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Bruxaria Italiana

Em 1892 Charles Leland publicou o livro Etruscan Magic & Occult Remedies baseado em suas
vivencias na região toscana. Em todos seus livros relacionados ao assunto da bruxaria e magia, ele
coloca a religião bruxaria em tempo presente, o que nos mostra que ela é mais antiga que a Wicca
apresentada por Gardner – o que é notável que vários aspectos da velha religião italiana é incorporada
na wicca gardeniana e porque não dizer a Wicca em geral. Nesta mesma obra Leland coloca que na
Itália do séc. XIX havia tanto bruxas “boas” como “más”: buone e maladette.
Para resumir, aqui está uma tabela sobre a Bruxaria Européia:
700ac: Hesíodo, em sua Teogonia, fala da bruxa, Circe.
30ac: o poeta romano Horácio em suas Epopéias de Horácio associa as bruxas com a Deusa
Diana em um culto de mistério.
314dc: o Conselho de Ancyra “rotula” como hereges as bruxas que pertenciam à “Sociedade
de Diana”. O Conselho acrescentou que elas eram enganadas por Satã.
662dc: São Barbato converte Romuald (Duque de Benevento) ao cristianismo. Quando isto
ocorreu à árvore das bruxas de Benevento –uma nogueira - foi cortada. O mesmo São
Barbato esteve no Conselho de Constantinopla e reportou o “mal” das bruxas de Benevento.
906dc: Regino de Prum, em suas instruções a seus bispos, disse que os pagãos adoravam
Diana em um culto que chamou de “Sociedade de Diana”.
1006dc: no 19o livro do Decretum (entitulado Corrector) associou a adoração a Diana com
as pessoas pagãs.
1280dc: o Conselho da Arquidiocese de Conseranos associa o “culto das bruxas” com uma
Deusa pagã.
1310dc: o Conselho de Trier associa as bruxas à Deusa Diana (e Herodias) 1.
1313dc: Giovanni de Matociis escreveu em seu Historiae Imperiales que muitas pessoas
acreditavam em uma sociedade noturna presidida por uma rainha a quem chamavam de
Diana.
1390dc: uma mulher milanesa é julgada pela Inquisição por pertencer a “Sociedade de
Diana” e esta confessou que adora a Deusa da Noite e que “Diana deu suas bênçãos a ela”.
1457dc: três mulheres julgadas em Bressanone confessaram fazer parte da “Sociedade de
Diana” (como registrado por Nicolas de Cusa).
1508dc: o inquisidor italiano Bernardo Rategno escreveu em seu Tracatus de Stigibus que a
rápida expansão do culto das bruxas havia se iniciado 150 anos antes daquela data. Ele
concluiu de seu estudo de manuscritos de julgamentos dos Arquivos da Inquisição em Como,
Itália.
1519dc: Girolamo Folengo (poeta italiano) associou uma dama conhecida como Gulfora com
bruxas que se reuniam para fazer rituais em sua corte, em Maccaronea.

1
Outro nome de Aradia.
1576dc: Bartolo Spina escreveu em seu Quaestrico de Strigibus uma lista de informações
que juntou das confissões, nas quais as bruxas se reuniam à noite para adorar “Diana” e que
tinham negócios com espíritos da noite.
1647dc: Peter Pipernus escreveu em seu De Nuce Maga Benventana e Effectibus Magicis
de uma mulher chamada Violanta, que confessou adorar Diana perto de uma árvore de
nozes em Benevento.
1749dc: Girlamo Tartarotti associou o culto das bruxas com o antigo culto de Diana, em seu
livro Del Congresso Nottorno Delle Lammie . Em seu A Study of the Midnight Sabats of
Witches ele escreveu: “a identidade do culto dianico com a bruxaria moderna e visto e
provado.”
1890dc: Charles Leland associou o culto das bruxas com a Deusa Diana, tal qual a
sobrevivência dos caminhos antigos em seus livros: Etruscan Magic $ Occult Remedies e
Aradia; the gospel of the witches.
May 30, '07 8:52 AM
A Bruxaria Tradicional do Sul da Itália for everyone

- Por Nemesis/ Tradução de Henrique Drumond

Publicado em 20 de maio de 2007


Fonte: http://www.witchvox.com/va/dt_va.html?a=usnm&c=trads&id=11544

NOTA BENE: este definitivamente NÃO É o artigo definitivo sobre o assunto. A Streghe, como todos
os Ocultismos Tradicionais, valoriza nossos Juramentos e nossa Honra acima de tudo. Portanto, NUNCA
haverá uma apresentação pública, em qualquer veículo, de nossa sabedoria interna. No entanto, esse
artigo se foca nas raízes históricas, práticas folclóricas, e pontos em comum dos praticantes que
trabalham dentro do panorama do Sul da Itália. Assim sendo, a informação aqui contida é baseada em
pesquisa acadêmica, no folclore popular, e na minha compreensão pessoal da história e do folclore. Por
favor... sejam tolerantes com meus erros históricos e gramaticais.

