Aluna: Adriana Santiago da Silva Almeida

Intubação Orotraqueal e Traqueostomia
1. Traqueostomia 1.1. O que é traqueostomia. A criação de uma comunicação relativamente permanente da pele à traquéia atráves de uma incisão no pescoço com o propósito de estabelecer uma via aérea chamada traqueostomia. A traqueostomia é uma das cirurgias mais antigas e foi usada por um tempo no tratamento de emergência de obstrução das vias aéreas. Também foi empregada pra controlar secreções nos pacientes gravemente enfermos. Mais recentemente, a traqueostomia tem fornecido uma via para o suporte ventilatório na insuficiência respiratório. O termo traqueostomia deriva do grego TRAQUÉIA ARTÉRIA (artéria áspera) e TOMO (incisão, divisão), sendo empregado para indicar a incisão praticada na traquéia que, por sua vez, resulta na formulação da traqueostoma – do grego STOMA (abertura da boca). A manutenção desta abertura através de uma cânula colocada no interior da traquéia com o objetivo de estabelecer a comunicação com o meio exterior é chamada de traqueostomia. 1.2. Classificação. A traqueostomia pode ser classificada quanto a urgência, ao anel traqueal seccionada e ao tempo de permanência. A classificação quanto a urgência divide-se em: urgência e eletiva. Já quanto ao anel traqueal seccionado pode ser alta onde ocorre a secção ocorre abaixo do quarto anel traqueal. Por fim, a classificação quanto ao tempo, pode ser temporária ou definitiva. A abertura da traquéia pode ser feita em vários níveis, e a classificação seguinte descreve as diversas posições que podem ser utilizadas: - Alta: acima da glândula tireóide, nos dois primeiros anéis traqueais; - Média ou transístimica: através do istmo tiroideano é feita nos pacientes portadores de bócio; - Baixa: na altura do terceiro ou quarto anéis traqueais. Nessa situação, o istmo da tireóide necessita ser tracionado para cima; - Transmembrena cricitireoidiana: cricotireoidostomia feita através da membrana cricotireoidiana. 1.3. Indicações A indicação mais crítica para uma traqueostomia é a obstrução das vias aéreas, causadas por tumores volumosos, traumatismo facial severo, edema cervical inflamatório e anomalias congênitas. Pacientes em suporte ventilatório prolongado merecem o procedimento para ganhar conforto e mobilidade cervical, para prevenir lesões orais e laríngeas provocadas pelas cânulas orotraqueais de longa permanência para a prevenção de broncoaspiração, para facilitar a higiene e toalhete brônquica. Outras indicações para a traqueostomia são: - Obstrução das vias aéreas superiores por tumores da faringe, laringe ou esôfago, anomalias congênitas do trato respiratório superior ou digestivo, trauma de laringe ou traquéia, paralisia do nervo laríngeo recorrente bilateral, aspiração de corpo estranho, difteria, epiglotite infecciosa, corpo estranho, queimaduras sobre a região cervico-facial, choque anafilático, com edema de glote, retenção de secreção e tosse diminuída após cirurgia torácica ou abdominal, broncopneumonia, aspiração de conteúdo gástrico; - Insuficiência respiratória alveolar durante ou após intoxicação por drogas ou venenos, trauma torácico fechado com fratura de costelas, paralisia da musculatura respiratória, DPOC como enfisema, bronquite crônica, bronquiectasia, asma, atelectasia; - Retenção de secreções com insuficiência respiratória alveolar decorrente de patologias neurológicas degenerativas graves, centrais e periféricas, como paralisia cerebral, miastenia, polirradiculoneurite crônica progressiva, neoplasias do SNC, trauma raquimedular, distúrbio

1

