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CONTEUDO PROGRAMÁTICO CONTEUDO PROGRAMÁTICO

1 - INTRODUÇÃO
3 – PROCEDIMENTOS REALIZADOS EM ATENDIMENTO ÀS EXIGÊNCIAS DOS
1.1 – Objetivos do Treinamento
ORGANISMOS OFICIAIS NECESSÁRIOS À CONEXÃO COM A REDE BÁSICA
1.2 – Normas Técnicas e de Segurança Relacionadas
3.1 – Histórico
1.3 – Regulamentação dos Organismos Oficiais
3.2 – Etapas do processo
2 – REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS

2.1 – Conceitos e Definições


4 – EXIGÊNCIAS DO ONS REFERENTES AOS PROCEDIMENTOS DE REDE COM
2.2 – Características Construtivas dos Bancos de Capacitores
RELAÇÃO À CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA DAS INSTALAÇÕES E
2.3 – Esquemas Usuais de Ligação
QUALIDADE DE ENERGIA
2.4 – Critérios para Dimensionamento e Principais Aplicações

2.5 – Uma Breve Revisão Sobre o Conceito de Fator de Potência


5 – ESTUDOS REALIZADOS PELA KLABIN RELACIONADOS À INSTALAÇÃO DOS
2.6 – Configurações Usuais em Função dos Tipos de Instalação
BANCOS DE CAPACITORES 230kV
2.7 – Ensaios de Fabricação

CONTEUDO PROGRAMÁTICO

6 – VISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO E DIAGRAMA DA SE KLABIN 230kV

7 – RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATORIO TÉCNICO ELABORADO PELA

SENIOR ENGENHARIA 1 - INTRODUÇÃO

8 – CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS BANCOS DE CAPACITORES INSTALADOS NA

SE 230kV KLABIN

9 – ALGUMAS ABORDAGENS SOBRE AS EXIGÊNCIAS DE MANUTENÇÕES NAS SE’s

9.1 Conceitos associados às manutenções

9.2 Orientações da ANEEL


INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO
1.1 OBJETIVOS DO TREINAMENTO 1.2 NORMAS TÉCNICAS E DE SEGURANÇA RELACIONADAS

O presente treinamento tem por objetivos principais transmitir ao pessoal técnico da KLABIN o
A. Normas técnicas nacionais
conteúdo necessário relacionado aos seguintes aspectos envolvendo os bancos de capacitores
• ABNT NBR 5060 / 2010 – Guia para instalação e operação de capacitores de potência –
instalados na subestação 230kV:
procedimento

• ABNT NBR 5282 / 1998 – Capacitores de potência em derivação para sistemas de


• Definição dos critérios técnicos e estudos que orientaram a instalação dos bancos de
tensão nominal acima de 1000V
capacitores.
• ABNT NBR 12479 / 1992 – Capacitores de potência em derivação para sistemas de
• Tratativas com os organismos oficiais (MME / ANEEL / ONS) nos processos de aprovação e
tensão nominal acima de 1000V – Características elétricas e construtivas – padronização
autorização.

• Definição dos parâmetros técnicos e premissas nas quais foram baseadas o


B. Norma nacional de segurança no trabalho
dimensionamento, projeto e instalação.
• NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade
• Participação dos profissionais da KLABIN durante o comissionamento elétrico da instalação.

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO
1.2 NORMAS TÉCNICAS E DE SEGURANÇA RELACIONADAS cont. 1.3 REGULAMENTAÇÃO DOS ORGANISMOS OFICIAIS

C. Normas técnicas internacionais PROCEDIMENTOS DE REDE DO ONS:

• IEC 871 – 1 – Shunt Capacitors for AC Power Systems Hadving a Rated Voltage Above SUB–MÓDULO 3.6 – Requisitos técnicos mínimos para a conexão às instalações de
Transmissão
1000V

• IEC 60549 / 2013 – HV Fuses for External Protection of Shunt Capacitors SUB–MÓDULO 2.8 – Gerenciamento dos indicadores de desempenho da rede básica e
dos barramentos dos transformadores de fronteira, e de seus
• NEMA CP-1 / 2000 – Shunt Capacitors componentes
• ANSI C55-1 / 1968 – Shunt Power Capacitors
SUB–MÓDULO 23.3 – Diretrizes e critérios para estudos elétricos
• IEEE Std. 18 / 2012 – Shunt Power Capacitors
REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS
2.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES

É um dispositivo elétrico utilizado para introduzir


capacitância em um circuito elétrico (obs.: deve ser evitado
o uso do termo condensador no lugar de capacitor).
CAPACITOR
2 – REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS Pode também ser considerado como um sistema de
condutores e dielétricos dispostos de tal modo que uma
grande carga elétrica seja armazenada em um pequeno
volume.

Capacitor projetado para fornecer potência capacitiva a um


sistema de potência (obs.: geralmente é utilizado o termo
CAPACITOR
“capacitor” quando não é necessário explicitar se se trata
DE POTÊNCIA
de uma unidade capacitiva ou de um banco de
capacitores).

REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS


2.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES cont. 2.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES cont.

Valor médio da potência instantânea durante um período. É


POTÊNCIA ATIVA considerada também como sendo a capacidade real das
máquinas de produzir trabalho útil, expresso em quilowatt
UNIDADE Também designada “lata” ou “célula”, é o conjunto formado
CAPACITIVA (kW).
pela associação série/paralelo de capacitores individuais.
É a parte imaginária da potência complexa em regime
permanente senoidal.
POTÊNCIA REATIVA É considerada também como sendo a potência utilizada para
produzir o fluxo magnético necessário ao funcionamento das
cargas indutivas (motores, transformadores, reatores etc.),
usualmente expressa em quilovolt-ampère reativo (kVAr).
É o conjunto de capacitores de potência, incluindo-se
BANCO DE ainda a estrutura suporte, os dispositivos de manobra, É o produto dos valores eficazes de tensão e corrente. É a
CAPACITORES controle e proteção necessários, montados de modo a se potência total absorvida por uma instalação elétrica,
constituir em um equipamento completo. POTÊNCIA APARENTE usualmente expressa em quilovolt-ampère (kVA). É obtida
pela soma geométrica da Potência Ativa (kW) com a Potência
Reativa (kVAr).
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2.1 CONCEITOS E DEFINIÇÕES cont. 2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES

• É a potência reativa (kVAr), sob tensão e freqüência


POTÊNCIA NOMINAL DE UM
nominais, para a qual foi projetado o capacitor.
CAPACITOR

• É a potência ativa (kW) consumida pelo capacitor,


PERDAS DO CAPACITOR quando operando em suas condições nominais.

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2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont. 2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont.

A UNIDADE CAPACITIVA A UNIDADE CAPACITIVA


A parte ativa principal de uma unidade capacitiva consiste de um filme de polipropileno,
montado em camadas intercaladas com folhas metálicas de alumínio, fluido dielétrico de
impregnação, preferencialmente biodegradável.
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2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont. 2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont.

O CAPACITOR
FLUIDO DIELÉTRICO DA UNIDADE CAPACITIVA Capacitor, ou “lata”, ou “célula” é o conjunto formado pela associação série/paralelo de várias
unidades capacitivas individuais. As figuras a seguir mostram um conjunto típico e a
representação de seu esquemático.
Inicialmente, optou-se pelo askarel (pentaclorodifenil) como fluido impregnante da unidade
capacitiva. No entanto, devido às suas reconhecidas características adversas à saúde e ao
ambiente, tornou-se necessária sua substituição. Nos equipamentos mais modernos, o
impregnante utilizado é um produto químico designado “isopropildifenil”, que atende às
1. Resistor interno de descarga;
propriedades elétricas e físicas, além de possuir a vantagem de ser biodegradável.
2. Fusível interno de proteção;

3. Unidades capacitivas.

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2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont. 2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont.

O CAPACITOR O CAPACITOR

Um ponto de relevante importância diz respeito à localização dos fusíveis de proteção das Conforme mostrado anteriormente, na parte superior da unidade capacitiva, é instalado um
unidades capacitivas. Embora os mesmos possam ser instalados externamente, atualmente resistor interno de descarga. Este dispositivo, para fins de segurança pessoal, tem por
existe uma forte tendência para que os mesmos sejam instalados internamente. As finalidade reduzir a tensão armazenada na unidade a 50 Volts ou menos (tensão de
alternativas são as seguintes: segurança) em um determinado tempo - normalmente são estimados 5 minutos - após o
capacitor ter sido desligado da fonte de tensão.

a) Quando um capacitor individual se danifica, o seu respectivo fusível interno se queima As unidades capacitivas, resistores e fusíveis quando instalados no interior de um invólucro,
mas ainda assim a unidade pode continuar operando. Deve-se ressaltar que, neste
provido de buchas de passagem interna-externa, constituem o chamado capacitor. Os
caso, os elementos restantes ficarão sujeitos a uma pequena sobretensão e, por isso,
principais componentes do invólucro são os seguintes:
haverá redução na vida útil destes elementos;

b) No caso de se utilizarem fusíveis externos, a principal vantagem é a facilidade visual de


localização do elemento defeituoso, sendo sua substituição efetuada com relativa
facilidade.
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2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont. 2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont.

O CAPACITOR O CAPACITOR

REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS


2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont. 2.2 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS DOS BANCOS DE CAPACITORES cont.

OS BANCOS DE CAPACITORES OS BANCOS DE CAPACITORES

Os bancos de capacitores são constituídos por uma associação série/paralelo de capacitores. PRINCIPAIS REQUISITOS PARA ESPECIFICAÇÃO DE UM BANCO DE CAPACITORES
Para seu correto dimensionamento, normalmente é feito um estudo técnico-econômico
levando-se em consideração a função que os mesmos irão desempenhar no sistema elétrico. Para especificação de um banco de capacitores deverão ser mencionadas, no mínimo, as
Exemplos de bancos de capacitores: seguintes características:

DOS CAPACITORES DO BANCO DE CAPACITORES


Tensão nominal e nível de isolamento (kV) Tensão nominal e nível de isolamento (kV)
Tensão máxima suportável (kV) Potência reativa 3Ø à tensão nom. do sist. (kVAr)
Potência reativa à tensão nominal (kVAr) Esquema de ligação
Máxima potência reativa contínua (kVAr) Nº de grupos de capacitores em série / fase
Perdas dielétricas máximas Nº de grupos de capacitores em paralelo / fase
Providos ou não de fusíveis internos Corrente de descarga (A)
Tensão e corrente transitória na energização
Uso interno ou externo
REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS
2.3 ESQUEMAS USUAIS DE LIGAÇÃO 2.3 ESQUEMAS USUAIS DE LIGAÇÃO cont.

Normalmente, são utilizados para os Bancos de Capacitores em derivação os seguintes APLICAÇÃO DAS LIGAÇÕES EM DELTA OU DUPLO DELTA
esquemas:

1. Delta (ou triângulo) 2. Duplo Delta Os esquemas de ligação dos Bancos de Capacitores nestas configurações são empregados
normalmente, por razões de ordem econômica, para as classes de tensão não superiores a
2,4kV.

REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS


2.3 ESQUEMAS USUAIS DE LIGAÇÃO 2.3 ESQUEMAS USUAIS DE LIGAÇÃO cont.
LIGAÇÃO EM ESTRELA
3. Estrela Aterrada ou Isolada 4. Dupla Estrela Aterrada ou Isolada
Estrela Aterrada - Vantagens:

• Normalmente são auto-protegidos contra surtos atmosféricos e, por esta razão, não são
necessários pára-raios adicionais para esta finalidade.

• Como um banco aterrado fornece um caminho de escoamento de baixa impedância para


correntes de altas frequências, então, estes poderão ser utilizados como filtros em sistemas
na presença de harmônicos.

• Como, neste caso, o neutro é fixo, a tensão transitória de restabelecimento dos disjuntores
(ou fusíveis) é relativamente baixa.
REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS
2.3 ESQUEMAS USUAIS DE LIGAÇÃO cont. 2.3 ESQUEMAS USUAIS DE LIGAÇÃO cont.
LIGAÇÃO EM ESTRELA LIGAÇÃO EM ESTRELA

Estrela Aterrada - Desvantagens: Estrela Isolada - Vantagens:

• Não provocam interferências nos circuitos de comunicação;

• Aumentam a interferência nos circuitos de comunicação em virtude da circulação de • Dependendo do risco assumido, não há necessidade de preocupação com relação à
correntes harmônicas para a terra; proteção do secundário dos TC’s, como no caso do neutro aterrado.

• Devido à circulação de correntes harmônicas, podem surgir problemas de atuações na Estrela Isolada - Desvantagens:
proteção de sobrecorrente do banco, queima de fusíveis acima do normal, além de possíveis
• O neutro do banco deverá ser isolado para tensão de fase o que, para tensões acima de
danificações nos invólucros;
15kV pode se configurar como uma situação dispendiosa;

• Deverá ser dada especial atenção às tensões transitórias de restabelecimento dos


• Devem ser instalados obrigatoriamente reatores série como forma de diminuir o produto equipamentos de manobra do banco. Isto pode encarecer o disjuntor ou seccionadores
módulo X frequência da corrente transitória, da descarga dos bancos para curtos-circuitos utilizados no Banco de Capacitores.
e/ou instalar limitadores de tensão no secundário dos TC’s da subestação.

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2.3 ESQUEMAS USUAIS DE LIGAÇÃO cont. 2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES

ESCOLHA DO TIPO DE LIGAÇÃO Para o dimensionamento de um Banco de Capacitores, deve-se definir:

a) A potência nominal de cada capacitor (kVAr), a qual deverá estar relacionada à maior
A escolha do tipo de ligação a ser empregada em um Banco de Capacitores em AT ou EAT potência e tensão do sistema elétrico, de modo a resultar em um menor custo unitário por
depende essencialmente do tipo de aterramento do sistema elétrico. Conforme foi mencionado kVAr;

anteriormente, nos sistemas elétricos de potência é dada preferência à ligação estrela, b) A potência total deverá estar compreendida na faixa de 95 a 105% do valor dimensionado
nos estudos;
observados os estudos específicos para o aterramento do neutro.
c) A tensão nominal do banco não deverá ser, necessariamente, a tensão nominal do
sistema elétrico, mas igual ou superior à tensão máxima prevista para a sua operação;
d) A sobretensão em um grupo de capacitores quando na falha de um capacitor não poderá
ser superior a 10%;
e) A potência do Banco de Capacitores deve ser definida de comum acordo entre os setores
responsáveis pela operação do sistema elétrico.
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2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont. 2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont.

MODELO REPRESENTATIVO DE UM CAPACITOR


MODELO REPRESENTATIVO DE UM BANCO DE CAPACITORES
Um capacitor poderá ser representado esquematicamente utilizando-se o seguinte modelo:

Conforme já mencionado, um Banco de Capacitores é constituído pela associação


Sendo:
série/paralelo de capacitores. Desta forma, o modelo de um Banco de Capacitores pode
• Rp = resistência das perdas dielétricas à tensão
ser facilmente entendido como a associação série/paralelo do modelo de um capacitor,
e potência no capacitor;
ressaltando-se que, para os parâmetros Rp e C, deverão ser adotados valores
• Rd = resistência de descarga;
conservativos impostos pela tensão e potência do banco.
• C = capacitância do capacitor.

Comentário: os valores de C e Rp deverão ser compatíveis com a finalidade para a qual o


capacitor irá operar.

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2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont. 2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont.

POTÊNCIA DO BANCO DE CAPACITORES (kVAr)


POTÊNCIA DO BANCO DE CAPACITORES (kVAr)

A potência de um banco de capacitores trifásico medida a partir das capacitâncias Comentários:


monofásicas Ca, Cb e Cc pode ser obtida da seguinte equação:

a) Os Bancos de Capacitores de alta tensão são, normalmente, constituídos por capacitores


Sendo:
monofásicos de 25, 50, 100, 150 ou 200 kVAr;
• P = potência do banco (kVAr);
b) A potência nominal é definida para uma temperatura de referência de 20ºC, admitindo-se
2 • Ca, Cb e Cc = capacitâncias medidas entre os uma tolerância de -5% a 10% para os capacitores e de 0% a +10% para os bancos de
P= (Ca + Cb + Cc) . 2 π f. Vn² . 10 -3

3 terminais de linha de um Banco de Capacitores capacitores. Os valores usuais de fabricação situam-se na faixa de 102 a 108% do seu
trifásico; valor nominal;

• Vn = tensão nominal do sistema (kV); c) O gráfico apresentado a seguir mostra a variação aproximada da potência reativa de um
capacitor operando à tensão nominal, em função da temperatura ambiente.
• F = frequência da rede (Hz).
REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS
2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont. 2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont.

CURVA DA VARIAÇÃO DA POTÊNCIA DE UM CAPACITOR EM


SOBRETENSÕES NOS BANCOS DE CAPACITORES
FUNÇÃO DA TEMPERATURA AMBIENTE

Conforme norma ABNT, os capacitores devem ser capazes de operar continuamente sob uma
kVAr
tensão RMS entre os terminais (incluindo-se os harmônicos)de até 1,10 vezes a tensão
108
106 kVAr a 25ºC nominal (excluindo-se os transitórios). No entanto, estas sobretensões afetarão a vida útil dos
106

104
capacitores: por exemplo, operando-se permanentemente com sobretensões acima de 10%
da tensão nominal, implica na redução de cerca de 45% de vida útil do equipamento. Apesar
deste inconveniente, é de se observar que os capacitores devem ser capazes de suportar
sobretensões acima de 10% da nominal em condições de emergência.

-10 0 10 20 30 40 50 60 70 ºC

REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS


2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont. 2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont.

SOBRETENSÕES NOS BANCOS DE CAPACITORES SOBRETENSÕES NOS CAPACITORES

O gráfico a seguir apresenta a curva da redução percentual da vida útil de um capacitor de


A tabela abaixo apresenta os valores de sobretensões máximas admissíveis para a
200kVAr, 4140 a 4360V em função da tensão aplicada aos seus terminais.
frequência industrial, sem a superposição de transitórios.

SOBRETENSÃO MÁXIMA ADMISSÍVEL DURAÇÃO


3,00 0,5 ciclo
2,70 1,0 ciclo
2,20 6,0 ciclos
2,00 15,0 ciclos
1,70 1,0 segundo
1,40 15,0 segundos
1,30 1,0 minuto
1,20 5,0 minutos
1,15 30,0 minutos
REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS
2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont. 2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont.

SOBRECORRENTES NOS CAPACITORES SOBRECARGAS NOS CAPACITORES

Conforme norma ABNT, os capacitores devem ser capazes de operar continuamente com A sobrecarga admissível nos capacitores é da ordem de 135% da sua potência nominal. Esta

correntes RMS de valores 1,8 vezes a corrente nominal, o considerados os componentes sobrecarga inclui os reativos devidos às:

fundamentais e harmônicos de corrente, mantidos os limites estabelecidos de tensão e


potência máximas de funcionamento. Para as correntes transitórias, os capacitores devem ser • Sobretensões entre 100% e 110% da tensão nominal na frequência nominal;
capazes de suportar os picos de corrente de descarga.
• Correntes harmônicas;

• Tolerâncias no processo de fabricação.

REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS


2.4 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO E PRINCIPAIS APLICAÇÕES cont. 2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA
Para entendermos melhor o significado do termo “fator de potência” imaginemos a seguinte analogia: um
animal traciona um trolley sobre os trilhos de uma ferrovia. Por causa dos dormentes entre os trilhos, o
PRINCIPAIS APLICAÇÕES NOS SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA
animal foi obrigado a caminhar do lado de fora deles. Portanto, o animal está puxando o trolley em um
determinado ângulo em relação ao qual o trolley está se dirigindo. O esforço total feito pelo animal é
comparado à potência aparente. No ângulo em que o animal está puxando, nenhuma força é utilizada
para mover o trolley, ou seja, o trolley não se desloca em ângulo.
a) Corrigir o fator de potência da instalação; Conclusão: o esforço que o animal faz nesta direção é comparado à potência reativa.

b) Liberar a capacidade (kVA) das fontes supridoras;


Potência que desenvolve trabalho Direção de deslocamento do trolley

c) Compor filtros para minimizar a presença de harmônicos quando associado a indutores.

Potência que não


Potência aparente realiza trabalho (reativa)

Direção de deslocamento
do animal
REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS
2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA 2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA

CAPACITORES NA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA CAPACITORES NA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

Exemplificando:
Potência Real = 100 kW
O ângulo em que o animal está puxando o trolley é denominado “fator de potência”, o qual
pode ser definido como sendo a relação entre a potência efetivamente desenvolve trabalho e a
potência aparente. Caso o animal se desloque em direção à linha de centro dos trilhos, o
ângulo irá diminuir e o valor da potência real desenvolvida se aproximará do valor da potência Pot. Reativa = 100 kVAr
aparente. Então, a relação entre a potência real (que desenvolve trabalho) e a potência
aparente se aproximará da unidade, ou seja, o fator de potência se aproximará de 1 e a
Pot. Aparente = 142 kVA
potência reativa se aproximará de 0.

Fator de Potência = 100:142 = 0,70 ou 70%


Potência Real (ativa)
Fator de Potência = Conclusão: apenas 70% da corrente está sendo utilizada para produzir potência útil.
Potência Aparente

REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS


2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA 2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA
CAPACITORES NA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA CAPACITORES NA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA
Suponha agora que seja adicionada ao sistema elétrico um total de 67kVAr. Considerando que a
capacitância está deslocada de 180º em relação à indutância, o sentido da capacitância será o A maioria das cargas dos sistemas de distribuição de

seguinte: energia são indutivas, a exemplo dos motores Pot. Reativa


Sem Capacitor
elétricos, transformadores, reatores etc. A principal Pot. Ativa
Pot. Ativa
Capacitância Potência Real = 100 kW característica das cargas indutivas é que elas Disponível

Pot. Reativa necessitam de um campo eletromagnético para


depois = 33 kVAr
operar. Por esta razão, elas consomem os dois tipos
de potência elétrica estudados: potência ativa (kW) e
Potência Real
180º Antes potência reativa (kVAr). Com Capacitor
Capac. =
Pot. Aparente Adicionada 100 kVAr A potência ativa (kW) serve para gerar trabalho, sendo
= 67 kVAr
que a potência (kVAr) se presta para manter o campo
eletromagnético. Esta última não produz trabalho mas
Indutância circula entre a fonte de suprimento de energia e a
Fonte Motores Capacitores
carga, o que exige do sistema elétrico uma corrente
Conclusão: F . P . Antes = 100:142 = 0,70 ou 70% adicional.
F . P . Depois = 100:105 = 0,95 ou 95%
REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS
2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA 2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA
CAPACITORES NA CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA CAPACITORES COMPONDO FILTROS PARA MINIMIZAÇÃO DA
PRESENÇA DE HARMÔNICOS.
Nos circuitos em VCA puramente resistivos, as ondas de tensão e corrente elétrica estão em
fase. Quando as cargas reativas estão presentes, tais como capacitores e indutores, resulta
em uma diferença de fase entre as ondas de tensão (V) e de corrente (I). Como se sabe, em um sistema elétrico existem várias fontes geradoras de harmônicos, dentre
as quais podemos citar: transformadores, retificadores, fornos a arco e geradores.

Para a frequência gerada em 60Hz, tem-se:

FREQUÊNCIA (Hz) ORDEM


60 Fundamental
120 2ª
180 3ª
240 4ª
1 – Cargas puramente resistivas 2 – Cargas reativas capacitivas 3 – Cargas reativas indutivas
300 5ª
Ondas de tensão e corrente Ondas de corrente adiantadas. Ondas de corrente atrasadas.
: :
em fase. (F . P = 1) (F . P < 1 adiantado) (F . P < 1 atrasado)
: :

REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS


2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA 2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA
CAPACITORES COMPONDO FILTROS PARA MINIMIZAÇÃO DA
CAPACITORES COMPONDO FILTROS PARA MINIMIZAÇÃO DA
PRESENÇA DE HARMÔNICOS.
PRESENÇA DE HARMÔNICOS.
Dos harmônicos gerados pelos transformadores, os de 3ª, 5ª e 7ª ordens são os mais
importantes. O de 3ª ordem e seus múltiplos são reduzidos praticamente a 0 quando ligados A presença desses harmônicos pode provocar sobrecarga nos capacitores devido ao aumento
em delta e os de 5ª e 7ª normalmente são desprezíveis, mas podem atingir valores da corrente circulante, uma vez que a reatância capacitiva, como se sabe, é inversamente
consideráveis quando as tensões nos transformadores ou outros equipamentos saturáveis proporcional à frequência.
atingem valores elevados.

No caso dos retificadores, os harmônicos gerados dependem do número de pulsos a que


estão constituídos. Na maioria dos sistemas de potência são utilizados retificadores de 6 ou 12
1
pulsos. A tabela a seguir apresenta os harmônicos gerados por essas fontes: Xc =
2 π f. C

Nº DE PULSOS ORDEM DOS HARMÔNICOS GERADOS PELOS RETIFICADORES


6 1, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 25...
Altas frequências devem ser, portanto, evitadas, uma vez que provocam o rápido
12 1, 11, 13, 23, 25... envelhecimento do dielétrico dos capacitores.
REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS
2.5 UMA BREVE REVISÃO SOBRE O CONCEITO DE FATOR DE POTÊNCIA 2.6 CONFIGURAÇÕES USUAIS EM FUNÇÃO DOS TIPOS DE INSTALAÇÃO
CAPACITORES COMPONDO FILTROS PARA MINIMIZAÇÃO DA
PRESENÇA DE HARMÔNICOS.

Para se diminuir os harmônicos no sistema, recomenda-se a adoção das seguintes medidas:

a) Diminuir as sobretensões no sistema, desligando-se os bancos de capacitores sempre


que a presença destes for desnecessária (como por exemplo na alimentação de cargas
leves);
b) Distribuir adequadamente os bancos de capacitores em diversas partes do sistema,
para se evitar o acúmulo de reativos em um único ponto;
c) Utilizar filtros de harmônicos nos pontos mais importantes.

Tendo em vista que os capacitores estão sujeitos a sobrecargas em decorrência de


harmônicos gerados no sistema, é comum para o cálculo da corrente nominal de um Banco de
Capacitores, aplicar o fator 1,25 vezes a corrente nominal do banco para as configurações de
bancos não aterrados (isolados) e 1,35 vezes a corrente nominal para bancos aterrados.

REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS


2.6 CONFIGURAÇÕES USUAIS EM FUNÇÃO DOS TIPOS DE INSTALAÇÃO cont. 2.6 CONFIGURAÇÕES USUAIS EM FUNÇÃO DOS TIPOS DE INSTALAÇÃO cont.
REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS
2.6 CONFIGURAÇÕES USUAIS EM FUNÇÃO DOS TIPOS DE INSTALAÇÃO cont.
2.6 CONFIGURAÇÕES USUAIS EM FUNÇÃO DOS TIPOS DE INSTALAÇÃO cont.

CAPACITORES SÉRIE

Além dos capacitores em derivação já mencionados, os capacitores podem também ser


conectados na ligação série. Em tais casos, a corrente através dos mesmos varia com a
corrente de carga. Com isso, a elevação de tensão no Banco de Capacitores série possibilita a
eliminação da queda de tensão resultante da reatância indutiva série da linha. Além de reduzir
a regulação de tensão de uma linha, o uso dos capacitores série pode substancialmente elevar
a estabilidade desta linha.

