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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E ENGENHARIAS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA RURAL

Adilene Meirelles Magalhães

Alice Fernanda Hübner

Yuri Alves de Carvalho

Análise Térmica em Processos Químicos

Aletas com áreas constantes

ALEGRE

ESPÍRITO SANTO

2019
Aletas com áreas constantes

Análise de uma superfície aquecida trocando calor com um fluido:

Sabe-se da lei de resfriamento de Newton que o fluxo de calor trocado por


convecção é dado por: 𝑞 = ℎ𝐴(𝑇𝑠 − 𝑇∞ ), onde h representa o coeficiente de
transferência de calor por convecção, A é a área de troca de calor e Ts e 𝑇∞ são as
temperaturas da superfície e do fluido, respectivamente.

O intuito analisando esta lei é buscar formas de aumentar a taxa de transferência


de calor entre um sólido e um fluido adjacente. Uma das maneiras seria aumentar o
coeficiente de transferência de calor por convecção ‘h’, entretanto para que isso ocorra é
necessário o aumento da velocidade de escoamento do fluido de troca térmica,
utilizando, por exemplo: bombas, ventiladores, etc. Porém essa forma é insuficiente
para obter taxas de transferências de calor desejadas. Uma segunda opção seria diminuir
a temperatura do fluido, porém essa prática é freqüentemente impraticável. A terceira
opção é adquirida com o uso de aletas, que são superfícies estendidas a partir da
superfície de um objeto, que visa o aumento da taxa de transferência de calor para o
meio externo (ou vice-versa) por meio do aumento da convecção.

Existem inúmeras aplicações para aletas na engenharia, como: motores de


combustão interna, compressores, transformadores, condensadores, evaporadores,
motores elétricos, trocadores de calor, etc.
Tipos de aletas

Para efeito de representação, serão mostrados alguns tipos de aletas, mas o


trabalho será focado nas aletas de áreas constantes.

Aletas com seção transversal uniforme

Pode-se determinar a distribuição de temperatura em aletas fazendo um balanço


de energia em um elemento infinitesimal da aleta como se segue:

𝑡𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑑𝑢çã𝑜 𝑑𝑒 𝑡𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑑𝑢çã𝑜 𝑑𝑒


( 𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 )= ( 𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 )+
𝑛𝑜 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑚 𝑥 𝑛𝑜 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑚 𝑥 + ∆𝑥
𝑡𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑐çã𝑜 𝑑𝑒
( 𝑐𝑎𝑙𝑜𝑟 )
𝑎𝑡𝑟𝑎𝑣é𝑠 𝑑𝑜 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
Assim se obterá a seguinte equação:

𝑑 𝑑𝑇
(𝑘𝐴𝑐 ) − ℎ𝑝(𝑇 − 𝑇∞ ) = 0
𝑑𝑥 𝑑𝑥
Onde (𝐴𝑐 ) é a área transversal da aleta e (p) é o perímetro da aleta.

Portanto essa é a Equação da aleta, que é definida para aletas de quaisquer


formatos.No caso particular da análise considerada, onde a seção transversal (𝐴𝑐 ) é
constante considera-se a condutividade também constante, assim tem-se que:

𝑑 2 𝑇 ℎ𝑝
− (𝑇 − 𝑇∞ ) = 0
𝑑𝑥 2 𝑘𝐴𝑐

O perfil de temperatura normalmente é escrito em termos de: 𝜃 (𝑥 ), onde 𝜃 (𝑥 ) =


𝑇(𝑥 ) − 𝑇∞ , em que esta diferença recebe o nome de temperatura de excesso.

Assim, a equação da aleta pode ser escrita da seguinte forma:

𝑑2𝑇
− 𝑚2 𝜃 = 0
𝑑𝑥 2
Onde:

ℎ𝑝
𝑚2 =
𝑘𝐴𝑐

Em que a solução da equação diferencial tem o seguinte formato:

𝜃 (𝑥) = 𝐶1 𝑒 𝑚𝑥 + 𝐶2 𝑒 −𝑚𝑥

Para determinar as constantes 𝐶1 e 𝐶2 , faz-se necessário duas condições de


contorno: Uma na base da aleta (x=0) e outra na extremidade da aleta (x=L).

