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FACULDADE DA POLÍCIA MILITAR - FAPOM

Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos


LEGISLAÇÃO
INSTITUCIONAL
MAJ PM CARLSBAD VON KNOBLAUCH
@ 2019. TODOS OS DIREITOS DE REPRODUÇÃO SÃO RESERVADOS
À POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA. SOMENTE SERÁ PERMITIDA
A REPRODUÇÃO PARCIAL DESTA PU- BLICAÇÃO, DESDE QUE
CITADA A FONTE.

Edição, Distribuição e Informações: Faculdade da Polícia Militar de Santa


Catarina - FAPOM Diretoria de Instrução e Ensino. Educação a Distância -
DIE/EAD Av. Me. Benvenuta, 265 - Trindade, Florianópolis - SC, 88036-
500 www.pm.sc.gov.br

FICHA TÉCNICA

POLÍCIA MILITAR DE SANTA CATARINA - PMSC COMANDANTE


GERAL - Coronel PM Carlos Alberto de Araújo Gomes Junior
SUBCOMANDANTE - Coronel PM Cláudio Roberto Koglin CHEFE DE
ESTADO MAIOR - Coronel PM Carlos Alberto Fritz Bueno

FACULDADE DA POLÍCIA MILITAR - FAPOM DIRETORIA DE


INSTRUÇÃO E ENSINO - DIE DIRETORA GERAL - Coronel PM Claudete
Lehmkuhl CHEFE DIVISÃO DE ENSINO - Major PM Jorge Hebert Echude
Silva Filho

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - EAD CHEFIA - Tenente-Coronel PM Fred


Hilton Gonçalves da Silva SECRETÁRIA EAD - 3o Sargento PM (CTISP)
Luciana Constância de Sousa SECRETÁRIA ADMINISTRATIVA - 2o
Sargento PM Lucélia Eler PEDAGOGA - Graziela Gomes Stein
DESIGNER EDUCACIONAL - Grayce Lemos DESIGNER GRÁFICO -
Mayara Atherino Macedo

EQUIPE DE ELABORAÇÃO ESCRITO POR - Major PM Carlsbad Von


Knoblauch PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO - Mayara Atherino
Macedo DESIGN EDUCACIONAL - Grayce Lemos COLABORAÇÃO -
Secretária administrativa 2o Sargento PM Lucélia Eler

Sumário
decreto-lei 667/69

13 CONSTITUIÇÃO
6 INTRODUÇÃO ESTADUAL

7 CONSTITUIÇÃO 15 Breve análise e


FEDERAL discussão sobre a CESC/89

8 Análises e discussões 18 INGRESSO


sobre a CRFB/88

23 Tatuagem
12 Ponto de vista sobre o
24 Índice de vagas para o 29 Não imposição de
sexo feminino TAF, altura mínima e idade
para o QOS
25 Quadros de efetivo
30 QUADRO DE
EFETIVO
27 Limites de idade,
restrições não impostas a
alguns quadros 38 EFETIVO DE
PRAÇAS
28 Sem limite de idade
para militares de todos os 39 Análise pessoal do
estados? quadro de efetivo de praças

Sumário
41 Estudo da carreira e
legislação de praças
40 Promoção de soldado
por bravura a soldado? 44 Soldado 3a classe NQ
a Soldado 1a classe
46 Acesso por 57 Regras de transição
antiguidade e por mérito previstas pela LC no 742 de
intelectual ao CFC 2019

48 Acesso por 60 Promoção por


antiguidade e por mérito antiguidade e por
intelectual ao CFS merecimento

50 Quadro especial e 62 Datas de promoções


novas possibilidades de
acesso ao CFC e CFS
67 INTRODUÇÃO
54 Sobre o atual acesso
ao CFC e CFS
68 NOVO SISTEMA
REMUNERATÓRIO
55 Novas regras de ADOTADO
antiguidade promovidas
pela LC no 742 de 2019

Sumário
BÁSICOS

87 Análise da legislação
pertinente a inatividade,
“previdência”
68 Adicionais que ainda
são pagos
91 Regramentos
primários do estatuto
70 Adicionais que não
são mais pagos
92 CONSELHO DE
DISCIPLINA E CONSELHO
71 Iresa DE JUSTIFICAÇÃO

73 Iresa – é indenização? 94 AUTORIDADES


Incide imposto de renda, ou COMPETENTES PARA
não? APLICAR O RDPMSC

76 Escalas e banco de 96 CUMPRIMENTO DA


horas PUNIÇÃO DE PRISÃO /
DETENÇÃO
81 IRDR DECIDIDO
PELO TJSC, REFERENTE 97 FINALIZANDO
A LICENÇA ESPECIAL
98 REFERÊNCIAS
86 APONTAMENTOS
Major Carlsbad Von Multimissão - COTAM -
Knoblauch Chefe do EM do Academia de Polícia Civil SC,
CAEPM ACADEPOL SC;
Capacitação Operador Tático

Minicurrículo do Professor

Graduação Segurança Pública - PMSC/UNIVALI; Direito - UNIVALI.

Especialização Direito Penal e Processo Penal - Escola do Ministério Público de


Administração da Segurança Pública - ESAG/UDESC e PMSC.

Cursos de Formação XV Congresso Nacional das Justiças Militares Estaduais -


Associação dos Magistrados das Justiças Militares, AMAJME;

Perícias Oficiais - MPSC;

Capacitação para Educação a Distância - UFSC;

Aspectos Jurídicos da Abordagem Policial - Ministério da Justiça;

Técnicas de Ensino - UFSC;

IX Congresso Sul Brasileiro De Direito Constitucional - VOXLEGEM;

Leitura e produção de textos - UNIVALI;

Seminário sobre Direitos Humanos e Tortura, MPSC.


CAPÍTULO 1
OS MILITARES ESTADUAIS (
FRENTE A CONSTITUIÇÃO
LEGISLAÇÃO
Introdução
Neste primeiro capítulo vamos contex-
Fique atento pois inseri comentários tualizar a Polícia Militar e os Militare
sobre discussões atuais da previdência, Estaduais, mais especificament
e até mesmo alterações legislativas PMSC e Militares de SC, frente a
recentes, estes assuntos, portanto, te- Constituição Federal, e seu texto
rão maior relevância. Legislação Federal básica e Constitui- ção do Esta
Santa Catarina e já adentrar em alguns pontos importantes na análise d
referidas normas.
Legislação Institucional | Capítulo 1 | 8

Constituição Federal
É
preciso ler alguns pontos destacados integral- mente da Constituição
para depois pas- sarmos às suas análises:Art. 22. Compete privativamente
União legislar sobre: [...]
XXI - normas gerais de organização, efe- tivos, material bélico, garantias, conv
e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares; [...]
DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓ
Art. 42 Os membros das Polícias Mili- tares e Corpos de Bombeiros Militares,
instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos
do Distrito Federal e dos Territórios.
§ 1o Aplicam-se aos militares dos Esta- dos, do Distrito Federal e dos Território
do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8o; do art. 40, § 9o;
142, §§ 2o e 3o, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do
§ 3o, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos
governadores.
§ 2o Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Ter-
aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal.
§ 3o Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territó
disposto no art. 37, inciso XVI, com pre- valência da atividade militar. (Inc
pela Emenda Constitucional no 101, de 2019)

[...]DAS FORÇAS ARMADAS


Art. 142. As Forças Armadas, constituí- das pela Marinha, pelo Exército e pela
Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas
na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da Repú
destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes cons- titucionais e, por
de qualquer destes, da lei e da ordem. [...]
X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a
estabilidade e outras condições de trans- ferência do militar para a inatividade,
direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações espec
militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas
cumpridas por força de compromissos internacionais e de guer- ra. [...] (grifo no
Legislação Institucional | Capítulo 1 | 9
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
CRFB/88

Impende ressaltar que a


Análises e redação do artigo 42, dos
discussões militares estaduais, remete
ao artigo 142, junto aos
sobre a militares da união, e isto
tem sua razão de ser. A Não há como, neste
compreensão de tal momento, designar ao leitor
passagem é de que apesar os resultados que virão. No
da constituição afirmar que momento a proposta que
cabe ao Estado por lei está tramitando parece
estadual específica dis- por respeitar a peculiaridade
sobre as matérias acima, há dos militares, deixando a
de se respeitar garantias e ina- tividade tanto como de
normas gerais competência da união
estabelecidas a todos os (quanto a regras gerais),
militares. quanto dos Estados (regras
específicas).
Algumas dessas garantias e REFLITA
normas gerais estão sendo
“atacadas” nestes últimos Perceba que a Constituição
Federal reserva privativamente
anos, em especial neste
a União legislar sobre:
(2019), quanto a reforma da
previdência. Diversas I . normas gerais de
propostas tentaram, através organização;
do texto de proposta de II. efetivos;
Emenda Cons- titucional
III. material bélico;
que tramita, separar a
questão da inatividade dos IV. garantias;
militares estaduais para V. convocação e mobilização.
com os militares da união,
Em contrapartida, cabe ao
deixando-a unicamente por
Estado, por lei estadual
conta de lei estadual. específica, dispor sobre:

1. ingresso nas Forças


Armadas (leia-se Instituição 7. as prerrogativas;
militar estadual);
8. e outras situações especiais
2. os limites de idade; dos militares, consideradas as
peculiaridades de suas
3. a estabilidade e outras
atividades.
condições de transferência do
militar para a inatividade;

4. os direitos;

5. os deveres; Legislação Institucional | Capítulo 1 | 10

6. a remuneração;

SAIBA MAIS

Até o presente momento (30.08.19) a PEC no 6 de 2019 que


alterar todo regime previdenciário, está manten- do as institui
militares estaduais, tendo a inatividade definida pela União, e
regras gerais, e regras específicas por conta dos Estados. O
deixaria uma competência concorrente. Entretanto a PEC não
apresenta detalhes do que viriam a ser regras gerais e espec
Impen- de ressaltar, também, mais há mais de 290 emendas
sendo debatidas, o que torna seu resultado, ainda, imprevisív
contínuo, se assim aprovada, far-se-á necessária Lei Comple
ou Ordinária (Atualmente tramita o Projeto de Lei 1.645/2019
conforme notícia do Senado). No texto da lei, dentre as altera
ainda em debate, verifica-se o aumento de no mínimo 30 par
anos de efetivo serviço para os militares e majoração da alíqu
contribuição de 7,5% para 10,5% escalonada em três anos. C
lembrar, que aqui em Santa Cata- rina, a contribuição dos mi
estaduais, já é de 14%, percentual aplicado desde janeiro de
por força da Lei Complementar no 662, de 11 de dezembro d
CONSTITUIÇÃO FEDERAL | ANÁLISES E DISCUSSÕES SOBRE A CRFB/88
37, inciso XVI, com
prevalência da ati- vidade
militar”. O que significa
isso?

Quero destacar ainda a Vejamos o artigo 37, inciso


recém aprovada Emenda XVI da CRFB/88:
Constitucional no 101 de 3
de julho de 2019, que
acresceu um “direito” XVI - é vedada a acumulação
somente aos militares remunerada de cargos
públicos, exceto, quando
estaduais através do §3o do
houver compatibilidade de
artigo 42: “Aplica-se aos
horários, observado em
militares dos Estados, do qualquer caso o disposto no
Distrito Federal e dos inciso XI:
Territórios o disposto no art.
a) a de dois cargos de militares estaduais, não tendo
professor; sido extensiva aos militares das
forças armadas. Sob essa
b) a de um cargo de professor análise, a EC no 101, acresceu
com outro um direito civil aos militares
técnico ou científico; estaduais, diferenciando ainda
mais nossa legislação da
c) a de dois cargos ou legislação dos militares das
empregos privativos forças armadas, cabendo aqui
de profissionais de saúde, com uma reflexão por parte de cada
profissões regulamentadas. leitor.
REFLITA

Aqui, estamos diante de um


Direito, praticamente uma
garantia que nos foi concedida,
permitindo ao militar estadual
participar da sociedade
formadora de bases, através de
escolas e universidades
públicas, civis e militares, sem
ter que, para isso, abrir mão da
carreira militar. Entretanto,
Legislação Institucional | Capítulo 1 | 12
convém observar que a EC
aplica-se tão somente aos
CONSTITUIÇÃO FEDERAL | ANÁLISES E DISCUSSÕES SOBRE A CRFB/88

A compreensão que foi dada a tal emenda, até pelas discussões e conte
aprovação é de que ao militar estadual, agora, é lícito e regular, poder a
cargo público, desde que de professor, havendo compatibilidade de hor
acumular tais vencimentos com o de militar estadual, respeitado em tod
casos o teto constitucional remuneratório. Até então a ma- téria era cont
e os últimos julgados do TJSC vinham negando ao militar estadual a po
sibilidade de acumular os cargos, o que agora passa a poder com o adv
desta emenda.

Como ficaria um material demasiadamente longo, sugiro a leitura compl


Decreto-Lei no 667/69, esse decreto-lei, recepcionado com força de lei,
termos da Constituição Federal, é o que mais se aproxima de uma legis
bre os 5 pontos enumerados no artigo 22, inciso XXI da CF.