Esse artigo é o resultado do amor pela história do Mediterrâneo, tradições mágicas da antiguidade, e as
crenças populares de minha bisavó, que expressou horror no começo de minha caminhada no Ocultismo,
mas que (no final da vida) veio a tratar meu Caminho com respeito e aceitação. Eu dedico esse artigo a
ela, aos meus Anciãos e Professores que me iniciaram na Arte, e aos Deuses e Deusas que ‘incendiaram
meu sangue e despertaram meu coração à vida’.

Terminologia
Na Itália, uma bruxa é conhecida como Strega, enquanto um praticante homem é conhecido pelo título de
Stregone. Bruxos, no plural, são Streghe – embora grupos compostos somente de homens possam ser
chamados de Stregoni.

A palavra moderna em italiano para bruxaria seria Stregoneria – outro termo, preferido pela maioria nos
Estados Unidos, é Stregheria. Esses termos significam a mesma coisa, embora a escolha de um pelo
outro possa ser somente religiosa (ou mágica). Historicamente, ‘Streghe’ tem suas raízes na palavra
latina Strix, que significa tanto bruxa quanto ‘grito de coruja’. No entanto, áreas diferentes têm suas
próprias palavras para uma bruxa – como Saga, Venefica, Fata, Ianara.
Na Sicília, Strega/Stregone/Streghe significam a mesma coisa, bem como na metrópole. Ser bruxa
envolve uma gama de atividades – de crotchery spinsters a adivinhadores e praticantes de magia popular
até aqueles iniciados nas reminiscências da religião pagã. Os termos Maga (f), Mago (m), e Magi (plural)
também significam “Bruxo(a)(os)” na Sicília. Esses foram emprestados dos Magos Persas helenizados
(Sacerdote / Milagreiro), e se refere (hoje) ao Sacerdócio da Antiga Religião.

Na Sardegna, tanto bruxas como fadas recebem o nome de Giane, que se refere às feiticeiras das cavernas
do passado mítico.

Em tempos medievais, as crenças religiosas das bruxas eram conhecidas (entre os praticantes_ como ‘La
Vecchia Religione’ (A Antiga Religião) ou ‘La societá di Diana’ (A Sociedade de Diana). Como um termo
italiano mais moderno, temos ‘Antiche Usanze’ (Caminhos Antigos) – além de uma referência
Inglesa/Americana poética, “O Povo do Grito da Coruja”.

Em prol da facilidade, irei o usar os termos, Bruxa, bruxo, bruxos e bruxaria neste artigo.

Raízes Históricas
A Itália (como um país unificado) é uma inovação moderna que surgiu nos últimos 130 anos. Para as
especificidades culturais italianas, cada região e cidade tinha sua própria identidade. A xenofobia era
muito comum e a sociedade moderna fez pouco para mudar o fato. Portanto, cada região e cada cidade –
até mesmo cada família – pode ter a sua própria Tradição, com suas raízes distintas, seus métodos e seu
“conhecimento secreto”.

O Sul da Itália teve, desde tempos antigos, um forte influxo de culturas gregas e etruscas. Tais eram os
numerosos templos no Sul da Itália e na Sicília que os historiadores deram à área o nome de “Magna
Graecia” (ou Grécia Maior). Além disso, houve uma forte influência fenícia e egípcia, através do
comércio. Com Roma, a influência dos cultos latinos começou a se enraizar, embora o Sul da Itália tenha
mantido seu distinto saber não-romano através de sua história.

Podemos encontrar muitas evidências que ligam as práticas modernas da Arte a precedentes gregos e
romanos. Foi Ovídio quem notou que as bruxas se encontravam a noite para celebrar os Mistérios da
Deusa Tripla. As bruxas de Tessália começaram a prática da puxada da Lua do céu. Theoricitus
menciona que as bruxas da Grécia e do Sul da Itália faziam preces e encantamentos à Lua.

