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FÍSICO-QUÍMICA I – AULA PRÁTICA 6

Prof. Jairo Tronto


EXPERIMENTO: LÍQUIDOS PARCILMENTE MISCÍVEIS

1. OBJETIVOS

Construir a curva de solubilidade mútua para dois líquidos parcialmente miscíveis e


determinar a sua temperatura crítica de solubilidade.

2. TEORIA

Miscibilidade é a propriedade de duas ou mais substâncias líquidas misturarem entre si


com maior ou menor facilidade, formando uma ou mais fases. Dois líquidos podem ser
totalmente miscíveis, parcialmente miscíveis ou imiscíveis. Exemplos bem conhecidos
desse comportamento diferenciado são os sistemas água/álcool (perfeitamente
miscíveis) e água/óleo (imiscíveis). Sistemas com duas substâncias parcialmente
miscíveis podem apresentar uma ou duas fases. Quando apresenta uma só fase temos
uma única solução líquida (homogênea). Ao apresentar duas fases teremos duas
soluções, ambas contendo uma composição das duas substâncias. Nesse caso são
chamadas de soluções conjugadas.
Líquidos Parcialmente miscíveis são líquidos que não se misturam em todas as
proporções. Um exemplo é uma mistura de hexano e nitrobenzeno. Quando os dois
líquidos são misturados formam-se duas fases líquidas: uma delas é uma solução
saturada de hexano em nitrobenzeno e a outra uma solução saturada de nitrobenzeno
em hexano. Como as duas solubilidades variam com a temperatura, a composição e a
proporção das duas fases se alteram quando ocorre uma variação temperatura.

3. APARELHAGEM E SUBSTÂNCIAS

 Erlenmeyers 50 mL (3 unidades, de preferência com tampa)


 Termômetros (3 unidades)
 Agitador (1 unidade)
 Bureta de 25 mL (1 unidade)
 Haste universal (1 unidade)
 Garra (duas unidades)
 Chapa de aquecimento (1 unidade)
 Provetas de 50 mL (2 unidades)
 Fenol
 Água destilada
 Banho de água previamente aquecido a 70 oC (dois banhos de água de tamanho
grande para todos os grupos)
4. PROCEDIMENTO

01 – Transferir para 3 erlenmeyers 10,0, 5,0 e 2,5 g de fenol, respectivamente. Colocar


em cada erlenmeyer um termômetro que deverá permanecer mergulhado no sistema
durante toda a experiência. Enumerar os frascos com I, II e III, respectivamente.

02 – Colocar no frasco I, que contém 10,0 g de fenol, 4,0 cm3 de água destilada (utilize
para este procedimento a bureta), obtendo, assim à temperatura ambiente, uma
mistura heterogênea com um aspecto leitoso opalescente (uma suspensão).

03 – Aquecer o frasco em um banho de água de aproximadamente a 70 oC, agitando


regularmente a mistura até o momento em que ela se torne homogênea.

04 – Retirar o frasco do banho de aquecimento e deixar a mistura esfriar lentamente.


Quando a mistura se tornar, de novo, opalescente, ou nesta aparecerem traços de
uma nova fase líquida, ler e anotar a temperatura.

05 – Aquecer novamente o frasco em um banho de água até que esta mistura se torne
homogênea Repetir o procedimento do item 04.

OBS: Deve-se anotar tão-somente, para cada amostra, a temperatura do surgimento


da nova fase no resfriamento. Repete-se o experimento para o mesmo sistema, e as
temperaturas encontradas não devem diferir, entre si, de 2,0 oC.

06 – Repetir o mesmo procedimento dos itens (02), (03), (04) e (05) para cada adição
de água nas quantidades indicadas na Tabela 1.

07 – Preceder com os frascos II e III do mesmo modo que nos itens (02), (03), (04) e
(05), adicionando as quantidades indicadas de água na Tabela 1.

08 – Colocar a mistura no 9 e a no 4, logo após a medida das temperatura, em provetas


de 50 ou 100 cm3 e reservar para posterior observação da separação das fases à
temperatura ambiente.

5. UTILIZAÇÃO DOS DADOS

Calcula-se, para cada mistura, a porcentagem em massa de fenol, considerando


unitária a densidade da água. Lembre-se que a temperatura de solubilidade é a média
das temperaturas nas quais o surgimento da segunda fase foi observado.

6. RESULTADOS A APRESENTAR

01 – Tabela 1 preenchida.

02 – Diagrama de fases do sistema fenol-água.

03 – Temperatura crítica de solubilidade.

04 – Graus de liberdade de sistemas representados por pontos acima e abaixo da curva


de miscibilidade e as variáveis necessárias para descrever esses sistemas.

05 – A composição e as quantidades relativas das fases que coexistem em equilíbrio


em um sistema de composição igual à da mistura no 9 e da mistura no 4 (ver tabela 1),
à temperatura ambiente.

06 – Estimar, a partir do resultado obtido para as quantidade relativas, no item


anterior e do resultado obtido pela estimativa dos volumes da fase rica em água e da
fase rica em fenol, lidos nas provetas onde foram colocadas as misturas de n o 9 e de no
4, a razão entre as densidades das fases rica em água e rica em fenol no equilíbrio.

TABELA 1:
Temperatura / oC
Frasco Amostra Massa de Volume de Resfriamento Resfriamento Média Composição de
fenol / g água / cm3 I II fenol / % m/m
1 10,0 4,0 71,4
2 + 1,0
I
3 + 3,0
4 + 4,0
5 5,0 7,5
6 + 1,5
II 7 + 3,0
8 + 3,0
9 + 3,0
10 2,5 12,5
11 + 4,0
III
12 + 6,0
13 +7,0