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Colégio Estadual João Xavier Ferreira

Biografia de
joã( Xavier Ferreira

fesquisadora
Silvia Paes Xavier
Colégio Estadual João Xavier Ferreira

João Xavier Ferreira


* 21.12.1.895
+ 04.02.1.981

"Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós. Resta ainda um pouco, e depois já o mundo
me não verá. Má ver-me-eis vós, porque eu vivo, e vós vivereis. Naquele dia vós
conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós".
João, 14,18-20
"Eduquem-se os meninos e não será preciso castigar os homens".

João Xavier
BIOGRAFIA

JOÃO XAVIER FERREIRA — Fazendeiro e agro-pecuarista, nasceu na Fazenda Riachão, à


época de Nossa Senhora da Conceição do arraial de Crixás, hoje neste município de crixás,
em 21 de dezembro de 1895, e faleceu em 04 de fevereiro de 1981, filho de Joaquim Xavier
Ferreira e Maria do Carmo Xavier. Foi casado com Ana de Carvalho, esposa humilde e
carinhosa, com quem teve seis filhos: Sebastião, Isolina, Manoel, Delmira, Ernestina e Maria
do Carmo Xavier Fen-eira. Foi um pai extremamente carinhoso e dedicado; não media
sacrifícios para dar atenção aos filhos, levando-os inclusive aos campos para colher frutos e
tirar mel de abelhas. Tendo ficado órfão de pai ainda jovem, e ainda por ser o mais velho dos
irmãos, assumiu a condição de arrimo da família, o que exerceu com muito amor e dedicação.
Superando dificuldades começou muito cedo ainda a (gambirar gado) expressão
representativa de pequeno comerciante de gado, no que foi bem sucedido. Logo se tornou um
dos maiores produtores de gado e também boiadeiro da região. Levava suas boiadas até as
cidades de Morrinhos e Catalão, em Goiás, onde eram comercializadas com os fazendeiros da
região da cidade de Barretos, no estado de São Paulo. Existia a festa do Divino Espirito Santo
na Casa Grande, onde foi uma vez comissário (responsável pela festa) e imperador em 1922 e
1954. Encabeçou vários mutirões para abrir estradas, inclusive a da fazenda Riachão, um
trecho que vem para Crixás. Comandava cantos nas rezas em fazendas e auxiliava nas missas
quando vinha padres. Aceitou com muita facilidade o modernismo da época, trazendo para a
sua fazenda várias inovações, como o uso do fogão caipira, o moinho de moer café e o
monjolo para socar o arroz. Foi exemplar cidadão, cumpridor de seus deveres, hospitaleiro,
acolhedor e amigo não só com os conterrâneos, mas também com aqueles que vinham em
busca de trabalho na sua região. Homem de pouca cultura escolar, apenas o correspondente
ao curso primário, dominava entretanto, a matemática comercial bem como escrevia e lia suas
correspondências pessoais. Em virtude disso, tinha grande interesse em ajudar os menos
favorecidos, neste aspecto, tanto que manteve sempre em sua fazenda, à suas expensas, uma
escola particular. Por esse motivo, mais tarde mandaria suas filhas Delmira Xavier Ferreiras e
Maria do Carmo, e ainda seu filho Sebastião Xavier Ferreira, para a cidade de Goiás, então
capital do Estado de Goiás, onde continuariam seus estudos, sendo que as duas filhas
estudariam no Colégio Santana, tendo a primeira filha Delmira, mais tarde, tirado o diploma
de Normalista. Por sua grande habilidade administrativa e a forma diplomática de demonstrar
sua amizade, tanto com os seus amigos, compadres, a juventude e mesmo com a criançada,
recebeu o carinhoso apelido de PAIZÃO, que significava" O chefe de todos" . e Foi caçador
e pescador, tendo promovido festivas pescarias, muitas vezes com participação de dezenas de
amigos. Foi também líder político da região, tendo gozado de muito bom relacionamento
com vários políticos importantes da época. No exercício da sua profissão comercial, tornou-
se amigo da elite da então Capital do estado de Goiás, cidade de Goiás, onde realizava com
sucesso a maioria de suas transações comerciais. Em razão da obstinação que sempre o
acompanhou, no que se refere à educação e cultura para todos, é que o LIONS CLUBE e um
COLÉGIO ESTADUAL, nesta cidade, leva o sou nome.