Em tempos mais recentes, durante as Cruzadas e a Renascença Italiana posterior, os árabes deixaram sua
marca no Sul da Itália. Isso aconteceu principalmente na Sicília, Sardegna e Malta. Por exemplo, as
tradições da tarantella (uma dança baseada em folclore mágico) tem suas raízes e muitas similaridades
com danças do Oriente Médico feitas por mulheres para curar doenças, prever o futuro e receber visões
dos mortos.

Nas Ilhas da Sicília e de Malta, você também encontra fortes traços do folclore francês e germânico,
trazidos pelos invasores Normans. Devido à presença da Igreja Católica e Ortodoxa Romana no Sul da
Itália, antigas deidades foram identificadas com os santos. Por exemplo, um festejo de Demeter antes
acontecia no final de Julho – e se tornou cognato com as tradições católicas de Lammas (1 de Agosto) e a
Festa de Maria, Rainha dos Céus (15 de Agosto).
Na América, com nossa sociedade multicultural/plural, diferentes culturas Italianas se misturaram (muitas
vezes involuntariamente) até encontrar uma identidade comum. O mesmo aconteceu com as tradições da
Arte provenientes da Itália e das Ilhas. Também começamos a tanto complementar como suplementar
nossas práticas tradicionais da Arte através do contato com a Wicca Tradicional, o Hellenismos, a Religio
Romana e tradições africanas (especificamente, Santeria e Espiritismo Kardecista).

As Deidades
Como muitas variantes da Bruxaria Tradicional, nosso foco religioso é em uma DeusaMãe e um Deus
Pai. As opiniões divergem a respeito do apelo universal (“Todos os Deuses são UM Deus e todas as
Deusas são UMA Deusa”) ou se eles são, especificamente, Mãe e Pai na Arte. O nome mais comum da
Deusa Mãe é Diana, que reina (nas lendas populares) como a Rainha das Bruxas. O Deus Pai é
geralmente reverenciado como Apollo ou Sol Invictus. Por conta do catolicismo, tornou-se comum
referir-se aos Pais Divinos como “Nossa Senhora” e “Nosso Senhor”. (Historicamente, essa
denominação nos permitiu operar com mais liberdade, ainda carregando uma conotação diferente entre
aqueles que Conhecem).

Também honramos nossos Ancestrais. Geralmente, em forma de dois cultos (referentes aos cultos
domésticos romanos): Os Lare e os Lasa. Os Lare são os espíritos relacionados a nós através do sangue,
ou como recentemente concebido, qualquer espírito originado de um ser humano. Os Lasa são
especificamente os Espíritos da Natureza, inclusive as raças faéricas, os anjos, e os seres elementais. Eles
recebem o status de ancestrais em parte porque eles precedem a humanidade, mas também pelas lendas
que dizem que as primeiras bruxas foram resultado de casamentos entre humanos e Lasa.

O culto ancestral é praticado no altar doméstico (popularmente chamado de Altar dos Lare ou um nome
semelhante), onde oferendas e preces são feitas diariamente. Oferendas especiais são feitas como parte de
ritos de passagem e apresentação. As oferendas também são feitas ao ar livre, para os Lasa e os animais
selvagens.

Além disso, cada manifestação regional traz suas ênfases particulares e suas Deidades locais. Muitos
também honram os santos católicos e os anjos – que se aproxima muito do culto ancestral (os santos
foram humanos), ou pela identificação dos santos com as Deidades, ou simplesmente uma herança da
magia popular católica. Os cultos de “La Madonna Nera” (A Virgem Negra), do Arcanjo Miguel, e do
Anjo da Guarda são especialmente populares.

Estrutura Ritualística
Os rituais variam absurdamente. A Bruxaria do Sul da Itália tem características muito
folclóricas. Geralmente, nossos festejos estão mais próximos das “bruxas de cozinha” do que do alto
gentio Episcopagão. Na América, isso tem mudado através da influência da Wicca, da Golden Dawn, e
das pesquisas acadêmicas junto aos antigos festivais religiosos da Grécia e de Roma. (Alguns
começaram a adotar ou adaptar os Oito Sabás ou festivais Gregos/Romanos antigos como celebrações de
seus caminhos respectivos.)

