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Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Centro de Ciências da Saúde


Departamento de Enfermagem
Graduação em Enfermagem

DESCENTRALIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE E SUA


INTEGRAÇÃO À ATENÇÃO BÁSICA (EPIDEMIOLÓGICA,
SANITÁRIA, AMBIENTAL E DO TRABALHADOR).

Profª Dr. Érika Simone G. Pinto


Enf. Sérgio Balbino
1. OBJETIVOS

• Abordar a evolução das noções de vigilância em saúde ao longo da história do brasil;


• Apresentar as características e objetivos vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental
e do trabalhador nos contextos da saúde;
• Discutir o as competências do enfermeiro no processo de vigilância em saúde
AS
Disparador
CONCEITOS INICIAIS

Vigilância epidemiológica? Vigilância ambiental?

Vigilância?

Vigilância em saúde?

Vigilância sanitária? Vigilância do trabalhador?

dinâmica
2. Aspectos Históricos

• PERÍODO COLONIAL( 1500-1822) E PERÍODO DO BRASIL IMPÉRIO( 1822-1889)

Isolamento
(afastamento)

Limpeza, urbanização das cidades


controle e fiscalização e portos(
controle de pessoas e mercadorias

Controle e profilaxia

Vacinação
antivariólica

Continua vigilância

BRASIL, 2005
2. ASPECTOS HISTÓRICOS

• PERÍODO DA REPÚBLICA VELHA( 1889-1930)

Erradicação de endemias no
interior; Departamento Nacional de
Saneamento Saúde Pública (higiene infantil,
industrial e profissional, propaganda
sanitária, saúde dos portos e o
combate às endemias rurais);
Regulamento Sanitário Federal
Controle de doenças
infectocontagiosas

BRASIL, 2005
2. ASPECTOS HISTÓRICOS

1868 Fundação SESP criou, em sua estrutura, o Centro de Investigações


Epidemiológicas (CIE), primeiro órgão federal com responsabilidades abrangentes
na área de epidemiologia;

Sistema Nacional de Saúde- Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica


(SNVE); Programa Nacional de Imunização (PNI); Sistema Nacional de Vigilância
1975 Sanitária (SNVS); Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SNVE);o
Programa Nacional de Imunização (PNI) e do Sistema Nacional de Vigilância
Sanitária (SNVST)
BRASIL, 2005
2. ASPECTOS HISTÓRICOS

Sistema Nacional de Laboratórios de


Saúde Pública( 1977);
Decreto no 4.726 de 2003 foi
criada a Secretaria de Vigilância em
Saúde (SVS), reforçando uma área
SUS- Lei 8080/90 define os componentes extremamente estratégica do
da vigilância em saúde; Sistemas de Ministério da Saúde
informação( 1990)

NOB - prioridade do SNVE, fortalecimento


de sistemas municipais de vigilância, foco
nos problemas de saúde próprios( 1996)

BRASIL, 2005
BRASIL, 2005
O QUE É VIGILÂNCIA EM SAÚDE?

• Conjunto articulado de ações destinadas a controlar


determinantes, riscos e danos à saúde de populações
que vivem em determinados territórios, sob a ótica da
integralidade do cuidado, o que inclui tanto a abordagem
individual quanto a coletiva dos problemas de saúde;

• Processo contínuo e sistemático de coleta,


consolidação, análise e disseminação de dados sobre
eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e
a implementação de medidas de saúde pública para a
proteção da saúde da população, a prevenção e controle
de riscos, agravos e doenças, bem como para a promoção
da saúde.
BRASIL, 2010; BRASIL, 2013
3. Aparato legal

• LEI Nº 8080 DE 1990 ART. 6º campo de atuação do sus: I, execução ações:


vigilância sanitária, vigilância epidemiológica, vigilância do trabalhador e de assistência
terapêutica integral, inclusive farmacêutica;

• PORTARIA Nº 137/2013 Regulamenta as responsabilidade e define as


diretrizes para execução e financiamento das ações de vigilância em saúde pela união,
estados e municípios, relativos ao sistema nacional de vigilância em saúde e sistema
nacional de vigilância sanitária.

