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SÃO PAULO . 492
ANO VII N. 0 79

(Reg. n. 0 254) SUMÁRIO

* A NOTA DO MÊS ........... .......... . .... .... . .. . 7

Diretor R esponsáve l :
A CONTRIBUIÇÃO DA FOTOGRAFIA AO DESEN-
D,·. E duardo Salvator e VO LVIMENTO DA EDUCAÇÃO , DA CIÊNCIA E
DA CU LTURA .•••..... ... ..... . . .... .. ....... .. . . 8
Diretor de Reda.ção ROLA D BOURIG:CA UD

Ih. Ja cob Polacow

MOVIMENTO .... . .. . .... . .. ... ... . .. .. . ... .. .. .... . 14


ESTANISLAU DE.L CONTE
Co labora dore s:

...-
\Id o .-\ . de So uza T.iinrn
AS "ANSCO GIRLS " . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
.-\nlonio S. Victor

RELATóRIO DA DIRETORIA (195 1-1952 ) . . . . . . . . . . 20


Correspondentes no

Estrangeiro:

.-\! varo So l
___.,___
Argentina

~lao-ius Gu!llard
Lion, França
ATIVIDADES FOTOGRAFICAS NO PAfS - O BANDEIRANTE NO
Dom e ni co C. Di Vl e tri
Roma, Itália EXTERIOR - ATIVIDADES SOCIAIS - CONCURSOS

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e cine m a tografia amadorista . Outrosim , recebe , sem compromisso ,
NOSSA CAPA co laboração para o seu Boletim sendo que as opiniões expe ndida s em
a rti gos a ss inados, correrão se1npre por co nta de se u s autores.
Foto de Tôcla cor r esp ond ênc ia eleve ser dirigid a para a séde social do
FOTO-CINE CLUBE BANDEIRANTE • Rua Avanhandava , 316,
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DE_SÃOPAULO
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Não raro ouvimos falar do receio, da timidez ou do acanhamento
de muitos amadores novos em ingressarem no Foto-cine Clube Bandei-
rante e alí exibirem seus primeiros trabalhos, na suposição de que nele
só militam astros da arte fotográfica nacional.

Entretanto, nada mais errôneo. Os que já o conhecem "por dentro "


sa bem que não é assim. Muitos dos maiores nomes atuais da fotografia
artística no Brasil, há cousa de poucos anos eram tão principiantes como
os que as sim pensam. Foi ju stamente ali no Clube , convivendo com os
já mais adiantados e experient es, dêles ouvindo os conselhos e as crí-
ti cas judiciosas e construtivas , participando dos concursos internos, dos
semin ários, das excursões, freqüentando as palestras, cursos ·, etc., que
viram alarg a r- se os seus hor iz ontes , e aumentarem os seus conhecimen-
t os; ai)rimoraram sua sensibilidade e firm a r a m suas per sonalidades ,
sendo hoje , por sua vez, os mestres ou guias de outros tantos novato s.

Porque o Clube é, antes de tudo , uma grande e verdadeira escola.


Um a ei:!!ola "sui-generis", onde não há professores ou alunos , grandes ou
p equeno s, ma s apenas aficionados e estudio sos da fotografia que , na
mais ampla e franca camaradagem, transmitem uns aos outros os seu s
conhecimentos.

O incentivo ao s novos , a formação de novo s valores é justamente


um a das raz ões de ser do próprio Clube , um dos pontos bá sicos do seu
programa de ação e um dos fatores mesmo dos muitos êxitos alcançados.

Ainda agora , uma nova série de atividade s - além da s já existen-


tes - está sendo programada com vistas especialmente aos novos, aos
que desejam se iniciar com passos seguros na arte fotográfica ou cine-
matográfica.

Eis, poi s, uma boa oportunidade para aquele s que ainda não in -
gre ssaram no seu quadro social , fazê-lo sem demora . Nele progredirão
muito mais ràpidamente, evitando fracassos, poupando tempo e dinheiro,
além de ga nhar em muit a s e novas amizades.

_7_
ao desenvolvimento
da Fotografia
A contribuição
da educação,
da c1enc1a
e da cultura

III

Roland BOURIGEAUD

Co n cl uit n os neste 111í111c 1·0 a J>ul>licaç-ão do n1en1orial de a u to ri a do


S I'. H.. Bo uri gea ud , -Prc-side n te da Fc de 1·ação Fra n cêsa dC"Fotografja
e V ice-P l'cs id e n te da -Ji,IA P , a1>r ovado 110 úl t iJno Co n gresso da Federa-
cão l11tc l'l1acio n al ile .\ 1·Le J~otop;T,Hica 1>ara ser e11ca1u i11ha do ã
UNl<JSC'O.

V - A Do cume ntaçã o Fo tográfica monstração, um acontecimento, um deter-


minado assunto, uma época, uma doença,
Tôda esta imensa iconografia deverá et c ....
ser consultada fàcilmente, se quizermos f) certas coleções particulares , apre-
que sua contribuição ao progresso huma- sentando um determinado interêsse, e que
no seja a mais eficiente possível. Para são postas por seus detentores á disposi-
tanto, diversos meios são empregados: ção dos pesquizadores de documentaçã o
a) os museus, onde são classificadas as fotográfica especial;
fotografias que apresentam interêsse em g) enfim, reservamos uma menção tô-
relação á especialização dos documentos da especial ao microfilme, o qual permite
ou objetos oferecidos á apreciação dos vi- classificar num volume extremamente re-
sitantes . duzido, um número considerável de cli-
b) as bibliote .cas gerais, onde as ima- chés, posi t ivos ou negativos, e assegura
gens, reunidas em séries determinadas , seu transporte com uma comodidade até
podem ser consultadas graças aos fichá- então desconhecida. O microfilme está,
rios, cuja multiplicidade de rubricas é o com tôda certeza, em vias de revolucionar
fator determinante da utilidade de tais a organização das bibliotecas e dos arqui-
coleções. vos de tôda natureza.
c) as fotótecas especializadas , agru- Para permitir uma utilização prática de
pando imagens de determinados ramos de tôda esta documentação esparsa por fôrça
atividade: medicina, arquitetura , biologia , das co usas, existem catálogos p ublicados
astronomia, geologia, etc ... . seja pelos serviços oficiais seja por inicia-
d) as exposições, nas quais , livremen- tiva particular e que permitem conhecer
te expostas , ao contrário das coleções os lugares onde se encontram as coleções
guardadas nas bibliotecas, as fotografias postas á disposição do público, bem como
são oferecidas á apreciação pública du- a natureza das obras, classificadas segun-
rante algum tempo. A maioria das ex- do várias r ubricas e sob diversos métodos
posições se prendem ao carater artístico afim de facilitar as pesquizas. Enco n tram-
da fotografia, sendo porém organizadas se classificações gerais de História, Geo-
também exposições especializadas ou de grafia, Cost u mes, Moedas, Ofícios, Fol-
carater científico. clore, Máquinas, Fauna, Flora, Quíimica,
e) as revistas, albuns ou livros que , Física, Bacteriologia , Astronomia, etc .,
segundo o caso, apresentam obras de in- etc ....
terêsse e natureza variad a ou então agru- Os arquivos fotográficos compreendem
pam conjuntos de imagens destinadas a a reprodução de. tôdas as recordações no-
constituir uma série racional de uma de- tá veis do passado: estampas, miniaturas,

- 8-
"BRUMAS" (Do XI Salão
Yittorio ~licheletti Internacional àe
F. l'. C. B. S. Paulo)

manuscritos, moedas, medalhas, documen- :5agens, marinhas , mo ntanhas , retratos,


tos, autógrafos, tratados e convenções, estudos, naturezas mortas, cenas de gêne-
etc .. ro, manifestações diversas do movimento,
pesquizas de sombra e luz, etc .. . .
No que diz respeito á atualidade apre-
Tôda esta organização está atualmente
sentam fontes consideráveis e quase ilimi -
em vias de realização em certos países,
tadas sôbre todos os acontecimentos do
variando o seu grao de aperfeiçoamento
nosso tempo: manifestações públicas, re-
segundo cada região, segundo os métodos
tratos de personalidades do mundo polí -
próprios a cada índole, seg und o a impor-
tico, literário , teatral, acontecimentos tância dada á documentação fotográfica
esportivos, concursos hipicos , modas , avia -
pelos governos ou os indivíd u os.
ção, publicidade, etc .... Te.m-se procurado mesmo, depois de
Enfim, a parte artística própriamente algum tempo, catalogar as obras dissemi-
dita , reune as obras fotográficas mais des- nadas pelo mundo todo de maneira que a
tacadas e dignas de perpetuação, classifi- consulta se tornaria particularmente apro-
cadas segundo os uses habituais, em pai- veit á vel.

-9-
VI - Sugestões e Votos 1.0 - Con stitu içã o de um a Document açã o
Fotográfic a Internacion al
Malgrado os esforços notáveis que têm
sido feitos para dotar a documentação fo- Se os centros de documentação são nú-
tográfica de um esquema de consulta cô- merosos no mundo, proc u raremos em vão,
modo e rápido, não há dúvida que esta entretanto, uma organização de conjunto
vulgarização, por determinadas razões, é que , pudesse pôr, de uma forma rápida e
ainda in completa. quase automática, á disposição do pesqui-
Se o amador pode, a rigor, se mostrar zador, a indicação do documento desejado,
satisfeito, o mesmo não aconte .ce com o as fontes múltiplas onde consultar ima-
sábio, o pesquizador, o cronista, que co- gens correspondentes ao propósito preten-
mumente sofrem dificuldades em en- dido, onde qu er que elas se encontrem.
contrar entre esta multiplicidade de ma- Eis porque sugerimos a creação de uma
nifestações fotográficas, os e 1emento s "Documentação Fotográfica Universal",
nec essá rios aos seus trabalhos os quais constituída de certo modo sob a forma
se encontram na maioria das vezes es- de uma agência de informações. Esta
parsos em diversos lugares e para os organização apresentaria um inventário
quais não existem as fontes de consulta tão completo quanto possível de tôdas as
requeridas. obras fotográficas existentes e consultá-
veis, qu er se trate de reproduções de obras
Por outro lado, apesar da diversidade de de arte ., de planos ou máquinas, de vis-
classificações empregadas, algumas das tas e paisagens, lugares ou monumentos ,
quais são bastante originais, parece que mapas científicos, ped agóg icos ou biológi-
também sob êste aspecto existem impor- cos, creações puramente fotográficas indo
tantes lacunas a serem sanadas pela crea- desde o estudo das linhas nítidas á evoca-
ção de novas concepções de classificação, ção das neb ulos as, do concreto o mais ba-
das quais falaremos mais adiante. nal ao abstrato o mais hermético .
Assim também, núme .rosos são os que, Êste serviço de documentação fotográ-
desejosos de aprofundar suas pesquizas, fica constituiria um verdadeiro Quadro
ignoram porém a técnica fotográfica que de Matérias, das obras interessantes, das
seria susceptível de lhes auxiliar e per- coleções onde elas figuram, das classifica-
mitir completar seus trabalhos. Esta téc- ções, das rubricas de consultas, de tal ma-
nica está, com efeito, em constante , estado neira que não importa qual investigação
de aperfeiçoamento e não é possível a de ordem fotográfica pudesse ser assegu-
qualquer um que por ela não se interessa rada no menor tempo possível e com tôda
especialmente e a considera apenas como a exatidão desejável, qualquer que fôss e
um instrumento precioso e preciso , conhe - a natureza das procuras e as exigênci as
cer em apenas um dia , os limites de suas das solicitações.
possibilidades. Não ficaria nisso apenas a atividade
Enfim, retornando aos domínios artís- dêste organismo de documentação. Uma
tic os, nós nos apercebemos que no es paço função nova e importante poderia lhe ser
d e um século, a concepção de arte, por atribuída.
meio da fotografia, sofreu importantes A despeito da diversidade de classifica-
variações, condicionadas , por sua vez , á ções adotadas para tal fim, númerosas
presença das outras artes gráficas co- falhas e incerte .zas surgem quando se de-
existentes, ao aperfeiçoamento constante seja constituir uma documentação não
dos aparelhos mecânicos e dos produtos mais sôbre um fato histórico, sôbre a fa -
químicos, e também ao nascimento de bricação de um objeto determinado, sô-
noções artísticas especialmente adequadas bre a moda em geral, sôbre um ciclo
á fotografia. Desta mescla íntima da téc - qualquer, mas sôbre um conjunto de se-
nica e da arte, sob a dupla influência, por melhanças de nat u reza ou de origens di-
ve.zes contraditória, das tradições e das ferentes, sôbre uma reunião de fatos ou
inovações, a arte fotográfica está em cons - consequências comparáveis, sôbre uma
tante evol ução. Seria desejável que esta concentração de incidências a n álogas pro-
evolução fôsse acompanhada e estudada vindas de fontes que, a primeira vista,
com a mesma solicitude com que o são as não têm entre si nenhum laço com um.
outras artes. A análise das escolas, a con- Pare ,ce, com efeito, que o princípio da
frontação das concepções, o exame com- confrontação não foi ainda aplicado na
parativo das realizações, todo êsse con - documentação fotográfica. En t reta nt o, que
j unto apresenta o mais alto ponto de interêsse poderoso aprese nt aria a re união,
interêsse. em u 'a mesma série de imagens, de cou-
Es t as considerações nos levam a for- sas ou objetos de natureza difere n tes mas
mular as seguintes sugestões: submetidos, de fato, á regras aná logas,

-10 -
sofrendo influências comparáveis ou picos e cristas das principais montanhas
apresentando semelhanças de organização do universo, etc ....
previstas pela natureza ou originadas do Êste . serviço teria por missão corolaria,
acaso. Poder-se-ia assim incluir tôdas as depois de ter centralizado, classificado e
realizações humanas, classificadas por ana- catalogado todos os documentos, segundo
logias, em todos os lugares da terra onde os diversos métodos sugeridos, pô-los tão
puderam ser observadas, e susceptíveis cômodamente quanto possível á disposi-
portanto de fazer descobrir filiações ain- ção do público. Para tanto, o catálogo
da insuspeitadas. deveria ser publicado em várias línguas.
É assim, por exemplo, que numa série Enfim, além de sua finalidade informa-
sob a rubrica da erosão, poder-se-ia fazer tiva, assegurada pela publicação e atuali-
figurar tudo o que sofre êste fenômeno, zação dos mapas, índices, etc., êste orga-
seja em virtude dos elementos, a água, o nismo deveria poder se encarregar por
vento, o fogo, seja pela influência de cau- si próprio, das pesquizas solicitadas, tra-
sas diversas, a doença, o atrito, a eletrici- balho facilitado pelo pessoal espe .cializa-
dade. É assim que, sob outra rubrica, do que teria á sua disposição e assim, fa-
poder-se-ia examinar os diversos modelos zendo ganhar ao pesquizador um tempo
de vasos e recipientes usados no mundo precioso, substituir o método ao empi-
inteiro e constatar seus parentescos, seja rismo.
entre êles, seja com outras peças apa- A realização de tal programa, dado o
rentemente muito diferentes como por seu carater, seu modo de funcionamento e
exemplo, as anforas antigas e as frutas as necessidades de sua manutenção, não
ou seixos dos quais elas tiram as formas poderia, em verdade, ser obra senão de
e por vezes compõem sua ornamentação. um organismo privado, assegurado pelas
Em uma palavra, a realização da idéia autoridades oficiais. Desejaríamos que
sugerida teria o resultado de completar a esta idéia fôsse examinada e retida como
documentação fotográfica atual que po- devendo permitir uma utilização incom-
deríamos qualificar de "vertical", com paràvelmente mais fácil e eficiente do
uma nova documentação por assim dizer que atualmente, dos inúmeros documen-
"horizontal". Uma série vertical mostra- tos fotográficos que os homens produzi-
rá todos os tipos de cabanas existentes ram e produzirão a cada dia e cuja abun-
no país basco, enquanto que a horizontal dância, por falta de uma organização
apresentará, para um determinado tipo metódica mais rápida e eficiente, é pre-
de chalet basco, todos os de aparência sentemente um obstáculo á sua vulgariza-
idêntica, existentes nos vários países da ção racional.
Europa.
Seria desejável que uma tentativa fôs- 2.0 - Creação de uma Secção de Estudos
se feita nesse sentido e que se realizasse Fotográficos na UNESCO.
uma concentração fotográfica sintética,
uma Bibliote .ca de analogias que traria A fotografia se assegurou, doravante,
aos sábios, aos engenheiros, aos artistas, um lugar em tudo. Nada de analítico, de
aos fabricantes, aos arquitetos, aos de- sintético, de construtivo se poderá fazer
coradores, etc., uma documentação que, sem ela. Sua contribuição universal a
atualmente, somente com pacientes e por tôdas as atividades lhe dá uma função
vezes ilusórias pesquizas se poderá consti- onde quer que seja, laboratórios, escritó-
tuir de maneira imperfeita. rios, revistas, usinas, clínicas. Tudo o que
É evidente que um trabalho tão consi- se. imprime recorre obrigatoriamente ao
derável não poderia ser feito á priori e seu concurso, seja para ensinar, seja para
que, ao lado de um plano geral de, execu- completar, seja para convencer, seja sim-
ção a ser cumprido com tempo, todos os plesmente para distrair. A maioria dos
estudos sôbre os documentos não previstos estudos e das pesquizas de tôdas as or-
poderiam ser assegurados a medida que dens se fazem acompanhar do auxílio da
fossem solicitados. Quando, por exemplo, fotografia.
um construtor tivesse necessidade de Se.ria num serviço centralizador cuja
ser informado sôbre os diversos modelos creação é altamente desejável , em escala
de caminhões-cisternas fabricados no internacional, que viriam se reunir os
mundo todo; ou que tal geógrafo desejar inúmeros filões condutores da atividade
completar sua documentação sôbre os fotográfica universal.

-tic Aperfeiçôe-se
na arte fotográfica,ingressando
no Foto-cineClubeBandeirante *
- 11-
Fazemos votos que a organização das pintura, aquarela , de,senho ou gravura.
Nações Unidas para a Educação, a Ciência Ensinamentos extremamente interessantes
e a Cultura se interesse por tal projeto, para a cultura p.oderão ser obtidos com
que se integra perfeitamente , no programa um estudo racional efetuado nesse sen -
de suas atividades, creando uma "Secção tido.
de Estudos Fotográficos". Se conside ,rarmos que tais obras apre-
Esta Secção teria notadamente a missão sentando diferenças tão consideráveis se-
de coordenar tôda a atividade fotográfica gundo o país e os indivíduos foram reali-
atualme.nte deixada ao arbitrário, de de- zadas a partir do aparêlho fotográfico,
terminar as normas fotográficas da do- emulsões sensíveis e produtos químicos
cumentação racional, de expedir as regras idênticos em todo o mundo e provenientes
para assegurar a unificação dos métodos, das mesmas fábricas, ficaremos fortemen-
enfim, tomar tôdas as medidas para dar te espantados e admirados, pois isso prova
uma organização meticulosa a um conjun- que a fotografia está longe de ser uma
to que atualmente é, por certos aspectos, simples mecânica e, que, aqui como acolá,
caótica. a realização artística não é outra cousa
Êss e serviço se manteria em estreitas senão o produto de u'a mão hábil a o
relações com todos os organismos fotográ- serviço de um pensamento esclarecido.
ficos do mundo, de certa importância: or- Enfim, não será inútil sublinhar que a
g :i.nismos estaduais , emprêsas privadas, UNESCO apela, em tôdas as suas secções,
laboratórios de pesquizas , agrupamentos para a colaboração da fotografia. Portan-
coletivos, grandes associações e federações to, é da mais evidente necessidade que
internacionais. Esta secção seria, assim, ela possua um serviço próprio consagrado
posta ao corrente, dia a dia, dos aconteci- especialmente a êste processo, o qual,
mentos fotográficos surgidos em todos os além do papel que poderia ter, tal como
pontos do mundo, descobertas, aplicações, vimos de sugerir, seria susceptível de do-
re alizações, exp osições , experiências, su- cumentar útil e acertadamente as outras
gestões, fazendo chegar, em troca, a cada secções sôbre as possibilidades da contri-
um dêsses organismos os resumos desta buição fotográfica para o adeant:i.mento
documentação. Fruto da sua concentração, dos seus próprios trabalhos.
êste serviço permitiria, com tôda certeza, Por tôdas essas razões, consideramos
fazer avançar o processo fotográfico que., qu e a disciplina fotográfica apresenta uma
atualmente, não pode progredir senão por importância tão considerável sob todos os
pesquizas individuais e mediante do- sentidos que é mesmo de admirar não te-
cumentação por vezes incompleta e deixa- nha sido ainda creada, ao seio da grande
da ao acaso. Organização Cultural Universal uma sec-
Será nesta secção que igualmente se ção particular que ela a nimaria além de
poderá seguir a evolução da arte fotográ- qualquer previsão.
fica, cujas concepções, regras, e manifes- Parece-nos, todavia, indispensável que ,
tações, certamente são bastante diferentes , previamente á constituição desta secçã o
e.m númerosos pontos, daquelas das outras uma representação fotográfica de qualida-
artes, justificando, por conseguinte, um de seja assegurada á UNESCO, afim de
estudo particular por parte de uma secção trazer , por sua competência, tôdas as ga-
especial. Seria indispensável que fossem rantias de sucesso. Para tanto, dever-se-
estudados e analisados os princípios bási-
cos e os meios de expressão fotográfica ia apelar aos representantes dos m a is
próprios a cada país . pois é indiscutível eminentes organismos atrás indicados.
que a tradução fotográfica varia essencial-
mente de um país a outro, segundo o tem- VII - Conclusão
peramento de cad:i. nação ou o espírito de
cada raça. Para nos convencermos, basta Assim, por sua universalidade , por sua
comparar as obras provenientes respecti- aptidão em ser facilmente compreendida
vamente de autores de origem latina, ger- por todos os povos, pela comodidade de
mânica ou oriental. seu transporte e a amplidão de sua difu-
E não são apenas impressões de conjunto são , pelo intercâmbio, as comparações, as
nacional que se poderão obter neste cam- confrontações, as discussões, as evocações
po, mas t a mbém a constatação do que cada que ela permite, a fotografia contribue
autor possue no quadro de suas contin- largamente para o progresso humano,
gênci as etnicas , suas concepções e seus
métodos próprios , a ponto de ser possível constitue um mei o poderoso de aproxima-
identificar provas fotogr áf icas tão fàcil- ção entr e os povos e aparece como um
mente como o podem ser as obras produ- fator notável de instituição , desenvolvi-
zidas por outros p r ocessos gráficos, pela mento e consolidação da paz no mundo.

- 12 -
"C'OMPOS I(' ÃO"

Re nato Francesconi - F. C. (' . B.


ZOLTAN GLASS (Phot o -)Ia ga zin)

Um exemplo ele movimento "conge la-


do" por um jn sta nt âneo rapiclis simo.

Para o conc1u- so int e rn o de ab ril . o te ma e~tal>e le cido foi "l\1ovitnento".


\" p 111 a pr o 1,ósito, poi s, t1·ansc1·e, ·ei· o artigo cio D1·. ESTANISLAU DEL
CONTE i11se-1·to nu1n do s últi1no s 11ú1ne 1·os do 11res ti g io so uc oRHl ~O
PO'l'OGRAl ~lf'O SU DAJ\IBIU CA NO " (N. 0 698), sôb re ês te tema qu e tanta
di scu ssão t e ru p1·0, ·ocado i1lti111a1ne 11te no mund o a rtí s ti co •fot og 1·áfico.

Na constante evolução da nossa incorreções técnicas empregadas de


a rte, costuma acontecer que algumas propósito para consegui r resultados
caracte rísticas técnicas que normal- artísticos; basta re cord ar o efeito Sa-
mente se consideram incorretas , são battier, ou p seudo -solari zação, o nega-
propositalmente empregadas para se tivo em papel, as exposições múltiplas
consegu ir efeitos especiais . A introdu- e alguns tipos anormais de iluminação
ção de tais recursos co stuma ser acom- ou de perspectiva. Não faltaram mes-
panha da po r um transbordante apogeu mo os que aproveitaram defeitos ainda
- a fotografia não se salva da moda - mais grosse iro s: a excessiva granula-
durante o qual o efeito é empregado ção do negativo e também a reticula-
até o excesso . Passado o auge, a novi- ção da emulsão.
dad e fica assimilada a o conjunto de Na atualidade, a julgar por sua
recursos que pe rmitem ao fotógrafo a abundância na produção de prestig io-
expressão artística e é então quando sos au tores do país e do es tra nge iro,
se pode avaliar sua transcendência parece que se impoz uma nova moda:
relativamente ao processo. a de expressar o movimento por meio
Tal foi, por exemp lo, a trajetória da de imagens movidas. Eis aqui como
deliberada falta de nitidez nas ima- um defeito, que se pode ria considerar
gens, - o "flou " artístico - que depois tão substancial - as grandes lumino-
de uma época durante a qual quase sidades das objetivas, as altas veloci-
não se podia fala r em retrato artístico da des dos obturadores e a elevada
se não fosse "flou", teve o seu uso sensibilidade das emulsões foram ne-
relegado a casos especialmente indica- ce ssárias para evitá-lo - hoje em dia
dos, se não excepcionais. São conheci- está sendo empregado como um meio
das . ademais, muitas outras aparentes eficaz para impedir a desagradável e

- 14 -

.,
As fotografias esportivas
prestam-se muito para a
tradução de movimento.
Na foto ao lado, de CIRO
A. CARDOSO, F. C. C. B.,
o fundo borrado nos dá a
sensação da velocidade , ao
passo que na de baixo,
do Dr. ARNOLD FANCK
(Photo-Magazin) o pró-
prio o b j e to principal
aparece movido.

anti-natural impressão que produz no


observador os movimentos rápidos,
congelados , por assim dizer, por uma
técnica muito perfeita. Seria mister
decidir, neste caso, o que é mais de-
sagradável: se uma falsa impressão
devida a uma artificial possibilidade
técnica, ou o choque que produz ao
purismo fotográfico, a falta de nitidez
pelo movimento . Não há dúvida que
aqueles que se decidiram pelo recur-
so, pensam da segunda maneira e se
alardeiam como impressionistas. Não
podem porém esperar de escapar ao
dilema quando os fotógrafos intendem
expressar algo mais do que lhes per-
mite o processo.

"O BATON .PJs RDIHO .. . "


ele Kary H. Lasch

O motivo secundário.
1110,· ido , au1nenta o
estatismo cio motivo
prin cipal.
Se procurarmos um antecedente do sondo-se assim com maior eficácia a
recurso, teriamos que fixá-lo , sem dúvi- ação do mesmo; em outras, ao contrá-
da , nas fotografias de reportagens das rio , o movimento de um motivo secun-
::orridas de automovel ou motocicleta, dário serve para au me n tar, por con-
nas quais o reporter , para seguir o traste, o e statismo do principal. E nã o
objeto com a clássica intenção de faltam também aqueles em que se
captá-lo com nitidez, obtém um fundo utiliza o movimento de vários ou de
movido; se se considera a relatividade todos os objetos.
do movimento - também os cientistas - O tempo, supremo imz, dirá da con-
têm modas - sem dúvida que o re-
tribuição definitiva que o recurso pode
sultado, mesmo por impensado, é equi-
valente. significar para a nossa arte. Por agora,
As fotografias que acompanham êste sàmente se pode ap laudir um intento
artigo, falam por si, sôbre as possibili- que, qualquer que seja o seu êxito,
dades do recurso. Em algumas, apare- fala da inquietude e valentia dos que
co movido o objeto p rincipal, expres- se decidiram a introduzi-lo.

IV Concurso Nacio11af de Cine11za A111ador


Alcançou pl eno êx it o o IV Concurso Nacional \-e nticinqu c. Jo sé Quintiliano , L eo n a rdo Rogge-
d e Cin ema Amador promov ido pe lo Foto-cine ro e Mario Bim Raschine; ao qual, a lém cio prê-
Clube Bandeirante. De a no para a no cresce o mio oferecido p e lo F . C. C. B., foi co nf ericlo
interêsse em tôrno d êsse cer tam e ideado e tor- tamb(in o TROFEU "A GAZETA"; 2. 0 lugar:
nado rea lid ade por nos so co mpanh e iro Antonio "FALSÁ RIOS " ele Alfredo R. Alv es e Plãcido
da Si lva Victor, quando Diretor Cinematogrãfico ~oave, ce Campinas.
do Clube, abrindo par a o cinema amador , em ·}Iara o m e lhor fihne docnrnent:lrio, catego l'i::l
no ss o paí s, novas perspe ctiva s cujos fruto s jã am ador: I.º lugar - "U M PARAISO TERRES -
principiamos a notar. TRE " de Jean Le cocq. do F. C. C. B ., ao qual
Com efeito, cresceu ba sta nte o núm e ro de foi co nferido tamb ém o TROFEU "A GAZ1':TA
filmes inscritos, notando-se entre ê les vãr io s de ESPORTIVA "; 2.0 lugar - "UM DO'.\1IKGO
en redo , o que denot a haver já , por parte cios Q ALQUER", tamb ém de Jean Le cocq.
amadores, u 'a major preocupação em realizar Para o n1el hor fihnc docun1 c ntário, categoria
algo ele maior fôlego . Todavia, n ão ê intenção 1>:·ofissional: "COLECISTECTOMJA"' ,
1. 0 lugar -

d es ta nota , comentar os trabalho s inscritos , o de Bene :iito J. Duart e, do F. C. C. B., ao qual


que deixaremos para o próximo número , trans- foi con fer ido tamb é m o TROFEU " A GAZETA
crevendo as impress ões ele a lgu n s elos m embros ESPORT IVA ".
do juri , o qual foi co mposto pelos Srs. Florenti- Fo1 am confer idas Me n ções Honrosas aos fil-
no Barbosa e Silva, elo Museu de Arte ; Mucio mes "Quan1o o ins tinto pe ca " de Nil on l\Iende s,
Porfirio Ferreira , elo Museu ele Arte Moderna, e "~ão n1e (e ixcs" de Armando Laroche, a n1bos
Agostinho Martins Pereira , assistente de dire çã o da A. N. C. A. ele Re cife.
da Cia. Cinematogrãfi ca Vera Cruz , Alclo A. de A "Ta (.'a Ba ncle ira nte ", par a o melhor filn1 e
Souza Lima , e Antonio da Silva Vi ctor , os três colo, i ~o, foi confct ·ida ao filme de Benedito J.
últimos, do F. C. C. Bandeirante. Duarte , uco lecistecton1ia " .
Por firmas da Capital foram a ind a ofertado s
Ass im, daremos por agora apenas os dados
vãrios prêmios, que foram assim di tribuidos :
do ce rtame e o resultado da premia ção. Foram
Uma tela "De Lit e", 37x50, oferta ele BRAS-
inscritos ao todo 26 filmes, se ndo ele notar-se a
PORT LTDA., acljclicada ao filme "FALSÁR IOS "
participa çã o de aficionados da A soc ia ção :'!or-
de Alfredo R. Alve s e Plácido Soave; de uma
destina ele Cinegrafi stas Amadores , d e Re ci fe,
rev isora para filmes 16 mm., oferta ele CASSIO
e de Campinas e Piracicaba, elo interior elo
:YIUNJZ, ao film e "BOLSO VAZIO " de A. Ven-
nosso Estado.
ticinque, J. Quintiliano . L. Roggero e M. Bim
Analizados detidamente os filme s e pontuados Raschine ; um Fotometro "D e Jur ", oferta de
de conform idad e com as regras determinada s FOTOPT I CA LTDA ., ao Sr. Armando Laroche ,
pela "União Intern ac ional de Cinema Ama- autor do filme ":-IAO ME DEIXES.
dor - U ICA" , proclamou o juri vencedore s, nas A ex ibição do s filme s premiados e a entrega
vãrias categor ia s, os seg uint es: d o s respectivos pr êmio s será feita em sessão
Para o 1ne Jhor filrne de e nr edo - catPgoria so le n e, por oc as ião elas festiv id ades do XIV
a mad or: 1.0 lugar : "BOLSO VAZIO " de Antonio Aniversário elo Clube.

- 16 -
Os "ANSCO-BOYS " . . . g r a n des e pe-
qu e no s ( n o tem o g a r oto co m o seu
"ca ixão ") acorrer a n1 ao E. C. P inh e i-
ro s p a r a fot ogr afa r as '·A n sco-G i,·ls"".

Uni acontecime nto inédito

vidita cLad '' ..nndco-


-Á Gir Ld"
Espetáculo fora do comum foi propor- fotogenia e elegância - cada qual repre-
cionado aos aficionados paulistanos com sentando um tipo diferente . de mulher
a visita a esta Capital, em fins de janeiro bonita, desde a "platinum blonde" até á
p. p., das "Ansco -Girl s" que em viagem de faceira morena tropical.
propaganda da "Ansco Division da Ge- Aproveitando a estada das mesmas em
neral Anline & Film Corporation" estão S. Paulo - infelizmente, apenas dois
pe,rcorrendo a América Latina , apresen- dias - os represe.ntantes da Ansco -
tando um belíssimo "show" - a "SIN- MESBLA S/A. - e o Foto-cine Clube
FONIA COLORIDA", em benefício de Bandeirante promoveram interessante
instituições locais. concurso fotográfico tendo por tema re-
As "Ansco -Girls" , são seis encantadoras tratos e flagrantes das "Ansco -Girls", as
modelos profissionais, famosos por sua quais para tanto posaram especialmente

~a \,,('de do Pinheiro~, ai,, u.\ n~co-Gir]s" posa1 ·an1 es 1Jecialmente 1>ara os aficio n ados llaulistanos.
o ... flag;rante!-- que esta111pa1nos 1 são bastante exJll'essivos e dist1e1u,a111 q ualq uer legenda .. .
para os fotógrafos, n as magníficas depe n- a t1·az do s mai s baix os, os 1na is afoitos se ageita-
n11n f'ntr e as tou ce ira s de cactus e alguns ch e-
dências do Esport e Clube Pinheiros, gen- gara111 a trocar os ternos 1>or calções, di s po st o s
tilmente cedidas. a folo g r a far até deba ixo dá g ua . ..
Ape sar de ser dia de sema n a, movi- Elas, n1odelos treinados, co n1 11111profi ss iona-
mentaram-se os aficionados , logo apelida - li s n10 agrad{1vel, Hnda s , caln1as, qua se au se nte s ,
goza \'a111 a situação. Virava1n- se languidamente,
dos "Ansco-Boy s", em grande número , coloca, ·an1 cha1>eus, nada, ·ain, 111udavan1 de lu ga r
a cata dos flagrant es das famosas belda- co n1 reg ular constância, n1obili za ndo o exé rcito
des, proporcionando-nos um espetácu lo de caça dor es de hna ge ns e de pr ê rn io s. For111011-
inédito, e dos mais interessantes. Era de sc verdadeira Bab e l no Pinh e iro s . As câ m e ras,
acionadas ràpida1n e 11te, bu scava 111 "close-u1>s"
ver-se o afã com que procuravam obter a s ug es ti\'o s, in s tantân eos se nsacionai s, po ses não
melhor pôs e, os esforços, a gi nástica qu e e xvlor a clas. Era111 os "A nsco -Boy s" fotografan·
faziam para conquistar um ca ntinh o de do as HAnsco-Girls" ...
Espetáculo interessante, c urio so n1es n10. Era
ond e pudessem obter o melhor âng ul o. O
de fato, a arte 1>e la arte e . .. c laro , a , rontade de
qu e foi êsse espetáculo, descreveu-o com ter, na co leção de Hpin . up-girl s" os ro s tinho s
muita propriedade e espírito a reportagem lind os da s Ansco, os co rpo s be n1 talhados, os
da "Folha da Noite" , pelo que, data vênia, so 1Tisos bonito s. . . No fhn tudo de u certo.
)1 uita ge nt e alegre, muita foto bonita. Depois
nos per mitimo s transcrevê-la em parte:
l'il' á o co ncur so. Então aquele cavalheiro qu e
"1\1áquinas de tôda s as n1arcas e pl'ocedências,
foi foto g rafar i\luri e l e ca iu se ntado sõ br e os
teleobjetivas, ]e nt es de a 1>rox hnação , filtro s, tri-
cact us, dirá se va leu ou não a pe na todo o
pés, fl as h s e mai s um a infinidad e de apetrechos
s acrifício . .. ".
funcionaYan1, 1u11na cresce nt e co nfu são alegre,
e nquanto os magro s e os gor do s da le nt e e do Á tarde, o F . C. C. Band eira nt e ofereceu
filn1 e se es 1>re1niarn , recla1navan1, quer e ndo fo- um cocktail ás gentís visitantes, em sua
tografar as linda s gal'otas, concorrendo ao ce 1·-
séde social, em cujo estúdio elas posaram
tame instituido p e lo Foto-cine Club e Bandeiran-
te . As Iârnpada s c s touravant, fihnes roda ,·<.un , especia lm ent e para a Tele.visão Pauli sta
tripés 11111da,1 a1n de po si ção, le nt es e 1·an1 troca- SI A. Foi mais um a festa magnífica que
das, numa rapid ez de se g undo s, para qu e tô clas se prolongou até noite fechada, á qual
as poses pudessem se r a1>roveitadas.
compareceram eleme ntos de destaque no s
Nossa n1issão e 1·a ver e fotografar as n1o ças,
de us hort s", de 1nai üs , sor l'indo, nadando, s u- meios fotográficos paulistanos e até agora
bindo esca da s, repo usan do ií so n1bra, to1nando não en t endemos como coube tanta gente
banh o ele so l, com os ca be lo s so lto s ou molhados no palacete bandeirante e principalmente
u sa ndo le n ços coloridos ou chap e lõ es de palha ,
como, entre tanta gente, os "Ansco-Bo ys"
a1>resentando-as dessarte, ao J>Ílb1ico. No e ntan-
to, os que s Ubian1 pelas escadas e co 1Tia111 pelos conseg uiram lu gar e geito para mais uma
tran1polins, ocupando qualqu e r buraquinho que porção de flagrantes . ..
s ul' gisse no co1npacto cír culo hun1ano for111ado Enfim , a visita das "Ansco-Girls" foi
e111 tôrno da s n1oç..as era m os a 1na dor es. l.Ins
um verdadeiro suc esso, abrindo de forma
bul'lava111 a vigilância dos outros; a1>roveita ,·;_un
as pe rna s abertas do co 111panh e iro , par a fot o - bri lh an t e as ativida des fotográficas de
g rafar por baixo, os n1ais alto~ se r>osta ,·,:nn 1953.

A rece pçüo of e rec ida 1>e lo F. C. C. B. ;.ís "r\nsco-Girl s" e111s ua séde foi uma n1agnífi ca festa. Nos
clichés algun s flagr ·a nt es colhidos ness n ocasião, vendo-s e, ao centro, alguns do s lin<lo s 111oclelos,
co 111o "'111anager" cio us how" IJenet"iciente, por elas pr·oporcionaclo á li"Oc ie dad e paulistana.
H~LAHIXA "

Tufy Kanji - F. C. C. B .
Duas Importantes Assembleias Gerais

O RELATORIO DA DIRETORIA
(1951 - 1952)

Co111 o cr esci n1ento cada vez n1aior do F. C. C. Bandeirante, se ntit ·éuu os se u s dirigentes a
con, ·e niên cia de uni reajustan1 e nto na lei básica da e11tidad e, desdobrando.se os , ,ários cargos
dil'etivos e estabe lece ndo o u tras m e didas para melhor poder e m se,· atendidas as necessidades
socia is. Asshn, e n1 Asse,nbléia Geral Extraordinária rea lizada a 8 de janeiro p. p., foi discutida
e a 1Ho\'ada a r efo l'm a do s Estatutos Sociais da e ntidad e. Dia s depo is, a 10 do mesmo mês,
realizou-se a Assemb lé ia Geral Ordinária, para discussão e votação do relatório da Diretoria e
e leição do têrço e pl'eenchimento das vagas existe nt es no Co n se lho Deliberativo. Foram dua s
im1)01·tantes 1·c 1111iõ
es - as nuais concorridas já realizadas - que decorrera1n e1n a1nbiente de
gran de co rdialidad e, de1nonstra nd o, ru ais 111na ve1.,, o interês se do s associados para a boa so lu ção
dos problenu1s da e ntidade. Dan10s publicidacl e, a seg uir, ao relatório da Diretoria, re lativo ao
exel'cício de 1951 -1952, aprovado unani1ne1n e nt e J>ela Assen1bléia, o qua l retrata quão inten sas
são as ati\'idades d ese n\'oh ·idas pelo Foto-cine Club e Bandeirant e .

Srs. Conselheiros foi que ambos os setores foram afetados;


Presados Consócios uns mais , outros menos, não puderam ter,
todos êles, o desenvolvimento ou o ritmo
Obedecendo ás disposições estatutárias de ação que seria de desejar.
cumpre-nos, ao té rmi no do mandato para Para que todos êsses setores possam ter
o qual fomos honrados com a confiança o devido increm ento , para que todos os
dos presados companheiros, apresentar em preendim ento s sejam levados avante
um relatório suscinto das atividades de- com maior eficácia e regularidade,, é in-
senvolvidas durante o último exercício dispensável e inadiável que seja provida
social. uma nova estrutura social, condizente
Fazêmo-lo perfeitamente cônscios de com a extensão atual das nossas ativida-
que muitas falhas existiram no desenvol- des. A estrutura administrativa de que
vime nt o das nossas tarefas mas, por outro dispomos data de. mais de 10 anos, quan-
lado , conscientes de. havermos dado o me- do nem siquer se imaginava pudesse o
lhor dos nossos esforços para que o Clube nosso Clube atingir, tão ràpidamente, o
contin uass e a brilhante trajetória traçada desenvolvimento que apresenta. Cumpre,
pelas Diretorias anteriores. E com satis- pois, uma remodelação nos vários órgãos
fação podemos afirmar que durante êste administrativos e técnicos, desdobrando-
exercício vimos o Clube . crescer ainda os e redistribuindo os vários serviços de
mais, crescer tão ràpidamente que , por modo a dar-lhes a autonomia necessária
paradoxal que isto possa parecer, dêsse para a mais pronta solução dos próprios
crescimento surgiram as maiores dificul- problemas , ao mesmo tempo dando ao
dades que encontramos e que analisare- conjunto maior mobilidade e eficiência,
mos rápida, mas francamente, pois cum- evi tando a dispersão e a fragmentação.
pre sol ucioná-las . Nesse sentido, elaborou a Diretoria um
De fato, sofre o clube o que poderemos ante-projeto de reforma dos Estatutos So-
denominar "crise de crescimento". A no- ciais, já sub metido á aprovação do Conse-
va séde própria - que já está outra vez lho Deliberativo .
pequena - permitindo o desenvolvimento Por out ro lado, impõe-se proporcionar
de novas atividades e o incremento das á Diretoria os recursos imprescindíveis
já existe ntes trouxe, paralelamente, ou- para a boa execução dêsses serviços to-
tros vários problemas a desafiarem os dos. Muita cousa não poude , ser feita -
esforços dos diretores que, e;mbora se des- como exemplo citamos as estantes para a
dobrando, são uns poucos homens, insufi- biblioteca - por falta de verba, eis que
cientes para atender a todos êles. A ponto a receita atual é inteiramente absorvida
de cairmos num verdadeiro círculo vicio- nas despêsas comuns de manutenção, im-
so: se ao virmos para a séde atendiámos pressos, ordenados, etc., como os balance-
ás tarefas administrativas, não era possí- tes demonstram.
vel dar ao quadro social a atenção ne- Apesar do enorme aumento do custo de
cessária; se atendiamos aos associados, a vida, a mensalidade continua a mesma
organização interna sofria tropêços... É de há 10 anos atrás ! Entretanto, os en-
que as atividades sociais são hoje muitas cargos sociais, em consequência mesmo
e tôdas elas exigindo integral atenção. O do próprio engrandecime,nto do Clube, au-
resultado, como não poderia deixar de ser, mentaram sensivelmente e o próprio au-

- 20 · -
mento do quadro social é incapaz de atender á
contínua elevação dos preços. Cr.$ 20,00 mensais,
são hoje, uma quantia irrisória. E não se diga
que o Clube pouco oferece em troca: aí está a séde
social, confortável, com estúdio, laboratório, etc.,
aí e.stão os cursos, demonstrações, remessas de fo-
tografias para os salões estrangeiros, livros e re-
vistas, etc., sem contar o Boletim que só êle absorve
quase a me.tade da mensalidade! Impossível, assim,
atender-se completamente ás necessidades sociais.
Impossibilitados de completar vários serviços, de
iniciar outros, de melhorar as instalações sociais,
de te.r funcionários capazes e eficientes, em última
análise os prejudicados são os próprios associados
e o Clube. É êste, portanto , um assunto que a Di-
retoria recomenda, especialmente á atenção da
Assembléia Geral.
Cumpre aqui salientar os valiosos donativos re-
cebidos de alguns consócios e especialmente do
dedicado conselheiro Gaspar Gasparian e que têm
permitido aparelhar algumas dependências da séde.
Não devemos também esquecer a expressiva con-
tribuição de Renato Francesconi que, tendo a seu
cargo a conservação da séde social, jamais apre-
sentou qualquer relação das despêsas que teve com
os vários consêrtos.
*

Conquanto venhamos sentindo alguns pre .calços


no pertinente ao equilíbrio financeiro, conseguid o
graças a rigorosa compressão das despêsas confor-
me acima fizemos sentir, justo é salientar porém ,
que no que concerne á arrecadação, está ela intei-
ramente regularizada graças á nova orientaçã o
dada á tesouraria.
O Clube não possue dívidas, exceção feita da q ue
provêm da publicação da nossa revista, sôbre a
qual falaremos mais adiante . e que atinge a cêrc a
de Cr.S 50.000,00 e a proveniente da aquisição da
séde própria. Quanto a esta, os pagamentos vêm
sendo feitos com absoluta regularidade e a pres-
tação de amortização, paga com antecipação sôbr e
o prazo previsto. O débito da séde própria está
agora reduzido para Cr.S 312.500,00 .


Com o tradicional NATAL BANDElRANTE encerraram-~e
as ath ·irlades bandeimntes de 1952. A p e tizada div e 1·ti11-sc
a valet·, Pa1lai Noel distribuiu t·icos presente s e não fal·
taI·an1 111í1neros de ,núsica e de 1nágica, pro1lorcionado~
pelos filhinhos do consócio Arnaldo l\leirelles.
F lagran1es colhidos durante excursões do F. (', l'. Bandeirante.

Podemos pois dizer que , dentro do or- Excusamo-n ::is àe enumerar as várias
çamento atual, a situação financeira da at ividades desenvoividas durante êste pe-
sociedade é equilibrada. Não deve ser ríodo social, pois o Boletim e as circulares
descurada, entretanto , e medidas deverão mensais delas têm dado notícias pormeno-
ser tomadas para evitar qualquer surprê- rizadas. Cab e, entretanto, salientar os
sa de futuro pois, como dissemos, a recei- cursos de estúdio, realizados com tôda re-
ta atual é inteiramente absorvida, não gularidade e com grande aproveitamento;
permitindo saldos nem a execução de no- os cursos d e labora tório, êste já sofrendo
vos serviços. as restrições impostas pela pequena ca-
Não obstante as dificuldades acima pacidade do nosso laboratório. Cumpre
enunciadas num rápido apanhado geral também assinalar os seminários e pales-
e que dizem respeito mais á parte admi- tras realizad as, e de forma especial, o cur-
nistrativa propriamente dita, muita cousa so sôbre . a "Estrutura ínt ima da Ob ra de
foi realizada e com grande satisfação po- Arte" proporcionado graç3.s a boa vonta-
demos afirmar te.r-se verificado um subs- de e dedicação do Prof. Oscar Campiglia,
tancioso aproveitamento técnico e artísti- Chefe da Secção de Arte e Diretor do
co dos associados, como resultante da Se rviço de Documentação do Dept. de
intensa atividade clubística . Cuitura da Reitoria da Unive .rsidade de
Sem a preocupação precípu 3. de traba- S. Paulo , curso êste de grande valia e que
lhar visando a conquista de honorários ou permitiu, aos que o acompanharam, a
laureis individuais, mas orientados no melhor compreensão dos vários problemas
sentido de. obterem sólida cultura artística est éticos que se agitam no campo das ar-
e técnica, desenvolveu-se entre os asso- tes. Tal foi a repe .rcussão dêste curso, que
ciados o espírito de pesquisa, com ampla o Prof. Campiglia, hoje integrando o nosso
.liberdade de expansão dos próprios mo- quadro social, foi chamado a repeti-lo em
dos de sentir e. de vêr. Os resultados aí vários clubes do interior do Estado.
estão, e em consequência, a fotografia dos Devemos também men cio nar qu e além
bandeirantes passou a atrair a atenção dos de serem mantidas as atividades já exis-
meios culturais e artísticos de São Paulo , tentes, outras novas foram lançadas com
mesmo os não diretamente ligados á fo- grande proveito, como as exibições de fo-
tografia. Os críticos de arte . passaram a tografias e de diapositivos em côres, sem
encarar com maior seried 1.de o noss::i ::::.- a finalidade de julgamento ou crítica, e
Ião, sendo unânimes em considerar o F. os julgament os simulados, êste último
C. C. B. um fenômeno novo na vida clu- destinado a des envolver o espírito de aná-
bística fotográfica internacional, consti- lise e crítica dos associados, creando novos
tuindo, todo êle, um "grupo" avançado , julgadores para os nossos concursos inter-
liberto de preconc eitos e, procurando ex- nos, preocupação sempre pre .sente á Di-
primir-se em termos verd ade iramente retoria.
fotográficos. Fala-se mesmo em "escola E se bem não seja de nosso feitio alar-
paulista" com · características próprias e dear os êxitos do Clube, deixando que
peculiares. O prestígio intern acional do elementos estranhos á vida social lhes
Clube cresceu ainda mais , e disso nos dão dê em o devido valor, não podemos silen-
conta as várias publicações e comentários ciar sôbre alguns dêles, verdadeiramente
insertos em revistas estrangeiras das mais memoráveis. Assim o X .0 Salão Interna-
categorizadas, reproduzindo trabalhos de cional , em 1951 , ao qual foi dado carater
associados do Clube, como o "Correo Fo- comemorativo. Todos se recordam do que
tografico Sudame ,ricano" , "Photo-Monde" foi - 40 países representados, com 3.166
( ex- "Photo-France"), "Vita Fotografica", trabalhos inscritos, é algo que nos enche
etc .. de orgulho pelo que significa do aprêço e

- 22 -
consideração em que é tido o Clube e seu não resta dúvida, e os pedidos de números
certame máximo. O êxito artístico não extraviados bem indica o quanto êle inte-
ficou atrás, assinalando uma das mais no- ressa ao quadro social. Não obstante, o
táveis exposições já realizadas entre nós, apôio que temos recebido neste setor é
e na qual brilhou sobremaneira a fotogra- bem pequeno. Muitos e muitos sócios são
fia bandeirante. Infelizmente, as meda- industriais, comerciantes, profissionais,
lhas comemorativas só nos foram entre- que em suas atividades dispõem de ver-
gues com quase um ano de atrazo, e estão bas ,por vezes largas ,para publicidade.
agora sendo distribuídas. Perguntamos: não poderiam destinar uma
Ainda no campo internacional, devemos pequenina parcela para o nosso Boletim?
salientar o re.sultado brilhante conseguido Apenas uns poucos, bem poucos, têm cor-
pelo Clube no recente concurso "Alejandro respondido ao nosso apêlo. Assim tam-
C. Del Conte" realizado em Buenos Aires, bém no que toca á colaboração escrita, em
cultuando a memória do eminente crítico e. artigos, observações práticas, etc.. Muito
autor, fundador do "Correo Fotografico poucos são os que contribuem com a sua
Sudamericano", cujo falecimento consti- parcela levando aos demais os seus conhe-
tuiu uma das mais sensíveis perdas da cimentos em foto-cinematografia. Reno-
fotografia sul-americana. Era Del Conte vamos, pois, aqui o nosso apêlo ao quadro
grande amigo do nosso Clube e timbramos social, para um apôio mais efetivo á nossa
em comparecer áquele importante certa- publicação. Só assim poderemos fazer
me com uma representação condigna e com que o Boletim possa suprir a si pró-
que expressasse a verdadeira fôrça da prio, sem recorrer á caixa geral do clube,
nossa agremiação. O resultado ultrapas- como seria ideal. Êle custava mensalmen-
sou, porém, ás melhores expectativas, te. aos cofres sociais - sem contar os
conquistando o Clube o "Trofeo Alejandro anuncias - cêrca de Cr.$ 4.000,00 mensais
C. Del Conte" e mais nada menos que 10 e nos últimos números conseguimos re-
prêmios dentre os 13 distribuídos aos duzir essa cifra para cêrca de Cr.S 2.500,00.
concorrentes estrangeiros, além do prêmio Não é muito, como se vê; mas com o orça-
<le conjunto individual. mento atual já sobrecarregado, é bastan-
Vários outros êxitos, quer coletivos, te. Como dissemos de início, tem o Clube
quer individuais, foram conquistados pe- a pagar, da impre.ssão do Boletim, exata-
los nossos associados e que . bem atestam mente Cr.$ 50.090,00. Tem entretanto a
o quanto progrediram. receber anuncias no total de Cr.$17.690,00,
o que reduz o débito do Boletim para
Devemos agora abrir um capítulo ao Cr .$ 32.400,00, importância perfeitamente
nosso Boletim, pois hoje êle representa salvável com apenas mais um pequeno
um setor importante das nossas atividades. esfôrço, de maneira a tornar o orçamento
Dificuldades enormes temos enfrentado do Boletim perfeitamente equilibrado.
para manter a sua publicação em nível Talvez o nosso quadro social, que nunca
satisfatório e com regularidade; falta de tem faltado com o seu apôio e incentivo
papel, atrazos na sua confecção, etc .. Mas a tôdas as boas iniciativas, não tenha ain-
<levemos igualmente . dizer que grande da prestado maior atenção a êste setor das
parte dessas dificuldades se originam do nossas atividades. Esperamos que o faça
pouco apôio que o quadro social lhe tem agora, colaborando mais de perto com a
dado, quer materialmente, quer no que próxima Diretoria, afim de tornar o Bo-
diz respeito á colaboração escrita . letim uma das melhore.s publicações no
Revista especializada e por isso mesmo gênero, pois é inegável a sua valia, não
d e circulação restrita entre os estudiosos só para o Clube, que nele têm o seu me-
da fotografia, não atrae muito interêsse lhor veículo de propaganda, como para os
por parte das emprêsas de publicidade. E próprios associados que, através dêle, po-
.sem publicidade não é possível manter dem aprofundar os seus conhe ,cimentos e
uma revista, sabido como é o elevado acompanhar o movimento artístico-foto-
custo não só do papel, como principalmen- gráfico mundial.
te da clicheria e da mão de obra . Cremos
.não pronunciar nenhuma heresia dizendo Chegamos assim ao fim do nosso rela-
ser hoje o Boletim uma revista digna tório, no qual procuramos dar aos asso-
dêste nome e do Bandeirante. Haja visto ciados o conhecimento suscinto mas exato
o honroso prêmio que pela segunda vez das necessidades do nosso Clube.
obtivemos no concurso instituido pela Os quadros anexos darão, em números,
Photographic Society of America sôbre o retrato das atividades e, realizações de-
publicações editadas pelos foto-clubes em senvolvidas durante o exercício óra findo,
todo o mundo. De nossa parte, temos pro- nos vários setores do Clube. Êles são
curado melhorar a sua feitura gráfica e a bastante expressivos e demonstram quão
matéria publicada. Que êle é procurado, intensas foram essas atividade.s.

- 23 -
A situação geral do Clube é das me- PARECER DO CONSELHO
lhores . O seu prestígio e renome aumen- DELIBERATIVO
taram sobr emaneira nos últimos anos .
Temo s a certeza de que os presados con- O Conselho Deliberativo reunido ex-
sócios, com o amor e dedicação que lhes traordinàriamente, por convocação da Di-
é peculiar, o tornarão ainda maior, ainda retoria, aos 29 de Dezembro de 1952, às
mais presti giado , ainda mais admirado . 21 horas, a fim de tomar conhecimento,
Finalizando, cumpre-nos agradecer par- discutir e votar o relatório e balanço bi-
ticularment e áqueles consócios que , como anual da Diretoria, depois de amplamente
Dir e.tores-Auxiliares mais de perto nos estudados e discutidos êstes documentos,
ajuda r am na difícil tarefa de levar a bom resolveu encaminhá-los a Assembléia Ge-
têrmo o mandato de que fomos investidos , ral, recomendando a sua aprovação.
bem como ao Conselho Deliberativo e a Resolveu igualmente conceder um voto
todo o quadro social pela confiança em de louvor á Diretoria pelos esforços dis-
nós depositada, sem a qual difícil teria pendidos e pelos grandes êxitos alcança-
sido atingirmos a consecução do s nossos •dos durante o exercício que acaba de
objetivos. findar.
São Paulo, 29 de dezembro de 1952. São Paulo, 29 de Dezembro de 1952.
A. Gomes de Oliveira - Pr esidente
Pela Diretoria Francisco B. M. Ferreira - Secretári o
Eduardo Salvatore - President e Plínio S. Mendes

ANEXO I - SECRETARIA

1.0 - Quadro Social 2.º - Correspondência

Existentes em 31-12-1950 .. 454 a ) correspond ênci a recebida :


Admissões : em 1951 .. . . ... 160 em 1951 . . ... .. .... . 994
em 1952 . . . .... 93 253 em 1952 ....... . . . .. 722 1716
Demissões : em 1951 .... . .. 18 b) corr espond ência expedida (x) :
em 1952 . .. . . .. 16 34
em 1951 .. ... ... . .. . 926
Exclusõa, : em 1951 . . .... . 13 em 1952 ... ... .. . .. . 576 1402
em 1952 .... . .. 44 57
c) circular es exp edidas:
Falecimentos: . . .... .. ..... 3 em 1951 . .. .... .. . .. 13
em 1952 ... .. . . . .. .. 14 27
94
Sócios existentes em 31-12-1952:
ativos ............ . 595 NOTA - Na correspondência expedid a
licenciados ..... .. . 18 613 nã o foram computados boletins pa r a con -
cursos, salões , convites, etc ..

ANEXO II - INTERCAMBIO - (A/C DA VICE-PRESID:tNCIA)

Trabalhos
Ano N. 0 de Salões ' Concorrentes
admitidos admitidos

1951 22 77 607
1952 42 85 769
1

NOTA: No computo de 1952, faltam ainda os resultados de 13 salões.

- 24 -
ANEXO III - DEPARTAMENTO FOTOGRAFICO

a ) Salão Internacional de S. Paulo

Concorrentes T r a b a I h o s
Ano 1 Países -
inscritos admitidos inscritos admitidos
-----
10.º - 1951 40 945 318 3.166 507
11.º - 1952 28 519 192 1.569 317

b) Concursos internos - 10 cada ano

·=·...
..~119:119:219:1 19:;
C a s s e s ~Concorrentes l____!rabalhos Inscritos
I

Seniors .. ... . I
Juniors ...................... 10 12 83 231
Novíssimos . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 81 47 609 257

Totais .. .. ..... . . . .. . 95 63 783 535


1

NOTA: Dos concursos de 1952 não consta o de dezembro , óra em realização.

c) Outras atividades
Palestras Seminários Exposições Individuais
3 17 5

---•---

ANEXO IV - DEPARTAMENTO CINEMATOGRÁFICO

a) projeções de filmes e diapositivos em côres . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . em 1951 4


em 1952 6 10

b) concursos de diapositivos em côres:

Ano Concorrentes ! Trabalhos Classificados


----
1951 - 5 17 107
1952 - 5 16 1
103

c) Concurso Cinematográfico Nacional:

1951: concorrentes - 16 filmes inscritos - 16


1952: em realização.

d) palestras: 3 e) seminários: 2

-25-
ANEXO V - DEPARTAMENTO SOCIAL

a) exc ur sões: em 1951 5


em 1952 4 9

b) reuni ões so ciais: em 1951 5


em 1952 4 9
e) 1.° Conc urso Estú dio
d) Cursos de es tú dio : 6 tu rmas.

ANEXO VI - TESOURARIA
B ALANC ETE GERAL DE JANEIRO DE 1951 A ABRIL DE 1952

RE CEI TA DESPEZA
Rend a Soci al A luguei s
Renda apura :la com mensalidades, Alugueis pagos durante a gestão 2.853,20
jóias, ca rteir as, anuidades etc ... 159,540,00 Ordenados
Rend as Div ersa s l clem, idem 39.9GO.OO
Renda apurada e/venda ele Comissões
cartolinas 3.050,00 Idem, idem .............. . 21.498,90
Idem e/venda ele Catálo- Se los do Correio e Desp.
Coli s Post
gos e inscrições do X Sa-
Gastos durante a gestão 21.464,40
lão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 .596,00 Ag ua, Luz e Telefone
Idem e/inscrição do con- Pago por consumo e uso 7 .875,70
curso de Cinema ..... . 750 ,00 Móvei s e Utensílios
Recebido de anuncias pu- Adquiridos durante a gestão ..... 9.398,30
blicados no Boletim . . . . 4.200 ,00 Despeza s Bancárias
Juros Bancários cred ita- Desp. debitadas em n /Co nta Corrente 55,00
dos em nossa Conta Cor- Despezas de Salão
Idem com o Sa lão . . . . . . . . . . . . . . . 27.502,80
rente . . . . . . . . . . . .. . . . . 553,80
Boletim
Produto líquido da troca
Pago div . contas do Boletim ..... 32.210,90 ·
ele projetores de "Slides" 1.500,00 30 .649,80 Convenção
Desp. específicas da convenção 7 .425,70
Donativos Des pezas Diversas
Donativos re cebidos ela
Despezas n /espec ificarlas 14.'563,50
Prefeitura Municipal de ~ ecretaria
São Paulo ............ 49.768,70 Impressos, te legramas e diversos 14 .494,20
Idem elo Sr. Gaspar Gas- D epartamento Fotográfico
parian . . . . . . . . . . . . . . . . 2.000,00 51. 768, 70 Desp . tidas c/o departamento .... 3.199,70
Depart. Cinematográfico
A DIA N TAM EN TOS pe lo te- Idem .........................•. 3.936,50
soureiro Sr. M. Mora les Fº. 5.521,00 Departamento Social
SA LDO AlVTE RIOR: Idem .......................... . 7.200,00
Em Caixa . . . . . . . . . . . 3.420,90 SALDO QUE PASSA:
Em depósito no Banco F.m Banco Central S. P. 44.442 ,90
Central de S. Paulo .. 7 .181,30 10 .602,20
258.081,70
258.081,70
a) E. Sah ·a t o r e · Pr es id en te a) :\lano e l l\foral es F•. - Tes our e iro

- 26 -
TESOURARIA - CAIXA PRó SÉDE PRóPRIA
BALANCETE GERAL DE JA NEIRO DE 1951 A ABRIL DE 1952
RECEITA DESPEZA
Taxa Extra Amortização
Renda apurada com a cobrança Pago amortização anual do imóvel
desta taxa 78.950,00 relativa a 1952 ....... . 02.500.00
Livro de Ouro Juros Pa ssivo s
Contribuições recebidas ......... . 64.600,00
Juros pagos e relativos à n / dívida
Juro s Ativos do imóvel ........... . .... .. .. . 47.042 ,00
Creditados em n / Conta Corrente 422,50
ADLAN'J'A)1 EN 'l'OS pelo tesoureiro Impo stos
Si·. M. :Vlorales Fº . . . . ... . 1.396,30 Pagos durante a ge tão 9.420,80
SALDO ANTERIOR: Comis sões
Em dep. Banco Vale do Paraíba 9 .550,80 Pago comissão de cobrança 11.557 ,30
Alugueis
Pagos durante o exercício 8.101 ,30
Seguro s
Pago prêmio de seguro e / fogo do
imóvel e conteudo ..... 1.550 ,00
SALDO QUE PASSA:
Em dep. no Banco do Vale do

----------
Paraíba 14.748 ,20

154.910,60 154 .91., 60

VISTO: E. SALVATO RE - Presidente a) i\l. ~IORA LES F. 0 - Tesoureiro

BALANCETE GERAL DE MAIO A DEZEMBRO DE 1952


RE C EITA D E S P E S A
SA LD O AN' rE RIOR ALUGUEIS para séde Rua S. Bento 7.192,00
Em depósito no Banco Vale do Paraíba 14 .748,20 ORDENADOS pagos ......... . ..... . 14.93~.oo
" " " " Central .... . . . 44.442,90 DESPESAS aniversário e Festa Natal 1.493,00
RE X DA S OCIAL COMISSõES pagas ........ . ....... . 4.760,00
Mensalidades, anuidades, joias e car- REGISTRO MARCA - pago por re-
teiras .. .................. ....... 35 .805,00 gistro marca Boletim ..... .. 530,00
Taxas extras recebidas ......... ... 16.630,00 FILME - pago por aluguel filme .. 275,00
RENDA S DIVER S AS I MPOSTOS - pgos. Territor ial e Pre-
L ivro de Ouro - Subscr ição Fotóptica 30.400,00 d ia l ................... ...... 7.563,20
Quota pró aquisição séde própria ... . 2.000,00 PREFEITURA - pago Taxa Serv.
Diversas taxas inscrição Salão .... . . 210,00 Aguas e Esgotos ........... . 1.248,00
Recebido do Boletim . . ........... . 10.010,00 SALÃO - pago por medalhas e prê-
Juros bancários creditados em n / conta 1.008,30 mios .................. .. . 8.835,00
Recebido por um anúncio ...... .... 400,00 LUZ - pago por diversas contas 2 .655,80
" " subscrição e rifa Natal 3.045,00 AGUA - " " " " 72,70
vendas envelopes p / neg. 70,00 TELEFONE - pago por div. contas 1.311,30
" cart. p/montagens 2.650,00 GRATIFICAÇÃO - pe la impressão ca-
div. assinaturas Armário 9.000 ,00 tálogo Sa lão . ........ .. .. . ... . .. . 1.750,00
MATERIAL FOTOGRAFlCO - pago
por diversas notas ........... .. . . 755,00
PROJETOR - pago por conta ... . 3.250,00
MóVEIS - pago pelo móvel Armário 10.300,00
MANUTENÇÃO SÉDE - pago por di-
versas notas .................... . 2.979,00
JUROS - pagos s / nosso débito prédio 20.832,40
IMPRESSOS - ' pago por diversas fa-
turas . . . . ..... . ... . .. . .. . ... . 38.972,90
SELOS E TELEGRAMAS .. . . . .. . .. . 7.491,00
BANCO - pago por despêsa cobrança
um cheque .............. ..... 12,60
SAL D O QUE PASSA PA RA O EXE R-
CICJO SEGU IN'l'"F]
No Banco Vale do Paraíba S/ A .... . 21.057,70
" ·• Central de S. Paulo ..... . 1.506,10
Dinheiro em caixa .......... . ..... . 10.642,70

170.419,40 170.419,40
São Pau lo, 31 de Dezembro ele 1952
E duardo Sa l va to re - Presidente .'\n ge lo F ra nc isco N uti - Tesoureiro

- 27 -
O BANDEIRANTE NO EXTERIOR
XI Salão do Uruguay - 1952 "Se is ela manhã'' e "lniciação" de J. Lecocq;
"Casa ve lha s" e "Jarra e copo" de G. Lorca;
Mais um express ivo êxito vem ele co lh êr a "Campo santo" e "Tio Gregorio" de A. M. Flo-
representação bandeirante ao certame promo- rence; "Rústi co" de E. Machado; "Retrato " e
vido pelo prestigioso Fo to Cl ub U 1·ng 11a~·o, que ·'Estudo a Rembrant " de A. l\Ianarini; "A beira
teve \ugar em outubro ú ltimo em Montevicléo, do rio 11
e "Ve lhos sino s" de M. Morales F 0 . ;
e ao qual compa r eceram afic ionados ele 26 paí- "R ug as" e "Sing rando " de L . E . Mungioli; "D ei-
ses , com um total de 384 obras admitidas. Com- xando sombras " de M. Otsuka; " uvens de ve-
pareceu o F. C. C. Bandeirante com 64 trabalhos , rão" ele F. Palmerio; "Cargo" e "Se1npre urna
elos quais foram aceitos 51 , a sabe r: esperança" de C. Pugliese; "lVlanhã bru1nosa",
"Fuga" ele F. Albuquerque; "Azas " ele C. Car- "Leitor noturno", "O n1alandro 11 e "Presag io s"
doso; "Marginal" de G . Barros; "Leletinha " e de E. Salvatore; "3.ª Classe" ele A . S. Victor;
"Fuga" ele A. M. Castro Fº .; "Fundição" ele T. "Ba s-Fo ncl" e "Vertigem" de A. Souza Lima;
J . Farkas; "A marca ele tempo" ele I. F, Silva; ·'Cabeluda" e "Tormenta" de N. S. Rodrigues;
"Brumas" e "Dinamis1no" de f. Fiori; "Sinuo- "Ao cair da tarde " e "Co1nposição" de S. Treve-
sa" e "Fuga" de R. Francesconi; "Per s pectiva li!l ; "Ba rcos" e "Ca ladiuns" ele L. Vaccari: e
em diagonal " ele G. Gasparian; "Linhas em fuga" ''Em guarda" ele J . V. E. Yalenti.
ele M . Giró; "Ascenção" e "Manhã no Tieté" ele O catálogo, magnificamente impresso, repro-
K. Kawahara; "Duas sombras" e "Estudo ele c:uz trabalhos de G. Gasparian e E. Salvatore ,
decoração" de N. Kojranski; Frisson
11
de M.
11
além elos outros a utor es brasilf'iros , F. Aszmann
Laert Dias; "Varal" e "Zilua " ele C. F. Latorre; e Pedro Calheiros.

----·----
INDICADOR PROFISSIONAL F. e. e. B.
ARQUITETURA MEDICINA
DR. GUILHERl\IE MALFATTI DR. ARMANDO NASCIMENTO JR.
(Molestias de Senhoras)
Rua l\larconi 53, 9. 0 anel. s / 904 - fone: 34-2976 Av. Brigadeiro Luiz Antonio 123,;
fones: 35-1899 e 32-2902
DIREITO DR. FREDERICO SOARES DE CAMARGO
(Doenças do coração)
EDUARDO SALVATORE Rua José Bonifácio 250, 12. 0 anel. - fo>1e: 33-5424
(advocacia civil e comercial) DR. PAULO MI ERVINI
(Molestias do pulmão - Raio X)
Praça ele Sé 313 - 2.0 anel. s / 19 - fone:33-5-104
Rua 7 ele Abril 176, 7. 0 anel. - fone: 34-9614
JOAQUIM DA STLVA MENDES
ODONTOLOGIA
(Advocacia Trabalhista)
DR. CARLOS LIGER
Rua São Bento 181, 3 .0 anel. - fone: 32-0012 (Cirurgião-Dentista)
Dentaduras Anatômicas, Pontes l\Iovei , Coroas
FOTOGR AF IA ele porcelana Jacket - Raios X.
Rua. B . ele ltapetininga 50, 2.0 anel., s / 201 / 208
Fone: 34-2655
FRANCISCO ALBUQUERQUE
(Retratos , fotografia industrial, etc.) SEGURO S
Av. Rebouças, 1700 - fone: 8-7650 ALDO A. DE SOUZA LIMA
(Seguros Gerais)
IMOBILI ARIA Rua Boa Vista 236, 3 .0 anelar
Fones: 32-7580 e 33-3228
DR. ALFIO TROVATO
Rua Quintino Bocaiuva 231, 5.º anel., s/34 J. J. ROOS
(Transações Imobiliárias em geral) (Seguros Ramos Elementares)
Rua Boa Vista, 245 - 5. 0 anelar - S. Paulo
Fone 32-3161 (Rêde Interna)
ACESSóRlOS em geral para fotografia pelos
melhores preços. Esmaltacleiras 50x60, tipo pla- VARIOS
na, tôda de ferro "Fonta1nac", esmaltadeiras
rfgiclo , etc .. Não aceite imit ações. FONTAMAC, TUFY KANJI
30x40, 45x60, curvas, refletores, roletes, placas (Camisaria Kanji - camisas sob medida - Artigos
cromadas, marfinites, intermediários para filme finos para cava lheiro s).
Rua Francisca Miquelina, 190 - Fone: 33-5628. Rua 7 de Abril 415 - fone: 34-8203

- 28-
FOTO-CINE CLUBE BANDEIRANTE
lll::CLARADO DE UTILIDADE PúB LICA PELA LEI N.v 839 DE 14-11-1950

ALGUMAS DAS VANTAGENS QUE OFERECE:

Orientação artísaca e t écnica me- DEPARTAMENTOS:


cliante pa lest r as, sem in ários, expo-
sições, demonstrações e conv1v 10 Fotográfico
com os mais destacados artistas- Cin e 111atográfico
fotógrafos.
Secção Feminina .

*
Laborntório e Stuclio para apren<.li-
zng-cm e aperfeiçoamento.
*
Cr.
Joia de admissão ....... 200,00
Sala rlc leitur a e bibliotéca espe- Mensalidade . . . . . . . ... . . . 40 ,00
l'i:d iz:ida.
Taxa extra mensal pró-sécle
própria ............ .. . 10,00
* Anuidade (receb ida sbmen-
Excursões e concu r sos mens ais
a março ele cada ano . . 600 ,00
entre os sócios.
te nos meses ele janeiro

*
Participação no s sa!ões e concur-
sos nacionais e estrangeiros.
*
Os sócios elo interior e outros E~-
tados e da Secção Feminina gosam
Intercâmbio
*
constante com as so-
do desconto de 50%.
cieda des co ngêneres de tod9 o
mundo.
*
SÉDE SOCIAL (Edifício Próprio) : RUA AVANHANDAVA N. 0 316
FONE: 32-0937 S. PAULO , BRASIL
No laboratório: radiografia fotomicrografia , espectrografia, mineralogia,
metalografia, oscilografia etc.

No escritório: cópia de documentos, desenhos etc. com o auxílio do


aparelho Dupl iphot , microfotografia de documentos etc.
E para tudo: