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PNL- Programação Neuro Linguística

O que é PNL?

A Programação Neurolingüística (PNL) nos permite entender a estrutura da


experiência subjetiva humana com a finalidade de definir, modificar ou reproduzir qualquer
objetivo comportamental.
Foi criada nos EUA na década de 70 por Richard Bandler e por John Grinder,
Bandler estudou matemática, ciência da computação e psicologia, Grinder é lingüista e
especialista em Gramática Transformacional. Juntos criaram a PNL a partir de um processo
chamado modelagem.
A modelagem baseia-se na observação criteriosa de um determinado comportamento ou
habilidade com o objetivo de codificá-los e torná-los disponíveis a qualquer pessoa. Ou seja
,nossa experiência é o resultado da forma como vemos, ouvimos e sentimos as coisas, o que
freqüentemente é chamado de "pensamento". Se aprendermos a pensar como outra pessoa,
teremos adquirido as mesmas habilidades e obteremos os mesmos resultados que ela obtém.
As pessoas podem ser classificadas de acordo com a forma que recebem os
estímulos,podendo ser visuais, auditivas ou cinestésicas. Isto acontece porque nós não
prestamos atenção a tudo e durante o tempo todo. A consciência humana é um fenômeno
limitado. Nós selecionamos parte da experiência e omitimos o que resta. E esta seleção é
determinada por nossas capacidades sensoriais, motivações atuais e por aprendizagens
ocorridas na infância.
Cada palavra processual usada (visual, auditiva, cinestésica) indica que a experiência
interna daquele que fala está sendo representada num determinado sistema sensorial. O uso
habitual de uma categoria de palavras processuais em detrimento de outra é indicativo de
um sistema representacional primário. Este é o que é mais desenvolvido e usado com mais
freqüência do que outros. Resultará no fato de que o indivíduo perceberá o mundo
primordialmente através deste sistema. E qual a utilidade em saber o sistema sensorial
predominante de uma pessoa? A utilidade está diretamente relacionada à capacidade de
relacionar-se com alguém de modo eficaz. Significa saber "falar a mesma língua" que o
outro. Significa saber compreender e se fazer compreendido.
O ideal seria que todos nós tivéssemos todos os canais sensoriais igualmente
desenvolvidos. Isto poderia ser comprovado através do uso equilibrado das palavras
processuais, sem que houvesse predomínio de uma classe sobre outra. Em geral, não é isto
que acontece com a maioria das pessoas.
Todavia, é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Sugerimos para isto a seguinte
experiência: reserve um dia da semana para treinar cada canal sensorial. Por exemplo, às
segundas-feiras, proponha-se a treinar seu olfato. Neste dia, esteja disposto a ampliar sua
capacidade olfativa e a sentir o maior número possível de odores. Faça o mesmo com o
paladar e com os canais cinestésico (sensações: quente, frio, áspero), auditivo e visual.

Quais as aplicações da PNL na Magia?