Embolia gasosa. As desvantagens existem pelo fato de se realizar a traqueostomia “as cegas”. Traqueostomia Clássica A traqueostomia clássica de caráter eletivo e nunca de urgência. com risco elevado e permanente de broncoaspiração.4. visto que a condição de emergência aumenta em cinco vezes a incidência de complicações. Doenças congênitas como hemangiomas. realizar uma traqueostomia. Pacientes em coma. Lesão de esôfago. tecido celular subcutâneo e membrana cricotireóidea. Pneumomediastino. 1. em 1983. iatrogênia. quando não se conseguia a extubação por edema no nível da região subglótica. membranas congênitas da laringe. emprega anestesia local.3.5. Lesão da parede posterior da traquéia. intubação orotraqueal prolongada. Se houver urgência dar preferência à cricotiroidotomia. com o risco de mal posicionamento do tubo traqueal e a possibilidade de ocorrer um falso trajeto do tubo para fora da região traqueal. linfagiomas.4. 1. debilitados.4. contudo. 2 . laringomalácia. cistos congênitos da base da língua. tumores de assoalho da boca. Intra-operatórias. Traqueostomia Percutânea As indicações são as mesmas da traqueostomia clássica. o procedimento é realizado em aproximadamente 10 minutos.2. com paralisia de cordas vocais por lesão bilateral dos recorrentes.4. incapazes de expelir secreções traqueobrônquicas. 1. podendo ser realiza à beira do leito. A técnica. Complicações Geralmente as complicações relacionadas a traqueostomia são divididas em três grupos: 1.- - vascular encefálico. sem. 1. e síndrome de Pierri Robin.Cricotiroidotomia Consiste em se fazer uma incisão horizontal de mais ou menos dois centímetros de extensão entre as cartilagens tireóide e cricóide. Quaisquer destes procedimentos deve ser realizado por pessoa (cirurgião ou intensivista) experiente para evitar complicações.4. para ser utilizada em recém nascidos e em crianças menores de dois anos. 1. na UTI. não havendo necessidade da estrutura de um centro cirúrcico.. Esta técnica foi idealizada por Cotton. encefalite e tétano. ocorrem no momento ou logo após a cirurgia: Hemorragias. Pacientes submetidos a grandes cirurgias em cabeça e pescoço (laringectomias. invasão por tumor maligno. Isto feito. Tipos 1.4. introduz-se a cânula de traqueostomia pela abertura. Doenças degenerativas da traquéia como traqueomalácia e doença do tecido conjuntivo. Pneumotórax – mais comum em crianças. glossectomias. relativamente simples. grandes esvasiamentos cervicais e tireoidectomia total entre outras). Cricoidotomia Consiste ana abertura da cartilagem cricóide e dos dois primeiros anéis traqueais. e com um equipamento adequado. interessando pele.1.5. Lesão do nervo recorrente.1. Falso trajéto da cânula traqueal.

1. ocorrem após o sexto dia: Traqueomalácea.3. Hematoma. são precoces até o sexto dia da cirurgia: Infecção. Pneumonia. 1. Obstrução da cânula por secreção espessa. pois facilita a sua atuação no momento em que deve ser realizada a extubação orotraqueal e o cirurgião introduzirá.6. 1. Mediastinite. Distúrbios de deglutição. com coxim sob os ombros para hiperextensão do pescoço.V.2. Posição do paciente na mesa cirurgica O paciente é posicionado em decúbito dorsal horizontal. Preparação da pele Realiza. Fistula traqueocutânea e traqueoesofágica. Posição do cirurgião e do fisioterapeuuta Se estiver presente o cirurgião.6. Anestesia Usa. Pós-operatórias. um assistente e o fisioterapeuta. Se há risco de asfixia iminente.5. 1.4.3.se a assepsia e anti.1. Técnica 1.6. Colonização bacteriana.6. Tardias.se a anestesia para abreviar a operação e salvar a vida do paciente. 1. Em seguida são colocados os campos estéreis. empregando-se os anestésicos comuns para tal tipo de anestesia. Enfizema subcutâneo.I. Traqueite.2.sepsia com P.- Edema falso de glote. 1.se sempre anestesia local por infiltração. dispensa. Na prática é o posicionamento mais correto. Abcesso pulmonar. Lesão da glândula tireóide.se atrás do paciente.6. Aspiração de corpo estranho. 1. Estenose subglótica e traqueal. lidocaína a 2%. Obstrução da cânula.6. Edema agudo de pulmão. o fisioterapeuta posiciona. Granulomas. simultaneamente a cânula de traqueostomia. Incisão 3 . da borda inferior da mandíbula ao segundo espaço intercostal.P. Celulite cervical.5. Aspiração.5.. Deslocamento da cânula.