BRASIL, 1990; BRASIL, 2013


4. RESPONSABILIDADES DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE

I - Vigilância da situação de saúde da população,


com a produção de análises que subsidiem o
planejamento, estabelecimento de prioridades e
estratégias, monitoramento e avaliação das ações
de saúde pública;

II - A detecção oportuna e adoção de medidas


adequadas para a resposta às emergências de
saúde pública;

III - A vigilância, prevenção e controle das doenças


transmissíveis;

IV - A vigilância das doenças crônicas não


transmissíveis, dos acidentes e violências;
BRASIL, 2013
4. RESPONSABILIDADES DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE

V - a vigilância de populações expostas a riscos ambientais


em saúde;

VI - a vigilância da saúde do trabalhador;


VII - vigilância sanitária dos riscos decorrentes da produção e
do uso de produtos, serviços e
tecnologias de interesse a saúde; e

VIII - outras ações de vigilância que, de maneira rotineira e


sistemática, podem ser desenvolvidas em serviços de saúde
públicos e privados nos vários níveis de atenção,
laboratórios, ambientes de estudo e trabalho e na própria
comunidade.
BRASIL, 2013
Unidades
básicas de
saúde

L P
A
C
Doenças
notificáveis Informação Laboratórios N
I
E
N

Eventos
sentinelas

SILVA E PHILLIPI, 2010


5. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

• Conjunto de ações que proporcionam o


conhecimento, a detecção ou prevenção de
qualquer mudança nos fatores determinantes
e condicionantes de saúde individual ou
coletiva;

• Finalidade de recomendar e adotar as medidas


de prevenção e controle das doenças ou
agravos.

• Principal fonte de dados é a notificação


compulsória de doenças;

• Informação-decisão-ação; SILVA E PHILLIPI, 2010; BRASIL, 1990


B

BRASIL, 2016
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Coleta Análise e Divulgação A


interpretação T
R
I
B
U
I
Investigação Análise Recomendações Ç
Ã
O

SILVA E PHILLIPI, 2010


6. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DOENÇAS NÃO
TRANSMISSÍVEIS

Transição Causas
demográfica externas

Transição
nutricional

SILVA E PHILLIPI, 2010


7. VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir


riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários
decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação
de bens e da prestação de serviço de interesse da saúde,
abrangendo:

I – O controle de bens de consumo que direta ou


indiretamente se relacionem com a saúde, compreendidas
todas as etapas e processos, da produção ao consumo;
e II – O controle da prestação de serviços que se relacionam
direta ou indiretamente com a saúde.

BRASIL, 1990
8. VIGILÂNCIA AMBIENTAL

• Conjunto de ações que proporcionam o


conhecimento e a detecção de mudança nos
fatores determinantes e condicionantes do
meio ambiente que interferem na saúde humana,
com a finalidade de identificar as medidas de
prevenção e controle dos fatores de risco
ambientais relacionados às doenças ou a outros
agravos à saúde;

BRASIL APUD SILVA E PHILLIPI, 2010


8. VIGILÂNCIA AMBIENTAL - SUBSISTEMAS

• VIGIAR -vigilância de populações expostas a poluentes


atmosféricos para reduzir os riscos de doença da
população exposta;

• VIGIAGUA - qualidade da água para consumo humano

• VIGISOLO –recomenda e adota


medidas de prevenção e controle dos fatores de risco
e das doenças relacionados à contaminação do solo
;

SILVA E PHILLIPI, 2010


10. VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR

• Conjunto de atividades que se destina, através das ações de


vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e
proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à
recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores
submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de
trabalho,

• 2004 - Política nacional de saúde do trabalhador, visa à redução


dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, através de
ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde.