A condição de contorno na base é sempre a de temperatura descrita:

𝜃(0) = 𝜃𝑏 = 𝑇𝑏 − 𝑇∞

Agora a da extremidade pode ser analisada de acordo com os próximos casos:

1 – Aleta muito longa

Nesse caso, toma-se a hipótese de que a aleta é muito longa e que dessa forma a
sua extremidade já adquiriu a temperatura do fluido. Em análise matemática faz-se uma
suposição de que aletas muito longas podem ser simplificadas como aletas de
comprimento “infinito”, ou seja:

𝑥 → ∞ ≫ 𝑇 = 𝑇∞ 𝑜𝑢 𝜃 = 0
Dessa forma,

0 = lim [𝐶1 𝑒 𝑚𝑥 + 𝐶2 𝑒 −𝑚𝑥 ] ≫ 𝐶1 = 0 ≫ 𝐶2 𝜃𝑏


𝑥→∞

Assim, a distribuição de temperatura desse caso é:

𝜃(𝑥 ) = 𝜃𝑏 𝑒 −𝑚𝑥

ℎ𝑝
𝜃 (𝑥 ) (−√𝑘𝐴𝑥)
= 𝑒
𝜃𝑏

Ou substituindo e aplicando a definição de 𝜃, tem-se:

ℎ𝑝
𝜃 (𝑥 ) 𝑇(𝑥 ) − 𝑇∞ (−√𝑘𝐴𝑥)
= = 𝑒
𝜃𝑏 𝑇𝑏 − 𝑇∞

O fluxo de calor total transferido pela aleta

É possível realizar o cálculo do fluxo de calor total de uma aleta por dois
métodos:

1- 𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = 𝑞𝑐𝑜𝑛𝑑,𝑏𝑎𝑠𝑒𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 , onde o fluxo de calor total transferido


corresponde ao fluxo de calor por condução na base da aleta

2- 𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = ∫0 ℎ𝑃(𝑇 − 𝑇∞ )𝑑𝑥 , onde o fluxo de calor total transferido é a
integral do fluxo de calor convectivo em toda a superfície da aleta.

Aplicando o método 1:

𝑑𝑇 𝑑𝜃
𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = −𝐾𝐴𝑏 | = −𝐾𝐴𝑏 |
𝑑𝑥 𝑥=0 𝑑𝑥 𝑥=0

Porém: 𝐴𝑏 = 𝐴 = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒

𝑑
𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = −𝐾𝐴 [𝜃 𝑒 −𝑚𝑥 ] = −𝑘𝐴𝜃𝑏 (−𝑚)𝑒 −𝑚𝑥 |𝑥=0
𝑑𝑥 𝑏

ℎ𝑃
𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = 𝐾𝐴𝜃𝑏 √
𝑘𝐴
𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = √ℎ𝑃𝑘𝐴(𝑇𝑏 − 𝑇∞ )

Aplicando o método 2:


𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = ∫0 ℎ𝑃𝜃𝑑𝑥 , em que P= constante

𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = ℎ𝑃 ∫ 𝜃𝑏 𝑒 −𝑚𝑥 𝑑𝑥
0

𝜀
𝑒 −𝑚𝑥 𝜀 ℎ𝑃𝜃𝑏
𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = ℎ𝑃𝜃𝑏 lim ∫ 𝑒 −𝑚𝑥 𝑑𝑥 = ℎ𝑃𝜃𝑏 lim (− )| = − lim (𝑒 −𝑚𝜀 − 1)
𝜀→∞ 0 𝜀→∞ 𝑚 0 𝑚 𝜀→∞
ℎ𝑃𝜃𝑏
= = √ℎ𝑃𝑘𝐴𝜃𝑏
𝑚
Ou:

𝑞(𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎) = √ℎ𝑃𝑘𝐴(𝑇𝑏 − 𝑇∞ ) , que é o mesmo resultado do método anterior

2 – Extremidade da aleta adiabática (finito)

Nesse caso, é admitido que a transferência de calor na extremidade da aleta é


muito pequena. Assim, é feito a suposição de ser adiabático:
𝑑𝑇 𝑑𝜃
| =0 ≫ | (extremidade adiabática), ou:
𝑑𝑥 𝑥=𝐿 𝑑𝑥 𝑥=𝐿

𝑑
[𝐶 𝑒 𝑚𝑥 + 𝐶2 𝑒 −𝑚𝑥 ] = 0
𝑑𝑥 1
De onde se obtém:

𝜃𝑏 𝑒 𝑚𝐿
𝐶2 =
𝑒 𝑚𝐿 + 𝑒 −𝑚𝐿

Porém como:

𝐶1 + 𝐶2 = 𝜃𝑏 , então:
𝑒 −𝑚𝐿
𝐶1 = 𝜃𝑏 [ 𝑚𝐿 ]
𝑒 + 𝑒 −𝑚𝐿

Assim, substituindo essas constantes na equação tem-se:

𝜃 𝑒 −𝑚𝐿 𝑚𝑥
𝑒 𝑚𝐿
= 𝑚𝐿 −𝑚𝐿
𝑒 + 𝑚𝐿 −𝑚𝐿
𝑒 −𝑚𝑥
𝜃𝑏 𝑒 +𝑒 𝑒 +𝑒

Ou:
(𝑒 𝑚(𝐿−𝑥) + 𝑒 −𝑚(𝐿−𝑥) )
𝜃 2
=
𝜃𝑏 (𝑒 𝑚𝐿 + 𝑒 −𝑚𝐿 )
2
Ou ainda:

𝜃(𝑥) 𝑇(𝑥 ) − 𝑇∞ 𝑐𝑜𝑠ℎ[𝑚(𝐿 − 𝑥)]


= =
𝜃𝑏 𝑇(𝑥 ) − 𝑇𝑏 𝑐𝑜𝑠ℎ[𝑚𝐿 ]

O fluxo de calor transferido pela aleta

Mesmo resultado do caso anterior:

𝑑𝜃 𝑑 𝜃𝑏 𝑐𝑜𝑠ℎ[(𝐿 − 𝑥 )𝑚]
𝑞𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 = −𝑘𝐴 | = −𝑘𝐴 [ ]|
𝑑𝑥 𝑥=0 𝑑𝑥 𝑐𝑜𝑠ℎ𝑚𝐿 𝑥=0

−𝐾𝐴𝜃𝑏 𝑠𝑒𝑛ℎ(𝑚𝐿)
= . (−𝑚)
cosh(𝑚𝐿)

= 𝑘𝐴𝜃𝑏 𝑚𝑡𝑔ℎ(𝑚𝐿)

Assim:

𝑞 = 𝜃𝑏 √ℎ𝑃𝑘𝐴 𝑡𝑔ℎ(𝑚𝐿)

3 – Aleta finita com perda de calor por convecção na extremidade

São os casos realistas, que são vistos no cotidiano

Condição de contorno na extremidade:


𝑑𝑇
Em x= L 𝑥 = 𝐿 ≫ – 𝑘 𝑑𝑥 | = ℎ(𝑇𝐿 − 𝑇∞ )
𝑥=𝐿

Condução na extremidade = convecção

Distribuição de temperaturas


𝜃(𝑥) 𝑇(𝑥 ) − 𝑇∞ 𝑐𝑜𝑠ℎ[𝑚(𝐿 − 𝑥)] + (𝑚𝑘 ) 𝑠𝑒𝑛ℎ[𝑚(𝐿 − 𝑥)]
= =
𝜃𝑏 𝑇(𝑥 ) − 𝑇𝑏 ℎ
𝑐𝑜𝑠ℎ𝑚𝐿 + (𝑚𝑘) 𝑠𝑒𝑛ℎ(𝑚𝐿)

Fluxo de calor

𝑠𝑒𝑛ℎ[𝑚𝐿] + (𝑚𝑘 ) cosh(𝑚𝐿)
𝑞 = √ℎ𝑃𝑘𝐴(𝑇𝑏 − 𝑇∞ )

cosh(𝑚𝐿) + (𝑚𝑘 ) senh(𝑚𝐿)

Onde em todos os casos mencionados, a constante m é dada por:

ℎ𝑃
𝑚= √
𝑘𝐴

Exercício

Exercício 3.136 do Incropera 6ª edição.


Resolução

No exercício em questão, um sistema de aletas é colocado sobre um chip para


dissipação de calor. Para resolução devemos considerar a transferência de calor nas
aletas como unidimensional e em regime permanente. Portanto, podemos montar um
sistema de resistências análogas:

𝑇𝑐 = 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑒𝑟𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑐ℎ𝑖𝑝

𝑇𝑏 = 𝑇𝑒𝑚𝑝𝑒𝑟𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑏𝑎𝑠𝑒

𝑅′′ 𝑐
= 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑎𝑡𝑜 𝑝𝑜𝑟 𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 á𝑟𝑒𝑎
𝐴𝑐ℎ𝑖𝑝

𝑅𝑏 = 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑎 𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑑𝑢çã𝑜

A taxa de dissipação de calor (𝑞̇ 𝑐 ) irá percorrer o circuito da esquerda para a direita e
pode ser calculada pela seguinte fórmula:

𝑇𝑐 − 𝑇∞
𝑞̇ 𝑐 =
𝑅𝑡𝑜𝑡

𝑅𝑡𝑜𝑡 é a soma de todas as resistências do circuito. Portanto, primeiro iremos calcular as


resistências separadamente:

1) Resistência de contato

10−6 𝑚 2𝐾
𝑅′′𝑐 = 5 × (valor dado no enunciado do problema)
𝑊
𝑅′′ 𝑐 10−6 𝑚2 𝐾 1
=5× × = 0,0195 𝐾/𝑊
𝐴𝑐ℎ𝑖𝑝 𝑊 (0,016𝑚)2