aproximadamente. Tubos ou adaptações de traqueostomia “falantes” 4 . que tem como finalidade úmidificar o ar.9. Os que comportam grandes volumes com baixa pressão (entre 12 e 15 cm de água) são melhores.cânula para higenização várias vezes ao dia (a cada 8 horas. Remova as secreções utilizando sondas e aspiração por preção negativa. retire a sub.Cuidados com a traqueostomia Pacientes traqueostomizados têm aumento na produção de secreção brônquica reflexa à perda de umidificação das vias aéreas. material esterilizado e gase embebida em solução de cloreto de sódio a 0.12.se que a fístola traqueal esteja completa.se que a abertura traqueal seja ampla e satisfatória ao calibre da cânula escolhida. eles mantém o estoma. evitando que o ar seco cause irritação das vias aéreas.A horizontal ou longitudinal. Balonete interno ou cuff A insuflação do balão interno ou cuff é facilmente monitorada pelo balão externo. 1. se for mal sucedida. Esta incisão permite menor sangramento e mais fácil dissecção. com a sua base em direção ao mento do paciente. quando a capacidade de limpar as secreções ou ventilar é questionável e pode ser necessária a recanulização. além de “fixar” a cânula. O cuff. e necessitam de assistência extrema de enfermagem e fisioterapia. permitindo pressão positiva e prevenindo a aspiração. Ao introduzir a cânula. Ao cuidar de cânulas metálicas. A também colares especialmente fabricados para este fim. 1. Lubrifique a cânula com um pouco de spray anestésico.8. gire em 180 graus. vai da cartilagem cricóide até a fúrcula do esterno. muitos autores a adotam como preferencial na traqueostomia de urgência.a suavemente para o seu interior. Repita o procedimento quantas vezes for necessário. além de promover fluidificação das secreções. poderá lesar estruturas nobres do pescoço. por resultarem em mínimo dano à mucosa traqueal. agravar a hipoximia e culminar em parada cardiorespiratória. Acompanhando os exercícios respiratórios de fisioterapia (mudança de decúbito drenagem postural. Substâncias anti.11. criando um plano de inserção perpendicular ao pescoço. Introdução da cânula traqueal Este é o momento mais perigoso da traqueostomia porque. para não apertar demasiadamente o pescoço. pelo menos). Sucções muito repetidas podem causar sangramento na traquéia. acolchoados e de fácil regulação no diâmetro cervical. realizada na linha mediana. seu limite lateral ultrapassa em pouco as bordas mediais do músculo esternocleidomastóideo. gire novamente 180 graus e deslise. Certifique. faz. no mínimo. mais estética por abedecer às linhas de força da pele. Na transversa. deve possuir linha radiopaca.7. 1. A troca segura da cânula deve ser realizada após o quinto dia do procedimento assegurando.sépticas nas proximidades das feridas podem ser aspiradas para a árvore traqueobronquica. Idealmente. utilizando.sônica das vias aéreas. Após introduzir o seu terço proximal na traquéia. Botões de traqueostomia Os botões de traqueostomia são cânulas que se estendem somente da pele à superfície anterior da traquéia.se para isto. proporcionam uma via aérea em afecções intermitentes como a apnéia do sono obstrutiva e permitem sucção ocasional em afecções pulmonares crônicas.9%. deve se proceder a nebulização ultra. desobstrução pulmonar). amarrando. Cheque a posição do mandril e teste a competência do balonete.os nas bordas laterais da cânula e deixando a folga de um dedo. Tracione anteriormente a traqueia com ajuda de instrumentos. ainda a centraliza. até cetificar. 1. 1. 1.se que o paciente respira confortavelmente.10. o que permite fácil identificação radiológica. Utilize cadarços limpos.se a incisão a meia distância entre a cartilagem cricóide e a fúrcula esternal. duas vezes ao dia. Cuidados pós operatórios A ferida deve ser limpa. Possui concavidade superior.

