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Instituto Universal Brasileiro

Administração
Luiz Fernando Diniz Naso
José Carlos Diniz Naso
Inês Diniz Naso

Gerente Geral
Modesto Pantaléa

Diretora Geral
Claudia de A. Maranhão Prescott Naso

Coordenação
Waldomiro Recchi

Editoração
Daniela Vigato Pierre

Revisão de Texto
Roseli Anastácio Silva

Autor
Maurício Malavazi

Impressão
IUBRA - Indústria Gráfica e Editora Ltda.
Rodovia Estadual Boituva - Iperó, km 1,1
Campos de Boituva - Boituva - SP
CEP 18550-000

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DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTES

O papel dos sistemas de transporte é parte indispensável da infraestrutura de qualquer


região. O grau de desenvolvimento de uma sociedade está diretamente ligado ao grau de sofis-
ticação de seu sistema de transportes. As empresas devem visualizar este sistema logístico de
forma estratégica, já que cada mercado exige transporte adequado.

Aula 1
• A Aula 1, Distribuição e Transportes faz a análise dos fatores que afetam as atividades,
bem como os canais de distribuição e transportes.

Aula 2
• A Aula 2 aborda a Meios de Distribuição e Transportes, elencando os modais: rodoviá-
rio, ferroviário, aquaviário, aéreo e dutoviário; além de suas vantagens e desvantagens.

Aula 3
• A Aula 3 apresenta as diversas fases a Controle e Movimentação de Mercadorias, ve-
rificando: as transações de mercadoria; os Centro de Distribuição (CD); a proteção ao meio am-
biente; e o apoio administrativo no transporte de cargas.

SAIBA MAIS

No site Logística Descomplicada http://www.logística descomplicada.com, há diversos


artigos sobre distribuição e transportes.

Distribuição e Transporte 3 Instituto Universal Brasileiro


GLOSSÁRIO

Atacado. Ou comércio atacadista é uma modalidade de comercialização de produtos em


grande escala.

Dieselisação. Diz-se do, ou motor de combustão interna e autoignição, cujo ciclo é de dois
ou quatro tempos, e no qual se utilizam como combustível os óleos pesados de petróleo.

Funding. Financiamento, Investimento ou Captação de Recursos para alavancar os negó-


cios de uma empresa.

Infraestrutura. Suporte que funciona como base. No caso de transportes, para a circula-
ção de mercadorias dentro e fora do país.

Intermediário. Agente de negócios que atua entre o vendedor e o comprador, ou entre o


produto e o consumidor.

Implementação. Vem do inglês implement, com sentido de “desenvolver”, diz respeito à


realização ou execução de medidas necessárias.

Lead time. Em uma tradução livre, “tempo de espera”. Também pode ser entendido como
o tempo de entrega ou tempo de ressuprimento, de reabastecimento.

Modais. Aplica-se às diferentes modalidades de transportes: terrestres, aquáticos e aéreos.

Roteirização. Modo inteligente de realizar entregas e coletas sistematizadas, planejando


rotas, prevendo custos e adequando o tempo de atendimento.

Tender. Veículo colocado imediatamente após uma locomotiva a vapor e que transporta a
água e o combustível necessários à alimentação da máquina.

Varejo. Ou comércio varejista é uma modalidade de comercialização de produtos em pe-


quena escala.

Conceitos importantes

Centro de Distribuição (CD). Pode ser definido como um espaço de armazenamento de


mercadorias localizado em pontos estratégicos, destinado ao recebimento, à separação e ao
envio de produtos, com o objetivo de agilizar os processos de estocagem e expedição.

WMS – Sistema de Gerenciamento de Armazém. A sigla usada vem do inglês Warehou-


se Management System, e denomina as ferramentas de automação para o gerenciamento
das atividades de um estoque, que propicia um uso otimizado das dependências físicas do
armazém.

EDI (Electronic Data Interchange) ou Troca Eletrônica de Dados. É a troca de documen-


tos via sistemas de teleinformática entre duas ou mais organizações de forma padronizada. Tem
como objetivo agilizar e reduzir os custos dos processos mercantis.
Distribuição e Transporte 4 Instituto Universal Brasileiro
Aula 1 tores da economia proporcionando o aumento
DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTES da disponibilidade de bens, e consequentemente
possibilitando a abertura de novos mercados.

Introdução

O Brasil, no entanto, não por falta de visão de


seus governantes quanto à importância da partici-
pação estatal no planejamento e na execução des-
ses planos, não foi capaz de, ao longo das últimas
Transportes é uma área da logística décadas, suprir as necessidades de infraestrutura
que envolve a escolha da melhor maneira do país. Um dos principais desafios logísticos para
de interligar fornecedores e clientes, com os próximos anos é eliminar os gargalos no setor
o objetivo de movimentar materiais e pro- de infraestruturas que limitam a competitividade
dutos acabados entre diferentes pontos, do país. A consolidação da infraestrutura em um
com o mínimo custo e menor tempo pos- país com dimensões continentais exige investi-
sível. Transportar mercadorias garantindo mentos continuados, consoantes a um plano de
a integridade da carga, o prazo combinado desenvolvimento forte e coeso.
e, principalmente, a baixo custo, é o que se
denomina “Logística de Transportes”. Desafios do setor de logística no Brasil

Com base na análise de 14 setores da


Trata-se de uma área crucial no que se re- economia brasileira, a publicação Panoramas
fere às estratégias relacionadas à administra- Setoriais 2030: Desafios e oportunidades para o
ção dos custos logísticos, já que a movimenta- Brasil aponta alguns fatores críticos, para que
ção de cargas absorve de um a dois terços dos o Brasil possa retomar o crescimento e alcan-
custos logísticos totais. çar um desenvolvimento consolidado e sus-
tentável até o fim da próxima década.
Sistemas de Transportes Entre os diversos desafios, talvez o mais
no Brasil e no Mundo urgente e com maior capacidade de ajudar a
recuperação econômica esteja na necessidade
O papel dos sistemas de transportes é parte de melhorar a infraestrutura de logística, que
indispensável da infraestrutura de qualquer região afeta a produtividade sistêmica. De fato, o Bra-
do mundo, estando o grau de desenvolvimento de sil ocupa hoje a distante 54ª posição no ranking
uma sociedade ligado diretamente ao grau de so- de performance em logística. Como mostra o
fisticação do seu sistema de transporte. gráfico abaixo, o país investiu apenas 0,5% do
Do ponto de vista econômico, o desenvol- PIB nesse setor, entre 1993 e 2015, o que corres-
vimento de uma região está diretamente ligado à ponde a quase um décimo dos investimentos da
disponibilidade da infraestrutura de transportes. China e metade das inversões da América Latina
A eficiência dos sistemas logísticos aumenta as (também como proporção do PIB) em período
condições de competitividade para todos os se- semelhante (1992 a 2011).
Distribuição e Transporte - Aula 1 5 Instituto Universal Brasileiro
Investimentos Mundiais em Logística (% do PIB)

5,0
4,38
4,5

4,0

3,5

3,0 2,74
2,5

2,0
1,28 1,26 1,31
1,5
0,96 1,03
1,0 0,74
0,49 0,53
0,5

0,0
China

Japão

Ìndia

Outros*

Oriente
Médio e
África

Leste
Europeu/
Eurásia

União
Europeia

EUA

América
Latina

Brasil
Rodovia Ferrovia Portos Aeroportos

Fontes:Dobbs(2013); BNDS(2016); Pereira e Puga(2016); e Bielschowsky(2002).


*Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Croácia, Emirados Árabes Unidos, Islândia, Lichtenstein, Noruega, Nova Zelândia, Cin-
gapura, Suíça e Taiwan (Taipei).
Nota: Dados de 1992 a 2011, exceto Brasil (1993 a 2015). Os investimentos brasileiros em logística, como proporção do
PIB, mudaram muito pouco em relação ao período de 1993 a 2011 (rodovias: 0,27% do PIB; ferrovias: 0,14; portos: 0,06; e aero-
portos: 0,04, o que sugere não haver problemas na comparação entre os dois períodos acima.

Para um país com dimensões continentais, um estoque que deverá ser equacionado de modo
como é o caso brasileiro, há necessidade de reorien- independente das questões externas, em função da
tação da matriz de transporte em direção a modais já delicada posição relativa dos custos logísticos no
mais eficientes, mas também de expansão de toda Brasil e de seu impacto nas cadeias produtivas e na
a base de ativos logísticos no país. De fato, os investi- capacidade de inserção internacional das empresas
mentos foram baixos até mesmo em rodovias (0,28% instaladas no país. A velocidade desse equaciona-
do PIB) modal em que a matriz de transporte brasilei- mento é que deverá ser influenciada, naturalmente,
ra é concentrada. Para fins de comparação, a China, pelas condições macroeconômicas vigentes.
mesmo tendo se voltado a desenvolver modais mais Os pilares necessários para a ampliação des-
eficientes de transporte para longa distância (ferro- ses investimentos residem, entre outros fatores, na
vias), investiu 2,68% do PIB em rodovias, percentual estrutura de planejamento de longo prazo ampa-
quase dez vezes maior do que o do Brasil. rada por uma contabilidade econômica, financei-
Há um estoque de investimento necessário à ra e ambiental que possa ser defendida interna e
readequação da infraestrutura de transportes, não externamente; na estruturação de marco regula-
rigorosamente estimado, mas avaliado no passado tório setorial que forneça segurança econômica e
entre R$ 428 bilhões (Plano Nacional de Logística e jurídica aos investidores; no desenvolvimento de
Transportes) e R$ 1 trilhão (Confederação Nacional estruturas de funding e incentivo ao investimento
do Transporte). estrangeiro; e na resolução de eventuais conflitos
Esse desafio independe de questões relativas entre os responsáveis pela construção e os encar-
ao nível de crescimento da demanda. Trata-se de regados pela operação do ativo.”
Distribuição e Transporte - Aula 1 6 Instituto Universal Brasileiro
municípios e estes ainda em freguesias. Em
SAIBA MAIS alguns países de língua inglesa, como os Es-
tados Unidos, os estados dividem-se em con-
dados (com exceção da Louisiana que está di-
Funding. Corresponde à captação de
vidida em paróquias), apenas o nome sendo
recursos de terceiros via mercado de capitais
reminiscente das antigas divisões feudais.
ou mercado bancário, com prazo de amor-
tização compatível ao prazo de maturação
do investimento que se pretende implantar.
É uma estratégia muito utilizada atualmente Fatores que afetam as atividades
em startups e negócios relacionados à tecno- de Distribuição e Transportes
logia, principalmente, por causa do incentivo
ao desenvolvimento de novas soluções. • Gerenciamento logístico
Considera-se que o gerenciamento lo-
gístico, como um todo, tem grande potencial
Decisivamente o setor de transportes é para auxiliar a organização a alcançar vanta-
fator importantíssimo para a cadeia produtiva. gens em custos, produtividade, valor agrega-
Qualquer erro estratégico ou um sistema não do, e níveis de serviços diferenciados (melho-
adequado encarecerá de forma significativa to- rias no atendimento ao cliente).
dos os custos desta cadeia, tornando os produtos
menos competitivos pelo simples fato de se re- • Planejamento e coordenação do fluxo
passar estes valores para os consumidores finais. O planejamento e coordenação do fluxo
A modernização e o crescimento da malha, de materiais da fonte até o cliente final, como
requer maior atenção por parte do Governo Fe- um sistema integrado, tem o objetivo de ligar
deral no que se refere aos incentivos da partici- o mercado, a rede de distribuição, o processo
pação da iniciativa privada no desenvolvimento de fabricação e a atividade de aquisição, de
da infraestrutura de transportes, além de planeja- tal modo que os clientes sejam servidos com
mento e comprometimento relacionados aos in- níveis cada vez mais altos, ainda assim man-
vestimentos públicos, proporcionando desta for- tendo os custos baixos.
ma a correta movimentação de cargas pelo país.
• Ciclo de vida dos produtos
O ciclo de vida dos produtos está fican-
PARA REFLETIR do cada vez menor, ou seja, as organizações
precisam atentar-se ao que o mercado está
pedindo, a que velocidade deve-se produzir e
Subnacional. Parte de um país que ge- principalmente disponibilizar esta produção ao
ralmente possui uma forma de governo regio- consumidor o mais rápido possível, sob o risco
nal com menos poderes do que o governo do de que, caso isto não aconteça com a veloci-
país a que pertence. Os nomes das divisões ad- dade requerida, o produto já chegue obsoleto
ministrativas variam entre os países. Nos esta- ao comprador. Este ciclo curto traz inúmeros
dos federados como o Brasil ou a Índia, as prin- problemas no gerenciamento logístico, princi-
cipais subdivisões denominam-se estados, palmente no que se refere à questão “tempo”.
caracterizados por ter sua própria constituição
e sua própria assembleia legislativa, elegendo • Velocidade da Distribuição
os governadores por voto direto. Em outros Somente obterá êxito, as empresas que
países, como Moçambique ou o Canadá, as conseguirem, através do seu sistema logístico,
principais subdivisões denominam-se provín- ser mais flexível e ter a sensibilidade que, sua
cias. Em Portugal as principais subdivisões são rede de distribuição precisa movimentar-se
os distritos, que se dividem em concelhos ou na mesma velocidade que seus clientes re-
querem da sua produção.
Distribuição e Transporte - Aula 1 7 Instituto Universal Brasileiro
Canais de distribuição da fábrica. É necessário que os mesmos pro-
curem pelas concessionárias representantes
das marcas. Exemplos de intermediários são
atacadistas, representantes, grandes varejis-
tas, proprietários de redes de lojas ou ainda
prestadores de serviços.
A distribuição física de matérias primas
e produtos torna-se então ponto vital para as
empresas. Há uma distribuição geográfica de
clientes e fornecedores que precisa ser ven-
cida. Se a empresa atende localmente, acaba
por restringir seu potencial de produção/ven-
das, e, consequentemente seu potencial de
crescimento.

