na hora que vai se


desenvolvendo a partir de uma célula inicial, a partir de uma pedra fundamental, a partir de
um incomodo fundamental, a partir de algo que vai sustentar todo o movimento
fenomelogico, toda fenomenologia que é não pressupor, o que é pressupor? Verdade. Quando
a fenomenologia disser assim, será que vai da mesmo para pressupor? Porque a historia do
pensamento humano é uma historia de pressuposições, principalmente durante um
determinado problema que consolida a pressuposição fundamental da nossa cultura, onde
pressupõe algo ate hoje. O que que lá trás em algum momento estabeleceu como sendo algo
como pressuposição inquestionável e que todo o pensamento humano a partir naquele
momento, começa a edificar, portanto ela sustenta tudo, ser é igual a permanência, esta é a
célula básica, esta é o elemento fundamental de fundamento com esta na base da estrutura,
todo edifício do pensamento humano a partir do que eu compreendi com metafísica esta
ancorado nisso. Tirar isso derruba todo o edifício do pensamento humano que caracteriza a
cidade, a cultura ocidental, a cultura humana a partir do período do pensamento grego 500
anos antes de cristo. Mas alguém escreveu isso, isso aqui é um elemento velado, estruturante
do modo de ser, dele pensar, isso aqui é um elemento inconsciente no linguajar mais
compreensível, isso aqui é um elemento não apropriado, inconsciente que esta na base do
alicerce. Só que isso também é uma presunção com pressuposto, como assim? Ser é igual a
permanência é, ta em tudo o seu pensar nisso aqui, sabe porque? Porque você acha que as
coisas são alguma coisa, nem sendo algumas coisas o que elas são? É o que nelas
permanecem, quando alguém no primeiro dia que você conheceu, no segundo e no terceiro
dia apresenta alguns comportamentos a você, e você começa a ver no primeiro e no segundo
dia que aquele comportamento se mantém você começa a acreditar que conhece essa pessoa
porque tem coisas que permanecem então o ser dela é ser extrovertido, porque no primeiro,
no segundo dia que conheci, é a pessoa que fala, então assim, isso permanece, não permanece
o cabelo, o estilo de roupa, porque, portanto pra você as coisas, são algumas coisas, pessoas
são coisas passiveis de determinação, como se determina? A partir da tarefa recorrente a
você, ou seja, permanência Constancia e é essa Constancia que determina as coisas que
são,pra você ser é permanência. O que é ruim para você? Aquilo que constantemente você
anuncia como uma coisa legal, a permanência do não legal, por isso que você se afasta porque
aquilo não é bom, ser igual a permanência. O que é bom pra você? Aquilo que vivendo
cotidianamente traga boas recordações e percepções, o seu modo como relacionar com o
mundo esta estruturado nisso aqui, não chegamos ainda em ser diferente ou não. Podemos
ficar exemplificando o quanto isso aqui é estrutural no nosso pensamento, inclusive naquilo
que eu falei as coisas são alguma coisa e as pessoas são passiveis de dizer como elas são e,
portanto permanência, conhecer alguém é conhecer as permanências daquela pessoa.

A palavra ser deriva do que é relativo a ser, e o que é relativo a ser vira essência. Não da pra
você conseguir perceber totalmente dessa compreensão histórica e isso que te faz lidar
cotidianamente com as coisas. O sofrimento sempre esta ancorado numa fiabilidade desse
pressuposto, o sofrimento sempre esta ancorado em uma falta de estrutura permanente disso,
se ele esta ancorado e que essa pressuposição não da conta do viver, do existir, mas isso á
base na nossa cultura, essa é a base do pensamento, se as coisas são algumas coisas que é o
que nelas permanecem e eu não sou coisa e eu sou sujeito e o mundo ta no campo dos
objetos, eu to no campo disso aqui, porque minha essência é uma e a essência disso é outra,
porque essência disso é interioridade, subjetividade e a essência de subjetividade dela, basta
ter um permanente contato pra ver o que permanece definindo o que elas são. Quando eu
falei que pensar fenomenologia tem uma relação intima, aí eu falei prudência, a prudência tem
a ver “seja mais pressuposto com seus impostos” não seja não refém deles assim, é essa a
relação de imprudência de consolidação dessa pressuposição que não é vista e percebida,
porque você sabe o que é isso aqui e já fez o seu conceito e a sua relaço com o seu conceito,
sua verdade é uma relação impessoal, você não se vê, é uma importante característica da
psicoterapia. Então umas das questões da psicoterapia é essa questão que se vê.

Do caos se estala a ordem, vivemos em caos e ordem. O que é a ordem? A tentativa de


fechamento de um caos que fecha e depois abre de novo, desconstrução tem a ver com, não
tem como estabelecer uma ordem estável, uma certeza invariante, uma pre ssuposição que vai
valer sempre, porque acreditar em algo que vale sempre é acreditar que do ponto de vista do
ser humano alguma coisa permanece é hábito. Então passando o caos e a ordem é passar em
uma construção de uma ordem do caos com certeza para uma certeza de determinadas coisas,
desconstruir é não saber se vamos dar esse passo, o passo é uma possibilidade de sentido e
não uma envaliancia universal generalista, o passo é apenas uma possibilidade de se relacionar
com aquelas coisas naquele jeito, desconstruir, portanto não é negar ou jogar fora,
desconstruir é sustentar uma dimensão que nenhuma ordem estabelecida ta contando o caos,
mas você vai estabelecer ordens o tempo todo, essa é a dialética causa e ordem, desconstruir
a sustentação da dinâmica é que não a permanência, a possibilidade de sentidos, então
desconstruir não é negar, desconstruir é não afirmar é diferente, não afirmar não é negar.
Então desconstrução não significa dizer negação, desconstrução de uma compreensão de que
a algo que caracteriza pela sua permanência o ser desse ante que somos humanos se
caracteriza interioridade chamada àquilo que é inerente ao sujeito, ou seja, subjetividade.

Lembra que eu falei no inicio da aula de arte e pra pensar na arte no sentido de não
metafísico, pra pensar espiritualidade no sentido não restrito do que a pessoa faz e que,
portanto acho que é ate igual a religiosidade é importante conseguir a caixinha, que na maior
parte das vezes encaixa e vive dentro, desconstruir portanto subjetividade é ter prudên cia,
cautela com aposta histórica com essa nuclearidade que nos constitui, desconstruir isso é ter
um pouco menos de presunção e relação dessas certezas históricas. Desconstruir alguma coisa
é desconstruir-se, porque desconstruir alguma coisa é desconstruir o que é aquilo pra você,
porque sempre as coisas são para você, desconstruir vem a questão do desapego, desapegar
não das coisas é desapegar daquilo que tem sentido para a gente, é desapegar-se de você, a
desconstrução não é a desconstrução da exterioridade, porque não a exterioridade sem uma
forma de ser vista que, portanto tem a ver com interioridade, desconstruir portanto é o
primeiro movimento que começa fundamentalmente com você, de você para com sentido de
cristaliza no que as coisas tem.

E aqui a gente trás o que já falamos diversas vezes na disciplina que é a ideia de ser humano,
que assim como isso daqui a gente olha pra ca sem prudência atropela no lugar da certeza, no
lugar de que as coisas são algumas coisas e já sei quando bato o olho quando é presunção
humana.