Basicamente com a PNL pode-se remover obstáculos da mente, desde traumas até o medo
do fracasso, sendo assim torna –se muito eficaz para a prática de sigilos, onde
simplesmente pensar em não conseguir pode significar um fracasso.
Atravez da programação mental chega-se também a um objetivo realmente necessário para
a sigilização, bem como a uma frase que surtirá efeito, pois sabe-se que devem ser evitadas
palavras negativas e sentenças que não afirmem um resultado, ou sejam subjetivas demais.
O exercício a seguir mostra como se saber realmente o que se quer:
Etapa 1. Escolher um objetivo.
Em primeiro lugar, é importante perguntar O que quero? Escolha um objetivo ou
desejo. Se pensar em vários objetivos, veja se são de certa forma parecidos. Por exemplo,
se quer ser capaz de se motivar para limpar a casa, preparar seus relatórios a tempo ou
terminar um trabalho qualquer, todos esses objetivos estão relacionados à motivação. Se
pensar em vários objetivos diferentes, escolha um primeiro para começar.
A PNL descobriu que a maneira como se pensa sobre o objetivo faz uma enorme
diferença. Pode-se pensar no mesmo objetivo de uma maneira que torna mais fácil atingi-
lo ou de uma maneira que o torna praticamente impossível. As próximas perguntas lhe
permitirão verificar se você está pensando no seu objetivo de uma maneira que torne mais
fácil atingi-lo.
Avaliação A. Certifique-se de que seu objetivo está colocado em termos do que você
QUER, e não do que não quer. Por exemplo, se meu objetivo for "Quero que meu filho
deixe de choramingar", ou "Quero parar de me sentir mal quando meus planos não dão
certo", ou "Não quero comer tanto entre as refeições", estou pensando no que não quero.
É possível, porém, pensar naquilo que se quer. "Quero que meu filho peça as coisas
num tom de voz agradável." "Quando meus planos não dão certo, quero sentir-me
desafiada — como se me estivesse sendo dada uma oportunidade." "Quero comer apenas
legumes entre as refeições e fazer uma refeição completa, balanceada, três vezes ao dia."
Quando as pessoas pensam naquilo que não querem, ou querem evitar, geralmente
criam essa situação em suas vidas, porque sua mente se volta para o que elas não desejam.
Pensar no que se quer é uma mudança fácil, que pode fazer uma imensa diferença.
Avaliação B. Certifique-se de que seu objetivo está colocado de tal maneira que
possa obtê-lo independentemente da atitude das outras pessoas. Se seus objetivos exigem
que outras pessoas se modifiquem, mesmo que essas mudanças fossem bem-vindas, isso co-
loca você numa posição vulnerável e frágil. Você não será capaz de conseguir o que quer a
não ser que as outras pessoas modifiquem seu comportamento. É importante que sejamos
capazes de atingir nossos objetivos básicos por nós mesmos, independentemente do que os
outros façam.
Isso pode parecer impossível no início, mas pode nos dar maior capacidade e poder.
Vamos ver alguns exemplos. Digamos que meu objetivo seja: "Quero que meu marido pare
de me criticar". Como isso pressupõe que meu marido mude, trata-se de algo que está fora
do meu controle. Se esse for meu objetivo principal, estarei numa posição vulnerável.
"O que posso fazer/ ter/ vivenciar que me dará o que quero, qualquer que seja a
atitude do meu marido?" Talvez eu queira ter amor-próprio mesmo quando meu marido me
critica. Talvez eu queira me sentir capaz quando meu marido me critica, e também ser
capaz de examinar com que elementos da sua crítica eu concordo e de que elementos
discordo (ver capítulo 5). Isso me coloca numa posição mais poderosa, porque posso
conseguir o que quero mesmo que meu marido continue a me criticar.
Vejamos outro exemplo. Digamos que meu problema seja: "Minha namorada acabou
o namoro e quero que ela volte para mim". Como não tenho controle sobre seu
comportamento, posso me perguntar: "O que eu conseguiria se ela voltasse?" Talvez meu
relacionamento com ela tenha sido o melhor que já tive. Ela fez florescer meu senso de
humor, gostava do caloroso contato que tinha com ela e me sentia mais valorizado como
pessoa.
Agora tenho uma lista de objetivos que estão sob o meu controle. Posso encontrar
outras formas de desenvolver meu senso de humor. Posso desenvolver relacionamentos
calorosos com outras pessoas e descobrir meios de me sentir valorizado. Posso conseguir
tudo isso mesmo que minha namorada não volte para mim.
Etapa 2. Como saber que o objetivo foi atingido.
"Como saberei que atingi meu objetivo?" Algumas pessoas não conseguem saber se
atingiram ou não seus objetivos. Isso significa que nunca ficam satisfeitas quando
conseguem algo. Além disso, não têm como avaliar se seu comportamento cotidiano as
está levando mais perto ou mais longe do seu objetivo. Por exemplo, meu objetivo pode
ser: "Quero ter mais sucesso". Se não tiver indicações do que significa "ter sucesso", posso