Diferente da Wicca e do paganismo moderno, nós (historicamente) não temos sabás formais. Nossos
festivais eram e são aqueles da nossa região ou cidade. Tais festivais vão de celebrações da agricultura
(O Desabrochar da Almond em março, os Dias da Brasa, os Primeiros Frutos no final de julho/início de
agosto, etc) a Festivais de santos (Dia de São Miguel, Dia de Todos os Santos, Epifania, etc.). A maioria
dos eventos parecidos com os sabás são nossos ritos lunares – no caso, a Lua Cheia – que inclui assar
pão, contar estórias, fazer oferendas, e dançar/cantar.

Entre alguns clãs e famílias, esses elementos são notavelmente xamânicos. Em algumas noites, os
membros atendem a chamados astrais e tomam parte da Caçada Selvagem com Diana no comando. É
possível que esse elemento xamânico tenha precedentes históricos. No Cânon Escopi, a igreja medieval
cita “algumas mulheres, iludidas por Satã, que acreditam que voam de noite na companhia de Diana, a
Deusa dos Pagãos.” Tal prática também está relacionada com os Benandanti, um culto do século XVI
centrado no vôo espiritual e a batalha épica entre a Luz e as Trevas que ocorria nas mudanças de estação
nos Solstícios e Equinócios.

Nossas ferramentas são as domésticas: tesouras para cortar as energias não desejáveis, chaves para
abrir/fechar portas astrais (e servir como um falo simbólico), linha para amarrar, broches, potes e panelas
da nossa cozinha, e por aí vai. A lareira é especialmente sagrada para nós, representando a conexão entre
os vivos e os mortos, e a presença dos Deuses. Ela pode ser representada por um caldeirão em chamas, o
fogão, ou a lareira da casa, ou como um sentimento não-explícito de Família. Também trabalhamos com
o tamborim – tanto como meio de manipular energia como uma forma de conversar com os espíritos
(muito parecido com o tambor xamã siberiano).

Principais Crenças e Tenets


* Nosso código de ética é muito simples, englobado em três fases: Honra, Respeito por todos, e
Responsabilidade Pessoal. Embora sejam simples, são laços, unindo toda a nossa Arte junta, e se
aproxima do conceito japonês de bushido. Lealdade, honestidade e integridade são manifestações óbvias
desse ethos.

*Um foco claro na Família, tanto de sangue quanto de espírito.

*Preservar nosso conhecimento oral e história mítica, ainda assim sendo adaptável e aberto a
necessidades reais, pesquisa e eventos atuais. Somos naturalmente sincréticos, evoluindo e crescendo
lentamente, diferente de um ecleticismo que mistura tudo.

* Um foco matriarcal implícito. A maioria dos iniciados ativos são geralmente mulheres, já que os
homens seriam geralmente fora do campo, etc.

* Sexualmente, somos conservadores. Sejamos gays ou heterossexuais, temos a tendência de celebrar


relacionamentos e parcerias monogâmicas.

* A crença de que o poder mágico individual vem do Coração. Identificamos esse Coração com a Honra
de cada um, e como cada um enfrenta os desafios e os triunfos da vida.

* Valorização do sigilo da prática da Arte, não tanto por ser tradicional (apesar de ser), mas por nossa
escolha de preservar a beleza e a integridade do que faz a nossa Família ser uma família. E aqueles que
quebrarem esse laço não-explícito violam os princípios popularizados como Omerta.

* Ritual e magia como (parte de) viver a vida, não somente como prática.
* A reencarnação acontece (geralmente) dentro da família, ou dentro de um grupo de almas
familiares. Nós identificamos a Terra do Verão da crença teosófica moderna como a antiga Sumer,
expressando a esperança de voltar para um ideal de vida encontrado no Berço de Toda a
Civilização. Alguns, se inspirando na Sabedoria Grega, acreditam em um pós-vida geral (a Mansão de
Hades), um paraíso para Bruxas e Heróis (Elísio), e um local de punição para os malignos (Tártaros).

* Enquanto a maioria de nós reconhece algum tipo de lei cósmica análoga ao karma Oriental,
concordamos mais com os antigos conceitos de Destino. O Destino pode ser definido como um momento
de escolha. Em outras palavras, para cada escolha que fazemos e (em) cada ação que executamos, há
uma conseqüência. Se alguém ameaçar nossos amados, nada vai nos impedir de garantir que a justiça
seja feita. Nesse ponto, concordamos com o ethos que diz que “deixar que o mal continue existindo
permite que mais mal seja feito, e aqueles que permitem isso são tão culpados quanto os malfeitores
originais.”

