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O cabeamento

estruturado
em edifícios
comerciais

16/10/2019 - Equipe Target

NBR 14565 de 09/2019: o cabeamento estruturado


para uso em edifícios comerciais

O cabeamento consiste em componentes passivos e,


desta forma, pode ter sua conformidade verificada
quanto à compatibilidade eletromagnética (NBR
IEC/CISPR 22 e NBR IEC/CISPR 24) somente quando
vinculado a um equipamento de aplicação específica.
Entretanto, as características eletromagnéticas de uma
instalação de rede podem ser influenciadas pelo
cabeamento.

No que diz respeito às características


eletromagnéticas, o balanceamento do cabo pode ser
representado por um parâmetro conhecido como LCL
(perda de conversão longitudinal), caracterizado para
componentes do cabo, como cabos e hardware de
conexão. O termo unbalance attenuation é também
utilizado como sinônimo.

A perda de conversão longitudinal é a relação entre


ruídos de modo comum (que utilizam o plano de terra
como condutor) e sinais de modo diferencial (sinais
transmitidos pelos condutores do cabo). Este ruído de
modo comum é proveniente de imperfeições no
sistema de cabeamento, como assimetria, que causa
emissão eletromagnética e afeta a imunidade a ruídos.
Os limites para LCL são especificados para o
cabeamento. Os métodos de ensaio para componentes
são bem estabelecidos para frequências até 100 MHz.

A NBR 14565 de 09/2019 - Cabeamento


estruturado para edifícios comerciais estabelece
requisitos para um sistema de cabeamento estruturado
para uso nas dependências de um único edifício ou de
um conjunto de edifícios comerciais em um campus.
Aplicável aos cabeamentos metálico e óptico de redes
locais (LAN) e redes de campus (CAN). O cabeamento
especificado nesta norma suporta uma ampla
variedade de serviços, incluindo voz, dados, imagem e
automação.

Essa norma especifica diretamente ou por referência: a


estrutura e a configuração mínima para o cabeamento
estruturado; as interfaces para tomadas de
telecomunicações (TO); os requisitos de desempenho
para enlaces e canais individuais de cabeamento; as
recomendações e requisitos gerais; os requisitos de
desempenho para o cabeamento para as distâncias
mínimas e máximas especificadas nesta norma; os
requisitos de conformidade e procedimentos de
verificação; a infraestrutura de um sistema de
cabeamento para um arranjo de áreas de cobertura
que forma uma malha de rede sem fio dentro de um
edifício; a cobertura e a localização das saídas de
telecomunicações; as interfaces para pontos de acesso
sem fio; o fornecimento de potência sobre o
cabeamento balanceado.

Essa norma leva em consideração os requisitos


especificados nas aplicações listadas no Anexo D. Não
é aplicável aos requisitos de proteção e segurança
elétrica, proteção contra incêndio e compatibilidade
eletromagnética, que são cobertos por outras normas
e regulamentos. Entretanto, as recomendações dessa
norma podem ser úteis.

Acesse algumas perguntas


relacionadas a essa norma
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Qual o comprimento máximo


do canal?

Quais os símbolos usados nessa


norma?

Qual é a estrutura hierárquica


do cabeamento?
Como deve ser usada a tomada
de telecomunicações
multiusuário (MUTO)?

O desempenho dos canais balanceados deve ser


medido conforme os requisitos especificados a seguir.
Um canal projetado e implementado deve assegurar o
desempenho previsto e o desempenho do canal deve
ser assegurado inclusive com o acréscimo de patch
cords nas terminações de um enlace permanente,
conforme os requisitos da Seção 6 e da ISO/IEC
11801. Os componentes apropriados, utilizados para
um enlace permanente ou enlace do CP, são
especificados por classe de desempenho da Seção 7 e
da ISO/IEC 11801.

Usando as implementações referenciadas na Seção 7 e


os componentes do cabeamento compatíveis com os
requisitos da NBR 14703, bem como as Seções 10 e
11, com base em uma aproximação estatística do
modelo de desempenho. Os requisitos específicos de
infraestrutura do cabeamento estão descritos na NBR
16415, a implementação e o desempenho do
cabeamento óptico devem atender aos requisitos da
Seção 9 e as interfaces com o cabeamento na tomada
de telecomunicações devem estar em conformidade
com os requisitos da Seção 11.

Todo e qualquer hardware de conexão do cabeamento,


incluindo a tomada de telecomunicações, deve atender
aos requisitos da Seção 11. Se presentes, as
blindagens devem ser tratadas de acordo com a Seção
12, a administração do sistema deve atender aos
requisitos da Seção 13 e os regulamentos de
segurança e compatibilidade eletromagnética
aplicáveis no local da instalação devem ser atendidos.

A localização da tomada de telecomunicações deve ser


conforme a Seção 6 e as interfaces de cabeamento
para pontos de acesso sem fio devem ser conforme
15.4. Quando usado, o fornecimento de energia pelo
cabeamento dever ser conforme 15.6. A seção
estrutura do sistema de cabeamento identifica os
elementos funcionais do cabeamento para edifícios
comerciais, descrevendo como são interconectados
para formar subsistemas e identificando as interfaces
com as quais os componentes de aplicações específicas
são conectados ao cabeamento.

As aplicações listadas no Anexo D são suportadas


conectando-se equipamentos ativos às interfaces de
redes externas, tomadas de telecomunicações,
tomadas de equipamentos e distribuidores. O sistema
de cabeamento estruturado, especificado nesta norma,
restringe o uso de patch cords para conexões ponto a
ponto, por ser prejudicial à sua administração e
operação. O sistema de cabeamento estruturado,
especificado nesta norma, restringe o uso de patch
cords para conexões ponto a ponto, por ser prejudicial
à sua administração e operação.

Em edifícios comerciais, os elementos funcionais do


cabeamento são: distribuidor de campus (CD);
backbone de campus; distribuidor de edifício (BD);
backbone de edifício; distribuidor de piso (FD);
cabeamento horizontal; ponto de consolidação (CP);
cabo do ponto de consolidação (cabo do CP); tomada
de telecomunicações multiusuário (MUTO); tomada de
telecomunicações (TO); equipamento terminal (TE). Os
sistemas de cabeamento em edifícios comerciais
contêm até três subsistemas: backbone de campus,
backbone de edifício e cabeamento horizontal.

Os subsistemas são interconectados para formar um


sistema de cabeamento, como a estrutura ilustrada na
figura abaixo. Os distribuidores oferecem os meios de
configurar o cabeamento para suportar diferentes
topologias, como barramento, estrela e anel.
Clique na imagem acima para uma melhor
visualização

As conexões entre subsistemas de cabeamento podem


ser passivas ou ativas, quando utilizadas com
equipamentos de aplicações específicas. As conexões
de equipamentos para aplicações específicas adotam a
abordagem tanto de interconexão como de conexão
cruzada. As conexões passivas entre subsistemas de
cabeamento são geralmente executadas usando
conexões cruzadas por meio de patch cords ou
jumpers.

No caso de um cabeamento centralizado, as conexões


passivas nos distribuidores são executadas por
conexões cruzadas ou interconexões. Além disso, para
cabeamento óptico centralizado, é possível criar
conexões nos distribuidores usando emendas, apesar
de isto reduzir a possibilidade do cabeamento de
suportar reconfigurações.

O subsistema de cabeamento de backbone de campus


estende-se do distribuidor de campus até os
distribuidores de edifício. Quando presente, este
subsistema inclui: os cabos de backbone de campus;
qualquer componente de cabeamento dentro da
infraestrutura de entrada; jumpers e patch cords no
distribuidor de campus; o hardware de conexão no
qual os cabos de backbone de campus são terminados
(tanto no distribuidor de campus como no distribuidor
de edifício).

Apesar de os patch cords de equipamento serem


usados para conectar equipamentos de transmissão ao
subsistema de cabeamento, eles não são considerados
parte do subsistema de cabeamento, porque têm uma
aplicação específica. Onde o distribuidor de edifício não
existe, o subsistema de cabeamento de backbone de
campus estende-se desde o distribuidor de campus até
o distribuidor de piso.

É possível que o cabeamento de backbone de campus


ofereça conexão direta entre os distribuidores de
edifícios. Quando utilizada, esta conexão deve estar
em conformidade com o requerido pela topologia
hierárquica básica. Um subsistema de cabeamento de
backbone de edifício estende-se desde o (s)
distribuidor (es) de edifício até o (s) distribuidor (es)
de piso.

Quando presente, este subsistema inclui: os cabos de


backbone de edifício; os jumpers e patch cords no
distribuidor de edifício; o hardware de conexão no qual
os cabos do backbone de edifício são terminados (em
ambos os distribuidores, de piso e de edifício). Apesar
de os patch cords de equipamento serem usados para
conectar equipamentos de transmissão ao subsistema
de cabeamento, eles não são considerados parte do
subsistema de cabeamento, porque têm uma aplicação
específica.

É possível que o cabeamento de backbone de edifício


ofereça conexão direta entre os distribuidores de piso.
Quando utilizada, esta conexão deve estar em
conformidade com o requerido pela topologia
hierárquica básica. O subsistema de cabeamento
horizontal estende-se desde o (s) distribuidor (es) de
piso até a (s) tomada (s) de telecomunicações
conectada (s) a ele. Este subsistema inclui: os cabos
horizontais; os jumpers e patch cords no distribuidor
de piso; as terminações mecânicas dos cabos
horizontais nas tomadas de telecomunicações; as
terminações mecânicas dos cabos horizontais no
distribuidor de piso, incluindo o hardware de conexão,
como, por exemplo, das interconexões ou das
conexões cruzadas; um ponto de consolidação
(opcional); as tomadas de telecomunicações.

Apesar de os patch cords de equipamento e da área de


trabalho serem usados para conectar terminais e
equipamentos de transmissão ao subsistema de
cabeamento horizontal, eles não são considerados
parte deste subsistema. Cabos horizontais devem ser
contínuos desde o distribuidor de piso até a tomada de
telecomunicações, a não ser que haja um ponto de
consolidação (ver 6.7.8 e 15.4.4). O cabeamento
horizontal deve ser projetado para suportar a maior
parte das aplicações existentes e emergentes, e deve
fornecer uma vida operacional de no mínimo dez anos.
Isto minimiza as interrupções e o alto custo de
reinstalações nas áreas de trabalho.

O backbone de edifício deve ser projetado para


suportar a vida útil do sistema de cabeamento.
Entretanto, é comum que se adotem soluções
provisórias para suportar aplicações correntes ou
previstas, particularmente no caso de o acesso físico
aos caminhos ser fácil. A seleção do cabeamento de
backbone de campus pode necessitar de uma solução
mais duradoura que a adotada no cabeamento de
backbone de edifício, particularmente se o acesso físico
aos caminhos for mais limitado.

FONTE: Equipe Target