lutar para ter sucesso a vida inteira sem jamais sentir que o consegui. Ter sucesso pode ser
conseguir que alguém sorria, obter um emprego ou qualquer outra coisa. Avaliação. As
evidências obtidas estão intimamente relacionadas com o objetivo? Verifique se as
evidências lhe dão informações realistas e positivas de que você está perto de atingir seu
objetivo. Digamos que meu objetivo seja ser uma professora eficiente e que a evidência
neste caso fosse eu me sentir bem no final do dia. Sentir-se bem no final do dia é ótimo,
porém não tem necessariamente nada a ver com o fato de eu ser uma boa professora. Uma
demonstração melhor seria observar se meus alunos têm um melhor desempenho do que
no início do ano letivo.
Vamos a outro exemplo. Digamos que meu objetivo seja ser uma boa mãe e que eu
sinta que consegui isso quando meus filhos me dizem que estou me saindo bem. Não se
trata de uma boa indicação. Se quero que meus filhos digam que sou uma ótima mãe,
talvez tenha de ser muito permissiva, sem tomar as medidas que seriam boas para eles a
longo prazo. Mais uma vez, a melhor indicação é observar o progresso e o
desenvolvimento dos meus filhos.
Etapa 3. Selecionar onde, quando e com quem deseja atingir o objetivo.
É muito importante saber quando quer e quando não quer atingir seu objetivo. Por
exemplo, se seu objetivo for "sentir-se confiante", você quer sentir confiança o tempo todo!
Quer sentir-se confiante quando estiver pilotando um avião, mesmo sem nunca ter pilotado
antes? Talvez seja melhor não ter muita confiança em andar numa corda bamba a quatro
metros do solo, a não ser que saiba realmente fazê-lo. Onde, quando e com quem você quer
se sentir confiante? Talvez deseje sentir-se confiante apenas quando tiver a capacidade e o
treinamento necessários. Quando não tiver essa capacidade, talvez prefira ter uma
sensação diferente, como por exemplo, "cuidado", "curiosidade" ou "saber que posso
aproveitar meus erros para aperfeiçoar meus conhecimentos".
Será muito mais fácil atingir seu objetivo se tiver o cuidado de decidir quando e onde
é adequado sentir-se seguro. Quando alguém tenta sentir-se confiante sem possuir a
capacidade necessária, em geral não consegue atingir o objetivo.
Avaliação. Seja específico. "O que vejo, ouço e sinto que me f az saber que chegou o
momento de atingir meu objetivo?'" Por exemplo, "Quando vejo meu marido fazendo X,
quero sentir compaixão".
Etapa 4. Verificar os obstáculos.
"O que o impede de já ter atingido o seu objetivo?" Talvez nada o impeça. Se for o
caso, pode ir direto à etapa n? 5. Entretanto, às vezes outro objetivo entra em conflito com
o objetivo que se quer atingir. Quando isso acontecer, é importante descobrir um jeito de
atingir ambos os objetivos. Em geral, dois objetivos que parecem em conflito podem, na
verdade, ser complementares. Se não puder ser assim, é possível programá-los para que
não entrem em conflito. Ver nos capítulos 7 e 12 os métodos que podem ajudar a resolver o
conflito.
Etapa 5. Descobrir recursos existentes.
"Que recursos você já possui que poderão ajudá-lo a atingir seu objetivo?" Se seu
objetivo é ter amor-próprio, saber quando já possui esse sentimento pode lhe dar muitas
informações de como atingir esse objetivo. Se sua meta for falar em público, que partes
desse objetivo podem ser atingidos já? Provavelmente, você já consegue falar, ficar de pé e
olhar o público etc. Saber quanto se é capaz proporciona um sentimento real de realização
e uma base sólida para aprender as habilidades adicionais necessárias.
Etapa 6. Recursos extras.
"Que outros recursos ou capacidades são necessários para atingir o objetivo
desejado?" Saber que etapas você já pode realizar faz com que possa se concentrar mais
facilmente naquelas que deve aprender. Talvez você precise se sentir confiante quando está
sendo observado falando em público. Talvez seja necessário manter um esboço do que
planeja dizer ou encontrar formas de reagir ao público de maneira mais calorosa.
Etapa 7. Criar um plano.
"Como vai atingir seu objetivo?" "Qual será seu primeiro passo?" Alguns poucos
objetivos podem ser atingidos imediatamente, mas em geral será necessário uma série de
passos e algum tempo para atingir outros objetivos.
Avaliação . Certifique-se de que o primeiro passo é específico e factível. Se seu objetivo for
"Quero pesar 55 kg", deve-se perguntar: "Qual será o meu primeiro passo para atingir
esse peso? Ó que posso fazer agora que me levará em direção ao meu objetivo e como
poderei saber que estou no caminho certo?" Chamamos a isso "segmentação". Se seu
objetivo lhe parece grande demais, a "segmentação" é o primeiro passo para torná-lo
possível ou fácil de ser atingido.
A PNL pode auxiliar no aprendizado, e isto pode ser aplicado também ao estudo da magia.
A seguir um exercício para facilitar o aprendizado:

Antes

1) Prepare o seu ambiente - Quando decidir que é hora, antecipe o que vai precisar e
deixe tudo à mão: livros, anotações, dicionário. Se usa computador, abra os arquivos que
julga que serão necessários ou úteis. Se quiser, pegue também copo d'água ou de suco e
batata frita. Outras opções são avisar todo mundo do que vai fazer e tirar o telefone do
gancho. O objetivo aqui é montar um ambiente que permita o máximo possível de foco e
concentração.

2) Ative sua motivação - Diga para si para que serve o que vai fazer em seguida. Ative a
lembrança dos motivos que o levaram a assumir o compromisso do qual decorre a
atividade a seguir. O que você vai obter ao final? E o que isso lhe trará? Imagine por um
momento que já está obtendo benefícios de sua dedicação.

3) Ative seus conhecimentos - Faça perguntas a si mesmo sobre o assunto. O que já


aprendi sobre isto? Que experiências e práticas já tive? Em que já usei este material ou
parte dele? O quanto já progredi? O quanto sabia antes, e quanto sei agora? Não é
preciso esforço, as perguntas já induzem a resposta, você apenas fica esperando o efeito.

Você pode repassar o material, apenas olhando um ou outro tópico, assim com quem não
quer nada. Pode também fazer coisas simples para "aquecer", como operações
matemáticas com números de 5 dígitos, por exemplo, para temas que envolvem raciocínio.
Se o tema for canto, você pode fazer um brainstorm de sons, isto é, emitir sons
aleatoriamente por algum tempo. Se for dança, o aquecimento pode ser repassar os passos
básicos.

4) Ative suas atitudes - De que maneira quer se dedicar? Expresse as atitudes que gostaria
de manter durante a sessão. Sugestões: "estar concentrado", "focar o melhor possível no
objetivo", "desligar-me de tudo que não estiver relacionado", "com amor", "ligado", "com
a maior objetividade". Neste ponto você pode se programar também sobre como vai lidar
com interrupções, como telefone, irmãos ou o que for. Com paciência? Com tolerância?

Não se preocupe se vai ou não agir conforme determinou; a sua declaração de intenção é
a mobilizadora de recursos. Apenas expresse e vá para o próximo passo.

Durante

5) Defina sua intenção imediata - Declare verbal ou mentalmente o que pretende para o
próximo segmento de estudo. Nem sempre é possível ser muito específico, faça o melhor
possível. Você vai estudar um capítulo? Praticar uma seqüência? Decida quanto tempo irá
dedicar minimamente (depois você pode tomar outra decisão). Para esta etapa, você pode
consultar os seus PPPs (próximos pequenos passos) definidos na sessão prévia (veja
abaixo a seção Depois). Ajuste-os se for o caso, para incorporar novas e melhores idéias.
6) Solte-se - De vez em quando, relaxe na postura, isto é, solte seu corpo ou partes dele o
quanto for possível. Como está sua testa agora? E seus ombros?

7) Faça pausas - Após algum segmento de dedicação, faça uma pausa com a intenção de
permitir ao seu sistema a absorção e a incorporação do novo material. Enquanto isso,
você descansa, em caráter remediativo ou preventivo. Uma pesquisa mostrou que o
aprendizado é maior no início e no final de um período delimitado de dedicação (D.
Gordon e J. Vos, em Revolucionando o Aprendizado, Makron).

8) Interrupções - Por mais que não queiramos, podem ocorrer interrupções. Se isso
ocorrer, após decidir verificar e antes de desviar-se, registre o ponto de retorno, o que fará
quando voltar. Pode ser um capítulo, um exercício, um movimento. O registro pode ser tão
simples quanto um lápis na página correta, uma anotação ou uma imagem mental.

Depois

9) Verifique o progresso - Avalie o rendimento da sessão. Se usou alguma das estratégias


sugeridas, veja se dá para saber se foi útil ou não, se vai praticar uma outra vez para
avaliar melhor. Se concluir que não progrediu muito, é um momento de reavaliar as
estratégias de aprendizado, e talvez decidir fazer mudanças, talvez pesquisar um pouco
sobre o que existe que você talvez não conheça.

10) PPPs - defina e registre os Próximos Pequenos Passos a serem dados no assunto. Estes
têm uma importância especial: definir PPPs é garantir que você pode se desligar do
assunto tranquilamente; se esquecer, já tem as ligações para retomar do ponto onde parou.
Se você já ficou pensando em algo por medo de esquecer, sabe avaliar a utilidade desta
alternativa.

11) Reconheça - Separe um minuto para fazer o auto-reconhecimento: procure algo de


bom no que fez, como ter-se dedicado, ter aprendido um pouco mais, estar mais próximo
do objetivo, ter tido disciplina, o que quer que você encontre de bom e positivo. Para cada
um, procure o prazer e a satisfação que lhe proporciona. Usufrua, isto é, dedique-se a ficar
sentindo cada prazer ou emoção prazerosa por alguns segundos.

12) Guarde as coisas - No final, retorne o ambiente ao seu estado normal, guardando
materiais, fechando programas e limpando eventuais resíduos da atividade. O objetivo
aqui é mais do que organização: você está enviando uma mensagem ao seu cérebro de que
a sessão está encerrada, você vai fazer outra coisa e quer se concentrar devidamente nessa
outra coisa, seja o que for.

13) Faça uma transição adequada - Quando nos dedicamos com intensidade a algo, há a
possibilidade de que representações mentais e até emoções fiquem ativas,
independentemente da nossa vontade, mesmo quando não estamos nos dedicando e
queremos fazer outra coisa. Assim, antes de fazer essa outra coisa, e se julgar necessário,
execute algumas ações para "quebrar o estado". Em geral são coisas prazerosas: tomar
um banho, lanchar, até beber algo gostoso pode funcionar. Também pode ser uma
atividade física, como exercícios, alongamentos e caminhadas, ou deitar-se por alguns
minutos e simplesmente relaxar, como já fiz e já vi outras pessoas fazerem. Outra
possibilidade é acessar algum site interessante, como de humor, por exemplo. O importante
é você achar algo que funcione para mudar o estado em no máximo alguns minutos.

Lidar com as emoções é muito importante no trabalho com a magia, e a PNL tem maneiras
de lidar com estas, sem reprimi-las, o que seria prejudicial ao praticante.
O seguinte exercício toma o medo como exemplo:

Canalizando a energia do medo

Uma vez tendo boas percepções a respeito do medo, precisamos aplicá-las, colocá-las em
prática. Uma estratégia estruturada que pode ser usada para aproveitar o impulso e a
energia do medo é:

1) Conscientização - tudo começa quando você detecta algo que pode ser bem descrito
pela palavra "medo". Você sabe que é um processo da mente (eventualmente com reflexos
no corpo), que é mais específico: medo de que alguma coisa aconteça. Ele está em
andamento e você se prepara para uma auto-intervenção.

Tenha em mente que muito do que sentimos é originado em coisas que pensamos mas não
notamos, isto é, estão inconscientes - reagimos e tomamos decisões influenciados por algo
que não sabemos que está lá. A conscientização é o primeiro passo para ter mais opções
de lidar com a situação.

Quanto mais rico o "mapa" que você tiver sobre o que está sentindo, mais opções terá.
Para isso, tire a atenção dos sintomas corporais e direcione-a para imagens e sons
internos, diretamente ou por meio de perguntas: medo de quê? O que pode acontecer de
potencialmente ruim? O que estou imaginando? Quais são possíveis decorrências
desagradáveis da situação atual? Também pode ser usada como apoio para obter
informações a metáfora da "câmera mental". Faça de conta que tem uma e descubra como
ela pode ajudar.

2) Interpretação - Neste momento uma avaliação deve ser feita: o medo é um alerta?
Procede? A avaliação dirá se é o momento de agir, e em caso positivo, o que é melhor de
se fazer. Se o medo for julgado como não procedente, como por exemplo medo de cair do
alto de um prédio protegido, você tem a opção de simplesmente ignorá-lo, deixá-lo de
lado. No caso dos medos que causam sensações no corpo, como o de altura, uma opção
que pode ser usada é a observação das sensações: localização, intensidade, qualidade.
Caso você decida canalizar a energia, vai para o próximo passo.