Entende-se por Canal de Distribuição


quando uma ou mais empresas participam do Fatores que determinam como
fluxo de movimentação de produtos desde o os materiais serão transportados
produtor até o cliente ou usuário final.
• Quais mercados serão atendidos;
• Quais as características do produto
Kotler afirma que, na visão do marke- (perecível, volumoso, pesado, caro, etc);
ting, “os canais de distribuição, são complexos • Que tipo de mão de obra é requeri-
sistemas comportamentais nos quais pessoas e do para a movimentação e entrega do pro-
empresas interagem para atingirem objetivos duto;
individuais, empresariais e do próprio canal”. • Quais limitações envolvem estas
Já, para Magge, do ponto de vista da lo- entregas (tempo, como o gasto em portos;
gística, a melhor definição de canal de distri- restrições de locais/horários, como rodizio
buição é: “a estrutura das unidades de organi- de veículos; proibições de tráfego em de-
terminados locais, como o transporte de
zação dentro da empresa e de representantes,
produtos perigosos.)
revendedores, atacadistas e varejistas”.
• Os tipos de transportes disponí-
veis pra se entregar estes produtos (Cami-
Algumas empresas efetuam as entregas nhões, trens ou navios, por exemplo).
de seus produtos diretamente a seus clientes,
porem, muitas vezes utilizam outras empresas
ou indivíduos para distribuir seus produtos a Varejo
seus clientes finais. Denominam-se estas em-
presas ou indivíduos como intermediários.
As estratégias de distribuição levam
em consideração, por exemplo, as distancias
que os clientes se encontram do produtor, a
região dos potenciais consumidores, as facili-
dades de vendas em grande escala para estes
intermediários, as especialidades destes, e a
impossibilidade de vendas diretas aos consu-
midores como, por exemplo, uma montadora
de automóveis não poder, por motivos logís-
ticos e financeiros, efetuar as vendas dos seus
veículos diretamente a seus clientes na porta
Distribuição e Transporte - Aula 1 8 Instituto Universal Brasileiro
A atividade do comércio é uma das for-
mas mais antigas que as sociedades conhe-
cem de varejo. Há muito tempo o ser humano
negocia mercadorias, desde as formas primi-
tivas de escambo, passando pela evolução
mercantilista que envolvia as primeiras trocas
monetárias, até chegar às formas de comer-
cialização modernas, com a utilização de di-
nheiro, talões de cheques, cartões de créditos,
transações eletrônicas, entre outros.

SAIBA MAIS

Escambo. É conhecido pelo nome de OBSERVE ESTE CASO


escambo a prática ancestral de se realizar
uma troca comercial sem o envolvimento
de moeda e sem equivalência de valor. É
a forma original e mais básica que o ser
humano tem de fazer trocas, geralmente
realizadas com o excedente de cada co- A Amazon.com, maior varejista on-line
munidade. Como características básicas, o do mundo, informou que no primeiro trimestre
escambo se apresenta como uma troca de de 2015 suas vendas líquidas avançaram 15%
produtos em estado natural, que variam de em relação ao mesmo período no ano passado,
acordo com as condições do lugar onde se chegando a US$ 22,72 bilhões. Excluindo varia-
dão as trocas, as atividades desenvolvidas ções cambiais, o crescimento foi de 22%.
pelo grupo, e suas respectivas necessida- O CEO da empresa, Jeff Bezos, ressaltou
des. Neste sistema, a própria mercadoria que a divisão de serviços web (Amazon Web
torna-se moeda, passando a representar Services) movimentou US$ 5 bilhões e vem
também, medida de valor e de riqueza, acelerando seu ritmo de crescimento. “Lutamos
assim como acontece em civilizações mais para focar incessantemente em nossos clientes,
simples. O conceito do dinheiro em forma inovar rapidamente e apresentar excelência
de moeda, assim como o conhecemos nos operacional”, comentou o executivo.
dias atuais surgiu na Lídia, território grego,
no século VIII A.C. Fonte:http://www.portalnovarejo.com.br/index.php/e-com-
merce/item/10955-amazon-cresce-15-no-primeiro-trimestre

O varejo inclui todas as atividades envol- Atacado


vidas na venda de bens ou serviços diretamen-
te aos consumidores finais para uso pessoal.
Qualquer organização que utiliza esta forma
de venda, seja ela fabricante, atacadista ou
varejista, está praticando varejo. Não importa
a maneira pela qual os bens ou serviços são
vendidos (venda pessoal, correio, telefone ou
máquina automática), ou onde eles são ven-
didos (loja, rua ou residência). A figura abaixo
mostra os principais tipos de varejistas.
Distribuição e Transporte - Aula 1 9 Instituto Universal Brasileiro
O termo venda por atacado define a
operação que envolve a venda de produtos Foi um tempo em que os europeus viveram,
ou serviços para uso comercial ou revenda. em sua maioria no campo, restritos a proprie-
Entende-se desta forma, a importância das dades e que buscavam sua autossuficiência.
vendas nesta modalidade no processo de dis-
tribuição. Fonte: http://www.sohistoria.com.br/ef2/medieval/
O comércio atacadista se destina à movi-
mentação e comercialização de determinados
produtos em grandes quantidades, situando-
se como intermediário entre os fabricantes e PARA REFLETIR
os varejistas.
É o tipo de venda onde, o comprador ne-
gocia valores menores para compras em gran- Capitalismo. é um sistema econômi-
des quantidades diretamente com o produtor co em que os meios de produção, distribui-
e depois vende estas mercadorias de forma ção, decisões sobre oferta, demanda, pre-
fracionada, atendendo assim um grande nú- ço, e investimentos são em grande parte
mero de compradores, obviamente gerando ou totalmente de propriedade e com fins
lucro. lucrativos, e não são feitos pelo governo.
O comércio atacadista originou-se devi- Os lucros são distribuídos para os proprie-
do o crescimento do comércio e as exigências tários que investem em empresas. Predo-
de sua especialização. Antes, o próprio produ- mina o trabalho assalariado. É dominante
tor comercializava sua produção. no mundo ocidental.
Mais tarde, ao fim da Idade Média, surge
na Europa o capitalista distribuidor de produ- Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo

tos, responsável pelo fornecimento para toda


a região das mercadorias que importavam, es-
pecialmente após o advento das grandes na- Distribuição de Produtos
vegações, onde a variedade e a quantidade de
produtos comercializáveis multiplicaram-se Sistema de Distribuição Direta
espantosamente, tornando viável economica-
mente as operações de vendas por atacado. Distribuição direta é quando a própria
empresa é responsável pela entrega de seus
produtos, sem que haja nenhum intermediá-
rio envolvido no processo de distribuição.
SAIBA MAIS Exemplos deste tipo de canal são as vendas de
pães na padaria, restaurantes, vendas porta a
porta, etc.
Idade Média. Período também conhe- Vendas por catálogo (como Avon e Natu-
cido como Medieval, foi tradicionalmente ra) também se enquadram neste tipo de distri-
delimitado com ênfase em eventos políticos. buição, uma vez que a empresa vende direta-
Nesses termos, ele teria se iniciado com a de- mente seus produtos aos consumidores finais
sintegração do Império Romano do Ocidente, através de seus vendedores.
no século V (476 d. C.), e terminado com o fim
Sistema de Distribuição Indireta
do Império Romano do Oriente, com a Queda
de Constantinopla, no século XV (1453 D.C.), O sistema de distribuição indireta carac-
também chamado de Império Bizantino e teriza-se por utilizar, no fluxo de distribuição
pela chegada dos europeus à América. Entre dos produtos, os sistemas de atacado e/ou va-
esses marcos, passaram-se cerca de mil anos. rejo, possuindo diferentes representantes ou
intermediários.
Distribuição e Transporte - Aula 1 10 Instituto Universal Brasileiro
Neste fluxo, quanto mais intermediários existir
entre o produtor e o consumidor final, mais caro se Fácil. Desta forma, encurta-se o canal de distri-
tornará o produto, conforme mostra a figura abaixo: buição e entra-se de vez na era da globalização.
Para facilitar o acesso de empresas de peque-
Produtor Consumidor no, médio e grande porte ao mercado externo,
a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
Produtor Varejista Consumidor (ECT) oferece o Exporta Fácil, um serviço de
remessa internacional que envia mercadorias
até o limite de US$ 50 mil. Não há restrições
Produtor Atacadista Varejista Consumidor de quantidade de pacotes, desde que, indivi-
dualmente, não ultrapassem 30 quilos. Basta
Produtor Atacadista Distribuidor Varejista Consumidor preencher um único formulário de exportação
– disponível também na internet - e entregar o
documento em uma das 4.400 agências habili-
Este aumento de preço se deve aos tadas em todo o país. O Exporta Fácil dispõe de
acréscimos de valor que o produto ou ser- diversas modalidades de entrega, com prazos
viço sofrerá por conta das revendas de e preços diferenciados, que atendem a mais de
cada agente que integra o fluxo. 215 países. O serviço inclui seguro automático
gratuito, seguro opcional, preços acessíveis, pa-
gamentos a faturar e coleta domiciliar.
Tipos de distribuição
Fonte:http://www.aprendendoaexportar.gov.br/maqui-
nas/planejando_exp/plan_estrategico/mod_comerciali-
A distribuição dos produtos, por ser tam- zacao/direta_06.asp
bém uma área estratégica das empresas, pode
ser qualificada em três tipos:
• Intensiva – quando o objetivo da empre-
sa é colocar seus produtos em todo e qualquer
ponto de venda que queira comercializá-lo.
OBSERVE ESTE CASO
Exemplo: Produtos básicos de alimentação, hi-
giene e limpeza, bebidas etc. Num clássico exemplo de “Como ninguém
• Seletiva – quando se leva em conta a ima- pensou nisso antes?”, a ONG ColaLife fez uma
gem do produto, ou seja, a imagem do ponto de parceria com a Coca-Cola para que itens básicos
venda deve ser compatível com a que se preten- de saúde cheguem às áreas rurais da África. O
de fixar para o produto. Exemplo: uma joalheria objetivo é diminuir a taxa de mortalidade infan-
num shopping famoso ou a venda de carros de til: nesses lugares, uma em cada cinco crianças
luxo em determinados bairros com alto poder morre antes de completar o quinto aniversário
aquisitivo de uma grande metrópole. por causas relativamente simples, como desidra-
• Exclusiva – quando a empresa quer preser- tação por causa da diarreia.
var ao máximo possível a imagem do produto, colo- No projeto-piloto, que começou na Zâm-
cando-o apenas em locais diferenciados e exclusivos. bia em novembro, kits chamados AidPods con-
Exemplo: Concessionárias de veículos, representan- tendo vitamina A de alta dosagem, tabletes de
tes de marcas, redes autorizadas de manutenções. purificação da água e sais de reidratação são
engenhosamente colocados nos espaços vazios
dos engradados do refrigerante, entre as garra-
fas, e chegam ao seu destino utilizando os canais
SAIBA MAIS de distribuição da bebida – que na África envol-
vem até bicicletas. Bastante engenhoso, não?
Uma maneira de eliminar intermediá-
Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/colalif/ Quer ver o vídeo para
rios nas exportações é através do Exporta saber como funciona? Acesse: http://youtu.be/GUjLIUxfbOs

Distribuição e Transporte - Aula 1 11 Instituto Universal Brasileiro


VEJA SE APRENDEU

1. Transporte é uma área da Logística que envolve a escolha da melhor maneira de interli-
gar fornecedores e clientes. Podemos afirmar que os objetivos desta área são:
a) ( ) movimentar materiais e produtos entre diferentes pontos.
b) ( ) minimizar o custo no menor tempo possível.
c) ( ) dinamizar esses fatores importantes para a cadeia produtiva.
d) ( ) Todas as alternativas estão corretas.

2. Assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso. Depois, indique a alternativa correta.

( ) Na visão do Marketing, os canais de distribuição são complexos sistemas comporta-


mentais em que pessoas e empresas interagem.
( ) No ponto de vista da Logística, os canais de distribuição são a estrutura das unidades
de organização dentro de uma empresa.
a) ( ) V - V
b) ( ) V - F
c) ( ) F - F
d) ( ) F - V

3. Algumas empresas efetuam as entregas de seus produtos diretamente a seus clientes,


porém, muitas vezes, utilizam outras empresas ou indivíduos para distribuir seus produtos a
seus clientes finais. Isso é denominado:
a) ( ) marketing.
b) ( ) gerenciamento.
c) ( ) intermediários.
d) ( ) planejamento.

4. Leia as afirmativas abaixo e associe se as afirmativas se referem, respectivamente, a ati-


vidades no Varejo ou Atacado.

I – Atividades envolvidas na venda de bens ou serviços diretamente aos consumidores


finais para uso pessoal.
II – Operações que envolvem a venda de produtos ou serviços para uso comercial ou re-
venda.
a) ( ) I e II se referem a atividades no Varejo..
b) ( ) I e II se referem a atividades no Atacado..
c) ( ) I se refere a atividades no Atacado; e II, no Varejo.
d) ( ) I se refere a atividades no Varejo; e II, no Atacado.

5. Na distribuição de produtos, quando o objetivo da empresa é colocar seus produtos


em todo e qualquer ponto de venda que queira comercializar, estamos falando de qual tipo de
distribuição?
a) ( ) Intensiva
b) ( ) Seletiva
c) ( ) Exclusiva
d) ( ) Compatível
Distribuição e Transporte - Aula 1 12 Instituto Universal Brasileiro
Aula 2
simplesmente, porque absorve em média,
MEIOS DE DISTRIBUIÇÃO E de um a dois terços dos custos logísticos.
TRANSPORTES Suas modalidades dividem-se em rodoviá-
rios, ferroviários, aeroviário, hidroviário
Introdução e dutoviário, sendo que cada um apresen-
ta seus respectivos custos e benefícios.

Convém reforçar que a distribuição física


é responsável por entregar aos clientes o que
eles desejam a um custo mínimo, e desta forma
o papel principal da administração da distribui-
ção é criar um sistema que atinja o nível exigi-
do de atendimento aos clientes com os meno-
res custos. Assim, as atividades de transporte e
de armazenamento devem ser organizadas de
forma integrada, visando o aproveitamento de
todo o sistema. A tendência é a intermodalida-
de ou multimodalidade que consiste em opera-
Com o grande crescimento de mercados, ções realizadas por meio de mais de um modal
tanto nacional proporcionado pela estabiliza- de transporte. As duas modalidades apresen-
ção da economia, quanto o internacional, esti- tam diferenças apenas na parte burocrática.
mulado pela globalização, e os novos perfis dos É extremamente necessário que as em-
consumidores, mais exigentes e com maiores presas visualizem este sistema logístico de
urgências em recebimentos de produtos e ma- forma estratégica, pois para cada tipo de mer-
térias primas, as organizações são direcionadas cado há condições diferentes de entregas, que
a tomarem uma postura que possibilite a oferta exigem, um determinado tipo de transporte
de produtos no momento certo, nas quantida- um ou atendimento customizado na distribui-
des e condições físicas adequadas de acordo ção. Pode-se citar como exemplo a entrega
com as exigências de suas demandas. de produtos químicos, que exigem, para cada
Estas ações permitem um maior nível de tipo de produto um tipo de veículo diferente.
rentabilidade para as empresas, uma vez que re-
sulta no crescimento das vendas, ofertado pelos
diferenciais competitivos, frutos destas práticas. SAIBA MAIS
É sabido que os diferentes meios de trans-
portes e o armazenamento de mercadorias, se
não tratados de modo adequado, acarretam em Intermodalidade ou multimodalidade.
consideráveis custos para as empresas, poden- “De todas as transformações impostas pelo
do ser reduzidos mediante um gerenciamento meio técnico-científico-informacional à lo-
otimizado da logística empresarial. Estes dife- gística de transportes, interessa-nos mais de
rentes “meios de transportes” são conhecidos na perto a intermodalidade ou multimodalidade.
logística como “Modais de Transportes”. E por uma razão muito simples: o potencial
que tal “ferramenta logística” ostenta permite
que haja, de fato, um sistema de transportes
Modais de Transporte. Referem-se
condizente com a escala geográfica do Brasil”.
aos vários métodos referentes à movimen- (HUERTAS, D. M. O papel dos transportes na expansão recente
tação e distribuição dos produtos, vista da fronteira agrícola brasileira. Revista Transporte y Territorio,
como uma das atividades mais importantes, Universidade de Buenos Aires, n. 3, 2010 (adaptado).

Distribuição e Transporte - Aula 2 13 Instituto Universal Brasileiro


Conhecer o tipo de carga, o percurso
A citação indica que, no Brasil, a neces- para o destino e os custos é essencial para a
sidade de diferentes modais de transporte escolha correta de um modal. Todas as moda-
que estejam interligados entre si deve-se ao lidades têm suas vantagens e desvantagens.
fato de o país apresentar uma dimensão con- Algumas são adequadas para um determina-
tinental. Assim, é necessária a adequação de do tipo de mercadorias e outras não. A escolha
estratégias para diminuir o tempo de viagem da melhor opção deve ser feita analisando-se
e os gastos elevados com o transporte de os seguintes fatores: custos, características do
mercadorias e matérias-primas. serviço, rotas, capacidade de carga, flexibili-
dade, segurança e rapidez.

Modais de Transporte Transporte Rodoviário

A palavra “transporte” vem do latim trans


(de um lado a outro) e portare (carregar).
O transporte de mercadorias vem sendo
utilizado há muito tempo para disponibilizar Este tipo de transporte é feito através de
produtos ao comprador dentro do prazo es- ruas, rodovias e estradas sejam elas pavimen-
tabelecido. Mesmo com os avanços da tecno- tadas ou não. No Brasil este modal representa
logia, o transporte é fundamental para que o quase 60% de toda carga transportada. O mo-
processo logístico seja concluído. dal rodoviário caracteriza-se pela simplicida-
Como visto anteriormente, na logística, de de funcionamento, e se destaca por ofere-
Modal de Transporte é a expressão utiliza- cer o transporte de diversos tipos de cargas.
da para indicar o modo, ou a modalidade de O transporte rodoviário é bastante reco-
transporte que se utiliza para a movimentação mendado para o transporte de mercadorias de
de materiais/produtos de um ponto a outro. alto valor agregado ou perecível bem como,
nos deslocamentos de curtas e médias distân-
cias (até 400 km) e também para trajetos ex-
Classificação das Modalidades de clusivos, onde não há vias para outros modais.
Transporte de Cargas mais convencionais

• Terrestres: Rodoviário, Ferroviário Vantagens


e Dutoviário; • Agilidade e rapidez na entrega da
• Aquaviário: Marítimo (transportes mercadoria em curtos espaços a percorrer;
pelo mar); e Fluvial (transportes por rios e • A unidade de carga (caminhão) che-
lagos); ga até a mercadoria, enquanto nos outros
• Aéroviário. modais a mercadoria deve ir ao encontro

Distribuição e Transporte - Aula 2 14 Instituto Universal Brasileiro


Caminhões. São veículos fixos, mo-
da unidade de carga; noblocos, constituídos em uma única parte
• Vendas que possibilitam a entrega que traz a cabine junto com o motor e a uni-
na porta do comprador; dade de carga (carroceria). Pode variar o ta-
• Movimentação menor da mercado- manho e capacidade de tração, chegando a
ria, reduzindo assim, os riscos de avarias. transportar até 14 toneladas. Os veículos tipo
siders possuem sistemas de aberturas diferen-
ciados que tornam a manipulação da carga
bastante flexível, e possibilitam várias retira-
Desvantagens das e entregas durante o dia.
• Custo de fretamento é mais expres-
sivo que os demais concorrentes com as
mesmas características;
• Capacidade de tração de carga reduzida;
• Os veículos utilizados possuem um
elevado grau de poluição ao meio ambiente;
• Alto valor de frete se comparado a
outros tipos de transportes.

Caminhão tipo Toco (2 eixos)– Capacidade de 6 toneladas

Veículos Utilizados

A variedade de mercadorias e suas neces-


sidades faz com que as unidades de transporte
rodoviário mudem para se adequar à carga. Os
veículos denominados de caminhões podem ter
de dois eixos até três, já as carretas, partem de
três eixos até um número bem maior, dependen-
do do peso da carga que for transportada.
Caminhão tipo Truck (3 eixos)– Capacidade de 14 toneladas

• Classificação dos Veículos

VUC – Veiculo Urbano de Cargas: O VUC


é o caminhão de menor porte, mais apropria-
do para áreas urbanas. Considera-se Veículo
Urbano de Carga o veículo com as seguintes
características: Largura máxima: 2,20m (dois
metros e vinte centímetros); Comprimento
máximo: 6,30m (seis metros e trinta centíme-
tros); Capacidade de até 3 toneladas. Sistemas de Abertura tipo Sider

Carretas. São veículos articulados que


possuem unidades de tração e de carga sepa-
radas. A parte encarregada da tração denomi-
na-se cavalo mecânico; e a de carga semirre-
boque. Os semirreboques podem ser fechados
(baús ou siders); abertos (carga seca); cego-
nheiros (cargas de veículos); taques (cargas li-
quidas) e plataformas (carregar maquinários).
VUC – Capacidade de 3 toneladas Os semirreboques são acoplados ao cavalo
Distribuição e Transporte - Aula 2 15 Instituto Universal Brasileiro
mecânico por um eixo que se denomina quin-
ta roda. Os conjuntos (cavalos e semirrebo-
ques) de 05 eixos podem carregar até 40 tone-
ladas de mercadorias e este é o modelo mais
utilizado. A capacidade de tração aumenta na
medida em que se aumenta o número de ei-
xos no conjunto.

Chassi porta-conteiner

Bitrens. Também são veículos articula-


dos só que especiais, sendo composto de dois
Caminhão tipo Carreta baú (5 eixos)– Capacidade de 40 toneladas semirreboques. Podem carregar até 57 tonela-
das de mercadorias.

Caminhão Bitrem – Capacidade de 57 toneladas


Caminhão tipo Carreta com cavalo trucado ou Tipo LS –
Capacidade de 45 toneladas
Treminhões: assim como as carretas, os
bi trens são veículos articulados e especiais,
sendo composto de um semirreboque e um
reboque. Podem carregar até 74 toneladas de
mercadorias. Devido às dificuldades de mano-
bras, são usados principalmente para carregar
cana de açúcar e madeira em estradas vicinais.
Caminhão tipo Cegonha

Caminhão tipo Treminhão – Capacidade de 74 toneladas

Caminhão tipo Tanque


SAIBA MAIS
O invento

Caminhão tipo Plataforma

Chassis. São as carretas de plataforma, antes


citadas, apropriadas ao carregamento de contai-
ners de 20 ou 40 pés. Este tipo de veiculo pode pos-
suir acoplado um guincho hidráulico que possibilita
movimentar os containers por meios próprios.
Distribuição e Transporte - Aula 2 16 Instituto Universal Brasileiro
via. No Brasil, existem 3 tipos de bitola: larga
Como uma previsível evolução dos pri- (1,60m), métrica (1,00m) e a mista. Destaca-se
meiros veículos motorizados e como natural que grande parte da malha ferroviária do Bra-
decorrência do forte espírito empreendedor dos sil está concentrada nas regiões sul e sudeste
pioneiros Daimler e Benz, o primeiro caminhão com predominância para o transporte de car-
do mundo, da Daimler-Motoren-Gesellschaft, gas. A maior parte da atual extensão ferroviá-
começou a percorrer as ruas de Cannstatt, na ria nacional encontra-se na Região Sudeste
Alemanha, em 1896. Um veículo singelo e algo onde os estados de São Paulo e Minas Gerais
rudimentar, aos olhos de hoje, definido como têm aproximadamente, cada um, cinco mil
caminhão apenas pelo objetivo e transportar quilômetros de ferrovias.
carga e não pessoas. Não possuía cabina, como
a conhecemos; havia apenas um largo assento
para o motorista. Aros de ferro cobriam as rodas. Vantagens
O motor de dois cilindros, a gasolina, ficava na • Grande capacidade de carga;
traseira. A capacidade de carga útil chegava a 1,5 • Adequado para grandes distâncias;
tonelada. Um caminhão “capaz até de dar mar- • Elevada eficiência energética;
cha à ré” segundo noticiário da época.Mesmo • Baixo custo de transporte;
assim, quase uma década transcorreu até que o • Baixo custo de manutenção;
caminhão superasse as naturais resistências ao • Possui maior segurança em relação
que é novo e vencesse a forte concorrência do ao modal rodoviário, visto que ocorrem
transporte ferroviário. poucos acidentes, furtos e roubos;
• Pouco poluente.
Fonte: https://www.mercedes-benz.com.br/institucio-
nal/historia/caminhoes

Desvantagens
Transporte Ferroviário • Alto custo de implantação;
• Transporte lento devido às suas ope-
Transporte ferroviário é aquele realizado rações de carga e descarga;
sobre linhas férreas para transportar pessoas e • Baixa flexibilidade com pequena ex-
mercadorias. Basicamente as mercadorias trans- tensão da malha;
portadas neste tipo de modal são de baixo valor • Baixa integração entre os estados
agregado e em grandes quantidades como, por brasileiros.
exemplo, minérios, produtos agrícolas, fertili-
zantes, carvão, derivados de petróleo etc.
Considerado como o ideal para se trans-
portar mercadorias pesadas e que necessitam
percorrer longas distâncias, tem como maiores
PARA REFLETIR
desvantagens a dificuldade de percorrer áreas
com predominância de subidas e descidas acen- Há muito tempo a política de transportes
tuadas, além da necessidade obrigatória de desenvolvida no Brasil não dá atenção a esse
reembarcar a mercadoria em caminhões para meio de transporte, o que gerou como resul-
entregá-las na porta do consumidor, pois os tado o envelhecimento da malha ferroviária,
trens não têm a possibilidade de sair de seus tra- baixa tecnologia, lentidão, falta de armazéns,
jetos. No Brasil, seria o tipo de transporte ideal, administração incompetente e fretes caros.
pois existe a predominância de terrenos baixos
e relativamente planos e grandes distâncias a
serem percorridas, dadas as dimensões do país. Tipos de Locomotivas
Uma característica importante das li-
nhas férreas é a bitola que tem como defini- Um trem é composto basicamente por
ção a distância entre os trilhos de uma ferro- uma unidade tracionadora conhecida como
Distribuição e Transporte - Aula 2 17 Instituto Universal Brasileiro
locomotiva, e um conjunto de vagões atrela- contínua, sendo amplamente utilizada no Bra-
dos entre si em forma de comboio. Os tipos sil desde então. Uma tecnologia mais recente
mais comuns de locomotivas são: é a dos motores de tração a corrente alternada
já comum em diversas ferrovias da América do
Locomotivas a vapor. As locomotivas a Norte, mas ainda não utilizada no Brasil.
vapor utilizam o vapor sob pressão para acio-
nar os êmbolos que transmitem o movimento
às rodas por puxavantes e braçagens. A ener-
gia para produção do vapor na caldeira vem
da fornalha localizada mais atrás, queimando
combustível - carvão, lenha ou óleo - que fica
armazenado no tender, junto com a água para
reabastecimento constante da caldeira.

Locomotivas elétricas. Durante a reali-


zação da Exposição Industrial de Berlim, em
1879, uma locomotiva elétrica circulou pela PARA REFLETIR
primeira vez, apresentada pelo engenheiro
alemão Werner Von Siemens. Rapidamente
vários países europeus adotaram a novidade Embora inventados desde o final
eletrificando suas ferrovias. No Brasil a tra- do século XIX respectivamente por Niko-
ção elétrica foi empregada pela primeira pela laus A. Otto e Rudolph Diesel os motores
Companhia Ferro Carril do Jardim Botânico, a gasolina e diesel de início não tiveram
no Rio de Janeiro em 1892, e pela E. F. do Cor- aplicação comercial na tração ferroviária,
covado em 1910. Em 1922 iniciou-se a eletri- devido principalmente ao tamanho e peso
ficação da Companhia Paulista de Estradas de excessivos e também pela dificuldade de
Ferro, e em 1937 da Central do Brasil, nas li- transmissão do movimento e do torque às
nhas de subúrbios no Rio de Janeiro. rodas. Somente em 1925 foi apresentada
pela General Electric associada à Ingersoll-
-Rand uma locomotiva diesel-elétrica de
manobras, fabricada para a Central of New
Jersey Railroad. A partir daí a tração diesel-
-elétrica se tornou um sucesso, especial-
mente nas ferrovias de transporte pesado
de cargas dos EUA, praticamente eliminan-
Locomotivas diesel-elétricas. Nas loco- do o vapor a partir da década de 1950. No
motivas diesel-elétricas o motor diesel acio- Brasil a primeira ferrovia a ter locomotivas
na um gerador que produz a energia elétrica diesel-elétricas foi a Viação Férrea Federal
destinada aos motores de tração localizados Leste Brasileiro, na Bahia, recebendo 3 lo-
nos truques e acoplados às rodas motrizes por comotivas 1-B-B1 fabricadas pela English
engrenagens. Especialmente a partir da déca- Electric em 1938, e a primeira ferrovia a
da de 1970 passou-se a utilizar o alternador, dar início efetivo à dieselisação foi a E. F.
produzindo corrente alternada a ser retificada Central do Brasil, a partir de 1943.
e enviada aos motores de tração de corrente
Distribuição e Transporte - Aula 2 18 Instituto Universal Brasileiro
Transporte Aquaviário
Desvantagens
• Pouca flexibilidade da carga;
• Baixa velocidade de transporte;
• Necessidade dos produtos transita-
rem nos portos/alfândega, implicando em
maior tempo de descarga;
• Distância entre os portos e os cen-
tros de produção;
• Estragos ou perdas de carga.

Tipos de Embarcação

Para cada finalidade há um tipo de embarca-


Define-se como Aquaviário todo trans- ção diferente. Os principais navios utilizados para
porte que utiliza como vias de passagem os transportes de cargas, produtos e pessoas são:
mares abertos, os rios e os lagos para a mo- Navio Porta-Contêineres. Utilizado para
vimentação de mercadorias e passageiros. transportes de contêineres em geral.
Especificamente falando, entende-se que
“Transporte Marítimo”, é aquele que utiliza o
mar como via de navegação, e seus meios de
locomoção são os navios. Se a via utilizada
forem rios e lagos denomina-se, neste caso,
como “Transporte Fluvial” e os meios de loco-
moção são as balsas e barcas.
Como o transporte marítimo representa
a grande maioria do transporte aquático, mui-
tas vezes é usada esta denominação como si- Navio Graneleiro. Utilizado para transportes
nônimo. Para o transporte de passageiros são de granéis, como açúcar, soja, minério e ferro etc.
utilizadas embarcações marítimas conhecidas
como navios de cruzeiros. Oferece muito con-
forto, luxo e inúmeros atrativos e geralmente
são feitos em rotas marítimas agradáveis e
muito procuradas pelos viajantes e turistas. Os
navios de cruzeiro atualmente podem trans-
portar mais de 4.000 passageiros em cabines
amplas e confortáveis.
Navio Petroleiro ou Tanque. Utilizado
para transportes de petróleo, álcool, diesel, gaso-
Vantagens lina ou querosene.
• Permitem deslocar cargas de maior
tamanho e em maior quantidade com me-
nores custos associados em comparação
com o transporte aéreo ou terrestre para
deslocações intercontinentais;
• São adequados para grandes dis-
tâncias;
• Baixo custo do frete.

Distribuição e Transporte - Aula 2 19 Instituto Universal Brasileiro


Navio Gaseiro. Utilizado para transportes
de gases em geral
Comprimento total
150 m
(ocupação da via)
Consumo de combustível
5 litros
(1 ton / 1.000 km)
Emissão de CO
74 gramas
(1 ton / 1.000 km)
Eficiência energética 5
(tons / hp*) (30 x rodoviário)
Custo logístico
12
(US$ 1.000 km / ton)

Navio de Cruzeiro. Utilizado para trans-


portes pessoas
FERROVIÁRIO
2,9 comboios hopper
(86 vagões de 88 m³)

Barcaça Fluvial. Utilizado para transportes


de granéis

Comprimento total
1,7 km
(ocupação da via)
Consumo de combustível
10 litros
(1 ton / 1.000 km)
Emissão de CO
104 gramas
(1 ton / 1.000 km)
Eficiência energética 0,75
(tons / hp*) (4 x rodoviário)
PARA REFLETIR Custo logístico
24
(US$ 1.000 km / ton)

Análise comparativa entre modais


RODOVIÁRIO
HIDROVIÁRIO 172 carretas bitrem
1 comboio duplo Tietê - 7.600 m³ (graneleiras de 45 m³)
(4 barcaças e 1 empurrador)

Distribuição e Transporte - Aula 2 20 Instituto Universal Brasileiro


localizados próximos dos centros de produ-
Comprimento total
1,7 km ção, industrial ou agrícola;
(ocupação da via)
Consumo de combustível • Redução de custo de embalagem,
10 litros
(1 ton / 1.000 km) pois, a mercadoria é menos manipulada;
Emissão de CO
104 gramas
• O seguro de transporte aéreo é mais
(1 ton / 1.000 km) baixo em relação ao marítimo, podendo va-
Eficiência energética 0,75 riar de 30% a 50% na média geral, depen-
(tons / hp*) (4 x rodoviário)
dendo da mercadoria.
Custo logístico
24
(US$ 1.000 km / ton)

Desvantagens
Transporte Aéreo • Frete demasiadamente alto em rela-
ção aos demais modais;
• Menos capacidade de carga em
comparação aos modais marítimo e ferrovi-
ário, ganhando apenas do rodoviário;
• Impossibilidade de transporte de
carga a granel, como por exemplo, miné-
rios, petróleo, grãos e químicos;
• Custo elevado da sua infraestrutura;
• Impossibilidade de absorção do alto
valor das tarifas aéreas por produtos de bai-
xo custo unitário, como por exemplo, maté-
ria-prima, produtos semifaturados e alguns
manufaturados;
O transporte aéreo é utilizado para o des- • Severas restrições quanto ao trans-
locamento de pessoas e mercadorias pelo ar, uti- porte de produtos perigosos.
lizando-se como veículos os aviões e helicópte-
ros. É um modal ágil, porem possui elevado custo
operacional decorrente da incapacidade de se Categorias de Aviões
transportar grande volumes e pesos. A manuten-
ção das aeronaves e os altos gastos com o con- Basicamente os aviões são divididos em
sumo de combustível também contribuem para três categorias:
encarecer ainda mais os fretes deste modal.
É indicado para cargas leves, pequenos All Cargo ou Full Cargo. Avião cargueiro
volumes, mercadorias com alto valor agregado, configurado especificamente para o transpor-
encomendas urgentes ou perecíveis, como por te de cargas. Não transportam passageiros e o
exemplo, produtos eletrônicos, frutas, cargas transporte da carga se dá nos decks superiores e
congeladas, peças de reposições etc. inferiores.

Vantagens
• Rapidez da expedição, transporte e
recebimento;
• Ideal para transporte de mercado-
rias com urgência na entrega;
• Os aeroportos normalmente estão

Distribuição e Transporte - Aula 2 21 Instituto Universal Brasileiro


Combi. Aviões mistos. São aeronaves utili-
zadas para o transporte conjunto de passageiros
e cargas.
SAIBA MAIS

Dutos. São tubulações construídas de


acordo com normas internacionais de se-
gurança, como por exemplo a ASME B31.8S
- 2014 - Managing System Integrity of Gas
Pipelines, que é aplicada aos sistemas de
dutos terrestres construídos com materiais
ferrosos para o transporte de gás.

Full Pax, Aviões destinados exclusivamen- As dutovias, como são chamadas, des-
te ao transporte de passageiros. O deck superior tinam-se basicamente ao transporte de pe-
é utilizado exclusivamente para transporte de tróleo e seus derivados, álcool, água, produ-
passageiros, e o inferior, destinado ao transporte tos químicos, gás, e alguns tipos de minérios
da bagagem. Somente na eventual sobra de es- como bauxita, níquel, minério de ferro e cobre.
paço é preenchido com carga. Convém dizer que, no caso de minérios trans-
portados por este modal, os mesmos são mis-
turados à agua para poderem ser deslocados.
A denominação segue o principio do produto
transportado: oleoduto, gasoduto, minerodu-
to, aqueduto etc. Os dutos podem ser de su-
perfície, chamados de terrestres ou on shore,
ou submarinos, chamados de off shore.
Tem como características o transporte
de grandes quantidades de produtos de modo
intenso, uma vez que operam vinte e quatro
horas por dia e de maneira muito segura, além
de contribuir com a diminuição do tráfego de
Transporte Dutoviário cargas perigosas por caminhões, trens e na-
vios, contribui também com menores impac-
tos ambientais.

Vantagens
• Simplificam carga e descarga;
• Baixo valor de frete;
• Não sofre influencia de congestiona-
mentos ou dificuldades físicas a transpor;
• É um meio de transporte que de-
manda pouca mão-de-obra;
• A segurança nas dutovias é superior
a de outros modais;
Dutoviário é o nome dado para o transpor- • Baixo custo de operação;
te de granéis, realizado por gravidade ou pressão • Menor possibilidade de perdas ou
mecânica (estações de bombeamento), através roubos;
de dutos projetados especialmente para cada • Independência em relação às condições
produto que será transportado pelo modal.
Distribuição e Transporte - Aula 2 22 Instituto Universal Brasileiro
do tempo na sua operação;
• Dispensa armazenagem;
SAIBA MAIS
• Redução do desmatamento (na oca-
sião da sua implantação) comparado com O que é um “PIG”?
rodovias e ferrovias;
• Facilidade de implantação, alta con- O pig é um dispositivo cilíndrico ou es-
fiabilidade, baixo consumo de energia. férico concebido e utilizado inicialmente com
a finalidade de limpar o interior de dutos, e é
impulsionado pela própria pressão do fluído.
Pode ser desde um simples cilindro em espu-
Desvantagens ma até mesmo um dispositivo mais complexo
• Necessidade inicial de grande inves- como uma estrutura metálica (chassi) de forma
timento de capital; cilíndrica, que utiliza disco transversal como
• Inflexibilidade quanto à rota de dis- guia e vedador. O nome se deve à semelhança
tribuição: depois de colocados os dutos, é comportamental com porcos, pois entram lim-
altamente custoso alterar seu traçado; pos na tubulação, mas saem todo sujo ao final
• Limita-se a produtos que mante- do trabalho de limpeza. Atualmente os pigs
nham sua demanda restrita a pontos fixos; são utilizados tanto para limpar como para ins-
• Não é adequado ao transporte de pecionar o interior do duto. Neste último caso
mercadorias que estejam sujeitas a mudan- são chamados de pigs instrumentados.
ças de padrões de carregamento; Uma nova tecnologia, desenvolvida in-
• Requerem rotinas de vistorias (inter- tegralmente pela Gerência de Tecnologia de
nas e externas) constantes para que se evi- Elevação e Escoamento da Produção do Cen-
te a possibilidade de acidentes (causados tro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), de-
por vazamentos, rompimentos e avarias) ou nominada de Mad-Pig, usa um equipamento
danos ambientais. capaz de monitorar de maneira mais eficiente
e precisa, o escoamento da produção na in-
dústria do petróleo. Acoplada a um software,
Alguns modelos de dutovias registra dados por até dois dias, a taxas de até
85 aquisições por segundo. O objetivo é corri-
gir diversos problemas que possam surgir no
setor de escoamento da produção, além de
melhorar a metodologia de projetos.

Dutovias para transporte de combustíveis

Modelo de pig

O Mad-Pig possui quatro sensores ele-


trônicos: dois acelerômetros – que medem
as acelerações na direção do escoamento
Dutovia por gravidade

Distribuição e Transporte - Aula 2 23 Instituto Universal Brasileiro


e das laterais; um sensor de pressão, capaz transporte é de 100 milhões de m³/dia,
de medir uma variação de zero a 400 kgf/ com crescimento previsto a partir da en-
cm²; e um sensor de temperatura, sensível a trada em operação até 2020 de novas es-
temperaturas entre zero a 100ºC. O equipa- tações de compressão.
mento é composto por uma placa eletrôni-
ca além dos sensores citados anteriormente Malha de Gasodutos em números*
que é protegido do fluido por um cilindro Total: 7.107 km
de aço inox ou titânio de 34 mm de diâme- Capacidade de 19,7 milhões de m3/dia
tro por 160 mm de comprimento. Para aces- 29 Pontos de Recebimento
sar os dados, basta conectar um cabo entre 136 Pontos de Entreg
o Mad-Pig e o computador as informações 19 Estações de Compressão
são transferidas automaticamente.
Terminal de Cabiúnas em números*
Capacidade de Processamento de
gás: 19,7 milhões de m3/dia
OBSERVE ESTE CASO Capacidade de Processamento de
condensado: 4,5 mil m3/ dia
*Números atualizados em agosto de 2014
A Transpetro é responsável pela operação
e manutenção de mais de 7.100 km de gasodu- Fonte: http://www.transpetro.com.br/pt_br/areas-de-
tos e pelo Polo de processamento de gás de Ca- negocios/gas-natural.html. Veja o infográfico “Caminho
do Gás Natural”. Acesse: http://www.transpetro.com.br/
biúnas (Tecab), em Macaé (RJ), o maior do Brasil. pt_br/areas-de-negocios/gas-natural.html
Esta malha integra as regiões Sudeste e Sul ao
Nordeste, permitindo grande flexibilidade ope-
racional, além de contemplar o transporte de gás
natural de Urucu a Manaus, na região Norte. Por Um dos grandes desafios para o setor de
esta rede são escoados 75% de todo o gás natu- transportes está no processo de distribuição. A
ral consumido no Brasil. etapa de distribuição deve ser analisada com a
A utilização deste produto tem aumenta- devida importância, que vai além de carregar e
do consideravelmente nos últimos anos. Estima- descarregar produtos, tendo alto grau de com-
se um crescimento médio anual, entre 2010 e plexidade. Cabe à área de logística descobrir e
2015, de 12,4% e a expectativa é que o forneci- selecionar o melhor modal a ser utilizado, para
mento de gás natural chegue a 149 milhões de
cada tipo de transporte: rodoviário, aéreo, maríti-
m³/dia, sendo 134 milhões de m³ movimentados
mo ou ferroviário. Para cada rota há uma ou mais
pelos gasodutos operados pela Companhia.
possibilidades de escolha, que dependem de fa-
O Tecab é considerado uma das mais im-
tores determinantes, entre eles a disponibilidade
portantes e complexas unidades da Transpetro.
Dentre suas atividades está a produção e forne- de infraestrutura. Contudo a escolha do modal
cimento de gás liquefeito de petróleo (GLP) a geralmente é feita mediante análise profunda de
distribuidoras, além de matéria-prima para abas- custos. Não se pode dizer que exista um modal
tecimento do Polo Gás-Químico, por meio da Re- mais “adequado” dentro das atividades logísti-
finaria Duque de Caxias - RJ (Reduc). cas. Os diversos modais são escolhidos dentro de
A malha de gasodutos da Transpetro com- uma relação de custo-benefício, conforme o nível
preende 68 linhas (entre gasodutos e ramais), de serviço esperado.
estações de compressão, pontos de rece-
bimento (entre os quais dois terminais de Texto adaptado de publicação disponível em:
GNL), pontos de entrega e atravessa 306 http://www.revistaportuaria.com.br/noticia/16141
municípios. Atualmente, a capacidade de Acesso em 30.9.2015.

Distribuição e Transporte - Aula 2 24 Instituto Universal Brasileiro


VEJA SE APRENDEU

1. O transporte rodoviário é feito por meio de ruas, rodovias e estradas, representando


quase 60% de toda carga transportada no Brasil. Uma das vantagens deste modal de transporte
é o(a):

a) ( ) elevado grau de poluição.


b) ( ) capacidade de tração de carga reduzida.
c) ( ) custo de fretamento mais expressivo.
d) ( ) agilidade e rapidez na entrega da mercadoria.

2. O bitrem é um veículo articulado composto de dois semirreboques. Ele faz parte de qual
modal de transporte?

a) ( ) Rodoviário
b) ( ) Ferroviário
c) ( ) Aquaviário
d) ( ) Aéreo

3. O transporte aquaviário é quando se utiliza vias de passagem por mares abertos (marí-
timo), rios e lagos (fluvial) para a movimentação de mercadorias e de passageiros. No caso de
transporte fluvial, assinale a alternativa que indica um meio de locomoção aquaviário adequado
para rios e lagos.

a) ( ) Navio cruzeiro
b) ( ) Balsa
c) ( ) Navio gaseiro
d) ( ) Navio petroleiro

4. É o modal de transporte ideal para o transporte de mercadorias com urgência de entrega.

a) ( ) Aéreo
b) ( ) Dutoviário
c) ( ) Rodoviário
d) ( ) Ferroviário

5. Assinale a alternativa que indica um exemplo do que se deve transportar em uma dutovia.

a) ( ) Cana-de-açúcar
b) ( ) Produtos perecíveis
c) ( ) Petróleo
d) ( ) Madeira

Distribuição e Transporte - Aula 2 25 Instituto Universal Brasileiro


Aula 3
CONTROLE DA MOVIMENTAÇÃO OBSERVE ESTE CASO
DE MERCADORIAS
O setor de transportes no Brasil passa
Introdução por um profundo processo de reestrutura-
ção, segundo dados de 2015. Em decorrência
da chamada “globalização”, e a consequente
abertura de novos mercados, observa-se a
chegada de novas empresas internacionais
também no setor de transportes, como por
exemplo: a DHL International, presente em
duzentos e vinte países; Kuehne + Nagel
Brasil, empresa alemã que completou cento
e vinte e cinco anos de fundação (2015) e atua
há cinquenta anos no Brasil; e Fedex-Federal
Express, segunda maior empresa de trans-
porte aéreo do mundo que possui em sua
frota mais de seiscentos e cinquenta aviões
e quarenta e quatro mil veículos espalhados
A alta competitividade existente hoje, por mais de duzentos países.
provocada pelas inovações e mudanças que
ocorrem a cada dia de forma mais acelerada, e
a exigência cada vez maior dos consumidores, As instalações destas, e de outras muitas em-
que possuem diferentes necessidades a serem presas de diversos setores e segmentos, exigiram
atendidas, faz com que as empresas busquem a necessidade de implantação de modernas ferra-
novas formas de gestão de seus negócios, vi- mentas de gerenciamento, visando agregar valor e
sando maximizar seus níveis de atendimento dinamismo nos serviços oferecidos aos clientes no
e performance frente aos seus concorrentes concorrido mercado da logística global.
e ao mesmo tempo se manterem lucrativas. No passado, o setor de transporte de cargas
Buscar a satisfação dos clientes passou a ser preocupava-se apenas em movimentar os produ-
item obrigatório nas modernas formas de ges- tos de um ponto até outro. O fator tempo ficava
tão, e há muito tempo deixou de ser diferen- em segundo plano, sendo comum que empresas
cial competitivo. não assumissem contratos ou compromissos de
entregas em prazos pré-estabelecidos.
Transportes & Transações
Fatores de Transação de Serviço
Uma atividade que atualmente passa
por esta fase é a de transportes. Nesta nova
etapa, ficou evidente que esta parte final do
ciclo do pedido é responsável por aproximar,
de forma muito importante e perceptiva, os
componentes da cadeia logística formada pe-
los compradores, fornecedores tomadores de
serviços e clientes finais, envolvendo de for-
ma sistemática elementos importantes como
valores financeiros, pontualidade da entrega,
condições físicas dos bens entregues, qualida-
de ofertada, confiabilidade flexibilidade, valo-
rização do cliente entre outros.
Distribuição e Transporte - Aula 3 26 Instituto Universal Brasileiro
Com a evolução comentada anteriormen- tados obtidos com a entrega do produto ao
te, as empresas tomadoras de serviços ou com- cliente como, por exemplo, selecionar o modo
pradoras de mercadorias começaram a exigir de transporte. Esses elementos influenciam
níveis de atendimento mais elevado para que no tempo de entrega, exatidão no preenchi-
também se enquadrassem nas novas tendên- mento de ordens, condições das mercadorias
cias de fornecimentos em escala mundial. no momento da recepção pelo cliente, etc.
São aspectos bastante observados e avaliados
pelos mesmos.
Quesitos exigidos Elementos de pós-transação. Definem
como deve ser feito o atendimento dos clien-
• Prazos para execuções dos pedidos/ tes em relação a devoluções, solicitações, re-
entregas; clamações e providências sobre retorno de
• Níveis de confiabilidade mais eleva- embalagens, por exemplo. Tudo isto acontece
dos; após a prestação do serviço, mas deve ser pla-
• Processamento conjunto de múlti- nejado com antecedência.
plas tarefas (Ex.: captação e separação do
pedido, emissão de documentos e expedi-
ção), em menor tempo de execução; O nível de serviço compreende a
• Disponibilidade de pessoas capaci- soma das três categorias de elementos,
tadas; pois os clientes, geralmente, reagem ao
• Equipamentos de movimentações conjunto e não a um elemento específico.
customizados para cada tipo de tarefa, vi-
sando a agilidade;
• Precisão da equipe administrativa Centro de Distribuição – CD
em resolver problemas e fornecer informa-
ções;
• Rastreamento de mercadorias (em
processo) e de cargas (em trânsito);
• Flexibilidades (em quantidades, va-
lores, prazos e formas de pagamentos e
exigências nas entregas).

Categorias de Fatores de Transação

O agrupamento de fatores que com-


põem o nível de serviço é dividido em três ca-
tegorias, de acordo com o momento em que A fim de contemplar os níveis de serviços
a transação entre empresa e cliente ocorre. elevados, ora exigidos pelas empresas, nasce
Esses grupos são identificados como: de pré- o conceito de Centro de Distribuição. Con-
transação, de transação e de pós-transação. hecidos atualmente como CD, um Centro de
Elementos de pré-transação. Estabele- Distribuição é um armazém estrategicamente
cem a política do nível de serviço que a empre- dimensionado e localizado cuja missão é re-
sa deve seguir, tais como: quando as mercado- alizar a gestão dos estoques de produtos na
rias devem ser entregues após a colocação de distribuição física e cujas atividades englobam
um pedido, como se deve proceder em caso de manuseio, armazenagem, administração de
extravios, etc. Deixar claro para o cliente o que produtos e informações, processamento de
ele pode esperar dos serviços prestados pela pedidos, emissão de notas fiscais e expedição,
empresa evita a criação de falsas expectativas. e em alguns casos de produtos customizados,
Elementos de transação. São os resul- finalização do processo produtivo.
Distribuição e Transporte - Aula 3 27 Instituto Universal Brasileiro
Conceito de Centro de Distribuição - CD • Redução dos custos logísticos;
• Redução no custo do transporte;
X A • Aumento do Market Share (fatia de mer-
Fornecedores

cado);

Clientes
• Competitividade (Diferencial em rela-
Y CD B
ção aos concorrentes).

Z C
Carga Carga PARA REFLETIR
Consolidada Fracionada

Aqui, o Market Share (fatia de mer-


Implementação de Centros de Distribuição cado) serve para avaliar a força e as dificul-
dades de uma empresa, além da aceitação
dos seus produtos. Sua medida quantifica
em porcentagem a quantidade do merca-
do dominado por uma empresa. Por exem-
plo, uma marca de biscoitos vende três mil
caixas ao mês num mercado cujo total de
unidades vendidas, juntando-se todas as
marcas concorrentes, são 10 mil caixas, esta
empresa possui um market share de 30%.

Ciclo dos pedidos


A implementação de centros de distri-
buição na cadeia de abastecimento surge
na necessidade de se obter uma distribui-
ção mais eficiente, flexível e dinâmica, isto
é, capacidade de resposta rápida face às
procuras cada vez menores, mais frequen-
tes e especificadas. Compartilha-se, assim,
a redução de custos por entre as entidades
cooperantes na distribuição do produto e
evita-se pontos de estrangulamento, entre
outras vantagens do trabalho em parceria
(FARAH JÚNIOR, 2002). A exatidão no processamento de pedidos
junto a uma administração eficiente minimiza o
tempo de resposta ao cliente, tornando o trâmite
Basicamente os principais fatores que do fluxo de mercadorias altamente competitivo
levam à implementação de Centros de Distri- no quesito “confiabilidade”. Os processos e as áreas
buição são: envolvidas são divididos e denominados como
• Redução do Lead Time (Tempo de Res- “Atividades Primárias” e “Atividades Secundárias”.
suprimento);
• Desempenho nas entregas (Elevada ► Atividades Primárias
Qualidade do atendimento ao cliente); São três as atividades primárias para
• Localização Geográfica (Rapidez no atendimento aos objetivos logísticos de custo
atendimento); e nível de serviço:
• Melhoria no nível de serviço (Satisfação • Transportes: qual modal será utilizado
das necessidades dos clientes); e em que momento;
Distribuição e Transporte - Aula 3 28 Instituto Universal Brasileiro
• Manutenção de Estoque: evitar faltas O processo inicial para a movimentação
ou excesso de produtos, visando reduzir custos; de mercadorias e produtos, é sinalizado com
• Processamentos de Pedidos: Trabalha o fechamento do pedido e posterior envio
com informações. A exatidão no processamen- ao fornecedor. Tem fundamental importância
to de pedidos minimiza o tempo de resposta para o processo logístico, onde a informação é
ao cliente. a peça chave para o bom desempenho desta
atividade além de demonstrar grande impor-
► Atividades Secundárias tância para o bom gerenciamento do proces-
Ou de apoio, são aquelas adicionais, samento de pedidos, visando a atingir um ní-
que dão suporte ao desempenho das ativida- vel eficaz de serviço oferecido.
des primarias, com o objetivo de maximizar o A entrada de pedidos antecede o aceite
atendimento ofertado ao cliente. efetivo e é responsável por verificar as infor-
• Armazenagem; mações como descrições, quantidade e va-
•Manuseio de materiais; lores, além de verificar a disponibilidade dos
• Embalagens de proteção; itens, recusar o pedido quando necessário,
• Obtenções (de matérias primas ou de analisar o crédito do cliente, transmitir as in-
serviços, por exemplo); formações do pedido para outros setores e
• Programações de produtos (quanti- preparar o faturamento.
dade que será produzido, tempo necessário, Atualmente os avanços na tecnologia da
necessidades de matérias primas, etc.); informação permitem automatizar a emissão,
• Manutenções de informações (locali- captura e transmissão de pedidos. O EDI (Ele-
zação dos clientes, volume de vendas e níveis tronic Data Interchange) traduzindo-se, “Troca
dos estoques, por exemplo). Eletrônica de Dados”, é um tipo de tecnologia
muito utilizada para automatizar a entrada
de pedidos. O EDI usa um formato de dados
Os custos de processamento de pedi-
estruturado e padronizado que permite que
dos tendem a ser pequenos quando compara-
os dados transmitidos sejam transformados e
dos aos custos de transportes ou de manuten-
processados sem a necessidade de serem digi-
ção de estoques. Contudo, o processamento de
tados manualmente.
pedidos é uma atividade logística primária cuja
importância deriva do fato de ser um elemento
Disponibilidade dos pedidos
crítico em termos do tempo necessário para le-
var bens e serviços aos clientes. É também, a ati-
vidade primária que inicializa a movimentação
de produtos e a entrega de serviços.

Entrada dos pedidos

Após o recebimento dos pedidos e as verifi-


cações necessárias efetuadas, os pedidos passam
para a etapa seguinte que verifica a disponibilida-
de dos produtos solicitados. Esta etapa faz parte
Distribuição e Transporte - Aula 3 29 Instituto Universal Brasileiro
da estratégia de cada empresa no atendimento interna da própria empresa.
propriamente dito, e se dividem em duas formas: Nos Centros de Distribuição (CDs), esta ati-
Atendimento pelo estoque. Verifica- vidade é considerada uma das mais críticas, pois
se a disponibilidade dos itens em estoque e incorre na etapa que antecede a entrega do pro-
estipula-se a data provável para se efetuar a duto ao cliente final, e desta forma a ocorrência
entrega. Visualizar os estoques ao longo da de erros deve ser inexistente ou a menor possível.
“Cadeia Produtiva” e administrar tempo é es- Dependendo do tipo do armazém, (le-
sencial neste tipo de atendimento. A grande va-se em consideração o tamanho do CD, os
maioria dos produtos são atendidos desta for- volumes armazenados e a frequência das se-
ma pois precisam manter um volume mínimo parações), o custo da mão de obra é muito
de estoque, administrado pela produção ou alto devido às inúmeras atividades que com-
compra destes produtos, salvo itens exempli- põe as separações dos pedidos, como seleção
ficados na modalidade abaixo descrita “Aten- dos itens, preparação para embarque (emba-
dimento sob demanda”. lar, por exemplo), movimentação e disposição
Atendimento sob demanda. Neste dos produtos para embarque etc.
caso, a disponibilidade deve considerar a “fila” Se estes fatores não forem bem dimensio-
de pedidos programados e outras restrições nados toda a operação pode ser comprometi-
de capacidade como volume e exigências de da, então o uso da tecnologia se faz cada vez
prazos, por exemplo. A administração da fila mais necessário através do uso de programas
é a questão mais crítica para se garantir a en- conhecidos como WMS (Warehouse Manage-
trega na data prometida, uma vez que o pro- ment System) ou Sistema de Gerenciamento de
duto precisa ser produzido ou adquirido para Armazém.
depois ser entregue. Exemplos de produtos
atendidos neste formato: veículos em geral;
itens customizados como embalagens ou pe- SAIBA MAIS
ças; produtos sob medida, cores ou tamanhos
específicos; itens importados etc.
WMS – Sistema de Gerenciamento
Separação dos pedidos de Armazém

Sistema para administrar os fluxos físicos


de recebimento, armazenagem, separação e
expedição de mercadorias, definindo suas lo-
calizações dentro dos depósitos e possibilitan-
do a automação de suas operações através de
tecnologias de código de barras, rádio frequên-
cia, separação automática de pedidos,etc. É um
sistema de gestão por software que melhora
as operações do armazém através do eficiente
gerenciamento de informações e conclusão de
tarefas, com um alto nível de controle e acura-
cidade do inventário. Permite administrar e ras-
trear todos os processos de movimentação de
Conhecido na logística como picking, ou mercadorias; Recebimento, Armazenagem, Se-
seleção de pedido de um cliente, refere-se ao paração e Expedição minimizando gargalos e
processo de retirada do estoque dos produ- gerenciando a alocação de recursos humanos,
tos relacionados em um pedido. Este pedido equipamentos mecânicos e endereços.
pode ser de venda, no caso de um cliente soli-
Fonte:http://estudandologistica.com.br/wms-sis-
citar uma determinada mercadoria, ou de res- temas-de-gerenciamento-d
suprimento, utilizado para atender a demanda
Distribuição e Transporte - Aula 3 30 Instituto Universal Brasileiro
Programação dos transportes
reduzir os erros causados pela entrada in-
correta de informações via digitação manu-
al, uma vez que o sistema automatiza esta
operação.

O EDI (Electronic Data Interchange) ou


Troca Eletrônica de Dados, permite o inter-
câmbio de documentos normatizados como
notas fiscais, conhecimentos de transportes,
ordens de coletas, faturas etc., entre os siste-
mas informáticos das empresas que partici-
pam de uma relação comercial.
Após todas as etapas anteriores serem
cumpridas, simultaneamente à etapa de “sepa-
ração de pedidos” agenda-se, junto às transpor- PARA REFLETIR
tadoras contratadas, ou ao setor de transportes,
no caso de empresa possuir frota própria, o mo-
mento do carregamento das mercadorias, infor- Convém mencionar que, em empresas
mando-se quantidades de volumes a serem car- de menor porte ou que ainda não possuam
regados, peso das mercadorias, tipo do veículo sistemas informatizados específicos para a
que será utilizado, dia e hora da coleta etc. administração destas operações, a sequên-
Novamente se faz cada vez mais necessá- cia a ser obedecida é a mesma, porem uti-
rio o uso da tecnologia, e desta vez a tarefa fica lizando-se de recursos e ferramentas ine-
por conta dos sistemas conhecidos como TMS rentes ao porte da empresa, como fichas de
(Transportation Management Systems) ou Sis- acompanhamento, ordens de coleta, emis-
tema de Gerenciamento de Transporte. Estes são de documentos e acompanhamento
sistemas são utilizados para a administração das entregas emitidas por sistemas mais
entre o embarcador a as transportadoras, ou simples, porem confiáveis.
ainda para gerenciamento interno na própria
empresa, e tem como principais tarefas os cál-
culos de fretes, roteirização acompanhamen- Controle de devoluções
to e controle das entregas, desempenho dos
veículos da frota como consumo de combus-
tíveis, peso transportado e quilometragem ro-
dada, rastreamento dos veículos ou mercado-
rias (quando os clientes conseguem visualizar
suas mercadorias em poder da transportadora
através de códigos de rastreamentos), ges-
tão da expedição de cargas, ocorrências nos
transportes como roubos, avarias, devoluções
e reentregas, além de total comunicação entre
o tomador e o prestador dos serviços.

O sistema permite também o uso da


troca eletrônica de dados entre o embarca- O retorno ou a volta das mercadorias expedi-
dor e seus parceiros de transporte, de for- das ao estabelecimento de origem devem ser trata-
ma a agilizar os processos operacionais e dos com certos cuidados quando este fato ocorrer.
São diversos os motivos pelos quais pode ocorrer o
Distribuição e Transporte - Aula 3 31 Instituto Universal Brasileiro
retorno, dentre os quais se podem destacar: Pela Constituição Federal todos têm direito
• Produto em desacordo com o pedido; ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
• Falta de pedido pela empresa destinatária; Bem de uso comum do povo e essencial à sadia
• Preço em desacordo com o combinado; qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e
• Dados cadastrais incorretos; à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo
• Mudanças de endereços não informadas. para as presentes e futuras gerações. (Art. 225)
Com relação aos retornos (parciais ou totais), é
muito importante que se tenha uma forma eficaz de
Responsabilidade Socioambiental
se efetuar registros e controlar a entrada novamente
dos produtos aos estoques, caso os mesmos não es-
Está ligada a ações que respeitam o meio
tejam avariados ou vencidos, evitando desta forma
ambiente e a políticas que tenham como um
riscos de divergências entre o estoque físico e as in-
dos principais objetivos a sustentabilidade.
formações contidas nos sistemas informatizados.
Todos são responsáveis pela preservação am-
Também é importante a integração das infor-
biental: governos, empresas e cada cidadão.
mações ao departamento financeiro da empresa
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) desen-
pois desta forma implica-se no correto crédito de im-
volve políticas públicas que visam promover a
postos, cancelamento de comissões de vendas, can-
produção e o consumo sustentáveis. Produção
celamentos ou baixas de cobranças à empresa des-
sustentável é a incorporação, ao longo de todo
tinatária e atualizações do faturamento no período.
ciclo de vida de bens e serviços, das melhores
Caso ocorra a devolução, o destinatário ou a
alternativas possíveis para minimizar custos
transportadora deverá mencionar no verso da 1º via
ambientais e sociais. Já o consumo sustentável
da nota fiscal originária o motivo pelo qual as merca-
pode ser definido, segundo o Programa das Na-
dorias estão retornando, colocar a data da recusa e
ções Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),
a identificação do responsável pelo fato. Para que o
como o uso de bens e serviços que atendam
remetente inicial dos produtos possa se creditar dos
às necessidades básicas, proporcionando uma
impostos, este deverá emitir uma nota fiscal de en-
melhor qualidade de vida, enquanto minimi-
trada e ser escriturada nos livros Registro de Entradas
zam o uso de recursos naturais e materiais tó-
de Mercadorias (modelo 1) e Registro de Controle de
xicos, a geração de resíduos e a emissão de po-
Produção e do Estoque (modelo 3) ou em sistema
luentes durante todo ciclo de vida do produto
equivalente. É importante ressaltar que estes passos
ou do serviço, de modo que não se coloque em
além de satisfazer a legislação vigente disponibilizam
risco as necessidades das futuras gerações.
novamente os produtos no estoque contabilizando-
-os de forma correta evitando distorções e fabrica- Fonte: Ministério do Meio Ambiente. Disponível em:
ções ou compras desnecessárias. http://www.mma.go.br/responsabilidade-socioambien-
tal. Acesso em: 22.7.2015.

Proteção ao meio ambiente


Princípios ambientais

Sustentabilidade. O princípio da susten-


tabilidade visa garantir que o uso dos recursos
naturais no presente não venha afetar nega-
tivamente as futuras gerações. Trata-se de se
constituir uma sociedade menos egoísta.
Prevenção. O princípio da Prevenção
trata dos efeitos instantâneos e imediatos da
agressão ambiental, eliminando ou reduzindo
suas causas e consequências.
Precaução. O princípio da Precaução ca-
racteriza-se pela supressão ou cancelamento
antecipado de uma ação que contemple risco
Distribuição e Transporte - Aula 3 32 Instituto Universal Brasileiro
de possível prejuízo ou dano ambiental. Mar – PNRM. objeto de lei nº 7661/88, objeti-
Poluidor-pagador. O poluidor deve ar- va promover a integração do mar territorial e
car com os custos das medidas adotadas para plataforma continental ao espaço brasileiro e
manter a qualidade ambiental, sem se afastar a exploração racional dos oceanos, visando o
da prevenção. Esse princípio indica, desde desenvolvimento econômico e social do país e
logo, que o poluidor é obrigado a corrigir a segurança nacional. Instituiu o Grupo de Inte-
ou recuperar o ambiente, suportando os gração do Gerenciamento Costeiro -GI-GERCO,
encargos daí resultantes, não lhe sendo per- no âmbito da Comissão Interministerial para os
mitido continuar a ação poluente. Além disso, Recursos do Mar - CIRM, com o objetivo de pro-
aponta para a assunção, pelos agentes, das mover a articulação das ações federais inciden-
consequências para terceiros de sua ação, di- tes na Zona Costeira, a partir do Plano Estadual
reta ou indireta, sobre os recursos naturais. (ou Municipal) de Gerenciamento Costeiro,
obedecidas as normas legais e o Plano Nacio-
Políticas Nacionais nal de Gerenciamento Costeiro - PNGC.
Política Nacional de Resíduos Sólidos
Política Nacional de Meio Ambiente – – PNRS. Instituída pela Lei nº 12.305/10, defi-
PNMA. Objeto da Lei nº 6.938/81, estabelece ne as diretrizes relativas à gestão integrada e
a ação governamental por intermédio de ins- ao gerenciamento de resíduos sólidos.
trumentos preventivos e corretivos, que são
fundamentais para a manutenção do equilíbrio Resíduos Sólidos & Logística Reversa
ecológico; proteção dos ecossistemas; controle
das atividades potencial ou efetivamente po-
luidoras e recuperação das áreas degradadas.
Política Nacional Portuária – PNP. Obje-
to da Lei nº 8.630/93, estabelece a descentrali-
zação da atividade portuária, que é gerenciada
por autoridades públicas ou privadas locais;
exercida por prepostos da União na forma de ar-
rendatários e operadores portuários, cabendo a
todos atuar em respeito ao meio ambiente.
Política Ambiental do Ministério dos
Transportes. Tem como referência três princí-
pios: a viabilidade ambiental dos empreendimen-
tos de transporte; o respeito às necessidades de
proteção ambiental; a sustentabilidade ambien- O consumo gera lixo. Nos últimos dez
tal dos transportes. Estes princípios gerais adota- anos, a população do Brasil aumentou 9,65%,
dos estão desdobrados em diretrizes ambientais enquanto que, no mesmo período, o volume
que servem de orientação para o programa de de lixo cresceu mais do que o dobro disso, 21%.
gestão ambiental do Ministério dos Transportes, Esta enorme geração de lixo, entretanto, não é
suas Agências e órgãos vinculados. acompanhada de um descarte adequado.
Política Nacional de Recursos Hídricos De acordo com dados da Associação Brasilei-
– PNRH. Objeto da Lei nº 9.443/97, institui o ra de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Es-
Sistema Nacional de Gerenciamento de Recur- peciais (Abrelpe), só em 2012, dos 64 milhões de to-
sos Hídricos, destacando-se a integração da neladas de resíduos produzidos pela população, 24
gestão das bacias hidrográficas com a dos sis- milhões (37,5%) foram enviados para destinos ina-
temas estuarinos e zonas costeiras. Determina dequados. O descarte inadequado de lixo é preju-
a utilização racional e integrada dos recursos dicial à saúde pública e danoso ao meio ambiente.
hídricos, incluindo o transporte aquaviário, A fim de enfrentar as consequências sociais,
com vistas ao desenvolvimento sustentável. econômicas e ambientais do manejo de resíduos
Política Nacional para os Recursos do sólidos sem prévio e adequado planejamento téc-
Distribuição e Transporte - Aula 3 33 Instituto Universal Brasileiro
nico, a Lei nº 12.305/10 instituiu a Política Nacional
de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada pela de resíduos sólidos nos níveis estadual, mu-
Decreto 7.404 de 2010. Esta política propõe a prá- nicipal e regional; além de impor que em-
tica de hábitos de consumo sustentável e contém presas elaborem seus Planos de Gerencia-
instrumentos variados para propiciar o incentivo à mento de Resíduos Sólidos.
reciclagem e à reutilização dos resíduos sólidos (re-
ciclagem e reaproveitamento), bem como a desti-
nação ambientalmente adequada dos dejetos.
Um dos instrumentos mais importantes da SAIBA MAIS
Política é o conceito de responsabilidade compar-
tilhada pelo ciclo de vida dos produtos. O lixo (resí-
duos sólidos) que produzimos é uma questão am- Definição de Logística Reversa
biental e, como tal, não pode ser compartimentada pela Lei dos Resíduos Sólidos
a só uma entidade ou pessoa. O ambiente é direito
de todos, bem de uso comum do povo, e também Logística Reversa é definida pela Lei
responsabilidade comum de todos. 12.305/10 como “Instrumento de Desen-
Assim, fabricantes, importadores, distribui- volvimento Econômico e Social caracteri-
dores, comerciantes, o Estado, o cidadão e titulares zado por um conjunto de ações, procedi-
dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo mentos e meios destinados a viabilizar a
dos resíduos sólidos são todos responsáveis pela coleta e a restituição dos resíduos sólidos
minimização do volume de resíduos sólidos e rejei- ao setor empresarial, para reaproveita-
tos gerados, bem como pela redução dos impac- mento, em seu ciclo ou em outros ciclos
tos causados à saúde humana e à qualidade am- produtivos, ou outra destinação final am-
biental decorrentes do ciclo de vida dos produtos. bientalmente adequada”. O processo da
Ao lado da responsabilidade compartilhada logística reversa responsabiliza as empre-
há o Acordo Setorial, um contrato firmado en- sas e estabelece uma integração de muni-
tre o poder público e fabricantes, importadores, cípios na gestão do lixo. Neste processo,
distribuidores ou comerciantes, tendo em vista a os produtores de um eletroeletrônico, por
implantação da responsabilidade compartilhada exemplo, têm que prever como se dará a
pelo ciclo de vida do produto; e a Logística Re- devolução, a reciclagem daquele produto
versa, um conjunto de ações destinadas a viabi- e a destinação ambiental adequada, espe-
lizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos cialmente dos que eventualmente pode-
ao setor empresarial, para reaproveitamento ou rão retornar o ciclo produtivo.
outra destinação final adequada.
Fonte: http://www.oeco.org.br/dicionario-am-
biental/28020-o-que-e-logistica-reversa

A lei ainda cria metas importantes


para a eliminação dos lixões (até 2014); de- Principais Obrigações Legais Ambientais
termina a elaboração de um Plano Nacional para o Transporte de Cargas
de Resíduos Sólidos com ampla participa-
ção social, contendo metas e estratégias Segundo os órgãos regulamentadores
nacionais sobre o tema; prevê a criação de federais, estes são os principais requisitos pra
um Sistema Nacional de Informações sobre o transporte legal de cargas no país:
a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR), com • Licença ou Autorização Ambiental,
o objetivo de armazenar, tratar e forne- emitida pelo órgão Estadual de Meio Ambiente
cer informações que apoiem as funções ou para o transporte de cargas perigosas (produ-
processos de gestão dos resíduos; prevê a tos ou resíduos perigosos) dentro do Estado;
criação de planos de gestão integrada de re- • Autorização Ambiental para Trans-
síduos sólidos e os planos de gerenciamento porte Interestadual de Cargas Perigosas
(produtos ou resíduos) emitida pelo IBAMA.;
Distribuição e Transporte - Aula 3 34 Instituto Universal Brasileiro
• Cadastro Técnico Federal de Atividades
Potencialmente Poluidoras CTF-APP, emitido Transporte de qualquer tipo
pelo IBAMA; de sólido a granel
• Cadastro Nacional de Operadores de Re-
síduos Perigosos - CNORP, emitido pelo IBAMA; Somente será permitido nos seguin-
• Comprovante de Registro Nacional de tes casos:
Transportadores Rodoviários de Cargas – RN- - Veículos com carroçarias de guardas
TRC, conforme Resolução ANTT 3056/2009 laterais fechadas;
(antigo Certificado de RTB (Registro de Trans- - Veículos com carroçarias de guardas la-
porte de Bens) e Pagamento da Taxa de Con- terais dotadas de telas metálicas com malhas
trole e Fiscalização Ambiental - TFCA. de dimensões que impeçam o derramamento
de fragmentos do material transportado.
As cargas transportadas deverão estar
Outras Licenças/Autorizações podem totalmente cobertas por lonas ou disposi-
ser exigidas conforme o tipo da carga a ser tivos similares, que deverão cumprir os se-
transportada. Exemplos: CNEN (Comissão guintes requisitos:
Nacional de Energia Nuclear) - Material - Possibilidade de acionamento ma-
radioativo; Vigilância Sanitária - Alimen- nual, mecânico ou automático;
tos, remédios e outros; Polícia Federal - Estar devidamente ancorados à car-
- Produtos químicos utilizados no proces- roçaria do veículo;
samento ilícito de drogas; Ministério do - Cobrir totalmente a carga transpor-
Exército - Explosivos, insumos de explosi- tada de forma eficaz e segura;
vos, armamentos e outros. - Estar em bom estado de conserva-
ção, de forma a evitar o derramamento da
carga transportada;
• Veículos - A lona ou dispositivo similar não
- Certificado de Registro e Licenciamen- poderá prejudicar a eficiência dos demais
to de Veículo (CRLV) ou Certificado de pro- equipamentos obrigatórios.
priedade do Veículo;
- Veículos em boas condições de funcio-
namento e uso; • Motoristas
- Rótulos de risco e painéis de segurança - Carteira de Identidade e Carteira Nacio-
específicos,(Transportes de cargas perigosas) nal de Habilitação na categoria adequada;
de acordo com a NBR-7500 da ABNT (Associa- - Comprovante do curso MOPP (Movi-
ção Brasileira de Normas Técnicas); mentação e Operação de Produtos Perigosos);
- Ficha de Emergência (FISPQ: Ficha de - Verificação da Carga para garantir que as em-
Informações de Segurança de Produtos Quí- balagens suportarão os riscos do transporte e que o
micos) e Envelope para o Transporte. (Trans- veículo está em boas condições de funcionamento.
portes de cargas perigosas);
- Kit para atendimento à emergência • Cargas
conforme NBR 9735 da ABNT. (Transportes de - Conhecimento de Transporte da Carga
cargas perigosas); Transportada (CTC);
- Para transporte a granel de cargas peri- - Conhecimento de Transporte de Carga
gosas será exigido, para o tanque, o Certifica- deverá atender as seguintes exigências, em
do de Capacitação para o transporte de Pro- caso de cargas perigosas:
dutos Perigosos a Granel – (CIPP); - Número e nome apropriado para o em-
- Em relação ao caminhão-trator será exi- barque e ainda o grupo de embalagem (quan-
gido o Certificado de Inspeção Veicular (CIV) do se Tratar de fracionado);
e emissões do escapamento (fumaça preta) - Classe e subclasse (quando for o caso) à
dentro dos limites legais. qual o produto pertence;
Distribuição e Transporte - Aula 3 35 Instituto Universal Brasileiro
- Declaração assinada pelo expedidor • Emissão de relatórios para controle de
de que o produto está adequadamente acon- consumo de materiais diversos (operacionais
dicionado para suportar os riscos normais de e administrativos);
carregamento, descarregamento, conforme a • Levantamento de dados estatísticos re-
regulamentação em vigor (se essa declaração lativos às atividades de aquisições, previsões e
for impressa, dispensa-se a assinatura); controles de materiais e equipamentos.
- Embalagem adequada ao transporte, ► Setor de Transportes
Certificada pelo INMETRO (Instituto Nacional • Programação dos serviços de transpor-
de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), em tes (próprios ou terceirizados)
caso de cargas perigosas. • Controles de consumo de combustível
por quilômetro, elaborando quadros estatísti-
Apoio Administrativo cos comparativos, e gastos da frota em geral;
• Controles da documentação dos veícu-
los e motoristas;
• Controle das apólices de seguro dos
veículos.

Arquivo & Documentos

O Departamento de Apoio Administrati-


vo é o responsável pelas ações de suporte para
a administração dos recursos necessários ao de-
senvolvimento das atividades de nível técnico e
operacional nas empresas. Suas principais atri-
buições são acompanhar as tarefas operacionais
das unidades e ajudar a definir políticas e estra- Uma empresa organizada sempre man-
tégias organizacionais junto à administração ge- tém seus documentos sistematicamente em
rando relatórios destinados a subsidiar de forma ordem. Um erro comum nas administrações é o
eficaz a avaliação dos serviços realizados, além de de tratar o arquivo da empresa como um mero
efetuar controles, criar protocolos, controlar pa- depósito de documentos, quando na verdade o
gamento a prestadores de serviços, gerar contas arquivo é um centro ativo de informações.
a pagar e a receber, gerir contratos e proceder a
arquivamento de documentos em geral etc.
Essencialmente, um arquivo serve
Exemplos
para duas coisas:
► Setor de Materiais
• Cumprir as exigências da legislação
• Planejamento de reposição de materiais;
pública;
• Aquisição de materiais;
• Manter a organização interna da
• Organização e controle de aquisição,
empresa.
recepção e armazenagem de materiais;
• Controle do consumo de materiais e es-
tabelecimento de níveis de estoque adequados. São utilizados dois princípios básicos
• Controle da distribuição de materiais para se começar um arquivamento: a classifi-
às unidades solicitantes; cação dos tipos de documentos, e a codifica-
Distribuição e Transporte - Aula 3 36 Instituto Universal Brasileiro
ção, que pode ser alfabética ou numérica. De todo modo, o canhoto irá documen-
Consideram-se arquivos, os conjuntos tar o ato da entrega efetiva da mercadoria,
de documentos produzidos e recebidos por ór- entrega essa que se um dia for questionado
gãos públicos, instituições de caráter público terá como prova o próprio canhoto. Por isso,
e entidades privadas, em decorrência do exer- em princípio, julgamos importante sua inser-
cício de atividades específicas, bem como por ção, ressalvados, obviamente, os casos em
pessoa física, qualquer que seja o suporte da que se afigure como efetivamente desneces-
informação ou a natureza dos documentos. sária, tendo em vista fatores como a atividade,
Considera-se gestão de documentos o a clientela, etc.
conjunto de procedimentos e operações téc- (§ 21 do art. 19 do Convênio Sinief de
nicas referentes à sua produção, tramitação, 15.12.1970, na redação dada pelo Ajuste Si-
uso, avaliação e arquivamento em fase corren- nief nº 04, de 28.06.1995).
te e intermediária, visando a sua eliminação O canhoto picotado, anexo à Nota Fis-
ou recolhimento para guarda permanente (ar- cal, representa para o vendedor a prova de
quivo morto). que a entrega das mercadorias foi efetiva-
Toda e qualquer operação de circulação da, pois ele contém a declaração expressa
de mercadorias deverá ser acobertada por de que o adquirente recebeu as mercadorias
documento fiscal idôneo, de acordo com a le- constantes daquela Nota Fiscal, e a sua assi-
gislação em vigor. Por ocasião da entrega da natura confirma, de forma irretratável, o re-
mercadoria, é de vital importância que o des- cebimento.
tinatário proceda à sua conferência, preencha Nos transportes com “Cláusula FOB” de
e assine o respectivo canhoto da Nota Fiscal. transação mercantil, que tem como caracte-
rística básica a transferência ao comprador
Nota fiscal e o canhoto dos custos e riscos da operação de transpor-
te, a partir do momento em que a mercadoria
A Nota Fiscal é o documento hábil que de- é entregue pelo fornecedor à transportadora,
verá acompanhar o transporte de mercadorias, o canhoto da Nota Fiscal não deverá ser des-
emitida por contribuinte sempre que este pro- tacado neste ato, pois é parte integrante da
mova a saída, ou a transmissão da propriedade Nota Fiscal que acompanha as mercadorias
destas, quando não devam transitar pelo estabe- para documentar a sua entrega efetiva ao
lecimento transmitente. destinatário, sendo esse, então, o momento
A Nota Fiscal, além das indicações necessá- em que deverá ser destacado e devolvido ao
rias, também deverá conter o “canhoto”, em sua fornecedor.
parte inferior, que será destacado ao entregar a As transportadoras, por sua vez, deve-
mercadoria descrita no documento fiscal. rão atentar ao fato de que o translado, que
O canhoto integra a Nota Fiscal, mode- será efetuado por elas, de mercadorias acom-
lo 1 ou 1-A, tendo por finalidade documentar panhadas de documento fiscal idôneo, é es-
a efetiva transmissão de propriedade do bem sencial para que estas fiquem livres de vir
enviado pelo remetente ao destinatário, ele es- a se envolver em situações que possam dar
tará documentando o ato da entrega efetiva da margem a infrações resultantes do transpor-
mercadoria. te de mercadorias acompanhadas de docu-
mento fiscal incompleto, ou seja, inidôneo,
Observamos que o Fisco poderá dis- que para o Fisco constitui infração sujeita a
pensar a inserção na Nota Fiscal do canho- penalidades.
to descartável (comprovante da entrega O canhoto da Nota Fiscal é de suma im-
da mercadoria), desde que essa opção seja portância no processo mercantil. Ele deverá
indicada na AIDF (“Autorização para Im- ser assinado por pessoas capazes, ou seja, por
pressão de Documentos Fiscais”, fornecida pessoas responsáveis pelo recebimento de
pelo Fisco). mercadorias, que possam conferi-las, atesta-
rem a quantidade, a qualidade e as suas espe-
Distribuição e Transporte - Aula 3 37 Instituto Universal Brasileiro
cificações, de acordo com o pedido que deu ção expressa do recebimento, atestando que as
origem à transação, evitando-se, assim, possí- mercadorias especificadas e recebidas estão de
veis divergências entre as partes que efetiva- acordo com o pedido originário da transação
ram o negócio. mercantil realizada.
Os entregadores devem ser orientados
para que a entrega das mercadorias seja feita
a pessoas capazes e que estas, ao assinarem o Pela forma de colagem dos canhotos
canhoto, também aponham o carimbo da em- na via fixa da nota fiscal, poderá ser prejudi-
presa, o nome por extenso e o nº do RG, o que cado o processo de encadernação, tornan-
facilitará, se for necessário, uma confirmação do-se extremamente volumoso, já que as
de quem recebeu a mercadoria entregue. notas fiscais devem obrigatoriamente ser
encadernadas em grupo de até 500 (qui-
Quanto às mercadorias entregues às nhentos) documentos.
transportadoras, o comprovante deverá
ser outro documento qualquer, menos o A título de sugestão, àqueles que emi-
canhoto, pois este só deverá ser destacado tem Nota Fiscal por processamento eletrônico
pelo recebedor das mercadorias. de dados ou em jogos soltos que utilizem de
Livro de Canhotos, que já vem sendo utilizado
por inúmeras empresas para arquivo em or-
Arquivamento e prazo dem sequencial numérica, de fácil manuseio
de guarda dos canhotos e praticidade.
O Livro de Canhotos poderá consistir em
A legislação do ICMS não trata especi- folhas encadernadas, formando um livro, ge-
ficamente sobre a forma pela qual o contri- ralmente de 200 (duzentos) a 500 (quinhen-
buinte deverá arquivar os canhotos de notas tos) folhas, cada uma delas com diversos re-
fiscais devolvidos devidamente datados e tângulos impressos no formato do canhoto da
assinados pelos prepostos dos destinatários Nota Fiscal em uso, onde poderá constar pré-
das mercadorias. Contudo, dispõe que os li- -impresso o número da Nota Fiscal.
vros fiscais e os documentos fiscais, bem O contribuinte, ao receber os canhotos
como faturas, duplicatas, guias, recibos e to- devidamente protocolados pelo comprador,
dos os demais documentos relacionados com deverá colá-los no respectivo número cons-
o imposto deverão ser conservados, no míni- tante do Livro de Canhotos, formando, assim,
mo, pelo prazo de 5 (cinco) anos, e, quando um perfeito arquivo e prova da efetivação da
relativos a operações ou prestações objeto entrega das mercadorias, que é de fácil manu-
de processo pendente, até sua decisão de- seio, quando se necessite localizar um deter-
finitiva, ainda que esta seja proferida após minado canhoto ou numa possível divergência
aquele prazo. entre o comprador e o vendedor pertinente à
quantidade, qualidade ou mesmo para utiliza-
Formas de arquivo ção do canhoto como prova num processo de
cobrança judicial.
Relativamente à forma pela qual deve- As empresas que utilizam esse processo
rão ser arquivados, não há norma expressa de arquivo de canhotos costumam adquiri-los
na legislação do ICMS, assim sugere-se que, de empresas gráficas e encadernadoras que
ao receber de volta os canhotos devidamente comercializam esse tipo de livro. A ilustração
preenchidos e assinados, cole-os nas vias fixas a seguir serve como um exemplo de parte do
das Notas Fiscais de origem, conservando, as- Livro de Canhoto, que não tem modelo ofi-
sim, a prova de que as mercadorias constantes cial, nem é obrigatório, observando-se que na
daquele documento fiscal foram efetivamente capa será útil que haja a numeração a que se
entregues ao seu destinatário, com a declara- refere o livro.
Distribuição e Transporte - Aula 3 38 Instituto Universal Brasileiro
Livro de Canhotos nº ............................
NFs .................de nºs ........... a ........... Federação. A legislação em âmbito nacional
já está aprovada.
Recebemos de Comercial “B” Ltda. os produtos
da nota fiscal indicada ao lado NOTA FISCAL
Data do Identificação e assinatura do
Quais os tipos de documentos
recebimento recebedor
001230 fiscais em papel que
22.01.2015 Antônio Carlos – RG 5.235.555
o CT-e substitui?

Recebemos de Comercial “B” Ltda. os produtos


da nota fiscal indicada ao lado
Atualmente a legislação nacional permi-
NOTA FISCAL
Data do Identificação e assinatura do te que o CT-e substitua os seguintes documen-
recebimento recebedor
001231 tos utilizados pelos modais para cobertura de
22.01.2015 José da Silva – RG 4.111.222
suas respectivas prestações de serviços:
I - Conhecimento de Transporte Rodo-
Recebemos de Comercial “B” Ltda. os produtos
da nota fiscal indicada ao lado NOTA FISCAL viário de Cargas, modelo 8;
Data do
recebimento
Identificação e assinatura do
recebedor
II - Conhecimento de Transporte
001232
22.01.2015 João dos Santos – RG 6.222.333
Aquaviário de Cargas, modelo 9;
III - Conhecimento Aéreo, modelo 10;
Canhoto nº 001233 IV - Conhecimento de Transporte Fer-
roviário de Cargas, modelo 11;
NOTA FISCAL CANCELADA
V - Nota Fiscal de Serviço de Transpor-
Canhoto nº 001234
te Ferroviário de Cargas, modelo 27;
VI - Nota Fiscal de Serviço de Trans-
NOTA FISCAL CANCELADA porte, modelo 7, quando utilizada em
transporte de cargas.
Os documentos que não foram substi-
tuídos pelo CT-e devem continuar a ser emiti-
SAIBA MAIS dos de acordo com a legislação em vigor.

Fonte: https://www.fazenda.sp.gov.br/cte/perguntas_
Conhecimento de Transporte frequentes/respostas_I.asp

Eletrônico – CT-e

Podemos conceituar o Conhecimento de Sugere-se que os canhotos sejam


Transporte Eletrônico (CT-e) como sendo um do- colados apenas pelas suas extremidades,
cumento de existência apenas digital, emitido e de tal modo que, em caso de necessidade,
armazenado eletronicamente, com o intuito de possam ser facilmente descolados, sem ris-
documentar, para fins fiscais, uma prestação de co de rasura. Quando o canhoto for retirado
serviço de transporte de cargas realizada por
do livro para ser usado como prova em uma
qualquer modal (Rodoviário, Aéreo, Ferroviário,
divergência ou em processo de cobrança
Aquaviário e Dutoviário). Sua validade jurídica
judicial, convém que seja anotado onde e
é garantida pela assinatura digital do emitente
com quem se encontra o respectivo canho-
(garantia de autoria e de integridade) e pela re-
to, evitando-se possíveis desencontros e
cepção e autorização de uso, pelo Fisco.
seu extravio. Ocorrendo o cancelamento da
Já existe legislação aprovada Nota Fiscal, deve-se anotar no Livro de Ca-
sobre o CT-e? nhoto que houve o cancelamento, pois as-
sim não ficará faltando o canhoto referente
O Conhecimento de Transporte Eletrô- à nota que estará fazendo parte desta, sem
nico tem validade em todos os Estados da ser destacado ou preenchido.

Distribuição e Transporte - Aula 3 39 Instituto Universal Brasileiro


Seguro de Mercadorias Transportadas todos os riscos, contratada pelo proprietário da
carga. Apesar do nome, derivado da cobertura
Todas as mercadorias transportadas, por ampla que oferece, o seguro de transporte de
qualquer via, devem obrigatoriamente transi- carga tem alguns riscos excluídos, além de bens
tar amparadas por algum tipo de seguro. que não são cobertos.
Entretanto, os principais danos à carga,
O seguro de transportes garante ao segu- causados por acidentes com o veículo trans-
rado uma indenização pelos prejuízos causados portador, roubo e furto e armazenamento, ou
aos bens segurados durante o seu transporte seja, eventuais prejuízos decorrentes da opera-
em viagens aquaviárias, terrestres e aéreas, ção de transporte podem ser cobertos, depen-
em percursos nacionais e internacionais. dendo do seguro contratado.

O seguro de transportes está dividido em Seguro de responsabilidade civil


duas categorias: transportes, que é contratado pelo
vendedor ou pelo comprador da carga, e responsa- Esse é o seguro obrigatório contratado
bilidade civil, contratado pelo transportador. A pri- pelo transportador para cobrir operações de
meira delas subdivide-se ainda em transportes na- transporte de cargas por qualquer via. A apólice
cionais (quando a mercadoria circula em território garante indenização para os danos causados a
nacional) e transportes internacionais (quando as terceiros. A cobertura também abrange aciden-
mercadorias são exportadas ou importadas). A se- tes que possam ocorrer por culpa do condutor
gunda categoria, de responsabilidade civil, garante do veículo que transportava a carga.
ao transportador o reembolso de indenizações que Diferentemente do seguro de transporte, o
ele seja obrigado a pagar para reparar eventuais da- de responsabilidade civil obrigatório tem cober-
nos causados à carga que transportava. turas bem restritas, até mesmo porque o seu ob-
Tanto em transportes nacionais como em in- jetivo é indenizar prejuízos causados à carga de
ternacionais, o seguro cobre prejuízos causados a mercadorias devido a um acidente com o veículo
bens e mercadorias em viagens sobre a água, vias transportador.
terrestres (rodoviárias e ferroviárias) e aéreas, ou Esse tipo de seguro não cobre roubo ou fur-
em percursos que utilizam mais de um meio de to das mercadorias nem danos provocados por
transporte, chamado multimodal. embalagens inadequadas ou por mau acondi-
cionamento dos produtos. Riscos fortuitos ou de
Na prática, as mercadorias transporta- causa maior (exemplos: queda de raio, queda de
das por quaisquer meios de transporte de- barreira) também não são cobertos.
vem ter a proteção de dois seguros:
• De transporte, com contratação facul-
tativa por parte do dono da carga para garan- SAIBA MAIS
tir os bens;
• De responsabilidade civil, de contra-
Apólice de Seguro
tação obrigatória por parte do transporta-
dor para garantir o compromisso de recebi-
É o instrumento do contrato de se-
mento e entrega da carga.
guro pelo qual o segurado repassa à segu-
Os documentos que regem as regras
radora a responsabilidade sobre os riscos,
do contrato de responsabilidades são cha-
estabelecidos na mesma, que possam advir.
mados de “apólices de seguro”.
A apólice contém as cláusulas e condições
gerais, especiais e particulares dos contra-
Seguro de transportes de cargas tos e as coberturas especiais e anexas.
Fonte: Portal tudo sobre seguros http://www.
Esta é uma apólice da modalidade conhe- tudosobreseguros.org.br
cida como “seguro all risks”, isto é, seguro contra
Distribuição e Transporte - Aula 3 40 Instituto Universal Brasileiro
VEJA SE APRENDEU

1. Em Logística, os fatores de transações de serviço são agrupados em três categorias. Considerando os


elementos de cada uma destas categorias, indique Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa correta.
( ) Os elementos de pré-transação referem-se aos resultados finais, obtidos com a entrega do
produto ao cliente.
( ) Os elementos de pós-transação definem como deve ser o atendimento aos clientes em relação a
devoluções, solicitações, reclamações etc.
( ) Os elementos de transação influenciam no tempo de entrega, exatidão da ordem de service e con-
dições das mercadorias na entrega para o cliente etc.
a) ( ) V – F – F
b) ( ) F – V – F
c) ( ) F – V – V
d) ( ) V – V – F

2. Complete a frase e assinale a alternativa correta.


Um _____________ é um armazém estrategicamente dimensionado e localizado, cuja missão é realizar a
gestão dos estoques de produtos na distribuição física.
a) ( ) Setor de Transporte (ST)
b) ( ) Centro de Distribuição (CD)
c) ( ) Ciclo de Pedido (CP)
d) ( ) Componente Legalizado (CL)

3. O uso da tecnologia se faz cada vez mais necessário através do uso de programas conhecidos como
Sistema de Gerenciamento de Armazém, identificados nas empresas pela sigla:
a) ( ) WMS (Warehouse Management System)
b) ( ) EDI (Electronic Data Interchange)
c) ( ) TMS (Transportation Management Systems)
d) ( ) MS (Market Share)

4. Qual a Política de Proteção Ambiental descrita na definição abaixo?


Objeto da Lei nº 6.938/81, estabelece a ação governamental por intermédio de instrumentos preventivos e
corretivos, que são fundamentais para a manutenção do equilíbrio ecológico; proteção dos ecossistemas; controle
das atividades potencial ou efetivamente poluidoras e recuperação das áreas degradadas.
a) ( ) Política Nacional Portuária (PNP)
b) ( ) Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH)
c) ( ) Política Nacional para os Recursos do Mar (PNRM)
d) ( ) Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA)

5. A Nota Fiscal é o documento hábil que deverá acompanhar o transporte de mercadorias. Em sua
parte inferior, deve conter o canhoto, que será destacado após a entrega da mercadoria descrita na nota. Com
essas informações, assinale a única alternativa incorreta sobre o canhoto da Nota Fiscal.
a) ( ) O canhoto documenta a efetiva transmissão do bem enviado pelo remetente ao destinatário.
b) ( ) O canhoto não pode ser usado como prova, caso a entrega da mercadoria for questionada.
c) ( ) O canhoto picotado, anexo à Nota Fiscal, representa para o vendedor a prova de que a entrega
das mercadorias foi efetivada.
d) ( ) Ao receber os canhotos devidamente preenchidos e assinados, deve-se colá-los nas vias fixas
das Notas Fiscais de origem.
Distribuição e Transporte - Aula 3 41 Instituto Universal Brasileiro
VEJA SE APRENDEU - RESPOSTAS

AULA 1
DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE
1. Transporte é uma área da Logística que envolve a escolha da melhor maneira de interli-
gar fornecedores e clientes. Podemos afirmar que os objetivos desta área são:
a) ( ) movimentar materiais e produtos entre diferentes pontos.
b) ( ) minimizar o custo no menor tempo possível.
c) ( ) dinamizar esses fatores importantes para a cadeia produtiva.
d) ( x ) Todas as alternativas estão corretas.

2. Assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso. Depois, indique a alternativa correta.
(V) Na visão do Marketing, os canais de distribuição são complexos sistemas comporta-
mentais em que pessoas e empresas interagem.
(V) No ponto de vista da Logística, os canais de distribuição são a estrutura das unidades
de organização dentro de uma empresa.
a) ( x ) V - V
b) ( ) V - F
c) ( ) F - F
d) ( ) F - V

3. Algumas empresas efetuam as entregas de seus produtos diretamente a seus clientes,


porém, muitas vezes, utilizam outras empresas ou indivíduos para distribuir seus produtos a
seus clientes finais. Isso é denominado:
a) ( ) marketing.
b) ( ) gerenciamento.
c) ( x ) intermediários.
d) ( ) planejamento.

4. Leia as afirmativas abaixo e associe se as afirmativas se referem, respectivamente, a ati-


vidades no Varejo ou Atacado.
I – Atividades envolvidas na venda de bens ou serviços diretamente aos consumidores
finais para uso pessoal.
II – Operações que envolvem a venda de produtos ou serviços para uso comercial ou re-
venda.
a) ( ) I e II se referem a atividades no Varejo..
b) ( ) I e II se referem a atividades no Atacado..
c) ( ) I se refere a atividades no Atacado; e II, no Varejo.
d) ( x ) I se refere a atividades no Varejo; e II, no Atacado.

5. Na distribuição de produtos, quando o objetivo da empresa é colocar seus produtos


em todo e qualquer ponto de venda que queira comercializar, estamos falando de qual tipo de
distribuição?
a) ( x ) Intensiva
b) ( ) Seletiva
c) ( ) Exclusiva
d) ( ) Compatível
Distribuição e Transporte 42 Instituto Universal Brasileiro
AULA 2
MEIOS DE DISTRIBUIÇÃO E TRANSPORTE
1. O transporte rodoviário é feito por meio de ruas, rodovias e estradas, representando
quase 60% de toda carga transportada no Brasil. Uma das vantagens deste modal de transporte
é o(a):

a) ( ) elevado grau de poluição.


b) ( ) capacidade de tração de carga reduzida.
c) ( ) custo de fretamento mais expressivo.
d) ( x ) agilidade e rapidez na entrega da mercadoria.

2. O bitrem é um veículo articulado composto de dois semirreboques. Ele faz parte de qual
modal de transporte?

a) ( x ) Rodoviário
b) ( ) Ferroviário
c) ( ) Aquaviário
d) ( ) Aéreo

3. O transporte aquaviário é quando se utiliza vias de passagem por mares abertos (marí-
timo), rios e lagos (fluvial) para a movimentação de mercadorias e de passageiros. No caso de
transporte fluvial, assinale a alternativa que indica um meio de locomoção aquaviário adequado
para rios e lagos.

a) ( ) Navio cruzeiro
b) ( x ) Balsa
c) ( ) Navio gaseiro
d) ( ) Navio petroleiro

4. É o modal de transporte ideal para o transporte de mercadorias com urgência de entrega.

a) ( x ) Aéreo
b) ( ) Dutoviário
c) ( ) Rodoviário
d) ( ) Ferroviário

5. Assinale a alternativa que indica um exemplo do que se deve transportar em uma dutovia.

a) ( ) Cana-de-açúcar
b) ( ) Produtos perecíveis
c) ( x ) Petróleo
d) ( ) Madeira

Distribuição e Transporte 43 Instituto Universal Brasileiro


AULA 3
CONTROLE DA MOVIMENTAÇÃO DE MERCADORIAS
1. Em Logística, os fatores de transações de serviço são agrupados em três categorias. Considerando os
elementos de cada uma destas categorias, indique Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa correta.
(F) Os elementos de pré-transação referem-se aos resultados finais, obtidos com a entrega do
produto ao cliente.
(V) Os elementos de pós-transação definem como deve ser o atendimento aos clientes em relação a
devoluções, solicitações, reclamações etc.
(V) Os elementos de transação influenciam no tempo de entrega, exatidão da ordem de service e con-
dições das mercadorias na entrega para o cliente etc.
a) ( ) V – F – F
b) ( ) F – V – F
c) ( x ) F – V – V
d) ( ) V – V – F

2. Complete a frase e assinale a alternativa correta.


Um Centro de Distribuição (CD) é um armazém estrategicamente dimensionado e localizado, cuja missão é
realizar a gestão dos estoques de produtos na distribuição física.
a) ( ) Setor de Transporte (ST)
b) ( x ) Centro de Distribuição (CD)
c) ( ) Ciclo de Pedido (CP)
d) ( ) Componente Legalizado (CL)

3. O uso da tecnologia se faz cada vez mais necessário através do uso de programas conhecidos como
Sistema de Gerenciamento de Armazém, identificados nas empresas pela sigla:
a) ( x ) WMS (Warehouse Management System)
b) ( ) EDI (Electronic Data Interchange)
c) ( ) TMS (Transportation Management Systems)
d) ( ) MS (Market Share)

4. Qual a Política de Proteção Ambiental descrita na definição abaixo?


Objeto da Lei nº 6.938/81, estabelece a ação governamental por intermédio de instrumentos preventivos e
corretivos, que são fundamentais para a manutenção do equilíbrio ecológico; proteção dos ecossistemas; controle
das atividades potencial ou efetivamente poluidoras e recuperação das áreas degradadas.
a) ( ) Política Nacional Portuária (PNP)
b) ( ) Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH)
c) ( ) Política Nacional para os Recursos do Mar (PNRM)
d) ( x ) Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA)

5. A Nota Fiscal é o documento hábil que deverá acompanhar o transporte de mercadorias. Em sua
parte inferior, deve conter o canhoto, que será destacado após a entrega da mercadoria descrita na nota. Com
essas informações, assinale a única alternativa incorreta sobre o canhoto da Nota Fiscal.
a) ( ) O canhoto documenta a efetiva transmissão do bem enviado pelo remetente ao destinatário.
b) ( x ) O canhoto não pode ser usado como prova, caso a entrega da mercadoria for questionada.
c) ( ) O canhoto picotado, anexo à Nota Fiscal, representa para o vendedor a prova de que a entrega
das mercadorias foi efetivada.
d) ( ) Ao receber os canhotos devidamente preenchidos e assinados, deve-se colá-los nas vias fixas
das Notas Fiscais de origem.

Distribuição e Transporte 44 Instituto Universal Brasileiro


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MÓDULO 5 – VOLUME 3

CASAROTTO FILHO, Nelson; KOPITTKE, Bruno Hartmut. Análise de investimentos: ma-


temática financeira; engenharia econômica; tomada de decisão; estratégia empresa-
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CASTRO, Flávia de Almeida Viveiros de. et al. Gestão e Planejamento de Tributos – Rio
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FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio século XXI: o dicionário da língua
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FREZATTI, Fábio. Orçamento empresarial: planejamento e controle gerencial – 6. a


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OLIVEIRA, Gustavo Faria. Matemática financeira descomplicada para os cursos de


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PUCCINI, Abelardo de Lima. Matemática financeira: objetiva e aplicada. 10.a ed. –


São Paulo: Saraiva, 2017.

REZENDE, Amaury José. Contabilidade tributária: entendendo a lógica dos tributos


e seus reflexos sobre os resultados das empresas / Amaury José Rezende, Carlos Alberto
Pereira, Roberta Carvalho de Alencar. – – São Paulo: Atlas, 2010.

SOBANSKI, Jaert J. Prática de orçamento empresarial: um exercício programado –


3.a ed. – São Paulo: Atlas, 2011.

Sites pesquisados

http://www.portaldecontabilidade.com.br/

https://www.infovarejo.com.br/tipos-de-regimes-tributarios-que-existem/

http://idg.receita.fazenda.gov.br/

https://www.serasaconsumidor.com.br

http://www.portaltributario.com.br

http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/os-7-tipos-de-orcamentos-em-
presariais/67616/

Distribuição e Transporte 45 Instituto Universal Brasileiro