Organização
A estrutura principal é a Família. Os membros mais velhos da família governam como “chefes de
família”. Indivíduos externos podem ser trazidos para dentro através de um ritual de adoção. Os ritos
formais de elevação geralmente ocorrem muito mais tarde, pois acreditamos que a experiência de vida é o
que conduz ao Sacerdócio. Recentemente, na América, alguns clãs e facções adoraram elementos da
Wicca Tradicional Britânica, especialmente no tocante à estrutura de Coven, como forma de ensinar
aqueles fora da estrutura da família. No entanto, a crença central é de que, diante dos Deuses, todos são
iguais. A nudez ritualística geralmente não é praticada – em parte pelos valores conservadores italianos,
mas também pelo maior foco na família do que na fertilidade.

Por um lado, a maioria dos Streghe reconhece e aceita como colegas aqueles que se dedicam aos Deuses
e verdadeiramente procurar viver na Arte de seu próprio modo. Por outro, se você afirma ter status
hereditário, você tem que ter passado pelos ritos necessários de passagem para validar essa
afirmativa. Apesar de cada família ser diferente, existem certos aspectos (crenças e práticas) que são
comuns e servem como prova de fogo. Por esses aspectos, diferenciamos aqueles que são sinceros
daqueles que são fraudes.

Palavra final de agradecimento


Esse artigo não seria escrito sem a ajuda, incentivo e inspiração de numerosos Anciãos, Professores,
Amigos e Sacerdotes. Os principais foram: o Ver. Lori Bruno, pastor do “Our Lady and our Lord of the
Trinacrian Rose” (Nosso Senhor e Nossa Senhora da Rosa Trinácria), que dividiu comigo as lendas e o
conhecimento, a sabedoria e a compaixão; Aradia, ‘mi madre in la stregheria’, que me levou até a
Encruzilhada que terei que trilhar sozinho; e todos os meus tios e primos da grande família de La
Vecchia Religione di Italia. Que os Grandes Deuses e Deusas mantenham, ergam e protejam a vocês,
agora e sempre;

Fontes para Maiores Informações

Fontes online

www.trinacrianrose.org/
(Our Lady and Our Lord of the Trinacrian Rose Church – Bruxaria da Sicília do Mundo Antigo misturada
com tradições da Wicca Continental. A pastora, Rev. Lori Bruno, é uma strega-maga hereditária, uma
excelente cozinheira, e uma sacerdotisa incansável a serviço de Seus Deuses.)

www.webnik.com/coven/strega/strega.html
(Site Wytches’ Hill e Befana’s Broom, com informações gerais de La VecchiaReligione).

www.templeofdianainc.org
(The Temple of Diana, INC., com base em Porto Rico, e tem um belo material devocional para Diana e
Apollo).

*Fontes em Livros:

Bonefry, Yves. Roman and European Mythologies.


Burkett, Walter. Greek Religion.
Davidson, Gustav. Dictionary of Angels.
Davies, Morganna and Lynch, Aradia. Keepers of the Flame.
Elworthy, Thomas. The Evil Eye.
Frazer, Sir James. The Golden Bough.
Ginzburg, Carlo. Ecstasies – Deciphering the Witches’ Sabbath.
Ginzburg, Carlo. The Night Battles.
Gwynn. A Light in the Shadows - A Mythos of Modern Traditional Witchcraft.
Johnsons, Sarah Illes. Hekate Soteira.
Kerenyi, C. The Gods of the Greeks.
Kinsgley, Peter. In the Dark Places of Wisdom.
Leland, CG. Aradia: Gospel of the Witches.
Leland, CG. Etruscan Roman Remains.
Martello, Leo. Witchcraft: the Old Religion

*Nota de rodapé:

Infelizmente, o conhecimento oral e as estórias das quais dependo não podem ser validadas por ninguém
além daqueles já no Saber.

Mais uma vez, eu me sinto grato aos Anciãos, Sacerdotes e Professores que me inspiraram, me guiaram, e
que concluíram que um artigo geral sobre a superfície da Brixaria do Sul da Itália era uma grande idéia.

Além disso, admito ser inapto à palavra escrita. As Tradições Italianas têm sorte de ter um grande
volume de suporte histórico de registros clássicos e medievais. Aqueles interessados em aprender mais
devem visitar os sites e os livros sugeridos acima. Também recomendo a leitura de Ovídio, Virgílio,
Horácio, e aqueles tomos empoeirados de História e folclore amados por antropólogos mas ignorados
pelo resto da sociedade.

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