FACULDADE DO VALE DO ITAPECURU – FAI DIREITO EMPRESARIAL II DOCENTE: NAILA MARIA DIREITO 4º PERÍODO

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

CAXIAS-MA NOVEMBRO/2010

ALAN JUDSON ANTÔNIO CARLOS FÁBIO DINIZ JANETE BRITO TALLITA KLYCIA KAYNÃ GAIOSO RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL CAXIAS-MA NOVEMBRO/2010 .

REQUISITOS DA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL Muitas vezes pode ocorrer de a recuperação judicial depender da revisão de determinados créditos.INTRODUÇÃO RECUPERAÇAO EXTRAJUDICIAL 1. Arecupçração representa a possibilidade de todos os credores virem a receber seus créditos. a lei prevê que o plano de recuperação extrajudicial apoiado pela maioria dos credores atingidos pode ter seus efeitos estendidos aos demais. levar o acordo a homologação judicial Se essa não e necessaria (porque todos os atingidos aderiram ao plano) nem conveniente (por qu não teu interesse o devedor em arcar com as despesas do processo) e irrelevante o preenchimento ou não das condições legalmente referidas. Assim. ela está se referindo apenas ao devedor que pretende. uma saída negociada para a crise. em conj!. oportunamente.mto com eles. mesmo contra a vontade desses (hipótese em que a homologação judicial é obrigatória). Estando todos os envolvidos de acordo. obrigações cujo cumprimento espera-se proporcione o reerguimento do devedor. Quando a lei estabelece requisitOS para a recuperação extrajudicial. assinam os instrumentos de novação ou renegociação e assumem. em razão do sacrifício que eles (ou parte deles) concorda em suportar. não é justo que se frustre a recuperação peïá falta do apuio deles. Se esses credores representam uma minoria do passivo da empresa em crise. o empresário não precisa atender a nenhum dos requisitos da lei para a recuperação extrajudicial. Para evitá-lo. recuperação extrajudicial deve preencher os seguintes requisitos: a) atender às mesmas . por livre manifestação da vontade. Não se justifica o comprometimento dessa possibilidade por força da negativa de uma parcela minoritária dos credores em aderir ao plano de recuperação. o devedor que precisa ou pretende requerer a homologação da. Os requisitos legais para a homologação do plano de recuperação extrajudicial são duas ordens: subjetivos (dizem respeito a sociedade empresaria requerente) e objetivos (são pertinentes ao plano submetido à homologação). Para simplesmente procurar seus credores (ou parte deles) e tentar encontrar. cujos títultires resistem a qualquer proposta de renegociação.

garantias etc. § 22. Quando todos os credores cujos créditos são alcançados pelo piano (jsto é. c) o plano não pode abranger senão os créditos constituídos até a data do pedido de homologação (art. Se o plano de recuperação extrajudicial ostenta a assinatura de todos os credores por ele atingidos. 161. a homologação judicial não é obrigatória para a sua implementação. primeira parte). § 32. a saber. 163.) aderiram a ele. Eles já se encontram obrigados nos termos do plano por força da adesão resultante de sua manifestação de vontade. condições de pagamento. 163. art. há menos de 2 anos. segunda parte). Dela cuida o art. vedado o favorecimento de alguns ou o desfavorecimento apenas de parte deles (art. segunda parte). 161. a homologação não é condição para os obrigar. injine). para chamar a atenção das partes para a sua . § 1. A primeira.§4º) o plano de recuperação não pode estabelecer o afastamento da variação cambial nos creditos em moeda estrangeira sem contar com a anuência expressa do respectivo credor (art. são cinco os requisitos objetivos: a) não pode ser previsto no plano o pagamento antecipado de nenhuma dívida (LF. primeira parte). O ato judicial não é necessário para que o crédito seja alterado em sua extensão ou condições. há duas hipóteses distintas de homologação em juízo do piano de recuperação extrajudicial. c) não lhe ter sido concedida. 161. § 32. que denomino facultativa. O primeiro é revestir o ato de maior solenidade. b) todos os credores sujeitos ao plano devem receber tratamento paritário.) (art. art. § 2. néie altera-se seu valor. b) não se encontrar em .comiições estabelecidas pela lei para o acesso à recuperação judicial. Dois são os motivos que podem justificar a homologação facultativa. d) do plano só pode constar a alienação de bem gravado ou a supressão ou substituição de garantia real se corri a medida concordar expressamente o credor garantido (hipotecáno.ramitação nenhum pedido de recuperação judicial dele (LF. vencimento. De outro lado. 162 da LF. 163. pignoratício etc. 161. é a homologação do piano que conta com a adesão da totalidade dos credores atingidos pelas medidas nele previstas. § 5º) . recuperação judicial ou extrajudicial (art. HOMOLOGAÇÃO FACULTATIVA Na lei.

Nos mesmos 30 dias. Para ser homologado com base no art. quando prevista a medida (LF. homologando o plano de recuperação extrajudicial ou denegando a homologação. termo etc. 163. . 3. seguintes à publicação do edital. ração . o juiz determina a publicação de edital convocando os credores a apresentarem eventuais impugnações. V. prevê a lei tambem a homologaçãoobrigatória. Com a homologação judicial do plano de recuperação extrajudicial. mas uma pequena minoria destes resiste a suportar suas conseqüências. 166). informando-lhes a distrjbuição do pedido de homologação extrajudicial.justo que a oportunidade de reerguimento da empresa do devedor se perca em razão da recusa de adesão ao plano por parte de parcela minorituria dos credores. O prazo para impugnar o plano de recuperação extrajudil é de 30 dias. estendemse os efeitos do plano aos niinoritários nele referidos. HOMOLOGAÇÃO OBRIGATÓRIA Ao lado da homologação facultativa do piano de recupe‘ . domiciliadOs ou sediados no Brasil. Por “espécies” de crédito se deve entender.extrajudicial ao qual aderiram todos os credores alcançados por seus termos (art 162). se houver. IV. para os fins de aplicação desse dispositivo. todos os credores sujeitos ao plano. Nesse caso. Ao requerer a homologação facultativa. suprindo-se desse modo a nécessidade de sua adesão voluntária. as condições do plano apresentado e o prazo para a impugnação. O segundo é possibilitar a alienação por hasta judicial de filiais ou unidades produtivas isoladas.importância. o juiz decide o pedido. as classes referidas nos incísos II. o devedor deve instruir o pedido com a justificativa do pleito e o instrumento de recuperação extrajudicial (plano. é in -. o devedor requerente deve provar que comunicou por carta. Processada a impugnação. o plano de recuperação extrajudicial deve ostentar a assinatura de pelo menos 3/5 de todos os créditos de cada espécie por ele abrangidos. Trata-se. Após receber a petição inicial devjdamente instruída. agora. art.) assinado por todos os credores aderentes. da hipótese em que o deve do conseguiu obter a adesão de parte significativa dos seus credores ao plano de recuperação. VI e VIII do art. acordo.

d) crédito quirografário. os crédito alcançados pelo plano (LF. d) documento comprobatório da outorga do poder para novar ou transigir para os subscritores do plano em nome dos credores (por exemplo: ato de investidura do administrador de sociedade empresária acompanhado do estatuto ou do contrato social. classificação e valor atualizado do crédito. consistente na justificativa e no plano. de pelo menos 3/5 dos com privilégio especial. OS CREDORES NA RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL . e) demonstrações contábeis referentes ao período. 163§6º). e) crédito subordinado. desde o fim do último exercício e a data do plano. art. Não há mesmo sentido em exigir-se mais do devedor nessa hipótese. O plano conta com a adesão de todos os credores por ele alcançado. levantadas especialmente para o pedido. Além da justificativa e do plano (com a assinatura da maioria aderente). de pelo menos 3/5 dos com privilégio geral e assim por diante. exceto no que diz respeito à instrução da petição inicial. b) crédito com privilégio especial. em vista do maior alcance dos efeitos desta. b) demonstrações contábejs relativas ao último exercício. para autoriza sua homologação obrigatória. a saber: a) crédito com garantia real. na aferição do elevado grau de adesão ao plano de recuperação extrajudicial. a lei estabeleceu instrução singela. além da origem. e a homologação não lhes afeta os direitos creditórios.83. porque os efeitos da homologação facultativa são modestos. a instrução do pedido de homologação obrigatória. A adesão ao plano. Para o pedido de homologação facultativa. do vencimento e da remissão ao seu registro contábil (LF. deve ser de credores titularesa de pelo menos 3/5 dos créditos com garantia real. com endereço. 163§2º) O processamento da homologação obrigatória é idêntico ao da facultativa. Só têm reevevância considerar.). São essas cinco as espécies de crédito a serem consideradas na recuperação extrajudicial. e) relação nominal de todos os credores. Contudo. c) crédito com privilégio geral. instrumento de procuração com poderes específicos etc. deve o devedor apresentar em juízo: a) exposição de sua situação patrimonial. art. deve ser mais complexa.

. vendedor ou proxriltente. b) credor tributário.vendor de imóvel por contrato irrevogável e vendedor titular de reserva de domínio. validade e eficácia do arrependimento porque o plano de recuperaçao trajudicial deve sempre ser considerado em sua integralidade. vão dar sua parcela de contribuição para a realização desse objetivo. é possível que o objetivo pretendido — a recuperação da empresa do devedor — não se alcance. Atenta a isso. a lei exige a concordância tanto do devedor como dos outros credores aderentes para que um desses últimos possa se liberar do previsto no plano. Desse modo. o credor que tiver aderido ao plano de recuperação extrajudicial não pode dele desistir. A renegociação só pode se fazer por regras próprias da disciplina legal do crédito em questão ou. c) proprietário iduciárjo. por isso. A recupeção extrajudicial não altera minimamente os direitos dessas categorias de credores São. a menos que os demais signatários concordem. sujeitos de direito que io podem renegociar os créditos que detêm perante a sociedade empresária por meio do expediente da recuperação extrajudicial.Alguns dos credores estão preservados da recuperação extrajudicial. como a adesão de cada credor é sempre feita no pressuposto de que todos os signatários. na forma prevista pelo plano. Após a distribuição do pedido de homologação. Os credores preservados da recuperação extrajudicial são: titulares de créditos derivados da relação empregatícia ou e acidente de trabalho. A anuência do devedor e de todos os credores é condição para existencia. arrendador mercantil. mesmo a homologada judicialmente. quando xistentes. Se o plano tiver obtido a adesão da maioria (60% do valor do passivo de cada espécie atingida) a extensão dos seus efeitos aos minontarios remtentes é conseqüência da homologação judicial. a desistência de qualquer um deles compromete os interesses dos demais. pelas do direito das obrigações.: tamento ao exportador (ACC). Todos os demais credores estão expostos aos efeitos da recuperação extrajudicial homologada. Se faltar qualquer um de seus elementos. d) instituição financeira credora por adian.

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