Crisostomo (2° parte) – 17-02

Por isso que isso não entra sendo algo do “em si” Sartre, isso entra em algo do para si, a partir
de um encontro que é o que? Existência, é o que somos, então essa expressão aqui é a mais
pura, então eu volto la no que você perguntou,é a mais pura clareza, porque só é sustentável
se tiver coisas que permaneçam, e ai não é só arvore,dinheiro, psicologia,
felicidade,alegria,tristeza, amor, seja la qual for o objeto pensável, seja ela dita material ou
abstrata, qualquer coisa pensável portanto, mundo é sentido, porque na materialidade arvore
existe em qualquer sentido que seja,então já é anterior a isso, então isso aqui é a expressão
mais clara de que efetivamente essa aposta é uma aposta perigosa e que nos torna autônomos
a nos mesmos, nos torna impessoais em relação a nos mesmo, nos torna certos baseado na
verdade e no saber, que na realidade não há uma relação de sentido envolvido com as coisas,
você simplesmente entra em contato e ver o que elas são, e não o que eles realmente são, são
apostas históricas e se são apostas históricas são formas de ver, eu não percebo que eu sou
uma aberta contaminada historicamente que ver as coisas de um jeito e não de outro, ai essa
historicidade acontecendo dia a dia faz com que essa abertura va mudando e as coisas vão
entrando de forma diferente, a mesma coisa muda, olha pra você, sua vida é a prova disso
aqui, porque você hoje ver a psicologia de forma diferente, ver namoro de uma forma
diferente, ver o que quer que seja de forma diferente, esta abertura se constitui
existencialmente, ela muda o tempo todo, se tem algo que permanece e a permanência e
consequentemente o que se mostra a ela e é visto como é visto.

Portanto não a permanência, se é que pode pensar em permanência é a permanência do


impermanente, o que somos ser no mundo, trás problemas? Trás se você tem 20 anos, 30
anos, não importa, e se você a 20 ou a 30 anos lida com o mundo com a forma culturalmente
prevista e a gente é massificado, papai e mamãe desde que nasce, culturas, escola, sociedade,
família, universidade e tudo mais, é evidente que balançar essa estrutura te balança, e te
causa mal estar, te trás insegurança, não tem lugar de segurança, mais lidar com as
possibilidades históricas tais quais surgem de uma maneira enquanto possibilidades é base pra
essa maneira de lidar com o mundo de uma forma que talvez você consiga lhe dar menos mal
com essas desestabilizações, que vai acontecendo o tempo todo, não tem como não
acontecer, porque você não tem controle, não a uma previsibilidade possível, o que que é isso
aqui, se não uma busca de dizer que as coisas são previsíveis, apenas isso, o que se aposta com
as verdade históricas e temporais, não existenciais, é que o mundo é previsível.

Nada é presivel, porque qualquer coisa estar no campo sempre do que, do existencial um
pouco menos de presunção seja fundamental para que a gente consiga viver bem, como
assim? Pressuposição, eu comecei a aula falando disso, questão fundamental para a
fenomenologia para que se compreenda, ou ser prudente com as pressuposições, a gente não
é prudente, nos somos prepotentes (lugar do poder, lugar do saber).

Agora mais uma vez voltando na questão do Carlos na questão do sofrimento, isso não é um
desinvestimento por exemplo do saber, qual é o lugar do saber do conhecimento da
historicidade, das perspectivas históricas, das filosofias, dos modos de ver, lugar do
conhecimento instituído, das disciplina, esse lugar é fundamental, desconstrução não é
negação, então qual é o lugar, qual é a importância e qual é o valor do saber, de você passar
pela faculdade, de você compreender historicamente conhecimentos que vão se
desenvolvendo e que podem nos ser úteis, podem nos ser interessantes importantes na nossa
relação com o mundo, fundamental, o lugar do saber é muito importante, pra permear nossa
relação com o mundo de alguma maneira com algum tipo de orientação, não estou dizendo
portanto que desconstrução é negação e que não é fundamental você passar por aqui e
aprender uma porção de coisas, lhe dar, entrar em contato com varias coisas, que são
conhecimentos historicamente envolvido, pessoas passaram suas vidas pensando e fazendo
isso.

Então a questão fundamental talvez seja a prepotência que estes saberes geram, porque
historicamente mundo é sentido, historicamente se anunciam, mais como lhe damos com eles,
como lhe damos com os saberes, que pode ser cientifico como pode ser também um saber do
cotidiano, historicamente como lhe damos com eles, lhe damos de uma forma perigosíssima,
lhe damos de uma forma de que eles nos garanta certezas para uma previsibilidade futura
pautada num eventual permanência e por isso eles nos dão a sensação de segurança que de
vez enquanto vai se abalar, então não a problema com isso,o saber é fundamental, mais a
relação com ele sofredora de um não sofrimento ta no pode estável, controle, previsibilidade, ,
então no dia que o paciente sair do consultório e não voltar mais, você se sente arrasado,
porque você jurava que era muito bom, ate a pessoa não voltar , então, “ se rá que eu sou bom
mesmo”, então deixa eu olhar para a estatística 99% não foram embora, então eu sou bom,
eu desprezar, porque no fundo eu sou bom, eu tenho a certeza garantidora do meu
conhecimento de que eu sei o que eu faço e isso é bom, que isso da re sultados que dizem que
estou no meu controle, esse é o problema, você não tolera sofrer, e isso tende a bater muito
pior do que bateria se você lhe dasse direito com essa possibilidade a questão é, cuidado com
você, psicoterapia gente é apenas isso, existe uma simplicidade ai, a questão da psicoterapia
sabe o que é, é você se tornar menos problema, a questão não é o outro de Sartre, a questão
não é o outro que esta e o outro que te chega de uma forma possível, portanto,
abertura,existência,você, o problema da psicoterapia portanto nada mais é do que tua forma
de enquadre, então a questão não é casar ou não casar, ter filho ou não ter filho, o que é isso?
O seu discurso é do mundo em geral, discurso da totalidade, mais na a mundo geral, so a o teu,
só a isso pra você, impermanencia.

A questão fundamental da psicoterapia o que é? Você, mais você chega la pensando nisso? O
problema da psicoterapia quando você chega la é o mundo, são as pessoas, é o teu trabalho, é
o mundo em si supostamente, desculpa, não tem, a uma simplicidade ai de base de que não a
permanência do que é trabalho, isso sempre vai se dando, então nesse sentido você não fala
do trabalho, você fala da tua forma de perceber o trabalho. O mundo chega através da boca
dela, porque ela acredita que ela não ta falando dele, ela acredita que ta falando de mundo,
não esta , ela ta falando de uma forma singular de uma apreensão disso, ela ta falando dela,
você fala de você o tempo achando que ta falando de mundo, so que você não sabe, ai que
vem a questão da auto experienciação, ai que vem a questão da tomada de consciência, sair
do velado e ir para o explicito dela, ai que vem pra se encontrar, para se sentir, e se julga
muito singular, eu sou muito diferente, cheio de certezas desse jeito? Cheio de certezas que va
driblar o sofrimento? , que esta no controle? E que sabe o que é melhor, se eu acho que
ontem você sabia uma coisa oposta a essa, ingenuidade, é claro que isso é um processo,
evidentedemente isso é um processo histórico, isso é um processo de desconstrução que
envolve tempo.

“Edmund Russefun” ( não sei como escreve0, foi um filosofo alemão,que foi o criador da
fenomenologia, e essa historia aqui em uma conseqüência disso, ta presente nessa palavra, na
idéia de intencionalidade para ele.