3) Escolha do contexto alvo da energia - Aqui você define para onde quer canalizar o
impulso do medo. Deve ser um comportamento executável por você. Por exemplo, se está
fazendo um relatório e sente receio ou medo de que seja malvisto, pode imaginar-se
relendo o relatório procurando por correções ou possibilidades de melhoria. Outra boa
opção é se imaginar como se fosse o chefe lendo o relatório, com seus olhos e seus
julgamentos. Veja mais idéias abaixo.
4) Transferência da energia - Neste ponto você tem dois cenários internos, um do medo e
outro do objetivo. Para transferir a energia do primeiro para o segundo, você tem várias
opções. Como isto é muito pessoal e para cada um pode ser diferente, você deve descobrir
o que funciona melhor para você. Seguem algumas sugestões:

- Diminuir a luminosidade de um e aumentar a do outro.

- Visualizar a energia saindo de uma imagem e indo para a outra.

- Dissociar-se ("sair do filme") de um e associar-se ao outro.

- Fazer um morphing das imagens (transformação de uma imagem em outra). Você pode
treinar-se em morphings mentais assistindo a vários deles, "ensinando" seu cérebro como é
que ele deve fazer.

Se quiser repetir para certificar-se do sucesso, evite fazer o inverso - abra os olhos e
recomece.

5) Estabilização - Solte o corpo, e fique quieto por um minuto, permitindo que a mudança
se estabilize. Aproveite para usufruir do prazer desse momento de descanso e também do
possível prazer que possa estar sentindo pela sua atitude e iniciativa.

Dentre tantas outras aplicações da PNL encontra se a auto cura, usada não como alternativa
mas como complemento ao tratamento da medicina tradicional. A seguir um pequeno
exemplo que pode se estender a vários tipos de doenças:
Como usar a capacidade de autocura do corpo
Pense na maneira como o corpo se cura de uma gripe, veja a si mesmo num filme
curto, à sua direita. Primeiro se veja deitado na cama, e depois aos poucos ficando cada
vez melhor e mais saudável. O filme deve parecer uma seqüência fotográfica muito rápida:
veja-se deitado e logo em seguida de pé e bem de saúde.
Para "fixar" bem a mudança, crie um outro exemplo de ter se curado e coloque-o no
seu passado. Imaginei esse filme exatamente igual a outras experiências do seu passado e
coloque-o na linha de passado.

A PNL é útil e, muitas vezes, o melhor uso que podemos fazer dela está nas coisas simples
como, por exemplo, dormir bem.

1. Programe a quantidade de sono que você precisa. Você pode fazer isso de muitas
maneiras. Aqui vai uma:
a. Pergunte a si mesmo de quanto de sono você precisa – e ouça a resposta do
seu corpo. Digamos, 10 horas.

b. Mentalmente, veja uma linha que se estende da esquerda para a direita. No


final da linha, aparece a hora em que você deve acordar, ex.: 6h. da manhã.
c. Acerte o começo da linha na hora em que você precisa dormir. Neste
exemplo, à 8h. da noite.
d. Mas não comece a dormir, ainda.
2. Decida como você quer se sentir quando acordar.
a. Como você gostaria de sentir-se ao acordar? Provavelmente descansado,
alerta, energizado – bem. Lembre-se de uma vez em que se sentiu assim, e
associe-se a essa sensação. Sentiu? Ótimo.

b. Agora, diga ao seu inconsciente que é assim que você quer sentir-se ao
acordar.
c. E, antes de acordar, você precisa dormir. Mas ainda não comece a dormir.
3. Programe seu despertar.

Por que usar um despertador, se você pode escolher a maneira como quer acordar
– muito melhor! Portanto, imagine um relógio – sim, aquele – e acerte a hora de
despertar nesse relógio imaginário. Digamos, 6h. da manhã. Agora, guarde o
relógio em sua mente.

4. Durma.
a. Veja novamente a linha do tempo em sua frente, indo da esquerda para a
direita.

b. Veja um ponto, nessa linha, marcando a hora atual, ex.: 11h da noite.
c. Com os olhos da mente, entre na linha, naquele ponto. Ela se estende da
esquerda para a direita. Agora, você já está dormindo por algumas horas,
na verdade desde as 8h. da noite. Isto é um sonho.

E, à medida que você sonha, pergunte a si mesmo, detalhadamente: quais são as


submodalidades de estar dormindo? Veja-as. O que, exatamente, você vê, quando está
dormindo, como agora? E estando dormindo, o quê exatamente você pode ouvir? E como
se sente dormindo? Exatamente

Bibliografia:
ANDREAS, Steve; Connirae. A essência da mente.
Artigos de Virgílio Vasconcelos Vilela
Artigos de Nelly Beatriz M. P. Penteado

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