BRASIL, 1990
11. VIGILÂNCIA NA ATENÇÃO BÁSICA

• PNAB 2017

• a AB considera a pessoa em sua singularidade e inserção


sociocultural, buscando produzir a atenção integral,
incorporar as ações de vigilância em saúde (a qual
constitui um processo continuo e sistemático de coleta,
consolidação, análise e disseminação de dados sobre
eventos relacionados à saúde);

• Visa o planejamento e a implementação de ações


públicas para a proteção da saúde da população, a
prevenção e o controle de riscos, agravos e doenças,
bem como para a promoção da saúde.

BRASIL, 2017
12. ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO BÁSICA

TERRITORIALIZAÇÃO VISITA DOMICILAR AÇÕES EDUCATIVAS


E MAPEAMENTO

ATENÇÃO A SAÚDE ALIMENTAR SISTEMA MOBILIZAR A


VIGENTE COMUNIDADE

PREENCHER
BUSCA ATIVA RELATÓRIO, LIVROS E
FICHAS
SILVA E PHILLIPI, 2010
VIGILÂNCIA E O EXERCÍCIO DA ENFERMAGEM

• BUSCA ATIVA;

• VISITA DE AMBIENTES (EQUIPAMENTOS SOCIAIS, AMBIENTES DE TRABALHO, RESIDÊNCIAS);

• IDENTIFICAÇÃO DE CASOS;

• NOTIFICAÇÃO DE CASO;

• APOIO DIAGNÓSTICO;

• PLANEJAMENTO JUNTO A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL;

• EDUCAÇÃO EM SAÚDE DIRECIONADA AOS RISCOS E PROBLEMAS IDENTIFICADOS;

• PARTICIPAR DAS INVESTIGAÇÕES EPIDEMIOLÓGICAS;

• VACINAÇÃO;

• ORGANIZAÇÃO E ORIENTAÇÃO DA EQUIPE;

• ENCAMINHAMENTO E ORIENTAÇÃO PARA TRATAMENTOS E EXAMES;

TAKAHASHI E OLIVEIRA S/D


BRASIL, 2001
REFERÊNCIAS
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. A CONSTRUÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE . IN CURSO BÁSICO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA. BRASÍLIA: 2005.

BRASIL. DIRETRIZES NACIONAIS DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE. BRASÍLIA : MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010.

BRASIL. PORTARIA Nº 1378, DE 09 DE JULHO DE 2013. REGULAMENTA AS RESPONSABILIDADES E DEFINE DIRETRIZES PARA EXECUÇÃO E FINANCIAMENTO
DAS AÇÕES DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE. BRASÍLIA, 2013;

BRASIL. PORTARIA NO - 204, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2016. DEFINE A LISTA NACIONAL DE NOTIFICAÇÃO


COMPULSÓRIA DE DOENÇAS. BRASÍLIA: 2016;
BRASIL. CADERNO DE ATENÇÃO BÁSICA Nº 5: SAÚDE DO TRABALHADOR. BRASÍLIA : 2001

BRASIL. PORTARIA Nº 2.436, DE 21 DE SETEMBRO DE 2017 . APROVA A POLÍTCA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA, ESTABELECENDO A REVISÃO DE DIRETRIZES
PARA A ORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA, NO ÂMBITO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS). BRASÍLIA: 2017.

OLIVEIRA, CM; CRUZ, M.M SISTEMA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE NO BRASIL: AVANÇOS E DESAFIOS . SAÚDE DEBATE . RIO DE JANEIRO, V. 39, JAN-MAR 2015
SILVA, AM; PILIPPI, JMS. VIGILÂNCIA EM SAÚDE. FLORIANÓPOLIS: UFSC, 2010.

TAKAHASHI, RF, OLIVEIRA, MAC. MANUAL DE ENFERMAGEM:ATUÇÃO DA EQUIPE ENFERMAGEM NA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA. SÃO PAULO: USP, S/D.

WALDMAN, EA. OS 110 ANOS DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE NO BRASIL . EPIDEMIOL. SERV. SAÚDE, BRASÍLIA, V 21, N3, , JUL-SET 2012 .