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Universidade Federal de Alfenas

Biotecnologia - Operações Unitárias

Laís de Alvarenga Leite.............................................................................................2017.1.13.021

Patrícia da Silva Antunes……………………………………………………….......2016.1.13.037

Angélica Viana Freitas...............................................................................................2016.2.02.056

EXTRAÇÃO LÍQUIDO- LÍQUIDO

Alfenas- MG

2019
1.1 INTRODUÇÃO

A extração liquido-liquido é uma operação unitária que permite a obtenção de produtos com
um alto graude pureza. Este método é empregado em casos onde um outro método direto de
separação, como por exemplo a destilação ou cristalização, não seja econômico ou impraticável,
como nos casos em que os componentes sejam poucos solúveis, tenham baixa volatilidade
relativa, sejam sensíveis a temperatura, tenham pontos de ebulição próximos ou quando o
componente desejado seja pouco vo látil e esteja presente em pequena quantidade na solução. A
escolha entre os métodos de separação é também, realizada por critérios econômicos. O emprego
de extratores verticais nos processos de extração liquido-liquido se justifica devido a esses
equipamentos ocuparem pequena área, terem boa eficiência de separação e apresentarem
facilidades de operação e manutenção (TREYBAL,1980).

O processo de extração líquido-líquido ocorre em duas etapas. Na primeira etapa, promove-


se o contato do solvente com a solução. Durante esta operação, o soluto aproxima- se do equilíbrio
entre as duas fases. Na segunda etapa, as duas fases em equilíbrio, ou próximas a ele, separam-
se. Essas duas etapas são desenvolvidas num extrator e constituem a unidade de extração
(OLIVEIRA, 2005).

1.2 OBJETIVOS

O objetivo da prática foi observar a formação dos sistemas de duas fases aquosas PEG-fosfato.

1.3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

A prática foi dividida em duas partes. Na primeira parte foram realizados 3 ensaios com a
utilização de: PEG (polietilenoglicol) 6000, azocaseína, tampão fosfato de potássio pH 7 e água
destilada. A quantidade de água destilada e azocaseína nesse experimento foi igual para os 3 tubos
utilizados variando apenas a quantidade de tampão de fosfato e PEG 600. Assim, os tubos falcon
contendo as amostras foram levados para agitação em vórtex e após, levado a centrífuga por 2 minutos
a 3000 rpm, obtendo assim o resultado com a separação de fases.
Tabela 1: Sistema de duas fases aquosas.
ENSAIO 1 ENSAIO 2 ENSAIO 3
PEG 6000 (g)
3 1 5
AZOCASEÍNA (g) 1 1 1
TAMPÃO FOSFATO
PH 7 (g) 3 5 1
ÁGUA DESTILADA (g) 3 3 3

Figura 1: Resultados obtidos em sistema de duas fases aquosas.

Albertsson (1971) comparou sistemas de duas fases com os solventes mais convencionais, de
acordo com a natureza hidrofóbica e hidrofílica. A fase rica em sal é mais hidrofílica e a a fase rica
em PEG é mais hidrofóbica. Então ao fazer o experimento observou-se que no tubo falcon 2 formou
um sistema bifásico que isolou melhor a proteína asocaseína que ficou na parte hidrofóbica. Já no
tubo falcon 1 formou-se um sistema bifásico mas a separação não foi tão eficiente como no 2. Já no
tubo 3 o sistema tornou-se monofásico.

Na primeira parte foram realizados 4 ensaios. O objetivo era avaliar a quantidade de água
destilada necessária para obter uma mistura homogêneas afim de verificar qual possuia maior
estabilidade. Ambas as amostras foram homogeneizadas previamente em vórtex e levadas a
centrífuga po 2 minutos a 3000 rpm.
Tabela 2: Sistemas utilizados para a verificação de mudança de fases

Para todos os sistemas partir de 1g de PEG+ 1 g de azocaseína+ 2 g de Solução tampão+


Água
PEG (g) TAMPÃO AZOCASEÍNA QUANTIDADE DE
(g) (g) ÁGUA ADICIONADA
(g)
1 PEG 6000 Tampão pH 7 Azocaseína 6

2 PEG 6000 Tampão pH 6 Azocaseína 1

3 PEG 400 Tampão pH 7 Azocaseína 1


4 PEG 400 Tampão pH 6 Azocaseína 1

O tubo falcon 1 necessitou de 6 g de água para se tornar monofásico. Constata-se que quando
um sistema necessita de uma maior quantidade de água para mudar da sua rgião bifásica para a
monofásica ou seja, onde há maior estabilidade, o sistema fica mais longe da curva binodal. Já os
sistemas que precisam de pouca quantidade de água como no tubo 4, é correto afirmar que está muito
próximo da curva binodal ou seja, há uma maior instabilidade sendo mais fácil de tornar-se uma
sistema monofásico.

As principais fontes de erro nesse experimento seriam:erros de pesagem, tempo de


centrifugação, troca de substâncias nos tubos.

O objetivo da aula foi atingido demonstrando a importância da separação líquido-líquido bem


como as diferenças de equilíbrios e a utilização da curva binodal no ambiente prático.

REFERÊNCIAS

Apostila de Aulas Pratica

ALBERTSSON, P.A., Partition of cell particles and macromolecules, John Wiley, 2º edição,
1971.

Disponível: <http: ://www.Tecnicodepetroleo.ufpr.br/apostilas/petrobras/operacoes_unitarias.pdf>


Acesso junho de 2018
Disponível em: < https :/ /betaeq.com.br/index.php/2015/10/03/extracao-liquido-liquido/> Acesso
junho de 2018

OLIVEIRA POMBEIRO, A.J.L. Técnicas e Operações Unitárias e m Química Laboratorial. 2ª


ed., Lisboa / Portugal. Fundação Calouste Gulbenkian

TREYBAL, R. E., Mass-Transfer Operation, 3º edição, Mc Graw-Hill. New York, 1980.