Procure pelos cinco pontos que essa legisla- ção deveria tratar, depois,
leitura deste material.

[...]

Bem, considero então que já foi lida a legislação (Decreto-Lei 667/69),


procurando pelos cinco pontos que ela deveria tratar.

Legislação Institucional | Capítulo 1 | 13

667/69
Ponto de vista
sobre o No meu ponto de vista a
legislação traz, embora de
decreto-lei
modo precário: a legis- lação federal não
somente traz ne- nhuma
garantia, como traz diversas
restrições questionáveis (como
I NORMAS GERAIS DE a limitação de vencimentos,
ORGANI- direitos e
ZAÇÃO: Regras básicas CONSTITUIÇÃO FEDERAL
(gerais) de organização.

II EFETIVOS: Regras básicas


sobre
efetivo: neste ponto acredito
que o reservado a legislação
da união realmente sejam
regras básicas, regramentos
gerais somente, uma vez que
a definição do efetivo e
peculiaridades, não teriam
como ser tratadas numa
legislação federal, em vista as outros não além da dos
diferenças existentes entre as militares das Forças
diversas unidades da Armadas), dentre outras res-
federação. trições questionáveis (em
geral não recepcionados pela
III MATERIAL BÉLICO: Constituição Federal
Regramen- tos gerais sobre promulgada em 1988), uma
material bélico, muitas das vez que tais direitos e
quais, rigorosamente restrições, como visto assim
respeitadas. são matéria de lei estadual
específica. O único artigo que
IV GARANTIAS: Neste ponto, supostamente preconiza
“garan- tias” é o artigo 25, a própria Constituição, o que
alínea b, entre- tanto, todos os torna até mesmo estranha sua
direitos e garantias aplicação.
constitucionais citados já estão
expressamente previstos na V CONVOCAÇÃO E
própria CF como aplicáveis MOBILIZAÇÃO:
aos militares es- taduais e Regras básicas sobre
repetidos na Constituição do convocação e
Estado de Santa Catarina, mobilização.Legislação
sendo que ambas garantem
Institucional | Capítulo 1 | 14
muito mais que uma “lei”
infraconstitucional que remete

CONSTITUIÇÃO ESTADUAL

Mudando o foco para a Constituição do Estado de Santa Catarina, trago


alguns pontos principais da CESC, que acresce garantias e direitos bem
recentes e adaptados a real conjuntura catarinense:
estaduais os inte- grantes dos
quadros efetivos da Polícia
Art. 31. São militares Militar e do Corpo de
Bombeiros Militar, que terão nel, cujo soldo não poderá
as mesmas garantias, deveres ser inferior ao
e obrigações – estatuto, lei de correspondente dos
remu- neração, lei de servidores militares
promoção de oficiais e praças federais. [...]
e regulamento disciplinar
único. (Redação dada pela Art. 107. À Polícia Militar,
EC/33, de 2003). órgão per- manente, força
auxiliar, reserva do Exército,
§ 1o A investidura na carreira organizada com base na hie-
militar de- pende de aprovação rarquia e na disciplina,
previa em concurso público de subordinada ao Governador
provas ou de provas e títulos, do Estado, cabe, nos limites
respeitada a ordem de de sua competência, além de
classificação. ADI STF 317 (§ outras atribuições
1o do art. 31) Decisão Mono- estabelecidas em Lei:
crática Final prejudicada,
28.03.2005. § 2o O prazo de
validade do concurso público é
de até dois anos, restrito ao
previsto no estatuto da
Legislação Institucional | Capítulo 1 | 15
corporação.
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL
§ 3o As patentes, com
prerrogativas, direitos e
deveres a elas inerentes,
são asseguradas em toda
sua plenitude aos oficiais da I exercer a polícia ostensiva
ativa, reserva ou reforma- relaciona-
dos, sendo-lhes privativos da com: a) a preservação da
os títulos, uniformes ordem e da se-
militares e postos até coro- gurança pública; b) o
radiopatrulhamento terrestre, I é comandada por oficial da
aéreo, lacustre e fluvial; c) o ativa do
patrulhamento rodoviário; d) a último posto da corporação; e
guarda e a fiscalização das flo-
II disporá de quadro de
restas e dos mananciais; e) a
pessoal civil
guarda e a fiscalização do
para a execução de atividades
trânsi-
admi- nistrativas, auxiliares de
to urbano; f) a polícia judiciária
apoio e de manutenção.
militar, nos ter-
§ 2o Os cargos não previstos
mos de lei federal; g) a nos qua- dros de organização
proteção do meio ambiente; h) da corporação poderão ser
a garantia do exercício do exercidos pelo pessoal da
poder Polícia Militar, por nomeação
de polícia dos órgãos e do Gover- nador do Estado.
entidades públicas, (Redação do Art. 107 alterada
especialmente da área pela EC/33, de 2002).
fazendária, sanitária, de
proteção ambiental, de uso e
ocupação do solo e de
patrimônio cultural;

II cooperar com órgãos de


defesa civil; e

III atuar preventivamente como


força de dissuasão e
repressivamente como de
restauração da ordem pública.

§ 1o A Polícia Militar:
§ 3o O cargo de Oficial da
Polícia Militar, pertencente
ao Quadro de Oficiais
discussão
Policiais Militares (QOPM),
organizados em carreira que
sobre a
dependa de aprovação em CESC/89
concurso público e diploma
de Bacharel em Direito,
exerce função essencial à
justiça e à defesa da ordem
jurídica, vedada a Observe nos destaques em
vinculação a quaisquer negrito que, bem ao
espécies remuneratórias às contrário do que preconiza
demais carreiras jurídicas
o defasado Decreto-lei
do Estado.
667/69 e seu regulamento,
§ 4o Aos Oficiais da Polícia a CESC no artigo 31, §3o
Militar é assegurada garante que o soldo não
independência funcional poderá ser inferior ao
pela livre convicção nos correspondente dos
atos de polícia ostensiva e servidores militares federais
de preservação da ordem – em que pese esse
pública. dispositivo da CESC ser
igual- mente questionável.

Destaque-se ainda a
Legislação Institucional | Capítulo 1 | 16 exigência de bacharelado
CONSTITUIÇÃO ESTADUAL
em direito para o cargo de
Oficial da Polícia Mi- litar
pertencente ao QOPM
Breve análise e (Quadro de Oficiais Policiais
Militares – vulgarmente na Constitui- ção Federal e
chamado “com- batente”). Estadual, com missões amplas
Por lei estadual, ainda, nível e bem definidas, a Polícia
Militar não dispõe de uma lei de
superior para praças.
organização básica, de âmbito
Também muito diferente do nacio- nal, que verse de modo
que traz o Decreto-lei atualizado sobre: nor- mas
667/69 que prevê até gerais de organiza- ção;
mesmo a possibilidade de efetivos; material bélico;
“aproveitamento” de Oficiais garantias; con- vocação e
da Reserva (R2) das Forças mobilização. Todos esses,
temas de competência da
Armadas, e para praças o
União. Talvez agora, com a re-
“voluntariado”!
forma da previdência, venham
também regras gerais mais
Outro destaque é que é claras para os militares
assegurada a independên- estaduais, ainda que algumas,
cia funcional pela livre res- tritivas de direitos.
convicção nos atos de polí-
cia ostensiva e de
preservação da ordem
pública.
REFLITA

Finalizando, percebemos que


embora bem contex- tualizada Legislação Institucional | Capítulo 1 | 17

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
DICA

Caso fique com dú- vida para responder a alguma questão, vo


conteúdo do capítulo para revisar o assunto em questão
Recentemente ocorreu a aprovação da emenda constituci
101 de 2019. Que alteração esta emenda ocasionou?

Resposta do autor
CAPÍTULO 2
INGRESSO NA PMSC E
QUADROS PREVISTOS EM L
INGRESSO
O ingresso nas corporações militares
(Soldado de 3a Classe Não Qualificado estaduais, hoje, é regulado pe
– NQ). 587/2013 que definiu as seguintes re- gras básicas para o ingres
Para a carreira de Oficiais do QOPM o ingresso se dá através do
Desde sua aprovação, todas as
Formação de Oficiais, na situação de cias a condições de ingresso, req
praça especial, Cadete que, se formado, e outras peculiaridades (que e
é promovido a Aspirante-a-Oficial, há muito defasadas) do Estatuto, fora
passando por um estágio probatório revogadas expressamente, outras t
de aproximadamente 6 meses, quando tamente pelo advento da lei mai
então, se aprovado, alcançará o primei- específica.
ro posto do oficialato: 2o Tenente.
Existem basicamente dois modos de
Também existe o ingresso no QOS e se ingressar nas carreiras militares
QOCPl na condição de aspirante-a-ofi- Estado de Santa Catarina:
cial do curso de adaptação a Oficiais.
Para a carreira de Praças o ingresso
As exigências básicas estão definidas na se dá pelo Curso de Formação
lei citada, cuja leitura a seguir é extre- dados, na condição de Aluno-so
mamente necessária.
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 20
INGRESSO
Importante
Art. 2o São requisitos para o ingresso
VI ter a idade mínima de 18 (dezoito) nas carreiras das instituições militares:
anos completos até a data da
I ter nacionalidade brasileira;
inclusão;
II estar em dia com os deveres do
serviço militar obrigatório, no caso de candidatos do sexo masculino;
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 21 VII não ter completado a idade máxima
de 30 (trinta) anos até o último dia de inscrição no concurso público;
III apresentar declaração em que cons- te se sofreu ou não, no exercício de fun
pública, penalidades ad- ministrativas, conforme legislação aplicável;
(Inciso VII – ADIn 2013.045344-5 STJC julgada parcialmente procedente: “a f
tais restrições não se apliquem aos candidatos a ingresso nos Qua- dros de O
Saúde e de Oficiais Capelães”) IV possuir altura não
a) 1,60 (um metro e sessenta centí-
metros), para candidatas do sexo feminino; e
VIII não ter sido condenado por crime
doloso, com sentença condenatória transitada em julgado;
IX não exercer ou não ter exercido b) 1,65 (um metro e sessenta e cinco
atividades prejudiciais ou perigosas centímetros), para candidatos do
à segurança nacional; sexo masculino; e (NR)
X ser aprovado e classificado no exa- (Inciso IV – ADIn 2013.045344- 5 STJC j
parcialmente
me de avaliação de escolaridade, por meio de prova escrita; procedente: “a f

XI ser classificado por títulos, quando restrições não se apliquem aos


exigido no edital de concurso candidatos a ingresso nos Qua-
público; dros de Oficiais da Saúde e de Oficiais Capelães”)
XII ser aprovado em exame de capa-
cidade técnica, quando exigido no V possuir peso proporcional à altura,
edital de concurso público; conforme preconizado pela Organi- zação Mundial
(OMS) por meio do índice de massa corporal;
XIII ser considerado apto no exame de
saúde (médico e odontológico);
INGRESSO 2013.045344-5 STJC julgada
parcialmente procedente: “a
fim de que tais restrições não
se apliquem aos candidatos a
ingresso nos Qua- dros de
Oficiais da Saúde e de Oficiais
Capelães”)

XIV ser considerado apto no XVI ser considerado apto no


Questioná- rio de Investigação exame de
Social (QIS);
avaliação psicológica;
XV ser considerado apto no
XVII atestar, por exame
exame de
toxicológico de
avaliação física;
larga janela de detecção, que
não utiliza droga ilícita;

XVIII possuir Carteira Nacional


de Ha-
bilitação (CNH);
XIX comprovar, nos termos do
edital, o
nível de escolaridade exigido
pelo Quadro em que pretende
ingres- sar, mediante
apresentação de fotocópia
autenticada de certidão de
(Inciso XV – ADIn
conclusão ou de diploma do
curso superior comprovada por
correspondente, registrado no certidões das Justiças Comum
órgão competente; (estadual e federal), Militar
(esta- dual e federal) e
Eleitoral;

habilitação em especialidade XXII estar em dia com as


médica ou odontológica, obrigações
mediante apresentação de eleitorais, mediante
fotocópia auten- ticada de apresentação de certidão
certidão de conclusão ou de emitida pelo Tribunal Regional
diploma do curso correspon- Eleitoral (TRE);
dente, registrado no órgão
XXIII apresentar conceito
compe- tente, para ingresso
favorável de seu Comandante,
nos Quadros de Oficiais de
Chefe ou Dire- tor, quando o
Saúde (QOS);
candidato for militar estadual
XXI ter boa conduta ou federal;
Importante

XX comprovar, nos termos do edital,


Legislação Institucional | Capítulo 2 | 22
INGRESSO
Importante
XXIV comprovar inscrição no respec-
estaduais e matrícula nos cursos de tivo Conselho Regional, para
formação ou adaptação, além de outros ingresso nos Quadros de Oficiais
requisitos estabelecidos nesta Lei Com- de Saúde (QOS); e
plementar, são exigidos os seguintes
XXV não possuir tatuagem ou pintura
limites mínimos de escolaridade:
em extensas áreas do corpo ou em partes expostas ao público quando do
uniformes mili- tares de qualquer modalidade.
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 23 I para o Curso de Formação de Ofi-
ciais do Quadro de Oficiais Policiais Militares: Bacharelado em Direito;
(O texto do inciso XXV destacado em vermelho está com aplicação suspensa p
2013.069514-6 do TJSC, que ainda não transitou em julgado no STF).
II para o Curso de Formação de
Oficiais do Quadro de Oficiais Bom- beiros Militares: Bacharelado ou Licencia
em qualquer área de conhecimento; § 1o Para ingresso nos Quadros de O
Saúde (QOS) e d
III para o Curso de Adaptação de Ofi- Capelães, o candidato não poderá
ciais do Quadro de Oficiais de Saúde ter completado a idade máxima de
e de Oficiais Capelães: curso supe- 34 (trinta e quatro) anos até o último
rior de graduação na área específica dia de inscrição no concurso público.
à habilitação funcional reconhecido (ADIn 2013.045344-5 STJC julgada
pelo Ministério da Educação (MEC) procedente)
ou por órgão oficial com competên- cia delegada; e § 2o São vedadas t
pinturas ou marcas que representem sí
IV para o Curso de Formação de Solda- inscrições alusivas a ideologias contrá
dos da Polícia Militar e do Corpo de rias às instituições democráticas ou que
Bombeiros Militar: curso superior incitem à violência ou qualquer forma
de graduação em qualquer área de de preconceito ou discriminação.
conhecimento reconhecido pelo MEC ou por órgão oficial com com- Art.
inclusão nos q
petência delegada. [...] efetivo ativo das instituições militares

SAIBA MAIS

Tramitava na ALESC, tendo sido aprovado por comissõe


(tratam-se, por enquanto, de meros projetos de lei), propo
que visa a redução da altura mínima em 5 centímetros, es
projeto, entretanto, acaba de ser “vetado” na íntegra pelo
Governador (vide PLC 0011.0/2019), por vício de ori- gem
outras inconstitucionalidades. Outra proposta visa altera
idade de ingresso para até 35 anos incompletos, esta ain
tramitando (vide PLC 0001.8/2019).
INGRESSO de previsão legal, o edital
não pode estabelecer
restrição a pessoas com
tatuagem, salvo situações
Tatuagem excepcionais em razão de
conteúdo que viole
O texto destacado em “valores constitucionais”.
vermelho (inciso XXV do Vedações estas tais como
artigo 2o) está com as preconizadas no §2o
aplicação suspensa pela do artigo 2o da nossa LC
ADI 2013.069514-6 do no 587/2013, citada aci-
TJSC, que ainda não ma (esta parte vigente e
transitou em julgado no aceita pelo TJSC e STF).
STF. Entretanto,
recentemente, o STF no Decisão: O Tribunal, por
RECURSO maioria e nos termos do
EXTRAORDINÁRIO voto do Relator,
898.450 SÃO PAULO, apreciando o tema 838 da
decidiu com repercussão repercussão geral, deu
geral que, independente provimento ao recurso,
vencido o Ministro Marco praticamente pacificou o
Aurélio, fixada tese nos assunto, bastando as
condições estarem previstas
seguintes termos: "Editais em lei (é o caso de SC),
de concurso público não entretanto, as condições
podem estabelecer limitam-se a tatuagem ou
restrição a pessoas com marca não representar
tatuagem, salvo situações símbolo ou inscrições
alusivas a ideologias
excepcionais em razão de contrárias às instituições
conteúdo que viole democráticas ou que incitem
valores constitucionais". à violência ou qualquer forma
(Ausentes, justificadamente, os de preconceito ou
Ministros Cármen Lúcia, Teori discriminação, restando
Zavascki e, neste julgamento, o dúvida tão somente na
Ministro Gilmar Mendes. Falou definição objetiva do que
pelo recorrente o Dr. Vicente de vem a ser considerado assim,
Paulo Massaro. Presidiu o
e critérios de aferição,
julgamento o Ministro Ricardo
médicos e psicológicos.
Lewandowski. Plenário,
17.08.2016).
Importante
Com esta decisão o STF Legislação Institucional | Capítulo 2 | 25

INGRESSO

Índice de vagas para o sexo feminino


Art. 5o O edital de concurso público elaborado pela respectiva instituição milita
dentre as vagas No final de 2017, por advento da Lei Comple- mentar
ingresso de efetivo
autorizadas, a quantidade para ingresso por certame, garantindo percen
feminino foi alterado para “no mín
mo de 10% (dez por cento) dentre as vagas autorizadas”. Finalmente, uma
de vagas para o sexo femini- redação que não causa mais tantas dúvidas,
leitura do artigo 5o e 6o da LC 587/13, agora,
no. (Redação dada pela LC 704, de 2017).
a Lei determina um mínimo de 10% das vagas
Art. 6o O ingresso no estado autorizadas em cada concurso. O percentual
ser maior, mas nunca menor que 10%.
efetivo para o sexo femi- nino será, dentre as vagas autorizadas, no mínimo, de
Santa Catarina chegou a ser, durante os últi-
10% (dez por cento) para os Quadros de Oficiais e de mos anos o Estado co
índic
10% (dez por cento) para os tual de ingresso de mulheres em instituições
Quadros de Praças das res- militares do Brasil, corrigido agora, com esta a
para um índice que permite ser regu-
pectivas instituições milita- res. (NR) (Redação dada pela LC 704, de 20
conforme
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 26
INGRESSO

Quadros de efetivo

Sobre os Quadros existentes na PMSC, hoje, temos:

QOPM - Grifo nosso para destacar principais pontos da lei. Observe que
ingresso no Curso de Formação de Oficiais do Quadro de Oficiais P
Militares (QOPM) é exigido Bacharelado em Direito apenas.
QPPM - Para o ingresso no Curso de Formação de Soldados de amb
corporações militares, é exigido curso superior de graduação em qualqu
de co- nhecimento reconhecido pelo MEC.

QOS e QOCPl - Para ingresso no Curso de Adaptação de Oficiais do


de Saúde e de Oficiais Capelães, formação específica na área.

QOA - A lei 587/2013, nada versou sobre o Quadro de Oficiais Auxiliare


31 vagas ativas na LC 417/2008, permanecendo o previsto na LC no 82
ensino mé- dio, tão somente, entretanto devido a fortes discussões e
questionamentos sobre constitucionalidade e legali- dade do quadro, as
estão abertas, mas não ocorre seleção e curso para tal quadro desde a
de 90.

(QOBM – este do CBMSC e não da PMSC – Para in- gresso no Curso d


Formação de Oficiais do Quadro de Oficiais Bombeiros Militares é exigid
Bacharelado ou Licenciatura Plena em qualquer área do conhecimento)

Legislação Institucional | Capítulo 2 | 27


SAIBA MAIS

Note que o atual concurso ao CFSd (que está em andame


em 2019) preconizou no edital 20% do total de vagas, par
candidatas do sexo feminino, o que torna a “disputa” ma
equilibrada. Assim, há previsão de 800 vagas para candid
do sexo masculino e 200 vagas para candidatas do sexo
minino. (Vide Edital no 042/CGCP/2019 - Soldado)
INGRESSO
oficial pelo prazo mínimo de
Limites de 5 (cinco) anos.
idade, Importante
restrições não No tocante ao limite de idade:
“não ter completado a idade
impostas a máxima de 30 (trinta) anos até o
último dia de inscrição no
alguns quadros concurso público”, lembramos
que para praças militares
estaduais de SC não há limite
Art. 25. As praças militares de idade para tentarem
estaduais da ativa poderão ingressar no CFO, por já
estarem na instituição militar
prestar concurso público
conforme artigo 25 da LPP (Lei
para ingresso no Curso de Complementar no 318/06):
Formação de Oficiais das
corporações militares esta-
duais independentemente
de idade, de- vendo Legislação Institucional | Capítulo 2 | 29

permanecer na condição de
INGRESSO

Sem limite de idade para militares de tod


os estados?
Ainda não sabemos no que, esta decisão que foi em sede de Mandado
Segurança, irá se refletir no futuro (em um próximo
Importante
CFO), já que o TJSC debruçou-se no caso
Recente decisão do Mandado em concreto e não determinou outra inter- pre
da Lei para outros casos. Portanto,
de Segurança n. 4015948- 75.2017.8.24.0000, de Tribunal de Justiça Relator: uni
neste concurso, o TJSC enten- deu que a liberalidade de idade de
Desembargador Ricardo Roesler O Tribunal de Justiça de Santa Catarina determ
dar para todos os militares estad
especificamente no Concurso SC ou de outras unidades da Federação).
do CFO PMSC, fossem abertas as inscrições para Militares de
No momento o que temos é que o artigo
outros Estados da Federação (independente do limite 25,
da LC no
aplicável, a princípio, para militares de SC, mas que o TJS
de idade, em igualdade aos militares Estaduais (de SC) “Isso posto, sou pela con
decidir em caso único que de
da ordem para: a) determinar tender a militares de outros Estados.
às coatoras que retifiquem o edital, precisamente o item 20.5, permitindo que m
outros Estados da Federação (e Assista o vídeo do professor sobre
apenas esta categoria) possam inscrever-se no concurso regido pelo edi
91/CESIEP/2017.”
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 30
INGRESSO

Não imposição de TAF, altura mínima e id


para o QOS

Convém destacar ainda importante e questionável “alteração” recente d


587/2013, ocasio- nada por conta da ADIn 2013.045344-5 TJSC, que ju
procedente o pedido para declarar inconstitucionalidade do § 1o do
e declarar parcialmente a inconstitucionalidade dos incisos IV, VII e
art. 2o “a fim de que tais restrições não se apliquem aos candidato
ingresso nos Quadros de Oficiais da Saúde e de Oficiais Cape- lães
29/4/2015.

Em resumo: para os quadros de Oficiais da Saúde e Capelães, não pod


se impor limites de idade, altura e teste de aptidão física. Tal ADIn ques
desnecessidade desses requisitos para esses quadros.

REFLITA

A decisão da Justiça catarinense, coloca em dúvida a necessidade de médicos, d


capelães, militares, uma vez que os mesmos não irão mais ser sub- metidos ao
“padrão militar”, de porte físico e valências físicas exigidos para todos os mil
estaduais.

Legislação Institucional | Capítulo 2 | 31

QUADRO DE EFETIVO
Explicando os gráficos a seguir:
• Total de vagas ativadas: temos o
• Efetivo máximo previsto: temos o total de vagas que podem HOJE s
efetivo máximo possível após ativar preenchidas por promoção ou ingre
todas as vagas por decreto. so na carreira.
• Vagas preenchidas: temos o total de
• Vagas a serem ativadas: temos o
vagas preenchidas hoje (09.08.2019, total de vagas a serem ativadas
data de promoção – considerando-se conforme conveniência, necessida
as promoções ocorridas e passagens e interesse do Governo através de
para a inatividade nesta data). decreto.
* De acordo com o art. 5o, II, desta Lei Complementar ** Previsto por esta Lei Complementar.
*** Fonte: SIGRH com as Promoções de 09.08.2019)
Assista o vídeo do professor sobre o assunto
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 32 20.308
16.480
9.948
3.828
Total de vagas ativadas Total de vagas a serem
ativadas*
Total de efetivo máximo
Total de vagas previsto**
preenchidas***
QUADRO DE EFETIVO
Nos gráficos a seguir, temos o campo de identificação de postos e gradu
além dos diversos quadros.
32
QOPM
Total de vagas ativadas
Vagas a serem ativadas (de acordo com o art. 5o, II, desta Lei Complementar)
368 359
345
183 183

177
193
191
180 166 165
160
80
80

200
00
160
32
131
131
135
131 127 117
34
36
00
Cel PM Ten Cel PM Maj PM Cap PM 1o Ten PM 2o Ten PM Asp Of PM Cadete PM
Efetivo Máximo previsto (previsto por esta Lei Complementar)
Vagas Preenchidas (fonte: SIGRH com as Promoções de 09.08.2019)
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 33
QUADRO DE EFETIVO
1
QOPM
Total de vagas ativadas Vagas a serem ativadas* Efetivo Máximo previsto** Vagas Preenchidas***
Total de vagas ativadas
Vagas a serem ativadas (de acordo com o art. 5o, II, desta Lei Complementar)
15
15
11
11
11
9
9
5
1
1
1
0
7
000
7
00000000
5
4
4
4
1
Ten Cel Med Maj Med Cap Med 1o Ten Med 2o Ten Med Ten Cel Dent Maj Dent Cap Dent
Efetivo Máximo previsto (previsto por esta Lei Complementar)
Vagas Preenchidas (fonte: SIGRH com as Promoções de 09.08.2019)
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 34
4
QUADRO DE EFETIVO
1
QOCplPM
Total de vagas ativadas
Vagas a serem ativadas (de acordo com o art. 5o, II, desta Lei Complementar)
15
15
11
11
11
9
9
5
1
1
1
0
7
000
7
00000000
5
4
4
4
1
Ten Cel Med Maj Med Cap Med 1o Ten Med 2o Ten Med Ten Cel Dent Maj Dent Cap Dent
Efetivo Máximo previsto (previsto por esta Lei Complementar)
Vagas Preenchidas (fonte: SIGRH com as Promoções de 09.08.2019)
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 35
4
QUADRO DE EFETIVO
QOAPM QOEspPM
31
31

