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GEOLOGIA 10.

º ANO

Sícilia, Itália – Etna – erupção de 24 de dezembro de 2018 e atividade sísmica


associada

O vulcão Etna é o mais ativo da Europa havendo registo da mesma desde 1500 a.C.

Conhecido pelas suas frequentes erupções, o Etna é um vulcão ativo em constante


crescimento tendo, na atualidade, 3330 metros de altitude no seu ponto mais alto.

A sua formação teve início no Pleistocénico tardio e no Holocénico e, atualmente, na


sua cúpula existem quatro crateras: a Voragine e a Bocca Nuova, formadas em 1945 e
1968, respetivamente; a Cratera do Nordeste que existe desde 1911 e é atualmente o
ponto mais alto do Etna; e a Cratera do Sudeste, formada em 1971 e que,
recentemente, tem sido a mais ativa das quatro. Esta geomorfologia contrasta com a
que ocorreu há um século, quando no cume do Etna havia apenas uma cratera, a
Cratera Central.

Os episódios eruptivos do Etna ocorrem não só nestas crateras, mas também ao longo
de fissuras dos seus flancos.

Este complexo vulcânico apresenta dois estilos de atividade eruptiva que, por vezes,
ocorrem em simultâneo. Fluxos históricos de lava de composição basáltica cobrem
grande parte da superfície deste imenso vulcão e, atualmente, erupções explosivas
persistentes, às vezes com pequenas emissões de lava, ocorrem em uma ou mais
crateras. Nos seus flancos, através do sistema de fissuras, ocorrem taxas de efusão
altas, embora menos frequentes. Os fluxos de lava do flanco sudeste estendem-se até
ao sopé do vulcão, atingindo o mar.

No dia 24 de dezembro de 2018, o Etna "despertou" eram 7h50 da manhã em Lisboa


(mais uma hora em Itália) e, nas primeiras cinco horas de intensa atividade vulcânica,
foram registados mais de 200 abalos sísmicos, sendo que o abalo mais forte atingiu a
magnitude de 4,0. De uma nova fissura lateral foi libertada lava e do seu cume uma
nuvem de cinzas levou ao encerramento temporário, na véspera de Natal, do espaço
aéreo da Sicília.
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Na madrugada do dia 26 de dezembro de 2018, um sismo de magnitude 4,8, com foco


a 1 km de profundidade, feriu 28 pessoas e provocou a derrocada de inúmeros
edifícios na Catânia.

Figura 1 – Contexto geotectónico simplificado do Etna.

Figura 2 – Perfil simplificado da posição geotectónica do Etna segundo a direção AB da figura 1.

Adaptado de: https://earthquake.usgs.gov/ e https://geology.com/ [consultado em maio de 2018]


GEOLOGIA 10.º ANO

1. O vulcão Etna é um estratovulcão


(A) porque se encontra ainda em formação.
(B) formado por níveis piroclásticos intercalados com níveis lávicos.
(C) devido à formação de pillow lavas no Mar Mediterrâneo.
(D) formado por estratos de basalto.

2. Aquando do início da formação do Etna


(A) o planeta era povoado por dinossáurios.
(B) existia um só continente, a Pangea.
(C) ocorreu a extinção K-T.
(D) os primeiros hominídeos já deambulavam pela Terra.

3. O episódio eruptivo do Etna, que teve início na véspera do Natal de 2018,


(A) manifestou carácter explosivo devido à libertação, sob pressão, de lavas
encordoadas.
(B) foi misto devido à libertação de bombas, lapilli e cinzas.
(C) teve origem em magmas com viscosidade diferente.
(D) manifestou carácter efusivo devido à libertação fluida de lavas ricas em sílica.

4. O limite tectónico associado ao Etna é


(A) resultado da convergência de duas placas litosféricas com diferentes
densidades.
(B) um limite construtivo com subducção da placa litosférica mais densa.
(C) consequência de movimentos convectivos ascendentes.
(D) um limite destrutivo com acreção de placa litosférica menos densa.

5. Tendo presente os dados fornecidos, fundamente a afirmação: “A altitude do


vulcão Etna tem aumentado progressivamente”.
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6. O sismo de 26 de dezembro de 2018, com epicentro em Catânia,


(A) deveu-se à libertação de energia no foco equivalente a 4,8 quilos de explosivos.
(B) devido à sua baixa magnitude, dificultou a recolha de dados e a delimitação
precisa das suas isossistas.
(C) libertou quantidades variáveis de energia em função da distância ao epicentro.
(D) apresentou uma magnitude de 4,8 calculada a partir da amplitude das ondas
internas e da distância ao epicentro.

7. A acumulação da energia sísmica que originou o sismo de 26 de dezembro ocorreu


em rochas
(A) com comportamento dúctil, a cerca de 1 km de profundidade.
(B) da crusta ricas em silício, alumínio e magnésio.
(C) com comportamento dúctil em condições termodinâmicas elevadas.
(D) litosféricas ricas em ferro e magnésio.

8. As ondas sísmicas
(A) primárias são longitudinais de grande amplitude que se propagam em meio
sólido e líquido.
(B) secundárias são transversais de baixa amplitude e velocidade constante.
(C) Love têm origem no foco e propagam-se perpendicularmente à direção de
propagação da frente de onda.
(D) Rayleigh resultam da interferência das ondas P e S e são as que se propagam
com menor velocidade.

9. Explique por que razão a monitorização da atividade sísmica associada ao Etna


permite acompanhar, de forma indireta, o trajeto na chaminé do magma gerador
da nuvem de cinzas.
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10. O limite tectónico África-Eurásia é complexo e deve-se ao fecho do Mar de Tétis


que se iniciou há cerca de 50 milhões de anos. O Mar Mediterrâneo é o que
atualmente resta do Mar de Tétis.

Classifique como verdadeiras ou falsas as afirmações A a D.

A. O fecho do Mediterrâneo será suturado com a formação de uma cadeia


montanhosa.
B. A abertura do oceano Atlântico é responsável pelo fecho do oceano Pacífico.
C. Desde a formação da Terra até à atualidade existiu apenas um único
supercontinente.
D. À luz da tectónica de placas não é previsível que as margens do oceano
Atlântico entrem em subducção.
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Propostas de solução

1. Opção (B).

2. Opção (D).

3. Opção (C).

4. Opção (A).

5. Tópicos de resposta:

 Vulcão ativo – deposição continuada de materiais eruptivos nas encostas do


seu cone.
 Vulcão de subdução – as forças tectónicas convergentes empurram
verticalmente a placa de menor densidade – a Euro-asiática – onde se localiza o
Etna.

6. Opção (D).

7. Opção (B).

8. Opção (D).

9. Tópicos de resposta:

 O magma gerador da nuvem de cinzas é viscoso pelo que apresenta resistência


em fluir.
 Esta resistência permite a acumulação de tensão nas rochas envolventes que,
ultrapassado o seu limite, fraturam libertando repentinamente, na forma de
ondas sísmicas (P e S), a energia acumulada.
 A análise do comportamento das ondas P e S no contacto com o corpo
magmático (reflexão e/ou refração) permite radiografá-lo sismicamente e,
assim, acompanhar a sua progressão.

10. As afirmações (A) e (B) são verdadeiras e as afirmações (C) e (D) são falsas.