OBS: 𝐴𝑐ℎ𝑖𝑝 = 𝑊𝑐2

2) Resistência de base de condução

É a resistência de condução do sistema unidimensional retangular:

𝐿𝑏 0,003𝑚
𝑅𝑏 = = = 0,0293 𝐾/𝑊
𝐴𝑐ℎ𝑖𝑝 × 𝑘𝑐𝑜𝑏𝑟𝑒 (0,016𝑚)2 × 400 𝑊/𝑚𝐾

3) Resistencia do grupo de N aletas

𝑅𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎𝑠= (𝜂𝑜 ×ℎ×𝐴𝑡 )−1

𝜂𝑜 = 𝐸𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑔𝑙𝑜𝑏𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑠𝑢𝑝𝑒𝑟𝑓í𝑐𝑖𝑒

𝑁 × 𝐴𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎
𝜂𝑜 = 1 − × (1 − 𝜂𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 )
𝐴𝑡

Número de aletas

𝑁 = 1024 𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎𝑠

Para calcularmos 𝜂𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 podemos usar uma tabela de eficiência de aletas do Incropera:

tanh(𝑚 × 𝐿𝑐 )
𝜂𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 =
𝑚 × 𝐿𝑐
𝑤
𝐿𝑐 = 𝐿𝑓 +
4
1/2
4×ℎ
𝑚=( )
𝑘𝑐𝑜𝑏𝑟𝑒 × 𝑤
0,00025𝑚
𝐿𝑐 = 0,006𝑚 + = 6,0625 × 10−3 𝑚
4
1/2
4 × 1500𝑊/𝑚2 𝐾
𝑚=( ) = 244,95 𝑚−1
400 𝑊/𝑚𝐾 × 0,00025𝑚

tanh(244,95𝑚−1 × 6,0625 × 10−3 𝑚)


𝜂𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 = = 0,6077
244,95𝑚−1 × 6,0625 × 10−3 𝑚

Área da aleta

𝐴𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 = 𝑤 2 + (4 × 𝐿𝑓 × 𝑤)

𝐴𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 = (0,00025𝑚)2 + (4 × 0,006𝑚 × 0,00025𝑚) = 6,0625 × 10−6 𝑚2

Área total

𝐴𝑡 = 𝑁 × 𝐴𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎 + 𝐴𝑏𝑎𝑠𝑒,𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎𝑠

𝐴𝑡 = 𝑁 × (4 × 𝑤 × 𝐿𝑐 ) + (𝑊𝑐2 − 𝑁𝑤 2 )

𝐴𝑡 = 1024 × (4 × 0,00025 𝑚 × 6,0625 × 10−3 𝑚)


+ ((0,016 𝑚)² − 1024 × (0,00025 𝑚)2 ) = 6,4 × 10−3 𝑚²

Assim a eficiência global será:

1024 × 6,0625 × 10−6 𝑚2


𝜂𝑜 = 1 − × (1 − 0,6077) = 0,6194
6,4 × 10−3 𝑚2

Substituindo os valores encontrados, temos a resistência referentes as aletas+base:

𝑅𝑎𝑙𝑒𝑡𝑎𝑠= (0,6194×1500𝑊/𝑚2𝐾×6,4×10−3 𝑚²)−1 =0,168 𝐾/𝑊

Somando os valores das 3 resistências do circuito e substituindo na fórmula de taxa de


dissipação de calor, temos o valor procurado:

𝐾 𝐾 𝐾
𝑅𝑡𝑜𝑡 = 0,0195 + 0,0293 + 0,168 = 0,2168 𝐾/𝑊
𝑊 𝑊 𝑊
(85−25)℃
𝑞̇ 𝑐 = = 276,7 W é a taxa de dissipação do calor.
0,2168 𝐾/𝑊

Referências Bibliográficas

MOREIRA, J. R. S. Aletas ou superfícies estendidas: Processos de transferência de


calor, ago. 2016. Notas de Aula de PME 3361. Laboratório de Sistemas Energéticos
Alternativos, Universidade de São Paulo. Disponível em: <http://www.usp.br/sisea/wp-
content/uploads/2016/08/Aula-6-Aletas-teoria-1.pdf>. Acesso em: 27 set. 2019.

COPETTI, J. B. Transferência de calor em superfícies aletadas. Notas de Aula.


Unisinos. Disponível em: <http://professor.unisinos.br/jcopetti/transcal_ppg/Aletas.pdf
>. Acesso em: 27 set. 2019.

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