REVISÃO DE CONCEITOS TÉCNICOS

2.7 ENSAIOS DE FABRICAÇÃO


Usualmente, os seguintes ensaios de fabricação são efetuados nos bancos de capacitores:

ENSAIOS DE ROTINA ENSAIOS DE TIPO


Medição da corrente capacitiva Estabilidade térmica 3 – PROCEDIMENTOS REALIZADOS EM ATENDIMENTO ÀS
Medição das perdas a 20ºC Tensão aplicada EXIGÊNCIAS DOS ORGANISMOS OFICIAIS NECESSÁRIOS À
Tensão aplicada nas unidades capacitivas entre terminais Impulso
CONEXÃO COM A REDE BÁSICA
Tensão aplicada nas unidades capacitivas entre terminais e caixa Descarga
Tensão aplicada no banco de capacitores Tensão residual
Estanqueidade Ionização
Dispositivo de descarga Radiointerferência
Regeneração (se aplicável)
Rigidez dielétrica
PROCEDIMENTOS REALIZADOS EM ATENDIMENTO ÀS EXIGÊNCIAS DOS PROCEDIMENTOS REALIZADOS EM ATENDIMENTO ÀS EXIGÊNCIAS DOS
ORGANISMOS OFICIAIS NECESSÁRIOS À CONEXÃO COM A REDE BÁSICA ORGANISMOS OFICIAIS NECESSÁRIOS À CONEXÃO COM A REDE BÁSICA

3.1 HISTÓRICO 3.2 ETAPAS DO PROCESSO

1º ETAPA DO PROCESSO:
• Alimentação original em 69kV pela Distribuidora COPEL;
• Obtenção da autorização junto ao governo federal (Ministério das Minas e Energia – MME)
• A partir de 2007 houve uma expansão da KLABIN:
• Regulamentação da presidência da república (Decreto 5597 / 2005)
- Entrada do TR-100, TR-120 e novas cargas em demais transformadores
• Estudo realizado
- Entrada em operação do TG-8
 Estudo de mínimo custo global Definiu o ponto de conexão (SE UHE MAUÁ 230kV)
• Processo de migração para Rede Básica do SIN - Sistema Interligado Nacional (230kV);
• Processo de aprovação

 Apreciação do MME em relação ao estudo realizado

• Portaria autorizativa

 Emissão de portaria pelo MME

PROCEDIMENTOS REALIZADOS EM ATENDIMENTO ÀS EXIGÊNCIAS DOS PROCEDIMENTOS REALIZADOS EM ATENDIMENTO ÀS EXIGÊNCIAS DOS
ORGANISMOS OFICIAIS NECESSÁRIOS À CONEXÃO COM A REDE BÁSICA ORGANISMOS OFICIAIS NECESSÁRIOS À CONEXÃO COM A REDE BÁSICA

3.2 ETAPAS DO PROCESSO cont. 3.2 ETAPAS DO PROCESSO cont.

2º ETAPA DO PROCESSO: 3º ETAPA DO PROCESSO:

• Junto ao Operador Nacional do Sistema elétrico (ONS) • Emissão da Resolução Autorizativa por parte da ANEEL

• Atendimento às exigências dos procedimentos de rede

 Realização de estudos de integração da KLABIN na rede básica

 Estudo do fluxo de potência

 Estudo de curto circuito

 Estudo de estabilidade

• Análise dos estudos por parte do ONS

• Emissão do parecer (ONS)


EXIGÊNCIAS DO ONS REFERENTES AO PROCEDIMENTO DE REDE COM
RELAÇÃO À CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA DAS INSTALAÇÕES E DA
QUALIDADE DE ENERGIA

• SUB MÓDULO 3.6, ITENS 9.3 e 9.6

9.3 Fator de potência das instalações


4 – EXIGÊNCIAS DO ONS REFERENTES AO PROCEDIMENTO DE
REDE COM RELAÇÃO À CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA DAS 9.3.1 Nos pontos de conexão à rede básica e aos barramentos de transformadores de
fronteira,os acessantes devem manter o fator de potência nas faixas especificadas na Tabela 1.
INSTALAÇÕES E DA QUALIDADE DE ENERGIA

9.3.1.1 Entende-se por fator de potência operacional a faixa de fator de potência para a qual os
níveis de desempenho do sistema são garantidos (cf. Módulo 2).

EXIGÊNCIAS DO ONS REFERENTES AO PROCEDIMENTO DE REDE COM EXIGÊNCIAS DO ONS REFERENTES AO PROCEDIMENTO DE REDE COM
RELAÇÃO À CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA DAS INSTALAÇÕES E DA RELAÇÃO À CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA DAS INSTALAÇÕES E DA
QUALIDADE DE ENERGIA QUALIDADE DE ENERGIA
• SUB MÓDULO 3.6, ITENS 9.3 e 9.6 (cont.)
• SUB MÓDULO 3.6, ITENS 9.3 e 9.6 (cont.)
9.6 Distorção harmônica
Tabela 1 – Fator de potência operacional nos pontos de conexão
9.6.1 O acessante deve assegurar que a operação de seus equipamentos, bem como outros
Tensão nominal do ponto de Faixa de fator de potência efeitos em suas instalações, não causem distorções harmônicas no ponto de conexão à rede
conexão básica ou ao barramento de transformador de fronteira em níveis superiores aos limites
individuais estabelecidos para os indicadores de distorção de tensão harmônica individual e total
Vn >= 345 kV 0,98 indutivo a 1,0
definidos no Submódulo 2.8.
69 kV =< Vn < 345 kV 0,95 indutivo a 1,0
Vn < 69 kV 0,92 indutivo a 1,0 9.6.2 Os limites estabelecidos no Submódulo 2.8 não devem ser aplicados a fenômenos que
resultem em injeção de correntes harmônicas transitórias, como ocorre, por exemplo, na
0,92 capacitivo a 1,0
energização de transformadores e chaveamento de bancos de capacitores.

9.3.3 A operação de chaveamento dos bancos de capacitores instalados para correção de fator 9.6.3 Se os limites individuais estabelecidos no Submódulo 2.8 forem superados por agentes de
de potência não deve provocar fenômenos transitórios ou ressonâncias que prejudiquem o distribuição, a ação corretiva deve se basear em solução de mínimo custo global, consideradas
desempenho da rede básica ou de agentes conectados na rede básica e nos barramentos de as possíveis obras nas instalações de transmissão e na rede de distribuição.
transformadores de fronteira. Dessa forma, devem ser realizados estudos específicos
complementares que avaliem o impacto dessas manobras no desempenho da rede básica. 9.6.4 O Submódulo 2.8 estabelece o processo de gestão desse indicador na rede básica e nos
barramentos de transformadores de fronteira, incluindo sua medição e análise.
EXIGÊNCIAS DO ONS REFERENTES AO PROCEDIMENTO DE REDE COM EXIGÊNCIAS DO ONS REFERENTES AO PROCEDIMENTO DE REDE COM
RELAÇÃO À CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA DAS INSTALAÇÕES E DA RELAÇÃO À CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA DAS INSTALAÇÕES E DA
QUALIDADE DE ENERGIA QUALIDADE DE ENERGIA

• SUB MÓDULO 2.8, ITEM 9.4 • SUB MÓDULO 2.8, ITEM 9.4

EXIGÊNCIAS DO ONS REFERENTES AO PROCEDIMENTO DE REDE COM


RELAÇÃO À CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA DAS INSTALAÇÕES E DA
QUALIDADE DE ENERGIA
• SUB MÓDULO 23.3 – (ITEM 5.3.2) – NÍVEIS DE TENSÃO
Os limites de tensão a serem observados nos estudos elétricos para a condição operativa normal
e para condição operativa de emergência se encontram na Tabela 1.
5 – ESTUDOS REALIZADOS PELA KLABIN RELACIONADOS À
INSTALAÇÃO DOS BANCOS DE CAPACITORES 230kV
ESTUDOS REALIZADOS PELA KLABIN RELACIONADOS À INSTALAÇÃO DOS ESTUDOS REALIZADOS PELA KLABIN RELACIONADOS À INSTALAÇÃO DOS
BANCOS DE CAPACITORES 230kV BANCOS DE CAPACITORES 230kV
ESTUDOS REALIZADOS ESTUDOS REALIZADOS
Estudo de interação harmônica da nova SE 230kV / Abril 2011
• Análise de desempenho em regime permanente / Setembro 2009 Objetivo:
- Avaliar o comportamento das tensões harmônicas que se desenvolvem na barra de 230 kV da
Objetivo:
SE Klabin
- Avaliação de impacto da nova conexão da Klabin na Rede Básica
- Estudo exigido pelo ONS para nova conexão (Solicitação de Acesso ONS) Conclusões e Recomendações:

Constatações verificadas (impacto da entrada da Klabin): - Os níveis harmônicos na barra de 230kV ficam abaixo do recomendado pelos Procedimentos
- Operação Normal da Rede Básica  de Rede do ONS;
Ocorrência de sobtensões superiores a 5% para UHE Mauá desligada
- Operação Contingência na Rede Básica  - A distorção harmônica de tensão em 230kV é menor quando considerado os bancos de
Ocorrência de sobtensões superiores a 10% para UHE Mauá desligada, e com capacitores energizados;
contingências na rede
(perda da LT 230 kV Mauá – Figueira ou perda da LT 230 kV Jaguariaíva – Bateias) - Não são esperadas sobrecargas dos capacitores com relação à injeção de correntes
harmônicas pela planta da Klabin;
Recomendações:
- Instalação de 02 Bancos de Capacitores de 40MVAr
- Implementar uma supervisão das correntes harmônicas circulantes pelos bancos de
- Um BC deverá permanecer continuamente ligado e outro desligado
capacitores para acompanhar as condições operativas dos mesmos.
Observação: Observações:
- Estudo não avaliou a correção de fator de potência da instalação no ponto de acoplamento da - De uma forma geral não são foram identificas quaisquer restrições quanto à operação ou
rede básica. energização dos bancos de capacitores de 40MVAr/230kV

ESTUDOS REALIZADOS PELA KLABIN RELACIONADOS À INSTALAÇÃO DOS ESTUDOS REALIZADOS PELA KLABIN RELACIONADOS À INSTALAÇÃO DOS
BANCOS DE CAPACITORES 230kV BANCOS DE CAPACITORES 230kV
ESTUDOS REALIZADOS ESTUDOS REALIZADOS

• Estudos Pré-Operacionais de Transitórios Eletromagnéticos e Chaveamento dos • Estudos Pré-Operacionais de Transitórios Eletromagnéticos e Chaveamento dos
Bancos de Capacitores de 40MVAr - 230kV / Junho 2010 Bancos de Capacitores de 40MVAr - 230kV / Junho 2010 (cont.)

Objetivo:
- Avaliou o chaveamento dos bancos de 40MVAr/230kV, considerando sistema da rede básica
pleno e degradado, com UHE Mauá e sem UHE Mauá Conclusão:
- O estudo não apontou nenhuma restrição na ação de energização dos bancos de capacitores

Avaliações realizadas:
- Energização do BC1 (banco único);
Recomendações:
- Energização back-to-back do BC1 (banco BC2 já energizado);
- A energização do banco somente poderá ser realizada para tensão pré-manobra de até 241,5kV
- Energia dissipada nos pára-raios;
(1,05pu);
- Tensão de restabelecimento transitória (TRT) em disjuntores, durante abertura de corrente
- Respeitar o tempo mínimo de descarga (10minutos) para reenergização do banco.
capacitiva;
- Diminuir a quantidade de manobras do banco para poupar vida útil dos disjuntores
- Reacendimento nos contatos do disjuntor, após abertura de corrente capacitiva;
- Descarga dos BC’s para falta monofásica próxima aos mesmos.
ESTUDOS REALIZADOS PELA KLABIN RELACIONADOS À INSTALAÇÃO DOS ESTUDOS REALIZADOS PELA KLABIN RELACIONADOS À INSTALAÇÃO DOS
BANCOS DE CAPACITORES 230kV BANCOS DE CAPACITORES 230kV

ESTUDOS REALIZADOS ESTUDOS REALIZADOS

• Transitórios de energização de linhas, transformadores e rejeição de carga – • Transitórios de energização de linhas, transformadores e rejeição de carga –

Setembro 2011 Setembro 2011 (cont.)


Objetivo: - Energizar primeiro os bancos de capacitores no lado de 230 kV e depois energizar os
- Avaliar efeitos transitórios de energização transformadores. Depois de estabelecido o regime permanente de energização, sincronizar os
secundários de transformador ao sistema de 69 kV ou;
Avaliações:
- Desligar os filtros de 5ª, 7ª e 11ª antes de energizar os transformadores. Energizar os
Com respeito aos bancos de capacitores de 40MVAr/230kV o estudo apresentou as seguintes transformadores pelo lado de 230 kV e sincronizá-los com o lado de 69 kV. Neste caso, as
possibilidades para energização dos transformadores de 230-69kV: energizações podem ser feitas antes ou depois dos bancos de capacitores terem sido
energizados. Depois de sincronizar os transformadores com o lado de 69 kV, religar os filtros de
- Energizar primeiro ambos os transformadores pelo lado de 230kV, sincronizá-los com o sistema harmônicos
de 69 kV e depois energizar os bancos de capacitores ou;

- Energizar os transformadores pelo lado de 69 kV e depois sincronizá-los com o lado de 230 kV.
Neste caso, as energizações podem ser feitas antes ou depois dos bancos de capacitores terem
sido energizados ou;

ESTUDOS REALIZADOS PELA KLABIN RELACIONADOS À INSTALAÇÃO DOS


BANCOS DE CAPACITORES 230kV
ESTUDOS REALIZADOS
• Parecer de acesso do ONS – Junho 2010
Objetivo:
- Consolidar as avaliações de viabilidade técnica do acesso à Rede Básica
- Tratar as condições para entrada da Klabin na Rede Básica
6 – VISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO E DIAGRAMA DA
Constatações verificadas (impacto da entrada da Klabin):
- Confirmou a necessidade de dois Bancos de Capacitores de 40MVAr;
- Confirmou que o 1º Banco deverá permanecer continuamente ligado, especialmente para
SE KLABIN 230kV
evitar sobtensões no sistema elétrico.
- Apontou que para eventuais condições de intercâmbio Sudeste para Sul, no caso de
contingências do sistema, poderá ser necessário a ativação do 2º Banco de Capacitores

Providências Necessárias e Recomendações:


- Implantar 02 (dois) bancos de capacitores de 40 Mvar/230 kV no barramento de 230 kV da
sua subestação 230/69 kV

Observação:
- Estudo não aborda a correção de fator de potência da instalação, que é uma exigência a ser
seguida
VISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO E DIAGRAMA DA SE KLABIN 230kV VISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO E DIAGRAMA DA SE KLABIN 230kV

VISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO VISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO - COMENTÁRIOS

O sistema interno da Klabin atualmente conta com oito transformadores principais de 69-6,6kV
e dois transformadores de 69-13,8kV que através de vários alimentadores suprem energia
para as diferentes áreas da planta.

A planta elétrica conta com 04 turbogeradores:


TG4 – 6,3 MVA
TG5 – 9,4 MVA
TG7 – 34 MVA
TG8 – 80MV

Existem ainda 02 hidrogeradores instalados na Usina Presidente Vargas:


HG1 – 13 MVA
HG2 – 11,4 MVA

O ponto de Acoplamento Comum (PAC) está localizado no Bay de saída em 230kV da


Subestação UHE Mauá. A linha de 31km entre a SE UHE Mauá e Nova SE 230kV é de uso
exclusivo da Klabin

VISÃO DO SISTEMA ELÉTRICO E DIAGRAMA DA SE KLABIN 230kV

DIAGRAMA DA SE KLABIN 230kV

7 – RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATORIO TÉCNICO


ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
INTRODUÇÃO
a) O estudo de fluxo de potência em regime permanente, realizado para o acesso à Rede
Objetivos do Estudo Realizado pela Senior: Básica, determinou a inclusão de 02 bancos de capacitores de 40MVAr/230kV;

a) Avaliação do Sistema de Correção de Reativos em operação; b) A aplicação destes bancos visa o atendimento aos níveis de tensão exigidos nas barras
da Rede Básica, conforme os requisitos do Procedimento de Rede do ONS;
b) Determinação de situações de operacionais / contingências que afetam o FP exigido pela
Rede Básica; c) A potência dos bancos de capacitores não foi estabelecida para corrigir o fator de potência
interno da planta, muito embora os mesmos influem diretamente na correção de reativos
c) Avaliação de ações necessárias no sistema para manter o FP adequado; visto do ponto de conexão (SE UHE Mauá 230kV);

d) Propor filosofia de operação do sistema de compensação de reativos d) A compensação de reativos interna da planta é feita basicamente através dos filtros de
harmônicos de 6,6kV, alguns motores síncronos e os turbogeradores, especialmente o
TG7 e TG8;

e) O estudo realizado pela Senior avaliou o sistema correção de reativos da planta da


KLABIN, de forma a possibilitar o atendimento ao Fator de Potência exigido (FP = 0,95),
às condições estabelecidas pelo ONS através Parecer de Acesso e de forma a minimizar
intervenções no sistema elétrico.

RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
GERAÇÃO INTERNA GERAÇÃO INTERNA (cont.)
 Atualmente grande parte da necessidade de energia elétrica do processo da Klabin é suprida por  A tabela a seguir apresenta uma média das potências ativa e reativa geradas pelos geradores:
sua geração interna através dos turbogeradores e hidrogeradores.
Potência Potência
 Os hidrogeradores (HG1 e HG2) operam com geração de potência ativa fixa e com fator de Potência
Tensão Ativa Reativa
potência unitário. Gerador Nominal FP Observação
(V) Gerada Gerada
(kVA)
(kW) (kVAr)
 Salienta-se que no período de seca um dos hidrogeradores é desligado e o outro tem um
redução significativa na geração, por indisponibilidade de água. Este fato passou a ocorrer após 12.4 1.0 1.00 Período de cheia
a entrada em operação da UHE Mauá. HG1 12500 2400
0.0 0.0 0.00 Período Seco
11.4 1.0 1.00 Período de cheia
 Os turbogeradores (TG4, TG5 e TG7) também operam com geração de potência ativa HG2 10000 2400
5.0 0.5 1.00 Período Seco
relativamente fixa dependentes da disponibilidade de vapor do processo. TG 4 (*1) 6250 6600 3.7 3.2 0.76 -
TG 5 9400 6600 3.7 3.2 0.76 -
 Os turbogeradores também são, atualmente, as principais fontes de potência reativa usadas TG 7 34000 6600 19.0 18.4 0.73 -
para a correção do fator de potência da planta. TG-8 80000 13800 52.0 31.0 0.84 -
Nota 1: No período de execução dos estudos o TG4 estava fora de operação por falta de
vapor. Os valores apresentados foram informados pela Klabin.
RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
OUTRAS FONTES DE REATIVOS OUTRAS FONTES DE REATIVOS (cont.)

 O sistema elétrico da Klabin conta também com quatro filtros de harmônicos fixos instalados em
6,6kV (secundário do TR-70 e TR80) que fornecem potência reativa para a correção do fator de  Outra fonte de potência reativa importante do sistema elétrico são motores síncronos
potência. instalados em diversas áreas da planta, sendo que os mais significativos estão no TR-120
(dois motores de 14MW e um motor de 7MW). Os motores síncronos operam com fator de
potência de aproximadamente 0.8 capacitivo.

RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
CARGAS DA PLANTA DEMANDA CONTRATADA
 Atualmente a cargas do sistema produtivo da Klabin demandam em média
aproximadamente 160MW de potência ativa.  Atualmente a Klabin apresenta as seguintes demandas Contratadas junto à COPEL.

 Grande parte desta demanda é suprida pela geração interna.  Conforme informações da Klabin estas demandas contratadas são suficientes para
atender o sistema considerando a perda de qualquer gerador da planta, sem
 A tabela a seguir apresenta as potências médias demandadas pelas cargas nas principais ultrapassagens.
áreas da planta. Salienta-se que os valores apresentados não contabilizam os geradores
nem os filtros de harmônicos.
Pot. Ativa Pot. Reativa
Local FP
(kW) (kVAR)
TR-100 39000 23657 0.86 Horário de Ponta 110MW
TR-70 37100 28018 0.80
TR-80 19600 16657 0.76
TR-30 / TR-60 / TR-61 3800 4400 0.65 Horário Fora de Ponta 140MW
TR-120 19300 -14023 -0.81
TR-40 / TR-45 6200 3514 0.87
TR-90 30100 11801 0.93
Obs. Valores obtidos por medições.
RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
OPERAÇÃO ATUAL DA PLANTA OPERAÇÃO ATUAL DA PLANTA (cont.)

 O gráfico de percentis de potência ativa em 230kV para o período de outubro de 2012 a


DEMANDA DE POTÊNCIA ATIVA E FATOR DE POTÊNCIA GLOBAL EM 230KV Março de 2013:

Perfil da Potência Ativa e Potência Aparente (Situação Atual)


 Memória de massa da entrada geral da planta em 230kV para avaliar o perfil de operação 140000

do sistema atual da Klabin – fornecida para elaboração do estudo em 05/2013; 120000

100000

Potência Ativa (kW)


 Observa-se que em média 50% das necessidades de potência ativa da planta da Klabin é
suprida pelos hidro e turbogeradores. O restante é comprado da concessionária de energia. 80000

60000

40000

20000

%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
0%
4%
8%
13
17
21
25
29
34
38
42
46
51
55
59
63
67
72
76
80
84
88
93
97
Porcentagem das Amostras

RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
OPERAÇÃO ATUAL DA PLANTA (cont.) OPERAÇÃO ATUAL DA PLANTA (cont.)
 Gráfico de dispersão da potência ativa pela potência reativa que representa fator de potência
global do sistema elétrico em 230kV, para o período de outubro de 2012 a Março de 2013.
A partir do gráfico, verificou-se que:
 Salienta-se que conforme os Procedimentos de Rede, o fator de potência no PAC deve estar
• A faixa de 40MW a 90MW corresponde à operação típica da planta, representado
compreendido entre 0,95 indutivo e 1,00 (unitário):
aproximadamente 90% das amostras;
Perfil do Fator de Potência (Situação Atual)
• Em 1% das amostras a potência ativa é inferior a 40MW, indicando redução de carga ou
70000
parada da planta; 60000

Pot.Reativa (kVAr)
50000
• Em aproximadamente 9% das amostras a potência ativa é superior a 90MW indicando 40000
FP < 0.95 ind

possível perda de geração interna. O maior valor registrado é de aproximadamente 134MW, 30000

abaixo da demanda contratada; 20000


0.95 ind < FP < 1.00
10000
0
• A potência ativa média é de aproximadamente 70MW; -10000 FP < 1.00
-20000
0 20000 40000 60000 80000 100000 120000 140000 160000
Pot.Ativa(kW)
RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
OPERAÇÃO ATUAL DA PLANTA (cont.) OPERAÇÃO ATUAL DA PLANTA (cont.)

A partir da análise do gráfico anterior, observou-se que: (cont.)


A partir da análise do gráfico anterior, observou-se que:
 Alguns registros apresentam fator de potência inferior a 0,95ind principalmente para
 As retas inclusas no gráfico determinam o lugar geométrico cuja relação kVAr por kW é demanda elevadas, superiores a 90MW. Estima-se que este fato esteja associado à perda
constante, correspondendo ao limite máximo da relação de kW e kVAr para que se tenha de geração interna.
um fator de potência dentro do regulamentado pelo ONS. Desta forma, amostras contidas
entre as retas apresentam fator de potência adequado e fora delas inadequado;  Outros registros de fator de potência fora da faixa recomendada pelo ONS são observados
durante o período de operação típica da planta. Estima-se que este fato esteja associado
 Observa-se que a grande maioria dos registros está compreendida entre as retas, ou seja, às variações de carga e atraso na regulagem da geração de potência reativa pelos
apresenta fator de potência em conformidade como o recomendado pelo ONS (fator de turbogeradores realizada pelos operadores.
potência entre 0,95ind e unitário);
 Em média é observado que o fator de potência em 230kV em situação normal é em torno
de 0.98ind

RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
AVALIAÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA EM SITUAÇÃO DE CONTINGÊNCIAS NA PLANTA AVALIAÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA EM SITUAÇÃO DE CONTINGÊNCIAS NA PLANTA (cont.)

 Para cada um dos casos acima foram avaliadas ainda outros quatro subcasos
 Através de simulações computacionais, foram realizadas avaliações a cerca do fator de
potência e demanda de potência no PAC da planta da Klabin em 230kV, para as principais Subcaso 1: Usina Presidente Vargas operando em período de cheia (HG1 e HG2 com
contingências que podem ocorrer na planta: geração máxima, FP=1) e motores síncronos do TR-120 com carregamento
máximo.
CASO 1: Operação com os dois transformadores de 230-69kV, ou seja, operação normal
da planta. Subcaso 2: Usina Presidente Vargas operando em período de cheia (HG1 e HG2 com
geração máxima, FP=1) e motores síncronos do TR-120 com carregamento
CASO 2: Operação com somente um transformador de 230-69kV. mínimo.
CASO 3: Perda do TG4 ou TG5. Subcaso 3: Usina Presidente Vargas operando em período de seca (HG1 desligado e HG2
com 5MW, FP=1) e motores síncronos do TR-120 com carregamento máximo.
CASO 4: Perda do TG7.
Subcaso 4: Usina Presidente Vargas operando em período de seca (HG1 desligado e HG2
CASO 5: Perda do TG8. com 5MW, FP=1) e motores síncronos do TR-120 com carregamento mínimo.
RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
AVALIAÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA EM SITUAÇÃO DE CONTINGÊNCIAS NA PLANTA (cont.) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
Ponto de Acoplamento Comum - 230kV
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
Caso Subcaso P.Aparente Déficit de
P.Ativa (kW) P.Reativa (kVAr) FP AVALIAÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA EM SITUAÇÃO DE CONTINGÊNCIAS NA PLANTA (cont.)
(kVA) Reativo (kVAr)
1.1 54638 5469 54911 0.995 -
(Caso 1) A partir da análise da tabela anterior, observou-se que:
1.2 40017 13831 42340 0.945 678
Dois trafos
1.3 72955 6475 73242 0.996 -
230-69kV • Para os CASOS 1, 2 e 3 são esperados fatores de potência abaixo de 0,95indutivo somente
1.4 58309 14346 60048 0.971 -
(Caso 2) 2.1 54662 7060 55116 0.992 - para o caso onde a Usina Presidente Vargas estiver com geração máxima e os motores
Somente 2.2 40058 14888 42735 0.937 1722 síncronos do TR-120 com carregamento mínimo.
um trafo 2.3 73018 9374 73618 0.992 -
230-69kV 2.4 58362 16343 60607 0.963 - • No entanto, o déficit de potência reativa para a correção do fator de potência é pequeno, o que
3.1 58082 9602 58870 0.987 - é facilmente compensado com ajustes na geração de potência reativa nos turbogeradores.
(Caso 3)
3.2 43462 18019 47049 0.924 3734 Conforme informado pela Klabin esta ação já é tomada rotineiramente.
Perda TG4
3.3 76392 10552 77118 0.991 -
ou TG5
3.4 61757 18637 64508 0.957 - • Para os CASOS 4 e 5 que envolve a perda do TG7 ou TG8 o déficit de potência reativa para a
4.1 73998 31173 80296 0.922 6852
correção do fator de potência pode chegar a valores elevados de até 20MVAr para a perda do
(Caso 4) 4.2 59378 39269 71188 0.834 19752
Perda TG7 4.3 92341 32293 97825 0.944 1942
TG7 e de 27MVAr para a perda do TG8.
4.4 77685 40123 87435 0.888 14589
5.1 107431 50751 118816 0.904 15441 • Nestes casos a compensação de reativos poderia ser obtida através da energização dos
(Caso 5) 5.2 92751 57752 109261 0.849 27267 bancos de capacitores de 230kV que atualmente se encontram desligados
Perda TG8 5.3 125862 53322 136692 0.921 11954
5.4 111159 60101 126367 0.880 23565

RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO RESUMO DOS TÓPICOS CONTIDOS NO RELATÓRIO
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ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
OPÇÃO DE ENERGIZAR OS BANCOS DE CAPACITORES DE 40MVAR SOMENTE NAS
AVALIAÇÕES PARA ENERGIZAÇÃO DOS BANCOS DE CAPACITORES DE 40MVAR / 230KV
SITUAÇÕES OBRIGATÓRIAS
• Conforme avaliado no item anterior a perda do TG7 ou TG8 demandaria a energização de um
banco de capacitores de 230kV para a correção do fator de potência da planta da Klabin, • Conforme visto, atualmente a simples energização de um banco de capacitores de 40MVAr,
conforme recomendação do ONS. conforme recomendado no Parecer de Acesso, não é recomendada devido aos requisitos do
fator de potência no PAC.
• No entanto, os bancos de 230kV foram originalmente recomendados para prevenir restrições do
SIN devido à subtensões quando a UHE Mauá estiver desligada. Assim, quando a UHE MAUÁ • A opção de energizar os bancos de capacitores de 40MVAr somente nas situações necessárias
estiver desligada um banco de 230kV deve ser energizado. (desligamento da UHE Mauá, Perda do TG7 ou TG8) resultaria em algumas dificuldades como:

• Através da tabela anterior é facilmente observado para os CASOS 1, 2, 3 e mesmo para algumas a) A saída da UHE Mauá é um fato do qual a Klabin não tem controle. O monitoramento seria
situações do CASO 4, que a energização de um banco de 40MVAr em 230kV, na situação atual, mais difícil;
resultaria em um fator de potência capacitivo no PAC da Klabin, ficando em desacordo com o b) Várias atuações na geração de reativos internos pelos geradores para adequação do fator
recomendado pelos Procedimentos de Rede do ONS. de potência;
c) A própria manobra dos bancos de 40MVAr.
• Ressalta-se ainda, que conforme recomendação do documento de Estudo de Fluxo em Regime
Permanente e solicitação do Parecer de Acesso um banco deveria ficar continuamente ligado
resultando então, em níveis de fator de potência no PAC fora da faixa recomendada quando a
Klabin estiver operando em situação normal, na situação atual.
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ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
OPÇÃO DE ENERGIZAR OS BANCOS DE CAPACITORES DE 40MVAR SOMENTE NAS
SITUAÇÕES OBRIGATÓRIAS (CONT.) PROPOSTA DE ADEQUAÇÕES DO ATUAL SISTEMA DE CORREÇÃO
DE REATIVOS DA KLABIN
• Ações necessárias neste caso:
De forma a simplificar as necessidades de intervenções operacionais e de monitoramento da
Situação Necessidade de ações da Klabin
Klabin quando da ocorrência de contingências internas ou da rede básica, atentando ainda para a
Klabin Normal a) Pequenas atuações nos geradores para compensação de reativos, devido às variações
Rede Básica Normal das cargas. recomendação de operar com um banco de 40MVAr sempre energizado, o estudo Senior propôs
a) Identificação da restrição na rede básica (UHE Mauá desligada); as seguintes mudanças com relação à situação atual:
b) Energização de um banco de 40MVAr em 230kV;
Klabin Normal c) Atuações nos geradores para adequar a compensação de reativos; a) Redução da geração de potência reativa dos turbogeradores para possibilitar a energização de
Contingência na rede Básica d) Identificação do fim da restrição na rede básica (UHE religada); um banco de 40MVAr/230kV. Estima-se que seja necessário aumentar o fator de potência do
e) Desenergização do banco de 40MVAr em 230kV; TG8 e TG7 para aproximadamente 0.96 e do TG4 e TG5 para aproximadamente 0.95.
f) Atuações nos geradores para readequar a compensação de reativos.
a) Energização de um banco de 40MVAr em 230kV; b) Energização de um banco de 40MVAr / 230kV. Manter o banco energizado;
Perda TG7 ou TG8 b) Atuações nos geradores remanescentes para adequar a compensação de reativos;
Rede Básica Normal c) Desenergização do banco de 40MVAr em 230kV quando da retomada do gerador;
d) Atuações nos geradores para readequar a compensação de reativos.

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TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA TÉCNICO ELABORADO PELA SENIOR ENGENHARIA
Ponto de Acoplamento Comum - 230kV ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
ESTUDO SENIOR Déficit PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
Caso Subcaso P.Ativa P.Reativa P.Aparente
ENGENHARIA FP Reativo
(kW) (kVAr) (kVA)
(05/03/2013) PARA DE (kVAr)
CORREÇÃO DE 1.1 54730 1557 54752 1.000 - PROPOSTA DE ADEQUAÇÕES DO ATUAL SISTEMA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA
(Caso 1)
REATIVOS DA PLANTA 1.2 40146 9987 41369 0.970 - KLABIN (CONT.)
Dois trafos
DA KLABIN 1.3 73047 2021 73075 1.000 -
230-69kV
1.4 58425 10495 59360 0.984 - • Na maioria dos casos e subcasos avaliados estima-se que não sejam necessárias
PROPOSTA DE (Caso 2) 2.1 54786 3518 54899 0.998 - grandes intervenções no sistema elétrico para a adequação do fator de potência,
Somente 2.2 40216 12769 42194 0.953 - somente pequenas regulagens da geração de potência reativa pelos turbogeradores.
ADEQUAÇÕES DO ATUAL
um trafo 2.3 73139 5900 73376 0.997 -
SISTEMA DE CORREÇÃO
230-69kV 2.4 58513 14259 60226 0.972 - • Observa-se que em todos os casos avaliados o maior déficit de potência reativa para
DE REATIVOS DA KLABIN 3.1 58172 2915 58245 0.999 -
(CONT.) (Caso 3) a correção do fator de potência é esperado quando da perda do TG8. No entanto,
3.2 43592 12171 45259 0.963 -
Perda TG4 este déficit é pequeno, o que é facilmente compensado com ajustes na geração de
3.3 76499 4099 76609 0.999 -
A tabela ao lado apresenta o ou TG5 potência reativa nos turbogeradores remanescentes;
3.4 61876 12794 63185 0.979 -
fator de potência e demanda 4.1 74060 13651 75308 0.983 -
de potência no PAC da (Caso 4) 4.2 59435 21812 63311 0.939 2277 • Também não é necessário monitoramento constante das condições da rede básica
planta da Klabin em 230kV, Perda TG7 4.3 92415 15400 93689 0.986 - (UHE Mauá desligada) já que a recomendação do ONS acerca da energização de um
considerando a proposta 4.4 77760 23005 81092 0.959 - banco de capacitores de 230kV, já está satisfeita.
anterior, para os mesmos 5.1 107516 31515 112040 0.960 -
casos apresentados: (Caso 5) 5.2 92837 38784 100612 0.923 8270
Perda TG8 5.3 125951 34525 130597 0.964 -
5.4 111237 41098 118586 0.938 4536
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PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN

PROPOSTA DE ADEQUAÇÕES DO ATUAL SISTEMA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA CONCLUSÕES DO ESTUDO SENIOR


KLABIN (CONT.)
BANCO DE CAPACITORES EM 230KV:

• A tabela a seguir apresenta um resumo das ações a serem tomadas pela Klabin para a a) A Klabin instalou em 230kV dois bancos de capacitores de 40MVAr, conforme recomendação
correção do fator de potência em comparação à tabela anterior (necessidade de do “Estudo de Regime Permanente” enviado ao ONS na Solicitação de Acesso a Rede
intervenções bastante reduzidas). Básica;

Situação Necessidade de ações da Klabin b) O Parecer de Acesso elaborado pelo ONS e enviado à Klabin reforçou esta recomendação;
Klabin Normal
Rede Básica Normal c) Estes bancos foram recomendados no referido estudo para evitar restrições operacionais do
a) Pequenas atuações nos geradores para compensação de reativos, devido às SIN (subtensões superiores a 5%) na situação onde a UHE Mauá está desligada. Assim, foi
Klabin Normal variações das cargas. recomendado que um dos bancos operasse energizado e o outro somente em emergência
Contingência na rede da Rede Básica;
Básica
d) Atualmente a Klabin, mantém os dois bancos desenergizados não seguindo as
Perda TG7 ou TG8 a) Pequenas atuações nos geradores remanescentes para adequar a recomendações.
Rede Básica Normal compensação de reativos.

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ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN

CONCLUSÕES DO ESTUDO SENIOR CONCLUSÕES DO ESTUDO SÊNIOR (CONT.)

OPERAÇÃO ATUAL DA PLANTA: OPERAÇÃO ATUAL DA PLANTA:

a) Em situações normais, a Klabin demanda da COPEL uma potência ativa média de d) Não são esperadas ultrapassagens de demanda na perda do TG7 ou TG8, pois os valores
aproximadamente 70MW; contratados de 140MW no HFP e 110MW no HP já consideram esta hipótese;

b) O fator de potência em 230kV em situações normais é na média de 0,98ind., atendendo e) No entanto, com a perda do TG7 ou TG8 a compensação de reativos é fortemente afetada,
aos requisitos dos Procedimentos de Rede do ONS (0,95ind. a 1,00); sendo que o fator de potência global em 230kV pode cair para em torno de 0,85ind., abaixo do
recomendado pelo ONS, com os bancos de capacitores de 230kV desligados, conforme
c) A principal fonte de reativos para a correção do fator de potência global é a gerada pelos condição atual.
turbogeradores TG7 e TG8. A perda destes turbogeradores configura atualmente como a
principal contingência da planta. Também fornecem reativos para a correção do fator de
potência quatro filtro de harmônicos em 6,6kV e alguns motores síncronos, sendo os
refinadores do CMTP os principais;
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ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN

CONCLUSÕES DO ESTUDO SENIOR CONCLUSÕES DO ESTUDO SENIOR (CONT.)

AÇÕES OPERACIONAIS EM CONTINGÊNCIAS: b) Avalia-se que a necessidade de energização destes bancos, nas condições de operação e
filosofia de correção de reativos atuais, possa gerar muitas ações operacionais e algumas
a) Atualmente duas condições levam à necessidade de energização dos bancos de dificuldades tais como:
capacitores de 40MVAr/230kV pela Klabin:
• Identificação da condição operacional da Rede Básica (UHE Mauá ligada ou desligada);
• Quando ocorrer a perda do TG7 ou TG8, para manter o fator de potência em 230kV
dentro da faixa recomendada pelo ONS ou; • Energização do banco de capacitor de 230kV e posterior desenergização do mesmo
quando o sistema (da rede básica ou interno) for restabelecido;
• Quando a UHE Mauá for desligada, de forma a evitar subtensões que possam
ocasionar restrições operacionais do Sistema Interligado Nacional. • Ajustes no sistema interno de geração de reativos, tanto na ocorrência da contingência
quanto no momento que a condição normal for restabelecida.

c) A SENIOR estima-se que uma mudança da filosofia de correção de reativos atual possa
simplificar a operação da Klabin

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PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
CONCLUSÕES DO ESTUDO SENIOR
CONCLUSÕES DO ESTUDO SENIOR (CONT.)
PROPOSTA DE MELHORIA:
PROPOSTA DE MELHORIA:
a) De forma a simplificar a operação da Klabin em caso de contingências internas ou da Rede
Básica e cumprir a recomendação do ONS a cerca da operação dos bancos de 230kV, foi c) Assim, a única ação seria de monitorar o fator de potência em 230kV e atuar em cima da
proposto alterar a forma de compensação de reativos da planta da seguinte maneira: geração de reativos dos turbogeradores para manter o fator de potência dentro do limite
recomendado pelo ONS (0,95ind a 1,00), da seguinte forma:
• Reduzir o fornecimento de potência reativa pelos turbogeradores elevando o fator de
potência de operação do TG8 e TG7 para aproximadamente 0.96 e do TG4 e TG5 para Variações de Carga: ajustar o fornecimento de reativo dos turbogeradores conforme já é
aproximadamente 0.95; realizado atualmente;

• Energizar e manter energizado um banco de 40MVAr / 230kV. Manter o outro como Perda de algum gerador: ajustar o fornecimento de reativo dos turbogeradores
reserva. remanescentes até atingir o fator de potência em 230kV recomendado.

b) Desta forma em condições normais de operação o fator de potência em 230kV pode ser
mantido dentro da faixa recomendada pelo ONS (0,95ind. a 1,00) e em caso de
contingências as ações operacionais seriam reduzidas. Salienta-se ainda a recomendação
feita pelo ONS no Parecer de Acesso é atendida;
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ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013) ESTUDO SENIOR ENGENHARIA (05/03/2013)
PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN
RECOMENDAÇÕES DO ESTUDO RECOMENDAÇÕES DO ESTUDO

As seguintes recomendações foram realizadas para a Klabin: As seguintes recomendações foram realizadas para a Klabin: (cont)

a) Reduzir o fornecimento de potência reativa pelos turbogeradores; d) Manter o outro banco de capacitores de 40MVAr /230kV como reserva;

b) Energizar um banco de 40MVAr / 230kV. Manter o banco energizado; e) Monitorar o fator de potência em 230kV e atuar em cima da geração de reativos dos
geradores em operação quando necessário, em função de variações da carga da planta ou
c) O banco deve ser desenergizado somente em caso de parada da planta (operação sem perda de algum gerador;
carga) ou perda da alimentação da COPEL. Em caso de perda da alimentação da COPEL a
re-energização do banco deve seguir os procedimentos recomendados conforme f) Seguir as recomendações realizadas pelos estudos de transitórios eletromagnético e Iteração
documentos “Estudo de Chaveamento dos BCs” e “Estudo Paralelo Klabin – UHE Mauá”; Harmônica na Nova SE230kV.

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PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN PARA DE CORREÇÃO DE REATIVOS DA PLANTA DA KLABIN

REFERÊNCIAS DE ESTUDOS KLABIN CORRELACIONADOS REFERÊNCIAS DE ESTUDOS KLABIN CORRELACIONADOS


AOS BANCOS DE CAPACITORES AOS BANCOS DE CAPACITORES (CONT.)

a) Documento KLABIN / CONEXÃO ENGENHARIA – “Atendimento Elétrico ao Aumento de


Carga da Unidade Klabin Monte Alegre (Telêmaco Borba – PR) – Análises de Desempenho d) Documento ONS, “Parecer de Acesso do Consumidor Livre Klabin na SE UHE Mauá 230kV”,
em Regime Permanente”, Setembro/2009; Relatório ONS RE2.1/042/2010. 16/06/2010.

b) Documento KLABIN / SOBREALCANCE – “Estudos Pré-Operacionais de Transitórios e) Documento KLABIN / POWER SOLUTION – “Iteração Harmônica na Nova SE230kV do
Eletromagnéticos – Chaveamento dos Bancos de Capacitores de 40MVAr – 230kV da Consumidor Klabin”.
Subestação Klabin”;
f) Documento KLABIN / SOBREALCANCE – “Paralelo Klabin – UHE Mauá”;
c) Documento KLABIN / CHS – “Estudos de Transitórios Eletromagnéticos da Integração da
SE Klabin 230”;
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS BANCOS DE CAPACITORES
INSTALADOS NA SE 230kV KLABIN

8 – CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DOS BANCOS DE CAPACITORES


INSTALADOS NA SE 230kV KLABIN

** Documento KLABIN / SIEMENS nº B0060.001 – Book de informações dos bancos de capacitores


de 40MVAr/230kV

** Documento KLABIN / TRENCH nº 11078 – Book de informações dos Reatores Limitadores dos
bancos de capacitores de 40MVAr/230kV;

ALGUMAS ABORDAGENS SOBRE AS EXIGÊNCIAS DE


MANUTENÇÕES NAS SE’s

9.1 CONCEITOS ASSOCIADOS ÀS MANUTENÇÕES

A. Manutenção
9 – ALGUMAS ABORDAGENS SOBRE AS EXIGÊNCIAS DE
MANUTENÇÕES NAS SE’s Combinação de todas as ações técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão, que se
realizam através de processos diretos e indiretos nos equipamentos, obras ou instalações, com
a finalidade de assegurar-lhes condições de cumprir com segurança e eficiência as funções
para as quais foram fabricados ou construídos, levando-se em consideração as condições
operativas e econômicas.
ALGUMAS ABORDAGENS SOBRE AS EXIGÊNCIAS DE ALGUMAS ABORDAGENS SOBRE AS EXIGÊNCIAS DE
MANUTENÇÕES NAS SE’s MANUTENÇÕES NAS SE’s

9.1 CONCEITOS ASSOCIADOS ÀS MANUTENÇÕES (cont.) 9.1 CONCEITOS ASSOCIADOS ÀS MANUTENÇÕES (cont.)

B – Manutenção Preventiva C – Manutenção Corretiva

Conjunto de ações desenvolvidas sobre um equipamento e/ou sistema com programação Conjunto de ações desenvolvidas com objetivo de fazer retornar às condições especificadas,
antecipada e efetuada dentro de uma periodicidade através de ações sistemáticas, detecção e um equipamento ou sistema após a ocorrência de baixo rendimento, defeitos ou falhas.
medidas necessárias para evitar falhas com o objetivo de mantê-lo operando ou em condições Pode ter a sua execução programada quando a anormalidade for detectada dentro de uma
de operar dentro das especificações do fabricante. manutenção preventiva.

Obedecem a um plano previamente elaborado, baseado em intervalos definidos de tempo.


Dentre estas atividades incluem-se os ensaios, ajustes e teste de rotina, limpeza geral,
lubrificação, inspeções, coleta de dados, pintura, reconstituição de partes com características
alternadas, substituição de peças ou componentes desgastados, reorganização interna e
externa de componentes e cablagem de equipamentos ou sistemas, adaptação de
componentes, entre outras.

ALGUMAS ABORDAGENS SOBRE AS EXIGÊNCIAS DE ALGUMAS ABORDAGENS SOBRE AS EXIGÊNCIAS DE


MANUTENÇÕES NAS SE’s MANUTENÇÕES NAS SE’s

9.1 CONCEITOS ASSOCIADOS ÀS MANUTENÇÕES (cont.) 9.2 ORIENTAÇÕES DA ANEEL

D – Manutenção Preditiva

A publicação de autoria da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica (órgão vinculado ao


Tipo de manutenção que permite garantir uma maior assertividade do intervalo entre as
MME como agente regulador do sistema elétrico brasileiro) inclui as principais recomendações a
intervenções.
serem executadas nas manutenções das subestações elétricas.
É baseada no acompanhamento por monitoramento sistemático das condições do óleo
lubrificante, das vibrações, da temperatura, etc, evidenciando assim a evolução destas ao longo
do tempo e possibilitando uma parada preventiva para manutenção no momento mais
otimizado, refletindo na redução significativa das manutenções corretivas e na diminuição das
preventivas.