introdução do laringoscópio da cavidade oral pelo canto direito da boca. máscaras bem adaptáveis a faixa etária. 2. isto faz com que coincidam os eixos oral. 2. Não houve diferença entre a traqueostomia percultânea e a cirúrgica com relação ao tempo de internação na terapia intensiva (25 e28 dias) ou no hospital (47 e 44 dias. oxigenar o paciente com O2 a 100% durante aproximadamente 3 minutos. 2. Técnica Altura adequada da mesa cirúrgica. realizada na UTI. Freeman e colaboradores realizaram um estudo prospectivo em 80 pacientes com indicação de traqueostomia eletiva. pinça de Magill. algumas vezes. de tamanhos apropriados (adulto e pediátrico) e com as respectivas lâminas de intubação retas e curvas. respectivamente). evitando. a cabeça do paciente deve estar elevada em mais ou menos 10 cm e estendida. que tem um portal acima do balonete. uma guia de intubação (mandril). com a mão esquerda empurrando a língua para 5 .abdominais. foi significativamente menor do que a cirúrgica. 2. Os custos da traqueostomia percultânea (U$ 1569) foram significativamente menores do que a cirúrgica (U$ 3172). O que é IOT A identificação prévia de uma via aérea potencialmente difícil é de fundamental importância no manejo da mesma.1. houve uma tendência. para permitir a fala desta maneira. Estes foram randomizados em dois grupos. cabos de laringoscópio com pilhas funcionantes. Estes problemas são eliminados Pitt Speaking Tracheostomy Tube. seringas de 10 ml para inflar o balonete. faríngeo e laríngeo.13. intratorácicas e intra. Cirurgias nas quais quais a intubação é obrigatória. 41 minutos. realizada no centro cirúrgico ou percultânea. cânulas orofaríngeas de tamanhos diversos. e anestésicos locais spray (lidocaína). através do qual pode ser direcionado um fluxo de ar.É possível a fala para quase todos os pacientes com tubos de traqueostomia. a resistência criada pela expiração passado o tubo torna isto muito difícil para pacientes fracos e. Equipamentos Uma fonte de oxigênio. Intubação Orotraqueal 2. o laringoscópio com lâmina curva (Macintosh) é o mais utilizado. um sistema de sucção funcionante e um catéter de sucção. tubos intra. quando o balonete estiver desensuflado e a abertura do tubo estiver temporariamente ocluída.traqueais de vários tamanhos. Ventilação controlada por longos períodos. A duração da traqueostomia percultânea 20 minutos. No entanto. Os grupos eram semelhantes quanto a idade. Traqueostomia cirúrgica ou percutânea em pacientes graves Em maio de 2001. 1.se situações criticas em que as tentativas frustas na intubação traqueal provocam hipóxia no paciente.4. Uma valva de polegar controla o fluxo e desvia o gás a partir de um tubo de suprimento. a redução da mortalidade com a traqueostomia percultânea (22% versus 45%). Comentário sobre o artigo 1. manobra que fornece tempo suficiente para intubação (5 minutos) sem que ocorra Hipoxemia. um sistema de ventilação para administrar manualmente oxigênio sob pressão positiva. Indicações Isolar a via aérea em pacientes com risco de aspiração. lidocaína gel 2. São necessários prática e ajuste cuidadoso do fluxo de ar (geralmente 4 a 6 l/ min) para impedir a aerofagia e dilatação gástrica. gravidade de condição clínica e diagnóstico principal.3.0% viscosa para lubrificação do tubo traqueal. Com relação a mortalidade. traqueostomia cirúrgica.2. A ventilação com pressão positiva também deve ser interrompida. sexo. Dificuldade de ventilação por máscara facial ou laríngea.13.1. impossível para aqueles com DPOC severa. entre elas: cirurgias de cabeça e pescoço.

epiglote e/ ou larínge. Incapacidade para intubar. Laceração de partes moles das vias aéreas. confirmar a posição do tubo pela ausculta pulmonar bilateral e. hipóxia e morte. a elevação da epiglote para que as cordas vocais sejam visualizadas.6. quando disponível. Complicações durante a laringoscopia e intubação orotraqueal Traumatismo de lábios Traumatismo de lábios. realizando assim. levando a hipóxia e morte. resultando em perda de vedação durante a ventilação.8. faringe. a ponta da lâmina deve ser inserida na valécula (espaço acima da epiglote). taquicardia.5. colapso pulmonar contra. arritmia. Trauma sobre a via aérea resultando em hemorragia e possível aspiração. faringe posterior. para evitar traumas dentarios. mas também exige a condição 6 . 2. Complicações após extubação Laringoespasmo Aspiração Faringite e laringite Edema laríngeo e subglótico Ulceração da mucosa traqueal Estenose traqueal Pneumonia Paralisia das cordas vocais (raro) 2. hipertensão intracraniana e intraocular Hipoxemia e hipercarbia Trauma da coluna cervical Lesões ou perfurações das vias aéreas e esôfago Intubação esofágica Aspiração pulmonar de conteúdo gástrico 2. Lesão da coluna cervical por movimentação da cabeça durante o procedimento. Extubação: A extubação da traquéia é realizada idealmente enquanto os reflexos protetores da laringe do paciente ainda estiverem suprimidos. resultando em ventilação seletiva. normalmente do brônquio. resultando em hipóxia e morte. articulação temporomandibular Hipertensão arterial.fonte direito. Complicações da intubação orotraqueal: Intubação esofágica. Luxação da mandíbula. levando a aspiração. dentes. Indução ao vômito. Fratura ou arrancamento de dentes (causados por movimento de alavanca).7. Complicações na presença do tubo Intubação endobrônquica Extubação acidental Isquêmia da mucosa traqueal pelo balonete muito insuflado Broncoespasmo 2.lateral e pneumotórax. convertendo uma possível lesão sem déficit neurológico em uma lesão com déficit neurológico. não fazer movimentos de báscula com o laringoscópio. Ruptura ou vazamento do balonete do tubo.esquerda. laringe. Isto diminui o laringoespasmo e a tosse. Intubação seletiva. introduzir o tubo traqueal de tamanho adequado até que o balonete ultrapasse a glote em inflar o mesmo. com uso do capnógrafo (este é o método mais eficaz para a verificação da posição do tubo traqueal) e fixar o tubo. tracionar o laringoscópio para cima e caudalmente. 2.9. língua.

Executante: enfermeiro. Reunir o material. Manter observação rigorosa e constante. a aspiração dentro do tubo não é recomendável devido ao risco de produzir hipóxia e introduzir bactérias na traquéia. Oxigênio. 2. A primeira aba da bandagem é colocada ao redor da cânula em movimento espiral para cima e a segunda aba circunda a cânula concentricamente terminando a fixação. Realizar a prescrição de enfermagem. Verifique o padrão respiratório. visto que o fluxo de ar é o principal “guia” para a intubação. Lavar as mãos. 3.10. Técnica para fixação Lavar as mãos para evitar infecção cruzada. coloque uma cânula orofaríngea lubrificada. Posicionar o recém-nascido no leito de maneira confortável mantendo um coxim na região subescapular. Sucção meticulosa do orofaringe para que as secreções proximais ao balonete não drenem para a traquéia quando o mesmo for desinsuflado. Aplicar o adesivo bandagem elástica previamente cortado em forma de H. Anotar o número da cânula e o número graduado em contato com o lábio superior em impresso próprio.10. Se necessário.10. relaxante muscular. esticando-o junto a pele na região central acima do lábio superior até a metade da face direita e esquerda. confirmada ou suspeita. Introdução nasotraqueal A intubação nasotraqueal é uma técnica útil quando existir fratura de coluna cervical. Objetivo Fixar a COT para evitar a extubação não planejada ou sua mobilização no interior da traquéia. - Pacientes com risco de aspiração de conteúdo gástrico ou aqueles com intubação traqueal difícil devem ser extubados acordados. Anotar o procedimento realizado e as intercorrências. 7 . Este procedimento está contra-indicado no paciente em apnéia.nascido) 2.de a ventilação do paciente ser espontânea e adequada (volume corrente de no mínimo 7ml/Kg) e que não exista risco de vômito! Passos a serem seguidos: Verifique se a respiração está adequada (volume corrente. amplitude e freqüência respiratória). o uso de um laringoscópio permite sucção sob visão direta e diminui as possibilidades de causar um trauma a tecidos moles. material para intubação traqueal e aspiração devem estar disponíveis. A menos que as secreções sejam audíveis no tubo traqueal ou nos pulmões. Verificar os parâmetros indicados no ventilador e instalá-lo. Forneça oxigenação sob máscara. Aplicar a gaze ou haste de algodão seca. Recolher o material e deixar a unidade em ordem. Limpar a pele da região supralabial e metade da face direita e esquerda com haste de algodão embebida em pequena quantidade água. Remova o tubo durante a inspiração (abdução das cordas vocais).1. ou quando existirem fraturas graves médio-faciais ou fraturas de base de crânio. Comentário sobre o artigo (Fixação da cânula orotraqueal em recem. 2. Desinfle o balonete lentamente. O laringoespasmo e o vômito são os riscos imediatos mais sérios no período pós-extubação.2.