Uma historinha de dois minutos, o Russefun, ele pensou assim, ele se questionava em relação
ao movimento muito importante da época chamado psicologismo, e o que se entende por
psicologismo, valorização de dinâmicas psíquicas, então quando eu falo de lógica isso é
psicologismo, quando eu falo de razão isso é psicologismo, quando eu falo de personalidade,
isso é psicologismo, ele se incomodava com isso e ele começou a se incomodar com isso a prtir
de um contato que ele teve com determinados tipos de professores e literaturas que
questionavam isso, então eu só posso pensar lógica,razão,personalidade, nesse sentindo que
esta se pensando numa perspectiva macro(universal)e só dentro dessa perspectiva que eu
posso pensar que uma coisa possa ser lógica, é só dentro de uma perspectiva totalitária,
macro, universal que eu posso pensar em razão, pra dizer que uma coisa é racional ou
irracional, pensar nessas coisas, ou seja, psicologismo, esta acentado na possibilidade de uma
determinação de ser do ser humano, então ele vai dizer o psicologismo é um problema, e ele
não se dar conta disso e ai surge essa palavra, a relação homem-mundo é uma relação
intencional mais a palavra intencional aqui tem que ser compreendida direitinho, toda
consciência a rigor é uma consciência de algo, e qualquer coisa pensável só é para uma
consciência, aqui existe uma correlação dialética, toda consciência é consciência de algo, logo
não a consciência em si, porque pensar consciência como algo em si já é para ágüem tem se
objeto pensável da consciência dessa forma, isso não é fenomenologia, , ele vai dizer que toda
consciência é consciência de algo, logo isso aqui não é um pólo inicial,apartado e separado do
mundo que começa a entrar em contato e as coisas entram, ele vai falar que existe uma
correlação originária, não tem o não pensar em si disso, todo pensável já é para uma
consciência e toda consciência já é a partir do pensável, o que ele vai dizer com essa palavra
aqui portanto, não tem como não ser intencional, contaminada por nos, você não tem como
pensar em coisas para si, para com isso, e isso que você pensa em um suposto em si é apenas
uma forma de pensar isso contaminada por você, e sempre um em si para si, se existe um
pressuposto é o da correlação, pode parecer uma contradição, não a pressuposto s, porque
tudo so é para alguém, mundo e você se confundem, por isso que você não ver você, sem
saber, achando que ver mundo.

O que ta la e independe de mim é uma crença histórica, é uma verdade histórica, , uma
verdade existencial , não é uma verdade universal, como um todo, da idealidade, porque não
tem idealidade, só haveria idealidade se pudesse haver formas semelhantes de vivência de
algo, aquilo que ta vale pra todo mundo e é o mesmo para todo mundo, então a partir disso
daqui, pra ver o quanto esta entranhado na gente cotidianamente e é esse o entranhamento
que nos da a possibilidade de um recuo, e um exercício de se perceber e você só se percebe se
vc sai do lugar que esta , se você viver agarrado em um lugar de certezas e sai dali você não
consegue, você não tolera, então esse recuo é fundamental para que você consiga fazer
alguma coisa com vc, aderido a isso, e quando você faz esse recuo psicológico você percebe-se
possibilidades históricas de sentido e só essa percepção já te dar outras relações com elas , só
em percebesse já tem experiência muitas interessantes desse primeiro movimento,

Crisóstomo 24-02

Eu me recordo que no nosso ultimo encontro a gente começou a trabalhar um Power point e
não terminamos. Cujo título era “Arte, espiritualidade e clínica” que a gente começou a falar
sobre arte. Voltando, vocês sabem que o que vocês lêem aqui com a gente, que essa disciplina
trata de uma temática um assunto de uma forma de compreensão das coisas que ela não é
senso comum, ela é um pouco mais marginal, periférica, ponto de vista conhecimento. O título
mesmo já fala sobre isso, que é uma espécie de convite a ter uma certa cautela de maneira
resoluta, realizadas no dia a dia, uma delas são as compreensões que nos fornece diariamente
que é uma certa noção de homem na subjetividade. Eu costumo dizer que o nosso
pensamento costuma partir de uma relação geral que não é objeto de problematização, que é
Sujeito-objeto. Então quando eu falo que os nossos pensamentos na maioria das vezes partem
de uma perspectiva subjetivista, é pq é verdade. Homem é sujeito, as coisas do mundo é
objeto e a gente se relaciona com elas. A ciência nasce disso aqui, que a ciência nasce para
investigar um determinado objeto. Então o objeto chamado números nasce o objeto chamado
matemática. O objeto chamado relações sociais, nas um objeto chamado sociologia. Então tem
se, parte de uma suposta relação mais geral, inquestionável. A gente geralmente parte dela,
que tem que pensar sobre isso que é a relação sujeito-objeto. Ela é filha, proli de uma relação
anterior mais geral, que é chamado homem-mundo. Homem é homem, mundo é mundo e aí
você não nasce, um dia você nasceu, entra no mundo, o mundo estava te esperando, você
chega e entra. Ou seja, em um compreensão racional de uma separação possível desses dois.
Homem e mundo são distintos e mais que isso, separáveis. E aí o fim disso é na relação sujeito-
objeto. Nasce a ciência pq os diversos objetos vão receber um conhecimento que é trabalhado
e descoberto por esse cara chamado sujeito. Isso é uma relação mais geral. É a partir dessa
relação que faz sentido essa palavra(subjetividade). O polo sujeito tem uma característica que
os outros objetos não tem que é a subjetividade. Só faz sentido pensar e usar esse termo no
ponto de vista de consistência de pensamento, bebendo na fonte e forçando a dicotomização:
homem-mundo, sujeito-objeto.

Falar de subjetividade é falar de algo que é interior de cada um de nos e é, portanto torna
nesse momento um objeto de investigação que a gente vai estudar, a subjetividade. A
desconstrução aqui portanto é uma idéia de problematização disso que é a noção de
subjetividade. Junto dela, intimo dessa noção do pensamento estão as outras noções também
que são muito forte, que são preconceito, preceitos, pré reflexivos, que a gente não percebe
que apenas de uma maneira muito resoluto e alienada a gente reflete no nosso cotidiano. O
que vem pendurado por exemplo nisso aqui? Uma dicotomização, por exemplo, é interno
externos. Não faz sentido pensar subjetividade se você não pensa, lançando mão junto disso a
dicotomização interno e externa. Então assim, pendurado nisso na idéia de subjetividade vem
determinadas coisas que igualmente, tal qual isso preceitos perigosos, que lançam mão de
determinados tipos de preceitos perigosos, dente eles, a gente vai chamar de dicotomização,
ou seja, de que você não tem dúvidas pra usar as palavras dentro e fora. Você não tem
dúvidas, não é? Vai ter dúvidas pq? Eu to dentro dessa sala e minha mãe ta fora, la na minha
casa. Então isso resolve, tem certeza que resolve? E se de ontem pra hoje a sua mãe sofreu
uma fratura e você veio pra aula hoje. Eu pergunto: você ta tão dentro hoje como estava
ontem antes dela cair? A noção de interioridade de espacialidade dentro e fora, ela é relativa,
subjetiva no sentido de, puramente relacional.

Exemplo: alguém que esta em Roraima pode esta muito mais dentro da aula, pelo computador
do que quem esta aqui na minha frente. Essa pessoa pode esta vivendo esse encontro
extremamente intenso, que talvez você não esteja pq sua mãe esta com um osso quebrado em
casa. Lembra do dentro, fora? Que é tranqüilo resolver problema dentro, fora? Não é
tranqüilo, isso não é uma obviedade. Essa dicotomia da história da metafísica, objetivo,
subjetivo, dentro, fora, certo, errado. Isso não é simples assim com forme a gente acha assim,
é lançar mão. Desconstrução por tanto da noção de subjetividade da noção é um
estranhamento, cuidado de certa maneira foi acostumado a fazer e faz até hoje pq não foi uma
maneira tão simples assim. Então, falar de interioridade é coisa complexa. A própria questão
da interioridade, como fica a questão da subjetividade? Então essa noção do interior e
exterior, subjetivo, objeto, ela é pelo menos cuidadosamente a gente precisa saber da
subjetividade.

Você achar que o que você vê não carrega veladamente os pressupostos é simplesmente você
ser um alienado, apenas isso. Isso é psicoterapia, é um golpe fundamental. Como que você vai
querer propor alguma coisa que você nem sabe o que é? Que você se que r gosta? Enfermeiro
tem medo de sangue, complicado né. Então, pensar sobre isso é pensar sobre essas práticas
não atualizadas no cotidiano que não tem só a ver com a psicologia, psicoterapia.

Desconstrução aqui não é negação, é estranhamento. Portanto uma problematização, pq


permite isso, primeiro o fato de isso aqui se contamina mutuamente. Portanto você só
consegue ver o que projeta e vê a partir da projeção que acha que vê a coisa. Isso é ser no
mundo. O mundo é sempre setorizado a partir de quem vê, nunca é o mundo em geral,
portanto não tem algo lá que é independente de mim, é algo que só é visto dessa forma pq
sou eu. Você é co-construtor da realidade de vida a qual você faz parte. Não é um pólo, como
se fosse jornalisticamente falando sobre os fatos, não há fatos. Não tem haver com a memória,
com existencialidade, não há fatos. Não há fatos, pelo fato de que o mundo em geral, só o
mundo percebidamente possível a partir de uma existência real, é a relação constitutiva é
mutuamente compertencente sujeito objeto. Então isso desfaz qualquer pretensão de
impessoalidade comum. Você visualiza o que tem a ver com você, só que você esquece, não
sabe disso, simplifica falando “não, não sou eu”. Desconstrução da noção, portanto, essa
questão da interioridade é algo em equívoco. É a partir de uma forma que consegue que há
dentro e fora. O nome disso é (não entendi 19:30) é algo prospectivo. Isso ganha eco também
no que a gente falou anteriormente.

Intencionalidade que é pra esse caso que é chamado o pai da fenomenologia. O que o Russel
vai iniciar a pedra fundamental inicial da qual tudo parte da fenomenologia e a partir das
leituras de textos gregos. Ele vai dizer o seguinte: a relação homem com o mundo não nos é
intencional é uma relação que existe sentidos envolvidos sempre. Não há neutralidade
possível, não há não contaminação. A noção de intencionalidade se manifesta em uma fase
simples, toda consciência é consciente de algo e todo algo só é para alguém que consegue
computá-lo. É a mesma noção de sujeito e objeto, ta. Na fenomenologia a palavra consciência
não é uma noção de pobre interior que é isso daqui. Aqui, já é consciência pra alguém, já é
hibrida, não tem consciência em si. E quando você acha que pode pensar em consciência, você
pensa em uma consciência de um mal que ta lá que a gente vai estudar. Só ta lá pra você pq é
partido de um principio de uma lei. Já é objeto pra alguém de alguma forma, já é intencional.

A palavra hermenêutica tem a ver com sentidos, a existencialidade da essa tonalidade de


sentidos, ou seja, a existência ela é hermenêutica, a existência é impreguinate dos sentidos.
Então na realidade ela impreguina muitos sentidos, o sentido não ta lá pendurado na árvore, a
palavra arvore não diz nada daquilo, porque diversos encontros possíveis com aquilo serão
vividos inclusive no objeto, não no objeto, é uma coisa considerável, não é uma coisa
considerável.

“somos hermeneutica” temos uma afirmação disso, não temos como não ser hermenêuticos,
no sentido assim: da pra você, será que você consegue olhar pra alguma coisa, pensar em
alguma coisa já nesse primeiro momento, isso chegando de uma forma e não de outra. Se isso
chega de uma forma e não tem outra, tem a ver com uma maneira possível de um encontro,
que daqui a pouco pode mudar . Tem como a gente não impreguinar de alguma forma tudo? É
o que a existencialidade hermenêutica vai dizer, não tem. Falar sobre isso ta impreguinado
disso, só que não sei. A gente trata o mundo como o mundo desde quando a gente nasceu e
cresceu assim, as coisas são as coisas independente de mim. Aí as pessoas falam assim
“vivemos em um momento de crise de valor”. Tenho um exemplo extremamente claro sobre
isso, pq hoje em dia o que é Ser mulher? “é tudo” o que é ser homem? “é tudo”. Tudo é
possível, não tem estabilidade. Qual é a maior das estabilidades históricas que você já pensou
pra transcendental? Deus. Você errou, tão querendo matar o papa Francisco pq esta mudando
tudo. Não é maior das estabilidades?! Estabilidades são apenas uma apreensão histórica como
o pede. A verdade é histórica, como você também é histórico. Portanto o nosso olhar precisa
conservar essa abertura para circunstancialidade do seu olhar, portanto é existencial.

Aí eu entro em uma segunda prancha, com o título: dialética e verdade. A palavra dialética é
uma palavra comum, tem a ver com o fato não excludencia, de excluir. Ou seja, que as coisas
não se excluam. Dialética e copertencimento. Como assim? Você acha que o bem exclui o mal?
O bem só existe pq existe o mal. Então como assim, uma coisa exclui a outra? Nenhuma das
possibilidades de sentido dão conta de um todo a ponto de retificá-lo, terminá-lo, cristalizá-lo,
sensibilizá-lo, estabilizá-lo de uma forma estática e moral. Então, nenhuma possibilidade de
sentido exclui qualquer outra possibilidade de sentido, porque qualquer uma dela é
puramente existencial, qualquer coisa que alguém ver é apenas alguma coisa que alguém
consegue ver e que o outro consegue ver uma coisa diferente desse. Encontrar uma
possibilidade de sentido que esta dentro das coisas e que vai dizer a verdade sobre elas,
esbarra no problema do dialético. Vocês trabalham com a verdade que existe interna
intrínseca a coisa não é dialética, porque aquele sentido exclui os demais, joga fora.

Dialética e verdade pq? Pq vive um com o outro, só é dialética pq não há estabilidade de


verdade, existem as situacionais. Isso aqui é algo que não tem um caráter de estabilidade de
atemporal. Isso só é algo que da ao tempo todo existencialmente posto, mas é vivido como
sendo algo estável. Aí surgem os problemas no cotidiano, você começa a ver que as coisas são
diferentes do que você pensa, as pessoas vêm diferentes do que você vê. Por isso é dialética,
pq nenhum sentido esgota a função de outro sentido. O ser humano é esse campo de
possibilidade de sentido. A verdade é algo que reside dentro das coisas. Não há discurso
estável pq esta sempre dentro da possibilidade de sentido, e aquilo que é maravilhoso naquele
momento pode ser o fim da sua vida em outro, ou pra outra pessoa.

Clareira, pq clareira? É um termo, uma expressão que é sinônimo de ser-no-mundo, também é


sinônimo de horizonte de sentido. Ex: uma lente rosa, rosifica o que eu vejo. Tira a lente e
coloca a clareira, ela é uma forma de olhar que você já viu outra coisa, que você perceba dessa
forma e não de outra, pelo menos agora. Então, isso que você percebe agora desfaz a certeza
da sua forma possível de percebê-la e essa forma é hermenêutica existencialmente. Tua
clareira que é a partir da qual as coisas te chegam e você ler impreguinado é o que da sentido
as coisas que a hermenêutica tem. Eis a idéia ser-no-mundo. Na realidade há um determinado
tipo de problema, um nível de problematicidade que resolve problema, mas não da conta do
problema total.

Guelaceirrate(não sei como se escreve) a tradução é serenidade. Ela é utilizada no seguinte


contexto, quando Haiddeger vai fala que uma das formas possível da gente se relacionar com o
mundo da técnica, mundo de pensamento calculante. O mundo da técnica que é o mundo do
pensamento moderno e pos moderno, pra ele, mundo caracterizado por isso, ele vai chamar
de guestel, que se caracteriza pela acumulação, exploração e provimento... você vem pra cá
pra acumular conhecimentos, você não veio pra cá viver um encontro, você veio explorar,
tirando o que você aprendeu. O pensamento que calcula o que serve e o que não serve. O dia
que você achar que o que estou fazendo aqui não serve de nada pra você, eu perco o sentido,
você dorme, não vem, faz tudo, mas não esta aqui comigo, isso é a técnica que vc critica e que
vc faz igualzinho.

Essa é um tradição, do pensamento moderno e pós moderno que é mesquinho a mentalidade,


a isso ele vai chamar de gestel, ele vai falar em gelaseinheit que tem como tradução a ideia de
serenidade é dizer que, ta tudo bem, não dá para dizer não a determinadas coisas, não dá para
dizer não ao pensamento técnico, calculante, não da para dizer não á isso que faz muitas vezes
pode ser importante.. o sujeito e a comunidade se coorpertencem.

As pessoas não sustentam o movimento. Que é difícil caminhar para elas mesmo, o
movimento na maior parte das vezes é de viver a vida como se vive.

Se rompe com a técnica: SERENIDADE, o que se diz é que não existe uma forma possível de lida
com esse apelo histórico com a demanda histórica, que constitui fortemente nosso mundo que
não seja de uma forma resoluta. A noção de desprendimento, é possível dizer sim e não há
qualquer possibilidade histórica, e o que é dizer sim e não? É possível eu ser professor tal qual,
a previsão do que é ser pela técnica, e atender a formalidade do sistema, tudo isso pode. O
romper, portanto a desconstrução não é de negação de possibilidade. A descontração é essas
possibilidades históricas, não esgotam nenhuma possibilidade de estar aqui, então eu sou um
professor do ponto de vista formal, mas eu posso ser extremamente aberto com essas
relações institucionais formais, e portanto a minha forma de esta aqui pode ser aquela que
não etsá previsto, dar conteúdo, ser mensurado por uma nota, da uma formação que te
permite dizer que agg vc é um profissional..

A questão é qual a sua relação com o pensamento calculante, ou seja, apenas um redutor de
realidade para ser, uma explicabilidade linear ou que vc vive isso de uma forma que faz parte
da sua vida, que faz parte com o mundo, agora o que isso garante sobre nós em relação a
cultura? Nada. Não tem fechamento que determine isso. Isso é o sim e o não da serenidade. O
modo sereno é a tua demanda do que é se forma e consequente mente eu entro nessa
historia? Sua demanda é a do senso comum, que vc veio para cá buscar coisas, para buscar em
prática quando se formar. Vc vem buscar técnicas para colocar em pratica.

Como eu lido com essa demanda? Me dá o que eu quero? Não está posto. Cada qual vem para
cá e faz a mesma coisa? lida com a mesma forma? A mesma demanda? É isso que faz o não
fechado, é isso que faz com que o fato de dizer sim ao fato de estar aqui é tbm dizer não ao
fato único de estar aqui de uma forma pré-determinada. E portanto o que que eu faço com
essas demandas e que pulsam que são sociais forte, não está posto a ponto de dizer é
sociedade, cultura, o que eu posso fazer? A serenidade é o que vai permitir dizer, sim e não.
Ao mesmo tempo, vc é e vc não é. Ao mesmo tempo que vc é mulher vc não é mulher, pq vc
sabe que diversas situações da vida vc vê as coisas que não atribuía ser mulher, ou aluno ou
campista.

Ao mesmo tempo que vc é, vc não é. E não esgota, vc já é um não sendo, vc só não vê.
Serenidade é esse sim e não, é lidar com esse mundo que está ali sem que eu consiga em um
exercício preservar uma liberdade existência, que não esta dado em um a maneira de como eu
vou lidar com ele.

É lidar com esse mundo que não escolhemos, o que isso pré-determina? Pouca coisa, pq a
maneira como a gente vai lidar com essas coisas é puramente existencial, mesmo que seja
uma maneira,existência naturalizada de que na verdade, isso é assim.. isso tbm esta no campo
da liberdade existencial, ela não é melhor nem pior, ela tem sua especificidade. Só que a
apropriação dessa possibilidade é precária, pq a gente não vê o sendo de varias forma possível
a gente jura que é verdade começa a brigar. A questão fundamental, portanto não é a
possibilidade de sentido, é como vc se relaciona com ela, pq se for de uma forma impessoal,
não há abertura para sim e não é só correspondência para o que ta ai, e ai vira relação de
causa efeito, essa retroalimentação de ausência de autenticidade.

Poieses: produção: é o campo d a poesia, de uma produção, que se dá em cima de uma


experiência autentica.
vc não só produz coisas quando vc pega um papel e desenha alguma coisa,vc produz o tempo
todo. Pq q pensamento não é um produção, se vc não para de pesar vc não para de produzir.
Vc não está desenhando.. Pensando agora que viver é estar produzindo, essa produção não se
dá na ideia de produção no campo tradicional, que é um produto que é fruto do subjetivo. É
uma exteriorização de algo que se da no primeiro momento e eu externalizo isso de uma
forma pratica: eu a produção: eu penso alguma coisa eu produzo. Produção não é sinônimo
exclusivamente disso, pq vc produz o tempo todo, vc está planejando sua produção tempo
todo? Ex: pensamento, sentidos, modo de lidar com a realidade. Isso esta sendo arquitetado
conscientemente de uma forma apropriada guiada por vc? Não!

Produção é algo que se dá naturalmente. Se a gente produz o tempo todo, inclusive de forma
que não se esgotam de forma volitiva, essa produção pode ser mais ou menos sustentada por
uma postura serena, que sustenta sim e nãos, que sustenta um encontro portanto que se
esgota através das possibilidades dadas pela cultura que está supostamente certo. Portanto a
produção da POIESES que tem haver com arte, o que a arte fala para gente? o que trás
possibilidade de sentidos nosvos? Sai de enclauzurament? O que aponta possibilidades de
sentidos? Pq essa produção da arte é uma produção única singular que não ta posta nas
regras, a produção da poieses é uma produção que sustenta não regra. É vc que é o criador o
tempo todo que forma que não é uma reprodução, é vc ser vc através daquilo que vc ta
fazendo. É uma forma de viver uma experiência de encontro e o que isso te possibilita em
termos de fazer alguma coisa. pq q a arte potencializa? Pq a arte está trabalhando com uma
dimensão do não dado, do que não está certo previamente, do que a cultura diz do que tem
que ser, ela ta no campo da densidade, do permitir-ser, que aqui se anuncia uma existência
menos fechada por muros de certezas e de verdades, é justamente por isso que a arte é
positiva no sentido prepotente. Mas que estra outro sentido que é deixa ser, se solta, não se
esgota nas possibilidades que vc está sentado.. deixa ser.. a arte sustenta uma relação de
serenidade dos não postos e isso é fundamental no campo da psicoterapia. Pq este de certa
maneira contribui para uma experiência autentica de autonomia do sentido de libertação e de
uma expressão que não está pré determinada de formas únicas, do falar do escrever .. livre
expressão tem haver do sim e do não. Tudo pode na possibilidade do encontro: POIESES.
Então por isso que é libertador, trabalha com o enlarguecimento dessas barreiras prévias que
é determinado pela cultura.

E na patologia isso é muito forte pois existe uma aprisionamento patológico, é possibilidade
de viver e sentir-se na possibilidade de um encontro que a arte permite: a poieses. Por isso
que ela é potente sendo uma espécie de libertação.

O artista é que vive uma experiência uma experiência de liberdade. Artista no sentido genérico
do termo. N é aquele que se permite uma gratuidade de um encontro que ngm vive por ele
com ele e que, portanto é um momento de pura autenticidade. Tem uma confusão homem
mundo na arte. Produtor e produto, eles meio que se confundem é o campo da arte da
poieses, uma produção não liberativa. É um lugar de não posto de certezas é um lugar de
permissão ao que se dá a si mesmo. Sendo uma experiência eminentemente artística e,
portanto não é vivido por ngm sendo libertadora.
Arte é produção de poieses, mas que se dá por uma permissão de uma libertação de um
permitir-se. Nesse sentido a inspiração artística não é o que vc pensou, é um momento de
libertação que faz produzir. É um exercício de libertação que a inspiração vem.

Consequentemente é um dentro e fora: filosofia da diferença e a esquizoanalize. Foucalt,


Deleuze e Guatarri: experiência de fora: é isso aqui, dentro e fora, imanência transcendente. É
a possibilidade, é o sim e não; é eu estou, mas não estando, é o sim e o não. É o dentro e o
fora.

Passagem: espiritualidade é nada mais que uma relação da imanência transcedente: é o dentro
e fora. Vc está tão fora quão mais dentro vc esteja. Tão mais transcendente quanto mais
imanente esteja: espiritualidade. Vive-se imanente e transcendente ai temos diferentes tipos
de religiões mas a crença ao se dá acoplada no sentido de religião, ela se dá disso , de uma
experiência de despertencimento que acontece em qualquer lugar. Espiritualidade enquanto
um ser não sendo, uma libertação dita e vivida de formas diferentes, mas o conteúdo se
propõe a ser o mesmo, vive-se essa experiência de modos.. e por isso religião é poder
rebanhamento, e aqui é experiência é outra e espiritualidade.

Isso é imanente transcendente isso é um dentro e fora, por qualquer que seja sua experiência
espiritual, ou como vc á faz, vc não faz nada mais que um dentro que te leva fora de fora um
fora que te leva dentro. Pode escolher se vc que transcendente imanente ou imanência
transcendente, é dialética.

Dentro fora, libertação, ampliação de possibilidade de sentido, isso lembra psicologia,


psicoterapia. Se psicopatologia pode ser concebido como aprisionamento. Psicoterapia e
espiritualidade so sentido latusensus são constitutivos. Se psicoterapia é libertação, tudo que
vc vai buscar na espiritualidade é libertação na questão da religiosidade.

Tudo que busca é uma libertação de vc. O que vc busca é a experiência imanente-
transcendente. É a experiência psicoterapia. Mas alguém pode fazer isso por mim? E isso aqui
quem faz por nós? É o padre o pastor.. Quem que consegue fazê-lo, viver essa experiência
aqui, sem que deixe de envolver um movimento seu, sua permissão, uma busca: ngm
consegue 9proporcionar uma experiência a vc sem que vc queira, permita, faça.

Cuidado com a pretensão de que vc está no controle. Não tem como dizer as possibilidades
históricas, mas dizer sim e não a elas, é uma experiência de pouca presunção de prudência.
Sofre mais não sendo prudente, esse lugar da certeza do controle, do sujeito homem mundo,
esse lugar é o de reforçamento. Aqui embaixo da experiência iminente transcendente é uma
experiência de libertação, em um grau histórico possível, esse exercício de uma apropriação
rigorosa do que é o existir que é respondente a abertura que na verdade fala muito mais
sobre mim do que sobre elas . Exercício de uma libertação, psicoterapêutica. É por isso que
qualquer coisa pode ser terapêutica. Por isso é um movimento que ngm controla, movimento
imanente transcendente. Não tem como controlar. É como se eu tive aqui com alguma
pretensão de que certamente é bom para alguém. É muita presunção. Sinceramente não faz
diferença se vc me ama ou me odeia. Pq amar é o que é possível nessa relação que tem
comigo e odiar a mesma coisa e isso não está no controle, o qual suficiente no controle. Pq no
momento a única possibilidade que vc tem de encontro comigo é essa. Portanto não está em
mim. Então se eu venho para as sala de aula com a pretensão de que isso é bom para pessoas.
Eu estava ferrado e isso acontece. E isso revela uma existência possível, um sentido possível.
Terapia e a mesma coisa. Nada como tudo possível aqui, tbm reside aqui a possibilidade de
muita coisa pode ser feita por vc. E ao mesmo tempo que pode não ser nada de supostamente
positivo, pode ser bom. Como saber disso antes? Não dá: então eu me proponho a estar aqui.
Pode muita coisa e pouca coisa, pq não d á para ter certezas prévias.

A imanência e transcendente e a poieses se misturam? Poieses é uma ideia de produção mas


não aquela que eu estou aqui dentro e sei o que eu vou fazer nessa produção no sentido de
controle, exteriorização de uma cognição interna, produção não é isso. Ideia de produção de
poieses é a ideia em que eu me permito esta e em estando de uma forma gratuita, me coloca
em uma forma liberta a qualquer tipo de preconceito em relação a esta aqui eu vou ter
encontros aqui que são sempre singulares, insolidos, não são previsíveis, e o fruto disso a
gente não sabe, então poieses é uma produção livre, não existe certo e errado na arte e na
arte pode tudo. A ideia de poieses não enquanto produção dessa coisa, é uma ideia de
derramamento, uma confusão homem mundo. O campo da poieses não é uma produção
guiada a partir disso que falamos do cotidiano que é reproduzir. E uma produção que nasce a
todo momento não esta previamente posto, e não está no controle, o que eu falo aqui nasce a
cada segundo. O campo da produção enquanto poieses é isso, arte é esse não
predeterminado, é a legitimidade da autenticidade do encontro por isso que ela é libertadora,
pq ela te valoriza enquanto rompimento de barreiras.

PA a arte tem haver com imanente-trasncendente? Pensa assim, imanente dentro


transcendente fora, então quando vc pensa transcendente ta lá fora e imanente
transcendente significa um dentro fora então aquele cara é ele não sendo ele, não sendo um
nada, permitindo-se um encontro que vai ocorrer ali que não tem como previamente se dizer
por isso.

Poiese é uma produção que não é previamente dada. Não há planejamento eu me permito
esta aqui. E estando aqui me um gral de unidade de ausência de predeterminações, libertar de
mim mesmo o que sai dali é muito original e eu associei isso com a espiritualidade. A
realização da experiência da espiritualidade nada mais é que uma experiência dentro e fora.
Ela é paradoxal.

Psicoterpaia : autoconhecimento, para uma espécie de escravidão que vc tem consigo próprio.
Se conhecer para fazer algo consigo, resiginificar. Espiritualidade está no nosso cotidiano.

Vai para lá para que algo te ajude: ta fora, ta pedindo que fora venha para dentro, e ta
pedindo até hoje. Não é exatamente isso é aqui. Pode ir muito menos pode viver muito menos
a espiritualidade. não é lá é aqui não é um pedir é uma aproximação viceral de vc mesmo, e
perceber-se como um endurecido de sentidos e uma ampliação do não posto. Mas só se da no
processo de direção a si mesmo e não a de ngm. A viagem que nos é mais longo é a mais
próxima é a de nós mesmos. O q eu nos é mais próxima é a mais difícil: nós mesmos. Pq a
gente vive em uma impessoalidade, desresponsabilização com o mundo, e não o meu mundo
que só é visto e percebido desta forma e por mim e mais ngm pq desde que vc nasceu vc
aprendeu e vc vai colocando em pratica.
imanente-trasncendente tem haver com espiritualidade e terapêutico: não é algo que ta de
fora e e sim dentro.

Crisostomo – 02/03 (PARTE 1)

Vamos falar um pouquinho de arte, na realidade essa aula, essa transparência aqui faz parte
de um conjunto cujo o titulo é arte, espiritualidade e psicologia clinica, e a gente veio
caminhando um pouquinho essa aqui é a penúltima transparência e a gente vai se aproximar
um pouco mais sobre essa questão da arte e essa questão de uma expressão traduzida em
uma abertura de mistério que é uma expressão resgatada principalmente no pensamento pré-
socrático, expressão do pensamento medieval, essa idéia de mistério e portanto eu vou fazer
uma associação disso com arte e depois com psicologia clinica.

Essa palavra aqui esquisita, o que significa essa palavra aqui né, uma coisa equânime, é uma
coisa intermediaria, tem haver com uma espécie de eqüidistância, portanto a uma ordem do
mediado, da mediação equanimidade e encontro, vamos falar um pouquinho sobre isso na
perspectiva da arte que a gente começou a falar na aula passada.

Na aula passada a gente falou sobre arte e a gente procurou chamar atenção pra importância
de nos desconstruirmos um pouco uma certa noção do senso comum de arte , da idéia de arte
como sendo uma coisa com uma perspectiva cognitivista de arte, então é mais ou menos
assim: Você elabora uma coisa na sua cabeça e ai você vai produzir externamente alguma coisa
correspondente a isso, através dessa idéia de arte, que esta muito associado com a idéia de
cognitivismo , uma produção cognitiva, robusta,singular, neste sentido artística. A gente falou
que essa não é a única maneira de se pensar a arte nem a maneira como a gente vai pensar
sendo a mais original, de se pensar a experiência artística né, a gente falou sobre a questão da
poesis, falamos um pouquinho sobre a idéia de produção, se a gente Fo pensar em produção, a
gente ta produzindo o tempo todo? A gente ta fazendo coisas o tempo todo e esse fazer não é
exclusividamente um fazer consciente, você esta ai fazendo varias coisas ao mesmo tempo,
pensando, na forma que você esta sentado, o que você esta fazendo com o que eu estou
falando e pensando em uma produção mais ampla, essa produção na realidade que é do
campo da vontade , eu produzo o que eu estou com vontade de produzir, então a gente falou
que essa não é uma compreensão maior e mais antiga compreensão de arte, e ai a gente
considera a idéia de produção quanto ‘poiesis que é a idéia de produção mais associada no
sentido de viver, no que se dar e não no que é feito, o que se dar é diferente do que se é feito, a
noção do que é feito ainda carrega uma idéia muito forte dessa compreensão mais
voluntarista, guiada,controlada por você, a idéia de produção como produto do seu
pensamento’, a ideia de produção quanto poiesis já não é por ai, é o que se dar a ser, então
nesse sentido esta vendo poiesis o tempo todo, enquanto possibilidade, mais idéia principal
nessa idéia de produção no sentido de arte para a idéia mais moderna,um pouco mais
racionalista, é justamente aquilo que ta parecendo com psicoterapia.

Ou seja, essa potencia do criar não é so criar artefatos , mais dessa experiência singular no
espaço , essa experiência de não racionalismo , então nesse sentido não a um protocolo
artístico, não a instrumento artístico, não a momento pré definido artístico, então do que ele
esta falando, ele ta falando de uma condição artística que não esta sbmetida a essa lógica
previa de um sete artístico, pelo contrario, essa liberdade permite a essa relação do “dar se”
uma poiesis existencial, que na realidade esta acontecendo o tempo todo, então é nesse
sentido que a gente vai falar de equanimidade a ‘idéia de equanimidade e encontro tem have
com uma especie de postura mediada,postura eqüidistante, consequentemente postura serna,
frente as coisas’, a serenidade é aquilo que permite o dar se das coisas com uma espécie de
sem interferência sua , não é interessante, que coisa esquisita né, o dar se das coisas sem
interferência sua o que seria isso?

Isso tem a ver com fenomenologia, isso tem a ver com lema que é o permitir que as coisas se
mostrem a partir delas próprias, como uma espécie de sem interferência
subjetiva,voluntarista,arbitraria, conceitualizante, e como se fosse mais ou menos assim, não
interpreta, deixe que se anuncie o que esta vindo, sabe aquela postura de ter passado perto de
sentir, ou tentar perceber em algumas pessoas que é de um certo assim, não toma partido de
imediato, deixa a coisa se mostrar tomar partido não significa dizer ou em nome de um ou em
nome de outro, não é só isso, tomar partido tem haver com não tomar partido de você, , tem
haver com o que a gente chama aqui de uma espécie de violência subjetiva, é uma certa
presunção de que a gente definir o que esta acontecendo, o que as coisas são a partir dessa
pespectiva, então equanimidade tem haver com isso.

Agora poder pensar em um encontro que tem haver com isso e tem haver com o que a gente
vai chamar de abertura para o mistério, ela resgatada a partir de uma tradição mais pré-
socrático, grega, é o permitisse o dar das coisas, é o sustentar o devir, sustentar a abertura do
não dado. Vamos agora para a compreensão simples da palavra mistério, mistério é aquilo
que não esta claro, é aquilo que você não sabe,que é ameaçador, senso comum mesmo. será
que as nossas certezas , será que elas são muito mais do possibilidade de sentidos? Será que
elas tem o poder de fechamento do mistério? Sera que no descuidar da mente eu não posso as
vezes fechar idéias que talvez eu não possa fechar, então assim, quando eu falo isso que eu to
chamando de possibilidade de sentido, que sem perceber a gente fecha isso daqui, será que a
nossa relação com esses sentidos históricos não carregam consigo uma relação
angustiadamente, necessariamente que eu preciso acreditar que seja aquilo, será que é muito
mais do que isso?

Vamos levar para psicologia clinica, será que é tão difícil assim a gente compreender o
sofrimento como sendo na realidade um sentido fortemente estruturado que não se sustenta
mais e que portanto eu não consigo tocar, eu peço ajuda, mais justamente o que dar a
intensidade desse sentimento ta na razão direta de uma possibilidade que na realidade eu
tinha como fechadura, será que ela era muito mais do que uma possibilidade, enquanto não
cai a casa ta valendo, mais e quando cai a casa, será que ela não se anuncia muito mais como
uma possibilidade de sentido que não fecha, a gente sem conseguir fechar, acha que fecha.

Entao o que seria portanto o encontro que de certa maneira reforça , sustenta essa dimensão,
é um encontro que não vai para alem e nem para quem do encontro, é um encontro que nem
é resultado de nada e nem pré definido nada posteriormente, ‘é um encontro fora de uma
perspectiva de causa e efeito, um encontro fenomenológico, onde as coisas se dar a partir
delas próprias, então é como se fosse assim: Essa Angélica aqui ta aqui na minha frente agora
não pré existia a este encontro, , porque esta que esta aqui, não estava a 10 minutos atrás, ,
então como que eu vou encontrar a Angélica, sabendo exatamente quem é a Angélica, será
que essa não é uma presunção um pouco ousada, será que assim, o fato de eu ter uma noção
que a Angelica não é o Carlos, portanto eu sei quem é Angelica e eu sei quem é Carlos, será
que não é precária essa certeza, e será que não é justamente essa precariedade que nos faz
sofrer, estamos na base da psicologia clinica, sofrimento, na realidade é um encontro que não
se sustenta, o sofrimento esta na base de um encontro que não se sustenta, porque eu não
consigo ver o que se dar, eu preciso ver o que achava que se daria, e eu não sustento isso e
portanto.

Bia: Esse que não se daria, seria o mistério?

Resposta: O mistério é um campo de possibilidades, o não dado, é um todo possível, porque


na realidade tudo pode acontecer daqui a um minuto, o mistério é justamente esse campo que
nunca se esgota, nunca se fecha, mais que na angustia de lhe dar com essa abertura a gente
normatiza a possibilidade de sentido que passam a ser pra gente, mais do que possibilidades,
passam a ser certezas, e essa estruturação de fechamento da abertura de mistério, para
certeza do que esta na base do sofrimento.

Enquanto encontro, na abertura de mistério, não passa e não pode passar disso, da s ua
experiência de momento, toda e qualquer projeção é apenas uma possibilidade de sentido,
que sustenta a dimensão existencial, ou seja, a base das pescpectivas existenciais, a
indeterminação da existência, do não dado da existência do seu caráter de impre visibilidade,
do seu caráter de não linealidade, eis a Bse fundamental da existência, e ai vem uma palavra
muito misterianalidade do mundo, ou seja, o mistério apenas aponta a dimensão de que é um
tudo possível, se é um tudo possível, não existe conhecimento a priori, so existe conhecimento
posteriore, porque arrependimento não faz sentido? Eu queria ver antes, aquilo que foi
possível ver depois que aconteceu, não é possível conhecimento a priore, nada posso falar
sobre 10:30, pode acabar o mundo antes disso, esse é caráter de que não é possível um
pensamento a priori, não a 10:30 em geral, so a 10:30 para cada um de nos.

Então nessas perspectivas fenomenológicas existenciais, esse caráter de fluidez , experiência


da existência, consequentemente,fluidez da experiência da psicologia, essa coisa que escorre
ne, porque a vida nada mais é do que uma abertura para se escorrer, que a gente vive lutando
contra isso na dimensão das certezas previas, mostrando pra gente que nos não temos
nenhum controle, nenhuma certeza dessas imprevisibilidades, a grande arte passa a ser
portanto, conseguir sustentar esse caráter intrínseco da existência no cotidiano, olha o desafio
né, como que agente conseguiria sustentar, estudando, trabalhando, se relacionando, ,
pensamento coisas, como seria esse viver, uma sustentabilidade maior da abertura do
mistério, porque o nosso viver não sustenta nada dessa abertura do mistério, o nosso viver do
cotidiano ele esta durante alicerçado em um fechamento de mistério, porque nada esta pra
alem do viver, do aqui agora, você não pode falar nada do que você esta vendo pensando e
sentindo.

Crisostomo 02-03 (Parte 2)


Isso não te habilitada a falar nada mais daqui a três, quatro, dez minutos, e menos ser uma
consequência de linear exclusiva do que aconteceu a dois, três, quatro minutos, então assim,
sustentar sanadidade no cotidiano é mais ou menos o seguinte, nada estar posto e isso é duro
e isso não é fácil ser sustentável, porque desde que a gente nasce à gente acredita no sentido
da existência, do que é viver, do que é felicidade, o que se deve buscar, se a vida esta
estruturada com sentido lógico que a gente de certa maneira propaga. Em outras palavras, eu
não to dizendo que não tem que estudar, pode estudar! Porque se eu dissesse que devesse
estudar, a gente esta falando de uma perspectiva no qual isso me permitiria uma coisa que
esta no campo da brevidade genérica (não entendi bem no áudio), se nem sequer o que quer
estudar a gente sabe, se nem sequer o que é, você esta aqui sentado olhando pra mesa e você
sabe o que é exatamente, quanto mais saber que isso vai permitir a,b,c,d. Então nesse
sentindo a sustentabilidade disso não tem a ver com esse não transito, vida, mundo, dessas
questões que estão por aí, a questão é qual sentido você estabelece com isso. Ter certezas,
garantias, sustentar se é diferente de alguma coisa e aí é a relação que esta em jogo, é a
relação que é uma relação que em ultima estância pode ser uma relação negadora da
existência, porque ela pode ser uma relação negadora desse mandando que é o fundamental
da existência. Como é a radicalidade na psicologia? Qual a determinação positiva exencializada
digita? Em outras palavras é “isso serve pra que?, isso possibilita o que?, isso é para que?.

Se minha teoria que sustente a pratica, antes de qualquer coisa eu posso nem perceber, mas
eu acho que o mundo é representável a partir de uma determinada teoria.

Enquanto nada fica tudo passa, tudo passa nada fica tudo é, tudo esta sendo. Que é
culturamente muito lido muito como uma coisa de desapego da materialidade, da realidade do
mundo, é o desapego de sentidos, de certezas, de verdade, esta em contato direto com o
mundo, o que escapa dessa condição? A certeza. O sentido que fecha a dimensão da leitura, é
isso que na realidade foi descoberto. Isso na realidade é um processo que não é linear, isso na
realidade é uma hestoicidade. E essa dimensão fundamental do crescimento na psicologia
clinica como mais a pessoa consiga se deparar com o fato de não ter nada posto, mais
intensamente ela lida com o fato de que não tem nada decidido e que a cada momento é
possível um novo inicio que nunca esgoto um ao outro, por isso que é um processo de
libertação.

Arte, espiritualidade e psicologia clinica, no olhar fenomelógico existencial essas coisas estão
absolutamente paridas, o que as distancia são apenas as compreensões culturais que
distancia, e a gente vai compreender depreensão de todo possível, essa dimensão do posto
que esta portanto da arte, de uma produção que não é viável que é o dar-se da existência.
Clinica enquanto é uma oficina de você, no qual você é um único artesão que exerce esse
papel, nada mais é do que um primeiro momento desse desvencilhamento, dessa liberação
dos eu históricos que nos apreendem. A palavra apenas não tem o sentido diminutivo que seja
assim, claro que não. Aula, aprendizagem é um movimento evidentemente terapêutico,
muitas pessoas não olham por aí, não veem isso, mais eu vejo como absolutamente
terapêutico.

Soltar saquinhos de areia é fundamental, e o que é esses saquinhos de areia? É as certezas!


Quando você consegue deixar fora de sala essas certezas que de dão total garantia do que
estou fazendo aqui, o que é isso a libertação não permite a absolvição porque se não é
aprendizagem no sentido tradicional com o qual a gente compaquitua. A arte precisa ser algo
que venha da pessoa, precisa a ver uma pessoalidade nisso. O papel importante é permitir
aparecer o que já esta se mostrando a criação da parte dele, então no caso da arte terapia é
fundamental que as expressões dizem mais da própria pessoa. O que a pessoa escolhe hoje,
vai ser diferente do que ela escolhe amanha então a escolha amanha pode ser tão legitima do
que ela escolheu hoje, então é importante ter esse espaço.