Não há vagas a serem ativadas, efetivo máximo ou vagas preenchidas p


graduações: Cap Mus., 1o Ten Mus. e 2o Ten Mus.
0
0
2o Ten QOA
QPPM + QEPPM
200
429 560 700 700

Total de vagas ativadas


*O gráfico representa fielmente as vagas já ativadas por decretos
Vagas a serem ativadas (de acordo com o art. 5o, II, desta Lei Complementar)
e não o quadro original da LC no 417/2008, excetuadas as vagas de Cb QPPM, Sd QPPM, 3o Sgt
QEPPM, estas estão em constante alteração, pois hoje a LC no 623/2013 que alterou Efetivo Má
(previs
a Lei no 6.153, de 21 de setembro de 1982 (do quadro especial de complementar)
praças), permite promoções automáticas independentemente
Vagas Preenchidas (fonte: SIGRH com as
das vagas no quadro especial, levando consigo a vaga.
Promoções de 09.08.2019)
11.303*

200 129
2.089* 2.293 2.293
1824
1.833
1.906
2194 2194 2137
919

0
200
120 549
359
481 949 469
949
1128
778
0000
Sub Ten PM 1o Sgt PM 2o Sgt PM 3o Sgt PM 3o Sgt PM QE Cb PM Cb PM QE Sd PM Sd PM
1a Classe
Sd PM 2a Classe
Sd PM 3a Classe
Sd PM 3a Classe NQ
Legislação Institucional | Capítulo 2 | 36

SAIBA MAIS
CURIOSIDADES SOBRE A LC No 417/08
• QOA: A LC manteve 31 vagas ativas de Oficial QOA, inclus
ativadas (prontas para serem preenchi- das, 31 porque, na ép
ainda estava na ativa um 2o Tenente QOA, em Itajaí, deste m
ficaram 30 vagas mais a que estava preenchida: 31.
• QE: O quadro especial originalmente tinha delimi- tação de
pela LC, mas com a aprovação da LC no 623/13 esse quadro
passou a ser “flutuante”, os promovidos “levam” consigo a va
3o Sargento do Quadro Especial.
• QOS: O quadro de Oficiais de Saúde original continha pouc
“antigos” vagas e de o oficiais lançamento SAIBA subalter
MAIS
de edital mas para com preenchi- a saída
mento de vagas por oficiais mais modernos o quadro Texto t
1 coluna
ser alterado.
• Oficial veterinário e Quadro de Oficiais Músicos: O 2o T
Veterinário e o Quadro de Oficiais Músicos foram mantidos n
da LC no 417/08, embora a lei não trate mais sobre eles e ne
definição de qualquer vaga para estes quadros.

DICA

Caso fique com dú- vida para responder a alguma questão, v


conteúdo do capítulo para revisar o assunto em questão
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Fale sobre o quadro de efetivo, total de vagas previstas,
ativadas e preenchidas:

Resposta do autor
CAPÍTULO 3

CARREIRA DE PRAÇA
DA PMSC
EFETIVO DE PRAÇAS
Primeiro sugiro analisar cada ponto do gráfico abaixo e tirar suas
conclusões, depois passarei a fazer meus apontamentos pessoais.
QPPM + QEPPM (total)
20.308
Total de vagas ativadas
16.480
Vagas a serem ativadas (de acordo com o art. 5o, II, desta Lei Complementar)
Efetivo Máximo previsto (previsto por esta 9.948
Lei complementar)
Vagas Preenchidas (fonte: SIGRH com as
3.828
Promoções de 09.08.2019)
QPPM + QEPPM
1o SGT PM 2o SGT PM 3o SGT PM4o SGT PM - QE CB PM CB PM - QE SD M PM SD PM SD PM
SD PM SD PM
SD PM SD PM
SD PM
SD PM 1aCLASSE
2aCLASSE
3aCLASSE
3aCLASSE NQ
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 40
EFETIVO DE PRAÇAS
Análise pessoal do quadro de efetivo de
praças
de que o leitor deve se
O número de Subtenentes lembrar que somente de
quase nunca está 2013 para cá, passamos a
totalmente preenchido, isto ter cursos regulares de
ocorre porque, como é a formação de sargentos em
última graduação da número de no mínimo 180
carreira de praças, à vagas anuais. Até então, os
medida que completam o cursos eram irregulares e
tempo para inatividade, com núme- ro de vagas em
saem, fazendo com que geral menores, com raras
esta graduação quase exceções, já se percebe
sempre tenha vagas, logo agora que o qua- dro de 2o
em seguida as datas de Sargentos está ficando
promoção (no caso está pleno, assim como o de 3o
com 200 pois preenchi Sargentos QPPM.
hipotetica- mente na data
da promoção ocorrida em O número de 3o Sargentos
09.08.2019, embora na excede em muito as vagas
mesma data, diversos já previstas para esta gra-
ingressam na inatividade). duação, isto se deve porque
ali temos os 3o Sargentos
O número de 1o Sargentos do QPPM, que podem
é considera- velmente seguir carreira (porque
baixo, sobrando muitas fizeram ou farão – no caso
vagas, isso se deve ao fato de bravura – o CFS) e os
3o Sargentos sem CFS, Classes que em termos de
que ficarão estagna- dos organização de carreira
(maioria), em número muito estadual, são remuneradas
maior. Situação similar diferentemente, o que para
ocorre na graduação de o meio civil, talvez explique
Cabo. a confusão com postos e
graduações (já que são
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 41 comumente chamados de
EFETIVO DE PRAÇAS “cargos”). No meio militar,
entretan- to, é sabido que a
graduação é Soldado,
Promoção de sendo as classes apenas
subdivisões para níveis
soldado por remunera- tórios com
bravura a ascensão automática pelo
decurso de tempo e
soldado? cumprimento de alguns
requisitos (como o bom
comportamento).
Na graduação de soldado,
REFLITA
temos a divisão em classes,
mas perceba que a lei Pelas razões elencadas acima,
prevê, tão somente, 11.303 na visão do autor e que vem
sendo cor- roborada ao longo
vagas de soldado. Não
dos anos, é ilógico promover
existem “vagas” de soldado Soldado a Soldado, ou seja,
de 1a classe, 2a classe, 3a Soldado de 3a clas- se, por
classe. Pois como bravura a Soldado de 2a classe
preconiza a legislação num (fazendo-o ocupar a mesma
todo, estas são classes. vaga, já que a lei não prevê
vagas por classes). A promo- Legislação Institucional | Capítulo 3 | 42
ção deve se dar a Cabo,
graduação subsequente.

Mas fique claro, essa é visão


deste autor, sobre o assunto.
EFETIVO DE PRAÇAS

Estudo da carreira e legislação de praças


Após o advento da LPP, a
Atualmente nas instituições Carreira de Praças restou
militares do Estado de unificada. Evidentemente,
Santa Catarina, tem-se ba- como se observa na Lei
sicamente definidas duas Complementar no 417, de
carreiras: de Praças e de 30 de julho de 2008 – Lei
Oficiais. Antes da aprova- do quadro de Efetivo –
ção da LPP (LC 318/06), devido as atri- buições e
em similaridade às FFAA, estrutura militar, nem todos
poderíamos classificar em 4 os Soldados conseguirão
carreiras: Oficiais, chegar a Subtenente, mas
Sargentos, Cabos e hoje, ao contrário de antes
Soldados. Eis que esses de 2006, essa
dois últimos, só recebiam possibilidade é real e
uma promoção ao final da aberta a todos. Não
car- reira, que era passada existindo mais, como
completamente como Cabo antes de 2006, a
ou Soldado.
possibilidade de ingresso Art. 3o Para a inclusão nos
na carreira diretamente quadros de efetivo ativo das
como Cabo, ou 3o instituições militares estaduais
Sargento. e matrícula nos cursos de
formação ou adaptação, além
Como já demonstrado
de outros requisitos
anteriormente, a carreira de
estabelecidos nesta Lei
Praças, inicia-se com o Complementar, são exigidos
ingresso no CFSd, na os seguin- tes limites mínimos
condição de Soldado de 3a de escolaridade:
Classe Não Qualificado
[...]
(Aluno-Soldado), sendo que
somente dará IV - para o Curso de Formação
prosseguimento caso se de Soldados da Polícia Militar
forme com aproveitamento e do Corpo de Bombeiros
no CFSd. Militar: curso superior de
graduação em qualquer área
de conhecimento reconhecido
O ingresso no CFSd dar-se-
pelo MEC ou por órgão oficial
á por con- curso público, com competência delegada.
conforme estabelecido na
Lei Complementar no 587,
de 14 de janeiro de 2013 –
Ingresso nas carreiras
militares estaduais: Legislação Institucional | Capítulo 3 | 43

EFETIVO DE PRAÇAS | ESTUDO DA CARREIRA E LEGISLAÇÃO DE PRAÇAS


Aperfeiçoamento
requerido):

(CFSd) Soldado PM 3a
Classe (Qualificado)

Soldado PM 2a Classe

Soldado PM 1a Classe

(CFC) Cabo PM
O Estatuto procurou neste
ponto, evi- denciar a função
primordial do Cabo e
Soldado, o que não
significa, que o arti- go 39
deva ser interpretado de
forma simples ou mesmo
como tarefa “fácil”. Ao
O Estatuto define Cabos e contrário, a “execução” das
Soldados do seguinte ativida- des de Polícia
modo: “Art. 39. Os cabos e Ostensiva, em especial,
soldados são demandam cada vez mais
essencialmente elementos conhecimen- to,
de execução.” ponderação, dedicação e
proativida- de do policial
Sequência crescente (entre militar executor.
parênteses antecedendo o
posto/graduação o Cur- so
de Formação ou
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 44
EFETIVO DE PRAÇAS | ESTUDO DA CARREIRA E LEGISLAÇÃO DE PRAÇAS

O Estatuto define os Subtenentes e Sargentos como:


minuciosa a ininterrupta das
ordens, regras do serviço e
Art. 38. Os Subtenentes e normas operativas pelas
Sargentos auxiliam e com- praças que lhes estiverem
plementam as atividades dos diretamente subordinadas,
oficiais que no adestra- mento bem como pela manutenção
e no emprego dos meios quer da coesão e do moral, em
na instrução e na todas as circunstâncias.
administração policial-militar,
bem como são ainda
empregados na execução de
serviços de policiamento
ostensivo peculiares a Policia
Militar.

Parágrafo único. No exercício


das atividades men- cionadas
no caput deste artigo e no
comando de elementos
subordinados, os Subtenentes
e Sargentos deverão impor-se
pela lealdade, exemplo e
capacida- de profissional e
técnica, incumbindo-lhes
assegurar a observância
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 45 das vagas previstas nas leis
Importante de fixação de efetivo das
instituições militares estaduais.
[...]
Sequência (em ordem
crescente): § 2o Após classificado no
concurso público e matriculado
(CFS) 3o Sargento no Curso de For- mação de
Soldado - CFSd -, o candidato
selecionado será incluído na
2o Sargento
graduação de Soldado de 3a
Classe, na condição de Não-
(CAS) 1o Sargento Qualificado - NQ -, sendo
denomi- nado Aluno-Soldado
Subtenente durante o período de
formação.

§ 3o O Aluno-Soldado que não


concluir o curso de formação
com aproveitamento
A LPP traz o seguinte texto, intelectual mínimo exigido
que regula a ascensão do dentro das normas de ensino,
Soldado de 3a Classe NQ nas respectivas cor- porações,
até chegar a 1a Classe: será reprovado e licenciado ex
officio das fileiras da
Corporação.

[...]
Art. 2o O ingresso no quadro EFETIVO DE PRAÇAS
de praças militares se dará
através de concurso público,
de provas ou de provas e
títulos, para preenchimento
Art. 7o As promoções serão de efe- tivo serviço na
efetuadas, observando-se o graduação anterior, após
número de vagas, da seguinte qualificado com a aprovação
forma: no CFSd, e estar no mínimo
no compor- tamento bom;
I graduação de Soldado de 3a
Classe, III graduação de Soldado de
qualificado por mérito 1a Classe,
intelectual após conclusão e após ter completado quatro
aprovação no CFSd; anos de efetivo serviço na
graduação anterior e estar no
II graduação de Soldado de 2a
mínimo no com- portamento
Classe,
bom.
após ter completado um ano

Soldado 3a classe NQ a Soldado 1a class


Legislação Institucional | Capítulo 3 | 46
EFETIVO DE PRAÇAS | SOLDADO 3a CLASSE NQ A SOLDADO 1a CLASSE
aprovação no CFSd
(portanto, o “tempo de
escola” não é contabiliza-
do) e estar no mínimo no
comportamento “bom”.
Perceba que a lei trata
Para Soldado de 1a Classe,
claramente a passagem de
o policial militar deverá ter
Soldado 3a Classe NQ
completado quatro anos de
(aluno-soldado) a Soldado
efetivo serviço na
3a Classe, qualificado por
graduação anterior, ou seja,
mérito intelectual, como
2a Classe (portanto,
uma promoção após
novamente, o “tempo de
conclusão e aprovação no
escola” e tempo passado
CFSd, isto impacta
como 3a Classe
diretamente no item
Qualificado, não são
seguinte, pois o tempo de
contabiliza- dos), e estar no
escola, não conta para
mínimo no comportamento
passagem a 2a classe.
“bom”.
REFLITA
Para Soldado de 2a Classe,
o policial militar deverá ter
Pergunta tradicional que ocorre,
um ano de efetivo serviço com quanto tempo o Aluno-
na graduação ante- rior, ou Soldado (3a Classe NQ)
seja, como Soldado de 3a chegará a 1a Classe? Se tiver
Classe qualifica- do, após comportamento bom, no
qualificado e com a mínimo e for- mar-se com
aproveita- mento no CFSd,
levará 5 anos, mais o período Legislação Institucional | Capítulo 3 | 47
de escola (normalmente de 7 a
12 meses). Ou seja, não há
como dizer, com precisão
com quanto tempo ele
chegará a Sol- dado de 1a
classe, pois dependerá do
compor- tamento e do tempo
do CFSd, mas em média 5
anos e 7 meses a 6 anos de
tempo de efetivo serviço.

Acesso por antiguidade e por mérito


intelectual ao CFC
acesso a vagas de Curso
de Formação.
Embora o Estatuto traga a
O acesso as vagas, dar-se-
nomenclatu- ra “promoção
á por antigui- dade (30%) e
por merecimento intelec-
mérito intelectual (70%),
tual” a LPP, acabou
ainda bravura e 10% a mais
inovando, trazendo nova
para provin- dos do Quadro
designação no acesso as
Especial. Não obstante tudo
vagas de cursos: “mérito
isto, ao final do curso, serão
intelectual” ao invés de
pro- movidos, todos por
merecimento intelectual.
merecimento in- telectual
Sem pro- blemas,
(pela conclusão do curso)
entretanto, pois a lei aqui
na data da formatura
está tratando não de
(excetuados os que já
promoção, mas sim de
ingressaram no curso
como Cabos QEPPM). Legislação Institucional | Capítulo 3 | 48

Vejamos o que diz a LPP:


EFETIVO DE PRAÇAS
EFETIVO DE PRAÇAS | ACESSO POR ANTIGUIDADE E POR MÉRITO INTELECTU
CFC
qual- quer área de
conhecimento, desde que
reconhecido pelo Ministério da
A Lei Complementar no 318, Educação - MEC ou por órgão
de 17 de janeiro de 2006, com delegação, para os
passa a vigorar com a cursos de formação iniciados a
seguinte redação: partir de 2017. (NR)
[...]
Art. 3o O Militar estadual
aprovado no Curso de § 3o O acesso às vagas dos
Formação de Cabo ou de Cursos de Formação de Cabo
Sargento será promovido à e de Sargento se dará nos
respecti- va graduação. seguintes termos:

§ 1o Para ser matriculado no I para o Curso de Formação


Curso de Formação de Cabo e de
de Sargento, além de atender Cabo:
a outros critérios estabelecidos
na presente Lei Com- a) 30% (trinta por cento) das
plementar, será exigida: vagas ofertadas serão
preenchidas por antiguidade
I conclusão do ensino médio, na graduação de Soldados
para os cursos de formação com no mínimo 2 (dois) anos
iniciados até o ano de 2016; e na categoria de 1a classe, no
limite de 3 (três) Soldados
II formação em curso
para cada vaga oferecida,
universitário
dentro deste percentual; e
superior de graduação em
b) 70% (setenta por cento) das vagas para
vagas ofertadas serão
soldados de 1a classe com
preenchidas por Soldados na
categoria de 1a classe que,
no mínimo 2 anos na
inscritos e submetidos a categoria de 1a classe.
processo seletivo de provas, b) Mérito intelectual
classifiquem-se por mérito (processo seletivo de
inte- lectual, dentro deste provas): 70% das vagas
percentual, observada a para sol- dados de 1a
ordem decrescente do classe, inscritos, confor- me
conceito numérico final obtido. conceito numérico final
obtido na seleção.

A atual redação dos artigos Essa é a atual redação, e


exige, para acesso aos esses são os métodos de
cursos, nível superior a promoção possíveis para se
partir de 2017, e as vagas galgar até a graduação de
ao CFC são Cabo.
disponibilizadas da seguinte
forma:
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 49
a) Antiguidade: 30% das
EFETIVO DE PRAÇAS

Acesso por antiguidade e por mérito


intelectual ao CFS
[...]

§ 3o O acesso às vagas dos


Cursos de Formação de Cabo
Art. 3o O Militar estadual e de Sargento se dará nos
aprovado no Curso de seguintes termos:
Formação de Cabo ou de
Sargento será promovido à [...]
respectiva graduação. II para o Curso de Formação
de
§ 1o Para ser matriculado no
Sargento:
Curso de Formação de Cabo e
de Sargento, além de atender a) 30% (trinta por cento) das
a outros critérios estabeleci- vagas ofertadas serão
dos na presente Lei preenchidas, por antiguidade,
Complementar, será exigida: por Cabos que tenham
cumprido, no mínimo, 2 (dois)
I conclusão do ensino médio,
anos desta graduação
para os
integralmente no Quadro de
cursos de formação iniciados Praças Policiais Militares
até o ano de 2016; e (QPPM) ou no Quadro de
II formação em curso Praças Bombeiros Militares
universitário (QPBM), respei- tado o limite
superior de graduação em de 3 (três) Cabos para cada
qualquer área de vaga oferecida dentro deste
conhecimento, desde que percentual; e
reconhecido pelo Ministério da b) 70% (setenta por cento) das
Edu- cação - MEC ou por vagas ofertadas serão
órgão com de- legação, para preenchidas por Cabos que
os cursos de formação tenham cumprido, no míni-
iniciados a partir de 2017.” mo, 2 (dois) anos desta
(NR) graduação in- tegralmente no
QPPM ou no QPBM, os quais, 2019).
inscritos e submetidos a
processo seletivo de provas,
serão classificados por mérito
intelectual dentro deste
percentual, observada a
ordem decrescente do
conceito nu- mérico final
obtido. (Redação alíneas a) e
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 50
b), dada pela LC 742, de
EFETIVO DE PRAÇAS | ACESSO POR ANTIGUIDADE E POR MÉRITO INTELECTU
CFS

REFLITA

PERGUNTA: Apesar da similaridade de acesso ao CFS, tal e qual o acesso ao


alteração ocorrida na Lei de Pro- moção de Praças pela LC 742 de 2019, fez co
tempo de interstício a ser cumprido como Cabo, para poder aces- sar ao CFS
concorrendo por anti- guidade, quando por mérito intelectual, tenha que s
integralmente no QPPM ou no QPBM. Além disso, essa lei prevê ainda reg
transição que serão tra- tadas adiante.

Essa alteração poderá afetar outros fa- tos que vem ocorrendo hoje, e que serã
explicados adiante.
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 51
EFETIVO DE PRAÇAS

Quadro especial e novas possibilidades d


acesso ao CFC e CFS
318/2006.

As leis aprovadas entre Com as alterações que


2013 e 2014 acabaram podem ser lidas adiante,
trazendo inovações ao TODO praça, que cumpra
antigo “quadro especial”, com os requisitos mínimos
bem como alterando a LC previstos em lei,
INDEPENDENTE DE cumpridos todos os
VAGAS será pro- movido requisitos previstos em lei,
com 12 anos de efetivo e fazendo o CFC e CFS,
serviço a Cabo e com 20 poderão ascender até a
anos de efetivo serviço a 3o graduação de Subtenente
Sargento. (desde que realizando
Além disso, as alterações também o CAS).
da LC 318/2006 passaram
a permitir o acesso de
praças do quadro especial
ao CFC e CFS também
pelas vagas de mérito
intelectual (70%),
oportunidade na qual, Legislação Institucional | Capítulo 3 | 52
EFETIVO DE PRAÇAS | QUADRO ESPECIAL E NOVAS POSSIBILIDADES DE ACESSO
CFS

Lei 6.153/1982:
II possuam 2 (dois) anos ou
Art. 2o - Serão promovidos a
mais de exercício na
terceiros sargento os cabos
graduação de Cabo;
referidos no artigo anterior que
satisfaçam os seguintes III obtenham conceito
requisitos: [...] favorável de seu
Comandante, Chefe ou
I possuam 20 (vinte) anos ou
Diretor;
mais de efetivo serviço na
Corporação; IV estejam classificados, no
mínimo, no estabilidade assegurada,
comportamento bom; poderão ser dispensados da
(Redação dada pela LC exigência prevista no artigo
625/14). 10, da Lei no. 1.508, de 29 de
agosto de 1956, desde que
V tenham sido aprovados em satisfaçam aos seguintes
Inspeção requisitos:
de Saúde, e no último "Teste
de Apti- dão Física", realizados I possuam 12 (doze) anos ou
imediatamente antes da data mais de
da promoção; efetivo serviço na Corporação;

VI não incidam em quaisquer II obtenham conceito favorável


outros de seu
impedimentos de acesso em Comandante, Chefe ou
caráter temporário ou Diretor;
definitivo, estabeleci- dos na
III estejam classificados, no
legislação pertinente.
mínimo, no
Parágrafo único. Para fins do comportamento bom;
disposto no inciso V do caput (Redação dada pela LC
deste artigo, será admitido 625/14).
teste de aptidão física
IV tenham sido aprovados em
alternativo, observando-se
Inspeção de Saúde, e no
eventuais restrições médicas,
último "Teste de Apti- dão
de acordo com a
Física", realizados
regulamentação vigente na
imediatamente antes da data
Instituição Militar.” (NR)
da promoção;
(Redações novas da LC
V não incidam em quaisquer
623/2013) [...]
outros
Art. 4o - Os soldados, com impedimentos de acesso em
caráter temporário ou 623/2013) [...]
definitivo, estabeleci- dos na
Art. 6o As praças abrangidas
legislação pertinente.
por esta Lei poderão ser
Parágrafo único. Para fins do beneficiadas por até 2 (duas)
disposto no inciso IV do caput promoções.”(NR)
deste artigo, será admitido
(Redações novas da LC
teste de aptidão física
623/2013)
alternativo, observando-se
eventuais restrições médicas,
de acordo com a
regulamentação vigente na
Instituição Militar.” (NR) Legislação Institucional | Capítulo 3 | 53

(Redações novas da LC
EFETIVO DE PRAÇAS | QUADRO ESPECIAL E NOVAS POSSIBILIDADES DE ACESSO
CFS
facultado aos Militares
Estaduais promovidos pelo
Quadro Especial de Cabos
Observe, portanto que a Lei
e Terceiros Sargentos
passou a permitir até duas
(QEPPM), da Polícia Militar,
promoções pela lei do
e pelo Quadro de Praças
quadro especial. Não
Bombeiros Militar
obstante, adiante veremos
Complementar (QPBMC),
a possibilidade de retorno
do Corpo de Bombeiros
ao quadro “normal” da LC
Militar, observado o critério
318/2006 se- guindo
de antiguidade na
carreira (QPPM):
respectiva graduação, o
correspondente ingresso no
Artigo 3o [...] § 8o Fica
Quadro de Praças Policiais
Mili- tares (QPPM) e no Formação de Sargento.
Quadro de Praças (Redações novas da LC
Bombeiros Militar (QPBM), 623/2013)
desde que atendam aos
seguintes requisitos: § 9o O exercício da faculdade
disposta no parágrafo anterior
I o cumprimento ao disposto
importará, obri- gatoriamente,
no § 1o
na transferência auto- mática
deste artigo;
da respectiva vaga prevista no
II para os promovidos à Quadro Especial de Cabos e
graduação de Terceiros Sargentos - QEPPM
Cabo, a aprovação no Curso e no Quadro de Praças
de For- mação de Cabo; e Bombeiros Militar Complemen-
tar - QPBMC,
III para os promovidos à respectivamente, para o
graduação de Quadro de Praças Policiais
Terceiro Sargento, a Militares - QPPM e para o
aprovação no curso de Quadro de Praças Bombeiros
formação da graduação Militar - QPBM.
anterior e no Curso de

Importante
observado o critério de
§ 10. Os Militares Estaduais antiguidade na respectiva
promovidos pelo QEPPM e pelo graduação, terão assegurados,
QPBMC que, nos termos do § exclusivamente, 10% (dez por
8o deste artigo, optarem por cento) de vagas, sobre as
ingressar no QPPM e no QPBM, vagas de cada um dos Cursos
de Formação de Cabo e de artigo.
Sargento oferecidos pela
Instituição Militar, além da
possibilidade de acesso nos
termos da alínea “b” dos Legislação Institucional | Capítulo 3 | 54
incisos I e II do § 3o deste
EFETIVO DE PRAÇAS | QUADRO ESPECIAL E NOVAS POSSIBILIDADES DE ACESSO
CFS
QEPPM, através das vagas
de mérito intelectual (70%).
Assista os vídeos do professor
Essa possibilidade “extra” sobre o assunto:
prevista no final do §10
permite o acesso ao CFC e Pontos importantes 1 Pontos
importantes 2
CFS, pelo efetivo do

ATENÇÃO MÁXIMA PARA TRÊS PONTOS MUITO IMPORTANTES:


Especial, por entendimento
1. Ascender a graduação de interpretativo da Corporação,
Cabo não poderia mais fazer o CFC
do Quadro Especial permitirá (por já ser 3o Sargento do
ainda ingressar no CFC e QEPPM, sendo o CFC, em tese,
seguir carreira. Mas, se você for para Cabos e Soldados), a
a Cabo do Quadro Especial, afirmação “não poderia”, deve-
não fizer CFC e posteriormente se ao fato de que, tanto no
for novamente promovido último CFC 2018, quanto no
agora a 3oSargento do Quadro atual de 2019, tivemos um
número grande de liminares,
permitindo 3o Sargentos do assim seguir carreira, ainda que
QEPPM concorrer e realizar o tenha, nesse meio tempo,
CFC, desde que acessando por “ignorado” o Curso de
mérito intelectual. Isso, na Formação de Cabos, devido a
visão do autor, está correto, previsão legal de acesso ao
não se vislumbra na norma curso para o qual foi promovido
legal qualquer impeditivo preconizado na LC no 318/06.
expresso para um Sargento Ao menos, isso ocorreu no
realizar o CFC. Situação ainda último CFS havido. 3. Hoje, com
um pouco mais complicada o advento do Decreto
agora, já que o novo texto legal, 1.270 de 18 de agosto de 2017,
aprovado pela LC 742 de 2019, todos os Testes de Aptidão
prevê que para acessar Física e Inspeções de Saúde
ao CFS pelo mérito intelectual, passaram a ter “validade” de 1
ou por antiguidade, deve-se ano. (Corrigindo um erro que
possuir 2 (dois) anos de Cabo, vinha causando diversos
integralmente no QPPM. 2. problemas, já que o Manual de
Compreensão dada a quem é Educação Física estipulava um
promovido a 3o Sargento por ano, mas o decreto apenas 6
bravura, é a de que tem o meses – esse problema não
direito a fazer o Curso de pode ocorrer mais).
Formação de Sargentos, e
Importante
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 55

Sobre o atual acesso ao CFC e CFS

Os gráficos abaixo,
retirados da página pessoal
do professor, explicam de
modo ilustrativo o atual
acesso ao CFC e CFS.

Observe pelo gráfico


ainda, que tam- bém
acessam o CFC Assista os vídeos do professor
sobre o assunto:
diretamente, in-
dependente de vagas, os Acesso ao CFC Acesso ao
Cabos QPPM que foram CFC
promovidos a Cabo
exclusi- vamente pela LC
no 559/11 (existiam
poucos até tempos atrás
ainda na ati- va,
atualmente já não há mais
nenhum nessa condição –
de fazer o CFC).
EFETIVO DE PRAÇAS
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 56

Novas regras de antiguidade promovidas


pela LC no 742 de 2019
em virtude de imbróglios
A recém aprovada Lei judiciais que vinham
Complementar no 742 de causando diversas
19 de julho de 2019 trouxe interpreta- ções, liminares,
alterações importantes ao e outras decisões refe-
contexto de promoções rentes a ida para o Quadro
QPPM e QEPPM. Gerada Especial e o retorno para o
QPPM através de cursos.
Visando solucionar essa Legislação Institucional | Capítulo 3 | 57

situação, foi proposta,


aprovada e sancionada a
Lei Complementar no 742
de 19 de julho de 2019, que
alterou a LC no 318 de
2006, inserindo a
obrigatoriedade do
cumprimento de 2 anos de
interstício no quadro de
Cabo QPPM para poder
acessar ao CFS.

Além disso no que concerne


a “antigui- dade” a nova lei
delimitou em alteração a LC
no 318 de 2006, que:
EFETIVO DE PRAÇAS
EFETIVO DE PRAÇAS | NOVAS REGRAS DE ANTIGUIDADE PROMOVIDAS PELA LC N
2019
obrigatoriamente relacionadas
em alma- naque anual, por
ordem de graduação e
antiguidade.

§ 1o Os Soldados de 2a e 1a
Classes, os 2o e 1o Sargentos
e os Subtenentes terão sua
Art. 6o As praças militares an- tiguidade contada a partir
estaduais serão da data da última promoção,
prevalecendo, em caso de classificação por antiguidade,
empate, a antiguidade da sendo sua classificação
graduação anterior. proveniente do curso de
formação e classificação final
§ 2o A antiguidade e a do curso.
colocação do Soldado de 3a
Classe, do Cabo e do 3o
Sargento no respectivo
almanaque serão
exclusivamente definidas pela
classificação final, em ordem
decrescente, no respectivo
curso de forma- ção, inclusive
para os oriundos do QEPPM e
do QPBMC.

§ 3o A colocação no
almanaque de que trata o
caput deste artigo é
automática, em consequência
de promoções, exclusões ou
impedimentos verificados nas
respectivas graduações. (NR)
(Redação art. 6o, dada pela
LC 742, de 2019).
Importante
Perceba que, pela nova
redação, o tempo passado no Legislação Institucional | Capítulo 3 | 58
QEPPM, não irá interferir na
EFETIVO DE PRAÇAS
Regras de transição previstas pela LC no
de 2019

A Lei Complementar no 742, de 2019, trouxe no seu corpo a preocupaç


os militares do Qua- dro Especial, atual, procurando assim, estabelecer
norma de transição:
pela Lei Com- plementar no
318, de 2006, a data em que o
Art. 6o Aos militares estaduais militar estadual foi promovido
promo- vidos a Cabo e 3o à graduação de Cabo ou de 3o
Sargento com base na Lei no Sar- gento nos quadros
6.153, de 21 de setembro de criados pela Lei no 6.153, de
1982, que optaram por 1982, não se aplicando o
ingressar no QPPM e no disposto no § 2o do art. 6o da
QPBM na forma dos §§ 8o, 9o Lei Complementar no 318, de
e 10 do art. 3o da Lei 2006;
Complementar no 318, de
2006, e que concluíram o II para os Cabos ou 3o
Curso de Formação de Cabo Sargentos pro-
(CFC) ou o CFS até a entrada movidos na mesma data,
em vigor desta Lei deverá ser observada também
Complemen- tar, aplicam-se a classificação fi- nal do
as seguintes regras: respectivo curso de formação;
III para acesso ao CFS na
I ao término do CFC ou CFS forma prevista
será
nas alíneas do inciso II do § 3o
considerada, para a colocação do art. 3o da Lei
nos almanaques do QPPM ou Complementar no 318, de
QPBM, quadros estes criados 2006, será considerado o
tempo transcorrido na Parágrafo único. Aplicam-se
graduação de Cabo nos as regras dispostas nos
quadros criados pela Lei no incisos do caput deste artigo
6.153, de 1982; e aos Cabos e 3os Sargentos
inte- grantes dos quadros
IV para promoção à graduação regulamentados pela Lei no
de 2o 6.153, de 1982, promovidos a
Sargento, a antiguidade e o essas graduações, até 11 de
interstí- cio do 3o Sargento agosto de 2018, de acordo
serão contados da data de com essa Lei.
promoção nos quadros cria-
dos pela Lei no 6.153, de
1982, não se aplicando o
disposto no parágrafo único do
art. 12 da Lei Complemen- tar
no 318, de 2006. Legislação Institucional | Capítulo 3 | 59
EFETIVO DE PRAÇAS | REGRAS DE TRANSIÇÃO PREVISTAS PELA LC No 74
2019
vejamos: “Aos militares
estaduais promovidos a
Cabo e 3o Sargento com
base na Lei no 6.153, de 21
de setembro de 1982, que
optaram por ingressar no
A regra prevista no caput do
QPPM e no QPBM na
artigo parece conflitar com
forma dos §§ 8o, 9o e 10 do
o texto subsequente, e ao
art. 3o da Lei
final, no parágrafo único
Complementar no 318, de
temos uma delimitação
2006, e que con- cluíram o
ainda maior, dúbia senão
Curso de Formação de
Cabo (CFC) ou o CFS até a como no §1o pode falar “ao
entrada em vigor desta Lei término do CFC ou CFS”. Afinal
Comple- mentar, aplicam-se concluíram ou irão con- cluir
ainda?
as seguintes regras” [...] “ao
término do CFC ou CFS
será considerada, para a
colocação nos almanaques
do QPPM ou QPBM,
quadros estes criados pela
Lei Complementar no 318,
de 2006, a data em que o
militar estadual foi
promovido à graduação de
Cabo ou de 3o Sargento
nos quadros criados pela
Lei no 6.153, de 1982, não
se aplicando o disposto no
§ 2o do art. 6o da Lei
Complementar no 318, de
2006”.
REFLITA

PERGUNTA: se o caput fala


aos militares que concluíram o
CFC ou CFS até a entrada em
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 60
vigor desta Lei Com- plementar,
EFETIVO DE PRAÇAS | REGRAS DE TRANSIÇÃO PREVISTAS PELA LC No 74
2019
aplica- ção a todos os
casos práticos.
REFLITA

Fica a pergunta, se esse


parágrafo:
Por fim o parágrafo único, é
1. Limita a aplicação da regra
um tanto mais confuso, já
de transição do caput às praças
que versa: “Aplicam-se as
promovi- das até 11 de agosto
regras dispostas nos incisos de 2018;
do caput deste artigo aos
Cabos e 3os Sargentos 2. Acresce essas praças na
integrantes dos quadros regra de transição do caput
regulamentados pela Lei no (independente do tempo que
fizerem o CFC/CFS) ou;
6.153, de 1982, pro-
movidos a essas 3. Visa aplicar ambos
graduações, até 11 de requisitos ao mesmo tempo,
agosto de 2018”. somando-os, de modo que a
regra de transição aplicar-se-á
Acredito que ainda haverá somente aos promovidos pelo
certa discussão sobre tais QEPPM até 11 de agosto de
aspectos, está se tratando 2018 e que tenham cumprido
com o CFC ou CFS até a data
de um assunto sensível que
de entrada em vigor do novo
envolve: antiguidade, dispositivo legal?
promoção e interstício; e a
norma ficou confusa para
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 61
EFETIVO DE PRAÇAS

Promoção por antiguidade e por


merecimento
Não é possível a um
Soldado
Atualmente as graduações
de Subtenen- te, 1o
Sargento e 2o Sargento são Art. 10. Por qualquer dos
aces- sadas por antiguidade critérios, ressalvados os casos
ou merecimento (tabela de previstos em lei, a promoção a
pontuação), na proporção 2o Sargento, 1oSargento e
de 1 por antiguidade para 3 Subtenente, somente poderá
por mere- cimento. Apenas, ser pro- cessada quando o
evidentemente, para quem candidato satisfizer os
satisfaça os requisitos seguintes requisitos:
estabeleci- dos na LPP. I estar classificado pelo menos
no importante res- saltar a nova
comportamento bom; redação do artigo 10 da LC
no 318 de 2006:
II ter sido submetido à
inspeção de
saúde;
a) 3o Sargento - quatro anos;
III ter realizado teste de
aptidão física, b) 2o Sargento - três anos;
ou dele estar dispensado, por c) 1o Sargento - três anos; e
junta médica incumbida da
análise; V ter no mínimo a metade do
interstí- cio previsto para sua
IV ter, no mínimo, o seguinte
graduação em serviço
interstício:
arregimentado.
IV ter, no mínimo, o seguinte § 1o A inspeção de saúde e
inters- avaliação físi- ca terão
tício, cumprido exclusivamente validade de um ano,
no QPPM ou no QPBM: garantindo acesso ao quadro
(Redação dada pela LC 742, de promoções, aos que
de 2019). estiverem, por atestado da
ou Cabo, alcançar Junta Médica da Corporação,
diretamente tais declarados com incapacidade
graduações, tendo física temporária.
primeiramente que formar- § 2o Na falta absoluta de
se Cabo e depois 3o candidatos que satisfaçam a
Sargento, ascendendo exigência estabelecida no
graduação a graduação. inciso IV deste artigo, o
Comandante- -Geral poderá
Para estas promoções é reduzir pela metade o
interstício.
Legislação Institucional | Capítulo 3 | 62
EFETIVO DE PRAÇAS | PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE E POR MERECIMEN
ingressar no QPPM e no
QPBM, na forma dos §§ 8o, 9o
e 10 do art. 3o desta Lei
Complementar, será a data da
formatura no Curso de Forma-
§ 3o A frequência e aprovação
ção de Sargentos (CFS).” (NR)
no Curso de Aperfeiçoamento
(Redação dada pela LC 742,
de Sargentos - CAS - é
de 2019).
requisito para a promoção a
1o Sar- gento, além dos
demais estabelecidos neste
artigo.

[...]

Art. 12. A antiguidade e


interstício dos sargentos, para
efeito de promoção, são
Note que daqui em diante
contados da data em que
(3o Sargento) as
foram promovidos à
graduação que ocupam,
promoções ocorrem por
obedecidas a colocação no antiguidade e merecimento,
almanaque e processados os somente, com o decurso de
seguintes descontos: tempo / vagas,
cumprimento de requisitos,
[...]
dentre os quais destaca-se
Parágrafo único. O termo
inicial da con- tagem da o CAS, para ir a 1o
antiguidade e do interstício do Sargento, o qual é
3o Sargento promovido pelo acessado por antiguidade.
QEPPM ou QPBMC que Mas ainda aqui a LC 742,
de 2019 produziu seus Legislação Institucional | Capítulo 3 | 63

efeitos limitando e impondo


regras da contagem de
tempo de interstício e
antiguidade começarem do
zero a praça promovida
através do QEPPM.
EFETIVO DE PRAÇAS

Datas de promoções

As datas de promoções estão estabele- cidas tanto na LPO quanto no D


no 4.633, de 11 de agosto de 2006 – Que regulamenta a Lei de Promoç
Praças na RLPP. Como segue, texto da LPO (Oficiais) e da RLPP:

LC 379/07 (Art. 1o) – (DO. 18.108 de 23/04/07)


antiguidade ou mereci- mento,
O art. 20 da Lei no 6.215, de nas seguintes datas:
10 de fevereiro de 1983,
alterado pela Lei no 13.569, de I para a Polícia Militar nos dias
23 de novembro de 2005, 31 de
passa a vigorar com a janeiro, 5 de maio, 11 de
seguinte redação: agosto e 25 de novembro; e

Art. 20. As promoções serão II para o Corpo de Bombeiros


efetuadas, anualmente, por Militar nos dias 31 de janeiro,
13 de junho, 11 de agosto e 25 Legislação Institucional | Capítulo 3 | 64
de novembro.
Parágrafo único. A
antiguidade no posto é
contada a partir da data do ato
de promoção, ressalvados os
casos de desconto de tempo
não-computável de acordo
com o estatuto dos Policiais-
Mi- litares e de promoção post-
mortem, por bravura e em
ressarcimento de prete- rição,
quando poderá ser
estabelecida outra data. (NR)

SAIBA MAIS
As datas citadas anteriormente, constam no conhecimen
autor como sendo:
31 de janeiro
5 de maio
13 de junho
11 de agosto
25 de novembro
Sem razão especial, exceto manter quatro datas distribuí
regular- mente SAIBA Aniversário ao longo MAIS
da PMSC do ano.
(somente para
Texto 1 coluna
a PMSC).
Aniversário do CBMSC (somente para CBMSC).
Data magna do Estado de Santa Catarina.
Dia de Santa Catarina de Alexandria.
SAIBA MAIS
UM POUCO MAIS SOBRE O QEPPM (QUADRO ESPECIAL DE PRAÇAS DA
POLÍCIA MILITAR)
Observe que, no quadro das praças existe um QEPPM, fruto da Lei no 6
21, de setembro de 1982 – que criou o quadro especial de cabos e terce
sargentos. Esse qua- dro foi criado para corrigir uma defasagem abrupta
anos, fazendo com que policiais mili- tares com mais de vinte anos de e
serviço, tivessem ao me- nos uma promoção (a cabo, no caso de soldad
terceiro sargento, no caso de cabos). Em contrapartida, tais promovidos
ficavam estagnados, em um quadro separado, sem nenhuma outra prom
Posteriormente, com alte- rações da LPP, tais praças passaram a dispo
das vagas, do CFS e CFC para, caso mais antigos e tendo interesse, re
o curso de formação respectivo, retornando ao qua- dro normal (QPPM)
podendo
seguir carreira, levando consigo a vaga do quadro especial.
Mais recentemente os pro- movidos pelo quadro especial passaram a po
concorrer, também, as vagas por mérito intelectual do Curso que ainda
tenham feito (CFC ou CFS), portanto 70% dessas vagas.
Ainda mais recentemente, através da LC no 623/2013, alterações promo
Lei
SAIBA MAIS
do permitir Quadro DUAS Especial, promoções passaram por
a
este quadro, automáticas, com Texto 1 coluna
12 e 20 anos respectivamente a Cabo QEPPM e 3oSargento QEPPM.
Agora, com o advento da LC no 742, de 2019, foram preserva- das as
promoções do QEPPM, mas ao retornar ao QPPM, os tempos de interst
antigui- dade serão zerados.

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO EXERCÍCIO D


FIXAÇÃO

Qual a validade atual do TAF nos diversos quadros e


possibilidades de promoção?

DICA

Caso fique com dú- vida para responder a alguma questão, v


conteúdo do capítulo para revisar o assunto em questão

Resposta do autor
CAPÍTULO 4

REMUNERAÇÃO, ESCALAS
BANCO DE HORAS NA PMS

Introdução
Vamos tratar agora sobre: remuneração, escalas e banco de horas na P

Passamos por um período recente de alte- rações profundas na remune


escalas e banco de horas, embora assuntos diver- sos, intimamente liga
termos de legislação atual. Em diversos pontos ainda não regulamentad
aplicados.

Legislação Institucional | Capítulo 4 | 69

Novo sistema remuneratório adotado

O novo sistema remuneratório adotado, cumpre o previsto na Constituiç


Estado de Santa Catarina no art. 105-A c/c art. 23 e 23-A, tratan- do-se
“subsídio”.

Adicionais que ainda são pagos

A lei que aprovou e regulamentou o novo sistema remuneratório é


614/2013 da qual desta- camos as seguintes passagens:
1o do art. 92 da Lei no 6.745,
de 28 de dezembro de 1985;
Art. 3o O subsídio dos VI parcela complementar de
Militares Estaduais não exclui subsídio, na forma do § 1o do
o direito à percepção, nos art. 2o desta Lei
termos da legis- lação e Complementar;
regulamentação específicas, DICA
de:

I décimo terceiro vencimento, AJUDA DE CUSTO:


na forma do Art. 12. O art. 46 da Lei no
inciso IV do art. 27, combinado 5.645, de 1979, passa a vigo-
com o § 13 do art. 31, da rar com a seguinte redação:
Constituição do Estado;
“Art. 46. A ajuda de custo
II terço de férias, na forma do devida ao Militar Estadual
inciso XII do será igual: I – ao valor
art. 27, combinado com o § 13 correspondente a 50%
do art. 31, da Constituição do (cinquenta por cento) do
Estado; respectivo subsídio, quan- do
não possuir dependentes; II –
III diárias e ajuda de custo, na ao valor correspondente a
forma da legisla- 75% (setenta e cinco por
ção em vigor; centro) do respectivo sub-
sídio, quando possuir até 2
IV retribuição financeira
(dois) dependentes expres-
transitória pelo exer- samente declarados; e III – ao
cício de função de comando, valor corresponden- te ao
direção, chefia ou respectivo subsídio, quando
assessoramento; possuir mais de 2 (dois)
dependentes expres-
V vantagem de que trata o §
samente declarados.” (NR).
Legislação Institucional | Capítulo 4 | 70

XI retribuição financeira
transitória pela par-
VII Indenização por Regime ticipação em grupos de
Especial de Ser- trabalho ou estudo, em
viço Ativo, na forma do art. 6o comissões legais e em órgãos
desta Lei Complementar; de deli- beração coletiva, nos
VIII indenização por aula termos do inciso II do art. 85
ministrada, pelo da Lei no 6.745, de 1985;
exercício de atividade de XII retribuição financeira pelo
docência nos Centros de exercício de car-
Ensino das Instituições go ou comissão, na forma do
Militares estaduais; art. 10 da Lei no 5.645, de 30
IX retribuição financeira de novembro de 1979;
transitória pelo exer- XIII auxílio-alimentação; e
cício de atividades no Corpo
XIV outras parcelas
Temporário de Inativos da
indenizatórias previstas em lei.
Segurança Pública (CTISP),
na forma do art. 8o da Lei No artigo 3o, acima, estão os
Complementar no 380, de 3 de benefícios que ainda
maio de 2007, com a redação
do art. 14 desta Lei
Complementar; continuam a ser pagos, dentre
os quais, destacamos o inciso
X indenização por invalidez
IV (previsto na LC 454/2009).
permanente, na
DICA
forma da Lei no 14.825, de 5
de agosto de 2009; RETRIBUIÇÃO FINANCEIRA:
Art. 16. O art. 6o da Lei Com- tigo, sobre o subsídio de sua
plementar no 454, de 2009, graduação. [...]” (NR) – o
passa a vigorar com a seguinte valor pode chegar a 20% no
redação: Art. 6o Aos Militares caso de acumulação
Estaduais fica instituída re- temporária.
tribuição financeira por fun-
ção, quando no exercício de RETRIBUIÇÃO FINANCEIRA:
direção, comando de região, Com base no Decreto no
batalhão, guarnição especial, 660/2003 o exercício de fun-
companhia ou pelotão, no ção de posto ou graduação
percentual de 5% (cinco por superior importa na percep- ção
cento) sobre o valor do res- da diferença remunerató- ria
pectivo subsídio do posto. § (do subsídio) para aquele posto
1o A praça que desempenhar / graduação.
função de comandante de
destacamento terá direito à AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO: Hoje
mesma retribuição financeira esse valor está em R$ 12,00
prevista no caput deste ar- por dia útil.
NOVO SISTEMA REMUNERATÓRIO ADOTADO | ADICIONAIS QUE AINDA SÃ
PAGOS
Legislação Institucional | Capítulo 4 | 71
NOVO SISTEMA REMUNERATÓRIO ADOTADO

Adicionais que não são mais pagos


Continuando:
ração decorrentes do exercício
de função de comando,
Art. 4o Estão compreendidas
direção, che- fia ou
no subsí- dio e por ele extintas
assessoramento ou de cargo
todas as espécies
de provimento em comissão;
remuneratórias do regime
anterior, de qualquer origem e IV valores incorporados à
natureza, que não estejam remune-
explicitamente mencionadas ração a título de adicional por
no art. 3o desta Lei tempo de serviço, triênios ou
Complementar, em especial: quinquênios;
I vantagens pessoais e V abonos;
vantagens VI valores pagos a título de
pessoais nominalmente representação;
identifica- das (VPNI), de
qualquer origem e natureza; VII adicional pelo exercício de
ativi-
II diferenças individuais e
dades insalubres, perigosas
resíduos,
ou penosas;
de qualquer origem e
natureza; VIII adicional noturno;

III valores incorporados à IX Indenização de Estímulo


remune- Opera-
cional, instituída pela Lei 15 de dezembro de 2003.
Comple- mentar no 137, de 22
Parágrafo único. Não
de junho de 1995;
poderão ser con- cedidas, a
X adicional vintenário; qualquer tempo e a qualquer
título, quaisquer outras
XI adicional de pós-graduação;
vantagens com o mesmo título
e
e fundamento das verbas
XII Indenização de extintas quando da adoção do
Representação de regime de remuneração por
Chefia, instituída pelo art. 18 da subsídio.
Lei Complementar no 254, de

No artigo 4o, apresentado anteriormente, percebe-se os adicionais que


de ser pagos e passam a ser compreendidos como incorporados ou ab
pelo subsídio. Não podendo, nem mesmo, ser recriados com o mesmo t
fundamento.

Legislação Institucional | Capítulo 4 | 72


NOVO SISTEMA REMUNERATÓRIO ADOTADO

Iresa
especial de serviço ativo
Além disso a LC 614 previa (IRESA) no
ainda um adicional de
indenização por regime
Art. 6o Fica atribuída aos
Militares Es- taduais que se Regime Especial de Serviço
encontrarem em efetivo Ativo visa compensar o
serviço Indenização por desgaste físico e mental a que
Regime Espe- cial de Serviço estão sujeitos os titulares dos
Ativo no percentual de cargos de que trata esta Lei
17,6471% (dezessete inteiros Complementar em razão da
e seis mil, quatrocentos e eventual prestação de serviço
setenta e um décimos de em condições adversas de
milésimo por cento) do valor segurança, com
do sub- sídio do respectivo percentual de 17,6471% do
posto ou graduação, fixado na subsídio fixado no anexo III,
forma do Anexo III desta Lei ou seja, subsídio de
Complementar, a contar de 1o dezembro de 2015:
de agosto de 2014.

Entretanto, ao final de 2015, o


Governo, através da Lei risco à vida, disponibilidade
16.773/15, alterou a redação para cum- primento de escalas
da IRESA, retirando o direito a de serviço, horários
percepção da mesma em irregulares, horário noturno e
diversos afas- tamentos chamados a qualquer hora e
temporários, e majorando a dia.
mesma a 19,25% do subsídio
§ 2o A Indenização por
respectivo:
Regime Especial de Serviço
Art. 12. O art. 6o da Lei Ativo constitui-se em verba de
Complementar no 614, de natureza indenizatória e não
2013, passa a vigorar com a se in- corpora ao subsídio, aos
seguinte redação: proventos nem à pensão por
morte, sendo isenta da in-
Art. 6o [...]
cidência de contribuição
§ 1o A Indenização por previdenciária.
§ 3o O valor da Indenização art. 62 da Lei no 6.745, de
por Regime Especial de 1985;
Serviço Ativo não constitui
II afastado, nos termos do
base de cálculo de qualquer
art. 18 da
vantagem.
Lei no 6.745, de 1985;
§ 4o Para fins do disposto
no caput deste artigo, não III ausente, nos termos do
se considera como de art. 65 da
efetivo serviço o período em Lei no 6.218, de 10 de
que o militar se encontrar fevereiro de 1983;
afastado a qual- quer título,
notadamente nas seguintes
situações:
Legislação Institucional | Capítulo 4 | 73
I licenciado, no casos
previstos no
NOVO SISTEMA REMUNERATÓRIO ADOTADO | IRESA
previstos nos
arts. 68 e 124 da Lei no
6.218, de 1983;
IV afastado, em decorrência
das VII dispensado, nos casos
situações previstas na Lei previstos
Com- plementar no 447, de 7 no art. 156 da Lei no 6.218,
de julho de 2009; de 1983;

V afastado, em decorrência VIII afastado, na forma do


das si- disposto
tuações previstas no art. 66 no art. 1o da Lei
da Lei no 6.218, de 1983; Complementar no 470, de 9
de dezembro de 2009;
VI licenciado, nos casos
IX afastado para o exercício XII afastado
de preventivamente das
mandato eletivo federal, funções, até completa
estadual ou municipal, ainda apuração dos fatos, por falta
que opte pela remuneração ou infração que lhe seja
do cargo efetivo; imputada e que por sua
natureza aconselhe tal
X afastado para o exercício
providência;
de man-
dato classista, observada a XIII preso preventivamente
pro- porcionalidade do ou em
afastamento; flagrante delito; e

XI à disposição, no âmbito XIV preso ou afastado em


estadual, virtude de
dos órgãos e entidades do decisão judicial.
Poder Executivo, Poder
§ 5o Não faz jus à indenização
Legislativo, Poder
de que trata o caput deste
Judiciário, Ministério Pú-
artigo o militar esta- dual que
blico e Tribunal de Contas,
não tenha concluído o curso
bem como de quaisquer dos
de formação profissional para
Poderes da União, dos
ingresso na carreira.
demais Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, § 6o Nas hipóteses,
ressalvados os casos de legalmente admiti- das, em
exercício de função policial- que o militar estadual obtém o
militar e bom- beiro-militar, direito de ausentar-se de parte
de natureza poli- da sua jornada diária de
cial-militar e bombeiro- trabalho, o pagamento da
militar; e de interesse indenização de que trata o
policial-militar e bombeiro- caput deste artigo será
militar; proporcional a jornada
efetivamente trabalhada.” (NR)
Iresa – é
[...]
indenização?
Art. 18. O percentual da
Indenização prevista no caput Incide imposto
do art. 6o da Lei Com-
plementar no 614, de 2013, de renda, ou
bem como no caput do art. 17
desta Lei passa a ser de não?
19,25% (dezenove inteiros e
vinte e cinco centésimos por
cento), a partir de 1o de
janeiro de 2016. Li a decisão do IRDR
(Incidente de Resolução de
Demandas Repetitivas) no
1000576-
74.2016.8.24.0000 da
Legislação Institucional | Capítulo 4 | 74
Capital, que teve como
NOVO SISTEMA
REMUNERATÓRIO
Relator o Desembargador
ADOTADO Sérgio Roberto Baasch,
embora extensa, a decisão
pode ser resumida a três
partes: citar os pedidos;
citar toda a legislação
aplicável aos casos e a
decisão em si.

Atinente à decisão, a
mesma pode ser resumida
por esta citação utilizada:
Na lição de Hely Lopes ou não de IRPF sobre a IRESA,
Meirelles, gratificações passo a anali- sar,
constituem “vantagens tecnicamente, sem emitir
opinião própria a decisão.
pecuniárias atribuídas
precariamente aos
funcioná-
REFLITA

Recentemente o TJSC tomou


uma posição, um tanto quanto
Legislação Institucional | Capítulo 4 | 75
polêmi- ca sobre o cabimento
Assista o vídeo do professor sobre o assunto
NOVO SISTEMA REMUNERATÓRIO ADOTADO | IRESA – É INDENIZAÇÃO? I
IMPOSTO DE RENDA, OU NÃO?

rios que estão prestando serviços comuns da função em condições


anormais de segurança, salubridade ou onerosidade (gratificações
serviço), ou con- cedidas como ajuda aos servidores que apresente
encargos pessoais que a lei especifica (gratificações pessoais) são
vantagens pecuniárias concedidas por recíproco interesse do serv
servidor, mas sempre vantagens transitórias, que não se incorpo- r
automaticamente ao vencimento, nem geram direito subjetivo à
continuidade de sua percepção”. “As gratificações visam a compen
riscos ou ônus de serviços comuns realizados em condições extra
dinárias, tais como os trabalhos executados com perigo de vida e s
ou no período noturno, ou além do expediente normal da repartição
fora da sede, etc. As gratificações são concedidas em razão das co
excepcionais em que está sendo pres- tado um serviço comum ('pr
laborem')” (Direito Administrativo Brasileiro, RT, 2a edição, p. 410/4

Ao final a decisão deixou claro o entendimento de que a IRESA, não é


indenização, e sim uma “grati- ficação”, assim sendo, de caráter
remuneratório. Que, portanto, INCIDE IMPOSTO DE RENDA sobre se
ganho.

Legislação Institucional | Capítulo 4 | 76


NOVO SISTEMA REMUNERATÓRIO ADOTADO | IRESA – É INDENIZAÇÃO? I
IMPOSTO DE RENDA, OU NÃO?
jurídicas, mas a decisão deixou
implícito o entendimento da
irregularidade do pagamento de
IRESA em concomitância com
subsídio, bem como a sua
precariedade (dever ser paga
somente quando exercendo a
atividade, excluídas, portanto,
Importante férias e outros afastamentos).

Portanto, de acordo com o


TJSC incide imposto de renda
sobre a IRESA e qualquer outro
desdobramento terá que ser
analisado em novas demandas
Legislação Institucional | Capítulo 4 | 77 direito subjeti- vo à
Não adentrou no mérito e continuidade de sua
nem discutiu qualquer outro percepção” (grifo meu).
aspecto: se é NOVO SISTEMA
constitucional ou não REMUNERATÓRIO
(alegou que é “impossível ADOTADO
apreciar a
constitucionalidade do
pagamento das verbas aos
servidores públicos por não Escalas e
se tratar de matéria banco de horas
concernente à tese jurídica
discutida no incidente
admitido”); não discutiu se As escalas atuais e o
deve ser pago durante os quadro de banco de horas
afastamen- tos; não en- contram-se delimitados
discutiu se deve ser pela Lei no 16.773/2015:
incorporado ou não. Mas
deu um indicativo, da sua Art. 3o Ficam instituídas as
compreensão que pode ser seguintes escalas de serviço:
vista na citação acima: “são I 6 (seis) horas de serviço por
vantagens pecuniárias 18 (dezoito)
concedidas por recíproco horas de descanso,
interesse do serviço e do proporcionando folga de 2
servidor, mas sempre (dois) dias na semana;
vantagens transitórias,
II 6 (seis) horas de serviço por
que não se incorporam
12 (doze) horas
automatica- mente ao
de descanso, 3 (três) vezes
vencimento, nem geram
em sequência, combinada VII 8 (oito) horas de serviço por
com 6 (seis) horas de serviço 24 (vinte e qua- tro) de
por 60 (sessenta) horas de descanso, 2 (duas) vezes em
descanso; sequên- cia, combinada com 8
(oito) horas de serviço por 48
III 6 (seis) horas de serviço por
(quarenta e oito) horas de
24 (vinte e
descanso;
quatro) horas de descanso, 3 DICA
(três) vezes em sequência,
combinada com 6 (seis) horas § 1o A escala de serviço
de serviço por 48 (quarenta e prevista no inciso I deste artigo
oito) horas de descanso; aplica-se exclusi- vamente ao
IV 6 (seis) horas de serviço serviço de patrulhamento
por 12 (doze) horas ostensi- vo a pé ou com
veículos de propulsão humana.
de descanso, 3 (três) vezes
em sequência, combinada § 2o As escalas de servi- ço
com 6 (seis) horas de serviço previstas nos incisos II a V
por 84 (oitenta e quatro) horas deste artigo apli- cam-se
de descanso; exclusivamente às centrais de
V 6 (seis) horas de serviço por atendi- mento e despacho de
emergência.
18 (dezoito)
horas de descanso, 3 (três)
vezes em se- quência,
combinada com 6 (seis) horas
de serviço por 66 (sessenta e
seis) horas de descanso;

VI 8 (oito) horas de serviço


noturno por 40
(quarenta) horas de descanso;
Legislação Institucional | Capítulo 4 | 78
NOVO SISTEMA REMUNERATÓRIO ADOTADO | ESCALAS E BANCO DE HOR

VIII 12 (doze) horas de serviço por 48 (quarenta


e oito) horas de descanso;

IX 12 (doze) horas de serviço por 36 (trinta e


seis) horas de descanso;

X 12 (doze) horas de serviço por 12 (doze) ho-


ras de descanso, combinada por 24 (vinte e
com 12 (doze) horas de quatro) horas de descanso,
serviço por 60 (sessenta) combinada com 12 (doze)
horas de descanso; horas de serviço por 48
(quarenta e oito) horas de
XI 12 (doze) horas de serviço
descanso;
por 12 (doze) horas de
descanso, 3 (três) vezes em XIV 13 (treze) horas de serviço
se- quência, combinada com por 35 (trinta e
12 (doze) horas de serviço por cinco) horas de descanso;
60 (sessenta) horas de
descanso; XV 18 (dezoito) horas de
serviço por 54 (cin- quenta e
XII 12 (doze) horas de serviço quatro) horas de descanso;
por 12 (doze) ho-
XVI 24 (vinte e quatro) horas
ras de descanso, combinada
de serviço por 48
com 12 (doze) horas de
serviço por 36 (trinta e seis) (quarenta e oito) horas de
horas de descanso; descanso, em regime de
prontidão;
XIII 12 (doze) horas de serviço
XVII 24 (vinte e quatro) horas prevista no inciso XIV deste
de serviço por 72 artigo aplica-se exclusivamente
(setenta e duas) horas de ao servi- ço aéreo.
descanso;
§ 5o A escala de serviço
XVIII 8 (oito) horas de serviço prevista no inciso XVI deste
por 16 (dezesseis) artigo aplica-se ex-
horas de descanso, clusivamente ao CBMSC.
proporcionando folga de 2
(dois) dias na semana. § 10. A escala de serviço
prevista no inciso XVIII deste
[...] artigo aplica-se ex-
DICA clusivamente às ativida- des de
policiamento pre- ventivo ou
§ 3o As escalas de servi- ço ostensivo das unidades
previstas nos incisos XI e XII operacionais.
deste artigo apli- cam-se
exclusivamente ao serviço de
guarda-vi- das no Corpo de
Bombei- ros Militar do Estado
de Santa Catarina (CBMSC).

Legislação Institucional | Capítulo 4 | 79


§ 4o A escala de serviço
NOVO SISTEMA REMUNERATÓRIO ADOTADO | ESCALAS E BANCO DE HOR

§ 6o O militar estadual somente poderá ser uti- lizado em escala de serviço div
daquela que está cumprindo após a sua folga regulamentar.

§ 7o A utilização do militar estadual em quais- quer das escalas de serviço pre


neste artigo deverá proporcionar ao menos 1 (um) fim de semana de folga por
§ 8o Os Comandantes-Gerais das instituições militares estaduais, mediante au
do titular da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), poderão institu
escalas de serviço para evento específico ou por tempo determinado, ressalva
escala de 24 (vinte e quatro) horas de serviço por 48 (quarenta e oito) horas de
descanso, a qual poderá ser instituída pelo prazo de 1 (um) ano, a partir da dat
trada em vigência desta Lei.

§ 9o A falta do militar estadual ao serviço, justifi- cada ou não, implicará na não


das horas de descanso subsequentes.
horas. A última revisão
(005) ocorreu recentemente
Sobre este ponto da pela equi- pe atual da 1a
matéria, recomen- do a Seção do EMG.
leitura da Nota de Instrução
001, do Estado Maior Geral, A nota explica
atualmente na sua revisão minuciosamente as
005. A nota de instrução foi questões referentes a
elaborada quando estava escalas e banco de horas,
trabalhando na 1a Seção do para não deixar o material
EMG, juntamente com o extenso, a mesma consta
Senhor Ten Cel PM Julio nos materiais auxiliares,
Cesar, desde então já deve ser lida
passou por várias revisões. completamente pois faz
Procuramos formular uma parte do conteúdo da
nota que ao mesmo tempo disciplina e
instruísse e explicasse com questionamentos possíveis.
exemplos práticos a melhor
forma Legislação Institucional | Capítulo 4 | 80
de interpretar e aplicar a lei
de escalas e do banco de