e a seguir posteriormente e para baixo até a nasofaringe.. repetí-lo aplicando uma pequena pressão sobre a cartilagem tireóide. Fixar o tubo. Dayse Maria Rizatto. TSUNECHIRO.afm. Certificar-se que um aspirador rígido estará prontamente disponível caso seja necessário.pdf 03/09/2004 . PANDIKOW. Luce M. direcionando-o para cima (para evitar o grande corneto inferior). Mauricio Vidal.br/repen/v21_n2/fixcan. Lembre-se de ventilar o paciente intermitentemente. Atuação da Fisioterapia na Realização e nos Cuidados com a Traqueostomia.br/Via%20a%C3%A9rea%20definiva. RJ Ed Revinter. Disponível em http://www. Jul/ Set 2001. ele deve ser direcionado para baixo para passar pela faringe.. Técnica de intubação nasotraqueal: Ventilar e oxigenar o paciente com ambu/máscara conectado a uma fonte de O2 a 15 l/m. Introduzir o tubo lentamente mas firmemente para dentro do nariz. Anna Paula da Cunha. Maria Alice.famed. 3.ufrgs. deve-se prestar atenção ao fluxo de ar que transita por ele.34 8 .org. Via aérea definitiva no trauma. JOHN. Israel Figueiredo. Lubrificar o tubo com um gel anestésico e introduzi-lo na narina. Tratamento Respiratório Intensivo. P 5 . Monografia. Referências bibliográficas JUNIOR.3 P.htm 03/09/2004 - 11:50 hs TRONCHIN. MARTHA.1. sugerindo que a ponta do tubo esteja localizado na entrada da traquéia.47 N. Helena M. Disponível em em http://www. Fixação da cânula orotraqueal em recémnascido. Acompanhando o movimento de ar no tubo. Revista da Associação Médica Brasileira. - - 4. Uma vez que o tubo penetrou na faringe. Luiz Francisco Poli. 2002. que não devem ser movimentados sob nenhuma hipótese durante o procedimento. A curvatura do tubo deve ser moldada para facilitar a passagem neste trajeto curvo. a posição do tubo deve ser reavaliada.173. empregados nas manobras de intubação orotraqueal. DAVID. Controle da Via Aérea. Auscultar o tórax e o abdome com estetoscópio para conferir a posição do tubo. Insuflar o balonete do tubo com volume de ar suficiente para conseguir uma vedação adequada. Daniel Gustavo Teixeira. Disponível em http://www.Devem ser adotados os mesmos cuidados de imobilização da coluna cervical. Observar visualmente a expansão pulmonar com a ventilação. Assim que o tubo passa pelo nariz e atinge a nasofaringe. 1995. V.12:15 hs FIGUEIREDO. determinar o momento da inspiração e avançá-lo rapidamente para o interior da traquéia.abensp.. CARVALHO. Tyler L. Testar o balonete do tubo traqueal. Avançar o tubo até que o som do movimento de ar seja máximo. Um assistente deve imobilizar manualmente o pescoço e a cabeça. Se o paciente for transportado. Pierson J. SCHAMAN. 2ª ed.. Se o procedimento não for bem sucedido.org. Arenson. CARVALHO. Conferir a posição do tubo ventilando com ambu. Traqueostomia Cirúrgica ou Percultânea em Pacientes Graves. Não hiperinsufle o balonete.pdf em 03/09/2004 – 11:32 hs.br/disciplinas/med03377/anes/livro_anes/viasaereas.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful