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O cabeamento

estruturado
para data
centers

23/10/2019 - Equipe Target

NBR 16665 de 09/2019: o cabeamento estruturado


para data centers

A NBR 16665 de 09/2019 - Cabeamento


estruturado para data centers especifica um
sistema de cabeamento estruturado para data centers
e se aplica aos cabeamentos metálico e óptico
utilizando como referência a ISO/IEC 24764. Aplica-se
às redes locais (LAN) e redes de campus (CAN). A
aplicação desta norma limita-se ao cabeamento interno
para a conexão dos equipamentos de tecnologia da
informação (TI), segurança e automação usados em
data centers. O cabeamento especificado nesta norma
suporta uma ampla variedade de serviços, incluindo
voz, dados, imagem e automação.

Esta norma especifica diretamente ou por referência: a


estrutura e configuração mínimas para o cabeamento
estruturado; as interfaces para tomadas de
equipamentos (EO); os requisitos de desempenho para
enlaces e canais individuais de cabeamento; as
recomendações e requisitos gerais; os requisitos de
desempenho para o cabeamento para distâncias
mínimas e máximas especificadas nesta norma; os
requisitos de conformidade e procedimentos de
verificação.

Apresenta ainda recomendações de melhores práticas


para projetos e instalações de infraestrutura para data
centers. Considera os requisitos especificados nas
aplicações listadas na NBR 14565. Não se aplica aos
requisitos de proteção e segurança elétrica, proteção
contra incêndio e compatibilidade eletromagnética, que
são cobertos por outras normas e regulamentos.
Entretanto, as recomendações dessa norma podem ser
úteis.

Acesse algumas dúvidas


relacionadas a essa norma
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Genius Respostas Diretas:

Quais são as abreviaturas


usadas nessa norma?

Qual é a estrutura hierárquica


de cabeamento estruturado?

Quais são as posições dos


equipamentos de teste para
ensaios de canal de backbone?

Qual deve ser a interface de


rede externa?

Como deve ser executado o uso


de hardware de conexão de alta
densidade em cabeamento de
fibra óptica?

Para os efeitos desta norma, consideram-se os


seguintes fatores: a configuração e a estrutura do
cabeamento devem estar em conformidade com as
especificações descritas na Seção 5; o desempenho
dos canais balanceados deve ser medido conforme os
requisitos especificados na NBR 14565. Isto deve ser
obtido por uma das seguintes condições: um canal
projetado e implementado deve assegurar o
desempenho previsto; os componentes apropriados,
utilizados para um enlace permanente, são
especificados por classe de desempenho na NBR
14565.

O desempenho do canal deve ser assegurado inclusive


com o acréscimo de patch cords nas terminações de
um enlace permanente, conforme os requisitos da NBR
14565. Deve-se usar as implementações referenciadas
e os componentes do cabeamento compatíveis com os
requisitos da NBR 14565 e cabos compatíveis com a
NBR 14703. Os requisitos específicos de infraestrutura
do cabeamento estão descritos na NBR 16415 e a
implementação e o desempenho do cabeamento óptico
devem atender aos requisitos da NBR 14565.

As interfaces com o cabeamento na tomada de


equipamentos devem estar em conformidade com os
requisitos da NBR 14565. Todo e qualquer hardware de
conexão do cabeamento, incluindo a tomada de
equipamentos, deve atender aos requisitos da NBR
14565. Se presentes, as blindagens devem ser
tratadas de acordo com a NBR 14565 e a
administração do sistema deve atender aos requisitos
da NBR 14565. Na ausência do canal, o desempenho
do enlace permanente pode ser usado para verificar a
conformidade com esta norma.

Os ensaios devem ser executados para a certificação


de desempenho de um sistema instalado conforme as
NBR 14565 e NBR 14703. Deve-se identificar os
elementos funcionais do cabeamento para data
centers, descrevendo como são interconectados para
formar subsistemas, e identifica interfaces com as
quais os componentes de aplicações específicas são
conectados ao cabeamento.

As aplicações listadas na NBR 14565 são suportadas,


conectando-se equipamentos ativos às interfaces de
redes externas, tomadas de equipamentos e
distribuidores. Essa norma define os seguintes
elementos funcionais do cabeamento, que são:
distribuidor principal (MD); distribuidor intermediário
(ID); distribuidor horizontal (HD); ponto de
distribuição local (LDP); tomada de equipamento (EO);
cabeamento de backbone; cabeamento horizontal.
Grupos destes elementos funcionais são
interconectados para formar subsistemas de
cabeamento, conforme mostrado na figura abaixo. Os
sistemas de cabeamento contêm até três subsistemas:
cabeamentos de backbone (pode haver no máximo
dois níveis) e cabeamento horizontal, interconectados
para criar um sistema de cabeamento, como ilustrado
na figura abaixo.

Clique na imagem acima para uma melhor


visualização

A conexão do cabeamento do data center aos serviços


externos, seja do MD ou ID à ENI, depende das
características e especificações dos serviços fornecidos
por seus provedores. O cabeamento de acesso à rede
não é considerado parte do sistema de cabeamento
estruturado e está fora do escopo desta norma. As
conexões entre subsistemas de cabeamento podem ser
passivas ou ativas, quando utilizadas com
equipamentos de aplicações específicas.

As conexões de equipamentos para aplicações


específicas adotam a abordagem tanto de interconexão
como de conexão cruzada. As conexões passivas entre
subsistemas de cabeamento são geralmente
executadas usando conexões cruzadas por meio de
patch cords ou jumpers. No caso de um cabeamento
centralizado, as conexões passivas nos distribuidores
são executadas por conexões cruzadas ou
interconexões.

Além disso, para cabeamento óptico centralizado, é


possível criar conexões nos distribuidores usando
emendas, apesar de isto reduzir a possibilidade do
cabeamento de suportar reconfigurações. Para
detalhes, ver NBR 14565. O subsistema de
cabeamento de backbone se estende do MD e ID aos
HD a eles conectados. O subsistema de cabeamento de
backbone inclui: os cabos de backbone; a terminação
mecânica dos cabos de backbone no MD ou ID, mais
os patches cords e/ou jumpers a eles associados; a
terminação mecânica dos cabos de backbone nos HD.

Não são considerados parte do subsistema de


cabeamento de backbone os cabos de equipamentos
que venham a ser utilizados para conectá-los a este
subsistema. O subsistema de cabeamento horizontal
que se estende do HD à EO, inclui: os cabos
horizontais; a terminação mecânica dos cabos
horizontais nas EO e no HD, mais os patches cords
e/ou jumpers a eles associados; os LDP opcionais; e as
EO.

Os cabos do subsistema de cabeamento horizontal


devem ser contínuos do HD até as EO, a não ser que
existam pontos de distribuição local, conforme definido
por esta norma. Não são considerados parte do
subsistema de cabeamento horizontal os cordões de
equipamentos que venham a ser utilizados para
conectá-los a este subsistema. De forma a prover
maior vida operacional, menos interrupções e menores
custos associados com reinstalações, o cabeamento
instalado deve ser projetado para: suportar a mais
ampla gama de aplicações existentes e emergentes;
permitir o crescimento esperado, em volume de
aplicações atendidas, por toda a vida útil da instalação.

O data center deve ter um sistema de aterramento e


de proteção a descargas e transientes integrado ao do
edifício onde está instalado. A malha de aterramento
da edificação deve seguir as recomendações da série
NBR 5419 e da NBR 5410, em termos de montagem,
especificações de materiais, procedimentos de ensaios
e de manutenção periódica.

No data center deve ser constituído um ponto de


aterramento comum para todos os sistemas internos,
sendo que tal ponto de aterramento deve ser
conectado diretamente ao sistema de aterramento da
edificação. Uma malha de equipotencialização deve ser
constituída para cobrir toda a área do data center. A
malha deve ser constituída de cabos de cobre com
Seção mínima 10 mm² (ou barras de cobre com Seção
equivalente), formando uma grade com dimensões
mínimas de 0,60 m × 0,60 m e máximas de 3 m × 3
m, podendo formar grades retangulares, respeitando
esses limites.

O cabo (ou barra) de cobre que constitui a malha de


equipotencialização pode ter isolamento (na cor
verde), para prevenir contatos indesejáveis. A malha
de equipotencialização deve ser conectada ao ponto de
aterramento principal e deve ser conectada às
estruturas metálicas do piso, racks, gabinetes, calhas,
dutos metálicos, etc. Todos os sistemas devem ser
conectados ao ponto principal de aterramento do data
center individual e diretamente (topologia radial), não
sendo permitida uma ligação em série do cabo de
aterramento (por exemplo, um cabo de aterramento
conectando vários racks em série).

Cada rack ou gabinete deve ser conectado com um


cabo de Seção mínima de 10 mm2 diretamente ao
ponto principal de aterramento do data center, sendo
que tal conexão deve ser feita à barra de aterramento
do rack criada especificamente para essa finalidade.
Todos os componentes e acessórios do rack devem ter
sua continuidade elétrica assegurada.

Além da alta disponibilidade, outro objetivo dos


modernos data centers é melhorar sua eficiência
energética, otimizando o consumo de energia elétrica.
Adotar medição de consumo elétrico em diversos
níveis da distribuição elétrica, como, por exemplo, em
entradas da instalação, saídas de geradores, entradas
e saídas de UPS, quadros de distribuição, entrada de
equipamentos críticos, entrada de equipamentos
mecânicos e auxiliares.

Implantar métricas de medição de eficiência


energética, como, por exemplo, o PUE (métrica criada
pelo The Green Grid), de preferência integradas ao
sistema de automação. Técnicas que podem ser
utilizadas para redução das perdas no sistema de
distribuição elétrica do data center: especificar
equipamentos UPS de alta eficiência; utilizar sistema
de iluminação de maior eficiência, de preferência com
controle automático.
As técnicas para redução do consumo elétrico de
sistemas de ar-condicionado incluem: utilização de
alguma técnica de free cooling para a otimização do
uso do sistema; utilização de máquinas com
ventiladores eletronicamente controlados e/ou motores
com variadores de frequência, com capacidade de se
ajustarem às cargas a serem resfriadas; evitar
obstruções no caminho do ar fornecido e do retorno do
ar-condicionado; melhor controle do fluxo de ar na
sala de computadores, segregando o máximo possível
o ar frio fornecido do ar quente de retorno, buscando
uniformizar a temperatura de entrada em todos os
equipamentos críticos; isolar equipamentos com
diferentes requisitos de climatização (por exemplo,
equipamentos que possam trabalhar acima de 27 °C),
de forma a não refrigerar a sala toda, de acordo com
os equipamentos de maior demanda.

É desejável a redução do consumo elétrico dos


equipamentos críticos de TI, especialmente dos
servidores. Algumas técnicas recomendadas são:
consolidação e virtualização de servidores; estabelecer
políticas para identificar e remover equipamentos sem
uso e que permaneçam indevidamente ligados.

FONTE: Equipe Target